Notícias e Artigos Litúrgicos
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Catedral celebrará Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 29 de maio a 05 de junho

Em comunhão com todas as Igrejas Cristãs, a Catedral Nossa Senhora Aparecida celebrará de 29 de maio a 05 de junho a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, cujo tema neste ano é  “Vimos o seu astro no Oriente e viemos prestar-lhe homenagem” (Mt 2,2). As celebrações serão realizadas diariamente às 19h na Catedral.

O Papa Francisco, em janeiro desse ano, motivou a participação ecumênica nesta semana de oração: “Também nós, cristãos, na diversidade das nossas confissões e tradições, somos peregrinos em caminho, rumo à plena unidade. Aproximamo-nos mais da meta quanto mais fixo tivermos o nosso olhar em Jesus, nosso único Senhor”

A redação do conteúdo ficou a cargo do Conselho de Igrejas do Oriente Médio, com sede em Beirute, Líbano. Com a motivação dos reis magos, que foram conduzidos até a manjedoura para encontrar Jesus e entregar a ele o que tinham de mais precioso, nós também somos convidados nessa semana de oração, a seguir a estrela dentro de nosso coração e oferecer o nosso respeito, carinho e fraternidade.

“Vamos caminhar nessa semana de oração fixando o olhar em Jesus e estendendo as mãos para a oração e o desejo de paz. Pois na diversidade de dons precisamos sempre destacar ações para o reino de Deus e na pluralidade de corações a busca pela unidade no amor. É o amor que nos faz irmãos e irmãs e são pelas as atitudes que damos sinais desse amor.”

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Laudato Si: Encíclica do Papa Francisco completa 7 anos de publicação

No dia 24 de maio de 2015, o Papa Francisco apresentava ao mundo a Carta Encíclica Laudato Si. O documento, sobre o cuidado da casa comum, tem um título que remete ao Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis, onde o santo louva o Criador pelas belezas da natureza.

A Laudato Si’ tornou-se conhecida como uma “encíclica verde”, por tratar de questões ligadas à ecologia. No entanto, o Santo Padre fez questão de enfatizar que essa é uma encíclica social, porque fala da questão ambiental enquanto relacionada com a questão social.

Segundo o Pontífice: “Paz, Justiça e Conservação da criação são três questões absolutamente ligadas e que não se podem se separar (LS 92)”.

Sete anos

Os frutos da encíclica do Papa desencadearam processos fecundos, muitos dos quais ainda estão em andamento.

O primeiro fruto da Laudato si’ é precisamente sua capacidade de conectar aspectos que antes eram tratados setorialmente. As expressões mais citadas estão “ecologia integral”, que constitui seu verdadeiro coração, e “tudo está conectado”, que se tornou quase um slogan.

A anotação de que “não há duas crises separadas, uma ambiental e outra social, mas sim uma única e complexa crise sócio-ambiental” também se tornou popular.

A ação em favor do meio ambiente atravessa culturas, povos, contextos geográficos e crenças. A Igreja tem sido uma enorme fonte de ideias e projetos, graças aos quais as palavras do Pontífice não ficaram no papel.

Projetos no continente africano

Em Gana, por exemplo, os bispos da Conferência Episcopal estão organizando a plantação de um milhão de árvores, uma ação concreta que complementa e apoia o projeto governamental “Gana Verde” lançado em junho de 2021.

No Quênia, eles já tinham começado no ano passado, com o plantio de sementes na floresta de Kakamega, a única floresta tropical remanescente no país. O programa teve a participação de 500 pessoas de diferentes confissões cristãs, que realizaram também iniciativas de conscientização para um uso mais respeitoso dos recursos da Terra.

Os jovens do Movimento Laudato si’, de modo particular, também intervieram na esfera urbana para enfrentar simbólica e concretamente um dos maiores desafios que as cidades enfrentam: o da grande produção de lixo.

Em colaboração com a ONG Nairobi Recyclers (Narec), eles criaram um projeto de reciclagem que tem como objetivo limpar parte da capital. Além de coletar lixo e proteger o meio ambiente da poluição.

A equipe da Nairobi Recyclers também selecionou 17 escolas e cinco casas religiosas que acolhem crianças nas quais planejam plantar mais de mil árvores frutíferas e de outras espécies.

Outros projetos

A Igreja, além de projetos de reflorestamento na África, implementou muitos em outros contextos, em descarbonização, em eficiência energética, agricultura sustentável, abastecimento de água potável, limpeza dos mares com a retirada do plástico, de educação e conscientização ambiental, sem nunca esquecer a pessoa e a proteção da vida humana.

A este respeito, não se pode deixar de mencionar o trabalho do episcopado americano e da Diocese de Chicago, que sob a liderança do arcebispo da cidade, Cardeal Blase Joseph Cupich, tem o mérito de ter instituído o primeiro ministério Laudato si’ do mundo, chamando à ação tantos católicos que colocaram sua profissão ou o seu ‘carisma’ ao cuidado da Casa Comum e na defesa dos mais frágeis.

Menção especial também para a Diocese de Burlington, que engajou os fiéis na conscientização e ação para uma maior justiça ecológica, iniciando projetos para combater a cultura do descarte (fabricação de compostagem em hortas e jardins, uso exclusivo de materiais reciclados começando com o papel, modelos circulares de produção e consumo alimentares e muito mais), juntamente com o início do monitoramento dos imóveis diocesanos no que diz respeito ao fornecimento de energia a ser convertida em formas renováveis ou de baixo impacto ambiental.

Também é grande o envolvimento das comunidades locais, por parte da Igreja, para salvar a Amazônia, o pulmão verde do mundo que corre o risco de ser destruído cada dia mais por causa do desmatamento, da corrupção, da exploração intensiva do solo e do desaparecimento da biodiversidade.

Sínodo e exortação

Neste ano, houve o florescimento das Comunidades Laudato si’, que se originou de uma ideia do bispo de Rieti, Dom Domenico Pompili e do fundador do Slow Food Itália, Carlo Petrini. Eles relançaram o tema da ecologia integral, apostando na conversão do coração.

Desde 2020, apesar da pandemia, os círculos de Laudato si’ aumentaram em quase 300 por cento. A encíclica permeou o debate político e científico desde a Conferência de Paris sobre o Clima em 2015 e a de Glasgow em 2021; garantiu que os cuidados da Casa Comum fossem incluídos entre as obras de misericórdia e iniciou a “Economia de Francisco”.

Sem esse documento, poderia ter sido mais difícil realizar um Sínodo como o da Amazônia (cuja conexão com Laudato si’ é evidente desde o tema: “Novos caminhos para a Igreja e para a Ecologia Integral”) e para chegar à consequente exortação apostólica, Querida Amazônia, com seus quatro sonhos – social, cultural, ecológico e eclesial – que são de fato um caminho de ecologia integral.

Outros frutos

O próprio Sínodo da Juventude de 2018 e o “Documento sobre a Fraternidade Humana”, assinado em 4 de fevereiro de 2019 em Abu Dhabi pelo Papa e o Grão Imame de Al-Azhar, al-Tayyib, seriam basicamente imputáveis entre os frutos deste texto.

Durante a JMJ no Panamá, em janeiro de 2019, falou-se até mesmo de uma “Geração Laudato si’”. O documento inspirou eventos de espiritualidade, sobretudo o “Tempo da Criação” que acontece de 1° de setembro, o Dia Mundial de Oração pela Salvaguarda da Criação, a 4 de outubro, a festa de São Francisco.

Possibilitou a instituição da Semana Laudato si’, este ano agendada de 22 a 29 de maio; alimentou a música, a arte, a cultura e até mesmo o cinema.

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Conheça a mensagem do Papa Francisco para o 56º Dia Mundial das Comunicações Sociais

No próximo domingo, 29 de maio, a Igreja no mundo todo celebrará o 56º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Ainda em janeiro, na Festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, foi divulgada a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Inicialmente divulgado apenas como “Escutai”, a versão final do título da mensagem é “Escutar com o ouvido do coração”.

Já no início da carta, o Papa Francisco retoma o tema do ano anterior, expresso nos verbos “ir e ver”, acenando para uma continuidade do pensamento, agora acentuado no verbo “escutar”. Divido em três partes, o texto do Papa afirma que “a escuta continua essencial para a comunicação humana”.

Na primeira parte, Escutar com o ouvido do coração, o pontífice perpassa as páginas da Sagrada Escritura, desde o Antigo Testamento, afirmando que a escuta está diretamente ligada à relação dialogal de Deus com a humanidade. Segundo Francisco, “a escuta corresponde ao estilo humilde de Deus” e alerta que “a primeira escuta a reaver quando se procura uma comunicação verdadeira é a escuta de si mesmo, das próprias exigências mais autênticas, inscritas no íntimo de cada pessoa”.

A escuta como condição da boa comunicação é o título da segunda parte, na qual o Papa chama a atenção para o mau uso da escuta, instrumentalizada para espiar, e afirma que “aquilo que torna boa e plenamente humana a comunicação é precisamente a escuta de quem está à nossa frente, face a face”. Outro alerta feito pelo Papa é o de insistirmos no diálogo. Citando o filósofo Abraham Kaplan, muitas vezes, “o diálogo não passa de duólogo, ou seja um monólogo a duas vozes.” Para Francisco, “na verdadeira comunicação, o eu e o tu encontram-se ambos ‘em saída’, tendendo um para o outro.” A realidade da pandemia e a situação dos migrantes, sempre presentes nos discursos e ações do Papa, também foram destacadas na mensagem.

Por fim, o Papa dedica uma reflexão ao Escutar-se na Igreja e afirma que “na ação pastoral, a obra mais importante é o “apostolado do ouvido”. O movimento empreendido pelo Papa está em sintonia com o Sínodo sobre Sinodalidade, iniciado em outubro de 2021, cuja primeira fase é a da escuta. Francisco afirma que “a comunhão não é o resultado de estratégias e programas, mas edifica-se na escuta mútua entre irmãos e irmãs” e, fazendo analogia com a música, destaca que num coro o mais importante não é a monotonia, “mas a pluralidade e variedade das vozes, a polifonia”. E só é possível cantar em conjunto quando se escuta as vozes dos demais membros.

Confira a íntegra da mensagem do Papa.

 

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O
56º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

29 de maio de 2022

“Escutar com o ouvido do coração”

Queridos irmãos e irmãs!

No ano passado, refletimos sobre a necessidade de “ir e ver” para descobrir a realidade e poder narrá-la a partir da experiência dos acontecimentos e do encontro com as pessoas. Continuando nesta linha, quero agora fixar a atenção noutro verbo, “escutar”, que é decisivo na gramática da comunicação e condição para um autêntico diálogo.

Com efeito, estamos perdendo a capacidade de ouvir a pessoa que temos à nossa frente, tanto na teia normal das relações quotidianas como nos debates sobre os assuntos mais importantes da convivência civil. Ao mesmo tempo, a escuta está experimentando um novo e importante desenvolvimento em campo comunicativo e informativo, através das várias ofertas de podcast e chat audio, confirmando que a escuta continua essencial para a comunicação humana.

A um médico ilustre, habituado a cuidar das feridas da alma, foi-lhe perguntada qual era a maior necessidade dos seres humanos. Respondeu: “O desejo ilimitado de ser ouvidos”. Apesar de frequentemente oculto, é um desejo que interpela toda a pessoa chamada a ser educadora, formadora, ou que desempenhe de algum modo o papel de comunicador: os pais e os professores, os pastores e os agentes pastorais, os operadores da informação e quantos prestam um serviço social ou político.

Escutar com o ouvido do coração

A partir das páginas bíblicas aprendemos que a escuta não significa apenas uma percepção acústica, mas está essencialmente ligada à relação dialogal entre Deus e a humanidade. O “shema’ Israel – escuta, Israel” (Dt 6, 4) – as palavras iniciais do primeiro mandamento do Decálogo – é continuamente lembrado na Bíblia, a ponto de São Paulo afirmar que “a fé vem da escuta” (Rm 10, 17). De fato, a iniciativa é de Deus, que nos fala, e a ela correspondemos escutando-O; e mesmo este escutar fundamentalmente provém da sua graça, como acontece com o recém-nascido que responde ao olhar e à voz da mãe e do pai. Entre os cinco sentidos, parece que Deus privilegie precisamente o ouvido, talvez por ser menos invasivo, mais discreto do que a vista, deixando consequentemente mais livre o ser humano.

A escuta corresponde ao estilo humilde de Deus. Ela permite a Deus revelar-Se como Aquele que, falando, cria o homem à sua imagem e, ouvindo-o, reconhece-o como seu interlocutor. Deus ama o homem: por isso lhe dirige a Palavra, por isso “inclina o ouvido” para o escutar.

O homem, ao contrário, tende a fugir da relação, a virar as costas e “fechar os ouvidos” para não ter de escutar. Esta recusa de ouvir acaba muitas vezes por se transformar em agressividade sobre o outro, como aconteceu com os ouvintes do diácono Estêvão que, tapando os ouvidos, atiraram-se todos juntos contra ele (cf. At 7, 57).

Assim temos, por um lado, Deus que sempre Se revela comunicando-Se livremente, e, por outro, o homem, a quem é pedido para sintonizar-se, colocar-se à escuta. O Senhor chama explicitamente o homem a uma aliança de amor, para que possa tornar-se plenamente aquilo que é: imagem e semelhança de Deus na sua capacidade de ouvir, acolher, dar espaço ao outro. No fundo, a escuta é uma dimensão do amor.

Por isso Jesus convida os seus discípulos a verificar a qualidade da sua escuta. ”Vede, pois, como ouvis” (Lc 8, 18): faz-lhes esta exortação depois de ter contado a parábola do semeador, sugerindo assim que não basta ouvir, é preciso fazê-lo bem. Só quem acolhe a Palavra com o coração “bom e virtuoso” e A guarda fielmente é que produz frutos de vida e salvação (cf. Lc 8, 15). Só prestando atenção a quem ouvimos, àquilo que ouvimos e ao modo como ouvimos é que podemos crescer na arte de comunicar, cujo cerne não é uma teoria nem uma técnica, mas a “capacidade do coração que torna possível a proximidade” (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 171).

Ouvidos, temo-los todos; mas muitas vezes mesmo quem possui um ouvido perfeito, não consegue escutar o outro. Pois existe uma surdez interior, pior do que a física. De fato, a escuta não tem a ver apenas com o sentido do ouvido, mas com a pessoa toda. A verdadeira sede da escuta é o coração. O rei Salomão, apesar de ainda muito jovem, demonstrou-se sábio ao pedir ao Senhor que lhe concedesse “um coração que escuta” (1 Rs 3, 9). E Santo Agostinho convidava a escutar com o coração (corde audire), a acolher as palavras, não exteriormente nos ouvidos, mas espiritualmente nos corações: “Não tenhais o coração nos ouvidos, mas os ouvidos no coração”.[1] E São Francisco de Assis exortava os seus irmãos a “inclinar o ouvido do coração”.[2]

Por isso, a primeira escuta a reaver quando se procura uma comunicação verdadeira é a escuta de si mesmo, das próprias exigências mais autênticas, inscritas no íntimo de cada pessoa. E não se pode recomeçar senão escutando aquilo que nos torna únicos na criação: o desejo de estar em relação com os outros e com o Outro. Não fomos feitos para viver como átomos, mas juntos.

A escuta como condição da boa comunicação

Há um uso do ouvido que não é verdadeira escuta, mas o contrário: o espionar. De fato, uma tentação sempre presente, mas que neste tempo da social web parece mais assanhada, é a de procurar saber e espiar, instrumentalizando os outros para os nossos interesses. Ao contrário, aquilo que torna boa e plenamente humana a comunicação é precisamente a escuta de quem está à nossa frente, face a face, a escuta do outro abeirando-nos dele com abertura leal, confiante e honesta.

Esta falta de escuta, que tantas vezes experimentamos na vida quotidiana, é real também, infelizmente, na vida pública, onde com frequência, em vez de escutar, “se fala pelos cotovelos”. Isto é sintoma de que se procura mais o consenso do que a verdade e o bem; presta-se mais atenção à audience do que à escuta. Ao invés, a boa comunicação não procura prender a atenção do público com a piada foleira visando ridicularizar o interlocutor, mas presta atenção às razões do outro e procura fazer compreender a complexidade da realidade. É triste quando surgem, mesmo na Igreja, partidos ideológicos, desaparecendo a escuta para dar lugar a estéreis contraposições.

Na realidade, em muitos diálogos, efetivamente não comunicamos; estamos simplesmente à espera que o outro acabe de falar para impor o nosso ponto de vista. Nestas situações, como observa o filósofo Abraham Kaplan,[3] o diálogo não passa de duólogo, ou seja um monólogo a duas vozes. Ao contrário, na verdadeira comunicação, o eu e o tu encontram-se ambos “em saída”, tendendo um para o outro.

Portanto, a escuta é o primeiro e indispensável ingrediente do diálogo e da boa comunicação. Não se comunica se primeiro não se escutou, nem se faz bom jornalismo sem a capacidade de escutar. Para fornecer uma informação sólida, equilibrada e completa, é necessário ter escutado prolongadamente. Para narrar um acontecimento ou descrever uma realidade numa reportagem, é essencial ter sabido escutar, prontos mesmo a mudar de ideia, a modificar as próprias hipóteses iniciais.

