Notícias e Artigos Litúrgicos
Ver matéria completa ...
Dez Mandamentos do Dizimista

1º Sou dizimista porque amo a Deus e amo o meu próximo. Partilho com alegria, conforme manda meu coração, seguindo as palavras de São Paulo (2 Cor 9-7).

2º Sou dizimista porque reconheço que tudo recebo de Deus. " O Senhor é meu pastor nada me faltará"(Sl 23). "que tens tu que não tenhas recebido?" (São Paulo em 1 Cor 4,7).

3º Sou dizimista porque minha gratidão a Deus me leva a devolver um pouco do muito que recebo. “Não foram dez os curados? Onde estão os outros nove? Só um voltou para dar glória a Deus? (Lc 17, 11-19).

4º Sou dizimista porque aceito como palavra de Deus o que leio na Bíblia, e sei que dízimo é fonte de bênçãos. "Trazei o dízimo integral ao templo para que haja alimento em minha casa" (MI 3,10) "Esta pobre viúva deu mais que todos os outros"(Lc 21,1-4)

5º Sou dizimista porque creio, e confio, em Deus Pai; minha contribuição é prova de fé e de confiança. "Olhai as aves do céu, olhai os lírios do campo!" "Muito mais o Pai cuidará de vós" (Mt 6,25-31)

6º Sou dizimista porque o partilhar mata o meu egoísmo. "Insensato, hoje morrerás. De que te valeu ter acumulado tantos Tesouros?"(Lc 12,16-21). "O amor cobre uma multidão de pecados" (1 Pd 4,8)

7º Sou dizimista porque creio na vida cristã em comunidade. "Onde dois ou mais se juntarem em meu nome, eu estarei no meio deles" (Mt 18,20). "Vocês são todos irmãos"

8º Sou dizimista porque Deus, o único pai rico, não quer ninguém passando necessidade. “Tudo o que fizeste a um dos meus irmãos mais pequenos, a mim o fizeste” (Mt 25, 40).

9º Sou dizimista porque gosto de viver em liberdade e alegria, celebrando desde já a vida plena. "Vou preparar-vos um lugar" (Jo 14,1-5). "Vinde, benditos de meu Pai..."(Mt 25,34)".

10º Sou dizimista porque quero ver minha comunidade crescer e minha igreja testemunhar o Evangelho no mundo inteiro. "Ide por toda a terra, pregai a Boa Nova. Batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19-20; Mc16,15)

 

“Ser dizimista consciente, uma graça de Deus”.

Cada dizimista, livremente, pode contribuir com o dízimo da maneira em achar melhor:

  1. Lacrando o envelope e entregando ao coordenador do setor;
  2. Entregando diretamente no escritório paroquial;
  3. Depositando diretamente nos cofres que estão na igreja;
  4. Entregando, antes ou depois de cada missa na Igreja com a Pastoral do Dízimo;
  5. Depósito Bancário:

Diocese de Votuporanga/Catedral N. Sra. Aparecida

Caixa Econômica Federal: Ag. 0364 – Op. 003 – C/C 002175-4

  1. Transferência Bancária:

Diocese de Votuporanga/Catedral N. Sra. Aparecida

CNPJ 26.803.548/0002-44

Caixa Econômica Federal

Banco 104 – Ag. 0364 – Op. 003 - C/C 002175-4

 

Ver matéria completa ...
PACTO PELA VIDA E PELO BRASIL

Cidadãos brasileiros, mulheres e homens de boa-vontade, mais uma vez, conclamamos a todos:
1. O Brasil vive uma grave crise – sanitária, econômica, social e política -- exigindo de todos, especialmente de governantes e representantes do povo, o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis. O momento que estamos enfrentando clama pela união de toda a sociedade brasileira, para a qual nos dirigimos aqui. O desafio é imenso: a humanidade está sendo colocada à prova. A vida humana está em risco.
2. A pandemia do novo coronavírus se espalha pelo Brasil exigindo a disciplina do isolamento social, com a superação de medos e incertezas. O isolamento se impõe como único meio de desacelerar a transmissão do vírus e seu contágio, preservando a capacidade de ação dos sistemas de saúde e dando tempo para a implementação de políticas públicas de proteção social. Devemos, pois, repudiar discursos que desacreditem a eficácia dessa estratégia, colocando em risco a saúde e sobrevivência do povo brasileiro. Em contrapartida, devemos apoiar e seguir as orientações dos organismos nacionais de saúde, como o Ministério da Saúde, e dos internacionais, a começar pela Organização Mundial de Saúde - OMS.
3. Os países democráticos atingidos pelo COVID-19 estão construindo agendas e políticas para combatê-lo de maneira própria, segundo suas características, mas, todos, sem exceção, na colaboração estreita entre sociedade civil e classe política, entre agentes econômicos, pesquisadores e empreendedores, convencidos de que a conjugação de crise epidemiológica e crise econômica assume tal magnitude, que só um amplo diálogo pode levar à sua resolução. É hora de entrar em cena no Brasil o coro dos lúcidos, fazendo valer a opção por escolhas científicas, políticas e modelos sociais que coloquem o mundo e a nossa sociedade em um tempo, de fato, novo.
4. Nossa sociedade civil espera, e tem o direito de exigir, que o Governo Federal seja promotor desse diálogo, presidindo o processo de grandes e urgentes mudanças em harmonia com os poderes da República, ultrapassando a insensatez das provocações e dos personalismos, para se ater aos princípios e aos valores sacramentados na Constituição de 1988. Cabe lembrar que a árdua tarefa de combate à pandemia é dever de todos, com a participação de todos -- no caso do Governo Federal, em articulada cooperação com os governos dos Estados e Municípios e em conexão estreita com as nossas instituições.
5. A hora é grave e clama por liderança ética, arrojada, humanística, que ecoe um pacto firmado por toda a sociedade, como compromisso e bússola para a superação da crise atual. Como em outras pandemias, sabemos que a atual só agravará o quadro de exclusão social no Brasil. Associada às precárias condições de saneamento, moradia, renda e acesso a serviços públicos, a histórica desigualdade em nosso país torna a pandemia do novo coronavírus ainda mais cruel para brasileiros submetidos a privações. Por isso, hoje nos unimos para conclamar que todos os esforços, públicos e privados, sejam envidados para que ninguém seja deixado para trás nesta difícil travessia.
6. Não é justo jogar o ônus da imensa crise nos ombros dos mais pobres e dos trabalhadores. O princípio da dignidade humana impõe a todos e, sobretudo, ao Estado, o dever de dar absoluta prioridade às populações de rua, aos moradores de comunidades carentes, aos idosos, aos povos indígenas, à população prisional e aos demais grupos em situação de vulnerabilidade. Acrescente-se ao princípio da dignidade humana, o princípio da solidariedade – só assim iremos na direção de uma sociedade mais justa, sustentável e fraterna.
7. É fundamental que o Estado Brasileiro adote políticas claras para garantir a saúde do povo, bem como a saúde de uma economia que se volte para o desenvolvimento integral, preservando emprego, renda e trabalho. Em tempos de calamidade pública, tornam-se inadiáveis a atualização e ampliação do Bolsa Família; a rápida distribuição dos benefícios da Renda Básica Emergencial, já aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Executivo, bem como a sua extensão pelo tempo que for necessário para a superação dos riscos de saúde e sobrevivência da população mais pobre; a absorção de parte dos salários do setor produtivo pelo Estado; a ampliação de estímulos fiscais para doações filantrópicas ou assistenciais; a criação do imposto sobre grandes fortunas, previsto na Constituição Federal e em análise no Congresso Nacional; a liberação antecipada dos precatórios; a capitalização de pequenas e médias empresas; o estímulo à inovação; o remanejamento de verbas públicas para a saúde e o controle epidemiológico; o aporte de recursos emergenciais para o setor de ciência & tecnologia no enfrentamento da pandemia; e o incremento geral da economia. São um conjunto de soluções assertivas para salvaguardar a vida, sem paralisar a economia.
8. Ressalte-se aqui a importância do Sistema Único de Saúde - SUS, mais uma vez confirmada, com seus milhares de agentes arriscando as próprias vidas na linha de frente do combate à pandemia. É necessário e inadiável um aumento significativo do orçamento para o setor: o SUS é o instrumento que temos para garantir acesso universal a ações e serviços para recuperação, proteção e promoção da saúde.
9. Em face da expansão da pandemia e de suas consequências, é imperioso que a condução da coisa pública seja pautada pela mais absoluta transparência, apoiada na melhor ciência e condicionada pelos princípios fundamentais da dignidade humana e da proteção da vida. Reconhecemos que a saúde das pessoas e a capacidade produtiva do país são fundamentais para o bem-estar de todos. Mas propugnamos, uma vez mais, a primazia do trabalho sobre o capital, do humano sobre o financeiro, da solidariedade sobre a competição.
10. É urgente a formação deste Pacto pela Vida e pelo Brasil. Que ele seja abraçado por toda a sociedade brasileira em sua diversidade, sua criatividade e sua potência vital. E que ele fortaleça a nossa democracia, mantendo-nos irredutivelmente unidos. Não deixaremos que nos roubem a esperança de um futuro melhor.
Dia Mundial da Saúde, 7 de abril de 2020
Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB
Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB
José Carlos Dias, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns - Comissão Arns
Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências - ABC
Paulo Jeronimo de Sousa, presidente da Associação Brasileira de Imprensa - ABI
Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Ver matéria completa ...
Assumindo e concretizando o pacto pela vida e pelo brasil

“Dialogar, discutir e indicar, nestes próximos dias, em vista da urgência do momento atual, o que nos cabe como tarefa para efetivar o Pacto pela Vida e pelo Brasil. Partindo do que já vem sendo realizado, definir o que mais urgentemente devemos promover em nível nacional, regional e local”.

Ver matéria completa ...
Presidente do Regional Sul 1 incentiva ações para o Grito dos Excluídos e faz um convite à reflexão sobre o “Pacto pela vida e pelo Brasil”

Em sintonia com 26ª edição do Grito dos Excluídos, que acontecerá no próximo dia 7 de setembro (segunda-feira), com o tema “Vida em Primeiro Lugar”, e lema “Basta de miséria, preconceito e repressão; queremos terra, trabalho, teto e participação”, o presidente do Regional Sul 1 da CNBB, Dom Pedro Luiz Stringhini, por meio de vídeo, convidou a todos a participar desse ato. Dom Pedro Luiz convidou também o povo a tomar conhecimento e divulgar o texto do “Pacto Pela Vida e Pelo Brasil”, iniciativa da CNBB, juntamente com outras organizações: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Arns de Direitos Humanos, a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

 

Ver matéria completa ...
Mensagem do presidente da CNBB para o Dia da Pátria

Em um vídeo, que gravou especialmente como uma mensagem para o Dia da Pátria, celebrado no Brasil no 7 de Setembro, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, reforçou a importância da democracia e da participação cidadã como caminhos que permitem que as diferenças se articulem e se tornem riqueza na construção do presente e também do futuro do Brasil como resposta aos desafios colocados pelo contexto do novo Coronavírus.

 

Ver matéria completa ...
Congresso on-line aborda humanização e Pastoral da Saúde

Especializar-se, aprender, estudar a vida humana sendo o mais humano possível. Essas são algumas das motivações do 39º Congresso Brasileiro de Humanização e Pastoral da Saúde, que será realizado no próximo final de semana, 5 e 6 de setembro, e pela primeira vez de forma on-line.

O tema do evento, organizado pelo Instituto Camiliano de Pastoral da Saúde, está vinculado à Campanha da Fraternidade deste ano: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele – Espiritualidade e Cuidado”, com o intuito de focalizar o anseio do cuidado, da compaixão e do ardor apaixonado pelo próximo, explica o padre Renato Prado, um dos organizadores desta edição.

Segundo o sacerdote, este ano foi atípico e acelerou a necessidade de usar a plataforma virtual para a oferta de formação e discussão de temas relevantes para o desenvolvimento científico e espiritual dos integrantes da Pastoral da Saúde em todo o Brasil.

“A organização deste ano contou com muita oração, ajuda de pessoas que compartilham do objetivo e da sede de compartilhar o conhecimento. A articulação dos temas buscou três pontos fundamentais: Conteúdo – Dinamicidade – Aplicabilidade”, comenta.

O congresso

Todas as pessoas que tiverem interesse podem se inscrever no congresso pelo site (endereço ao final da matéria). Serão dois dias de atividades, realizadas exclusivamente de forma on-line, com transmissão pelo facebook e youtube, com possibilidade de interação entre palestrante e público. “Vamos ter o suporte técnico do centro Universitário São Camilo para garantir a qualidade da transmissão. O layout será o apresentador e o palestrante, contando também com perguntas do público”.

