Notícias e Artigos Litúrgicos
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Santo Antonio, São João e São Pedro: os santos juninos!

No mês de junho, a Igreja celebra a festa de três grandes santos: Santo Antônio (dia 13), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29). Essas festividades, trazidas para o Brasil pelos colonizadores portugueses, ficaram popularmente conhecidas como Festas Juninas.

Antes de assumir sua forma cristã, as festas juninas tiveram origem pagã no hemisfério norte, onde se festejava, em junho, o solstício de verão, para comemorar o início das colheitas. Com a expansão do cristianismo, elas foram ganhando novo significado e nova roupagem, tornando-se celebração da festa de São João, chamada de festa joanina (de João) e, posteriormente, junina (de Junho). Nela, Santo Antônio e São Pedro passaram a ser também celebrados.

Conheça um pouco sobre a história dos santos de junho:

 

Nascido em 15 de agosto de 1195 na cidade de Lisboa, Portugal, foi batizado com o nome de Fernando de Bulhões. Nascido na Corte Real abandonou as honras do mundo para ingressar na Ordem dos Franciscanos no ano de 1221. A ele são atribuídos muitos milagres ainda em vida, incluindo bilocações, premeditações e curas.

Exímio pregador, sua língua encontra-se até hoje incorrupta na Basílica de Pádua, cidade em que morreu de exaustão no dia 13 de junho de 1231, sendo canonizado um ano depois pelo Papa Gregório IX. Recebeu o título de Doutor da Igreja no ano de 1946, pelo papa Pio XII. É comemorado no dia 13 de junho.

É invocado como “santo casamenteiro”, pois segundo a sua biografia, uma moça não dispunha do dote para casar-se e, confiante, recorreu a Santo Antônio. Das mãos da imagem do Santo teria caído um papel com um recado a um prestamista (pessoa que empresta dinheiro a juros) da cidade, pedindo-lhe que entregasse à moça as moedas de prata correspondentes ao peso do papel.

O prestamista obedeceu e pôs o papel num dos pratos da balança, colocando no outros as moedas. Os pratos só se equilibraram quando havia moedas suficientes para pagar o dote. Também é invocado para ajudar no achado de objetos perdidos.

 

Filho de São Zacarias e Santa Isabel é primo de Jesus. Nasceu na região montanhosa de Judá (Lc 1, 39), perto de Jerusalém, e seu nascimento foi anunciado a seu pai pelo anjo Gabriel no templo (Lc 1,13). Segundo os relatos bíblicos, nasceu três meses antes do nascimento de Jesus, por isso sua festa é comemorada no dia 24 de junho, sendo um dos poucos santos cuja festa é celebrada na data de nascimento e também no martírio, ocorrido no ano 30.

Viveu recluso em um deserto da Judeia e depois começou a pregar as margens do Rio Jordão, batizando muitas pessoas, inclusive Jesus Cristo, quando do início de seu ministério público. Foi canonizado pelo próprio Jesus, ainda em vida, sendo chamado de “maior dentre os homens nascidos de mulher” (Mt 11,11). Morreu entre os anos 30 ou 32, decapitado pelo Rei Herodes.

É de longe o santo mais conhecido e reverenciado neste mês. No Brasil, seu culto é bastante difundido na região Nordeste, sendo dia 24 de junho feriado regional. A fama do santo no mês de junho é tão grande, que em alguns lugares a festa é conhecida como joanina, em referência a São João.

Outro exemplo da fama do santo são as fogueiras, típicas da festa, a tradição foi trazida do continente europeu e representava o aviso a Maria do nascimento de João, filho de sua prima Isabel.

Os fogos de artifício, por sua vez, representam para alguns o despertar de João. Em Portugal, o uso das bombas e rojões serve para espantar os maus espíritos. É invocado como padroeiro dos casados e dos doentes.

 

Considerado Príncipe dos Apóstolos, foi o primeiro Papa, reinando por 37 anos, o papado mais longo da história, e junto com São Paulo, fundou a Santa Sé de Roma, atual sede da Igreja. Nasceu possivelmente no final do I século a.C. na região de Betsaida, na Palestina. Seu nome original era Simão, sendo modificado depois por Jesus (Jo 1,42), para indicar que ele seria a “pedra” sobre a qual Jesus instituiria a sua Igreja (Mt 16,18).

Antes de ser discípulo de Jesus, exercia a função de pescador, possivelmente nas proximidades do Mar da Galileia. E é exercendo sua função que o apóstolo conhece Jesus, que o convida a “avançar para as águas mais profundas” e ser “pescador de homens” (Lc 5,1-11).

Depois da morte de Jesus, foi preso em Jerusalém, mas após ser libertado milagrosamente, foi para Roma, local onde presidiu a comunidade dos apóstolos e toda a Igreja até ser expulso pelo imperador Cláudio, voltando assim a Jerusalém, onde ocorreu o primeiro Concílio da história da Igreja.

Dezessete anos depois, Pedro vai à Antioquia para depois voltar a Roma, local em que seria martirizado no Circo de Nero, local onde atualmente encontra-se a Praça de São Pedro, no ano de 64 d.C. a mando do imperador Nero. Suas relíquias ósseas encontram-se três andares abaixo do altar mor da Basílica de São Pedro, no Vaticano, e são visitadas anualmente por milhares de devotos.

Recebe especial veneração pelos nordestinos, que confiam a ele suas chuvas. Segundo a tradição, é obrigação dos viúvos e das viúvas acender uma fogueira na porta de casa durante a noite do dia 29.

O dia de São Pedro também representa o fim do principal período festivo dos municípios do interior do Nordeste. Em alguns locais é conhecido como “chaveiro dos céus”. É padroeiro dos viúvos, dos pescadores e do Papa. Sua festa é celebrada em 29 de junho e em 22 de fevereiro. Sua celebração encerra o ciclo das festas juninas.

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Oração ao Sagrado Coração de Jesus

Jesus ao nos apresentar Seu Sagrado Coração ardente em chamas, nos impulsiona a confiar em Seu amor e a buscar n’Ele a cura e a transformação das nossas vidas.

Seu Sagrado Coração é um convite para abrir os nossos corações ao amor divino que, apesar de nossas fraquezas e pecados, nos ama com um amor incondicional.

Aprenda agora a rezar a Oração ao Sagrado Coração de Jesus

Meu Sagrado Coração de Jesus, em vós deposito toda confiança e esperança.
Vós que sabeis tudo, Pai, o Senhor do Universo, Sois o Rei dos Reis, Vós que fizeste o cego ver, paralítico andar, o morto voltar a viver, o leproso sarar.

Vós que vedes as minhas aflições, as minhas angústias, bem sabeis, Divino Coração, como preciso alcançar esta graça: (pede-se a graça com fé).

A minha conversa convosco me dá ânimo e alegria para viver, só de Vós espero com fé e confiança; (pede-se novamente a graça).

Fazei, Sagrado coração de Jesus, que antes de terminar esta conversa, dentro de nove dias, alcance esta tão grande Graça; e para Vós agradecer, divulgarei esta Graça para que os homens, aprendam a ter fé e confiança em Vós.

Iluminai os meus passos, Sagrado Coração de Jesus, assim como esta luz esta nos iluminando e testemunhando a nossa conversa.
Sagrado Coração de Jesus, eu tenho confiança em Vós, Sagrado Coração de Jesus, aumente ainda mais a minha fé.

