Notícias e Artigos Litúrgicos
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Papa Francisco adverte sobre o perigo da surdez do coração

Antes da oração do Ângelus dominical hoje, 5 de setembro, o papa Francisco lamentou que muitas vezes as pessoas não são capazes de escutar, devido à surdez interior, por isso convidou a pedir ao Senhor que cure essa "surdez do coração".

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100 anos da Legião de Maria no mundo

A Legião de Maria comemora 100 anos de fundação, no dia 7 de setembro. O movimento mariano que nasceu em 1921, na Irlanda, chegou ao Brasil em 1951 e, desde então, espalhou-se pelo país. Ao celebrar este centenário, legionários brasileiros se dizem privilegiados e querem deixar um “bom legado” para o futuro.

“É um privilégio celebrar o centenário de um movimento que está espalhado pelo mundo todo. Eu recebi um legado desses cem anos e tenho que deixar um legado para as gerações futuras, para que deem continuidade ao trabalho da Legião”, disse Alcirema Nazaré Almeida Caires, presidente Senatus Maria Imaculada, de Belém (PA).

“Para mim, viver o centenário é uma graça muito grande. Espero que daqui a cem anos os próximos legionários tenham tido um bom exemplo de nós, de perseverança, disciplina e muita devoção e respeito a Maria Santíssima”, afirmou Delma Pacheco Pinto, presidente Senatus Immaculata, de Belo Horizonte (MG).

O Senatus é um organismo que dirige a Legião de Maria em determinada área, podendo ser um país ou, no caso do Brasil que é amplo territorialmente, engloba alguns estados. Acima dele, está o Conselho Central, na Irlanda. Na estrutura do movimento há ainda outros organismos menores sendo que os grupos paroquiais, considerados “a unidade de Legião de Maria”, são o chamado praesidium.

A Legião de Maria foi fundada em Dublin, por Frank Duff. Ao participar da Sociedade de São Vicente de Paulo, Duff se sensibilizou com as necessidades dos pobres e desfavorecidos e percebeu que essas pessoas precisavam de mais do que bens materiais, tinham necessidade de ajuda espiritual. Assim surgiu a Legião de Maria, uma associação católica que tem como objetivo “a glória de Deus pela santidade de seus membros, desenvolvida pela oração e pela cooperação ativa na obra de Maria e da Igreja”, diz em seu site.  Trata-se, portanto, de uma associação de leigos que, sob a proteção e intercessão de Nossa Senhora e com aprovação da Igreja, destina-se à evangelização e à santificação dos homens por meio da oração e do trabalho apostólico ativo.

Segundo padre Fábio Siqueira, diretor espiritual do Senatus Assumpta, do Rio de Janeiro (RJ), Frank Duff foi “pioneiro no protagonismo leigo” e por isso participou como observador leigo do Concílio Vaticano II. “A Legião de Maria surgiu com o objetivo de atender as necessidades pastorais da Igreja, porque naquela época não tinha tanto essas questões de pastorais, do protagonismo dos leigos”, disse. O sacerdote afirmou que os legionários são “leigos engajados que, a partir da vida de oração, atuam na vida da Igreja, colocando-se a serviço do bispo ou do pároco para os trabalhos necessários”.

Alcirema Nazaré contou que, “quando criou a Legião de Maria, Frank Duff queria que fosse baseada no exército romano, que dizia ser o mais obediente aos seus superiores”. Por isso, disse, “a nossa superiora é Maria, a generalíssima”. Trata-se, segundo Delma Pacheco, de “um trabalho de evangelização em nome de Deus, através de Maria”. “Ela é o nosso sustentáculo, é quem guia nossos passos e não nos abandona nunca. Por isso, o primeiro quesito para ser legionário é ter uma devoção profunda por Nossa Senhora”, afirmou Delma, que se disse “privilegiada de fazer parte desse exército”.

Em um discurso aos peregrinos da Legião de Maria no Vaticano, em 1982, o papa São João Paulo II disse que os legionários têm “uma espiritualidade eminentemente mariana, não só porque a legião se orgulha de levar como bandeira desfraldada o nome de Maria, mas sobretudo porque baseia o seu método de espiritualidade e de apostolado sobre o dinâmico princípio de união com Maria, sobre a verdade da participação íntima da Virgem Mãe no plano de salvação”.

Passados cem anos desde a sua fundação, a Legião de Maria “não perdeu sua função da Igreja”, embora atue hoje “em um contexto diferente”, disse padre Fábio Siqueira. “A Legião continua com uma vida de oração onde a devoção mariana é central e os legionários estão à disposição da Igreja para os trabalhos de evangelização necessários”.

Segundo Alcirema Nazaré, “a missão da Legião de Maria é realizada com base em um tripé: oração, reunião e trabalho apostólico”. Delma Pacheco contou que este tripé se constitui em uma “disciplina legionária, com as orações diárias que temos que fazer, a reunião semanal e duas horas de trabalho por semana, que são as visitas a hospitais, asilos, orfanatos, famílias, pessoas doentes, enlutadas”.

Para Delma, essa disciplina permite que ela tenha um “aprendizado constante”. “Quando vamos nos deparando com essas situações, aprendemos a olhar para o outro do jeito que Jesus Cristo nos olha, com amor, misericórdia. Passamos a ver no outro o rosto de Cristo”, afirmou. Para Alcirema Nazaré este tripé legionário é o que a “completa na vida cristã”. “É como presto meu serviço à Igreja. E é através da Legião de Maria que tenho a minha disciplina de oração, as visitas ao Santíssimo Sacramento, a participação na missa e nos sacramentos”.

O padre Fábio Siqueira contou que, ao acompanhar a Legião de Maria como diretor espiritual do Senatus-RJ, experimenta um “crescimento na devoção mariana e reforça o olhar para Maria como modelo de discípula, aberta à Palavra de Deus”. Além disso, afirmou que há um enriquecimento do “aspecto missionário, principalmente ao ver a dedicação e entrega de tantos leigos à Legião de Maria, às vezes abrindo mão de muitas coisas em suas vidas para realizar o trabalho legionário”.

No Brasil, cada organismo que constitui Legião de Maria irá realizar uma programação específica. 

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Presidente da CNBB emite nota sobre o Dia da Pátria

O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo divulgou nesta sexta-feira, 3 de setembro, um vídeo por ocasião do próximo Dia da Pátria, 7 de setembro. De acordo com o presidente da CNBB, a data deve inspirar em cada brasileiro o reconhecimento de que todos são irmãos, inclusive daqueles com quem não se concorda.

Essa verdade, segundo do Walmor, precisa ser contemplada e ajudar no reconfiguramento da interioridade de cada um frente a um contexto no qual o Brasil está sendo contaminado pela raiva e pela intolerância. De acordo com o arcebispo de Belo Horizonte, em nome de ideologias muitos dedicam-se à ofensas, chegando ao absurdo de defender o armamento da população.

“Quem se diz cristão ou cristã deve ser agente da Paz e a paz não se constrói com armas. Somos todos irmãos. Esta verdade é sublinhada pelo Papa Francisco na carta encíclica Fratelli Tutti”, disse.

Os ensinamentos da Fratelli Tutti, aponta dom Walmor, devem também inspirar cuidados com os que sofrem. “A fome é realidade de quase 20 milhões de brasileiros. Aquele pai que não tem alimento a oferecer para o próprio filho é seu irmão. Nosso irmão. Do mesmo modo, a criança e a mulher feridas pela miséria são suas irmãs, nossos irmãos e irmãs”, afirmou no vídeo.

De acordo com o presidente da CNBB, os católicos e cristãos não podem ficar indiferentes à realidade que mistura desemprego e alta inflação, num contexto agravado pela pandemia, situação que acentua as exclusões sociais. A saída, de acordo com o arcebispo, está na urgência em implementar políticas públicas para a retomada da economia e a inclusão dos mais pobres no mercado de trabalho.

Povos originários e a Casa Comum

Foto: Marina Silva/CIMI

O presidente da CNBB afirma que os olhares precisam voltar-se para os povos que estão mais sofrendo, como os indígenas, povos originários.

“Nossa pátria não começa com a colonização europeia. Nossas raízes estão nas matas e florestas, num sinal claro nos ensinando que a nossa relação com planeta deve ser pautada pela harmonia. Os povos indígenas, historicamente perseguidos e dizimados, enfrentam graves ameaças do poder econômico extrativista  e ganancioso que tudo faz para exaurir nossos recursos naturais”, disse.

O presidente da CNBB dedica um parte da mensagem ao cuidado com a Casa Comum (meio ambiente). Dom Walmor reforça o alerta dos cientistas brasileiros sobre a gradativa queda nos mananciais de água potável no Brasil. “A exploração desmedida e irracional do solo, com a derrubada de florestas, está levando à escassez de água em nossas torneiras. Não podemos deixar que o Brasil, reconhecimento internacionalmente por ser rico em recursos naturais, seja devastado e torne-se uma terra arrasada”, exortou.

 

Exercício da cidadania e superação da crise

Dom Walmor enalteceu a importância do dia 7 de Setembro como caminho para contribuir para o exercício qualificado da cidadania. Na mensagem, o arcebispo defende que a participação cidadã na política, reivindicando direitos, com liberdade, está diretamente relacionada com o fortalecimento das instituições que sustentam a Democracia.

“Não se deixe convencer por quem agride os poderes Legislativo e Judiciário. A existência de três poderes impede a existência de totalitarismos”, disse. Dom Walmor defende que não é possível aceitar, independentemente das convicções político-partidárias de cada um, agressões aos pilares que sustentam a democracia. Agredir, eliminar, hostilizar, ignorar ou excluir, segundo o arcebispo, são verbos que não combinam com um sistema democrático.

No próximo 7 de setembro, dom Walmor fez um pedido aos brasileiros: “respeite a vida e a de seu semelhante. (…) a intolerância nos distância da Justiça e da Paz e afasta-nos de Deus. Somos todos irmãos. No dia da Pátria, 7 de setembro, rezemos para que o Brasil encontre um caminho para superar as suas crises. Rezemos também pelas vítimas da Covid-19 “, reforçou.

Dom Walmor encerra o vídeo recordando o trecho de uma mensagem do Papa Francisco: “O bem não é conquista mas uma construção permanente, demandando a nossa dedicação a cada dia”.

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Mês da Bíblia refletirá sobre a Carta aos Gálatas

Vem aí o mês da Bíblia: setembro. Por que e para quê? Porque dia 30 de setembro é dia de Jerônimo (342-420), o tradutor da Bíblia para o latim, a Vulgata. Um dos pilares da patrística, Jerônimo colocou a Bíblia na linguagem do povo, o latim. E também porque, com a Opção pelos Pobres e a Dei Verbum, um dos ótimos Documentos do Concílio Vaticano II, a leitura da Bíblia a partir dos pobres, de forma comunitária, militante, (macro)ecumênica e transformadora, foi incentivada e vem sendo feita há cinquenta anos. Inicialmente com Dia da Bíblia e sucessivamente, Tríduo Bíblico, Semana Bíblica e, assim, pouco a pouco, setembro se tornou o Mês da Bíblia. Em 2021, a Carta do apóstolo Paulo aos Gálatas foi o livro bíblico escolhido para iluminar nossa caminhada no mês da Bíblia.  

Não esqueçam os pobres!” (Gl 2,10) e “sejam livres!” (Gl 5,13), eis duas colunas mestras imprescindíveis na Carta do apóstolo Paulo aos cristãos e cristãs da região da Galácia: Gálatas. A utopia é construir uma sociedade de pessoas livres e libertadas e a condição é cuidar bem dos pobres e defendê-los de toda e qualquer relação social que cause empobrecimento.

Assim como Jesus não nasceu Cristo, mas tornou-se Cristo, o apóstolo Paulo não nasceu discípulo de Jesus Cristo e do seu Evangelho. Aliás, Paulo nasceu Saulo, se tornou perseguidor de cristãos antes de se converter ao Evangelho de Jesus Cristo e se tornar um dos melhores e maiores apóstolos no meio das primeiras comunidades cristãs. Após estudar muito e se tornar um intelectual orgânico na convivência com o povo escravizado, fora da Palestina, Paulo passou por um profundo processo de adesão ao Evangelho de Jesus Cristo, que durou muito tempo, enfrentou ‘noites escuras’ e desertos – “foi para a Arábia” (Gl 1,17) -, muita incompreensão, perseguição e, por fim, foi martirizado – segundo a Tradição da Igreja -, identificando-se radicalmente com Jesus Cristo – “não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em mim” (Gl 2,20) -, condenado à pena de morte pelos podres poderes da religião institucional, da política imperial e de um modelo econômico escravocrata.

Ao longo da vida, Paulo se transfigura de judeu perseguidor contumaz das comunidades cristãs a apaixonado missionário de Jesus Cristo e do seu Evangelho. Paulo se descobriu chamado por Deus, “nosso Pai”, desde o ventre materno (Gl 1,15), assim como o profeta Jeremias e outros profetas e profetisas. Ele descobriu a vocação de ser ‘apóstolos dos gentios’, considerados pagãos (Gl 1,16). Paulo aprendeu a amar radicalmente as pessoas das comunidades fundadas ou animadas por ele como a mãe que, por amor, enfrenta as dores de parto, pois sabe que gerará um/a filho/a muito amado/a: “Meus filhos, sofro novamente como dores de parto, até que Cristo esteja formado em vocês” (Gl 4,19).

Inserida no Segundo Testamento após a Carta aos Romanos, a 1ª e 2ª Carta aos Coríntios, a Carta aos Gálatas, com seis capítulos, não é menos importante e nem menos eloquente que nenhuma outra carta paulina. Endereçada não apenas a uma comunidade, mas a várias, Gálatas foi escrita por um Paulo profundamente indignado e irado diante das calúnias e ataques que “intrusos, falsos irmãos” (Gl 2,4) lhe desferiam pelas costas no meio das comunidades da região da Galácia, alegando que ele não era Apóstolo, que inclusive os não-judeus deveriam se circuncidar e cumprir a Lei judaica, como condição para participar das comunidades cristãs. Essas acusações e questionamentos ao seu Evangelho anunciado não afetavam apenas Paulo, mas caso não fossem desmascarados, podiam implodir as comunidades cristãs que se inspiravam no ensinamento e testemunho de Paulo.

Em contexto de diversas tendências na evangelização, que vinham desde a briga entre Paulo e Pedro em Antioquia (Gl 2,14) por causa do conflito com “falsos irmãos” (Gl 2,4), Gálata é Carta de resistência e de luta contra os ataques que afetavam as bases da vida em comunidade e da luta pela superação de relações sociais escravocratas e busca conquistar condições objetivas que viabilizem a construção de relações sociais de liberdade, de equidade e de respeito à dignidade da pessoa humana. A Carta aos Gálatas nos convida à superação de uma vida cristã fundamentalista – ritualista, espiritualista, moralista, religião do consolo e da autoajuda – e conclama-nos ao compromisso radical com o Evangelho de Jesus e a causa de todos/as escravizados/as da história, o que exige abraçarmos pelo nosso modo de vida um estilo simples e austero, opção de classe e batalhar ao lado dos/as empobrecidos/as na luta pela conquista de seus direitos: terra, teto, trabalho com salário justo, meio ambiental sustentável e superação de todos os preconceitos e discriminações.

Paulo reivindica sua condição de apóstolo na controvérsia com os “falsos irmãos“, ao travar um debate “intracristão”. Em Gálatas, Paulo não está defendendo o Evangelho de Jesus Cristo diante de judeus, seguidores do judaísmo, mas está indignado com “falsos irmãos” que se dizem também seguidores de Jesus Cristo. Paulo se sentia Apóstolo autorizado diretamente por Jesus Cristo e por Deus, que ele compreendia como “nosso Pai” (Gl 1,3) e como quem ressuscitou Jesus Cristo (Gl 1,1), que é o “Senhor” de nossas vidas. Afirmar Jesus Cristo como Senhor (Kyrios, em grego) é algo tremendamente subversivo e revolucionário, pois “Senhor’ no Império Romano era o imperador divinizado. Sustentar que ‘senhor de nossas vidas’ é Jesus Cristo, aquele fora da lei, transgressor e subversivo condenado à morte pela pena mais execrável, a crucifixão, era ‘cutucar com vara curta’ o divinizado imperador romano e assumir o risco de sofrer a mesma condenação do galileu Jesus.

