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Papa: história deve ensinar ao mundo sedento de verdade, paz e justiça

O Santo Padre concluiu sua série de audiências na manhã deste sábado, 12, no Vaticano, recebendo na Sala do Consistório 60 participantes no Congresso da Associação dos Professores de História da Igreja. Com esta audiência pontifícia, a Associação dos Professores de História da Igreja conclui seus dois dias de trabalhos que se realizaram em Roma, sobre o tema “Atividades, Pesquisa, Divulgação: a história da Igreja pós-conciliar”, por ocasião dos seus 50 anos de fundação.

Em seu discurso aos presentes, o Papa partiu do lema da Associação “história mestra de vida”. O Santo Padre também agradeceu aos docentes de História da Igreja pelo seu precioso serviço e testemunho de vida. E acrescentou: “Com efeito, a história, estudada com paixão, pode e deve ensinar muito, em nossos dias, tão perturbados e sedentos de verdade, paz e justiça. Através da história deveríamos aprender a refletir, com sabedoria e coragem, sobre os efeitos dramáticos e malignos das tantas guerras, que atormentaram o caminho do homem nesta Terra”.

Neste sentido, Francisco recordou que a Itália, em particular a Igreja na Itália, é rica em testemunhos do passado. “Esta riqueza não deve ser um tesouro conservado apenas com zelo, mas nos deve ajudar a caminhar no presente rumo ao futuro. A história da Igreja na Itália representa um ponto de referência essencial para todos os que desejam entender, aprender e apreciar o passado, sem transformá-lo em um museu ou em um cemitério saudoso, mas torná-lo vivo e bem presente aos nossos olhos”.

“Ao centro da história há uma Palavra que não é escrita e nem vem das pesquisas humanas, mas nos é dada por Deus e é testemunhada com a vida e na vida; uma Palavra que age na história e a transforma por dentro: esta Palavra é Jesus Cristo”, acrescentou o Santo Padre que concluiu: “A capacidade de entrever a presença de Cristo e o caminho da Igreja na história nos tornam humildes e nos livram da tentação de nos refugiarmos no passado para evitar o presente”.

Assim, o Pontífice fez votos de que o magistério não fácil e seu testemunho possam contribuir para contemplar Cristo, pedra angular, que atua na história e na memória da humanidade e de todas as culturas. “Que Ele lhes conceda a graça de experimentar sempre a sua presença salvadora nos acontecimentos, nos documentos e nos eventos, grandes ou pequenos”, finalizou.

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Papa Francisco fala sobre o batismo e plenitude de Jesus

Na oração mariana do Ângelus deste domingo, 13, o Papa Francisco centrou a liturgia na celebração do batismo do Senhor, no nascimento de Jesus. “Jesus está no meio do povo”, começou o Santo Padre. “Porque antes de emergir na água, Ele se emerge na multidão, une-se a ela, assumindo toda a condição humana, exceto o pecado”, explicou.

“Assumir as nossas misérias, por isso a de hoje é uma epifania, porque indo batizar-se por João, Jesus manifesta a lógica e o sentido de Sua missão”, continuou o Sucessor de Pedro. Jesus partilha, segundo Francisco, um sentimento profundo de renovação interior. “O Espírito Santo, que desce sobre ele em forma corpórea como uma pomba, é um sinal que com Jesus tem início um mundo novo, do qual fazem parte todos aqueles que acolhem Cristo em suas vidas”, afirmou.

Este amor que recebemos do Pai no dia de nosso batismo é uma chama que foi acesa em nossos corações e que precisa ser nutrida com a oração e a caridade. “O primeiro elemento era Jesus em meio do povo, que se emerge junto a ele. O segundo elemento, destacado pelo evangelista Lucas, é que após a imersão no povo e nas águas do rio Jordão, Jesus se emerge na oração, na comunhão com o Pai. O batismo é o início da vida pública de Jesus, de sua missão no mundo”, disse Francisco à multidão de fiéis que se reuniu na Praça São Pedro.

A missão da Igreja e dos fiéis também é chamada junto a de Jesus. “Ou seja, trata-se de regenerar continuamente na oração, a evangelização e o apostolado para dar um claro testemunho cristão não segundo aos nossos projetos humanos, mas segundo o plano e segundo os projetos de Deus”, ponderou o Papa.

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Padre Gilmar Margotto completará 24 anos de vida sacerdotal

No dia 27 de janeiro, o padre Gilmar Antonio Fernandes Margotto, pároco da paróquia Nossa Senhora Aparecida comemora 24 anos de ordenação sacerdotal. Nascido em Votuporanga, no dia 02 de julho de 1970, desde sua infância e juventude se interessou pela Igreja e trabalhos pastorais da comunidade, participando da Catequese, Congregação Mariana e Pastoral da Juventude. Em 1988, aos 17 anos, padre Gilmar aceitou o chamado de Deus e ingressou no Seminário Diocesano em São José do Rio Preto.

