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Mais de 20 adultos receberam os sacramentos do Batismo, da Eucaristia e da Crisma na Catedral

Neste domingo, mais de 20 adultos receberam os Sacramentos do Batismo, da Eucaristia e Crisma na Sé Catedral Nossa Senhora Aparecida. A celebração foi presidida pelo Padre Gilmar Margotto e foi realizada durante a Santa Missa das 10h no domingo 19 de maio.

Os sacramentos da Sagrada Eucaristia e da Crisma, que juntamente com o Batismo, fazem parte dos sacramentos de iniciação cristã.

Padre Gilmar ministrou o sacramento do Batismo a 5 adultos, 21 pessoas receberam a Eucaristia pela primeira vez e 26 adultos foram crismados. Estes jovens e adultos foram preparados durante um ano e meio pelos catequistas: Helena, Maria, Clarice e Diácono Lécio. 

 A Catequese para adultos é a pastoral que trás a oportunidade para jovens e adultos de terem seu encontro pessoal com Cristo, por meio dos vários recursos que a Igreja nos dá. Com a catequese, se busca compreender melhor a nossa Igreja, mas principalmente, compreender e viver a Palavra de Deus.

Voltado a pessoas adultas que não receberam os sacramentos do Batismo, Primeira Eucaristia e/ou Crisma, a catequese tem o propósito de instruir, informar, transmitir, ensinar de viva voz a fé e a doutrina cristã. Anunciar Jesus, uma pessoa viva, levando o catequizando ao desejo de converter-se e aderir a Cristo, amadurecer e crescer na fé, segundo a vontade e os projetos de Deus.

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Amor familiar: vocação e caminho de santidade será o tema do Encontro Mundial das Famílias

O  tema do próximo Encontro Mundial das Famílias, que se realizará, em Roma, de 23 a 27 de junho de 2021, será "Amor familiar: vocação e caminho de santidade".

Segundo informou o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, por meio de um comunicado de imprensa, foi o próprio Papa Francisco quem escolheu este tema.  O próximo Encontro Mundial das Famílias acontecerá no quinto aniversário da Exortação apostólica Amoris Laetitia e há três anos da promulgação da Exortação apostólica Gaudete et Exsultate

Segundo assinala o Dicastério, "esse encontro pretende ressaltar o amor familiar como vocação e caminho de santidade a fim de entender e partilhar o sentido profundo e salvífico das relações familiares na vida cotidiana. Para esse fim, o Encontro Mundial das Famílias propõe reler a Amoris Laetitia à luz do chamado à santidade da Gaudete et Exsultate".

"O amor conjugal e familiar" continua o comunicado, "revela o dom precioso do viver juntos, alimentando a comunhão e prevenindo a cultura do individualismo, do consumo e do descarte".

Neste sentido, recordou uma citação da Amoris Laetitia para enfatizar que a "experiência estética do amor exprime-se naquele olhar que contempla o outro como fim em si mesmo e ao mesmo tempo reconhece a outra pessoa em sua identidade familiar sagrada, como marido, mulher, pai, mãe, filho/a, avô/ó".

O comunicado também destaca que "ao dar forma à experiência concreta do amor, matrimônio e família manifestam o valor elevado das relações humanas, na partilha das alegrias e fadigas, e no desempenho da vida cotidiana, orientando as pessoas ao encontro com Deus".

"Esse caminho, quando vivido com fidelidade e perseverança, fortalece o amor e realiza a vocação à santidade, própria de cada pessoa, que se concretiza nas relações conjugais e familiares. Nesse sentido, a vida familiar cristã é vocação e caminho de santidade, expressão do rosto mais belo da Igreja", concluiu.

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Catedral realizou Missão Evangelizadora no Setor 6

A Catedral Nossa Senhora Aparecida da Diocese de Votuporanga está realizando todos os meses missões evangelizadoras na cidade.
No último sábado, dia 18 de maio, a missão foi realizada no setor 06, tendo início às 8h, com oração na residência do setor 6, e em seguida percorreu as ruas Goiás, Sergipe, Amazonas, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso e Tietê. Foram visitados e abençoados diversas residências e comércios localizados na área do setor e muitas pessoas ficaram emocionadas ao receberem a benção em seus lares e locais de trabalho.
A ação é realizada pelo Conselho Missionário Paroquial (Comipa) e busca ressaltar que “Todos somos Igreja Missionária”.
As próximas missões serão realizadas nos dias 25 de junho, no setor 7; 6 de julho, no setor 8; 3 de agosto, no setor 9; 21 de setembro, no setor 10; 26 de outubro, no setor 11; 30 de novembro, no setor 12; e 14 de dezembro, no setor 13.

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Inscrições abertas para o Encontro de Formação para o Batismo

Estão abertas as inscrições para o próximo Encontro de Formação para o Batismo para Pais e Padrinhos que será realizado no dia 26 de maio. O Curso tem início às 7h30 no Salão Paroquial e as inscrições devem ser feitas na Secretaria Paroquial. Mais informações pelo telefone: 3421-6245.

O principal objetivo da Pastoral do Batismo é levar aos pais e padrinhos o conhecimento do que é o sacramento do Batismo e o compromisso que através dele se assume com Deus e com a comunidade. Demonstrar que este Sacramento não se resume apenas em cumprir um preceito: é necessário, portanto, vivenciar, testemunhar e ensinar filhos e afilhados a serem cristãos autênticos e fiéis seguidores de Jesus Cristo.

Os Batizados são realizados no 1º domingo de cada mês e o Encontro de Formação para o Batismo é realizado no último domingo de cada mês, a cada dois meses.

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Encontro de Formação para Noivos será nos dias 15 e 16/06

Estão abertas as inscrições para o Encontro de Formação para Noivos de nossa paróquia. Organizado pelo Setor Pré-Matrimonial, o Curso de Noivos será realizado nos dias 15 e 16 de junho, iniciando no sábado às 19h e se encerrando no domingo às 12h. As inscrições podem ser feitas na secretaria paroquial. Mais informações na Secretaria paroquial ou pelo telefone: (17) 3421-6245

O sacramento do matrimônio é uma aliança, similar a aliança de Cristo com sua Igreja. O amor entre um homem e uma mulher, como filhos de Deus, deve possuir respeito, dignidade e responsabilidade, deve ser cultivado em sua plenitude. Mesmo nas tensões, o homem e a mulher crescem em sua humanidade, cultivando seus dons e fazendo uma experiência profunda do amor de Deus. Nesse ambiente de amor e solidariedade acontece a geração de novas vidas.
 

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Coroação de Nossa Senhora será dia 29/05 na Catedral

Na última quarta-feira de maio, 29 de maio, será realizada a tradicional Coroação de Nossa Senhora pelos fiéis. A celebração será realizada durante a Santa Missa, às 19h30, na Sé Catedral. É tradição dos devotos de Nossa Senhora finalizar o mês de maio com a cerimônia de Coroação de Nossa Senhora. Para o devoto, coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhece como rainha. Rainha de um reino que não é o desse mundo, mas, sim, o reino sonhado por Deus para seus filhos e filhas. Na história da vida humana de Jesus, Maria tem o papel fundamental. Seu "sim" sela a encarnação do Filho de Deus como homem e com sua aceitação ela demonstra que é possível uma pessoa fazer de sua vida uma constante escuta da vontade de Deus. 

