Notícias e Artigos Litúrgicos
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Papa: história deve ensinar ao mundo sedento de verdade, paz e justiça

O Santo Padre concluiu sua série de audiências na manhã deste sábado, 12, no Vaticano, recebendo na Sala do Consistório 60 participantes no Congresso da Associação dos Professores de História da Igreja. Com esta audiência pontifícia, a Associação dos Professores de História da Igreja conclui seus dois dias de trabalhos que se realizaram em Roma, sobre o tema “Atividades, Pesquisa, Divulgação: a história da Igreja pós-conciliar”, por ocasião dos seus 50 anos de fundação.

Em seu discurso aos presentes, o Papa partiu do lema da Associação “história mestra de vida”. O Santo Padre também agradeceu aos docentes de História da Igreja pelo seu precioso serviço e testemunho de vida. E acrescentou: “Com efeito, a história, estudada com paixão, pode e deve ensinar muito, em nossos dias, tão perturbados e sedentos de verdade, paz e justiça. Através da história deveríamos aprender a refletir, com sabedoria e coragem, sobre os efeitos dramáticos e malignos das tantas guerras, que atormentaram o caminho do homem nesta Terra”.

Neste sentido, Francisco recordou que a Itália, em particular a Igreja na Itália, é rica em testemunhos do passado. “Esta riqueza não deve ser um tesouro conservado apenas com zelo, mas nos deve ajudar a caminhar no presente rumo ao futuro. A história da Igreja na Itália representa um ponto de referência essencial para todos os que desejam entender, aprender e apreciar o passado, sem transformá-lo em um museu ou em um cemitério saudoso, mas torná-lo vivo e bem presente aos nossos olhos”.

“Ao centro da história há uma Palavra que não é escrita e nem vem das pesquisas humanas, mas nos é dada por Deus e é testemunhada com a vida e na vida; uma Palavra que age na história e a transforma por dentro: esta Palavra é Jesus Cristo”, acrescentou o Santo Padre que concluiu: “A capacidade de entrever a presença de Cristo e o caminho da Igreja na história nos tornam humildes e nos livram da tentação de nos refugiarmos no passado para evitar o presente”.

Assim, o Pontífice fez votos de que o magistério não fácil e seu testemunho possam contribuir para contemplar Cristo, pedra angular, que atua na história e na memória da humanidade e de todas as culturas. “Que Ele lhes conceda a graça de experimentar sempre a sua presença salvadora nos acontecimentos, nos documentos e nos eventos, grandes ou pequenos”, finalizou.

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Papa Francisco fala sobre o batismo e plenitude de Jesus

Na oração mariana do Ângelus deste domingo, 13, o Papa Francisco centrou a liturgia na celebração do batismo do Senhor, no nascimento de Jesus. “Jesus está no meio do povo”, começou o Santo Padre. “Porque antes de emergir na água, Ele se emerge na multidão, une-se a ela, assumindo toda a condição humana, exceto o pecado”, explicou.

“Assumir as nossas misérias, por isso a de hoje é uma epifania, porque indo batizar-se por João, Jesus manifesta a lógica e o sentido de Sua missão”, continuou o Sucessor de Pedro. Jesus partilha, segundo Francisco, um sentimento profundo de renovação interior. “O Espírito Santo, que desce sobre ele em forma corpórea como uma pomba, é um sinal que com Jesus tem início um mundo novo, do qual fazem parte todos aqueles que acolhem Cristo em suas vidas”, afirmou.

Este amor que recebemos do Pai no dia de nosso batismo é uma chama que foi acesa em nossos corações e que precisa ser nutrida com a oração e a caridade. “O primeiro elemento era Jesus em meio do povo, que se emerge junto a ele. O segundo elemento, destacado pelo evangelista Lucas, é que após a imersão no povo e nas águas do rio Jordão, Jesus se emerge na oração, na comunhão com o Pai. O batismo é o início da vida pública de Jesus, de sua missão no mundo”, disse Francisco à multidão de fiéis que se reuniu na Praça São Pedro.

A missão da Igreja e dos fiéis também é chamada junto a de Jesus. “Ou seja, trata-se de regenerar continuamente na oração, a evangelização e o apostolado para dar um claro testemunho cristão não segundo aos nossos projetos humanos, mas segundo o plano e segundo os projetos de Deus”, ponderou o Papa.

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Padre Gilmar Margotto completará 24 anos de vida sacerdotal

No dia 27 de janeiro, o padre Gilmar Antonio Fernandes Margotto, pároco da paróquia Nossa Senhora Aparecida comemora 24 anos de ordenação sacerdotal. Nascido em Votuporanga, no dia 02 de julho de 1970, desde sua infância e juventude se interessou pela Igreja e trabalhos pastorais da comunidade, participando da Catequese, Congregação Mariana e Pastoral da Juventude. Em 1988, aos 17 anos, padre Gilmar aceitou o chamado de Deus e ingressou no Seminário Diocesano em São José do Rio Preto.

Em Rio Preto, ele cursou Filosofia e Teologia pela Faculdade Sagrado Coração de Jesus entre os anos de 1988 e 1994. Foi ordenado diácono no dia 13 de maio de 1994 e recebeu a ordenação Presbiteral no dia 27 de janeiro de 1995, por imposição das mãos de Dom José de Aquino Pereira, na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga.

Menos de um mês após a sua ordenação presbiteral, foi nomeado pároco da recém criada Paróquia Senhor Bom Jesus de Votuporanga. Durante mais de 16 anos, o padre Gilmar esteve a frente da Paróquia Senhor Bom Jesus, enfrentando as dificuldades iniciais como os poucos recursos financeiros, falta de espaço para reuniões, catequeses e encontros, mas com a ajuda da caminhada, com quem manteve um laço forte de amizade e fidelidade, todas as dificuldades foram vencidas. Neste período em que ficou a frente da paróquia Senhor Bom Jesus, destaca-se a construção da nova Igreja e do Centro de Pastoral, criação de movimentos e pastorais, formação de lideranças, dinamização das atividades e trabalho com a juventude.

Padre Gilmar também é formado em Psicologia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP).  Juntamente com os padres Edemur José Alves (falecido em 2011) e Carlos Rodrigues dos Santos, ele formou a Comissão Diocesana de Estudos para a criação da Diocese de Votuporanga. 

Em setembro de 2011, após o falecimento do padre Edemur José Alves, de quem era muito amigo, foi convidado pelo bispo diocesano a assumir a Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Em meio a dor em deixar sua comunidade tão amada e o entusiasmo em assumir um novo desafio que a Igreja o confiava, ele aceitou o convite do bispo, tomando posse no dia 26 de outubro de 2011.

 

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Venha ser catequista na Catedral

Nos dias de hoje, em que as atividades para o sustento da família no dia a dia exigem mais dedicação e esforço de todos, dedicar tempo para um trabalho voluntário é uma questão que desafia as pessoas. Nas nossas comunidades, muitas vezes nos deparamos com aqueles que dizem que gostariam de se dedicar aos trabalhos pastorais, mas lhes falta tempo, pois o trabalho lhes consome todo o tempo disponível.

Porém, também há nas comunidades pessoas que apesar de trabalhar duro para sustentar a família, sempre encontram um tempo para se dedicar ao serviço pastoral. E é graças a essas pessoas que as comunidades podem manter viva a pastoral e a missão de evangelizar.

Entre essas pessoas que são tão dedicadas, existem àquelas que se dedicam à catequese. Catequistas de norte a sul, de leste a oeste deste país tão grande e de tanta diversidade cultural, que sabem inculturar a catequese na realidade do povo, anunciando o Evangelho de Jesus com a própria vida.

São milhares de pessoas, na grande maioria gente simples, de pouco estudo, de todas as idades, muitas vezes com condições de vida precária, mas que se dedicam à missão de educar na fé com grande amor e dedicação. E a catequese exige muita dedicação.

Ser catequista não é opção pessoal, é chamado! Catequistas são pessoas chamadas por Deus e enviadas pela comunidade, que vai educar na fé aqueles que desejam seguir os passos de Jesus na comunidade católica. Por esse motivo, devem ser imagem viva de Jesus no meio do povo.

A Catequese é um ministério e ser catequista é ser ministro e ministra da Palavra.  Não basta querer ser catequista, mas é preciso ter vocação, um chamado que não parte da vontade pessoal, mas é a vontade de Deus, de Jesus que toca o coração e faz arder nele a chama da vocação que move montanhas e abre caminhos. E é essa chama que transforma a vida das pessoas. A comunidade reconhece essa luz, por isso a envia como sua representante para educar seus membros.

A Catequese é a missão primordial da Igreja e ser catequista é manter viva essa missão. Assim, catequistas de todos os cantos, até dos mais longínquos, merecem o nosso agradecimento e o reconhecimento da comunidade pelo serviço pastoral essencial a que se dedicam.

Seja um catequista da Catedral Nossa Senhora Aparecida e faça sua inscrição na secretaria paroquial. Os catequistas iniciantes serão acompanhados durante um ano por um catequista mais experiente.

Mais informações pelo tel: 3421-6245

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Inscrições abertas para as turmas de Catequese

Você que tem filhos, sobrinhos, netos ou vizinhos com idade acima de 07 anos e que não participam da catequese pode matriculá-los para as turmas de catequese deste ano. As inscrições estão abertas na secretaria paroquial e é necessário levar apenas as certidões de nascimento e batismo. Estão abertas as inscrições para a Catequese para Adultos também.

Aqueles que ainda não receberam o sacramento do Batismo e já passaram da idade normal podem se inscrever também e farão a preparação para receberem os sacramentos.

A secretaria paroquial situa-se na rua São Paulo, Rua São Paulo, 3577. tel : 3421-6245. Atendimento: 2ª a 6ª feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. Sábados das 8h às 11h.

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A oração sempre transforma a realidade, diz Papa na catequese

O Papa Francisco deu continuidade nesta quarta-feira, 9, ao ciclo de catequeses sobre a oração do Pai Nosso. Ele frisou a necessidade de sempre rezar, uma vez que a oração transforma a realidade e jamais permanecerá sem ser ouvida. Não se sabe o tempo, mas Deus sempre responderá à oração, afirmou.

A reflexão de hoje partiu do Evangelho de Lucas; sobretudo este livro é o que descreve a figura de Jesus em uma atmosfera densa de oração, ressaltou o Papa. Ele explicou que cada passo da vida de Jesus é impulsionado pelo sopro do Espírito, que o guia em todas as ações.

“Jesus reza no Batismo no Jordão, dialoga com o Pai antes de tomar as decisões mais importantes, retira-se, muitas vezes, na solidão a rezar, intercede por Pedro que dali a pouco o negará (…) Até mesmo a morte do Messias é imersa em um clima de oração, tanto que as horas da paixão aparecem marcadas por uma calma surpreendente”.

É no Evangelho de Lucas que aparece o pedido dos discípulos – “Senhor, ensina-nos a rezar”. Segundo Francisco, esse é um pedido para os fiéis fazerem também hoje. E Jesus ensina aos seus com quais palavras e sentimentos devem se dirigir a Deus; e a primeira parte deste ensinamento é justamente o Pai Nosso.

“Nós podemos estar todo o tempo da oração com aquela palavra somente: ‘Pai’. E sentir que temos um pai: não um patrão nem um padrasto. Não: um pai. O cristão se dirige a Deus chamando-O, antes de tudo, de ‘Pai’”.

Jesus também faz entender, acrescentou o Santo Padre, que Deus responde sempre; nenhuma oração ficará sem ser ouvida, porque Deus é Pai e não esquece seus filhos que sofrem. Francisco disse que às vezes pode parecer que uma oração não tenha resultado, mas nessas situações Jesus diz para insistir e não dar-se por vencido.

“A oração transforma sempre a realidade, sempre. Se não mudam as coisas ao nosso redor, ao menos mudamos nós, muda o nosso coração. Jesus prometeu o dom do Espírito Santo a cada homem e a cada mulher que reza”.

Foi com essa reflexão que o Papa concluiu a catequese: pediu que os fiéis nunca se esqueçam que a oração muda a realidade. “Ou muda as coisas ou muda o nosso coração, mas sempre muda. (…) Ao final da oração, ao final de um tempo em que estamos rezando, ao final da vida: o que há? Há um Pai que espera tudo e todos com os braços escancarados. Olhemos para este Pai”.

 

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Papa: “Para amar a Deus concretamente, é preciso amar os irmãos”

“Para amar a Deus concretamente, é preciso amar os irmãos, isto é, rezar por eles, simpáticos e antipáticos, inclusive pelo inimigo”. Na homilia da manhã desta quinta-feira, 10, na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco fez um forte apelo ao amor: “Quem nos dá a força para amar assim é a fé, que vence o espírito do mundo”, afirmou.

A reflexão de Francisco se inspirou na Primeira Carta de São João apóstolo (1Jo 4,19 – 5,4) proposta pela Liturgia do dia. O apóstolo João fala, segundo o Santo Padre, de “mundanidade”. “Quando diz: ‘Quem foi gerado por Deus é capaz de vencer o mundo’, está falando da luta de todos dias contra o espírito do mundo, que é mentiroso, é um espírito de aparências, sem consistência, enquanto o Espírito de Deus é verdadeiro”, comentou.

O espírito do mundo é, de acordo com o Pontífice, o espírito da vaidade, das coisas que não têm força, que não têm fundamento e que acabarão. Francisco revela que o apóstolo João oferece o caminho da concretude do espírito de Deus: dizer e fazer são a mesma coisa. “Se você tem o Espírito de Deus fará coisas boas. E o apóstolo João diz uma coisa cotidiana: ‘Quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê’. Se você não é capaz de amar algo que vê, como conseguirá amar algo que não vê? Isso é a fantasia”, destacou.

“Se você não é capaz de amar a Deus no concreto, não é verdade que você ama a Deus. E o espírito do mundo é um espírito de divisão e quando se infiltra na família, na comunidade, na sociedade sempre cria divisões: sempre. E as divisões crescem e vêm o ódio e a guerra … João vai além e diz: ‘Se alguém diz ‘Amo a Deus’, mas odeia o seu irmão, é um mentiroso’, isto é, é filho do espírito do mundo, que é pura mentira, pura aparência. E isso é algo sobre o qual nos fará bem refletir: eu amo a Deus? Mas vamos fazer uma comparação e ver como você ama o seu irmão: vamos ver como você o ama”, refletiu o Santo Padre.

O Papa então apontou três sinais que indicam a falta de amor ao próximo. Antes de tudo, Francisco exortou os fiéis a rezarem pelo próximo, por pessoas antipática e que não querem o bem dos demais, também por aqueles que odeiam os outros e pelos inimigos, como pediu Jesus:

“O primeiro sinal, pergunta que todos devemos fazer: eu rezo pelas pessoas? Por todas, concretas, as que são simpáticas e antipáticas, por aquelas amigas e não são amigas. Primeiro. Segundo sinal: quando eu sinto dentro de mim sentimentos de ciúme, de inveja e quero desejar o mal ou não… é um sinal que não amo. Pare ali. Não deixar crescer esses sentimentos: são perigosos. Não deixá-los crescer. E depois o sinal mais cotidiano de que eu não amo o próximo e, portanto, não posso dizer que amo a Deus, é a fofoca. Vamos colocar no coração e na cabeça: se eu faço fofocas, não amo a Deus porque com as fofocas estou destruindo aquela pessoa. As fofocas são como balas de mel, que são saborosas, uma chama a outra e depois o estômago se consuma, com tantas balas… Porque é bom, é ‘doce’ fofocar, parece uma coisa bela, mas destrói. E este é um sinal de que você não ama”.

Para o Pontífice, uma pessoa que deixa de fofocar, é uma pessoa muito próxima a Deus, porque não fofocar protege o próximo e protege Deus no próximo. “O espírito do mundo se vence com este espírito de fé: acreditar que Deus está no meu irmão, na minha irmã. A vitória que venceu o mundo é a nossa fé. Somente com tanta fé é possível percorrer esta estrada, não com pensamentos humanos de bom senso … não, não: não são necessários. Ajudam, mas não servem nesta luta”, sublinhou.

Francisco concluiu: “Somente a fé nos dará a força para não fofocar, para rezar por todos, inclusive pelos inimigos e de não deixar crescer os sentimentos de ciúme e de inveja. O Senhor, com este trecho da Primeira Carta de São João apóstolo, nos pede concretude no amor. Amar a Deus: mas se você não ama seu irmão, não pode amar a Deus. E se você diz amar o seu irmão, mas na verdade não o ama, o odeia, você é um mentiroso”.

