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Orientações para uma boa Confissão

“Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores da sua Igreja, antes de mais para aqueles que, depois do Batismo, caíram em pecado grave e assim perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial.” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1446)

  1. ORIENTAÇÕES GERAIS
  2. O sacramento da Reconciliação é designado também por outras expressões:

Sacramento da Penitência, da Confissão, do Perdão, da Conversão, da Alegria.

  1. Quem busca o sacramento da Reconciliação, deve, antes de tudo:
  • Reconhecer que tem pecados; saber que o pecado é ofensa a Deus e ruptura contra o próximo.
  • Acolher e experimentar a imensa misericórdia de Deus para com os pecadores.
  • Arrepender-se pelas faltas cometidas e ter a firme vontade de não repetir os erros.
  • Fazer o exame de consciência, ou seja, verificar quais pecados cometeu, para saber contar ao padre na hora da confissão.
  • Ter fé no sacramento da Reconciliação, isto é, acreditar que, de fato, esse sacramento perdoa os pecados e restabelece a comunhão do penitente com Deus e com os irmãos e irmãs.
  1. Confessar não é:
  • Contar ao padre as coisas boas que fez. Isso é exaltar a própria verdade. É de mau gosto: não pega bem nem fora da confissão.
  • Relatar os pecados dos outros. Isso cai no campo da maledicência ou fofoca.
  • Desabafar as próprias queixas, descarregando nos ouvidos do confessor um monte de angustias e tristezas. Para isso convém marcar outro horário com o padre, ou buscar a ajuda com outro profissional, como o psicólogo.
  • Dizer ao confessor: “Padre, não tenho pecado!” se não tem pecado, está dispensado da confissão. Jesus diria: “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra” (cf. Jo 8,7)
  1. EXAME DE CONCIÊNCIA

                Cada penitente conhece as faltas que cometeu, sem necessidade de investigação minuciosa para descobri-las. Mais importante do que fazer uma lista de pecados é arrepender-se pelos erros praticados e o sincero desejo de começar um projeto novo de vida. O que vale, acima de tudo, é o sentimento de amor a Deus: “senhor, eu vos amo de todo coração!”. São Pedro, na 1ª Carta, nos recorda: “Conservem entre vocês um grande amor, porque o amor cobre a multidão de pecados” (1 Pd 4,8)

Ao fazer o exame de consciência, seja sincero (a) com você mesmo (a). Para isso peça ao Espírito Santo:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. E renovareis a face da terra. Espírito Santo, fazei apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, senhor nosso. Amém.

Em seguida, reflita sobre os seguintes pontos:

  • Eu me aproximo do sacramento da Reconciliação com desejo sincero de conversão, renovação de vida e amizade mais profunda com Deus e com o próximo?
  • Tenho esquecido ou omitido, de propósito, algum pecado grave, em minhas confissões anteriores?
  • Tenho me esforçado para pôr em prática os compromissos assumidos?

O formulário que propomos, a seguir, visa principalmente ao mundo dos jovens e adultos. Mesmo assim, mesmo assim serve apenas como orientação. No caso das crianças, tenha-se muito cuidado ao lhes apresentar qualquer tipo de roteiro. Para não acontecer que crianças confessem pecados que só adultos podem cometer.

  1. Meu relacionamento com Deus

                Que lugar Deus ocupa em minha vida? Deus é importante para mim, ou faço dele um pronto-socorro que só me serve nos momentos difíceis? Tenho me preocupado em adquirir a instrução cristã, ouvindo a palavra, participando das celebrações? Participo da vida da comunidade? Ou prefiro viver individualmente a minha fé, sem compromisso com ninguém? Preocupo-me com minha vida espiritual, ou apenas me interesso por moda, dinheiro, festas, sexo, prazer? Tenho ofendido a Deus com blasfêmias e juramentos falsos? Tenho faltado com respeito a Deus e aos santos?

  1. Meu relacionamento comigo mesmo

                Considero minha vida como um precioso dom de Deus? Tenho cuidado com minha saúde e com a saúde e a vida dos outras? Ponho a serviço da família e da comunidade as qualidades que percebi de Deus? Tenho cuidado e respeito com meu corpo, sabendo que Deus está presente nele? Tenho manchado minha mente com pensamentos ou desejos impuros?Tenho escandalizado os outros com minhas palavras e ações?

  1. Meu relacionamento com os outros

                Tenho me relacionado bem com a família? Tenho prejudicado os outros com ofensas e calúnias? Tenho desprezado o próximo, sobretudo os pobres, os doentes, os idosos, as pessoas de outras raças? Tenho aconselhado ou praticado o aborto? Sou honesto (a) nos negócios? Tenho roubado, prejudicado o próximo ou cobiçado seus bens? Guardo ódio de alguém? Estou de mal com alguma pessoa?

  1. Meu relacionamento com as pessoas

                Deixo-me escravizar pelos bens que possuo: casa, carro, dinheiro, emprego, posição social? Tenho respeito e cuidado com os bens públicos: jardins, parques, iluminação, água, orelhões? Tenho cuidado para não poluir o ar, a água, enfim, a natureza? Sei controlar-me na comida e na bebida, de modo a não prejudicar a mim mesmo e aos outros? Tenho algum envolvimento com drogas? Tenho dedicado pouco tempo a família e muito tempo a televisão, a internet?

  1. ATO DE CONTRIÇÃO

Convidado pelo sacerdote, o penitente pode manifestar seu arrependimento de maneira espontânea.

Confesso à Deus   Todo Poderoso e a vós irmão e irmãs que pequei Muitas vezes por pensamentos, palavras, atos e omissões por minha culpa, tão grandeculpa.vE peço a Virgem Maria, aos Anjos e Santos. E a vós irmão e irmãs que rogueis por mim a Deus nosso Senhor.

Amém

  1. NA HORA DA CONFISSÃO
  2. a) Acolhida ao penitente

                O sacerdote o penitente com amor fraterno e, se for o caso, o saudará cordialmente. Em seguida, o penitente faz o sinal-da-cruz, dizendo: Em nome do pai e do Filho e do espírito Santo. Amém. Depois, o sacerdote,com uma breve fórmula, encoraja o penitente a ter total confiança em Deus. É bom que o penitente, se não for conhecido do confessor, diga se é solteiro, casado, sacerdote, consagrado pelos votos religiosos.

  1. b) Confissão dos pecados

                 Em seguida, com simplicidade, o penitente confessa seus pecados. O sacerdote, ouvida a confissão, pode dar-lhe alguma orientação ou conselho. Se o penitente causou danos ou escândalo a alguém, será exortado a repará-los devidamente. A seguir, rezar o ato de contrição.

  1. c) Aceitação da satisfação

                O confessor, com base na natureza das faltas confessadas, lhe dá uma penitência, chamada também de satisfação. A satisfação consistirá em orações, mortificação e, sobretudo, na ajuda ao próximo e em obras de misericórdia, que põem em evidencia o aspecto social do pecado e do perdão.

  1. d) Absolvição sacerdotal

                O sacerdote estende as mãos, ao menos a direta, sobe a cabeça do penitente e pronúncia a fórmula de absolvição dos pecados. A seguir, o sacerdote o despede com a paz de Cristo. É bom que o penitente agradeça ao confessor o perdão recebido. É também conveniente que permaneça um pouco mais na igreja, a fim de manifestar gratidão ao Deus de amor e perdão.

  1. A FÓRMULA DA ABSOLVIÇÃO

                A fórmula de absolvição mostra que a reconciliação do penitente procede da misericórdia do Pai; indica perfeita ligação entre a reconciliação e o mistério pascal de Cristo; exalta a ação do Espírito Santo no perdão dos pecados, e finalmente, evidencia o aspecto eclesial do sacramento, uma vez que a reconciliação com Deus é solicitada e concedida pelo ministério da igreja.

                Quando o penitente tem as condições para receber a absolvição, o sacerdote lhe impõe as mãos (ao menos a direita) sobre a cabeça e, em nome da Trindade e da Igreja, pronuncia as seguintes palavras:

                “Deus, pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição de seu filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da igreja, o perdão e a paz. EU TE ABSOLVO DOS TEUS PECADOS, EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPIRITO SANTO”.

                O penitente responde: Amém.

  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS
  2. Quem perdoa os pecados?

R: “Só Deus tem poder para isso” (cf. Mc 2,7). Por ser o filho de Deus, Jesus diz de si mesmo: “O Filho do Homem tem na terra poder de perdoar pecados” (cf. Mc 2,10). A igreja recebeu a missão e o poder de perdoar os pecados, porque foi o próprio Jesus que lhe conferiu: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes serão retidos” (Jo 20, 22-23).

