Notícias e Artigos Litúrgicos
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Diocese de Votuporanga promove 2ª edição da Missão Jovem

A juventude da Diocese de Votuporanga já está se preparando para a 2ª edição da Missão Jovem. Este ano acontecerá na Capela Santo Antônio de Votuporanga, de 19 a 21 de julho, abrangendo também as comunidades do Jardim Itália e Boa Vista. Jovens de toda a Diocese podem participar, basta se inscrever até o dia o 15 por meio do facebook e instagram do Setor Juventude ou também procurar os coordenadores dos grupos de jovens.

O tema da missão é “Ide sem medo para servir” e a iniciativa acompanha a experiência proposta pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de convidar os jovens a saírem em evangelização em suas Dioceses, para amadurecimento da fé. Além disso, a proposta vai ao encontro da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Christus Vivit (Cristo Vive), do Papa Francisco.

Guilherme da Silva Pereira, 21 anos, participou da primeira edição e já garantiu a sua vaga para 2019. “O que me leva a querer participar de novo é o desejo de anunciar a palavra de Cristo, pois isso é muito satisfatório. Tem gente que precisa de verdade de nossa visita e com a missão temos a oportunidade de fazer essa diferença, mudando a vida das pessoas.”

A programação da missão inclui preparação aos jovens participantes, evangelização, momentos de oração, animação e experiências com a comunidade e missionários em praças. Envolverá também os seminaristas da Diocese. “Vale ressaltar que até mesmo jovens que não estão engajados em algum movimento podem participar, pois missão é servir, sair da zona de conforto, encontrar Jesus, visitar outras famílias e crescer espiritualmente”, destaca Daiane Ribeiro Nascimento, do Setor Juventude.

O bispo da Diocese de Votuporanga, Dom Moacir Aparecido de Freitas, reforça o convite para a toda juventude. “Jovem, a missão faz parte da experiência cristã, sendo uma dimensão da caridade e oportunidade para transmitir o testemunho, levar a amizade, esperança e ainda conhecer a realidade do outro. Isso é viver o Evangelho e mostrar a presença da Igreja. Venha participar você também da segunda Missão Jovem Diocesana.”

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (17) 99642-2627.

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Padre Nino presidirá Missa na Catedral no dia 28/07

No último domingo de julho, dia 28, o Padre Nino Carta presidirá a Santa Missa na Sé Catedral às 10h. Padre Nino atualmente atua na Paróquia Santa Anastácia na cidade italiana de Budusò, na Ilha de Sardenha, e está no Brasil para curtir alguns dias de férias, rever os amigos e também para coordenar o Retiro Anual da Associação de Leigos Consagrados Comunhão e Missão. Esta associação foi fundada por ele em 1982 e está presente nas cidades de Mirassol, Rio Preto, Caraguatatuba, Ubatuba, Votuporanga, Palmares Paulista e Budusò (Itália). 


Nascido Pietro Saturnino Carta na Itália, padre Nino como é carinhosamente chamado, foi ordenado sacerdote no dia 15 de agosto de 1963. O sacerdote italiano esteve à frente da Paróquia Nossa Senhora Aparecida entre os anos de 1983 e 1991, sendo o primeiro pároco após a saída dos freis capuchinhos. Nos quase 8 anos em que esteve em Votuporanga, Padre Nino, italiano de nascença, mas brasileiro de coração, cativou os fiéis votuporanguenses que lotavam a Igreja Matriz para ouvir as homilias e as músicas cantadas e tocadas pelo sacerdote. 

Padre Nino Carta foi um grande incentivador das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base),dividindo o território paroquial em pequenas comunidades de forma a levar a Igreja mais perto das casas dos fiéis. Preocupado com a juventude, criou a Pastoral do Menor. Grande comunicador, deu início as transmissões do programa de rádio “Bondade é Notícia” e da Santa Missa dominical na TV. Apaixonado pelo futebol, a exemplo do frei Arnaldo, padre Nino não perdia um jogo da Votuporanguense. Visando o despertar vocacional de muitos jovens, o sacerdote criou um seminário paroquial, sendo uma etapa de amadurecimento antes da ida dos vocacionados para o seminário diocesano. Esta experiência deu a Igreja novos padres, como o padre Gilmar Margotto, Jair de Marchi, Leonel, Leonildo, entre outros. O nome da Livraria Católica votuporanguense “Mamma Pasqua” é uma homenagem à mãe do padre Nino.

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Inscrições abertas para o Concurso Boneca e Boneco Vivos

Estão abertas as inscrições para o Concurso Boneca e Boneco Vivos 2019. Podem participar do Concurso crianças de 1 a 12 anos, sendo que todos os participantes receberão prêmios. Serão entregues prêmios especiais às crianças que venderem mais votos e para os compradores destes votos que serão vendidos por R$1,00, cujo anúncio será feito  no último dia de Quermesse.. 

Os pais que tenham interesse que seus filhos participem deste concurso podem fazer as inscrições na Secretaria Paroquial ou durante as Missas. Maiores informações pelo telefone: 3421-6245.Esta já é uma excelente oportunidade para inserir as crianças no trabalho da Igreja.

Esta é uma ótima oportunidade para que as crianças desde pequenas possam começar a participar ativamente da vida da Igreja. O tradicional Concurso é realizado desde 1992 nos meses de setembro e outubro.

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A oração preferida de Bento XVI

No livro “Últimas Conversas”, o jornalista Peter Seewald apresenta a prece preferida de Bento XVI: é a “Oração comum”, de São Pedro Canísio, o “segundo apóstolo da Alemanha” (o primeiro foi São Bonifácio, que levou o Evangelho às terras germânicas). Eis a oração:

 

 

ORAÇÃO COMUM

De São Pedro Canísio

 

Deus eterno e todo-poderoso, Senhor, Pai celestial!

 

Voltai o vosso olhar misericordioso ao nosso pranto, às nossas misérias e às nossas penas.

Tende piedade de todos os cristãos, pelos quais o vosso Filho Único, nosso Senhor bem-amado e Salvador, Jesus Cristo, entregou a própria vontade em mãos dos pecadores e derramou seu precioso Sangue sobre a Santa Cruz.

Por Jesus Cristo, nosso Senhor, livrai-nos de todas as nossas penas, dos perigos presentes e futuros, dos rancores, das guerras e das armas, da fome, dos momentos de angústia e de miséria.

Em vossa bondade, iluminai e fortalecei os nossos dirigentes religiosos e os nossos governantes, para que, com suas ações, possam participar da vossa glória divina, da nossa salvação, da paz e do bem de toda a cristandade.

Concedei-nos, ó Senhor, a paz, uma justa unidade na fé, sem divisões nem separações.

Orientai os nossos corações para a autêntica penitência e para a edificação das nossas vidas.

Acendei em nós o fogo do vosso amor!

Dai-nos fome e sede da vossa justiça, de modo que, como filhos obedientes, possamos glorificar-vos com a nossa vida e na hora da nossa morte.

Nós vos rogamos ainda, ó nosso Deus, que se faça a vossa vontade em nossos amigos e inimigos, nas pessoas de boa saúde e nos enfermos, em todos os cristãos aflitos e atribulados, nos vivos e nos falecidos, em nossas profissões e trabalhos, em nossa vida e nossa morte.

Ajudai-nos a beneficiar-nos da vossa graça neste mundo. Que possamos unir-nos a todos os vossos eleitos para vos louvar, honrar e glorificar junto a eles.

Concedei-nos esta graça, ó Senhor, nosso Pai celestial!

Pelo vosso Filho, Jesus Cristo, que vive e reina convosco na unidade do Espírito Santo pelos séculos dos séculos.

Amém.

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Migrantes: “Símbolo de todos os descartados da sociedade”, afirma Papa

“Os migrantes são hoje o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada”. Foi o que disse o Papa Francisco na manhã desta segunda-feira, 8, durante a celebração, na Basílica Vaticana, do sexto aniversário de sua visita à ilha de Lampedusa. A ilha ao sul da Itália foi a meta, exatamente em 8 de julho de 2013, da primeira viagem do Pontífice. Naquele ano, os desembarques de migrantes eram quase diários. Meses depois, em 3 de outubro, foi registrada a maior tragédia nas imediações: um naufrágio de uma embarcação líbica que matou 368 pessoas.

O Papa reforçou durante sua homilia:“Não se trata apenas de migrantes, mas de pessoas humanas”. A missa foi celebrada para um restrito grupo de pessoas, cerca de 250, convidadas pelo Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral. Neste sexto aniversário da visita a Lampedusa, o Santo Padre afirmou pensar nos “últimos” que diariamente clamam ao Senhor, pedindo para serem libertados dos males que os afligem.

“São os últimos enganados e abandonados a morrer no deserto; são os últimos torturados, abusados e violentados nos campos de detenção; são os últimos que desafiam as ondas de um mar impiedoso; são os últimos deixados em acampamentos de acolhimento”, completou Francisco, que destacou: “Estes são apenas alguns dos últimos que Jesus nos pede para amar e levantar”. Infelizmente, prosseguiu o Pontífice, as periferias existenciais das cidades estão densamente povoadas de pessoas que foram descartadas, marginalizadas, oprimidas, discriminadas, abusadas, exploradas, abandonadas, de pessoas pobres e sofredoras.

Papa encontrou com migrantes nesta segunda-feira, 8, no Vaticano/ Foto: Vatican Media

No espírito das Bem-aventuranças, o Papa exortou os fiéis a acudir misericordiosamente as aflições dos migrantes e refugiados; os saciar da fome e sede de justiça; e fazer-lhes sentir a solícita paternidade de Deus. “São pessoas; não se trata apenas de questões sociais ou migratórias! Não se trata apenas de migrantes!’”, repetiu a frase que é o tema do 105º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado (DMMR), que será celebrado em 29 de setembro próximo. “Os migrantes são, antes de mais nada, pessoas humanas e que, hoje, são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada”, frisou o Santo Padre.

Neste contexto, Francisco propôs a imagem da escada de Jacob, proposta na primeira leitura da liturgia de hoje. “Em Jesus Cristo, está assegurada e é acessível a todos a ligação entre a terra e o Céu. Mas subir os degraus desta escada requer empenho, esforço e graça. Os mais frágeis e vulneráveis devem ser ajudados. (…) Apraza-me pensar que poderíamos ser, nós, aqueles anjos que sobem e descem, pegando ao colo os pequenos, os coxos, os doentes, os excluídos: os últimos, que caso contrário ficariam para trás e veriam apenas as misérias da terra, sem vislumbrar já desde agora algum clarão do Céu. (…) Trata-se de uma grande responsabilidade, da qual ninguém se pode eximir, advertiu o Pontífice”, prosseguiu.

O Papa concluiu sua homilia agradecendo aos migrantes que, mesmo recém-chegados à Itália, já ajudam os “irmãos e irmãs” que chegaram depois: “Quero agradecer-lhes por este estupendo sinal de humanidade, gratidão e solidariedade”.

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A oração cristã tem uma dimensão universal, diz Papa Francisco

Durante a oração do Ângelus neste domingo, 7 de julho, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco recordou aos fiéis reunidos junto ao Palácio Apostólico que a oração cristã não deve se limitar às necessidades pessoais, mas, para que seja verdadeiramente cristã, deve ter uma dimensão universal.

No comentário ao Evangelho do dia, o Papa falou sobre o episódio no qual Jesus envia à missão 72 discípulos. “O número 72 indica provavelmente todas as nações”, expressou. Nesse sentido, recordou que o livro do Gênesis “menciona 72 nações diferentes”.

Desta maneira, “o envio simboliza a missão da Igreja de anunciar o Evangelho a todas as pessoas”.

Fiel a este mandato de Jesus, Francisco convidou a rezar por todos os povos: “a nossa oração não deve se limitar somente ao que precisamos, às nossas necessidades. Uma oração é realmente cristã se também tiver uma dimensão universal”.

“A missão é baseada na oração, que é itinerante, que requer desapego e pobreza, que leva paz e cura, sinais da proximidade do Reino de Deus. que não é proselitismo, mas anúncio e testemunho, e que também requer a franqueza e a liberdade evangélica de ir embora demonstrando a responsabilidade de ter rejeitado a mensagem da salvação, mas sem condenações e maldições”.

Ao viver desta maneira, “a missão da Igreja será caracterizada pela alegria”. “Não se trata de uma alegria efêmera que vem do sucesso da missão; ao contrário, é uma alegria enraizada na promessa que – diz Jesus – ‘os vossos nomes estão escritos no céu’”.

“Com esta dimensão, quer mostrar a alegria interior e indestrutível que nasce do conhecimento de ser chamados por Deus a seguir seu Filho. Isto é, a alegria de ser seus discípulos”, sublinhou.

Neste sentido, explicou que “cada um de nós pode pensar no nome que recebeu no dia do Batismo: esse nome está ‘escrito no céu’, no coração de Deus Pai. E é a alegria desse dom que faz de cada discípulo um missionário, aquele que caminha em companhia do Senhor Jesus, que aprende com Ele a se dedicar sem restrições pelos outros, livre de si mesmo e dos próprios bens”.

