Para elaborar a programação dos 40 anos de falecimento do Frei Arnaldo, o padre Gilmar Margotto está convidando os amigos do Frei Arnaldo para uma reunião no próximo dia 16 de agosto, às 8h30, na Igreja Matriz. O convite é aberto a toda a população. O objetivo é colher depoimentos, levantar fotografias e ouvir sugestões para a elaboração de uma agenda que possa ressaltar os trabalhos religiosos e comunitários do saudoso frei. Mais informações na secretaria paroquial (3421-6245) ou com Antonio Trombone (3046-4355).
A ideia é homenagear o saudoso frei que por treze anos foi vigário cooperador da Igreja Matriz, tendo desempenhado um maravilhoso trabalho pastoral e social. Essas homenagens deverão ser compostas pela confecção de uma revista e filme contando a história do frei capuchinho, além das celebrações litúrgicas. Frei Arnaldo foi um membro atuante da comunidade, tendo uma ligação muito próxima aos jovens, aos mais necessitados, aos esportistas e à colônia japonesa. Era amado e respeitado por todos, inclusive por membros de outras religiões. Ainda hoje ele permanece na memória e no coração da comunidade, sendo que o seu túmulo é o mais visitado do Cemitério Municipal.
Histórico
Frei Arnaldo Figueiredo (José Castilho) nasceu em Itaporanga aos 4 de abril de 1928 Entrou para o Seminário São Fidélis aos 23 de janeiro de 1946. Vestiu o hábito aos 5 de janeiro de 1949, tendo como Mestre Frei Epifânio Menegazzo. Ordenado sacerdote aos 19 de fevereiro de 1956, concluiu os estudos no final desse ano.
Seu primeiro campo de apostolado foi Votuporanga, já em dezembro de 1956. Ali granjeou a estima e a amizade de toda a população, sendo bastante querido, especialmente da colônia japonesa. Soube viver intensamente, sempre jovial, alegre, simpatizante dos esportes – especialmente do futebol – e também zeloso no apostolado. Generoso, mão aberta, expansivo, não se deixava prender por muitas normas ou etiquetas. Queria ver todos felizes e alegres; onde estivesse, era sempre o centro das brincadeiras, recordando aventuras dos tempos idos e das “tramas” para fugir à austera disciplina dos rigorosos tempos de estudante.
Em janeiro de 1969, com grande tristeza dos votuporanguenses, foi transferido para Ilha Solteira (SP), onde, igualmente, conquistou a todos.
Aos 12 de outubro de 1976, quando ia de Ilha Solteira para a estimada Votuporanga a fim de pregar na festa da Senhora Aparecida, padroeira local, seu carro, dirigido por Frei Ludovico Sesso foi colhido por um ônibus no Km. 509 da Rodovia Feliciano S. Cunha, no trevo de Nhandeara. Teve morte instantânea, enquanto Frei Ludovico ainda sobreviveu por algumas semanas. Mais de 5 mil pessoas participaram do funeral de Frei Arnaldo, quando houve missa concelebrada por inúmeros sacerdotes em Votuporanga, onde foi sepultado a pedido da população.