  1. Então, quem é o ministro desse sacramento?

R: São os bispos e os padres que tem, em virtudes do sacramento da Ordem, o poder de perdoar todos os pecados “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

  1. Pode-se confessar diretamente com Deus?

R: O perdão, de fato, vem de Deus. Entretanto, o pecado é um ato social. Mesmo que seja praticado e conhecido somente por quem o praticou, ele tem conseqüências sociais, isto é, prejudica toda a comunidade humana. Por isso, Jesus confiou a igreja também a administração desse sacramento. Ora, sacramento é sinal sensível da graça. O padre, por mandato de Jesus, é o representante da comunidade. Cabe a ele acolher o penitente e , em nome da Trindade e da Igreja, perdoa-lhes os pecados.

  1. Quando devemos confessar?

R: A Igreja ensina que os pecados graves devem ser confessados pelo menos uma vez no ano, e sempre antes de receber a comunhão. Entretanto, convém pensar o seguinte: Quando ofendo um amigo, fico inquieto até me reconciliar com ele. Por quê? Porque não quero perder a amizade, nem ficar afastado de sua companhia e de sua afeição. Então, o quanto antes lhe peço que me perdoe. Porque me privar da amizade de Deus por muito tempo?

  1. TEXTOS BÍBLICOS PARA MEDITAÇÃO
  • “Misericórdia e piedade é o senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura” (Sl 145,8-9)
  • “Tu és o Deus que perdoa, cheio de piedade e compaixão, lento para a cólera e cheio de amor” (Ne 9,17)
  • “Deus amou de tal forma o mundo, que entregou seu Filho único, para que todo que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus enviou o seu Filho ou mundo, não para condenar o mundo, e sim para que o mundo seja salvo por meio dele” (Jo 3,16-17)
  • “A bondade e o amor de Deus, nosso salvador, se manifestaram. Ele nos salvou, não por causa dos atos justos que tivéssemos praticado, mas porque fomos lavados por sua misericórdia através do poder regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt 3,4-5)

Elaborado, segundo os textos oficiais da igreja, por Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (fonte PSSOlinda/CE 

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Mutirão de Confissões em Votuporanga terá início no dia 26/03

Começa na próxima terça-feira (26/3), em Votuporanga, o período para que católicos realizem as confissões. Os atendimentos serão realizados por todos os padres de Votuporanga e região, começando pela Paróquia São Bento.

As confissões seguirão um calendário já determinado pela Diocese de Votuporanga e serão realizadas a partir das 19h30, com exceção do dia 10 de abril, quando poderão ser realizadas nos períodos da tarde e da noite na Catedral Nossa Senhora Aparecida.

Confissão

Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Jesus, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receberem a graça santificante.

"Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23).

Também é chamado de sacramento da Reconciliação. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc.

O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

Veja abaixo a escala das Confissões na região de Votuporanga: 

Dia 26/3 – 19h30 – Paroquia São Bento;
Dia 27/3 – 19h30 - Paróquia São Benedito e Nossa Senhora de Fátima e Capela São João Batista;
Dia 28/3 – 19h30 - Paróquia Santa Luzia 
Dia 02/4 – 19h30 - Capela Santo Antonio e Capela Nossa Senhora Aparecida (Parisi)

Dia 03/4 – 19h30 - Paróquia Senhor Bom Jesus
Dia 04/4 – 19h30 - Paróquia São Sebastião e Capela Nossa Senhora da Penha, ambas em Valentim Gentil. 
Dia 09/4 – 19h30 - Paróquia São Cristóvão e Capela Nossa Senhora Aparecida (Simonsem)
Dia 10/4 – 13h e 19h30 - Catedral Nossa Senhora Aparecida
Dia 11/4 – 19h30 - Paróquia Santa Joana e Capela Santo Expedito 

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Papa aos fiéis: “Imitar Deus, caminhar diante dos olhos do Pai”

Na missa celebrada na Casa Santa Marta nesta segunda-feira, 18, o Papa Francisco exortou os cristãos a não julgarem ou condenarem os outros. Partindo do Evangelho do dia, extraído do trecho de São Lucas (Lc 6,36-38), o Pontífice reforçou a necessidade de perdão para que a misericórdia de Deus seja imitada. Segundo Francisco, a misericórdia de Deus é capaz de perdoar até as ações mais graves. “Imitar Deus, caminhar diante dos olhos do Pai”, pediu.

“A misericórdia de Deus é algo tão grande, tão grande. Não nos esqueçamos disto. Quantas pessoas [dizem]: ‘Eu fiz coisas tão graves. Eu comprei meu lugar no inferno, não poderei voltar atrás’. Mas pense na misericórdia de Deus, não?”, indagou o Santo Padre.

O Papa deu continuidade recordando a história de uma pobre viúva que foi se confessar com o cura d’Ars, depois do marido ter se suicidado: “[A viúva] chorava. Disse: ‘Mas eu sou uma pecadora, coitada. Mas coitado do meu marido! Está no inferno! Ele se suicidou e o suicídio é um pecado mortal. Está no inferno’. E o cura d’Ars disse: ‘Mas espere senhora, porque da ponte até o rio existe a misericórdia de Deus’. Mas até o fim, até o fim, há a misericórdia de Deus”.

Para colocar-se no sulco da misericórdia, Francisco afirma que Jesus indica conselhos práticos, sendo um deles o de não julgar. De acordo com o Santo Padre, o julgamento é um péssimo costume do qual é preciso abstenção, sobretudo neste tempo de Quaresma.

“É um hábito que se infiltra na nossa vida sem que percebamos. Sempre! Até mesmo para começar uma conversa, não? ‘Mas você viu aquela pessoa o que fez?’. O julgamento sobre o outro. Pensemos quantas vezes por dia nós julgamos. Mas por favor! Parecemos todos juízes, não! Todos. Mas sempre para começar uma conversa, um comentário a respeito do outro, julgam: ‘Mas olha, fez uma plástica! Está pior do que antes’. O julgamento”, frisou o Papa.

O Pontífice sublinhou a necessidade da busca pelo perdão, ainda que seja difícil, e revelou que as ações individuais dão a medida a Deus de como também agir com a humanidade. Francisco convidou os fiéis a aprenderem a sabedoria da generosidade, e a caracterizou como via mestra para a renúncia de fofocas, julgamentos e da dificuldade do perdão.

Por fim, o Santo Padre incentivou os fiéis: “O Senhor nos ensina: ‘Dai’. ‘Dai e vos será dado’: sejam generosos em doar. Não tenham os bolsos fechados; sejam generosos em doar aos pobres, àqueles que precisam e dar também tantas coisas: dar conselhos, dar sorrisos às pessoas, sorrir. Sempre dar, dar. ‘Dai’. ‘Dai e vos será dado’: sejam generosos em doar. Não tenham os bolsos fechados; sejam generosos em doar aos pobres, àqueles que precisam e dar também tantas coisas: dar conselhos, dar sorrisos às pessoas, sorrir. Sempre dar, dar”.

“Dai e vos será dado. E vos será dado numa boa medida, calcada, sacudida, transbordante, porque o Senhor será generoso: nós somos um e Ele nos dará cem de tudo aquilo que nós damos. E esta é a atitude que blinda o não julgamento, o não condenar e o perdoar. A importância da esmola, mas não só a esmola material, mas também a esmola espiritual; dedicar tempo a quem precisa, visitar um doente, sorrir”, concluiu o Pontífice.

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Papa: a sociedade é chamada a contrastar o câncer da corrupção

A sociedade em seu conjunto é chamada a esforçar-se concretamente para contrastar o câncer da corrupção em suas várias formas”. A frase é de autoria do Papa Francisco e foi dita no final da manhã desta segunda-feira, 18, quando o Pontífice encontrou-se na Sala Paulo VI, no Vaticano, com funcionários do Tribunal de Contas Italiano.

O grupo, composto por cerca de mil pessoas, tinha como integrantes juízes, funcionários administrativos, familiares e amigos. Durante a audiência, o Santo Padre reforçou o papel do Tribunal de Contas no exercício da verificação sobre a gestão e sobre as atividades das administrações públicas. “[O Tribunal de Contas] representa um instrumento válido para prevenir e contrastar a ilegalidade e os abusos. Ao mesmo tempo, pode indicar os instrumentos para superar ineficiências e distorções”, sublinhou o Papa.

Segundo Francisco, o instituto da República Italiana encarna um caráter ético, que é o mesmo subjacente ao funcionamento do Estado, ao qual “compete o cuidado e a promoção do bem comum da sociedade” (Exortação ap. Evangelii gaudium, 40). O Pontífice ressaltou que o Tribunal de Contas realiza um serviço indispensável orientado ao bem-comum segundo justiça. “E esse não é um conceito ideológico ou somente teórico, mas está ligado às condições de pleno desenvolvimento para todos os cidadãos e pode ser realizado considerando a dignidade da pessoa na sua totalidade”, disse.

Por esta razão, continuou o Santo Padre, o Estado, em todas as suas articulações, é chamado a ser o defensor dos direitos naturais do homem, cujo reconhecimento é uma condição para a existência do Estado de direito. “Portanto, o bem da pessoa humana, entendida sempre na sua dimensão relacional e comunitária, deve constituir o critério essencial de todos os órgãos e os programas de uma Nação”, frisou.