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Papa no Ângelus: Pedro e Paulo eram diferentes, mas Jesus era Senhor de ambos

Após celebrar a missa na qual foram entregues o pálio episcopal aos novos arcebispos vindo de diversos países, incluindo o Brasil, o Papa Francisco rezou o ângelus com os fiéis e destacou o exemplo de unidade deixado pelos apóstolos São Pedro e São Paulo, que apesar de suas diferenças, fizeram de Jesus o Senhor de suas vidas e derramaram seu sangue por Ele.

O Santo Padre começou sua alocução dizendo: “Os Santos Pedro e Paulo, que celebramos hoje, em ícones, são às vezes retratados apoiar o edifício da igreja. Isso nos lembra das palavras do Evangelho de hoje, em que Jesus diz a Pedro: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" (Mt 16, 18). É a primeira vez que Jesus pronuncia a palavra "Igreja", porém mais do que no substantivo eu gostaria de convidá-lo a pensar sobre o adjetivo, MINHA: MINHA igreja. Jesus não fala da Igreja como uma realidade externa, mas expressa o grande amor que nutre por ela: minha igreja”.

“Ele está ligado à Igreja para nós. São Paulo escreve: "Cristo amou a Igreja e entregou-se por ela isto é, explica o apóstolo, Jesus ama a Igreja como sua esposa. Para o Senhor não somos um grupo de crentes ou uma organização religiosa, nós somos sua esposa. Ele olha com ternura para a sua Igreja, ele a ama com fidelidade absoluta, não obstante nossos erros e traições. Como aquele dia para Pedro, hoje ele nos diz: "minha Igreja"”, afirmou o Pontífice.

 

 

“E nós também podemos repeti-lo: minha igreja. Nós não dizemos isso com um sentimento de pertença exclusivo, mas com um amor inclusivo. Não nos diferenciarmos dos outros, devemos aprender a beleza de estar com os outros, porque Jesus nos quer unidos e abertos. De fato, a Igreja não é "minha" porque responde a mim mesmo, aos meus desejos, mas porque eu lhe dou meu carinho”.

“Em outro ícone, os Santos Pedro e Paulo são retratados em um abraço. Eles eram muito diferentes um do outro: um pescador e um fariseu com experiências de vida, personagens e maneiras bastante diferentes de fazer as coisas e sensibilidades. Opiniões conflitantes e debates francos não faltaram entre eles. Mas o que os uniu foi infinitamente maior: Jesus era o Senhor de ambos disseram juntos "meu Senhor" àquele que diz "minha Igreja", afirmou.

“Nesta festa, que une dois Apóstolos tão diferentes, seria bom dizer: "Obrigado, Senhor, por essa pessoa que não sou eu: ela é um dom para a minha igreja”. É bom apreciar as qualidades dos outros, reconhecer os dons dos outros sem malícia e sem inveja. A inveja causa amargura por dentro, é vinagre derramado sobre o coração. Torna amarga a vida. Que bom, em vez disso, saber que pertencemos um ao outro, porque compartilhamos o mesmo fé, o mesmo amor, a mesma esperança, o mesmo Senhor. Nós pertencemos um ao outro: é esplêndido mistério da nossa Igreja!”, prossegue o Papa Francisco.

“No final do Evangelho, Jesus diz a Pedro: "Apascenta as minhas ovelhas" (Jo 21, 17). Ele fala sobre nós e diz minhas ovelhas, com a mesma ternura que costumava dizer minha Igreja. Aqui está o carinho que constrói a Igreja”, afirmou o Papa.

Ao final do discurso e antes da oração mariana o Papa Francisco disse: “Hoje, pela intercessão dos Apóstolos, pedimos a graça de amar a nossa Igreja. Nós pedimos olhos que eles saibam ver nela irmãos e irmãs, um coração que sabe acolher os outros com amor. (...) Que Nossa Senhora, “que trouxe harmonia entre os apóstolos e orou com eles, proteja-nos como irmãos e irmãs na Igreja”, concluiu.

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O Papa Francisco explica estas 3 atitudes ante a vocação de seguir Jesus

O Papa Francisco explicou este domingo 30 de junho a atitude de três personagens diferentes diante do chamado a seguir Jesus narrados no Evangelho de São Lucas que foi lido na missa dominical.

Antes de concluir o ângelus deste domingo, o Santo Padre refletiu sobre as palavras de São Lucas em seu Evangelho, nas quais descreve a última viagem de Jesus para Jerusalém, narração que conclui o capítulo 19.

“É um longo caminho não só geográfico e em termos de espaço, mas um caminho espiritual e teológico para o cumprimento da missão do Messias. A decisão de Jesus é radical e total, e quem o segue está chamado a medir-se com ela”, assinalou o Papa.

Nesta linha, o Pontífice destacou que o evangelista apresenta três personagens, “três casos de vocação, poderíamos dizer, que trazem à luz o que é necessário para seguir Jesus até o fim, totalmente”.

Em primeiro lugar, o Santo Padre recordou o primeiro personagem que promete: ‘Seguir-te-ei aonde quer que vá’. “Generoso! Mas Jesus responde que o Filho do homem... ‘não tem onde apoiar a cabeça’. A pobreza absoluta de Jesus. Jesus, de fato, deixou a casa paterna e renunciou à toda segurança para anunciar o Reino de Deus às ovelhas perdidas de seu povo”.

“Assim Jesus nos indicou, a seus discípulos, que nossa missão no mundo não pode ser estática, mas itinerante”, afirmou o Papa quem acrescentou que “o cristão é um itinerante. A Igreja por sua natureza está em movimento, não está sedentária e tranquila no próprio recinto. Está aberta aos mais extensos horizontes, ela é enviada -A Igreja é enviada!- a levar o Evangelho pelas ruas e a alcançar as periferias humanas e existenciais”, afirmou.

Depois, o Santo Pai descreveu o segundo personagem que Jesus encontra e recebe diretamente Dele a chamada, mas responde: ‘Senhor, me permita antes enterrar meu pai’. “É uma solicitude legítima, fundada no mandamento de honrar o pai e a mãe. Entretanto, Jesus replica: ‘Deixa que os mortos enterrem a seus mortos’. Com estas palavras, provocadoras, Ele procura afirmar o primado do seguimento e do anúncio do Reino de Deus, inclusive sobre as realidades mais importantes, como a família”.

Nesta linha, o Papa destacou que “a urgência de comunicar o Evangelho, que rompe a cadeia da morte e inaugura a vida eterna, não admite demoras, mas requer disponibilidade. Portanto, a Igreja é itinerante, e aqui a Igreja é decisiva, atua rapidamente, ao momento, sem esperar”.

Por último, o Papa Francisco assinalou que o terceiro personagem também quer seguir Jesus, mas com uma condição: ele o fará depois de despedir-se de seus familiares. E depois disto, diz o Mestre: ‘Ninguém que ponha sua mão no arado e logo olha para trás é adequado para o reino de Deus’ e acrescentou que “o seguimento de Jesus exclui os arrependimentos e olhares para trás, mas requer a virtude da decisão”.

“A Igreja, para seguir Jesus, é itinerante, atua imediatamente, rapidamente e decidida. O valor destas condições estabelecidas por Jesus (inerrância, disponibilidade e decisão) não se coloca em uma série de ‘não’ referindo-se a coisas boas e importantes na vida. O acento, antes bem, deve colocar-se no objetivo principal: Transformar-se em um discípulo de Cristo! Uma decisão livre e consciente, feita de amor, para corresponder à inestimável graça de Deus, e não feita como uma forma de promoção pessoal”, expressou o Papa.

Entretanto, o Pontífice reconheceu que é triste quando há alguns que “pensam que estão seguindo Jesus para promover-se, quer dizer, para fazer uma carreira, para sentir-se importantes ou para adquirir um lugar de prestígio. Jesus nos quer apaixonados por Ele e o Evangelho. Uma paixão do coração que se traduz em gestos concretos de disponibilidade, de proximidade aos irmãos mais necessitados, de acolhida e de cuidado. Assim como Ele mesmo viveu”, disse o Papa.

Deste modo, o Santo Padre pediu: “Que a Virgem Maria, ícone da Igreja em caminho, nos ajude a seguir com alegria o Senhor Jesus e a anunciar aos irmãos, com renovado amor, a Boa Notícia da Salvação!”.

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Bento XVI: O Papa é um só, Francisco

Na entrevista, publicada pelo jornal italiano ‘Corriere Della Sera’, nesta sexta-feira, 28 de junho, Bento XVI disse que "a unidade da Igreja está sempre em perigo, há séculos".

"Foi assim em toda a sua história. Guerras, conflitos internos, ameaças de cismas", acrescentou.

No entanto, ressaltou, "sempre prevaleceu a consciência de que a Igreja é e deve ficar unida".

A entrevista foi realizada pelo jornalista italiano Massimo Franco, em 23 de junho, mas apenas algumas citações diretas foram publicadas em seu artigo de cinco páginas sobre o encontro.

Franco disse que, "quando a história desses anos secretos" do Papa Emérito Bento XVI for escrita, "não será possível ignorar os cardeais e bispos altamente reservados que vieram à sua porta em busca de alívio, e expressando suas críticas e sua perplexidade em relação ao atual pontificado".

As preocupações expressas pelo jornalista italiano foram recebidas com respostas claras do Papa Emérito, por isso assinalou que "a obsessão de Bento pela unidade da Igreja... é mais aguda do que nunca".

Em fevereiro de 2013, Bento XVI surpreendeu o mundo com o anúncio de sua renúncia, feito em latim. O atual Papa Emérito indicou como razões a sua idade avançada e a falta de força para o exercício do cargo.

Bento XVI foi o primeiro pontífice romano a renunciar ao cargo em quase 600 anos.

Desde então, tem levado uma vida de oração após a eleição do Papa Francisco, encontrando-se em algumas ocasiões com seu sucessor.

Segundo Franco, Bento XVI disse suave e lentamente que "a Itália sempre foi um país lindo, mas um pouco caótico". O jornalista também ressaltou que, apesar de seus 92 anos, o Pontífice Emérito mostra "uma invejável velocidade de pensamento".

Em 29 de junho, se celebrará 68 anos da ordenação sacerdotal de Bento XVI. O Papa Emérito planeja passar o verão pacificamente com a visita habitual de seu irmão, Georg, e algumas reuniões privadas com convidados para o café da manhã ou para o almoço, de acordo com ACI Stampa, agência em italiano do Grupo ACI.

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Isto foi o que o Papa disse sobre encontro de Donald Trump e Kim Jong na Coreia do Norte

Após a oração do Ângelus no domingo, 30 de junho, o Papa Francisco falou sobre o encontro histórico na Coreia do Norte entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente norte-coreano, Kim Jong-un,  e rezou para que este gesto constitua um passo "no caminho da paz", não somente naquela península, mas "em favor do mundo inteiro".

"Nas últimas horas, testemunhamos na Coreia um bom exemplo de cultura do encontro. Saúdo os protagonistas, com a oração a fim de que tal gesto significativo constitua um passo ulterior no caminho da paz, não somente naquela península, mas em favor do mundo inteiro", expressou o Santo Padre.

Boas férias

Além disso, o Pontífice dirigiu uma mensagem especial antes de iniciar o período de descanso previsto para o verão. "Neste último dia de junho desejo que todos os trabalhadores tenham um período de descanso durante o verão, que possa beneficiar a eles e a suas famílias", afirmou o Papa.

Após a intensa onda de calor que atingiu a Itália e outros países europeus, o Papa Francisco expressou que reza "por todos aqueles que, nestes dias, sofreram, principalmente, com as consequências do calor: os doentes, os idosos, as pessoas que têm que trabalhar ao ar livre, nas obras..." e exclamou: "Que ninguém seja abandonado ou explorado!".

Ao concluir, o Santo Padre também dirigiu sua saudação a todos os presentes na Praça de São Pedro, no Vaticano, "romanos e peregrinos: famílias, grupos paroquiais e associações".

"Desejo a todos um feliz domingo. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e adeus", concluiu.

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Papa presenteia Bartolomeu I com relíquia de São Pedro

Neste sábado, 29, ao descer ao sepulcro do Apóstolo Pedro, colocado sob o altar da Basílica Vaticana, ao final da missa dedicada a São Pedro e São Paulo, o Papa Francisco anunciou ao líder da Delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, presente em Roma, que desejava dar um presente a seu “irmão”, o patriarca Bartolomeu.

Ao final da celebração, Francisco pediu ao arcebispo Job para acompanhá-lo ao carro. Os dois seguiram em direção ao Palácio Apostólico até chegarem à capela dos aposentos papais. Somente então o Santo Padre entregou o relicário que seu antecessor, Paulo VI, colocara na pequena capela, e o oferece ao seu hóspede.

O arcebispo de Telmissos, assim que pode, informou o Patriarca, que recebeu a notícia com imensa alegria, e depois organizou a viagem do relicário a Istambul, onde na manhã deste domingo, 30, foi entregue a Bartolomeu por monsenhor Andrea Palmieri, subsecretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, também ele em Istambul.

O Patriarca fez o anúncio pessoal e publicamente aos fiéis, durante a celebração da Festa dos Apóstolos, que na Igreja Ortodoxa recorre no dia seguinte à solenidade dos Santos Pedro e Paulo. “Este é para nós um evento extraordinário e inesperado, que jamais poderíamos imaginar”, disse o arcebispo Job.

