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As razões de Irmã Lúcia para não deixar de rezar o Terço diariamente

Por que rezar o Terço todos os dias? Quais são os benefícios para os fiéis em sua vida diária? A Irmã Lucia dos Santos, uma das três videntes de Fátima, deu várias razões que respondem a estas perguntas em um livro publicado em 2002.

Trata-se do livro “Apelos da Mensagem de Fátima”, escrito pela Serva de Deus falecida em 2005. Nesta obra, recorda que a Mãe de Deus fez este convite a partir da sua primeira aparição em Fátima (Portugal), em 13 de maio de 1917.

“Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a paz no mundo e o fim da guerra”, encorajou a Virgem Maria em sua mensagem inicial.

A seguir, as razões de Irmã Lúcia compartilhadas por ‘National Catholic Register’.

1. Adapta-se às possibilidades de cada um

A Irmã Lúcia diz que Deus é um Pai que “se adapta às necessidades e possibilidades dos seus filhos”, porque “se Deus, por meio de Nossa Senhora, nos tivesse pedido para irmos todos os dias participar e comungar na Santa Missa, certamente haveria muitos a dizerem, com justo motivo, que não lhes era possível”.

Entretanto, a Serva de Deus afirma: “Rezar o Terço é acessível a todos, pobres e ricos, sábios e ignorantes, grandes e pequenos”, em qualquer lugar, comunitariamente ou sozinhos e em diferentes momentos.

2. Coloca-nos em contato familiar com Deus

Irmã Lúcia indica que esta oração serve “para entrar em contato com Deus, agradecer os Seus benefícios e pedir-lhe as graças de que necessitamos”.

“É a oração que nos leva ao encontro familiar com Deus, como o filho que vai ter com o seu pai para lhe agradecer os benefícios recebidos, tratar com ele os seus assuntos particulares, receber a sua orientação, a sua ajuda, o seu apoio e a sua bênção”, acrescentou.

3. É a oração mais agradável que podemos recitar depois da Missa

Irmã Lúcia afirma que depois da Santa Missa, rezar o Terço – levando em consideração a sua origem, as orações que contém e os mistérios que se meditam – “é a oração mais agradável que podemos oferecer a Deus e de maior proveito para as nossas almas”.

“Se não fosse assim, Nossa Senhora não teria recomendado isso com tanta insistência”, sublinhou.

4. As contas do Terço nos ajudam a cumprir os nossos oferecimentos diários

Irmã Lúcia responde qualquer inquietude sobre o número de orações no Terço, esclarecendo que “precisamos contar, para termos a consciência viva e certa dos nossos atos e sabermos com clareza se temos ou não cumprido o que nos propusemos a oferecer a Deus cada dia, para preservarmos e aumentar o nosso trato de direta convivência com Deus, e, por esse meio, conservarmos e aumentarmos em nós a fé, a esperança e a caridade”.

5. Ajuda a receber melhor a Eucaristia

Em seu livro, a vidente de Fátima assegura que o Terço pode ser considerado “uma forma de preparar-se melhor para participar da Eucaristia, ou então como uma ação de graças”, depois de receber o Corpo de Cristo.

Ela acrescenta que, embora possam usar muitas orações excelentes para se preparar para receber Jesus na Eucaristia e preservar a nossa relação íntima com Deus, não acredita que há “uma oração mais apropriada para as pessoas em geral do que a oração dos cinco ou quinze Mistérios do Rosário”.

6. Preserva as virtudes teologais

“Deus e Nossa Senhora sabem melhor do que ninguém aquilo que mais nos convém e de que temos mais necessidade. Além disso, o Terço será um meio poderoso para nos ajudar a conservar a fé, a esperança e a caridade”, sublinhou Irmã Lúcia.

7. Impede cair no materialismo

Irmã Lúcia vai direto ao ponto e assegura que “aqueles que abandonam a oração do Terço e não tomam diariamente parte no Santo Sacrifício da Missa, nada têm que os sustente, acabando por se perderem no materialismo da vida terrena”.

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Bento XVI escreve carta pelos 100 anos de nascimento de São João Paulo II

São João Paulo II “se apresenta a nós como o pai que nos deixa ver a misericórdia e a bondade de Deus”, afirmou o Papa Emérito Bento XVI em uma carta escrita pelos cem anos do nascimento de seu predecessor.

Trata-se de uma carta que o Papa Emérito enviou ao Cardeal Stanislaw Dziwisz, que durante 40 anos foi secretário pessoal do santo polonês.

Como se recorda, Bento XVI também teve uma relação estreita com São João Paulo II, tendo trabalhado como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé entre 1981 e 2005 antes de ser eleito para suceder Karol Wojtyla na Cátedra de Pedro.

Na carta com data 4 de maio e escrita originalmente em alemão, Bento XVI faz uma retrospectiva da vida de São João Paulo II, sua formação para o sacerdócio durante a ocupação soviética da Polônia, o Concílio Vaticano II, seu chamado a não temer medo de abrir as portas a Cristo, e de forma especial o amor que tinha pela devoção à Divina Misericórdia.

Além de destacar “a humildade deste grande Papa”, Bento XVI recordou que em seu funeral muitos clamaram “santo súbito” e também que fora proclamado “Magno”.

“Deixamos em aberto se o epíteto «magno» prevalecerá ou não. É certo que o poder e a bondade de Deus se fizeram visíveis para todos nós no Papa João Paulo II. Em um momento em que a Igreja sofre uma vez mais a aflição do mal, este é para nós um sinal de esperança e confiança”, escreve o Papa Emérito.

A seguir a carta completa que Bento XVI escreveu pelo centenário do nascimento de São João Paulo II:

Cidade do Vaticano

4 de maio do 2020

Este 18 de maio, completa-se 100 anos desde que o papa João Paulo II nasceu na pequena cidade polonesa de Wadowice.

Polônia, dividida durante mais de 100 anos pelas três grandes potencializa vizinhas – Prússia, Rússia e Áustria –, tinha recuperado sua independência ao final da Primeira guerra mundial. Foi uma época cheia de esperança, mas também de dificuldades, já que a pressão das duas grandes potências, a Alemanha e a Rússia, seguiu pesando sobre o Estado que estava se reorganizando. Nesta situação de angústia, mas sobretudo de esperança, cresceu o jovem Karol Wojtyla, que perdeu muito cedo a sua mãe, seu irmão e, logo depois, o seu pai, de quem tinha aprendido uma piedade profunda e cálida. O jovem Karol era particularmente apaixonado pela literatura e o teatro, e depois de estudar para seus exames de secundária, começou a dedicar-se mais a estas matérias.

«Para evitar a deportação, no outono de 1940, começou a trabalhar em uma pedreira que pertencia à fábrica química Solvay» (cf. Dom e Mistério). «Em Cracóvia, ingressou clandestinamente no Seminário. Enquanto trabalhava como operário em uma fábrica, começou a estudar teologia com livros antigos de texto, para poder ser ordenado sacerdote em 1 de novembro de 1946» (cf. Ibid.). É obvio, não só estudou teologia nos livros, mas também a partir da situação específica que pesava sobre ele e seu país. É uma espécie de característica de toda sua vida e seu trabalho. Estuda com livros, mas experimenta e sofre as questões que estão atrás do material impresso. Para ele, como jovem bispo – bispo auxiliar desde 1958, arcebispo de Cracóvia desde 1964 – o Concílio Vaticano II se converteu em uma escola para toda sua vida e seu trabalho. As grandes pergunta que surgiram especialmente sobre o chamado Esquema 13 – logo intitulado Constituição Gaudium et Spes – foram suas perguntas pessoais. As respostas desenvolvidas no Concílio lhe mostraram o caminho a seguir para seu trabalho como bispo e logo como Papa.

Quando o cardeal Wojtyla foi eleito sucessor de São Pedro em 16 de outubro de 1978, a Igreja estava em uma situação desesperada. As deliberações do Concílio se apresentavam ao público como uma disputa sobre a fé, o que parecia privar a mesma de sua certeza indubitável e inviolável. Um pastor bávaro, por exemplo, comentando a situação, dizia: «Ao final, acolhemos uma fé falsa». Esta sensação de que não havia nada seguro, de que tudo estava em aberto, foi alimentada pela forma em que se implementou a reforma litúrgica. Ao final, tudo parecia factível na liturgia. Paulo VI tinha fechado o Concílio com energia e determinação, mas logo, uma vez terminado, viu-se confrontado com mais assuntos, sempre mais urgentes, o que finalmente colocou em escrutínio a própria Igreja. Os sociólogos compararam a situação da Igreja nesse momento com a da União Soviética sob Gorbachov, quando toda a poderosa estrutura do Estado finalmente se derrubou em uma tentativa de reformá-la.

Uma tarefa que superava as forças humanas esperava o novo Papa. Entretanto, desde o primeiro momento, João Paulo II despertou um novo entusiasmo por Cristo e sua Igreja. Primeiro o fez com o grito do sermão ao começo de seu pontificado: «Não tenham medo! Abram, sim, abram de par em par as portas a Cristo!» Este tom finalmente determinou todo seu pontificado e o converteu em um renovado liberador da Igreja. Isto estava condicionado pelo fato de que o novo Papa provinha de um país onde o Concílio tinha sido bem recebido: não se tratava do questionamento de tudo, mas da alegre renovação de tudo.

O Papa viajou pelo mundo em 104 grandes viagens pastorais e proclamou o Evangelho em todas partes como uma alegria, cumprindo assim sua obrigação de defender o bem, de defender a Cristo.

