![]() |
Catedral Nossa Senhora Aparecida Votuporanga-SP |

Leão XIV convocou todos que trabalham "por uma ecologia integral a renovar o compromisso" com o cuidado da criação, participando da Semana Laudato si' que começa neste domingo, 17 de maio. O movimento global encoraja a começar pelas realidades locais, inclusive oferecendo cursos gratuitos para se tornar Animador Laudato si’ e exercer um papel fundamental na promoção da sustentabilidade e no enfrentamento dos desafios ambientais urgentes a partir das comunidades em que se vive.
"De hoje até o próximo domingo se realiza a Semana Laudato si’, dedicada ao cuidado da criação e inspirada na encíclica do Papa Francisco. Neste ano jubilar de São Francisco de Assis, recordamos a sua mensagem de paz com Deus, com os irmãos e com todas as criaturas. Infelizmente, nestes últimos anos, devido às guerras, os avanços nesse campo diminuíram bastante. Por isso, encorajo os membros do Movimento Laudato si’ e todos aqueles que trabalham por uma ecologia integral a renovar o compromisso. Cuidar da paz é cuidar da vida!"
O encorajamento do Papa Leão XIV veio ao final do Regina Caeli, na Praça São Pedro, pra uma multidão de 20 mil pessoas. O Pontífice convocou para um dos momentos globais do Movimento Laudato si' que começa neste domingo (17/05) e vai até 24 de maio, a Semana Laudato si' com o tema "Da esperança à ação".
Depois de um Jubileu da Esperança histórico e da inspiradora Conferência Espalhando Esperança, a mobilização é para transformar a esperança renovada em ações coletivas e corajosas. E o Movimento, junto com o reforço do Papa Leão, convida a comunidade global para continuar construindo uma Igreja atenta ao clamor da Terra e dos pobres — alicerçada na oração, configurada pelo encontro e comprometida com a conversão ecológica. Um trabalho global para enfrentar os impactos contínuos da crise climática, mas que começa da base, das realidades locais, com a sinolidade servindo de guia através dos Animadores Laudato Si’, coordenadores de Capítulos, Círculos e Organizações-Membros que são o coração da missão.
Para se transformar em um deles, basta participar de um Curso de Animadores, gratuito, que oferece pedagogia aprimorada, acesso ampliado a diversos idiomas e novas oportunidades de formação (on-line e presencial). Os cursos não se destinam apenas a “especialistas em meio ambiente”, mas a todas as pessoas de fé que sentem que têm um chamado silencioso (e urgente) a responder. Inspirado na visão do Papa Francisco, as aulas capacitam líderes que conseguem conectar a oração à ação, a espiritualidade à transformação sistêmica e as iniciativas locais a um movimento global.
Fonte: texto e imagem extraídos de: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-05/papa-leao-xiv-semana-laudato-si-maio-2026-regina-caeli.html

Ao final da oração mariana do Regina Caeli, Leão XIV recordou que neste 17 de maio se celebra o 60° Dia Mundial das Comunicações Sociais em vários países, como no próprio Brasil, com celebrações de ação de graças. Nesta época da Inteligência Artificial, disse o Papa, "encorajo todos a se empenharem em promover formas de comunicação que respeitem sempre a verdade do homem, para a qual orientar toda inovação tecnológica".
"Hoje se celebra, em diversos países, o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano quis dedicar ao tema 'Preservar vozes e rostos humanos'. Nesta época da Inteligência Artificial, encorajo todos a se empenharem em promover formas de comunicação que respeitem sempre a verdade do homem, para a qual orientar toda inovação tecnológica."
O Papa voltou a reforçar a importância de se aprender a lidar com a Inteligência Artificial, para compreender o uso dos algoritmos, neste domingo, 17 de maio, 60° Dia Mundial das Comunicações Sociais que inclusive está sendo celebrado no Brasil, e tomando como base a própria a mensagem do Papa divulgada no início do ano. O desafio, especifica o Pontífice no texto, não é impedir a inovação digital, mas melhor orientá-la. Na mensagem, Leão XIV também alerta para não renunciarmos o nosso talento, entregando-o às máquinas, porque assim não vamos crescer como pessoas em relação a Deus e aos outros: “significa esconder o nosso rosto e silenciar a nossa voz".
Através da mensagem, retomada ao final do Regina Caeli, o Papa Leão XIV convida todos a refletirem sobre uma comunicação que seja mais humana, verdadeira e autêntica. Segundo Janaína Gonçalves, coordenadora-geral da Pascom Brasil, é “uma comunicação que não reduz pessoas a meros conteúdos, que dê voz e vez a quem precisa, que revele o rosto das pessoas”. Ela afirma ainda que, analisando o texto do Pontífice, “o problema da comunicação não está no celular, nas telas em geral, mas na atitude de perder o humano, na ilusão digital em achar que engajamento é o mesmo que profundidade, na incompreensão em pensar que o alcance pelos algoritmos é o que gera a transformação”.