Com efeito, só se sairmos do monólogo é que se pode chegar àquela concordância de vozes que é garantia duma verdadeira comunicação. Ouvir várias fontes, “não parar na primeira locanda” – como ensinam os especialistas do ofício – garante credibilidade e seriedade à informação que transmitimos. Escutar várias vozes, ouvir-se – inclusive na Igreja – entre irmãos e irmãs, permite-nos exercitar a arte do discernimento, que se apresenta sempre como a capacidade de se orientar numa sinfonia de vozes.

Entretanto para quê enfrentar este esforço da escuta? Um grande diplomata da Santa Sé, o cardeal Agostinho Casaroli, falava de “martírio da paciência”, necessário para escutar e fazer-se escutar nas negociações com os interlocutores mais difíceis a fim de se obter o maior bem possível em condições de liberdade limitada. Mas, mesmo em situações menos difíceis, a escuta requer sempre a virtude da paciência, juntamente com a capacidade de se deixar surpreender pela verdade – mesmo que fosse apenas um fragmento de verdade – na pessoa que estamos a escutar. Só o espanto permite o conhecimento. Penso na curiosidade infinita da criança que olha para o mundo em redor com os olhos arregalados. Escutar com este estado de espírito – o espanto da criança na consciência dum adulto – é sempre um enriquecimento, pois haverá sempre qualquer coisa, por mínima que seja, que poderei aprender do outro e fazer frutificar na minha vida.

A capacidade de escutar a sociedade é ainda mais preciosa neste tempo ferido pela longa pandemia. A grande desconfiança que anteriormente se foi acumulando relativamente à “informação oficial”, causou também uma espécie de “info-demia” dentro da qual é cada vez mais difícil tornar credível e transparente o mundo da informação. É preciso inclinar o ouvido e escutar em profundidade, sobretudo o mal-estar social agravado pelo abrandamento ou cessação de muitas atividades econômicas.

A própria realidade das migrações forçadas é uma problemática complexa, e ninguém tem pronta a receita para a resolver. Repito que, para superar os preconceitos acerca dos migrantes e amolecer a dureza dos nossos corações, seria preciso tentar ouvir as suas histórias. Dar um nome e uma história a cada um deles. Há muitos bons jornalistas que já o fazem; e muitos outros gostariam de o fazer, se pudessem. Encorajemo-los! Escutemos estas histórias! Depois cada qual será livre para sustentar as políticas de migração que considerar mais apropriadas para o próprio país. Mas então teremos diante dos olhos, não números nem invasores perigosos, mas rostos e histórias de pessoas concretas, olhares, expectativas, sofrimentos de homens e mulheres para ouvir.

Escutar-se na Igreja

Também na Igreja há grande necessidade de escutar e de nos escutarmos. É o dom mais precioso e profícuo que podemos oferecer uns aos outros. Nós, cristãos, esquecemo-nos de que o serviço da escuta nos foi confiado por Aquele que é o ouvinte por excelência e em cuja obra somos chamados a participar. “Devemos escutar através do ouvido de Deus, se queremos poder falar através da sua Palavra”.[4] Assim nos lembra o teólogo protestante Dietrich Bonhöffer que o primeiro serviço na comunhão que devemos aos outros é prestar-lhes ouvidos. Quem não sabe escutar o irmão, bem depressa deixará de ser capaz de escutar o próprio Deus.[5]

Na ação pastoral, a obra mais importante é o “apostolado do ouvido”. Devemos escutar, antes de falar, como exorta o apóstolo Tiago: “cada um seja pronto para ouvir, lento para falar” (1, 19). Oferecer gratuitamente um pouco do próprio tempo para escutar as pessoas é o primeiro gesto de caridade.

Recentemente deu-se início a um processo sinodal. Rezemos para que seja uma grande ocasião de escuta recíproca. Com efeito, a comunhão não é o resultado de estratégias e programas, mas edifica-se na escuta mútua entre irmãos e irmãs. Como num coro, a unidade requer, não a uniformidade, a monotonia, mas a pluralidade e variedade das vozes, a polifonia. Ao mesmo tempo, cada voz do coro canta escutando as outras vozes na sua relação com a harmonia do conjunto. Esta harmonia é concebida pelo compositor, mas a sua realização depende da sinfonia de todas e cada uma das vozes.

Cientes de participar numa comunhão que nos precede e inclui, possamos descobrir uma Igreja sinfônica, na qual cada um é capaz de cantar com a própria voz, acolhendo como dom as dos outros, para manifestar a harmonia do conjunto que o Espírito Santo compõe.

Roma, São João de Latrão, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2022.

FRANCISCO

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Diocese celebrará Missa pelo 56º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Em comunhão com a Igreja no mundo, a a Diocese de Votuporanga celebrará no próximo domingo, 29 de maio, a Missa pelo 56º Dia Mundial das Comunicações Sociais, com o objetivo de aprofundar a mensagem do Papa Francisco para este dia que tem como tema: "Escutar com o ouvido do coração!". 

A celebração será realizada às 7h30 na Catedral Nossa Senhora Aparecida, sendo presidida por Dom Moacir Aparecido de Freitas e terá transmissão ao vivo pela TV Unifev Canal 53.1 e no Facebook da Catedral. A celebração deverá contar com a presença de jornalistas e comunicadores de Votuporanga e região.

“A pandemia afetou e feriu a todos e todos precisam ser ouvidos e consolados. Ouvir é fundamental para uma boa informação. A busca da verdade começa com a escuta. O mesmo acontece com o testemunho através dos meios de comunicação social. Todo diálogo, toda relação começa com a escuta. Por isso, para crescer, mesmo profissionalmente, como comunicadores, é preciso reaprender a ouvir muito”, diz a carta do Santo Padre.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais é realizado anualmente na Solenidade da Ascensão do Senhor. Ao voltar à Casa do Pai, Jesus comunica aos Apóstolos a missão de anunciadores da Palavra de Deus. Para isto deveriam ser testemunhas de sua ressurreição. Assim dizemos que a Ascensão é a Festa da Comunicação, do encontro e do diálogo entre o humano e o divino, o cumprimento da Aliança de relacionamento entre Deus e àqueles que o reconhecem como Deus.

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Catedral está realizando Semana de Iniciação à Vida Cristã

De 24 a 26 de maio, as Paróquias da Diocese de Votuporanga realizarão a Semana de Iniciação à Vida Cristã (IVC). Com o tema: “O Querigma e a pessoa do Introdutor – passos diocesanos na inspiração catecumenal”. A metodologia será por meio de vídeos e textos que são disponibilizados pela Diocese as paroquias. 

Participarão dos encontros padres, diáconos, religiosos (as), os líderes das Comissões Paroquias IVC (coordenadores de CPP, das Pastorais Bíblico-Catequéticas, de Liturgia, Familiar, do Batismo, da Juventude, Redes de Comunidades ou COMIPA) como também os catequistas da comunidade.

Na Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Catedral), os encontros serão realizados sempre às 20h no Auditório ("Plenário) da Catedral. 

No dia 24 de maio será abordado o tema: "O anúncio da pessoa de Jesus Cristo: o Querigma"; no 2º dia, dia 25, será: "Metodologia Querigmática da Iniciação à Vida Cristã"; e no 3º dia, dia 26: "A pessoa do introdutor."

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Chegou o mês das noivas: Nove conselhos do papa para preparar o casamento

Maio é tradicionalmente conhecido como mês das noivas e muitos optam por se casar exatamente neste período, quando as datas são bastante concorridas. Mas, além da data do casório, outras questões são importantes para este momento. Na exortação pós-sinodal Amoris Laetitia, o papa Francisco dá nove dicas para preparar o dia do casamento:

1. Não se concentrem nos convites, vestido ou festa

O papa pede para não se concentrar demais nos inúmeros detalhes que consomem recursos econômicos e energia dos noivos, porque assim chegam ao casamento já cansados. Em vez disso, indica a necessidade de dedicar suas melhores forças para se preparar como casal para este grande passo. “Esta mesma mentalidade subjaz também à decisão de algumas uniões de fato que nunca mais chegam ao matrimônio, porque pensam nas elevadas despesas da festa, em vez de darem prioridade ao amor mútuo e à sua formalização diante dos outros".

2. Optem por uma celebração austera e simples

Tenham “a coragem de ser diferentes” e não se deixem devorar “pela sociedade do consumo e da aparência”. “O que importa é o amor que vos une, fortalecido e santificado pela graça”. Optem por uma celebração “austera e simples, para colocar o amor acima de tudo”.

3. O mais importante é o sacramento e o consentimento

Preparem-se para viver com grande profundidade a celebração litúrgica e perceber o peso teológico e espiritual do consentimento para o casamento. As palavras que dirão não se reduzem ao presente, mas “implicam uma totalidade que inclui o futuro: ‘até que a morte vos separe’”.

4. Deem valor e peso para a promessa que farão

O papa recorda que o sentido do consentimento mostra que “liberdade e fidelidade não se opõem uma à outra, aliás apoiam-se reciprocamente”. Pensem os danos que produzem as promessas não cumpridas. “A honra à palavra dada, a fidelidade à promessa não se podem comprar nem vender. Não podem ser impostas com a força, nem guardadas sem sacrifício”.

5. Recordem que estarão abertos à vida

Lembre-se de que um grande compromisso, como o que expressa o consentimento matrimonial e a união dos corpos que consume o matrimônio, quando se trata de dois batizados, só pode ser interpretada como sinal do amor do Filho de Deus feito carne e unido com sua Igreja em aliança de amor. Assim, “o significado procriador da sexualidade, a linguagem do corpo e os gestos de amor vividos na história dum casal de esposos transformam-se numa ‘continuidade ininterrupta da linguagem litúrgica’ e ‘a vida conjugal torna-se de algum modo liturgia’”.

6. O matrimônio não é de um dia, dura a vida inteira

Tenham em mente que o sacramento que celebrarão “não é apenas um momento que depois passa a fazer parte do passado e das recordações, mas exerce a sua influência sobre toda a vida matrimonial, de maneira permanente”.

7. Rezem antes de se casar

Cheguem ao casamento depois de ter rezado juntos, “um pelo outro, pedindo ajuda a Deus para serem fiéis e generosos”, perguntando juntos a Deus o que Ele espera de vocês.

8. O casamento é uma ocasião para anunciar o Evangelho

Recordem que Jesus iniciou seus milagres nas boas de Caná: “o vinho bom do milagre do Senhor, que alegra o nascimento de uma nova família, é o vinho novo da Aliança de Cristo com os homens e mulheres de cada tempo”. Portanto, o dia do seu casamento será “uma preciosa ocasião para anunciar o Evangelho de Cristo”.

9. Consagrem seu matrimônio à Virgem Maria

O papa também sugere que os noivos comecem sua vida matrimonial consagrando seu amor ante uma imagem da Virgem Maria.

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Aspectos edificantes sobre a figura de são José que poucos conhecem

Hoje, 1º de maio é comemorado o Dia Mundial de Trabalho, o qual coincide com a festa de são José Operário, padroeiro dos trabalhadores e pai adotivo de nosso Senhor Jesus Cristo. A seguir, é apresentada uma lista com 8 dados que poucos conhecem a respeito de São José:

1. Não há palavras suas nas Sagradas Escrituras

Ele protegeu a Imaculada Mãe de Deus e ajudou a cuidar do Senhor do Universo! Entretanto, não há nenhuma palavra dele nos Evangelhos. Muito pelo contrário, foi um silencioso e humilde servo de Deus que desempenhou seu papel cabalmente.

2. Foi muito pouco mencionado no Novo Testamento

São José é mencionado no Evangelho de são Mateus, de são Lucas, uma vez em são João (alguém diz que Jesus é “o filho de José”) e apenas isso. Ele não é mencionado em Marcos ou no restante do Novo Testamento.

3. Sua saída da história dos Evangelhos não é explicada na Bíblia

 

É uma figura importante nos relatos do Nascimento do Senhor em são Mateus e são Lucas e mencionado nas passagens que relatam o momento em que Jesus se perdeu aos 12 anos e foi encontrado no templo. Mas este é o último momento que falam dele.

Maria aparece várias vezes durante o ministério de Jesus, mas José desapareceu, sem deixar rastro. Então, o que aconteceu? Várias tradições explicam esta diferença dizendo que José morreu aproximadamente quando Jesus tinha 20 anos.

4. Viúvo e idoso?

A Escritura não diz a idade de são José quando se casou com Maria ou sobre seu passado. Entretanto, por muito tempo foi representado como um homem de idade avançada, aparentemente baseado em um texto do chamado protoevangelho de são Tiago, um evangelho apócrifo que menciona que são José havia casado anteriormente, teve filhos desse casamento e ficou viúvo.

Segundo essa tradição, são José sabia que Maria tinha feito voto de virgindade e foi eleito para se casar com ela para protegê-la, de certo modo porque ele era idoso e não estaria interessado em formar uma nova família. Esta ideia foi contraposta ao longo da história por grandes santos, como santo Agostinho.

5. É venerado aproximadamente desde o século IX

Um dos primeiros títulos que utilizaram para honrá-lo foi “nutritor Domini”, que significa “guardião do Senhor”.

6. Tem duas celebrações

A solenidade de são José é no dia 19 de março e a festa de são José Operário (Dia Internacional do Trabalho) no dia 1º de maio. Também é celebrado na festa da Sagrada Família (30 de dezembro) e sem dúvida faz parte da história do Natal.

7. É padroeiro de várias coisas

É o padroeiro da Igreja Universal, da boa morte, das famílias, dos pais, das mulheres grávidas, dos viajantes, dos imigrantes, dos artesãos, dos engenheiros e trabalhadores. E também é padroeiro das Américas, Canadá, China, Croácia, México, Coreia, Áustria, Bélgica, Peru, Filipinas e Vietnã.

8. A ‘Josefologia’

Entre as subdisciplinas da teologia, são conhecidas a cristologia e mariologia. Mas, sabia que também existe a Josefologia?

São José foi uma figura de interesse teológico durante séculos. Entretanto, a partir do século XX algumas pessoas começaram a recolher opiniões da Igreja a respeito dele e o converteram em uma subdisciplina.

Na década de 1950, abriram três centros dedicados ao estudo de São José: na Espanha, na Itália e no Canadá.

Publicado originalmente em ChurchPOP.

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Por que maio é o Mês de Maria?

Há vários séculos, a Igreja Católica dedica todo o mês de maio para honrar a Virgem Maria, Mãe de Deus. A seguir, explicamos o porquê.

A tradição surgiu na antiga Grécia. O mês de maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade. Algo semelhante ocorreu na antiga Roma, pois maio era dedicado a Flora, deusa da vegetação. Naquela época, celebravam os ‘ludi florals’ (jogos florais) no fim do mês de abril e pediam sua intercessão.

Na época medieval abundaram costumes similares, tudo centrado na chegada do bom clima e o afastamento do inverno. O dia 1º de maio era considerado como o apogeu da primavera.

Durante este período, antes do século XII, entrou em vigor a tradição de Tricesimum ou “A devoção de trinta dias à Maria”. Estas celebrações aconteciam do dia 15 de agosto a 14 de setembro e ainda são comemoradas em alguns lugares.

A ideia de um mês dedicado especificamente a Maria remonta aos tempos barrocos – século XVII. Apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio, o mês de Maria incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus.

Foi nesta época que o mês de maio e de Maria combinaram, fazendo com que esta celebração conte com devoções especiais organizadas cada dia durante todo o mês. Este costume durou, sobretudo, durante o século XIX e é praticado até hoje.

As formas nas quais Maria é honrada em maio são tão variadas como as pessoas que a honram.

As paróquias costumam rezar no mês de maio uma oração diária do Terço e muitas preparam um altar especial com um quadro ou uma imagem de Maria. Além disso, trata-se de uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como Coroação de Maio.

Normalmente, a coroa é feita de lindas flores que representam a beleza e a virtude de Maria e também lembra que os fiéis devem se esforçar para imitar suas virtudes. Em algumas regiões, esta coroação acontece em uma grande celebração e, em geral, fora da Missa.

Entretanto, os altares e coroações neste mês não são apenas atividades “da paróquia”. Mas, o mesmo pode e deve ser feito nos lares, com o objetivo de participar mais plenamente na vida da Igreja.

Deve-se separar um lugar especial para Maria, não por ser uma tradição comemorada há muitos anos na Igreja ou pelas graças especiais que se pode alcançar, mas porque Maria é nossa Mãe, mãe de todo o mundo e porque se preocupa com todos nós, intercedendo inclusive nos assuntos menores.

Por isso, merece um mês inteiro para homenageá-la.

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Maio, mês dedicado a Maria

Maio é o mês que a Igreja Universal dedica à Mãe de Deus, a Bem-aventurada Virgem Maria. Este tempo é uma oportunidade para renovar o amor de todos os batizados pela Mulher que Deus, da eternidade, escolheu para dar à luz cuidar Dele.

A Santíssima Virgem Maria é para sempre a Rainha do Céu e da Terra, não há santidade sem Maria porque toda Ela leva a Cristo.

Maria, a mais humilde entre as mulheres, é precisamente o modelo de toda mulher, como assinalou o papa Francisco em abril de 2014, em uma mensagem a mais de 20 mil jovens reunidos em Buenos Aires, Argentina.

“Para vós existe um único modelo: Maria, a mulher da fidelidade, aquela que não entendia o que acontecia, mas obedecia. Aquela que, quando soube do que a sua prima precisava, foi depressa ter com ela; a Virgem da Prontidão!”.