A programação traz diversos temas, desde a questão da ansiedade até o trabalho pastoral nessa área da Saúde nesse tempo de pandemia. Segundo padre Renato, os temas foram adaptados às necessidades do tempo presente. A palestra sobre ansiedade, por exemplo, abordará diversas situações, tanto o lado psíquico e afetivo das pessoas, quanto a questão da obesidade, já que muitas pessoas, por causa da restrição de circulação, acabaram ganhando peso.

Outro tema em foco será o envelhecimento, abordando especificamente a “síndrome do ninho vazio” e suas derivações. “Neste tempo de pandemia, houve um aumento exponencial em casos de pessoas em grupo de risco que ficaram muito isoladas”, comenta padre Renato.

Pastoral da Saúde em tempos de pandemia

pandemia trouxe consigo uma grande necessidade de adaptação a essa nova realidade de isolamento social e hábitos necessários em termos de segurança sanitária. Com o trabalho da Pastoral da Saúde não foi diferente.

Padre Renato conta que há três frontes principais que norteiam esse trabalho: a comunitária, a solidária e a político-institucional. A aplicação de boa parte dessas dimensões ocorre com agentes em campo, mas, com a pandemia, muitos deles não puderam sair ou visitar as pessoas.

“A realidade de muitos de nossos agentes segue a ideia do “Curador ferido” podemos explicitar com a figura do Pelicano, que mesmo ferido não deixa de dar parte do seu próprio coração para alimentar os mais frágeis. Sinteticamente falando sobre esse símbolo Cristão fortíssimo, na Pastoral da Saúde muitos dos nossos já passaram, passam cuidando dos outros mesmo acometido com sofrimentos e isso descrevo nas mais amplas esferas sociais, psicológicas e espirituais. São Camilo é um exemplo disso em sua história”.

Todo esse empenho dos agentes reflete aquilo que está no cerne do trabalho dessa pastoral: o cuidado com o próximo: “A pastoral da Saúde tem sua vocação em cuidar do ser humano como humano e não como estereótipo ou patologia, buscamos encontrar Cristo na pessoa do enfermo”.

Para se inscrever no congresso, basta acessar este endereço:
https://www.sympla.com.br/xxxix-congresso-brasileiro-de-humanizacao-e-pastoral-da-saude__934216)

Ver matéria completa ...
Saudade: 9 anos de falecimento do Padre Edemur

No próximo dia 07 de Setembro, completam-se 7 anos que o saudoso Padre Edemur foi morar com o Pai. As belas lembranças do amado sacerdote continuam em nossa mente e a saudade parece que aumenta a cada dia. 

No dia 07, façamos alguns momentos de oração, agradecendo a Deus por tudo o que o padre Edemur fez nos quase 25 anos de sacerdócio. Lembremo-nos dos momentos felizes vividos com o saudoso padre e amigo e peçamos que ele continue intercedendo a Deus por nós. Gratidão também a sua família, que nos deu o Padre Edemur como nosso pastor. Padre Edemur administrou nossa paróquia por 20 anos, sendo o padre que ficou por mais tempo como pároco.

Padre Edemur faleceu no dia 07 de setembro de 2011 na Santa Casa de Votuporanga, onde estava internado desde o dia 29 de agosto. Ele sofreu um choque cardiogênico, infarto agudo do miocárdio, insuficiência renal aguda e falência múltipla de órgãos, falecendo às 10h40min. 

Natural de Cosmorama, Padre Edemur nasceu no dia 25 de fevereiro de 1958. Filho de Adelino José Alves e Clementina Lucas Alves, sentiu sua vocação na juventude; entrando para o Seminário em 1978. Antes de ser ordenado, trabalhou pastoralmente na Igreja São Benedito, em São José do Rio Preto. 

Foi ordenado presbítero no dia 08 de dezembro de 1986, aos 28 anos, na Sé Catedral de São José, em Rio Preto, pela imposição das mãos de dom José de Aquino Pereira, bispo diocesano de Rio Preto naquele ano. Após a ordenação, foi pároco das paróquias São Bento (Votuporanga) e São João Batista (Álvares Florence). Padre Edemur assumiu a paróquia Nossa Senhora Aparecida em janeiro de 1991, pastoreando a paróquia central da cidade por 20 anos e sempre apoiando os movimentos, pastorais e serviços. Preocupado com os mais necessitados, juntamente com alguns paroquianos, criou a Casa Abrigo Irmãos de Emaús, entidade que recebe diariamente de 35 a 40 pessoas, sendo a maioria ex-moradores de rua. 

Grande devoto de Nossa Senhora, em todas as celebrações consagrava os fiéis à santíssima mãe de Jesus. Todos os anos realizava uma carreata pelas ruas de Votuporanga com a imagem da Padroeira do Brasil, abençoando todo o povo votuporanguense.

Ver matéria completa ...
Setembro, mês da Bíblia

No Brasil já é uma tradição que Setembro seja lembrado como o “Mês da Bíblia”. Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o Mês da Bíblia em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30.

São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por esse santo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa “popular” e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias.

Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la cada vez mais e a fazer dela, a cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de Sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo  é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).

A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação à nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Sagrada Escritura. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o povo de Deus.

Ao lê-la, não devemos nos esquecer de que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a Palavra viva de Deus. Todas  as palavras da Sagrada Escritura têm seu sentido definitivo n’Ele, porque é no mistério de Sua Morte  e Ressurreição que o plano de Deus Pai para a nossa salvação se cumpre plenamente.

Ver matéria completa ...
Caritas Internationalis: rezar e agir para o bem da Casa Comum

"A pandemia da Covid-19 deve representar um chamado a respeitar a casa comum": é o que escreve a Cáritas Internationalis em uma nota, por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação em 1º de setembro. Uma recorrência que "representa uma ocasião importante para celebrar a riqueza da fé cristã que se expressa também na salvaguarda de nossa Casa comum" e para "renovar nosso coração e nossa mente", "renovando nosso relacionamento com Deus".

Refletindo sobre os difíceis meses vividos no mundo inteiro devido à pandemia do coronavírus, a Caritas Internationalis observa como isso nos permitiu tomar consciência de uma humanidade comum e de todas as interconexões presentes entre as dimensões "política, econômica, social, espiritual e cultural". “Nos demos conta", continua o órgão caritativo, "como os sistemas sociais injustos criaram um terreno fértil para a propagação das doenças, como nossas vidas são frágeis e como éramos vulneráveis mesmo antes da propagação deste vírus".

“Pandemia do amor”

Por isso o desejo de "novas formas de solidariedade" para responder à emergência sanitária com "a pandemia do amor", como afirmou o presidente da Caritas Internationalis, o Cardeal Luis Antonio Tagle. "Como cristãos - continua a nota - nossa relação com o meio ambiente não pode ser diferenciada de nossa relação com os outros e com Deus" e por esta razão o vírus Covid-19 deve ser "um chamado a respeitar nossa casa comum". Infelizmente, a realidade é bem diferente: o órgão caritativo lembra, de fato, que "as comunidades locais são as primeiras vítimas do fracasso em salvaguardar a Criação e por isso hoje nos pedem ações direcionadas e imediatas, especialmente em relação à segurança alimentar, ao acesso à água e à proteção do ecossistema".

Desenvolvimento Humano Integral

O desenvolvimento humano integral só pode ser promovido através da "sustentabilidade dos sistemas ecológicos, econômicos, sociais e políticos"; da conscientização e do desenvolvimento das capacidades de todos "em termos de conhecimento, vontade, liberdade e responsabilidade, caso contrário não podemos esperar que as pessoas se sintam responsáveis pelo mundo em que vivem”; desde o lançamento de novos estilos de vida "justos e sustentáveis", até a adoção de "políticas corajosas para preservar o meio ambiente". A nota da Cáritas Internationalis conclui com o apelo "para rezar e agir para construir uma comunidade de solidariedade e amor".

Celebração Ecumênica

Instituído pelo Papa Francisco em 2015, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação está agora em sua sexta edição. De caráter ecumênico, por ser celebrado junto com a Igreja Ortodoxa, marca o início do Tempo da Criação de 1 de setembro a 4 de outubro, a festa de São Francisco de Assis, um tempo dedicado pelos cristãos de todo o mundo à oração e à ação pelo cuidado da criação.

Vatican News Service – IP

Ver matéria completa ...
Nomeado o novo Núncio Apostólico para o Brasil

O Santo Padre nomeou o novo Núncio Apostólico para o Brasil. Trata-se de Sua Excelência Reverendíssima Dom Giambattista Diquattro, Arcebispo titular de Giromonte, até agora Núncio Apostólico na Índia e Nepal.

Giambattista Diquattro nasceu em Bolonha, Emília-Romanha, Itália, em 18 de março de 1954 é arcebispo, diplomata, teólogo e canonista. Foi ordenado sacerdote em 1981.  Recebeu seu mestrado em Direito Civil na Universidade de Catânia, e doutorado em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Lateranense em Roma e mestrado em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma.

Entrou para o Serviço Diplomático da Santa Sé em 1º de maio de 1985, e serviu em missões diplomáticas nas representações pontifícias na República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Chade, nas Nações Unidas em Nova York, e mais tarde na Secretaria de Estado do Vaticano, e na Nunciatura Apostólica na Itália. O Papa João Paulo II o nomeou núncio apostólico no Panamá em 2 de abril de 2005. Bento XVI o nomeou núncio apostólico na Bolívia em 21 de novembro de 2008 e em 21 de janeiro de 2017, o Papa Francisco o nomeou Núncio Apostólico na Índia e no Nepal. 

Ver matéria completa ...
Papa Francisco recorda o Jubileu da Terra

Depois do Angelus deste domingo, o Santo Padre recordou que na próxima terça-feira, dia 1º de setembro, é o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.

“A partir desta data, até 4 de outubro, celebraremos com nossos irmãos e irmãs cristãos de várias Igrejas e tradições o “Jubileu da Terra”, para comemorar o estabelecimento, 50 anos atrás, do Dia Mundial da Terra”, afirmou.

Em seguida, fez algumas saudações, em especial lembrando o recente desastre ambiental ocorrido em Maurício:

“Saúdo as diversas iniciativas promovidas em todas as partes do mundo e, entre elas, o Concerto realizado hoje na Catedral de Port-Louis, capital de Maurício, onde infelizmente ocorreu recentemente um desastre ambiental”

Tensões no Mediterrâneo Oriental

O Papa também lembrou uma das mais iminentes crises que está ocorrendo no Mediterrâneo Oriental, referindo-se às graves tensões em uma estreita faixa marítima entre a Grécia e a Turquia. O motivo seria a posse de grandes recursos energéticos presentes na área.

Eis as palavras do Papa:

“Acompanho com preocupação as tensões na área do Mediterrâneo Oriental, que é minada por vários surtos de instabilidade. Por favor, apelo ao diálogo construtivo e ao respeito pela legalidade internacional para resolver os conflitos que ameaçam a paz dos povos daquela região”

Ver matéria completa ...
Cada um de nós deve tomar a própria cruz, explica Papa

Na oração do Angelus deste domingo, 30, o Papa Francisco refletiu sobre o compromisso de cada um de nós de “tomar a própria cruz”. O Santo Padre discorreu sobre o Evangelho de Mateus quando Jesus, pela primeira vez, falou aos seus discípulos sobre o final que o espera na Cidade Santa:

“Diz que terá que ‘sofrer muito por parte dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e dos escribas, e ser morto e ressuscitar ao terceiro dia’”, citou.

A reação dos discípulos a esta predição é considerada imatura por Jesus: “Ainda têm uma fé imatura e muito ligada à mentalidade deste mundo”. Eles não querem que Jesus passe por isso.

“Para Pedro e os outros discípulos – mas também para nós! – a cruz é um ‘escândalo’, enquanto Jesus considera um ‘escândalo’ fugir da cruz, o que significaria fugir da vontade do Pai, da missão que Ele lhe confiou para nossa salvação”

Tomar a própria cruz

Jesus, continua Francisco, aponta o caminho do verdadeiro discípulo mostrando duas atitudes: “A primeira é ‘renunciar a si mesmo’, o que não significa uma mudança superficial, mas uma conversão, uma inversão de valores. A outra atitude é tomar a própria cruz” . Explicando que “não se trata apenas de suportar pacientemente as tribulações diárias, mas de carregar com fé e responsabilidade aquela parte do esforço e do sofrimento que a luta contra o mal implica”.

O Papa aprofunda este ponto exortando: “Façamos com que a cruz pendurada na parede de casa ou a pequena que usamos no pescoço seja um sinal de nosso desejo de nos unirmos a Cristo no serviço a nossos irmãos com amor, especialmente os pequenos e mais frágeis”.

Jesus crucificado, verdadeiro Servo do Senhor

Em seguida, recorda ainda que a cruz é sinal sagrado do Amor de Deus e do Sacrifício de Jesus, e não deve ser reduzida a um objeto de superstição ou uma joia ornamental.