O Papa Leão XIV recordou logo no início da alocução que precedeu a oração mariana do Regina Caeli, neste domingo (17/05), numa Praça São Pedro com cerca de 20 mil pessoas, que "hoje, em muitos países do mundo, celebra-se a Solenidade da Ascensão do Senhor", como acontece no Brasil, por exemplo. Um mistério que marca a gloriosa partida de Jesus, quando sobe aos céus e senta-se à direita de Deus Pai, para servir como mediador, intercedendo por nós. A Igreja celebra essa solenidade 40 dias após a ressureição de Cristo e o tempo em que conviveu e instruiu os discípulos, antecipando Pentecostes na próxima semana. Com a vinda do Espírito Santo, todos somos convidados e enviados pelo Senhor a anunciar o Evangelho para todos.
Leia a íntegra das palavras de Leão XIV no Regina Caeli
A imagem de Jesus que sobe ao Céu, da Ascensão do Senhor, disse o Pontífice, "poderia nos levar a perceber este Mistério como um acontecimento distante. Contudo, não é assim"; não é "promessa distante", mas "vínculo vivo". Estamos unidos a Jesus e a sua "ascensão ao Céu atrai também nós" e "para a plena comunhão com o Pai", explicou o Papa, "aproximando cada vez mais a nossa maneira de pensar, de sentir e de agir à medida do coração de Deus":
"Toda a vida de Cristo é um movimento de ascensão, que abraça e envolve, através da sua humanidade, o inteiro cenário do mundo, elevando e resgatando o homem da sua condição de pecado, levando luz, perdão e esperança onde havia trevas, injustiça e desespero, para chegar à vitória definitiva da Páscoa, na qual o Filho de Deus «morrendo destruiu a morte e ressuscitando restaurou a vida»."
Leão XIV recordou, então, São Paulo, que diz que "«tudo o que é verdadeiro […], justo, […] amável» e pondo em prática, com a ajuda de Deus", nos ajuda a transcorrer um "percurso de ascensão", "que nos atrai constantemente para o Alto, para o Pai", difundindo no mundo frutos preciosos de comunhão e de paz. Um caminho feito em comunhão com quem está próximo:
"Encontramos o caminho em Jesus, na dádiva da sua vida, nos seus exemplos e nos seus ensinamentos, assim como o vemos traçado na Virgem Maria e nos santos: aqueles que a Igreja nos apresenta como modelos universais e aqueles – como o Papa Francisco gostava de dizer – «da porta ao lado», com quem partilhamos o nosso dia a dia, pais, mães, avós, pessoas de todas as idades e condições, que com alegria e empenho se esforçam sinceramente por viver segundo o Evangelho.
“Com eles, com o seu apoio e graças à sua oração, também nós podemos aprender a subir, dia após dia, para o Céu, fazendo objeto dos nossos pensamentos.”
fonte: texto extraído de https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-05/papa-leao-xiv-regina-caeli-17-maio-2026.html

Entre as Solenidades da Ascensão do Senhor e de Pentecostes, será celebrada a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC), um dos momentos mais significativos do ano para a dimensão Ecumênica da Igreja. As celebrações terão como inspiração bíblica o versículo 4 do quarto capítulo da carta de São Paulo aos Efésios: “Vocês formam um só corpo e um só espírito, do mesmo modo que a esperança para a qual foram chamados é uma só” (Ef 4, 4).
As orações e reflexões para a semana foram preparadas por um grupo ecumênico coordenado pelo Departamento de Relações Inter-religiosas da Igreja Apostólica Armênia. Como de costume, uma equipe internacional nomeada conjuntamente pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas colaborou com os editores para finalizar os materiais em uma reunião realizada de 13 a 18 de outubro de 2024, na Santa Sé em Etchmiadzin, Armênia.
O material inclui uma introdução ao tema, um esboço para a celebração ecumênica e uma seleção de breves leituras e orações para cada dia da semana. Este conteúdo pode ser utilizado de diversas maneiras e destina-se a ser usado não apenas durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, mas também ao longo de todo o ano de 2026.
“Através das suas práticas e ensinamentos, a Igreja Apostólica Arménia oferece-nos uma reflexão profunda sobre a essência da unidade dentro do Corpo universal de Cristo, não apenas como um conceito, mas como uma realidade viva e pulsante”, afirmam os editores do material oferecido a toda a Igreja e disponível em português aqui.
Na introdução ao tema contida no material preparado para a celebração da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, é aprofundado o versículo da Carta aos Efésios sobre a unidade da Igreja.
“Efésios 4:4 resume os ensinamentos de Paulo sobre a unidade, enfatizando, também aqui, que os seguidores de Cristo representam ‘um só corpo e um só Espírito’, unidos numa única esperança”.
O conceito de ‘um só corpo’ na iluminação bíblica, também reflete a natureza da Igreja, uma vez que “o cristianismo transcende as fronteiras culturais e nacionais, unindo os crentes em todo o mundo na fé e na esperança”.
A ideia de “um só Espírito” refere-se ao Espírito Santo “que sustenta esta comunhão e capacita a Igreja a cumprir a sua missão”.
A única esperança diz respeito à salvação e à vida eterna: “Esse é o objetivo final e a motivação para a vida cristã, proporcionando uma visão comum e propósito para todos os crentes e unindo-os na sua jornada de fé e na sua vida quotidiana. Esta visão partilhada ultrapassa as divisões confessionais e culturais, encorajando os cristãos a trabalharem juntos de todas as formas possíveis”.
fonte: texto e imagens extraídos de: https://www.cnbb.org.br/igrejas-celebram-semana-de-oracao-pela-unidade-dos-cristaos-2026-de-17-a-23-de-maio/