O papa disse ainda que Maria é “aquela que fugiu como refugiada para um país estrangeiro a fim de salvar a vida do seu Filho. Aquela que ajudou o seu Filho a crescer, que o acompanhou e, quando o seu Filho começou a pregar, seguiu-o. Aquela que padeceu tudo o que acontecia com o Menino, com o Jovem. Aquela que permaneceu ao lado do seu Filho, e lhe indicava os problemas que surgiam: 'Olha, não têm vinho!'. Aquela que, no momento da Cruz, estava com Ele”.

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Neste domingo, Dia do Trabalhador, Igreja celebra São José Operário

Neste domingo, 1º de maio, celebra-se o Dia do Trabalhador e, para a Igreja, é a Festa de São José Operário. A data é um momento propício para recordar que o trabalho possui uma dimensão fundamental da existência humana sobre a terra (Laborem Exercens, 4).

Já dizia São João Paulo II que o trabalho é via para realizar a si próprio, mediante o crescimento e o desenvolvimento das potencialidades e das capacidades adquiridas com a formação, a experiência e a concreta generosidade.

São José Operário, padroeiro dos trabalhadores 

No ano de 1955, o Papa Pio XII, na Praça São Pedro, com mais de 200 mil pessoas, instituiu a comemoração de São José Operário, para o mesmo dia em que é celebrada a data civil. O principal objetivo foi dignificar os frutos do esforço humano através do trabalho.

O reitor do seminário de Guarabira(PB), padre Daniel Lima, aponta a necessidade do trabalho e diz que São José garantiu a sustentação da família através do seu trabalho. “O carpinteiro José trabalhou em Nazaré e precisava ter a capacidade de ser muito bom no que fazia, somente assim seria apreciado e produziria frutos para conseguir sustentar sua família”, afirma.

O sacerdote acrescenta que Igreja aplicou a São José o título de padroeiro dos trabalhadores e homem justo, pois tinha a capacidade de olhar para o outro não como mero objeto de trabalho, mas se fez capaz de respeitar cada um, de maneira particular, como filho de Deus.

O trabalho que dignifica e enaltece o homem 

carta encíclica Laborem Exercens, de João Paulo II, destaca que o trabalho ajuda o homem a crescer na medida que ele se dá aos outros. O trabalho é uma das características que distinguem o homem do resto das criaturas.

Também está relacionado com a manutenção da própria vida: somente o homem tem capacidade para o trabalho e somente o homem o realiza preenchendo ao mesmo tempo com ele a sua existência sobre a terra. (Laborem Exercens, 3). 

De acordo com padre Carlos Eduardo Alves da Silva, da diocese de Itaguaí (RJ), o trabalho dignifica e constrói não somente o templo em que habitamos, mas também o caráter, onde nos tornamos pelo caminho, afeiçoados a Deus.

“Assim, a exemplo de um homem digno e Santo que foi São José, Jesus alcançou o ser humano. No dia a dia, nas labutas diárias, na forma de vivenciar as questões humanas e corriqueiras”, pontuou.

Testemunhos 

Maria José Francelino da Silva, da cidade de Varginha (MG), alcançou a graça do trabalho pelas mãos de São José Operário. “Eu e meu esposo assistimos todos os dias o terço da misericórdia e lá ouvimos falar da cartinha de São José, então escrevi minha carta para São José e coloquei debaixo da imagem de São José pedindo a graça de um emprego, que fazia mais de 1 ano que estava desempregada”.

Perseverante na oração, Maria José alcançou a graça pedida ao santo. “Pedi a graça de um trabalho que fosse de carteira assinada e que não me atrapalhasse ir ao grupo de oração, pois sou serva do grupo de oração. Com a graça de Deus, consegui um trabalho no dia dele e, por providência, trabalho na avenida com o nome dele e rezo muito para São José pedindo a graça dele na minha vida e na minha casa”, continuou.

Outro testemunho é o de Lidiane Aparecida Costa Meira, 34 anos, da cidade de Itapetininga (SP). Ela ficou desempregada por um ano e meio e pôde experimentar a providência de Deus por meio da novena em honra a São José Operário. 

“Alguns dias depois fui para uma missão da RCC, em um grupo de oração chamado São José, uma serva me disse que Deus estava abrindo uma grande porte pra mim. No mês seguinte, fui chamada a trabalhar em uma concessionária. Em julho vai fazer 10 anos desta graça, 10 anos de muita benção”.

Lidiane conta que seguiu trabalhando com dedicação, buscando os valores do Evangelho. E não deixa de agradecer, anualmente, pela intercessão do santo. “Todo ano faço a novena agradecendo pelo emprego e que ele continue abençoando. Tenho uma imagem de São José na mesa do meu trabalho”, agradeceu.

Patris Corde

Em 8 de dezembro de 2021, a Igreja encerrou o Ano de São Joséinstituído pelo Papa Francisco no ano anterior (em 8 de dezembro de 2020) por ocasião dos 150 anos da declaração do santo como padroeiro da Igreja Católica. O anúncio do Ano especial foi com a publicação da carta apostólica Patris corde, do Papa Francisco.

No documento, Francisco enfatiza que um dos aspectos evidenciados na pessoa e missão de São José foi o trabalho. A falta de trabalho afeta profundamente a vida de milhares de pessoas. 

Papa Francisco faz um apelo em sua carta apostólica para que “Peçamos a São José Operário que encontremos vias onde possamos comprometer até se di­zer: nenhum jovem, nenhuma pessoa, nenhuma família sem trabalho!”

Extraído de: https://noticias.cancaonova.com/igreja/neste-domingo-dia-do-trabalhador-igreja-celebra-sao-jose-operario/

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Papa Francisco: que o trabalho seja digno

No Dia de São José Operário, festa do trabalhador, o Papa Francisco renovou seu apelo para que em todos os lugares e para todos "o trabalho seja digno".

As palavras do Pontífice foram pronunciadas ao final da oração do Regina Coeli deste primeiro de maio. E ao mundo do trabalho, exortou a fazer crescer uma "economia de paz". De modo especial, o Papa fez uma homenagem a todos os operários mortos na realização do seu ofício: "Uma tragédia muito comum, talvez demasiadamente comum".

Francisco citou ainda uma categoria especial de trabalhadores: os jornalistas. No dia 3 de maio, a Unesco promove o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa:

"Presto homenagem aos jornalistas que pagam pessoalmente para servir este direito", disse o Papa, citando dados alarmantes. No ano passado, 47 jornalistas foram mortos e mais de 350 encarcerados.

“Um agradecimento especial àqueles que, com coragem, nos informam sobre as chagas da humanidade.”

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Sofro e choro pela Ucrânia: Papa pede que fiéis rezem um terço por dia pela paz

O Papa Francisco fez um pedido aos fiéis na oração do regina Coeli deste domingo: "Ao iniciar hoje o mês dedicado à Mãe de Deus, gostaria de convidar todos os fiéis e as comunidades a rezarem o Terço todos os dias de maio pela paz".

O Pontífice dirigiu seu pensamento à cidade ucraniana de Mariupol, “cidade de Maria”, barbaramente bombardeada e destruída, e solicitou novamente a criação de corredores humanitários para as pessoas refugiadas na siderúrgica da cidade. "Sofro e choro", disse o Papa, "pensando nos sofrimentos da população ucraniana e, em especial, aos mais frágeis, aos idosos e às crianças". Francisco citou as notícias "terríveis" a respeito de crianças expulsas e deportadas.

Neste contexto, no qual se assiste a um "macabro retrocesso de humanidade", o Papa se pergunta se está-se em busca realmente da paz, se há vontade de evitar uma contínua escalada militar e verbal, se está sendo feito todo o possível para que se calem as armas:

"Eu lhes peço, não nos rendamos à lógica da violência, à perversa espiral das armas. Empreenda-se o caminho do diálogo e da paz", exortou o Pontífice, convidando os fiéis a um momento silencioso de oração.

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Na Assembleia Geral, Bispos divulgam Mensagem ao povo Brasileiro

A 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aprovou a tradicional Mensagem ao povo brasileiro. No texto em que os bispos lembraram da solidariedade para a superação da pandemia, foi apresentada “uma mensagem de fé, esperança e corajoso compromisso com a vida e o Brasil”.   

Os bispos também agradeceram às famílias e agentes educativos pelo cuidado no campo da educação, e dedicaram reflexões sobre a realidade do país, cujo quadro atual é gravíssimo. Para os bispos, “o Brasil não vai bem!”.

A CNBB espera que os governantes “promovam grandes e urgentes mudanças, em harmonia com os poderes da República, atendo-se aos princípios e aos valores da Constituição de 1988”, diante da complexa e sistêmica crise ética, econômica, social e política.

A mensagem também aborda o processo eleitoral deste ano, envolto “de incertezas e radicalismos, mas, potencialmente carregado de esperança”. Também chama atenção para as ameaças ao pleito, além de reforçar um apelo pela democracia brasileira.

“Conclamamos toda a sociedade brasileira a participar das eleições e a votar com consciência e responsabilidade, escolhendo projetos representados por candidatos e candidatas comprometidos com a defesa integral da vida, defendendo-a em todas as suas etapas, desde a concepção até a morte natural. Que também não negligenciem os direitos humanos e sociais, e nossa casa comum onde a vida se desenvolve”

Ao final do texto, os bispos convidam a todos, particularmente a juventude, “a deixarem-se guiar pela esperança e pelo desejo de uma sociedade justa e fraterna”.

Confira o texto na íntegra:

 

MENSAGEM AO POVO BRASILEIRO

 

59ª. Assembleia Geral da CNBB

 

“A esperança não decepciona” (Rm 5,5).

Guiados pelo Espírito Santo e impulsionados pela Ressurreição do Senhor, unidos ao Papa Francisco, nós, bispos católicos, em comunhão e unidade, reunidos para a primeira etapa da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de modo on-line e com a representação de diversos organismos eclesiais, dirigimos ao povo brasileiro uma mensagem de fé, esperança e corajoso compromisso com a vida e o Brasil.

Enche o nosso coração de alegria perceber a explosão de solidariedade, que tem marcado todo o País na luta pela superação do flagelo sanitário e social da COVID-19. A partilha de alimentos, bens e espaços, a assistência a pessoas solitárias e a dedicação incansável dos profissionais de saúde são apenas alguns exemplos de incontáveis ações solidárias. Gestores de saúde e agentes públicos, diante de um cenário de medo e insegurança, foram incansáveis e resilientes. O Sistema Único de Saúde-SUS mostrou sua fundamental importância e eficácia para a proteção social dos brasileiros. A consciência lúcida da necessidade dos cuidados sanitários e da vacinação em massa venceu a negação de soluções apresentadas pela ciência. Contudo, não nos esquecemos da morte de mais de 660.000 pessoas e nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, trazendo ambas em nossas preces.

Agradecemos ainda, de modo particular às famílias e outros agentes educativos, que não se descuidaram da educação das crianças, adolescentes, jovens e adultos, apesar de todas as dificuldades. Com certeza, a pandemia teria consequências ainda mais devastadoras, se não fosse a atuação das famílias, educadores e pessoas de boa vontade, espírito solidário e abnegado. A Campanha da Fraternidade 2022 nos interpela a continuar a luta pela educação integral, inclusiva e de qualidade.

A grave crise sanitária encontrou o nosso País envolto numa complexa e sistêmica crise ética, econômica, social e política, que já nos desafiava bem antes da pandemia, escancarando a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. A COVID-19, antes de ser responsável, acentuou todas essas crises, potencializando-as, especialmente na vida dos mais pobres e marginalizados.

O quadro atual é gravíssimo. O Brasil não vai bem! A fome e a insegurança alimentar são um escândalo para o País, segundo maior exportador de alimentos no mundo, já castigado pela alta taxa de desemprego e informalidade. Assistimos estarrecidos, mas não inertes, os criminosos descuidos com a Terra, nossa casa comum. Num sistema voraz de “exploração e degradação” notam-se a dilapidação dos ecossistemas, o desrespeito com os direitos dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, a perseguição e criminalização de líderes socioambientais, a precarização das ações de combate aos crimes contra o meio ambiente e projetos parlamentares desastrosos contra a casa comum.

Tudo isso desemboca numa violência latente, explícita e crescente em nossa sociedade. A crueldade das guerras, que assistimos pelos meios de comunicação, pode nos deixar anestesiados e desapercebidos do clima de tensão e violência em que vivemos no campo e nas cidades. A liberação e o avanço da mineração em terras indígenas e em outros territórios, a flexibilização da posse e do porte de armas, a legalização do jogo de azar, o feminicídio e a repulsa aos pobres, não contribuem para a civilização do amor e ferem a fraternidade universal.

Diante deste cenário esperamos que os governantes promovam grandes e urgentes mudanças, em harmonia com os poderes da República, atendo-se aos princípios e aos valores da Constituição de 1988, já tão desfigurada por meio de Projetos de Emendas Constitucionais. Não se permita a perda de direitos dos trabalhadores e dos pobres, grande maioria da população brasileira. A lógica do confronto que ameaça o estado democrático de direito e suas instituições, transforma adversários em inimigos, desmonta conquistas e direitos consolidados, fomenta o ódio nas redes sociais, deteriora o tecido social e desvia o foco dos desafios fundamentais a serem enfrentados.

Nesse contexto, iremos este ano às urnas. O cenário é de incertezas e radicalismos, mas, potencialmente carregado de esperança. Nossas escolhas para o Executivo e o Legislativo determinarão o projeto de nação que desejamos. Urge o exercício da cidadania, com consciente participaçãopolítica, capaz de promover a “boa política”, como nos diz o Papa Francisco. Necessitamos de uma política salutar, que não se submeta à economia, mas seja capaz de reformar as instituições, coordená-las e dotá-las de bons procedimentos, como as conquistas da Lei da Ficha Limpa, Lei Complementar 135 de 2010, que afasta do pleito eleitoral candidatos condenados em decisões colegiadas, e da Lei 9.840 de 1999, que criminaliza a compra de votos. Não existe alternativa no campo democrático fora da política com a ativa participação no processo eleitoral.

Tentativas de ruptura da ordem institucional, hoje propagadas abertamente, buscam colocar em xeque a lisura do processo eleitoral e a conquista irrevogável do voto. Tumultuar o processo político, fomentar o caos e estimular ações autoritárias não são, em definitivo, projeto de interesse do povo brasileiro. Reiteramos nosso apoio às Instituições da República, particularmente aos servidores públicos, que se dedicam em garantir a transparência e a integridade das eleições.

Duas ameaças merecem atenção especial. A primeira é a manipulação religiosa, protagonizada tanto por alguns políticos como por alguns religiosos, que coloca em prática um projeto de poder sem afinidade com os valores do Evangelho de Jesus Cristo. A autonomia e independência do poder civil em relação ao religioso são valores adquiridos e reconhecidos pela Igreja e fazem parte do patrimônio da civilização ocidental. A segunda é a disseminação das fake news, que através da mentira e do ódio, falseia a realidade. Carregando em si o perigoso potencial de manipular consciências, elas modificam a vontade popular, afrontam a democracia e viabilizam, fraudulentamente, projetos orquestrados de poder. É fundamental um compromisso autêntico com a verdade e o respeito aos resultados nas eleições. A democracia brasileira, ainda em construção, não pode ser colocada em risco.

Conclamamos toda a sociedade brasileira a participar das eleições e a votar com consciência e responsabilidade, escolhendo projetos representados por candidatos e candidatas comprometidos com a defesa integral da vida, defendendo-a em todas as suas etapas, desde a concepção até a morte natural. Que também não negligenciem os direitos humanos e sociais, e nossa casa comum onde a vida se desenvolve. Todos os cristãos somos chamados a preocuparmo-nos com a construção de um mundo melhor, por meio do diálogo e da cultura do encontro, na luta pela justiça e pela paz.

Agradecemos os muitos gestos de solidariedade de nossas comunidades, por ocasião da pandemia e dos desastres ambientais. Encorajamos as organizações e os movimentos sociais a continuarem se unindo em mutirão pela vida, especialmente por terra, teto e trabalho. Convidamos a todos, irmãos e irmãs, particularmente a juventude, a deixarem-se guiar pela esperança e pelo desejo de uma sociedade justa e fraterna. Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, obtenha de Deus as bênçãos para todos nós.

 

Brasília – DF, 29 de abril de 2022.

 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo de Belo Horizonte – MG

Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler

Arcebispo de Porto Alegre, RS

1º Vice-Presidente 

Dom Mário Antônio da Silva

Bispo de Roraima, RR

2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado

Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

Secretário-Geral 

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Papa convida os fiéis a se lançarem em direção a Jesus

Neste domingo,01, de maio a reflexão do Papa Francisco foi inspirada no Evangelho do terceiro domingo da Páscoa. A narrativa se dá através da aparição de Jesus aos apóstolos, no lago da Galiléia. 

O episódio envolve sobretudo Simão Pedro, que estava um pouco desencantado à espera de Jesus. E a pergunta que o  Papa dirigiu aos fiéis na Praça São Pedro, na oração do Regina Coeli foi a seguinte: E nós, queremos amar Jesus? 

“Pode acontecer também conosco, por cansaço, desilusão, talvez preguiça, de nos esquecer do Senhor e ignorar as grandes escolhas que fizemos, para nos contentar com outras coisas”, disse o Papa. 

E continuou dizendo que ninguém está isento de cometer o mesmo erro de Pedro, de ficar desiludido com as redes vazias.

A palavra de hoje é “lançar-se”

Eis então que Jesus volta às margens do lago e convida os discípulos a lançarem as redes com coragem, obtendo um resultado grandioso.

