Mais de 2 mil fiéis irão refazer o caminho de 7 quilômetros que o padre Mariano de La Mata Aparício fazia no trajeto entre as Paróquias de Santa Apolônia, em Engenheiro Schmitt até a Paróquia São Luiz Gonzaga em Cedral.
A tradicional caminhada em homenagem ao Padre Mariano, o primeiro beato da Diocese de São José do Rio Preto será realizada no dia 9 de novembro, com saída a partir das 7h. A peregrinação refaz o caminho que o religioso percorria quando era sacerdote. Ao todo, são sete quilômetros do distrito de Engenheiro Schmitt a Cedral.
A caminhada terá início com uma missa às 6h, na Capela Beato Mariano, junto ao asilo de Engenheiro Schmitt, que será celebrada pelo bispo Dom Tomé Ferreira da Silva. Às 7h, os peregrinos seguem da igreja Santa Apolônia, do distrito de Engenheiro Schmitt, pela antiga estrada de terra, em direção à igreja São Luiz Gonzaga, em Cedral, fazendo o percurso de sete quilômetros.
No local será realizada uma oração de encerramento, às 9h, e às 9h30 haverá outra missa com o bispo Dom Tomé em Cedral. Em 2013, cerca dois mil peregrinos participaram da caminhada. Este ano a expectativa é de cerca de quatro mil peregrinos.
O caminho do Padre Mariano se destina também à arrecadação de produtos de higiene pessoal, que são entregues aos moradores do asilo de Schmitt. Os organizadores pedem a todos aqueles que puderem colaborar com a campanha, que entreguem os produtos na igreja Santa Apolônia.
Programação religiosa
Acontece nos dias 2, 3 e 4 de novembro, na Paróquia Santa Apolônia, o Tríduo do Padre Mariano. No dia 2, a missa tem início às 19h e nos dias 3 e 4, às 20h.
Dia do Padre Mariano
Haverá missa e procissão, às 20h, presidida pelo bispo dom Tomé Ferreira da Silva.
Programação festiva
A grandiosa quermesse será realizada na comunidade no dia 8 de novembro, a partir das 20h. Haverá diversas barracas de comidas típicas.
História
Padre Mariano é o primeiro beato da Diocese de São José do Rio Preto, sendo elevado aos altares por um milagre reconhecido pelo Vaticano: a cura do garoto João Paulo Polotto, em 1996, com cinco anos, vítima de atropelamento em Barra Bonita. Ele estudava no Colégio São José e participava de uma excursão com o irmão e a mãe, a médica Eliana Polotto.
Socorrido em estado grave, João Paulo foi encaminhado à Santa Casa de Jaú (SP). Os padres do São José, avisados do acidente, entraram em oração com funcionários e alunos, invocando a intercessão de Padre Mariano, que em vida se preocupava com as crianças, com os pobres e doentes. O garoto saiu do coma numa recuperação espantosa, inexplicável pela ciência. Em 1997, a arquidiocese de São Paulo abriu processo de beatificação e a diocese de Rio Preto instalou um tribunal eclesiástico. Em 5 de novembro de 2006, Padre Mariano era oficializado como beato. Esse dia foi estabelecido como data litúrgica em sua memória.