Papa visitará Sri Lanka e Filipinas de 12 a 19/01


11/01/2015 - 08:52
O papa Francisco vai levar ao Sri Lanka e às Filipinas, numa viagem apostólica que começa na segunda-feira (12), uma mensagem de reconciliação aos cingaleses, e de solidariedade aos filipinos, atingidos por vários desastres naturais.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, anunciou que estes, bem como o apelo ao diálogo inter-religioso, serão os grandes temas da segunda deslocação de Francisco à Ásia, depois da visita à Coreia do Sul em agosto. Esta viagem representa "um sinal consistente da sua atenção" ao continente asiático, sublinhou o porta-voz.

Lombardi lembrou que os dois países foram visitados, em 1970, pelo papa Paulo VI. O papa João Paulo II visitou as Filipinas em 1981 e os dois Estados em 1995.

Durante esta visita, Francisco vai usar inglês em todos os discursos e homílias, língua que tem praticado com a ajuda de um dos intérpretes da Secretária de Estado vaticana, Mark Milles.

A primeira etapa da viagem, de terça a quinta-feira, decorrerá no Sri Lanka, que durante mais de 30 anos viveu uma sangrenta guerra civil, entre a maioria cingalesa e a minoria tamil, pela criação de um Estado tamil no norte do país. O papa argentino vai pedir a reconciliação dos dois antigos beligerantes, com um gesto sem precedentes: vai ser o primeiro chefe da Igreja católica a visitar território tamil, ao viajar para Madhu, onde terá lugar uma oração mariana no santuário de Nossa Senhora do Rosário.

O Sri Lanka é um país onde convivem diferentes confissões religiosas, "algo que o papa vai valorizar", disse Lombardi, com um encontro inter-religioso no Bandaranaike Memorial Internacional Conference Hall de Colombo, em que participarão líderes budistas, hindus, muçulmanos e cristãos. Os católicos do Sri Lanka, cerca de 7% da população, vão assistir, na quarta-feira, à canonização do beato Joseph Vaz, beatificado por São João Paulo II em 21 de janeiro de 1995, durante a visita ao Sri Lanka.

Joseph Vaz nasceu na Índia, em 1651, e foi ordenado sacerdote na Congregação de São Felipe Neri. Em 1687, foi enviado como missionário ao Sri Lanka, onde budistas e calvinistas exerciam uma forte pressão contra a Igreja Católica. No Sri Lanka, Vaz fundou mais de 15 Igrejas e 400 capelas, e traduziu o Evangelho nos dois idiomas do país, o tamil e o cingalês. Morreu em Kandy (Sri Lanka), a 16 de janeiro de 1711.

Já a caminho do aeroporto, Francisco visitará o instituto Bento XVI, criado para reconstruir o país, depois da guerra civil, e fomentar o diálogo inter-religioso. A visita às Filipinas, o único país de maioria católica na Ásia, entre 15 e 19 de janeiro, coloca menos dificuldades políticas e nasce da vontade da população de estar próxima do papa, depois de o tufão "Yolanda" ter causado, há um ano, sete mil mortos e ter devastado o país, afetando cerca de um milhão de pessoas.

Francisco vai visitar a cidade de Tacloban, na ilha de Leyte, que ficou praticamente destruída pelo tufão e onde se vai encontrar com alguns sobreviventes.

O papa vai também lembrar os mais desfavorecidos na missa que celebrará na catedral de Manila e num posterior encontro com famílias. Nas Filipinas serão assinalados os 20 anos da celebração da Jornada Mundial da Juventude com João Paulo II, que reuniu quatro milhões de pessoas.

Em Manila, Francisco vai realizar um encontro com jovens, no estádio da universidade, e uma missa, no parque Rizal. As autoridades esperam uma grande afluência nos dois eventos.

Federico Lombardi anunciou que o papa vai usar um "papamóvel" aberto, nas deslocações, para estar mais próximo das populações.


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