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Papa: é um escândalo ir à igreja e odiar os outros

Na primeira Audiência Geral do ano de 2019, o Papa deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre o Pai Nosso, iniciado em 5 de dezembro, inspirando-se nesta quarta-feira na passagem de Mateus 6, 5-6.

O Evangelho de Mateus – explicou Francisco aos 7 mil presentes na Sala Paulo VI – coloca o texto do “Pai Nosso” em um ponto estratégico, no centro do Sermão da Montanha (Mt 6, 9-13). Reunidos em volta de Jesus no alto da colina, uma “assembleia heterogênea” formada pelos discípulos mais íntimos e por uma grande multidão de rostos anônimos é a primeira a receber a entrega do Pai Nosso.

O Evangelho é revolucionário

Neste “longo ensinamento” chamado “Sermão da Montanha”, de fato, Jesus condensa os aspectos fundamentais de sua mensagem:

“Jesus coroa de felicidade uma série de categorias de pessoas que em seu tempo – mas também no nosso! – não eram muito consideradas. Bem-aventurados os pobres, os mansos, os misericordiosos, os humildes de coração … Esta é a revolução do Evangelho. Onde está o Evangelho há uma revolução. O Evangelho não deixa quieto, nos impulsiona, é revolucionário”.

“Todas as pessoas capazes de amar, os pacíficos que até então ficaram à margem da história, são, ao contrário, construtores do Reino de Deus”. É como se Jesus – explica o Papa – estivesse dizendo: “em frente, vocês que trazem no coração o mistério de um Deus que revelou sua onipotência no amor e no perdão!”

Desta porta de entrada, que inverte os valores da história, brota a novidade do Evangelho:

“A lei não deve ser abolida, mas precisa de uma nova interpretação, que a leve de volta ao seu significado original. Se uma pessoa tem um bom coração, predisposto a amar, então compreende que cada palavra de Deus deve ser encarnada até suas últimas consequências. O amor não tem limites: pode-se amar o próprio cônjuge, o próprio amigo e até mesmo o próprio inimigo com uma perspectiva completamente nova”.

Este é “o grande segredo que está na base de todo o Sermão da Montanha: sejam filhos de vosso Pai que está nos céus”, disse o Pontífice, chamando a atenção para o fato de que em um primeiro momento, estes capítulos do Evangelho de Mateus podem parecer um discurso moral, evocar uma ética tão exigente a ponto de parecer impraticável. Mas pelo contrário, “descobrimos que são sobretudo um discurso teológico:

“O cristão não é alguém que se esforça para ser melhor do que os outros: ele sabe que é pecador como todos. O cristão é simplesmente o homem que para diante da nova Sarça Ardente, da revelação de um Deus que não traz o enigma de um nome impronunciável, mas que pede a seus filhos que o invoquem com o nome de “Pai”, para deixar-se renovar por seu poder e de refletir um raio de sua bondade por este mundo tão sedento de bem, tão à espera de boas notícias”.

Coerência cristã

E Jesus – explica o Papa – introduz o ensinamento da oração do “Pai Nosso” distanciando dois grupos de seu tempo, começando pelos hipócritas”, que rezam nas praças e sinagogas para serem vistos. “Há pessoas – disse o Francisco – que são capazes de tecer orações ateias, sem Deus: fazem isso para serem admiradas pelos homens”, completando:

“E quantas vezes nós vemos o escândalo daquelas pessoas que vão à igreja, estão lá todo o dia, ou vão todos os dias, e depois vivem odiando os outros e falando mal das pessoas. Isto é um escândalo. Melhor não ir à igreja. Viva assim como ateu. Mas se você vai à igreja, viva como filho, como irmão e dá um verdadeiro testemunho. Não um contratestemunho”.
A oração cristã, pelo contrário, não tem outro testemunho crível senão a própria consciência, onde se entrelaça intensamente um diálogo contínuo com o Pai.

Rezar com o coração

Jesus então, continuou Francisco – “toma distância das orações dos pagãos” – que acreditavam ser ouvidos pela força das palavras. O Papa recorda a cena do Monte Carmelo, onde diferentemente dos sacerdotes de Baal que gritavam, dançavam, pediam tantas coisas, é ao Profeta Elias, que fica calado, que o Senhor se revela:

“Os pagãos pensam que falando, falando falando, se reza. Também eu penso aos tantos cristãos que acreditam que rezar – desculpem-me – é falar a Deus como um papagaio. Não! Rezar se faz do coração, de dentro”.

O Pai Nosso – reitera o Santo Padre – “poderia ser também uma oração silenciosa: basta no fundo colocar-se sob o olhar de Deus, recordar-se de seu amor de Pai, e isto é suficiente para serem ouvidos”.

Deus não precisa de sacrifícios para conquistar seu favor

“Que bonito pensar que o nosso Deus não precisa de sacrifícios para conquistar o
seu favor! Ele não precisa de nada, nosso Deus: na oração pede somente que tenhamos aberto um canal de comunicação com ele, para nos descobrirmos sempre seus amados filhos”, disse o Papa ao concluir.

Após o resumo da catequese nas diversas línguas, houve a apresentação de um grupo cubano de dança e malabarismo.

Via Vatican News

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Igreja no Brasil promove iniciativas de preservação e conservação dos bens culturais

O Brasil desde o seu descobrimento construiu um dos maiores acervos de bens culturais, históricos e artísticos da Igreja Católica. A Santa Cruz, que, inclusive, deu os dois primeiros nomes a essa terra foi o primeiro bem cultural doado a Igreja.

De lá para cá muita coisa foi construída e faz parte da fé, da história e da cultura do povo brasileiro. De acordo com o doutorando em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável e Conservador Restaurador de Bens Culturais Móveis, Dener Chaves, os bens culturais da Igreja estão divididos em: bens culturais materiais imóveis, integrados e móveis, além dos bens culturais imateriais.

Bens materiais imóveis: capelas, igrejas, mosteiros e catedrais;

Bens integrados: altares, pias batismais e forros esculpidos que se encontram em Igrejas coloniais ou dos séculos XIX e XX;

Bens culturais móveis: imagens em madeira policromadas, cálices em ouro e prata, crucifixos, alfaias e uma diversidade de objetos litúrgico, além de pinturas, livros e documentos raros.

Bens culturais imateriais: está relacionada ao modo de fazer, de festejar, de preparar, de cantar que são particulares a um determinado grupo ou região como a folia de reis, os tapetes de uma procissão, os festejos para um determinado santo, dentre outros.

“Esses bens culturais fazem parte da nossa história, são formas de melhor compreender nossa identidade, são parte da nossa cultura preservada pelos fiéis e membros da Igreja, muitas obras, que mesmo sendo únicas, apontam para as especificidades de um período histórico e nos auxiliam para melhor compreendê-lo ou admirá-lo. Alguns bens móveis foram realizados por grandes mestres, e custaram altas somas de dinheiros, pagos com o trabalho e as doações dos fiéis”, destaca Dener Chaves.

Desde abril de 2017, faz parte dos organismos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Comissão Episcopal Pastoral Especial para os Bens Culturais da Igreja no Brasil que “tem como missão promover o conhecimento, a conservação, a valorização cultural e evangelizadora dos bens culturais e imateriais da Igreja. Trabalhará pela proteção desses bens e incentivará a formação de especialistas em Bens Culturais, por meio de parcerias com Universidades, Faculdades Católicas e Escolas de Arte”.

Conservar e proteger esse patrimônio é tarefa de toda a sociedade e para isso já existe o Curso de Especialização em Conservação Preventiva dos Bens Culturais Eclesiásticos oferecido na modalidade semipresencial pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Campus Praça da Liberdade.

O conteúdo do curso foi pensado a partir das diretrizes da Comissão Episcopal Pastoral Especial para os Bens Culturais da Igreja no Brasil, considerando as diretivas do Acordo Brasil-Santa Sé.

Para o Dener Chaves, gerações e mais gerações dedicaram suas vidas a preservação e manutenção de templos e imagens, naqueles altares foram batizados, crismados, casados e tiveram sua missa de corpo presente. Comunidades surgiram ao redor de capelas e hoje tem centenas de milhares de habitantes.

“Peças litúrgicas foram doadas e usadas em dezenas de procissões onde a fé da comunidade repousou sua fé e esperança em um mundo melhor. Os sinos por séculos regularam a vida das comunidades, assim como o convívio na Igreja, poucos momentos onde uma comunidade rural se encontrava, mas que ainda hoje é uma referência de convívio”, relata.

A especialização foi criada para atender a demanda de religiosos, fiéis e profissionais que lidam com o patrimônio cultural da Igreja e os capacitará para realizar projetos de preservação dos bens culturais, formar mão de obra especializada na manutenção desses bens, compreender o gerenciamento de risco e a metodologia utilizada para conservar os bens culturais e assim possibilitar que haja menos restaurações e desastres que causem danos ao patrimônio.

Para mais informações e inscrições acesso este link

Via CNBB

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A agenda do Papa para 2019

Considerando os eventos já programados, o ano de 2019 será muito intenso para o Santo Padre. Em janeiro, o Papa encontra como tradição o Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, uma ocasião para lançar à comunidade internacional uma forte mensagem: no ano passado o Papa aproveitou a ocasião do 70º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos para dizer que ainda hoje, no Terceiro Milênio, muitos direitos humanos foram violados, o primeiro de todos o da vida.

A JMJ do Panamá

De 23 a 28 de janeiro o Papa faz a sua primeira viagem do ano: Panamá. Participará da 34ª Jornada Mundial da Juventude com o tema “Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Evento que chega depois do Sínodo sobre os Jovens realizado em outubro no Vaticano.

Viagem aos Emirados Árabes Unidos

De 3 a 5 de fevereiro Papa Francisco viajará aos Emirados Árabes Unidos, será o primeiro pontífice a visitar o país. O tema da visita é “Fazei de mim um instrumento de vossa paz”, extraído da Oração de São Francisco de Assis. O evento será centralizado na importância do diálogo inter-religioso e da fraternidade entre os fiéis das várias religiões. O ano de 2019 foi declarado pelas autoridades dos Emirados “Ano da tolerância” com o objetivo de promover uma cultura que se afaste de qualquer tipo de fundamentalismo.

O Conselho dos Cardeais e a reforma da Cúria

De 18 a 20 de fevereiro será realizado no Vaticano a 28ª Reunião do Conselho dos Cardeais: o tema central será o projeto de revisão da Constituição Pastor Bonus sobre a Cúria Romana: em dezembro passado uma nova proposta da Constituição Apostólica, com o título Praedicate evangelium, foi entregue ao Santo Padre. O objetivo é tornar este organismo de governo mais apropriado às exigências de uma Igreja em saída, profundamente missionária.

O encontro no Vaticano contra os abusos

Um evento muito esperado para este ano é o encontro no Vaticano sobre o problema dos abusos. O Papa encontrará todos os presidentes das Conferências Episcopais do Mundo para falar da prevenção dos abusos contra menores e adultos vulneráveis. Um encontro fundamental para a luta contra os abusos de poder, de consciência e sexuais cometidos por expoentes da Igreja. Ao encontrar a Cúria em dezembro passado Francisco pede que os casos não sejam silenciados, mas trazidos objetivamente à luz, “porque o maior escândalo nesta matéria é o de encobrir a verdade” acrescentando aos que cometem abusos “convertei-vos, entregai-vos à justiça humana e preparai-vos para a justiça divina”.

Visita ao Marrocos

Nos dias 30 e 31 de março o Papa irá ao Marrocos depois de 33 anos da histórica vista de São João Paulo II em 19 de agosto de 1985. Na ocasião o Papa polonês encontrou 80 mil jovens muçulmanos no estádio de Casablanca. Um evento que nunca tinha acontecido antes no diálogo entre cristianismo e islã.

O Papa na Bulgária e Macedônia

De 5 a 7 de maio o Papa visitará a Bulgária e a República da Macedônia. Na Bulgária visitará as cidades de Sófia e Rakovski: o tema da viagem é “Pacem in Terris”, recordando a famosa encíclica de São João XXIII, primeiro Visitador e Delegado Apostólico na Bulgária.

Na República da Macedônia o Papa visitará a cidade de Escópia, a cidade natal de Santa Teresa de Calcutá, fundadora das Missionárias da Caridade. O tema da visita, que no logotipo se apresenta em macedônio e inglês, é “Não temais, ó pequeno rebalho” (Lc 12,32).

O Papa quer visitar o Japão

Já no ano passado Papa Francisco tinha anunciado a sua vontade de visitar o Japão em 2019: “Espero que seja possível” disse à Associação japonesa “Tensho Kenoh Shisetsu Kenshoukai” recordando que há mais de 400 anos, em 1585, quatro jovens japoneses chegaram a Roma, acompanhados por alguns missionários jesuítas, para visitar o então Papa Gregório XIII. Na ocasião Francisco disse: “Os europeus encontraram os japoneses e os japoneses encontraram a Europa e o coração da Igreja Católica. Um encontro histórico entre duas grandes culturas e tradições espirituais, que devemos conservar na memória”.

O Sínodo para a Amazônia

Entre os encontros importantes de 2019 destaca-se a assembleia especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-amazônica que será realizada em outubro. Participam sete Conferências Episcopais e nove países da região amazônica. Papa Francisco deseja que se discuta este tema: “Amazônia, novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral”. Mas o encontro não será apenas sobre ecologia: serão tratados importantes temas eclesiais.

Um ano de fraternidade ao serviço da paz

O ano de 2019 começa com o Dia Mundial da Paz. Na sua mensagem, Francisco convida a colocar a política ao serviço da paz: “A paz parece-se com a esperança de que fala o poeta Charles Péguy; é como uma flor frágil, que procura desabrochar por entre as pedras da violência. Como sabemos, a busca do poder a todo o custo leva a abusos e injustiças. A política é um meio fundamental para construir a cidadania e as obras do homem, mas, quando aqueles que a exercem não a vivem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição”.

Na sua Mensagem de Natal o Papa lançou votos de fraternidade que valem para o ano de 2019: “Fraternidade entre pessoas de todas as nações e culturas. Fraternidade entre pessoas de ideias diferentes, mas capazes de se respeitar e ouvir umas às outras. Fraternidade entre pessoas de distintas religiões” porque “Deus é um Pai bom e nós somos todos irmãos”.

Via Vatican News

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CF 2019: Por onde começar? Como se preparar?

Você e seu grupo querem dinamizar a Campanha da Fraternidade na sua comunidade e/ou paróquia e diocese e não sabem por onde começar? Uma dica valiosa é acessar o site da Edições CNBB, no seguinte endereço eletrônico https://edicoescnbb.blog e mergulhar numa série de dicas e sugestões que podem facilitar este caminho.

A Campanha da Fraternidade se realizará mais intensamente no período da Quaresma, que tem início na Quarta-feira de Cinzas, dia 6 de março, e vai até dia 21 de abril, dia em que se celebra a Páscoa de Jesus Cristo. O tema da CF 2019, escolhido pelos bispos brasileiros, a partir de sugestões vindas de organizações sociais, governos e de organismos da própria Igreja, vai refletir sobre o tema “Fraternidade e Políticas Públicas”.

Com esta campanha a Igreja quer: “estimular a participação em políticas públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais da fraternidade”.

Entre as preciosas dicas que é possível encontrar no Blog da Edições CNBB estão: 5 tipos de evento para promover a Campanha da Fraternidade (organizar grupos de estudo bíblico, palestras, mesa-redonda, eventos culturais e artísticos e a discussão e aprofundamento do tema com os jovens da comunidade), como preparar os encontros catequéticos e abordar o tema da Campanha da Fraternidade, entre outras.

Kit CF 2019 – No link materiais, o internauta pode ter acesso ao kit CF 2019 que inclui o àudio do hino, caderno de cifras e partituras das músicas da Campanha, slide para data show, cartaz da CF e o vídeo do hino da CF. Basta fazer um simples cadastro para ter acesso gratuito ao material.

Uma outra ferramenta importante para aqueles que querem se aprofundar no tema e conteúdo desta campanha é percorrer o caminho pedagógico do curso que a Edições CNBB também disponibiliza em seu blog. Baseado no princípio da educação à distância, o curso se estrutura em três aulas: a) O que são políticas públicas? b) A segunda aula, baseada na Doutrina Social da Igreja, aprofunda a dimensão participativa dos cristãos na política; c) a terceira aula aborda a indissociável relação entre a fé e a vida. O curso é totalmente gratuito.