Paulo é elo vivo de um movimento comunitário de resistência: “Eu e todos os irmãos que estão comigo” (Gl 1,2) são os autores da Carta aos Gálatas. Segundo Paulo, Jesus não quis nos tirar do mundo, mas “do mundo mau” (Gl 1,4), ou seja, de um mundo com relações sociais escravocratas e alienadoras. Paulo abomina a ideia de “vários evangelhos” (Gl 1,6-7), como se fosse possível moldar o Evangelho de Jesus Cristo segundo interesses de classe e domesticá-lo para justificar posturas hipócritas e cúmplices de relações sociais de opressão. As comunidades cristãs não podem se reduzir a um grande guarda-chuva que abriga “gregos e troianos”, opressores e oprimidos, cada um/a com o tipo de religiosidade que lhe agrada. Esse relativismo é fulminado pelo apóstolo Paulo. De forma enfática, ele afirma: ‘Não existe outro Evangelho” (Gl 1,7), além do de Jesus Cristo, revelado a ele nas entranhas das relações humanas conflituosas (Gl 1,12). “Maldito quem anunciar a vocês um evangelho diferente do que anunciamos” (Gl 1,8-9). Paulo faz perguntas inquietantes: “Busco aprovação dos homens ou de Deus? Procuro agradar aos homens?” (Gl 1,10). É claro que aqui Paulo não se refere a todo e qualquer homem, toda e qualquer pessoa humana, mas certamente não busca a aprovação dos homens de poder, dos que sustentam e reproduzem relações sociais escravocratas. Paulo também não aceita adocicar o Evangelho de Jesus Cristo para “agradar aos homens”, seja os que estão no poder, seja o povão alienado e escravizado. Levemos a sério a exortação do apóstolo Paulo aos Gálatas: “Não esqueçam os pobres!” (Gl 2,10) e “sejam livres!” (Gl 5,13).

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10 anos de falecimento do Padre Edemur

No dia 07 de setembro completam-se 10 anos de falecimento do amado Padre Edemur José Alves. Conforme o tempo vai passando, mais aumenta a saudade. Porém, a gratidão ao saudoso sacerdote e a sua intercessão no céu conforta os corações de todos. 

Padre Edemur faleceu no dia 07 de setembro de 2011 na Santa Casa de Votuporanga, onde estava internado desde o dia 29 de agosto. Ele sofreu um choque cardiogênico, infarto agudo do miocárdio, insuficiência renal aguda e falência múltipla de órgãos, falecendo às 10h40min. 

Natural de Cosmorama, Padre Edemur nasceu no dia 25 de fevereiro de 1958. Filho de Adelino José Alves e Clementina Lucas Alves, sentiu sua vocação na juventude; entrando para o Seminário em 1978. Antes de ser ordenado, trabalhou pastoralmente na Igreja São Benedito, em São José do Rio Preto. 

Foi ordenado presbítero no dia 08 de dezembro de 1986, aos 28 anos, na Sé Catedral de São José, em Rio Preto, pela imposição das mãos de dom José de Aquino Pereira, bispo diocesano de Rio Preto naquele ano. Após a ordenação, foi pároco das paróquias São Bento (Votuporanga) e São João Batista (Álvares Florence).

Padre Edemur assumiu a paróquia Nossa Senhora Aparecida em janeiro de 1991, pastoreando a paróquia central da cidade por 20 anos e sempre apoiando os movimentos, pastorais e serviços. Preocupado com os mais necessitados, juntamente com alguns paroquianos, criou a Casa Abrigo Irmãos de Emaús, entidade que recebe diariamente de 35 a 40 pessoas, sendo a maioria ex-moradores de rua. Grande devoto de Nossa Senhora, em todas as celebrações consagrava os fiéis à santíssima mãe de Jesus. Todos os anos realizava uma carreata pelas ruas de Votuporanga com a imagem da Padroeira do Brasil, abençoando todo o povo votuporanguense.

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Reze pelo Afeganistão: CNBB promove jornada de oração e missão dedicada à paz no país em 01/09

Na próxima quarta-feira, 1º de setembro, a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que sofre (ACN), convidam todos os cristãos de boa vontade a rezar pelo Afeganistão em mais uma edição da Jornada de Oração e Missão pela Paz.

Desta vez, a corrente de oração se faz ainda mais importante pois o povo afegão tem vivido desde 15 de agosto, quando o Talibã tomou a capital Cabul, dias de guerra com muitas mortes e violência. O grupo islâmico vem reconquistando territórios no Afeganistão desde maio, quando os Estados Unidos começaram o processo de retirada dos militares norte-americanos da região depois de 20 anos de ocupação.

Segundo o Vatican News, o Talibã é um regime que infelizmente entrou para a história, caracterizado por uma visão fortemente conservadora do Islã. Desde a invasão soviética em 1979, o Afeganistão não conhece a paz e agora o país sofre mais uma vez com a guerra, o exílio forçado e a fome.

O arcebispo do Luxemburgo e presidente da Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia (COMECE), dom Jean-Claude Hollerich, disse ao Vatican News nesta quinta-feira, 26 de agosto, que os bispos da UE estão preocupados com as pessoas “que estão desesperadas e querem sair do Afeganistão”, com medo da opressão, e pede compaixão e acolhimento.

“É muito claro que os Estados da União Europeia – e a própria União Europeia – têm de fazer tudo o que é possível para salvar o maior número de pessoas e também para recebê-los dentro dos países membros”, disse dom Jean-Claude.

No Afeganistão não tem representação católica. Apenas a Missio sui iuris no Afeganistão – missão independente comandada pelo padre barnabita Giovanni Scalese, que depois de quase sete anos no país asiático, voltou à Itália e, com ele, outros católicos, como as irmãs de várias Congregações que até agora exerciam seu silencioso, mas frutífero serviço e cuidado com os mais frágeis. O sacerdote foi repatriado como milhares de pessoas forçadas a fugir depois que o Talibã assumiu o poder.

Em entrevista ao Vatican News, nesta sexta-feira, 27 de agosto, padre Giovani disse que se houver condições, eles vão retornar a Cabul.  “Se nos for dada a possibilidade de regressar, por que não? Não cabe a nós decidir quem deve governar o país”.

O religioso contou que conclui uma presença iniciada por desejo do Papa Pio XI há cem anos no país asiático. Segundo ele, em 13 de outubro de 2017, “consagramos a missão e o Afeganistão” ao Imaculado Coração de Maria. Estou “convencido de que Nossa Senhora zelará por este país como ela zelou por nós”, disse padre Giovanni

A Jornada de Oração e Missão faz parte de uma série, que coloca o valor da oração como “agir missionário” e propõe que cada cristão católico dedique um tempo do dia para rezar pelo país. Faça parte desta corrente de oração e nas redes sociais utilize a hashtag #rezepeloafeganistao.

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Setembro, mês da Bíblia

Estamos em setembro, e no Brasil já é uma tradição que este mês seja lembrado como o “Mês da Bíblia”. Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o Mês da Bíblia em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30.

São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por esse santo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa “popular” e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias.

Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la cada vez mais e a fazer dela, a cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de Sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo  é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).

A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação à nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Sagrada Escritura. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o povo de Deus.

Ao lê-la, não devemos nos esquecer de que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a Palavra viva de Deus. Todas  as palavras da Sagrada Escritura têm seu sentido definitivo n’Ele, porque é no mistério de Sua Morte  e Ressurreição que o plano de Deus Pai para a nossa salvação se cumpre plenamente.

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Papa afirma que é tempo de se purificar

É tempo de purificar: este é o convite do Papa Francisco. “Se olharmos dentro de nós, encontraremos quase tudo aquilo que detestamos fora.” Que Maria, então, purifique nosso coração, superando o vício de culpar os outros e de reclamar de tudo. Há um modo infalível para vencer o mal: começar a derrotá-lo dentro de nós.” Assim o Papa Francisco comenta o Evangelho deste domingo, 22º do Tempo Comum.

A Liturgia mostra alguns escribas e fariseus escandalizados com a atitude dos discípulos de Jesus de não lavar as mãos antes de tocar os alimentos.

“Por que Jesus e os seus discípulos ignoram essas tradições?”, questiona o Papa, explicando que para o Mestre é importante restabelecer a fé ao seu centro. É um risco observar formalidades externas colocando em segundo lugar o coração da fé. “Também nós muitas vezes ‘maquiamos’ a alma.” Para Francisco, trata-se do risco de uma religiosidade da aparência: aparecer bem por fora, esquecendo de purificar o coração.

“Há sempre a tentação de ‘sistematizar Deus’ com alguma devoção exterior, mas Jesus não se contenta com este culto. Não quer exterioridade, quer uma fé que chegue ao coração.”

Palavras revolucionárias

 

A este espanto dos escribas e fariseus, Jesus responde: “O que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora. Mas é de dentro do coração humano que saem as más intenções”. O Papa define essas palavras como “revolucionárias”, porque Jesus inverte a perspectiva: não faz mal o que vem de fora, mas o que nasce de dentro.

Isto diz respeito também a nós, observa o Pontífice. Com frequência, pensamos que o mal provenha sobretudo de fora: dos comportamentos dos outros, de quem pensa mal de nós, da sociedade. “É sempre culpa dos ‘outros’: das pessoas, de quem governa, do azar. Parece que os problemas chegam sempre de fora. E passamos o tempo a distribuir as culpas; mas passar o tempo a culpar os outros é perder tempo.”

Culpar os outros é perda de tempo

Nervosismo, ressentimento, tristeza e acidez afastam Deus do coração: “Não se pode ser realmente religioso na lamentação”, recorda ainda Francisco.

“Peçamos hoje ao Senhor que nos liberte de culpar os outros. Peçamos na oração a graça de não desperdiçar o tempo poluindo o mundo com reclamações, porque isto não é cristão.”

O convite de Jesus é a olhar a vida e o mundo a partir do nosso coração, pedindo que Ele o purifique para tornar o mundo mais limpo. “Se olharmos dentro de nós, encontraremos quase tudo aquilo que detestamos fora”, afirma o Papa.

Portanto, indica Francisco, há um modo infalível para vencer o mal: começar a derrotá-lo dentro de nós. Os primeiros Pais da Igreja e também muitos monges, acrescenta o Pontífice, afirmam que o primeiro passo no caminho da santidade é acusar a si mesmo.

“Quantos de nós, num momento do dia ou da semana são capazes de acusar a si próprios? ‘Sim, mas esta pessoa me fez isto, fez aquilo, o outro fez uma barbaridade… Mas eu faço o mesmo. É uma sabedoria: aprender a acusar a si mesmo. Tentem fazer isto, lhes fará bem. A mim faz bem, quando consigo.”

“Que a Virgem Maria, que transformou a história através da pureza do seu coração, nos ajude a purificar o nosso, superando antes de tudo o vício de culpar os outros e de reclamar de tudo.”

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Papa doa equipamentos médicos a hospital católico na Libéria

São mais de 5.500 casos de coronavírus na Libéria, país africano que, até o momento, registra 245 mortes. A campanha de vacinação segue muito devagar, tanto que até agora apenas 0,6% da população recebeu a segunda dose da vacina.

Felizmente, porém, a máquina da solidariedade não para e, na semana passada, contou com um doador de excelência: o Papa Francisco. O Pontífice enviou uma grande quantidade de equipamentos médicos ao hospital católico “São José”, localizado na Diocese de Monróvia. Os equipamentos serão úteis para o tratamento de pacientes afetados pela Covid-19. A doação do Papa foi entregue ao hospital na quarta-feira, 25 de agosto, pelo núncio apostólico local, Dom Dagoberto Campos Salas, na presença do secretário-geral da Conferência Episcopal (Cabicol), pe. Dennis Cephas Nimene.

Os equipamentos entregues consistem em ventiladores, máscaras, capacetes respiratórios, oxigênio, protetores faciais e medicamentos antissépticos para as vias respiratórias. “Estamos gratos ao Santo Padre por esta doação”, disse o pe. Nimene, recordando que desde o início da pandemia, em 2020, o Pontífice tem apoiado o trabalho da Igreja católica na Libéria também através de doações em dinheiro, no valor de 40 mil euros. “Esta última oferta”, salientou o secretário-geral da Conferência Episcopal, “é a continuação de uma longa solidariedade”.

A Igreja católica na Libéria administra 22 estruturas de saúde, dentre as quais o Hospital São José, dirigido pela Ordem de São João de Deus (Fatebenefratelli), que é um ponto de referência. Em 2014, recordou o pe. Nimene, “todos os funcionários do hospital, tanto religiosos quanto leigos, enfrentaram a pandemia de ebola. Desde então, estão sendo feitos muitos esforços para preparar os funcionários e equipar adequadamente a estrutura para emergências semelhantes”. Entretanto, concluiu o secretário-geral da Conferência Episcopal, “a Igreja Católica apoia a campanha de vacinação contra a Covid, procurando incentivar os fiéis a submeterem-se à administração das doses previstas”.

A Libéria não é o único país onde chegou a solidariedade do Papa Francisco. Em 11 de agosto, dois ventiladores pulmonares portáteis, dez caixas de máscaras cirúrgicas e dez de máscaras N95 e alguns oxímetros foram enviados ao Hospital católico “Bom Pastor” de Siteki, em Essuatíni (ex-Suazilândia).

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O Papa: vacinar-se é um ato de amor

Numa mensagem em vídeo para os povos da América Latina, o Papa Francisco os convida a vacinar-se contra o coronavírus: um gesto simples, mas profundo, para um futuro melhor. Mensagem à qual se somam os apelos conjuntos de prelados do continente americano: é necessário ser responsável pelo bem comum, porque somos uma família.

“Com espírito fraterno, uno-me a esta mensagem de esperança por um futuro mais luminoso. Graças a Deus e ao trabalho de muitos, hoje temos vacinas para nos proteger da Covid-19. Elas dão a esperança de acabar com a pandemia, mas somente se elas estiverem disponíveis para todos e se colaborarmos uns com os outros.”

É o que afirma o Santo Padre numa mensagem em vídeo aos povos latino-americanos, lançando um apelo à consciência de cada um fazendo votos de uma atitude responsável para enfrentar juntos a pandemia.

O amor é também social e político

“Vacinar-se, com vacinas autorizadas pelas autoridades competentes, é um ato de amor. E ajudar a fazer de modo que a maioria das pessoas se vacinem é um ato de amor. Amor por si mesmo, amor pelos familiares e amigos, amor por todos os povos. O amor também é social e político, há amor social e amor político, é universal, sempre transbordante de pequenos gestos de caridade pessoal capazes de transformar e melhorar as sociedades”, prossegue o Papa.

Vacinar-se, um modo simples de promover o bem-comum

Francisco conclui afirmando que vacinar-se é uma forma simples mas profunda de promover o bem comum e de cuidar uns dos outros, especialmente dos mais vulneráveis. “Peço a Deus que cada um possa contribuir com seu pequeno grão de areia, seu pequeno gesto de amor. Por menor que seja, o amor é sempre grande. Contribua com estes pequenos gestos para um futuro melhor.”