Maria: filha, mulher, mãe. Filha de pais fiéis a Deus, recebeu deles a educação que lhe abriu o coração para conhecer o Pai do Céu e escutar-Lhe as palavras. Mulher, engajou-se no seu tempo a prestar atenção aos anseios daqueles que a cercavam e soube fazer de seu serviço uma interceder contínuo pela humanidade. Mãe, constituiu a personalidade de seu único Filho, ensinou-lhe os passos e fundamentou seu conhecimento de Deus com aquilo que lhe era revelado. Maria humana, gente, pessoa, que com todas as limitações próprias de sua natureza pode dizer "sim" e ensinar à humanidade a também dizer "sim". 

Por isso reconhecê-la como rainha é dar um lugar de destaque à humanidade daquela mulher que enveredou por um caminho desconhecido pelo puro amor a Deus. Mulher que sentiu a dor do parto, a dor da partida, a dor da perda. Mulher que trabalhou, que cuidou de sua família, que acompanhou a lida do outro como aquela que oferece o descanso e o alimento. Mulher que recebeu de seu filho o beijo carinhoso, o reconhecimento do colo, o sorriso cúmplice daqueles que partilham o mesmo entendimento do mundo. Por sua "humanidade humana" Maria se torna rainha: por ser o exemplo capaz de mostrar a cada um de nós que é possível chegar ao reino que Deus nos prepara. Basta dizer que sim, que em minha vida seja feita a vontade do Senhor. 

 

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Faça sua doação de agasalho e cobertor para a Casa Abrigo

Com a chegada do inverno e as mudanças na temperatura, muitas pessoas acabam sofrendo mais por não terem como se proteger do frio.  Todos nós temos uma roupa de frio ou um cobertor que não usamos e que pode servir para aquecer outra pessoa necessitada. Assim, a Comunidade Assistencial Irmãos de Emaús (Casa Abrigo), entidade mantida pela Catedral Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga está solicitando a doação de agasalhos masculinos e cobertores proteger do frio os assistidos pela entidade.

As doações podem ser feitas diretamente na entidade localizada  na Rua José Messias da Silva, 1.880, Jardim Nossa Senhora Aparecida ou no Escritório Paroquial localizado na rua São Paulo, 3577, Centro.

A Comunidade Assistencial Irmãos de Emaús (Casa Abrigo) foi fundada em 22 de abril de 1997, por membros da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga, liderados pelo Padre Edemur José Alves (In-memórian). A entidade tem como objetivo atendimento a jovens, adultos, pessoas em migração e situação de rua com dependência indevida do uso de bebida alcoólica.

É uma obra social da Catedral Nossa Senhora Aparecida , que designa uma porcentagem do Dízimo paroquial, além da participação de muitos paroquianos que partilham espiritualidade junto aos usuários da entidade por meio de orações, encontros, reuniões, bem como a assistência do Diretor Espiritual Padre Gilmar Margotto, além do incentivo e veemência no desenvolvimento das atividades da Casa Abrigo, assim como conta com a ajuda de fieis através de doações e trabalhos voluntários.

A entidade dispõe de 40 leitos assim distribuídos: 30 vagas para acolhimento a homens por tempo indeterminado com sistema de abrigamento e 10 vagas como Casa de passagem, sendo 07 vagas disponíveis ao público migratório para pernoite e 03 vagas à mulheres por curta temporada.

Aqueles que permanecem na Casa Abrigo prestam atividades laborterápicas em horticultura, participação de suma importância destes usuários, visto que é a forma direta de contribuir com a manutenção da Entidade por meio de comercialização, além do consumo próprio. Eles também contribuem com tarefas auxiliares em jardinagem, limpeza e cozinha.

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Papa pede aos jornalista: comunicação para construir e não destruir

A audiência deste sábado, 18, com os membros da Associação da Imprensa Estrangeira na Itália, foi mais uma ocasião escolhida pelo Papa Francisco para falar sobre os desafios do comunicador contemporâneo. Antes de tudo, o Santo Padre manifestou a sua estima pessoal e a de toda a Igreja pela missão dos jornalistas, mesmo quando “colocam o dedo na ferida” e esta ferida se encontra na comunidade eclesial. “Este trabalho é precioso porque contribui para a busca da verdade e somente a verdade nos torna livres”, frisou

Para Francisco, o trabalho jornalístico tem um papel indispensável, mas requer grande responsabilidade ao escolher palavras, imagens e conteúdo a partilhar: “Eu os exorto a atuar segundo verdade e justiça, para que a comunicação seja realmente instrumento para construir e não destruir; para dialogar, não monologar; para orientar, não para desorientar; para caminhar em paz, não para semear ódio; para dar voz a quem não tem voz e não ser megafone de quem grita mais forte”.

De todas as características necessárias para ser um comunicador – profissionalismo, competência, curiosidade, capacidade de escrever e de fazer perguntas oportunas -, o Pontífice destacou uma em especial, que pode representar uma mudança radical para o jornalista: a humildade: “A humildade de não saber tudo é o que move a apuração. A presunção de já saber tudo é o que a bloqueia”.

Jornalistas humildes não são sinônimo de medíocres, esclareceu o Papa, que sublinhou a importância dos profissionais estarem cientes de que através de uma reportagem, de um tuíte, de um programa no rádio e na televisão pode se fazer o bem ou o mal ao próximo. “Às vezes uma ‘errata’ não é suficiente para restituir a dignidade a uma pessoa, sobretudo na era da internet”, completou.

Ser humilde significa, de acordo com o Santo Padre, evitar estereótipos, dominar a pressa, apurar os fatos antes de contá-los e comentá-los. Para o Pontífice, é preciso que o jornalista use a palavra assim como um cirurgião usa o bisturi, e citou São Francisco de Sales, o padroeiro dos comunicadores.

Papa e os jornalistas presente no Vaticano neste sábado, 18/ Foto: Vatican Media

“Num tempo de fake news, a humildade impede comercializar o alimento vencido da desinformação e oferece o pão saudável da verdade. O jornalista humilde é um jornalista livre. Livre dos condicionamentos. Livre dos preconceitos e, por isso, corajoso. A liberdade requer coragem”, frisou.

Em seu discurso, Francisco citou também os muitos jornalistas que perdem a vida em serviço, enquanto exerciam a sua profissão em guerras e situações dramáticas que vivem tantas pessoas no mundo. “A liberdade de expressão é um índice importante do estado de saúde de um país”, afirmou o Santo Padre ao recordar que a primeira medida de uma ditadura é acabar com a liberdade da imprensa.

“Precisamos de jornalistas que estejam da parte das vítimas, da parte de quem é perseguido, da parte de quem é excluído, descartado, discriminado”, acrescentou o Papa, agradecendo mais uma vez aos jornalista pelo trabalho de não deixar a sociedade esquecer das vidas sofridas deste mundo, das crianças-soldado, das crianças violadas, de quem foge de calamidades, guerras, terrorismo, fome e sede.