“Toda vez que fixamos o olhar na imagem de Cristo crucificado, pensamos que Ele, como verdadeiro Servo do Senhor, cumpriu Sua missão dando a vida, derramando Seu sangue para a remissão dos pecados”

Por fim ensina que “se quisermos ser seus discípulos, somos chamados a imitá-Lo, entregando nossas vidas sem reservas por amor a Deus e ao próximo”.

Ver matéria completa ...
Igreja no Brasil celebra de 9 a 15 de agosto a Semana Nacional da Família

Dentro do Mês Vocacional, a Igreja no Brasil celebra, na segunda semana de agosto, a Semana Nacional da Família, uma mobilização de grupos e comunidades que ocorre, desde 1992, com momentos de oração, formação e reflexão. Neste ano, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propôs como tema “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24, 15).

Para animar a Semana Nacional da Família – do Dia dos Pais até o dia 15 de agosto – a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), organismo vinculado à Comissão Vida e Família da CNBB, elabora o subsídio “Hora da Família”, que começou a ser editado desde a vinda de São João Paulo II ao Brasil, em 1994. Neste ano de 2020, o material ganhou duas versões, uma com encontros mensais e outra especialmente preparada para a Semana Nacional da Família, agora chamada “Hora da Família Especial”.

O subsídio possui roteiro para os sete dias da semana com atividades que envolvem toda a família, sugestões de oração e de cantos. O material está disponível na versão impressa e também no aplicativo Estante Pastoral Familiar, numa versão digital.

“O Hora da Família se coloca a serviço da Igreja e da construção do Reino de Deus começando em nossas casas. Aproveitem cada encontro e animem sua comunidade a vivenciarem os temas propostos como um itinerário de aprofundamento da fé em família a serviço da comunidade”, motiva o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão para a Vida e a Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers.

Recordando a celebração das diversas vocações pela Igreja neste mês de agosto, o assessor da Comissão para a Vida e a Família e secretário executivo da CNPF, padre Crispim Guimarães, ressalta que o Hora da Família Especial, em comunhão com a Igreja, “celebra a vocação comum: ser família. Na família todas as vocações nascem e se encontram”.

Celebrar em tempos de pandemia

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RS) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, recordou em mensagem o momento desafiador da pandemia do novo coronavírus, que tem imposto limites ao agir Pastoral “ameaçando e mesmo levando embora tantas vidas”.

Segundo dom Joel, o lema deste ano, “Eu e minha serviremos ao Senhor”, é muito adequado para o momento que estamos passando: “Eu tomo mesmo a liberdade de compreender o lema do seguinte modo: ‘Eu e minha casa serviremos ao Senhor com pandemia ou sem pandemia, no modo presencial ou no modo virtual’. Isso porque, em qualquer condição uma família que se volta para o Senhor em atitude de fé, atitude traduzida em escuta da Palavra de Deus e no serviço a Deus através do próximo, aqui está um aspecto irrenunciável da nossa fé”.

O casal coordenador nacional da Pastoral Familiar, Luiz e Kátia Stolf, deseja que seja possível fazer uma Semana da Família abençoada mesmo com a pandemia, com o isolamento social: “que possamos fazer em nossas casas, a nossa pequena Igreja doméstica, acontecer também a Semana da Família, com nossos filhos, com nossos netos, enfim, com aqueles que convivem conosco. Aproveitemos esse momento especial de graça que Deus está nos dando para realizar e também celebrar a Semana da Família”.

Luiz e Kátia motivam a participação da forma disponível, seja nas comunidades, nas paróquias ou nas suas casas, com um grupo de conhecidos online, de forma virtual. “Que muitos frutos possamos estar colhendo a partir dessa semana”.

Programação Nacional

Com a motivação para a promoção de programações paroquiais, diocesanas e regionais, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar fará dois momentos em âmbito nacional para abrir e fechar a Semana Nacional da Família.

No sábado, dia 8, haverá uma live com abertura do presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, e formação sobre o tema da Semana Nacional da Família, a partir das 10h, no canal da Pastoral Familiar no Youtube. André Parreira, sua esposa e seus filhos, da diocese de São João Del Rei (MG), aprofundarão o tema da Semana Nacional da Família. Também participa da transmissão ao vivo a psicóloga portuguesa Marta Pimenta, que falará sobre “A família no pós-pandemia”.

No dia 16 de agosto, a CNPF vai promover uma segunda live, desta vez para encerramento da Semana. Neste dia, a principal atração serão os próprios agentes de Pastoral, pois o foco do programa serão celebrações e trabalhos realizados durante a semana nas diversas comunidades. Os agentes são convidados a compartilharem fotos e pequenos vídeos em suas redes sociais com a hashtag #semananacionaldafamília. As publicações serão selecionadas e divulgadas durante a live.

Via CNBB

Ver matéria completa ...
Dia dos Pais - 2º Domingo de Agosto

Ser pai não é apenas gerar vidas.
Ser pai é muito mais, é estar ali, presente, marcando todos os momentos e contribuindo para a alegria da família.

Ser pai é participar, regando com carinho, amor e atenção, o fruto novo que necessita de cuidados para que possa se desenvolver e crescer saudável.

Ser pai é acompanhar todos os passos do filho, oferecendo, além de carinho e amor, segurança, bem-estar, educação e lazer.
Ser pai é conduzir o filho pelas veredas da vida, apontando o que é bom e o que é ruim. Ensinando que a vida é tão boa de se viver, e que cabe a nós dar rumo certo a ela.

Ser pai é promover o ensinamento e a educação da fé, mostrando a bondade e o amor de Deus para com a humanidade e que podemos e devemos imita-lo, sendo seus seguidores e promotores da paz.

Ser pai é ser amigo, companheiro, compreensivo e confidente, é saber escutar com o coração aberto. É estender a mão, não só na alegria, mas, principalmente nas adversidades.
Ser pai é carregar o filho no colo, brincar, correr, pular. É encher de alegria o pequenino ser. É também corrigir, sem, contudo, ofender a integridade física, fazendo com que o filho aprenda a ter respeito e não medo.

Ser pai é amar de corpo e alma, assim como Deus ama a cada um de nós, seus filhos. Ser pai é enxergar no sorriso do filho, uma bênção de Deus e a alegria da vida.

Ser pai é saber, juntamente com o filho, pintar a vida com as cores da felicidade. Ser pai é entender a criação como obra-prima de Deus e um presente Dele para conosco.

Ver matéria completa ...
Dia do Diácono - 10/08

No dia 10 de agosto a Igreja comemora o ‘dia do diácono’, na festa de São Lourenço, diácono e mártir, que é o patrono dos diáconos. O diácono é uma vocação ministerial para o serviço, seu nome vem do termo ‘diaconia’ que significa serviço.

O ministério diaconal possui três dimensões: o serviço da Palavra de Deus, o serviço da Caridade e o serviço da Liturgia. O ministério diaconal vem crescendo nas comunidades à medida que é compreendido o seu valor e contribuição para uma Igreja cada vez mais servidora. O Documento de Puebla manifesta a missão confiada aos diáconos.

“O diácono, colaborador do bispo e do presbítero, recebe uma graça sacramental própria. O carisma do diácono, sinal sacramental de Cristo-Servo, tem grande eficácia para a realização de uma Igreja servidora e pobre, que exerce sua função missionária com vistas à libertação integral do homem” (Puebla, 697).

Os diáconos podem ser transitórios ou permanentes. O diaconato transitório é o primeiro grau do Sacramento da Ordem. Os diáconos transitórios permanecem por um período específico até completar sua formação e serem ordenados sacerdotes. O diácono permanente é a expressão do ministério ordenado colocado o mais próximo possível da realidade laical e do protagonismo dos leigos.

O diácono permanente realiza atividades essenciais para a vida da Igreja. Eles podem administrar sacramentos (Batismo, Matrimônio e Eucaristia) e colaborar nas funções litúrgicas, como servir o altar, proclamar o Evangelho, convidar os fiéis para o abraço da paz e fazer a despedida da missa.

Ver matéria completa ...
Agosto: mês das Vocações

Nossa Igreja comemora no mês de agosto o mês das vocações, dedicando cada domingo a uma vocação específica:

1º domingo: é comemorado o dia do padre, assim celebramos as vocações de ministérios ordenados;

2º domingo: dia dos pais (celebra-se o dia daqueles chamados a vida matrimonial, logo a gerarem novas vidas para Deus, aqueles que são chamados a serem co criadores de Deus);

3º domingo: em virtude da comemoração da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, é destacada a vocação religiosa feminina e masculina;

4º domingo: o apostolado leigo, e os catequistas;

O catequista é sempre comemorado no último domingo do mês, portanto quando no mês tem 5 domingos ele é transferido para este.

Vocação, em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação vinda diretamente sobre mim, endereçada à minha pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo. (cf. Mc 2, 14). Vocação, portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho, como afirma São Paulo na Carta aos Romanos: “Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus.” (Rom 1, 1)

Vocação é chamado e resposta. É uma semente divina ligada a um sim humano. Nem a percepção do chamado, nem a resposta a ele são tão fáceis e tão “naturais”. Exigem afinação ao divino e elaboração de si mesmo, sem as quais não há vocação verdadeira e real.

Ver matéria completa ...
Morre Dom Pedro Casaldáliga, bispo Emérito da Prelazia São Félix (MT)

A Prelazia de São Félix do Araguaia (MT), a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria (Claretianos) e a Ordem de Santo Agostinho (Agostinianos) comunicam o falecimento de Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia (Mato Grosso) e Missionário Claretiano, neste sábado, 8, na cidade de Batatais, no estado de São Paulo

O velório de Dom Pedro será realizado em três locais: em Batatais, no interior de SP, onde o corpo será velado neste sábado, 8, a partir das 15h, na capela do Claretiano (Centro Universitário de Batatais), unidade educativa dirigida pelos Missionários Claretianos, que fica à Rua Dom Bosco, 466, Castelo, Batatais (SP). A missa de exéquias será celebrada, em Batatais neste domingo, 9, às 15h, no endereço acima e será aberta ao público em geral, além de ser transmitida ao vivo neste link: https://youtu.be/spto8rbKye0, que estará aberto para que outros veículos de comunicação possam retransmitir.

Já em Ribeirão Cascalheira (MT) na segunda-feira, 10, o corpo de Dom Pedro será velado no Santuário dos Mártires, sem previsão de horário de chegada. Por fim, em São Félix do Araguaia, também no Mato Grosso, será realizado o sepultamento, mas sem previsão de chegada, uma vez que antes passará pela cidade de Ribeirão Cascalheira.

Breve histórico

Dom Pedro Casaldáliga ficou conhecido por atuar em defesa de direitos dos povos indígenas e o combate à violência dos conflitos agrários. O religioso chegou a Mato Grosso em 1970 para atuar como o primeiro bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, função que ocupou até 2005. Já nos primeiros anos na região, ao lado de outros padres espanhóis, envolveu-se com a defesa de povos indígenas, ameaçados pela violência dos conflitos agrários e pela expansão dos latifúndios.

Sua história já foi representada nos palcos do teatro, na peça “Fica Pedro”, encenada pela Companhia Cena Onze de Teatro. Nas telas do cinema teve a sua vida retratada no filme “Descalço sobre a Terra Vermelha”, coproduzido pela TV Brasil com mais duas televisões públicas, a espanhola TVE e a catalã TVC e baseado no livro que leva o mesmo nome, de autoria de Francesc Escribano.

Ele já viu a Terra Indígena de Marãiwatsédése, razão maior de sua luta, ser reconhecida pela justiça brasileira e devolvida ao povo Xavante do Mato Grosso, em dezembro de 2012. O engajamento do bispo emérito lhe transformou em referência internacional na luta por direitos dos indígenas e direitos humanos.

Ver matéria completa ...
Somente sem armas nucleares a paz florescerá, frisa Papa em mensagem

O Papa Francisco se dirige às pessoas que, nesta quinta-feira, 6, em Hiroshima e em todo o Japão, recordam as milhares de vítimas da primeira bomba nuclear. Francisco saúda os sobreviventes do hibakusha, termo japonês que se refere aos que sobreviveram à explosão atômica.

“Tive o privilégio de ir pessoalmente às cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante minha visita apostólica em novembro do ano passado, em que visitei o Memorial da Paz de Hiroshima e o Parque Hipocentro de Nagasaki”, escreve o Pontífice na mensagem enviada ao governador da província de Hiroshima, Hidehiko Yuzaki. Nesses lugares, Francisco meditou sobre a aniquilação das muitas vidas humanas e das duas cidades. Mais uma vez o Santo Padre tornou-se defensor e portador do grito dos pobres, que estão sempre entre as primeiras vítimas da violência e dos conflitos.