Amém.

 

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Dia de Oração pela Santificação do Clero

“O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo.” (São João Maria Vianney)

Todos os anos com a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, dedicamos orações pela santificação do clero. Tal data foi instituída por São João Paulo II, em 1995, o Dia Mundial de Oração pela Santificação do Clero.

Esta data é um momento que recordamos o desafio dos Sacerdotes de tender para a Santidade, em que já dizia o São João Paulo II: “a fim de sermos ministros de santidade para os homens e mulheres confiados ao nosso serviço pastoral”, tendo em vista “conformarem-se cada vez mais plenamente com o coração do Bom Pastor”.

Ora, a missão do Sacerdote é árdua e, assim, como todo ser humano, tem os seus altos e baixos. “É o que pode acontecer sempre, também na vida do Sacerdote. A grata memória do encontro inicial, a alegria do seguimento e o zelo do ministério apostólico, talvez levado adiante por anos e em situações nem sempre fáceis, podem dar lugar ao cansaço ou ao desencorajamento, fazendo avançar o deserto interior da aridez e envolvendo a nossa vida sacerdotal na sombra da tristeza” (Cardeal Beniamino Stella, Prefeito da Pontifícia Congregação para o Clero – 2018).

Assim, rezar pelo padre da sua comunidade, da sua paróquia, é sinal de Amor para um todo, afinal “se não tivéssemos o sacramento da Ordem, não teríamos Nosso Senhor. Quem o colocou no tabernáculo? O padre. Quem foi que recebeu nossa alma à entrada da vida? O padre. Quem a alimenta para lhe dar força de fazer sua peregrinação? O padre!” (São João Maria Vianney).

Sagrado Coração de Jesus, nós temos confiança em Vós!

Rezemos, muito e com fé, no dia de hoje pelo nosso Bispo Diocesano e por todo clero: rezemos, particularmente, pelos padres doentes e pelos que são perseguidos injustamente. Sejamos arautos da justiça e da misericórdia e que o Sagrado Coração de Jesus nos inspire a vivermos santamente o ministério sacerdotal e a sermos o bom odor do Cristo Ressuscitado!

Rezar pelos sacerdotes e bispos é ato de gratidão e de generosidade de discípulo-missionário do Sagrado Coração do Cristo! Saudações em Cristo!    

Oração pelos Sacerdotes

Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração Amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai puros e desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter sublime do Vosso Glorioso Sacerdócio.

Fazei-nos crer no seu amor e fidelidade para Convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que têm de transubstanciar o pão e o vinho em Vosso Corpo e Sangue, o poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna.

Amém!

 

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Catedral celebrou a Solenidade de Corpus Christi

Na Solenidade de Corpus Christi, 04 de junho, foram celebradas duas Missas Solenes. No período da manhã, Dom Moacir Aparecido de Freitas, bispo diocesano, presidiu a Santa Missa às 9h, sendo   concelebrada pelo Padre Gilmar Margotto.

No período da tarde, o Padre Gilmar Margotto presidiu a Santa Missa às 17h30 na Catedral que ficou repleta de fieis e foi concelebrada pelo Padre Luiz Marton.  Após a comunhão, os fiéis sairão em procissão pelas ruas centrais de Votuporanga com Jesus na Hóstia Sagrada, numa manifestação pública de devoção a Jesus Eucarístico e pedindo a proteção para nossa cidade.  A procissão retornará a Sé Catedral para a Benção Solene de Jesus Eucarístico. 

Significado

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.
 
Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 – 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

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Leão XIV: que o esporte seja escola de fraternidade e instrumento de paz

Foi divulgada, na terça-feira (02/06), a mensagem de vídeo do Papa Leão XIV com a intenção de oração do Pontífice para o mês de junho. Nela, o Papa convida a rezar para que o esporte seja um instrumento de paz, uma escola de fraternidade e espaço de encontro.

Nas vésperas da Copa do Mundo, o Papa convida os cristãos a se unirem a esta intenção. No início de sua oração, o Pontífice eleva sua súplica a Deus:

“Senhor da vida, agradecemos-Te pelo dom do esporte, por aqueles que glorificam a Deus com o exercício dos seus corpos, pelas amizades que nascem no campo e pela alegria de jogar em equipe.”

De acordo com o Santo Padre, o Senhor nos ensina "que na vida, como no jogo ninguém se salva sozinho. Precisamos dos outros para crescer, para aprender a respeitar, superar limites e celebrar juntos as vitórias alcançadas".

“Pedimos-Te que o esporte seja sempre escola de fraternidade e não de rivalidade vazia, espaço de encontro e não de exclusão, caminho de paz e não de violência.”

Construir comunhão e fraternidade na história

O Papa pede ao Senhor para fazer com que "aqueles que praticam, treinam ou apoiam descubram no esporte uma linguagem universal que aproxima culturas, une povos e semeia respeito, solidariedade e superação pessoal".

“Senhor Jesus, que cada esporte seja parábola de uma vida vivida contigo, colaborando com esforço e alegria, vivendo com humildade na derrota e com gratidão pela vitória que nos ofereces na tua ressurreição. Que nunca nos falte o teu Espírito, que faz de nós uma só equipe, unida contigo para construir comunhão e fraternidade na história. Amém.”

O esporte como um caminho para construir a paz

Em pouco mais de um ano de pontificado, não é a primeira vez que o Papa Leão XIV recorda à Igreja os valores do esporte. De fato, em 15 de junho de 2025, durante o Jubileu do Esporte celebrado em Roma, falou sobre o esporte como um instrumento de paz: “O esporte é um caminho para construir a paz, porque é uma escola de respeito e lealdade, que faz crescer a cultura do encontro e a fraternidade".

Em sua homilia da missa, desse mesmo dia, o Pontífice acrescentou ainda que "numa sociedade marcada pela solidão, na qual o individualismo exagerado deslocou o centro de gravidade do “nós” ao “eu”, terminando por ignorar o outro, o esporte, especialmente quando praticado em equipe, ensina o valor da colaboração, de caminhar juntos", convertendo-se assim em um importante instrumento de recomposição e encontro entre os povos.

Mais recentemente, no mês de abril deste ano, ao receber os atletas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Milão-Cortina, Leão XIV insistiu nesta mesma visão: "Nos tempos atuais, tão marcado por polarizações, rivalidades e conflitos que desembocam em guerras devastadoras, seu compromisso adquire um valor ainda maior: o esporte pode e deve converter-se verdadeiramente num espaço de encontro! Não uma exibição de força, mas um exercício de relação”.

Para o Papa, os esportistas são chamados a ser testemunhas de uma linguagem universal: "Competir sem odiar, ganhar sem humilhar, perder sem se perder".

Uma ponte de diálogo

A cultura do esporte como um instrumento de paz vem de séculos de história, desde as origens dos Jogos Olímpicos. A tradição da Trégua Olímpica — conhecida na Antiga Grécia como Ekecheiria — nasceu no século IX a.C. de um acordo entre cidades-estado em conflito para garantir a participação segura nos Jogos, convertendo o esporte numa ponte de diálogo e convivência pacífica.

Retomando esse espírito, o Comitê Olímpico Internacional (COI) retomou este conceito nos anos 90 com o objetivo de aproveitar o poder transformador do esporte como instrumento de paz e reconciliação.