Historicamente, as relíquias de São Pedro sempre estiveram em Roma e Roma foi, portanto, meta de peregrinação para os ortodoxos. Houve algumas relíquias que anteriormente haviam feito a viagem a Istambul, mas eram relíquias que haviam sido trazidas pelos Cruzados. Devido às boas relações estabelecidas com a comunidade ortodoxa, depois do Concílio Vaticano II, estas relíquias fizeram o “retorno” a sua pátria.

Desta vez, trata-se de relíquias de São Pedro, e com uma “passagem só de ida” para Constantinopla: “outro passo gigantesco em direção à unidade concreta”, conclui o arcebispo ortodoxo de Telmissos.

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Canonização de Irmã Dulce será no dia 13 de outubro

O Papa Francisco presidiu, nesta segunda-feira, 1, na Sala Clementina, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a Canonização de cinco Beatos, dentre os quais Irmã Dulce Lopes Pontes. Durante o Consistório, o Santo Padre anunciou a data de canonização dos cinco beatos. Será no domingo, 13 de outubro, durante o Sínodo para a Amazônia.

Além de Irmã Dulce, serão canonizados os seguintes beatos: John Henry Newman, cardeal, fundador do Oratório de São Filipe Néri na Inglaterra; Giuseppina Vannini (no século Giuditta Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo; Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família e Margherita Bays, Virgem, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

Irmã Dulce Lopes

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes nasceu em 26 de maio de 1914 em Salvador, Bahia. Aos seis anos perdeu sua mãe, sendo educada por suas tias. Aos 13 anos, uma delas a levou para conhecer as áreas mais pobres da cidade, fato que despertou nela uma grande sensibilidade. Aos 18 anos ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde começou a ser chamada Dulce.

Uma das inspirações para o discernimento de sua vocação foi a vida de Santa Teresinha do Menino Jesus. “A exemplo de Santa Teresina, penso que todos os pequenos atos de amor, por menores que sejam, agradam ao Menino Jesus”, dizia. Assim, seus pequenos atos de amor foram traduzidos em grandes obras sociais. Irmã Dulce fundou a união dos trabalhadores de São Francisco, um movimento cristão de trabalhadores na Bahia.

Iniciou depois a acolher pessoas doentes em casas abandonadas em uma ilha em Salvador da Bahia. Mais tarde, foram despejados e a religiosa transferiu a estrutura de acolhida para um antigo mercado de peixe, mas foi obrigada a abandonar o local. Assim, o único lugar onde ele poderia acomodar mais de 70 pessoas que precisavam de assistência médica era o galinheiro do convento onde vivia, que rapidamente transformou-se em um hospital improvisado.

Assim começou a história de outra de suas fundações: o hospital Santo Antônio, inaugurado oficialmente em maio de 1959, com 150 leitos. Atualmente, recebe 3.000 pacientes por dia. Hoje suas fundações são conhecidas como as Obras Sociais de Irmã Dulce, Osid.

Nos últimos 30 anos de vida, a saúde da irmã Dulce estava muito debilitada. Ele tinha apenas 30% da capacidade respiratória. Em 1990 começou a piorar e por 16 meses permaneceu hospitalizada, oportunidade em que recebeu a visita do Papa João Paulo II, com quem havia tido uma audiência privada dez anos antes.

Ela foi transferida para o Convento de Santo Antônio, onde veio a falecer em 13 de março de 1992. Milhares de pessoas em condições de extrema pobreza reuniram-se para dar a ela o último adeus.

Seu corpo foi transferido para a Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde se descobriu que ele havia permanecido incorrupto. O milagre que permitiu sua beatificação ocorreu em 2001. Este fato foi a confirmação de uma vida virtuosa, centrada na oração e na caridade, a partir das menores coisas. “O amor supera todos os obstáculos, todos os sacrifícios”, disse a irmã Dulce.

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Catedral celebrará Missa pelos Enfermos no dia 17/07

No dia 17 de julho, será celebrada uma missa especial pelos enfermos às 15h na Sé Catedral. Nesta celebração, os doentes do corpo e da alma receberão o sacramento da Unção dos Enfermos. Esta missa é celebrada anualmente na Paróquia Nossa Senhora Aparecida no mês de julho, nas proximidades da Festa de São Camilo de Lélis (14 de julho), santo protetor dos doentes. 

É momento de gesto concreto também, pois pede-se às pessoas sãs que dediquem o horário da celebração para levarem os doentes até a Igreja, principalmente aqueles enfermos que não podem se locomoverem sozinhos. Para os sadios é momento também de agradecer a Deus por sua saúde e rezarem por todos os enfermos. 

História de São Camilo de Lélis

Nasceu no ano de 1550 na Itália. Filho de pai militar, também seguiu essa carreira, mas não pode prosseguir devido a um tumor em um dos pés. Recorreu ao hospital de São Tiago em Roma, onde viveu sua compaixão pelos outros doentes. 

Porém, ele deu um ‘sim’ ao pecado, entregando-se ao vício do jogo, onde perdeu tudo e ficou na miséria total. Saiu do hospital devido o seu temperamento. Foi de hospital em hospital para cuidar de sua ferida, até bater na porta dos franciscanos capuchinhos e ali quis trabalhar na obra de Deus. 

Com 25 anos começou o seu processo de conversão. No hospital em Roma, Deus suscitou nele a santidade de ver nos doentes a pessoa de Cristo e também o carisma dos ‘Camilianos’. Camilo também viveu uma bela amizade com São Felipe Néri. 

Entrou para os estudos, foi ordenado sacerdote, e vendo a realidade dos peregrinos de Roma, que não tinham uma assistência médica digna, foi brotando nele o carisma de servir a Cristo na pessoa do doente, do peregrino. E muitos se juntaram a ele nessa obra. Em cada sofredor está a presença do Crucificado. 

São Camilo partiu para o céu em 1614. 

São Camilo de Léllis, rogai por nós!

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Conheça os 10 mandamentos do Dízimo

Os 10 mandamentos do dízimo


01 - Sou dizimista porque amo a Deus e amo o meu próximo.
 

02 - Sou dizimista porque reconheço que tudo recebo de Deus. 

03 - Sou dizimista porque minha gratidão a Deus me leva a devolver um pouco do muito que recebo.

04 - Sou dizimista porque aceito como palavra de Deus o que leio na Bíblia, e sei que o dízimo é fonte de bênçãos.

05 - Sou dizimista porque creio, e confio, em Deus Pai; minha contribuição é prova de fé e de confiança.

06 - Sou dizimista porque o partilhar mata o meu egoísmo.

07 - Sou dizimista porque creio na vida cristã em comunidade. 

08 - Sou dizimista porque Deus, o único pai rico, não quer ninguém passando necessidade.

09 - Sou dizimista porque gosto de viver em liberdade e alegria, celebrando desde já a vida plena.


10 - Sou dizimista porque quero ver minha comunidade crescer e minha Igreja testemunhar o Evangelho no mundo inteiro.
 

Você pode devolver o seu dízimo em nossa paróquia nos seguintes horários e locais:

2ª Quinta-feira do mês – Celebração da Partilha nos 14 setores

Plantão do Dízimo na Igreja antes e depois de cada Santa Missa 

Secretaria da  Paróquia – 2ª a 6ª feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30 e aos sábado das 8h às 11h.

Seja também um dizimista!

 

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Julho, mês do Dízimo!

Dízimo é o ato de gratidão a Deus, do qual recebemos tudo o que temos. É devolução a Ele de um pouco do que dele recebemos, por meio da Igreja, para que seu Reino aconteça entre nós. É manifestação de nosso amor a Deus e aos irmãos. É partilha dos bens que estão a nosso dispor, especialmente com os mais necessitados. 
 O oferecimento do Dízimo nasce do coração de cada cristão participante em sua comunidade. O cristão esclarecido, em espírito de oração, fará a Deus a sua promessa, o seu voto de ofertar o Dízimo. É um ato de Amor a Deus e aos irmãos. 
Dízimo é uma questão de generosidade. ''Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama quem dá com alegria'' (2 Cor. 9,7). 
O dizimista deve sentir-se livre perante Deus ao fixar o percentual de sua contribuição. Não deve se preocupar com o que sai do seu bolso (se muito ou pouco dinheiro), mas com o que sai de seu coração (se pouco ou muito amor a Deus e à Comunidade). 
 

 

 

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Inscrições abertas para o Encontro de Formação sobre o Batismo

Estão abertas as inscrições para o próximo Encontro de Formação para o Batismo para Pais e Padrinhos que será realizado no dia 28 de julho. O encontro tem início às 7h30 no Salão Paroquial e as inscrições devem ser feitas na Secretaria Paroquial. Mais informações pelo telefone: 3421-6245.

O Principal objetivo da Pastoral do Batismo é levar aos pais e padrinhos o conhecimento do que é o sacramento do Batismo e o compromisso que através dele se assume com Deus e com a comunidade. Demonstrar que este Sacramento não se resume apenas em cumprir um preceito: é necessário, portanto, vivenciar, testemunhar e ensinar filhos e afilhados a serem cristãos autênticos e fiéis seguidores de Jesus Cristo.

A Pastoral do Batismo de nossa paróquia tem como coordenadores Cida Rodolfo, Cidinha Magossi e Olívio. Os Batizados são realizados no 1º domingo de cada mês e o Encontro de Formação para o Batismo é realizado no último domingo de cada mês, a cada dois meses.

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Padre Gilmar completará mais um ano de vida

No dia 02 de julho, o padre Gilmar Antonio Fernandes Margotto, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, comemora mais um ano de vida. Padre Gilmar nasceu em Votuporanga, no dia 02 de julho de 1970, filho de José Margotto (in memorian) e de Maria Fernandes Margotto, tendo como irmãs Maria de Fátima, Rosely e Neide Ely. Ele foi batizado na Igreja Matriz de Votuporanga pelo Frei Tarcísio Leite no dia 25 de agosto de 1970. Viveu parte de sua infância na cidade de Cosmorama. Foi crismado também na Igreja Matriz por Dom José de Aquino Pereira. 

Em 1988, aos 17 anos, padre Gilmar aceitou o chamado de Deus e ingressou no Seminário Diocesano em São José do Rio Preto, sendo ordenado diácono em 13 de maio de 1994 e ordenado presbítero no dia 27 de janeiro de 1995. Ambas as celebrações foram realizadas na Igreja Matriz de Votuporanga e presididas por Dom José de Aquino Pereira.         Menos de um mês após a sua ordenação presbiteral, foi nomeado pároco da recém-criada Paróquia Senhor Bom Jesus de Votuporanga. Durante mais de 16 anos, o padre Gilmar esteve à frente da Paróquia Senhor Bom Jesus. Padre Gilmar também é formado em Psicologia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP). Juntamente com os padres Edemur José Alves (falecido em 2011) e Carlos Rodrigues dos Santos, ele formou a Comissão Diocesana de Estudos para a criação da Diocese de Votuporanga. 

Em setembro de 2011, após o falecimento do padre Edemur José Alves, de quem era muito amigo, foi convidado pelo bispo diocesano a assumir a Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Em meio a dor em deixar sua comunidade tão amada e o entusiasmo em assumir um novo desafio que a Igreja o confiava, ele aceitou o convite do bispo, tomando posse no dia 26 de outubro de 2011. 

Com a criação da Diocese de Votuporanga, Padre Gilmar se tornou o Cura da Catedral e também atua como assessor diocesano de imprensa.

Parabéns Padre Gilmar, que o senhor tenha muitos anos de vida, cheios de paz e saúde e repletos das bênçãos do Altíssimo.

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Missas de Corpus Christi na Catedral serão realizadas às 9h e às 17h30

Na próxima quinta-feira, 20 de junho, os fiéis católicos de Votuporanga celebrarão a Solenidade de Corpus Christi. Pela manhã serão celebradas Missas em todas as paróquias da cidade, sendo que na Catedral a Missa será realizada às 9h. Ao fim da tarde, os fiéis das Paróquias Nossa Senhora Aparecida, São Bento, Santa Luzia, São Cristóvão e São Benedito e Nossa Senhora de Fátima celebrarão unidos esta solenidade. A Santa Missa Solene e Procissão será celebrada às 17h30 na Sé Catedral e será concelebrada por padres e diáconos de nossa cidade.

Após a comunhão, os fiéis sairão em procissão pelas ruas centrais de Votuporanga com Jesus na Hóstia Sagrada, numa manifestação pública de devoção a Jesus Eucarístico e pedindo a proteção para nossa cidade. A procissão passará pelas ruas Amazonas, Paraíba, Pernambuco e Goiás. As ruas serão enfeitadas com tapetes e velas coloridas, e cada paróquia terá sua cor de vela. Os fiéis começarão a enfeitar as ruas a partir das 14h. A procissão retornará a Sé Catedral para a Benção Solene de Jesus Eucarístico. 

Como acontece todos os anos, pede-se aos fiéis a doação de alguns alimentos que serão destinados para o Hospital de Amor de Barretos. Neste ano, os alimentos pedidos são óleo, leite e feijão.

Significado

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.
 
Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 – 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

Origem da Celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

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Prestigie o Almoço da Casa Abrigo no dia 14 de julho

No próximo dia 14 de julho será realizado o tradicional Almoço Beneficente em prol da Casa Abrigo Irmãos de Emaús no Centro de Eventos da Catedral Nossa Senhora Aparecida. Os ingressos já estão sendo vendidos a 30 reais e podem ser adquiridos junto coordenadores da entidade ou secretaria paroquial. Crianças até 7 anos não pagam. O delicioso cardápio inclui churrasco (carne, frango, linguiça), farofa, mandioca, feijão gordo, salada e arroz. O almoço será servido das 11h30 às 14h e as bebidas podem ser adquiridas no local. 

A Comunidade Assistencial Irmãos de Emaús (Casa Abrigo) foi fundada em 22 de abril de 1997, por membros da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga, liderados pelo Padre Edemur José Alves (In-memória), com sede própria neste município. 

É uma Associação Civil Filantrópica, sem fins lucrativos e em conformidade com a finalidade do seu Estatuto Social na execução de seus serviços, objetivando o atendimento a jovens, adultos, pessoas em migração e situação de rua com dependência indevida do uso de bebida alcoólica. 

É uma obra social da Catedral, que designa uma porcentagem do Dízimo paroquial, além da participação de muitos paroquianos que partilham espiritualidade junto aos usuários da entidade por meio de orações, encontros, reuniões, bem como a assistência do Diretor Espiritual Padre Gilmar Margotto, além do incentivo e veemência no desenvolvimento das atividades da Casa Abrigo, assim como conta com a ajuda de fieis através de doações e trabalhos voluntários. 

A entidade dispõe de 40 leitos assim distribuídos: 30 vagas para acolhimento a homens por tempo indeterminado com sistema de abrigamento e 10 vagas como Casa de passagem, sendo 07 vagas disponíveis ao público migratório para pernoite e 03 vagas à mulheres por curta temporada. 

Aqueles que permanecem na Casa Abrigo prestam atividades laborterápicas em horticultura, participação de suma importância destes usuários, visto que é a forma direta de contribuir com a manutenção da Entidade por meio de comercialização, além do consumo próprio. Eles também contribuem com tarefas auxiliares em jardinagem, limpeza e cozinha.

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Catedral Nossa Senhora Aparecida está realizando missões evangelizadoras nos setores

A Catedral Nossa Senhora Aparecida da Diocese de Votuporanga está realizando todos os meses missões evangelizadoras nos setores da paróquia.
No sábado, dia 15 de junho, a missão foi realizada no setor 07, tendo início às 8h, com oração em uma residência do setor 7, e em seguida percorreu as ruas do setor. Foram visitados e abençoados diversas residências e comércios localizados na área do setor e muitas pessoas ficaram emocionadas ao receberem a benção em seus lares e locais de trabalho.
A ação é realizada pelo Conselho Missionário Paroquial (Comipa) e busca ressaltar que “Todos somos Igreja Missionária”.
As próximas missões serão realizadas nos dias 6 de julho, no setor 8; 3 de agosto, no setor 9; 21 de setembro, no setor 10; 26 de outubro, no setor 11; 30 de novembro, no setor 12; e 14 de dezembro, no setor 13.

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Conheça a história da Festa de Corpus Christi

História

Uma primeira coisa a saber é que não existe registo do culto ao Santíssimo Sacramento fora da Missa no primeiro milênio. Nesse período, a Eucaristia ministrada fora da Missa era somente para os doentes.

A partir do segundo milênio, no entanto, por meio de um movimento eucarístico, cujo centro foi a Abadia de Cornillon, fundada em 1124, pelo Bispo Albero em Liége, na Bélgica, podemos constatar costumes eucarísticos: exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante sua elevação na Missa e, consequentemente, a festa do Corpus Christi.

A Solenidade em honra ao Corpo do Senhor – “Corpus Chisti” –, que hoje celebramos na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, mais precisamente depois da festa da Santíssima Trindade, é oficializada somente em 1264 pelo Papa Urbano IV.

Como bem sabemos, Deus costuma se revelar aos humildes e pequenos, e Ele se utilizou de uma simples jovem para lhe revelar a festa de Corpus Christi.  Segundo os registros da Igreja, Santa Juliana de Cornillon, em 1258, numa revelação particular, teria recebido de Jesus o pedido para que fosse introduzida, no Calendário Litúrgico da Igreja, a Festa de Corpus Domini.

Santa Juliana nasceu, em 1191, nos arredores de Liège, na Bélgica. Essa localidade é importante, e, naquele tempo, era conhecida como “cenáculo eucarístico”. Nessa cidade, havia grupos femininos generosamente dedicados ao culto eucarístico e à comunhão fervorosa.

Tendo ficado órfã aos cinco anos de idade, Juliana, com a sua irmã Inês, foram confiadas aos cuidados das monjas agostinianas do convento-leprosário de Mont Cornillon. Mais tarde, ela também uma monja agostiniana, era dotada de um profundo sentido da presença de Cristo, que experimentava vivendo, de modo particular, o Sacramento da Eucaristia.

Com a idade de 16 anos, teve a primeira visão. Via a lua no seu mais completo esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. Compreendeu que a lua simbolizava a vida da Igreja na Terra; a linha opaca representava a ausência de uma festa litúrgica, em que os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.

Durante cerca de 20 anos, Juliana, que entretanto se tinha tornado priora do convento, conservou no segredo essa revelação. Depois, confiou o segredo a outras duas fervorosas adoradoras da Eucaristia: Eva e Isabel. Juliana comunicou essa imagem também a Dom Roberto de Thorete, bispo de Liége. Mais tarde, a Jacques Pantaleón, que, no futuro, se tornou o Papa Urbano IV. Quiseram envolver também um sacerdote muito estimado, João de Lausanne, pedindo-lhe que interpelasse teólogos e eclesiásticos sobre aquilo que elas estimavam.

Foi precisamente o Bispo de Liége, Dom Roberto de Thourotte, que, após hesitações iniciais, aceitou a proposta de Juliana e das suas companheiras, e instituiu, pela primeira vez, a solenidade do Corpus Christi na sua diocese, precisamente na paróquia de Sainte Martin. Mais tarde, também outros bispos o imitaram, estabelecendo a mesma festa nos territórios confiados aos seus cuidados pastorais. Depois, tornou-se festa nacional da Bélgica.

A festa ficou conhecida

Dessa forma, a festa foi crescendo cada vez mais, e outros bispos faziam a mesma coisa em sua diocese. Tomou tal proporção, que veio a tornar-se não só uma festa do território da Bélgica, mas sim de todo o mundo. Sendo que, a festa mundial de Corpus Christi foi decretada oficialmente somente, em 1264, seis anos após a morte de irmã Juliana, em 1258, com 66 anos.

Na cela onde jazia, foi exposto o Santíssimo Sacramento e, segundo as palavras do seu biógrafo, Juliana faleceu contemplando, com um ímpeto de amor, a Jesus Eucaristia, por ela sempre amado, honrado e adorado.

Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada, em 1599, pelo Papa Clemente VIII.  Como vimos, ela morreu sem ver a procissão de forma mundial.

Depois da morte do Papa Alexandre IV, foi eleito o novo Papa, o cardeal Jacques Panteleón. Naquela época, a corte papal era em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto dessa localidade fica a cidade de Bolsena, onde, em 1264, aconteceu o famoso Milagre de Bolsena.

Em que consiste esse milagre? Um padre da Boemia, Alemanha, que tinha dúvidas sobre a verdade da transubstanciação, presenciou um milagre. Durante uma viagem que fazia da cidade de Praga a Roma, ao celebrar a Santa Missa na tumba de Santa Cristina, na cidade de Bolsena, Itália, no momento da consagração, viu escorrer sangue da Hóstia Consagrada, banhando o corporal, os linhos litúrgicos e também a pedra do altar, que ficaram banhados de sangue.

O sacerdote, impressionado com o que viu, correu até a cidade de Orvieto, onde morava o Papa Urbano IV, que mandou a Bolsena o Bispo Giacomo, para ter a certeza do ocorrido e levar até ele o linho ensanguentado. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. O Pontífice foi ao encontro do Bispo até a ponte do Rio Claro, hoje atual Ponte do Sol. O Papa pegou as relíquias e mostrou à população da cidade.

O Santo Padre, movido pelo pelas visões de Santa Juliana, pelo prodígio e também a petição de vários bispos, fez com que a festa do Corpus Christi se estendesse por toda a Igreja por meio da bula Transiturus de hoc mundo, em 11 de agosto de 1264. Esses fatos foram marcantes para se estabelecer a festa de Corpus Christi.

A morte do Papa Urbano IV, em 2 de outubro de 1264, um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena, em 1311, ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317, foi promulgada uma recompilação das leis por João XXII e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.

Foi assim que a festa de Corpus Chisti aconteceu, tendo como testemunho estes dois fatos: as visões de Santa Juliana e o milagre eucarístico de Bolsena.

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O significado de Corpus Christi para nós católicos

Na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, a Igreja nos convida a contemplar o mistério supremo da nossa fé: a Santíssima Eucaristia, presença real do Senhor Jesus Cristo no Sacramento do Altar. Cada vez que o sacerdote renova o sacrifício eucarístico, na oração da consagração, ele repete: “Este é o meu corpo (…) este é o meu sangue”. Ele empresta sua voz, as mãos e o coração a Cristo, que quis permanecer conosco e ser o coração da Igreja.

O dia de Corpus Christi, realizado na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, é celebrado com a santa missa, seguida da procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A Celebração é o memorial da paixão, morte e ressurreição de Cristo. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da terra prometida e a adoração ao Santíssimo Corpo de Cristo é um dos gestos mais profundos de comunhão que podemos estabelecer com Cristo.

A festa de Corpus Christi nos leva ao século XIII. Mesmo sendo celebrado em cada missa, a Igreja Católica criou uma data para que o Corpo de Cristo pudesse ser especialmente lembrado. A justificativa vem de Liège, na Bélgica, onde no ano de 1243, uma freira chamada Juliana tendo visões nas quais Cristo revelava seu desejo de ver a Eucaristia ser festejada e reconhecida separadamente. Anos mais tarde o papa Urbano IV consagrou a festa para toda a Igreja por meio da Bula “Transiturus”, de 11 de agosto de 1264.

Nesta data, os fiéis reproduzem a tradição de fazer procissões pelas ruas, caminhando sobre um colorido tapete confeccionado a partir de materiais diversos: flores, serragem, farinha, folhas, areia. Esse costume chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus rumo à Terra Prometida.

Já a Hóstia levada num ostensório foi instituída em 1274. A procissão com o ostensório (carregando o Corpo de Cristo), seguia então por ruas enfeitadas nas cidades e aldeias. Os tapetes confeccionados expressam a fé e o amor do povo cristão por Jesus que volta a passar pelas ruas no entorno das paróquias.

O sacerdote com o ostensório caminha por cima dos tapetes. A procissão solene constitui o testemunho público da piedade do povo cristão para o Santíssimo Sacramento. Neste dia, o Senhor toma posse das nossas ruas e praças, atapetadas em muitos lugares com flores e ramos que simbolizam também a expressão de uma gratidão profunda pela presença real de Jesus na Eucaristia.

A data do Dia de Corpus Christi é móvel e é celebrada sempre na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade, que por sua vez, acontece após o domingo de Pentecostes, ou seja, 60 dias após a Páscoa. Este ano no dia 15 de junho, mas em 2018 será em 31 de maio e em 2019 no dia 20 de junho.

A comemoração do Corpus Christi acontece sempre em uma quinta-feira, em referência à Quinta-Feira Santa, quando aconteceu a última ceia de Jesus com seus apóstolos. Nesta passagem, Cristo entrega simbolicamente sua vida a Deus e à humanidade. Jesus manda celebrar sua existência comendo o pão e bebendo o vinho (a Eucaristia), que se transformariam sem seu Corpo e Sangue.

O apóstolo João (Jo 6, 55-59) descreve a cena da seguinte forma:  “O que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. A celebração da Eucaristia é, assim, a forma de reconhecer que Jesus continua vivo em meio à comunidade cristã.

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Paróquias arrecadarão alimentos para o Hospital do Amor de Barretos

Em diversas paróquias do país, a solenidade de Corpus Christi é ocasião para gestos concretos de doações de alimentos que auxiliam famílias carentes e instituições atendidas pelas dioceses. Em Votuporanga, os fiéis estão arrecadando alimentos para o Hospital do Amor, antigo Hospital de Câncer de Barretos, entidade mantida pela Fundação Pio XII e que atende milhares de pessoas de todo o Brasil, inclusive muitos votuporanguenses.

Neste ano serão arrecadados: óleo, leite e feijão. Os alimentos podem ser entregues nas secretarias das paróquias até o dia 20 (quinta-feira). As doações de alimentos para o Hospital do Amor tiveram início em 2007, mas há muito tempo é comum a doação de alimentos como gesto concreto em Corpus Christi.

A Santa Missa Solene seguida de Procissão será celebrada no dia 20 de junho, às 17h30, na Sé Catedral de Nossa Senhora Aparecida, quando os fiéis de  algumas paróquias e comunidades de Votuporanga celebrarão unidos a solenidade.

Após a comunhão, os fiéis sairão em procissão pelas ruas centrais de Votuporanga com Jesus na Hóstia Consagrada, numa manifestação pública de devoção a Jesus Eucarístico e pedindo a proteção para a cidade. A procissão passará pelas ruas Amazonas, Paraíba, Pernambuco e Goiás.