Francisco continuou seu discurso com a seguinte observação: “A averiguação rigorosa das despesas freia a tentação, comum naqueles que ocupam cargos políticos ou administrativos, a gerir os recursos não de modo cauteloso, mas para fins de clientelismo e de mero consenso eleitoral”.

Nessa perspectiva, o Pontífice reforçou a importância do papel que a Magistratura contábil reveste para a coletividade, em particular no combate incessante à corrupção. “[A corrupção] é uma das chagas mais dilacerantes do tecido social, porque o danifica enormemente tanto no plano ético quanto no plano econômico: com a ilusão de ganhos rápidos e fáceis, na realidade empobrece todos, minando a confiança e transparência do sistema em sua totalidade. A corrupção humilha a dignidade do indivíduo e destrói todos os ideais bons e bonitos”, refletiu.

“Os administradores públicos devem sentir sempre mais a responsabilidade de atuar com transparência e honestidade, favorecendo assim a relação de confiança entre o cidadão e as instituições, cujo distanciamento é uma das manifestações mais graves da crise da democracia”, alertou o Santo Padre.

De acordo com o Papa, a averiguação rigorosa das despesas por parte da magistratura contábil de um lado, e a atitude correta e límpida dos responsáveis pela coisa pública de outro lado, podem frear a tentação de gerir os recursos de modo incauto e para fins de clientelismo. “Os bens comuns constituem recursos que devem ser tutelados para o bem de todos, especialmente dos mais pobres, e diante de uma utilização irresponsável destes o Estado é chamado a desempenhar uma indispensável função de vigilância, sancionando devidamente os comportamentos ilícitos”, afirmou Francisco.

O Santo Padre concluiu fazendo aos presentes um convite a viver este tempo da Quaresma como ocasião para fixar em profundidade o olhar em Cristo, Mestre e Testemunha de verdade e de justiça, confiando-os todos à proteção de São José, “homem justo”.

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Campanha da Fraternidade: Mensagem do Papa Francisco ao povo brasileiro

 

Como já é tradição, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu oficialmente nesta quarta-feira de Cinzas, (06/03), a Campanha da Fraternidade (CF). Neste ano de 2019 o tema é “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27).

Nesta Campanha, que se desenvolve mais intensamente no período da Quaresma, a Igreja Católica busca chamar a atenção dos cristãos para o tema das políticas públicas, ações e programas desenvolvidos pelo Estado para garantir e colocar em prática direitos que são previstos na Constituição Federal e em outras leis. 

Igreja quer estimular a participação em políticas públicas

Nesta CF 2019, a Igreja no Brasil pretende estimular a participação dos cristãos em políticas públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais da fraternidade.  O texto-base da campanha descreve, entre outros tópicos, sobre o ciclo e etapas de uma política pública e faz a distinção entre as políticas de governo e as políticas de Estado, bem como apresenta os canais de participação social, como os conselhos previstos na Constituição Federal de 1988.

Todos os anos, a CNBB apresenta a CF como caminho de conversão quaresmal. É uma atividade ampla de evangelização que pretende ajudar os cristãos e pessoas de boa vontade a vivenciarem a fraternidade em compromissos concretos, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de temas específicos. Em 2019, a Conferência convida todos a percorrer o caminho da participação na formulação, avaliação e controle social das políticas públicas em todos os níveis como forma de melhorar a qualidade dos serviços prestados ao povo brasileiro.

Mensagem do Papa Francisco

O Papa Francisco também este ano enviou uma mensagem por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade. Eis a íntegra da mensagem do Santo Padre:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Com o início da Quaresma, somos convidados a preparar-nos, através das práticas penitenciais do jejum, da esmola e da oração, para a celebração da vitória do Senhor Jesus sobre o pecado e a morte. Para inspirar, iluminar e integrar tais práticas como componentes de um caminho pessoal e comunitário em direção à Páscoa de Cristo, a Campanha da Fraternidade propõe aos cristãos brasileiros o horizonte das “políticas públicas”.

Muito embora aquilo que se entende por política pública seja primordialmente uma responsabilidade do Estado cuja finalidade é garantir o bem comum dos cidadãos, todas as pessoas e instituições devem se sentir protagonistas das iniciativas e ações que promovam «o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição» (Gaudium et spes, 74).

Cientes disso, os cristãos - inspirados pelo lema desta Campanha da Fraternidade «Serás libertado pelo direito e pela justiça» (Is 1,28) e seguindo o exemplo do divino Mestre que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28) - devem buscar uma participação mais ativa na sociedade como forma concreta de amor ao próximo, que permita a construção de uma cultura fraterna baseada no direito e na justiça. De fato, como lembra o Documento de Aparecida, «são os leigos de nosso continente, conscientes de sua chamada à santidade em virtude de sua vocação batismal, os que têm de atuar à maneira de um fermento na massa para construir uma cidade temporal que esteja de acordo com o projeto de Deus» (n. 505).

De modo especial, àqueles que se dedicam formalmente à política - à que os Pontífices, a partir de Pio XII, se referiram como uma «nobre forma de caridade» (cf. Papa Francisco, Mensagem ao Congresso organizado pela CAL-CELAM, 1/XII/2017) – requer-se que vivam «com paixão o seu serviço aos povos, vibrando com as fibras íntimas do seu etos e da sua cultura, solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que anteponham o bem comum aos seus interesses privados, que não se deixem intimidar pelos grandes poderes financeiros e mediáticos, sendo competentes e pacientes face a problemas complexos, sendo abertos a ouvir e a aprender no diálogo democrático, conjugando a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação» (ibid.).

Refletindo e rezando as políticas públicas com a graça do Espírito Santo, faço votos, queridos irmãos e irmãs, que o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, ajude todos os cristãos a terem os olhos e o coração abertos para que possam ver nos irmãos mais necessitados a “carne de Cristo” que espera «ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Bula Misericórdia vultus, 15). Assim a força renovadora e transformadora da Ressurreição poderá alcançar a todos fazendo do Brasil uma nação mais fraterna e justa. E para lhes confirmar nesses propósitos, confiados na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, de coração envio a todos e cada um a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim.

Vaticano, 11 de fevereiro de 2019.

[Franciscus PP.]

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Quaresma 2019: Criação anseia pela conversão humana, diz Papa

O Vaticano divulgou nesta terça-feira, 26, a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma deste ano, que terá início no dia 6 de março.

Com o tema “A criação encontra-se em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8, 19), o Santo Padre oferece algumas propostas de reflexão, para acompanhar os fiéis no “caminho de conversão”, a ser vivido durante a Quaresma.

Francisco explica que, todos os anos, por meio da Igreja, Deus concede aos seus fiéis a graça de se prepararem, com o coração purificado, para celebrar as festas pascais.

O primeiro ponto destacado na mensagem é sobre a redenção da criação. O Papa afirma que se o homem vive como filho de Deus, se deixa guiar pelo Espírito Santo e sabe reconhecer e praticar a lei de Deus, ele beneficia também a criação.

“Por isso, a criação – diz São Paulo – deseja de modo intensíssimo que se manifestem os filhos de Deus, isto é, que a vida daqueles que gozam da graça do mistério pascal de Jesus se cubra plenamente dos seus frutos, destinados a alcançar o seu completo amadurecimento na redenção do próprio corpo humano”, explica.

Contudo, Francisco destaca que neste mundo, a harmonia gerada pela redenção continua ameaçada pela força negativa do pecado e da morte.

A força do pecado e do arrependimento

O Pontífice alerta que quando o homem não vive como filho de Deus, muitas vezes adota comportamentos destruidores para com o próximo e as outras criaturas, considerando que podem ser usados como lhe apraz.

Ele explicou que a causa de todo o mal é o pecado, que interrompeu a comunhão do homem com Deus e, por consequência, faliu a relação harmoniosa do ser humano com o meio ambiente. “Trata-se daquele pecado que leva o homem a considerar-se como deus da criação, a sentir-se o seu senhor absoluto e a usá-la, não para o fim querido pelo Criador, mas para interesse próprio em detrimento das criaturas e dos outros”.

Por isso, destacou o Papa, a criação tem impelente necessidade que se revelem os filhos de Deus. “Se alguém está em Cristo, é uma nova criação. O que era antigo passou; eis que surgiram coisas novas” (2 Cor 5, 17).

“Com efeito, com a sua manifestação, a própria criação pode também ‘fazer páscoa’: abrir-se para o novo céu e a nova terra (cf. Ap 21, 1). E o caminho rumo à Páscoa chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal”.

Francisco enfatiza que esta expectativa da criação será satisfeita quando se manifestarem os filhos de Deus, ou seja, quando cada pessoa entrar “decididamente neste ‘parto’ que é a conversão”.

“Juntamente conosco, toda a criação é chamada a sair ‘da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus’ (Rm 8, 21). A Quaresma é sinal sacramental desta conversão. Ela chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola”, explicou.

Jejum, oração e esmola

Na mensagem, o Santo Padre esclarece que o jejum é aprender a modificar a atitude para com os outros e as criaturas. “Passar da tentação de ‘devorar’ tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração”.