Sobre a Rede Mundial de Oração do Papa

A Rede Mundial de Oração do Papa é uma Obra Pontifícia confiada à Companhia de Jesus. Está presente em mais de 90 países e reúne uma comunidade espiritual de mais de 22 milhões de pessoas que procuram viver cada dia com disponibilidade para colaborar na missão de Cristo. No centro desta missão estão as intenções mensais de oração do Papa, que convidam a centrar-se nos desafios da humanidade e na missão da Igreja.

fonte: texto extraído de https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-06/papa-leao-intencao-oracao-junho-convida-rezar-valores-esporte.html

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Por que cinco sábados em reparação ao Imaculado Coração?

Em 1930, padre José Bernardo Gonçalves, então confessor da Irmã Lúcia, intrigado com a devoção dos cinco primeiros sábados em reparação ao Imaculado Coração de Maria, perguntou à Irmã: “Por que hão de ser ‘cinco sábados’ e não nove ou sete em honra das dores de Nossa Senhora?”10 Mas Lúcia não soube responder a pergunta do confessor.

Irmã Lúcia não sabia o que fazer ou dizer, até que, durante uma de suas orações, na noite do dia 29 para 30 de maio de 1930, nosso Senhor Jesus Cristo revelou a ela a razão da devoção dos cinco primeiros sábados: “Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias contra o Imaculado Coração de Maria:

1 – As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
2 – Contra a Sua virgindade;
3 – Contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;
4 – Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
5 – Os que a ultrajam diretamente nas suas sagradas imagens.

Eis, minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria Me levou a pedir essa pequena reparação; e, em atenção a ela, mover a minha misericórdia ao perdão para com essas almas que tiveram a desgraça de a ofender”11.

A primeira ofensa é a negação do dogma da Imaculada Conceição, promulgado pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854.

A segunda, a negação da Doutrina Católica a respeito da virgindade perpétua de Nossa Senhora. São opositores dessa verdade as pessoas que negam que a concepção e o parto de Jesus não foram virginais, e que a Mãe de Deus não conservou a virgindade depois do parto, bem como aquelas que dizem que a Santíssima Virgem teve mais filhos além de Jesus.

A terceira, a negação da maternidade divina e espiritual da Virgem Maria, declarada no III Concílio de Constantinopla, no ano de 680. Nossa Senhora é Mãe de Deus e, ao mesmo tempo, Mãe espiritual dos homens, pela sua participação no mistério da Redenção de toda a humanidade.

A quarta, é o ódio para com a Santíssima Virgem Maria colocado, à força de falsas doutrinas, injúrias e blasfêmias, no coração das crianças. Desde o século passado, “a ideologia marxista-comunista procurou eliminar todos os vestígios de religião, a começar pelas crianças. […] Ensinava-se às crianças o racionalismo puro e, além disso, em certa nação, os pequeninos aprendiam ‘ladainhas’ de injúrias contra a Mãe de Deus”12.

A quinta, é o desrespeito para com as sagradas imagens de Nossa Senhora. Como outrora, não é raro, em nossos dias, o ultraje, o sacrilégio, o vandalismo, a destruição das imagens da Virgem Maria, principalmente quando estão expostas em locais públicos. Além disso, as pessoas que tiram as suas imagens das igrejas e capelas, ou as reduzem ao mínimo, ofendem também o Coração Imaculado da Santíssima Virgem e contrariam o que foi dito no Concílio Vaticano II a respeito das imagens sacras: “Observem religiosamente aquelas coisas que nos tempos passados foram decretadas acerca do culto das imagens de Cristo, da Bem-aventura Virgem e dos Santos”13, ou seja, devemos zelar pela tradicional e salutar devoção às sagradas imagens.

Como praticar a devoção dos cinco primeiros sábados?

A própria Virgem Maria nos ensinou a praticar a devoção reparadora das ofensas ao seu Imaculado Coração. Para praticar perfeitamente essa devoção, devemos – durante cinco primeiros sábados de cinco meses seguidos, na intenção geral de reparar nossos próprios pecados e os de toda a humanidade contra o Coração Imaculado de Maria – realizar quatro atos de piedade:

1 – A Confissão: devemos confessar preferencialmente no primeiro sábado. Caso seja impossível, ou muito difícil, podemos confessar com até oito dias ou mais de antecedência. Todavia, recordamos que é necessário estar em estado de graça no primeiro sábado do mês, a fim de fazer comunhão reparadora. Na confissão, é indispensável a intenção de reparar as ofensas contra o Imaculado Coração de Maria. Essa intenção reparadora não precisa ser dita ao confessor, mas apenas colocada mentalmente diante de Deus antes da confissão. Jesus Cristo disse à Irmã Lúcia que, se esquecermos da intenção reparadora, podemos colocar essa intenção na confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tivermos para nos confessar;

2 – O Terço: a tradicional oração do Terço mariano também faz parte da devoção dos cinco primeiros sábados, que deve ser rezado na intenção da reparação do Imaculado Coração da Santíssima Virgem;

3 – Os 15 minutos de meditação dos mistérios do Rosário: Nossa Senhora pediu que fizéssemos companhia a ela durante pelo menos 15 minutos, meditando sobre os 15 mistérios do Rosário14, na intenção da reparação ao seu Imaculado Coração. Essa meditação não precisa ser de todos os 15 ou 20 mistérios do Rosário. Podemos meditar apenas um, dois, três ou mais mistérios, conforme a nossa escolha. Outra opção é a meditação dos mistérios do Rosário conforme o tempo litúrgico. Por exemplo: no tempo do Advento, podemos meditar os mistérios Gozosos; no tempo da Quaresma, os Mistérios Dolorosos; no Tempo Pascal, os Mistérios Gloriosos; no Tempo Comum, podemos meditar aqueles mistérios que mais dizem respeito à Liturgia do dia ou do domingo;

4 – A comunhão: é um ato essencial da devoção reparadora ao Imaculado Coração de Maria. Para compreender bem a sua importância, lembremos que a devoção da comunhão das nove primeiras sextas-feiras tem como intenção a reparação das ofensas contra o Sagrado Coração de Jesus. Recordemos também que a comunhão milagrosa, dada aos três pastorinhos de Fátima pelo Anjo da Guarda de Portugal, no outono de 1916, teve um caráter eminentemente reparador. Essa intenção evidencia-se na oração ensinada pelo Anjo da Paz, repetida seis vezes, três vezes antes e três vezes depois da comunhão:

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido; e pelos méritos infinitos de seu Sacratíssimo Coração e do Imaculado Coração de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores15.

Como nos casos acima, a intenção reparadora na devoção dos cinco primeiros sábados é muito importante, porque as ofensas contra o Imaculado Coração de Maria também ofendem gravemente o Sacratíssimo Coração de Jesus. Essa devoção reparadora, como um todo, pode ser também feita no domingo seguinte ao primeiro sábado, desde que seja por motivos justos e autorizado por um padre.

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Conheça o significado da Festa do Imaculado Coração de Maria

No dia depois da solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja celebra a festa do Imaculado Coração de Maria, a fim de mostrar que estes dois corações são inseparáveis e que Maria sempre leva a Jesus.

Esta celebração foi criada pelo papa Pio XII, em 1944, para que, por intercessão de Maria se obtenha “a paz entre as nações, liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores, amor à pureza e a prática da virtude”.