Entenda o porquê de maio ser considerado o mês das noivas e a relação entre essa tradição e a devoção mariana que é propagada de modo mais intenso pela Igreja Católica durante o mês de maio.
Um frescor de vida nova é a sensação que preenche os lares do Hemisfério Norte com o início da estação das flores, a primavera. Sem dúvidas, trata-se do cenário ideal para celebrar o dia mais feliz da história de um casal. Esse é um dos motivos, não o mais importante, que apresentaremos neste artigo pelos quais o mês de maio tornou-se, tradicionalmente, um período de alta procura para celebração das núpcias. Continue lendo para saber mais.
O mês das noivas
Cerimonialistas correndo contra o tempo, fornecedores subindo os preços nas alturas, noivas apreensivas para que o grande dia seja perfeito e inesquecível, esse é o cenário que compõe o mês de maio, o mês mais disputado para celebrar a união de duas pessoas que se amam. Isso acontece porque maio é considerado o mês das noivas. E como surgiu esse costume?
Existem diferentes teorias para responder a essa pergunta, uma hipótese é que o Brasil tenha importado tal costume dos países do Hemisfério Norte, onde, após meses frios e devastadores, a primavera reina com sua beleza e esplendor durante o mês de maio, proporcionando cenários de tirar o fôlego e um clima agradável para festas elegantes e celebrações incomparáveis. Embora maio, no Brasil, não pertença à estação da primavera, é um mês que, coincidentemente, também proporciona um clima fresco, ameno e sem chuvas, favorecendo as celebrações.
Além da primavera, existe um motivo ainda mais nobre que, muito provavelmente, se trata do mais importante para justificar a adoção de maio como o tradicional mês das noivas: o fato de que a Igreja Católica dedica todo esse mês, de modo especial, à devoção à Virgem Maria, modelo de mulher para muitas noivas e cuja Sagrada Família inspira inúmeros casais pelo mundo.
A Mãe de Jesus e o mês das noivas
Na Bíblia, podemos encontrar várias inspirações de mulheres valentes, fortes e abençoadas por Deus, como, por exemplo, Débora que ocupou o cargo de juíza com excelência 1, Sara que confiou em Deus e engravidou na velhice 2 e Ester que intercedeu junto ao rei pelo seu povo 3. No entanto, para a fé católica, nenhuma delas chega aos pés da Virgem Maria, que é a principal figura feminina de toda a Escritura por sua pureza de coração e porque foi escolhida, aceitando humildemente ser mãe de Cristo.
“Entrando, o anjo disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo’” 4, não se encontra outra semelhante saudação nas Sagradas Escrituras, isso porque Deus elegeu Maria entre todas as mulheres, tornando-a inspiração de santidade para toda a humanidade, bem como modelo de esposa e mãe para as mulheres que sonham com o matrimônio. Além disso, Maria intercedeu pelos noivos das Bodas de Caná, onde Jesus realizou seu primeiro milagre a pedido dela, é um sinal claro da intercessão de Maria pelas noivas e pelas celebrações de casamento.
Por isso, existe uma chance enorme de maio ter se tornado o tradicional mês das noivas em virtude da devoção à Nossa Senhora por parte das noivas, já que esse é um período em que a Igreja Católica do mundo todo dedica suas orações e sua devoção, de modo especial, à Mãe de Jesus.
Quando a Mãe de Jesus salvou uma festa de casamento
Imagine que você está no salão de beleza, pronta para o dia mais feliz de sua vida, prestes a ir para a Igreja, e abre um rasgo enorme em seu vestido, ou então que você está à caminho de sua festa que será ao ar livre e, de repente, começam as trovoadas, ou, ainda, que a festa já começou e você está celebrando com os convidados quando, sem esperar, a bebida acaba.
Imprevistos acontecem, no entanto, poucos têm a mesma sorte, ou melhor, a mesma providência de Deus, que tiveram os noivos das Bodas de Caná. Quando o vinho veio a faltar, a Virgem Maria não demorou para perceber e, em seguida, alertar o Seu Filho, “Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: ‘Eles já não têm vinho’” 5. Jesus, até então não havia começado a sua vida pública, mas por amor à sua mãe aceitou realizar o Seu primeiro milagre.
Essa passagem Bíblica nos ensina duas coisas: a primeira é que, se uma pessoa tem Maria por perto, certamente será agraciada com seus cuidados e terá uma intercessora muito proativa, e a segunda é que Maria ama o casamento, pois é um sacramento da Igreja instituído pelo próprio Deus, e por isso intercede de modo ainda mais especial por aqueles que estão caminhando rumo ao altar. Basta com que os noivos, assim como os das Bodas de Caná, convidem a Virgem Maria e o seu Filho para participarem de seu casamento.
A Virgem Maria e as famílias abençoadas
Todas as pessoas que são chamadas a formar uma família por meio do casamento, devem buscar no lar a santificação de suas vidas e de seus familiares, e é por isso que o lar é chamado de Igreja doméstica, pois é no seio familiar que se molda a santidade e que se vive o verdadeiro amor.
E não existe família que mais soube tornar o lar um núcleo de santidade do que a Família de Nossa Senhora. Antes da vida pública de Jesus, eles vivenciaram durante trinta anos uma vida comum, trabalhando para o sustento da casa, educando Jesus, cumprindo os deveres, cuidando do lar e, principalmente, amando uns aos outros.
Deus ama tanto o casamento e a instituição da família que também quis ter uma, enviando Seu único Filho por meio do ventre Imaculado de Maria e escolhendo José como Pai putativo de Jesus. A família de Nossa Senhora, chamada também de Sagrada Família, é modelo para todos os vocacionados ao matrimônio que desejam ter um casamento abençoado e feliz. Dessa forma, os futuros esposos devem recorrer sempre à intercessão de Maria para ter uma família abençoada como a dela!
Por que a Igreja Católica dedica o mês de maio à Virgem Maria?
Desde os primeiros séculos, os cristãos buscaram diferentes formas de honrar a Santíssima Virgem Maria, isso fica claro por meio de pinturas e orações antiquíssimas que foram encontradas nas catacumbas dirigindo-se a ela como Mãe de Deus.
Essa devoção foi se intensificando e ganhando espaço na fé cristã ao longo das centenas de anos que se passaram. Dogmas foram proclamados, diversas aparições ao redor do mundo foram reconhecidas, papas declararam-se grandes devotos de Maria e belíssimas orações foram escritas em honra à Mãe de Deus. Essa era a vontade de Jesus quando disse a João, seu discípulo mais amado: “Eis aí tua mãe” 6, Ele quis que todas as gerações proclamassem que Maria é bem-aventurada, e assim os católicos buscam fazer desde a igreja primitiva.
Mas, afinal, como e quando surgiu o costume de dedicar um mês inteiro às práticas diárias de devoção à Virgem Maria?
Essa tradição é chamada de “Tricesimum” ou “Trinta dias de devoção a Maria” e acredita-se que tenha surgido e ganhado força no período barroco, durante o século XVII, no entanto, até então esse costume não era exclusivo do mês de maio e acontecia em outros meses do ano. A combinação entre o mês de maio e a devoção dos trinta dias marianos ocorreu no Século XIX.
A combinação foi feita pois a Igreja buscava “batizar” costumes pagãos. O mês de maio, desde os tempos antigos, era dedicado a diferentes deusas pagãs. Na Grécia, o mês era dedicado à Ártemis, conhecida pelos gregos como deusa da fertilidade, e na roma antiga, os romanos dedicavam o mês à Flora, conhecida como deusa das flores.
Durante o período medieval, tradições de semelhança considerável aconteciam no Hemisfério Norte, como uma forma de espantar o inverno e recepcionar a primavera. E assim, a Igreja passou a propagar o mês de maio como o mês de Maria, a única mulher que trouxe a primavera ao mundo, Jesus Cristo, Aquele que, pela morte na cruz e ressurreição, espantou a frieza dos nossos pecados e maldades, trazendo o frescor de vida e salvação.
Algumas fontes apontam que, no brasil, tal costume tenha sido amplamente impulsionado e difundido pelos padres Jesuítas, responsáveis pela evangelização de todo o país recém descoberto.
Maio é, de fato, um mês muito abençoado, onde católicos do mundo todo expressam seu amor pela Mãe de Jesus, também é um mês de clima muito agradável, seja na primavera dos países do Hemisfério Norte, ou no outono suave e agradável do Brasil, tudo isso faz com que, inegavelmente, maio seja um mês ideal para festas de casamento.
O mês de Maria é o perfeito mês das noivas, pois não há noiva que se sinta desamparada ao correr para os braços de uma mãe doce e atenciosa como Maria!
Ó Maria concebida sem pecado,
Rogai por nós que recorremos a Vós!