Apelo conjunto dos prelados latino-americanos

O apelo do Papa é reforçado por vários cardeais do continente, que foram unânimes em nos lembrar da necessidade de vacinar-se contra o coronavírus. José Horacio Gómez, do México, presidente dos bispos dos EUA, espera que com a ajuda da fé as pessoas possam enfrentar os riscos da pandemia e que todos nós possamos nos vacinar. Carlos Aguiar Retes, arcebispo de Cidade do México, pediu a vacinação do norte ao sul do continente porque - afirma - estamos todos interligados e a esperança deve ser sem exclusão. O cardeal Hummes se faz porta-voz das mesmas palavras do Papa: vacinar-se é um ato de amor por todos e aponta que os esforços heroicos dos profissionais da saúde produziram vacinas seguras e eficazes para toda a família humana. O cardeal salvadorenho Rosa Chávez falou de uma "responsabilidade moral para toda a comunidade": "Nossa escolha de vacinar afeta os outros". O cardeal hondurenho Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga também expressou seu apoio à campanha de conscientização: "Ainda temos mais a aprender sobre o vírus, mas uma coisa é verdade: as vacinas autorizadas funcionam e salvam vidas, são uma chave para a cura pessoal e universal". Do Peru, dom Miguel Cabrejos Vidarte, presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), apelou à unidade e voltou ao aspecto de proteger nossa saúde integral, convidando as pessoas a se vacinarem porque "a vacinação é segura e eficaz".

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Caritas Paquistão se prepara para receber refugiados afegãos

Após a rápida conquista da capital do Afeganistão, Cabul, a Caritas Paquistão se prepara para dar assistência humanitária aos refugiados afegãos em fuga dos Talibãs. A organização caritativa já mobilizou suas unidades nas fronteiras com o Afeganistão, de onde se espera um fluxo maciço de refugiados.

Segundo a mídia local, milhares de afegãos teriam entrado no Paquistão, passando por Chaman, uma das rotas comerciais e de viagens mais movimentadas entre os dois países. Porém, a notícia que foi negada pelo ministro do Interior paquistanês, Sheik Rashid.

No entanto, mais de 200 famílias chegaram à área metropolitana de Quetta, província de Baluquistão, como confirma à Agência UCA News o diretor executivo da Caritas Paquistão, Amjad Gulzar.

“Nossos escritórios em Quetta e Islamabad-Rawalpindi já se prepararam para enfrentar a emergência humanitária, colocando à disposição funcionários que conhecem o pashtu”, a língua da principal etnia do Afeganistão.

“As crises de refugiados — explica Gulzar — costumam prolongar-se ao longo do tempo e requerem estratégias para suprir as necessidades mais imediatas: água, primeiros socorros, vacinas, quer às exigências a médio e longo prazo como a saúde mental dos que sofreram traumas, o tratamento de doenças crônicas e a educação”.

Os responsáveis da Caritas Paquistão reuniram-se com a equipe do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os refugiados afegãos, em Peshawar, capital da Província de Khyber Pakhtunkhwa, para coordenar as primeiros ajudas.

O Paquistão não aderiu nem à Convenção de Genebra de 1951 sobre o status dos refugiados, tampouco ao Protocolo da ONU de 1967. Entretanto, a Caritas Nacional trabalhou pelos refugiados afegãos nos anos 1970, após a invasão soviética, nos anos 90, após a tomada do poder pelos Talibãs e em 2001, após a invasão dos Estados Unidos.

De acordo com o Alto Comissário da ONU para Refugiados (ACNUR), atualmente no país vivem 1,4 milhão de refugiados do Afeganistão, dos quais mais de 300.000 em Karachi. A Província de Khyber Pakhtunkhwa, no norte do país, tem 43 Campos de refugiados afegãos.

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Papa no Angelus: Encarnação nos chama a reconhecer Jesus nos outros

“Não devemos buscar Deus em sonhos e imagens de grandeza e poder, mas devemos reconhecê-lo na humanidade de Jesus e, consequentemente, na dos irmãos e irmãs que encontramos no caminho da vida.”

Foi o que disse o Papa na alocução que precedeu o Angelus, ao meio-dia deste XXI Domingo do Tempo Comum, este 22 de agosto, rezando a oração mariana com os fiéis e peregrinos presentes à Praça São Pedro.

Jesus, o verdadeiro pão descido do céu, o pão da vida

Explicando a Liturgia do dia, Francisco destacou que o Evangelho (Jo, 60-69) nos mostra a reação da multidão e dos discípulos ao discurso de Jesus após o milagre dos pães. Jesus convidou a interpretar esse sinal e a acreditar n’Ele, que é o verdadeiro pão descido do céu, o pão da vida; e revelou que o pão que Ele dará é sua a carne e o seu sangue.

Estas palavras, disse o Santo Padre, soam duras e incompreensíveis aos ouvidos do povo, tanto que, a partir daquele momento, muitos de seus discípulos voltam atrás, ou seja, deixam de seguir o Mestre. Então Jesus pergunta aos Doze: “Não quereis também vós partir?”, e Pedro, em nome de todo o grupo, confirma a decisão de ficar com Ele: “Senhor, a quem iremos? Tens palavras de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

O Pontífice deteve-se brevemente na atitude daqueles que se retiram e voltam para trás, decidindo não seguir mais Jesus. “De onde nasce essa descrença? Qual é o motivo desta recusa?”, questionou Francisco.

O escândalo da encarnação de Deus

“As palavras de Jesus causam grande escândalo: Ele está dizendo que Deus escolheu manifestar-se e trazer a salvação na fraqueza da carne humana. A encarnação de Deus é o que suscita escândalo e que representa para estas pessoas – mas muitas vezes também para nós — um obstáculo. De fato, Jesus afirma que o verdadeiro pão da salvação, que transmite a vida eterna, é sua própria carne; que para entrar em comunhão com Deus, antes de observar as leis ou cumprir os preceitos religiosos, é preciso viver uma relação real e concreta com Ele.”

O Santo Padre prosseguiu ressaltando que Deus se fez carne e sangue: abaixou-se ao ponto se tornar homem como nós, humilhou-se a ponto de assumir nosso sofrimento e nosso pecado, e nos pede para procurá-lo, portanto, não fora da vida e da história, mas no relacionamento com Cristo e com os irmãos e irmãs.

“Loucura” do Evangelho

Ainda hoje, a revelação de Deus na humanidade de Jesus pode causar escândalo e não é fácil de aceitar. É o que São Paulo chama de “loucura” do Evangelho diante daqueles que buscam os milagres ou a sabedoria do mundo (cf. 1 Cor 1, 18-25).

E este “escândalo” é bem representado pelo sacramento da Eucaristia: que sentido pode haver, aos olhos do mundo, ajoelhar-se diante de um pedaço de pão? Por qual motivo se alimentar assiduamente deste pão?

“Diante do gesto prodigioso de Jesus que alimenta milhares de pessoas com cinco pães e dois peixes, todos o aclamam e querem levá-lo em triunfo. Mas quando Ele mesmo explica que esse gesto é sinal de seu sacrifício, ou seja, do dom de sua vida, de sua carne e de seu sangue, e que aqueles que querem segui-lo devem assimilá-lo, sua humanidade dada por Deus e pelos outros, então não, esse Jesus não agrada mais”, observou o Papa.

Deixemo-nos colocar em crise

Não nos surpreendamos se Jesus Cristo nos coloca em crise, frisou Francisco. “Aliás, nos preocupemos se não nos coloca em crise, porque talvez tenhamos diluído sua mensagem! E peçamos a graça de nos deixar provocar e converter por suas ‘palavras de vida eterna'”.

Após a oração mariana, o Pontífice saudou os fiéis presentes na praça provenientes de vários países e de diferentes regiões da Itália. Havia também numerosos grupos de jovens aos quais o Papa dirigiu seu encorajamento para trilhar no caminho do Evangelho.

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-no-angelus-encarnacao-nos-chama-a-reconhecer-jesus-nos-outros/

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17 cristãos por dia são mortos por radicais muçulmanos na Nigéria

Cerca de 3,4 mil cristãos foram mortos por terroristas islâmicos na Nigéria durante os primeiros 200 dias de 2021. Em média, são 17 cristãos mortos por dia. Os números foram divulgados pela Sociedade Internacional das Liberdades Cívicas e do Estado de Direito (Intersociety) da Nigéria e incluindo dez sacerdotes católicos e pastores protestantes.

O relatório da Intersociety afirma que o número atual é quase igual ao do ano inteiro de 2020, “estimado em 3.530 segundo a lista de vigilância mundial de cristãos perseguidos da Open Doors”.

A cifra é a segunda mais alta desde 2014, quando foram registrados mais de 5 mil assassinatos de cristãos. Mais de 4 mil foram vítimas de membros do grupo muçulmano Boko Haram. Os pastores Fulani, também muçulmanos, foram responsáveis pelo assassinato de outras 1,2 mil pessoas.

Intersociety é um grupo de pesquisas sobre direitos humanos que, desde 2010, monitora e investiga a perseguição religiosa e outras formas de violência cometidas por órgãos estatais e não estatais na Nigéria.  O trabalho da Intersociety é realizado em contato direto com as vítimas e testemunhas, além da análise dos meios de comunicação e de relatórios credíveis a nível nacional e internacional, entre outros métodos.

Na pesquisa de 2021, a Intersociety descobriu que 2,2 mil cristãos indefesos foram sequestrados entre os meses de janeiro e abril.

Do dia 1º de maio até o dia 18 de julho, outros 780 cristãos também foram sequestrados, totalizando quase 3 mil.

Intersociety estima que pelo menos 3 de cada 30 cristãos sequestrados morrem em cativeiro, o que elevaria em 300 o número de mortos pelos jihadistas. A pesquisa também contabilizou 150 assassinatos ocorridos e não registrados, considerados pelos pesquisadores como “números obscuros”.

Além disso, se estima que, desde janeiro deste ano, 300 igrejas foram ameaçadas, atacadas ou queimadas.

O relatório lamentou que, até agora, os culpados dos massacres de cristãos no país conseguiram escapar da justiça e estão livres de investigações ou julgamentos, o que tem levado à impunidade e à repetição das atrocidades.

A organização de direitos humanos também denunciou o abandono das famílias das vítimas e dos sobreviventes pelo governo da Nigéria, que continua recebendo fortes críticas e sendo acusado de ter culpa e cumplicidade nos assassinatos dos cristãos.

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Papa aos jovens de Medjugorje: seguir Cristo é a verdadeira alegria

A mensagem de Francisco chega aos jovens reunidos na Mladifest, um encontro anual internacional de oração que se realiza de 1° a 6 de agosto na cidade da Bósnia-Herzegóvina. Confiando-os ao modelo de Maria e seu "Eis-me aqui", o Papa os convida a acreditar na plenitude e na verdadeira felicidade que a entrega a Deus, livre de apegos, traz consigo

Gabriella Ceraso – Cidade do Vaticano

"O que farei de bom para ter a vida eterna"? As palavras do jovem rico de que falam os Evangelhos sinóticos (cf. Mt 19,16-22; Mc 10,17-22; Lc 18,18-23), aquele que "partiu, ou melhor, correu ao encontro do Senhor, para ter a vida eterna, isto é, a felicidade", são o tema guia do Festival dos Jovens em curso em Medjugorje até 6 de agosto. As saudações e a mensagem do Papa são dirigidas aos participantes, e ele toma estas palavras como ponto de partida e imediatamente indica o caminho: "É uma palavra - explica Francisco - que nos coloca diante do Senhor; e Ele fixa Seu olhar em nós, Ele nos ama e nos convida 'Vem! Segue-me'!" (Mt 19,21).

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Uma ocasião para ir ao encontro de Jesus

O Mladifest, recorda a todos o Papa, é de fato uma "semana de oração e de encontro com Jesus Cristo, em particular na sua Palavra viva, na Eucaristia, na adoração e no sacramento da Reconciliação", que tem o poder de "nos colocar no caminho para o Senhor". E assim este jovem do Evangelho, cujo nome não conhecemos, mas cuja alma conhecemos, torna-se o emblema de todos os que participam deste evento.

Ele, recorda o Papa, "educado e bem instruído", era animado por uma "saudável inquietação que o incitava a buscar a verdadeira felicidade, a vida em sua plenitude", por esta razão ele se colocou a caminho e em Jesus Cristo encontrou um guia "forte, credível e confiável" que "o dirigia a Deus, que é o único e supremo Bem do qual vem todo o outro bem".  A vida eterna, o bem pelo qual ele anseia, certamente não é um bem material a ser conquistado com "a própria força", mas através de etapas a serem percorridas que Francisco indica aos jovens.

As etapas da vida eterna: amar o próximo

A primeira etapa, indicada por Jesus, é o "amor concreto pelo próximo", mas não o amor dado pela observância de preceitos, mas um amor "gratuito e total".  De fato, Jesus está consciente do "desejo de plenitude que o jovem carrega em seu coração", mas também de seu "ponto fraco", que é seu apego a "muitos bens materiais". Por esta razão, como segunda etapa, "ele lhe propõe passar da lógica do 'mérito' para a do ‘dom’:

“"Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus" (Mt 19,21). Jesus muda a perspectiva: ele o convida a não pensar em assegurar a vida após a morte, mas a dar tudo em sua vida terrena, imitando assim o Senhor. É um chamado à maturidade adicional, para passar dos preceitos observados para obter recompensas ao amor livre e total. Jesus lhe pede para deixar para trás tudo o que pesa no coração e atrapalha o amor. O que Jesus propõe não é tanto um homem despojado de tudo, quanto um homem livre e rico em relacionamentos.”

Livre de todos os apegos

Se - explica o Papa - o coração está cheio de bens, o Senhor e o próximo se tornam apenas "coisas", porque "demais para ter e demais para querer" nos sufoca, "nos faz infelizes e incapazes de amar".

Daí a terceira etapa que Jesus propõe ao jovem, e que é uma escolha radical: "Vem! Segue-me!” Trata-se de "ser discípulos de Jesus", que significa - explica o Papa em sua Mensagem - não imitá-lo externamente, mas "conformar-se com Ele" no fundo, recebendo em troca "uma vida rica e feliz, cheia de rostos de muitos irmãos e irmãs, e pais e mães e filhos", como diz o Evangelho:

“Seguir Cristo não é uma perda, mas um ganho incalculável, enquanto a renúncia é sobre o obstáculo que impede o caminho. O jovem rico, porém, tem seu coração dividido entre dois senhores: Deus e dinheiro. O medo de arriscar e perder seus bens o faz voltar para casa triste”

Ligar-se a Cristo para ser feliz: dizer sim sem reservas

Triste, então, porque "não encontrou a coragem para aceitar a resposta, que é a proposta de se 'desamarrar' de si mesmo e das riquezas para se 'amarrar' a Cristo, para caminhar com Ele e descobrir a verdadeira felicidade". É isto então que o Papa, a partir do Evangelho, pede aos jovens que nesta semana desejam fazer um caminho interior:

Tenham a coragem de viver sua juventude, confiando-se ao Senhor e partindo com Ele. Deixai-vos conquistar por seu olhar amoroso que nos liberta da sedução dos ídolos, das falsas riquezas que prometem vida mas trazem a morte. Não tenham medo de acolher a Palavra de Cristo e de aceitar seu chamado. Não desanimem como o jovem rico do Evangelho; em vez disso, fixem o olhar em Maria, o grande modelo da imitação de Cristo, e confiem-se a Ela que, com seu "eis-me aqui", respondeu sem reservas ao chamado do Senhor.

Maria modelo para a vida de todos nós

Que Maria, a cuja materna intercessão o Papa confia os jovens presentes ao Festival, seja a fonte da "força" à qual nos inspiramos para dizer nosso "eis-me aqui", mas também um modelo para "levar Cristo ao mundo" e para "transformar nossas vidas em um dom para os outros". Como Ela, esforcemo-nos, pede o Papa, para estar atentos aos outros e descobrir na vontade de Deus "nossa alegria", acolhendo-a mesmo que não seja fácil, mas na certeza de que "ela nos faz felizes".

Sim, a alegria do Evangelho enche o coração e toda a vida dos que encontram Jesus". Aqueles que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo a alegria sempre nasce e renasce.

extraído de : https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-08/papa-francisco-jovens-medjugorje-mensagem-cristo.html

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2º Domingo de Agosto - Dia dos Pais

Ser pai não é apenas gerar vidas. Ser pai é muito mais, é estar ali, presente, marcando todos os momentos e contribuindo para a alegria da família.