No site da editora da CNBB é possível adquirir as publicações da Campanha da Fraternidade 2019.

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Papa escreve aos bispos dos EUA sobre crise de abusos

O Papa Francisco enviou uma carta aos Bispos da Conferência Episcopal dos Estados Unidos reunidos desde a última quarta-feira, 02, no seminário de Mundelein, na Arquidiocese de Chicago, para um retiro espiritual. Será uma semana de oração como pediu o Papa Francisco no convite dirigido a toda a Conferência episcopal do país, no contexto do escândalo dos abusos que atingiu a Igreja nos EUA.

Em sua carta, o Santo Padre escreveu que no último dia 13 de setembro, durante o encontro que teve com a Presidência da Conferência Episcopal, propôs um tempo de retiro, com os Exercícios Espirituais, necessário para enfrentar e responder evangelicamente à crise de credibilidade atravessada como Igreja.

“Sabemos que a importância dos eventos não resiste a qualquer resposta ou atitude; pelo contrário, exige de nós pastores a capacidade e sobretudo a sabedoria de gerar uma palavra, fruto de escuta sincera, orante e comunitária da Palavra de Deus e da dor do nosso povo. Uma palavra gerada na oração do pastor que, como Moisés, luta e intercede pelo seu povo”, diz a carta.

Francisco explicou que gostaria de estar presente no retiro, mas que devido a problemas de logística, foi impossibilitado.

“Como sucessor de Pedro, gostaria de unir-me a vocês e com vocês implorar ao Senhor que envie o seu Espírito capaz de “renovar todas as coisas” e mostrar os caminhos de vida que, como Igreja, somos chamados a seguir para o bem de todas as pessoas que nos foram confiadas. (…) Esta carta – sublinha o Santo Padre – quer compensar, de alguma forma, a viagem não realizada. Com estas linhas, desejo estar mais perto de vocês e como irmão refletir e compartilhar alguns aspectos que considero importantes, e também estimulá-los na oração e nos passos que vocês dão na luta contra a “cultura do abuso” e na maneira de enfrentar a crise de credibilidade.”

Momentos de tensão

O Papa reforçou que os momentos difíceis e cruciais têm a capacidade de colocar à luz os pensamentos íntimos, tensões e contradições pessoais e comunitários, e disse que o melhor é vigiar para que as ações não sejam viciadas por esses conflitos internos, mas que sejam uma resposta de Deus.

“Nos momentos de maior perturbação, é importante prestar atenção e discernir para ter um coração livre de compromissos e de aparentes certezas para ouvir o que mais agrada ao Senhor na missão que nos foi confiada. Muitas ações podem ser úteis, boas e necessárias e até podem parecer corretas, mas não todas têm ‘sabor’ de Evangelho. Se vocês permitem dizer de modo coloquial: é preciso fazer atenção para que ‘o remédio não se torne pior do que a doença’. E isso requer de nós sabedoria, oração, muita escuta e comunhão fraterna.”

Abusos e Credibilidade

O Papa destacou que nos últimos tempos, a Igreja nos Estados Unidos foi abalada por muitos escândalos que afetaram sua credibilidade no sentido mais profundo. Foram muitas vítimas de abuso de poder, de consciência e sexual por parte de membros da Igreja.

O documento afirma que o desejo de escondê-los e dissimulá-los acabou gerando ainda um maior sentimento de insegurança, desconfiança e falta de proteção nos fiéis.

“A atitude de ocultação, como sabemos, longe de ajudar a resolver os conflitos, permitiu-lhes perpetuar-se e ferir mais profundamente o entrelaçamento de relações que hoje somos chamados a curar e recompor. Estamos conscientes – continua Francisco – de que os pecados e os crimes cometidos e todas as suas repercussões em nível eclesial, social e cultural criaram uma marca e uma ferida profunda no coração do povo fiel.”

A luta contra a cultura do abuso, a ferida na credibilidade, bem como o desconcerto, a confusão e descrédito na missão exigem uma nova e decisiva atitude para resolver o conflito, afirmou o Papa:

“Vocês sabem que aqueles que se consideram governantes dominam as nações como se fossem os patrões, e os poderosos fazem sentir sua própria autoridade. Isso não deve acontecer entre vocês. A ferida na credibilidade requer uma abordagem particular, porque não se resolve por decretos voluntários ou simplesmente estabelecendo novas comissões ou melhorando os organogramas de trabalho como se fôssemos chefes de uma agência de recursos humanos.”

Amor e serviço

O Papa lembrou que a hora agora é de a Igreja ser uma nova presença no mundo conforme à Cruz de Cristo, que se cristalize no serviço aos homens e mulheres do nosso tempo, sendo a proximidade, fundamental:

“Lembro-me das palavras de São Paulo VI no início de seu pontificado: “Devemos nos tornar irmãos de homens no ato mesmo que queremos ser seus pastores e pais e mestres. O clima de diálogo é a amizade. Ou melhor, o serviço. Tudo isso devemos recordar, estudar e praticar de acordo com o exemplo e preceito que Cristo nos deixou”.

A carta lembra ainda que a credibilidade nasce da confiança, e esta vem do serviço sincero, cotidiano e humilde.

“Um serviço que não pretende ser de marketing ou estratégico para recuperar o lugar perdido ou o vão reconhecimento no tecido social, mas – como eu quis salientar na última Exortação Apostólica Gaudete et exsultate – porque pertence “à própria substância do Evangelho de Jesus”.

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Igreja proclama neste domingo as datas das Solenidades móveis de 2019

No próximo domingo, Solenidade da Epifania do Senhor, a Igreja faz o anúncio das Solenidades móveis durante o Ano.

O centro de todo o ano litúrgico é o Tríduo Pascal, que tem seu ponto mais alto no Domingo da Páscoa, celebrado neste ano em 21 de abril. Desta celebração derivam todas as celebrações do Ano Litúrgico.

O ano de 2019 é o ano C, no qual são proclamados no tempo comum os textos do Evangelho de São Lucas.

No texto do anúncio, a CNBB explica as datas para o ano de 2019:

“O centro de todo o ano litúrgico é o Tríduo do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado, que culminará no Domingo da Páscoa, este ano a 21 de abril. Em cada Domingo, Páscoa semanal, a Santa Igreja torna presente este grande acontecimento, no qual Jesus Cristo venceu o pecado e a morte. Da celebração da Páscoa do Senhor derivam todas as celebrações do Ano Litúrgico: as Cinzas, início da Quaresma, a 06 de março; a Ascensão do Senhor, a 02 de junho; Pentecostes, a 09 de junho; o primeiro Domingo do Advento, a 01 de dezembro. Também nas festas da Santa Mãe de Deus, dos Apóstolos, dos Santos e na Comemoração dos Fiéis Defuntos, a Igreja peregrina sobre a terra proclama a Páscoa do Senhor.”

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil também oferece no Diretório de Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil o calendário com as datas das festas móveis. Confira abaixo:

2019
ANO C (São Lucas)
Festas móveis

Epifania do Senhor (Domingo)- 6 de janeiro

Batismo do Senhor (Domingo)- 13 de janeiro

Quarta-feira de Cinzas- 6 de março

Páscoa da Ressurreição- 21 de abril

Ascensão do Senhor- 2 de junho

Pentecostes- 9 de junho

Santíssima Trindade- 16 de junho

SS. Corpo e Sangue de Cristo- 20 de junho

Sagrado Coração de Jesus- 28 de junho

São Pedro e São Paulo (Domingo)- 30 de junho

Assunção de N. Senhora- 18 de agosto

Todos os Santos (Domingo)- 3 de novembro

Solenidade de Cristo-Rei- 24 de novembro

1º Domingo do Advento- 1º de dezembro

Sagrada Família (Domingo)- 29 de dezembro

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Nota da Diocese de Votuporanga sobre transferência e nomeações de padres

Veja a nota da Diocese de Votuporanga sobre as nomeações e transferências de padres:

Nomeações e Transferências de Padres Na Diocese de Votuporanga em 2019

Tendo em vista o bem pastoral da Diocese de Votuporanga e de todas as comunidades, Dom Moacir Aparecido de Freitas, Digníssimo Bispo Diocesano, depois de dialogar pessoalmente com cada sacerdote, fez as seguintes transferências e nomeações:

1. Padre Sérgio Antônio Venturelli, foi transferido da Paróquia São Roberto Belarmino na Cidade de Pontes Gestal para a Paróquia São Sebastião na Cidade de Cardoso. Apresentação oficial, como Administrador Paroquial, sexta-feira, dia 04 de janeiro, às 19h30.

2. Padre Luiz de Souza Dias, foi transferido da Paróquia São João Batista na cidade de Gastão Vidigal para a Paróquia São Roberto Belarmino na Cidade de Postes Gestal. Apresentação oficial, como Administrador Paroquial, Sábado, dia 05 de janeiro, às 20h00.

3. Padre Luiz Antônio da Silva, transferido da Paróquia São Sebastião na Cidade de Cardoso para a Paróquia São João Batista na Cidade de Gastão Vidigal. Apresentação Oficial, como Administrador Paroquial, Domingo, dia 06 de janeiro, às 08h00 horas.

4. Padre Marcos Vinícius Rosa, nomeado Administrador Paroquial para a Paróquia São Sebastião na Cidade de Valentim Gentil. Padre Marcos Vinicius Rosa chega na Diocese de Votuporanga para uma experiência pastoral vindo da Diocese de Caraguatatuba. Apresentação oficial, domingo, dia 06 de janeiro, às 19h00.

5. Padre Murilo de Souza da Silveira, recém ordenado, nomeado Vigário Paroquial para a Paróquia de Santa Joana na Cidade de Votuporanga. Apresentação oficial, domingo, dia 10 de fevereiro, às 19h30.

6. Padre Juliano Osvaldo de Camargo deixa a Paróquia São Sebastião na Cidade de Valentim Gentil por motivo de saúde.

Votuporanga, 03 de Janeiro de 2019

 

 

Padre Gilmar Antônio Fernandes Margotto

Assessor Diocesano de Imprensa

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A carta ao Menino Jesus escrita pelo Papa Bento XVI quando tinha 7 anos de idade

"Queria receber um Missal, uma casula verde e uma imagem do Sagrado Coração de Jesus. Serei sempre um bom menino"

O blog católico português Senza Pagare publicou uma cartinha que o Papa Bento XVI escreveu para o Menino Jesus quando tinha 7 anos de idade:

Amado Menino Jesus,

Daqui a pouco descerás sobre a Terra.

Trarás alegria a todos os meninos. E a mim também.

Queria receber um Missal, uma casula verde e uma imagem do Sagrado Coração de Jesus.

Serei sempre um bom menino.

Saudações de Joseph Ratzinger

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Destaques 2018: A alegria de ser Igreja marcou o Ano Nacional do Laicato no Brasil

O Ano Nacional do Laicato marcou 2018. De ponta a ponta desse país leigos e leigas estiveram protagonistas em momentos importantes na evangelização da Igreja no Brasil. Todo o conteúdo estudado veio do Documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), intitulado “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade: Sal da Terra e Luz do Mundo”.

“Esse documento, ele despertou dentro dos cristãos uma grande alegria de ser igreja e também cidadãos. E por isso também caracterizou um ano específico de estudos, de seminários, de programações, momentos de confraternização, para que o ser cristão seja assumido, assimilado em todos os batizados”, explica o bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, ao documentário “Igreja em Saída”, produzido pela assessoria de imprensa da CNBB para o fim de ano.

O documentário está sendo exibido nas principais emissoras de inspiração católica do país até o Ano Novo – as datas e horários de exibição estão no Facebook: CNBB – Conferência dos Bispos. O protagonismo dos leigos e leigas pôde ser visto na semana missionária quando os grupos se mobilizaram para evangelizar fora das suas igrejas particulares, seus ambientes eclesiais e foram para as ruas, em seus ambientes de trabalhos, universidades, presídios e tantos outros lugares levando a mensagem de Cristo.

Dom Severino diz que a palavra de Deus foi muito bem acolhida nos diversos ambientes. “O ano nacional do laicato não trouxe apenas benefícios para nós aqui no Brasil. Mas desde as pequenas comunidades, lá na família, este ano também chegou até os ouvidos do Papa Francisco que ele também ouviu relatório sobre a beleza deste ano em nossa igreja, ” diz.

Mesmo tendo tido sua culminância dia 25 de novembro, na Solenidade de Cristo Rei, o Ano Nacional dos Laicato foi uma experiência rica para quem dedicou parte do tempo a este estudo, mas sobretudo, a aqueles que evangelizaram fora do mundo Igreja.

Mas o que será que os leigos e leigas querem daqui para a frente? Para dom Severino é unir mais os cristãos, ter mais consciência na vida da sociedade e maior pertença eclesial.

“É preciso ter maior comprometimento com o evangelho para que assim a justiça seja instaurada e que possamos ter um Brasil cristão verdadeiramente. Por isso, o ano nacional do laicato nos deixou essa grande herança, o compromisso com o evangelho, uma nação de paz, de alegria, de esperança”, ressaltou o prelado.

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Retrospectiva Paroquial 2018

O ano de 2018 está  chegando ao fim. Assim, nada melhor do que relembrar as grandes bênçãos que Deus derramou sobre nós neste ano tão especial, principalmente com a celebração do Ano Nacional do Laicato.

Veja abaixo as atividades que marcaram a vida de nossa paróquia nesse ano:

 

Janeiro

Início das Celebrações do Ano Nacional do Laicato em 2018

23 anos de sacerdócio do Padre Gilmar

Fevereiro

Chegada do Seminarista Ancelmo

Campanha da Fraternidade

Abertura da Campanha da Fraternidade na Diocese

Missa da Quarta-feira de Cinzas

Abertura do Ano Catequético na Paróquia

Março

Mutirão de Confissões

Ordenação Sacerdotal dos Padres Michel e Rafael

Jubileu de 25 anos de Vida Sacerdotal do Padre Norberto

24 horas para o Senhor

Ceia judaica da OFS

Semana Santa

Domingo de Ramos 

Missa dos Santos Óleos

Missa do Lava Pés

Adoração

Celebração da Cruz

Encenação da Via Sacra

Vigília Pascal

Abril

Domingo de Páscoa

Leilão de Gado

Maio

Chá Beneficente

Missa pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Vigília pelos Mortos de AIDS

Coroação de Nossa Senhora

Corpus Christi

Alimentos para o Hospital de Amor 

Junho

Revista Paroquial

Julho

Mês do Dízimo

Aniversário Natalício do Padre Gilmar

Missa com o Padre Nino 

Missa pelo Aniversário de 2 anos da Diocese

Ordenação Diaconal do Seminarista Murilo

Campanha a favor da Vida

Agosto

Mês Vocacional

Missa pelo Aniversário de Votuporanga

Semana da Família

Missa presidida por Dom Reginaldo

Missa de Cura e Libertação

Apresentação do Coro de Fernandópolis

Missa com o Padre Roberto Bocalete

Encerramento da Semana da Família

Aniversário Natalício de Dom Moacir

Encontro de Pais

Setembro

Mês da Bíblia

Aniversário de Ordenação Diaconal

6 anos de falecimento do Padre Edemur 

Encontro de Mães

Encontro de Coroinhas

Benção dos Animais

DNJ - Dia Nacional da Juventude

Outubro

Mês Missionário

Novena da Padroeira

Aniversário de Ordenação Episcopal de Dom Moacir

Dia da Padroeira

60 anos da primeira Missa na Catedral

Quermesse

Concurso Boneca e Boneco Vivos

1 milhão de crianças rezando o terço pela paz

Manhã de reflexão com a Juventude

Aniversário de instalação da Diocese

7 anos do Padre Gilmar como nosso pároco

Novembro

Missão no Setor 1

Missa do Sacramento da Eucaristia para os Adolescentes

Missa do Sacramento da Crisma aos Adolescentes

Encerramento do Ano Nacional do Laicato

Dezembro

Missão no Setor 02

Ordenação Sacerdotal do Diácono Murilo que fez estágio pastoral em nossa paróquia em 2014

1ª Missa do Neo-sacerdote Murilo

31 anos de Ordenação Sacerdotal de Dom Moacir

Ordenação Sacerdotal do Diácono Eraclides 

Concerto especial de Natal na Catedral

Entrega de brinquedos às crianças carentes pelo Grupo de Jovens Geração Luz

75 anos de criação da Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Celebração do Natal do Senhor

Informações Gerais

Foam realizadas:

- 6 Formações de Preparação para o Batismo

-163 crianças foram batizadas

-3 Encontros de Formação de Preparação para o Matrimônio

- 39 casais receberam o sacramento do Matrimônio

- 38 adolescentes e jovens foram crismados 

- 35 adolescentes e jovens receberam a 1ª Eucaristia

- 720 famílias foram atendidas pelos Vicentinos

- 660 gestantes e famílias atendidas pela Pastoral da Criança

- 400 pessoas foram atendidas pela Casa Abrigo

- 538 Missas celebradas em 2018 

- 168 Celebrações da Partilha

 

 

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Papa Francisco incentiva a construir um mundo digno para as crianças

No dia em que a Igreja celebra os Santos Inocentes, crianças que morreram por ordem do Rei Herodes que queria matar Jesus, o Papa Francisco encorajou acolher o amor de Deus e assim construir um mundo digno para as crianças de hoje e amanhã.