Maria é modelo de escuta, de profundidade no discernimento, de coragem na fé e de dedicação ao serviço. Por isso, nós, católicos, nutrimos uma profunda devoção pela Santa Mãe de Deus e da Igreja, especialmente no mês de maio, o Mês Mariano.
Por que maio é o Mês Mariano?
A ideia de um mês dedicado especialmente a Maria remonta ao século XVII. Desde aquele tempo, o “Mês de Maria” incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus, apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio. Com o passar do tempo, o Mês Mariano passou a ser celebrado em maio, fazendo com que, durante todo o mês, haja devoções especiais para cada dia. Esse costume se consolidou, sobretudo, durante o século XIX e é praticado até hoje.
Como honrar Maria no mês de maio, mês das mães?
As formas pelas quais Maria é honrada em maio são tão variadas como as pessoas que a honram. Comumente, as paróquias rezam uma oração diária do terço e muitas preparam um altar especial com um ícone ou uma imagem da Virgem. Também é uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como “Coroação de Maio”.
Entretanto, os altares e coroações não são atividades exclusivas “da paróquia”. Elas podem ser feitas no ambiente familiar, igreja doméstica, com o objetivo de participarmos mais plenamente na vida da Igreja.
Por que Nossa Senhora tem tantos títulos?
Os inúmeros títulos de Nossa Senhora provêm das devoções populares, aparições, e são denominadas conforme os dogmas marianos. Cada um deles manifesta uma particularidade do cuidado de Maria com seus filhos, dos maiores aos menores, sempre disponível a atendê-los com amor e afeto maternal.
Para os brasileiros, Nossa Senhora Aparecida é, certamente, uma das mais populares. O santuário dedicado à Padroeira do Brasil já foi visitado por três papas: São João Paulo II, Papa Bento XVI e Papa Francisco.
Dicas para viver bem o Mês Mariano
Rezar o Rosário
A própria Santíssima Virgem ensinou São Domingos de Gusmão a rezar o Santo Rosário. Uma das prediletas da Igreja, essa oração é tida como meio para o alcance de inúmeras graças, favores e milagres.
Participar dos Sacramentos
Maria sempre aponta o caminho para Jesus! Para haver uma verdadeira devoção a Nossa Senhora, é imprescindível a participação nos Sacramentos, especialmente nos da Eucaristia e da Reconciliação, onde seu Filho nos espera.
Leitura espiritual sobre a Virgem
Reflita sobre as maravilhas que Deus faz na História da Salvação por meio da leitura orante dos Santos Evangelhos, dos quais Maria é personagem fundamental. Para se aprofundar na meditação, visite escritos de grandes santos da Igreja e estudiosos das Sagradas Escrituras.

Na última quarta-feira de maio, 27 de maio, será realizada a tradicional Coroação da imagem da Bem-aventurada Virgem Maria pelos fiéis. A celebração será realizada durante a Santa Missa, às 19h00, na Catedral de Votuporanga.
É tradição dos devotos de Nossa Senhora finalizar o mês de maio com a cerimônia de Coroação de Nossa Senhora. Para o devoto, coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhece como rainha. Rainha de um reino que não é o desse mundo, mas, sim, o reino sonhado por Deus para seus filhos e filhas.
Na história da vida humana de Jesus, Maria tem o papel fundamental. Seu "sim" sela a encarnação do Filho de Deus como homem e com sua aceitação ela demonstra que é possível uma pessoa fazer de sua vida uma constante escuta da vontade de Deus.

Estão abertas as inscrições para a Catequese Batismal para Pais e Padrinhos que será realizada no dia 31 de abril de 2026. O encontro tem início às 7h30 no Salão Paroquial e as inscrições devem ser feitas na Secretaria Paroquial.
Mais informações pelo telefone: (17) 3421-6245 ou (17)98114-4841.
A secretaria paroquial situa-se na rua São Paulo, 3577 Atendimento: 2ª a 6ª feira, das 8h às 17h30 e aos sábados das 8h às 11h.

No dia 04 de junho, celebraremos a Solenidade de Corpus Christi. Na Catedral Nossa Senhora Aparecida serão celebradas Missas às 9h e às 17h. Na Santa Missa das 17h, após a comunhão, os fiéis sairão em procissão pelas ruas centrais de Votuporanga com Jesus na Hóstia Sagrada, numa manifestação pública de devoção a Jesus Eucarístico e pedindo a proteção para nossa cidade. A procissão retornará a Sé Catedral para a Benção Solene de Jesus Eucarístico.
Significado
A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.
Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.
"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 – 59).
Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