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Papa: o cristianismo deve influir positivamente na vida moral pública

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do encontro internacional “A atualidade de um novo compromisso” que teve início, em Caltagirone, na província de Catânia, sul da Itália, nesta sexta-feira (14/06).

O evento se realiza até o próximo dia 16, por ocasião do centenário do “Apelo a todos os homens livres e fortes”, de 18 de janeiro de 1919, do pe. Luigi Sturzo, e tem como objetivo valorizar e atualizar o legado do pensamento do sacerdote italiano católico, fundador do Partido Popular Italiano.

Na mensagem, o Papa destaca que este centenário é importante para a história da Itália e da Europa. É uma “ocasião para refletir sobre a concepção cristã da vida social e sobre a caridade na vida pública, segundo o pensamento, a vida e as obas do Servo de Deus pe. Luigi Sturzo".

"Para o sacerdote de Caltagirone, a tarefa de informar de maneira cristã a vida social e política cabe aos cristãos leigos, através do compromisso e na liberdade que lhes compete em tal âmbito, colocando em prática os ensinamentos da Igreja, e elaborando uma síntese criativa entre fé e história que encontra a sua base no amor natural vivificado pela graça divina”.

Segundo o Pontífice, “com esse espírito, o amor ao próximo na política deve ser algo comum e não deve ser excluído (...). O amor ao próximo não consiste em palavras, mas em obras e verdade”.

Atualidade do apelo de pe. Sturzo

O ensinamento e testemunho de fé do pe. Sturzo "não devem ser esquecidos, sobretudo num período em que se pede à política para ser sensata ao enfrentar a grave crise antropológica”, ressalta o Papa.

A seguir, Francisco afirma que “devem ser lembrados os pontos principais da antropologia social do pe. Luigi Sturzo”, como “a primazia da pessoa na sociedade, a primazia da sociedade no Estado e da moral na política”.

Outros pontos importantes são “a centralidade da família, a defesa da propriedade com a sua função social como exigência de liberdade, a importância do trabalho como direito e dever de todo ser humano e a construção de uma paz justa através da criação de uma verdadeira comunidade internacional”.

Segundo o Papa, “esses valores se baseiam no pressuposto de que o cristianismo é uma mensagem de salvação que se encarna na história, se dirige a toda pessoa e deve influir positivamente na vida moral particular e pública”.

Compromisso responsável dos cristãos

Depois de cem anos do “Apelo a todos os homens livres e fortes”, o encontro em Caltagirone convida a um “compromisso criativo e responsável dos cristãos, chamados a interpretar os sinais dos tempos à luz do Evangelho, para realizar uma prática social e política animada pela fé e vivida como exigência intrínseca da caridade”.

O Papa pensa sobretudo nos jovens que devem ser envolvidos adequadamente a fim de dar novo vigor, competência e impulso ao compromisso social e político.

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Emergência climática: “o tempo está se esgotando!”, adverte Papa

“Queridos amigos, o tempo está se esgotando!”, foi o que advertiu o Papa Francisco nesta sexta-feira, 14, ao se referir à emergência climática. O Pontífice discursou aos participantes do encontro “A transição energética e a tutela da casa comum”, promovido pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano. Esta é a segunda edição do evento que tem como objetivo promover um “diálogo” da Igreja com os dirigentes das empresas petrolíferas mundiais.

O evento se realizou na Casina Pio IV, nos Jardins Vaticanos, e ali o Pontífice manifestou sua preocupação com o “momento crítico” que o planeta está vivendo. “A atual crise ecológica, especialmente a mudança climática, ameaça o futuro da família humana”, disse o Papa, lamentando que por demasiado tempo os frutos das pesquisas científicas foram coletivamente ignorados. Um dos mais recentes, citado por Francisco, foi o relatório sobre o impacto do aquecimento global que ultrapassada a marca de 1,5º C nos próximos anos. Segundo o Santo Padre, quem paga e pagará a conta são os mais desfavorecidos e as futuras gerações.

“Como demonstra a atual situação, os pobres são os mais vulneráveis aos furacões, à seca, às inundações e aos outros eventos climáticos extremos. Por isso, certamente se requer coragem para responder ‘ao clamor sempre mais desesperado da terra e dos seus pobres’”, sublinhou. O Papa ressaltou que as futuras gerações estão prestes a herdar “um mundo arruinado”, fruto da irresponsabilidade. “De fato, como está se tornando sempre mais evidente, os jovens exigem uma transformação”, destacou.

Papa e os participantes do evento/ Foto: Vatican Media

O encontro no Vaticano examinou três pontos interconexos: uma correta transição energética, o preço do carvão e a transparência ao divulgar os riscos climáticos. A transição implica uma gestão do impacto social rumo a uma sociedade com baixo consumo de carvão. “Se for bem administrada, esta transição pode gerar novas oportunidades de emprego, reduzir as desigualdades e aumentar a qualidade de vida para as pessoas afetadas pela mudança climática”, evidenciou o Pontífice.

“As reflexões devem ir além das meras explorações daquilo que pode ser feito e concentrar-se sobre o que precisa ser feito”, exortou Francisco. Para o Santo Padre, a sociedade não pode permitir o luxo de esperar que outros tomem iniciativas ou dar prioridade a vantagens econômicas a curto prazo. “A crise climática requer de nós uma ação determinada aqui e agora e a Igreja está plenamente engajada a fazer a sua parte”, alertou.

Francisco concluiu reiterando que é necessária uma transição energética radical para salvar a casa comum: “Ainda há esperança e tempo para evitar os piores impactos da mudança climática, com a condição de que haja uma ação rápida e resoluta”.

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Papa: “Não tenham medo da ternura, pois ela dignifica”

O Papa Francisco enviou um vídeo, nesta quinta-feira, 14, por ocasião do Dia de “iMision”, ocorrido em Madri, para a formação gratuita de missionários digitais de língua espanhola. “iMision” é uma Associação, sem fins lucrativos, que reúne várias instituições católicas e pessoas interessadas em evangelizar o continente por meio digital.

Os objetivos da Associação, que nasceu em 2012, são: criar uma rede de missionários para formar, ajudar e trabalhar juntos na internet; oferecer uma formação de qualidade a todos os que desejam ser missionários digitais; e organizar eventos formativos.

Em seu vídeo, falando em espanhol, o Papa disse aos missionários: “Quero saudar todos vocês, que estão participando deste Dia Missionário Digital. Vão em frente! O problema que temos hoje não é tanto o que alguém diz ou que não diz, mas qual! Podemos dizer coisas dentro de ambientes de trabalho, totalmente assépticas, que não servem para nada. Podemos dizer coisas à distância, declarações que tampouco podem ser úteis ou que inspiram alguma coisa. O importante é dizer tudo com ‘proximidade’, estando perto”.

Francisco prosseguiu: “Quando alguém disser coisas com ‘proximidade’ expressa ternura: ternura de um olhar sereno, simples; ternura de uma palavra de encorajamento, de uma pessoa que acompanha quem fica para trás; ternura dos que estão sofrendo pelos efeitos desta civilização do ‘descarte’. Não tenham medo da ternura, pois ela dignifica e é linguagem de Deus. Deus se apresenta ao Povo de Israel dizendo como o trata: ‘Eu me comportei com ele – diz Deus – como um Pai que carrega seu filho nos braços’. Ele se apresenta com uma imagem de ternura. Logo, não tenham medo da ternura”.

“Vão em frente! Comprometam-se com o coração, então sim se pode ‘dizer’ coisas verdadeiras, não coisas assépticas, coisas declaratórias, coisas de compromisso, mas coisas que constroem o futuro. Abençoo todos vocês e não se esqueçam de rezar por mim. Que a Virgem os proteja”, concluiu o Santo Padre.

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Papa: “O amor ao próximo não consiste em palavras, mas em obras”

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do encontro internacional “A atualidade de um novo compromisso” que teve início, em Caltagirone, na província de Catânia, sul da Itália, nesta sexta-feira, 14. O evento se realiza até este domingo,16, por ocasião do centenário do “Apelo a todos os homens livres e fortes”, de 18 de janeiro de 1919, do padre Luigi Sturzo, e tem como objetivo valorizar e atualizar o legado do pensamento do sacerdote italiano católico, fundador do Partido Popular Italiano.

Na mensagem, o Papa destaca que este centenário é importante para a história da Itália e da Europa. “É uma ocasião para refletir sobre a concepção cristã da vida social e sobre a caridade na vida pública, segundo o pensamento, a vida e as obras do Servo de Deus padre Luigi Sturzo”, comentou.

O Pontífice prosseguiu: “Para o sacerdote de Caltagirone, a tarefa de informar de maneira cristã a vida social e política cabe aos cristãos leigos, através do compromisso e na liberdade que lhes compete em tal âmbito, colocando em prática os ensinamentos da Igreja, e elaborando uma síntese criativa entre fé e história que encontra a sua base no amor natural vivificado pela graça divina”.

Segundo o Santo Padre, com esse espírito, o amor ao próximo na política deve ser algo comum e não deve ser excluído. “O amor ao próximo não consiste em palavras, mas em obras e verdade”, completou. Para Francisco, o ensinamento e testemunho de fé do sacerdote não devem ser esquecidos, sobretudo num período em que se pede à política para ser sensata ao enfrentar a grave crise antropológica.

“Devem ser lembrados os pontos principais da antropologia social do padre Luigi Sturzo, como a primazia da pessoa na sociedade, a primazia da sociedade no Estado e da moral na política”, sublinhou o Papa. Outros pontos importantes elencados pelo Pontífice são a centralidade da família, a defesa da propriedade com a sua função social como exigência de liberdade, a importância do trabalho como direito e dever de todo ser humano e a construção de uma paz justa através da criação de uma verdadeira comunidade internacional.

De acordo com Francisco, esses valores se baseiam no pressuposto de que o cristianismo é uma mensagem de salvação que se encarna na história, se dirige a toda pessoa e deve influir positivamente na vida moral particular e pública.

Depois de cem anos do “Apelo a todos os homens livres e fortes”, o encontro em Caltagirone convida, segundo o Santo Padre, a um compromisso criativo e responsável dos cristãos, chamados a interpretar os sinais dos tempos à luz do Evangelho, para realizar uma prática social e política animada pela fé e vivida como exigência intrínseca da caridade. O Papa pensa sobretudo nos jovens que devem ser envolvidos adequadamente a fim de dar novo vigor, competência e impulso ao compromisso social e político.

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"Sem o Espírito, a Igreja é uma organização", afirma o Santo Padre

Na Solenidade de Pentecostes, neste sábado, 8, o Papa Francisco presidiu a Celebração Eucarística na Praça São Pedro, na presença de milhares de peregrinos. Confira sua homilia na íntegra;

“O Pentecostes chegou, para os discípulos, depois de cinquenta dias incertos. Por um lado, Jesus ressuscitara: cheios de alegria, tinham-No visto, escutado e até comido com Ele. Por outro, ainda não superaram dúvidas e temores: estavam com as portas fechadas (cf. Jo 20, 19.26), com perspetivas reduzidas, incapazes de anunciar o Vivente. Depois, chega o Espírito Santo e as preocupações desaparecem: agora os Apóstolos não têm medo nem sequer à vista de quem os prende; antes, preocupados por salvar a sua vida, agora já não têm medo de morrer; antes, fechados no Cenáculo, agora levam o anúncio a todas as nações.

Até à Ascensão de Jesus, aguardavam um Reino de Deus para eles (cf. At 1, 6), agora estão ansiosos por alcançar fronteiras desconhecidas. Antes, quase nunca falaram em público e muitas vezes, quando o fizeram, criaram problemas como Pedro que renegou Jesus; agora falam corajosamente a todos. Em resumo, a história dos discípulos, que parecia ter chegado ao fim, é renovada pela juventude do Espírito: aqueles jovens, que dominados pela incerteza se sentiam no fim, foram transformados por uma alegria que os fez renascer.

Foi o Espírito Santo que fez isto. O Espírito não é, como poderia parecer, uma coisa abstrata; é a Pessoa mais concreta, mais próxima, aquela que muda a nossa vida. E como faz? Vejamos os Apóstolos. O Espírito não lhes tornou as coisas mais fáceis, não fez milagres espetaculares, não eliminou problemas nem opositores. Mas o Espírito trouxe para a vida dos discípulos uma harmonia que faltava: a Sua, porque Ele é harmonia.

Harmonia dentro do homem. Era dentro, no coração, que os discípulos precisavam de ser mudados. A sua história diz-nos que a própria visão do Ressuscitado não basta; é preciso acolhê-Lo no coração. De nada aproveita saber que o Ressuscitado está vivo, se não se vive como ressuscitados. E é o Espírito que faz viver e ressurgir Jesus em nós, que nos ressuscita dentro. Por isso Jesus, ao encontrar os Seus, repete: «A paz esteja convosco» (Jo 20, 19.21) e dá o Espírito. A paz não consiste em resolver os problemas a partir de fora – Deus não tira aos Seus tribulações e perseguições –, mas em receber o Espírito Santo.

Nisto consiste a paz, aquela paz dada aos Apóstolos, aquela paz que não livra dos problemas, mas, nos problemas, é oferecida a cada um de nós. É uma paz que torna o coração semelhante ao mar profundo: permanece tranquilo, mesmo quando as ondas estão revoltas à superfície. É uma harmonia tão profunda que pode até transformar as perseguições em bem-aventurança. Mas, em vez disso, quantas vezes permanecemos à superfície!