“Acolhamos no Menino Jesus o amor de Deus e vamos nos empenhar para tornar o nosso mundo mais digno e humano para as crianças de hoje e de amanhã”, escreveu o Santo Padre na manhã de hoje, em sua conta no Twitter.

Em diferentes ocasiões o Santo Padre expressou a sua proximidade e carinho pelas crianças. No dia 16 de dezembro deste ano, véspera dos seus 82 anos, o Pontífice recebeu as crianças que são atendidas no dispensário pediátrico de Roma e, em suas palavras aos médicos, aos pais e aos pequenos que são atendidos neste local, explicou que as crianças ensinam uma lição importante a ele e a todos.

“Trabalhar com as crianças não é fácil, mas nos ensina muito. A mim ensina uma coisa: que para entender a realidade da vida é preciso abaixar-se, como nos abaixamos para beijar uma criança. Elas nos ensinam isso. Os orgulhosos, os soberbos não podem entender a vida, porque não são capazes de abaixar-se”, disse o Santo Padre.

Alguns dias antes, em 28 de novembro, uma criança com autismo interrompeu uma das catequeses do Papa Francisco para ver um guarda suíço.

Então, o Pontífice disse que o que aconteceu o levou pensar e perguntou a si mesmo: “Eu também sou livre diante de Deus?”. “Quando Jesus diz que devemos nos fazer como crianças, nos diz que devemos ter a liberdade que tem uma criança diante de seu Pai... esta criança... Peçamos a graça de que possa falar”, convidou.

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Papa Francisco dá este conselho para solucionar problemas na família

Durante a oração do Ângelus na manhã de hoje, o Papa Francisco recomendou solucionar os problemas familiares, convidando-nos a aprender a nos maravilhar com as coisas boas que os outros têm, especialmente com quem nos é mais difícil.

“Quando existem problemas nas famílias, nós sempre achamos que temos razão e fechamos as portas aos outros”, lamentou. Entretanto, “é necessário pensar o que a outra pessoa tem de bom e se maravilhar. Isto ajuda a unidade da família. Se vocês têm problemas na família, pensem nas coisas boas que tem a pessoa da família com a qual vocês têm problemas, e se maravilhem disto. E isto ajudará a curar as feridas familiares”.

Neste domingo, na festa da Sagrada Família de Nazaré, o Santo Padre refletiu sobre duas palavras presentes no Evangelho do dia: estupor e angústia.

"No Evangelho de hoje, a família de Nazaré foi à Jerusalém para a Festa da Páscoa, mas na viagem de retorno, Maria e José percebem que o filho de doze anos não está na caravana”.

“Depois de três dias de busca e de medo, o encontram no templo, sentado entre os doutores, decidido a discutir com eles. Maria e José ficam ‘admirados’ com a cena e Maria diz a Jesus que José e ela ficaram angustiados a sua procura”.

O estupor “é a capacidade de se maravilhar diante da gradual manifestação do Filho de Deus. Também os doutores no templo ficaram admirados ‘por sua inteligência e suas respostas’”.

Além disso, explicou que “maravilhar-se é o oposto de tomar tudo como certo, de interpretar a realidade que nos rodeia e os acontecimentos da história somente segundo os nossos critérios. Maravilhar-se é abrir-se aos outros, compreender as razões dos outros: essa atitude é importante para curar relacionamentos comprometidos entre as pessoas e é também indispensável para curar feridas abertas no âmbito familiar”.

"O segundo elemento que quero destacar do Evangelho é a angústia que Maria e José sentiram quando não encontraram Jesus no templo", continuou o Papa.

Esta angústia “manifesta a centralidade de Jesus na Sagrada Família. A Virgem e seu esposo haviam acolhido aquele Filho, eles o protegiam e o viam crescer em idade, sabedoria e graça em meio a eles, mas acima de tudo ele crescia dentro de seus corações; e, pouco a pouco, aumentava seu afeto e sua compreensão em relação a ele. Eis porque a família de Nazaré é santa: por estar centrada em Jesus, todas as atenções e solicitudes de Maria e José eram dirigidas a ele”.

Afirmou que “esta mesma angústia de Maria e José, disse Francisco, deveria ser experimentada também por nós, quando estamos distantes dele”.

“Deveríamos ficar angustiados quando por mais de três dias nos esquecemos de Jesus, sem rezar, sem ler o Evangelho, sem sentir a necessidade de sua presença e de sua amizade consoladora. Assim como Maria e José o encontraram no templo ensinando, também nós podemos encontrar o divino Mestre e acolher a sua mensagem de salvação na Casa de Deus”.

“Na celebração eucarística, fazemos experiência viva de Cristo; Ele nos fala, nos oferece a sua Palavra, nos ilumina, nos ilumina o nosso caminho, nos dá o seu corpo na Eucaristia, da qual tiramos força para enfrentar as dificuldades de todos os dias”.

Ao concluir, o Santo Padre convidou a todos para rezar “por todas as famílias do mundo, especialmente por aquelas em que, por várias razões, há falta de paz e harmonia. E as confiemos à proteção da Sagrada Família de Nazaré”.

 

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Papa envia mensagem pelos 525 anos da 1ª missa celebrada na América

O Papa Francisco enviou uma carta em latim ao cardeal Gregório Rosa Chávez, bispo auxiliar de San Salvador, seu enviado especial às celebrações de encerramento dos 525 anos da celebração da primeira missa no continente americano.

A primeira missa em solo americano foi celebrada em 6 de janeiro de 1494, precisamente há 525 anos, em Isabela, diocese de Puerto Plata, atual República Dominicana, pelo Padre Bernardo Boyl e concelebrada por outros doze sacerdotes, que chegaram com Cristóvão Colombo em sua segunda viagem. A celebração que fará memória a data ocorrerá ue em Isabela, Puerto Plata, República Dominicana, no próximo dia 5 de janeiro de 2019.

A delegação da Santa Sé que estará presente na celebração é composta pelo cardeal Gregório Rosa Chávez e pelos padres Carlos Manuel Abreu Frias — do clero da Arquidiocese de Santo Domingo e Secretário-Geral Adjunto da Conferência Episcopal — e Bernardo Kiwi, pároco da Diocese de Puerto Plata.

Em sua carta, o Santo Padre diz que o maior dom concedido por Jesus aos seus apóstolos, na última ceia, foi o sacerdócio e a eucaristia. “Na celebração deste sacramento, Jesus Cristo está presente sob as espécies do pão e do vinho”, recordou o Papa, que prosseguiu: “Ao subir ao Céu, ele disse aos seus Apóstolos e seguidores: ‘Eis que estarei sempre convosco até ao fim dos tempos’. Esta sua promessa de estar presente entre ele seria a sua fortaleza. Esta é a certeza da nossa fé, que a santa Igreja de Cristo, a Igreja Católica, espalhada por todos os cantos do mundo, perpetuada nos séculos, em Cristo, por meio do sacrifício Eucarístico”.

Dados históricos

A localidade de Isabela conserva a memória histórica da colonização e da evangelização das Américas, com a construção da primeira fortaleza do continente, recém-descoberto pelo navegador genovês, Cristóvão Colombo, com o apoio da coroa espanhola.

Esta semente plantada pelo padre Boyl e seus companheiros, segundo a Igreja dominicana, deu início a uma grande colheita de cristãos, que, hoje em dia, representam mais da metade no mundo. “A partir deste povoado da República Dominicana, Deus Pai continua se manifestando”, comentou o Pontífice.

No ano de 1500, a cidade de Isabela ficou despovoada por causa dos furacões. Sobre as ruínas da primeira igreja do Novo Mundo foi construído o Templo das Américas, onde se venera uma imagem de Nossa Senhora de Monserrat, trazida pelos conquistadores.

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Homilia do Papa Francisco na Missa do Natal - 24/12/18

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Santa Missa na Solenidade do Natal
Segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Boletim da Santa Sé 

Juntamente com Maria sua esposa, José subiu «à cidade de David, chamada Belém» (Lc 2, 4). Nesta noite, também nós subimos a Belém, para lá descobrir o mistério do Natal.

1. Belém: o nome significa casa do pão. Hoje, nesta «casa», o Senhor marca encontro com a humanidade. Sabe que precisamos de alimento para viver. Mas sabe também que os alimentos do mundo não saciam o coração. Na Sagrada Escritura, o pecado original da humanidade aparece associado precisamente com o ato de tomar alimento: «…agarrou do fruto, comeu» – diz o livro do Génesis (3, 6). Agarrou e comeu. O homem tornou-se ávido e voraz. Para muitos, o sentido da vida parece ser possuir, estar cheio de coisas. Uma ganância insaciável atravessa a história humana, chegando ao paradoxo de hoje em que alguns se banqueteiam lautamente enquanto muitos não têm pão para viver.

Belém é o ponto de viragem no curso da história. Lá Deus, na casa do pão, nasce numa manjedoura; como se quisesse dizer-nos: Estou aqui ao vosso dispor, como vosso alimento. Não agarra, oferece de comer; não dá uma coisa, mas dá-Se a Si mesmo. Em Belém, descobrimos que Deus não é alguém que agarra a vida, mas Aquele que dá a vida. Ao homem, habituado desde os primórdios a agarrar e comer, Jesus começa a dizer: «Tomai, comei. Este é o meu corpo» (Mt 26, 26). O corpo pequenino do Menino de Belém lança um novo modelo de vida: não devorar e acumular, mas partilhar e dar. Deus faz-Se pequeno, para ser nosso alimento. Nutrindo-nos d’Ele, Pão de vida, podemos renascer no amor e romper a espiral da avidez e da ganância. A partir da «casa do pão», Jesus traz o homem de regresso a casa, para que se torne familiar do seu Deus e irmão do seu próximo. Diante da manjedoura, compreendemos que não são os bens que alimentam a vida, mas o amor; não a voracidade, mas a caridade; não a abundância ostentada, mas a simplicidade que devemos preservar.

O Senhor sabe que precisamos de nos alimentar todos os dias. Por isso, ofereceu-nos todos os dias da sua vida, desde a manjedoura de Belém até ao cenáculo de Jerusalém. E ainda hoje, no altar, faz-Se pão partido para nós: bate à porta, para entrar e cear conosco (cf. Ap 3, 20). No Natal, recebemos Jesus, Pão do céu na terra: trata-se de um alimento cuja validade é ilimitada, fazendo-nos saborear já agora a vida eterna.

Em Belém, descobrimos que a vida de Deus corre nas veias da humanidade. Se a acolhermos, a história muda a partir de cada um de nós; com efeito, quando Jesus muda o coração, o centro da vida já não é o meu «eu» faminto e egoísta, mas Ele, que nasce e vive por amor. Nesta noite, chamados a ir até Belém, casa do pão, interroguemo-nos: Qual é o alimento de que não posso prescindir na minha vida? É o Senhor ou outra coisa qualquer? Depois, entrando na gruta, ao vislumbrar na terna pobreza do Menino uma nova fragrância de vida, a da simplicidade, perguntemo-nos: Será verdade que preciso de tantas coisas, de receitas complicadas para viver? Quais são os contornos supérfluos de que consigo prescindir para abraçar uma vida mais simples? Em Belém, ao pé de Jesus, vemos pessoas que caminharam, como Maria, José e os pastores. Jesus é o Pão do caminho. Não Se compraz com as digestões lentas, longas e sedentárias, mas pede que nos levantemos rapidamente da mesa a fim de servir como pães partidos para os outros. Perguntemo-nos: No Natal, reparto o meu pão com aqueles que estão sem ele?

2. Depois de Belém, casa do pão, reflitamos sobre Belém, cidade de David. Lá David, na sua adolescência, era pastor e, como tal, foi escolhido por Deus, para ser pastor e guia do seu povo. No Natal, na cidade de David, são precisamente os pastores que acolhem Jesus. Naquela noite, quando «a glória do Senhor refulgiu em volta deles – diz o Evangelho –, tiveram muito medo» (Lc 2, 9), mas o anjo disse-lhes: «Não temais» (2, 10). Reaparece muitas vezes no Evangelho esta frase «não temais»: parece o refrão de Deus à procura do homem. Porque o homem desde o princípio, por causa do pecado, tem medo de Deus: «…cheio de medo, escondi-me» (Gn 3, 10) – diz Adão, depois do pecado. Belém é o remédio para o medo, porque lá, não obstante os «nãos» do homem, Deus diz para sempre «sim»: será para sempre Deus conosco. E, para que a sua presença não provoque medo, faz-Se um terno menino. A frase «não temais» não é dirigida a santos, mas a pastores, pessoas simples que então não primavam por garbo nem devoção. O Filho de David nasceu no meio dos pastores, para nos dizer que doravante ninguém estará sozinho; temos um Pastor que vence os nossos medos e nos ama a todos, sem exceção.

Os pastores de Belém mostram-nos também como ir ao encontro do Senhor. Velam durante a noite: não dormem, mas fazem aquilo que Jesus nos pedirá várias vezes: vigiar (cf. Mt 25, 13; Mc 13, 35; Lc 21, 36). Permanecem vigilantes; aguardam, acordados, na escuridão; e a glória de Deus «refulgiu em volta deles» (Lc 2, 9). O mesmo vale para nós. A nossa vida pode ser uma expetação, em que a pessoa, mesmo nas noites dos problemas, se confia ao Senhor e O deseja; então receberá a sua luz. Ou então uma pretensão, na qual contam apenas as próprias forças e meios; mas, neste caso, o coração permanece fechado à luz de Deus. O Senhor gosta de ser aguardado e não é possível aguardá-Lo no sofá, dormindo. De facto, os pastores movem-se: «foram apressadamente» – diz o texto (2, 16). Não ficam parados como quem sente ter chegado a casa e não precisa de nada; mas partem, deixam o rebanho indefeso, arriscam por Deus. E depois de terem visto Jesus, embora sem grande habilidade para falar, vão anunciá-Lo, de modo que «todos os que ouviram se admiravam do que lhes diziam os pastores»”(2, 18).

Esperar acordado, ir, arriscar, contar a beleza são gestos de amor. O bom Pastor, que vem no Natal para dar a vida às ovelhas, na Páscoa dirigirá a Pedro, e através dele a todos nós, a pergunta determinante: «Tu Me amas?» (Jo 21, 15). Da resposta, dependerá o futuro do rebanho. Nesta noite, somos chamados a responder, dizendo-Lhe também nós: «Sou deveras teu amigo». A resposta de cada um é essencial para todo o rebanho.

«Vamos a Belém…» (Lc 2, 15): assim disseram e fizeram os pastores. Também nós, Senhor, queremos vir a Belém. O caminho, ainda hoje, é difícil: é preciso superar os cumes do egoísmo, evitar escorregar nos precipícios da mundanidade e do consumismo. Quero chegar a Belém, Senhor, porque é lá que me esperas. E dar-me conta de que Tu, colocado numa manjedoura, és o pão da minha vida. Preciso da terna fragrância do teu amor, a fim de tornar-me, por minha vez, pão repartido para o mundo. Toma-me sobre os teus ombros, bom Pastor: amado por Ti, conseguirei também eu amar tomando pela mão os irmãos. Então será Natal, quando Te puder dizer: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que eu te amo» (Jo 21, 17).

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Em mensagem de Natal, Papa lembra: Deus é um Pai bom, e somos irmãos

Papa Francisco pronunciou, nesta terça-feira, 25, Natal do Senhor, a mensagem de Natal, e concedeu a tradicional benção Urbi et Orbi aos fiéis. A mensagem foi dada no Balcão Central da Basílica Vaticana.O Papa Francisco pronunciou, nesta terça-feira, 25, Natal do Senhor, a mensagem de Natal, e concedeu a tradicional benção Urbi et Orbi aos fiéis. A mensagem foi dada no Balcão Central da Basílica Vaticana.