São João Paulo II declarou que esta festividade em honra à Mãe de Deus é obrigatória e não opcional. Ou seja, deve ser realizada em todo o mundo católico.

Nas aparições aos três pastorinhos em 1917, Nossa Senhora de Fátima disse a Lúcia: “Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração”.

“A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu Trono”.

Em outra ocasião, disse-lhes: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: ‘Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria’”.

Muitos anos depois, quando Lúcia era uma postulante no Convento de Santa Doroteia, em Pontevedra, Espanha, a Virgem lhe apareceu com o menino Jesus e, mostrando-lhe o seu coração rodeado por espinhos, disse: “Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfêmias e ingratidões”.

“Tu, ao menos, vê de me consolar e diz que, todos aqueles que durante cinco meses no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 mistérios do rosário com o fim de me desagravar, eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas’”.

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Saiba quais são as 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus

Entre as Promessas que Jesus fez a Santa Margarida está a das Nove Primeiras Sextas-feiras do mês: aos fiéis que fizerem a comunhão em nove das primeiras sextas-feiras de cada mês, seguidas e sem interrupção, prometeu o Coração de Jesus a graça da perseverança final, o que significa que a pessoa nunca deixará a fé católica e buscará a sua santificação. São as chamadas comunhões reparadoras a Jesus pela ofensa que tantas vezes seu Sagrado Coração é tão ofendido pelos homens.

“No extremo da misericórdia do meu Coração onipotente, concederei a todos aqueles que comungarem, nas primeiras sextas-feiras de cada mês, durante nove meses consecutivos, a graça do arrependimento final. Eles não morrerão sem a minha graça e sem receber os SS. sacramentos. O meu coração, naquela hora extrema, ser-lhe-á seguro abrigo”.

As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:

1 – Conceder-lhe-ei todas as graças necessárias ao seu estado.
2 – Porei a paz em suas famílias.
3 – Consolá-los-ei nas suas aflições.
4 – Serei seu refúgio na vida e especialmente na hora da morte.
5 – Derramarei copiosas bênçãos sobre suas empresas.
6 – Os pecadores encontrarão, no meu Coração, a fonte, oceano infinito de misericórdia.
7 – Os tíbios se tornarão fervorosos.
8 – Os fervorosos alcançarão rapidamente grande perfeição.
9 – Abençoarei os lugares onde estiver exposta e venerada a imagem do meu Coração.
10 – Darei aos sacerdotes a força de comover os corações mais endurecidos.
11 – O nome daqueles que propagarem esta devoção ficará escrito no meu Coração e de lá nunca será apagado.

 

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Conheça o Significado da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus.

“Vosso Coração, Jesus, foi ferido, para que, na ferida visível, contemplássemos a ferida invisível de vosso grande amor.”  (Santo Agostinho)

Festa do Sagrado Coração

Uma festa propriamente dita do Coração de Jesus foi celebrada, pela primeira vez, em 20 de outubro de 1672, pelo padre São João Eudes.

Depois, aparecendo muitas vezes a Santa Margarida Maria Alacoque, de 1673 até 1675, foi que Jesus revelou sobre a devoção ao Sagrado Coração, “a grande devoção”, e sobre o desejo da instituição desta Festa, mostrando-lhe o Coração que tanto amou os homens e é por parte de muitos desprezado.

A característica própria dessa solenidade é a ação de graças pela riqueza insondável de Cristo e a contemplação reparadora do Coração Transpassado. O Papa Pio IX, em 1856, estendeu a festa a toda a Igreja Latina. Em 1899, Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus.

Paulo VI disse, certa vez, que a devoção é garantia de crescimento na vida cristã e garantia da salvação eterna.

 

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Papa na Semana Laudato si': cuidar da paz é cuidar da vida

Leão XIV convocou todos que trabalham "por uma ecologia integral a renovar o compromisso" com o cuidado da criação, participando da Semana Laudato si' que começa neste domingo, 17 de maio. O movimento global encoraja a começar pelas realidades locais, inclusive oferecendo cursos gratuitos para se tornar Animador Laudato si’ e exercer um papel fundamental na promoção da sustentabilidade e no enfrentamento dos desafios ambientais urgentes a partir das comunidades em que se vive.

"De hoje até o próximo domingo se realiza a Semana Laudato si’, dedicada ao cuidado da criação e inspirada na encíclica do Papa Francisco. Neste ano jubilar de São Francisco de Assis, recordamos a sua mensagem de paz com Deus, com os irmãos e com todas as criaturas. Infelizmente, nestes últimos anos, devido às guerras, os avanços nesse campo diminuíram bastante. Por isso, encorajo os membros do Movimento Laudato si’ e todos aqueles que trabalham por uma ecologia integral a renovar o compromisso. Cuidar da paz é cuidar da vida!"

O encorajamento do Papa Leão XIV veio ao final do Regina Caeli, na Praça São Pedro, pra uma multidão de 20 mil pessoas. O Pontífice convocou para um dos momentos globais do Movimento Laudato si' que começa neste domingo (17/05) e vai até 24 de maio, a Semana Laudato si' com o tema "Da esperança à ação".

As ações do Movimento Laudato si'

Depois de um Jubileu da Esperança histórico e da inspiradora Conferência Espalhando Esperança, a mobilização é para transformar a esperança renovada em ações coletivas e corajosas. E o Movimento, junto com o reforço do Papa Leão, convida a comunidade global para continuar construindo uma Igreja atenta ao clamor da Terra e dos pobres — alicerçada na oração, configurada pelo encontro e comprometida com a conversão ecológica. Um trabalho global para enfrentar os impactos contínuos da crise climática, mas que começa da base, das realidades locais, com a sinolidade servindo de guia através dos Animadores Laudato Si’, coordenadores de Capítulos, Círculos e Organizações-Membros que são o coração da missão.

Para se transformar em um deles, basta participar de um Curso de Animadores, gratuito, que oferece pedagogia aprimorada, acesso ampliado a diversos idiomas e novas oportunidades de formação (on-line e presencial). Os cursos não se destinam apenas a “especialistas em meio ambiente”, mas a todas as pessoas de fé que sentem que têm um chamado silencioso (e urgente) a responder. Inspirado na visão do Papa Francisco, as aulas capacitam líderes que conseguem conectar a oração à ação, a espiritualidade à transformação sistêmica e as iniciativas locais a um movimento global.

Fonte: texto e imagem extraídos de: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-05/papa-leao-xiv-semana-laudato-si-maio-2026-regina-caeli.html

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Dia das Comunicações: respeitar a verdade do homem em época de IA, afirma o Papa

Ao final da oração mariana do Regina Caeli, Leão XIV recordou que neste 17 de maio se celebra o 60° Dia Mundial das Comunicações Sociais em vários países, como no próprio Brasil, com celebrações de ação de graças. Nesta época da Inteligência Artificial, disse o Papa, "encorajo todos a se empenharem em promover formas de comunicação que respeitem sempre a verdade do homem, para a qual orientar toda inovação tecnológica".

"Hoje se celebra, em diversos países, o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano quis dedicar ao tema 'Preservar vozes e rostos humanos'. Nesta época da Inteligência Artificial, encorajo todos a se empenharem em promover formas de comunicação que respeitem sempre a verdade do homem, para a qual orientar toda inovação tecnológica."