São João Paulo II soube valorizar a experiência mística de Santa Faustina Kowalska. Aliás, a Igreja tem sempre a graça de contar com pessoas que se deixam raptar pela grandeza do amor de Deus para anunciá-lo aos outros. Continua muito válido recorrer aos místicos, cuja percepção dos mistérios vai além dos pobres raciocínios humanos.
Escreve Santa Faustina: “Ó meu Jesus, vós sabeis que, desde os meus mais tenros anos, eu desejava tornar-me uma grande santa, isto é, desejava amar-vos com um amor tão grande com que até então nenhuma alma vos tinha amado” (Diário1372).
Sabemos que o Senhor a escolheu para uma missão especial. Depois de passar pela “noite escura” das provações físicas, morais e espirituais, a partir de fevereiro de 1931, em Plock, o próprio Senhor Jesus Cristo começa a se manifestar a Irmã Faustina de um modo particular, revelando, de um modo extraordinário, a centralidade do mistério da Misericórdia Divina para o mundo e a história, presente em todo o agir divino, particularmente na Cruz Redentora de Cristo, e novas formas de culto e apostolado em prol dessa Sua Divina Misericórdia.
Descreve esta primeira visão: “Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em vós” (Diário 47). Ao longo do Diário, descobrimos que Jesus a escolhe como secretária, apóstola, testemunha e dispensadora da Divina Misericórdia.
São inúmeros os lugares do mundo que celebram, nestes dias, a Novena da Divina Misericórdia e se multiplicam, por toda parte, Movimentos e Grupos que contribuem na divulgação da Espiritualidade da Divina Misericórdia, todos crescentes em participação e profundidade, com frutos de intenso apostolado e serviços de caridade que expressam os frutos de uma espiritualidade autêntica.
E se espalha por toda parte a oração do Terço da Divina Misericórdia: Ele foi ensinado durante uma visão que Irmã Faustina teve em 13 de setembro de 1935: “Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus, a ponto de atingir a terra. Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição”.
No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou essa oração nas contas do rosário. Nas contas do Pai-Nosso, reza-se: Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro. Nas contas das Ave-Marias, reza-se: Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro (10 vezes). Ao fim do terço, reza-se: Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro. Oração de uma simplicidade impressionante, e cujos frutos mais ainda tornam estupefatas as pessoas!
Outra revelação assim indicava: “Pela recitação desse terço, agrada-me dar tudo que me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isso para as almas atribuladas: Quando a alma vê e reconhece a gravidade dos seus pecados, quando se desvenda diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não se desespere, mas se lance com confiança nos braços da minha misericórdia, como uma criança nos braços da mãe querida. Essas almas têm sobre meu coração misericordioso um direito de precedência. Dize que nenhuma alma que tenha recorrido à minha misericórdia se decepcionou nem experimentou vexame. Quando rezarem esse terço junto aos agonizantes, eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso”.
De fato, a misericórdia é uma magnífica manifestação do amor do Senhor; é “filha predileta do amor e irmã da sabedoria, nasce e vive entre o perdão e a ternura” (Ignacio Larañaga). Só o amor poderia criá-la, e nasce de bondade que liga Deus aos seres humanos, prescindindo da situação moral e social da humanidade, pois ela é gratuita na iniciativa do amor. A palavra “misericórdia” tem origem em dois termos latinos: “Miserere” e “cor”. O primeiro lembra piedade, compaixão implorada por quem se encontra numa grande tribulação. É difícil permanecer duro e insensível diante de quem grita com lágrimas e suspiros! “Cor” remete a “coração”, que, na compreensão cristã, diz respeito ao centro da vida espiritual, sede dos sentimentos de alegria, dor, amor, serenidade. É aqui, no sentido amplo de coração, que fazemos a avaliação das escolhas decisivas da vida. E o coração aponta também para o núcleo último do ser humano e sua personalidade inteira, sua vida interior e seu temperamento. Coração dado, apaixonado pela miséria, eis a Misericórdia.
Na língua hebraica, a raiz verbal raham indica, em primeiro lugar, o ventre materno, a parte mais tenra e delicada, na qual cada mãe celebra e vive o mistério da vida. A mãe convive e sente com o ser que traz no ventre. É nesse ambiente cheio de ternura que a criança vive antes de vir à luz. De raham chegamos a rahamim, o sentimento de misericórdia com que o amor se manifesta concretamente. Quem ama de verdade deseja tornar este amor visível, sobretudo quando a pessoa amada se encontra em grande dificuldade. Assim entendemos como o salmista, doente e oprimido pelo pecado, recorre com confiança à misericórdia de Deus: “Senhor, não me recuses tua misericórdia; tua fidelidade e tua graça me protejam sempre, pois me rodeiam males sem número, minhas culpas me oprimem e não posso mais ver. São mais que os cabelos da minha cabeça; meu coração desfalece” (Sl 39, 12-13; Cf. Sl 76, 10; Sl 78, 8; Sl 118, 77; SL 144,9).
É justamente essa profunda e visceral misericórdia que Deus quer oferecer a todos, sem excluir ninguém. E sua misericórdia se manifesta justamente naquele que mostra as chagas da crucifixão, abre os braços, sopra o dom do Espírito Santo e dá a missão do perdão e da reconciliação à sua Igreja: “A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, lhes serão retidos” (Jo 20, 23). Por isso damos graças na Festa da Divina Misericórdia: “Quero lembrar os benefícios do Senhor, celebrar os louvores do Senhor, por tudo o que fez em nosso favor, pela grande bondade com a casa de Israel, quando a beneficiou em sua ternura, em sua imensa misericórdia” (Is 63, 7).

