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Papa pede aos empresários: para que eduquem o mundo do trabalho a um novo estilo

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira, 2, um grupo de jovens empresários franceses que participa, em Roma, de três dias de encontros e reflexões sobre a vocação dos empresários cristãos à luz da Doutrina Social da Igreja. O grupo é formado por trezentos empresários católicos franceses e está acompanhado pelo bispo de Fréjius-Tolone, Dom Dominique Rey.

Em seu discurso, o Pontífice afirmou estar ciente de que, na vida cotidiana, não é fácil conciliar as exigências da fé e o ensinamento social da Igreja com as necessidades e os vínculos impostos pelas leis do mercado e da globalização. “Acredito que os valores do Evangelho que vocês vivem na direção de suas empresas, bem as várias relações que vocês mantêm em suas atividades, são ocasiões para um testemunho cristão genuíno e insubstituível”, frisou.

O Papa declarou esperar que a peregrinação, em Roma, possa iluminar o discernimento dos jovens empresários sobre as escolhas que deverão fazer. “Nunca foi fácil ser cristãos e ter grandes responsabilidades”, disse o Santo Padre, ressaltando o contexto complexo criado entre produtividade e justiça social, e evidenciando o conflito que um empresário cristão vive e deve enfrentar cotidianamente:

“Os conflitos de consciência nas decisões cotidianas que vocês devem tomar, imagino que são numerosos: por um lado, a necessidade que lhes é imposta, geralmente pela sobrevivência das empresas, das pessoas que trabalham lá e suas famílias, de conquistar mercados, aumentar a produtividade, reduzir atrasos, recorrer a truques publicitários, aumentar o consumo, e por outro lado, as exigências cada vez mais urgentes de justiça social para garantir a todos a possibilidade de ter um salário e viver dignamente. Penso nas condições de trabalho, nos salários, nas ofertas de emprego e sua estabilidade, e na proteção do ambiente”.

Segundo Francisco, são dois os critérios de discernimento para “viver esses conflitos com serenidade e na esperança”. O primeiro, encontra-se na Constituição Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II, que diz em relação aos leigos engajados nas realidades temporais: “Cabe à sua consciência já devidamente formada, inscrever a lei divina na vida da cidade terrena”.

Outro critério útil encontra-se na Encíclica Laudato si, que estimula uma “avaliação da situação do mundo, de alguns sistemas que regulam as atividades econômicas, com suas consequências sobre as pessoas e o ambiente”. “É uma avaliação que às vezes pode parecer severa, mas que provoca creio, um grito de alarme por causa da deterioração da nossa Casa Comum, bem como diante da multiplicação da pobreza e da escravidão nas quais vivem várias pessoas hoje. Tudo está conectado”, completou.

Diante dessa realidade, o Pontífice reconheceu que certamente os empresários católicos não têm uma resposta imediata e eficaz a ser dada aos desafios do mundo atual. “Nisso, às vezes vocês podem se sentir impotentes”, disse. No entanto, Francisco afirmou que os empresários  têm um papel essencial a desempenhar porque, mesmo modestamente, em algumas mudanças concretas de hábitos e estilos, tanto nas relações com colaboradores diretos, ou melhor ainda na difusão de novas culturas empresariais, é preciso agir para mudar as coisas concretamente, e aos poucos, educar o mundo do trabalho a um novo estilo.

De acordo com o Santo Padre, é preciso “fazer uma conversão” conforme “evidenciado no recente Sínodo para a Amazônia”. “A conversão é um processo que age profundamente: um processo talvez lento, aparentemente, sobretudo quando se trata de converter as mentalidades, mas que permite progressos reais, se praticado com convicção e determinação mediante ações concretas”, completou.

Por fim, a conversão ecológica não pode ser separada da conversão espiritual, que é sua condição indispensável, alertou o Papa. A espiritualidade cristã propõe, de acordo com Francisco, uma maneira alternativa de entender a qualidade de vida e incentiva um estilo de vida profético e contemplativo, capaz de alegrar profundamente sem ser obcecado pelo consumo.

Os empresários foram convidados pelo Pontífice a seguirem o caminho da simplicidade e da sobriedade: “A simplicidade nos ajuda a parar e apreciar as pequenas coisas, agradecer as possibilidades que a vida oferece sem nos apegar ao que temos e nem nos entristecer com o que não possuímos”.

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Presépio já está montado na Catedral

Desde o último dia 26/11 , quem passa pela Catedral de Votuporanga, seja pra fazer suas orações pessoais diárias ou participar da Santa /Missa, fica encantado ao ver o belo presépio que foi montado no interior da Igreja. 

Ele apresenta a cena do nascimento de Jesus em uma região montanhosa, pela qual os magos caminham para a chegar até a gruta do nascimento do filho de Deus. O presépio está todo iluminado e possui também um pequeno lago.

O presépio foi montado por paroquianos da Catedral.

Significado do presépio de Natal

O presépio é uma montagem com peças, que faz referência ao momento do nascimento de Jesus Cristo. Com o menino Jesus na manjedoura ao centro, o presépio apresenta o local e os personagens bíblicos que estavam presentes neste importante momento cristão.

Origem do presépio de Natal De acordo com fontes históricas, o primeiro presépio foi montado por São Francisco de Assis no Natal de 1223. O frade católico, montou o presépio em argila na floresta de Greccio (comuna italiana da região do Lácio). Sua ideia era montar o presépio para explicar as pessoas mais simples o significado e como foi o nascimento de Jesus Cristo.

No século XVIII, a tradição de montar o presépio, dentro das casas das famílias, se popularizou pela Europa e, logo em seguida, por outras regiões do mundo.

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Conheça o significado do Presépio

O Natal se aproxima. Um dos símbolos dessa época fortemente presentes em Igrejas e nas casas dos católicos é o presépio, com as figuras do Menino Jesus, Maria, José, os reis magos, pastores e os animais. Alguns ainda apresentam o anjo e a estrela.

O termo presépio vem do latim ‘praesepe’ e significa manjedoura, estábulo, ou seja, o lugar em que ficam os animais. Foi onde Maria e José foram acolhidos, ao buscar abrigo. O presépio deve ser montado no 1º domingo do Advento e desmontado no dia 6 de janeiro, data em que a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor.

A tradição do presépio teve início com São Francisco de Assis. O reitor do Seminário Frei Galvão, em Guaratinguetá, Frei João Francisco da Silva, conta como pela primeira vez a cena do nascimento de Jesus foi montada, com um presépio vivo:

“São Francisco sempre teve uma paixão muito grande pelo Cristo. Três dimensões na vida do Cristo sempre emocionaram Francisco: o Cristo da Encarnação, o Cristo da Eucaristia e o Cristo Crucificado. Em 1223, Francisco, querendo celebrar com a comunidade de um modo diferente, pediu a um amigo chamado João para preparar tudo, e deu um tempo para que ele conseguisse o boi, o burro, o menino Jesus e também o feno para compor a cena. Francisco celebrou a Missa, fazendo uma bonita homilia sobre o nascimento de Jesus, e conta-se que o menino Jesus acordou quando Francisco se aproximou. Foi um momento catequético, e Francisco queria que as pessoas sentissem esta emoção, de ter diante de si a cena do nascimento de Jesus.”