“Permito-me uma pergunta: quem hoje fala dos rohingya? Quem fala dos yazidi? Estão esquecidos e continuam sofrendo”, disse ainda o Pontífice, pedindo que os comunicadores não se esqueçam da realidade, das guerras esquecidas e do “Mediterrâneo que está se tornando um cemitério”.

O convite final de Francisco aos jornalistas é que não deixem de contar também as boas notícias: “A realidade de quem não se rende à indiferença, de quem não foge diante da injustiça. Há um oceano submerso de bem que merece ser conhecido e que dá força à nossa esperança”. O trabalho de jornalista, se vivido com espírito de serviço, se torna uma missão, concluiu o Santo Padre, que concedeu uma “bênção silenciosa” aos presentes, já que nem todos professam uma religião

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“Descartar a comida é descartar as pessoas”, afirma o Papa Francisco

O Papa Francisco recebeu na manhã deste sábado, 18, no Vaticano, 200 membros da Federação Europeia dos Bancos de Alimentos, que se reuniram em Roma por ocasião dos 30 anos de sua fundação na Itália. Estes Bancos são organizações ou entidades reconhecidas oficialmente, sem fins lucrativos, baseadas no voluntariado, que têm o objetivo de arrecadar doações de alimentos ou sobras de comidas para serem distribuídas aos mais necessitados. No Brasil, o Banco de Alimentos foi fundado em 1988.

Em seu discurso aos membros e voluntários da Federação, o Pontífice expressou sua gratidão pelo seu trabalho de “dar de comer a quem tem fome”. Segundo o Santo Padre, não se trata de assistencialismo, mas um gesto concreto e silencioso de solidariedade e caridade com os mais necessitados. E, reafirmando o ditado “é fácil falar, mas é difícil fazer”, Francisco disse:

“Vocês se colocam em jogo, não com palavras, mas com fatos, combatendo o desperdício de comida e coletando suas sobras para serem distribuídas aos indigentes. Lutar contra a terrível chaga da fome é também combater o desperdício. Coletar para distribuir, não produzir para desperdiçar. Descartar a comida é descartar as pessoas”.

No mundo complexo atual, o Papa frisou a importância do “bem ser bem feito” e não ser fruto de um assistencialismo que não contribui para o desenvolvimento. Referindo-se aos componentes dos Bancos de Alimentos, Francisco afirmou: “É belo ver pessoas de várias línguas, crenças, tradições e orientações diferentes que se encontram para compartilhar e promover a dignidade dos outros. Não se trata de uma busca de lucros pessoais, mas do futuro e do progresso dos últimos da sociedade”.

O Pontífice também expressou sua preocupação com a economia mundial frenética: “Precisamos de uma economia mais humana, que tenha alma e não espezinhe os mais frágeis, desprovidos de trabalho, de dignidade e de esperança; muitos são oprimidos pelos ritmos produtivos desumanos, que reduzem as relações pessoais e afetam a vida familiar”. O Papa prosseguiu: “A economia, que nasceu para cuidar da Casa Comum, perdeu sua personalidade: ao invés de servir ao homem, o escraviza por meio de mecanismos financeiros. Como podemos viver bem se as pessoas são reduzidas a números? ”

Diante de um contexto econômico doentio, ponderou o Santo Padre, não se deve intervir, de modo brutal, para não correr o risco até de matar. “É preciso empreender caminhos saudáveis e solidários, mediante modelos de vida baseados na equidade social, na dignidade das pessoas, das famílias, do futuro dos jovens, do respeito pelo meio ambiente”, sublinhou. E Francisco concluiu:

“Uma economia circular não pode ser mais adiada. O desperdício não pode ser a última palavra, deixada em herança pelos poucos ricos, enquanto a maior parte da humanidade se cala. Por isso, renovo-lhes minha gratidão e os encorajo a continuar a envolver, sobretudo os jovens, para que possam se unir a vocês na promoção do bem em benefício de todos”.

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‘Amai-vos uns aos outros’, pede o Santo Padre durante Regina Coeli

Neste domingo, 19, o Papa Francisco celebrou mais uma oração mariana no Regina Coeli, desta vez centrada na passagem do Evangelho em que Jesus dirigi algumas palavras aos seus discípulos em seu discurso de despedida, antes de sua Paixão.

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, afirma o Senhor, depois de ter lavado os pés dos discípulos. “Assim, vós deveis amar uns aos outros. Mas, em que sentido chama novamente por este testamento? O antigo mandamento do amor, que dizia ‘amar Deus e ao próximo’, tornou-se novo porque foi completado com este acréscimo: ‘como eu vos amei’”, detalhou o Santo Padre.

Prosseguindo com sua reflexão, o Sucessor de Pedro explicou aos fiéis que o amor de Deus é infinito e encontra seu ápice na Cruz. “Naquele momento de extremo abandono ao Pai, o Filho de Deus mostrou e deu ao mundo a plenitude do amor”, ponderou Francisco. “Pensando na paixão e na agonia de Cristo, os discípulos entenderam o significado de suas palavras: ‘como eu vos amei, assim vos os amai-vos uns aos outros”, reiterou.

Sendo assim, ao nos dar este novo mandamento, Jesus nos pede, nas palavras papais, que nos amemos mutuamente. “O Espírito Santo infunde em nossos corações se o invocarmos com fé, deste modo, e somente assim, podemos nos amar mutuamente, não somente como nos amamos, mas como Ele nos amou, isto é, imensamente mais”, disse Francisco.

Ao final deste Regina Coeli, Francisco saudou os peregrinos reunidos à Praça São Pedro. E dirigiu suas saudações àqueles que ficam a cargo da Comunidade de Santo Egídio, vindos de inúmeros países.

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Chá Beneficente da Catedral será dia 09/06

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida promoverá no dia 09 de junho, seu Tradicional Chá Beneficente com renda revertida para as obras sociais da Paróquia da Catedral. 

Esta será a 8ª edição do evento e a 4ª a ser realizada no Centro Paroquial de Eventos Nossa Senhora Aparecida, com início previsto para as 14h30min. Além do sorteio de brindes, no local serão servidos bolos, salgados, chás, refrigerantes e sucos. 

Os convites estão sendo vendidos a 25 reais e podem ser adquiridos na secretaria paroquial ou com os coordenadores paroquiais. Mais informações pelo telefone: 3421-6245. 

O Chá Beneficente faz parte de uma série de eventos, promoções e campanhas para angariar fundos para as obras sociais da Paróquia da Catedral.

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57ª Assembleia Geral: Nova presidência da CNBB toma posse

A cerimônia de encerramento da 57ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aconteceu nesta sexta-feira, 10, e foi marcada pela transição da antiga para a nova presidência da CNBB. Em sua última vez presidindo a mesa dos trabalhos, o cardeal Sérgio da Rocha celebrou a conclusão do quadriênio em que esteve à frente da conferência (2015-2019), com uma das frases ditas durante o início de celebrações eucarísticas: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!”.