Em Rio Preto, ele cursou Filosofia e Teologia pela Faculdade Sagrado Coração de Jesus entre os anos de 1988 e 1994. Foi ordenado diácono no dia 13 de maio de 1994 e recebeu a ordenação Presbiteral no dia 27 de janeiro de 1995, por imposição das mãos de Dom José de Aquino Pereira, na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga.

Menos de um mês após a sua ordenação presbiteral, foi nomeado pároco da recém criada Paróquia Senhor Bom Jesus de Votuporanga. Durante mais de 16 anos, o padre Gilmar esteve a frente da Paróquia Senhor Bom Jesus, enfrentando as dificuldades iniciais como os poucos recursos financeiros, falta de espaço para reuniões, catequeses e encontros, mas com a ajuda da caminhada, com quem manteve um laço forte de amizade e fidelidade, todas as dificuldades foram vencidas. Neste período em que ficou a frente da paróquia Senhor Bom Jesus, destaca-se a construção da nova Igreja e do Centro de Pastoral, criação de movimentos e pastorais, formação de lideranças, dinamização das atividades e trabalho com a juventude.

Padre Gilmar também é formado em Psicologia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP).  Juntamente com os padres Edemur José Alves (falecido em 2011) e Carlos Rodrigues dos Santos, ele formou a Comissão Diocesana de Estudos para a criação da Diocese de Votuporanga. 

Em setembro de 2011, após o falecimento do padre Edemur José Alves, de quem era muito amigo, foi convidado pelo bispo diocesano a assumir a Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Em meio a dor em deixar sua comunidade tão amada e o entusiasmo em assumir um novo desafio que a Igreja o confiava, ele aceitou o convite do bispo, tomando posse no dia 26 de outubro de 2011.

 

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Venha ser catequista na Catedral

Nos dias de hoje, em que as atividades para o sustento da família no dia a dia exigem mais dedicação e esforço de todos, dedicar tempo para um trabalho voluntário é uma questão que desafia as pessoas. Nas nossas comunidades, muitas vezes nos deparamos com aqueles que dizem que gostariam de se dedicar aos trabalhos pastorais, mas lhes falta tempo, pois o trabalho lhes consome todo o tempo disponível.

Porém, também há nas comunidades pessoas que apesar de trabalhar duro para sustentar a família, sempre encontram um tempo para se dedicar ao serviço pastoral. E é graças a essas pessoas que as comunidades podem manter viva a pastoral e a missão de evangelizar.

Entre essas pessoas que são tão dedicadas, existem àquelas que se dedicam à catequese. Catequistas de norte a sul, de leste a oeste deste país tão grande e de tanta diversidade cultural, que sabem inculturar a catequese na realidade do povo, anunciando o Evangelho de Jesus com a própria vida.

São milhares de pessoas, na grande maioria gente simples, de pouco estudo, de todas as idades, muitas vezes com condições de vida precária, mas que se dedicam à missão de educar na fé com grande amor e dedicação. E a catequese exige muita dedicação.

Ser catequista não é opção pessoal, é chamado! Catequistas são pessoas chamadas por Deus e enviadas pela comunidade, que vai educar na fé aqueles que desejam seguir os passos de Jesus na comunidade católica. Por esse motivo, devem ser imagem viva de Jesus no meio do povo.

A Catequese é um ministério e ser catequista é ser ministro e ministra da Palavra.  Não basta querer ser catequista, mas é preciso ter vocação, um chamado que não parte da vontade pessoal, mas é a vontade de Deus, de Jesus que toca o coração e faz arder nele a chama da vocação que move montanhas e abre caminhos. E é essa chama que transforma a vida das pessoas. A comunidade reconhece essa luz, por isso a envia como sua representante para educar seus membros.

A Catequese é a missão primordial da Igreja e ser catequista é manter viva essa missão. Assim, catequistas de todos os cantos, até dos mais longínquos, merecem o nosso agradecimento e o reconhecimento da comunidade pelo serviço pastoral essencial a que se dedicam.

Seja um catequista da Catedral Nossa Senhora Aparecida e faça sua inscrição na secretaria paroquial. Os catequistas iniciantes serão acompanhados durante um ano por um catequista mais experiente.

Mais informações pelo tel: 3421-6245

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Inscrições abertas para as turmas de Catequese

Você que tem filhos, sobrinhos, netos ou vizinhos com idade acima de 07 anos e que não participam da catequese pode matriculá-los para as turmas de catequese deste ano. As inscrições estão abertas na secretaria paroquial e é necessário levar apenas as certidões de nascimento e batismo. Estão abertas as inscrições para a Catequese para Adultos também.

Aqueles que ainda não receberam o sacramento do Batismo e já passaram da idade normal podem se inscrever também e farão a preparação para receberem os sacramentos.