Em vez de procurar o Espírito, tentamos flutuar, pensando que tudo ficará bem se certo problema passar, se não virmos mais tal pessoa, se melhorar aquela situação. Mas isto é permanecer à superfície: superado um problema, chegará outro; e a ansiedade voltará. Não é afastando-nos de quem pensa diferente de nós que ficaremos tranquilos, não é resolvendo o problema presente que estaremos em paz. O ponto de mudança é a paz de Jesus, é a harmonia do Espírito.

Com a pressa que o nosso tempo nos impõe, parece que a harmonia esteja posta de lado: reclamados por uma infinidade de coisas, arriscamo-nos a explodir, solicitados por um nervosismo contínuo que nos faz reagir mal a tudo. E procura-se a solução rápida: uma pastilha atrás doutra para continuar, uma emoção atrás doutra para se sentir vivo, quando na verdade aquilo de que precisamos é sobretudo o Espírito.

É Ele que coloca ordem neste frenesi. É paz na ansiedade, confiança no desânimo, alegria na tristeza, juventude na velhice, coragem na prova. É Ele que, no meio das correntes tempestuosas da vida, mantém firme a âncora da esperança. Como nos diz hoje São Paulo, é o Espírito que nos impede de recair no medo, fazendo-nos sentir filhos amados (cf. Rm 8, 15). É o Consolador, que nos transmite a ternura de Deus. Sem o Espírito, a vida cristã desfia-se, privada do amor que tudo une.

Sem o Espírito, Jesus permanece um personagem do passado; com o Espírito, é pessoa viva hoje. Sem o Espírito, a Escritura é letra morta; com o Espírito, é Palavra de vida. Um cristianismo sem o Espírito é um moralismo sem alegria; com o Espírito, é vida.

O Espírito Santo produz harmonia não só dentro, mas também fora, entre os homens. Faz-nos Igreja, compõe partes distintas num único edifício harmónico. Explica-o bem São Paulo que, ao falar da Igreja, repete muitas vezes a palavra «diferente»: «diferentes carismas, diferentes atividades, diferentes ministérios» (cf. 1 Cor 12, 4-6). Somos diferentes, na variedade das qualidades e dos dons. O Espírito distribui-os com criatividade, sem rebaixar nem nivelar. E, a partir desta diversidade, constrói a unidade. Assim procede desde a criação, porque é especialista em transformar o caos em cosmo, em criar harmonia. É especialista em criar as diversidades, as riquezas; cada um a sua, diferente. Ele é o criador desta diversidade e, ao mesmo tempo, é aquele que harmoniza, que dá a harmonia e dá a diversidade. Somente Ele pode fazer estas duas coisas.

Hoje, no mundo, as desarmonias tornaram-se verdadeiras divisões: há quem tenha demais e há quem não tem nada, há quem procure viver cem anos e quem não pode vir à luz. Na era dos computadores, permanece-se à distância: mais “social”, mas menos sociais. Precisamos do Espírito de unidade, que nos regenere como Igreja, como Povo de Deus e como humanidade inteira. Há sempre a tentação de construir «ninhos»: reunir-se à volta do próprio grupo, das próprias preferências, o semelhante com o semelhante, alérgicos a toda a contaminação.

E do ninho à seita, o passo é curto, também dentro da Igreja. Quantas vezes se define a própria identidade contra alguém ou contra alguma coisa! Pelo contrário, o Espírito Santo junta os distantes, une os afastados, reconduz os dispersos. Funde tonalidades diferentes numa única harmonia, porque em primeiro lugar vê o bem, vê o homem antes dos seus erros, as pessoas antes das suas ações. O Espírito molda a Igreja, molda o mundo como espaços de filhos e de irmãos. Filhos e irmãos: substantivos que vêm antes de qualquer adjetivo.

Está na moda adjetivar, se não mesmo, infelizmente, insultar. Podemos dizer que vivemos uma cultura do adjetivo que esquece o substantitvo das coisas; e também em uma cultura do insulto, que é a primeira resposta a uma opinião com a qual eu não compartilho. Depois damo-nos conta de que faz mal a quem é insultado, mas também a quem insulta. Retribuindo o mal com mal, passando de vítimas a verdugos, não se vive bem. Pelo contrário, quem vive segundo o Espírito leva paz onde há discórdia, concórdia onde há conflito. Os homens espirituais retribuem o mal com bem, respondem à arrogância com a mansidão, à maldade com a bondade, à barafunda com o silêncio, às maledicências com a oração, ao derrotismo com o sorriso.

Para ser espirituais, para saborear a harmonia do Espírito, é preciso colocar a sua visão à frente da nossa. Então as coisas mudam: com o Espírito, a Igreja é o Povo santo de Deus, a missão é o contágio da alegria, não o proselitismo, os outros são irmãos e irmãs amados pelo mesmo Pai. Mas, sem o Espírito, a Igreja é uma organização, a missão é propaganda, a comunhão é um esforço. E tantas Igrejas fazem ações programáticas neste sentido de planos pastorais, de discussões sobre todas as coisas. Parace ser aquele o caminho a nos unir, mas este não é o caminho do Espírito, é o caminho da divisão. A primeira e a derradeira necessidade da Igreja é o Espírito (cf. São Paulo VI, Catequese na Audiência Geral de 29/XI/1972). Ele «vem aonde é amado, aonde é convidado, aonde é esperado» (São Boaventura, Sermão para o IV Domingo depois da Páscoa).

Irmãos e irmãs, rezemos-Lhe diariamente. Espírito Santo, harmonia de Deus! Vós que transformais o medo em confiança e o fechamento em dom, vinde a nós. Dai-nos a alegria da ressurreição, a perene juventude do coração. Espírito Santo, nossa harmonia! Vós que fazeis de nós um só corpo, infundi a vossa paz na Igreja e no mundo. Espírito santo, tornai-nos artesãos de concórdia, semeadores de bem, apóstolos de esperança.

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Crianças encontram o Papa Francisco no Vaticano

Momento de festa e descontração na manhã deste sábado, 8, no Vaticano, com a chegada de centenas de crianças para o encontro com o Papa Francisco, naquela que é a 7ª edição da iniciativa “Trem das Crianças”, intitulada: “Uma ponte de ouro em um mar de luz”.

O tema da iniciativa – Construir pontes para vencer todo isolamento – representa justamente a necessidade de abater qualquer muro e construir passarelas de amor, pontes resistentes a todas as inundações e desabamentos que ferem o cotidiano das crianças.

Francisco foi presenteado durante o encontro/ Foto: Vatican Media

Cerca de 150 estudantes de três escolas de Gênova, que sofreram consequências com a queda da Ponte Morandi, em 14 de agosto de 2018, pegaram o trem que fez uma primeira parada em Civitavecchia para receber mais crianças. Um novo grupo chegou de navio, vindo da Sardenha, trazendo crianças de cidades atingidas pelas inundações de 2013.

Em outra parada, na Estação Termini, centro de Roma, juntou-se um grupo de estudantes vindos de Nápoles, para oferecer uma ajuda concreta às crianças dos bairros mais pobres e complexos da cidade, até chegar ao destino final, no Vaticano.

A iniciativa não é só um evento, mas um percurso pedagógico e educativo que continua durante todo o ano escolar dentro das escolas, através de atividades preparatórias e momentos de encontro e formação.

Chegada das crianças no Vaticano/ Foto: Vatican Media

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Ecologia integral: “é tanto um chamado como um dever”, afirma Papa

Conversão, mudança de direção e de mentalidade, e superação da visão imediatista e individualista foram alguns dos pedidos do Papa Francisco ao encontrar na manhã deste sábado, 8, na Sala Regia, no Vaticano, cerca de 500 participantes da Conferência Internacional “A Doutrina Social da Igreja, das raízes à era digital”, promovida pela Fundação Centesimus Annus.

O encontro deste ano refletiu sobre a Carta Encíclica ‘Laudato Si’ e sobre o chamado a uma conversão das mentes e dos corações. “Que o desenvolvimento de uma ecologia integral, torne-se sempre mais uma prioridade a nível internacional, nacional e individual”, disse o Pontífice ao dar as boas-vindas aos participantes do encontro.

O Santo Padre recordou que, quatro anos após a publicação da Encíclica, foi possível constatar sinais de um aumento da consciência sobre a necessidade do cuidado da “casa comum”, e citou a adoção por parte de muitas nações dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, o crescente investimento em fontes de energia renovável e sustentável, os novos métodos de eficiência energética e uma maior sensibilidade, especialmente entre os jovens, sobre temas ecológicos.

Mesmo com muitos progressos, Francisco observou que ainda existem muitos desafios e problemas. O Papa falou sobre o lento ou mesmo inexistente progresso em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, sobre o uso impróprio dos recursos naturais, e comentou sobre os modelos não inclusivos e não sustentáveis que continuam a ter efeitos negativos sobre a pobreza, o crescimento e a justiça social. “O bem comum é colocado em risco por atitudes de excessivo individualismo, consumismo e desperdício”, alertou.

“Tudo isso torna difícil promover a solidariedade econômica, ambiental e social e a sustentabilidade dentro de uma economia mais humana, que considere não apenas a satisfação de desejos imediatos, mas também o bem-estar das futuras gerações. Diante da enormidade de tais desafios, poder-se-ia facilmente desanimar, deixando espaço para a incerteza e a ansiedade”, frisou o Santo Padre.

Papa durante audiência neste sábado, 8, no Vaticano/ Foto: Vatican Media

Os seres humanos, capazes de degradarem-se ao extremo, podem, de acordo com o Pontífice, também superar-se, voltar a escolher o bem e regenerar-se, para além de qualquer condicionamento psicológico e social que lhes é imposto. Neste sentido, Francisco afirmou que a palavra “conversão” adquire uma particular importância na atual situação e sublinhou que respostas adequadas aos problemas atuais não podem ser superficiais.

“De fato, o que é necessário é precisamente uma conversão, uma ‘mudança de direção’, ou seja, uma transformação dos corações e mentes. O compromisso para superar problemas como fome e insegurança alimentar, persistente desconforto social e econômico, degradação do ecossistema e ‘cultura do desperdício’, requer uma renovada visão ética, que saiba colocar no centro as pessoas, com o objetivo de não deixar ninguém à margem da vida. Uma visão que una em vez de dividir, que inclua em vez de excluir. É uma visão transformada por ter bem presente a meta última e o objetivo de nosso trabalho, de nossos esforços, da nossa vida e de nossa passagem nesta terra”, comentou o Papa.

O Pontífice destacou que o desenvolvimento de uma ecologia integral é tanto um chamado como um dever: “É um chamado a redescobrir a nossa identidade de filhos e filhas de nosso Pai Celeste, criados à imagem de Deus e encarregados de ser administradores da terra, recriados por meio da morte salvífica e a ressurreição de Jesus Cristo, santificados pelo dom do Espírito Santo”.

Neste sentido, Francisco fez um apelo para que homens e mulheres sejam mais solidários como irmãos e irmãs e tenham uma responsabilidade compartilhada pela casa comum. Mudar o modelo de desenvolvimento global, abrindo um novo diálogo sobre o futuro do planeta é, segundo o Santo Padre, a tarefa da humanidade.

Diante destes desafios, que por vezes podem atemorizar, o Papa concluiu encorajando os presentes a não perderem a esperança, porque ela está baseada no amor misericordioso do Pai celeste. “Que suas discussões e seus esforços possam contribuir para uma profunda transformação em todos os níveis de nossas sociedades contemporâneas: indivíduos, empresas, instituições e políticas”, foram os votos do Pontífice.

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Por que junho é o mês do Sagrado Coração de Jesus?

 A Igreja Católica dedica o mês de junho ao Sagrado Coração de Jesus, para que os fiéis venerem, honrem e imitem mais intensamente o amor generoso e fiel de Cristo por todas as pessoas.

É um mês um qual se demonstra a Jesus, através das obras, o quanto o amam; correspondendo a seu grande amor demonstrado ao se entregar à morte por seus filhos, permanecendo na Eucaristia e ensinando o caminho para a vida eterna.

Sobre esta festa, o Papa Bento XVI afirmou que, “a contemplação do ‘lado transpassado pela lança’, na qual resplandece a vontade infinita de salvação por parte de Deus, não pode ser considerada, portanto, como uma forma passageira de culto ou de devoção: a adoração do amor de Deus, que encontrou no símbolo do ‘coração transpassado’ sua expressão histórico-devocional, continua sendo imprescindível para uma relação viva com Deus”.

A devoção ao Coração de Jesus existe desde o início da Igreja, desde que se meditava no lado e no coração aberto do Senhor.

Conta a história que, em 16 de junho de 1675, o Filho de Deus apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque e lhe mostrou seu Coração rodeado por chamas de amor, coroado por espinhos, com uma ferida aberta da qual brotava sague e, do interior do mesmo, saia uma cruz.

Santa Margarida escutou o Senhor dizer: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada até esgotar-Se e consumir-Se, para manifestar-lhes seu amor. E como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, desprezos, irreverências, sacrilégios, friezas que têm para comigo neste Sacramento de amor”.