Ser pai é participar, regando com carinho, amor e atenção, o fruto novo que necessita de cuidados para que possa se desenvolver e crescer saudável.

Ser pai é acompanhar todos os passos do filho, oferecendo, além de carinho e amor, segurança, bem-estar, educação e lazer.

Ser pai é conduzir o filho pelas veredas da vida, apontando o que é bom e o que é ruim. Ensinando que a vida é tão boa de se viver, e que cabe a nós dar rumo certo a ela.

Ser pai é promover o ensinamento e a educação da fé, mostrando a bondade e o amor de Deus para com a humanidade e que podemos e devemos imita-lo, sendo seus seguidores e promotores da paz.

Ser pai é ser amigo, companheiro, compreensivo e confidente, é saber escutar com o coração aberto. É estender a mão, não só na alegria, mas, principalmente nas adversidades.

Ser pai é carregar o filho no colo, brincar, correr, pular. É encher de alegria o pequenino ser. É também corrigir, sem, contudo, ofender a integridade física, fazendo com que o filho aprenda a ter respeito e não medo.

Ser pai é amar de corpo e alma, assim como Deus ama a cada um de nós, seus filhos.

Ser pai é enxergar no sorriso do filho, uma bênção de Deus e a alegria da vida. Ser pai é saber, juntamente com o filho, pintar a vida com as cores da felicidade.

Ser pai é entender a criação como obra-prima de Deus e um presente Dele para conosco.

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Dia do Diácono - 10/08

No dia 10 de agosto a Igreja comemora o ‘dia do diácono’, na festa de São Lourenço, diácono e mártir, que é o patrono dos diáconos.

O diácono é uma vocação ministerial para o serviço, seu nome vem do termo ‘diaconia’ que significa serviço. O ministério diaconal possui três dimensões: o serviço da Palavra de Deus, o serviço da Caridade e o serviço da Liturgia. O ministério diaconal vem crescendo nas comunidades à medida que é compreendido o seu valor e contribuição para uma Igreja cada vez mais servidora. O Documento de Puebla manifesta a missão confiada aos diáconos.

“O diácono, colaborador do bispo e do presbítero, recebe uma graça sacramental própria. O carisma do diácono, sinal sacramental de Cristo-Servo, tem grande eficácia para a realização de uma Igreja servidora e pobre, que exerce sua função missionária com vistas à libertação integral do homem” (Puebla, 697). Os diáconos podem ser transitórios ou permanentes. O diaconato transitório é o primeiro grau do Sacramento da Ordem.

Os diáconos transitórios permanecem por um período específico até completar sua formação e serem ordenados sacerdotes. O diácono permanente é a expressão do ministério ordenado colocado o mais próximo possível da realidade laical e do protagonismo dos leigos.

O diácono  realiza atividades essenciais para a vida da Igreja. Eles podem administrar sacramentos (Batismo, Matrimônio e Eucaristia) e colaborar nas funções litúrgicas, como servir o altar, proclamar o Evangelho, convidar os fiéis para o abraço da paz e fazer a despedida da missa.

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Dia do Padre - 04/08

A Igreja celebra no dia 04 de agosto, o Dia do Padre, data da Festa de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes. Estes homens humildes e perseverantes deixaram suas casas e famílias para atenderam ao chamado de Deus, servindo-O na comunidade.

O Padre entende, desde muito cedo, o chamado para ser um servo de Deus, um “pai” espiritual do povo, que leva o Evangelho e o Amor de nosso Pai lá no Céu ao coração de cada pessoa. Essa não é uma missão fácil, pois o Padre é um ser humano e está sujeito a tentações, fraquezas, emoções e sentimentos. Mas toda a força, carinho e orações que a comunidade possa dar ao sacerdote é a certeza e a prova da graça divina na vida e na missão dele aqui no mundo.

É alguém escolhido por Deus, dentro de uma comunidade, no seio de uma família, para ser o continuador da obra salvadora de Jesus. Ele assume a missão de construir a comunidade. Por graça e vocação, o padre age em nome de Jesus: ele perdoa os pecados, ele reconcilia seus irmãos com Deus e entre si; ele trás a bênção de Deus para todos.

O padre é aquele que celebra a vida de Deus na vida da comunidade. Na Celebração Eucarística , ele trás Jesus para as comunidades. A Eucaristia é a razão primeira do sacerdócio. O padre alimenta seus fiéis por esse sacramento, pela sua pregação e pelo seu testemunho

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Mês Vocacional

Nossa Igreja comemora no mês de agosto o mês das vocações, dedicando cada domingo a uma vocação específica.

1º domingo: é comemorado o dia do padre.

2º domingo: dia dos pais (celebra-se o dia daqueles chamados a vida matrimonial, logo a gerarem novas vidas para Deus, aqueles que são chamados a serem co criadores de Deus)

3º domingo: em virtude da comemoração da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, é destacada a vocação religiosa feminina e masculina

4º domingo: o apostolado leigo, e os catequistas.

O catequista é sempre comemorado no último domingo do mês, portanto quando no mês tem 5 domingos ele é transferido para este.

Vocação, em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação vinda diretamente sobre mim, endereçada à minha pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo. (cf. Mc 2, 14). Vocação, portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho, co

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Buscar Deus por amor e não por interesse, exorta Papa Francisco

Na manhã deste domingo, 1, o Papa Francisco fez a sua tradicional reflexão antes de rezar o Angelus. A oração foi proferida junto aos fiéis reunidos na Praça São Pedro no Vaticano. A narrativa do Evangelho de João da liturgia deste XVIII Domingo do Tempo Comum, em que Jesus é destacado como o Pão da vida, foi o centro da meditação do Pontífice.

O Santo Padre exortou homens e mulheres a buscar uma relação com Deus sem interesse. A busca deve ser por uma relação que “vá além das lógicas do interesse e do cálculo”. Ter com Ele uma relação de amor é o que pede Francisco.

O Papa apontou que no centro de uma fé imatura não existe Deus, mas apenas necessidades particulares. Assim, defendeu que para viver uma relação de amor verdadeiro com o Senhor é preciso interrogar-se sobre os motivos pelo qual O buscamos. O objetivo é fugir da tentação idolátrica que leva a buscá-Lo apenas para o “próprio uso e consumo”, e depois de satisfeitos, “nos esquecemos dele”.

Não ter uma fé superficial e miraculosa

Dirigindo-se aos fiéis e turistas reunidos na Praça São Pedro, Francisco comentou que as pessoas que haviam testemunhado a multiplicação dos pães não haviam compreendido o significado do gesto, “se restringiram ao milagre externo e ao pão material.”

Neste sentido, o Santo Padre questionou: “Por que buscamos o Senhor? Por que eu busco o Senhor? Quais são as motivações da minha fé, da nossa fé?”. “Temos necessidade de discernir isso, porque entre as tantas tentações que temos na vida, entre as tantas tentações há uma que poderíamos chamar de tentação idolátrica. É aquela que nos leva a buscar a Deus para nosso próprio uso e consumo, para resolver os problemas, para obter, graças a Ele, o que não conseguimos obter sozinhos, por interesse.”

O Santo Padre prosseguiu observando que a fé permanece superficial e miraculosa. “Buscamos a Deus para matar nossa fome e depois quando estamos satisfeitos nos esquecemos dele”. “No centro desta fé imatura não existe Deus, estão as nossas necessidades.  Penso nos nossos interesses, tantas coisas… É justo apresentar ao coração de Deus as nossas necessidades, mas o Senhor, que age bem além das nossas expectativas, deseja viver conosco sobretudo uma relação de amor. E o amor verdadeiro é desinteressado, é gratuito: não se ama para receber um favor em troca. Isso é interesse, e tantas vezes na vida nós somos interesseiros!”

Purificar a busca por Deus

Mas vem então um segundo questionamento: “Mas como fazer para purificar a nossa busca por Deus? Como passar de uma fé mágica, que só pensa nas próprias necessidades, para uma fé que agrada a Deus?”.

Segundo o Pontífice, o próprio Jesus que responde, afirmando que “a obra de Deus é acolher Aquele que o Pai enviou, ou seja, Ele mesmo, Jesus”:

“Não é acrescentar práticas religiosas ou observar especiais preceitos; é acolher Jesus, é acolhê-Lo na vida, é viver uma história de amor com Ele. Será Ele quem purificará a nossa fé. Sozinhos, não somos capazes. Mas o Senhor deseja uma relação de amor conosco: antes das coisas que recebemos e fazemos, existe Ele a ser amado. Existe uma relação com Ele que vai além das lógicas do interesse e do cálculo”.

Não usar Deus nem as pessoas

Isso, disse Francisco, vale não só em relação a Deus, mas também nas relações humanas e sociais: “Quando buscamos sobretudo a satisfação das nossas necessidades, corremos o risco de usar as pessoas e de instrumentalizar as situações para os nossos objetivos”. 

“Quantas vezes ouvimos sobre uma pessoa: ‘Mas ele usa as pessoas e depois se esquece’. Usar as pessoas em proveito próprio, é feio isso! E uma sociedade que coloca no centro os interesses em vez das pessoas, é uma sociedade que não gera vida. O convite do Evangelho é este: em vez de nos preocuparmos apenas com o pão material que nos alimenta, acolhamos Jesus como o pão da vida e, a partir da amizade com Ele, aprendamos a amar-nos uns aos outros. Com gratuidade e sem cálculos.  Amor gratuito e sem cálculos, sem usar as pessoas, com gratuidade, com generosidade, com magnanimidade”.

Por fim, o Papa rogou à Virgem Santa, Aquela que viveu a mais bela história de amor com Deus, para que conceda a todos a graça de se abrirem ao encontro com o seu Filho.

Extraído de: https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/buscar-deus-por-amor-e-nao-por-interesse-exorta-papa-francisco/

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Diocese de Votuporanga completou 5 anos de criação

Há cinco anos atrás, no dia 20 de julho de 2020, o Papa Francisco dava um presente à região noroeste paulista criando a Diocese de Votuporanga e nomeando seu primeiro bispo, Dom Moacir Aparecido de Freitas, até então sacerdote da Diocese de São Carlos. A Diocese de Votuporanga foi desmembrada das Dioceses de São José do Rio Preto e de Jales e é sufragânea da Arquidiocese de Ribeirão Preto e faz parte do Regional Sul 1 da CNBB.

A diocese foi instalada no dia 22 de outubro, data também da posse do primeiro bispo. Com a criação da nova diocese a Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida tornou-se Catedral.

A diocese é composta por 28 paróquias localizadas em 25 municípios: Álvares Florence, Américo de Campos, Buritama, Cardoso, Cosmorama, Floreal, Gastão Vidigal, Lourdes, Macaubal, Magda, Monções, Nhandeara, Nova Luzitânia, Parisi, Paulo de Faria, Planalto, Pontes Gestal, Riolândia, Sebastianópolis do Sul, Tanabi, Turiúba, União Paulista, Valentim Gentil, Votuporanga e Zacarias. Para facilitar o trabalho pastoral, a diocese foi dividida em 5 regiões pastorais: Nhandeara, Buritama, Votuporanga, Cosmorama e Riolândia. Nossa diocese abrange uma superfície de 7.694 Km² e segundo o censo de 2010, a população da nova diocese é de 237.380 habitantes.

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No Angelus, Papa destaca poder do serviço e da gratuidade

A importância do amor, do serviço, da gratuidade. Essas foram três palavras de destaque no Angelus deste domingo, 25, com o Papa Francisco. O Santo Padre rezou a oração da janela do apartamento pontifício com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Em sua reflexão antes da oração, Francisco recordou o Evangelho de hoje. A passagem narra o famoso episódio da multiplicação dos pães e peixes. Jesus alimentou cerca de cinco mil pessoas que foram ouvi-lo.

O Papa explicou que Jesus não cria os pães nem os peixes do nada, mas age a partir do que os discípulos lhe trazem. Entre eles havia um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. “Mas o que é isso para tanta gente?”, questionam os discípulos. “É pouco, não é nada, mas é o suficiente para Jesus”, disse o Pontífice.

Francisco, então, analisou a situação do ponto de vista do menino. Os discípulos lhe pediram para partilhar tudo o que ele tinha para comer. Pode parecer ilógico tirar de uma pessoa o que não é suficiente para todos. Mas para Deus não é. E graças a esse dom gratuito – e portanto heroico – frisou o Papa, Jesus pôde alimentar a todos. “Este é um grande ensinamento para nós. Ele nos diz que o Senhor pode fazer muito com o pouco que colocamos à sua disposição”.

O Papa convidou os fiéis a se perguntarem o que levam para Jesus hoje. E frisou que Ele pode fazer muito com uma oração, um gesto de caridade e até mesmo com a miséria humana. “Deus ama agir assim: Ele faz grandes coisas a partir de coisas pequenas e gratuitas”, sublinhou.

Lógica da pequenez e do dom

O Pontífice recordou ainda que todos os grandes protagonistas da Bíblia, de Abraão a Maria, e também o menino citado no Evangelho de hoje, mostram esta lógica da pequenez e do dom.

A lógica do dom é muito diferente da lógica humana, ressaltou o Papa. Ao passo que os seres humanos buscam acumular e aumentar o que têm, Jesus pede para doar e diminuir.

“Nós queremos multiplicar para nós. Jesus aprecia quando dividimos com os outros, quando partilhamos. É curioso que, nos relatos da multiplicação dos pães presentes nos Evangelhos, o verbo “multiplicar” nunca aparece. Pelo contrário, os verbos usados são de sinal oposto: “partir”, “dar”, “distribuir”. O verdadeiro milagre, diz Jesus, não é a multiplicação que produz glória e poder, mas a divisão, a partilha, que aumenta o amor e permite que Deus realize maravilhas”.

Trazendo para os dias de hoje, o Papa pontuou que a multiplicação de bens não resolve os problemas sem uma partilha justa. Ele citou, por exemplo, a tragédia da fome que afeta particularmente as crianças. Cerca de sete mil crianças abaixo de cinco anos morrem por causa da desnutrição, porque não têm o necessário para viver.

“Diante de escândalos como estes, Jesus também nos faz um convite, um convite semelhante ao que provavelmente recebeu o menino do Evangelho, que não tem nome e no qual todos nós podemos nos ver: “Coragem, doa o pouco que tem, os seus talentos e seus bens, coloque-os à disposição de Jesus e dos irmãos. Não tenha medo, nada será perdido, porque se você partilha, Deus multiplica. Expulse a falsa modéstia de se sentir inadequado, confie. Acredite no amor, no poder do serviço, na força da gratuidade”.

O Papa concluiu a reflexão pedindo a intercessão da Virgem Maria. “Ajude-nos a abrir o coração para os convites do Senhor e para as necessidades dos outros”.

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Papa: cuidemos dos avós e idosos, eles não são sobras de vida

Cuidar dos avós e dos idosos, pois eles não são sobras de vida. Esse é o pedido do Papa Francisco em sua homilia para o I Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, celebrado neste domingo, 25.

Devido à recente cirurgia no cólon, o Papa não presidiu a Missa. Quem o representou na celebração foi o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, que leu a homilia preparada por Francisco.

O Evangelho que narra a multiplicação dos pães e dos peixes norteou a homilia do Santo Padre. Francisco se concentrou em três momentos desse episódio, resumidos em três verbos: ver, partilhar e guardar.

O olhar que se dirige aos avós

O primeiro verbo é o “ver”. Jesus levanta os olhos e vê a multidão com fome depois de ter caminhado tanto para encontra-Lo. Francisco ressaltou que o milagre começa justamente com esse olhar de Jesus, que não foi indiferente nem apressado. Jesus se preocupa com os homens, cuida deles, tem um olhar contemplativo. Assim também é o olhar que os avós e os idosos tiveram sobre a nossa vida.