“Irmãos, irmãs, quando nossas redes estão vazias na vida, não é o momento de comiseração, de ócio, de voltar a velhos passatempos. É o momento de recomeçar com Jesus, de encontrar a coragem de reiniciar, de retomar o largo com Ele”, exortou

Pedro ao reconhecer o Mestre se lança nas águas em sua direção. Esta mesma atitude foi encorajada pelo Pontífice, um convite a lançar sem medo de perder algo, sem calcular muito, sem esperar que os outros comecem. Para ir ao encontro de Jesus, é preciso se decidir, disse Francisco.

A fé não é questão de saber, mas de amar

No final deste episódio, Jesus dirige a Pedro, por três vezes, a pergunta: Tu me amas?

Uma pergunta que vale para todas as pessoas, porque, na Páscoa, Jesus quer também o coração ressuscitado; porque a fé não é questão de saber, mas de amar.

“Tu me amas?, pergunta Jesus a você, que tem as redes vazias e tem medo de recomeçar; a você, que não tem a coragem de se lançar e perdeu o entusiasmo.

Tu me amas?, pergunta Jesus. Desde então, Pedro parou de pescar para sempre e se dedicou ao serviço de Deus e dos irmãos, até ao ponto de dar a vida aqui, onde nos encontramos agora. E nós, queremos amar Jesus?”

Francisco concluiu pedindo a intercessão de Nossa Senhora, para que a Mãe ajude a reencontrar a coragem do bem.

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Jubileu de 2025: em movimento a máquina organizativa vaticana

Um caminho rico de conteúdos que todas as Igrejas ao redor do mundo podem fazer juntas". Esta é a prioridade para o Jubileu de 2025, segundo o arcebispo dom Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dicastério vaticano designado pelo Papa para organizar o evento. A diretriz", disse em uma entrevista a Telepace, "é evitar que o evento seja vivenciado como algo que acontece a cada 25 anos".

Primeira reunião

A primeira reunião da comissão de pastoral foi realizada nesta segunda-feira na presença de representantes da Cúria Romana, da Conferência Episcopal Italiana e de muitas outras realidades eclesiais. Juntos", explicou, "começaremos a ver como dar substância ao Jubileu não somente do ponto de vista espiritual, mas também em termos da composição e temas dos eventos, de acordo com as indicações contidas na carta que o Papa Francisco me dirigiu nos últimos meses.

Encontros programados

Uma reunião da Comissão de Cultura está agendada para os próximos dias com o objetivo de entender como combinar a experiência espiritual com a cultural. "Gostaríamos que a cidade de Roma pudesse oferecer todas as riquezas históricas, artísticas, musicais e arquitetônicas que possui também para este Jubileu". Um horizonte decorrente de experiências jubilares anteriores que destacaram uma estreita ligação entre a dimensão da peregrinação e do turismo. "Na história das peregrinações, as pessoas sempre demonstraram uma curiosidade de conhecer e compreender a cultura local, voltando para casa com uma riqueza incrível".

Aliança com a mídia

Uma preciosa indicação para a máquina organizativa da Santa Sé que agora tomou forma. A estrutura", explicou Fisichella, "também inclui um comitê técnico, uma comissão ecumênica e uma comissão para a comunicação, que se reunirá em breve". A aliança com a mídia também é de fundamental importância, ressalta o prelado. "Sobre a mesa está a necessidade de esclarecer não apenas como transmitir os compromissos, mas sobretudo quais são as formas mais atualizadas para envolver os peregrinos".

O logotipo

Finalmente, dom Fisichella anunciou que o logotipo do Jubileu será mais ou menos conhecido no final de maio. 20 de maio, na verdade, é o prazo final para a competição internacional recentemente lançada para reunir os vários projetos. E parece que numerosos projetos estão chegando de diferentes partes do mundo. "Os primeiros vieram da África, um sinal do grande interesse do continente".

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Veja a Programação das Celebrações da Semana Santa na Catedral

Depois de dois anos sendo celebrada sem a presença de fiéis por conta do avanço do contágio do coronavírus (covid-19) e as recomendações do isolamento social pelas autoridades da saúde, a Semana Santa de 2022 será celebrada presencialmente na Catedral Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga. A utilização de máscara pelos fiéis continua obrigatória. Como costume, todas as celebrações serão transmitidas ao vivo pelos meios comunicação da catedral.

A Semana Santa inicia-se neste domingo, 10 de abril, com as celebrações do Domingo de Ramos e encerra-se no Domingo de Páscoa, 17 de abril, com as Missas da Ressurreição do Senhor. Ainda na Semana Santa a Igreja celebra a Missa da Ceia do Senhor na Quinta-feira Santa, Celebração da Cruz na Sexta-feira Santa e a Vigília Pascal no Sábado Santo. Neste ano, a Missa dos Santos Óleos Diocesana será celebrada na Quinta-feira Santa pela manhã na Capela São Francisco de Assis.

 Veja abaixo os horários das celebrações na Catedral Nossa Senhora Aparecida:

Dia 10 de abril – Domingo de Ramos – Coleta Nacional de Solidariedade

Às 7h30 – Santa Missa com benção dos ramos

Às 10h – Santa Missa com benção e procissão dos ramos

Às 19h – Santa Missa

Dia 11 de abril - Segunda-feira Santa

Às 19h – Santa Missa

Dia 12 de abril - Terça-feira Santa

Às 19h – Santa Missa

Dia 13 de abril - Quarta-feira Santa

Às 19h – Santa Missa

Tríduo Pascal

Dia 14 de abril - Quinta-feira Santa: Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio

Às 19h – Santa Missa com o rito do lava-pés

Às 20h30 – Adoração ao Santíssimo Sacramento: Legião de Maria; Apostolado da Oração; Ministros Extraordinários da Comunhão; Pastoral da Família; ENS

Dia 15 de abril – Sexta-feira Santa: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

Adoração ao Santíssimo Sacramento das 7h às 15h:

Às 7h – RCC (Renovação Carismática Católica); Catequese Adulto; Mães de Santa Mônica

Às 8h – Encontro de Pais; Encontro de Mães; Pastoral da Criança

Às 9h – Catequese de Primeiro Ano de Eucaristia (catequizandos e pais)

Às 10h – Catequese de Segundo Ano de Eucaristia (catequizandos e pais)

Às 11h – Catequese de Primeiro Ano de Crisma (catequizandos e pais)

Às 12 – Catequese de Segundo Ano de Crisma (catequizandos e pais)

Às 13h – OFS (Ordem Franciscana Secular); Acolhida; Vicentinos; Jovens; PASCOM

Às 14 – Setores; Pastoral do Dízimo

Às 15h – Celebração da Cruz

Às 19h – Procissão com a Celebração da Via Sacra

Dia 16 de abril – Sábado Santo

Às 19 – Vigília Pascal: Benção do fogo, da luz e da água. Renovação das promessas do batismo

Dia 17 de abril – Domingo de Páscoa

Às 7h30 – Santa Missa da Ressurreição

Às 10h – Santa Missa da Ressurreição

Às 11h30 – Celebração do Batismo

Às 19h – Santa Missa da Ressurreição

Jesus Ressuscitado, permita-me que te siga!

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Conheça o significado das celebrações da Semana Santa

A Semana Santa é uma tradição religiosa católica que celebra a Paixão, a Morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Ela se inicia no Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e termina com a ressurreição de Jesus, que ocorre no domingo de Páscoa.

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos abre, por excelência, a Semana Santa, pois celebra a entrada triunfal de Jesus Cristo, em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, a Morte e a Ressurreição.
Este domingo é chamado assim, porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão por onde o Senhor passaria montado num jumento. Com isso, Ele despertou, nos sacerdotes da época e mestres da Lei, inveja, desconfiança e medo de perder o poder. Começa, então, uma trama para condená-Lo à morte. 
A liturgia dos ramos não é uma repetição apenas da cena evangélica, mas um sacramento da nossa fé, na vitória do Cristo na história, marcada por tantos conflitos e desigualdades.

Quinta-Feira Santa ou Quinta-Feira da Ceia do Senhor

Neste dia, à noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição do mandamento novo, e a instituição do sacerdócio. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar Jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que Jesus é presointerrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado. A igreja fica em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos de Jesus, que tiveram início nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares (quando são retirados todos os enfeites, toalhas, flores e velas), tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Também cobrem-se todas as imagens existentes no templo.

Sexta-Feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão

A tarde da Sexta-feira Santa apresenta o drama incomensurável da morte de Cristo no Calvário. A cruz, erguida sobre o mundo, segue de pé como sinal de salvação e esperança. Com a Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que o transpassou o lado. Há um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da santa cruz, momento em que esta é apresentada solenemente à comunidade. É celebrada a Solene Ação LitúrgicaPaixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão.

Sábado Santo ou Sábado de Aleluia

O Sábado Santo não é um dia vazio, em que "nada acontece". Nem uma duplicação da Sexta-feira Santa. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo que pode ir uma pessoa.

Durante o Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando, na oração e no jejum, Sua Ressurreição. Todos os elementos especiais da vigília querem ressaltar o conteúdo fundamental da noite: a Páscoa do Senhor, Sua passagem da morte para a vida. 
A celebração acontece no sábado à noite. É uma vigília em honra ao Senhor, de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (cf. Lc 12,35-36), tenham acesas as lâmpadas, como os que aguardam seu senhor chegar, para que, os encontre em vigília e os convide a sentar à sua mesa. 
A Solene Vigília Pascal, é a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.

Domingo de Páscoa

É o dia santo mais importante da religião cristã. Depois de morrer crucificado, o corpo de Jesus foi sepultado, ali permaneceu até a ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. Do hebreu "Peseach", Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. 
A presença de Jesus ressuscitado não é uma alucinação dos Apóstolos. Quando dizemos "Cristo vive" não estamos usando um modo de falar, como pensam alguns, para dizer que vive somente em nossa lembrança. Esse dia é estendido por mais cinquenta dias até o Domingo de Pentecostes.

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Malta é um lugar-chave para um mundo mais fraterno, indica Papa

A recente viagem apostólica do Papa Francisco a Malta foi o tema da catequese desta quarta-feira, 6. A Audiência Geral foi realizada na Sala Paulo VI.

A viagem do Pontífice a Malta estava planejada para se realizar em 2020, mas foi adiada por causa da pandemia da Covid-19. Segundo o Santo Padre, “poucas pessoas sabem que Malta, embora sendo uma ilha no meio do Mediterrâneo, recebeu o Evangelho muito cedo, porque o Apóstolo Paulo naufragou perto do seu litoral e milagrosamente salvou a si mesmo e a todos os que estavam no barco, mais de duzentas e setenta pessoas.

“Os Atos dos Apóstolos relatam que os malteses acolheram todos ‘com rara humanidade'”, recordou. Francisco afirmou ter escolhido precisamente estas palavras: com rara humanidade, como lema de sua viagem. Elas indicam o caminho a seguir não só para enfrentar o fenômeno dos migrantes, mas em geral para que o mundo se torne mais fraterno, mais habitável, e se salve de um “naufrágio” que ameaça a todos, indicou. “Malta é um lugar-chave neste horizonte”.

Malta: lugar-chave para um mundo mais fraterno

Primeiramente, o Papa ressaltou que Malta é um lugar-chave geograficamente. Segundo ele, isso se deve à sua posição no centro do mar entre a Europa e a África, mas que também banha a Ásia. Malta é uma espécie de “rosa dos ventos”, onde povos e culturas se encontram, comentou.

A ilha é um ponto privilegiado a partir do qual se pode observar a área mediterrânea numa perspectiva de 360°, relatou o Santo Padre. “Hoje, fala-se frequentemente de ‘geopolítica’, mas infelizmente a lógica dominante é a das estratégias dos Estados mais poderosos para afirmar os seus interesses alargando a própria área de influência econômica, ideológica e militar. Estamos vendo isso com a guerra”, disse.

“Malta representa, neste quadro, o direito e a força dos ‘pequenos’, das nações pequenas, mas ricas em história e civilização, que deveriam levar a cabo outra lógica: a do respeito, mas também a lógica da liberdade, da convivência das diferenças, oposta à colonização dos mais poderosos. Estamos vendo isso agora e não somente de uma parte, mas também da outra. Depois da Segunda Guerra Mundial, foram feitas tentativas para lançar as bases de uma nova história de paz, mas infelizmente, não aprendemos, a velha história de grandes potências concorrentes continuou. E, na atual guerra na Ucrânia, estamos vendo a impotência da Organização das Nações Unidas”.

Fenômeno das migrações

O segundo aspecto é que “Malta é um lugar-chave no que diz respeito ao fenômeno das migrações”, apontou Francisco. No Centro de acolhimento João XXIII, o Pontífice contou ter encontrado com muitos migrantes que chegaram à ilha após terríveis viagens. 

Ouvir os testemunhos do migrantes. De acordo com o Papa esta é a única forma de fugir da visão distorcida que frequentemente circula nos meios de comunicação. Só assim pode-se reconhecer os seus rostos, histórias, feridas, sonhos e esperanças.

Cada migrante é único, não é um número, é uma pessoa, é único como cada um de nós, frisou o Santo Padre. “Cada migrante é uma pessoa com a própria dignidade, raízes e cultura. Cada um deles é portador de uma riqueza infinitamente maior do que os problemas que podem surgir. Não nos esqueçamos de que a Europa foi formada por migrações”, reforçou.

Francisco ressaltou que, obviamente, o acolhimento deve ser organizado, deve ser planejado juntos, no âmbito internacional. “O fenômeno migratório não pode ser reduzido a uma emergência, é um sinal dos nossos tempos. Deve ser lido e interpretado como tal. Pode tornar-se um sinal de conflito ou um sinal de paz”.

Centro de acolhimento a migrantes em Malta: laboratório de paz

O Pontífice disse também que o Centro de acolhimento de migrantes João XXIII, em Malta, é um “laboratório de paz”. “Malta, no seu conjunto, é um laboratório de paz! Toda nação com o seu comportamento é um laboratório de paz”, complementou.

O Santo Padre frisou que a ilha “pode cumprir esta missão se buscar nas suas raízes a seiva da fraternidade, da compaixão e da solidariedade. O povo maltês recebeu estes valores junto com o Evangelho, e graças ao Evangelho eles serão capazes de os manter vivos”.

Evangelização

O terceiro aspecto é que “Malta é um lugar-chave também do ponto de vista da evangelização. De Malta e Gozo, as duas dioceses do país, muitos sacerdotes e religiosos, bem como fiéis leigos, partiram, dando testemunho cristão em todo o mundo. Como se a passagem de São Paulo tivesse deixado a missão no DNA dos malteses! Por isso, a minha visita foi, primeiramente, um ato de gratidão. Gratidão a Deus e ao seu santo povo fiel que está em Malta e Gozo”.

O Papa recordou que em Malta também sopra o vento do secularismo e a pseudocultura globalizada do consumismo, do neocapitalismo e do relativismo. “Também lá, portanto, é tempo de nova evangelização”, frisou ele, recordando a visita à Gruta de São Paulo, ao Santuário Nacional Mariano de Ta’ Pinu, na ilha de Gozo.

“Lá senti palpitar o coração do povo maltês, que tem tanta confiança na sua Santa Mãe. Maria nos traz sempre de volta ao essencial, a Cristo crucificado e ressuscitado por nós, ao seu amor misericordioso. Maria nos ajuda a reavivar a chama da fé, atraindo o fogo do Espírito Santo, que anima o jubiloso anúncio do Evangelho de geração em geração, pois a alegria da Igreja é evangelizar!”, disse ainda Francisco indicando as palavras de São Paulo VI: “A vocação da Igreja é evangelizar. A alegria da Igreja é evangelizar. É a definição mais bonita da Igreja”.

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Papa condena crueldade em cidade ucraniana e pede fim da guerra

Em vez de notícias de alívio e esperança, novas atrocidades. O Papa Francisco condenou a crueldade em Bucha, cidade ucraniana a poucos quilômetros de Kiev, de onde foram divulgadas fotos e informações sobre corpos de civis nas ruas. Após a catequese desta quarta-feira, 6, no Vaticano, Francisco voltou a clamar pelo fim da guerra, mostrando uma bandeira que recebeu ontem diretamente de Bucha.

“As recentes notícias sobre a guerra na Ucrânia, ao invés de trazer alívio e esperança, atestam novas atrocidades, como o massacre de Bucha: crueldade sempre mais horrenda, perpetrada também contra civis, mulheres e crianças indefesas. São vítimas cujo sangue inocente grita até o céu e implora: coloquem fim a esta guerra! Calem as armas! Parem de semear morte e destruição” Rezemos juntos por isso…”, implorou o Papa.

Francisco se referiu às imagens de mais de 70 corpos de civis espalhados pelas ruas, de mãos atadas atrás das costas. Tais fotos foram divulgadas pelas autoridades locais juntamente com relatos de valas comuns e estão sendo investigadas como “crimes de guerra”.

Carinho com as crianças ucranianas

Na sequência do apelo, o Papa acolheu um grupo de crianças que chegaram da Ucrânia. Elas subiram ao palco na Sala Paulo VI acompanhadas por seus pais. A mais nova delas estava no colo da mãe e levava consigo um desenho.

“Estas crianças tiveram que fugir e chegar a uma terra estranha: este é um dos frutos da guerra. Não os esqueçamos, e não esqueçamos o povo ucraniano. É difícil ser desenraizado da própria terra por causa de uma guerra”.