O Papa voltou a reforçar a importância de se aprender a lidar com a Inteligência Artificial, para compreender o uso dos algoritmos, neste domingo, 17 de maio, 60° Dia Mundial das Comunicações Sociais que inclusive está sendo celebrado no Brasil, e tomando como base a própria a mensagem do Papa divulgada no início do ano. O desafio, especifica o Pontífice no texto, não é impedir a inovação digital, mas melhor orientá-la. Na mensagem, Leão XIV também alerta para não renunciarmos o nosso talento, entregando-o às máquinas, porque assim não vamos crescer como pessoas em relação a Deus e aos outros: “significa esconder o nosso rosto e silenciar a nossa voz".

Através da mensagem, retomada ao final do Regina Caeli, o Papa Leão XIV convida todos a refletirem sobre uma comunicação que seja mais humana, verdadeira e autêntica. Segundo Janaína Gonçalves, coordenadora-geral da Pascom Brasil, é “uma comunicação que não reduz pessoas a meros conteúdos, que dê voz e vez a quem precisa, que revele o rosto das pessoas”. Ela afirma ainda que, analisando o texto do Pontífice, “o problema da comunicação não está no celular, nas telas em geral, mas na atitude de perder o humano, na ilusão digital em achar que engajamento é o mesmo que profundidade, na incompreensão em pensar que o alcance pelos algoritmos é o que gera a transformação”.

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Leão XIV: o "percurso de ascensão" se dá com a prática do justo e amável no dia a dia

O Papa Leão XIV recordou logo no início da alocução que precedeu a oração mariana do Regina Caeli, neste domingo (17/05), numa Praça São Pedro com cerca de 20 mil pessoas, que "hoje, em muitos países do mundo, celebra-se a Solenidade da Ascensão do Senhor", como acontece no Brasil, por exemplo. Um mistério que marca a gloriosa partida de Jesus, quando sobe aos céus e senta-se à direita de Deus Pai, para servir como mediador, intercedendo por nós. A Igreja celebra essa solenidade 40 dias após a ressureição de Cristo e o tempo em que conviveu e instruiu os discípulos, antecipando Pentecostes na próxima semana. Com a vinda do Espírito Santo, todos somos convidados e enviados pelo Senhor a anunciar o Evangelho para todos.

Leia a íntegra das palavras de Leão XIV no Regina Caeli

A Solenidade da Ascensão do Senhor

A imagem de Jesus que sobe ao Céu, da Ascensão do Senhor, disse o Pontífice, "poderia nos levar a perceber este Mistério como um acontecimento distante. Contudo, não é assim"; não é "promessa distante", mas "vínculo vivo". Estamos unidos a Jesus e a sua "ascensão ao Céu atrai também nós" e "para a plena comunhão com o Pai", explicou o Papa, "aproximando cada vez mais a nossa maneira de pensar, de sentir e de agir à medida do coração de Deus":

"Toda a vida de Cristo é um movimento de ascensão, que abraça e envolve, através da sua humanidade, o inteiro cenário do mundo, elevando e resgatando o homem da sua condição de pecado, levando luz, perdão e esperança onde havia trevas, injustiça e desespero, para chegar à vitória definitiva da Páscoa, na qual o Filho de Deus «morrendo destruiu a morte e ressuscitando restaurou a vida»."

Como acontece o "percurso de ascensão"

Leão XIV recordou, então, São Paulo, que diz que "«tudo o que é verdadeiro […], justo, […] amável» e pondo em prática, com a ajuda de Deus", nos ajuda a transcorrer um "percurso de ascensão", "que nos atrai constantemente para o Alto, para o Pai", difundindo no mundo frutos preciosos de comunhão e de paz. Um caminho feito em comunhão com quem está próximo:

"Encontramos o caminho em Jesus, na dádiva da sua vida, nos seus exemplos e nos seus ensinamentos, assim como o vemos traçado na Virgem Maria e nos santos: aqueles que a Igreja nos apresenta como modelos universais e aqueles – como o Papa Francisco gostava de dizer – «da porta ao lado», com quem partilhamos o nosso dia a dia, pais, mães, avós, pessoas de todas as idades e condições, que com alegria e empenho se esforçam sinceramente por viver segundo o Evangelho.

“Com eles, com o seu apoio e graças à sua oração, também nós podemos aprender a subir, dia após dia, para o Céu, fazendo objeto dos nossos pensamentos.”

 

fonte: texto extraído de https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-05/papa-leao-xiv-regina-caeli-17-maio-2026.html

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Igrejas celebram Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2026 de 17 a 23 de maio

Entre as Solenidades da Ascensão do Senhor e de Pentecostes, será celebrada a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC), um dos momentos mais significativos do ano para a dimensão Ecumênica da Igreja. As celebrações terão como inspiração bíblica o versículo 4 do quarto capítulo da carta de São Paulo aos Efésios: “Vocês formam um só corpo e um só espírito, do mesmo modo que a esperança para a qual foram chamados é uma só” (Ef 4, 4). 

As orações e reflexões para a semana foram preparadas por um grupo ecumênico coordenado pelo Departamento de Relações Inter-religiosas da Igreja Apostólica Armênia. Como de costume, uma equipe internacional nomeada conjuntamente pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas colaborou com os editores para finalizar os materiais em uma reunião realizada de 13 a 18 de outubro de 2024, na Santa Sé em Etchmiadzin, Armênia. 

O material inclui uma introdução ao tema, um esboço para a celebração ecumênica e uma seleção de breves leituras e orações para cada dia da semana. Este conteúdo pode ser utilizado de diversas maneiras e destina-se a ser usado não apenas durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, mas também ao longo de todo o ano de 2026. 

“Através das suas práticas e ensinamentos, a Igreja Apostólica Arménia oferece-nos uma reflexão profunda sobre a essência da unidade dentro do Corpo universal de Cristo, não apenas como um conceito, mas como uma realidade viva e pulsante”, afirmam os editores do material oferecido a toda a Igreja e disponível em português aqui

 

Inspiração bíblica 

Na introdução ao tema contida no material preparado para a celebração da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, é aprofundado o versículo da Carta aos Efésios sobre a unidade da Igreja.  

“Efésios 4:4 resume os ensinamentos de Paulo sobre a unidade, enfatizando, também aqui, que os seguidores de Cristo representam ‘um só corpo e um só Espírito’, unidos numa única esperança”.  

O conceito de ‘um só corpo’ na iluminação bíblica, também reflete a natureza da Igreja, uma vez que “o cristianismo transcende as fronteiras culturais e nacionais, unindo os crentes em todo o mundo na fé e na esperança”. 

A ideia de “um só Espírito” refere-se ao Espírito Santo “que sustenta esta comunhão e capacita a Igreja a cumprir a sua missão”. 

A única esperança diz respeito à salvação e à vida eterna: “Esse é o objetivo final e a motivação para a vida cristã, proporcionando uma visão comum e propósito para todos os crentes e unindo-os na sua jornada de fé e na sua vida quotidiana. Esta visão partilhada ultrapassa as divisões confessionais e culturais, encorajando os cristãos a trabalharem juntos de todas as formas possíveis”.  

fonte: texto e imagens extraídos de: https://www.cnbb.org.br/igrejas-celebram-semana-de-oracao-pela-unidade-dos-cristaos-2026-de-17-a-23-de-maio/

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Entenda o porquê de maio ser considerado o mês das noivas

Entenda o porquê de maio ser considerado o mês das noivas e a relação entre essa tradição e a devoção mariana que é propagada de modo mais intenso pela Igreja Católica durante o mês de maio.