“Foi o modo como cuidaram de nós, desde a nossa infância. Depois de uma vida feita muitas vezes de sacrifícios, não se mostraram indiferentes conosco. Tiveram olhos atentos, cheios de ternura”.

Francisco questionou, então, qual é o olhar que se tem hoje para os avós e os idosos. “Sofro quando vejo uma sociedade que corre, apressada e indiferente, ocupada com tantas coisas e incapaz de parar para dar um olhar, uma saudação, uma carícia”.

O Pontífice acrescentou: “Tenho medo duma sociedade onde todos formamos uma multidão anônima e já não somos capazes de erguer os olhos e reconhecer-nos. Os avós, que alimentaram a nossa vida, hoje têm fome de nós: da nossa atenção, da nossa ternura; de sentir-nos perto deles. Ergamos o olhar para eles, como Jesus faz conosco”.

Partilha: jovens e idosos juntos

Sobre o verbo partilhar, o Papa destacou que o milagre da multiplicação ocorreu graças ao dom de um jovem, que ofereceu seus cinco pães e dois peixes.

“Hoje há necessidade de uma nova aliança entre jovens e idosos, necessidade de partilhar o tesouro comum da vida, sonhar juntos, superar os conflitos entre as gerações para preparar o futuro de todos”.

Francisco ressaltou que, sem esta aliança, corre-se o risco de morrer de fome, porque aumentam os laços desfeitos, as solidões, os egoísmos e as forças desagregadoras. “Frequentemente, na nossa sociedade, deixamos a vida guiar-se por esta ideia: ‘cada um pensa por si’. Mas isto mata! O Evangelho nos exorta a partilhar o que somos e temos: só assim poderemos ser saciados”.

“Jovens e idosos, o tesouro da tradição e o frescor do Espírito. Jovens e idosos juntos. Na sociedade e na Igreja: juntos”.

Cuidar dos avós e dos idosos

O terceiro verbo é o “guardar”. O Papa explicou que, depois que todos comeram, Jesus recomendou que recolhessem e guardassem o que sobrou, para que nada fosse perdido.

Francisco destacou que, aos olhos de Deus, nada deve ser descartado e mais ainda: ninguém deve ser descartado. É um convite profético: recolher, conservar cuidadosamente, guardar.

“Os avós e os idosos não são sobras de vida, desperdícios para jogar fora. São aqueles preciosos pedaços de pão deixados na mesa da nossa vida, que ainda podem nos nutrir com uma fragrância que perdemos, ‘a fragrância da misericórdia e da memória’”.

Os avós e idosos guardaram todo o nosso caminho de crescimento, agora é a nossa vez de guardar a vida deles, sem deixá-los sozinhos, pediu o Papa. Os idosos são pão que nutre a vida, acrescentou Francisco, e é preciso ser grato a eles por tudo o que fizeram.

“Por favor, não nos esqueçamos deles. Aliemo-nos com eles. Aprendamos a parar, a reconhecê-los, a ouvi-los. Nunca os descartemos. Guardemo-los amorosamente. E aprendamos a partilhar tempo com eles. Sairemos melhores”.

Sobre a data

O Dia Mundial dos Avós e dos Idosos foi anunciado pelo Papa Francisco em 31 de janeiro deste ano. A data será celebrada anualmente, a partir de 2021, no quarto domingo de julho, próximo à festa dos Santos Joaquim e Ana, avós de Jesus.

O tema escolhido para este ano foi: “Eu estou contigo todos os dias” (cf. Mt 28,20).

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Falece o Diácono José Roberto de França, mais uma vítima da Covid-19

A Igreja Diocesana de Votuporanga lamenta profundamente o falecimento de mais um integrante de seu clero: o querido diácono permanente José Roberto de França da Paróquia Santa Luzia de Votuporanga. O querido diácono faleceu no início da tarde deste sábado, 10 de julho, aos 65 anos. José Roberto estava internado desde o último sábado, 03, no Hospital Unimed de Votuporanga, chegando já em estado grave, sendo entubado e infelizmente não resistiu às complicações desta doença.

Infelizmente essa foi a segunda perda de um membro do clero diocesano de Votuporanga em menos de um mês. No último dia 18 de junho, o Padre Joaquim Tadeu Ferraz Andrade da Paróquia São Benedito e Nossa Senhora de Fátima de Votuporanga faleceu também vítima de Covid-19.

Carismático, acolhedor, humilde e um grande devoto de Nossa Senhora, o Diácono José Roberto era querido por toda a comunidade diocesana. Nascido em 01 de dezembro de 1956, ele completaria no próximo mês de setembro 12 anos de Ordenação Diaconal. Atualmente ele atuava como Assessor Diocesano da Legião de Maria e Notário da Câmara Eclesiástica, além de servir a comunidade diocesana, em especial a Paróquia Santa Luzia de Votuporanga.

José Roberto sentiu a vocação ao serviço ao Reino de Deus em sua juventude e aspirava iniciar os estudos no seminário, porém devido ao falecimento de seu pai ainda jovem, necessitou adiar esse sonho para poder ajudar no sustento da família por ser o irmão mais velho.

A não ida para o seminário não o impediu de viver ativamente da comunidade católica de Votuporanga. José Roberto participou de diversas pastorais, movimentos e ministérios da Igreja, como Legião de Maria, Ministros de Eucaristia, Pastoral das Exéquias, entre outros, nas Paróquias Nossa Senhora Aparecida e Santa Luzia, ambas em Votuporanga

Já aposentado pela CESP, José Roberto acolheu novamente o chamado de Deus e iniciou os estudos para o Diaconato Permanente, tendo participado da  1ª turma da Escola Diaconal Santo Estevão da Diocese de São José do Rio Preto. José Roberto recebeu os Ministérios do Leitorato e Acolitato no dia 18 de dezembro de 2008 na Sé Catedral de São José em Rio Preto e foi ordenado Diácono Permanente no dia 04 de setembro de 2009 na então Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga por imposição das mãos de Dom Paulo Mendes Peixoto juntamente com os demais votuporanguenses Lécio de Almeida Alves, Nilton Leme do Prado e Valdmir Massao Okamoto (in memorian).

A Diocese de Votuporanga agradece a Deus pelos quase 12 anos de ministério diaconal do Diácono José Roberto, período em que ele viveu com amor e dedicação sua missão e confiamos à Divina Misericórdia e a Maria, a Mãe da Misericórdia, a alma do querido diácono.

A Igreja Diocesana está em oração e comunhão com a Comunidade Paroquial Santa Luzia de Votuporanga que acolheu o Diácono José Roberto nos últimos anos e a todos os seus familiares e amigos.

Que a alma do Diácono José Roberto e de todos os fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descanse em paz!

 

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Missas do horário noturno voltaram a ser celebradas às 19h


Com o término do lockdown noturno após as 19h, desde a última segunda-feira,05 de julho,  as Missas da Catedral Nossa Senhora Aparecida celebradas voltaram a ser celebradas às 19h. As demais celebrações continuam nos horários de costume: quarta-eira às 15h e aos domingos às 7h30 e 10h. 

Durante 15 dias, de 21/06 a 04/07, o horário das celebrações do horário foram celebradas às 17h30 devido ao lockdown noturno das 19h às 5h.

Para aqueles que não podem participar presencialmente, as Missas continuarão sendo transmitidas pelos meios de comunicação.Todas as celebrações são transmitidas ao vivo pelo facebook da paróquia (www.facebook.com/catedraldevotuporanga), além da transmissão da Missa de quarta-feira às 15h que é transmitida pela rádio 87,9 FM e aos domingos, às 7h30, além do facebook, os católicos podem assistir na TV Unifev a missa presidida pelo bispo diocesano Dom Moacir Aparecido de Freitas ou ouvir na rádio 87,9 FM.

Ainda pela internet, os católicos têm acesso a Palavra do Dia e a reflexão feita pelo padre Gilmar Margotto. O conteúdo é compartilhado no youtube da paróquia. Outro canal de comunicação é a rádio Clube FM, que também transmite a homilia diária em sua programação. 

Horários de Missas na Catedral 

Segunda-feira - Missa às 19h

Terça-feira - Missa às 19h

Quarta-feira - Missas às 15h e 19h

Quinta-feira - Missa às 19h

Sexta-feira - Missa às 19h

Sábado - Missa às 19h

Domingo - Missas às 7h30, 10h e 19h

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Nota da CNBB diante do atual momento brasileiro

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota nesta sexta-feira, 9 de julho, sobre o momento atual da conjuntura brasileira. No documento, a instituição reafirma, por meio de sua presidência, a necessidade de “defender as vidas ameaçadas, os direitos respeitados e para apoiar a restauração da justiça, fazendo valer a verdade”.

Na avaliação da CNBB, a sociedade democrática brasileira está atravessando um dos períodos mais desafiadores da sua história. “A trágica perda de mais de meio milhão de vidas está agravada pelas denúncias de prevaricação e corrupção no enfrentamento da pandemia da COVID-19”, diz um trecho da nota.

A CNBB, na nota, “apoia e conclama as instituições da República para que, sob o olhar da sociedade civil, sem se esquivar, efetivem procedimentos em favor da apuração, irrestrita e imparcial, de todas as denúncias, com consequências para quem quer que seja, em vista de imediata correção política e social dos descompassos”.

Confira, abaixo, a íntegra do documento :

Nota da CNBB
diante do atual momento brasileiro

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB levanta sua voz neste momento,
mais uma vez, para defender vidas ameaçadas, direitos desrespeitados e para apoiar a
restauração da justiça, fazendo valer a verdade. A sociedade democrática brasileira está
atravessando um dos períodos mais desafiadores da sua história. A gravidade deste momento
exige de todos coragem, sensatez e pronta correção de rumos.

A trágica perda de mais de meio milhão de vidas está agravada pelas denúncias de
prevaricação e corrupção no enfrentamento da pandemia da COVID-19. “Ao abdicarem da ética
e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um
cenário desolador, no qual a corrupção ganha destaque.” 1 Apoiamos e conclamamos às
instituições da República para que, sob o olhar da sociedade civil, sem se esquivar, efetivem
procedimentos em favor da apuração, irrestrita e imparcial, de todas as denúncias, com
consequências para quem quer que seja, em vista de imediata correção política e social dos
descompassos.

Brasília, 9 de julho de 2021

D. Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte, MG
Presidente
D. Jaime Spengle

 

Veja a nota oficial

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500 mil mortes no Brasil: Toda vida Importa

Infelizmente chegamos na triste marca de 500 mil mortes por conta da Pandemia da Covid-19! Esse vírus que assola o mundo há aproximadamente dois anos e que já levou tantas pessoas queridas do nosso convívio. Quantos de nós não conhece alguém que contraiu o vírus, ele está cada vez mais perto de nós. Alguns contraem o vírus e graças a Deus ficam bem, outros infelizmente não tem a mesma sorte.

Esse vírus que veio para ser um alerta para nós, para mudarmos as nossas atitudes conosco mesmo e com o próximo e veio nos ensinar a viver um novo normal e que a humanidade pudesse ao menos mudar um pouco as suas atitudes, mas esse vírus está demorando para ir embora e mesmo assim a humanidade parece não ter aprendido muita coisa.

As vacinas estão aí, mas infelizmente as pessoas tomam a vacina e acham que já estão totalmente imunizadas contra o vírus e acabam saindo pelas ruas sem máscara e não tomam mais o cuidado devido. Pelo contrário, mesmo tomando o imunizante devemos manter os cuidados, sobretudo usando a máscara e protegendo a nós e os outros. Segundo a OMS (organização mundial da saúde), teremos ainda que usar a máscara por um bom tempo.

Muitas pessoas ao final de 2020 esperavam um 2021 melhor e a erradicação do corona vírus, mas infelizmente o 2021 está bem parecido com 2020 e a pandemia está ai a todo vapor. Rezemos para que tão logo a vacina possa chegar ao braço de todos os brasileiros e mantendo todos os cuidados, mesmo após a vacinação poderemos ter um 2022 melhor, voltando a vida normal. Dessa forma reduziremos o número de mortes que infelizmente chegamos aos 500 mil e que não cheguemos ao número de um milhão de mortes.

A Igreja tem buscado fazer a sua parte, os padres nas paróquias, os bispos em suas dioceses e o Papa Francisco tem alertado as pessoas quanto ao cuidado com o corona vírus e a importância do uso de máscara. De igual modo a Igreja tem rezado por todas as vítimas do corona vírus no mundo e rezado para que suas famílias sejam confortadas pela fé que vem de Deus.

A Igreja no Brasil inclusive por meio da CNBB (Conferência nacional dos Bispos do Brasil), lançou uma campanha “Toda vida importa” e uma mobilização de oração pelos 500 mil mortos da pandemia. É um momento em que o país inteiro se encontra de luto e se solidariza com as vítimas e os familiares das vítimas da pandemia da covid-19. Ninguém imaginava quando essa pandemia começou que pudéssemos chegar a esse número tão expressivo de mortes, mas infelizmente chegamos e cabe a nós estarmos unidos em oração com toda essa situação que o nosso país e o mundo se encontram.

A CNBB (Conferência nacional dos Bispos do Brasil), preparou uma programação neste sábado, dia 19 de Junho. Eu mesmo celebrei de manhã nessa intenção e foi o tema do ângelus em nosso sistema de comunicação. Estivemos transmitindo os atos da CNBB e divulgamos a oração pelos nossos meios de comunicação e enviamos para que todas as paróquias rezassem neste final de semana. Recomendei às paróquias para que neste sábado, as 15 horas tocassem os sinos, em memória das vítimas e uma maneira de demonstrar apoio e solidariedade com as vítimas.

Para essa iniciativa do dia de hoje a CNBB preparou cards que foram compartilhados nas redes sociais e que podemos compartilhar, para demonstrar apoio para com aqueles que faleceram e seus familiares. A cada cartaz que compartilharmos podemos rezar uma Ave Maria, em memória das vítimas, não compartilhemos simplesmente porque todos estão fazendo, mas compartilhemos no intuito de rezar por essas vítimas.

A razão dessa iniciativa da CNBB é que todas as pessoas se solidarizem, criar no ser humano um “espírito de solidariedade” para que possamos tornar o nosso país um pouco melhor. Dom Joel Portela Amado que é bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário geral da CNBB acredita que todas as pessoas, de algum modo, têm o mínimo de sensibilidade em seu coração e devem parar nesse momento e refletir. “É um número simbólico, meio milhão de pessoas é muita gente” (afirma dom Joel).

Dom Joel Portela Amado destaca ainda que esse espírito de oração deve perdurar ao longo dessa semana inteira e que representa um gesto de estar junto ao povo brasileiro e solidariedade com todas as vítimas da covid -19. É um momento em que todos nós devemos nos mobilizar, seja os crentes ou não. Devemos sempre acreditar na vida.

Que possamos trazer em nosso coração esse sentimento de oração e solidariedade por todas as vítimas da Covid-19 e seus familiares e que ao longo de toda essa semana possamos trazer em nosso coração essa frase: “Toda a vida importa”. Rezemos e nos cuidemos uns dos outros, para que não cheguemos ao número de um milhão de mortos.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2021-06/dom-orani-brail-500-mil-mortes-covid.html

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Missas do horário noturno serão celebradas às 17h30 a partir de 21/06

Com o novo lockdown noturno entre às 19h e 05h editado pela Prefeitura Municipal, a partir desta segunda-feira, 21, às Missas da Catedral Nossa Senhora Aparecida celebradas anteriormente às 19h terão início às 17h30. As demais celebrações continuam nos horários de costume: quarta-feira às 15h e aos domingos às 7h30 e 10h. A medida será válida até o dia 04 de julho.

Para aqueles que não puderem participar presencialmente, as Missas continuarão sendo transmitidas pelos meios de comunicação.Todas as celebrações são transmitidas ao vivo pelo facebook da paróquia (www.facebook.com/catedraldevotuporanga), além da transmissão da Missa de quarta-feira às 15h que é transmitida pela rádio 87,9 FM e aos domingos, às 7h30, além do facebook, os católicos podem assistir na TV Unifev a missa presidida pelo bispo diocesano Dom Moacir Aparecido de Freitas ou ouvir na rádio 87,9 FM.