Para você que deseja viver intensamente os 50 dias do Tempo Pascal, apresentamos algumas dicas. Não é nada difícil de se fazer, basta ter disciplina e vontade. Então, tome nota!
#1. Reze a novena da Divina Misericórdia
Esta novena deve ser feita em preparação para o Domingo da Misericórdia. Ela começa na Sexta-Feira Santa e termina no sábado anterior ao segundo domingo da Páscoa, quando celebramos a Festa da Misericórdia.
#2. Medite a Palavra de Deus
Uma boa prática para o Tempo Pascal é a meditação dos Evangelhos de cada dia.
Para isso, leia o texto pausadamente, repita a leitura de trechos que chamam mais atenção e procure entrar na narrativa, observando personagens, as falas, as atitudes. Por fim, busque trazer a Palavra para a tua própria vida.
E a partir desta meditação, faça uma oração espontânea com as palavras que o Espírito Santo inspirar ao seu coração.
#3. Adore a Jesus Ressuscitado
Jesus ressuscitou e está vivo em nosso meio, e a sua presença é a Eucaristia.
Por isso, durante este Tempo Pascal, procure incluir na sua rotina semanal ou mensal alguns dias para adorar a Jesus que o espera em Seu Tabernáculo – o Sacrário.
Adorar a Jesus é reconhecer que Ele é o nosso Rei.
Por isso, enquanto estiver em adoração no Tempo Pascal, procure refletir sobre o significado da ressurreição de Jesus na sua vida. Quais aspectos da sua vida Jesus precisa tocar com Sua ressurreição?
#4. No Tempo Pascal, faça o exercício da gratidão
Diariamente o Senhor nos abençoe e enche nossa vida de graça e paz. Mas você tem o hábito de agradecer a Ele por tantos benefícios?
A Palavra de Deus nos convida à gratidão: “Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (1Tes 5,16-18).
Certamente, o autor bíblico nos deixou essa orientação porque teve a compreensão de que a gratidão tem um poder transformador em nossas vidas.
A gratidão alimenta a fé, a esperança e a caridade. E com isso nos tornamos ainda mais capazes de identificar as coisas boas que nos acontecem e assim agradecer a Deus por elas.
#5. Coloque os teus talentos a serviço da Igreja
Se o Senhor abençoou sua vida com um dom e você ainda não colocou este dom a serviço, está desperdiçando os seus talentos.
Mas ainda que você já esteja a serviço da Igreja em alguma pastoral ou movimento, já se perguntou quais talentos ocultos você tem?
Reflita sobre isso, peça a luz do Espírito Santo e procure usar os seus talentos a serviço do Reino de Deus. O Tempo Pascal é uma excelente oportunidade para isso.
Enfim, viva o Tempo Pascal com alegria!

A primeira semana do Tempo Pascal tem um nome próprio, chama-se “Oitava da Páscoa”, iniciando no Domingo de Páscoa e ela se encerra no segundo domingo da Páscoa com a Festa Misericórdia. Neste dia, celebramos a graça de termos um Pai que é amoroso e misericordioso.
O Domingo da Festa da Misericórdia entrou para o calendário litúrgico da Igreja em 2000, quando o Papa João Paulo II canonizou Santa Faustina. Foi a ela que Jesus indicou que, no segundo domingo da Páscoa, deveria ser celebrada esta Festa.
Depois disso, no sétimo domingo da Páscoa, temos a Festa da Ascensão do Senhor. E quanto ao significado desta celebração, o Catecismo da Igreja nos ensina: “A ascensão de Cristo ao céu significa a sua participação, em sua humanidade, no poder e autoridade de Deus” (CIC 668).
Com a Ascensão, termina a missão terrena de Jesus e tem início a missão da Sua Igreja.
Logo em seguida, vivemos a celebração da Festa de Pentecostes, que é a coroação da Páscoa de Cristo.
Ela marca o momento da vinda do Espírito Santo sobre os discípulos e manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado no coração, na vida e na missão dos discípulos. Foi a partir de Pentecostes que os apóstolos começaram a espalhar a Palavra pelo mundo.

O Tempo Pascal começa na Vigília Pascal e tem a duração de 7 semanas, terminando, então, com o Domingo de Pentecostes, quando celebramos a graça da vinda do Espírito Santo. São 50 dias que vivemos como se fossem um só.
“Os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande Domingo” (Normas Universais do Ano Litúrgico, nº 22).
Logo, o Tempo Pascal é a Páscoa da Igreja, Corpo de Cristo, que passa para a Vida Nova do Senhor e no Senhor. Aliás, a palavra “Páscoa” significa, precisamente, “passagem”, conforme o sentido literal do termo na tradição judaica.
E os judeus celebravam a páscoa como uma festa que recordava a libertação do povo hebreu das mãos dos egípcios, que passaram pelo mar vermelho em direção à Terra Prometida.
Mas a nossa páscoa, que se estende ao longo de todo o Tempo Pascal, é um período no qual vivemos o prolongamento da alegria singular da Ressurreição. Neste período já não jejuamos, porque a morte foi vencida, a vida venceu o pecado.

Durante o tempo pascal, a Igreja se une em alegria por meio da oração do Regina Coeli (pronuncia-se “Redgína Tchéli“, que quer dizer “Rainha do Céu”), junto à Mãe de Deus, pela Ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, acontecimento que marca o maior mistério da fé católica.
A oração da antífona do Regina Coeli foi estabelecida pelo Papa Bento XIV em 1742 e substitui durante o tempo pascal, da celebração da ressurreição até o dia de Pentecostes, a oração do Ângelus cuja meditação central é o mistério da Encarnação.
Assim como o Ângelus, o Regina Coeli é rezado três vezes ao dia: ao amanhecer, ao meio dia e ao entardecer como uma forma de consagrar o dia a Deus e à Virgem Maria.
Não se conhece o autor desta composição litúrgica que remonta ao século XII e era repetido pelos Frades Menores Franciscanos depois das completas na primeira metade do século seguinte popularizando-a e difundindo-a por todo mundo cristão.
A oração:
V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia!
R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!
V. Ressuscitou como disse, Aleluia!
R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!
V. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, Aleluia!
R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!
Oremos:
Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém. (Três vezes).