O Papa iniciou sua mensagem com o jubiloso anúncio de Belém: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado.” (Lc 2, 14).

Francisco lembrou que o nascimento do menino Jesus foi um grande sinal de Deus, e refletiu na grande mensagem do Natal: Deus é um Pai Bom e nós somos todos irmãos.

“Esta verdade está na base da visão cristã da humanidade. Sem a fraternidade que Jesus Cristo nos concedeu, os nossos esforços por um mundo mais justo ficam sem fôlego, e mesmo os melhores projetos correm o risco de se tornar estruturas sem alma. Por isso, as minhas boas-festas natalícias são votos de fraternidade.”, disse o Papa.

O Pontífice recordou que o rosto de Deus se manifestou, no Natal, em um rosto humano concreto. Que Jesus apareceu não como um anjo, mas como um homem, nascido num tempo e lugar concreto, e que com sua encarnação, lembra ao mundo atual que a salvação passa pelo amor, pela hospitalidade e pelo respeito, independente de etnia, língua, e cultura.

“Então, as nossas diferenças não constituem um dano nem um perigo; são uma riqueza. Como no caso dum artista que queira fazer um mosaico: é melhor ter à sua disposição ladrilhos de muitas cores, que de poucas. A experiência da família no-lo ensina: irmãos e irmãs são diferentes um do outro e nem sempre estão de acordo, mas há um laço indissolúvel que os une, e o amor dos pais ajuda-os a quererem-se bem. O mesmo se passa com a família humana, mas, nesta, é Deus o Pai, o fundamento e a força da nossa fraternidade.”, afirmou o Papa.

Francisco refletiu sobre as tantas situações difíceis que a geração atual vive, a nível mundial. Citou Israel e a Palestina, que há mais de setenta anos vive em conflito. Lembrou a situação da Síria e dos migrantes, o Iémen, a Coréia, a Venezuela, e as realidades da Ucrânia, da Nicarágua e da África:

“O Deus Menino, Rei da paz, faça calar as armas e surgir uma nova aurora de fraternidade em todo o Continente, abençoando os esforços de quantos trabalham para favorecer percursos de reconciliação a nível político e social.”

O Papa ainda falou, de forma geral, sobre os povos que sofrem colonizações ideológicas, culturais e econômicas, vendo dilaceradas a sua liberdade e identidade, e que sofrem por causa da fome e da carência de serviços educativos e sanitários.

“Penso de modo particular nos nossos irmãos e irmãs que celebram a Natividade do Senhor em contextos difíceis, para não dizer hostis, especialmente onde a comunidade cristã é uma minoria, por vezes frágil ou desconsiderada. Que o Senhor lhes conceda, a eles e a todas as minorias, viver em paz e ver reconhecidos os seus direitos, sobretudo a liberdade religiosa.”

Por fim, o Papa Francisco fez seus votos de Natal a todos os que vivem de forma marginalizada:

“O Menino pequenino e com frio, que hoje contemplamos na manjedoura, proteja a todas as crianças da terra e a todas as pessoas frágeis, indefesas e descartadas. Possamos todos nós receber paz e conforto do nascimento do Salvador e, sentindo-nos amados pelo único Pai celeste, reencontrarmo-nos e vivermos como irmãos!”

Após a mensagem, o Pontífice concedeu a todos a Benção Urbi et Orbi, e desejou um Feliz e Santo Natal a todos.

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Não são os bens que alimentam a vida, mas o amor, diz Papa

“Qual é o alimento de que não posso prescindir na minha vida? É o Senhor ou outra coisa qualquer?”. Esse foi um dos questionamentos levantados pelo Papa Francisco na Missa de Natal. A celebração eucarística foi presidida pelo Santo Padre nesta segunda-feira, 24, na Basílica Vaticana, e atentou sobre o estilo de vida baseado na partilha e doação.

Em sua homilia, Francisco recordou o significado do nome Belém, a cidade onde Jesus nasceu: “casa do pão”. “Hoje, nesta ‘casa’, o Senhor marca encontro com a humanidade. Sabe que precisamos de alimento para viver. Mas sabe também que os alimentos do mundo não saciam o coração”.

O Santo Padre mencionou que na Sagrada Escritura o pecado original aparece associado ao ato de tomar alimento. A partir disso, analisou que o homem se tornou ávido e voraz, sendo que muitos veem o sentido da vida como possuir. “Uma ganância insaciável atravessa a história humana, chegando ao paradoxo de hoje em que alguns se banqueteiam lautamente enquanto muitos não têm pão para viver”.

Ao contrário, Deus nasce numa manjedoura e não agarra, mas oferece de comer; não dá uma coisa, mas a Si mesmo. “O corpo pequenino do Menino de Belém lança um novo modelo de vida: não devorar e acumular, mas partilhar e dar. Deus faz-Se pequeno, para ser nosso alimento. Nutrindo-nos d’Ele, Pão de vida, podemos renascer no amor e romper a espiral da avidez e da ganância”.

“Diante da manjedoura, compreendemos que não são os bens que alimentam a vida, mas o amor; não a voracidade, mas a caridade; não a abundância ostentada, mas a simplicidade que devemos preservar”, acrescentou.

Francisco lembrou ainda que, em Belém, descobre-se que a vida de Deus corre nas veias da humanidade. Ao acolhê-la, a história muda a partir de cada um, de forma que o centro da vida já não é mais o “eu” egoísta, mas o próprio Deus, que nasce e vive por amor.

“Nesta noite, chamados a ir até Belém, casa do pão, interroguemo-nos: Qual é o alimento de que não posso prescindir na minha vida? É o Senhor ou outra coisa qualquer? Depois, entrando na gruta, ao vislumbrar na terna pobreza do Menino uma nova fragrância de vida, a da simplicidade, perguntemo-nos: Será verdade que preciso de tantas coisas, de receitas complicadas para viver? Quais são os contornos supérfluos de que consigo prescindir para abraçar uma vida mais simples?”. 

Outro ponto abordado pelo Papa na homilia são os pastores que acolhem Jesus. O Santo Padre recorda o exemplo deles, que mostra como também hoje os fiéis podem ir ao encontro do Senhor. “Permanecem vigilantes; aguardam, acordados, na escuridão; e a glória de Deus «refulgiu em volta deles» (Lc 2, 9). O mesmo vale para nós. (…) O Senhor gosta de ser aguardado e não é possível aguardá-Lo no sofá, dormindo. De facto, os pastores movem-se (…) Não ficam parados como quem sente ter chegado a casa e não precisa de nada; mas partem, deixam o rebanho indefeso, arriscam por Deus”.

Francisco concluiu a homilia ressaltando que o caminho ao encontro do Senhor ainda hoje é difícil: “é preciso superar os cumes do egoísmo, evitar escorregar nos precipícios da mundanidade e do consumismo”. “Toma-me sobre os teus ombros, bom Pastor: amado por Ti, conseguirei também eu amar tomando pela mão os irmãos”.

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Cardeal Sérgio da Rocha convida a acolher o amor do Menino Deus para amar a todos

O arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Sergio da Rocha, expressou seus votos para o Natal deste ano. A proposta do cardeal é de acolhida ao amor do Menino Deus “para amar a todos, como ele nos ama, pois somos todos irmãos”. 

Dom Sergio também convida a testemunhar este amor divino e a “esperança que brota da fé na presença de Deus em nossa história”. Confira a mensagem na íntegra:

Celebremos o Natal com a alegria e o louvor dos anjos e dos pastores, glorificando a Deus pelo “sinal” do seu amor manifestado em Belém: “um recém-nascido envolto em faixas e deitado numa manjedoura”, nosso Salvador. Ele é a razão de ser do Natal! Acolhamos o amor do Menino Deus para amar a todos, como ele nos ama, pois somos todos irmãos. Sejamos testemunhas do amor de Deus, promovendo o perdão, a reconciliação e a paz, para que a nossa alegria seja verdadeira e possa permanecer para além das festas natalinas. Procuremos dar o testemunho da esperança que brota da fé na presença de Deus em nossa história, do amor misericordioso de Deus revelado em Belém a todos, especialmente, aos pequeninos e sofredores. Sejamos portadores da esperança e da alegria que Jesus nos oferece. Feliz Natal, com as bençãos do Menino Deus!

Cardeal Sergio da Rocha

Refazer o caminho de Belém

Dom Sergio da Rocha também ofereceu um artigo para reflexão neste Natal, “ocasião especial para repensar o nosso modo de tratar as pessoas que nos rodeiam e recomeçar com redobrado empenho a nossa vida fraterna”. O presidente da CNBB chama atenção para o pequeno sinal da presença de Deus no meio do mundo, ignorado pelos “grandes e poderosos daquele tempo” e a necessidade de incluir os pequenos, os pobres e os sofredores na jornada ruma à Belém para ser possível “entrar para adorar aquele que se faz humilde e pobre”.

“É preciso refazer o caminho para Belém, acompanhado dos pequenos pastores e dos humildes sábios do Oriente, levando-os conosco no coração. Isso nos permitirá prolongar a vivência do Natal ao longo do novo ano através do encontro cotidiano com aquele que veio permanecer entre nós; encontro que se dá pela oração, pela fraterna acolhida dos que nos rodeiam e pelo caminhar solidário em direção às novas manjedouras de Belém”. Confira o artigo na íntegra:

NATAL: DEUS-CONOSCO!

Cardeal Sergio da Rocha

A festa do Natal, com sua mensagem de amor, reconciliação e paz, tem sido ocasião especial para repensar o nosso modo de tratar as pessoas que nos rodeiam e recomeçar com redobrado empenho a nossa vida fraterna. A razão de ser do espírito natalino de fraternidade, alegria e paz, provêm do nascimento de Jesus. Ele vem dar novo sentido à vida dos que o acolhem. Ele vem trazer nova vida para os corações sofridos que dele se aproximam. Ele vem iluminar e tornar possível a vivência da fraternidade e da paz entre nós. Não é possível celebrar e viver o Natal de Jesus sem pensar no próximo. Não é possível celebrar e viver o Natal de Jesus sem pensar em Deus. Por isso, o Natal deveria ser também ocasião especial para repensar o nosso modo de ver a Deus. O menino que nasce é muito especial: é Deus conosco! Nele se revela o rosto humano de Deus. Deus “se fez carne e veio morar entre nós” (Jo 1,14), proclama o Evangelho segundo João.  “Deus armou sua tenda entre nós!”, traduzem alguns exegetas a mesma passagem joanina. Esta é a boa notícia anunciada aos pastores. Esta é a boa notícia que continua a ser proclamada e alegremente acolhida pelos homens e mulheres de boa vontade em nosso tempo. É grande o mistério que celebramos: o mistério da Encarnação.

Deus vem habitar entre nós, fazendo-se um de nós, assumindo a nossa história, partilhando das nossas alegrias e dores. Deus se manifesta na humilde manjedoura de Belém. O sinal da sua presença entre nós é aparentemente pequeno e frágil: “um menino nos foi dado” (Is. 9,5), um “recém-nascido envolto em faixas e deitado numa manjedoura” (Lc 2,12). Ele é a epifania, a revelação do amor de Deus. O sinal era pequeno demais para os que se julgavam grandes e poderosos daquele tempo. Herodes, os doutores e sacerdotes, tinham notícia do nascimento do Salvador, mas não se dispuseram a ir ao seu encontro para adorá-lo. Preferiram continuar instalados em sua comodidade palaciana, ensimesmados em seu orgulho, fechados em seu poder e saber.

O sinal da presença de Deus na história continua a ser pequeno demais para os que se julgam grandes. Infelizmente, a mania de grandeza continua a impedir muita gente de caminhar em direção a Belém para reconhecer humilde e alegremente a presença de Deus entre nós, como fizeram os pastores. O egoísmo e o orgulho não permitem caminhar a Belém devido à pequenez do sinal revelado, mas também porque não é possível fazê-lo sem admitir que possam ir conosco os humildes pastores das redondezas e os sábios estrangeiros que vieram de terras distantes. Ambos não gozavam de boa fama; os pastores, pelo estilo de vida que adotavam e os problemas que causavam aos agricultores; os estrangeiros, por serem considerados, por muitos na época, excluídos da salvação. Não se entra sozinho na manjedoura de Belém; ou vamos juntos ou ficamos de fora; ou incluímos os pequenos, os pobres e os sofredores, em nossa longa jornada, ou não conseguiremos entrar para adorar aquele que se faz humilde e pobre.

É preciso refazer o caminho para Belém, acompanhado dos pequenos pastores e dos humildes sábios do Oriente, levando-os conosco no coração. Isso nos permitirá prolongar a vivência do Natal ao longo do novo ano através do encontro cotidiano com aquele que veio permanecer entre nós; encontro que se dá pela oração, pela fraterna acolhida dos que nos rodeiam e pelo caminhar solidário em direção às novas manjedouras de Belém. É bom contemplar com admiração os presépios tradicionais, artisticamente trabalhados e ricamente ornados. Contudo, é necessário contemplar os presépios vivos escondidos nas periferias das cidades e nos casebres pobres da zona rural. As crianças que aí continuam a nascer participam da dignidade humana do menino nascido em Belém; merecem atenção e acolhida afetuosa. São crianças a serem amadas, cuidadas e protegidas. Quando tomamos consciência do mistério celebrado no Natal, o olhar feliz para o menino nascido em Belém completa-se com o olhar amoroso e responsável para as crianças que continuam a nascer hoje. A infância negada e violada em nossos dias mostra que é urgente retomar e viver o sentido do Natal. Entretanto, é motivo de alegria e esperança, neste Natal, perceber que é imensa a caravana dos que estão caminhando para Belém.

Feliz Natal a todos! Àqueles que já chegaram à manjedoura de Belém. Àqueles que se dirigem para lá. Àqueles que desejam ir, acompanhado dos pastores e sábios, para encontrar-se com o menino Jesus!

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Papa: Igreja sairá das tempestades mais bela e purificada

O Papa Francisco recebeu na manhã desta sexta-feira, 21, os seus colaboradores da Cúria Romana, para as felicitações de Natal – uma das audiências mais tradicionais e aguardadas do ano.

Como nos anos precedentes, o Pontífice fez um longo discurso, franco, falando das mazelas e das alegrias que afligem o trabalho de quem se dedica à Igreja.

Tempestades e furacões

“No mundo turbulento, a barca da Igreja viveu este ano e vive momentos difíceis, sendo acometida por tempestades e furacões”, analisou o Papa.

“Entretanto, a Esposa de Cristo prossegue a sua peregrinação entre alegrias e aflições, entre sucessos e dificuldades, externas e internas. Com certeza, as dificuldades internas continuam sempre a ser as mais dolorosas e destrutivas”.

Aflições

Para o Pontífice, muitas são as aflições, citando os migrantes que encontram a morte ou aqueles que, ao sobreviverem, acham as portas fechadas. “Quanto medo e preconceito!”, lamentou Francisco.

“Quantas pessoas e quantas crianças morrem diariamente por falta de água, comida e remédios! Quanta pobreza e miséria! Quanta violência contra os frágeis e contra as mulheres! Quantos cenários de guerras declaradas e não declaradas! Quantas pessoas são sistematicamente torturadas”.

Francisco falou também que se vive hoje uma “nova era de ‘mártires’”. “A cruel e atroz perseguição do Império Romano parece não conhecer fim”, constatou.

Outro motivo de aflição apontado pelo Papa é o contratestemunho e os escândalos de alguns filhos e ministros da Igreja através do flagelo dos abusos e da infidelidade.

Abusos

“Desde há vários anos que a Igreja está seriamente empenhada em erradicar o mal dos abusos”, garantiu o Pontífice.

Hoje, afirmou o Papa, também existem homens consagrados que “cometem abomínios e continuam a exercer o seu ministério como se nada tivesse acontecido; não temem a Deus nem o seu juízo, mas apenas ser descobertos e desmascarados”.

Francisco então foi contundente:

“Fique claro que a Igreja, perante estes abomínios, não poupará esforços fazendo tudo o que for necessário para entregar à justiça toda a pessoa que tenha cometido tais delitos. (…) Esta é a opção e a decisão de toda a Igreja”. 

A propósito, o Pontífice citou o encontro de fevereiro próximo, no Vaticano, com todos os presidentes das Conferências Episcopais, para reiterar a vontade da Igreja de prosseguir pelo “caminho da purificação”.

Ainda sobre o tema dos abusos, Francisco agradeceu o trabalho dos jornalistas “que foram honestos e objetivos e que procuraram desmascarar estes lobos e dar voz às vítimas”.