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Igreja celebra o Dia Mundial das Comunicações Sociais

Neste domingo em que a Igreja celebra a Solenidade da Ascensão do Senhor, também comemora o 53º Dia Mundial das Comunicações Sociais, para o qual todos os anos, o Papa Francisco publica uma mensagem, sendo a desta ocasião com o tema “‘Somos membros uns dos outros’ (Ef 4, 25): das comunidades de redes sociais à comunidade humana”.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais é a única celebração mundial estabelecida pelo Concílio Vaticano II e tem como objetivo chamar a atenção para o vasto e complexo fenômeno dos modernos meios de comunicação social existentes nos dias atuais.

O Papa Paulo VI foi o primeiro a comemorar o Dia Mundial das Comunicações, que aconteceu no dia 7 de maio de 1967.

A data foi instituída com o decreto Inter Mirifica. Desde então, vem sendo celebrada em muitos países no domingo que antecede a Festa de Pentecostes. A mensagem do Papa para a ocasião é publicada, tradicionalmente, no dia 24 de janeiro, festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas.

Neste ano, na mensagem por ocasião do 53º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa Francisco advertiu que a internet, e as redes sociais, em vez de ser “uma janela aberta para o mundo”, está se tornando “uma vitrine onde se exibe o próprio narcisismo”.

Em contraposição a este narcisismo, Francisco destacou que a Igreja “é uma rede tecida pela Comunhão Eucarística, onde a união não se baseia nos gostos [‘like’], mas na verdade, no ‘amen’ com que cada um adere ao Corpo de Cristo, acolhendo os outros”.

Para Francisco, “a metáfora da rede lembra outra figura densa de significados: a comunidade. Uma comunidade é tanto mais forte quando mais for coesa e solidária, animada por sentimentos de confiança e empenhada em objetivos compartilháveis”.

“Como rede solidária, a comunidade requer a escuta recíproca e o diálogo, baseado no uso responsável da linguagem”, afirmou.

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Santo Antônio, São João e São Pedro: os santos juninos

No mês de junho, a Igreja celebra a festa de três grandes santos: Santo Antônio (dia 13); São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29). Essa festividade, trazida para o Brasil pelos colonizadores portugueses, ficou popularmente conhecida como Festa Junina.

Antes de assumir sua forma cristã, as festas juninas tiveram origem pagã no hemisfério norte, onde se festejava, em junho, o solstício de verão, para comemorar o início das colheitas. Com a expansão do cristianismo, elas foram ganhando novo significado e nova roupagem, tornando-se celebração da festa de São João, chamada de festa joanina (de João) e, posteriormente, junina (de Junho). Nelas, Santo Antônio e São Pedro passaram a ser também celebrados.

Para conhecermos mais sobre esses três grandes santos de nossa Igreja, Padre Camilo Junior, do Santuário Nacional de Aparecida, faz-nos uma explicação:

Santo Antônio nasceu em Lisboa (Portugal), em 1195, e faleceu em Pádua (Itália), no dia 13 de junho de 1231. Foi primeiramente religioso agostiniano e, depois, tornou-se franciscano. Chegou a conhecer São Francisco de Assis e com ele conviveu por um tempo. São Francisco o nomeou responsável pela formação dos frades, diante de sua grande capacidade intelectual e seu conhecimento teológico. É o santo junino com maior apelo popular. É chamado do Santo dos Pobres e também muito procurado como santo casamenteiro, por ter ajudado moças pobres a conseguirem os dotes para o casamento.

São João Batista, cujo nome João significa ‘Deus dá a graça’, foi o precursor de Jesus. Ele se alegrou com a chegada do Messias, ainda no ventre de sua mãe, Isabel, quando esta recebeu a visita de Maria em sua casa (Lc 1,39-43). Ele foi o único profeta a anunciar a chegada do Messias e a mostrá-lo no meio do povo. Ele batizou no Rio Jordão o próprio autor do batismo. Foi ele quem apontou Jesus, proclamando-o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1,29). No dia 24 de junho, celebramos seu nascimento. Ele é o único dos Santos que tem o dia do nascimento e o dia da morte celebrados, pois os demais santos têm apenas o dia da morte rememorado.

São Pedro foi o primeiro a ser chamado por Jesus, com seu irmão André (Lc 6,14). Jesus o convidou para deixar o barco na praia, ir caminhar com ele, pois ele o faria pescador de homens. Pedro prontamente deixou tudo e passou a caminhar com JesusFoi o primeiro a professar a fé no Cristo, quando disse: ‘Eu sei que tu és o Messias, o filho do Deus vivo’ (Mt 16,16) – sobre esse testemunho de fé, Jesus edificou sua Igreja. Pedro foi morto sendo crucificado de cabeça para baixo.

O sacerdote nos conta também sobre a tradição da entrega do pão no dia de Santo Antônio: “Ele tinha enorme compaixão pelos pobres e sentia, como frade franciscano, a fome dos pobres. Certa vez, no convento onde ele vivia, distribuiu todos os pães para os pobres. Quando o frade padeiro foi buscá-los para a refeição, levou um grande susto, pois não havia nenhum pão no cesto. Ao contar o fato para Santo Antônio, este o mandou voltar e verificar se os pães realmente não estavam lá. O frade ficou surpreso, pois encontrou o cesto cheio de pães. Por isso, até hoje, existe a grande devoção popular de abençoar o pãozinho de Santo Antônio, que os fiéis levam e colocam na vasilha de trigo, arroz ou de outro alimento na casa, na confiança de que Santo Antônio nunca deixará o pão de cada dia faltar sobre as mesas. Os pães distribuídos no dia de Santo Antônio também nos ensinam a importância da partilha. Se o amor de Cristo continuar tocando nosso coração, como tocou o coração de Santo Antônio, aprenderemos que o pão não pode ser só meu, mas nosso; só assim haverá pão para todos”.

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Igreja celebra Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

 

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2019 (SOUC) que, no hemisfério norte, é celebrada de 18 a 25 de janeiro, terá como tema “Procurarás a justiça, nada além da justiça” (Dt 16.11-20). Realizada mundialmente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pelo Conselho Mundial de Igrejas, a SOUC acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.

No hemisfério sul (inclusive no Brasil), a Semana de Oração será celebrada na semana de Pentecostes, que neste ano será entre 2 e 9 de junho.

SOUC

De acordo com a Secretária Geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, pastora Romi Márcia Bencke, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2019 foi preparada por cristãos e cristãs da Indonésia.

O país tem uma população de 265 milhões de pessoas, das quais 86% se identificam como muçulmanas 10% como cristãos, de diferentes tradições. A Indonésia é a maior nação do sudeste da Ásia. Sua diversidade se expressa em 1.340 grupos étnicos e 740 línguas locais. O idioma nacional é o Bahasa Indonésio.

Divulgação/CONIC

CONIC: Conselho Naiconal de Igrejas Cristãs do Brasil.

Ainda de acordo com a Secretária Geral do CONIC, “a nação orienta-se em cinco princípios: crença em um único Deus, humanidade justa e civilizada, unidade da Indonésia, democracia guiada por sabedoria interna e unanimidade vinda de deliberações entre os representantes e justiça social para todo o povo. O lema do país é ‘Bhineka Tungal Ika’, que significa ‘Unidade na Diversidade’”.

Iniciativas no Brasil

No Brasil, as principais atividades da SOUC têm sido as celebrações ecumênicas ao longo da Semana, com a realização de seminários, troca de púlpito, rodas de conversa sobre ecumenismo ou sobre o tema da Semana de Oração, programas de rádio, televisão e audiências públicas sobre diversidade religiosa.

Oferta da SOUC

A Pra. Romi Márcia destacou que a oferta da SOUC remete ao gesto da partilha presente nas antigas comunidades cristãs. “Simboliza a nossa capacidade de desprendimento e espírito comunitário. É a nossa contribuição concreta para o ecumenismo”, completou.

Os valores arrecadados ao longo da semana têm os seguintes destinos: 40% da coletapermanecem para a representação regional do CONIC (onde houver). Esses valores arrecadados contribuem para a motivação do ecumenismo em diferentes regiões, com a organização de seminários, encontros e oficinas de formação.

Os outros 60% da coleta são enviados para o CONIC Nacional: este recurso irá subsidiar a elaboração dos cadernos do próximo ano.

No site do CONIC, é possível saber onde existem grupos ecumênicos locais.

Fonte: conic.org.br

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Novo presidente da CNBB, Dom Walmor, visita Bolsonaro

O novo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, realizou uma visita “cordial e de cortesia” ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na tarde da última quarta-feira, 29 de maio.

O encontro privado aconteceu por volta das 14h no Palácio do Planalto e, de acordo com a TV Canção Nova, durou menos de uma hora. Também estavam presentes os dois vice-presidentes da CNBB, Dom Jaime Spengler e Dom Mário Antônio, e o secretário-geral, Dom Joel Portella.

Na saída do encontro, Dom Walmor declarou à TV Canção Nova que “a conversa com o presidente Bolsonaro foi amigável. Viemos como presidência da CNBB fazer uma visita cordial e de cortesia. Dizer a importância do diálogo e da nossa proximidade, porque como Igreja Católica, a partir dos valores do Evangelho e do tesouro maior que nós temos, a nossa fé, olhamos o Brasil nos seus muitos desafios”.

“Estamos aqui para dialogar, colaborar, com todos os poderes, com todos os segmentos da sociedade, porque a Igreja, quando anuncia o Reino de Deus, ilumina o coração e a mente de todas as pessoas buscando sempre promover a vida em todas as suas etapas”, acrescentou.

O Prelado disse ainda que a visita “não foi para ‘dar recados’, mas para caminhar juntos pelo bem da sociedade brasileira”.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, que é Arcebispo de Belo Horizonte (MG), foi eleito presidente da CNBB no último dia 6 de maio, durante a 57º Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, quando também aconteceu a eleição dos demais membros da presidência da entidade e de suas comissões episcopais.

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Papa na Romênia: uma sociedade é civil quando cuida dos mais pobres

O Papa Francisco deixou o Vaticano, na manhã desta sexta-feira (31/5), para mais uma Viagem Apostólica do seu Pontificado, é a sua 30ª viagem, que o leva à Romênia.

Depois da acolhida no aeroporto de Bucareste o Papa fez uma visita de cortesia ao Presidente romeno Klaus Werner Iohannis no Palácio presidencial, local do encontro com as Autoridades, a Sociedade civil, os Representantes de várias confissões religiosas e o Corpo Diplomático.

Após as palavras de boas-vindas do Presidente, o Papa Francisco pronunciou seu discurso expressando sua alegria:

“ Estou feliz por me encontrar nesta “?ar? frumoas?, terra formosa, vinte anos depois da visita de São João Paulo II e no semestre em que a Romênia – pela primeira vez desde que começou a fazer parte da União Europeia – preside ao Conselho Europeu ”

Depois de lembrar dos 30 anos passados desde que a Romênia se libertou do regime que oprimia a liberdade civil e religiosa, o Papa elogiou a reconstrução e o trabalho feito através “do pluralismo das forças políticas e sociais e do seu diálogo mútuo através do reconhecimento fundamental da liberdade religiosa e da plena integração do país no mais amplo cenário internacional”.

Fenômeno da emigração

Porém continuou Francisco,

“ É preciso reconhecer que as transformações, tornadas necessárias pela abertura de uma nova era, acarretaram consigo – juntamente com as conquistas positivas – o aparecimento de inevitáveis obstáculos que se devem superar e de consequências para a estabilidade social e a própria administração do território nem sempre fáceis de gerir ”

Neste ponto recordou o fenômeno da emigração da população à procura de novas oportunidades de trabalho, levando ao “despovoamento de muitas localidades” que pesa inevitavelmente “na qualidade de vida em tais terras e enfraquecimento das raízes culturais e espirituais que sustentam nas adversidades”.

Caminhar juntos

Para enfrentar estes problemas, afirma o Papa “é preciso aumentar a colaboração positiva das forças políticas, econômicas, sociais e espirituais”

“ É necessário caminhar juntos e que todos se comprometam, convictamente, a não renunciar à vocação mais nobre a que deve aspirar um Estado: ocupar-se do bem comum do seu povo ”

“Assim – continua o Pontífice – pode-se construir uma sociedade inclusiva, na qual cada um, disponibilizando os seus próprios talentos e competências (…) se torne protagonista do bem comum”. De fato, conclui “quanto mais uma sociedade se dedica aos mais desfavorecidos, tanto mais se pode dizer verdadeiramente civil”.

E para alcançar estes objetivos: “É preciso que tudo isto tenha uma alma, um coração e uma direção clara de marcha, imposta, (…) pela consciência da centralidade da pessoa humana e dos seus direitos inalienáveis”. E o Papa continua “para um desenvolvimento sustentável harmonioso (…) não é suficiente atualizar as teorias econômicas, nem bastam – apesar de necessárias – as técnicas e capacidades profissionais. Com efeito, trata-se de desenvolver, juntamente com as condições materiais, a alma de todo o povo”.

A Igreja Católica quer dar a sua contribuição

“ Neste sentido as Igrejas cristãs podem ajudar a reencontrar e alentar o coração pulsante de onde fazer fluir uma ação política e social que parta da dignidade da pessoa e leve a empenhar-se, leal e generosamente, pelo bem comum da coletividade ”

Por fim, falando do trabalho das Igrejas cristãs esclarece que “a Igreja Católica quer colocar-se neste sulco, quer dar a sua contribuição para a construção da sociedade, deseja ser sinal de harmonia, esperança de unidade e colocar-se ao serviço da dignidade humana e do bem comum”.

