Notícia
24/06/2017 ·
20:25
É preciso fazer-se pequeno para ouvir a voz de Deus, diz Papa
Para ouvir a voz do Senhor, é preciso se fazer pequeno, disse o Papa Francisco na Missa desta sexta-feira, 23, na Casa Santa Marta, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.
Na primeira leitura do dia, tirada do Livro do Deuteronômio, Moisés diz que Deus escolheu o homem para ser seu povo entre todos os povos da terra. Dessa leitura, o Papa se deteve sobre duas palavras: escolher e pequenez. Em relação à primeira, destacou que não foi o homem que escolheu Deus, mas Deus se fez “prisioneiro”.
“Ele se prendeu à nossa vida, não pode se distanciar. Jogou forte! Ele permanece fiel nessa atitude. Fomos escolhidos por amor e esta é a nossa identidade. ‘Eu escolhi esta religião, eu escolhi …’ Não, você não escolheu. É Ele que escolheu você, chamou você e se prendeu. E esta é a nossa fé. Se não acreditamos nisso, não entendemos a mensagem de Cristo, não entendemos o Evangelho”.
Para a segunda palavra, pequenez, Francisco recordou como Moisés especifica que o Senhor escolheu o povo de Israel, porque é o menor de todos os povos.
“Ele se apaixonou pela nossa pequenez e por isso ele nos escolheu. E ele escolhe os pequenos: não os grandes, os pequenos. E Ele se revela aos pequenos: ‘Escondestes essas coisas aos grandes e poderosos e as revelastes aos pequeninos!’ Ele se revela aos pequenos: se você quer entender algo do mistério de Jesus, abaixe-se: faça-se pequeno. Reconheça que você não é nada. E não só escolhe e se revela aos pequenos, mas chama os pequenos: ‘Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados: Eu vos aliviarei’. Vós que sois os mais pequenos – pelos sofrimentos, cansaço … Ele escolhe os pequenos, se revela aos pequenos e chama os pequenos. Mas os grandes Ele não os chama? O Seu coração está aberto, mas a voz os grandes não conseguem ouvi-la porque eles estão cheios de si mesmos. Para ouvir a voz de Deus, é preciso se fazer pequeno”.
Assim, então, se chega ao mistério do coração de Cristo, que não é uma “imagem pequena” para os devotos: o coração traspassado de Cristo é o coração da revelação, o coração da fé, porque ele se fez pequeno, ele escolheu este caminho. Segundo explicou o Papa, uma escolha para a pequenez, para que a glória de Deus possa se manifestar.
Do corpo de Cristo traspassado pela lança do soldado “saiu sangue e água”, recordou Francisco, e este é o mistério de Cristo na celebração de hoje, de um coração que ama, que escolhe, que é fiel e se une a nós, se revela aos pequenos, chama os pequenos, e se faz pequeno.
“Cremos em Deus, sim; sim, também em Jesus, sim … ‘Jesus é Deus?’ – ‘Sim’. Mas o mistério é este. Esta é a manifestação, esta é a glória de Deus. Fidelidade ao escolher, no prender-se e pequenez também por si mesmo: tornar-se pequeno, aniquilar-se. O problema da fé é o núcleo da nossa vida: podemos ser muito, muito virtuosos, mas sem ou pouca fé; devemos começar a partir daqui, a partir do mistério de Jesus Cristo que nos salvou com a sua fidelidade”.
A oração final do Papa foi para que o Senhor conceda ao homem a graça de celebrar, no coração de Jesus Cristo, os grandes gestos, as grandes obras de salvação, as grandes obras de redenção.
Na primeira leitura do dia, tirada do Livro do Deuteronômio, Moisés diz que Deus escolheu o homem para ser seu povo entre todos os povos da terra. Dessa leitura, o Papa se deteve sobre duas palavras: escolher e pequenez. Em relação à primeira, destacou que não foi o homem que escolheu Deus, mas Deus se fez “prisioneiro”.
“Ele se prendeu à nossa vida, não pode se distanciar. Jogou forte! Ele permanece fiel nessa atitude. Fomos escolhidos por amor e esta é a nossa identidade. ‘Eu escolhi esta religião, eu escolhi …’ Não, você não escolheu. É Ele que escolheu você, chamou você e se prendeu. E esta é a nossa fé. Se não acreditamos nisso, não entendemos a mensagem de Cristo, não entendemos o Evangelho”.
Para a segunda palavra, pequenez, Francisco recordou como Moisés especifica que o Senhor escolheu o povo de Israel, porque é o menor de todos os povos.
“Ele se apaixonou pela nossa pequenez e por isso ele nos escolheu. E ele escolhe os pequenos: não os grandes, os pequenos. E Ele se revela aos pequenos: ‘Escondestes essas coisas aos grandes e poderosos e as revelastes aos pequeninos!’ Ele se revela aos pequenos: se você quer entender algo do mistério de Jesus, abaixe-se: faça-se pequeno. Reconheça que você não é nada. E não só escolhe e se revela aos pequenos, mas chama os pequenos: ‘Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados: Eu vos aliviarei’. Vós que sois os mais pequenos – pelos sofrimentos, cansaço … Ele escolhe os pequenos, se revela aos pequenos e chama os pequenos. Mas os grandes Ele não os chama? O Seu coração está aberto, mas a voz os grandes não conseguem ouvi-la porque eles estão cheios de si mesmos. Para ouvir a voz de Deus, é preciso se fazer pequeno”.
Assim, então, se chega ao mistério do coração de Cristo, que não é uma “imagem pequena” para os devotos: o coração traspassado de Cristo é o coração da revelação, o coração da fé, porque ele se fez pequeno, ele escolheu este caminho. Segundo explicou o Papa, uma escolha para a pequenez, para que a glória de Deus possa se manifestar.
Do corpo de Cristo traspassado pela lança do soldado “saiu sangue e água”, recordou Francisco, e este é o mistério de Cristo na celebração de hoje, de um coração que ama, que escolhe, que é fiel e se une a nós, se revela aos pequenos, chama os pequenos, e se faz pequeno.
“Cremos em Deus, sim; sim, também em Jesus, sim … ‘Jesus é Deus?’ – ‘Sim’. Mas o mistério é este. Esta é a manifestação, esta é a glória de Deus. Fidelidade ao escolher, no prender-se e pequenez também por si mesmo: tornar-se pequeno, aniquilar-se. O problema da fé é o núcleo da nossa vida: podemos ser muito, muito virtuosos, mas sem ou pouca fé; devemos começar a partir daqui, a partir do mistério de Jesus Cristo que nos salvou com a sua fidelidade”.
A oração final do Papa foi para que o Senhor conceda ao homem a graça de celebrar, no coração de Jesus Cristo, os grandes gestos, as grandes obras de salvação, as grandes obras de redenção.