Para Dom Sérgio, a CNBB tem muitos motivos para bendizer a Deus diante das muitas graças recebidas no último quadriênio. Segundo o cardeal, mesmo agradecendo os trabalhos durante a missa desta sexta-feira, 10, era necessário agradecer mais uma vez. Junto com os demais bispos, o antigo presidente da CNBB entoou um canto de louvor. “Expressamos agora pouco nosso louvor e gratidão a Deus, sua presença amorosa que foi nos conduzindo, o Espírito Santo que foi nos iluminando”, afirmou o cardeal após a canção.

“Acima de tudo nosso louvor e gratidão ao Senhor. Nessa ação de graças se completa minha gratidão a tantos irmãos que contribuíram com a convivência fraterna”, revelou Dom Sérgio, que aproveitou a oportunidade para agradecer todos que desenvolveram algum tipo de serviço na CNBB durante o período em que presidiu a conferência. Além disso, o cardeal expressou sua gratidão sincera ao Papa Francisco: “[O Papa] nos apoio, ouviu, acolheu e confiou em nós, na Conferência Episcopal”.

Ao Núncio Apostólico, Dom Giovanni D’aniello o cardeal expressou sua gratidão pelo relacionamento respeitoso e comunhão com a CNBB e a Santa Sé. O Conselho Episcopal Pastoral (Consep), o Conselho Econômico, as Comissões Especiais, os grupos de trabalho da CNBB, os assessores e assessoras cedidos pelas dioceses, as irmãs filhas do Amor Divino, as irmãs do Apostola do Sagrado Coração, os bispos representantes do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), o secretariado Geral da CNBB, subsecretários, o Santuário Nacional, a Pássaro Marrom, a Prefeitura de Aparecida e os funcionários que estiveram a serviço da CNBB em sua sede nacional e nos regionais foram mencionados por Dom Sérgio em seu momento de agradecimento.

Por fim, Dom Sérgio felicitou Dom Walmor de Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte (BH), e a nova presidência nesta nova tarefa. “Se há uma certeza que temos é que somente podemos servir contando com a graça e misericórdia de Deus. Desejo que Dom Walmor e todos os presidentes eleitos possam cumprir de maneira feliz essa missão, promovendo a união e comunhão da Igreja no Brasil e com o Santo Padre”, frisou.

Carta do Papa aos bispos

Dom Giovanni D’aniello apresentou aos bispos a carta de felicitação do Papa Francisco, assinada pelo cardeal Pietro Parolin, aos bispos reunidos durante a 57ª AG da CNBB.  No texto, Dom Pietro Parolin afirmou que o Santo Padre acolheu com alegria a mensagem que lhe foi enviada por todo o episcopado brasileiro.

O Pontífice manifestou seu afeto colegial e de solidariedade espiritual aos bispos e fez votos para que os projetos assumidos pela Igreja no Brasil  possam ajudar os brasileiros de forma fecunda. Por fim, o Papa concedeu sua bênção apostólica e pediu ao episcopado brasileiro que continue rezando por ele.

Ato de transmissão da presidência

Em sinal de transmissão da presidência da CNBB, Dom Sérgio da Rocha entregou as novas diretrizes – símbolo do trabalho e serviço que será prestado pela nova presidência – ao bispo de Belo Horizonte e novo presidente da Conferência.

Dom Murilo Krieguer, antigo vice-presidente da CNBB, entregou aos novos vice-presidentes, Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (SC), e Dom Mário Silva, bispo de Roraima, a nova tradução da Sagrada Escritura em um momento de transição dos cargos. Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília (DF), entregou o diretório da liturgia  a Dom Joel Portella, bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ).

A nova presidência

“Nada há de melhor para oferecer ao mundo do que o evangelho de Cristo”, disse Dom Walmor no início de sua fala após assumir a presidência da CNBB. Segundo o bispo, é papel da Igreja buscar uma sociedade mais justa, fraterna e solidária ao anunciar o evangelho.

O bispo agradeceu a antiga presidência pelos avanços e conquistas, e afirmou que os trabalhos realizados deram condições para que a CNBB prossiga com os trabalhos no próximo quadriênio 2019-2023. Dom Walmor também saudou todos os bispos que participaram da 57ª AG e os exortou: “Podemos fazer de nossas diferenças uma grande força para o enriquecimento do caminho de nossa Igreja”.

Os novos presidentes das doze Comissões Episcopais Pastorais foram saudados e motivados a buscarem, junto à nova presidência, respostas para os desafios atuais. “As dificuldades são muitas, mas é uma oportunidade porque temos fé”, sublinhou Dom Walmor, que acrescentou: “Não é só dentro da Igreja que devemos ajudar, mas também fora, a sociedade brasileira. É preciso encontrar um novo caminho”.

Para o novo quadriênio, o presidente pediu aos bispos o compromisso de serem presença solidária e amorosa na vida do povo, uma fé desdobrada em gestos e o sustentado pela força do evangelho. “O coração da CNBB (…) é a colegialidade efetiva. Jesus disse “ide e fazei”, por isso é necessário sermos e nos fazermos discípulos, aprendendo na escuta diária, na abertura do coração. Só se faz discípulo quem é discípulo”, comentou.

Ao final de sua fala, Dom Walmor comentou sobre a importância da Igreja melhorar suas respostas às situações do mundo e rogou para que Deus ajude os bispos a construírem um novo caminho: “Que Deus nos ajude”. O bispo se colocou na condição de peregrino e aprendiz e falou em uma abertura do episcopado. “Digamos juntos tudo o que é necessário, com muita abertura para fecundar nossa colegialidade”, frisou.

Preces dos Bispos

Os novos presidentes das doze Comissões Episcopais Pastorais da CNBB protagonizaram um momento dedicado a preces e orações. Os bispos rezaram juntos pelo Papa, por todas as comunidades do Brasil, pelo povo brasileiro, por uma sociedade justa, democrática e solidária; pela viagem de regresso de todos os bispos participantes da 57 AG, e pelos membros e colaboradores falecidos da CNBB.

A cerimônia foi encerrada com a oração do Pai Nosso, a Benção Final de Dom Walmor e com o canto “Salve Rainha”.

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Dom Walmor sobre nova presidência da CNBB: "aberta ao diálogo"

A nova presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) conversou com a imprensa nesta sexta-feira, 10, sobre os trabalhos que serão desenvolvidos no próximo quadriênio 2019-2023. O novo presidente da CNBB, Dom Walmor de Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte (MG), classificou o momento como importante para a Igreja no Brasil e teve algumas de suas ações comparadas por jornalistas às do Papa. “Experimentamos uma grande comunhão entre nós bispos, o povo e o Papa Francisco”, revelou o bispo que disse ter se sentido lisonjeado com a comparação.

A postura adotada pela nova presidência foi definida por Dom Walmor: “Somos e seremos uma Igreja a serviço da vida e aberta ao diálogo”. Citando as novas diretrizes para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, o arcebispo falou da necessidade de atenção à cultura urbana e aos novos desafios atuais. “O caminho da sociedade é exigente. (…) São tempos de grandes mudanças culturais”, observou. Para Dom Walmor, os valores inegociáveis do evangelho ajudarão a sociedade a encontrar novos caminhos: “Temos uma contribuição essencial, o evangelho”.