Em 14 encíclicas, voltou a expor completamente a fé da Igreja e sua doutrina humana. Inevitavelmente, ao fazê-lo, suscitou a oposição nas Igrejas do Ocidente cheias de dúvidas.

Hoje, parece-me importante enfatizar sobretudo o verdadeiro centro do qual deve emergir a mensagem de seus diferentes textos. Este centro veio à atenção de todos nós no momento de sua morte. O Papa João Paulo II morreu nas primeiras horas da nova festa da Divina Misericórdia. E, permitam-me aqui acrescentar um pequeno comentário pessoal que revela um aspecto importante do ser e o trabalho do Papa.

Desde o começo, João Paulo II se sentiu profundamente comovido pela mensagem de Faustina Kowalska, uma monja da Cracóvia, que destacou a Divina Misericórdia como um centro essencial da fé cristã e desejava uma celebração com este motivo. Depois de todas as consultas, o Papa tinha escolhido o domingo in albis(Segundo Domingo de Páscoa). Entretanto, antes de tomar a decisão final, pediu-lhe à Congregação da Fé sua opinião sobre a conveniência desta data. Dissemos que não, pois pensávamos que uma data tão antiga e cheia de conteúdo como a do domingo in albis não deveria sobrecarregar-se com novas ideias. Certamente não foi fácil para o Santo Padre aceitar nosso não. Mas o fez com toda humildade e aceitou o não de nosso parte uma segunda vez. Finalmente, fez uma proposta deixando o histórico domingo in albis, mas incorporando a Divina Misericórdia em sua mensagem original. Em outras ocasiões, de vez em quando, impressionou-me a humildade deste grande Papa, que renunciou às ideias daquilo que desejava porque não recebeu a aprovação dos organismos oficiais que, segundo as regras clássicas, ele devia consultar.

Enquanto João Paulo II viveu seus últimos momentos neste mundo, a Festa da Divina Misericórdia acabava de começar depois da oração das primeiras vésperas. Esta celebração iluminou a hora de sua morte: a luz da misericórdia de Deus se apresenta como uma mensagem reconfortante sobre sua morte. Em seu último livro, Memória e Identidade, publicado na véspera de sua morte, o Papa resumiu uma vez mais a mensagem da Divina Misericórdia. Assinalou que a irmã Faustina morreu antes dos horrores da Segunda guerra mundial, mas que já tinha dado a resposta do Senhor a este horror insuportável. Era como se Cristo queria dizer através de Faustina: «O mal não obterá a vitória final. O mistério pascal confirma que o bem prevalecerá, que a vida triunfará sobre a morte e que o amor triunfará sobre o ódio».

Ao longo de sua vida, o Papa procurou apropriar-se em primeira pessoa do centro objetivo da fé cristã, que é a doutrina da salvação, e ajudar a outros a também apropriar-se dela. Através de Cristo ressuscitado, a misericórdia de Deus é dada a cada indivíduo. Embora este centro da existência cristã só nos é revelado através da fé, também é importante filosoficamente, porque se a misericórdia de Deus não é um fato, devemos encontrar nosso caminho em um mundo onde o poder último do bem contra o mal é incerto. Depois de tudo, além deste significado histórico objetivo, é essencial que todos saibam que, ao final, a misericórdia de Deus é mais forte que a nossa fraqueza. Além disso, nesta etapa atual, também podemos encontrar a unidade interior entre a mensagem de João Paulo II e as intenções fundamentais do Papa Francisco: João Paulo II não é um rigorista moral, como alguns tentam retratá-lo. Com a centralidade da misericórdia divina, dá-nos a oportunidade de aceitar o requerimento moral do homem, embora nunca possamos cumpri-lo por completo. Entretanto, nossos esforços morais se fazem à luz da divina misericórdia, que resulta ser uma força curativa para nossa debilidade.

Quando morreu o Papa João Paulo II, a Praça de São Pedro estava cheia de pessoas, especialmente jovens, que queriam encontrar-se com seu Papa por última vez. Não posso esquecer o momento em que Dom Sandri anunciou a mensagem da partida do Papa. Sobretudo, o momento em que o grande sino de São Pedro repicou, fazendo que esta mensagem resultasse inesquecível. O dia do funeral, havia muitas frases dizendo «Santo súbito!». Isso foi um grito que, de todos lados, surgiu a partir do encontro com João Paulo II. Não só na praça, mas também em vários círculos intelectuais, discutiu-se a idéia de dar o título de «Magno» a João Paulo II.

A palavra «santo» indica a esfera de Deus e a palavra «magno» a dimensão humana. Segundo o regulamento da Igreja, a santidade pode ser reconhecida por dois critérios: as virtudes heroicas e o milagre. Os dois critérios estão estreitamente vinculados. A expressão «virtude heroica» não significa uma espécie de façanha olímpica; ao contrário, em e através de uma pessoa se revela algo que não provém dele, mas que a obra de Deus se faz visível nele e através dele. Não é uma competência moral da pessoa, e sim renúncia à própria grandeza. O ponto é que uma pessoa deixa que Deus trabalhe nela, e assim o trabalho e o poder de Deus se fazem visíveis através dela.

O mesmo se aplica à prova do milagre: aqui tampouco se trata de um evento sensacional mas sim da revelação da bondade de Deus que é pai de uma maneira que vai além das meras possibilidades humanas. O santo é um homem aberto a Deus e imbuído de Deus, que se afasta de si mesmo e nos deixa ver e reconhecer a Deus é santo. Verificar isto legalmente, na medida do possível, é o significado dos dois processos de beatificação e canonização. Nos casos de João Paulo II, ambos os processos se fizeram estritamente de acordo às regras aplicáveis. portanto, agora ele nos é apresentado como o pai que nos deixa ver a misericórdia e a bondade de Deus.

É mais difícil definir corretamente o termo «magno». Durante os quase 2.000 anos de história do papado, o título «Magno» só foi outorgado a dois papas: Leão I (440-461) e Gregório I (590-604). A palavra «magno» tem uma conotação política em ambos, na medida em que algo do mistério de Deus mesmo se faz visível através da atuação política. Através do diálogo, Leão Magno conseguiu convencer Átila, o Príncipe dos Hunos, que poupasse Roma, a cidade dos príncipes dos apóstolos Pedro e Paulo. Desarmado, sem poder militar ou político, mas pelo poder da convicção de sua fé, conseguiu convencer o temido tirano a poupar Roma. O espírito demonstrou ser mais forte na luta entre espírito e poder.

Embora Gregorio I não tenha tido um êxito tão espetacular, também conseguiu proteger a Roma contra os lombardos, de novo contrapondo o espírito ao poder e alcançando a vitória do espírito.

Se compararmos a história dos dois Papas com a de João Paulo II, sua similitude é evidente. João Paulo II tampouco tinha poder militar ou político. Durante as deliberações sobre a forma futura da Europa e Alemanha, em fevereiro de 1945, observou-se que a opinião do Papa também devia ser tomada em conta. Então Stalin perguntou: «Quantas brigadas tem o Papa?». É claro que o Papa não tinha exércitos ao seu dispor. Mas o poder da fé resultou ser um poder que finalmente derrocou o sistema de poder soviético em 1989 e permitiu um novo começo. É indiscutível que a fé do Papa tenha sido um elemento essencial no desmoronamento do poder comunista. Assim que a grandeza evidente em Leão I e Gregorio I é certamente visível também em João Paulo II.

Deixamos em aberto se o epíteto «magno» prevalecerá ou não. É certo que o poder e a bondade de Deus se fizeram visíveis para todos nós em João Paulo II. Em um momento em que a Igreja sofre uma vez mais a aflição do mal, este é para nós um sinal de esperança e confiança.

Querido São João Paulo II, rogai por nós!

Bento XVI

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Papa Francisco: terceira mensagem dedicada aos deslocados

Agora é a hora de um investimento maciço na paz" que é "a única solução para deter o deslocamento forçado de pessoas". Falam quase a uma só voz Padre José Cassar, diretor do Serviço dos Jesuítas para os Refugiados (JRS) no Iraque e Amaya Valcárcel, coordenadora internacional de “Advocacy", também do JRS. Ambos trazem em primeiro plano o drama de milhões de pessoas deslocadas internamente, aos quais o Papa Francisco dedicou a sua mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2020. O tema da mensagem deste ano é: “Forçados, como Jesus Cristo, a fugir. Acolher, proteger, promover e integrar os deslocados internos”.

O drama dos 6,5 milhões de deslocados na Síria

Seis milhões e meio na Síria, 5,5 na República Democrática do Congo e na Colômbia, 4,9 na Venezuela, 1,4 no Iraque e 450 mil em Mianmar: números que são pessoas, são as 50,8 milhões de pessoas deslocadas internamente que o Papa denuncia como “esquecidos” na sua mensagem e são a maioria dos 80,1 milhões dos deslocados forçados em todo o mundo. Cerca de 45 milhões deixam suas casas e se deslocam a outras cidades ou regiões, por causa de conflitos e violências e 5,1 por causa de desastres naturais, recorda o cardeal Michel Czerny, jesuíta e subsecretário da Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, que introduz a coletiva.

Terceira mensagem do Papa dedicada aos deslocados

O cardeal recorda que esta é a terceira mensagem que o Papa dedica às pessoas deslocadas. A primeira foi em 2014, “Rumo a um mundo melhor”, e em 2017, “Crianças migrantes, vulneráveis e sem voz”, porém é a primeira que “se concentra no cuidado pastoral das pessoas deslocadas internamente”. O cardeal Czerny explica que estas mensagens, enraizadas em mais de um século de tradição, “enriquecem o magistério do Papa Francisco com relação às pessoas mais vulneráveis de toda a sociedade: os descartados, os esquecidos, os deixados de lado”.