Cada figura do presépio tem sua importância:

Os animais

Representam a natureza a serviço do homem e de Deus. No nascimento de Jesus forneceram calor ao local e simbolizam a simplicidade do local onde Jesus quis nascer.

Pastores

Depois de Maria e José, os pastores foram os primeiros a saberem do nascimento do Salvador. Os pastores também simbolizam a humildade, pois naquele tempo a profissão de pastor era uma das menos reconhecidas.

O anjo

Representa o céu que celebra o nascimento de Jesus. É o mensageiro de Deus, comunicador da Boa Notícia. O anjo do presépio, normalmente, segura uma faixa com a frase: “Gloria in excelsis Deo”, que significa: Glória a Deus nas alturas.

Estrela

Simboliza a luz de Deus que guia ao encontro do Salvador e orientou os Reis Magos onde estava Jesus. É a indicação do caminho que se deve percorrer para encontrar o Menino Jesus.

Reis Magos

Belchior, Gaspar e Baltazar eram homens da ciência. Conheciam astronomia, medicina e matemática. Eles representam a ciência que vai até o Salvador e o reconhece como Deus. Segundo São João Paulo II, “a verdadeira ciência nos leva à fé”, pois nos revela a grandeza da criação.

Ouro, incenso e mirra

São os presentes que os magos oferecem ao Menino Jesus. O ouro significa a realeza; era um presente dados aos reis. O incenso significa a divindade, um presente dado aos sacerdotes. Sua fumaça simboliza as orações que sobem ao céu. Dando este presente a Jesus, os magos reconhecem que o Menino é divino. E a mirra simboliza o sofrimento e a eternidade. É um presente profético: anuncia que Jesus vai sofrer, mas também que seu reinado será eterno.

São José

É o pai adotivo de Jesus, o homem que o assumiu como filho, que lhe deu um nome, um lar, que ensinou a Jesus uma profissão: a de carpinteiro. São José deu ao Menino Jesus a experiência de ser filho de um pai terreno.

Maria

É a Mãe do Menino Jesus, a escolhida para ser a mãe do Salvador. É aquela que disse ‘sim’ à vontade de Deus, e por ela a humanidade recebeu Jesus.

Menino Jesus

É o Filho de Deus que Se fez homem, para dar sua vida pela humanidade. “Sendo ele de condição divina, não Se prevaleceu de Sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-Se aos homens” (Filipenses 2, 6-7).

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Como devo me preparar para o Natal?

Charles Dickens, um famoso romancista inglês, escreveu certa vez: “Honrarei o Natal em meu coração e tentarei conservá-lo durante todo o ano”. Penso que ele estava certo, pois o Natal precisa novamente ser honrado com urgência, porque, há muito tempo, as pessoas têm simplesmente ignorando o real sentido dessa data.

O que é o Natal?

Papa Francisco, em uma de suas homilias sobre o Natal, não hesitou em afirmar à humanidade seu verdadeiro significado: “O Natal é mais! Nós vamos por esse caminho para encontrar o Senhor, porque o Natal é um encontro e nós caminhamos para encontrá-Lo com o coração, com a vida, encontrá-Lo vivo, como Ele é, encontrá-Lo com fé”. O Natal é um encontro. Que bela definição o Santo Padre nos deu! Trata-se, portanto, de um encontro com Jesus, o Menino Deus que traz consigo o segredo da verdadeira paz à alma humana ainda tão agitada. Nesse encontro com Cristo, o Sumo Pontífice nos indica a oração, a caridade e o louvor como caminhos para uma boa preparação para bem celebrarmos o nascimento de Jesus.

Gostaria de deter-me, neste primeiro caminho, que é da oração, para vivenciarmos o Natal como aquilo que ele verdadeiramente é.

O mundo, nesta época, ensina-nos que tudo consiste em caprichar na compra de presentes, fazer aquela ceia maravilhosa com ricas iguarias, ter o maior número possível de enfeites natalinos dentro de casa, chamar todos os parentes para uma confraternização social – mesmo que, durante os outros 364 dias do ano, vocês nem se falem mais! – e dar, além de tudo isso, umas generosas contribuições para as tais “caixinhas de Natal”.

Tudo na vida tem real significado e valor. O Natal é, sobretudo, o aniversário do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo, o Verbo de Deus que se fez carne e habitou entre nós para nos salvar. Mas grande parte da nossa sociedade, tão consumista e alienada, simplesmente celebra o aniversário ignorando o aniversariante.

Seguir o conselho da Virgem Maria

Nós cristãos não estamos isentos de tal risco. Podemos cair no mesmo equívoco de celebrar esta grande festa ignorando o aniversariante, que é Cristo. Para que isso não aconteça, segue o conselho constante que a Mãe de Jesus nos dá em Medjugorje: “Queridos filhos, rezem, rezem e rezem”.

Intimidade com Deus

Preparemos o aniversário de Jesus com as nossas orações. Quando nos decidirmos viver o Natal em oração, já estaremos começando a experimentar esse encontro com o Menino Deus. É por meio da oração, dessa busca de uma maior intimidade com Deus, que adentramos no castelo do Rei dos reis e nos livramos daquelas amarras de ressentimentos e lembranças amargas que nos oprimem e estragam o nosso Natal. Porém, não se iluda, meu irmão! Esse “castelo” nos é revelado na pobreza da gruta de Belém, na qual o Trono de Graça se fez simples manjedoura e Aquele que detém todo poder e autoridade nas mãos manifesta-se na fragilidade de uma criança nos braços de Sua Mãe.

Somente aquele que reza consegue contemplar esses sinais escondidos, os quais o mundo ainda não foi capaz de enxergar. Aquele que se decidir a viver o Natal em oração, com certeza o viverá de maneira mais santa, renovada e feliz. Pois o homem que reza jamais se encontra sozinho. Ele é semelhante àqueles Reis Magos que caminhavam por terras desconhecidas sob a guia de uma estrela. A luz que vinha do Alto os direcionava. O mesmo acontece com a alma orante: ela é sempre conduzida pelo Céu e para o Céu.

Não deixe para rezar somente no Dia de Natal

Que tal fazermos essa maravilhosa experiência nesse tempo? Prepare-se bem para o Natal por meio da oração e não deixe para rezar somente no grande dia. Comece antes, comece agora! Reze o Santo Terço em família, leia na Bíblia as verdadeiras histórias do Natal para seus filhos, participe bem das Santas Missas durante este tempo, faça uma boa confissão e, nos últimos dias do Advento, reze a Novena de Natal com os seus.

Enfim, deixe que a força da oração o guie em direção à gruta de Belém. Ali, você contemplará o Filho de Deus que se fez um de nós e aprenderá que o Natal é a oportunidade que a humanidade tem de recordar que o verdadeiro amor consiste em doar-se até o fim com humildade e simplicidade. Ali, naquela manjedoura construída pela paz em seu coração, você poderá admirar o sorriso do Menino Jesus. Diante desse singelo sorriso, é impossível que a alma humana permaneça sofrendo na dor e na solidão!