A atitude de orar, para saber renunciar à idolatria e à autossuficiência do eu, e declarar-se necessitado do Senhor e da sua misericórdia, explica.

E dar esmola, para sair da insensatez de viver e acumular tudo para si mesmo. “E assim, reencontrar a alegria do projeto que Deus colocou na criação e no nosso coração: o projeto de amá-Lo a Ele, aos nossos irmãos e ao mundo inteiro, encontrando neste amor a verdadeira felicidade”.

Tempo favorável

Francisco motiva os fiéis a viver bem este tempo favorável da Quaresma. “Peçamos a Deus que nos ajude a realizar um caminho de verdadeira conversão. Abandonemos o egoísmo, o olhar fixo em nós mesmos, e voltemo-nos para a Páscoa de Jesus; façamo-nos próximo dos irmãos e irmãs em dificuldade, partilhando com eles os nossos bens espirituais e materiais”.

Segundo ele, ao acolher concretamente a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, o ser humano atrairá também sobre a criação a sua força transformadora.

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Homilia do Papa: “Quaresma é o tempo para reencontrar a rota da vida”

Nesta quarta-feira de cinzas, 6, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa com o rito de bênção e imposição das Cinzas na Basílica de Santa Sabina, em Roma.

A celebração aconteceu após a procissão penitencial com a primeira das estações quaresmais, que teve início na Igreja de Santo Anselmo. Participaram da procissão cardeais, arcebispos, bispos, fiéis e também os monges beneditinos de Santo Anselmo e os padres dominicanos de Santa Sabina.

O Pontífice iniciou sua homilia citando um trecho da primeira leitura “Tocai a trombeta em Sião, ordenai um jejum” (Jl 2, 15), e afirmando que este som estridente que abre o tempo da Quaresma é um som intenso, capaz de abrandar o ritmo da vida de cada fiel, sempre dominada pela pressa, mas que muitas vezes não sabe bem para onde vai:

“É um apelo a deter-se para ir ao essencial, a jejuar do supérfluo que distrai. É um despertador da alma. Ao som deste despertador segue-se a mensagem que o Senhor transmite pela boca do profeta, uma mensagem breve e veemente: ‘Voltai para Mim’ (2, 15). Voltar. Se devemos voltar, isso quer dizer que a direção seguida não era justa. A Quaresma é o tempo para reencontrar a rota da vida.”

Francisco lembrou que, no caminho da vida, o que conta é não perder de vista a meta: “Quando o que interessa na viagem é ver a paisagem ou parar a comer, não se vai longe. Cada um de nós pode interrogar-se: no caminho da vida, procuro a rota? Ou contento-me de viver o dia a dia, pensando apenas em sentir-me bem, resolver alguns problemas e divertir-me um pouco? Qual é a rota? Talvez a busca da saúde, que hoje muitos dizem vir em primeiro lugar, mas mais cedo ou mais tarde faltará? Porventura a riqueza e o bem-estar? Mas não é para isso que estamos no mundo. Voltai para Mim, diz o Senhor. Para Mim: o Senhor é a meta da nossa viagem no mundo. A rota deve ser ajustada na direção d’Ele.”

O Papa refletiu sobre o sentido das cinzas, que ajuda os cristãos a encontrar a rota, como um sinal que faz pensar:

“De tantas coisas que trazes na cabeça, atrás das quais corres e te afadigas diariamente, nada restará. Por mais que te afadigues, não levarás contigo qualquer riqueza da vida. As realidades terrenas dissipam-se como poeira ao vento. Os bens são provisórios, o poder passa, o sucesso declina. A cultura da aparência, hoje dominante e que induz a viver para as coisas que passam, é um grande engano. Pois é como uma fogueira: uma vez apagada, ficam apenas cinzas. A Quaresma é o tempo para nos libertarmos da ilusão de viver correndo atrás de pó. A Quaresma é descobrir que somos feitos para o fogo que arde sempre, não para a cinza que imediatamente se some; para Deus, não para o mundo; para a eternidade do Céu, não para o engano da terra; para a liberdade dos filhos, não para a escravidão das coisas. Hoje podemos interrogar-nos: De que parte estou? Vivo para o fogo ou para as cinzas?”

Na viagem de regresso ao essencial que é a Quaresma, o Evangelho propõe três etapas, que Deus pede para percorrer sem hipocrisia nem ficção: a esmola, a oração, o jejum.

O Santo Padre lembrou aos fiéis que essas etapas reconduzem às únicas três realidades que não se dissipam. A oração liga-nos a Deus; a caridade, ao próximo; o jejum, a ‘nós mesmos’.

“Deus, os irmãos, a minha vida: tais são as realidades, que não acabam em nada e sobre as quais é preciso investir. Eis para onde nos convida a olhar a Quaresma: para o Alto, com a oração, que liberta duma vida horizontal e rastejante, onde se encontra tempo para si próprio, mas se esquece Deus. E depois para o outro, com a caridade, que liberta da nulidade do ter, de pensar que as coisas estão bem se para mim correm bem. Por último, convida-nos a olhar para dentro de nós mesmos, com o jejum, que liberta do apego às coisas, do mundanismo que anestesia o coração. Oração, caridade, jejum: três investimentos num tesouro que dura.”

Citando o Evangelho, Francisco falou sobre o tesouro. O coração aponta sempre para uma direção: é como uma bússola que sempre procura a orientação.

“Podemos também compará-lo a um ímã: precisa de se apegar a qualquer coisa. Mas, quando se apega só às coisas terrenas, mais cedo ou mais tarde torna-se escravo delas: as coisas de que nos servimos passam a coisas às quais servimos. O aspeto exterior, o dinheiro, a carreira, os passatempos: se vivermos para eles, tornar-se-ão ídolos que nos usam, sereias que nos encantam e, em seguida, nos deixam à deriva. Ao contrário, se o coração se apega ao que não passa, encontramo-nos a nós mesmos e tornamo-nos livres. Quaresma é tempo de graça para libertar o coração das nulidades; é tempo de cura de dependências que nos seduzem; é tempo de fixar o olhar naquilo que resta.”

O Papa afirmou que o olhar do cristão ao longo do caminho da Quaresma deve estar no Crucificado, em Jesus, bússola da vida, que orienta para o Céu.

“A pobreza do lenho, o silêncio do Senhor, a sua nudez por amor mostram-nos a necessidade duma vida mais simples, livre da azáfama excessiva pelas coisas. Da cruz, Jesus ensina-nos a coragem esforçada da renúncia. Pois, carregados com pesos embaraçantes, nunca iremos para diante. Precisamos nos libertar dos tentáculos do consumismo e dos laços do egoísmo, de querer sempre mais, de não nos contentarmos jamais, do coração fechado às necessidades do pobre. Jesus, abrasado de amor no lenho cruz, chama-nos a uma vida inflamada por Ele, que não se perde entre as cinzas do mundo; uma vida que arde de caridade, e não se apaga na mediocridade.”

Ao final, Francisco lembrou que este tempo litúrgico começa nas cinzas, mas termina no fogo da noite da Vigília Pascal:

“É difícil viver como Ele pede? Sim, mas conduz à meta. No-lo mostra a Quaresma. Esta começa com as cinzas, mas leva-nos no final ao fogo da noite da Vigília Pascal, a descobrir que, no sepulcro, a carne de Jesus não se torna cinza, mas ressuscita gloriosa. O mesmo vale para nós, que somos pó: se voltarmos ao Senhor com as nossas fragilidades, se tomarmos o caminho do amor, abraçaremos a vida que não tem ocaso. E viveremos na alegria.”

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Papa exorta fiéis a iniciarem a Quaresma pedindo “a graça da memória”

Iniciar a Quaresma pedindo a graça da memória, de recordar aquilo que o Senhor fez. Este foi o pedido do Papa Francisco na homilia da missa desta quinta-feira, 7, realizada na casa Santa Marta, no Vaticano. Durante a reflexão, o Pontífice frisou a importância dos cristãos estarem atentos durante o caminho rumo ao encontro com Cristo ressuscitado, pediu que não voltem atrás ou sejam surdos na alma, e alertou para o perigo da idolatria.

A homilia partiu da Primeira Leitura do dia, extraída do Deuteronômio. Trata-se de uma parte do discurso que Moisés fez ao povo para prepará-lo para entrar na Terra prometida, colocando-o diante de uma escolha entre a vida e a morte. “É um apelo à nossa liberdade”, explicou o Santo Padre detendo-se em particular sobre três frases de Moisés: “se o teu coração se volta para trás”, “se tu não ouves” e “se te deixas levar a prostrar-te diante de outros deuses”.

“Quando o coração se volta para trás, quando toma uma estrada que não é a estrada justa – seja atrás, seja outra estrada, mas não vai pela estrada justa – perde a orientação, perde a bússola, rumo à qual deve seguir adiante. E um coração sem bússola é um perigo público; é um perigo para a pessoa e para os outros. E quando um coração toma essa estrada errada, é quando não ouve, é quando se deixa levar, conduzir-se pelos deuses, quando se torna idólatra”, comentou Francisco.