Francisco beijou e abençoou a bandeira da cidade de Bucha. Às crianças, entregou alguns ovos de Páscoa e não deixou de expressar em gestos – carinhos, afagos nas cabeças – sua proximidade e acolhimento aos menores vitimados pelo conflito em curso.

 

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Papa: esporte pode abrir caminhos de harmonia entre os povos

Celebra-se nesta quarta-feira, 6, o Dia Internacional do Esporte para a Paz e o Desenvolvimento, data instituída pela ONU. Ao final da catequese de hoje na Sala Paulo VI, Papa Francisco recordou a data, exaltando o esporte como um caminho de harmonia.

“Dirijo-me aos homens e às mulheres do esporte, para que através da sua atividade possam ser testemunhas ativas de fraternidade e de paz. O esporte, com seus valores, pode desenvolver um papel importante no mundo, abrindo caminhos de harmonia entre os povos, desde que nunca perca a sua capacidade de gratuidade: o esporte pelo esporte, e não se torne comercial. Aquele amadorismo próprio do verdadeiro esporte”, disse.

A data é celebrada anualmente em 6 de abril com o propósito de recordar que a prática esportiva também promove solidariedade e respeito. Em 2022, o lema é: “Assegurando um Futuro Sustentável e Pacífico para Todos: a Contribuição do Esporte”. Com a temática, a ONU destaca o papel do esporte no combate à crise climática e na mobilização de ações para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa.

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Igreja inicia tempo da Quaresma: jejum, oração e esmola

A Igreja Católica iniciou na Quarta-Feira de Cinzas, 2, o período da Quaresma. Este é um tempo litúrgico em que os fiéis se preparam para celebrar a Páscoa de Cristo Jesus. Momento único e importante da fé cristã. 

Pelo twitter, o Papa Francisco recordou o início do período quaresmal. “Hoje entramos no tempo da Quaresma. Nossa oração e jejum serão uma súplica pela paz na Ucrânia, recordando que a paz no mundo inicia sempre com nossa conversão pessoal, no seguimento de Cristo”, afirmou.

Marcado pelo tripé jejum, oração e esmola, o período da Quaresma tem duração de quarenta dias. Este tempo litúrgico faz referências aos quarenta dias que Jesus ficou em jejum no deserto e depois foi tentado pelo demônio. O número quarenta também representa um valor simbólico nas Sagradas Escrituras. Alguns exemplos: por 40 dias e 40 noites, Deus fez cair o dilúvio sobre a terra. Por 40 anos, o povo de Israel se fez peregrino pelo deserto sinaítico até entrar na Terra Prometida. 

Exercícios penitenciais

A penitência é definida pelo Catecismo como uma reorientação radical da vida por inteiro, um regresso, uma conversão a Deus de todo o coração, que comporta uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal, com repugnância pelas más ações cometidas, e que implica, simultaneamente, o desejo e o propósito de mudar de vida, com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda da sua graça (cf. CIC 1431).

Já a esmola é a oportunidade de combater o egoísmo, ir ao encontro do irmão não só materialmente mas também espiritualmente. E a oração unir-se a Jesus, Aquele que leva vida nova.

O jejum, esmola e oração quando bem-vindos se tornam características cotidianas da nossa vida cristã que nos conduzem ao céu.

Fonte: Canção Nova

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A ajuda do Papa Francisco aos refugiados ucranianos

Há imagens de morte e destruição que chegam até nossas casas há dias, imagens que ferem e abatem. Depois, há imagens de carros carregados de ajuda, pacientemente em fila no pátio da Basílica de Santa Sofia, em Roma, no bairro Boccea. Esperam para descarregar o material recolhido: roupas, conservas, brinquedos para as crianças, expressão de uma proximidade que nasceu espontaneamente após o início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

A Basílica é o ponto de encontro da comunidade ucraniana, onde tantos ucranianos que se encontram, na Itália, partilham sua solidão e suas necessidades práticas e onde encontram uma Igreja de portas abertas, como o Papa Francisco gosta de repetir.

Ali, pela manhã, o esmoleiro do Papa, cardeal Konrad Krajewski, levou a ajuda e a proximidade do Papa, acolhendo um apelo lançado nos dias passados pela comunidade ucraniana na Itália que pedia suprimentos médicos. A doação de Francisco inclui seringas, curativo adesivo, desinfetantes e muito mais. Esta é a primeira operação que será seguida pela entrega de medicamentos.

Um bom sinal que chegará dentro de alguns dias a Lviv, cidade mais próxima da fronteira com a Polônia. “O Vaticano está pronto para ajudar os necessitados”, disse o cardeal Krajewski, não olha a nacionalidade, mas a pessoa necessitada.

Muitos caminhoneiros ucranianos disponibilizaram seus caminhões para levar ajuda aos compatriotas que sofrem. Mas o apoio da Esmolaria Apostólica não termina aí: aos núncios que vivem nas áreas mais difíceis chegam fundos para ajudar as pessoas dificuldade. A última ajuda foi para o núncio na Romênia, que está ajudando os refugiados ucranianos acolhidos em várias estruturas da rede eclesial. Um acompanhamento, reiterado nesta quarta-feira, 2, pelo Papa na Audiência Geral, necessário para construir a paz no coração, mas não só.

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Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2022

«Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido.
Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos» (Gal 6, 9-10a).

Queridos irmãos e irmãs!

A Quaresma é um tempo favorável de renovação pessoal e comunitária que nos conduz à Páscoa de Jesus Cristo morto e ressuscitado. Aproveitemos o caminho quaresmal de 2022 para refletir sobre a exortação de São Paulo aos Gálatas: «Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido. Portanto, enquanto temos tempo (kairós), pratiquemos o bem para com todos» (Gal 6, 9-10a).

1. Sementeira e colheita

Neste trecho, o Apóstolo evoca a sementeira e a colheita, uma imagem que Jesus muito prezava (cf. Mt 13). São Paulo fala-nos dum kairós: um tempo propício para semear o bem tendo em vista uma colheita. Qual poderá ser para nós este tempo favorável? Certamente é a Quaresma, mas é-o também a nossa inteira existência terrena, de que a Quaresma constitui, de certa forma, uma imagem [1]. Muitas vezes, na nossa vida, prevalecem a ganância e a soberba, o anseio de possuir, acumular e consumir, como se vê no homem insensato da parábola evangélica, que considerava assegurada e feliz a sua vida pela grande colheita acumulada nos seus celeiros (cf. Lc 12, 16-21). A Quaresma convida-nos à conversão, a mudar mentalidade, de tal modo que a vida encontre a sua verdade e beleza menos no possuir do que no doar, menos no acumular do que no semear o bem e partilhá-lo.

O primeiro agricultor é o próprio Deus que, generosamente, «continua a espalhar sementes de bem na humanidade» (Enc. Fratelli tutti, 54). Durante a Quaresma, somos chamados a responder ao dom de Deus, acolhendo a sua Palavra «viva e eficaz» (Heb 4, 12). A escuta assídua da Palavra de Deus faz maturar uma pronta docilidade à sua ação (cf. Tg 1, 19.21), que torna fecunda a nossa vida. E se isto já é motivo para nos alegrarmos, maior motivo ainda nos vem da chamada para sermos «cooperadores de Deus» (1 Cor 3, 9), aproveitando o tempo presente (cf. Ef 5, 16) para semearmos, também nós, praticando o bem. Esta chamada para semear o bem deve ser vista, não como um peso, mas como uma graça pela qual o Criador nos quer ativamente unidos à sua fecunda magnanimidade.

E a colheita? Porventura não se faz toda a sementeira a pensar na colheita? Certamente, o laço estreito entre a sementeira e a colheita é reafirmado pelo próprio São Paulo quando escreve: «Quem pouco semeia, também pouco há de colher; mas quem semeia com generosidade, com generosidade também colherá» (2 Cor 9,6). Mas de que colheita se trata? Um primeiro fruto do bem semeado, temo-lo em nós mesmos e nas nossas relações diárias, incluindo os gestos mais insignificantes de bondade. Em Deus, nenhum ato de amor, por mais pequeno que seja, e nenhuma das nossas «generosas fadigas» se perde (cf. Exort. Evangelii gaudium, 279). Tal como a árvore se reconhece pelos frutos (cf. Mt 7, 16.20), assim também a vida repleta de obras boas é luminosa (cf. Mt 5, 14-16) e difunde pelo mundo o perfume de Cristo (cf. 2 Cor 2, 15). Servir a Deus, livres do pecado, faz maturar frutos de santificação para a salvação de todos (cf. Rm 6, 22).

Na realidade, só nos é concedido ver uma pequena parte do fruto daquilo que semeamos, pois, segundo o dito evangélico, «um é o que semeia e outro o que ceifa» (Jo 4, 37). É precisamente semeando para o bem do próximo que participamos na magnanimidade de Deus: constitui «grande nobreza ser capaz de desencadear processos cujos frutos serão colhidos por outros, com a esperança colocada na força secreta do bem que se semeia» (Enc. Fratelli tutti, 196). Semear o bem para os outros liberta-nos das lógicas mesquinhas do lucro pessoal e confere à nossa atividade a respiração ampla da gratuidade, inserindo-nos no horizonte maravilhoso dos desígnios benfazejos de Deus.

A Palavra de Deus alarga e eleva ainda mais a nossa perspectiva, anunciando-nos que a colheita mais autêntica é a escatológica, a do último dia, do dia sem ocaso. O fruto perfeito da nossa vida e das nossas ações é o «fruto em ordem à vida eterna» (Jo 4, 36), que será o nosso «tesouro no céu» (Lc 18, 22; cf. 12, 33). O próprio Jesus, para exprimir o mistério da sua morte e ressurreição, usa a imagem da semente que morre na terra e frutifica (cf. Jo 12, 24); e São Paulo retoma-a para falar da ressurreição do nosso corpo: «semeado corrutível, o corpo é ressuscitado incorrutível; semeado na desonra, é ressuscitado na glória; semeado na fraqueza, é ressuscitado cheio de força; semeado corpo terreno, é ressuscitado corpo espiritual» (1 Cor 15, 42-44). Esta esperança é a grande luz que Cristo ressuscitado traz ao mundo: «Se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram» (1 Cor 15, 19-20), para que quantos estiverem intimamente unidos a Ele no amor, «por uma morte idêntica à Sua» (Rm 6, 5), também estejam unidos à sua ressurreição para a vida eterna (cf. Jo 5, 29): «então os justos resplandecerão como o sol, no reino do seu Pai» (Mt 13, 43).

2. «Não nos cansemos de fazer o bem»

A ressurreição de Cristo anima as esperanças terrenas com a «grande esperança» da vida eterna e introduz, já no tempo presente, o germe da salvação (cf. Bento XVI, Spe salvi, 3; 7). Perante a amarga desilusão por tantos sonhos desfeitos, a inquietação com os desafios a enfrentar, o desconsolo pela pobreza de meios à disposição, a tentação é fechar-se num egoísmo individualista e, à vista dos sofrimentos alheios, refugiar-se na indiferença. Com efeito, mesmo os recursos melhores conhecem limitações: «Até os adolescentes se cansam, se fatigam, e os jovens tropeçam e vacilam» (Is 40, 30). Deus, porém, «dá forças ao cansado e enche de vigor o fraco. (…) Aqueles que confiam no Senhor, renovam as suas forças. Têm asas como a águia, correm sem se cansar, marcham sem desfalecer» (Is 40, 29.31). A Quaresma chama-nos a repor a nossa fé e esperança no Senhor (cf. 1 Ped 1, 21), pois só com o olhar fixo em Jesus Cristo ressuscitado (cf. Heb 12, 2) é que podemos acolher a exortação do Apóstolo: «Não nos cansemos de fazer o bem» (Gal 6, 9).

Não nos cansemos de rezar. Jesus ensinou que é necessário «orar sempre, sem desfalecer» ( Lc 18, 1). Precisamos de rezar, porque necessitamos de Deus. A ilusão de nos bastar a nós mesmos é perigosa. Se a pandemia nos fez sentir de perto a nossa fragilidade pessoal e social, permita-nos esta Quaresma experimentar o conforto da fé em Deus, sem a qual não poderemos subsistir (cf. Is 7, 9). No meio das tempestades da história, encontramo-nos todos no mesmo barco, pelo que ninguém se salva sozinho [2]; mas sobretudo ninguém se salva sem Deus, porque só o mistério pascal de Jesus Cristo nos dá a vitória sobre as vagas tenebrosas da morte. A fé não nos preserva das tribulações da vida, mas permite atravessá-las unidos a Deus em Cristo, com a grande esperança que não desilude e cujo penhor é o amor que Deus derramou nos nossos corações por meio do Espírito Santo (cf. Rm 5, 1-5).

Não nos cansemos de extirpar o mal da nossa vida. Possa o jejum corporal, a que nos chama a Quaresma, fortalecer o nosso espírito para o combate contra o pecado. Não nos cansemos de pedir perdão no sacramento da Penitência e Reconciliação, sabendo que Deus nunca Se cansa de perdoar [3]. Não nos cansemos de combater a concupiscência, fragilidade esta que inclina para o egoísmo e todo o mal, encontrando no decurso dos séculos vias diferentes para fazer precipitar o homem no pecado (cf. Enc. Fratelli tutti, 166). Uma destas vias é a dependência dos meios de comunicação digitais, que empobrece as relações humanas. A Quaresma é tempo propício para contrastar estas ciladas, cultivando ao contrário uma comunicação humana mais integral (cf. ibid., 43), feita de «encontros reais» ( ibid., 50), face a face.

Não nos cansemos de fazer o bem, através duma operosa caridade para com o próximo. Durante esta Quaresma, exercitemo-nos na prática da esmola, dando com alegria (cf. 2 Cor 9, 7). Deus, «que dá a semente ao semeador e o pão em alimento» (2 Cor 9, 10), provê a cada um de nós os recursos necessários para nos nutrirmos e ainda para sermos generosos na prática do bem para com os outros. Se é verdade que toda a nossa vida é tempo para semear o bem, aproveitemos de modo particular esta Quaresma para cuidar de quem está próximo de nós, para nos aproximarmos dos irmãos e irmãs que se encontram feridos na margem da estrada da vida (cf. Lc 10, 25-37). A Quaresma é tempo propício para procurar, e não evitar, quem passa necessidade; para chamar, e não ignorar, quem deseja atenção e uma boa palavra; para visitar, e não abandonar, quem sofre a solidão. Acolhamos o apelo a praticar o bem para com todos, reservando tempo para amar os mais pequenos e indefesos, os abandonados e desprezados, os discriminados e marginalizados (cf. Enc. Fratelli tutti, 193).

3. «A seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido»

Cada ano, a Quaresma vem recordar-nos que «o bem, como aliás o amor, a justiça e a solidariedade não se alcançam duma vez para sempre; hão de ser conquistados cada dia» (ibid., 11). Por conseguinte, peçamos a Deus a constância paciente do agricultor (cf. Tg 5, 7), para não desistir na prática do bem, um passo de cada vez. Quem cai, estenda a mão ao Pai que nos levanta sempre. Quem se extraviou, enganado pelas seduções do maligno, não demore a voltar para Deus, que «é generoso em perdoar» (Is 55, 7). Neste tempo de conversão, buscando apoio na graça divina e na comunhão da Igreja, não nos cansemos de semear o bem. O jejum prepara o terreno, a oração rega, a caridade fecunda-o. Na fé, temos a certeza de que «a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido», e obteremos, com o dom da perseverança, os bens prometidos (cf. Heb 10, 36) para salvação nossa e do próximo (cf. 1 Tm 4, 16). Praticando o amor fraterno para com todos, estamos unidos a Cristo, que deu a sua vida por nós (cf. 2 Cor 5, 14-15), e saboreamos desde já a alegria do Reino dos Céus, quando Deus for «tudo em todos» (1 Cor 15, 28).

A Virgem Maria, em cujo ventre germinou o Salvador e que guardava todas as coisas «ponderando-as no seu coração» (Lc 2, 19), obtenha-nos o dom da paciência e acompanhe-nos com a sua presença materna, para que este tempo de conversão dê frutos de salvação eterna.

Roma, em São João de Latrão, na Memória litúrgica do bispo São Martinho, 11 de novembro de 2021.

Francisco

[1] Cf. Santo Agostinho, Sermones 243, 9,8; 270, 3; Enarratio in Psalmis 110, 1.

[2] Cf. Francisco, Momento extraordinário de oração em tempo de pandemia (27 de março de 2020).

[3] Cf. Idem, Angelus de 17 de março de 2013.

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Oração da Campanha da Fraternidade 2022

Em 2022, a CF refletirá sobre “Fraternidade e Educação” com o lema “Fala com sabedoria, ensina com amor” (Cf Pr 31,26).

Abaixo apresentamos a Oração da Campanha da Fraternidade de 2022.

ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2022

Pai Santo, neste tempo favorável de conversão e compromisso,
dai-nos a graça de sermos educados pela Palavra que liberta e salva.

Livrai-nos da influência negativa de uma cultura em que
a educação não é assumida como ato de amor aos irmãos
e de esperança no ser humano.

Renovai-nos com a vossa graça para vencermos o medo, o desânimo e o cansaço,
e ajudai-nos a promover uma educação integral, fraterna e solidária.

Fortalecei-nos, para que sejamos corajosos na missão de educar para a vida plena em família,
em comunidades eclesiais missionárias, nas escolas, nas universidades e em todos os ambientes.

Ensinai-nos a falar com sabedoria e educar com amor!