Desejo a você e a sua família um Natal diferente dos anos anteriores, um Natal preparado em oração, que marque definitivamente esse tempo novo de recomeços e retomadas na sua vida.

Um abraço fraterno!

Alexandre Oliveira
Missionário da Comunidade Canção Nova

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5 conselhos para viver bem o Advento

Natal está próximo e com ele a compra de presentes, a preparação da ceia e a lista de convidados. Mas, o que verdadeiramente devemos preparar? A seguir, confira 5 conselhos que o ajudarão a viver este tempo de preparação para o Nascimento do Menino Jesus.

Em declarações ao Grupo ACI, o Diretor do Rádio Maria no Chile, Pe. Carlos Irarrázaval, deu 5 conselhos para viver este tempo litúrgico.  “Que não nos arrebatam o tesouro“, enfatizou o presbítero.

1. Viver o Advento em família;

2. Recordar o festejado;

3. Montar o presépio;

4. Contemplar o mistério e preparar o coração para receber o Senhor;

5. Ser missionários.

É importante recordar que o Advento é o período de preparação para celebrar o Natal e começa quatro domingos antes desta festa. Além disso, é o começo Ano Litúrgico católico.

Nos templos e casas são colocadas as coras de Advento e a cada domingo é acesa uma vela. Do mesmo modo, os paramentos do sacerdote e as toalhas do altar são roxas, como símbolo de preparação e penitência.

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O que é o advento?

Começamos novo Ano Litúrgico e um novo ciclo da liturgia com o Advento, tempo de preparação para o nascimento de Jesus Cristo no Natal. É hora de renovação das esperanças, com a advertência do próprio Cristo, quando diz: “Vigiai!”, para não sermos surpreendidos.

Realização e confirmação da Aliança de Deus

A chegada do Natal, preparado pelo ciclo do Advento, é a realização e confirmação da Aliança anunciada no passado pelos profetas. É a Aliança do amor realizada plenamente em Jesus Cristo e na vida de todos aqueles que praticam a justiça e confiam na Palavra de Deus.

Estamos em tempo de educação de nossa fé, quando Deus se apresenta como oleiro, que trabalha o barro, dando a ele formas diversas. Nós somos como argila, que deve ser transformada conforme a vontade do oleiro. É a ação de Deus em nossa vida, transformando-a de Seu jeito.

Neste caminho de mudanças, Deus nos deu diversos dons conforme as possibilidades de cada um. E somos conduzidos pelas exigências da Palavra de Deus. É uma trajetória que passa pela fidelidade ao Todo-poderoso e ao próximo, porque ninguém ama a Deus não amando também o seu irmão.

Convocação para vigilância

O Advento é convocação para a vigilância. A vida pode ser cheia de surpresas e a morte chegar quando não esperamos. Por isso é muito importante estar diuturnamente acordado e preparado, conseguindo distanciar-se das propostas de um mundo totalmente afastado de Deus.

Outro fato é não desanimar diante dos tipos de dificuldades e de motivações que aparecem diante nós. Estamos numa cultura de disputa por poder, de ocupar os primeiros lugares sem ser vigilantes na prestação de serviço. Quem serve, disse Jesus, é “servo vigilante”.

Confiar significa ter a sensação de não estar abandonado por Deus. Com isso, no Advento vamos sendo moldados para acolher Jesus no Natal como verdadeiro Deus. Aquele que nos convoca a abandonar o egoísmo e seguir Jesus Cristo.

Preparar-se para o Natal já é ter a sensação das festas de fim de ano. Não sejamos enganados pelas propostas atraentes do consumismo. O foco principal é Jesus Cristo como ação divina em todo o mundo.

Autor: Dom Paulo Mendes Peixoto (Arcebispo metropolitano de Uberaba – MG)

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Reflita sobre as quatro semanas do Tempo do Advento

O Ano Litúrgico começa com o Tempo do Advento, que é um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus. Esse foi o maior acontecimento da história: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-Se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. O Natal de Jesus precisa ser preparado e celebrado a cada ano. São quatro semanas de preparação e, no decorrer delas, somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e virá no final dos tempos.

Por isso, é um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor considerada sob diversos aspectos. Em primeiro lugar, a expectativa do Antigo Testamento pela vinda do Messias, do que falavam os profetas, agradecendo a Deus o dom inefável da salvação que se realizou na vinda do divino Redentor. Agora, a vinda do Salvador deve atualizar-se no coração de todos os homens, enquanto a história se encaminha para a Parusia, ou seja, a vinda gloriosa do Senhor. É, nesta perspectiva, que devem ser escutadas as leituras do Advento. “Vinde, caminhemos à luz do Senhor!”.

Nas duas primeiras semanas do advento, a liturgia nos convida a vigiar e a esperar a vinda gloriosa do Salvador. Um dia, o Senhor voltará para colocar um fim à história humana, mas o nosso encontro com Ele também está marcado para logo após a morte.

Nas duas últimas, lembramos a espera dos profetas e de Maria. Nos preparamos mais (especialmente), para celebrar o nascimento de Jesus em Belém. Os Profetas anunciaram esse acontecimento com riqueza de detalhes; nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi e seu Reino não terá fim. Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.

A coroa do Advento

A Guirlanda ou Coroa do Advento é o primeiro anúncio do Natal. A coroa é verde, sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha que simboliza o amor de Deus que nos envolve e, também, a manifestação do nosso amor, que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus.

A Coroa do Advento é composta por 4 velas nos seus cantos – presas aos ramos formando um círculo. A cada domingo acende-se uma delas. As velas representam as várias etapas da salvação. Começa-se no 1º Domingo, acendendo apenas uma vela; e, à medida que vão passando os domingos, acendem-se as outras velas, até chegar o 4º Domingo, que é quando todas devem estar acesas. Os ramos em círculo são de cipreste, de pinheiro ou de outra árvore ornamental, esses ramos são para lembrar a esperança cristã, ela é alimentada com a proximidade do Natal. O círculo não tem princípio nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno e, também, da nossa ininterrupta dileção ao Criador e ao próximo.

Durante o advento, prevalece a cor roxa, símbolo da conversão que é fruto da revisão de vida, ou seja, a metanoia. As velas querem representar as várias etapas da salvação, sobretudo para significar a espera d’Aquele que é “a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo” (João 1,9) e que está para chegar, então, nós, O esperamos com luzes, porque O amamos e queremos ser como Ele, Luz.

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Cerca de 40 milhões de pessoas no mundo são vítimas de escravidão

Nesta segunda-feira, 2, a Organização das Nações Unidas (ONU), comemora o Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, data criada há 60 anos.  O dia marca a data da adoção, pela Assembleia Geral, da Convenção da ONU para a Supressão do Tráfico de Pessoas e a Exploração da Prostituição de Outros.