Um frescor de vida nova é a sensação que preenche os lares do Hemisfério Norte com o início da estação das flores, a primavera. Sem dúvidas, trata-se do cenário ideal para celebrar o dia mais feliz da história de um casal. Esse é um dos motivos, não o mais importante, que apresentaremos neste artigo pelos quais o mês de maio tornou-se, tradicionalmente, um período de alta procura para celebração das núpcias. Continue lendo para saber mais.

O mês das noivas

Cerimonialistas correndo contra o tempo, fornecedores subindo os preços nas alturas, noivas apreensivas para que o grande dia seja perfeito e inesquecível, esse é o cenário que compõe o mês de maio, o mês mais disputado para celebrar a união de duas pessoas que se amam. Isso acontece porque maio é considerado o mês das noivas. E como surgiu esse costume?

Existem diferentes teorias para responder a essa pergunta, uma hipótese é que o Brasil tenha importado tal costume dos países do Hemisfério Norte, onde, após meses frios e devastadores, a primavera reina com sua beleza e esplendor durante o mês de maio, proporcionando cenários de tirar o fôlego e um clima agradável para festas elegantes e celebrações incomparáveis. Embora maio, no Brasil, não pertença à estação da primavera, é um mês que, coincidentemente, também proporciona um clima fresco, ameno e sem chuvas, favorecendo as celebrações.

Além da primavera, existe um motivo ainda mais nobre que, muito provavelmente, se trata do mais importante para justificar a adoção de maio como o tradicional mês das noivas: o fato de que a Igreja Católica dedica todo esse mês, de modo especial, à devoção à Virgem Maria, modelo de mulher para muitas noivas e cuja Sagrada Família inspira inúmeros casais pelo mundo.

A Mãe de Jesus e o mês das noivas

Na Bíblia, podemos encontrar várias inspirações de mulheres valentes, fortes e abençoadas por Deus, como, por exemplo, Débora que ocupou o cargo de juíza com excelência 1, Sara que confiou em Deus e engravidou na velhice 2 e Ester que intercedeu junto ao rei pelo seu povo 3. No entanto, para a fé católica, nenhuma delas chega aos pés da Virgem Maria, que é a principal figura feminina de toda a Escritura por sua pureza de coração e porque foi escolhida, aceitando humildemente ser mãe de Cristo. 

“Entrando, o anjo disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo’” 4, não se encontra outra semelhante saudação nas Sagradas Escrituras, isso porque Deus elegeu Maria entre todas as mulheres, tornando-a inspiração de santidade para toda a humanidade, bem como modelo de esposa e mãe para as mulheres que sonham com o matrimônio. Além disso, Maria intercedeu pelos noivos das Bodas de Caná, onde Jesus realizou seu primeiro milagre a pedido dela, é um sinal claro da intercessão de Maria pelas noivas e pelas celebrações de casamento.

Por isso, existe uma chance enorme de maio ter se tornado o tradicional mês das noivas em virtude da devoção à Nossa Senhora por parte das noivas, já que esse é um período em que a Igreja Católica do mundo todo dedica suas orações e sua devoção, de modo especial, à Mãe de Jesus. 

Quando a Mãe de Jesus salvou uma festa de casamento

Imagine que você está no salão de beleza, pronta para o dia mais feliz de sua vida, prestes a ir para a Igreja, e abre um rasgo enorme em seu vestido, ou então que você está à caminho de sua festa que será ao ar livre e, de repente, começam as trovoadas, ou, ainda, que a festa já começou e você está celebrando com os convidados quando, sem esperar, a bebida acaba. 

Imprevistos acontecem, no entanto, poucos têm a mesma sorte, ou melhor, a mesma providência de Deus, que tiveram os noivos das Bodas de Caná. Quando o vinho veio a faltar, a Virgem Maria não demorou para perceber e, em seguida, alertar o Seu Filho, “Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: ‘Eles já não têm vinho’” 5. Jesus, até então não havia começado a sua vida pública, mas por amor à sua mãe aceitou realizar o Seu primeiro milagre.

Essa passagem Bíblica nos ensina duas coisas: a primeira é que, se uma pessoa tem Maria por perto, certamente será agraciada com seus cuidados e terá uma intercessora muito proativa, e a segunda é que Maria ama o casamento, pois é um sacramento da Igreja instituído pelo próprio Deus, e por isso intercede de modo ainda mais especial por aqueles que estão caminhando rumo ao altar. Basta com que os noivos, assim como os das Bodas de Caná, convidem a Virgem Maria e o seu Filho para participarem de seu casamento.

 A Virgem Maria e as famílias abençoadas

Todas as pessoas que são chamadas a formar uma família por meio do casamento, devem buscar no lar a santificação de suas vidas e de seus familiares, e é por isso que o lar é chamado de Igreja doméstica, pois é no seio familiar que se molda a santidade e que se vive o verdadeiro amor. 

E não existe família que mais soube tornar o lar um núcleo de santidade do que a Família de Nossa Senhora. Antes da vida pública de Jesus, eles vivenciaram durante trinta anos uma vida comum, trabalhando para o sustento da casa, educando Jesus, cumprindo os deveres, cuidando do lar e, principalmente, amando uns aos outros. 

Deus ama tanto o casamento e a instituição da família que também quis ter uma, enviando Seu único Filho por meio do ventre Imaculado de Maria e escolhendo José como Pai putativo de Jesus. A família de Nossa Senhora, chamada também de Sagrada Família, é modelo para todos os vocacionados ao matrimônio que desejam ter um casamento abençoado e feliz. Dessa forma, os futuros esposos devem recorrer sempre à intercessão de Maria para ter uma família abençoada como a dela!

Por que a Igreja Católica dedica o mês de maio à Virgem Maria?

Desde os primeiros séculos, os cristãos buscaram diferentes formas de honrar a Santíssima Virgem Maria, isso fica claro por meio de pinturas e orações antiquíssimas que foram encontradas nas catacumbas dirigindo-se a ela como Mãe de Deus. 

Essa devoção foi se intensificando e ganhando espaço na fé cristã ao longo das centenas de anos que se passaram. Dogmas foram proclamados, diversas aparições ao redor do mundo foram reconhecidas, papas declararam-se grandes devotos de Maria e belíssimas orações foram escritas em honra à Mãe de Deus. Essa era a vontade de Jesus quando disse a João, seu discípulo mais amado: “Eis aí tua mãe” 6, Ele quis que todas as gerações proclamassem que Maria é bem-aventurada, e assim os católicos buscam fazer desde a igreja primitiva.

Mas, afinal, como e quando surgiu o costume de dedicar um mês inteiro às práticas diárias de devoção à Virgem Maria?

Essa tradição é chamada de “Tricesimum” ou “Trinta dias de devoção a Maria” e acredita-se que tenha surgido e ganhado força no período barroco, durante o século XVII, no entanto, até então esse costume não era exclusivo do mês de maio e acontecia em outros meses do ano. A combinação entre o mês de maio e a devoção dos trinta dias marianos ocorreu no Século XIX.

A combinação foi feita pois a Igreja buscava “batizar” costumes pagãos. O mês de maio, desde os tempos antigos, era dedicado a diferentes deusas pagãs. Na Grécia, o mês era dedicado à Ártemis, conhecida pelos gregos como deusa da fertilidade, e na roma antiga, os romanos dedicavam o mês à Flora, conhecida como deusa das flores. 