O Papa salientou também a incapacidade de ouvir. “Muitos surdos na alma”, afirmou. O Pontífice advertiu para os “fogos de artifício” e “os falsos deuses” que chamam homens e mulheres à idolatria. “Esse é o perigo ao longo da estrada, rumo à terra que foi prometida a todos nós: a terra do encontro com Cristo ressuscitado”, revelou.

O Santo Padre afirmou que a Quaresma ajuda na caminhada e recordou que não ouvir o Senhor e as promessas que ele fez, é perder a memória: “É quando se perde a memória das grandes coisas que o Senhor fez na nossa vida, que fez na sua Igreja, em seu povo, e nos habituamos a caminharmos nós, com nossas forças”. Francisco exortou os fiéis a iniciarem a Quaresma pedindo “a graça da memória” e retomou o discurso que Moisés dirigiu ao povo pouco antes de recordar todo o caminho que o Senhor lhe fez percorrer: “Quando estamos bem, quando temos tudo ao alcance da mão, espiritualmente seguimos bem, há o perigo de perder a memória do caminho”.

“O bem-estar, inclusive o bem-estar espiritual tem este perigo: o perigo de cair numa certa amnésia, uma falta de memória: estou bem assim e me esqueço daquilo que o Senhor fez em minha vida, de todas as graças que nos deu e creio que é mérito meu e sigo adiante assim. E aí o coração começa a caminhar para trás, porque não ouve a voz do próprio coração: a memória. A graça da memória”, frisou o Papa.

Em seguida, Francisco evocou uma passagem da Carta aos Hebreus que exorta a recordar os primeiros dias. “Também o povo de Israel perdeu a memória, porque no perder a memória há algo de seletivo: recordo aquilo que me convém agora e não recordo algo que me ameaça. Por exemplo, o povo recordava no deserto que Deus o havia salvado, não podia esquecer isso. Mas começou a lamentar-se pela falta de água e carne e a pensar nas coisas que tinha no Egito, como as cebolas”, afirmou o Santo Padre que observou se tratar de algo seletivo porque o povo se esquecia que todas essas coisas as comiam na mesa da escravidão.

O Pontífice reiterou o convite à memória que coloca os cristãos no caminho justo. “É preciso recordar para seguir adiante; não perder a história: a história da salvação, a história da minha vida, a história de Jesus comigo. E não parar, não voltar atrás, não deixar-se levar pelos ídolos. A idolatria, efetivamente, não é somente ir a um templo pagão e adorar uma estátua. A idolatria é uma atitude do coração, quando tu preferes isso porque é mais cômodo para ti e não prefere o Senhor porque O esqueceste”. 

No início da Quaresma, Francisco exortou os fiéis a pedirem a graça de custodiar a memória do Senhor inteiramente, e a partir dessa recordação, continuar seguindo adiante. “Nos fará bem também repetir continuamente o conselho de Paulo a Timóteo, seu amado discípulo: ‘Recorda-te de Jesus Cristo ressuscitado dos mortos’. Repito: ‘Recorda-te de Jesus Cristo ressuscitado’, recorda-te de Jesus, Jesus que me acompanhou até agora e que me acompanhará até o momento no qual devo comparecer diante d’Ele, Jesus glorioso. O Senhor nos dê essa graça de conservar a memória”, concluiu.

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Mensagem do Papa para a Quaresma 2019

 

Queridos irmãos e irmãs!

Todos os anos, por meio da Mãe Igreja, Deus «concede aos seus fiéis a graça de se prepararem, na alegria do coração purificado, para celebrar as festas pascais, a fim de que (…), participando nos mistérios da renovação cristã, alcancem a plenitude da filiação divina» (Prefácio I da Quaresma). Assim, de Páscoa em Páscoa, podemos caminhar para a realização da salvação que já recebemos, graças ao mistério pascal de Cristo:

«De fato, foi na esperança que fomos salvos» (Rm 8, 24)

Este mistério de salvação, já operante em nós durante a vida terrena, é um processo dinâmico que abrange também a história e toda a criação. São Paulo chega a dizer:

«Até a criação se encontra em expetativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus» (Rm 8, 19)

Nesta perspetiva, gostaria de oferecer algumas propostas de reflexão, que acompanhem o nosso caminho de conversão na próxima Quaresma.

1. A redenção da criação

A celebração do Tríduo Pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, ponto culminante do Ano Litúrgico, sempre nos chama a viver um itinerário de preparação, cientes de que tornar-nos semelhantes a Cristo (cf. Rm 8, 29) é um dom inestimável da misericórdia de Deus.

Se o homem vive como filho de Deus, se vive como pessoa redimida, que se deixa guiar pelo Espírito Santo (cf. Rm 8, 14), e sabe reconhecer e praticar a lei de Deus, a começar pela lei gravada no seu coração e na natureza, beneficia também a criação, cooperando para a sua redenção. Por isso, a criação – diz São Paulo – deseja de modo intensíssimo que se manifestem os filhos de Deus, isto é, que a vida daqueles que gozam da graça do mistério pascal de Jesus se cubra plenamente dos seus frutos, destinados a alcançar o seu completo amadurecimento na redenção do próprio corpo humano. Quando a caridade de Cristo transfigura a vida dos santos – espírito, alma e corpo –, estes rendem louvor a Deus e, com a oração, a contemplação e a arte, envolvem nisto também as criaturas, como demonstra admiravelmente o «Cântico do irmão sol», de São Francisco de Assis (cf. Encíclica Laudato si, 87). Neste mundo, porém, a harmonia gerada pela redenção continua ainda – e sempre estará – ameaçada pela força negativa do pecado e da morte.

2. A força destruidora do pecado

Com efeito, quando não vivemos como filhos de Deus, muitas vezes adotamos comportamentos destruidores do próximo e das outras criaturas – mas também de nós próprios –, considerando, de forma mais ou menos consciente, que podemos usá-los como bem nos apraz. Então sobrepõe-se a intemperança, levando a um estilo de vida que viola os limites que a nossa condição humana e a natureza nos pedem para respeitar, seguindo aqueles desejos incontrolados que, no livro da Sabedoria, se atribuem aos ímpios, ou seja, a quantos não têm Deus como ponto de referência das suas ações, nem uma esperança para o futuro (cf. 2, 1-11). Se não estivermos voltados continuamente para a Páscoa, para o horizonte da Ressurreição, é claro que acaba por se impor a lógica do tudo e imediatamente, do possuir cada vez mais.

Como sabemos, a causa de todo o mal é o pecado, que, desde a sua aparição no meio dos homens, interrompeu a comunhão com Deus, com os outros e com a criação, à qual nos encontramos ligados antes de mais nada através do nosso corpo. Rompendo-se a comunhão com Deus, acabou por falir também a relação harmoniosa dos seres humanos com o meio ambiente, onde estão chamados a viver, a ponto de o jardim se transformar num deserto (cf. Gn 3, 17-18). Trata-se daquele pecado que leva o homem a considerar-se como deus da criação, a sentir-se o seu senhor absoluto e a usá-la, não para o fim querido pelo Criador, mas para interesse próprio em detrimento das criaturas e dos outros.

Quando se abandona a lei de Deus, a lei do amor, acaba por se afirmar a lei do mais forte sobre o mais fraco. O pecado – que habita no coração do homem (cf. Mc 7, 20-23), manifestando-se como avidez, ambição desmedida de bem-estar, desinteresse pelo bem dos outros e muitas vezes também do próprio – leva à exploração da criação (pessoas e meio ambiente), movidos por aquela ganância insaciável que considera todo o desejo um direito e que, mais cedo ou mais tarde, acabará por destruir inclusive quem está dominado por ela.

3. A força sanadora do arrependimento e do perdão

Por isso, a criação tem impelente necessidade que se revelem os filhos de Deus, aqueles que se tornaram «nova criação»:

«Se alguém está em Cristo, é uma nova criação. O que era antigo passou; eis que surgiram coisas novas» (2 Cor 5, 17)

Com efeito, com a sua manifestação, a própria criação pode também «fazer páscoa»: abrir-se para o novo céu e a nova terra (cf. Ap 21, 1). E o caminho rumo à Páscoa chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal.

Esta «impaciência», esta expetativa da criação ver-se-á satisfeita quando se manifestarem os filhos de Deus, isto é, quando os cristãos e todos os homens entrarem decididamente neste «parto» que é a conversão. Juntamente connosco, toda a criação é chamada a sair «da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus» (Rm 8, 21). A Quaresma é sinal sacramental desta conversão. Ela chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola.

Jejuar, isto é, aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de «devorar» tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração. Orar, para saber renunciar à idolatria e à autossuficiência do nosso eu, e nos declararmos necessitados do Senhor e da sua misericórdia. Dar esmola, para sair da insensatez de viver e acumular tudo para nós mesmos, com a ilusão de assegurarmos um futuro que não nos pertence. E, assim, reencontrar a alegria do projeto que Deus colocou na criação e no nosso coração: o projeto de amá-Lo a Ele, aos nossos irmãos e ao mundo inteiro, encontrando neste amor a verdadeira felicidade.