Apesar da data recordar o fim da escravidão, o número de vítimas da chamada “escravidão moderna”, a data tem um novo significado: erradicação das formas contemporâneas de escravidão, como tráfico de pessoas, exploração sexual, casamento forçado e recrutamento forçado de crianças para uso em conflitos armados. E nesta realidade, mulheres e meninas são desproporcionalmente afetadas, representando 99% das vítimas na indústria comercial do sexo e 58% em outros setores.

Embora a “escravidão moderna” não seja definida em lei, ela é usada como um termo que abrange práticas como trabalho forçado, servidão por dívida e tráfico de seres humanos. Essencialmente, refere-se a situações de exploração que uma pessoa não pode recusar ou deixar devido a ameaças, violência, coerção, engano e abuso de poder.

Para cada mil pessoas no mundo, existem 5,4 vítimas da escravidão moderna. De acordo com as Nações Unidas, cerca de 25% das vítimas deste tipo de abuso são crianças.A ONU aponta que a escravidão evoluiu e se manifestou de diferentes maneiras ao longo da história. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo ainda são suas vítimas.

Segundo relatórios do Programa de Ação Especial para Combater o Trabalho Forçado, mantido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o tráfico de seres humanos gera 32 bilhões de dólares por ano no mundo. De acordo com a OIT, 44% das vítimas são traficadas com o objetivo de exploração sexual, 32% para exploração no trabalho e 25% para uma combinação de ambos. Além disso, estima-se que metade das vítimas são menores de 18 anos.

 

De acordo com a agência da ONU, mais de 150 milhões de crianças estão sujeitas ao trabalho infantil, representando quase uma em cada dez crianças em todo o mundo.Dos 24,9 milhões de pessoas em situação de trabalho forçado, 16 milhões são exploradas no setor privado, como trabalho doméstico, construção ou agricultura.

A exploração sexual forçada afeta 4,8 milhões de pessoas e outros 4 milhões enfrentam trabalho forçado imposto por autoridades estatais.

Fim do trabalho forçado

Em novembro de 2016, entrou em vigor um novo Protocolo juridicamente vinculativo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que pretende fortalecer os esforços globais para eliminar o trabalho forçado. E a campanha 50 for Freedom, visa convencer pelo menos 50 países a ratificar o Protocolo do Trabalho Forçado até o final de 2019.

 

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Papa e Comunidade de Santo Egidio acolhem 33 refugiados de Lesbos

Nesta quarta-feira, 4, chegarão à Itália 33 refugiados em busca de asilo político provenientes de Lesbos, na Grécia. A Santa Sé e a Comunidade de Sant’Egidio prestarão assistência. O cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro apostólico, parte nesta segunda-feira, 2, para a ilha do Mar Egeu, de onde regressará no dia 4 de dezembro acompanhado dos migrantes. Até o final do ano a Itália receberá mais 10 refugiados.

Na última primavera, Dom Konrad também foi a Lesbos, como enviado do Papa. Há três anos, foi o Santo Padre quem visitou o local e conheceu pessoalmente os migrantes do campo de refugiados de Moria. Na época, Francisco retornou à Itália com três famílias sírias, cuja recepção e sustento foram oferecidos pela Santa Sé, e a hospitalidade e o caminho de integração foram fornecidos pela Comunidade de Sant’Egidio.

Ao enviando em maio o Esmoleiro apostólico entre os migrantes da ilha, o Pontífice quis renovar sua proximidade ao povo grego e aos refugiados e, ao mesmo tempo, expressou seu desejo de fazer “outro gesto de solidariedade”, acolhendo “um grupo de jovens refugiados e algumas famílias” do Afeganistão, Camarões e Togo.

Após um “intenso itinerário de negociações oficiais” entre os órgãos competentes, o Ministério do Interior italiano deu “seu consentimento definitivo” para realizar a operação. A acolhida de todos estes refugiados será também “à custa” da Santa Sé, através da Esmolaria apostólica, e da Comunidade de Sant’Egidio.

Duas famílias vão para Luxemburgo

No dia 19 de novembro passado, a arquidiocese de Luxemburgo, guiada pelo novo cardeal Jean-Claude Hollerich, que em maio tinha participado da missão do cardeal Krajewski em Lesbos, abriu as suas portas a duas famílias de refugiados provenientes dos mesmos campos da ilha grega, uma originária do Kuwait com dois filhos de 8 e 5 anos e outra da Síria com gêmeos de quase dois anos.

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Santa Dulce dos Pobres é homenageada em Sessão Especial do Senado

Uma sessão especial do Senado Federal nesta quinta-feira, 21, prestou homenagem à Santa Dulce dos Pobres, pouco mais de um mês após a freira baiana ser canonizada pelo Papa Francisco. A canonização foi em 13 de outubro desse ano no Vaticano.

O assessor político da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Paulo Renato Campos, participou da sessão representando a presidência da entidade. O sacerdote disse que reconhecer o papel de Irmã Dulce na sociedade é prestar importante homenagem para a história do Brasil. Ele ressaltou ainda que o Anjo Bom da Bahia viveu para os outros, não para si mesma.

Irmã Dulce nasceu em 26 de maio de 1914. Ela entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus em 1933, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Desde que se tornou freira, em agosto do mesmo ano, lutou para dar dignidade aos mais pobres até sua morte, em 13 de março de 1992.

O processo de canonização de Irmã Dulce foi o terceiro mais rápido da Igreja Católica. O primeiro foi o de São João Paulo II, canonizado 9 anos após a sua morte; depois, Madre Tereza de Calcutá, que foi canonizada 19 anos após a sua morte; e agora Irmã Dulce dos Pobres, canonizada 27 anos depois de sua morte. O dia litúrgico da Santa Dulce dos Pobres será celebrado em 13 de agosto.

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Proteger toda a vida que é dom de Deus, pede Papa aos bispos japoneses

“Não tenhamos medo de realizar sempre, aqui e em todo o mundo, a missão de levantar a voz e defender toda a vida como dom precioso do Senhor. Por isso vos encorajo nos vossos esforços por garantir que a comunidade católica, no Japão, ofereça um testemunho claro do Evangelho no meio de toda a sociedade”.

Foi a exortação do Papa no encontro com os bispos do Japão, seu primeiro dia e primeiro discurso em terras nipônicas. O primeiro compromisso aconteceu neste sábado, 23, na Nunciatura Apostólica do país. O Santo Padre agradeceu ao Senhor por fazer-se peregrino e missionário no “país do sol nascente”, seguindo os passos de grandes testemunhas da fé. A visita é parte da segunda etapa da 32ª Viagem Apostólica do Pontífice, iniciada com a visita pastoral à Tailândia.

Falando ao episcopado japonês, Francisco externou desde jovem sentir simpatia e estima por estas terras. “Passaram-se muitos anos desde aquele impulso missionário, cuja realização se fez esperar”, acrescentou. O Papa estendeu seu abraço e suas orações a todos os japoneses, neste período marcado pela entronização do novo Imperador e o início da era Reiwa.