Czerny: “são cidadãos de papel” desenraizados no próprio país

Os deslocados internos, explica o Subsecretário, "abandonando seu lar e ambiente familiar, vivem desenraizados dentro de seu próprio país, entre compatriotas que podem sentir aversão e ressentimento por eles". Eles se tornam "cidadãos 'no papel', que não se adaptam, mesmo tendo muito a oferecer": suas necessidades, conclui, "exigem atenção e são nossa responsabilidade", mas no momento parece haver "outras prioridades".

Baggio: verbos da pastoral migratória

O outro subsecretário, o padre scalabriniano Fabio Baggio, concentra-se na análise da mensagem pontifícia para sublinhar que Francisco propõe uma "nova articulação dos 4 verbos com os quais quis sintetizar a pastoral migratória: acolher, proteger, promover e integrar. E sintetiza a mensagem em cada um dos seis pares de verbos, ligados por uma "relação casual".

Conhecer suas histórias para compreender as necessidades

No primeiro par, "conhecer para compreender", segundo o Padre Baggio, o Papa esclareceu "que os deslocados internos não são números, mas pessoas". Só conhecendo suas histórias poderemos entender seu drama e suas necessidades". E a este par é dedicado o primeiro vídeo da campanha de preparação para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, apresentado durante a conferência, preparado pelo Departamento para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral".

A falta de conhecimento leva ao preconceito

Sobre este par deverbos também desenvolve o debate dos jornalistas via Skype, com o padre scalabriniano que ressaltou que é a falta de conhecimento do outro que leva ao preconceito. Amaya Valcárcel traz sua experiência pessoal do encontro com um deslocado somali em 1996 no refeitório da Comunidade de Sant'Egidio em Roma, onde foi voluntária quando era estudante de Direito. "Eu realmente não sabia o que fazer na vida", diz , "e a amizade com este pai de família que me contou sobre o drama de seus entes queridos deixados na Somália em guerra e que estava tentando fazê-los vir para a Itália, me levou a dirigir meu percurso de estudos em assistência jurídica a essas pessoas, até que entrei no JRS".

Ser anjos que levam ao encontro do outro

O Cardeal Czerny conclui que "o medo é o obstáculo mais forte à fé, e o medo do outro, do diferente de nós, não se vence com argumentos e conceitos, mas com o encontro". Há necessidade, explica ele, "de um anjo que nos tome pela mão e nos leve ao encontro que é descoberta do outro como irmão e irmã, para fazer desaparecer o medo" e nós cristãos podemos ser esse anjo para aqueles que não acreditam. Como as associações e paróquias, "que fazem um esforço, até mesmo comunicativo, para compartilhar suas 'boas práticas' para nos fazer entender que nossos medos são infundados".

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Em meio à pandemia, Vaticano publica livro Fortes na Tribulação

Dicastério para a Comunicação da Santa Sé lançou junto com a LEV, Livraria Editora Vaticana o livro “Fortes na tribulação. A comunhão da Igreja ajuda em tempos de provação”, que pretende “ser um pequeno auxilio oferecido a todos, para poder ver e experimentar na dor, no sofrimento, na solidão e no medo a proximidade e a ternura de Deus”.

O grave momento no qual muitos países do mundo mergulharam – escreve no prefácio o diretor Editorial do Dicastério, Andrea Tornielli -, devido à rápida propagação da Covid-19, coloca-nos todos à prova. Infelizmente, sabemos que esta crise não vai ser resolvida rapidamente e que a pandemia está a alastrar-se. Estamos perante uma situação que até há algumas semanas parecia inimaginável, como o cenário de um filme de ficção científica. Tudo mudou de repente, e o que anteriormente tínhamos por certo parece vacilar: a forma como nos relacionamos com os outros no trabalho, a gestão dos afetos, o estudo, a distração, a oração e a possibilidade de participar na missa… Contudo, o mais grave é que esta epidemia – como qualquer outra – não é apenas uma ameaça aos hábitos consolidados, mas é sobretudo a causa de tanta morte, dor e sofrimento. Milhares de pessoas ficaram gravemente doentes, faleceram. Muitas famílias choram os seus entes queridos, dos quais não puderam estar próximas, aos quais não puderam dizer adeus e que foram cremados sem a celebração de um funeral. Característica da morte na época da Covid-19 é precisamente a solidão, a impossibilidade de ter ao nosso lado os entes queridos, a impossibilidade de receber os sacramentos, de se confessar, de ser acompanhado até ao último suspiro por uma voz amiga a não ser a dos médicos ou enfermeiros que trabalham nas unidades hospitalares até ao extremo das suas forças.  Precisamente a eles transmitimos a nossa gratidão, porque lutam todos os dias na linha da frente pela vida das pessoas.

Igualmente, devem 4 ser recordados os responsáveis pela segurança pública, as pessoas que trabalham nas atividades estratégicas da coletividade, os muitos voluntários que continuam a ajudar os mais necessitados, os idosos sozinhos, os pobres. Também devem ser recordados os numerosos sacerdotes, religiosos e religiosas que partilham o sofrimento do seu povo: muitos sacrificaram a própria vida. Para tantos crentes, a impossibilidade de participar na liturgia e nos sacramentos agrava a situação de perplexidade, desânimo e abatimento, embora a Igreja nos exorte a renovar a nossa fé em Cristo Ressuscitado, que venceu a morte e a tornou um lugar de encontro seguro com o rosto bondoso do Pai.

No entanto, é útil recordar – continua Tornielli – que esta não é certamente a primeira vez que a humanidade, e os cristãos, se devem confrontar com acontecimentos deste tipo. A fé cristã, vivida diariamente nos seus elementos essenciais, gera um olhar sobre a realidade, a possibilidade de ver nela a mão de um Deus que é Pai bondoso e que nos amou de tal modo que sacrificou o seu Filho por nós. Assim a Igreja conserva no tesouro da sua tradição viva, um tesouro de sabedoria, de esperança, de oportunidade para continuar a experimentar – na solidão e às vezes até no isolamento – que deveras somos “um só” graças à ação do Espírito Santo.

O texto está dividido em três partes. Na primeira encontramos orações, ritos, súplicas para os momentos difíceis. São textos que provêm de diversos contextos eclesiais, pertencentes a diferentes épocas históricas e, por isso, podem ser mais uma fonte de partilha em nível da Igreja universal. Há orações pelos doentes, pela libertação do mal, para se abandonar com confiança à ação do Espírito Santo. Depois há uma segunda parte, que reúne as indicações da Igreja para continuar a viver e a acolher a graça do Senhor, o dom do perdão e da Eucaristia, a força das celebrações pascais, ainda que não possamos participar fisicamente dos sacramentos. Por fim a terceira parte, que reúne as palavras que o Papa Francisco pronunciou a partir de 9 de março passado para ajudar toda a comunidade eclesial neste tempo de provação: são sobretudo as homilias diárias da Missa em Santa Marta e os textos do Angelus dominical.

Ouvir a sua palavra ajuda-nos a refletir e esperar, faz-nos sentir em comunhão com Pedro e unidos a ele. Este livro, que o Dicastério para a Comunicação da Santa Sé decidiu preparar pondo-o à disposição de todos, tem uma característica fundamental: é constantemente atualizado à luz dos novos pronunciamentos do Papa e da “redescoberta” de outros tesouros da nossa tradição eclesial.

Portanto, o livro será publicado no site da Livraria Editora Vaticana em PDF e poderá ser baixado gratuitamente. No entanto, será atualizado várias vezes por semana, e estará novamente disponível para download na versão atualizada, com o acréscimo dos novos textos.

Na capa há uma imagem do Arcanjo Miguel, que protege a Igreja contra o mal e nos ampara nesta difícil provação, a fim de que este mal não prejudique a nossa confiança no Pai e a solidariedade entre nós, mas que se torne uma ocasião para olharmos para o que é deveras essencial nas nossas vidas e para partilharmos o amor acolhido por Deus entre todos nós e, especialmente, com aqueles que hoje mais precisam dele. 

Segue link para baixar o livro:

https://www.vaticannews.va/content/dam/lev/forti-nella-tribolazione/pdf/port-/Portoghese_15-maggio.Forti-nella-tribolazione.pdf

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A fé precisa dos sentidos: ver, ouvir, tocar, afirma arcebispo

Uma opinião diferente, com uma convicção: a pandemia não vai mudar a dimensão da fé das pessoas. Tampouco mudará suas vidas. O pensamento profundo e intelectual é de Dom Rino Fisichella, arcebispo e presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. Encorajado a olhar para o futuro do anúncio do Evangelho em um mundo que terá necessariamente que fazer as contas com a difusão do vírus, o arcebispo explica: “É verdade, nos próximos meses precisaremos manter a distância, mas o homem é feito para a proximidade. É um fato antropológico que não pode ser subvertido”. Confira a entrevista:

Excelência, o senhor afirma que existe também uma segunda questão…

Dom Rino Fisichella: Em tempo de internet, na cultura moderna em que nos encontramos, é difícil pensar que um episódio dramático como a pandemia que nos atingiu pode determinar e mudar nossas vidas. E a razão é simples: tudo é esquecido muito rapidamente. A cultura digital nos leva a ir além do espaço e do tempo. Infelizmente, acho que há muita retórica por aí agora e não concordo com ela.

Uma retórica sobre as supostas mudanças que serão negadas pelos fatos, porque a necessidade primária do homem é sempre a proximidade?