A escolha da paz

“Para que a paz floresça”, enfatiza Francisco em sua mensagem, “todos devem depor suas armas, sobretudo as mais poderosas e destruidoras, como as armas nucleares, que podem paralisar e destruir cidades, países inteiros”.
O Papa repete o que disse no Memorial da Paz de Hiroshima, em 24 de novembro de 2019: “O uso da energia atômica para fins bélicos é imoral, assim como a posse de armas nucleares é imoral. Que as vozes proféticas dos sobreviventes de Hiroshima e Nagasaki continuem servindo de aviso para nós e para as gerações futuras”, conclui o Papa.

Ver matéria completa ...
Jesus é a mão do Pai que nunca nos abandona, afirma Papa

Procurar nos abandonarmos “com confiança a Deus em cada momento da nossa vida, especialmente na hora da provação e da perturbação”. Esse é o convite feito pelo Papa Francisco no Angelus deste domingo, 9. Da Praça de São Pedro, o Santo Padre recordou a passagem do Evangelho em que Jesus “caminha sobre a água do lago”, enquanto a barca dos discípulos era blocada por causa de uma tempestade.

“A barca à mercê da tempestade é a imagem da Igreja, que em todas as épocas encontra ventos contrários, às vezes com provas muito duras: pensemos a certas perseguições longas e ferozes do século passado e, também hoje, em algumas partes. Nesses tempos, pode existir a tentação de pensar que Deus o abandonou. Mas, na realidade, é precisamente nesses momentos que resplandece ainda mais o testemunho da fé, do amor e da esperança. É a presença de Cristo Ressuscitado na sua Igreja que dá a graça de testemunhar até o martírio, do qual brotam novos cristãos e frutos de reconciliação e paz para o mundo inteiro. ‘Senhor, salva-me!’ É uma bela oração!”.

Como no caso de Pedro, que tinha medo de afundar – recordou o Pontífice, às vezes homens e mulheres ficam assustados e abalados pelo medo, mas “Jesus é a mão do Pai que nunca nos abandona; a mão forte e fiel do Pai, que sempre e só quer o nosso bem”.

“Ter fé significa, em meio à tempestade, manter o próprio coração voltado para Deus, para o seu amor, para a sua ternura de Pai. Jesus queria ensinar isso a Pedro e aos discípulos, e também a nós hoje. Nos momentos de trevas, nos momentos de tristeza, Ele sabe bem que a nossa fé é pobre – todos nós, né!, somos pessoas de pouca fé: todos nós, também eu, todos – e pobre é a fé e que o nosso caminho pode ser perturbado, bloqueado por forças adversas. Mas Ele é o Ressuscitado, não esqueçamos disso: Ele é o Senhor que passou pela morte para nos levar para um lugar seguro. Mesmo antes de O começarmos a procurar, Ele está presente ao nosso lado. E, nos reerguendo das nossas quedas, nos faz crescer na fé.”

Ver matéria completa ...
Papa reafirma preocupação com o Líbano e pede Igreja próxima do povo

“Nestes dias, o meu pensamento retorna com frequência ao Líbano”. Assim, o Papa Francisco recordou “a catástrofe da terça-feira passada”, dizendo que “chama todos, a começar pelos libaneses, a colaborar para o bem comum deste amado país”. O Líbano, recordou o Papa, “tem uma identidade peculiar, resultado do encontro de várias culturas, que surgiu ao longo do tempo como um modelo para se viver juntos”.

Nas palavras do Papa emerge a preocupação: “É claro que esta convivência agora está muito frágil, mas rezo para que, com a ajuda de Deus e a participação leal de todos, ela possa renascer livre e forte”. Portanto, o convite à “Igreja no Líbano a estar próxima do povo no seu Calvário, como está fazendo nestes dias, com solidariedade e compaixão, com o coração e as mãos abertas à partilha”.

O Papa ainda faz um apelo à comunidade internacional e, improvisando, acrescenta uma recomendação dirigida à Igreja no Líbano: “E, por favor, peço aos bispos, aos sacerdotes e aos religiosos do Líbano que estejam próximos ao povo e que vivam com um estilo de vida caracterizado na pobreza evangélica, sem luxo, porque o povo de vocês sofre e sofre muito”.”

Ver matéria completa ...
Vida após a pandemia, segundo as palavras do Papa Francisco

O Papa Francisco não permaneceu em silêncio ou se manteve escondido enquanto o mundo era tomado por um vírus silencioso. Imediatamente, ele fez sua voz ser ouvida de diversas maneiras e permitiu que o mundo inteiro visse seu pastor em prece.

“Nos primeiros meses de 2020, Francisco frequentemente refletiu acerca da pandemia causada pelo coronavírus que tomou todas as famílias”. Assim diz o Cardeal Michael Czerny no prefácio do livro “Life after the Pandemic” (“A vida após a pandemia”, em tradução livre), que oferece “oito textos falados e escritos” do Papa Francisco, de 27 de março a 22 de abril.

Este livro responde a dois objetivos, segundo o Cardeal Czerny. “O primeiro é sugerir direções, chaves e diretrizes para reconstruir um mundo melhor que pode nascer desta crise da humanidade. O segundo objetivo é semear esperança”, afirma o religioso.

O silencioso e os não vistos

Incluídas nesta coleção, estão palavras dirigidas a muitos que geralmente estão silenciosos e invisíveis. No Domingo de Páscoa, o Papa Francisco pensava nas pessoas empenhadas nos “Movimentos Populares”, nas camadas populares nas “periferias da humanidade”. Para ele, eles são “poetas sociais porque, das periferias esquecidas onde você vive, você cria soluções admiráveis para os problemas mais urgentes que afligem os marginalizados”.

Outra mensagem preciosa incluída nesta coleção é a sua mensagem para “o mundo dos jornais de rua e especialmente seus vendedores”.

Encontra-se ainda uma pérola preciosa no discurso de Páscoa Urbi et orbi, em que todos podem se encontrar de uma forma ou de outra refletidos no pensamento do Papa.

Ver matéria completa ...
Padre Gilmar Margotto completa mais um ano de vida no dia 02/07

No dia 02 de julho, o padre Gilmar Antonio Fernandes Margotto, pároco da Catedral Nossa Senhora Aparecida, comemora mais um ano de vida. Padre Gilmar nasceu em Votuporanga, no dia 02 de julho de 1970, filho de José Margotto (in memorian) e de Maria Fernandes Margotto, tendo como irmãs Maria de Fátima, Rosely e Neide Ely. Ele foi batizado na Igreja Matriz de Votuporanga pelo Frei Tarcísio Leite no dia 25 de agosto de 1970. Viveu parte de sua infância na cidade de Cosmorama. Foi crismado também na Igreja Matriz por Dom José de Aquino Pereira. 

Em 1988, aos 17 anos, padre Gilmar aceitou o chamado de Deus e ingressou no Seminário Diocesano em São José do Rio Preto, sendo ordenado diácono em 13 de maio de 1994 e ordenado presbítero no dia 27 de janeiro de 1995. Ambas as celebrações foram realizadas na Igreja Matriz de Votuporanga e presididas por Dom José de Aquino Pereira.       

Menos de um mês após a sua ordenação presbiteral, foi nomeado pároco da recém-criada Paróquia Senhor Bom Jesus de Votuporanga. Durante mais de 16 anos, o padre Gilmar esteve à frente da Paróquia Senhor Bom Jesus. Padre Gilmar também é formado em Psicologia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP). Juntamente com os padres Edemur José Alves (falecido em 2011) e Carlos Rodrigues dos Santos, ele formou a Comissão Diocesana de Estudos para a criação da Diocese de Votuporanga. 

Em setembro de 2011, após o falecimento do padre Edemur José Alves, de quem era muito amigo, foi convidado pelo bispo diocesano a assumir a Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Em meio a dor em deixar sua comunidade tão amada e o entusiasmo em assumir um novo desafio que a Igreja o confiava, ele aceitou o convite do bispo, tomando posse no dia 26 de outubro de 2011. 

Nestes 8 anos o padre Gilmar cativou a todos os paroquianos da Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Como destaque de seu trabalho estão a reorganização territorial, reforma do Salão, Secretaria Paroquial e das sacristias, construção do Centro de Eventos, volta das badaladas do relógio, instalação dos vitrais, celebração dos sacramentos, Missa em todos os dias da semana, comemoração dos 70 anos da paróquia, transmissão da missa pela internet, criação da Web Rádio e Web TV, incentivo aos trabalhos sociais dos Vicentinos, Pastoral da Criança e Casa Abrigo, Missão de Evangelização nos Setores, entre outros. Além disso, Padre Gilmar atuou na Comissão de Criação da Diocese de Votuporanga desde 2010 e em 2016, com a instalação da nova diocese, o sacerdote tornou-se o Cura da Catedral.

Além de pároco da Catedral, Padre Gilmar atua como membro do Colégio dos Consultores da Diocese e é Assessor Diocesano de Comunicação.

Parabéns Padre Gilmar, que o senhor tenha muitos anos de vida, cheios de paz e saúde e repletos das bênçãos do Altíssimo.

Ver matéria completa ...
Documento sobre Catequese aborda cultura digital e a globalização da cultura

O novo Diretório Geral para a Catequese, herdeiro do “Diretório Geral para a Catequese” de 1971 e do “Diretório Geral para a Catequese” de 1997, publicado nesta semana no Vaticano, durante apresentação Dom Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização,  traz um caminho de amadurecimento para aqueles que receberam o anúncio da Boa Nova.

O documento, elaborado pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, foi aprovado pelo Santo Padre no dia em que a Liturgia celebrava a memória litúrgica de São Turíbio de Mogrovejo, que, no século XVI, deu um forte impulso à evangelização e à catequese.

A peculiaridade do novo Diretório é a estreita ligação entre a Evangelização e a Catequese, que destaca a íntima união entre o primeiro anúncio e o amadurecimento da fé, à luz da cultura do encontro. Tal peculiaridade – lê-se no texto – torna-se bem mais necessária diante de dois desafios para a Igreja, na época contemporânea: “a cultura digital e a globalização da cultura”.

Em mais de 300 páginas, divididas em 3 partes e 12 capítulos, o texto do novo Diretório recorda que “todo batizado é um discípulo missionário” e que “são urgentes esforços e responsabilidades, necessários para encontrar novos instrumentos de linguagem para comunicar a fé”.

Os princípios basilares, com os quais podemos agir, são três: “testemunho, misericórdia e diálogo”. Testemunho, porque “a Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração”; misericórdia, “por meio da qual a verdadeira catequese torna crível a proclamação da fé”; diálogo, “livre e gratuito, que não obriga, mas, partindo do amor, contribui para a construção da paz”. Assim, – explica o Diretório – “a catequese ajuda os cristãos a dar pleno sentido à sua existência”.

O novo Diretório é dividido em três partes: a primeira, dedicada à “Catequese na missão evangelizadora da Igreja”, fala da formação dos catequistas; a segunda, intitulada “O processo da Catequese”, frisa a importância da família: parte integrante e ativa da evangelização; e a terceira, dedicada à “catequese nas Igrejas particulares”, ressalta o papel das paróquias, definido como “exemplo de apostolado comunitário”: catequese criativa e ensino da religião”.

Aspectos essenciais da Catequese

Outras partes especiais da Catequese, segundo o novo Diretório, são: “ecumenismo, diálogo inter-religioso com o Judaísmo e o Islamismo”. A catequese deve “despertar o desejo de unidade” entre os cristãos, se quiser ser “um instrumento crível de evangelização”. Quanto ao Judaísmo, convida-se a manter um diálogo para combater o antissemitismo e promover a paz e a justiça.

Diante do fundamentalismo violento, que, às vezes se defronta com o Islamismo, a Igreja exorta a favorecer o conhecimento e encontro com os muçulmanos. Em um contexto de pluralismo religioso, a Catequese deve “aprofundar e fortalecer a identidade dos fiéis”, promovendo o impulso missionário, mediante o testemunho e um diálogo “afável e cordial”.

Cultura digital

O novo Diretório Geral para a Catequese reflete ainda sobre a “cultura digital”, hoje “natural”, que mudou a linguagem e as hierarquias dos valores em escala global. Tal cultura é rica de aspectos positivos, apesar do seu “lado sombrio”, que pode causar solidão, manipulação, violência, cyber-bullying, preconceito, ódio. Aqui, os jovens devem ser acompanhados a buscar sua liberdade interior, para se diferenciar do “rebanho social”.

Além da cultural digital, o Documento aborda também a ciência e a tecnologia, que devem ser orientadas para melhorar as condições de vida da família humana; trata ainda da bioética, partindo do pressuposto de que “nem tudo o que é tecnicamente possível é moralmente admissível”, partindo do princípio da sacralidade e inviolabilidade da vida humana, em contraste com a cultura da morte; aconselha a discernir entre intervenções, manipulações terapêuticas e eugenia; sugere a tratar, numa perspectiva de fé, “a sexualidade, como resposta à chamada original de Deus”.