O respeito às instâncias é também umas das prioridades da CNBB. De acordo com Dom Walmor, o diálogo será o caminho escolhido pela conferência no contato com todas as instituições, sejam elas federais, estaduais, municipais, particulares ou sociais. “Torceremos para que todos cumpram seus papéis”, completou. O arcebispo retomou a mensagem da CNBB ao povo brasileiro e reforçou o convite à sociedade para que não sigam caminhos em direção a violência.

A Igreja contra os abusos

O presidente da CNBB também comentou durante a coletiva de imprensa o Motu Proprio publicado nesta quinta-feira, 9,  de autoria do Papa Francisco, e que é dedicado à luta contra os abusos sexuais cometidos por clérigos e religiosos. O documento citava as ações ou omissões dos bispos e dos superiores religiosos “tendentes a interferir ou contornar” as investigações sobre os abusos.

“Em sintonia com o Papa temos o princípio de tolerância zero. Nosso compromisso é com a justiça, o bem e a verdade (…). Iremos operar de maneira decisiva, forte em proteção às vítimas sobretudo na prevenção”, declarou Dom Walmor.

Relação com o Governo Federal

O novo secretário-geral da CNBB, Dom Joel Portella respondeu à questionamentos sobre uma possível aproximação da CNBB com o atual Governo Federal. Sobre o assunto, o bispo enalteceu a comunhão da presidência do episcopado brasileiro e retomou a “bandeira do diálogo” levantada pelo presidente da CNBB. “Iremos dialogar com quem for preciso para cumprir aquilo que Dom Walmor indicou”, afirmou o secretário-geral, que concluiu o tema: “Não cansaremos de dialogar e buscar a paz em um mundo muito fragmentado por exageros e fundamentalismos”.

“Precisamos nos ajudar, precisamos de diálogos e compreensão lúcida. (…) O Brasil precisa de muitas reformas, com atenção e clarividência. (…) É um enorme desafio para quem governa, discute legislação, para todos os cidadãos. (…) Precisamos ter referências fundamentais como o evangelho de Jesus e cooperação para abrirmos novos caminhos”, comentou Dom Walmor.

Conservadores x Progressistas

A CNBB é apontada, de acordo com jornalistas, como uma conferência dividida entre conservadores e progressistas. Sobre a afirmação, o primeiro vice-presidente, Dom Jaime Spengler, revelou não passar de uma ideia inexistente na prática. “Somos conservadores, porque seguimos o evangelho, e progressistas, porque atuamos pautados pela Doutrina Social da Igreja. Essa qualificação não existe entre nós, o que existe é o desejo de respondermos de forma eficaz aos desafios da sociedade”, sublinhou o bispo.

Novas Diretrizes

O grande desafio da nova presidência da CNBB é a implantação das novas diretrizes, de acordo com Dom Joel Portella. “As diretrizes têm características muito peculiares e (…) cada realidade deverá aplicá-la segundo seu contexto”, esclareceu. Para o bispo, as novas diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil é como que uma “constituição” para a CNBB. “É nossa missão, é nossa responsabilidade”, revelou.

Para Dom Walmor, as novas diretrizes colocam os bispos diante daquilo que de fato é um desafio e uma complexidade: a urbanização. “A Igreja vive este enorme desafio, uma cultura que muda muito rapidamente e pede novas posturas, gestos e respostas (…). O contexto atual pede de nós novas respostas, e o mesmo acontece para governos e instituições. (…) As diretrizes são um enorme desafio que vai pedir criatividade e centralidade da palavra de Deus”.

A Igreja, em sua tradição, deve, segundo o presidente da CNBB, colocar a palavra de Deus em primeiro lugar para conseguir responder à altura, fazer frente e ter um bom entendimento sobretudo com a juventude.

A urbanização, foco do documento, é marcada pelo cansaço e sinais fortes na sociedade, de acordo com Dom Jaime. “Nas escolas, o número é grande de jovens que se automutilando, se suicidam, nas periferias temos a violência”, exemplificou o bispo, que questionou: “Como responder a isso?”. Dom Jaime prosseguiu: “Isso nos desafia a transmitir a fé às novas gerações. (…) O Papa pede ousadia para nós em uma sociedade marcada por complexidade e desafios e uma riqueza de diversidades”.

Dom Mário Silva, segundo vice-presidente da conferência, acredita que o momento é de continuidade e renovação. “Olhar a comunidade com mais atenção e cuidado, (…) expressando a natureza missionária da Igreja”, observou. De acordo com o bispo, é preciso olhar para as comunidades e identificar virtudes e defeitos, pois elas oferecem propostas e respostas. “Precisamos continuar semeando e cultivando”, apontou.

Imigrantes e refugiados

O tema migração e refúgio ganhou destaque na coletiva. Dom Mário retomou a necessidade da sociedade olhar para a dimensão da vida humana, como forma de reconhecer ameaças e lacunas. “A questão migratória é um fato mundial!”, afirmou. O bispo pontuou a intensidade do assunto na diocese em que atua – a de Roraima -, e recordou a existência de um fluxo contínuo de migração e a urgência de comunidades mais solidárias no Brasil.

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Em encontro com sua Diocese, Papa destaca vivência das bem-aventuranças

Na tarde desta quinta-feira, 09,  o Papa Francisco foi ao encontro dos membros da Diocese de Roma na Basílica de São João de Latrão. Ao iniciar o seu discurso deixou seus sacerdotes surpresos com as suas palavras.

O Santo Padre disse que a primeira tentação é colocar ordem nas dioceses, nas paróquias, mas que isso significa “olhar para nós mesmos”. Significa “domesticar o coração das pessoas, domesticar as famílias e seria o pecado mais grave porque é o da mundanidade. Não se trata de organizar” reitera o Papa.

E recordando o testemunhos dos sacerdotes presentes disse: “ouvimos que há desequilíbrio, somos chamados a assumir o desequilíbrio com as nossas mãos, não temos que ter medo”.

Francisco disse ainda que a tentação do equilíbrio e da ordem das pessoas da Igreja leva ao “clericalismo e ao funcionalismo”, leva ao “afastamento de Deus porque eleva a harmonia não da beleza, mas do bom funcionamento”.

O chamado do Povo de Deus

O Papa exortou: “O que as pessoas pedem ao Senhor?” “Muitas vezes não ouvimos as pessoas, porque deixamos de ouvir com o coração, portanto ficamos surdos aos chamados da cidade”, em seguida sugere dois elementos por onde começar: o primeiro é a humildade.

“Quando o senhor quer converter a sua Igreja chama o menor de todos e coloca-o no centro convidando todos a se tornarem pequenos e a humilhar-se como Ele fez. A reforma da Igreja – continuou – começa com a humildade e continua com as humilhações.

O segundo ponto é o desinteresse. “O Espírito Santo não entende o equilíbrio. O desinteresse para com si mesmo é a condição necessária para se interessar pelos outros, para escutar verdadeiramente.

Bem-aventuranças, o prato principal

Depois Francisco falou da importância das Bem-aventuranças que “são uma mensagem cristã, mas também humana que nos faz viver, nos faz ir adiante. Usá-las significa ter aprendido onde está a verdade”.