Dom Fisichella: É claro. Como se pode pensar que duas pessoas que se amam não apertem a mão um do outro? Como se pode pensar que duas pessoas que vão se casar vivam à distância? Como se pode pensar que os nossos jovens vivam sem sinais tangíveis de afeto? Tudo isso faz parte do homem. O homem se aproxima instintivamente, o homem não está inclinado a se distanciar; ele só o faz quando não há relação. Mas o homem é feito para o relacionamento e isso é mais verdadeiro para a dimensão da fé cristã: o crente é feito para viver em comunidade, não isolado. Obviamente, agora devemos necessariamente respeitar as distâncias, mas a distância não pode ser o futuro da existência pessoal.

Então mesmo evangelização só pode passar por alguma mudança temporária?

Dom Fisichella: A evangelização continua através de métodos e instrumentos que são um sinal de quanto o Evangelho – e, portanto, a Igreja – é capaz de entrar na vida e na história das pessoas.

Na sua opinião, que efeitos a pandemia causou à evangelização?

Dom Fisichella: Colocou à luz vários aspectos que pareciam óbvios antes, mas óbvios não são. Antes de tudo, fez-nos descobrir a importância da mídia: não esqueçamos o que nosso povo e nossos sacerdotes fizeram para manter uma relação com a celebração eucarística através das redes sociais que a cultura de hoje nos oferece. Não esqueçamos do que foi o Tríduo da Páscoa: estávamos acostumados às manifestações de nossa piedade popular com as procissões de Jesus morto e de Nossa Senhora sofrendo na Sexta-feira Santa; estávamos acostumados às visitas aos túmulos. Todas essas manifestações tiveram uma expressão diferente que nos permitiu sentir a necessidade de novos instrumentos tecnológicos.

Mas há também o outro lado da moeda.

Dom Fisichella: A pandemia nos fez compreender a necessidade de vivermos juntos a experiência da fé. Fiquei positivamente impressionado com o pedido cada vez mais urgente de poder participar da Santa Missa. Mas a evangelização não se reduz apenas ao momento sacramental. No que diz respeito à evangelização, a celebração dos sacramentos é apenas um dos pontos essenciais. Depois há outros dois: o encontro com as pessoas para proclamar a fé e o testemunho vivo da caridade. O vírus tem mostrado como é importante para nós nos vermos, estarmos juntos. Eu uso uma frase comum: a fé precisa dos sentidos: ver, ouvir, tocar. É preciso sentir – por mais paradoxal que seja – o cheiro do incenso. Tudo o que pertence à vida humana também pertence à dimensão da fé e da evangelização.

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Basílica de São Pedro passa por limpeza especial para reabertura aos fiéis

Está tudo pronto para acolher os fiéis que poderão voltar a rezar no túmulo de Pedro a partir da próxima segunda-feira, 18, respeitando as normas vigentes previstas para combater a difusão do coronavírus. Nesta sexta-feira, 15, foi realizada uma limpeza especial na Basílica de São Pedro e de São João Latrão; amanhã será na Basílica de São Paulo Fora dos Muros.

O vice-diretor da Direção de Saúde e Higiene do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, professor Andrea Arcangeli, explica que será um retorno em total segurança no que diz respeito ao aspecto sanitário. Ele informou que esse processo de higienização é bem simples, mas inclui uma série de fases. Depois da limpeza com água e sabão, as superfícies são pulverizadas com substâncias para reduzir quantitativamente a carga de bactéria e viral.

Passam por essa limpeza profunda praticamente todos os espaços onde há maior circulação. Arcangeli destaca que: a limpeza sempre foi feita, mas agora, utilizando essas substâncias, em particular à base de cloro, é preciso ter particular atenção, mas não há problemas.

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Dízimo: Solidariedade e Partilha

O Dízimo é expressão máxima da solidariedade e da partilha no seio da igreja, possibilita o nascimento da corresponsabilidade envolvente e afetuosa com os irmãos de comunidade, bem como os de fora da vivência comunitária.

Cada dizimista, livremente, pode contribuir com o dízimo da maneira em que achar melhor:

1. Lacrando o envelope e entregando ao coordenador do setor;

2. Entregando diretamente no escritório paroquial;

3. Depositando diretamente nos cofres que estão na igreja;

4. Depósito Bancário:

     Diocese de Votuporanga/Catedral N. Sra. Aparecida

     Caixa Econômica Federal: Ag. 0364 – Op. 003 – C/C 002175-4

5.Transferência Bancária:

     Diocese de Votuporanga/Catedral N. Sra. Aparecida

     CNPJ 26.803.548/0002-44

     Caixa Econômica Federal

     Banco 104 – Ag. 0364 – Op. 003 - C/C 002175-4

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Por que maio é o Mês de Maria?

Durante vários séculos a Igreja Católica dedicou todo o mês de maio para honrar a Virgem Maria, Mãe de Deus. A seguir, explicamos o porquê.

A tradição surgiu na antiga Grécia. O mês de maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade. Algo semelhante ocorreu na antiga Roma, pois maio era dedicado a Flora, deusa da vegetação. Naquela época, celebravam os ‘ludi florals’ (jogos florais) no fim do mês de abril e pediam sua intercessão.

Na época medieval abundaram costumes similares, tudo centrado na chegada do bom clima e o afastamento do inverno. O dia 1º de maio era considerado como o apogeu da primavera.

Durante este período, antes do século XII, entrou em vigor a tradição de Tricesimum ou “A devoção de trinta dias à Maria”. Estas celebrações aconteciam do dia 15 de agosto a 14 de setembro e ainda são comemoradas em alguns lugares.

A ideia de um mês dedicado especificamente a Maria remonta aos tempos barrocos – século XVII. Apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio, o mês de Maria incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus.

Foi nesta época que o mês de maio e de Maria combinaram, fazendo com que esta celebração conte com devoções especiais organizadas cada dia durante todo o mês. Este costume durou, sobretudo, durante o século XIX e é praticado até hoje.

As formas nas quais Maria é honrada em maio são tão variadas como as pessoas que a honram.

As paróquias costumam rezar no mês de maio uma oração diária do Terço e muitas preparam um altar especial com um quadro ou uma imagem de Maria. Além disso, trata-se de uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como Coroação de Maio.

Normalmente, a coroa é feita de lindas flores que representam a beleza e a virtude de Maria e também lembra que os fiéis devem se esforçar para imitar suas virtudes. Em algumas regiões, esta coroação acontece em uma grande celebração e, em geral, fora da Missa.

Entretanto, os altares e coroações neste mês não são apenas atividades “da paróquia”. Mas, o mesmo pode e deve ser feito nos lares, com o objetivo de participar mais plenamente na vida da Igreja.

Deve-se separar um lugar especial para Maria, não por ser uma tradição comemorada há muitos anos na Igreja ou pelas graças especiais que se pode alcançar, mas porque Maria é nossa Mãe, mãe de todo o mundo e porque se preocupa com todos nós, intercedendo inclusive nos assuntos menores.

Por isso, merece um mês inteiro para homenageá-la.

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Por unanimidade, STF se decide contra o aborto em caso de zika vírus

Nesta quinta-feira, 30, terminou o prazo para que os ministros do STF votassem sobre a liberação do aborto em caso de zika vírus. O julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI 5581 – havia sido iniciado na última sexta-feira, 24.

A relatora da ADI 5581, ministra Carmem Lúcia, declarou no primeiro dia seu voto contrário à ação. “Julgo prejudicada a ação direta de inconstitucionalidade e não conheço da arguição de descumprimento de preceito fundamental”.

Ao longo da semana, os ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Celso de Mello acompanharam integralmente o voto da ministra Carmem Lúcia. O ministro Roberto Barroso também acompanhou a relatora, mas com ressalvas, totalizando 11 votos contra o aborto. 

A votação já havia atingido maioria no último sábado, 25. Os últimos votos- dos ministros Marco Aurélio, Celso de Mello e Roberto Barroso – foram dados nesta quinta.

 

Defesa da Vida

A decisão do STF de voltar à pauta do tema motivou o posicionamento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que lançou, no dia 19, em sintonia com segmentos e instituições, uma nota oficial convocando os católicos a defenderem a vida e se posicionarem contra o aborto. A entidade se dirigiu, publicamente, como o fez em carta pessoal, aos ministros do STF para compartilhar, ponderar argumentações e considerar, seriamente, o dever de todos em valorizar o dom inviolável da vida.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, Dom Ricardo Hoepers, também se manifestou e reiterou que a vida é sagrada e inviolável. “Nenhum ser humano é incompatível com a vida nem pela sua idade, saúde ou qualidades existenciais. Quando se anuncia um bebê no ventre de uma mãe, é uma dádiva. A vida é dom de Deus e nós temos um compromisso com essa vida”.

A médica, presidente do movimento Brasil sem Aborto e membro das Comissões de Bioética da Arquidiocese de Brasília e da CNBB, Lenise Garcia, afirmou que a ação é ilegítima. A médica sublinhou que a microcefalia e outros problemas decorrentes do zika vírus acontecem entre 1% a 5% dos casos no máximo. “A maior parte das crianças abortadas não teria qualquer problema”, alerta. Mesmo considerando o fato de a criança ter, eventualmente, um problema, a médica afirma que a prática do aborto jamais poderia ser justificada.

A defensora da vida alerta que o pedido não é para que se faça aborto em caso de microcefalia, já que o diagnóstico é tardio. “Só depois de estar com seis ou sete meses de gravidez a gestante consegue ter algum diagnóstico, e mesmo assim não é garantia. É importante lembrar que, quando houve o surto no Brasil, e crianças nasceram possivelmente com microcefalia, menos da metade delas confirmaram o diagnóstico depois, ou seja, nem depois que nascer a criança tem um diagnóstico seguro, imagina intraúltero”.