Enfim, o novo Documento do Vaticano faz referência a uma “profunda conversão ecológica”, promovida por uma catequese em defesa da Criação, do bem comum, dos direitos dos mais fracos.

Ver matéria completa ...
Não há amor verdadeiro sem cruz, afirma Papa

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus deste domingo, 28, da janela da residência pontifícia vaticana, junto com alguns fiéis que se encontravam na Praça São Pedro. Na reflexão que precedeu a oração, o Papa recordou que o Evangelho deste domingo convida homens e mulheres a viver plenamente e sem hesitação a adesão ao Senhor. “Jesus pede aos seus discípulos que levem a sério as exigências do Evangelho, mesmo quando isto requer sacrifício e esforço”, frisou.

Segundo o Pontífice, o primeiro pedido exigente que Jesus faz àqueles que O seguem é que coloquem o amor a Ele acima dos afetos familiares. “Ele diz: ‘Quem ama o pai ou a mãe, […] o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim'”. Em seguida, o Santo Padre acrescentou:

“Jesus não pretende certamente subestimar o amor pelos pais e filhos, mas sabe que os laços de parentesco, se forem postos em primeiro ugar, podem desviar-se do verdadeiro bem. Vemos algumas corrupções nos governos ocorre porque o amor pelo parentesco é maior que o amor pela pátria e eles colocam os parentes no comando. O mesmo com Jesus: quando o amor é maior que Ele, não é uma coisa boa”.

Francisco prosseguiu: “Todos nós poderíamos dar muitos exemplos a este respeito. Sem mencionar as situações em que os afetos familiares se misturam com escolhas opostas ao Evangelho. Quando, por outro lado, o amor pelos pais e filhos é animado e purificado pelo amor ao Senhor, então torna-se plenamente fecundo e produz frutos de bem na própria família e muito para além dela”.

O Papa recordou que Jesus repreende os doutores da lei que fazem com que os pais não tenham o necessário com a pretensão de entregá-lo ao altar, de entregá-lo à Igreja. “Ele os repreende! O verdadeiro amor a Jesus exige um amor verdadeiro pelos pais, pelos filhos, mas primeiro buscamos o interesse familiar, isso sempre leva a um caminho errado”.

“Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim”, diz Jesus aos seus discípulos, destaca o Pontífice. “É uma questão de o seguir no caminho que Ele percorreu, sem procurar atalhos. Não há amor verdadeiro sem cruz, ou seja, sem um preço a pagar pessoalmente. E muitas mães dizem isso, muitos pais que se sacrificam muito pelo filho e carregam verdadeiros sacrifícios, cruzes, mas porque amam.”

Carregada com Jesus, a cruz não é assustadora, porque Ele está sempre presente, dando apoio na hora da provação mais dura, para dar força e coragem, afirmou o Santo Padre. Francisco também falou sobre a necessidade que homens e mulheres apresentam de preservar a própria vida, com atitudes temerosas e egoístas. “Jesus adverte: ‘Quem procura conservar a própria vida, vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim’, ou seja, por amor a Jesus, por amor ao próximo, pelo serviço aos outros, ‘vai encontrá-la’. Este é o paradoxo do Evangelho”, destaca o Papa.

Para o Pontífice, hoje, há muitos exemplos de pessoas que dão a vida por Jesus, pelo próximo.“Vemos isso hoje nesses dias. Quantas pessoas, quantas pessoas, estão carregando cruzes para ajudar os outros, se sacrificam para ajudar os que precisam nesta pandemia. Mas, sempre com Jesus, é possível fazer”. Segundo Francisco, a plenitude da vida e da alegria é encontrada através da doação de si mesmo pelo Evangelho e pelos irmãos, com abertura, aceitação e benevolência. “Ao fazê-lo, podemos experimentar a generosidade e gratidão de Deus”.

No Evangelho deste domingo, Jesus diz também: “Quem recebe a vocês, recebe a mim […]. Quem der ainda que seja apenas um copo de água fria a um desses pequeninos […] não perderá a sua recompensa”. O Papa frisou: “A gratidão generosa de Deus Pai leva em consideração até o mais pequeno gesto de amor e serviço prestado aos irmãos”.

“Nesses dias, ouvi um sacerdote que ficou comovido porque uma criança se aproximou dele na paróquia e disse: ‘Padre, estas são as minhas economias; pouca coisa. É para os seus pobres, para aqueles que precisam hoje por causa da pandemia’. Coisa pequena, mas uma coisa grande. É uma gratidão contagiosa, que ajuda cada um de nós a sentir gratidão por aqueles que se preocupam com as nossas necessidades”, refletiu.

O Santo Padre continuou: “Quando alguém nos oferece um serviço, não devemos pensar que tudo nos é devido. Não. Muitos serviços são feitos gratuitamente. Pensem no voluntariado, que é uma das maiores coisas que a sociedade italiana tem. Os voluntários! Quantos deles perderam a vida nessa pandemia. Isso é feito por amor, simplesmente para o serviço. A gratidão, o reconhecimento, é antes de tudo um sinal de boa educação, mas é também um distintivo do cristão. É um sinal simples mas genuíno do reino de Deus, que é o reino do amor gratuito e reconhecido”.

O Papa concluiu, pedindo a Virgem Maria, que amou Jesus mais do que a sua própria vida e o seguiu até a cruz, para que ajude a todos, colocando homens e mulheres sempre diante de Deus com um coração disponível, deixando que a sua Palavra julgue os comportamentos e as escolhas.

Ver matéria completa ...
Pedro e Paulo não só falaram, mas também morreram pelo seu Senhor, lembra cardeal

O Cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, explica que no lugar do 13º domingo do tempo comum, neste ano, teremos essa solenidade dos apóstolos.

“Cada ano a liturgia nos leva a meditar sobre a vida destes dois grandes Apóstolos. Pedro é considerado “o cabeça dos apóstolos”, por ter sido um dos principais líderes da Igreja Cristã primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor de amor a Jesus”, destaca o cardeal.

Pedro, príncipe dos Apóstolos

O cardeal conta que Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em sua morte por crucifixão.

“O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho, de modo especial, após a descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como Seu Senhor, Jesus Cristo. São Pedro escreveu duas cartas e, também, serviu como fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho”, comenta dom Orani.

Nesse dia também comemora-se o Dia do Papa com orações e unidade com aquele que sucede hoje a Pedro: o Papa Francisco. “O nosso presente para o Papa, que é o óbolo de São Pedro, neste ano, será oferecido pelo povo de Deus na coleta das missas do dia 4 de outubro (São Francisco de Assis), por determinação do Papa Francisco. É com esse óbolo que tantas nações e situações são ajudadas pelo Papa pelo mundo afora”, afirma o cardeal.

Paulo, apóstolo dos gentios

Dom Orani explica que o apóstolo das gentes, Paulo, nasceu entre os anos de 5 e 10 da era cristã, em Tarso, capital da Cilícia, na Ásia Menor, cidade aberta às influências culturais e às trocas comerciais entre o Oriente e o Ocidente. Descende de uma família de judeus da diáspora, pertencente à tribo de Benjamim, que observava rigorosamente a religião dos seus pais, sem recusar os contatos com a vida e a cultura do Império Romano.

Segundo o arcebispo, os pais deram-lhe o nome de Saul (nome do primeiro rei dos judeus) que, depois, tornou-se Paulo. O nome Saul passou para Saulo porque assim era este nome em grego. Mais tarde, a partir da sua primeira viagem missionária no mundo greco-romano, Paulo usa exclusivamente o sobrenome latino Paulus.

Dom Orani explica também que Paulo recebeu a sua primeira educação religiosa em Tarso tendo por base o Pentateuco e a lei de Moisés. A partir do ano 25 (d.C.) vai para Jerusalém onde frequenta as aulas de Gamaliel, aprofundando com ele o conhecimento do Pentateuco escrito e oral. Aprende a falar e a escrever aramaico, hebraico, grego e latim. Pode falar publicamente em grego ao tribuno romano, em hebraico à multidão em Jerusalém (At 21, 37.40) e catequizar hebreus, gregos e romanos.

“Paulo é chamado o Apóstolo por ter sido o maior anunciador do cristianismo nos tempos apostólicos. Entre as grandes figuras do cristianismo nascente, a seguir a Cristo, Paulo é de fato a personalidade mais importante que conhecemos. É uma das pessoas mais interessantes e modernas de toda a literatura grega, e a sua Carta aos Coríntios é das obras mais significativas da humanidade. Escreveu 13 cartas às Igrejas por ele fundadas: cartas grandes: duas aos tessalonicenses; duas aos coríntios; aos gálatas; aos romanos. Cartas da prisão: aos filipenses; bilhete a Filemon; aos colossenses; aos efésios. Cartas pastorais: duas a Timóteo e uma a Tito”, comenta cardeal Orani.

Os apóstolos, segundo o cardeal, testemunharam Jesus não somente com a palavra, mas também com o modo de viver e com a própria morte. “Por isso mesmo, seu martírio é uma festa para a Igreja, pois é o selo de tudo quanto anunciaram”, diz o bispo.

“Eis o sinal do verdadeiro Apóstolo: dar a vida pelo rebanho, com Jesus e como Jesus, gastando-se, morrendo, para que os irmãos vivam no Senhor! Por isso, caríssimos meus, a alegria da Igreja na Festa: Pedro e Paulo não só falaram, não só viveram, mas também morreram pelo seu Senhor; e já sabemos pelo próprio Cristo-Deus que não há maior prova de amor que dar a vida por quem amamos! Bem-aventurado é Pedro, bendito é Paulo, que amaram tanto o Senhor a ponto de darem a vida por ele! Nisto são um exemplo, um modelo, uma norma de vida para todos nós. Aprendamos com eles!”, finaliza dom Orani.

Ver matéria completa ...
Papa no Angelus: a maior graça é fazer da vida um dom

Após presidir a celebração da Missa na Basílica Vaticana, o Papa Francisco rezou o Angelus com os fiéis na Praça São Pedro por ocasião da festa dos santos padroeiros de Roma.

Em sua alocução, comentou o episódio da vida de Pedro em que um anjo o libertou da prisão, salvando-o da morte, mas o mesmo não ocorreu em Roma e sua vida não foi poupada.

“O Senhor lhe concedeu muitas graças e o libertou do mal: faz assim também conosco. Ou melhor, com frequência vamos até Ele só nos momentos de necessidade, a pedir ajuda. Mas Deus vê mais longe e nos convida a ir além, a buscar não só os seus dons, mas Ele, o Senhor de todos os dons; a confiar-lhe não só os problemas, mas a vida.”

Fazer da vida um dom

A maior graça, disse o Papa, é doar a vida, é fazer da vida um dom. E isso vale para todos, na família, no trabalho e para quem é consagrado. De modo especial, Francisco citou os idosos abandonados pela família, como se fossem “material descartável”. “Este é um drama do nosso tempo: a solidão dos idosos.”

São Pedro não se tornou herói por ter sido libertado da prisão, mas por ter dado a vida aqui, transformando um lugar de execuções num lugar de esperança, que é a Basílica Vaticana. “Eis o que pedir a Deus: não só a graça do momento, mas a graça da vida.”

O segredo da vida feliz é reconhecer Jesus como Deus vivo, “não como uma estátua”, porque não importa saber que Jesus foi grande na história e apreciar o que fez, mas importa saber qual lugar dou a Ele na minha vida, no meu coração.

É a este ponto que Jesus diz a Simão: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Foi chamado pedra não porque era confiável, pelo contrário, explicou Francisco, mas porque escolheu construir a vida sobre Jesus, não sobre suas capacidades. “É Jesus a rocha sobre a qual Simão se tornou pedra”.

O Papa, então, concluiu com algumas perguntas aos fiéis: “E eu, como vivo a vida? Penso só nas necessidades do momento ou acredito que a minha verdadeira necessidade é Jesus, que faz de mim um dom? E como construo a vida, sobre as minhas capacidades ou sobre o Deus vivo? Que Nossa Senhora nos ajude a colocá-Lo na base de cada dia e interceda para que possamos fazer da nossa vida um dom”.

Ver matéria completa ...
Precisamos de testemunhos de que o Evangelho é possível, afirma Papa

“Como o Senhor transformou Simão em Pedro, assim chama a cada um para fazer de nós pedras vivas, com as quais deseja construir uma Igreja e uma humanidade renovadas. Há sempre quem destrua a unidade e quem apague a profecia, mas o Senhor acredita em nós e pede: ‘Queres ser construtor de unidade? Queres ser profeta do meu céu na terra?’ Deixemo-nos provocar por Jesus e ganhemos a coragem de Lhe dizer: ‘Sim, quero’!”. Esta foi a exortação do Papa Francisco na missa desta segunda-feira, 29,  na Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, celebrada no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro.