 Durante o período medieval, tradições de semelhança considerável aconteciam no Hemisfério Norte, como uma forma de espantar o inverno e recepcionar a primavera. E assim, a Igreja passou a propagar o mês de maio como o mês de Maria, a única mulher que trouxe a primavera ao mundo, Jesus Cristo, Aquele que, pela morte na cruz e ressurreição, espantou a frieza dos nossos pecados e maldades, trazendo o frescor de vida e salvação.

Algumas fontes apontam que, no brasil, tal costume tenha sido amplamente impulsionado e difundido pelos padres Jesuítas, responsáveis pela evangelização de todo o país recém descoberto.

Maio é, de fato, um mês muito abençoado, onde católicos do mundo todo expressam seu amor pela Mãe de Jesus, também é um mês de clima muito agradável, seja na primavera dos países do Hemisfério Norte, ou no outono suave e agradável do Brasil, tudo isso faz com que, inegavelmente, maio seja um mês ideal para festas de casamento.

O mês de Maria é o perfeito mês das noivas, pois não há noiva que se sinta desamparada ao correr para os braços de uma mãe doce e atenciosa como Maria!

Ó Maria concebida sem pecado, 

Rogai por nós que recorremos a Vós!

 

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Conheça o significado da Devoção a Maria no mês de Maio

Maria é modelo de escuta, de profundidade no discernimento, de coragem na fé e de dedicação ao serviço. Por isso, nós, católicos, nutrimos uma profunda devoção pela Santa Mãe de Deus e da Igreja, especialmente no mês de maio, o Mês Mariano.

Por que maio é o Mês Mariano?

A ideia de um mês dedicado especialmente a Maria remonta ao século XVII. Desde aquele tempo, o “Mês de Maria” incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus, apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio. Com o passar do tempo, o Mês Mariano passou a ser celebrado em maio, fazendo com que, durante todo o mês, haja devoções especiais para cada dia. Esse costume se consolidou, sobretudo, durante o século XIX e é praticado até hoje.

Como honrar Maria no mês de maio, mês das mães?

As formas pelas quais Maria é honrada em maio são tão variadas como as pessoas que a honram. Comumente, as paróquias rezam uma oração diária do terço e muitas preparam um altar especial com um ícone ou uma imagem da Virgem. Também é uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como “Coroação de Maio”.

Entretanto, os altares e coroações não são atividades exclusivas “da paróquia”. Elas podem ser feitas no ambiente familiar, igreja doméstica, com o objetivo de participarmos mais plenamente na vida da Igreja.

Por que Nossa Senhora tem tantos títulos?

Os inúmeros títulos de Nossa Senhora provêm das devoções populares, aparições, e são denominadas conforme os dogmas marianos. Cada um deles manifesta uma particularidade do cuidado de Maria com seus filhos, dos maiores aos menores, sempre disponível a atendê-los com amor e afeto maternal.

Para os brasileiros, Nossa Senhora Aparecida é, certamente, uma das mais populares. O santuário dedicado à Padroeira do Brasil já foi visitado por três papas: São João Paulo II, Papa Bento XVI e Papa Francisco.

Dicas para viver bem o Mês Mariano

Rezar o Rosário

A própria Santíssima Virgem ensinou São Domingos de Gusmão a rezar o Santo Rosário. Uma das prediletas da Igreja, essa oração é tida como meio para o alcance de inúmeras graças, favores e milagres.

Participar dos Sacramentos

Maria sempre aponta o caminho para Jesus! Para haver uma verdadeira devoção a Nossa Senhora, é imprescindível a participação nos Sacramentos, especialmente nos da Eucaristia e da Reconciliação, onde seu Filho nos espera.

Leitura espiritual sobre a Virgem

Reflita sobre as maravilhas que Deus faz na História da Salvação por meio da leitura orante dos Santos Evangelhos, dos quais Maria é personagem fundamental. Para se aprofundar na meditação, visite escritos de grandes santos da Igreja e estudiosos das Sagradas Escrituras.

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Coroação da imagem da Bem-Aventurada Virgem Maria será dia 27/05

Na última quarta-feira de maio, 27 de maio, será realizada a tradicional Coroação da imagem da Bem-aventurada Virgem Maria pelos fiéis. A celebração será realizada durante a Santa Missa, às 19h00, na Catedral de Votuporanga.

É tradição dos devotos de Nossa Senhora finalizar o mês de maio com a cerimônia de Coroação de Nossa Senhora. Para o devoto, coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhece como rainha. Rainha de um reino que não é o desse mundo, mas, sim, o reino sonhado por Deus para seus filhos e filhas.

Na história da vida humana de Jesus, Maria tem o papel fundamental. Seu "sim" sela a encarnação do Filho de Deus como homem e com sua aceitação ela demonstra que é possível uma pessoa fazer de sua vida uma constante escuta da vontade de Deus. 

 

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Inscrições abertas para a Catequese Batismal - 31/05

Estão abertas as inscrições para a Catequese Batismal para Pais e Padrinhos que será realizada no dia 31 de abril de 2026. O encontro tem início às 7h30 no Salão Paroquial e as inscrições devem ser feitas na Secretaria Paroquial.

Mais informações pelo telefone: (17) 3421-6245 ou (17)98114-4841.

A secretaria paroquial situa-se na rua São Paulo, 3577 Atendimento: 2ª a 6ª feira, das 8h às 17h30 e aos sábados das 8h às 11h.

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Celebrações de Corpus Christi na Catedral de Votuporanga serão às 9h e 17h

No dia 04 de junho, celebraremos a Solenidade de Corpus Christi. Na Catedral Nossa Senhora Aparecida serão celebradas Missas às 9h e às 17h. Na Santa Missa das 17h, após a comunhão, os fiéis sairão em procissão pelas ruas centrais de Votuporanga com Jesus na Hóstia Sagrada, numa manifestação pública de devoção a Jesus Eucarístico e pedindo a proteção para nossa cidade.  A procissão retornará a Sé Catedral para a Benção Solene de Jesus Eucarístico. 

Significado

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.
 
Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 – 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

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O sentido da Festa da Divina Misericórdia

São João Paulo II soube valorizar a experiência mística de Santa Faustina Kowalska. Aliás, a Igreja tem sempre a graça de contar com pessoas que se deixam raptar pela grandeza do amor de Deus para anunciá-lo aos outros. Continua muito válido recorrer aos místicos, cuja percepção dos mistérios vai além dos pobres raciocínios humanos.

Escreve Santa Faustina: “Ó meu Jesus, vós sabeis que, desde os meus mais tenros anos, eu desejava tornar-me uma grande santa, isto é, desejava amar-vos com um amor tão grande com que até então nenhuma alma vos tinha amado” (Diário1372).

Sabemos que o Senhor a escolheu para uma missão especial. Depois de passar pela “noite escura” das provações físicas, morais e espirituais, a partir de fevereiro de 1931, em Plock, o próprio Senhor Jesus Cristo começa a se manifestar a Irmã Faustina de um modo particular, revelando, de um modo extraordinário, a centralidade do mistério da Misericórdia Divina para o mundo e a história, presente em todo o agir divino, particularmente na Cruz Redentora de Cristo, e novas formas de culto e apostolado em prol dessa Sua Divina Misericórdia.