Fazei com que a Virgem Maria, Mãe educadora, com a sabedoria dos pequenos e pobres,
nos ajude a educar e servir com a pedagogia do diálogo, da solidariedade e da paz.

Por Jesus, vosso Filho amado, no Espírito, Senhor que dá a vida.
Amém.

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As cinzas sagradas, origem e significado

Depois que João foi preso, Jesus veio à Galileia, pregando o Evangelho de Deus. Dizia: "Completou-se o tempo, e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho" (Mc 1, 1-15).

Do trecho do Evangelho de Marcos foi extraída a fórmula que acompanha a imposição das Cinzas Sagradas, permitidas para todas as celebrações do dia. Com este simples gesto no início deste período litúrgico, evidencia-se, além do aspecto penitencial, também o tempo da conversão, da oração assídua e do regresso ao Pai Celeste.

Origem da celebração

Segundo a antiga praxe, o sacramento da penitência era público e constituía de fato o rito que dava início ao caminho de penitência dos fiéis que seriam absolvidos na celebração da manhã da Quinta-feira Santa. Mais tarde o gesto da imposição das Cinzas – obtidas queimando os ramos de oliveiras benzidas no Domingo de Ramos do ano anterior – estendeu-se a todos os fiéis e foi colocado dentro da celebração da Missa, no final da homilia. Também a fórmula que acompanha, com o tempo foi mudada: no início era “recorda-te que és pó e em pó te hás de tornar!” extraído do Gênesis. Além disso, ainda hoje o rito Ambrosiano é diverso do Romano porque não consta a imposição das Cinzas e a Quaresma inicia no domingo seguinte.

O significado bíblico das Cinzas

As cinzas sagradas que são colocadas na fronte estão presentes no texto bíblico várias vezes e assumem um significado duplo. Antes de tudo indica a frágil condição do homem diante do Senhor, como evidencia Abraão que fala a Deus no Gênesis: “Abraão prosseguiu e disse: ‘Sou bem atrevido em falar a meu Senhor, eu que sou pó e cinza’” (Gên 18, 27). Jó também sublinha o profundo limite da própria existência: “Arremessam-me ao lodo e eu me confundo com a poeira e a cinza” (Jó 30, 19). Assim como outros exemplos do Livro da Sabedoria e do Eclesiástico: “De repente nascemos, e logo passaremos, como quem não existiu. Fumaça é a respiração em nossas narinas e o pensamento, uma centelha ao pulsar do coração: quando ela se apaga, nosso corpo se tornará cinza e o espírito se dispersará como o ar inconsistente. (Sab 2, 2-3); “Por que se ensoberbece quem é terra e cinza, aquele que ainda em vida expele as próprias entranhas? (Eclo 10,9). Também, as cinzas são um sinal concreto de quem se arrependeu e com o coração renovado retoma o próprio caminho para o Senhor, como se lê no Livro de Jonas no qual o rei de Nínive, ao receber a notícia da conversão do seu povo, senta-se sobre as cinzas, e no de Judite no qual os habitantes de Jerusalém que querem rezar a Deus para que os liberte, espalham em suas frontes as cinzas sagradas.

Fonte: Vatican News

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Missas com a Benção e Imposição das Cinzas iniciam a Quaresma na Catedral

A Quarta-Feira de Cinzas na Catedral de Votuporanga será celebrada com a Santa Missa em três horários para que os fieis possam participar solenemente do início da Quaresma: 9h, 15h e 19h. A Santa Missa das 9h será presidida por Dom Moacir Aparecido de Freitas, bispo diocesano, e concelebrada pelos padres da diocese e marcará também a abertura da Campanha da Fraternidade 2022, que este ano tem como tema “Fraternidade e Educação” e o lema “Fala com sabedoria, ensina com amor” (Pr 31,26).

A Celebração da Imposição das Cinzas tem um grande significado para os cristãos, pois marca o inicio da Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa do Senhor; período, este, que deve ser marcado por oração, esmola, perdão, reconciliação, penitência, caridade e conversão..

As cinzas são utilizadas liturgicamente desde o antigo testamento, como pode ser observado em algumas passagens bíblicas, que narram ocasiões em que cristãos jogavam cinzas na cabeça para demonstrar luto, penitência ou dor que estavam vivenciando.

Apenas no século VI, a Quarta-Feira de Cinzas passou a marcar o início da Quaresma. Antes disso, no século anterior, por volta do ano 461, no Pontificado do Papa Leão Magno, a Quaresma iniciava no sexto domingo antes da Páscoa do Senhor. Naquela época, os quarenta dias de preparação para a Páscoa não contemplavam os quarenta dias de jejum, uma vez que os domingos estavam incluídos na contagem, mas não se jejuava neste dia. Por isso, fez-se necessário adiantar o início da Quaresma para que fossem completados os quarenta dias de jejum.

Quanto à imposição das cinzas, esta passou a ser obrigatória no século X. De acordo com o Missal Romano, ao longo da Missa de Quarta-feira de Cinzas, mais precisamente após a homilia, o celebrante abençoa as cinzas, que provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior, aspergindo água benta sobre elas. Com as cinzas úmidas, o padre, então, marca a testa ou a cabeça de cada fiel, pronunciando uma dessas frases: “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

Esse gesto traz a reflexão sobre a origem e o fim de cada um de nós e também mostra a importância e a urgência de nossa conversão, de renascermos das cinzas, de deixarmos para traz todo o pecado, pois não sabemos quando iremos partir dessa vida. Por essa razão, devemos nos preparar, dia a dia, para a nossa vida definitiva, que está na eternidade com Deus.

Qualquer pessoa pode receber as cinzas, segundo o Catecismo (1670 ss.), mas para isso, a Igreja aconselha jejum e abstinência neste dia, assim como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos.

Venha em busca da sua conversão! Participe desta Celebração conosco! Sua presença é indispensável!

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Saiba mais sobre o Tempo da Quaresma

Antigamente a Quaresma era o período durante o qual, através da penitencia e da provação, os catecúmenos se preparavam para receber o batismo na noite da Páscoa.
Entrando num Tempo quaresmal, a liturgia nos convida a renovar e a reavivar em nosso coração as disposições com que, durante a Vigília Pascal, pronunciaremos de novo as promessas do nosso batismo.
Unidos a Jesus, que toma o caminho do deserto para aí ser tentado, entramos com a igreja na grande provação da Quaresma, com a intenção de optar sempre pela vontade do Pai, em todas as circunstancias.
Contemplando a face de Jesus transfigurado, encontramos nele a força para passar através dos sofrimentos e dificuldades da vida, até o dia em que poderemos vê-lo na glória do Pai, realização definitiva da aliança e das promessas.
Nascidos para a vida de filhos de Deus, em virtude da água viva do batismo e da graça do Cristo, procuramos purificar cada vez mais o culto filial em espirito e verdade e o oferecemos ao Pai em união com o culto espiritual e perfeito do Cristo.
Iluminados pela fé recebida no batismo, esforçamo-nos por viver como filhos da luz e vencer as trevas do mal que estão em nós e no mundo, fazendo a verdade em Cristo jesus-luz do mundo.
Ressuscitados com Jesus da morte do pecado, por obra do Espirito vivificador derramado em nós no batismo, alimentamos e aperfeiçoamos com os sacramentos nossa união a Jesus-vida: e com ele vamos para o Pai, animados pelo sopro do Espírito.
Toda a nossa vida se tona um sacrifício espiritual que apresentamos continuamente ao Pai, em união com o sacrifício de Jesus sofredor e pobre, a fim de que, por ele, com ele e nele, seja o Pai em tudo louvado e glorificado.
Celebrar a Eucaristia no tempo da Quaresma significa: percorrer com Cristo o itinerário da provação que cabe à igreja e a todos os homens; assumir mais decididamente a obediência filial ao Pai, e o dom de si aos irmãos, que constituem o sacrifício espiritual.
Assim, renovando os compromissos do nosso batismo na noite pascal, poderemos “passar” para a vida nova de Jesus-Senhor ressuscitado, para a glória do Pai, na unidade do Espírito.

Para a celebração

1.     O tempo da Quaresma se estende da Quarta-feira de cinzas até a missa “na Ceia do Senhor” exclusive. Esta missa vespertina dá início, nos livros litúrgicos, aos Tríduo pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor, que tem seu cume na Vigília pascal e termina com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.
2.     Os domingos desse tempo se chamam 1º, 2º, 3º, 4º e 5º domingo da Quaresma.  O 6º domingo tem a no nome de “Domingo de Ramos da Paixão”. Esses domingos têm sempre a precedência, mesmo sobre as festas do Senhor e sobre qualquer solenidade.
3.     As solenidades de São José, esposo de Nossa Senhora (19 de março) e da Anunciação do Senhor (25 e março) – como outras possíveis solenidades dos Calendários particulares – antecipam sua celebração para o sábado, caso coincidam com esses domingos.
4.     A liturgia da Quarta-feira de cinzas abre o Tempo da Quaresma. Não se dizem o Glória e o Creio na missa. Não é necessário que o rito da bênção e imposição das cinzas seja unido à missa; pode ser celebrado sem a missa. Neste caso, é oportuno antepor ao rito uma Liturgia da Palavra, como na missa, com o canto de entrada, a oração e as leituras e os cânticos correspondentes; segue-se a homilia, depois a bênção e a imposição das cinzas. Termina-se com a oração dos fiéis. Os textos para essa celebração são tomados da liturgia da Quarta-feira de cinzas.
5.     Nos domingos da Quaresma não se canta o hino Glória; faz-se, porém, sempre a profissão de fé, Creio. Depois da segunda leitura não se canta o Aleluia; o versículo antes do evangelho é acompanhado de uma aclamação a Cristo Senhor. Omite-se o Aleluia também nos outros cantos da missa.
6.     As missas dominicais do Tempo da Quaresma têm prefácio próprio. O prefácio do tempo, que está no Ordinário da Missa, com duas fórmulas às escolha, se utiliza nos domingos 3º, 4º e 5º do Anto B e c, a menos que tenham sido escolhidas as leituras do ano A.
7.     Para a celebração da Eucaristia, os domingos da Quaresma têm um formulário próprio (Missal) com um ciclo de leituras (Lecionário) distribuído em três anos.  (A, B, C); por causa dessa estrutura, o material para a reflexão e a celebração foi disposto conforme a ordem: ano A, B, C, exceto para o Domingo de Ramos, como está esclarecido acima, no nº 2.
8.     A cor litúrgica do Tempo da Quaresma é o roxo; para 4º domingo (Laetare) é permitido o uso da cor rosa. No Domingo de Ramos, a cor das vestes litúrgicas do celebrante é a vermelha.

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O Papa convoca Dia de oração e jejum em 2 de março: a paz de todos está ameaçada

"Peço a todas as partes envolvidas para que se abstenham de qualquer ação que possa causar ainda mais sofrimento às populações, desestabilizando a convivência entre as nações e desacreditando o direito internacional". Dessa maneira o Papa Francisco no final da Audiência Geral, falou sobre a situação na Ucrânia, apelando "aos que têm responsabilidade política para fazer um sério exame de consciência diante de Deus, que é o Deus da paz e não da guerra" e que "quer que sejamos irmãos e não inimigos". "Mais uma vez, a paz de todos está ameaçada por interesses de parte".

Tenho uma grande tristeza em meu coração com o agravamento da situação na Ucrânia. Apesar dos esforços diplomáticos das últimas semanas, cenários cada vez mais alarmantes estão se abrindo. Como eu, muitas pessoas ao redor do mundo estão experimentando angústia e preocupação. Mais uma vez, a paz de todos está ameaçada por interesses de parte. Gostaria de apelar aos responsáveis políticos para que façam um sério exame de consciência diante de Deus, que é o Deus da paz e não da guerra, o Pai de todos, não apenas de alguns, que quer que sejamos irmãos e não inimigos. Peço a todas as partes envolvidas que se abstenham de qualquer ação que possa causar ainda mais sofrimento às populações, desestabilizando a convivência entre as nações e desacreditando o direito internacional.

E o Papa Francisco fez um apelo a todos, crentes e não crentes:

Jesus nos ensinou que à insistência diabólica, à diabólica insensatez da violência se responde com as armas de Deus: com a oração e o jejum. Convido a todos a fazerem no próximo 2 de março, Quarta-feira de Cinzas, um dia de jejum pela paz. Encorajo, de modo especial os crentes a se dedicarem intensamente à oração e ao jejum naquele dia. Que a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra.

Fonte: Vatican news

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Participe da Missa e Procissão da Penitência às sextas-feiras da Quaresma

Para melhor celebrar o Tempo Quaresmal, tempo dedicado à penitência, oração, caridade e em preparação para a Páscoa do Senhor, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida realizará em todas as sextas-feiras da Quaresma a Santa Missa e Procissão da Penitência. A celebração tem início às 5h30 na Sé Catedral.

A pequena procissão realizada na praça durante o Ato Penitencial nos convida a refletir sobre o arrependimento e a conversão.

Venha participar conosco deste momento de reflexão e piedade que nos ajuda a reconhecer a nossa pequenez diante de Deus e nos motiva a ter uma vida cada vez fiel ao Reino do Pai.

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Igreja recorda nove anos da renúncia de Bento XVI ao pontificado

Após o anúncio, em 11 de fevereiro de 2013, de deixar o ministério petrino, o Papa Emérito Bento XVI renunciou no dia 28 de fevereiro do mesmo ano. Exatamente às 16h58h (horário de Roma, 12h58h em Brasília) do dia 28 de fevereiro de 2013, Bento XVI deixou o Vaticano e foi para Castel Gandolfo. Lá ficou provisoriamente até sua ida para o Mosteiro Mater Ecclesiae, onde reside até hoje. 

Da sacada do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, o Papa Emérito agradeceu aos fiéis. “Estou feliz de estar com vocês. Obrigada pela vossa amizade e fé”. O Pontífice disse ainda que não era “mais pontífice, mas um peregrino a mais”. E expressou seu desejo de continuar trabalhando com o coração, com amor, orações e reflexões pelo bem da igreja e o bem comum da humanidade.

O período de Sé Vacante começou às 20h (horário de Roma) daquele dia. Bento XVI ficou em Castel Gandolfo por dois meses, enquanto eram realizadas as adaptações no mosteiro que viria a ser a sua nova residência. Não ficou sozinho durante esses 62 dias. Nas primeiras imagens da imprensa sobre ele, aparecia caminhando nos jardins junto com o seu secretário, Dom Georg Gänswein. Também recebeu algumas visitas, como a do seu sucessor, o Papa Francisco. Na ocasião, as imagens do abraço de Bento e Francisco repercutiram em instantes em todo o mundo.

Pouco mais de um mês depois, Bento XVI retornou ao Vaticano, onde o Papa Francisco lhe esperou para dar as boas vindas. A partir de então, Bento XVI começou uma nova vida no mosteiro ‘Mater Ecclesiae’.

Legado de Bento XVI

Joseph Ratzinger foi um grande professor de Teologia em várias universidades da Alemanha, e deixou muitas e importantes obras escritas nesse período. Mais adiante, deixou uma grande quantidade de obras em sua contribuição como Prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé. Nesse mesmo período, foi considerado um assessor especial para o Papa João Paulo II, pode-se considerar que ele foi o braço direito de João Paulo II.

Quatro anos depois da renúncia de Bento XVI ao pontificado, o padre Federico Lombardi, ex-porta voz do Vaticano, afirmou que o Papa Emérito vive em oração com muita discrição.

Bento XVI já afirmou que se prepara para a sua páscoa definitiva. Em 7 de fevereiro de 2018, por ocasião do quinto aniversário de sua renúncia,  em uma carta ao jornal italiano Corriere de La Sera, confirmando a deterioração de sua saúde física, ele declarou:

“Só posso dizer que, na lenta diminuição das forças físicas, estou interiormente em peregrinação para Casa. Para mim, neste último trecho do caminho, às vezes um pouco esgotador, é uma grande graça estar rodeado de amor e bondade tamanhos que eu não poderia ter imaginado.”

Fonte: Canção Nova

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Saiba mais sobre a Campanha da Fraternidade 2022

Celebrada no período quaresmal, a Campanha da Fraternidade (CF) convida a todos a imitar a misericórdia do Pai repartindo o pão com os necessitados, fortificando o espírito fraterno. A iniciativa está ligada a caminhada quaresmal como um dos modos de viver a espiritualidade deste tempo favorável.   

Em 2022, a CF tem como tema “Fraternidade e Educação” e o lema “Fala com sabedoria, ensina com amor” (Pr 31,26). Seu início se dá na abertura da Quaresma, dia 2 de março, na Quarta-Feira de Cinzas.

Trata-se, em 2022, da terceira vez que a Igreja no Brasil vai aprofundar o tema da educação em uma Campanha da Fraternidade. Desta vez, a reflexão será impulsionada pelo Pacto Educativo Global, convocado pelo Papa Francisco. 

“Ao longo da caminhada quaresmal, em que a conversão se faz meta primeira, recebemos o convite para busca os motivos de nossas escolhas em todas as ações e, por certo, naquelas que dizem respeito mais diretamente ao mundo da educação”, convida a presidência da CNBB.

Objetivo geral 

A Campanha da Fraternidade de 2022 convida a promover diálogos a partir da realidade educativa do Brasil, à luz da fé cristã, propondo caminhos em favor do humanismo integral e solidário. 