Queridos irmãos e irmãs, a «quaresma» do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da criação para fazê-la voltar a ser aquele jardim da comunhão com Deus que era antes do pecado das origens (cf. Mc 1,12-13; Is 51,3). Que a nossa Quaresma seja percorrer o mesmo caminho, para levar a esperança de Cristo também à criação, que «será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus» (Rm 8, 21). Não deixemos que passe em vão este tempo favorável! Peçamos a Deus que nos ajude a realizar um caminho de verdadeira conversão. Abandonemos o egoísmo, o olhar fixo em nós mesmos, e voltemo-nos para a Páscoa de Jesus; façamo-nos próximo dos irmãos e irmãs em dificuldade, partilhando com eles os nossos bens espirituais e materiais. Assim, acolhendo na nossa vida concreta a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, atrairemos também sobre a criação a sua força transformadora.

Vaticano, Festa de São Francisco de Assis, 4 de outubro de 2018.

Franciscus

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Participe da Missa e Procissão da Penitência às sextas-feiras da Quaresma

Para melhor celebrar o Tempo Quaresmal, tempo dedicado à penitência, oração, caridade e em preparação para a Páscoa do Senhor, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida realizará em todas as sextas-feiras da Quaresma a Santa Missa e Procissão da Penitência. A celebração tem início às 5h30 na Sé Catedral.

A pequena procissão realizada na praça durante o Ato Penitencial nos convida a refletir sobre o arrependimento e a conversão.

Venha participar conosco deste momento de reflexão e piedade que nos ajuda a reconhecer a nossa pequenez diante de Deus e nos motiva a ter uma vida cada vez fiel ao Reino do Pai.

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Papa: falar mal do outro semeia discórdia e inimizade

O Papa Francisco visitou, na tarde deste domingo, 3, a paróquia de São Crispim de Viterbo, situada na zona norte de Roma. Ao chegar, o Pontífice foi acolhido por um grupo de jovens que segurava uma faixa com a escrita: “Papa Francisco, a escola da paz quer bem a você”.

“Ouvimos no Evangelho que Jesus explica às pessoas a sabedoria cristã, com parábolas”, disse Francisco em sua homilia, citando como exemplo algumas parábolas breves, conforme o Evangelho deste domingo: “Pode um cego guiar outro cego?”, depois “O discípulo não é maior que o mestre”, e ainda “Não existe árvore boa que dê frutos ruins”.

Jesus ensina com parábolas“

Jesus ensina as pessoas com essas parábolas”, disse o Papa, detendo-se numa somente: “Por que tu vês o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? Como podes dizer a teu irmão: irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

“Com isso,  o Senhor quer nos ensinar a não ficar criticando os outros, olhando os defeitos dos outros. Primeiramente, devemos olhar os nossos defeitos. Todos nós temos defeitos, mas estamos acostumados, um pouco por inércia, um pouco pela força da gravidade do egoísmo, a olhar os defeitos dos outros. Somos especialistas nisso”, frisou o Pontífice.

“Encontramos logo os defeitos dos outros e falamos, pois falar mal parece uma coisa doce, prazerosa. É algo que, com o pecado original que temos, nos leva a condenar os outros: a condenar. Encontramos logo coisas feias nos outros, sem ver as nossas. Mas Jesus diz: “Você condena alguém por essa pequena coisa, mas faz coisas muito piores e não as vê”.

Falar mal do outro, passo rumo à destruição

O Papa recordou que Jesus diz: “Hipócrita”, que significa alguém que tem um duplo pensamento, um duplo julgamento. “Mostra-se como pessoa boa, perfeita e por trás condena. É por isso que Jesus foge dessa hipocrisia e nos aconselha: “É melhor olhar para os próprios defeitos e deixar os outros viverem em paz”.

“A fofoca não termina ali: semeia discórdia, inimizade, semeia o mal”, sublinhou Francisco.

O Papa disse ainda que “as guerras começam com a língua. Se você fala mal do outro, começa uma guerra. Um passo rumo à guerra, a destruição. A língua tem o poder de destruir como uma bomba atômica”.

Segundo o Pontífice, “com os insultos, com o falar mal dos outros começam muitas guerras: guerras domésticas, guerras no bairro, no local de trabalho, na escola e na paróquia”. “Antes de falar dos outros, olhe-se no espelho. Olhe os seus defeitos e sinta vergonha. A fofoca não resolve nada, só piora as coisas”, sublinhou.

Quaresma, tempo de conversão

Contra o falar mal do outro, o Papa indicou como solução primeiramente a oração, rezar pelo outro, e depois, morder a língua.

Por fim, o Papa recordou aos fiéis que está para iniciar a Quaresma. “Seria bom que cada um de nós pensasse: Como eu me comporto com as pessoas? Como é o meu coração diante das pessoas? Sou um hipócrita que dou um sorriso e depois por trás critico e destruo com a minha língua?”.

“Se no final da Quaresma formos capazes de corrigir um pouco isso, não ficar criticando sempre os outros por trás, garanto-lhes que a Ressurreição de Jesus será mais bela, maior entre nós.”

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“É da língua que começam as guerras”, afirma Papa durante o Ângelus

Na oração mariana do Ângelus deste domingo, 3, o Papa Francisco buscou várias passagens do Evangelho nas quais Jesus busca mostrar aos seus discípulos alternativas para se viver com sabedoria.

“Com a pergunta ‘pode um cego guiar outro cego’, ele quer sublinhar que um guia não pode ser cego, mas deve ver bem, ou seja, deve ter sabedoria, caso contrário corre o risco de se prejudicar as pessoas que a ele são com confiadas”, explicou o Sucessor de Pedro.

Assim, Jesus chama atenção daqueles que têm responsabilidades educacionais ou de comando. “Os pastores de alma, as autoridades públicas, os legisladores, mestres e pais, exortando-os a estarem conscientes de seu papel delicado e a discernir sempre a estrada certa na qual devem conduzir as pessoas”, ponderou o Papa.

Este ensinamento, segundo Francisco, está detalhado no Discurso da Montanha, apresentado há três domingos. “Indicando a atitude de mansidão e misericórdia, para sermos pessoas sinceras, humildes e justas”, explicou.

Na passagem deste domingo, 3 é apresentada ainda outra frase significativa, que pede aos fiéis que deixem de lado a presunção e a hipocrisia. “Diz assim: ‘por que você olha o cisco no olho do seu irmão e não presta atenção na trave que há em seu próprio olho?’”, indagou o Santo Padre. “Muitas vezes, é mais fácil vermos e condenarmos os defeitos e pecados dos outros sem conseguirmos ver os nossos próprios com a mesma lucidez”, refletiu.

Somos indulgentes e tolerantes com nossos próprios erros, salientou o Pontífice. Mas não agimos com a mesma benevolência quando se trata do outro. “É sempre útil ajudar o próximo com um conselho sábio”, afirmou Francisco. “Mas, enquanto observamos e corrigimos os defeitos do nosso próximo devemos estar cientes dos nossos próprios. Se penso que não tenho defeitos, não posso condenar e corrigir os outros. Devemos estar cientes disto. Antes de condenarmos, devemos olhar dentro de nós mesmos”, advertiu.

Não existe árvore boa que dê frutos ruins ou árvores ruins que dê bons frutos, inteirou Francisco. “Porque toda árvore é conhecida por seus frutos. Esses frutos são as ações, mas também as palavras e das palavras se conhece a qualidade da árvore. Quem é bom, do seu coração e da sua boca só sai o bem”, afirmou.

“É da língua que começam as guerras. Por isto, pensemos neste ensinamento de Jesus e pensemos, façamo-nos esta pergunta: Eu falo mal dos outros? Procuro sempre sujar os outros? Para mim, é mais fácil ver os defeitos dos outros que os meus? Procuremos nos corrigir ao menos um pouco. Isto nos fará bem”, concluiu o Pontífice.

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Confira 15 dicas para viver bem o tempo de Quaresma

Quaresma é tempo de conversão. É um tempo especial de graças que devemos aproveitar ao máximo para fazermos uma renovação espiritual em nossa vida. São Paulo insistia: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2 Cor 5,20); “exortamos-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: ‘Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação’ (Is 49,8)”. “Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação” (2 Cor 6,1-2). Eis algumas práticas que podem nos ajudar a viver bem este tempo:

1- Quarta-feira de Cinzas

Comece bem a Quaresma recebendo as Cinzas e meditando o seu significado: “voltamos ao pó” que as cinzas lembram. “És pó, e ao pó tu hás de tornar” (Gen 2,19). Esse sacramental da Igreja lembra-nos de que estamos de passagem por este mundo, e que a vida de verdade, sem fim, começa depois da morte; portanto, devemos viver em função disso.

2 – Oração

Intensifique a oração, seja ela pessoal ou comunitária. Orar é entrar em comunhão com Deus, é tornar-se intimo d’Ele, que é nosso Pai. Marque um tempo para rezar e obedeça o previsto.