E cita duas palavras que correm o risco de extinção: “mansidão e ternura”. As Bem-aventuranças, continua Francisco, “ainda não são o nosso prato principal, mas devem ser oferecidas aos nosso cidadãos, é o prato principal do Evangelho”. E recomendou, “não podemos cair na indiferença”.

Por fim, o Santo Padre recordou aos párocos e ao clero da cidade de Roma que é necessário, e é a segunda tarefa, exercer um olhar contemplativo às novas culturas que vivem nas cidades. São os contextos urbanos que produzem as novas culturas no bem e no mal”.

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Amazônia, abusos, diaconato feminino: o encontro do Papa com as superioras

Um encontro repleto de alegria e exortações: assim foi a audiência que o Papa Francisco concedeu às mais de 800 religiosas, que concluem esta sexta-feira, 10, em Roma a Assembleia da União Internacional das Superioras Gerais (UISG).

Francisco entregou o discurso oficial e preferiu manter um diálogo com as superioras, falando de vários temas: abusos, serviço, diaconato feminino e a teologia da mulher.

Sobre os abusos, o Pontífice comentou o encontro de fevereiro e as expectativas depositadas. “Se tivéssemos enforcado publicamente 100 padres na Praça São Pedro, estariam todos felizes, mas não teríamos resolvido o problema. Trata-se de um processo.”

Quanto ao serviço, Francisco afirmou que isso é aceitável, mas a servidão não é tolerada. “Serviço sim, servidão não. Ninguém é ordenado para se tornar doméstica de um padre.”

O diaconato feminino foi outro tema. O Papa recordou que instituiu uma comissão a pedido das próprias superioras, o trabalho avançou, mas com poucos resultados. “Não posso fazer um decreto sacramental sem um fundamento histórico e teológico. O resultado não é dos melhores, mas foi feito um passo avante.”

Sobre o trabalho das mulheres na Igreja, o Pontífice afirmou que erra quem pensa que se trata somente de um trabalho funcional. “A Igreja é feminina, é mulher. Não é uma imagem, é a realidade, é a esposa de Jesus, devemos ir avante com a teologia da mulher.”

Amazônia

O Papa abriu espaço então para que as superioras fizessem perguntas. Uma delas foi a a da brasileira Ir. Marlise Hendges, das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, que falou a Francisco do período crítico que muitos países latino-americanos estão vivendo e o egajamento das religiosas, principalmente contra o tráfico de seres humanos na Rede “Um Grito pela Vida”. A superiora comentou também a expectativa para a realização do Sínodo para a Amazônia.

Ao tomar a palavra, Francisco brincou: “Eu gostaria de perguntar quem foi melhor, Pelé ou Maradona? Depois, retomou o tom sério para ressaltar a importância da mulher na Amazônia, devido à sensibilidade que tem com os povos indígenas. Para o Papa, a mulher compreende melhor o problema tribal, justamente porque se trata de uma questão vital, e saberá encontrar caminhos para uma nova inculturação.

Discurso do Papa

No seu discurso preparado, o Papa desejou a todos uma santa Páscoa, plena de paz, alegria e paixão, ao levar o Evangelho a todos os cantos da terra. Ninguém pode roubar nossa paixão pela evangelização. Não há Páscoa sem missão: “Ide e pregai o Evangelho a todos os homens”.

E, dirigindo-se de modo particular às Superioras, Francisco as exortou a ir e anunciar Cristo ressuscitado como fonte de alegria, que ninguém e nada podem nos tirar; a renovar seu encontro com Jesus e ser suas testemunhas; a levar aos homens e mulheres, amados pelo Senhor, sobretudo aos que são vítimas da cultura da exclusão, a doce e confortadora alegria do Evangelho.

Diante da diminuição do número de vocações à vida consagrada, sobretudo a feminina, disse Francisco, a tentação é de desanimar e se resignar. Neste contexto, difícil para a Vida Religiosa, encorajou-as a não ter medo de serem poucas, mas medo de não serem sal, que dá sabor à vida dos homens e mulheres da nossa sociedade.

Mas recordou-lhes: “Há muita gente que precisa e espera por vocês; precisa do seu sorriso amigo, que dá confiança; das suas mãos, que os sustentam em sua caminhada; da sua palavra, que semeia esperança em seus corações; do seu amor, como o de Jesus, que cura as profundas feridas causadas pela solidão, rejeição e exclusão”.

Abrir novos caminhos

Depois, Francisco exortou as Religiosas a jamais cederem à tentação da autossuficiência, mas a desenvolver sua fantasia na promoção da caridade e da fidelidade aos seus carismas; a abrirem novos caminhos para levar o Evangelho às diferentes culturas, aos que vivem e trabalham nas várias esferas da sociedade e a prestarem seu serviço de modo discreto e humilde, sempre animadas pela oração pessoal e comunitária, e pela Palavra do Senhor.

O Santo Padre afirmou ainda que “entre os valores essenciais da vida religiosa se destacam a vida fraterna comunitária, a comunicação, a correção fraterna, vida sinodal, acolhida e respeito na diversidade”.

Vida fraterna em comunidade

Aqui, o Santo Padre expressou sua preocupação com a vida fraterna em comunidade, onde as diversas raças e costumes são vistos como ameaça e conflito de gerações, ao invés de um enriquecimento.

Por fim, o Papa expressou seu reconhecimento pelo precioso serviço que as Religiosas prestam em âmbito eclesial, mas, sobretudo, nas periferias do mundo: “A periferia da educação, onde educar é sempre um ganho para Deus; a periferia da saúde, na qual são servas e mensageiras de uma vida digna; a periferia do trabalho pastoral, onde vocês testemunham o Evangelho com suas vidas e manifestam o rosto materno da Igreja”.

Francisco concluiu seu discurso encorajando as Religiosas a cultivar a paixão por Cristo e pela humanidade, sem a qual a vida religiosa e consagrada não tem sentido; a zelar pela boa formação e o discernimento da sua vocação e a viver, com alegria, a sua consagração.

 

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CNBB: Confira a lista completa dos bispos eleitos na 57ª AG

Nesta sexta-feira, 10, se encerrou a 57ª Assembleia Geral da CNBB, em que foram aprovadas as novas Diretrizes para a Ação Evangelizadora para a Igreja no Brasil para o próximo quadriênio, e eleitos os bispos para a próxima gestão. 

Foi eleita a nova presidência geral da entidade, que desta vez contou com mais um cargo, além do de presidente, vice-presidente, e secretário-geral: o cargo de segundo vice-presidente.

Também foram eleitos os bispos que estarão à frente das doze comissões episcopais, que cuidam das ações pastorais em diferentes áreas, além de dois representantes para o CELAM (delegado e suplente de delegado).

Confira abaixo um quadro com todos os cargos e respectivos bispos eleitos:

 

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Dom Walmor sobre nova presidência da CNBB:

A nova presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) conversou com a imprensa nesta sexta-feira, 10, sobre os trabalhos que serão desenvolvidos no próximo quadriênio 2019-2023. O novo presidente da CNBB, Dom Walmor de Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte (MG), classificou o momento como importante para a Igreja no Brasil e teve algumas de suas ações comparadas por jornalistas às do Papa. “Experimentamos uma grande comunhão entre nós bispos, o povo e o Papa Francisco”, revelou o bispo que disse ter se sentido lisonjeado com a comparação.