Objetivos Específicos  

1. Analisar o contexto da educação na cultura atual, e seus desafios potencializados pela pandemia. 

2. Verificar o impacto das políticas públicas na educação.  

3. Identificar valores e referências da Palavra de Deus e da Tradição cristã em vista de uma educação humanizadora na perspectiva do Reino de Deus. 

4. Pensar o papel da família, da comunidade de fé e da sociedade no processo educativo, com a colaboração dos educadores e das instituições de ensino.  

5. Incentivar propostas educativas que, enraizadas no Evangelho, promovam a dignidade humana, a experiência do transcendente, a cultura do encontro e o cuidado com a casa comum. 

6. Estimular a organização do serviço pastoral junto a escolas, universidades, centros comunitários e outros espaços educativos, em especial das instituições católicas de ensino.  

7. Promover uma educação comprometida com novas formas de economia, de política e de progresso verdadeiramente a serviço da vida humana, em especial, dos mais pobres.

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Diocese celebrará Abertura da Campanha da Fraternidade 2022

A Diocese de Votuporanga celebrará nesta Quarta-feira de Cinzas, 02, com a Santa Missa às 9h na Catedral a Abertura Diocesana da Campanha da Fraternidade 2022. A celebração será presidida pelo bispo diocesano, Dom Moacir Aparecido de Freitas, e contará com a presença de padres e fiéis das paróquias da diocese. Também na Quarta-feira de Cinzas, a Igreja celebra o início do Tempo da Quaresma. Nas celebrações realizadas nas paróquias neste dia haverá a benção e imposição das cinzas.

Celebrada no período quaresmal, a Campanha da Fraternidade (CF) convida a todos a imitar a misericórdia de Deus repartindo o pão com os necessitados, fortificando o espírito fraterno. A iniciativa está ligada a caminhada quaresmal como um dos modos de viver a espiritualidade deste tempo favorável.   

Em 2022, a CF tem como tema “Fraternidade e Educação” e o lema “Fala com sabedoria, ensina com amor” (Pr 31,26).

Trata-se, em 2022, da terceira vez que a Igreja no Brasil vai aprofundar o tema da educação em uma Campanha da Fraternidade. Desta vez, a reflexão será impulsionada pelo Pacto Educativo Global, convocado pelo Papa Francisco. 

A Campanha da Fraternidade nasceu em 1962 na Arquidiocese de Natal no Rio Grande do Norte e desde 1964 é realizada em território nacional sob a coordenação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na Diocese de Votuporanga, a Campanha da Fraternidade é coordenada pelo Padre Alexandre Pereira da Silva da Paróquia São Cristóvão de Votuporanga.

Segundo a CNBB, mais do que abordar os problemas na educação, o objetivo da Campanha da Fraternidade 2022 é "refletir sobre os fundamentos do ato de educar na perspectiva católico-cristã".

"Nessa perspectiva, a educação é compreendida não apenas com um ato escolar, com transmissão de conteúdo ou preparação técnica para o mundo do trabalho, mas de um processo que envolve uma 'comunidade' ampliada que inclui todos os atores (família, Igreja, Estado e sociedade)", diz a CNBB.

Objetivo geral 

A Campanha da Fraternidade de 2022 convida a promover diálogos a partir da realidade educativa do Brasil, à luz da fé cristã, propondo caminhos em favor do humanismo integral e solidário. 

Objetivos Específicos  

1. Analisar o contexto da educação na cultura atual, e seus desafios potencializados pela pandemia. 

2. Verificar o impacto das políticas públicas na educação.  

3. Identificar valores e referências da Palavra de Deus e da Tradição cristã em vista de uma educação humanizadora na perspectiva do Reino de Deus. 

4. Pensar o papel da família, da comunidade de fé e da sociedade no processo educativo, com a colaboração dos educadores e das instituições de ensino.  

5. Incentivar propostas educativas que, enraizadas no Evangelho, promovam a dignidade humana, a experiência do transcendente, a cultura do encontro e o cuidado com a casa comum. 

6. Estimular a organização do serviço pastoral junto a escolas, universidades, centros comunitários e outros espaços educativos, em especial das instituições católicas de ensino.  

7. Promover uma educação comprometida com novas formas de economia, de política e de progresso verdadeiramente a serviço da vida humana, em especial, dos mais pobres.

 

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Papa indica quatro "proximidades" que são pilares para a vida sacerdotal

Não “discursos intermináveis” e teorias “sobre o que deve ser a teologia do sacerdócio”, mas quatro “proximidades”, a Deus, ao bispo, entre os presbíteros e ao povo, que “podem ajudar, de forma prática, concreta e esperançosa a reavivar o dom e a fecundidade que um dia nos foram prometidos” como presbíteros.

O discurso do Papa Francisco, na manhã desta quinta-feira, 17, no Simpósio “Por uma teologia fundamental do sacerdócio”, promovido pela Congregação para os Bispos, na Sala Paulo VI, visa “compartilhar as atitudes que dão solidez à pessoa do sacerdote, os quatro pilares constitutivos de nossa vida sacerdotal” e que chama “as quatro proximidades”, “porque seguem o estilo de Deus, que é fundamentalmente um estilo de proximidade”.

Instrumentos concretos para os sacerdotes

Em discurso, o Pontífice se refere a conceitos já expressos, especialmente na Evangelii Gaudium, sua primeira exortação apostólica, mas nos quais ele se detém “mais amplamente”, pois o sacerdote “mais do que receitas ou teorias, precisa de instrumentos concretos para enfrentar seu ministério, sua missão e sua vida cotidiana”.

Suas palavras, esclarece, são “fruto do exercício de reflexão” sobre o testemunho “que recebi de tantos sacerdotes ao longo dos anos”, contemplando “quais eram as características que os distinguiam e lhes davam uma força, uma alegria e uma esperança singulares em sua missão pastoral”.

Proximidade que impede o padre de levar uma vida de “solteiro”

A lógica da proximidade, esclarece Francisco, permite ao sacerdote “quebrar todas as tentações de fechamento, de autojustificação e de fazer uma vida de ‘solteiro'”, porque o convida a apelar para os outros “para encontrar o caminho que leva à verdade e à vida”.

São quatro dimensões que nos permitem, comenta o Santo Padre, “administrar as tensões e os desequilíbrios com que temos que lidar todos os dias”, uma “boa escola para ‘jogar em campo aberto’, onde o sacerdote é chamado, sem medo, sem rigidez, sem reduzir ou empobrecer a missão”. Não são “uma tarefa a mais”, mas “um dom” que o Senhor nos dá “para manter viva e frutífera a vocação”.

Para permanecer em paz nos momentos de provação e desolação

O Pontífice começa enfatizando que a “pequena coleta” que ele quer compartilhar, o Senhor lhe fez conhecer pouco a pouco, “durante estes mais de 50 anos de sacerdócio”. Ao encontrar sacerdotes que “me mostraram o que dá forma ao rosto do Bom Pastor”, mas também ao acompanhar irmãos sacerdotes que “haviam perdido o fogo do primeiro amor e seu ministério tinha se tornado estéril, repetitivo e sem sentido”.

Francisco confessa que em algumas situações, “incluindo momentos de provação, dificuldade e desolação, quando eu vivia e compartilhava a vida de uma certa maneira tinha paz”.

A atitude correta para acolher a mudança

A premissa do Papa é dedicada à atitude correta para acolher a mudança de época que a Covid “tornou mais do que evidente”. Não a fuga “em direção ao passado”, buscando “formas codificadas” que “nos garantam” “uma espécie de proteção contra riscos”, mas nem “em direção ao futuro” com “um otimismo exasperado” que “consagra” a última novidade “como o que é verdadeiramente real, desprezando assim a sabedoria dos anos”.

“Em vez disso, eu gosto da atitude que vem de assumir com confiança o controle da realidade, ancorada na sábia e viva Tradição da Igreja, que pode se permitir de sair mar adentro, sem medo. Sinto que Jesus, neste momento da história, está nos convidando mais uma vez a “sair mar adentro” com a confiança de que Ele é o Senhor da história e que, guiados por Ele, seremos capazes de discernir o horizonte a ser percorrido”.

As vocações genuínas em comunidades vivas e fraternas

“Discernir a vontade de Deus”, explica o Santo Padre, “significa aprender a interpretar a realidade com os olhos do Senhor, sem a necessidade de fugir do que acontece com nosso povo onde ele vive, sem a ansiedade que nos leva a buscar uma saída rápida e tranquilizadora, guiada pela ideologia do momento ou por uma resposta pré-fabricada”.

Um desafio a ser enfrentado também na vida sacerdotal. A crise vocacional, segundo o Pontífice, deve-se muitas vezes “à ausência nas comunidades de um fervor apostólico contagiante, por isso não entusiasmam e não despertam atração”. Onde há vida, “o desejo de levar Cristo aos outros”, surgem vocações genuínas.

Mesmo em paróquias onde os sacerdotes não são muito comprometidos e alegres, o Papa sublinha que é a vida fraterna e fervorosa da comunidade que suscita o desejo de consagrar-se inteiramente a Deus e à evangelização, especialmente se esta comunidade vivaz reza insistentemente pelas vocações e tem a coragem de propor aos seus jovens um caminho de especial consagração.

O Senhor nos encontrou como éramos

O Pontífice convida então a ter cuidado com a tentação de “viver um sacerdócio sem Batismo, sem a memória de que o nosso primeiro chamado é à santidade”. A fonte da esperança é Deus que sempre nos ama primeiro, e que “mesmo em meio à crise”, não cessa de amar “e, portanto, de chamar”.

E disso, continua, dirigindo-se aos irmãos no sacerdócio presentes na Sala Paulo VI, “cada um de nós é testemunha: um dia o Senhor nos encontrou onde estávamos e como estávamos, em ambientes contraditórios ou com situações familiares complexas; mas isso não o distraiu de querer escrever, através de cada um de nós, a história da salvação”.

Cada um, olhando para sua própria humanidade, sua própria história, seu próprio caráter, não deve se perguntar se uma escolha vocacional é conveniente ou não, mas se em consciência essa vocação revela nele aquele potencial de Amor que recebemos no dia de nosso Batismo, disse Francisco.

A proximidade a Deus

Por esta razão, o Papa mergulha nas quatro “proximidades”, que ele chama de “fundamentos sólidos” para a vida de um sacerdote hoje, começando com a proximidade de Deus, “proximidade ao Senhor das proximidades”. Sem “um relacionamento significativo com o Senhor”, reitera, “nosso ministério está destinado a se tornar estéril”.

A proximidade com Jesus, o contato com sua Palavra, nos permite confrontar a nossa vida com a sua e aprender a não nos escandalizarmos de nada do que nos acontece, a nos defendermos dos “escândalos”.

Sem a oração, um padre está sozinho um “trabalhador cansado”

Muitas crises sacerdotais, continua o Santo Padre, “têm sua origem precisamente em uma vida pobre de oração, uma falta de intimidade com o Senhor, uma redução da vida espiritual à mera prática religiosa”.

Em momentos importantes “de minha vida”, confessa, “esta proximidade com o Senhor foi decisiva para me sustentar”. Sem a proximidade concreta “na escuta da Palavra, na celebração eucarística, no silêncio da adoração, na entrega a Maria, no acompanhamento sábio de um guia, no sacramento da Reconciliação”, um sacerdote é “somente um trabalhador cansado que não desfruta dos benefícios dos amigos do Senhor”.

Renunciar ao ativismo, crescer na oração

Francisco lamenta que “demasiadas vezes, na vida sacerdotal, a oração é praticada apenas como um dever”, enquanto “um padre que reza é um filho que se faz próximo do Senhor”. É necessário, entretanto, acostumar-se a “ter espaços de silêncio durante o dia”.

Devemos conseguir “renunciar ao ativismo”, aceitando “a desolação que vem do silêncio, do jejum das atividades e das palavras, da coragem de nos examinarmos com sinceridade”. Perseverar na oração, para o Pontífice, significa “não fugir quando a própria oração nos conduz ao deserto”. O caminho do deserto é o caminho que leva à intimidade com Deus, com a condição, porém, de não fugirmos, de não encontrarmos meios para escapar deste encontro”.

Um sacerdote deve ter um coração “largo” o suficiente para dar lugar à dor do povo a ele confiado e, ao mesmo tempo, como sentinela, anunciar a aurora da graça de Deus que se manifesta precisamente nessa dor, indica o Santo Padre.

De fato, explica o Papa, “abraçar, aceitar e apresentar a própria miséria na proximidade ao Senhor” para o sacerdote “será a melhor escola para poder, pouco a pouco, dar lugar a toda a miséria e dor que encontrará diariamente em seu ministério, a ponto de tornar-se ele mesmo como o coração de Cristo”.

Proximidade ao bispo

Falando então da proximidade ao bispo, o Papa lamenta que “durante muito tempo foi lida apenas de forma unilateral”, dando à obediência “uma interpretação longe do sentimento do Evangelho”.

De fato, obediência significa “aprender a ouvir e lembrar que ninguém pode afirmar ser detentor da vontade de Deus, e que ela deve ser entendida somente através do discernimento”, aponta Francisco. 

A relação de bondade com o bispo, como as outras três “proximidades”, esclarece o Pontífice, torna possível quebrar toda tentação de fechar-se em si mesmo e ajuda todo sacerdote e toda Igreja particular “a discernir a vontade de Deus”.

“Mas não devemos esquecer que o próprio bispo só pode ser um instrumento deste discernimento se ele também escutar a realidade de seus presbíteros e do povo santo de Deus a ele confiado”.

A oração dos sacerdotes, a escuta dos bispos

Francisco lembra que na Evangelii gaudium recomendava de “praticar a arte de escutar, que é mais do que ouvir”. A primeira coisa, na comunicação com o outro, é a capacidade do coração que torna possível a proximidade, sem a qual não há um verdadeiro encontro espiritual”. Portanto, a obediência “também pode ser confronto, escuta e, em alguns casos, tensão”.

Isto exige necessariamente que os sacerdotes rezem pelos bispos e saibam expressar sua opinião com respeito e sinceridade. Requer também humildade por parte dos bispos, a capacidade de ouvir, de ser autocrítico e de se deixar ajudar. Se defendermos este elo, prosseguiremos com segurança em nosso caminho.

A proximidade entre os sacerdotes

A terceira proximidade, aquela entre os sacerdotes, para o Pontífice é expressa na fraternidade, que é “escolher deliberadamente procurar ser santo com os outros e não em solidão”. Para explicar suas características “que são as do amor”, pede ajuda ao “mapa” do capítulo 13 da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Fraternidade, portanto, significa paciência, “a capacidade de sentir-se responsável pelos outros, de carregar seus fardos”, longe da inveja, a incapacidade de alegrar-se “quando vejo o bem na vida dos outros”, que ” tanto atormenta os nossos ambientes e que é uma fadiga na pedagogia do amor, e não simplesmente um pecado a ser confessado”. Na fraternidade, “não precisamos nos vangloriar”, nem faltar “respeito para com aqueles que nos circundam”, indica o Santo Padre.

O amor fraterno, lembra Francisco, “não busca seu próprio interesse, não deixa espaço para a raiva, para o ressentimento”, não se lembra “para sempre do mal recebido” a ponto de talvez “gozar da injustiça quando se trata da pessoa que me fez sofrer”, e “considera um pecado grave atacar a verdade e a dignidade dos irmãos através de calúnias, maledicências, fofocas”.

A fraternidade não é utopia, mas um campo de treinamento para o espírito

Não é uma utopia, assegura o Papa, mesmo que “todos saibamos como pode ser difícil viver em comunidade, compartilhar a vida cotidiana com aqueles que quisemos reconhecer como irmãos”.

O amor fraterno, se não queremos adoçá-lo, acomodá-lo ou menosprezá-lo, é a “grande profecia” de que, nesta sociedade de desperdício, somos chamados a viver. Eu gosto de pensar no amor fraterno como uma academia do espírito, onde dia após dia nos confrontamos e temos o termômetro de nossa vida espiritual.

Fraternidade que ajuda a viver serenamente o celibato

Somente “quem procura amar está seguro”, resume o Pontífice, porque “quem vive com a síndrome de Caim”, convencido “de que não pode amar porque sente sempre de não ter sido amado”, justamente por causa disso “é mais expostos ao mal: a se machucar e a fazer o mal”.

Eu diria até mesmo que onde a fraternidade sacerdotal funciona e existem laços de verdadeira amizade, também é possível viver a escolha celibatária com maior serenidade.

O celibato, de fato, “é um dom que, para ser vivido como santificação, requer relações saudáveis, relações de verdadeira estima e verdadeira bondade que encontram sua raiz em Cristo”. Sem amigos e sem oração, recorda o Santo Padre, “pode tornar-se um fardo insuportável e um contra-testemunho da própria beleza do sacerdócio”.

Proximidade ao povo

A quarta proximidade, “o relacionamento com o Povo Santo de Deus”, sublinha o Papa, “não é para cada um de nós um dever, mas uma graça”, o que favorece “o encontro em plenitude com Deus”, como já está escrito na Evangelii gaudium. 

O lugar de todo sacerdote “é no meio do povo”, para descobrir que Jesus crucificado “quer nos usar para nos aproximar cada vez mais de seu amado povo”. Ele “quer que toquemos a miséria humana”, e que conheçamos “o poder da ternura”. Esta proximidade, como os outros, convida o Papa, de fato “exige, continuar o estilo do Senhor”, feito “de compaixão e ternura, porque ele é capaz de caminhar não como um juiz, mas como o Bom Samaritano”. Como aquele que “reconhece as feridas de seu povo”, os sacrifícios “de tantos pais e mães para manter suas famílias, e também as consequências da violência, corrupção e indiferença”.