Descreve esta primeira visão: “Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em vós” (Diário 47). Ao longo do Diário, descobrimos que Jesus a escolhe como secretária, apóstola, testemunha e dispensadora da Divina Misericórdia.

Festa da Divina Misericórdia, seu significado e sentido na vida cristã

São inúmeros os lugares do mundo que celebram, nestes dias, a Novena da Divina Misericórdia e se multiplicam, por toda parte, Movimentos e Grupos que contribuem na divulgação da Espiritualidade da Divina Misericórdia, todos crescentes em participação e profundidade, com frutos de intenso apostolado e serviços de caridade que expressam os frutos de uma espiritualidade autêntica.

E se espalha por toda parte a oração do Terço da Divina Misericórdia: Ele foi ensinado durante uma visão que Irmã Faustina teve em 13 de setembro de 1935: “Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus, a ponto de atingir a terra. Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição”.

No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou essa oração nas contas do rosário. Nas contas do Pai-Nosso, reza-se: Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro. Nas contas das Ave-Marias, reza-se: Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro (10 vezes). Ao fim do terço, reza-se: Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro. Oração de uma simplicidade impressionante, e cujos frutos mais ainda tornam estupefatas as pessoas!

Os efeitos da oração

Outra revelação assim indicava: “Pela recitação desse terço, agrada-me dar tudo que me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isso para as almas atribuladas: Quando a alma vê e reconhece a gravidade dos seus pecados, quando se desvenda diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não se desespere, mas se lance com confiança nos braços da minha misericórdia, como uma criança nos braços da mãe querida. Essas almas têm sobre meu coração misericordioso um direito de precedência. Dize que nenhuma alma que tenha recorrido à minha misericórdia se decepcionou nem experimentou vexame. Quando rezarem esse terço junto aos agonizantes, eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso”.

O significado e sentido da misericórdia

De fato, a misericórdia é uma magnífica manifestação do amor do Senhor; é “filha predileta do amor e irmã da sabedoria, nasce e vive entre o perdão e a ternura” (Ignacio Larañaga). Só o amor poderia criá-la, e nasce de bondade que liga Deus aos seres humanos, prescindindo da situação moral e social da humanidade, pois ela é gratuita na iniciativa do amor. A palavra “misericórdia” tem origem em dois termos latinos: “Miserere” e “cor”. O primeiro lembra piedade, compaixão implorada por quem se encontra numa grande tribulação. É difícil permanecer duro e insensível diante de quem grita com lágrimas e suspiros! “Cor” remete a “coração”, que, na compreensão cristã, diz respeito ao centro da vida espiritual, sede dos sentimentos de alegria, dor, amor, serenidade. É aqui, no sentido amplo de coração, que fazemos a avaliação das escolhas decisivas da vida. E o coração aponta também para o núcleo último do ser humano e sua personalidade inteira, sua vida interior e seu temperamento. Coração dado, apaixonado pela miséria, eis a Misericórdia.

Na língua hebraica, a raiz verbal raham indica, em primeiro lugar, o ventre materno, a parte mais tenra e delicada, na qual cada mãe celebra e vive o mistério da vida. A mãe convive e sente com o ser que traz no ventre. É nesse ambiente cheio de ternura que a criança vive antes de vir à luz. De raham chegamos a rahamim, o sentimento de misericórdia com que o amor se manifesta concretamente. Quem ama de verdade deseja tornar este amor visível, sobretudo quando a pessoa amada se encontra em grande dificuldade. Assim entendemos como o salmista, doente e oprimido pelo pecado, recorre com confiança à misericórdia de Deus: “Senhor, não me recuses tua misericórdia; tua fidelidade e tua graça me protejam sempre, pois me rodeiam males sem número, minhas culpas me oprimem e não posso mais ver. São mais que os cabelos da minha cabeça; meu coração desfalece” (Sl 39, 12-13; Cf. Sl 76, 10; Sl 78, 8; Sl 118, 77; SL 144,9).

Onde se manifesta a misericórdia de Deus

É justamente essa profunda e visceral misericórdia que Deus quer oferecer a todos, sem excluir ninguém. E sua misericórdia se manifesta justamente naquele que mostra as chagas da crucifixão, abre os braços, sopra o dom do Espírito Santo e dá a missão do perdão e da reconciliação à sua Igreja: “A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, lhes serão retidos” (Jo 20, 23). Por isso damos graças na Festa da Divina Misericórdia: “Quero lembrar os benefícios do Senhor, celebrar os louvores do Senhor, por tudo o que fez em nosso favor, pela grande bondade com a casa de Israel, quando a beneficiou em sua ternura, em sua imensa misericórdia” (Is 63, 7).

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5 dicas para viver bem o Tempo Pascal

Para você que deseja viver intensamente os 50 dias do Tempo Pascal, apresentamos algumas dicas. Não é nada difícil de se fazer, basta ter disciplina e vontade. Então, tome nota!

#1. Reze a novena da Divina Misericórdia

Esta novena deve ser feita em preparação para o Domingo da Misericórdia. Ela começa na Sexta-Feira Santa e termina no sábado anterior ao segundo domingo da Páscoa, quando celebramos a Festa da Misericórdia.

#2. Medite a Palavra de Deus

Uma boa prática para o Tempo Pascal é a meditação dos Evangelhos de cada dia.

Para isso, leia o texto pausadamente, repita a leitura de trechos que chamam mais atenção e procure entrar na narrativa, observando personagens, as falas, as atitudes. Por fim, busque trazer a Palavra para a tua própria vida.

E a partir desta meditação, faça uma oração espontânea com as palavras que o Espírito Santo inspirar ao seu coração.

#3. Adore a Jesus Ressuscitado

Jesus ressuscitou e está vivo em nosso meio, e a sua presença é a Eucaristia.

Por isso, durante este Tempo Pascal, procure incluir na sua rotina semanal ou mensal alguns dias para adorar a Jesus que o espera em Seu Tabernáculo – o Sacrário.

Adorar a Jesus é reconhecer que Ele é o nosso Rei.

Por isso, enquanto estiver em adoração no Tempo Pascal, procure refletir sobre o significado da ressurreição de Jesus na sua vida. Quais aspectos da sua vida Jesus precisa tocar com Sua ressurreição?

 

 

#4. No Tempo Pascal, faça o exercício da gratidão

Diariamente o Senhor nos abençoe e enche nossa vida de graça e paz. Mas você tem o hábito de agradecer a Ele por tantos benefícios?

A Palavra de Deus nos convida à gratidão: “Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (1Tes 5,16-18).

Certamente, o autor bíblico nos deixou essa orientação porque teve a compreensão de que a gratidão tem um poder transformador em nossas vidas.

A gratidão alimenta a fé, a esperança e a caridade. E com isso nos tornamos ainda mais capazes de identificar as coisas boas que nos acontecem e assim agradecer a Deus por elas.

#5. Coloque os teus talentos a serviço da Igreja

Se o Senhor abençoou sua vida com um dom e você ainda não colocou este dom a serviço, está desperdiçando os seus talentos.

Mas ainda que você já esteja a serviço da Igreja em alguma pastoral ou movimento, já se perguntou quais talentos ocultos você tem?

Reflita sobre isso, peça a luz do Espírito Santo e procure usar os seus talentos a serviço do Reino de Deus. O Tempo Pascal é uma excelente oportunidade para isso.

Enfim, viva o Tempo Pascal com alegria!

 

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