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Cardeal Orani comenta julgamento do STF sobre símbolos religiosos em prédios públicos

Na última segunda-feira, 27, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, considerar de repercussão geral a ação do Ministério Público Federal (MPF), que questiona a presença de símbolos religiosos em órgãos públicos e levará o tema para julgamento em plenário.

O Cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, falou à Canção Nova sobre o assunto. Segundo ele, o fato desse tema sempre voltar à tona deve-se à uma conjunção de grupos ateus, que acham que o estado devia ser ateu e não respeitar as diversas religiões. “Laicidade não se confunde com laicismo. O Estado não é ateu, é laico, ou seja, respeita todas as religiões. Por isso mesmo, é garantido o exercício das religiões pelo Estado”, apontou.

Patrimônio histórico-cultural

Dom Orani destacou que os símbolos religiosos são parte do patrimônio histórico-cultural da sociedade brasileira. “No último dia 26 nós comemoramos os 520 anos da celebração da Primeira Missa no Brasil. Isso não se configura proselitismo ou desapreços a outras religiões, mas faz parte da nossa história, da nossa cultura. E outros símbolos também podem ser colocados conforme a cultura do país”, afirmou.

O cardeal lembrou ainda que, existem várias cidades e estados do Brasil com nomes religiosos, mostrando que há uma tradição que faz parte da própria vida do brasileiro.

Recurso improcedente

Ele recordou que, em 2011, no caso Lautsi v. Italy, a família processou a Itália pelo fato de ter símbolos religiosos em sala de aula. E a Corte Europeia de Direitos Humanos foi bem clara dizendo que não violava o direito da família Lautsi.

Também no Brasil, em 2007, o Conselho de Justiça confrontando esta mesma questão, do crucifixo dentro dos tribunais, entendeu que a exibição dos crucifixos não violava a laicidade do Estado, por fazer parte de toda a cultura brasileira e não interferia na imparcialidade e universalidade do Poder Judiciário.

Esse recurso que o Ministério Público Federal iniciou no STF já foi julgado improcedente, lembrou Dom Orani. “A própria Procuradoria Geral da República se manifestou nos altos pela improcedência do pedido, entendendo que a exibição de símbolos religiosos em prédios públicos não fere a laicidade do estado”, disse.

“Nós vemos que este tipo de questionamento, daqueles que não têm religião, não têm fé, está sempre voltando. Todos têm direito a ter sua opção e os símbolos religiosos católicos fazem parte da nossa história brasileira. Não se pode falar da história do Brasil sem falar dos símbolos religiosos”, enfatizou.

“Não se pode falar da história do Brasil sem falar dos símbolos religiosos”, afirmou Dom / Foto: Denise Claro – Canção Nova

Dom Orani reafirmou que ser um estado laico significa respeitar todas as religiões e a cultura do país, e não ser um estado ateu, contrário à religião.

“Num tempo onde temos tanta preocupação com a vida e também levando as pessoas a terem mais confiança no futuro, nós vemos novamente temas que não dizem respeito a serem julgados agora e muito menos deviam ter sido colocados. Tenho certeza que os ministros do STF compreendem isso e irão levar adiante o que já é tradição dentro da cultura brasileira e também do Judiciário brasileiro”, concluiu.

Sobre o recurso

O Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1249095, do MPF, pede para que seja retirados todos os símbolos religiosos, como crucifixos e imagens, de locais de ampla visibilidade e de atendimento ao público nos prédios da União e no Estado de São Paulo.

A ação foi julgada improcedente pelo juízo de primeiro grau e pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que considerou que a presença dos símbolos religiosos é uma reafirmação da liberdade religiosa e do respeito a aspectos culturais da sociedade brasileira.

Contra esse entendimento, o MPF interpôs recurso extraordinário com alegação de ofensa a dispositivos constitucionais sobre o tema. O recurso não foi admitido pela Vice-Presidência do TRF-3, razão pela qual foi interposto o ARE 1249095 no Supremo Tribunal Federal.

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Em carta, Papa reafirma proximidade com trabalhadores explorados

“O compromisso e os sacrifícios dos trabalhadores da cadeia agroalimentar em tempos de pandemia, a exploração e a marginalização dos trabalhadores migrantes”, essas são as palavras do Papa Francisco que, em uma carta assinada pelo substituto da Secretaria de Estado, Dom Edgar Peña Parra, responde ao secretário-geral da Federação Agrícola Alimentar Ambiental Industrial Italiana (Fai Cisl), Onofrio Rota, que, recentemente pediu conforto e atenção para as questões críticas que afetam o setor agrícola.

Dom Edgar refere a proximidade de Francisco “aos muitos trabalhadores que, dentro da cadeia agroalimentar, estão fazendo um grande esforço, em meio a muitos riscos e dificuldades, para fornecer os alimentos necessários à comunidade”. “O Papa os recorda na oração, carregando no coração a dolorosa situação dos trabalhadores provenientes de vários países, que se veem relegados à margem da sociedade e sofrem condições inaceitáveis de exploração”.

Regularizar atividades ilegais

Na mensagem se expressa “compartilhamento” com relação à necessidade indicada pelo sindicato de regularizar as atividades ilegais de homens que, hoje mais do que nunca, estão expostos aos riscos de contaminação por não estarem em segurança e que estão garantindo o fornecimento de alimentos nas mesas.

“É certamente aceitável a necessidade de atender aqueles que, privados de dignidade, sentem mais as consequências de uma integração não realizada, estando agora mais expostos aos perigos da pandemia. Espera-se que suas situações possam emergir e que sejam regularizadas, a fim de que se sejam reconhecidos a todo trabalhador os seus direitos e deveres, sejam combatidos a ilegalidade, a chaga da contratação ilegal e os conflitos entre as pessoas desfavorecidas.”

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Que haja trabalho para todos e que seja trabalho digno, reza Papa

O Papa Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta sexta-feira, 1º de maio, em que a Igreja recorda São José operário. Encontrava-se na capela do Espírito Santo uma imagem de São José artesão, levada para esta ocasião pelas Acli, as Associações cristãs dos trabalhadores italianos. Na introdução, o Papa dirigiu seu pensamento ao mundo do trabalho:

“Hoje, que é festa de São José operário, também Dia dos Trabalhadores, rezemos por todos os trabalhadores. Por todos. Para que não falte trabalho a nenhuma pessoa e todos sejam justamente retribuídos e possam gozar da dignidade do trabalho e da beleza do repouso”.

Na homilia, o Papa comentou a passagem da leitura do dia do Livro do Gênesis (Gn 1,26-2,3) em que é descrita a criação do homem à imagem e semelhança de Deus. “No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera”. Deus – afirmou Francisco – entrega a sua atividade, seu trabalho, ao homem, para que colabore com Ele. O trabalho humano é a vocação recebida por Deus e torna o homem semelhante a Deus porque com o trabalho o homem é capaz de criar.

O trabalho dá a dignidade. Dignidade tão espezinhada na história, frisou o Santo Padre. Segundo Francisco, também hoje há muitos escravos, escravos do trabalho para sobreviver: trabalhadores forçados, mal pagos, com a dignidade espezinhada. “Tira-se a dignidade das pessoas”. Também aqui onde estamos acontece – observou o Papa – com os trabalhadores diaristas com uma retribuição mínima por muitas horas trabalhadas, com a doméstica a quem não se paga o justo e não tem as seguranças sociais e a aposentadoria. “Isso acontece aqui: é espezinhar a dignidade humana”.

O Pontífice enfatizou que toda injustiça que se faz ao trabalhador é espezinhar a dignidade humana. “Hoje, nos unimos a tantas pessoas crentes e não-crentes que celebram este dia do trabalhador por aqueles que lutam para ter justiça no trabalho”. O Pontífice rezou também por aqueles bons empresários que não querem demitir as pessoas, que protegem os trabalhadores como se fossem filhos, e rezou a São José para que ajude homens e mulheres a lutarem pela dignidade do trabalho, a fim de que haja trabalho para todos e que seja um trabalho digno.

Íntegra da homilia

Deus criou. Um Criador. Criou o mundo, criou o homem e deu uma missão, ao homem: administrar, trabalhar, levar a criação adiante. E a palavra “trabalho” é a que a Bíblia usa para descrever esta atividade de Deus: “Considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera”, e entregou esta atividade ao homem: “Tu deves fazer isto, custodiar aquilo, aquilo outro, deves trabalhar para criar comigo – é como se assim dissesse – este mundo, para que siga adiante”. A tal ponto que o trabalho nada mais é que a continuação do trabalho de Deus: o trabalho humano é a vocação do homem recebida de Deus para a finalidade da criação do universo.

E o trabalho é aquilo que torna o homem semelhante a Deus, porque com o trabalho o homem é criador, é capaz de criar, de criar muitas coisas, inclusive criar uma família para seguir adiante. O homem é um criador e cria com o trabalho. Essa é a vocação. E a Bíblia diz que “Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom”. Isto é, o trabalho tem intrinsecamente uma bondade e cria a harmonia das coisas – beleza, bondade – e envolve o homem em tudo: no seu pensamento, no seu agir, tudo. O homem é envolvido no trabalhar. É a primeira vocação do homem: trabalhar. E isso dá dignidade ao homem. A dignidade que o faz semelhante a Deus. A dignidade do trabalho.