“Completam-se quatrocentos e setenta anos da chegada de São Francisco Xavier ao Japão, que marcou o início da propagação do cristianismo nesta terra. Recordando-o, quero unir-me convosco para dar graças ao Senhor por todos aqueles que, ao longo dos séculos, se dedicaram a semear o Evangelho e a servir o povo japonês com grande unção e amor; tal dedicação conferiu uma fisionomia muito particular à Igreja japonesa”, frisou.

O Papa recordou particularmente a figura eminente do jesuíta e grande evangelizador do Japão, São Francisco Xavier, dos mártires São Paulo Miki e seus companheiros, e do Beato Justo Takayama Ukon. Juntos, santo, mártires e beato deram testemunho até à morte. O Pontífice sublinhou:

“O DNA das vossas comunidades está marcado por este testemunho, antídoto contra todo o desespero, que nos indica a estrada para onde encaminhar-se. Sois uma Igreja que se manteve viva pronunciando o Nome do Senhor e contemplando como Ele vos guiava no meio da perseguição”.

O Santo Padre destacou que a sementeira confiante, o testemunho dos mártires e a espera paciente dos frutos, que o Senhor concede no devido tempo, caracterizaram a modalidade apostólica com que souberam acompanhar a cultura japonesa. “Plasmastes ao longo dos anos um rosto eclesial, geralmente muito apreciado pela sociedade japonesa, graças às vossas variadas contribuições para o bem comum”, destacou.

Em seguida, lembrou aos bispos japoneses o lema de sua visita e a missão episcopal: “Esta viagem apostólica decorre sob o lema ‘proteger toda a vida’; lema este, que pode facilmente simbolizar o nosso ministério episcopal. O bispo é uma pessoa que o Senhor chamou do meio do seu povo, para devolvê-lo a este como pastor capaz de proteger toda a vida; isto define, em certa medida, o alvo para onde devemos apontar”.

“Proteger toda a vida significa, em primeiro lugar, ter um olhar contemplativo capaz de amar a vida de todo o povo que vos está confiado, para reconhecerdes nele, antes de mais nada, um dom do Senhor”, disse ainda. Segundo o Papa, só o que se ama pode ser salvo, só o que se abraça, pode ser transformado. Proteger toda a vida e anunciar o Evangelho não são duas coisas separadas nem contrapostas, mas uma reclama e exige a outra, observou o Pontífice.

Francisco prosseguiu: “Ambas significam estar atentos e vigilantes relativamente a tudo aquilo que hoje possa impedir, nestas terras, o desenvolvimento integral das pessoas confiadas à luz do Evangelho de Jesus. (…) Sabemos que a Igreja, no Japão, é pequena, e os católicos são uma minoria; mas isto não deve desmerecer o vosso compromisso com a evangelização, pois, na vossa situação particular, a palavra mais forte e clara que se pode oferecer é a dum testemunho humilde, diário, aberto ao diálogo com as outras tradições religiosas”.

O Papa ressaltou aos bispos que a hospitalidade e o cuidado prestados aos numerosos trabalhadores estrangeiros, que constituem mais de metade dos católicos do Japão, servem não só como testemunho do Evangelho no meio da sociedade japonesa, mas atestam também a universalidade da Igreja, demonstrando que a união com Cristo é mais forte do que qualquer outro vínculo ou identidade, e é capaz de atingir e envolver todas as realidades.

Uma Igreja de mártires pode falar com maior liberdade, especialmente quando aborda questões urgentes como a paz e a justiça no mundo, disse o Santo Padre, acrescentando: “Em breve, visitarei Nagasaki e Hiroshima, onde rezarei pelas vítimas do catastrófico bombardeamento destas duas cidades e darei voz aos vossos próprios apelos proféticos em prol do desarmamento nuclear. Desejo encontrar aqueles que sofrem ainda as feridas daquele trágico episódio da história humana, bem como as vítimas do ‘tríplice desastre’”.

De acordo com o Pontífice, o Japão está ciente da existência de vários flagelos que ameaçam a vida de alguns japoneses, por várias razões atingidas pela solidão, o desespero e o isolamento, disse, antes de concluir. “O aumento do número de suicídios nas vossas cidades, bem como o bullying e várias formas de consumo e estão criando novos tipos de alienação e desorientação espiritual. E como tudo isto atinge especialmente os jovens!”, observou.

Os bispos foram convidados a prestar atenção especial aos jovens e às suas necessidades, procurando criar espaços onde a cultura da eficiência, do rendimento e do sucesso possa abrir-se à cultura de um amor gratuito e altruísta, capaz de oferecer a todos – e não só aos mais prendados – possibilidade duma vida feliz e realizada.

“Devemos alcançar a alma das cidades, dos lugares de trabalho, das universidades, para acompanhar com o Evangelho da compaixão e da misericórdia os fiéis que nos foram confiados”, concluiu Francisco exortando mais uma vez os bispos do Japão.

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Igreja no Brasil ganha novo beato: padre Donizetti Tavares

Padre Donizetti Tavares de Lima é o novo beato brasileiro. Neste sábado, 23, atendendo ao pedido de Dom Antônio Emílio Vilar e do postulador da causa, Paolo Vilotta, o cardeal e representante do Papa Francisco, Giovanni Angelo Becciu, presidiu a cerimônia de beatificação de Padre Donizetti na cidade de Tambaú (SP), na Diocese de São João da Boa Vista (SP).

“Eu sou o Bom Pastor, o Bom Pastor dá a vida por suas ovelhas” (Jo 10, 11), com esta frase dita por Jesus Cristo, Dom Becciu explicou o verdadeiro significado do sacrifício. O cardeal afirma que as palavras foram ditas pelo próprio Cristo ao definir-se, e foram concretizadas quando o mesmo morreu na cruz. Para o representante do Papa, Jesus é o Pastor verdadeiro, o modelo mais alto de sacrifício verdadeiro e amor pelo seu rebanho. “No beato Donizetti Tavares brilha a imagem do Cristo Bom Pastor, preocupado em ir a procura da ovelha perdida, curar a ferida, tratar das que estão doente, apascentando o rebanho segundo a justiça”, destacou.

De acordo com o cardeal, padre Donizetti realizou um fecundo ministério baseado na oração, no trabalho apostólico, no sofrimento, até a doação total de si. O cardeal recordou a época vivida pelo novo beato, e sublinhou a integridade com que o sacerdote viveu o amor dedicado ao próximo e sua vida paroquial. “Ninguém era excluído de sua atenção, para ele todos os homens, enquanto filhos de Deus, eram iguais”, recordou.

Profundo conhecedor das encíclicas sociais, o novo beato brasileiro é caracterizado pelo representando do Papa como alguém que antecipou os direitos humanos contra a desenfreada corrida imposta pelos interesses econômicos. “Demonstrou intrépida coragem e justiça social, defendeu os pobres, os doentes e operários e denunciou abusos e irregularidades que aconteciam na sociedade. Ao mesmo tempo, procurava encontrar um acordo entre os setores da sociedade em conflito”, acrescentou. Dom Becciu falou da luta do sacerdote contra o preconceito e afirmou: “Em todas estas criaturas sofredoras via o rosto de Cristo, por isso combatia toda a espécie de discriminação social e racial”.