3 – Palavra de Deus

Medite a Palavra de Deus, sobretudo as leituras que a Igreja coloca na Liturgia da Missa neste tempo. Decida, com um ato de vontade, a fazer o que Deus lhe pede na meditação.

4 – Jejum

Faça o jejum conforme as próprias condições, para que o corpo seja sujeito ao espírito. Pode ser um jejum a pão e água, um jejum só de líquidos, um jejum parcial, etc., especialmente nas sextas-feiras.

5 – Esmola

Dê uma boa esmola aos pobres. Pode ser de muitas formas: ajudar uma família necessitada, um pobre necessitado etc. “Tenhamos caridade e humildade e façamos esmolas, já que estas lavam as almas das nódoas dos pecados” (S. Francisco).

6 – Visitar os doentes

Visite os doentes que precisam de ajuda, sobretudo os velhos e abandonados. “Aqueles que têm saúde não precisam de médicos, mas sim os doentes” (Mt 9,12).

7 – Confissão

Faça uma boa confissão geral, depois de um bom exame de consciência, revendo toda a vida passada. Não omita nada, lance em Deus todas as suas misérias. Perdoe todas as pessoas que o ofenderam.

8 – Santa Missa

Participe da Santa Missa sempre que puder e comungue bem. Faça uma boa ação de graças após a comunhão, colocando toda a sua vida para Jesus. Louve-O, adore-O, interceda pela Igreja, pela sua família etc.

9 – Via-sacra

Participe da via-sacra sempre que puder ou a faça você mesmo, em uma Igreja, acompanhando os quadros que a compõem, meditando o sofrimento de Jesus na Sua Paixão.

10 – Exercício de mortificação

Faça algum exercício de mortificação. Por exemplo: cortar um doce, deixar a bebida, o cigarro, os passeios e churrascos, a TV, a internet, o celular, alguma diversão, para vencer as fraquezas da carne.

11 – Liturgia das Horas

Reze a Liturgia das Horas com toda a Igreja neste tempo forte de orações. Ao menos, as Laudes e as Vésperas se tiver condições.

12 – Peregrinação

Faça uma peregrinação, ao menos uma vez na Quaresma, a um Santuário Mariano ou outro Santuário, participando da Santa Missa.

13 – Moderar as palavras

Esforce-se para moderar suas palavras, fale com discrição, evite a maledicência, o julgamento dos outros, o falar mal dos outros, prefira elogiar a criticar.

14 – Perseverança

Procure identificar se você tem algum vício ou mal comportamento; lute para evitá-lo e reze pedindo a Deus a graça de vencê-lo. Pratique a virtude da perseverança.

15 – Humildade

Evite falar de você mesmo, de exibir-se, de querer aparecer, defender seus pontos de vista de maneira acirrada. Procure o último lugar, viva a humildade.

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Conheça o significado das Cinzas

Desde a antiguidade, existe o costume de cobrir a cabeça com cinzas, para expressar a submissão a Deus e a decisão de mudar de vida. 
Foi assim que Davi se cobriu com cinzas para pedir perdão de seu adultério e mudar de vida. Foi assim que os Ninivitas se cobriram com cinzas para mostrar sua mudança de vida, após os 40 dias de pregação de Jonas.
Foi assim que a Igreja exigia que os penitentes públicos – que tinham cometido homicídio, um pecado público – passassem os 40 dias da Quaresma, cobertos de cinzas, nas portas das igrejas. A Quarta-Feira de Cinzas existe desde o século 8º, com imposição das cinzas na cabeça do cristão, para que se reconheça limitado, fraco e imperfeito, convertendo seu comportamento para Deus e mudando sua vida.
Estas ‘cinzas’ são resultado dos ramos secos, usados no Domingo de Ramos do ano passado, que foram guardados e agora incinerados.
Os ramos passam pelo fogo purificador do sofrimento, do aniquilamento do egoísmo e orgulho. Essa passagem pelo fogo é Páscoa, mudança de vida e transformação de comportamento. Assim aqueles ramos ‘vitoriosos’, que simbolizaram a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, iniciando o caminho da cruz para o calvário, estão reduzidos a cinzas. Essas cinzas lembram que Deus se reduziu à morte de cruz, para nos dar a vida eterna, a libertação da morte.
As cinzas significam também, que devemos tomar consciência de nossos limites para motivar a mudança e a purificação de nossa vida.
A imposição das cinzas em nossa cabeça significa, ainda, que a comunidade quer nos proteger, nos cobrir de energia e nos dar todas as forças e bênçãos de Deus.
Por isso, o rito das cinzas não pode ser para o povo uma cerimônia vazia ou de caráter mágico. Esse rito quer colocar a pessoa humana em seu verdadeiro lugar diante de Deus, dos outros e da natureza.O rito das cinzas quer nos deixar com o coração purificado, com a cabeça despojada e desprendida, e com a vontade disposta e decidida.O tempo, como o fogo, reduz a cinzas nossa vida exuberante. Tudo o que tem vida, com o tempo, envelhece, enfraquece, enruga, murcha, se torna pó.
O grão, colocado na terra, morre para frutificar.
A mortificação dos sentidos para fortalecer o espírito e o despoja-se da ambição para se voltar aos irmãos e a Deus, é o sentido das Cinzas hoje.

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Conheça as curiosidades da Quaresma

Por que a cor roxa? 

A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitência e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.

 Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário.

Qual o significado destes 40 dias?

 Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

O Jejum

A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. 

Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.

O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.

 

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Campanha da Fraternidade 2019 refletirá sobre políticas públicas

Buscando estimular a participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade, a Campanha da Fraternidade 2019 terá início em todo o país no dia 6 de março. Com o tema “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás libertado pelo direito e pela Justiça”, a CF busca conhecer como são formuladas e aplicadas as Políticas Públicas estabelecidas pelo Estado brasileiro.

Como forma de despertar a consciência e incentivar a participação de todo cidadão na construção de Políticas Públicas em âmbito nacional, estadual e municipal, a Comissão Nacional da CF preparou o texto-base, que contou com a participação e contribuição de vários especialistas e pesquisadores, bem como com a consulta a lideranças de movimentos e entidades sociais. Dividido no método ver, julgar e agir, o subsídio aponta uma série de iniciativas que ajudarão a colocar em prática as propostas incentivadas pela Campanha.

Como exemplo dessas ações, o texto-base além de contextualizar o que é o poder público, os tipos de poder e os condicionantes nas políticas públicas, fala sobre o papel dos atores sociais nas Políticas Públicas. A participação da sociedade no controle social das Políticas Públicas é outro tema de destaque no texto-base. “Política Pública não é somente a ação do governo, mas também a relação entre as instituições e os diversos atores, sejam individuais ou coletivos, envolvidos na solução de determinados problemas”, afirma o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.

Ainda segundo dom Leonardo, devem ser utilizados princípios, critérios e procedimentos que podem resultar em ações, projetos ou programas que garantam aos povos os direitos e deveres previstos na Constituição Federal e em outras leis. Por isso, segundo ele, a temática se fez necessária para a CF de 2019. “Políticas Públicas são as ações discutidas, aprovadas e programadas para que todos os cidadãos possam ter vida digna”, afirma dom Leonardo.

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Dom Moacir presidirá Missa de Abertura da Campanha da Fraternidade 2019

No próximo dia 6 de março, Quarta-feira de Cinzas, a Igreja Católica celebra o início da Quaresma e da Campanha da Fraternidade. Em Votuporanga, Dom Moacir Aparecido de Freitas presidirá a Santa Missa de Abertura Diocesana da Campanha da Fraternidade e início da Quaresma, às 9h, na Sé Catedral Nossa Senhora Aparecida. A celebração contará com a presença de padres, diáconos, religiosos e fiéis das paróquias da Diocese de Votuporanga. Neste dia, também serão celebradas Missas com Benção e Imposição das Cinzas, às 15h e às 19h30, na Catedral.
Com o tema “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás libertado pelo direito e pela Justiça”, a Campanha da Fraternidade busca conhecer como são formuladas e aplicadas as Políticas Públicas estabelecidas pelo Estado brasileiro.
A Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização, intensificada na Quaresma (quarenta dias entre a quarta-feira de Cinzas e a semana santa/Páscoa) para ajudar os cristãos e pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade em compromissos concretos, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da igreja e a transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus.

Quaresma
Para os católicos, a Quaresma é um tempo de preparação para a Páscoa, período reservado para a reflexão e conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.

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Inscrições abertas para a Pastoral de Coroinhas e Acólitos

Estão abertas as inscrições para os novos membros da Pastoral dos Coroinhas e Acólitos para as crianças e pré-adolescentes de ambos os sexos acima de 9 anos. As inscrições podem ser feitas na secretaria paroquial , maiores informações pelo telefone: 3421-6245. Desde março de 2014, as crianças e pré-adolescentes tem auxiliado no serviço do altar como coroinhas na Catedral. 