Por meio da Sagrada Liturgia, cada batizado é convidado a viver configurando-se à vida de Jesus Cristo. Para tanto, a Igreja ajuda-nos a percorrer esse caminho de assimilação da existência cristã propondo-nos a dinâmica do Ano Litúrgico, cujo ápice é o Tríduo Pascal, que celebra os mistérios centrais de nossa fé: o Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado.
A Igreja “recorda a entrada do Cristo Senhor em Jerusalém para consumar seu mistério pascal”. Na procissão de ramos, experimentamos nossa condição de peregrinos, caminhantes para a eternidade. Participar dessa procissão nos predispõe a caminhar juntos, manifestando nossa alegria em sermos discípulos de Jesus. Na segunda parte da celebração – a Missa –, faz-se memória da Paixão de Cristo, de Seu ato de amor, Sua entrega para nossa salvação.
Comumente chamada de Missa do Lava-pés por ser um dos elementos dessa celebração – ainda que não seja o mais importante. Neste dia, a Igreja celebra “a instituição da Sagrada Eucaristia e da ordem sacerdotal, bem como o mandato do Senhor sobre a caridade fraterna” . É dia de agradecermos pelo dom da Eucaristia – presença real do Senhor que nos alimenta nas estradas da vida; pelo sacerdócio ministerial – recordando-nos de todos aqueles a quem o Senhor chamou para uma vocação específica de entrega e serviço; e de nos empenharmos à caridade concreta em favor dos mais fragilizados.
Neste dia, a Igreja celebra a Paixão e Morte de Cristo. A celebração é marcada pelo despojamento e silêncio. Após as leituras da Palavra de Deus, procede-se com a Adoração da Cruz – em que reconhecemos o infinito amor do Senhor pela humanidade, seguida da distribuição da sagrada Comunhão. A Igreja, esposa de Cristo, une-se ao seu Senhor, medita Suas dores, chora Sua morte. Este é um dia de jejum, de abstinência, de cultivar o silêncio e de refletir sobre nossa resposta de amor a Deus.
Durante este dia, “a Igreja permanece junto do sepulcro do Senhor, meditando na Sua Paixão e Morte, bem como a Sua descida à mansão dos mortos (1Pd 3,19), e esperando a Sua Ressurreição, em oração e jejum”5.
A celebração do Domingo de Páscoa começa na noite de Sábado com a “Vigília Pascal na noite santa”. É antiquíssima a tradição dessa vigília, que remonta aos primeiros séculos, aguardando o dia da gloriosa Ressurreição do Senhor. Essa celebração é realizada em quatro partes: a primeira, com o lucernário e a proclamação da Páscoa. Na segunda parte, iluminada pela Páscoa de seu Senhor, “a santa Igreja medita as maravilhas que o Senhor Deus realizou desde o início para seu povo que confia em sua palavra e sua promessa”; na terceira, a Igreja celebra ou recorda a vida nova no Batismo. Por fim, na quarta parte da celebração, os cristãos são convidados “à mesa que o Senhor preparou para o seu povo: o memorial de sua morte e ressurreição, até que Ele venha”6. É dia de rejubilarmos pelas maravilhas que o Senhor realizou para nos salvar, pelo Batismo que recebemos e pelo convite que nos faz, ao banquete eucarístico.
Com a celebração do dia da Páscoa, a Igreja, resplandecente de alegria, proclama: Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos.
A Semana Santa é um convite profundo à vivência dos mistérios centrais da nossa fé. Ao longo desses dias, a Igreja nos oferece, por meio da Sagrada Liturgia, um caminho para refletir sobre o amor incondicional de Deus e nos desafia a viver de maneira mais plena o nosso compromisso com Ele e com o próximo. Que, ao participar desses momentos de graça, renovemos nossa fé, fortalecendo nossa esperança e vivendo de forma concreta o mandamento do amor-comunhão. Abençoada Semana Santa!

No dia 26 de março, a Catedral Nossa Senhora Aparecida acolheu a celebração da Missa do Crisma da Diocese de Votuporanga, presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Moacir Aparecido de Freitas. A celebração reuniu sacerdotes, diáconos, religiosas, seminaristas e fiéis de diversas paróquias das quatro foranias diocesanas, evidenciando a unidade da Igreja particular em torno de seu pastor.
Na introdução, foi destacado que a Missa do Crisma torna visível o sacerdócio de Cristo, especialmente na vida dos ministros ordenados, além de fazer memória da instituição da Eucaristia. Nesse contexto, o Bispo, cercado pelo presbitério, conduziu a celebração como sinal de comunhão e serviço, recordando que o ministério sacerdotal é exercido em favor do povo de Deus.
Durante o rito da renovação das promessas sacerdotais, os presbíteros responderam ao chamado do Bispo, comprometendo-se novamente com a fidelidade ao ministério, à vivência da Eucaristia e ao anúncio do Evangelho. O momento também incluiu o convite à assembleia para rezar pelos sacerdotes e pelo próprio Bispo, fortalecendo a dimensão de corresponsabilidade na caminhada da Igreja.
A bênção dos santos óleos constituiu outro ponto central da celebração. O óleo dos enfermos, o óleo dos catecúmenos e o santo crisma foram apresentados como sinais da graça de Deus que fortalece, liberta e consagra. As orações mostram que, por meio desses óleos, a Igreja acompanha os fiéis nas diversas etapas da vida, desde a iniciação cristã até os momentos de enfermidade.
Na consagração do Crisma, Dom Moacir invocou o Espírito Santo para santificar o óleo, recordando a tradição da unção presente na história da salvação e sua plenitude em Cristo. O gesto do sopro sobre o óleo e a oração solene expressaram a ação do Espírito que transforma e envia os cristãos à missão.
Ao final da celebração Eucarística, os santos óleos foram entregues para as paróquias da Diocese, onde serão utilizados ao longo do ano nos sacramentos. A celebração evidenciou a comunhão entre o clero e o povo de Deus e destacou o envio missionário de toda a Igreja diocesana, chamada a viver e testemunhar a fé em suas comunidades.
Fonte:

A Semana Santa inicia-se neste domingo, 29 de março, com as celebrações do Domingo de Ramos e encerra-se no Domingo de Páscoa, 05 de abril, com as Missas da Ressurreição do Senhor. Ainda na Semana Santa a Igreja celebra a Missa da Ceia do Senhor na Quinta-feira Santa, Celebração da Cruz na Sexta-feira Santa e a Vigília Pascal no Sábado Santo. Neste ano, a Missa dos Santos Óleos Diocesana será celebrada na Quinta-feira Santa pela manhã também na Catedral.
Veja abaixo os horários das celebrações na Catedral Nossa Senhora Aparecida:
Dia 29/03 – Domingo de Ramos e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - Coleta Nacional da Solidariedade:
07h30 - Santa Missa e Benção dos Ramos
10h00 - Santa Missa, Procissão e Bênçãos dos Ramos;
19h00 - Santa Missa
Tríduo Pascal
Dia 02 – Quinta-feira Santa:
19h00 – Missa da Ceia do Senhor e Lava-pés; Vigília Eucarística após a Missa.
Dia 03 – Sexta-feira Santa:
06h00 – Ofício das Leituras
Das 07 às 09h00 – Oração Silenciosa
09h00 – Ofício das Leituras
Das 10h00 às 12h00 – Oração Silenciosa
12h00 – Ofício das Leituras
Das 13h00 às 15h00 – Oração Silenciosa
15h00 – Celebração da Santa Cruz
19h00 – Procissão sainda da Igreja São Bento até a Concha Acustica onde será encenada Via Sacra
Dia 04 – Sábado Santo:
19h00 – Missa Solene da Vigília Pascal: bênção da água e fogo novo (círio pascal). Renovação das promessas do batismo.
Celebração da Páscoa
Dia 05 – Domingo de Páscoa:
Missas solenes da ressurreição às 07h30; 10h00 e 19h00