O Papa concluiu o seu discurso desejando à Romênia “paz e prosperidade” e invocando sobre “toda a população abundância de bênçãos divinas”.

Via Vatican News

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Jovem ordenado sacerdote em cama de hospital celebrou sua primeira Missa

Michal Los é o jovem sacerdote diagnosticado com câncer terminal que, depois de ser ordenado diácono e sacerdote em uma cama de hospital, pôde celebrar sua primeira missa no domingo passado, 26 de maio.

No último domingo, por meio de uma publicação no Facebook, a Congregação dos Filhos da Divina Providência, à qual o sacerdote pertence, anunciou a emocionante notícia. “Nada me separará do amor de Cristo”, diz a imagem do jovem polonês, que aparece no momento da Consagração do Corpo e Sangue de Cristo.

O jovem sacerdote fez seus votos perpétuos na quinta-feira, 23 de maio, na sala de oncologia do Hospital Militar de Varsóvia (Polônia). No dia seguinte, o Bispo Auxiliar de Varsóvia-Praga, Dom Marek Solarczyk, presidiu a cerimônia em que foi ordenado diácono e depois sacerdote.

A ordenação contou com a presença do vigário geral dos Padres Orionitas, Pe. Oreste Ferrari; do conselheiro geral, Pe. Fernando Fornerod; e do diretor da província Orionita de Nossa Senhora de Czestochowa, Pe. Krzysztof Mis.

Os pais de Michal, sua irmã e outros religiosos poloneses da congregação também o acompanharam neste momento.

Michal Los pôde ser ordenado sacerdote graças à permissão concedida pelo Papa Francisco ao diretor geral da congregação, Pe. Tarcisio Vieira.

Via ACI Digital

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Catedral celebrará Missa pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais

Em todo o mundo, a Igreja Católica celebra neste domingo (2/6) o Dia Mundial das Comunicações. Na Diocese de Votuporanga, a missa será às 7h30, na Catedral Nossa Senhora Aparecida, em Votuporanga, presidida pelo bispo Dom Moacir e concelebrada pelo padre Gilmar Margotto, com a participação de jornalistas e radialistas da cidade.

Neste ano, “‘Somos membros uns dos outros’ (Ef 4, 25): das comunidades de redes sociais à comunidade humana” foi o tema escolhido pelo Papa Francisco para ser estudado no dia 2 de junho. “Com esta Mensagem, gostaria de vos convidar uma vez mais a refletir sobre o fundamento e a importância do nosso ser-em-relação e descobrir, nos vastos desafios do atual panorama comunicativo, o desejo que o homem tem de não ficar encerrado na própria solidão”, escreveu o Papa.

Para Dom Moacir, a reflexão do tema deve proporcionar verdadeiras e íntimas transformações. “A cada ano o Papa nos convida a pensarmos a nossa relação com a comunicação. Desta vez, somos alertados sobre a importância de investir nas relações e afirmar o caráter interpessoal da nossa humanidade”, explicou.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais é realizado anualmente na Solenidade da Ascensão do Senhor. Toda a comunidade é convidada a vivenciar esse momento. A missa também será transmitida ao vivo pela TV Unifev.

Encontro com jornalistas

Na terça-feira (4/6), Dom Moacir conversará com jornalistas e radialistas de Votuporanga durante um café da manhã. O bispo falará sobre a carta enviada pelo Papa Francisco para reflexão do Dia Mundial das Comunicações, além de também apresentar novidades quanto a comunicação da Diocese de Votuporanga.

Pascom da Diocese de Votuporanga

Cúria Diocesana (17) 3422-6477

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Papa: “Rezar em toda situação, sem esquecer de nossos irmãos”

Esta quarta-feira de sol e clima primaveril em Roma foi o cenário no qual cerca de 20 mil pessoas participaram do encontro semanal com o Papa, no Vaticano. Francisco entrou na Praça São Pedro e imediatamente deixou cinco crianças subirem no papamóvel e o acompanharem na volta da praça. É a ocasião em que o Pontífice cumprimenta todos os presentes distribuindo sorrisos e carinho.

Em sua reflexão, ele encerrou o ciclo de catequeses sobre a oração do Pai Nosso, e concluiu que “a oração cristã nasce da audácia de poder chamar Deus de ‘Pai’: “Trata-se de um ato de intimidade filial, fruto da graça de Jesus que nos introduz na familiaridade com Deus.”

Francisco continuou explicando que em diversas passagens do Novo Testamento, podemos ver como Jesus, com o seu exemplo e palavras, nos ensina o sentido da oração do Pai-Nosso. Por exemplo, quando os discípulos que, ao ver Jesus passar longos momentos em oração, pedem que Ele lhes ensine como rezar. Ou no Getsêmani, onde, ao invocar a Deus chamando-o de Abbá, Jesus demonstra a confiança num momento de angústia.

Em meio às trevas, Jesus invoca Deus com o nome de “Abbà”, com confiança filial e embora sinta medo e angústia, pede que seja feita a sua vontade.

Quando Jesus fala da necessidade de rezar de modo insistente, lembra-se sempre dos irmãos, sobretudo com a disponibilidade de perdoar as ofensas recebidas. Em suma, Jesus nos ensina que o cristão pode rezar em qualquer situação, seja com expressões retiradas da Bíblia, como os salmos, seja com expressões que brotaram dos corações de tantos homens e mulheres que se sabiam amados pelo Pai.

O primeiro protagonista de toda oração cristã é o Espírito Santo

É ele que sopra no coração do discípulo e nos torna capazes de rezar como filhos de Deus. É ele que nos ensina a rezar:

“Este é o mistério da oração cristã: pela graça, somos atraídos ao diálogo de amor da Santíssima Trindade.”

Assim rezava Jesus, e por vezes usou expressões muito distantes do texto do Pai Nosso. Como quando na cruz, pronunciou as palavras ‘Deus meu por que me abandonastes’. A explicação é que naquele grito de angústia, está o núcleo da relação com o Pai, o fulcro da fé e da oração. Eis porque o cristão pode rezar em qualquer situação.

Francisco concluiu pedindo que nunca deixemos de recordar na oração ao Pai nossos irmãos e irmãs na humanidade, para que nenhum deles, especialmente os pobres, fique sem consolo e sem uma porção de amor.

Orações por missionária assassinada e cristãos na China

Em suas palavras finais, o Papa lembrou a Irmã espanhola Ines Nieves Sancho, missionária assassinada na República Centro-africana, pedindo a todos que rezassem com ele uma Ave Maria.

Sexta-feira, dia 24 de maio, celebra-se o dia de Nossa Senhora Auxiliadora, que é particularmente venerada na China, no Santuário da Virgem de Sheshan, em Xangai.

“Nesta feliz ocasião, expresso minha proximidade a todos os católicos na China, que, entre tantas dificuldades e provações, continuam a esperar e amar. Que a nossa Mãe do Céu os ajude a ser testemunhas da caridade e da fraternidade, mantendo-os sempre unidos na comunhão da Igreja universal.”

Dirigindo-se aos brasileiros, numerosos na Praça, o Papa recomendou que neste mês dedicado à Virgem Maria, busquemos contemplar mais intensamente a face do Senhor Jesus com a oração do Terço, para que Ele seja o centro de nossos pensamentos, de nossas ações e de nossa vida.

Enfim, fez uma saudação especial ao Cardeal José Falcão, arcebispo emérito de Brasília, que está completando 70 anos de ordenação sacerdotal. Dom José respondeu com um sorriso.

No final do encontro, o Papa concedeu a todos a bênção apostólica.

Via Vatican News

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Papa: a presença de Deus mora na pequenez dos pobres que encontramos

“Peçamos ao Senhor que nos livre do eficientismo, do mundanismo, da tentação sutil de render culto a nós mesmos e à nossa bravura. Peçamos a graça de acolher o caminho indicado pela Palavra de Deus: humildade, comunhão, renúncia.”

Foi a exortação do Papa Francisco na missa celebrada na tarde de quinta-feira (23/05) no Altar da Cátedra na Basílica de São Pedro, na abertura da XXI Assembleia Geral da Caritas Internacional.

Tendo presente a liturgia do dia, o Santo Padre desenvolveu sua reflexão na homilia a partir do trecho dos Atos dos Apóstolos que traz a primeira grande reunião da história da Igreja, em que os apóstolos e os anciãos se reuniram para examinar questões surgidas após uma situação inesperada: os pagãos que se convertiam à fé. Devem adequar-se, como os outros, também a todas as normas da Lei antiga?

O Pontífice ressaltou tratar-se de uma decisão difícil de ser tomada e o Senhor não estava mais presente. Uma pergunta espontânea: por que Jesus não tinha deixado uma sugestão para dirimir a discussão? Por que Jesus não tinha dado regras sempre claras e rapidamente resolutivas?

Tentação do eficientismo

Francisco apontou aí a tentação do eficientismo, do pensar que a Igreja caminha bem se mantém tudo sob controle, se vive sem turbulências, com a agenda sempre em ordem. Mas o Senhor não faz desse modo, observou.

“O Senhor não manda uma resposta do céu, manda o Espírito Santo. E o Espírito não vem trazendo a agenda do dia, vem como fogo. Jesus não quer que a Igreja seja um modelo miniatura perfeito, que se compraz da própria organização e é capaz de defender seu bom nome. Jesus não viveu assim, mas em caminho, sem temer as agitações da vida. O Evangelho é o nosso programa de vida.”

Após lembrar que o Evangelho nos ensina que as questões não devem ser enfrentadas com uma receita pronta e que a fé não é uma tabela de marcha, mas o ‘Caminho’ a ser percorrido juntos, sempre juntos, com espírito de confiança”, Francisco reiterou que da narração dos Atos dos Apóstolos aprendemos três elementos essenciais para a Igreja em caminho: a humildade da escuta, o carisma do permanecer juntos, e a coragem da renúncia.

Coragem da renúncia

Atendo-se à coragem da renúncia, o Papa frisou que para os primeiros cristãos a questão em discussão tratava de tradições e preceitos importantes, que o povo eleito tinha muito a peito. Estava em jogo a identidade religiosa.

Todavia, observou, escolheram que o anúncio do Senhor antecede e vale mais do que tudo. Para o bem da missão, para anunciar a todos, de modo transparente e crível, que Deus é amor, também aquelas convicções e tradições humanas que são mais obstáculo que ajuda, podem e devem ser deixadas.

“A fé verdadeira purifica dos apegos. Para seguir o Senhor é preciso caminhar rapidamente e para caminhar veloz é preciso aliviar o peso, mesmo se custa. Como Igreja, não somos chamados a comprometimentos empresariais, mas a ardores evangélicos.”

Deus não quer maquiagem, mas a conversão dos corações

E ao purificar-nos, ao reformar-nos, continuou, “devemos evitar a simulação, ou seja, o fingir mudar algo para que na realidade nada mude. Isso se dá, por exemplo, quando, para buscar estar passo a passo com os tempos, se faz de certo modo uma maquiagem na superfície das coisas, mas é somente maquiagem para parecer jovens. O Senhor não quer retoque cosméticos, quer a conversão do coração, que passa através da renúncia. Sair de si é a reforma fundamental.”

Os primeiros cristãos alcançaram a coragem da renúncia partindo da humildade da escuta. Exercitaram-se no desinteresse por si mesmos: “vemos que cada um deixa o outro falar e é disponível a mudar as próprias convicções. Sabe escutar somente que deixa que a voz do outro entre realmente nele”, disse ainda.

Ouvir especialmente a voz dos pequenos e dos últimos

Francisco ressaltou que quem quer percorrer os caminhos da caridade, a humildade e a escuta significam ouvido disponível aos pequenos.

“É sempre importante ouvir a voz de todos, especialmente dos pequenos e dos últimos. No mundo quem dispõe de mais meios fala mais, mas entre nós não pode ser assim, porque Deus ama revelar-se através dos pequenos e dos últimos. E a cada um pede que não olhe ninguém de cima para baixo.”

Por fim, a escuta da vida: A Igreja faz discernimento não diante do computador, mas diante da realidade das pessoas. “Pessoas, antes dos programas, com o olhar humilde de quem sabe buscar nos outros a presença de Deus, que não mora na grandeza do que fazemos, mas na pequenez dos pobres que encontramos.

Ser e sentir-se Igreja de Jesus, reunida em torno de Pedro

Da humildade da escuta à coragem da renúncia, tudo passa pelo carisma do estar juntos. De fato, “na discussão da primeira Igreja a unidade prevalece sempre sobre as diferenças. Para cada um, em primeiro lugar não estão as próprias preferências e estratégias, mas o ser e sentir-se Igreja de Jesus, reunida em torno de Pedro, na caridade que não cria uniformidade, mas comunhão”.

É preciso estar próximo de Jesus, Pão partilhado. “Ajuda-nos estar diante do tabernáculo e diante de tantos tabernáculos vivos que são os pobres. A Eucaristia e os pobres, tabernáculo fixo e tabernáculos móveis: ali se permanece no amor e se absorve a mentalidade da fração do Pão”, concluiu.

Via Vatican News

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