Cardeal e representante do Papa Francisco, Giovanni Angelo Becciu/ Foto: Reprodução – TV Canção Nova

As famílias também eram assistidas pelo beato que fundou diversas obras assistenciais durante sua vida. “Procurava prover todos os casos de pobreza com remédios, alimentos e roupas”, destacou o cardeal. Dom Becciu reforçou que padre Donizetti viveu uma vida de pobreza, simplicidade e austeridade. A oração foi atribuída pelo representando do Papa como a sustentação da vida ativa do novo beato brasileiro. Os momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento e a devoção a Nossa Senhora Aparecida eram realidades na vida de padre Donizetti.

A partir de uma intensa vida interior e uma relação íntima com Jesus, o sacerdote reagia com calma e serenidade às dificuldades da época, contou o cardeal. “Nos encontramos diante de uma figura exemplar de sacerdote, completa do ponto de vista humano, espiritual e social, que se distinguia ao viver com plenitude o Evangelho. Exemplo concreto e vivo de sacerdote zeloso, homem de oração que viveu com coerência e determinação a Doutrina Social da Igreja. Na sua grande humildade, considerou-se o último dos padres, mas a Igreja agora o coloca sobre o candelabro como modelo para todos os sacerdotes e leigos”.

“Ele encoraja a nós, Pastores de almas, a dedicar a nossa vida totalmente ao ministério, nos tornando a voz dos que não tem voz na sociedade, defendendo os indefesos e apoiando os abandonados. (…) O solene acontecimento da beatificação de padre Donizetti Tavares deve ser uma fecunda ocasião de renovação espiritual e de impulso missionário. (…) Olhando para o novo beato, todos os sacerdotes e pessoas consagradas terão motivos para se esforçarem e crescerem no espírito missionário, trabalhando para que o Evangelho seja anunciado para todos os homens neste território e em todos os extremos da Terra”, concluiu o cardeal.

Após a cerimônia de beatificação, o cardeal e representante do Papa Francisco, Giovanni Angelo Becciu, o bispo diocesano de São João da Boa Vista, Dom Antônio Emidio Vilar e o reitor do Santuário de Nossa Senhora Aparecida de Tambaú, padre Anderson Godoi, comentaram a importância da beatificação do sacerdote para a Igreja no Brasil e no mundo.

Dom Becciu falou também  sobre os beatos e santos brasileiros. Segundo o cardeal, apesar de apresentarem carismas diferentes e particularidades, santos e beatos têm como virtude semelhante a preferência pelos pobres. “Todos viveram a máxima do evangelho que é: amar a Deus e ao seu próximo”.

O miraculado, Bruno de Oliveira, e seus pais, Margarete e Adriano, também estiveram presentes na coletiva e falaram sobre o milagre da beatificação. Bruno foi diagnosticado com pé torto congênito bilateral ainda bebê, em 2006. Sua mãe, Margarete, recorreu à intercessão de padre Donizetti na cura dos pés do filho e foi atendida. O jovem mostrou à imprensa seus pés curados,  sem dores ou sequelas. 

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Os tesouros da Igreja

Silvonei José – Cidade do Vaticano

Celebra-se neste domingo, 17 de novembro (XXXIII do Tempo Comum) o terceiro Dia Mundial dos Pobres, que o Papa Francisco dedicou ao tema "A esperança dos pobres jamais se frustrará".

O Santo Padre a partir da Oração do Salmo 9, mostra-nos em uma mensagem o caminho do nosso compromisso como sinal concreto na realização da Esperança Cristã. Os instrumentos da Esperança são colocados principalmente na consolação que exprime a proximidade de toda a pessoa a quem se encontra em situação de pobreza.

A Mensagem, difundida no dia 13 de junho passado, desenvolve-se em duas coordenadas principais: a descrição das novas formas de pobreza que estão diante dos nossos olhos todos os dias, e a ação concreta daqueles que podem oferecer esperança através do seu testemunho.

O Dia Mundial dos Pobres, instituído por Francisco, é fruto do Jubileu Extraordinário da Misericórdia e se realiza no domingo anterior ao da Solenidade de Cristo Rei. Em sua mensagem para a edição deste ano, Francisco faz uma comparação entre a situação do pobre no tempo do salmista e a situação atual e constata que pouco mudou. “Passam os séculos, mas permanece imutável a condição de ricos e pobres, como se a experiência da história não ensinasse nada. Assim, as palavras do salmo não dizem respeito ao passado, mas ao nosso presente submetido ao juízo de Deus”.

Francisco cita as “muitas formas de novas escravidões”, como famílias obrigadas a deixar a sua terra; órfãos que perderam os pais; jovens em busca duma realização profissional; vítimas de tantas formas de violência, da prostituição à droga; sem esquecer os milhões de migrantes instrumentalizados para uso político.

O Papa fala também das periferias de nossas cidades, repletas de pessoas que vagueiam pelas ruas, em busca de alimento. “Tendo-se tornado eles próprios parte duma lixeira humana, são tratados como lixo, sem que isto provoque qualquer sentido de culpa em quantos são cúmplices deste escândalo.”

Não obstante a descrição de injustiça e sofrimento no salmo, há uma definição do pobre: é aquele que «confia no Senhor» (cf. 9, 11), pois tem a certeza de que nunca será abandonado.

“Na Escritura, o pobre é o homem da confiança!”, escreve o Pontífice.

“É precisamente esta confiança no Senhor, esta certeza de não ser abandonado, que convida o pobre à esperança. Sabe que Deus não o pode abandonar.”

Por ocasião deste Dia Mundial, Francisco não pede somente iniciativas de assistência, mas faz votos de que aumente em cada um aquela atenção plena, que é devida a toda a pessoa que se encontra em dificuldade.

Em sua mensagem, o Pontífice não deixa de enaltecer ainda o trabalho de inúmeros voluntários pelo mundo, mas recorda que os pobres não precisam somente de uma “sopa quente ou de um sanduíche”. Precisam das nossas mãos para se reerguer, dos nossos corações para sentir de novo o calor do afeto, da nossa presença para superar a solidão. “Precisam simplesmente de amor...”

Numa mensagem enviada nesta sexta-feira aos peregrinos da associação "Fratello" reunidos no Santuário de Lourdes, na França, por ocasião do Terceiro Dia Mundial dos Pobres, Francisco diz que precisa deles, de cada um de deles. “Vocês que estão aos pés da cruz, talvez sozinhos, isolados, abandonados, sem abrigo, forçados a abandonar a sua família ou o seu país, vítimas do álcool, da prostituição, da doença. Estejam cientes de que Deus ama vocês. Deus escuta em particular a oração de vocês. O mundo sofre e sua oração comove o Senhor.

Numa ação concreta nesta semana de preparação para o Dia Mundial do Pobre, como já ocorreu no ano passado, voltou à Praça São Pedro o Posto de Saúde para atender os pobres e necessitados. Foram disponibilizadas consultas médicas com especialistas, cuidados especiais, análises clínicas e outros exames específicos. Tudo completamente gratuito e oferecido a pessoas que normalmente tem dificuldade de acesso a este tipo de serviço. O Posto fica aberto até este domingo 17, quando o Papa celebra a Santa Missa na Basílica vaticana.