“Por favor, ajudemos a Santa Mãe Igreja na sua tarefa difícil que é reconhecer os casos verdadeiros distinguindo-os dos falsos, as acusações das calúnias, os rancores das insinuações, os boatos das difamações”. 

Aos abusadores, o Papa pediu que se convertem e se entreguem à justiça humana e se preparem para aquela divina.

Infidelidades

Outra aflição apontada por Francisco é a da infidelidade, citando o famoso provérbio: “De boas intenções, o inferno está cheio”.

São as pessoas que “traem a sua vocação, o seu juramento, a sua missão, a sua consagração a Deus e à Igreja; aqueles que se escondem, por detrás de boas intenções, para apunhalar os seus irmãos e semear joio, divisão e perplexidade; pessoas que sempre encontram justificações, até lógicas e espirituais, para continuar a percorrer, imperturbáveis, o caminho da perdição”.

Para fazer resplandecer a luz de Cristo, portanto, o Papa recorda que todos temos o dever de combater a “corrupção espiritual”.

Alegrias

Francisco deixou para o final do seu discurso os motivos de alegrias:

“O bom êxito do Sínodo dedicado aos jovens. Os passos realizados até agora na reforma da Cúria: os trabalhos de clarificação e transparência na economia” são alguns deles.

Também são motivos de alegrias os novos Beatos e Santos, de modo especial os recentes dezenove mártires da Argélia.

Acrescentam-se o aumento do número de fiéis, as famílias e os pais que vivem seriamente a fé e a transmitem diariamente aos próprios filhos e o testemunho de muitos jovens que escolhem “corajosamente” a vida consagrada e o sacerdócio.

“Um verdadeiro motivo de alegria é também o grande número de consagrados e consagradas, bispos e sacerdotes, que vivem diariamente a sua vocação com fidelidade, em silêncio, na santidade e abnegação. São pessoas que iluminam a escuridão da humanidade, com o seu testemunho de fé, esperança e caridade.”

Transformar as trevas em luz

O Santo Padre recordou que a força de toda e qualquer instituição não reside em ser composta por homens perfeitos, mas na sua vontade de se purificar continuamente:

“Por isso, é necessário abrir o nosso coração à verdadeira luz: Jesus Cristo. Ele é a luz que pode iluminar a vida e transformar as nossas trevas em luz”. 

O Papa concluiu seu discurso com uma mensagem de esperança, recordando que o Natal dá a certeza de que “a Igreja sairá destas tribulações ainda mais bela, purificada e esplêndida”.

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Bento XVI recebe o Papa Francisco para as felicitações de Natal

Por volta das 18h15 locais de sexta-feira, 21, o Papa Francisco, como todos os anos, foi até o Mosteiro “Mater Ecclesiae” para fazer as felicitações de Natal ao Papa Emérito Bento XVI. A notícia foi divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

O último encontro entre os dois foi em outubro passado, quando Francisco visitou Bento na véspera da canonização de Paulo VI, Oscar Romero e de outros cinco beatos.

Em junho, por ocasião do Consistório, o Papa foi até o Mosteiro na companhia dos 14 novos cardeais para um momento de encontro e oração com Bento XVI.

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Natal é revanche da humildade sobre a arrogância, diz Papa na catequese

Natal foi o tema da catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 19. Francisco reflete sobre o verdadeiro sentido dessa celebração e faz um pedido: “Não mundanizemos o Natal”.  

Francisco citou que as árvores e luzes já recordam que este ano haverá festa e a máquina publicitária convida a trocar presentes sempre novos. “É esta a festa que agrada a Deus? De que Natal Ele gostaria, quais presentes, quais surpresas?”, questionou o Papa. 

Ele convidou os fiéis a olhar para o primeiro Natal da história, que foi cheio de surpresas: o anúncio do anjo a Maria; depois José, chamado a ser pai de um filho que não havia gerado; outra surpresa foi quando Deus, em sonho, pede a José para receber Maria como esposa e depois ainda o pedido para seguir para o Egito. “O Natal causa mudanças de vida inesperadas. E se nós queremos viver o Natal, devemos abrir o coração e estar dispostos às surpresas, isso é, a uma mudança de vida inesperada”. 

A maior surpresa, segundo o Pontífice, chega na noite de Natal: o Altíssimo é um pequeno menino. “A acolher o Salvador não são as autoridades da época; são os simples pastores que, surpreendidos pelos anjos enquanto trabalhavam à noite, correm sem demora. Quem teria esperado isso? Natal é celebrar o inédito de Deus, ou melhor, um Deus inédito, que inverte as nossas lógicas e nossas expectativas”. 

Celebrar o Natal, nesse sentido, é acolher na terra as surpresas do Céu, explicou Francisco. O Natal, acrescentou, inaugura uma época onde a vida não se programa, mas se doa, onde não se pode viver para si, mas para Deus. “Natal é a revanche da humildade sobre a arrogância, da simplicidade sobre a abundância, do silêncio sobre o tumulto, da oração sobre “meu tempo”, de Deus sobre o meu ‘eu’”.

O Papa ainda deixou como exemplo o próprio Jesus, Maria e José, dizendo que celebrar o Natal é fazer como eles: como Jesus – caminhar em direção a quem precisa – como Maria – confiar em Deus mesmo sem entender o que Ele fará – e como José – levantar-se para fazer o que Deus quer, mesmo que esse não seja o nosso plano. 

“Natal é preferir a voz silenciosa de Deus ao barulho do consumismo. Se soubermos ficar em silêncio diante do presépio, o Natal será uma surpresa também para nós, não algo já visto. Estar em silêncio diante do presépio: este é o convite para o Natal. Tire um pouco de tempo, vá diante do presépio e fique em silêncio, E ouvirás, verás a surpresa”. 

Infelizmente, há o risco de confundir a festa e acabar preferindo as coisas da terra às novidades do céu, ponderou Francisco. Ele alertou que se o Natal for apenas uma festa tradicional, onde o centro é o homem e não Jesus, então será uma ocasião perdida. “Por favor, não mundanizemos o Natal! Não coloquemos de lado o Festejado”. 

E o Papa concluiu: “Não será Natal se procurarmos o brilho cintilante do mundo, se nos enchermos de presentes, almoços e jantares, mas não ajudarmos pelo menos um pobre que se assemelha a Deus, porque no Natal Deus veio pobre. (…) Queridos irmãos e irmãs, desejo-vos um Feliz Natal, um Natal rico das surpresas de Jesus!”

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Conheça o significado do Presépio

O Natal se aproxima. Um dos símbolos dessa época fortemente presentes em Igrejas e nas casas dos católicos é o presépio, com as figuras do Menino Jesus, Maria, José, os reis magos, pastores e os animais. Alguns ainda apresentam o anjo e a estrela.

O termo presépio vem do latim ‘praesepe’ e significa manjedoura, estábulo, ou seja, o lugar em que ficam os animais. Foi onde Maria e José foram acolhidos, ao buscar abrigo. O presépio deve ser montado no 1º domingo do Advento e desmontado no dia 6 de janeiro, data em que a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor.

A tradição do presépio teve início com São Francisco de Assis. O reitor do Seminário Frei Galvão, em Guaratinguetá, Frei João Francisco da Silva, conta como pela primeira vez a cena do nascimento de Jesus foi montada, com um presépio vivo:

“São Francisco sempre teve uma paixão muito grande pelo Cristo. Três dimensões na vida do Cristo sempre emocionaram Francisco: o Cristo da Encarnação, o Cristo da Eucaristia e o Cristo Crucificado. Em 1223, Francisco, querendo celebrar com a comunidade de um modo diferente, pediu a um amigo chamado João para preparar tudo, e deu um tempo para que ele conseguisse o boi, o burro, o menino Jesus e também o feno para compor a cena. Francisco celebrou a Missa, fazendo uma bonita homilia sobre o nascimento de Jesus, e conta-se que o menino Jesus acordou quando Francisco se aproximou. Foi um momento catequético, e Francisco queria que as pessoas sentissem esta emoção, de ter diante de si a cena do nascimento de Jesus.”

Cada figura do presépio tem sua importância:

Os animais

Representam a natureza a serviço do homem e de Deus. No nascimento de Jesus forneceram calor ao local e simbolizam a simplicidade do local onde Jesus quis nascer.

Pastores

Depois de Maria e José, os pastores foram os primeiros a saberem do nascimento do Salvador. Os pastores também simbolizam a humildade, pois naquele tempo a profissão de pastor era uma das menos reconhecidas.

O anjo

Representa o céu que celebra o nascimento de Jesus. É o mensageiro de Deus, comunicador da Boa Notícia. O anjo do presépio, normalmente, segura uma faixa com a frase: “Gloria in excelsis Deo”, que significa: Glória a Deus nas alturas.

Estrela

Simboliza a luz de Deus que guia ao encontro do Salvador e orientou os Reis Magos onde estava Jesus. É a indicação do caminho que se deve percorrer para encontrar o Menino Jesus.

Reis Magos

Belchior, Gaspar e Baltazar eram homens da ciência. Conheciam astronomia, medicina e matemática. Eles representam a ciência que vai até o Salvador e o reconhece como Deus. Segundo São João Paulo II, “a verdadeira ciência nos leva à fé”, pois nos revela a grandeza da criação.

Ouro, incenso e mirra

São os presentes que os magos oferecem ao Menino Jesus. O ouro significa a realeza; era um presente dados aos reis. O incenso significa a divindade, um presente dado aos sacerdotes. Sua fumaça simboliza as orações que sobem ao céu. Dando este presente a Jesus, os magos reconhecem que o Menino é divino. E a mirra simboliza o sofrimento e a eternidade. É um presente profético: anuncia que Jesus vai sofrer, mas também que seu reinado será eterno.

São José

É o pai adotivo de Jesus, o homem que o assumiu como filho, que lhe deu um nome, um lar, que ensinou a Jesus uma profissão: a de carpinteiro. São José deu ao Menino Jesus a experiência de ser filho de um pai terreno.

Maria

É a Mãe do Menino Jesus, a escolhida para ser a mãe do Salvador. É aquela que disse ‘sim’ à vontade de Deus, e por ela a humanidade recebeu Jesus.

Menino Jesus

É o Filho de Deus que Se fez homem, para dar sua vida pela humanidade. “Sendo ele de condição divina, não Se prevaleceu de Sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-Se aos homens” (Filipenses 2, 6-7).

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Paróquia da Catedral completa 75 anos

No próximo sábado, 22 de dezembro, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida completa 75 anos de criação. A paróquia foi criada no dia 22 de dezembro de 1943, com decreto de Dom Lafayette Libanio, sendo desmembrada da paróquia de Cosmorama e instalada 3 dias depois, em 25 de dezembro.

 Ao criar a paróquia, Dom Lafayette a confiou sobre a proteção de São Pascoal Bailão. Após pedidos da comunidade paroquial, em 1947 o bispo confirmou Nossa Senhora Aparecida como padroeira da paróquia, em substituição a São Pascoal Bailão, pois antes da criação da paróquia havia a Capela de Nossa Senhora Aparecida. O primeiro pároco foi o franciscano Frei Francisco Xavier e desde 2011, a paróquia é administrada pelo padre Gilmar Margotto, o primeiro votuporanguense a ser pároco da comunidade. 

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida foi a primeira a ser criada em Votuporanga e dela se originaram as demais. Além dos Frades Menores, a paróquia foi pastoreada por 30 anos pelos Freis Capuchinhos, cuja lembrança deixaram até hoje, principalmente o amado Frei Arnaldo e posteriormente pelos padres diocesanos. Entre as curiosidades, a paróquia teve como párocos 3 padres estrangeiros: o holandês Arthur Horsthuis, que anos depois se tornou o primeiro bispo de Jales, o alemão João Schultewalter e o italiano Nino Carta. 

Um grande marco nestes 75 anos foi a construção da Sé Catedral, cartão postal de nossa cidade, cuja construção foi iniciada em 1953 e inaugurada em 1958, desenhada em estilo neogótico e a única da região com duas torres. 

Ao longo desses anos, foram realizadas inúmeras atividades, com destaque para as Missas Solenes, encontros, retiros, quermesses, leilões. Muitas crianças e adultos receberam os sacramentos do Batismo, Eucaristia, Penitência, Crisma, Matrimônio e Unção dos Enfermos. Além disso, muitos padres foram ordenados na paróquia, entre eles o padre Gilmar, além da ordenação de diáconos permanentes, diáconos transitórios e profissões religiosas. Também passaram pela paróquia inúmeras pessoas que não mediram esforços e doaram suas vidas pela comunidade. 

Na área social, a Paróquia se destacou na criação do Lar São Vicente de Paulo, Centro Social, Damas da Caridade, Casa da Criança, Feira da Providência, Secretariado do Menor e hoje mantendo a Comunidade Assistencial Irmãos de Emaús (Casa Abrigo) que acolhe muitos moradores em situação de rua, além do combate à desnutrição e mortalidade infantil desenvolvida pela Pastoral da Criança e o trabalho dos Vicentinos que auxiliam as famílias carentes. 

Com a criação da Diocese de Votuporanga em 2016, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida tornou-se a Paróquia da Catedral, sendo referência para as outras 27 paróquias das 25 cidades da diocese. 

Veja abaixo a lista dos párocos:

Frei Francisco Xavier (1943 – 1945) 

Frei Elias Hüppe (1945) 

Frei Meinrado Vogel (1945 – 1946) 

Padre Arthur Horsthuis (1946) 

Padre João Schulterwalter (1947 – 1953) 

Frei Gregório de Protásio Alves (1953 – 1956) 

Frei Ambrósio de Bebedouro (1956 – 1959) 

Frei Eusébio de Penápolis (1959 -1960) 

Frei Benjamin Maria de Piracicaba (1960 – 1964) 

Frei Anselmo de Taubaté (1964 – 1966) 

Frei Sérgio Maria de Capivari (1966 – 1969) 

Frei Cirilo Bergamasco ( 1969-1972; 1981) 

Frei Ismael Martignago (1972- 1975) 

Frei Tarcísio Paulino Leite (1975 – 1978) 

Frei Agostinho Thomazzela (1981 – 1983) 

Padre Nino Carta (1983 – 1991) 

Padre Edemur José Alves (1991 – 2011) 

Padre Gilmar Margotto (2011)

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Jovens do Geração Luz entregaram brinquedos às crianças carentes

No último sábado, 15, o Grupo de Jovens "Geração Luz" realizou a entrega dos brinquedos para as crianças carentes que são acolhidas pela Pastoral da Criança de nossa paróquia. Neste ano, os jovens arrecadaram dinheiro e com o valor arrecadado compraram brinquedos iguais para as 90 crianças, de acordo com a faixa etária, de 0 a 8 anos.

A entrega dos brinquedos foi realizada no Barracão da Pastoral da Criança na Estação e foi precedida por um momento de oração com as crianças e familiares.

O Geração Luz completou recentemente 3 anos de atividades pastorais e conta atualmente com 20 integrantes. Os jovens se reúnem todas as sextas-feiras, das 19:30 h às 20:30 h, no Salão Paroquial da Catedral, onde através de reuniões dinâmicas, refletem sobre assuntos da atualidade, sempre orientados pela Luz da Palavra e também refletem sobre religiosidade. Além das reuniões, fazem trabalhos voltados à sociedade, promovem acampamento, manhã de reflexão da juventude, arrecadação de brinquedos no final do ano, gesto concreto da campanha da fraternidade, confraternizações entre os jovens e com as famílias e integração com a Pastoral da Catequese.

Neste ano, o grupo teve como coordenadoras as jovens Isadora Sampaio e Dara Marques e em 2019 será coordenado pelos jovens Thomás Nicoletti, Théo Rodrigues e Manuela Marques.

Parabéns ao Grupo de Jovens "Geração Luz" por este excelente trabalho realizado e um agradecimento especial à todos que colaboraram com a doação para a compra de brinquedos.

 

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"A pena de morte é sempre inadmissível", afirma Papa

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira, 17, no Vaticano, uma delegação da Comissão Internacional contra a Pena de Morte. Francisco agradeceu aos membros do organismo pelo trabalho que realizam em prol da abolição universal da morte como castigo. O Papa recordou o seu discurso proferido no Congresso dos Estados Unidos, em setembro de 2015, no qual reiterou o compromisso da Igreja com a causa da abolição da pena de morte.