Você que tem filhos, sobrinhos, netos ou vizinhos com idade acima de 07 anos e que não participam da catequese pode matriculá-los para as turmas de catequese deste ano. As inscrições estão abertas na secretaria paroquial e é necessário levar as certidões de nascimento e batismo. Estão abertas também as inscrições para a Catequese para Adolescentes, Jovens e Adultos.
Aqueles que ainda não receberam o sacramento do Batismo e já passaram da idade normal podem se inscrever também e farão a preparação para receberem os sacramentos.
A secretaria paroquial situa-se na rua São Paulo, 3577. tel : 3421-6245 e 98114-4841. Atendimento: 2ª a 6ª feira, das 8h às 17h30 e aos sábados das 8h às 11h.

Estão abertas as inscrições para a Catequese Batismal para Pais e Padrinhos que será realizada no dia 26 de abril de 2026. O encontro tem início às 7h30 no Salão Paroquial e as inscrições devem ser feitas na Secretaria Paroquial. Mais informações pelo telefone: (17) 3421-6245 ou (17)98114-4841.
O Principal objetivo da Pastoral do Batismo é levar aos pais e padrinhos o conhecimento do que é o sacramento do Batismo e o compromisso que através dele se assume com Deus e com a comunidade. Demonstrar que este Sacramento não se resume apenas em cumprir um preceito: é necessário, portanto, vivenciar, testemunhar e ensinar filhos e afilhados a serem cristãos autênticos e fiéis seguidores de Jesus Cristo.

A confissão é um sacramento de cura
Cada vez mais e mais pessoas têm buscado a cura da alma, fiéis têm também encurtado o tempo de uma confissão para outra, mas é preciso ficar atento, pois não basta confessar-se várias vezes, é preciso confessar-se bem. Mas como fazer isso?
Bom, confessar-se é dizer a verdade, relatar algo que foi feito; confessar significa assumir tal ato. No caso da confissão sacramental, significa dizer os pecados, os erros cometidos contra os mandamentos de Deus.
Quatro passos necessários para uma boa confissão
Podemos dizer que são necessários quatro passos. No primeiro, a pessoa deve colocar-se em oração, pedir a Deus a graça de uma sincera contrição; no segundo, fazer um bom exame de consciência ao rezar, lembrar como foi a caminhada da última confissão até o presente; depois, buscar o sacerdote e confessar. Por fim, após a confissão, cumprir a penitência.
Primeiro passo: é rezar, orar a Deus e pedir um coração arrependido do mal realizado, pois nem sempre este se arrepende; muitas vezes, a consciência está laxa, ou seja, até sabe que errou, mas não veio o arrependimento. A oração será esse pedido a Deus, para que se convença do mal e se arrependa.
Segundo passo: importante fazer um bom exame de consciência, ou seja, fazer um balanço desde a última confissão sobre os males cometidos. Nesse momento, vale dizer que pecado confessado é pecado perdoado. Se um pecado foi confessado e não mais cometido, não se confessa novamente. Outra dica interessante: se você tem dificuldades, medo ou vergonha de se confessar, faça o seguinte: anote seus pecados. Isso ajudará muito você e o sacerdote.
O terceiro passo: buscar um sacerdote católico, um padre ligado à Igreja Católica Apostólica Romana, pois ele recebeu o múnus, o serviço de celebrar este sacramento pela autoridade do bispo que o ordenou e do bispo local. É em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Igreja que o padre perdoa os pecados.
Não se preocupe: “O que o padre vai pensar de mim?” ou “O padre é pecador como eu!”. O padre não vai ficar pensado nisso. Imagine! Se assim fosse, não iria conseguir viver só pensando nos males do ser humano. Ele recebe a graça de acolher, ouvir, dar uma direção. Pela imposição das mãos dos apóstolos, pela graça da sucessão apostólica, os sacerdotes são colaboradores dos bispos, dos primeiros apóstolos que deram este poder para os outros apóstolos até chegar aos de hoje. Por que confessamos? Porque acreditamos no perdão e na autoridade de perdoar pecados concedida por Jesus Cristo aos apóstolos (Jo 20,22-23). O padre é pecador, mas é um escolhido; e independente de sua santidade, quando ele ministra e perdoa os pecados, a pessoa está perdoada.
O quarto passo: depois de confessar, o padre dá alguma orientação. Pode ser que ele peça para o fiel rezar o ato de contrição; depois, dá a penitência. Sobre o ato de contrição, existem fórmulas longas, outras curtas e também pode ser rezado espontaneamente. O padre, normalmente, dá alguma penitência para que o fiel repare o mal; pode ser uma oração, um gesto para que se retome à santidade perdida pelo pecado. E se o padre não deu penitência? Acalme-se! A confissão é válida. Faça uma oração e tenha atitudes de um cristão, ou seja, retome a vivência dos mandamentos, viva a vida perguntando-se como Jesus faria se estivesse no seu lugar.
Não banalize o sacramento da confissão
A confissão é uma bênção, por isso não a banalize, não a trate de qualquer forma. Examine a sua consciência, confesse-se e proponha-se a não mais pecar. Seja firme com você mesmo e tenha atenção às brechas que você deixa para o inimigo. Quando se deixa de rezar e vigiar, qualquer um se torna presa fácil.
Reze sua oração pessoal, vá à Missa, tenha devoções e reze o terço. Vigie. Esse ambiente é legal? Esse programa convém? Por fim, como foi dito acima, lembre-se de que não basta se confessar várias vezes, é preciso confessar-se e romper com o pecado. Com a graça de Deus, siga em frente e tenha a santidade como meta.