Na homilia da Santa Missa do ano passado, Francisco lembrou que “o grito dos pobres se torna mais forte a cada dia. E a cada dia é menos ouvido, porque abafado pelo barulho de poucos ricos que são sempre menos e sempre mais ricos”.

Vocês que são pequenos, pobres, frágeis, - disse ainda Francisco na sua mensagem aos peregrinos reunidos em Lourdes - são o tesouro da Igreja. Vocês estão no coração do Papa, no coração de Maria, no coração de Deus. O amor salva o mundo e Deus quer passar através de nós para salvar o mundo. Digam ao mundo qual é o tesouro de vocês: "Jesus". “O Papa ama vocês e confia em vocês”.

https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2019-11/os-tesouros-da-igreja.html

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O Papa: devemos combater o desperdício, ninguém está excluído

Cidade do Vaticano

Na manhã desta segunda-feira, (18) o Papa Francisco enviou uma mensagem ao senhor David Beasley, diretor do Programa Alimentar Mundial por ocasião da abertura da segunda sessão ordinária do Comitê Executivo do órgão.

Na Mensagem, o Papa recordou que nos projetos do Programa estão sendo formuladas iniciativas concretas para tornar mais eficaz a luta contra a fome no mundo.

Contra o desperdício alimentar

“Seus projetos”, afirma o Papa, “compreendem a promoção de medidas determinantes para eliminar o desperdício alimentar, um fenômeno que grava cada vez mais na nossa consciência”.

Em seguida o Papa recorda a desigualdade entre os irmãos: lugares onde não se alimentam suficientemente e outros onde os alimentos são desperdiçados e jogados fora.

“É o que o meu predecessor São João Paulo II definiu de “paradoxo da abundância” que continua a ser um obstáculo à solução do problema da desnutrição da humanidade” afirma o Papa e continua: “O paradoxo implica mecanismos de superficialidade, negligência e egoísmo que estão na base da cultura do desperdício”.

Cumprir compromissos das agendas

Ao falar sobre os compromissos assumidos nas organizações internacionais como Agenda 2030 e Acordo de Paris, o Papa reitera:

“Alcançar estes objetivos é responsabilidade não apenas das organizações internacionais e dos governos, mas de cada um de nós” ou seja: “Famílias, escolas e meios de comunicação têm uma importante tarefa em educar para a sensibilização” e conclui: “Ninguém pode ser excluído da necessidade de combater esta cultura que oprime tantas pessoas, especialmente os pobres e vulneráveis na sociedade”.

"Stop the Waste"

Francisco elogia a campanha global do PAM “Stop the Waste” que evidencia “o quanto o desperdício danifica a vida das pessoas e o progresso dos povos”. A campanha sustenta também que o único modo de agir é mudando o estilo de vida e rejeitando todo e qualquer desperdício.

Sobre este ponto o Papa afirma: “Este novo estilo de vida consiste em valorizar adequadamente o que a Terra mãe nos dá e terá uma repercussão para toda a humanidade”.

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-11/papa-francisco-mensagem-pam.html

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Papa Francisco almoça com os pobres

As comemorações do 3º Dia Mundial dos Pobres iniciou neste domingo (17) com a Santa Missa na Basílica Vaticana presidida pelo Santo Padre que contava com a presença de muitos deles.

Na homilia, o Papa recordou que os pobres facilitam o nosso acesso ao Céu”, e que devemos estar ao lado deles para aprender pois “são preciosos aos olhos de Deus, porque não falam a linguagem do eu”.

Depois da Missa o Papa rezou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, em um domingo com muita chuva, e depois do Angelus o Papa Francisco recordou:

“ Hoje celebramos o Dia Mundial dos Pobres, que tem como tema as palavras do salmo ‘A esperança dos pobres jamais se frustrará’ (Sal 9, 19) ”

Em seguida fez os agradecimentos:

A minha gratidão vai para todos aqueles que, nas dioceses e paróquias de todo o mundo, promoveram iniciativas de solidariedade para dar esperança concreta às pessoas mais desfavorecidas. Agradeço aos médicos e enfermeiros que prestaram serviço nestes dias no Posto de Saúde aqui na Praça São Pedro.

No final, o Papa pede orações pela sua próxima viagem à Tailândia e Japão que inicia na próxima terça-feira, dia 19 até o dia 26 de novembro. 

O Papa almoçou na Sala Paulo VI com cerca de 1.500 pessoas necessitadas, para testemunhar também a "atenção que nunca deve faltar a estes nossos irmãos e irmãs”.

 Ao chegar na Sala Paulo VI o Papa saudou os presentes:

"Minhas boas-vindas a todos. Desejo que hoje o Senhor abençoe a todos nós: que Deus nos abençoe nesta reunião de amigos, neste almoço e também bênçãos às suas famílias. Que o Senhor abençoe a todos. Obrigado e bom almoço"

O almoço para os pobres foi servido por 50 voluntários e colaboradores de associações de voluntariado. O menu oferecido pelo Papa era composto por: lasanha, picadinho de frango com creme de cogumelos, batata assada, sobremesa, frutas e café. 

fonte https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-11/depois-angelus-dia-dos-pobres-almoco.html

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Presidência da CNBB emite nota sobre o vazamento de óleo no litoral Nordestino

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu em 28 de outubro, uma nota sobre o vazamento de óleo no litoral do Nordeste brasileiro. No documento, inspirado pela realização do Sínodo para a Pan-Amazônia e frente aos desastres ambientais, a CNBB cobra uma postura de profunda e imediata conversão ecológica. A presidência da CNBB cobra também das autoridades competentes ações efetivas de recuperação do equilíbrio natural e uma devida apuração para encontrar a origem e as causas dessa tragédia ecológica. Veja a íntegra do documento abaixo:

Nota da CNBB sobre vazamento de óleo no litoral do Nordeste

As manchas de óleo que contaminam tristemente as praias do Nordeste devem sensibilizar corações para urgente necessidade: uma profunda e imediata conversão ecológica. Os processos extrativistas que contaminam e matam devem ser fiscalizados e devidamente responsabilizados pelo poder público, pois não há futuro para a humanidade sem o indispensável respeito à Casa Comum.

O Sínodo dos Bispos para a Amazônia, em seu horizonte, reforça esta convocação: todos vivenciem uma autêntica conversão ecológica. Seja inspiração e exemplo para cada pessoa, no caminho rumo à conversão, o magnífico trabalho de voluntários que estão se dedicando à limpeza das praias do Nordeste.

Homens e mulheres que se arriscam, em contato com o óleo tóxico, para salvar o meio ambiente. Diante desse desastre que contamina as praias do Nordeste, são esperadas, das autoridades competentes, ações efetivas de recuperação do equilíbrio natural. E que seja feita a devida apuração para encontrar a origem e as causas dessa tragédia ecológica.