Ainda pela internet, os católicos têm acesso a Palavra do Dia e a reflexão feita pelo padre Gilmar Margotto. O conteúdo é compartilhado no youtube da paróquia. Outro canal de comunicação é a rádio Clube FM, que também transmite a homilia diária em sua programação. 

Horários de Missas na Catedral - 21/06 a 04/07

Segunda-feira - Missa às 17h30

Terça-feira - Missa às 17h30

Quarta-feira - Missas às 15h e 17h30

Quinta-feira - Missa às 17h30

Sexta-feira - Missa às 17h30

Sábado - Missa às 17h30

Domingo - Missas às 7h30, 10h e 17h30

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Meio milhão de vidas perdidas

A CNBB, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns, a Academia Brasileira de Ciências, a Associação Brasileira de Imprensa e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, escreveram uma carta em que prestam solidariedade às milhares de famílias afetadas pela perda de entes queridos pela Covid-19.

As entidades também manifestaram indignação pelas manifestações contrárias às medidas recomendadas por organismos sanitários no cuidado e na promoção da vida. Por fim, ainda destacaram a importância do trabalho da CPI da Pandemia, instalada no Congresso Nacional, para investigar as ações da gestão pública diante da crise da pandemia.

As seis entidades signatárias dessa carta se sensibilizaram com a situação provocada pela pandemia e se uniram desde abril do ano passado, quando lançaram o Pacto Pela Vida e Pelo Brasil, endossado por organizações e pessoas de todo o país. Naquela época, logo no início da pandemia, as entidades perceberam que eram necessárias medidas firmes, guiadas pela ciência, para conter o seu alastramento. Previa-se que a crise sanitária atingiria de forma desigual a população brasileira, afetando particularmente os mais vulneráveis.

MEIO MILHÃO DE VIDAS PERDIDAS

Em sete de abril de 2020, Dia Mundial da Saúde, as seis entidades signatárias desta carta manifestaram-se diante da expansão da Covid-19, lançando o Pacto Pela Vida e Pelo Brasil, endossado por organizações e pessoas de todo o país. Sinais indicavam se tratar de um vírus de alta transmissão, com impactos graves sobre o organismo humano, pedindo medidas firmes, guiadas pela ciência, para conter o seu alastramento. Previa-se que a crise sanitária atingiria de forma desigual a população brasileira, afetando particularmente os mais vulneráveis.

O Brasil contava, então, com 688 óbitos pelo coronavírus. Hoje, passado pouco mais de um ano, são 500 mil óbitos, meio milhão de vidas perdidas. O equivalente a duas vezes e meia o número de mortos pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki, em 1945.

Uma palavra de esperança sempre será necessária para confortar as milhares de famílias afetadas pela perda de entes queridos. A todas, nosso sentimento e nossa solidariedade. Contudo, continua causando estranheza, e também indignação, as manifestações contrárias às medidas recomendadas por organismos sanitários, no cuidado e na promoção da vida humana.

É incompreensível, especialmente por parte do Presidente da República, no exercício de suas atribuições constitucionais, a promoção de aglomerações com objetivos ideológico-políticos, estimulando comportamentos sociais com risco epidemiológico. Tais atitudes são um atentado contra a vida e contra os valores democráticos.

Manifestações de autoridades promovendo o uso de medicação sem eficácia no combate ao vírus, o descrédito propagado em torno da ciência, a omissão em relação às vacinas, a multiplicação de fake news, a desorientação sanitária e a falta de coordenação nacional no enfrentamento da pandemia cooperaram para que o número de doentes e mortos alcançasse níveis exorbitantes.

Pertinente e indispensável é a CPI instalada no Senado Federal, que se debruça sobre um mar de informações, convergindo para uma certeza: negacionismo mata. Desejamos que a CPI, ao concluir seus trabalhos, elucide a verdade dos fatos para os brasileiros, podendo abrir um novo capítulo em nossa história democrática.

Importante ressaltar que a falsa oposição entre salvar vidas e salvar a economia, que ainda alimenta o discurso oficial, revela a estratégia de quem não faz nem uma coisa nem outra. A população sofre com a falta de vacinas, cuja compra foi sistematicamente negligenciada por órgãos oficiais, assim como sofre pela falta de trabalho e de perspectivas. A concentração de renda, uma das maiores do mundo, segue seu curso, enquanto a fome se instala em milhões de lares. E o necessário auxílio emergencial, que deveria continuar a ser de R$ 600, serve como paliativo, jamais como solução.

O Estado democrático de direito, com amplo respeito às instituições, promove o convívio social pacífico, estimulando o entendimento e a disposição para a construção de uma nação mais justa e fraterna. Porém, não é nessa direção que caminham alguns setores da sociedade e parcela dos governantes. O vazio de políticas públicas, ao lado das políticas da desconstrução, não só no âmbito da saúde, mas em educação, cultura, meio ambiente, moradia, emprego, geração de renda, apoio à ciência e inovação, revela a sociedade que se sente confusa, abandonada e adoecida.

Expressamos aqui a nossa solidariedade, com uma palavra de conforto. Se, por um lado, a morte de tantos requer o silêncio respeitoso e as preces dos que têm fé, de outro lado, conclamamos mais uma vez a união nacional em defesa da vida e da democracia no Brasil. Dias melhores virão. Seja esta a bandeira de um novo tempo. Vidas perdidas não serão esquecidas.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB

José Carlos Dias, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns

Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências – ABC

Paulo Jeronimo de Sousa, presidente da Associação Brasileira de Imprensa – ABI

Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Fonte: https://www.cnbb.org.br/meio-milhao-de-vidas-perdidas-entidades-do-pacto-pela-vida-e-pelo-brasil-se-manifestam-diante-do-numero-de-mortes-pela-covid-19-no-pais/

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Conselho Permanente da CNBB envia carta ao Congresso

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido nos dias 16 e 17 de junho, de forma online, preparou e enviou uma carta ao Congresso Nacional, mediante os graves retrocessos na pauta agrária e socioambiental.

Confira a carta na íntegra: 

CARTA AO CONGRESSO BRASILEIRO MEDIANTE OS GRAVES RETROCESSOS NA PAUTA AGRÁRIA E SOCIOAMBIENTAL

“Quando algumas empresas sedentas de lucro fácil se apropriam dos terrenos, chegando a privatizar até a água potável, ou quando as autoridades deixam o caminho livre a madeireiros, a projetos minerários ou petrolíferos e outras atividades que devastam a floresta e contaminam o ambiente, transformam-se indevidamente as relações econômicas e tornam-se um instrumento que mata.”

(Papa Francisco – Querida Amazônia, 14)

Nós, do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, diante das discussões referentes aos projetos legislativos que tratam dos direitos constitucionais dos povos da terra, das águas e das florestas no Congresso Nacional, nos dirigimos aos senhores presidentes do Senado e da Câmara Federal, e aos demais membros dessas Casas, com a intenção de apresentar a nossa reflexão e solicitação.

Como a viúva, da parábola contada por Jesus (cf. Lc 18,1-8), pobre, mas firme na determinação por garantir seus direitos, que convenceu o juiz da cidade por meio de sua insistência, também nós, voltamos a reiterar o clamor pelos direitos das comunidades e da natureza, certos de que este pleito por justiça será escutado.

Os bispos da Amazônia já haviam externado a preocupação por meio da carta ao Excelentíssimo senhor presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, no início do mês passado, sobre o conteúdo do PL nº 510/2021. O caráter de urgência atribuído aos Projetos de Leis que tocam a pauta ambiental e agrária intensifica nossa preocupação. Em verdade, todos esses PLs são oriundos da mesma fonte: a MP nº 910/2019, a qual já havia sido denunciada como nociva aos povos, pelos bispos da Amazônia, há exatamente um ano, em nota pública.

Nossa preocupação é com os riscos destes Projetos para as populações campesinas e tradicionais no atual contexto de perpetuação da Pandemia da Covid-19, bem como o tempo necessário para que um Projeto de Lei de tamanha consequência para o País sem uma ampla discussão com todos os setores da sociedade brasileira. Trata-se, em suma, de patrimônio público, de territórios de vida que poderão ser concedidos à iniciativa privada por meio dos respectivos Projetos de Leis. Defendemos que seus termos sejam de conhecimento e debate com o conjunto da sociedade brasileira como um todo, já que sua matéria envolve os direitos constitucionais das populações da terra, das águas e das floretas.

Se a MP nº 910/2019 havia sido obstada exatamente por se tratar de medida provisória, sem o necessário tempo para discussão com a sociedade brasileira, o PL nº2633/2020, em sendo conferido caráter de urgência na tramitação na Câmara dos Deputados, sujeita-se à mesma crítica que obstou a referida Medida Provisória, da qual é originário. Ainda mais porque a ele foi apensado o PL 1730/2021, que se trata de uma cópia do PL 510/2021 do Senado, considerado um dos mais preocupantes projetos de flexibilização da regularização fundiária no Brasil, conforme externamos em nossa carta aos senadores.

Como dito na mencionada carta dos bispos da Amazônia:

“A regularização fundiária no Brasil é extremamente relevante e requer a atenção da sociedade. Mas, numa situação de emergência como a que enfrentamos com a pandemia, não há urgência ou lacuna legal que justifique o retorno de um PLs sobre tema tão complexos, pois a legislação vigente (Lei 11.952/2009) já atende aos pequenos e médios produtores. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) são quase 200 mil posseiros que podem receber seu título de propriedade. O que falta, no entanto, é fortalecer a estrutura dos órgãos responsáveis para fazer valer a lei fundiária brasileira e as políticas públicas de incentivo à produção familiar. E para os que ocupam e produzem em terras públicas há décadas, a legislação atual já é suficiente.”

Assim,

  • Considerando que o caráter de urgência à tramitação do PL 2633/2020 e PL 1730/2021 retira a possibilidade de sua necessária ampla discussão com todos os setores da sociedade brasileira;
  • Considerando a necessidade de dar voz aos povos da terra e das florestas, sobretudo aos agricultores familiares e comunidades tradicionais que seriam afetados diretamente com os termos do Projeto de Lei 510/2021, no Senado Federal, e os Projetos de Leis 2633/2020 e 1730/2021, na Câmara dos deputados, que objetivam instaurar novas regras para processos de regularização fundiária favorecendo a grilagem de terras no Brasil, como também o Projeto de Lei 490/2007, na Câmara dos Deputados, que visa restringir das demarcações de terras indígenas com base na tese do marco temporal;
  • Considerando que a pandemia prejudica o debate das populações vulneráveis mais afetadas sujeitos de direitos dos projetos de Leis em tramitação;
  • Considerando que a grilagem de terras públicas é responsável por 1/3 (um terço) do desmatamento no Brasil, além de ser promotora de violência no campo brasileiro;
  • Considerando que os Projetos de Leis atinentes à regularização fundiária flexibilizam procedimentos para a titulação de terras por meio da autodeclaração e dispensam a exigência de vistoria para a regularização dessas áreas;
  • Considerando que o crescimento do desmatamento ilegal na Amazônia precisa ser combatido de forma urgente e que o PL 2159/2021 no Senado Federal e o PL 2633/2020 na Câmara Federal podem ter como consequência o estímulo ao desmatamento;
  • Considerando que os Projetos de Leis em pauta possibilitam a titulação de terras com pendências ambientais e alvo de conflitos fundiários, o que favorece pessoas com maiores recursos financeiros em detrimento dos mais vulneráveis;
  • Considerando que o Projeto de Lei 510/2021 e o Projeto de Lei 2159/2021, no Senado Federal, e os Projetos de Leis 2633/2020 e 1730/2021 e o Projeto de Lei 490/2007, na Câmara dos Deputados, tratam de patrimônio público que será entregue à iniciativa privada, com tamanho ataque aos biomas e aos seus respectivos povos, verdadeiros guardiões da natureza, sem audiências públicas;

Nós, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, conscientes de nossa missão de pastores comprometidos com a vida de todos os seres da Criação, respeitosamente, reivindicamos encarecidamente que se proceda a retirada do regime de urgência da tramitação dos Projetos de Leis 2633/2020 e 1730/2021, na Câmara dos deputados, como também dos demais Projetos de Leis em tramitação supracitados (PL 510/2020 e PL 2159/2021 no Senado e PL 490/2020 na Câmara), e se favoreça um debate amplo a respeito da regularização fundiária e do licenciamento ambiental, e da preservação da vida das populações indígenas nos seus territórios, considerando, sobretudo, os pleitos apresentados na Carta dos Bispos da Amazônia, de maio deste ano.

Pedimos ao Deus da vida, que sempre nos acompanha e nos socorre, esteja conosco em mais esse momento de luta e na defesa intransigente da justiça e da vida dos nossos povos.

Brasília-DF, 17 de junho de 2021.

 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/brasil/conselho-permanente-da-cnbb-envia-carta-ao-congresso/

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Dia do Refugiado: cardeal Tagle enfatiza o fim do tráfico humano

Em comemoração do Dia do Refugiado, celebrado no dia 20 de junho, e no contexto da Campanha Continental contra o Tráfico de Pessoas, o Celam, a Rede CLAMOR e a Caritas América Latina e Caribe, com o apoio da Caritas Brasileira, organizaram na sexta-feira, 18, um Seminário Continental de Incidência contra o Tráfico de Pessoas.

O evento virtual faz parte de uma série de atividades que procuram enfatizar o tema da incidência, uma dinâmica que está sendo promovida ao longo deste ano com a Campanha “A vida não é uma mercadoria, é tráfico humano“. O objetivo era gerar uma reflexão sobre o tráfico de pessoas a partir da realidade global e latino-americana, procurando ser um espaço de diálogo na região para os próximos meses, a fim de definir uma agenda comum que se adapte e reflita o trabalho que tem sido feito.

O presidente da Rede Clamor, Dom Juan Carlos Rodriguez Vega, dirigiu-se aos participantes do Seminário afirmando que “a Igreja tem a missão de evangelizar, e viver a caridade é uma forma concreta de pregar o Evangelho com caridade, pregando-o com obras, mais do que com palavras”. Para o arcebispo de Yucatán (México), “se queremos ir mais longe na caridade, temos de procurar influência política, de influenciar, de procurar maneiras de fazer mudanças políticas para que muitos irmãos refugiados possam se beneficiar”. A partir da ideia de que “a política é a forma mais elevada de caridade”, apelou a procurar essa política, “o verdadeiro bem comum, que atinge todas as pessoas, incluindo os nossos irmãos refugiados”.

John Aloysius destacou o trabalho da linha da frente da Rede CLAMOR para “proteger, acolher, promover a dignidade dos migrantes, deslocados e vítimas de tráfico humano e facilitar a sua integração”. Para o Secretário-Geral da Cáritas Internacional, no campo da incidência em tempos de Covid-19, o desafio é “como dar a conhecer o sofrimento e as vozes dos migrantes, como acompanhá-los com dignidade neste período de pandemia, e, finalmente, como parar o tráfico de seres humanos, promovendo ações alternativas que ajudem os potenciais migrantes a permanecer no país e a encontrar uma forma de viver com dignidade através de atividades económicas”.

Cardeal Tagle

O Cardeal Tagle começou a sua participação no seminário agradecendo o fato de ter sido organizado, o que ele vê como “um sinal de que a Cáritas continua empenhada em acompanhar as pessoas que se deslocam em todo o mundo”. O presidente da Cáritas Internacional recordou a campanha “Share the Journey”, lançada há quatro anos com “a esperança de construir pontes entre ilhas que foram separadas umas das outras pelo medo”. Nas suas palavras, recordou o desafio proposto pela campanha, “não apenas para ver os migrantes, mas para os olhar com compaixão, não apenas para ouvir a sua voz, mas para ouvir as suas histórias e preocupações, não apenas para passar do outro lado, mas para parar, como o Bom Samaritano, e viver um momento de comunhão, de solidariedade, com eles”. Por esta razão, afirmou que a campanha “Share the Journey” ajudou a Cáritas “a chegar aos migrantes, a abraçar a sua pobreza e sofrimento, a elevá-los, com a convicção de que não são números, são pessoas, com nomes, com dignidade, com história e com sonhos. E ver Jesus Cristo neles, como uma criança que se torna um refugiado no Egito com os seus pais”.