Na presença de cerca de 90 fiéis – tomando todos os cuidados para evitar a nova onda de contágio por coronavírus, o Santo Padre destacou durante a celebração, duas palavras-chave: unidade e profecia. No início da Missa, após a saudação litúrgica, o Decano do Colégio Cardinalício, cardeal Giovanni Battista Re fez um breve pronunciamento, que antecedeu o rito da benção dos pálios que serão entregues aos Arcebispos Metropolitas nomeados no decorrer do último ano. O cardeal Re recebeu o pálio do próprio Papa Francisco.

Unidade

A reflexão do Pontífice parte da familiaridade que unia Pedro e Paulo. “Duas pessoas muito diferentes, mas sentiam-se irmãos, como numa família unida onde muitas vezes se discute mas sem deixar de se amarem”, uma familiaridade que “não provinha de inclinações naturais, mas do Senhor. Ele não nos mandou agradar, mas amar. É Ele que nos une, sem nos uniformizar”.

Francisco observa que, em meio às perseguições, os primeiros cristãos não pensam em fugir ou salvar a própria pele, “mas todos rezam juntos” e enfatizou que “a unidade é um princípio que se ativa com a oração, porque a oração permite ao Espírito Santo intervir, abrir à esperança, encurtar as distâncias, manter-nos juntos nas dificuldades”.

Oração: caminho para a unidade

“Naqueles momentos dramáticos, ninguém se lamenta do mal, das perseguições”, pois “é inútil, e até chato, que os cristãos percam tempo se lamentando do mundo, da sociedade, daquilo que está errado. As lamentações não mudam nada”. Ao contrário, aqueles cristãos rezavam. Hoje, podemos interrogar-nos: ‘Guardamos a nossa unidade com a oração? Rezamos uns pelos outros?’.

O Papa questionou: “Que aconteceria se rezasse mais e murmurasse menos? Aquilo que aconteceu a Pedro na prisão: como então, muitas portas que separam, abrir-se-iam; muitas algemas que imobilizam, cairiam. Peçamos a graça de saber rezar uns pelos outros”. São Paulo, completou o Santo Padre, exortava os cristãos a rezar por todos, mas em primeiro lugar por quem governa:

“É uma tarefa que o Senhor nos confia. Temo-la cumprido? Ou limitamo-nos a falar? Quando rezamos, Deus espera que nos lembremos também de quem não pensa como nós, de quem nos bateu a porta na cara, das pessoas a quem nos custa perdoar. Só a oração desata as algemas, só a oração deixa livre o caminho para a unidade”.

Pedro e André

O Pontífice recorda que o pálio abençoado “recorda a unidade entre as ovelhas e o Pastor que, como Jesus, carrega a ovelha nos ombros e nunca mais a larga”. Ao mesmo tempo, fala da bela tradição deste dia em que “unimo-nos de maneira especial ao Patriarcado Ecumênico de Constantinopla: “Pedro e André eram irmãos; e entre nós, quando é possível, trocamos uma visita fraterna nas respectivas festas; não tanto por gentileza, mas para caminhar juntos rumo à meta que o Senhor nos indica: a unidade plena”.

A verdadeira profecia

Depois da unidade, o Santo Padre fala de uma segunda palavra: profecia. Com perguntas provocatórias, Jesus faz Pedro entender que “não Lhe interessam as opiniões gerais, mas a opção pessoal de O seguir”, e a Saulo, o abala interiormente, fazendo-o cair por terra no caminho para Damasco, derrubando “sua presunção de homem religioso e bom”. Então, vem as profecias: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16, 18); e a Paulo: “É instrumento da minha escolha, para levar o meu nome perante os pagãos” (At 9, 15):

“Assim, a profecia nasce quando nos deixamos provocar por Deus: não quando gerimos a própria tranquilidade, mantendo tudo sob controle. Quando o Evangelho inverte as certezas, brota a profecia. Só quem se abre às surpresas de Deus é que se torna profeta”. E isso, pode ser visto em Pedro e Paulo, profetas que enxergam mais além: “Pedro é o primeiro a proclamar que Jesus é ‘o Messias, o Filho de Deus vivo’; Paulo antecipa a conclusão da sua vida: ‘Já me aguarda a merecida coroa, que me entregará, naquele dia, o Senhor'”.

Francisco prosseguiu: “Hoje precisamos de profecia, de verdadeira profecia: não discursos que prometem o impossível, mas testemunhos de que o Evangelho é possível. Não são necessárias manifestações miraculosas, mas vidas que manifestam o milagre do amor de Deus. Não potência, mas coerência; não palavras, mas oração; não proclamações, mas serviço; não teoria, mas testemunho. Precisamos não de ser ricos, mas de amar os pobres; não de ganhar para nós, mas de nos gastarmos pelos outros; não do consenso do mundo, mas da alegria pelo mundo que virá; não de projetos pastorais eficientes, mas de pastores que ofereçam a vida: de enamorados de Deus”.

E foi como “enamorados de Deus” que Pedro e Paulo anunciaram Jesus, sublinhou Francisco. “Pedro, antes de ser colocado na cruz, não pensa em si mesmo, mas no seu Senhor e, considerando-se indigno de morrer como Ele, pede para ser crucificado de cabeça para baixo. Paulo está para ser decapitado e pensa só em dar a vida, escrevendo que quer ser ‘oferecido como sacrifício’. Isto é profecia. E muda a história”.

Também existe uma profecia, descrita no Livro do Apocalipse, quando Jesus promete às suas testemunhas fiéis “uma pedra branca”, na qual “estará gravado um novo nome”, recorda o Papa. E assim, explica o Santo Padre, “como o Senhor transformou Simão em Pedro, assim chama a cada um para fazer de nós pedras vivas, com as quais deseja construir uma Igreja e uma humanidade renovadas”.

Ver matéria completa ...
Na festa dos santos Pedro e Paulo, Papa saúda o Patriarca Bartolomeu

Ao saudar os fiéis na Praça São Pedro após o Angelus desta segunda-feira, 29 – Solenidade dos Santos Pedro e Paulo – o Papa Francisco dirigiu uma saudação especial ao Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, que em decorrência da pandemia não pôde enviar uma delegação a Roma, como tradicionalmente acontece nesta solenidade.

“Portanto, envio espiritualmente um abraço ao querido irmão o Patriarca Bartolomeu, na esperança que possam ser retomadas o mais rápido possível nossas recíprocas visitas.”

Na festa de Santo André, em 30 de novembro, é a Santa Sé que envia uma delegação a Istambul. Momentos antes, na celebração eucarística na Basílica Vaticana, o Pontífice mencionou a ausência dos ortodoxos, mas disse que sentiu a presença do “amado irmão Bartolomeu” ao rezar diante das relíquias de São Pedro.

Ainda nas saudações, Francisco mencionou também os mártires decapitados, queimados vivos e assassinados, sobretudo durante o império de Nero. “Esta terra em que nos encontramos é ensanguentada pelos nossos irmãos cristãos”, disse o Pontífice, recordando que amanhã se celebra a comemoração dos mártires.

O Papa concluiu a sua saudação fazendo votos de que a visita aos túmulos dos Apóstolos reforce a fé e o testemunho dos peregrinos, e desejou a todos um bom feriado

Ver matéria completa ...
Cristo Redentor acolhe primeiro grande tributo às vítimas da Covid-19

Nesta quarta-feira, 1º de julho, acontecerá uma Missa em tributo às vítimas das Covid-19 com o tema “Para cada vida”. A homenagem é promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira, com apoio do Verificado – iniciativa das Nações Unidas para combate à desinformação.

A celebração, que será realizada no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a partir das 19h, e transmitida ao vivo pelo Youtube e Facebook – @cnbbnacional e @caritasbrasileira – trará mensagens de solidariedade às famílias afetadas pelas perdas nesta pandemia, de gratidão aos trabalhadores e voluntários anônimos, assim como aos profissionais da saúde que estão atuando diante de um desafio mundial, e de esperança a todos os brasileiros.

A missa terá a honra de contar com uma mensagem de solidariedade e uma bênção do Papa Francisco, e também com uma mensagem de Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB.

A cerimônia religiosa será presidida pelo cardeal brasileiro, arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta. “A nossa arquidiocese foi escolhida para ser o lugar de manifestar a nossa solidariedade e oração por aqueles que faleceram com essa pandemia. Justamente nesse altar, que é o Cristo Redentor, queremos colocar todas as pessoas do mundo inteiro que partiram, para que sejam recebidas na casa do Pai. E rezar pelos seus familiares para que consolados prossigamos na procura do bem e da paz”, disse o Cardeal.

Em seguida, uma projeção impactante será transmitida no Cristo Redentor, um dos maiores cartões-postais do mundo. Para encerramento da celebração, haverá um show da cantora Alcione, contribuindo para promover um momento de esperança, essencial em meio ao sentimento de fragilidade do cenário atual.

Com a celebração, a CNBB, a Cáritas Brasileira e o Verificado têm o objetivo de proporcionar uma homenagem para cada vida, além de humanizar este momento crítico pelo qual o mundo está passando, dando luz às vidas perdidas, que tendem a serem apenas estatísticas devido ao alto número de óbitos diários.

A celebração “Para Cada Vida” conta com o apoio do projeto Verificado, uma iniciativa global da Nações Unidas, que busca inundar os canais de comunicação com informações verificadas e transmitidas pela ONU envolvendo os temas de ciência, solidariedade e soluções, combatendo assim, a infodemia de desinformações em meio a esta pandemia que assola o mundo.

O projeto conta com a colaboração da Purpose, uma das maiores organizações de mobilização social do mundo, e com o apoio de articulação do NEXUS, movimento global que facilita espaços de encontro entre as novas gerações de filantropos, empreendedores sociais e investidores de impacto.

Sobre o projeto Verificado

O projeto Verificado é uma iniciativa global ONU que tem o objetivo de combater a infodemia de desinformação em meio à pandemia, compartilhar informações que salvam vidas e orientações baseadas em fatos e histórias do melhor da humanidade. O site Verificado traz uma galeria de informações verificadas e transmitidas pelas Nações Unidas. Na busca de inundar os canais de comunicação, as mensagens são baseadas em três frentes: Ciência – para salvar vidas, Solidariedade – para promover cooperação local e global; e Soluções – para defender o apoio a populações impactada.

Acesse: www.compartilheverificado.com.br

Ver matéria completa ...
Primeira viagem do Papa João Paulo II ao Brasil completa 40 anos

No dia 30 de junho de 40 anos atrás, em 1980, o solo de Brasília foi beijado por São João Paulo II, para a primeira das quatro visitas que o Papa polonês realizou ao Brasil no decorrer do seu pontificado. “Abraço neste momento – ao menos em espírito – cada pessoa que vive nesta pátria brasileira. O Papa pensa em cada um. Ele ama a todos e a todos envia um cumprimento bem brasileiro: ‘um abraço!’”, foi o que afirmou João Paulo II.

Com esse gesto de amizade, o Papa pediu aos brasileiros que recebessem os seus votos de felicidades. “Deus abençoe o vosso Brasil. Deus abençoe a todos vós, brasileiros, com a paz e a prosperidade, a serena concórdia na compreensão e na fraternidade. Sob o olhar materno e a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil!”.

Leia também
.: João Paulo II: o Papa que tocou o coração dos jovens
.: Curiosidades sobre a vida e pontificado de João Paulo II

Os números e o fôlego de Karol Wojtyla impressionam. Em 13 dias (a viagem se concluiu em 12 de julho), ele cruzou o Brasil de norte a sul, percorrendo quase 15 mil quilômetros. Além de Brasília, esteve em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Aparecida, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Teresina, Belém, Fortaleza e Manaus, de onde se despediu do país.

Ninguém ficou de fora: o Papa se reuniu com autoridades – o presidente na época era João Figueiredo -, corpo diplomático, seminaristas, religiosas, religiosos, sacerdotes, bispos. Visitou pontos turísticos, como o Corcovado, penitenciárias, leprosários, favelas. Manteve encontros com a comunidade judaica, polonesa, com ortodoxos, homens da cultura, operários, estudantes, líderes das Comunidades Eclesiais de Base e indígenas.

Mas mais do que os números, ficaram indeléveis as palavras e, sobretudo, os gestos de afeto para com o brasileiro. “Aprendi, por exemplo, que ‘quem parte leva saudades’. Devo confessar que já estou sentindo o que significa este ditado. Mas, com a saudade do Brasil, levo também no coração uma imensa alegria e a mais grata satisfação, por tudo aquilo que me foi dado ver, comungar e viver convosco, nestes dias da minha permanência entre vós. (…) E agora posso confiar-vos um desejo? Que as vossas portas que se abriram para mim com amor e confiança, permaneçam largamente abertas para Cristo. Será minha alegria plena”.