Missa dedicada a São José operário/ Foto: Vatican Media

Uma vez, numa Caritas, um funcionário da Caritas disse a um homem que não tinha trabalho e ia à Caritas buscar alguma coisa para a família: “O senhor pode ao menos levar o pão para casa” – “Mas isso não me basta, não é suficiente”, foi a resposta: “Eu quero ganhar o pão para levá-lo para casa”. Faltava-lhe a dignidade, a dignidade de ser ele a “fazer” o pão, com o seu trabalho, e levá-lo para casa. A dignidade do trabalho, que é tão espezinhada, infelizmente. Na história lemos as brutalidades que faziam com os escravos: levavam-no da África para a América – penso naquela história que diz respeito à minha terra – e nós dizemos “quanta barbárie”… Mas também hoje há muitos escravos, muitos homens e mulheres que não são livres para trabalhar: são obrigados a trabalhar, para sobreviver, nada mais. São escravos: os trabalhos forçados… são trabalhos forçados, injustos, mal pagos e que levam o homem a viver com a dignidade espezinhada. São muitos, muitos no mundo. Alguns meses atrás lemos nos jornais, naquele país da Ásia, como um senhor tinha matado a pauladas um funcionário seu que ganhava menos de meio dólar por dia, por uma coisa que tinha saído mal feita por este. A escravidão de hoje é a nossa “indignidade”, porque tolhe a dignidade ao homem, à mulher, a todos nós. “Não, eu trabalho, tenho minha dignidade”: sim, mas seus irmãos, não. “Sim, padre, é verdade, mas isto, como está tão distante, tenho dificuldade de entender. Mas aqui onde estamos…”: também aqui, entre nós. Aqui, entre nós. Pense nos trabalhadores, os diaristas, que você faz trabalhar por uma retribuição mínima e não oito, mas doze, quatorze horas por dia: isso acontece hoje, aqui. No mundo inteiro, mas também aqui. Pense na doméstica que não tem justa retribuição, que não tem assistência social de segurança, que não tem capacidade de aposentadoria: isso não acontece somente na Ásia. Aqui.

Toda injustiça que se faz a uma pessoa que trabalha é espezinhar a dignidade humana, inclusive a dignidade de quem faz a injustiça: abaixa-se o nível e se acaba naquela tensão de ditador-escravo. Ao invés, a vocação que Deus nos dá é muito bonita: criar, re-criar. Trabalhar. Mas isso pode ser feito quando as condições são justas e se respeita a dignidade da pessoa.

Hoje nos unimos a muitos homens e mulheres, crentes e não-crentes, que comemoram hoje o dia do Trabalhador, o Dia do Trabalho, por aqueles que lutam para ter uma justiça no trabalho, por eles – bons empresários – que levam o trabalho adiante com justiça, mesmo se têm perdas.

Dois meses atrás ouvi por telefone um empresário, aqui, na Itália, que me pedia para rezar por ele porque não queria demitir ninguém e disse assim: “Porque demitir um deles é me demitir”. Essa consciência de muitos bons empresários, que protegem os trabalhadores como se fossem filhos. Rezemos também por eles. E peçamos a São José – com este ícone tão bonito com os instrumentos de trabalho em mãos – que nos ajude a lutar pela dignidade do trabalho, a fim de que haja trabalho para todos e que seja trabalho digno. Não trabalho de escravo. Essa seja a oração hoje.

Final da celebração

Adoração e benção eucarística desta sexta-feira, 1º de maio/ Foto: Vatican Media

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa: “Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no seu nada na Vossa santa presença. Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor, a inefável Eucaristia. Desejo receber-vos na pobre morada que meu coração vos oferece; à espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Amo-vos. Assim seja”.

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal: “Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia! Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia! Ressuscitou como disse. Aleluia! Rogai por nós a Deus. Aleluia! D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia! C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!”.

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Casa Abrigo completou 23 anos de atuação em Votuporanga

No último dia 22 de abril, a Casa Abrigo Irmãos de Emaús completou 23 anos de fundação. A  entidade é uma Associação Civil Filantrópica, sem fins lucrativos e em conformidade com a finalidade do seu Estatuto Social na execução de seus serviços, objetivando o atendimento a jovens, adultos, pessoas em migração e situação de rua com dependência indevida do uso de bebida alcoólica.

A Comunidade Assistencial Irmãos de Emaús (Casa Abrigo) foi fundada em 22 de abril de 1997, por membros da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga, liderados pelo Padre Edemur José Alves (In-memória), com sede própria neste município. Atualmente a entidade é presidida pelo paroquiano Sérgio Raimundo de Carvalho.

A Casa Abrigo é uma obra social da Catedral Nossa Senhora Aparecida, que designa uma porcentagem do Dízimo paroquial, além da participação de muitos paroquianos que partilham espiritualidade junto aos usuários da entidade por meio de orações, encontros, reuniões, bem como a assistência do Diretor Espiritual Padre Gilmar Margotto, além do incentivo e veemência no desenvolvimento das atividades da Casa Abrigo, assim como conta com a ajuda de fieis através de doações e trabalhos voluntários.

A entidade dispõe de 40 leitos assim distribuídos: 30 vagas para acolhimento a homens por tempo indeterminado com sistema de abrigamento e 10 vagas como Casa de passagem, sendo 07 vagas disponíveis ao público migratório para pernoite e 03 vagas à mulheres por curta temporada.

Aqueles que permanecem na Casa Abrigo prestam atividades laborterápicas em horticultura, participação de suma importância destes usuários, visto que é a forma direta de contribuir com a manutenção da Entidade por meio de comercialização, além do consumo próprio. Eles também contribuem com tarefas auxiliares em jardinagem, limpeza e cozinha.

 

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Covid-19: Papa Francisco telefona para o Arcebispo de Manaus

Na tarde de sábado (25/04), o Papa Francisco telefonou para o Arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner, manifestando a sua solidariedade e proximidade às vítimas do novo coronavírus. A informação foi divulgada pelo site do Arcebispado.

De acordo com a nota, o Pontífice pediu informações sobre a situação e manifestou sua preocupação com os povos indígenas, os ribeirinhos e os pobres.

Ao saber das ações de solidariedade, Francisco agradeceu o que fiéis, grupos, pastorais, religiosos/as e os padres da Arquidiocese têm feito para amenizar o sofrimento das pessoas. O Papa garantiu suas orações pelos falecidos e suas famílias.

Por sua vez, o arcebispo agradeceu as palavras de conforto e consolo, apresentando ao Papa o que a Arquidiocese tem feito no cuidado dos irmãos que vivem nas ruas, na distribuição de cestas básicas, na atenção às pessoas que sofrem e no atendimento aos migrantes. Dom Leonardo mencionou ainda as chuvas que caíram sobre a cidade no último sábado e provocaram ainda mais sofrimento nas periferias.

“O Papa, no final, agradeceu mais uma vez e afirmou que reza por todos nós e que enviava uma bênção especial para a Amazônia. Somos profundamente agradecidos ao Papa Francisco pelo seu gesto paterno-eclesial”, disse o Arcebispo.

Valas comuns

Segundo os dados mais recentes, do dia 25, 

O Amazonas já registra mais de 3,6 mil casos confirmados da doença e os mortos são mais de 280. Com a carência de estrutura, as vítimas do Covid-19 no cemitério Nossa Senhora da Aparecida começaram a ser enterradas em valas comuns.

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Intensificar a reza do Terço em maio: Papa propõe duas orações

Duas orações a serem rezadas no final do Terço em maio: esta é a proposta do Papa Francisco a todos os fiéis com a chegada do mês mariano.

É tradição, escreve o Pontífice, rezar o Terço em casa, em família, no mês de maio. “Uma dimensão que as restrições da pandemia nos obrigaram’ a valorizar, inclusive do ponto de vista espiritual.”

 

A simplicidade

Por isso, Francisco propõe a todos redescobrir no mês de maio a beleza de rezar o Terço em casa: juntos ou sozinhos, o importante é levar em consideração “um segredo”: a simplicidade.

O Papa recorda que é fácil encontrar, inclusive na internet, bons esquemas de oração a seguir, mas oferece dois textos que ele mesmo rezará ao final do Terço, espiritualmente unido a nós.

“Queridos irmãos e irmãs, contemplar juntos a face de Cristo com o coração de Maria, nossa Mãe, nos tornará ainda mais unidos como família espiritual e nos ajudará a superar esta provação. Eu rezarei por vocês, especialmente pelos mais sofredores, e vocês, por favor, rezem por mim. Eu lhes agradeço e os abençoo de coração.”

Eis as orações propostas pelo Santo Padre:

ORAÇÃO A MARIA (I)

Ó Maria,
Vós sempre resplandeceis sobre o nosso caminho
como um sinal de salvação e de esperança.
Confiamo-nos a Vós, Saúde dos Enfermos,
que permanecestes, junto da cruz, associada ao sofrimento de Jesus,
mantendo firme a vossa fé.
Vós, Salvação do Povo Romano,
sabeis do que precisamos
e temos a certeza de que no-lo providenciareis
para que, como em Caná da Galileia,
possa voltar a alegria e a festa
depois desta provação.
Ajudai-nos, Mãe do Divino Amor,
a conformar-nos com a vontade do Pai
e a fazer aquilo que nos disser Jesus,
que assumiu sobre Si as nossas enfermidades
e carregou as nossas dores
para nos levar, através da cruz,
à alegria da ressurreição. Amen.
À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus;
não desprezeis as nossas súplicas na hora da prova
mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

 

ORAÇÃO A MARIA (II)

«À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus».

