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Catedral Nossa Senhora Aparecida Votuporanga-SP |

Ao final da oração mariana do Regina Caeli, Leão XIV recordou que neste 17 de maio se celebra o 60° Dia Mundial das Comunicações Sociais em vários países, como no próprio Brasil, com celebrações de ação de graças. Nesta época da Inteligência Artificial, disse o Papa, "encorajo todos a se empenharem em promover formas de comunicação que respeitem sempre a verdade do homem, para a qual orientar toda inovação tecnológica".
"Hoje se celebra, em diversos países, o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano quis dedicar ao tema 'Preservar vozes e rostos humanos'. Nesta época da Inteligência Artificial, encorajo todos a se empenharem em promover formas de comunicação que respeitem sempre a verdade do homem, para a qual orientar toda inovação tecnológica."
O Papa voltou a reforçar a importância de se aprender a lidar com a Inteligência Artificial, para compreender o uso dos algoritmos, neste domingo, 17 de maio, 60° Dia Mundial das Comunicações Sociais que inclusive está sendo celebrado no Brasil, e tomando como base a própria a mensagem do Papa divulgada no início do ano. O desafio, especifica o Pontífice no texto, não é impedir a inovação digital, mas melhor orientá-la. Na mensagem, Leão XIV também alerta para não renunciarmos o nosso talento, entregando-o às máquinas, porque assim não vamos crescer como pessoas em relação a Deus e aos outros: “significa esconder o nosso rosto e silenciar a nossa voz".
Através da mensagem, retomada ao final do Regina Caeli, o Papa Leão XIV convida todos a refletirem sobre uma comunicação que seja mais humana, verdadeira e autêntica. Segundo Janaína Gonçalves, coordenadora-geral da Pascom Brasil, é “uma comunicação que não reduz pessoas a meros conteúdos, que dê voz e vez a quem precisa, que revele o rosto das pessoas”. Ela afirma ainda que, analisando o texto do Pontífice, “o problema da comunicação não está no celular, nas telas em geral, mas na atitude de perder o humano, na ilusão digital em achar que engajamento é o mesmo que profundidade, na incompreensão em pensar que o alcance pelos algoritmos é o que gera a transformação”.