Ver matéria completa ...
Anunciada a criação da nova Conferência Eclesial da Amazônia

Em um comunicado oficial da Assembleia do Projeto de constituição da Conferência Eclesial da Amazônia, após dois dias de deliberações, o anúncio da criação do organismo. O comunicado, que tem data de 29 de junho de 2020, Solenidade de São Pedro e São Paulo, é assinado por Dom Miguel Cabrejos Vidarte, Presidente do CELAM e pelo cardeal Cláudio Hummes, OFM, Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam). Dom Cláudio foi eleito presidente da Conferência Eclesial da Amazônia. Leia a íntegra do comunicado:

“A proposta dos Padres sinodais de ‘criar um organismo episcopal que promova a sinodalidade entre as Igrejas da região, que ajude a delinear o rosto amazônica desta Igreja e que continue a tarefa de encontrar novos caminhos para a missão evangelizadora’ (DF, 115), e o pedido do Papa Francisco, unido a seus quatro sonhos para este território e para toda a Igreja, em sua exortação pós-sinodal Querida Amazônia, que os pastores, os consagrados, as consagradas e os fiéis leigos da Amazônia se empenhem na sua aplicação (QA, 4) encontrou uma resposta na Assembleia do Projeto de Constituição da Conferência Eclesial da Amazônia, realizada virtualmente nos dias 26 e 29 de junho de 2020.

Esta Assembleia, realizada de forma sem precedentes através de canais digitais, foi uma novidade do Espírito, e faz parte deste Kairós esperançoso que continua o caminho sinodal para abrir novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral na região Pan-Amazônica.

É um sinal muito especial que o nascimento desta Conferência Eclesial da Amazônia acontece na festa de São Pedro e São Paulo, como gesto de sua vocação para afirmar a identidade da Igreja e de sua opção profética e em saída missionária que surge como um chamado inevitável para o tempo presente. Esta festividade de nossa Igreja é também um gesto de agradecimento pelo serviço do Santo Padre, por isso consideramos que o nascimento desta Conferência Eclesial como um signo de esperança juntamente com o Magistério do Papa Francisco, que acompanhou de perto todo este processo.

A composição desta Assembleia reflete a unidade na diversidade de nossa Igreja e seu chamado a uma sinodalidade cada vez maior; unidade expressada também pela inestimável presença e companhia permanente de importantes membros da Santa Sé que sentem a proximidade e relação direta com o Sínodo da Amazônia e com a missão da Igreja neste território, que sem dúvida continuará a partir de suas respectivas instâncias para auxiliar estes novos caminhos. A votação do nome, após um profundo discernimento nesta fase do processo: Conferência Eclesial da Amazônia, e da sua identidade, composição e modo geral de funcionamento (estatuto), foi aprovada por unanimidade, em ambos os casos, pelos membros votantes.

Da mesma forma, com muita esperança e alegria compartilhamos a eleição do Cardeal Claudio Hummes, OFM (Brasil) como seu presidente; de monsenhor David Martínez de Aguirre, OP (Peru), como seu vice-presidente; e, por outro lado, para o Comitê Executivo foi eleito monsenhor Eugenio Coter (Bolívia), como bispo representante das Conferências Episcopais do território amazônico, junto com as presidências dos órgãos eclesiais regionais que acompanharão este processo de forma orgânica: CELAM, REPAM, CLAR e CÁRITAS ALyC; junto com os 3 representantes dos povos originais designados: Sra. Patricia Gualinga do povo Kichwa-Sarayaku (Equador); Ir Laura Vicuña Pereira do povo Kariri (Brasil); e Sr. Delio Siticonatzi do povo Asháninka (Peru).

Nestes tempos difíceis e excepcionais para a humanidade, quando a pandemia do coronavírus afeta fortemente a região Pan-Amazônica, e as realidades de violência, exclusão e morte contra o bioma e os povos que o habitam, clamam por uma conversão integral urgente e iminente, a Conferência Eclesial da Amazônia quer ser uma boa notícia e uma resposta oportuna aos gritos dos pobres e da irmã mãe Terra, bem como um canal eficaz para assumir, a partir do território, muitas das propostas surgidas na Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica, realizada em outubro de 2019, sendo também um vínculo que anime outras redes e iniciativas eclesiais e socioambientais em nível continental e internacional (cf. DF, 115)”.

 

Ver matéria completa ...
Papa: a exemplo dos mártires dos nossos dias, seguir sem medo diante dos desafios da vida

Neste domingo (21), oficialmente de verão no hemisfério norte, o Papa completou um mês de retorno à oração mariana do Angelus, feita diretamente da janela do Palácio Apostólico aos fiéis presentes na Praça São Pedro. Durante todo o período de lockdow na Itália, Francisco rezou de dentro da biblioteca.

Na sua alocução, que precedeu o Angelus, o Papa descreveu três situações concretas de adversidades enfrentadas pelos discípulos na proclamação do Reino de Deus, a partir de um trecho do Evangelho deste domingo (cf. Mt 10, 26-33). Através delas e fazendo eco ao convite de Jesus, Francisco exortou para não se ter medo, ser forte e confiante diante dos desafios da vida. De fato, "o medo é um dos inimigos mais feios da nossa vida cristã".

O anúncio sem medo diante da hostilidade

Em primeiro lugar, o Papa descreveu “a hostilidade daqueles que gostariam de silenciar a Palavra de Deus”. Jesus, até aquele momento, transmitiu a mensagem de salvação “com prudência, quase em segredo”, diferente do que deveriam fazer os Apóstolos:

“Eles deverão proclamá-la “à luz”, ou seja, abertamente, e anunciar “dos terraços”, isto é, publicamente, o seu Evangelho.”

A perseguição aos cristãos até hoje

A segunda dificuldade que os missionários de Cristo encontraram, lembrou o Papa, foi “a ameaça física contra eles, isto é, a perseguição direta do seu povo, chegando até a matar”. Uma profecia de Jesus, “dolorosa”, mas que “atesta a fidelidade das testemunhas” e se constata em todos os tempos:

“Quantos cristãos são perseguidos ainda hoje em todo o mundo! Sofrem pelo Evangelho com amor, são os mártires dos nossos dias. E podemos dizer com certeza que são mais mártires que nos primeiros tempos: muitos mártires somente por ser cristãos... A esses discípulos de ontem e de hoje que sofrem a perseguição, Jesus recomenda: «Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma» (v. 28). Não devemos nos assustar por aqueles que procuram extinguir a força da evangelização através da arrogância e da violência. Nada, na verdade, podem fazer contra a alma, ou seja, contra a comunhão com Deus: essa, ninguém pode tirar dos discípulos, pois é um dom de Deus.”

A certeza do amor de Deus

O terceiro tipo de provação que os Apóstolos enfrentaram, recorda o Papa, é a sensação de que o próprio Deus os abandona, ao permanecer “distante e silencioso”. Mas não devemos ter medo, exorta Francisco, porque “o Pai cuida de nós” na hora da adversidade e do perigo:

“Também aqui nos exorta a não ter medo, porque, apesar de passar por essas e outras ciladas, a vida dos discípulos está firmemente nas mãos de Deus, que nos ama e nos guarda. [...] O que importa é a sinceridade, é a coragem do testemunho, do testemunho de fé: 'reconhecer Jesus perante os homens' e seguir adiante fazendo o bem.”

Ver matéria completa ...
Papa Francisco inclui três invocações marianas na Ladainha de Nossa Senhora

Papa Francisco incluiu três novas invocações à Ladainha de Nossa Senhora: “Mater misericordiae” (Mãe de Misericórdia), “Mater spei” (Mãe da esperança) e “Solacium migrantium” (Conforto dos migrantes).

A decisão do Pontífice foi anunciada neste sábado, 20, memória do Imaculado Coração de Maria, por meio de uma carta do Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Robert Sarah, e dos Secretário-geral desse dicastério, Dom Arhur Roche, dirigida aos presidentes das conferências episcopais de todo o mundo.

“Inúmeros são os títulos e invocações que a piedade cristã, ao longo dos séculos, reservou para a Virgem Maria, uma maneira privilegiada e segura de encontrar a Cristo”, destaca a carta.

A primeira invocação será feita após o título “Mater Ecclesiae” (Mãe da Igreja), a segunda após “Mater divinae gratiae” (Mãe da divina graça), a terceira após “Refugium peccatorum” (Refúgio dos pecadores).

A LADAINHA

Também conhecida como Ladainha ou Litania Lauretana, esse conjunto de invocações dirigidas a Nossa Senhora foi entoado solenemente pela primeira vez em 1531, em Loreto, na Itália. No entanto, sua origem remonta o século XIII. Em 1601, essa ladainha foi aprovada pelo Papa Clemente VIII.

Ao longo dos séculos, algumas invocações foram acrescentadas pelos pontífices, como, por exemplo: “Rainha concebida sem pecado original”, em 1854; “Mãe do bom conselho”, em 1903; “Rainha da paz”, em 1917; “Rainha assunta ao céu”, em 1950; “Mãe da Igreja”, em 1964 e, a mais recente, “Rainha da família”, incluída por São João Paulo II, em 1995.

Agora, com a inclusão feita pelo Papa Francisco, a Ladainha de Nossa Senhora, que até então tinha 51 títulos, passa a ter 54 invocações à Virgem Maria.

Ver matéria completa ...
Francisco: a São Luiz Gonzaga, padroeiro dos jovens, pedimos a graça de um coração novo

Ao final do Angelus deste domingo (20), durante as saudações finais, o Papa Francisco lembrou dos peregrinos, da Itália e de outros países, que começam a retornar à Praça São Pedro para rezar a oração mariana. De fato, como aconteceu em várias partes do mundo que determinaram o lockdown, várias igrejas e templos de oração foram fechados em respeito às medidas de segurança e prevenção ao coronavírus.

O exemplo de São Luiz Gonzaga

Entre os muitos peregrinos na Praça São Pedro, os jovens, a quem o Papa fez uma saudação especial:

“Hoje recordamos São Luiz Gonzaga, um rapaz cheio de amor a Deus e ao próximo; morreu muito jovem, aqui em Roma, porque cuidava dos doentes, vítimas da peste. À sua intercessão, confio os jovens de todo o mundo.”

Através de uma mensagem no Twitter, o Papa também quis dedicar um pensamento especial ao padroeiro da juventude, quando escreveu:

“Queridos jovens, pedimos a graça de um coração novo pela intercessão do santo padroeiro de vocês, São Luiz Gonzaga, jovem corajoso que nunca recuou no serviço aos outros, tanto que deu a vida para curar os doentes da epidemia da peste. Que o Senhor mude os nossos corações!”

Dia dos Pais na Argentina

O exemplo dos pais, para os jovens, também foi lembrado pelo Papa Francisco durante o Angelus. O Pontífice disse que, na Argentina, “na sua pátria”, este domingo (21) é de comemoração pelo Dia dos Pais:

“Asseguro a minha proximidade e oração a todos os pais. Todos sabemos que ser pai não é uma tarefa fácil, por isso rezemos por eles. Quero recordar, de maneira especial, os nossos pais que que continuam nos protegendo do céu.

Ver matéria completa ...
Bento XVI retornou ao Vaticano depois de breve estadia na Alemanha

O Papa Emérito Bento XVI voltou ao Vaticano nesta segunda-feira depois de visitar seu irmão Georg Ratzinger, de 96 anos, gravemente doente, em Ratisbona, Alemanha.

Bento XVI retornou a Roma, em 22 de junho às 12h59 (horário local). Chegou ao aeroporto romano de Ciampino em um avião militar italiano que voou de Munique. Ele realizou esta breve viagem com muita discrição para visitar seu irmão gravemente doente.

O Papa Emérito foi acompanhado por seu secretário, Dom Georg Ganswein; o vice-comandante da Gendarmaria Vaticana, Davide Giulietti; o médico Polisca e outros assistentes.

Na manhã desta segunda-feira, antes de viajar para a Itália, Bento XVI visitou seu irmão novamente em sua casa por volta das 9h.

A saúde de Mons. Georg Ratzinger "parece estável, embora a situação de sua saúde seja grave", disse ACI Stampa, agência em italiano do Grupo ACI).

Bento XVI foi despedido no aeroporto alemão pelo presidente da Baviera, Markus Söder, e pelo bispo de Ratisbona, Rudolf Voderholzer.

Visita à Alemanha

Ontem à tarde, o Papa Emérito visitou em forma privada a Catedral de Ratisbona e rezou na capela do santo padroeiro da diocese, São Wolfgang. De fato, a diocese de Ratisbona celebra seu santo padroeiro de 21 a 27 de junho, razão pela qual, durante a manhã, o Núncio Apostólico na Alemanha, Dom Nikola Eterovic, disse que, em nome do Papa Francisco, era “é uma honra cumprimentar o Papa Emérito na Alemanha novamente, mesmo nesta difícil situação familiar".