Na dramática situação atual, carregada de sofrimentos e angústias que oprimem o mundo inteiro, recorremos a Vós, Mãe de Deus e nossa Mãe, refugiando-nos sob a vossa proteção.

Ó Virgem Maria, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos nesta pandemia do coronavírus e confortai a quantos se sentem perdidos e choram pelos seus familiares mortos e, por vezes, sepultados duma maneira que fere a alma. Sustentai aqueles que estão angustiados por pessoas enfermas de quem não se podem aproximar, para impedir o contágio. Infundi confiança em quem vive ansioso com o futuro incerto e as consequências sobre a economia e o trabalho.

Mãe de Deus e nossa Mãe, alcançai-nos de Deus, Pai de misericórdia, que esta dura prova termine e volte um horizonte de esperança e paz. Como em Caná, intervinde junto do vosso Divino Filho, pedindo-Lhe que conforte as famílias dos doentes e das vítimas e abra o seu coração à confiança.

Protegei os médicos, os enfermeiros, os agentes de saúde, os voluntários que, neste período de emergência, estão na vanguarda arriscando a própria vida para salvar outras vidas. Acompanhai a sua fadiga heroica e dai-lhes força, bondade e saúde.

Permanecei junto daqueles que assistem noite e dia os doentes, e dos sacerdotes que procuram ajudar e apoiar a todos, com solicitude pastoral e dedicação evangélica.

Virgem Santa, iluminai as mentes dos homens e mulheres de ciência, a fim de encontrarem as soluções justas para vencer este vírus.

Assisti os Responsáveis das nações, para que atuem com sabedoria, solicitude e generosidade, socorrendo aqueles que não têm o necessário para viver, programando soluções sociais e económicas com clarividência e espírito de solidariedade.

Maria Santíssima tocai as consciências para que as somas enormes usadas para aumentar e aperfeiçoar os armamentos sejam, antes, destinadas a promover estudos adequados para prevenir catástrofes do género no futuro.

Mãe amadíssima, fazei crescer no mundo o sentido de pertença a uma única grande família, na certeza do vínculo que une a todos, para acudirmos, com espírito fraterno e solidário, a tanta pobreza e inúmeras situações de miséria. Encorajai a firmeza na fé, a perseverança no serviço, a constância na oração.

Ó Maria, Consoladora dos aflitos, abraçai todos os vossos filhos atribulados e alcançai-nos a graça que Deus intervenha com a sua mão omnipotente para nos libertar desta terrível epidemia, de modo que a vida possa retomar com serenidade o seu curso normal.

Confiamo-nos a Vós, que resplandeceis sobre o nosso caminho como sinal de salvação e de esperança, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Amen.

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520 anos da celebração da 1ª Missa no Brasil

Há 520 anos, no dia 26 de abril de 1500 – domingo da oitava de Páscoa –, era celebrada a primeira Missa daquele que viria a ser o país com o maior número de católicos batizados no mundo, o Brasil.

A Santa Missa foi presidida por Frei Henrique de Coimbra e concelebrada por outros sacerdotes em Santa Cruz Cabrália, litoral sul da Bahia, sobre o ilhéu da Coroa Vermelha.

Em sua carta ao rei Dom Manuel, o escrivão Pero Vaz de Caminha descreveu a celebração feita em um “altar mui bem arranjado” e que, segundo observou, “foi ouvida por todos com muito prazer e devoção”.

Os portugueses chegaram ao Brasil em 22 de abril de 1500, nas 13 caravelas lideradas por Pedro Alvares Cabral, o qual, avistando do mar um monte, chamou-o de Monte Pascoal, por ser oitava de Páscoa. Àquela terra, inicialmente, colocou o nome Terra de Vera Cruz.

Após desembarcarem em terra firme e terem os primeiros contatos com os índios, seguiram a bordo de suas caravelas para um lugar mais protegido, parando na praia da Coroa Vermelha. Foi neste local que celebraram a Santa Missa.

Terminada a celebração, conforme relata Pero Vaz de Caminha, o sacerdote subiu em uma cadeira alta e “pregou uma solene e proveitosa pregação, da história evangélica; e no fim tratou da nossa vida, e do achamento desta terra, referindo-se à Cruz, sob cuja obediência viemos, que veio muito a propósito, e fez muita devoção”.

Conforme indicam os relatos, o escrivão Caminha acreditava que a conversão dos índios seria fácil, pois demonstraram respeito quanto à religião. Neste sentido, pediu ao rei que enviasse logo clérigos para batizá-los.

A representação mais famosa da celebração é o quadro “A Primeira Missa no Brasil“, feito em 1861 pelo pintor catarinense Victor Meirelles de Lima.

Após esta, a segunda Missa foi celebrada no dia 1º de maio, na foz do rio Mutarí. Os anos se passaram e, hoje, o Brasil é o país com o maior número de católicos batizados no mundo.

Segundo o Anuário Pontifício 2018 e o Anuário Estatístico da Igreja 2016, no Brasil vivem 173,6 milhões de católicos, o que representa 13,3% de fiéis do mundo e 27,5% da América do Sul..

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Por que rezamos o Regina Coeli e não o Ângelus no tempo Pascal?

Durante o tempo pascal, a Igreja Universal se une em alegria por meio da oração do Regina Coeli ou Rainha do Céu, junto à Mãe de Deus, pela ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, acontecimento que marca o maior mistério da fé católica.

A oração da antífona do Regina Coeli foi estabelecida pelo Papa Bento XIV em 1742 e substitui durante o tempo pascal, da celebração da ressurreição até o dia de Pentecostes, a oração do Ângelus cuja meditação central é o mistério da Encarnação.

Assim como o Ângelus, o Regina Coeli é rezado três vezes ao dia: ao amanhecer, ao meio dia e ao entardecer como uma forma de consagrar o dia a Deus e à Virgem Maria.

Não se conhece o autor desta composição litúrgica que remonta ao século XII e era repetido pelos Frades Menores Franciscanos depois das completas na primeira metade do século seguinte popularizando-a e difundindo-a por todo mundo cristão.

A oração:

V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia!

R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!

V. Ressuscitou como disse, Aleluia!

R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!

V. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, Aleluia!

R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!

Oremos:

Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém. (Três vezes).

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Papa Francisco reza pelos profissionais que realizam serviços funerários

Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã deste sábado, 25, dia em que a Igreja celebra a festa de São Marcos evangelista. Na introdução, dirigiu seu pensamento aos que neste período realizam os serviços funerários.

Hoje, rezemos juntos pelas pessoas que realizam serviços funerários. É muito doloroso, muito triste o trabalho que realizam, e sentem muito de perto a dor provocada por esta pandemia. Rezemos por elas.

Na homilia, o Papa comentou o Evangelho do dia (Mc 16,15-20) em que Jesus ressuscitado aparece aos discípulos exortando-os a ir pelo mundo inteiro anunciar o Evangelho a toda criatura e anuncia os sinais que acompanharão aqueles que creem: em seu nome “expulsarão demônios, falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”. Após essas palavras, Jesus sobe ao céu para sentar-se à direita de Deus. A fé — disse o Papa —, ou é missionária ou não é fé. A fé não é uma coisa somente para mim, para que eu cresça com a fé: essa é uma heresia gnóstica. A fé é levada com o testemunho de vida, sobretudo. Por vezes, falta a convicção da fé, que não é somente um dado da carteira de identidade. Quem tem fé deve sair de si mesmo e mostrar “socialmente” a fé. Isso não significa fazer proselitismo, é testemunhar a fé com o serviço, é viver como cristãos. Antes de dizer alguma coisa de cristão é preciso viver a fé concretamente. Não se transmite a fé para convencer, mas para oferecer um tesouro. Como diz a Primeira Carta de Pedro (1 Pd 5,5b-14), se leva a fé com humildade. Na transmissão da fé está sempre o Senhor, na transmissão das ideologias estão os “mestres”. Que o Senhor nos ajude a viver uma fé de portas abertas, transparente — foi a oração conclusiva do Papa —, que leva a salvação aos outros.

A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

Hoje, a Igreja celebra São Marcos, um dos quatro evangelistas, muito próximo do apóstolo Pedro. O Evangelho de Marcos foi o primeiro a ser escrito. É simples, um estilo simples, muito próximo. Se hoje tiverem um pouco de tempo, tomem-no em mãos e leiam-no. Não é longo, é agradável ler a simplicidade com a qual Marcos narra a vida do Senhor.

E no Evangelho – que é o final do Evangelho de Marcos, isso que lemos agora – encontra-se o envio do Senhor. O Senhor revelou-se como salvador, como o Filho único de Deus; revelou-se a todo Israel e ao povo, especialmente com mais detalhes aos apóstolos, aos discípulos. Esta é a despedida do Senhor: o Senhor vai embora, parte e “foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus”. Mas antes de partir, quando apareceu aos Onze, lhes disse: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura”. Há a missionariedade da fé. A fé, ou é missionária ou não é fé. A fé não é uma coisa somente para mim, para que eu cresça com a fé: essa é uma heresia gnóstica. A fé sempre leva você a sair de si. Sair. A transmissão da fé: a fé deve ser transmitida, deve ser oferecida, sobretudo com o testemunho: “Ide, que as pessoas vejam como viveis”.