É decisivo lembrar que o Povo de Deus espera encontrar pastores no estilo de Jesus – e não “clérigos de estado” ou “profissionais do sagrado” -; pastores que conhecem a compaixão e a oportunidade; homens corajosos, capazes de parar diante dos feridos e estender a mão; homens contemplativos que, em sua proximidade ao seu povo, podem proclamar a força operante da Ressurreição sobre as feridas do mundo.

A proximidade do pastor encoraja a pertença

Em uma sociedade onde estamos “conectados a tudo e a todos, nos falta a experiência de pertencer, que é muito mais do que uma conexão”. Mas, lembra Francisco, “com a proximidade de pastor podemos convocar a comunidade e fomentar o crescimento de um sentimento de pertença”.

Um antídoto “contra uma deformação da vocação”, esquecer “que a vida sacerdotal é para os outros, para o Senhor e para o povo por Ele confiado”. Um esquecimento que “está na raiz do clericalismo e de suas consequências”.

O clericalismo é uma perversão porque é construído sobre o “distanciamento”. Quando penso no clericalismo, penso também na clericalização dos leigos: a promoção de uma pequena elite em torno do padre que também acaba distorcendo sua missão fundamental.

Como é minha proximidade?

Em conclusão, o Pontífice relaciona “esta proximidade com o Povo de Deus com a proximidade de Deus”, pois quando reza “o pastor traz as marcas das feridas e alegrias de seu povo, que ele apresenta em silêncio ao Senhor para ungi-las com o dom do Espírito Santo”.

Bispos e padres fariam bem em se perguntar “como vão as minhas proximidades”, como estou vivendo estas quatro dimensões que moldam meu ser sacerdotal de forma transversal e me permitem administrar as tensões e desequilíbrios com os quais temos que lidar todos os dias.

Estas quatro proximidades são uma boa escola para “jogar em campo aberto”, onde o sacerdote é chamado, sem medo, sem rigidez, sem reduzir ou empobrecer a missão.

Proximidade com o estilo de Deus: compaixão e ternura

Estas proximidades do Senhor, resume novamente o Papa, “não são uma tarefa a mais: são um dom que Ele dá para manter viva e fecunda a vocação”.

Para evitar a tentação de “fechar-nos em discursos e discussões intermináveis sobre a teologia do sacerdócio ou sobre teorias do que deveria ser”, o Senhor, com ternura e compaixão, “oferece aos sacerdotes as coordenadas para reconhecer e manter vivo o ardor pela missão: proximidade, proximidade a Deus, ao bispo, aos irmãos sacerdotes e ao povo a eles confiado”. A proximidade no estilo de Deus, que está próximo com compaixão e ternura”.

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Devemos aprender a ver com o coração, diz Papa

 

É preciso aprender a ver com o coração, o que significa ver o mundo e os irmãos através dos olhos de Deus. Essas foram palavras do Papa Francisco em audiência neste sábado, 19, com membros da Associação francesa Voir Ensemble (Ver juntos). O organismo reúne pessoas com deficiência visual que desejam caminhar juntos para viver em fraternidade a alegria do Evangelho.

O encontro de Jesus com o nascido cego, do Evangelho de João, foi o ponto de abertura da reflexão do Santo Padre em seu discurso. Francisco destacou que o olhar de Jesus precede, é um olhar que chama ao encontro, à ação, à ternura, à fraternidade. Jesus viu naquele homem um irmão que devia ser libertado. Já os discípulos ficaram parados com o olhar comum daquele tempo para com as pessoas com deficiências: nascidas no pecado, eram punidas por Deus, prisioneiras de um olhar de exclusão.

“Em uma cultura de preconceito, Jesus rejeita radicalmente esta forma de ver. É por isso que ele afirma diante dos discípulos que ‘nem ele nem seus pais’ são a causa de seu mal. É uma palavra de libertação, aceitação e salvação”.

O Santo Padre constatou que hoje, infelizmente, as pessoas estão acostumadas a perceber apenas o exterior das coisas, seu aspecto mais superficial. Mas ressaltou que, como ensina o Evangelho, a pessoa doente ou com deficiência, a partir de sua fragilidade e limitação, pode estar no coração do encontro com Jesus. E este é um encontro que se abre à vida e à fé, e que pode construir relações fraternas e solidárias na Igreja e na sociedade.

Não ficar indiferente diante do sofrimento

O segundo ponto destacado pelo Pontífice foi que Cristo faz para o cego “as obras de Deus”, dando-lhe visão. “O coração de Jesus não pode ficar indiferente diante do sofrimento” disse o Papa aos presentes. “Ele nos convida a agir imediatamente, para consolar, acalmar e curar as feridas de nossos irmãos e irmãs”.

Francisco repetiu o que já disse outras vezes em seu pontificado, que a Igreja é um hospital de campo. Há muitas pessoas feridas, precisando de uma mão estendida para curá-las.

Continuando sua reflexão sobre a ação de Jesus diante do cego, afirmou: “Este é o paradoxo: aquele cego, ao encontrar Aquele que é a Luz do mundo, torna-se capaz de ver, enquanto que aqueles que veem, apesar de encontrar Jesus, permanecem cegos, incapazes de ver. Este paradoxo muitas vezes percorre nossas próprias vidas e nossas formas de acreditar”.

Para ilustrar ,o Papa citou Saint-Exupéry, que em seu livro O Pequeno Príncipe, escreveu: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

“Ver com o coração é ver o mundo e nossos irmãos e irmãs através dos olhos de Deus. Jesus nos convida a renovar nossa maneira de ver as pessoas e as coisas”.

Ver com o coração

Francisco explicou aos presentes que a fé não se reduz a uma série de crenças teóricas, tradições e costumes. Trata-se de um vínculo e um caminho seguindo Jesus, que renova a maneira de ver o mundo e os irmãos. E destacou que os cristãos não podem se contentar em ser iluminados, precisam também ser ‘testemunhas da luz’”.

“Somos chamados a testemunhar Jesus em nossas vidas, no estilo da acolhida e do amor fraterno”. E concluindo o discurso, encorajou todos a seguir “vendo juntos” – voir ensemble – com o coração, fazendo com que o carisma do Padre Yves Mollat dê frutos. “Deixem que Jesus venha até vocês, cure suas feridas e lhes ensine a ver com o coração”.

 

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CELAM apresenta ao Papa relatório da Assembleia Eclesial

O Papa Francisco recebeu em audiência neste sábado, 19, os membros da presidência do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), com um relatório sobre a atividade pastoral desta entidade eclesial. 

“Desenvolvemos os aspectos que dão esperança, basta mencionar um: o método de participação, escuta e discernimento do povo de Deus”, disse o presidente do CELAM, Dom Miguel Cabrejos.

No encontro, também estiveram presentes o arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, que é o primeiro vice-presidente do CELAM; Dom Jorge Eduardo, arcebispo de San Juan de Cuyo, na Argentina, e secretário-geral; e Dom Rogelio Cabrera López, arcebispo de Monterrey no México, e presidente do conselho econômico; e padre Pedro Manuel Brassesco, secretario general adjunto. 

Os bispos apresentaram ao Papa um relatório sobre a atividade do CELAM. Dentre os conteúdos apresentados estava a Assembleia Eclesial e as várias etapas do Sínodo sobre sinodalidade que estão ocorrendo. Eles também destacaram o trabalho da Igreja em tempo de pandemia realizado na América Latina e no Caribe.

“A Assembleia Eclesial não deve ser considerada como um evento, que foi realizado e concluído. É um processo em que se seguem outras fases”, disse Dom Cabrejos.

Dom Miguel informou que em breve várias comissões do CELAM realizarão encontros com conferências episcopais e com elas pode chegar às dioceses e aos fiéis das respectivas paróquias neste caminho sinodal.

Intinerário 2022

O Conselho Episcopal Latino-Americano continuará em 2022 com seu itinerário de seminários de formação e encontros regionais no continente americano.

O site do CELAM também informa que, durante a audiência, os bispos agradeceram ao Papa Francisco pelo recente reconhecimento das virtudes heroicas do cardeal argentino Eduardo Pironio. 

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Papa: rezar pelos nossos inimigos é transformar o mal em bem

No Angelus deste domingo, 20, o Papa Francisco ensina algumas “indicações fundamentais para a vida”. O Pontífice fala sobre “situações difíceis”, que são um teste, ou seja, quando pessoas se deparam com aqueles que são inimigos e hostis.

Como agir? O exemplo vem diretamente de Jesus, quando diz “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam”, indica o Santo Padre. E ainda mais concretamente: “A quem te ferir numa face, oferece a outra”.

Parece que o Senhor pede o impossível. “Mas será isso mesmo? Será que o Senhor realmente nos pede coisas impossíveis e injustas?”, pergunta Francisco.

Dar a outra face

Depois de recordar que Jesus, ao receber uma bofetada do guarda durante sua paixão ele simplesmente argumenta: “‘Se falei mal, testemunha sobre o mal. Mas, se falei bem, por que me bates?’ Pede explicação pelo mal recebido”. O Papa explica: 

“Dar a outra face não significa sofrer em silêncio, ceder à injustiça. Jesus com sua pergunta denuncia o que é injusto”, “a mansidão de Jesus é uma resposta mais forte do que a bofetada que recebeu”. “Isso é dar a outra face”.

Francisco pondera que dar a outra face não é o recuo do perdedor, mas a ação de quem tem maior força interior. “De quem vence o mal com o bem, que abre uma brecha no coração do inimigo, desmascarando o absurdo de seu ódio”

Amar os inimigos

Em seguida o Pontífice reflete sobre outro ponto: “É possível que uma pessoa venha a amar seus inimigos? Se dependesse apenas de nós, seria impossível. Mas lembremos que quando o Senhor pede alguma coisa, Ele quer dá-la”. 

O Santo Padre indica: “O que devemos pedir-Lhe? O que Deus tem o prazer de nos dar? A força de amar, que não é uma coisa, mas é o Espírito Santo. Com o Espírito de Jesus, podemos responder ao mal com o bem, podemos amar aqueles que nos ferem. Isso é o que fazem os cristãos”.

“Como é triste quando pessoas e povos orgulhosos de serem cristãos veem os outros como inimigos e pensam em fazer guerra entre eles!”

Então o Papa conclui com uma reflexão: “Na nossa vida, aplicamos os convites de Jesus?”. “Pensemos em uma pessoa que nos fez mal. Talvez haja um ressentimento dentro de nós. Então, coloquemos este ressentimento ao lado da imagem de Jesus, manso, durante o seu julgamento. E depois peçamos ao Espírito Santo que aja em nossos corações”.

Francisco exorta os fiéis a rezarem pelos seus “inimigos”. “Rezar por aqueles que nos trataram mal é o primeiro passo para transformar o mal em bem. Que a Virgem Maria nos ajude a sermos pacificadores para todos, especialmente para com aqueles que nos são hostis e não gostam de nós”.

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Patriarcado da Babilônia se torna Patriarcado de Bagdá dos Caldeus

O Papa Francisco acolheu o pedido apresentado pelo Cardeal Raphaël Louis I Sako em nome do Sínodo dos Bispos da Igreja Caldeia, aprovando a mudança do título “Patriarcado da Babilônia dos Caldeus” para “Patriarcado de Bagdá dos Caldeus”.

A decisão de mudar o nome foi tomada pelo Sínodo Caldeu. O evento foi realizado em Bagdá em agosto do ano passado.

Uma nota do Patriarcado explicou que a referência à “Babilônia” foi removida porque não tinha bases históricas. “Babilônia”, dizia a nota, “foi a capital do império babilônico e nunca foi uma sede episcopal ou patriarcal”.

História

Desde sua união com Roma em 1553, o título era o de Patriarca da Igreja Caldeia. Sua sede se deslocou ao longo dos séculos entre Diyarbakir, Sa’rad, Jazira, Mosul e Bagdá. A referência à “Babilônia” só foi inserida em 1724 pelo Patriarca Youssef III. Ele residia em Diyarbakir, agora em território turco, mas sem qualquer relação eclesial.

A Sé Patriarcal, portanto, nunca esteve na Babilônia. Atualmente ela encontra-se em Bagdá. Trata-se de uma decisão – afirma a nota do Patriarcado – que é o resultado do caminho de renovação da Igreja Caldeia, atenta em preservar seu autêntico patrimônio.

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Papa Francisco renova sua proximidade a Petrópolis

Neste domingo, 20, depois da oração do Angelus, o Papa Francisco manifestou mais uma vez sua proximidade às populações atingidas pelas calamidades naturais: do Brasil em Petrópolis e de Madagascar. 

“Exprimo minha proximidade às populações atingidas por desastres naturais nos últimos dias. Estou pensando especialmente no sudeste de Madagascar, flagelado por uma série de ciclones, e na área de Petrópolis no Brasil, devastada por enchentes e deslizamentos de terra. Que o Senhor receba os mortos em sua paz, conforte suas famílias e apoie aqueles que os estão ajudando”, disse o Pontífice.

Dia dos Profissionais da Saúde

Em seguida o Santo Padre recordou que hoje se comemora o Dia dos Profissionais da Saúde. Francisco agradeceu a todos recordando que seu heroísmo permanece todos os dias, não apenas no período da Covid.

“Hoje é o Dia Nacional dos Profissionais da Saúde e devemos lembrar de tantos médicos, enfermeiros e enfermeiras, voluntários, que ficam ao lado dos doentes, os tratam, os fazem sentir-se melhor, os ajudam. “Ninguém se salva sozinho”, foi o título do programa “A Sua Imagem”. Ninguém se salva sozinho. E na doença, precisamos de alguém que nos salve e nos ajude. Um médico estava me dizendo esta manhã que na época da Covid uma pessoa estava morrendo e disse-lhe: “Pegue na minha mão, estou morrendo e preciso de sua mão”. Os heroicos profissionais da  saúde mostraram este heroísmo no tempo da Covid, mas o heroísmo permanece todos os dias. Aos nossos médicos, enfermeiras, enfermeiros, voluntários um aplauso e um grande obrigado!”

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Papa ao Jubileu de 2025: preparação com fé, esperança e caridade

Que o Jubileu de 2025 possa ser preparado e celebrado com fé intensa, esperança viva e caridade operosa. Este é o pedido do Papa Francisco ao presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, por ocasião do Jubileu 2025. A carta papal foi divulgada nesta sexta-feira, 11.

Esse próximo Ano Santo constituirá a celebração dos primeiros 25 anos do século XXI, recorda Francisco em sua carta. Uma etapa significativa, segundo ele, foi o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, vivido de 2015 a 2016 como redescoberta da força e ternura da misericórdia divina.

Nos últimos dois anos, porém, o mundo vive a realidade da pandemia, lembra o Pontífice. Um período marcado pelo drama da morte na solidão e pela incerteza do futuro, o que mudou o modo de viver, inclusive com um período de fechamento das igrejas.

Esperança

“Temos plena confiança de que a epidemia possa ser superada e o mundo volte a ter os seus ritmos de relações pessoais e de vida social. Isso será conseguido mais facilmente se agirmos com solidariedade efetiva de modo que não sejam negligenciadas as populações mais carentes, mas se possa partilhar com todos quer as descobertas da ciência quer os medicamentos necessários”, frisa o Papa.

Francisco pede que se mantenha acesa a chama da esperança. E ressalta que esse próximo Jubileu poderá favorecer a recomposição do clima de esperança e confiança e ser um sinal de renascimento do qual se precisa com urgência. “Por isso escolhi o lema Peregrinos de esperança. Entretanto, tudo isso será possível se formos capazes de recuperar o sentido de fraternidade universal, se não fecharmos os olhos diante do drama da pobreza crescente que impede milhões de homens, mulheres, jovens e crianças de viverem de maneira digna de seres humanos.”

O Pontífice também recorda a situação dos refugiados e dos pobres, pedindo que suas vozes sejam ouvidas neste tempo de preparação ao Jubileu. A partir da dimensão espiritual do Jubileu, o convite é combiná-la com os aspectos fundamentais da vida social, de modo a constituir uma unidade coerente. E isso inclui também o cuidado da casa comum. “Almejo que o próximo Ano Jubilar seja celebrado e vivido também com esta intenção.”

2024: preparação em oração

Na conclusão da carta, o Pontífice elenca o ano de 2024 como uma grande “sinfonia” de oração. Ele pede que este seja um ano preparatório, com uma vivência intensa na oração para estar na presença de Deus, agradecer a Ele e levar à solidariedade e partilha. Além disso, pede oração como via mestra para a santidade.

“Em suma, um ano intenso de oração, em que os corações se abram para receber a abundância da graça, fazendo do «Pai-Nosso» – a oração que Jesus nos ensinou – o programa de vida de todos os seus discípulos.”

O que é o Jubileu?

O Jubileu na vida da Igreja foi instituído por Bonifácio VIII em 1300. A proposta é de ser um acontecimento de grande relevância espiritual, eclesial e social. O Jubileu é celebrado a cada 25 anos, podendo também existir um Jubileu Extraordinário, como foi o Ano Santo da Misericórdia. 

Os fiéis vivem o Ano Santo como um dom especial de graça, caracterizado pelo perdão dos pecados e, em particular, pela indulgência. Ao final desse período, a travessia da Porta Santa e a veneração das relíquias dos Apóstolos Pedro e Paulo, guardadas nas basílicas romanas.

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