O Núncio em Berlim encontrou-se pessoalmente com o Papa Emérito e agradeceu "pelo respeito e amizade, que permitiram que o Papa Emérito se sinta em casa aqui em Baviera".

Por sua vez, Bento XVI celebrou a Eucaristia Dominical com seu irmão e passou o resto do dia com ele.

No sábado, o Papa Emérito também visitou o túmulo da família no cemitério de Ziegetsdorf, em Ratisbona, onde estão sepultados os restos mortais de seus pais e de sua irmã, Maria. Lá, Bento XVI rezou um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.

Da mesma forma, Bento XVI visitou sua antiga casa em Pentling, que atualmente é um museu, e permaneceu lá por 45 minutos "parando no jardim e voltando a ver os retratos da família".

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Ver matéria completa ...
Papa aos heróis da pandemia: o início de um milagre

Um sinal de esperança é a marca deixada pelo Papa Francisco em cada uma das pessoas que participaram da audiência no Vaticano no último sábado (20). Uma grande delegação formada por profissionais da saúde e sacerdotes que vieram da área mais afetada pelo coronavírus na Itália, a região norte do país.

O milagre em meio à pandemia

Médicos e enfermeiros, em particular, descritos pelo Pontífice como “artesãos silenciosos da cultura da proximidade e da ternura”, se sentiram abraçados pelas palavras tanto de reconhecimento pelo “serviço árduo e até heroico” feito durante a pandemia como de encorajamento para seguir adiante. Ao final da audiência, o Papa motivou esses “anjos” a canalizar a energia positiva para produzir frutos no futuro:

“E não se esqueçam que, com o trabalho de vocês, de todos vocês, médicos, paramédicos, voluntários, sacerdotes, religiosos, leigos, que fizeram isso, começaram um milagre. Tenham fé e, como dizia aquele alfaiate, um teólogo já falecido: "eu nunca vi Deus começar um milagre sem terminá-lo bem". [Manzoni, Promessi sposi, cap. 24°]. Que termine bem esse milagre que vocês começaram!”

A enfermeira do Hospital Papa João XXIII, da cidade de Bergamo, Barbara Valle, presente na audiência, comentou as palavras de Francisco: “palavras muito bonitas, inclusive usar a palavra milagre é realmente uma coisa muito forte. Esperamos que, olhando para o futuro, mantenhamos essa experiência como algo que nos fortaleceu mesmo se devemos continuar mantendo os comportamentos que temos que manter. Mas, deixando para trás a provação, com todo o sofrimento que mesmo assim permanece no coração que, depois, com o tempo, vamos reelaborando em sentido positivo, nos deu uma grande força”.

As enfermeiras são mães

A enfermeira foi cumprimentada pelo Papa ao final da audiência, com palavras de “ternura e esperança”, depois da bênção e da foto em grupo: “devemos ser obedientes às disposições”, disse Francisco, em referência às medidas de segurança por causa da pandemia. De fato, além do distanciamento social durante todo o encontro, o Papa é quem foi ao encontro dos presentes para saudá-los, um a um, “com gentileza, como se deve fazer, como as autoridades disseram para fazer”, ressaltou o Pontífice.

“Quando ele se aproximou, disse palavras muito bonitas. Eu disse que era uma enfermeira, junto com as outras colegas, e ele nos disse que as enfermeiras são como mães que expressam ternura. Depois, me contou uma anedota pessoal: disse que devia a sua vida à uma enfermeira que lhe tinha dado uma dose a mais daquela recomendada pelo médico.”

Gestos de proximidade

O médico do Pronto-Socorro do Hospital Papa João XXIII, de Bergamo, Massimiliano De Vecchi, também presente na audiência, falou da situação atual sob controle em relação aos meses anteriores, apesar de ter vivido uma tragédia pessoal. De Vecchi chegou a contar ao Pontífice que perdeu o pai, vítima da Covid-19: “percebi que o Papa, naquele momento, rezou por ele. Foi um gesto de proximidade que me marcou muito”, disse o médico.

“Das suas palavras me impactaram mais quando enfatizou as boas coisas vividas e emersas durante essa tragédia. O Papa nos recordou que, em meio a tanta dor, a tanto sofrimento, existiram muitos gestos de proximidade, de solidariedade e que não devemos nos esquecer disso, mas guardar tudo para o futuro.”

Ver matéria completa ...
Eucaristia é união com Cristo e comunhão com o próximo, diz Papa

Após celebrar a missa de Corpus Christi, neste domingo, 14, o Papa Francisco rezou da janela de seu escritório a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Em sua alocução, falou de dois efeitos da celebração eucarística: o efeito místico e o efeito comunitário.O efeito místico ou espiritual diz respeito à união com Cristo, que no pão e no vinho se oferece para a salvação de todos.

“Jesus está presente no sacramento da Eucaristia para ser o nosso nutrimento, para ser assimilado e tornar-se força renovadora, mas isso requer o nosso consenso, a nossa disponibilidade para nos deixar transformar; do contrário, as celebrações eucarísticas se reduzem a ritos vazios e formais”, advertiu o Papa. Muitos vão à missa como ato social, disse o Pontífice, mas o mistério é outra coisa: “é Jesus presente, que vem para nos nutrir”.

O segundo efeito é comunitário, isto é, da comunhão recíproca entre os que participam da Eucaristia, a ponto de se tornar um só corpo. “Não se pode participar da Eucaristia sem se empenhar numa sincera fraternidade recíproca”. Mas sabendo que as forças humanas não são suficientes, pois entre os discípulos haverá sempre a tentação da rivalidade, o Senhor nos deixou o Sacramento da sua Presença real, concreta e permanente, comentou.

Segundo o Santo Padre, este é o dúplice fruto da Eucaristia: a união com Cristo e a comunhão entre os que se nutrem d’Ele. Citando a Constituição conciliar Lumen gentium, Francisco recordou que a Igreja faz a Eucaristia, mas é mais fundamental que a Eucaristia faz a Igreja e lhe permite ser a sua missão antes mesmo de realizá-la. “Este é o mistério da Eucaristia: receber Jesus para que nos transforme interiormente, para que faça a unidade entre nós, não a divisão. (…) Que Nossa Senhora nos ajude a acolher sempre com estupor e gratidão o grande dom que Jesus nos fez, deixando-nos o Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue”, foi a oração final do Papa.

Ver matéria completa ...
Com Jesus, podemos imunizar-nos contra a tristeza, afirma Papa

“A Eucaristia não é simples lembrança; é um fato: é a Páscoa do Senhor, que ressuscita para nós”. No dia em que a Itália celebra a Solenidade de Corpus Christi, o Papa Francisco presidiu a missa na Basílica de São Pedro com a participação de cerca de 50 fiéis. A homilia do Pontífice foi inspirada no seguinte versículo extraído do Deuteronômio: “Recorda-te de todo esse caminho que o Senhor, teu Deus, te fez percorrer» (Dt 8, 2)”. O Pontífice falou sobre a memória.

Para Francisco, é essencial recordar o bem recebido: “Se o não conservamos na memória, tornamo-nos estranhos a nós mesmos, meros ‘passantes’ pela existência. Pelo contrário, fazer memória é amarrar-se aos laços mais fortes, sentir-se parte duma história transmitida de geração em geração”. Nossa memória é frágil, recordou o Santo Padre, por isso Deus deixou um memorial. Não deixou apenas palavras, mas deu um Alimento: a Eucaristia não é simples lembrança; é um fato: é a Páscoa do Senhor, que ressuscita para todos. “Fazei isto em memória de Mim.”

A Eucaristia cura a memória ferida e órfã. Introduz na memória um amor maior: o d’Ele. Cura também aquilo que o Pontífice chamou de “memória negativa”, isto é, pensar de que não se serve para nada, que só se comete erros. “O Senhor sabe que o mal e os pecados não são a nossa identidade; são doenças, infeções. E Ele vem curá-las com a Eucaristia, que contém os anticorpos para a nossa memória doente de negativismo. Com Jesus, podemos imunizar-nos contra a tristeza”.

Com Jesus, os problemas cotidianos não desaparecem, mas o seu peso deixa de esmagar, porque, na profundidade, Ele encoraja com amor. “Aqui está a força da Eucaristia, que nos transforma em portadores de Deus”. Justamente por isso, ao sair da missa, o Papa afirma que não se pode continuar a reclamar, a criticar e a se lamentar, pois a alegria do Senhor muda a vida.

Enfim, a Eucaristia cura a memória fechada. Se, no início, somos medrosos e desconfiados, aos poucos nos tornamos cínicos e indiferentes, agindo com insensibilidade e arrogância, alertou o Papa. “Só o amor cura o medo pela raiz e liberta dos fechamentos que aprisionam. É assim que faz Jesus, vindo ter conosco com mansidão, na fragilidade desarmante da Hóstia; assim faz Jesus, Pão partido para romper a carapaça dos nossos egoísmos”.

Eis o convite a não desperdiçar a vida, correndo atrás de mil coisas inúteis que criam dependências e deixam o vazio dentro, afirmou Francisco. Segundo o Santo Padre, homens e mulheres são as mãos de Deus para saciar o próximo e juntos devem formar correntes de solidariedade. “Agora, é urgente cuidar de quem tem fome de alimento e dignidade, de quem não trabalha e tem dificuldade em seguir para diante. E fazê-lo de modo concreto, como concreto é o Pão que Jesus nos dá.”

Por fim, uma recomendação: “Queridos irmãos e irmãs, continuemos a celebrar o Memorial que cura a nossa memória: a Missa. É o tesouro que deve ocupar o primeiro lugar na Igreja e na vida. E, ao mesmo tempo, redescubramos a adoração, que continua em nós a ação da Missa”. A cerimônia se concluiu com a exposição do Santíssimo, com o qual o Pontífice concedeu a sua bênção.

Ver matéria completa ...
Papa: sociedade precisa dar lugar aos idosos, sem eles não há futuro

“A pandemia da #COVID19 mostrou que nossa sociedade não está organizada o suficiente para dar lugar aos idosos, com justo respeito à sua dignidade e fragilidade. Onde não há cuidado com os idosos não há futuro para os jovens”. Com essa mensagem no Twitter, o Papa Francisco recorda, nesta segunda-feira, 15, o Dia Mundial de Conscientização da Violência à Pessoa Idosa.

Este ano, as Nações Unidas destacam a necessidade de proteger os idosos durante e depois da pandemia da Covid-19. Embora todas as faixas etárias corram risco, os idosos têm um risco maior de mortalidade e doenças graves após a infecção. Entre as pessoas acima de 80 anos, a taxa de mortalidade é cinco vezes maior.

Pandemia

Estima-se que 66% das pessoas com 70 anos ou mais tenham, pelo menos, uma condição de saúde subjacente, colocando-as em maior risco. Os idosos também podem ser discriminados quando médicos e hospitais decidem quem tem acesso a tratamentos e medicamentos. Além disso, antes da pandemia, metade da população idosa em alguns países em desenvolvimento já não tinha acesso a serviços essenciais de saúde. A crise pode levar a uma redução de serviços críticos, aumentando ainda mais os perigos.

Em maio, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lançou um relatório detalhando o impacto da Covid-19 em idosos. Na altura, ele afirmou que “nenhuma pessoa, jovem ou velha, é dispensável”. Para o chefe da organização, “os idosos têm os mesmos direitos à vida e à saúde que todos os outros”. Ele disse ainda que “decisões difíceis sobre cuidados médicos devem respeitar os direitos humanos e a dignidade de todos.”

Papa cumprimenta pessoa idosa em uma de suas Audiências Gerais no Vaticano /Foto: Daniel Ibáñez – CNA

Crescimento

Entre 2019 e 2030, o número de pessoas com 60 anos ou mais deve crescer 38%, passando de 1 bilhão para 1,4 bilhão. Nessa altura, o número de idosos irá superar o número de jovens em todo o mundo. Esse aumento será maior e mais rápido nos países em desenvolvimento. Por tudo isso, a ONU afirma que “é preciso prestar mais atenção aos desafios específicos que afetam os idosos, inclusive no campo dos direitos humanos.”

Abusos

O abuso de idosos é um problema que existe tanto nos países em desenvolvimento como nos países desenvolvidos, mas, muitas vezes, não é reportado. Existem poucas estatísticas sobre o tema, apenas em alguns países de alta renda, mas entre 1% a 10% dos idosos nessas regiões é vítima de abusos.

Embora a extensão do problema seja desconhecida, a ONU afirma que “seu significado social e moral é óbvio” e “exige uma resposta global multifacetada, focada na proteção dos direitos dos idosos.” No Brasil, a Pastoral da Pessoa Idosa trabalha para garantir o respeito e a dignidade dos idosos, identificando os possíveis sinais de violência e realizando os devidos encaminhamentos.

Clique aqui para ver mais Matérias