Alguém me dizia, um padre europeu, de uma cidade europeia: “Há muita incredulidade, muito agnosticismo em nossas cidades, porque os cristãos não têm fé. Se tivessem, certamente a ofereceriam às pessoas”. Falta a missionariedade. Porque na raiz falta a convicção: “Sim, eu sou cristão, sou católico, mas…” Como se fosse uma atitude social. Na carta de identidade você se chama assim, assim, e “sou cristão”. É um dado da carta de identidade. Isso não é fé. Isso é uma coisa cultural. A fé necessariamente leva você para fora, leva você a dá-la, porque a fé deve ser essencialmente transmitida. Não é quieta. “Ah, o senhor quer dizer, padre, que todos devemos ser missionários e ir aos países distantes?” Não, essa é uma parte da missionariedade. Isso significa que se você tem fé necessariamente deve sair de si, você deve sair de si, e mostrar socialmente a fé. A fé social, é para todos: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura”. E isso não significa fazer proselitismo, como se eu fosse um time de futebol que faz proselitismo ou fosse uma sociedade de beneficência. Não, a fé é “nada de proselitismo”. É mostrar a revelação, para que o Espírito Santo possa agir nas pessoas com o testemunho, e como testemunha com serviço. O serviço é um modo de viver: se eu digo que sou cristão e vivo como um pagão, não está bem! Isso não convence ninguém. Se eu digo que sou cristão e vivo como cristão, isso atrai. É o testemunho.

Uma vez, na Polônia, um estudante universitário me perguntou: “Tenho muitos colegas ateus na universidade. O que devo dizer a eles para convencê-los?” – “Nada, querido, nada! A última coisa que você deve fazer é dizer algo. Comece a viver (sua fé) e eles, vendo seu testemunho, lhe perguntarão: ‘Por que você vive assim?’”. A fé deve ser transmitida, mas não para convencer, (e sim) para oferecer um tesouro. “Está ali, veem? E essa é também a humildade da qual falava São Pedro na Primeira Leitura: “Caríssimos, revesti-vos todos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes”. Quantas vezes na Igreja, na história, nasceram movimentos, grupos, de homens ou mulheres que queriam convencer sobre a fé, converter… Verdadeiros “prosélitos”. E como acabaram? Na corrupção.

Essa passagem do Evangelho é muito tenra. Mas onde está a segurança? Como posso estar seguro de que saindo de mim serei fecundo na transmissão da fé? “Anunciai o Evangelho a toda criatura”, fareis maravilhas. E o Senhor estará conosco até o fim do mundo. Acompanha-nos.

Na transmissão da fé o Senhor está sempre conosco. Na transmissão da ideologia estarão os mestres. Mas quando eu tenho uma atitude de fé que deve ser transmitida, aí está o Senhor que me acompanha. Jamais estou sozinho na transmissão da fé. É o Senhor comigo que transmite a fé. Ele prometeu isso: “Eu estarei convosco todos os dias até o fim do mundo”.

Peçamos ao Senhor que nos ajude a viver a nossa fé desse modo: a fé de portas abertas, uma fé transparente, não “proselitista”, mas que mostre: “Mas eu sou assim”. E com essa sadia curiosidade, ajude as pessoas a receber essa mensagem que as salvará.

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa:

Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no seu nada na Vossa santa presença. Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor, a inefável Eucaristia. Desejo receber-vos na pobre morada que meu coração vos oferece; à espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Amo-vos. Assim seja.

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal:

Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

Ressuscitou como disse. Aleluia!

Rogai por nós a Deus. Aleluia!

D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!

C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!

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Votos contra o aborto atingem maioria no STF

Neste sábado, 25, mais um passo foi dado na luta contra o aborto. A votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade- ADI 5581, que teve início no STF na manhã desta sexta-feira, 24, alcançou o sexto voto contra o aborto em caso de zika vírus. O voto foi dado pela Ministra Rosa Weber, de forma online, na noite deste sábado, atingindo a maioria.

Ontem, a relatora da ADI 5581, ministra Carmem Lúcia, declarou seu voto contrário à ação. “Julgo prejudicada a ação direta de inconstitucionalidade e não conheço da arguição de descumprimento de preceito fundamental”. Os ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes acompanharam ainda no primeiro dia da votação, o voto da relatora.

Os ministros do Supremo Tribunal podem se manifestar até o dia 30 de abril, mas os votos até agora já são a maioria. 

 

Defesa da Vida

A decisão do STF de voltar à pauta do tema motivou o posicionamento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que lançou, na última sexta-feira, 19, em sintonia com segmentos e instituições, uma nota oficial convocando os católicos a defenderem a vida e se posicionarem contra o aborto. A entidade se dirigiu, publicamente, como o fez em carta pessoal, aos ministros do STF para compartilhar, ponderar argumentações e considerar, seriamente, o dever de todos em valorizar o dom inviolável da vida.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, Dom Ricardo Hoepers, também se manifestou e reiterou que a vida é sagrada e inviolável. “Nenhum ser humano é incompatível com a vida nem pela sua idade, saúde ou qualidades existenciais. Quando se anuncia um bebê no ventre de uma mãe, é uma dádiva. A vida é dom de Deus e nós temos um compromisso com essa vida”.

 

 

 

 

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Papa no Regina Caeli: não há noite que não se possa enfrentar com Jesus

O Papa conduziu ao meio-dia deste III Domingo da Páscoa, 26, da Biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano, o Regina Caeli, que substitui o Angelus durante o período pascal. Na alocução que precedeu a oração mariana, Francisco ateve-se ao Evangelho deste domingo (Lc 24,13-35) que, ambientado no dia de Páscoa, conta o famoso episódio dos dois discípulos de Emaús. “É uma história que começa e termina em caminho”, observou o Santo Padre.

Comentando esta página do Evangelho, explicou que se tem uma viagem de ida dos discípulos que, tristes pelo desfecho da vida de Jesus, deixam Jerusalém e voltam para casa, em Emaús, caminhando por cerca de onze quilômetros.

Duas viagens dos discípulos de Emaús

Trata-se de uma viagem que se dá de dia, com boa parte do caminho em descida. E se tem a viagem de retorno: outros onze quilômetros, mas feitos ao cair da tarde, com parte do caminho em subida após a fadiga do percurso de ida.

Duas viagens, acrescentou Francisco: uma fácil de dia, e outra cansativa de noite. No entanto, observou, a primeira se dá na tristeza, a segunda na alegria. “Na primeira se tem o Senhor que caminha ao lado deles, mas não o reconhecem; na segunda não mais o veem, mas sentem sua proximidade. Na primeira encontram-se desanimados e sem esperança; na segunda correm para levar aos outros a bela notícia do encontro com Jesus Ressuscitado.”

Colocar em primeiro lugar Jesus e os irmãos

“Os dois diferentes caminhos daqueles primeiros discípulos dizem a nós, discípulos de Jesus hoje, que na vida temos diante de nós duas direções opostas: tem-se o caminho de quem, como aqueles dois na ida, se deixa paralisar pelas desilusões da vida e segue adiante triste; e se tem o caminho de quem não coloca em primeiro lugar a si mesmo e seus problemas, mas Jesus que nos visita, e os irmãos que esperam a sua visita.”

Eis a reviravolta, indicou o Papa: “deixar de orbitar em torno do próprio eu, das desilusões do passado, dos ideias não realizadas, e seguir adiante olhando para a realidade maior e verdadeira da vida: Jesus vive e me ama”.

Passar do “se” ao “sim”

A inversão de marcha é esta, continuou: passar dos pensamentos sobre meu eu à realidade do meu Deus; passar – com outro jogo da palavras – do “se” ao “sim”. Do se: “se tivesse sido Ele a libertar-nos, se Deus tivesse me escutado, se a vida caminhasse com eu queria, se tivesse isso e aquilo…”

Esses são os nossos “se”, parecidos com os dos dois discípulos. Os quais porém passam ao sim: “sim, o Senhor vive, caminha conosco. Sim, agora, não amanhã, coloquemo-nos em caminho para anunciá-lo”.

Da lamentação à alegria e a paz

“Sim, eu posso fazer isto para que as pessoas sejam mais felizes, para que as pessoas melhorem, para ajudar muitas pessoas. Sim, sim, posso.” Do se ao sim, da lamentação à alegria e à paz, porque quando nos lamentamos, não estamos na alegria; estamos naquele ar de tristeza. E isso não ajuda nem nos faz crescer bem. Do se ao sim, da lamentação à alegria do serviço, acrescentou.

Como se deu essa mudança, do eu a Deus, dos “se” ao “sim”? – perguntou Francisco. Encontrando Jesus: os dois de Emaús primeiro lhe abrem seus corações; depois o escutam explicar as Escrituras; depois, convidam-no a casa.“São três passagens que também nós podemos fazer em nossas casas: primeiro, abrir o coração a Jesus, confiar-lhe os pesos, as fadigas, as desilusões da vida; segundo, ouvir Jesus, tomar o Evangelho em mãos, ler hoje mesmo esta passagem, no capítulo vinte e quatro do Evangelho de Lucas; terceiro, pedir a Jesus, com as mesmas palavras daqueles discípulos: ‘Fica conosco, Senhor’ (v. 29): com todos nós, porque precisamos de Ti para encontrar o caminho.”

Na vida estamos sempre em caminho

Francisco concluiu a alocução antes da oração mariana ressaltando que na vida estamos sempre em caminho. E nos tornamos aquilo rumo ao qual caminhamos. “Escolhamos o caminho de Deus, não o caminho do eu; o caminho do ‘sim’, não o dos ‘se’. Descobriremos que não há imprevisto, não há subida, não há noite que não se possa enfrentar com Jesus.” “Que Nossa Senhora, Mãe do caminho, que acolhendo a Palavra de Deus fez de toda sua vida um ‘sim’ a Deus, nos indique o caminho”, foi o pedido do Santo Padre à Virgem Maria.

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