A coragem e a solidariedade dos voluntários toquem o coração de todos, especialmente de governantes, para que a defesa da vida e do planeta seja sempre prioridade.

Em Cristo,

Brasília-DF, 28 de outubro de 2019

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de S. Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

Via CNBB

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Papa na Catequese: abrir o coração e se deixar tocar pelo Espírito Santo

A chegada da fé cristã à Europa foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira, 30, na Praça São Pedro. O Pontífice deu prosseguimento ao ciclo sobre os Atos dos Apóstolos e comentou o capítulo 16, 9-10. No texto, São Paulo teve uma visão, em que um homem da Macedônia lhe disse: “passa à Macedônia, e ajuda-nos”. Depois da visão, os apóstolos partiram para a Macedônia, concluindo que o Senhor os chamava para anunciar o evangelho.

O Espírito Santo é o protagonista da missão da Igreja, é quem guia o caminho dos evangelizadores mostrando a eles a via a seguir, explicou o Santo Padre. “E os macedônios têm orgulho disso e recordo este povo que me acolheu com tanto calor”, afirmou o Papa citando a sua viagem à Macedônia do Norte em maio deste ano.

No texto escolhido pelo Papa para a Catequese desta quarta-feira, 30, São Paulo chegou a Filipos e ali batizou a vendedora Lídia e a sua família. Com o coração aberto, afirmou Francisco, homens e mulheres podem dar hospitalidade a Cristo e aos outros. “Temos aqui o testemunho da chegada do cristianismo à Europa: o início de um processo de inculturação que dura ainda hoje.”

Depois do que viveram na casa de Lídia, Paulo e Silas são levados para a prisão sob a acusação de perturbarem a “ordem pública” ao converterem uma jovem “com espírito de adivinhação”. O Pontífice advertiu as pessoas que ainda hoje pagam e utilizam os “poderes” dos “adivinhos”.

Na prisão, acontece um fato surpreendente: enquanto Paulo e Silas rezavam, um terremoto move os alicerces libertando os prisioneiros. Ao ver as portas abertas da prisão, o carcereiro está para se suicidar quando pergunta a eles: “que é necessário que eu faça para me salvar?” Paulo responde: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa”.

Neste momento, explicou o Papa, acontece a mudança: o carcereiro escuta a palavra do Senhor com a sua família, acolhe os apóstolos, lava as suas chagas e recebe o Batismo. “No coração da noite deste anônimo carcereiro, a luz de Cristo brilha e derrota as trevas. Assim o Espírito Santo faz a missão, desde o início. Desde Pentecostes, Ele é o protagonista da missão. (…) Ele nos leva avante a sermos fiéis ao Evangelho”.

O Santo Padre concluiu: “Peçamos também nós hoje ao Espírito Santo um coração aberto, sensível a Deus e hospitaleiro aos irmãos, como o de Lídia, e uma fé audaz, como a de Paulo e Silas, e também uma abertura de coração, como a do carcereiro, que deixa tocar pelo Espírito Santo.”

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Solenidade de Todos os Santos

No dia 1º de novembro, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna. 
"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: 'Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito' "(Mt 5,48)
Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: "Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles".
Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas". Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus" Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: "O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028).

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

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Dia dos Fiéis Defuntos

No dia 02 de novembro ressoa em toda a Igreja o conselho de São Paulo para as primeiras comunidades cristãs: "Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais como os outros que não tem esperança" ( 1 Tes 4, 13). Sendo assim,  não é dia de tristezas e lamúrias, e sim de transformar nossas saudades, e até as lágrimas, em forças de intercessão pelos fiéis que, se estiverem no Purgatório, contam com nossas orações.
O convite à oração feito por nossa Mãe Igreja fundamenta-se na realidade da "comunhão dos santos", onde pela solidariedade espiritual dos que estão inseridos no Corpo Místico, pelo Sacramento do Batismo, são oferecidas preces, sacrificios e Missas pelas almas do Purgatório. No Oriente, a Igreja Bizantina fixou um sábado especial para orações pelos defuntos, enquanto no Ocidente as orações pelos defuntos eram quase geral nos mosteiros do século VII; sendo que a partir do Abade de Cluny, Santo Odilon, aos poucos o costume se espalhou para o Cristianismo, até ser tornado oficial e universal para a Igreja, através do Papa Bento XV em 1915, pois visava os mortos da guerra, doentes e pobres.
A Palavra do Senhor confirma esta Tradição pois "santo e piedoso o seu pensamento; e foi essa a razão por que mandou que se celebrasse pelos mortos um sacrifício expiatório, para que fossem absolvidos de seu pecado" (2 Mc 2, 45). Assim é salutar lembrarmos neste dia, que "a Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados"
Portanto, a alma que morreu na graça e na amizade de Deus, porém necessitando de purificação, assemelha-se a um aventureiro caminhando num deserto sob um sol escaldante, onde o calor é sufocante, com pouca água; porém enxerga para além do deserto, a montanha onde se encontra o tesouro, a montanha onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente; ou seja, "o Céu não tem portas" (Santa Catarina de Gênova), mas sim uma providencial 'ante-sala'. 

"Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem! Amém!"

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Chá Beneficente da Casa Abrigo será dia 10/11

A Comunidade Assistencial Irmãos de Emaús (Casa Abrigo) promoverá no dia 10 de novembro, seu Chá Beneficente com renda revertida para as obras sociais da entidade.

O evento será realizado no Centro Paroquial de Eventos Nossa Senhora Aparecida, com início previsto para as 14h30min. Além do sorteio de brindes, no local serão servidos bolos, salgados, chás, refrigerantes e sucos. 

Os convites estão sendo vendidos a 25 reais e podem ser adquiridos na secretaria paroquial, na Casa Abrigo ou com os coordenadores da entidade. Mais informações pelo telefone: 3421-6245. 

A Comunidade Assistencial Irmãos de Emaús (Casa Abrigo) foi fundada em 22 de abril de 1997, por membros da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga, liderados pelo Padre Edemur José Alves (In-memória), com sede própria neste município.

É uma Associação Civil Filantrópica, sem fins lucrativos e em conformidade com a finalidade do seu Estatuto Social na execução de seus serviços, objetivando o atendimento a jovens, adultos, pessoas em migração e situação de rua com dependência indevida do uso de bebida alcoólica.

É uma obra social da Igreja Matriz, que designa uma porcentagem do Dízimo paroquial, além da participação de muitos paroquianos que partilham espiritualidade junto aos usuários da entidade por meio de orações, encontros, reuniões, bem como a assistência do Diretor Espiritual Padre Gilmar Margotto, além do incentivo e veemência no desenvolvimento das atividades da Casa Abrigo, assim como conta com a ajuda de fieis através de doações e trabalhos voluntários.

A entidade dispõe de 40 leitos assim distribuídos: 30 vagas para acolhimento a homens por tempo indeterminado com sistema de abrigamento e 10 vagas como Casa de passagem, sendo 07 vagas disponíveis ao público migratório para pernoite e 03 vagas à mulheres por curta temporada.

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