Foi uma campanha, segundo o Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, com a qual “a Cáritas ajudou a desenvolver e difundir uma nova cultura a nível global, uma cultura vital de encontro pessoal, uma nova visão de acolhimento da pessoa humana no migrante”. O cardeal filipino recordou a sua visita ao campo de refugiados de Edumene, na Grécia, como “uma experiência que permanecerá comigo durante muito tempo”, algo que também viveu no Líbano, na Jordânia, no Bangladesh. Nesses momentos, estava feliz com a atenção que recebiam como seres humanos, mas entristecia-se ao pensar se isto seria para eles um estado de vida permanente ou temporário.

Suas raízes

Em migrantes e refugiados, o Cardeal Tagle disse ter visto as suas próprias raízes, recordando que o seu avô nasceu na China, uma terra que foi obrigado a deixar quando era jovem. Voltando à campanha “Share the Journey”, definiu-a como “um grande momento de encontro, solidariedade e, sobretudo, uma expressão do amor da Igreja pelas pessoas que migram, cristãos, muçulmanos, hindus, seguidores de outras religiões e pessoas sem religião, foram recebidos como pessoas humanas”.

Migrantes e refugiados tornam-se “vítimas de uma empresa chamada tráfico de seres humanos”, que, nas palavras do cardeal, “esta empresa tem muitos voluntários e trabalhadores, à espera de migrantes em cada rua, em cada esquina, em cada margem”. Segundo o presidente da Cáritas Internacional, “é irónico que, para proteger a própria vida, se tenha de aceitar ser tratado como um objeto a ser vendido e utilizado. Isto é algo que “revela uma mentalidade e uma economia defeituosas em que os seres humanos se tornam objetos, enquanto o dinheiro se torna objeto de amor”.

Por esta razão, o cardeal filipino sublinhou a importância de um trabalho que visa “evitar que as pessoas em movimento se tornem vítimas do tráfico de seres humanos, prostituição e escravatura”. Num momento marcado pela Covid-19, que “nos deveria conduzir a uma solidariedade global”, e com atitudes xenófobas por parte de muitos países, salientou a importância de “continuar partilhando o caminho com os migrantes”. O Papa Francisco foi colocado pelo cardeal como “uma fonte de inspiração para esta campanha”, insistindo na sua companhia e encorajamento para “defender, acolher, acompanhar e integrar os migrantes”.

Direito de permanecer no país de origem

O presidente da Cáritas Internacional propôs quatro tarefas à Cáritas América Latina e à Rede CLAMOR: “Estudar e abordar as causas da migração forçada de pessoas na sua região”, insistindo que “os cidadãos têm o direito de permanecer no seu país de origem”, o que exige a intervenção da comunidade internacional. Em segundo lugar, “verificar se os migrantes forçados ou refugiados são também vítimas de tráfico humano, prostituição e escravatura”, recordando que este se tornou um dos negócios mais lucrativos.

Uma terceira tarefa seria “seguir os migrantes e refugiados nos seus novos lares”, perguntando “como são recebidos, como a comunidade que os recebe os integra”, e ao mesmo tempo se “os seus talentos, os seus dons são apreciados, se são considerados um fardo, um problema, se os seus filhos têm acesso à educação”. Finalmente, “recolher histórias de compaixão, cuidado, partilha de perspectivas sobre refugiados, cura de feridas e novos começos, histórias de esperança, histórias que mostram o Evangelho em ação”.

O seminário serviu para partilhar diferentes experiências de trabalho com vítimas de tráfico de pessoas, tais como a levada a cabo pela Rede TAMAR na Colômbia. No campo da incidência levaram a cabo, segundo Victoria Tenjo, processos de prevenção, sensibilização e cuidados, insistindo que “o tráfico de pessoas existe, se o ignorarmos é favorecido”. Por este motivo, a religiosa Adoradora salientou alguns desafios para levar a cabo esta defesa, tais como a importância do trabalho interdisciplinar (comunhão), a visão holística da realidade (contemplação), e a tomada de ação para a transformação (co-criação).

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/igreja/dia-do-refugiado-cardeal-tagle-enfatiza-o-fim-do-trafico-humano/

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Papa no Angelus: acreditar no poder suave e extraordinário da oração

Na oração mariana do Angelus deste domingo, 20, o Papa Francisco falou sobre o texto do Evangelho de Marcos no qual Jesus com os discípulos no barco, acalmou a tempestade. No texto, os discípulos são deixados levar pelo medo, assustados, olhando as violentas ondas e ficam perplexos ao ver Jesus, na popa, dormindo sobre um travesseiro. E gritam-lhe: “Mestre, não te importa que pereçamos?”.

Partindo da atitude dos discípulos, o Papa Francisco nos recorda: “Muitas vezes nós também, assaltados pelas provações da vida, gritamos ao Senhor: ‘Por que ficas em silêncio e não fazes nada por mim?’”. Devemos lembrar, continua o Papa que “apesar de estar dormindo, Jesus está lá e compartilha com seus discípulos tudo o que está acontecendo. Seu sono, se por um lado nos surpreende, por outro nos põe à prova”. E explica:

“O Senhor, de fato, espera que o envolvamos, que o invoquemos, que o coloquemos no centro do que vivemos. Seu sono nos provoca a acordar. Porque, para ser discípulos de Jesus, não basta crer que Deus está presente, que existe, mas é preciso se envolver com Ele, é preciso também levantar nossa voz com Ele, gritar a Ele”

Chamar Deus através da oração

Francisco continua: “O Evangelho nos diz que os discípulos se aproximam de Jesus, acordam-no e falam com ele”. Este é o começo de nossa fé:

“Reconhecer que sozinhos não somos capazes de permanecer à tona. A fé começa com a crença de que não somos suficientes para nós mesmos, com o sentimento de necessidade de Deus”

“Quando superamos a tentação de nos fecharmos em nós mesmos – continua o Papa – quando superamos a falsa religiosidade que não quer perturbar Deus, quando clamamos a Ele, Ele pode fazer maravilhas em nós. É o poder suave e extraordinário da oração que faz milagres”.

Olhar na direção certa

Depois de Jesus perguntar aos discípulos: ‘Por que tendes medo? Ainda não tendes fé’? nos damos conta que devemos olhar para Jesus e não se deixar levar pelo medo.  E Francisco conclui:

“Quantas vezes ficamos olhando para os problemas em vez de irmos ao Senhor e lançarmos nossas preocupações n’Ele! Quantas vezes deixamos o Senhor em um canto, no fundo do barco da vida, para despertá-lo apenas no momento da necessidade!”

Por fim o Papa pede: “não cansemos de buscar o Senhor, de bater na porta de Seu Coração”, desejando ainda, “Que a Virgem Maria, que em sua vida nunca deixou de confiar em Deus, redescubra em nós a necessidade vital de nos confiarmos a Ele todos os dias”.

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-no-angelus-acreditar-no-poder-suave-e-extraordinario-da-oracao/

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Falece o Padre Joaquim Tadeu Ferraz Andrade

A Igreja Diocesana de Votuporanga lamenta profundamente o falecimento de um integrante de seu clero: o querido Padre Joaquim Tadeu Ferraz Andrande. O sacerdote  faleceu ontem, 18 de junho, no final da tarde vítima de COVID-19 aos 62 anos. Padre Joaquim estava internado há dias na Santa Casa de Votuporanga e não resistiu às complicações dessa doença.

Durante muitos anos, Padre Joaquim foi vigário paroquial da Paróquia Santa Joana Princesa de Votuporanga, atendendo as Comunidades Santo Expedito e Santo Antônio em Votuporanga e a Comunidade Nossa Senhora Aparecida de Parisi. Desde  março  de 2018, o amado sacerdote era pároco da Paróquia São Benedito e Nossa Senhora de Fátima de Votuporanga.

Carismático, acolhedor e humilde, Padre Joaquim era querido por toda a comunidade diocesana. Nascido em 17 de maio de 1959, ele havia completado recentemente 25 anos de ordenação sacerdotal no dia 25 de março, Festa da Anunciação do Senhor.

A Diocese de Votuporanga agradece a Deus pelos 25 anos de ministério sacerdotal do Padre Joaquim, período em que ele viveu com amor e dedicação sua missão e confiamos à Divina Misericórdia a alma do querido sacerdote.

A Igreja Diocesana está em oração e comunhão com a Comunidade Paroquial São Benedito e Nossa Senhora de Fátima de Votuporanga que acolheu o padre Joaquim nos últimos anos e a todos os seus familiares e amigos.

Que a alma do Padre Joaquim e de todos os fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descanse em paz!

"Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem de Melquisedeque".

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Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe – 2021

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A Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe quer relembrar o que aconteceu na V Conferência Geral de Aparecida, e contemplar contemplativamente nossa realidade com seus desafios, reacenderemos nosso compromisso pastoral para que, em Jesus Cristo, nossos povos têm uma vida plena e em novos caminhos.

“Todos somos discípulos missionários em saída” é o lema que nos convoca, em comunhão com o Papa Francisco, a empreender um itinerário participativo para discernir os novos caminhos que devemos percorrer para responder aos desafios pastorais da Igreja na América Latina e no Caribe, no contexto atual, enquanto faremos memória da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano realizada em Aparecida (Brasil), em 2007.

Devido ao seu carácter sinodal, a realização desta Assembleia Eclesial – entre 21 e 28 de novembro de 2021, na Cidade do México – assim como o seu processo de escuta do Povo de Deus, o seu itinerário espiritual e a sua posterior implementação, marcarão um marco no caminhar dos discípulos missionários do nosso continente. Leigos e leigas, religiosas e religiosos, diáconos, seminaristas, sacerdotes, bispos, cardeais e pessoas de boa vontade, farão parte deste grande evento eclesial, sob a proteção de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina e do Caribe, à medida que nos aproximamos da celebração do 500º aniversário do Evento Guadalupano e do 2000º aniversário da nossa Redenção (2031+2033).

Será uma experiência de escuta, diálogo e encontro, à luz da Palavra de Deus, do Documento de Aparecida e do Magistério do Papa Francisco, para contemplar a realidade dos nossos povos, para aprofundar os desafios do continente no contexto da pandemia da Covid-19, para reacender o nosso compromisso pastoral e para procurar novos caminhos para que todos possamos ter vida em abundância.

Processo de Escuta

Este processo de escuta, desde uma perspectiva sinodal, será a base do nosso discernimento e nos iluminará para orientar os passos futuros que, como Igreja da região e como CELAM, devemos dar ao acompanhar Jesus hoje encarnado no meio. do povo, no seu “Sensus fidei” que é o seu sentido de fé. Esta escuta prevista primeiramente entre os meses de abril e julho, foi prolongada até o mês de agosto deste ano de 2021, por isso pedimos-vos que estais atentos e peçamos a participação dos vossos órgãos eclesiais de referência.

Na Arquidiocese de Ribeirão Preto o processo de escuta já está aberto e todas as instâncias eclesiais podem fazer a contribuição através de um link que dá acesso a um formulário digital. O link foi disponibilizado no grupo do Conselho Arquidiocesano de Pastoral e o prazo final para a devolutivas das respostas é 15 de agosto de 2021.

Informações

Acesse os Documentos: https://assembleiaeclesial.com.br/

Site oficial: https://asambleaeclesial.lat/

Facebook: https://www.facebook.com/asambleaeclesial

Youtube: Celam TV

Instagram: https://www.instagram.com/asambleaeclesial/

 

 

 

Fonte: Comitê de Informação Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe

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Eucaristia é suporte nas dificuldades, diz o papa sobre Corpus Christi

Na véspera da festa do Corpus Christi, o papa Francisco afirmou que o Corpo e o Sangue de Cristo são “um suporte em meio às dificuldades”.

Durante a audiência geral desta quarta-feira, 2 de junho, realizada no pátio de São Dâmaso, no Vaticano, o Santo Padre exortou a que “o Corpo e o Sangue de Cristo sejam, para cada um de vocês, uma presença e um suporte no meio das dificuldades, uma sublime consolação no sofrimento de cada dia e uma dádiva de eterna ressurreição”.

O pontífice convidou todos a encontrar “na Eucaristia, mistério de amor e glória, aquela fonte de graça e luz que ilumina os caminhos da vida”. E orou pedindo que a celebração da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo “aprofunde a nossa consciência da presença real de Jesus entre nós na Eucaristia”.

Por último, o papa recordou que este mês de junho está dedicado ao Sagrado Coração de Jesus e aconselhou a todos pedir ao Senhor “que nos conceda um coração orante, cheio de confiança e audácia filial, bem como a graça de permanecermos sempre unidos a Ele, e entre nós, através da participação no sacramento do seu Corpo e Sangue”.

Corpus Christi

Igreja celebra a festa do Corpus Christi na quinta-feira após a solenidade da Santíssima Trindade. A solenidade do Corpus Christi foi instituída em 1246 por Roberto de Thorete, então bispo de Liège, por sugestão de Santa Juliana de Mont Cornillon. Depois do milagre eucarístico de Bolsena, de 1263, no qual uma hóstia sangrou sobre um corporal preservado hoje na catedral de Orvieto, o papa Urbano IV estendeu a celebração a toda a Igreja com a bula “Transiturus”, em 1264, determinando que ela fosse celebrada na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

Eu vos adoro devotamente

Um dos hinos eucarísticos mais difundidos para a festa do Corpus Christi foi o Adoro Te Devote, composto por Santo Tomás de Aquino, em 1264, a pedido do Papa Urbano IV.

Esta é a letra do hino:

Eu vos adoro devotamente, ó Divindade escondida,
Que verdadeiramente oculta-se sob estas aparências,
A Vós, meu coração submete-se todo por inteiro,
Porque, vos contemplando, tudo desfalece.

A vista, o tato, o gosto falham com relação a Vós
Mas, somente em vos ouvir em tudo creio.
Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus,
Nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.

Na cruz, estava oculta somente a vossa Divindade,
Mas aqui, oculta-se também a vossa Humanidade.
Eu, contudo, crendo e professando ambas,
Peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.

Não vejo, como Tomé, as vossas chagas
Entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus
Faça que eu sempre creia mais em Vós,
Em vós esperar e vos amar.

Ó memorial da morte do Senhor,
Pão vivo que dá vida aos homens,
Faça que minha alma viva de Vós,
E que à ela seja sempre doce este saber.

Senhor Jesus, bondoso pelicano,
Lava-me, eu que sou imundo, em teu sangue
Pois que uma única gota faz salvar
Todo o mundo e apagar todo pecado.

Ó Jesus, que velado agora vejo
Peço que se realize aquilo que tanto desejo
Que eu veja claramente vossa face revelada
Que eu seja feliz contemplando a vossa glória. Amém.

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10 fatos sobre a Eucaristia para recordar na Solenidade de Corpus Christi

Durante séculos, a Igreja e os santos animaram os fiéis ao amor a Eucaristia. Há inclusive algumas pessoas que entregam sua vida para protegê-la. Hoje, Solenidade de Corpus Christi, apresentamos 10 coisas que todo cristão deveria saber em relação a este grande milagre:

1. Jesus, reunido com seus apóstolos durante a Última Ceia, instituiu o sacramento da Eucaristia: “Tomai e comei; isto é meu corpo…” (Mt, 26, 26-28). Desta maneira fez com que os apóstolos participassem do seu sacerdócio e mandou que fizessem o mesmo em memória dele.