As formações para os coroinhas e acólitos são realizadas quinzenalmente aos sábados às 9h para Coroinhas e às 10h para os Acólitos no Salão Paroquial e são ministradas pelos paroquianos Maria Odete e Vitor. 

Durante muitos anos, existiram as turmas de coroinhas na paróquia, despertando vocações sacerdotais e religiosas e ao serviço da comunidade. Com a chegada do seminarista Murilo a nossa paróquia e com o auxílio da paroquiana Maria Odete, o grupo de coroinhas voltou a existir em 2014. 

Ser coroinha e acólito é algo muito importante, pois se presta um serviço à Igreja, ao sacerdote e, principalmente, a Deus. O coroinha ou acólito ajudam o padre a celebrar a missa e outras cerimônias da igreja, em toda a sua liturgia. 

As tarefas de um coroinha e acólito podem ir desde a correta preparação do altar, ao correto manuseamento do missal romano, todo o trabalho a realizar na credencia, recepção das oferendas, etc. e também - em celebrações mais solenes " o manuseamento do turíbulo, o transporte da Cruz, das velas e do Evangelho ou todas as demais tarefas que "aparecem ocasionalmente devido o tempo Litúrgico que se vive. 

Responsabilidade dos Coroinhas e Acólitos

1.- Participar das reuniões; missas e demais compromissos assumidos. 

2.- Seja pontual. Chegue a tempo para as reuniões e celebrações. 

3.- Seja organizado. Esteja sempre limpo, cabelo penteado e presos, caleados e roupas bem arrumados. 

4.- Seja cuidadoso com as coisas da igreja e do altar. 

5.- Trate dos paramentos e objetos litúrgicos com respeito como objetos destinados ao culto divino. 

6.- Seja humilde e preste atenção ao que lhe for ensinado. 

7.- Durante os atos litúrgicos evite conversas, risos ou brincadeiras (durante as celebrações evitar circulações no presbitério). 

8.- Cultive o gosto pela oração e leia um trecho da Bíblia cada dia. 

9.- Dedique-se ao estudo da liturgia, a fim de celebrar cada vez melhor. 

10.- Observe o silêncio na igreja e na sacristia. E mantenha a concentração, principalmente antes de começar o ato litúrgico.

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Pe. Lombardi: Cúpula contra o abuso infantil é "responsabilidade com crianças do mundo"

Padre Federico Lombardi, ex-porta-voz do Vaticano, foi entrevistado pela emissora de rádio Cope, da Espanha, em relação ao início da Cúpula contra os abusos sexuais na Igreja, que começou nesta quinta-feira, 21 de fevereiro, no Vaticano e vai até o próximo domingo, 24.

Pe. Lombardi é o coordenador e moderador deste encontro histórico dedicado à proteção de menores. Em entrevista concedida à emissora Cope, o sacerdote explicou que, em relação a essa cúpula, "a ideia do Santo Padre é que tenhamos expectativas proporcionais, não muito grandes, senão será uma decepção".

"Em três dias e meio não se pode solucionar todos os problemas do mundo, mas é possível dar um grande passo adiante e o grande passo que o Papa nos convida a dar é na direção de uma consciência e solidariedade da Igreja Universal para solucionar esses problemas da proteção de menores", declarou Pe. Lombardi.

Nesse sentido, explicou que "há regiões e Bispos que fizeram muito neste sentido e têm modelos de intervenção, escritórios organizados para o serviço de escuta às vítimas e procedimentos de intervenção... Mas há também outras regiões do mundo, mais pobres ou com uma cultura de ocultamento difundida, nas quais pouco foi feito".

Por isso, destacou que uma das grandes esperanças deste encontro é "compartilhar as boas práticas e soluções de modo que os bispos voltem às suas casas e dioceses com uma ideia muito clara e firme do que precisam fazer".

"É uma responsabilidade para com as crianças do mundo, não apenas aquelas de nossas comunidades que são muito preciosas, mas temos que ajudar a sociedade e muitas outras pessoas a entenderem o que está acontecendo. Porque tivemos experiências trágicas com esse problema e não queremos que esses erros se repitam na Igreja ou em qualquer sociedade ou em culturas que têm pouca experiência", indicou o responsável desta cúpula histórica.

Pe. Lombardi também afirmou que o ponto de partida deve ser sempre "a escuta das vítimas e compreender o que acontece com esses crimes, que são graves não apenas em si mesmos, mas também causam sofrimentos muito profundos e consequências que podem durar a vida toda", ou seja, apesar do tempo que passou, podem ser “dezenas de anos”, eles ainda sofrem as consequências.

"Precisamos compreender bem por que o problema não foi enfrentado de forma suficiente no passado, por que não se entendia ou não se queria entender e os fatos eram escondidos por que não se compreendia e não se aceitava a gravidade do sofrimento e das consequências”, assegurou o sacerdote.

Também insistiu em que "escutar as vítimas é entender qual é realmente o problema e assim ter toda a motivação da responsabilidade, fazer todo o possível para erradicar esses problemas".

"Se tivéssemos entendido antes e claramente a gravidade desses problemas e do encobrimento teria sido melhor, mas agora é tarde demais; temos que reagir com urgência para difundir a conscientização e responsabilidade e os bons procedimentos de prevenção evitando assim esses crimes", afirmou.

Por isso, explicou também a importância de que os responsáveis, como bispos e superiores das comunidades, "prestem contas à comunidade e à Igreja".

"Que não se sintam responsáveis apenas diante de Deus e em sua consciência, mas também diante da sociedade e da comunidade", destacou.

Também garantiu que a comunidade e as vítimas devem saber quais são os passos a seguir para reivindicar as responsabilidades.

Pe. Lombardi recordou a importância de seguir as leis vigentes no país em relação a estes crimes, porque "a Igreja é responsável pelo bem comum, com a comunidade e a sociedade do país onde a Igreja está".

"Existem diferentes culturas e leis, mas as leis do país para esses crimes devem ser respeitadas. A Igreja já tem seus processos canônicos com penas no campo espiritual e no ministério sacerdotal, mas a sociedade também deve impor suas penas", ressaltou.

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Papa Francisco pede respeito na oração: Não se pode rezar como papagaios

Durante a Audiência Geral desta quarta-feira, 20 de fevereiro, o Papa Francisco advertiu que, durante a oração, “não se pode rezar como papagaios” e destacou que "ou se entra no mistério, na consciência de que Deus é seu Pai, ou não reze".

O Papa destacou o mistério da oração do Pai-Nosso e recordou que "o primeiro passo de toda oração cristã é entrar em um mistério: o da paternidade de Deus".

"Para entender em que medida Deus é nosso pai, devemos pensar na figura de nossos pais, mas, na medida do possível, devemos refiná-la, purificá-la". Neste ponto, observou que "nenhum de nós teve pais perfeitos, assim como nunca seremos pais ou pastores perfeitos".

Afirmou que "vivemos nossas relações de amor sempre sob o signo de nossos limites e também de nosso egoísmo, motivo pelo qual, são frequentemente poluídas por desejos de posse ou manipulação do outro". Assim, "às vezes, as declarações de amor são transformadas em sentimentos de raiva e hostilidade".

Por esta razão, "quando falamos de Deus como 'pai', pensando na imagem de nossos pais, especialmente se eles realmente nos amaram, devemos ir além". "Os homens e as mulheres são eternamente mendigos de amor – somos mendigos de amor, temos necessidade de amor – procurando um lugar onde serem finalmente amados, mas não o encontram. Quantas amizades e quantos amores desiludidos existem no nosso mundo, quantos!".

Também chamou a atenção para a ambivalência do amor humano, "capaz de florescer e viver forte em um momento do dia e imediatamente após, murchar e morrer".

Muitas vezes, "nosso amor é uma promessa que se esforça para permanecer, uma tentativa que logo seca e evapora, um pouco como quando o sol sai de manhã e faz desaparecer o orvalho da noite".

"Quantas vezes nós, homens, amamos desta maneira tão fraca e intermitente. Todos temos esta experiência. Acabou aquele amor ou ficou muito fraco. Todos nós temos esta experiência. Desejosos de querer bem, nos deparamos com nossos limites, com a pobreza de nossas forças: incapazes de manter uma promessa que nos dias de graça parecia fácil de cumprir”.

Contudo, "existe outro amor, aquele do Pai que está nos céus. Ninguém deve duvidar de ser destinatário desse amor. Ele nos ama, 'Ele me ama', poderíamos dizer. Ainda que nosso pai e nossa mãe – uma hipótese histórica – não tivessem nos amado, existe um Deus no céu que nos ama como ninguém na terra jamais o fez ou poderia fazê-lo. O amor de Deus é constante, sempre!".

"Portanto – concluiu o Papa Francisco sua catequese – não tenha medo! Nenhum de nós está sozinho. E mesmo que por infelicidade teu pai terreno tenha se esquecido de ti, e ficaste ressentido com ele, não te é negada a experiência fundamental da fé cristã: a de saber que tu és filho muito amado de Deus".

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