“A certeza de que a vida de cada pessoa é sagrada e que a dignidade humana deve ser protegida sem exceções, levou-me desde o início de meu ministério a trabalhar em diferentes níveis pela abolição universal da pena de morte”, frisou o Pontífice. O Santo Padre recordou que compartilhou algumas ideias sobre o tema na carta à Associação Internacional de Direito Penal e à Associação Latino-Americana de Direito Penal e Criminologia, em 30 de maio de 2014.

“Nos séculos passados, quando não tínhamos os instrumentos de que dispomos hoje para a tutela da sociedade e ainda não se tinha alcançado o nível atual de desenvolvimento dos direitos humanos, o recurso à pena de morte se apresentava em algumas ocasiões como uma consequência lógica e justa. Inclusive o Estado Pontifício recorreu a essa forma desumana de castigo, ignorando a primazia da misericórdia sobre a justiça”, afirmou.

Francisco lembrou a nova redação do Catecismo da Igreja Católica: “Ele [Catecismo da Igreja Católica] assume a nossa responsabilidade sobre o passado e reconhece que a aceitação dessa forma de punição foi consequência de uma mentalidade da época, mais legalista que cristã, que sacralizou o valor das leis carentes de humanidade e misericórdia. A Igreja não podia permanecer numa posição neutra diante das exigências atuais de reafirmação da dignidade da pessoa. A reforma do texto do Catecismo no ponto relativo à pena de morte não conota nenhuma contradição com o ensinamento do passado, porque a Igreja sempre defendeu a dignidade da vida humana”, sublinhou.

O Pontífice continuou: “Contudo, o desenvolvimento harmonioso da doutrina impõe a necessidade de refletir no Catecismo que, apesar da gravidade do delito cometido, a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é sempre inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa. Da mesma forma, o Magistério da Igreja entende que as penas perpétuas, que retiram a possibilidade de uma redenção moral e existencial, em favor dos condenados e da comunidade, são uma forma de pena de morte disfarçada. Deus é Pai que sempre espera o retorno do filho que, sabendo que errou, pede perdão e inicia uma nova vida. Ninguém pode ser privado de sua vida ou da esperança de sua redenção e reconciliação com a comunidade”, disse ainda.

Francisco sublinhou que como aconteceu no coração da Igreja, é necessário que um compromisso semelhante seja assumido pelas nações. “O direito soberano de todos os países de definir seu sistema jurídico não pode ser exercido em contradição com suas obrigações perante o direito internacional, nem pode representar um obstáculo ao reconhecimento universal da dignidade humana. As resoluções da Organização das Nações Unidas sobre a moratória do uso da pena de morte, que visam suspender a aplicação da pena de morte nos países membros, são um caminho que deve ser percorrido”, disse ele.

O Papa convidou todos os Estados que não aboliram a pena de morte a não aplicá-la. Aos Estados que continuam aplicando a pena de morte, pediu-lhes para que adotem uma moratória tendo em vista a abolição dessa forma cruel de punição. “Entendo que para alcançar a abolição, que é o objetivo dessa causa, em certos contextos pode ser necessário passar por processos políticos complexos. A suspensão de execuções e a redução de delitos puníveis com a pena de morte, bem como a proibição dessa forma de castigo para menores, mulheres grávidas ou pessoas com deficiências mentais ou intelectuais, são objetivos mínimos aos quais os líderes de todo o mundo devem se comprometer”, frisou.

Como fez em ocasiões anteriores, o Papa chamou a atenção para as execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, que são um fenômeno recorrente em países com ou sem pena de morte. “São homicídios deliberados cometidos por agentes do Estado, que muitas vezes passam como resultado de confrontos com supostos criminosos ou são apresentados como consequências não intencionais do uso razoável, necessário e proporcional da força para proteger os cidadãos”.

Legítima defesa e a busca por uma  justiça verdadeiramente humana

“O amor-próprio é um princípio fundamental da moralidade. Portanto, é legítimo fazer valer o direito à própria vida, mesmo quando for necessário infligir um golpe mortal no agressor. A legítima defesa não é um direito, mas um dever para aquele que é responsável pela vida de outro. A defesa do bem comum exige colocar o agressor na situação de não causar dano. Por essa razão, aqueles que têm autoridade legítima devem rejeitar toda agressão, mesmo com o uso de armas, sempre que isso seja necessário para a preservação da própria vida ou das pessoas sob seus cuidados. Como consequência, todo uso de força letal que não seja estritamente necessário a esse propósito só pode ser considerado como uma execução ilegal, um crime de estado”, pontuou o Santo Padre.

“Qualquer ação defensiva, para ser legítima, deve ser necessária e medida. Como São Tomás de Aquino ensinava, tal ato, em relação à preservação da própria vida, não tem nada ilícito, já que é natural que todos os seres preservem sua existência tanto quanto possível. Entretanto, um ato que vem da boa intenção pode se tornar ilícito se não for proporcional ao fim. Portanto, se alguém, para defender a própria vida, usa mais violência do que a necessária, esse ato será ilícito. Mas, se rejeitar moderadamente a agressão, a defesa será lícita, já que, segundo o direito, é lícito repelir a força com força, moderando a defesa de acordo com as necessidades da segurança ameaçada”, concluiu o Pontífice.

Por fim, Francisco agradeceu aos membros da comissão pelo trabalho que realizam em prol de uma justiça verdadeiramente humana, e garantiu que continuará trabalhando com eles pela abolição da pena de morte. O Papa manifestou o desejo de que a Santa Sé colabore com a Comissão Internacional contra a Pena de Morte na construção dos consensos necessários para a erradicação da pena de morte e toda forma de castigo cruel.

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"A pena de morte é sempre inadmissível", afirma Papa

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira, 17, no Vaticano, uma delegação da Comissão Internacional contra a Pena de Morte. Francisco agradeceu aos membros do organismo pelo trabalho que realizam em prol da abolição universal da morte como castigo. O Papa recordou o seu discurso proferido no Congresso dos Estados Unidos, em setembro de 2015, no qual reiterou o compromisso da Igreja com a causa da abolição da pena de morte.

“A certeza de que a vida de cada pessoa é sagrada e que a dignidade humana deve ser protegida sem exceções, levou-me desde o início de meu ministério a trabalhar em diferentes níveis pela abolição universal da pena de morte”, frisou o Pontífice. O Santo Padre recordou que compartilhou algumas ideias sobre o tema na carta à Associação Internacional de Direito Penal e à Associação Latino-Americana de Direito Penal e Criminologia, em 30 de maio de 2014.

“Nos séculos passados, quando não tínhamos os instrumentos de que dispomos hoje para a tutela da sociedade e ainda não se tinha alcançado o nível atual de desenvolvimento dos direitos humanos, o recurso à pena de morte se apresentava em algumas ocasiões como uma consequência lógica e justa. Inclusive o Estado Pontifício recorreu a essa forma desumana de castigo, ignorando a primazia da misericórdia sobre a justiça”, afirmou.

Francisco lembrou a nova redação do Catecismo da Igreja Católica: “Ele [Catecismo da Igreja Católica] assume a nossa responsabilidade sobre o passado e reconhece que a aceitação dessa forma de punição foi consequência de uma mentalidade da época, mais legalista que cristã, que sacralizou o valor das leis carentes de humanidade e misericórdia. A Igreja não podia permanecer numa posição neutra diante das exigências atuais de reafirmação da dignidade da pessoa. A reforma do texto do Catecismo no ponto relativo à pena de morte não conota nenhuma contradição com o ensinamento do passado, porque a Igreja sempre defendeu a dignidade da vida humana”, sublinhou.

O Pontífice continuou: “Contudo, o desenvolvimento harmonioso da doutrina impõe a necessidade de refletir no Catecismo que, apesar da gravidade do delito cometido, a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é sempre inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa. Da mesma forma, o Magistério da Igreja entende que as penas perpétuas, que retiram a possibilidade de uma redenção moral e existencial, em favor dos condenados e da comunidade, são uma forma de pena de morte disfarçada. Deus é Pai que sempre espera o retorno do filho que, sabendo que errou, pede perdão e inicia uma nova vida. Ninguém pode ser privado de sua vida ou da esperança de sua redenção e reconciliação com a comunidade”, disse ainda.

Francisco sublinhou que como aconteceu no coração da Igreja, é necessário que um compromisso semelhante seja assumido pelas nações. “O direito soberano de todos os países de definir seu sistema jurídico não pode ser exercido em contradição com suas obrigações perante o direito internacional, nem pode representar um obstáculo ao reconhecimento universal da dignidade humana. As resoluções da Organização das Nações Unidas sobre a moratória do uso da pena de morte, que visam suspender a aplicação da pena de morte nos países membros, são um caminho que deve ser percorrido”, disse ele.

O Papa convidou todos os Estados que não aboliram a pena de morte a não aplicá-la. Aos Estados que continuam aplicando a pena de morte, pediu-lhes para que adotem uma moratória tendo em vista a abolição dessa forma cruel de punição. “Entendo que para alcançar a abolição, que é o objetivo dessa causa, em certos contextos pode ser necessário passar por processos políticos complexos. A suspensão de execuções e a redução de delitos puníveis com a pena de morte, bem como a proibição dessa forma de castigo para menores, mulheres grávidas ou pessoas com deficiências mentais ou intelectuais, são objetivos mínimos aos quais os líderes de todo o mundo devem se comprometer”, frisou.

Como fez em ocasiões anteriores, o Papa chamou a atenção para as execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, que são um fenômeno recorrente em países com ou sem pena de morte. “São homicídios deliberados cometidos por agentes do Estado, que muitas vezes passam como resultado de confrontos com supostos criminosos ou são apresentados como consequências não intencionais do uso razoável, necessário e proporcional da força para proteger os cidadãos”.

Legítima defesa e a busca por uma  justiça verdadeiramente humana

“O amor-próprio é um princípio fundamental da moralidade. Portanto, é legítimo fazer valer o direito à própria vida, mesmo quando for necessário infligir um golpe mortal no agressor. A legítima defesa não é um direito, mas um dever para aquele que é responsável pela vida de outro. A defesa do bem comum exige colocar o agressor na situação de não causar dano. Por essa razão, aqueles que têm autoridade legítima devem rejeitar toda agressão, mesmo com o uso de armas, sempre que isso seja necessário para a preservação da própria vida ou das pessoas sob seus cuidados. Como consequência, todo uso de força letal que não seja estritamente necessário a esse propósito só pode ser considerado como uma execução ilegal, um crime de estado”, pontuou o Santo Padre.

“Qualquer ação defensiva, para ser legítima, deve ser necessária e medida. Como São Tomás de Aquino ensinava, tal ato, em relação à preservação da própria vida, não tem nada ilícito, já que é natural que todos os seres preservem sua existência tanto quanto possível. Entretanto, um ato que vem da boa intenção pode se tornar ilícito se não for proporcional ao fim. Portanto, se alguém, para defender a própria vida, usa mais violência do que a necessária, esse ato será ilícito. Mas, se rejeitar moderadamente a agressão, a defesa será lícita, já que, segundo o direito, é lícito repelir a força com força, moderando a defesa de acordo com as necessidades da segurança ameaçada”, concluiu o Pontífice.

Por fim, Francisco agradeceu aos membros da comissão pelo trabalho que realizam em prol de uma justiça verdadeiramente humana, e garantiu que continuará trabalhando com eles pela abolição da pena de morte. O Papa manifestou o desejo de que a Santa Sé colabore com a Comissão Internacional contra a Pena de Morte na construção dos consensos necessários para a erradicação da pena de morte e toda forma de castigo cruel.

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9 recomendações da Igreja para viver o Natal

Natal é a solenidade que recorda o nascimento de Jesus Cristo, Deus feito homem para salvar a humanidade, e para vivê-lo corretamente e aprofundar seu significado, a Igreja fez uma série de recomendações.

Estas recomendações estão no Capítulo IV do Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia, elaborado pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos da Santa Sé e publicado em 2002.

As recomendações são as seguintes:

1. Aprofundar no dom dado por Deus

A Santa Sé exortou a aprofundar que o Natal é um “dom que é uma expressão do amor infinito de Deus que ‘tanto amou o mundo que nos deu o seu Filho único’”.

Por isso, nesta solenidade , deve-se valorizar a “solidariedade com o homem pecador, pelo qual, em Jesus, Deus se fez homem” e que “o Filho de Deus ‘sendo rico se fez pobre’ para nos enriquecer ‘por meio da sua pobreza’”.

2. Refletir sobre o valor da vida

A Santa Sé recordou que no Natal se destaca “o valor sagrado da vida” e “o maravilhoso evento que acontece no parto de cada mulher, porque Maria deu à luz” ao Salvador do mundo.

3. Celebrar com simplicidade

No Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia, o Vaticano recomendou viver esta celebração em um “clima de simplicidade, de pobreza, de humildade e de confiança em Deus, que envolve os acontecimentos do nascimento do Menino Jesus”.

Indicou que é importante aprofundar o sentido religioso do Natal para que “não se torne um terreno fértil para o consumismo nem para a infiltração do neopaganismo”.

4. Cantar canções de Natal

No texto, a Santa Sé sublinhou que os cantos de Natal são “instrumentos muito poderosos para transmitir a mensagem da alegria e da paz do Natal” e, por isso, recomendam cantá-los na véspera do Natal.

5. Ler em família a passagem do nascimento de Jesus

O documento do Vaticano indicou que a véspera do Natal é “uma ocasião de oração para toda a família” e recomendou ler “a passagem do nascimento de Jesus segundo São Lucas”.

Além disso, incentivou a cantar “as canções típicas do Natal e a rezar as orações e os louvores, especialmente das crianças, protagonistas deste encontro familiar”.

6. Rezar diante da árvore de Natal

A Santa Sé convidou as famílias a rezar em torno da árvore de Natal, porque “independentemente da sua origem histórica, atualmente é um símbolo fortemente evocativo, bastante comum nos ambientes cristãos; evoca tanto a árvore da vida, plantada no jardim do Éden, como a árvore da cruz, e assim adquire um significado cristológico”.

“Cristo é a verdadeira árvore da vida, nascida da nossa linhagem, da terra virgem Santa Maria, árvore sempre verde, fecunda de frutos”, precisou.

7. Dar presentes aos pobres

No documento, a Igreja Católica indicou que, “entre os presentes colocados na árvore de Natal, não deveriam faltar os presentes para os pobres: eles fazem parte de toda a família cristã”.

8. Compartilhar a ceia de Natal

Outro gesto sugerido pelo Vaticano é fazer uma ceia de Natal porque nela “se manifestam com toda a sua força a firmeza e a alegria dos laços familiares”.

“A família cristã que todos os dias, segundo a tradição, abençoa a mesa e agradece ao Senhor pelo dom dos alimentos, realizará este gesto com maior intensidade e atenção na ceia do Natal”, assegurou.

9. Participar da Missa

A Santa Sé convidou os fiéis a participar da Missa na véspera de Natal porque “tem um grande sentido litúrgico e um apreço popular”.

Destacou que, no início da Eucaristia, entoa-se “a canção do anúncio do nascimento do Senhor, com a fórmula do Martirológio Romano”, no momento da “apresentação dos dons para o ofertório sempre haverá uma lembrança concreta dos pobres” e  a “oração dos fiéis deverá assumir um caráter verdadeiramente universal, inclusive, onde for apropriado, com o uso de várias línguas como um sinal”.

“No final da celebração, poderá haver a adoração dos fiéis ao Menino Jesus e o momento de colocá-lo no presépio da igreja ou em algum lugar próximo”, manifestou o Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia.

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Papa Francisco completou 82 anos de vida

No dia 17 de dezembro, o Papa Francisco completou 82 anos de vida. Milhões de fiéis se alegraram em todo mundo pelo aniversário do Pontífice nascido na Argentina e que sempre pede que se lembrem dele nas orações.

Jorge Mario Bergoglio nasceu no seio de uma família católica no dia 17 de dezembro de 1936, no bairro de Flores, Buenos Aires, sendo o mais velho de cinco filhos do casal formado por Mario José Bergoglio e Regina Maria Sívori, ambos imigrantes italianos.

Foi batizado no dia de Natal de 1936 na Basílica Maria Auxiliadora e São Carlos, do bairro de Almagro, em Buenos Aires.

Em sua infância, foi aluno do Colégio Salesiano dos Santos Anjos e estudou na Escola Nacional de Educação Técnica Nº 27 Hipólito Yrigoyen, onde se graduou como técnico em química. Em seguida, trabalhou no laboratório Hickethier-Bachmann.