A postura adotada pela nova presidência foi definida por Dom Walmor: “Somos e seremos uma Igreja a serviço da vida e aberta ao diálogo”. Citando as novas diretrizes para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, o arcebispo falou da necessidade de atenção à cultura urbana e aos novos desafios atuais. “O caminho da sociedade é exigente. (…) São tempos de grandes mudanças culturais”, observou. Para Dom Walmor, os valores inegociáveis do evangelho ajudarão a sociedade a encontrar novos caminhos: “Temos uma contribuição essencial, o evangelho”.

O respeito às instâncias é também umas das prioridades da CNBB. De acordo com Dom Walmor, o diálogo será o caminho escolhido pela conferência no contato com todas as instituições, sejam elas federais, estaduais, municipais, particulares ou sociais. “Torceremos para que todos cumpram seus papéis”, completou. O arcebispo retomou a mensagem da CNBB ao povo brasileiro e reforçou o convite à sociedade para que não sigam caminhos em direção a violência.

A Igreja contra os abusos

O presidente da CNBB também comentou durante a coletiva de imprensa o Motu Proprio publicado nesta quinta-feira, 9,  de autoria do Papa Francisco, e que é dedicado à luta contra os abusos sexuais cometidos por clérigos e religiosos. O documento citava as ações ou omissões dos bispos e dos superiores religiosos “tendentes a interferir ou contornar” as investigações sobre os abusos.

“Em sintonia com o Papa temos o princípio de tolerância zero. Nosso compromisso é com a justiça, o bem e a verdade (…). Iremos operar de maneira decisiva, forte em proteção às vítimas sobretudo na prevenção”, declarou Dom Walmor.

Relação com o Governo Federal

O novo secretário-geral da CNBB, Dom Joel Portella respondeu à questionamentos sobre uma possível aproximação da CNBB com o atual Governo Federal. Sobre o assunto, o bispo enalteceu a comunhão da presidência do episcopado brasileiro e retomou a “bandeira do diálogo” levantada pelo presidente da CNBB. “Iremos dialogar com quem for preciso para cumprir aquilo que Dom Walmor indicou”, afirmou o secretário-geral, que concluiu o tema: “Não cansaremos de dialogar e buscar a paz em um mundo muito fragmentado por exageros e fundamentalismos”.

“Precisamos nos ajudar, precisamos de diálogos e compreensão lúcida. (…) O Brasil precisa de muitas reformas, com atenção e clarividência. (…) É um enorme desafio para quem governa, discute legislação, para todos os cidadãos. (…) Precisamos ter referências fundamentais como o evangelho de Jesus e cooperação para abrirmos novos caminhos”, comentou Dom Walmor.

Conservadores x Progressistas

A CNBB é apontada, de acordo com jornalistas, como uma conferência dividida entre conservadores e progressistas. Sobre a afirmação, o primeiro vice-presidente, Dom Jaime Spengler, revelou não passar de uma ideia inexistente na prática. “Somos conservadores, porque seguimos o evangelho, e progressistas, porque atuamos pautados pela Doutrina Social da Igreja. Essa qualificação não existe entre nós, o que existe é o desejo de respondermos de forma eficaz aos desafios da sociedade”, sublinhou o bispo.

Novas Diretrizes

O grande desafio da nova presidência da CNBB é a implantação das novas diretrizes, de acordo com Dom Joel Portella. “As diretrizes têm características muito peculiares e (…) cada realidade deverá aplicá-la segundo seu contexto”, esclareceu. Para o bispo, as novas diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil é como que uma “constituição” para a CNBB. “É nossa missão, é nossa responsabilidade”, revelou.

Para Dom Walmor, as novas diretrizes colocam os bispos diante daquilo que de fato é um desafio e uma complexidade: a urbanização. “A Igreja vive este enorme desafio, uma cultura que muda muito rapidamente e pede novas posturas, gestos e respostas (…). O contexto atual pede de nós novas respostas, e o mesmo acontece para governos e instituições. (…) As diretrizes são um enorme desafio que vai pedir criatividade e centralidade da palavra de Deus”.

A Igreja, em sua tradição, deve, segundo o presidente da CNBB, colocar a palavra de Deus em primeiro lugar para conseguir responder à altura, fazer frente e ter um bom entendimento sobretudo com a juventude.

A urbanização, foco do documento, é marcada pelo cansaço e sinais fortes na sociedade, de acordo com Dom Jaime. “Nas escolas, o número é grande de jovens que se automutilando, se suicidam, nas periferias temos a violência”, exemplificou o bispo, que questionou: “Como responder a isso?”. Dom Jaime prosseguiu: “Isso nos desafia a transmitir a fé às novas gerações. (…) O Papa pede ousadia para nós em uma sociedade marcada por complexidade e desafios e uma riqueza de diversidades”.

Dom Mário Silva, segundo vice-presidente da conferência, acredita que o momento é de continuidade e renovação. “Olhar a comunidade com mais atenção e cuidado, (…) expressando a natureza missionária da Igreja”, observou. De acordo com o bispo, é preciso olhar para as comunidades e identificar virtudes e defeitos, pois elas oferecem propostas e respostas. “Precisamos continuar semeando e cultivando”, apontou.

Imigrantes e refugiados

O tema migração e refúgio ganhou destaque na coletiva. Dom Mário retomou a necessidade da sociedade olhar para a dimensão da vida humana, como forma de reconhecer ameaças e lacunas. “A questão migratória é um fato mundial!”, afirmou. O bispo pontuou a intensidade do assunto na diocese em que atua – a de Roraima -, e recordou a existência de um fluxo contínuo de migração e a urgência de comunidades mais solidárias no Brasil.

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Por que rezamos o Regina Coeli e não o Angelus durante o tempo pascal?

Durante o tempo pascal, a Igreja Universal se une por meio da oração do Regina Coeli ou Rainha do Céu com alegria, junto à Mãe de Deus, pela ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, acontecimento que marca o maior mistério da fé católica.

A oração da antífona do Regina Coeli foi estabelecida pelo Papa Bento XIV em 1742 e substitui durante o tempo pascal, da celebração da ressurreição até o dia de Pentecostes, a oração do Angelus cuja meditação central é o mistério da Encarnação. 

Da mesma maneira que o Angelus, o Regina Coeli é rezado três vezes ao dia: ao amanhecer, ao meio-dia e ao entardecer como uma forma de consagrar nosso dia a Deus e à Virgem Maria. 

Não se conhece o autor desta composição litúrgica que remonta ao século XII e era repetido pelos Frades Menores Franciscanos depois das completas na primeira metade do século seguinte popularizando-a e difundindo-a por todo mundo cristão. 

A oração: 

V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia! 

R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia! 

V. Ressuscitou como disse, Aleluia! 

R. Rogai por nós a Deus, Aleluia! 

V. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, Aleluia! 

R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia! 

Oremos: 

Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém. (Três vezes).