2. A palavra Eucaristia, derivada do grego eucharistía, significa “Ação de graças” e se aplica a este sacramento porque nosso Senhor deu graças ao seu Pai quando a instituiu; além disso, porque o Santo Sacrifício da Missa é a melhor maneira de dar graças a Deus pela Sua Bondade.

3. O Concílio de Trento define claramente: “No Santíssimo Sacramento da Eucaristia está contido verdadeira, real e substancialmente o Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, junto a sua Alma e Divindade. Em realidade Cristo se faz presente integralmente”.

 

4. Na Santa Missa, os bispos e sacerdotes transformam realmente o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo durante a consagração.

5. A Comunhão é receber Jesus Cristo sacramentado na Eucaristia. A Igreja manda comungar pelo menos uma vez ao ano, em estado de graça, e recomenda a comunhão frequente. É muito importante receber a Primeira Comunhão quando a pessoa chega ao uso da razão, com a devida preparação.

6. O jejum eucarístico consiste em deixar de comer qualquer alimento ou bebida ao menos uma hora antes da Sagrada Comunhão, exceto água e remédios. Os doentes e seus cuidadores podem comungar embora tenham tomado algo na hora imediatamente antes.

7. A pessoa que comunga em pecado mortal comete um pecado grave chamado sacrilégio. Aqueles que desejam comungar e estão em pecado mortal não podem receber a Comunhão sem antes receber o sacramento da Penitência, pois para comungar não basta o ato de contrição.

8. Frequentar a Santa Missa é um ato de amor a Deus que deve brotar naturalmente de cada cristão. E também é uma obrigação guardar os domingos e festas religiosas de preceito, salvo quando impedido por uma causa grave.

9. A Eucaristia no Sacrário é um sinal pelo qual nosso Senhor está constantemente presente em meio do seu povo e é alimento espiritual para doentes e moribundos. Devemos prestar sempre nosso agradecimento, adoração e devoção à real presença de Cristo reservado no Santíssimo Sacramento.

10. No Vaticano, a Solenidade de Corpus Christi é celebrada na quinta-feira depois da Solenidade da Santíssima Trindade. Mas, em várias dioceses é comemorado no domingo posterior.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/10-fatos-sobre-a-eucaristia-para-recordar-na-solenidade-de-corpus-christi-39432

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Em junho, Papa reza pelo matrimônio: partilhar a vida é algo maravilhoso

Foi divulgada a videomensagem do Papa Francisco com a intenção de oração para este mês de junho: “A beleza o matrimônio”.

No início do vídeo, o Pontífice faz a seguinte pergunta: “Será verdade o que alguns dizem, que os jovens não querem se casar, especialmente nestes tempos tão difíceis?”. “Casar e partilhar a vida é algo maravilhoso”, respondeu.

Esse questionamento ecoa as dificuldades e complicações que muitas famílias e casamentos tiveram durante a pandemia.

Dados sobre os casamentos

A taxa de casamentos, segundo dados, vem diminuindo notavelmente desde 1972. Em países como os Estados Unidos, os números de matrimônios atingiram os pontos mais baixos da história.

Além disso, em muitos países, a queda nas taxas de casamento foi acompanhada por um aumento na idade em que se casa. A média na Suécia, por exemplo, aproxima-se, agora, dos 34 anos.

Outra informação é que a proporção de filhos nascidos fora do casamento aumentou consideravelmente em quase todos os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O número de divórcios se multiplicou; em alguns países, a separação atinge mais da metade dos casamentos.

Encorajamento do Papa

O confinamento, em muitos casos, gerou tensões e conflitos familiares e tornou a vida em comum uma tarefa mais árdua do que o normal. Porém, a mensagem do Papa encoraja a continuar:

“É uma viagem trabalhosa, por vezes difícil, chegando mesmo a ser conflituosa, mas vale a pena animar-se. E nesta viagem de toda a vida, a esposa e o esposo não estão sozinhos; Jesus acompanha-os. O casamento não é apenas um ato ‘social’. Ele é uma vocação que nasce do coração. É uma decisão consciente para toda a vida, que exige uma preparação específica”, destaca.

Francisco pediu que as pessoas nunca se esqueçam: “Deus tem um sonho para nós, o amor, e pede-nos que o tornemos nosso. Façamos nosso o amor que é o sonho de Deus”.

Na mensagem de vídeo, o Pontífice convida a rezar pelos jovens que se preparam para o matrimônio. Com o apoio de uma comunidade cristã, o Santo Padre deseja que eles cresçam no amor, com generosidade, fidelidade e paciência. “Porque para amar é preciso muita paciência. Mas vale a pena, não é mesmo?”, conclui.

Ano especial dedicado à família

A videomensagem do Papa sobre o matrimônio chega em um momento oportuno. Na festa da Sagrada Família de 2020, o Papa Francisco convocou um Ano especial dedicado à família, que começou em 19 de março de 2021 com o seguinte lema: “Amor em família: vocação e caminho de santidade”.

Essa convocatória coincide com o quinto aniversário da Exortação apostólica Amoris Laetitia e com o terceiro aniversário da Exortação apostólica Gaudete et Exsultate. O ano dá destaque à vocação ao amor que cada pessoa tem dentro de sua casa. Além disso, acompanha outro acontecimento importante: o Ano de São José, que se estenderá até 8 de dezembro de 2021.

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A oração de Jesus por todos nós não cessa, afirma Papa

“Jesus, modelo e alma de cada oração”. Este foi o tema da catequese do Papa Francisco desta quarta-feira, 2. A Audiência Geral foi realizada no Pátio São Dâmaso, no Vaticano.

Hoje, o Pontífice recorda que os Evangelhos nos mostram como a oração era fundamental na relação de Jesus com os seus discípulos. Isto já é evidente na escolha daqueles que mais tarde iriam ser os Apóstolos. Lucas coloca a eleição deles num exato contexto de oração:

“‘Naqueles dias, Jesus retirou-se a uma montanha para rezar, e passou aí toda a noite orando a Deus. Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre eles aos quais chamou apóstolos’. Jesus escolhe os apóstolos depois de uma noite de oração”, frisa.

Jesus reza pelos seus amigos

A oração a favor dos seus amigos reapresenta-se continuamente na vida de Jesus, assegura o Santo Padre.

Os Apóstolos, por vezes, tornam-se um motivo de preocupação para ele. Jesus, explica Francisco, como os recebeu do Pai, depois da oração, os leva no seu coração, até com os seus erros, inclusive as suas quedas.

Em tudo isso, o Pontífice destaca que é possível descobrir como Jesus foi mestre e amigo. Ele estava sempre pronto a esperar pacientemente a conversão do discípulo. O ponto mais alto desta espera paciente é a “teia” de amor que Jesus tece ao redor de Pedro.

Na Última Ceia, o Papa recorda que Jesus diz: “Simão, Simão! Olhe que Satanás pediu permissão para peneirar vocês como trigo. Eu, porém, rezei por você, para que a sua fé não desfaleça. E você, quando tiver voltado para mim, fortaleça os seus irmãos”.

O amor de Jesus não cessa

Segundo o Pontífice, “impressiona, no tempo da tentação, saber que naquele momento o amor de Jesus não cessa”.

“‘Padre, se estou em pecado mortal, há o amor de Jesus?’ Sim. ‘Jesus continua rezando por mim?’ Sim. ‘Se eu fiz muitas coisas ruins e muitos pecados, Jesus continua?’ Sim. O amor de Jesus, a oração de Jesus por todos nós não cessa, mas torna-se mais intensa. Estamos no centro da sua oração!”, sublinha.

Segundo Francisco, temos de nos lembrar sempre de que Jesus reza por nós, está rezando agora diante do Pai e lhe mostra as chagas a fim de que o Pai veja o preço da nossa salvação. “É o amor que nos mantém. Que cada um de nós pense: neste momento, Jesus está rezando por mim? Sim. Esta é uma segurança grande que temos de ter”. 

O Papa acrescenta que os grandes pontos de virada da missão de Jesus são sempre precedidos por uma oração. Não de maneira superficial, mas da oração intensa e prolongada. Esta verificação da fé parece ser um objetivo, mas em vez disso é um ponto de partida renovado para os discípulos. A partir daí, o Santo Padre explica que é como se Jesus assumisse um novo tom na sua missão, falando-lhes abertamente da sua paixão, morte e ressurreição.

Rezar intensamente quando o caminho se torna íngreme

De acordo com Francisco, nesta perspectiva, que instintivamente suscita repulsão, tanto nos discípulos quanto em nós que lemos o Evangelho, a oração é a única fonte de luz e força.

“É necessário rezar mais intensamente, cada vez que o caminho se torna íngreme. (…) Jesus não só quer que rezemos enquanto Ele reza, mas assegura-nos que mesmo que as nossas tentativas de oração fossem completamente vãs e ineficazes, podemos sempre contar com a Sua oração. Devemos estar conscientes de que Jesus reza por nós”, sublinha.

O Pontífice conta que uma vez, um bom bispo, num momento muito ruim de sua vida e de grande provação, olhou para cima na Basílica e viu escrito a frase: “Pedro, eu rezarei por você”. “Isso lhe deu força e conforto”, observa.

“Quanto houver uma dificuldade, lembre-se de que Jesus reza por você”. “Mas padre, isso é verdade? É verdade! Ele mesmo o disse”, frisou o Papa. “Não nos esqueçamos de que o que sustenta cada um de nós na vida é a oração de Jesus por cada um de nós, diante do Pai, mostrando-lhe as feridas que são o preço da nossa salvação.”

Mesmo que as nossas orações fossem apenas balbúcies, se estivessem comprometidas por uma fé vacilante, nunca devemos deixar de confiar n’Ele, defende o Santo Padre. “Sustentadas pela oração de Jesus, as nossas tímidas preces se apoiam-se nas asas da águia e elevam-se ao Céu”, conclui.

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Igreja iniciará celebração do jubileu de ouro do Mês da Bíblia

A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoverá, nos dias 7 a 10 de junho, a Semana Bíblica Nacional. O evento, em modalidade virtual, marca o início da celebração do jubileu de ouro do Mês da Bíblia.

Padre Jânison de Sá, assessor da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, explica que a proposta da Semana Bíblica é a de ser formativa e, ao mesmo tempo celebrativa. Isso, pelo fato de a Igreja no Brasil estar comemorando os 50 anos do Mês da Bíblia em 2021. “Um marco muito importante na história da Igreja no Brasil, onde os círculos bíblicos se espalharam em todas as comunidades do nosso imenso país”, afirma o padre.

Tema 2021

Para o jubileu do “Mês da Bíblia”, em 2021, o tema escolhido é a Carta de São Paulo aos Gálatas e o lema é “todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,28d). O texto é extraído do “hino batismal”, descrito em Gl 3,26-28, quando Paulo afirma que todos são filhos e filhas de Deus.

O tema e o lema estão em sintonia com o evangelho do Domingo da Palavra de Deus. Este último é extraído de Mc 1,14-20, quando Jesus inicia a sua missão, após a prisão de João Batista.

Padre Jânison salienta que, em sintonia com o Mês da Bíblia, a Semana Bíblica fará em sua abertura uma memória desses 50 anos “tão importantes para as novas gerações, para que se possa conhecer essa caminhada de animação bíblica, dos círculos bíblicos, de grupos de reflexão em todas as comunidades do país”.

Programação

Irmã Izabel Patuzzo, assessora da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, explica que na abertura da Semana Bíblica, no dia 7, haverá uma mesa redonda. A atividade terá a participação de Dom José Antônio Peruzzo, presidente da Comissão. Também participarão Dom Jacinto Bergmann; irmã Zuleica Silvano (Paulina); imrão José Nery (Lassalista) e o padre Jânison de Sá Santos.

Na segunda noite, dia 8, será apresentado o tema do Mês da Bíblia para o ano de 2021. O participante será o autor do texto-base, o professor Joel Antônio Ferreira.

O tema do dia 9 será a missão de Paulo Apóstolo com a participação da irmã Aíla Pinheiro, da Congregação Nova Jerusalém, e o padre Benedito Antônio Bueno de Almeida (Paulino).

O tema do último dia, 10, será a importância dos círculos bíblicos no Mês da Bíblia na perspectiva da Carta aos Gálatas. O dia terá a participação do professor Cláudio Vianney Malzoni; Mariana Aparecida Venâncio e o padre  João Batista Maroni.

A Semana Bíblica poderá ser acompanhada pelas redes socias da CNBB (@cnbbnacional); Edições CNBB (cnbbedicoes) e no canal da Catequese do Brasil (catequesedobrasil).

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Papa: Corpus Christi seja presença e conforto no sofrimento de cada dia

Assim, ao final da Audiência Geral desta quarta-feira (2) ao saudar os peregrinos de língua italiana presentes no Pátio São Dâmaso, no Vaticano, o Papa Francisco recordou a celebração de Corpus Christi desta quinta-feira (3). No Vaticano, o Pontífice vai presidir a missa no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro no domingo, 6 de junho, com a presença limitada de fiéis devido às restrições da pandemia. A transmissão ao vivo pelos canais do Vatican News, com comentários em português, começa às 17h30 na Itália, 12h30 no horário de Brasília.

Corpus Christi no Brasil

Já as paróquias no Brasil deverão adaptar as celebrações segundo as normas sanitárias locais para conter a disseminação do coronavírus. No Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, uma das principais festas da Igreja vai sofrer alteração nesta quinta-feira (3). A principal cerimônia do dia, às 9h da manhã, vai receber os fiéis em número reduzido e será concluída com uma procissão interna e restrita: apenas religiosos vão poder seguir o ostensório que abriga a Eucaristia, que será conduzido pelos corredores da Basílica e não pelo pátio externo, como em anos anteriores. Os peregrinos que participarem da missa no interior do templo vão poder acompanhar o percurso diretamente dos bancos. Essa é a única procissão do ano realizada de forma pública e solene com o Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Para a solenidade, o número de missas no Santuário Nacional foi ampliado. Ao todo, oito cerimônias acontecem durante todo o dia e seguindo rigorosos protocolos sanitários. De casa, os fiéis poderão acompanhar as celebrações que serão transmitidas pelas redes sociais do Santuário Nacional (Facebook e Youtube) e Rede Aparecida de Comunicação.

Caridade marca Corpus Christi no sul do país

Na cidade de Bento Gonçalves, no interior do Rio Grande do Sul, por exemplo, a Paróquia Santo Antônio cancelou a missa campal e também não haverá a tradicional confecção de tapetes de serragem. Em conjunto com todo o Regional Sul 3 da CNBB, a paróquia local motiva os fiéis para a doação de alimentos não perecíveis, tanto no Santuário quanto nas comunidades. O que será arrecadado no “Mutirão pela Vida de quem tem fome”, que acontece simultaneamente nas 18 dioceses gaúchas, será destinado à Casa Pão dos Pobres, da Paróquia Santo Antônio de Bento, que atende famílias em situação de vulnerabilidade social toda a semana. Em todo o estado, as doações podem ser entregues nas igrejas e também onde as paróquias indicarem.

O Pe. Ricardo Fontana, pároco local, recordou que "Jesus se doa a cada um de nós na Eucaristia, que é seu Corpo e Sangue. Ele mandou, na última Ceia, que atualizássemos esse mistério e nós o fazemos sempre em sua memória. É o Cristo vivo em nosso meio e esse Cristo quer que todos tenham vida, por isso somos chamados a exercer nossa caridade também neste Corpus Christi, doando alimentos não perecíveis. O mesmo Cristo que cuidou e curou muita gente, hoje pede que nós o façamos. Juntos, façamos essa reverência à Eucaristia e também cuidemos de quem mais precisa”. Em comunhão também o Papa Francisco, ao finalizar a Audiência Geral de hoje:

“Que o Corpo e o Sangue de Cristo sejam para cada um de vocês presença e apoio em meio às dificuldades, sublime conforto no sofrimento de cada dia e garantia de ressurreição eterna.”

 

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-06/papa-francisco-corpus-christi-audiencia-geral-brasil-coronavirus.html

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