Durante sua juventude, teve uma doença pulmonar e foi submetido a uma cirurgia na qual foi extirpada uma parte de um pulmão, o que não o impediu de desenvolver suas atividades com normalidade.

Em 11 de março de 1958, ingressou no noviciado da Companhia de Jesus no Seminário de Villa Devoto. Como noviço da Companhia de Jesus, terminou seus estudos no Seminário Jesuíta de Santiago, no Chile.

Entre 1967 e 1970, cursou estudos de teologia na Faculdade de Teologia do Colégio Máximo de San José. Foi ordenado sacerdote no dia 13 de dezembro de 1969, poucos dias antes de completar 33 anos.

Continuou seus estudos de 1970 a 1971 na Universidade de Alcalá de Henares (Espanha) e, em 22 de abril de 1973, fez sua profissão como jesuíta. De volta à Argentina, foi mestre de noviços na Vila Barilari; professor na Faculdade de Teologia de San Miguel; consultor provincial da Companhia de Jesus, cargo que ocupou até 1979; e reitor do Colégio Máximo da Faculdade.

Foi nomeado Bispo Auxiliar de Buenos Aires pelo Papa João Paulo II em 20 de maio de 1992. Quando a saúde do então Arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Antonio Quarracino, começou a se debilitar, Dom Bergoglio foi designado Arcebispo Coadjutor em 3 de junho de 1997. Ao falecer o Cardeal Quarracino, ele o sucedeu no cargo de Arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998.

Durante o consistório de 21 de fevereiro de 2001, o Papa João Paulo II o criou Cardeal. Como Cardeal, fez parte da Comissão para a América Latina; da Congregação para o Clero; do Pontifício Conselho para a Família; da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; do Conselho Ordinário da Secretaria Geral para o Sínodo dos Bispos; e da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Foi presidente da Conferência Episcopal Argentina em dois períodos consecutivos, de novembro de 2005 até novembro de 2011. Integrou também o Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM).

O Cardeal Bergoglio sempre teve um estilo de vida singelo e austero. Vivia em um apartamento pequeno em vez da residência episcopal, renunciou à sua limusine e a seu motorista, deslocava-se em transporte público e preparava sua própria comida.

Gosta de ópera, tango e é amante do futebol. Ele segue sendo sócio ativo do Clube Atlético San Lorenzo de Almagro, seu time do coração.

Em 13 de março de 2013, foi eleito Pontífice, sucedendo o agora Papa Emérito Bento XVI.

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Ângelus: Papa fala sobre a alegria envolvida pelo Evangelho

No terceiro domingo do Advento, durante a oração mariana do Ângelus, o Papa Francisco falou sobe a alegria do Evangelho, que chega aos fiéis algumas semanas antes do Natal.

A alegria a qual o Santo Padre se refere vem do livro do profeta Sofonias, que se dirige a uma pequena porção do povo de Israel da seguinte maneira: “Alegra-te, filha de Sião, grita de alegria, Israel, exulta e aclama com todo coração, filha de Jerusalém. Todos os convites que fazemos neste domingo, os habitantes da cidade santa são chamados a alegra-se porque o Senhor revogou a sua condenação, Deus perdoou e não quis punir, por isso não há mais motivo de tristeza e desconforto ao povo”, explicou o Sucessor de Pedro.

É neste ponto, segundo o Pontífice, que se encontra o terceiro domingo do Advento, antes do Natal. “Este apelo do profeta é apropriado no tempo em que nos preparamos para o Natal, porque se aplica a Jesus”, detalha Francisco. “A sua presença é a fonte da alegria. De fato, Sofonias proclama o Senhor estar no meio de ti. Esta mensagem encontra seu pleno significado no momento da anunciação a Maria, narrada pelo evangelista Lucas. As palavras dirigidas pelo anjo Gabriel à Virgem são como um eco das palavras do profeta: ‘Alegrai-vos, cheia de graça, o Senhor é convosco”, reiterou.

Este anúncio é dirigido hoje à Igreja, segundo o Papa. Assim, o verbo se torna carne. “Vida concreta”, afirma Francisco. “Alegra-te, pequena comunidade cristã. Pobre e humilde, mas bonita aos meus olhos porque desejas ardentemente ao meu reino, tens fome e sede de Justiça”, exultou.

A pergunta que devemos nos fazer neste tempo de Natal é esta, de acordo com Francisco: “’E nós, o que devemos fazer?’ Esta é a primeira pergunta que devemos fazer neste tempo de conversão. Devemos fazer esta pequena pergunta a cada um de nós”, afirmou.

Pacto para migração

O Santo Padre lembrou os fiéis o Pacto Global sobre Migração, conferência que foi realizada em Marraquexe, no Marrocos. “Este pretende ser um quadro de referência para toda a comunidade internacional. Faço votos para que possam atuar como responsabilidade, solidariedade e compaixão por aqueles que, por vários motivos, deixaram seu país”, disse.

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Grupo de Jovens Geração Luz completou 3 anos de atividades

O Grupo de Jovens Geração Luz da Catedral celebrou neste domingo,16, com a Santa Missa às 10h os seus 3 anos de trabalhos pastorais. No sábado, 15, os jovens realizaram a entrega dos brinquedos às crianças carentes atendidas pela Pastoral da Criança. O grupo foi criado no dia 05/12/2015, com alguns jovens que haviam recebido o sacramento da Eucaristia e que buscavam se aproximar ainda mais de Jesus. Os anos se passaram e mais jovens aceitaram o chamado, contando atualmente com 20 integrantes.

O grupo conta com jovens de 12 a 16 anos e desenvolvem um trabalho com ações sociais, espiritualidade, reflexão sobre assuntos da atualidade, sempre voltados à conscientização cristã e é coordenado pelas jovens Dara e Izadora.

Os jovens se reúnem todas as sextas-feiras, das 19:30 h às 20:30 h, no Salão Paroquial da Catedral, onde através de reuniões dinâmicas, refletem sobre assuntos da atualidade, sempre orientados pela Luz da Palavra e também refletem sobre religiosidade. Além das reuniões, fazem trabalhos voltados à sociedade, promovem acampamento, manhã de reflexão da juventude, arrecadação de brinquedos no final do ano, gesto concreto da campanha da fraternidade, confraternizações entre os jovens e com as famílias e integração com a Pastoral da Catequese.

Os jovens do Geração Luz caminham em busca da santidade, são perseverantes e procuram sempre servir ao próximo e possuem como lema uma frase de São João Paulo II: "Precisamos de santos de calças jeans e tênis...".

Parabéns aos jovens do Grupo Geração Luz pelos trabalhos realizados nestes 3 anos e que todos continuem perseverantes nesta caminhada de vida com Jesus.

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Seminarista Ancelmo concluiu estágio pastoral na Catedral

O seminarista Ancelmo José Lio concluiu no fim de novembro passado seu estágio pastoral na Catedral Nossa Senhora Aparecida iniciado em fevereiro deste ano e realizado aos fins de semana. Também neste ano ele cursou o 2º ano de Filosofia no Seminário Maior de São José do Rio Preto.

Neste período de estagio, ele auxiliou nos trabalhos das pastorais e movimentos de nossa comunidade. Como destaque, estão as palestras nos Encontros de Formação para o Batismo e Matrimônio, Encontros de Pais e Mães. Ele também participou de Missas, missões setoriais e acompanhou o Padre Gilmar Margotto em visitas à doentes, bênçãos de residências, exéquias e eventos. Ele auxiliou também nos  trabalhos das Pastorais de Comunicação, Liturgia, Coroinhas e Acólitos, Catequese e do Grupo de Jovens Geração Luz. Por meio das propostas de cada grupo, foram promovidas manhãs de reflexão, gincanas e temas de aprofundamento. Um fator marcante foi o envolvimento do Seminarista no retorno da Pastoral da Juventude, voltada para jovens a partir de 17 anos.

“Agradeço a Deus por permitir que no ano de 2018 eu pudesse vivenciar a experiência do estágio pastoral na Catedral Nossa Senhora Aparecida. Oportunidade esta, que pude estar na casa da mãe e, além disso, no centro de nossa Diocese. Durante o ano, pude aprender muito com o Padre Gilmar, por meio dos diálogos, do acompanhamento e da prática do dia a dia. Também no contato com a comunidade encontrei a oportunidade de crescer, amadurecer e fortalecer a minha vocação” afirmou o seminarista Ancelmo.

“Concluo, então, esse período e me despeço de uma comunidade acolhedora e trabalhadora. Durante esses meses tive contato com verdadeiros exemplos de cristãos, que não poupam esforços para se doarem à serviço da Igreja, pessoas de corações humildes e fraternos. Peço a Deus pela vida de cada um e rogo a nossa mãe, a Senhora Aparecida para que continue cuidando e intercedendo pelas necessidades e anseios desse povo. Também é um motivo de alegria a acolhida do Padre Gilmar, que a todo momento forneceu o suporte necessário e a liberdade para que eu pudesse desempenhar meu estágio” concluiu o seminarista Ancelmo.

Desde 2014 que a Paróquia Nossa Senhora Aparecida não acolhia um seminarista para estágio pastoral quando o seminarista Murilo de Cosmorama, ordenado Padre neste mês de dezembro estagiou na paróquia. No ano anterior, o então seminarista Roberto Bocalete, hoje chanceler da Cúria e pároco em Américo de Campos fez estágio pastoral na paróquia.

Agradecemos ao Seminarista Ancelmo pela convivência e ensinamentos compartilhados neste ano de 2018 e rogamos as copiosas bênçãos do céu sobre a sua vida e vocação.

Biografia

Ancelmo nasceu no dia 19 de março de 1991 em Nhandeara, filho de Agnaldo Gomes Lio e Marli Aparecida de Carvalho Lio e tem como irmãos Alexandre Alex lio e Adriana Silva Lio. Em Votuporanga, estudou nas escolas estaduais Sebastião Almeida Oliveira e Dr. José Manoel Lobo.

Desde pequeno, participava da Catequese na Paróquia São Cristóvão de Votuporanga e posteriormente da Infância Missionária, que promovia atividades solidárias na antiga favela dos bairros São Cosme e Damião e no Lar São Vicente de Paulo. Aos 16 anos, devido a mudança de bairro, começou a participar na Paróquia São Benedito e Nossa Senhora de Fátima onde fez parte da equipe de teatro, foi catequista e atuante no grupo de jovens, além de ser responsável pela turma de teatro da Escola de Artes da RCC – Renovação Carismática Católica.

Devido ao apreço pela escrita e  a comunicação, Ancelmo cursou Jornalismo na UNIFEV e MBA Executivo em Comunicação e Marketing foi na Unirp – Centro Universitário de Rio Preto. Além disso, trabalhou nas empresas American Comfort, Prefeitura de Votuporanga, Jornal Diário de Votuporanga, TV Unifev e Santa Casa de Votuporanga.

Após um período de discernimento vocacional, Ancelmo acolheu o chamado de Deus para o ministério sacerdotal e entrou para o Seminário em 2016. Para ele, “o chamado à vocação sacerdotal é um grande mistério de Deus e pode ocorrer de diversas maneiras e fases da vida, não tendo um padrão e muito menos uma regra a se seguir. Além disso, a força que brota junto a esse convite do Senhor é capaz de gerar uma mudança e desprendimento daquilo que até então eram os objetivos e planos do vocacionado. No entanto, mesmo durante o caminho de preparação é primordial reviver esse chamado, pois ele não pode passar junto ao momento que aconteceu, é preciso se manter vivo no nosso interior, como um alarme para nos recordar porque estamos ali e mantendo os motivos suficientes para a perseverança num sim que não pode parar de ser dado.

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Horário das Celebrações de Fim de Ano já estão definidos

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida já definiu o horário das celebrações de fim de ano na Catedral. No dia 24 de dezembro será celebrada a Vigília do Natal do Senhor às 20h. No dia de Natal, será celebrada a Santa Missa às 10h e às 19h30. No dia 31 de dezembro, será celebrada a Santa Missa em Agradecimento pelo ano de 2018 às 20h e no dia 01 de janeiro, Dia Mundial da Paz e Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, será celebrada a 1ª Missa de 2019 às 19h30. 

Resumo das Celebrações 

24/12 - 20h - Vigília do Natal do Senhor 
25/12 - 10h - Missa do Natal do Senhor 
25/12 - 19h30 - Missa do Natal do Senhor 

31/12 - 20h - Missa em Agradecimento pelo Ano de 2018 
01/01 - 19h30 - Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus 

Participemos com grande alegria destas celebrações do Tempo do Natal do Senhor!

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Catedral terá Concerto de Natal nesta sexta-feira

Um belíssimo espetáculo musical está sendo preparado e deverá atrair centenas de pessoas no interior da Catedral Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga nesta sexta-feira (14/12), a partir das 20h30, após a celebração da missa. O espetáculo é gratuito, ecumênico, e aberto a toda população, não se restringindo à comunidade católica. 

Os ensaios e preparativos têm se intensificado na agenda. A Orquestra Sinfônica, regida pelo Maestro Mazinho Sartori, é composta por 40 musicistas entre instrumentos de cordas, sopros e percussão, e o Coral Canto Livre, sob coordenação do Maestro Marcio Zarsi, é formado por 50 vozes. "Na apresentação do Concerto de Natal, Orquestra e Coral entoarão o repertório natalino no interior da Catedral, um ambiente especial cuja acústica apropriada favorece apresentações dessa natureza”, reforça Sartori.

A realização é da Prefeitura Municipal de Votuporanga, por meio da Secretaria da Cultura e Turismo.

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Diocese ganha mais um padre com a ordenação sacerdotal do Diácono Murilo

Na noite da última sexta-feira, 07, a Diocese de Votuporanga acolheu mais um sacerdote com a ordenação presbiteral do até então Diácono Murilo de Souza da Silveira. A celebração presidida pelo bispo diocesano, Dom Moacir Aparecido de Freitas, foi realizada na EMEF Ana Maria Segura, localizada na rua Sebastião José da Costa, 745, em Cosmorama e contou com a participação de padres, diáconos, religiosos(as), seminaristas e fiéis da diocese.

Neste final de semana, o neo-sacerdote Murilo preside suas primeiras missas após a ordenação presbiteral. No sábado, às 19h30, e preside a Santa Missa na Paróquia Santo Antonio de Cosmorama. Já no domingo, ele preside a Santa Missa em três paróquias de Votuporanga: às 7h30 na Paróquia São Benedito e Nossa Senhora de Fátima, às 10h na Sé Catedral Nossa Senhora Aparecida e às 19h na Paróquia Santa Joana.

Natural de Mirassol, Murilo realizou estágio pastoral em Votuporanga por 5 anos. Em 2014, ele atuou na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e em 2015, 2016 e 2017 na Paróquia São Benedito e Nossa Senhora de Fátima e em 2018 na Paróquia Santa Joana..

Como lema sacerdotal, Murilo escolheu um trecho do Evangelho de Marcos: "Seja feita a Tua vontade!"

Padre Murilo nasceu no dia 22 de junho de 1991 na cidade de Mirassol,filho de Adão Rodrigues da Silveira e Elisete Lourdes Gomes de Souza da Silveira, mas viveu sua infância e juventude em Cosmorama. Ele foi batizado em 15 de setembro de 1991 e crismado em 13 de novembro de 2011, ambos os sacramentos recebidos em Cosmorama. Ele estudou o Ensino Fundamental na Escola Municipal Ana Maria Segura de Cosmorama e o Ensino Médio na Escola Estadual Álvaro Duarte de Almeida, na mesma cidade. Sentindo o chamado de Deus, Murilo entrou para o Seminário Propedêutico em 2010 e para o Seminário Maior em 2011. Ele cursou Filosofia entre os anos de 2011 e 2013 e Teologia de 2014 a 2017 no Centro de Estudos Superiores Sagrado Coração de Jesus em Rio Preto.

O neo-sacerdote fez estágio pastoral nas seguintes paróquias: Santo Antônio de Cosmorama em 2011, Nossa Senhora do Rosário em São José do Rio Preto em 2013, Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga em 2014, Nossa Senhora de Fátima e São Benedito de Votuporanga em 2015, 2016 e 2017 e Santa Joana Princesa em 2018. No ano de 2012, ele atuou junto a Pastoral Carcerária Diocesana. No dia 17 de dezembro de 2017, ele recebeu os Ministérios do Acolitato e Leitorato em celebração presidida por Dom Moacir na Paróquia Santo Antonio de Pádua de Cosmorama. No dia 27 de julho, Murilo foi ordenado Diácono por Dom Moacir em celebração realizada na Sé Catedral.

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