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Conheça o significado do Tempo Pascal

O tempo pascal compreende cinquenta dias (em grego = "pentecostes"), vividos e celebrados como um só dia: "os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande domingo" (Normas Universais do Ano Litúrgico, n 22). 
O tempo pascal é o mais forte de todo o ano, inaugurado na Vigília Pascal e celebrado durante sete semanas até Pentecostes. É a Páscoa (passagem) de Cristo, do Senhor, que passou da morte à vida, a sua existência definitiva e gloriosa. É a páscoa também da Igreja, seu Corpo, que é introduzida na Vida Nova de seu Senhor por meio do Espírito que Cristo lhe deu no dia do primeiro Pentecostes. A origem desta cinquentena remonta-se às origens do Ano litúrgico. 
Os judeus tinha já a "festa das semanas" (ver Dt 16,9-10), festa inicialmente agrícola e depois comemorativa da Aliança no Sinai, aos cinquenta dias da Páscoa. Os cristãos organizaram rapidamente sete semanas, mas para prolongar a alegria da Ressurreição e para celebrar ao final dos cinquenta dias a festa de Pentecostes: o dom do Espírito Santo. Já no século II temos o testemunho de Tertuliano que fala que neste espaço de tempo não se jejua, mas que se vive uma prolongada alegria. 
A liturgia insiste muito no caráter unitário destas sete semanas. A primeira semana é a "oitava da Páscoa", em que já por irradiação os batizados na Vigília Pascal, eram introduzidos a uma mais profunda sintonia com o Mistério de Cristo que a liturgia celebra. A "oitava da Páscoa" termina com o domingo da oitava, chamado "in albis", porque nesse dia os recém batizados vestiam em outros tempos as vestes brancas recebidas no dia de seu Batismo. 
Dentro da Cinquentena se celebra a Ascensão do Senhor, agora não necessariamente aos quarenta dias da Páscoa, mas no domingo sétimo de Páscoa, porque a preocupação não é tanto cronológica mas teológica, e a Ascensão pertence simplesmente ao mistério da Páscoa do Senhor. E conclui tudo com a vinda do Espírito em Pentecostes. 
A unidade da Cinquentena que dá também destacada pela presença do Círio Pascal aceso em todas as celebrações, até o domingo de Pentecostes. Os vários domingos não se chamam, como antes, por exemplo, "domingo III depois da Páscoa", mas "domingo III de Páscoa". As celebrações litúrgicas dessa Cinquentena expressam e nos ajudam a viver o mistério pascal comunicado aos discípulos do Senhor Jesus. 

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Bispos participam de conferência sobre livro Teologia da Liturgia de Bento XVI

Uma conferência sobre o livro “Teologia da Liturgia – o fundamento sacramental da existência cristã”, marcou a noite desta terça-feira (30), dia que antecedeu a abertura da abertura da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O conferencista foi o cardeal Gerhard Müller, editor das obras completas de Joseph Ratzinger em língua alemã. Dezenas de bispos participaram da conferência, a qual ocorreu no auditório Santo Afonso, anexo ao hotel Rainha do Brasil.

Segundo o cardeal, na apresentação do livro, o papa Bento XVI, durante os longos anos de sua carreira acadêmica, como professor de teologia fundamental e dogmática, desenvolveu uma obra teológica pessoal que o coloca na série dos teólogos mais importantes do século XX e XXI. Por mais de 50 anos, o nome de Joseph Ratzinger está em conexão com um plano geral original de teologia sistemática.

“O que está em debate não é a ordem exterior do rito, mas sua compreensão cristológica e a participação ativa da Liturgia no Espírito do Senhor. Na renovação de nossa capacidade litúrgica depende a renovação de nossa capacidade de dar aos homens e mulheres de hoje o ‘logos’ da esperança que habita em nós. Na Liturgia sagrada, nós, juntos, escutamos a Cristo que olha a nós. A Eucaristia é a congregação da Igreja em torno de Cristo, no Espírito Santo para louvor e glória de Deus”, afirmou durante sua exposição.

Todos, na Liturgia, se elevam como filhos e filhas de Deus no Filho único de Deus. Na Sagrada Liturgia adoramos a Deus, em atenção ao logos, e participamos do conhecimento de Deus. Nisto consiste a Liturgia católica: adoração a Deus em espírito e verdade. É experimentar a liberdade e a glória dos filhos de Deus.

“Há sempre um fundamento trinitário da Liturgia, sempre. A Igreja não é uma comunidade fundada por Jesus no sentido de ‘associativismo’. A Igreja é a comunidade de fiéis nascida da atuação de Jesus e, por meio dela, o Senhor ressuscitado se torna presente no Espírito Santo, uma vez que a Igreja é seu corpo e templo do Espírito. A partir do Concilio Vaticano II, a Igreja deve ser entendida como instrumento de Deus e sinal de Sua presença no mundo. A Igreja é, portanto, em sua realização, o sacramento de salvação no mundo”, disse.

Ainda segundo o cardeal Müller, a Igreja cumpre não somente uma missão exterior, mas compreende, em diversos momentos da vida do ser humano, uma atualização da salvação de Deus. “A Igreja é a representação de Cristo, uma atualização da atualidade de Cristo. Devemos concluir que a atividade sacramental da Igreja nada mais é do que sua realização. A liturgia já é a práxis da Igreja. Na Liturgia, Cristo já age como cabeça, fazendo da Igreja seu instrumento. A Liturgia transmite o Espírito Santo. Nela podemos falar com Deus, não apenas para Deus. Falamos de um Deus presente em nossa vida”, afirmou.

O conferencista também explicou que qualquer pessoa, incluindo presbíteros e bispos, não pode querer que seu pensamento se sobressaia sobre o sentido objetivo da Liturgia e da fé da Igreja, pois o pensamento humano pode ser falível. “A Liturgia conclui também a profissão pública da fé. Toda nossa Liturgia tem como fundamento os apóstolos. Neles a Liturgia se sustenta. Na Liturgia o fiel participa do acontecimento fundante da vida cristã. A Igreja é a fonte original do sentido da fé do Povo de Deus. A fé subjetiva e a compreensão pessoal não podem se sobressair diante do sentido objetivo da Liturgia e da fé objetiva da Igreja. O cristão individual, inclusive um bispo, pode ser falível em suas reflexões teológicas ou filosóficas. As reflexões subjetivas não podem ser uma norma. Por isso que entendemos a Liturgia como expressão total e objetiva da vida da Igreja. A liturgia é infalível no sentido objetivo, porque a Palavra de Deus é infalível, porque Jesus Cristo, no Espírito Santo, se faz presente nas ações fundamentais da Igreja”, refletiu.

A obra – O plano editorial das Obras Completas foi elaborado em estrita concordância com o Papa Bento XVI. Cada volume é autorizado pelo próprio Santo Padre em sua concepção temática e também na escolha dos textos. O volume “Teologia da Liturgia – o fundamento sacramental da existência cristã”, inicia a publicação das Obras Completas em língua portuguesa, publicada pelas Edições CNBB. A pedido do próprio autor, os escritos sobre a Liturgia iniciam as publicações, num total de 16 volumes.

Por padre Andrey Nicioli

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