A secretaria paroquial situa-se na rua São Paulo, Rua São Paulo, 3577. tel : 3421-6245. Atendimento: 2ª a 6ª feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. Sábados das 8h às 11h.

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A oração sempre transforma a realidade, diz Papa na catequese

O Papa Francisco deu continuidade nesta quarta-feira, 9, ao ciclo de catequeses sobre a oração do Pai Nosso. Ele frisou a necessidade de sempre rezar, uma vez que a oração transforma a realidade e jamais permanecerá sem ser ouvida. Não se sabe o tempo, mas Deus sempre responderá à oração, afirmou.

A reflexão de hoje partiu do Evangelho de Lucas; sobretudo este livro é o que descreve a figura de Jesus em uma atmosfera densa de oração, ressaltou o Papa. Ele explicou que cada passo da vida de Jesus é impulsionado pelo sopro do Espírito, que o guia em todas as ações.

“Jesus reza no Batismo no Jordão, dialoga com o Pai antes de tomar as decisões mais importantes, retira-se, muitas vezes, na solidão a rezar, intercede por Pedro que dali a pouco o negará (…) Até mesmo a morte do Messias é imersa em um clima de oração, tanto que as horas da paixão aparecem marcadas por uma calma surpreendente”.

É no Evangelho de Lucas que aparece o pedido dos discípulos – “Senhor, ensina-nos a rezar”. Segundo Francisco, esse é um pedido para os fiéis fazerem também hoje. E Jesus ensina aos seus com quais palavras e sentimentos devem se dirigir a Deus; e a primeira parte deste ensinamento é justamente o Pai Nosso.

“Nós podemos estar todo o tempo da oração com aquela palavra somente: ‘Pai’. E sentir que temos um pai: não um patrão nem um padrasto. Não: um pai. O cristão se dirige a Deus chamando-O, antes de tudo, de ‘Pai’”.

Jesus também faz entender, acrescentou o Santo Padre, que Deus responde sempre; nenhuma oração ficará sem ser ouvida, porque Deus é Pai e não esquece seus filhos que sofrem. Francisco disse que às vezes pode parecer que uma oração não tenha resultado, mas nessas situações Jesus diz para insistir e não dar-se por vencido.

“A oração transforma sempre a realidade, sempre. Se não mudam as coisas ao nosso redor, ao menos mudamos nós, muda o nosso coração. Jesus prometeu o dom do Espírito Santo a cada homem e a cada mulher que reza”.

Foi com essa reflexão que o Papa concluiu a catequese: pediu que os fiéis nunca se esqueçam que a oração muda a realidade. “Ou muda as coisas ou muda o nosso coração, mas sempre muda. (…) Ao final da oração, ao final de um tempo em que estamos rezando, ao final da vida: o que há? Há um Pai que espera tudo e todos com os braços escancarados. Olhemos para este Pai”.

 

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Papa: “Para amar a Deus concretamente, é preciso amar os irmãos”

“Para amar a Deus concretamente, é preciso amar os irmãos, isto é, rezar por eles, simpáticos e antipáticos, inclusive pelo inimigo”. Na homilia da manhã desta quinta-feira, 10, na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco fez um forte apelo ao amor: “Quem nos dá a força para amar assim é a fé, que vence o espírito do mundo”, afirmou.

A reflexão de Francisco se inspirou na Primeira Carta de São João apóstolo (1Jo 4,19 – 5,4) proposta pela Liturgia do dia. O apóstolo João fala, segundo o Santo Padre, de “mundanidade”. “Quando diz: ‘Quem foi gerado por Deus é capaz de vencer o mundo’, está falando da luta de todos dias contra o espírito do mundo, que é mentiroso, é um espírito de aparências, sem consistência, enquanto o Espírito de Deus é verdadeiro”, comentou.

O espírito do mundo é, de acordo com o Pontífice, o espírito da vaidade, das coisas que não têm força, que não têm fundamento e que acabarão. Francisco revela que o apóstolo João oferece o caminho da concretude do espírito de Deus: dizer e fazer são a mesma coisa. “Se você tem o Espírito de Deus fará coisas boas. E o apóstolo João diz uma coisa cotidiana: ‘Quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê’. Se você não é capaz de amar algo que vê, como conseguirá amar algo que não vê? Isso é a fantasia”, destacou.

“Se você não é capaz de amar a Deus no concreto, não é verdade que você ama a Deus. E o espírito do mundo é um espírito de divisão e quando se infiltra na família, na comunidade, na sociedade sempre cria divisões: sempre. E as divisões crescem e vêm o ódio e a guerra … João vai além e diz: ‘Se alguém diz ‘Amo a Deus’, mas odeia o seu irmão, é um mentiroso’, isto é, é filho do espírito do mundo, que é pura mentira, pura aparência. E isso é algo sobre o qual nos fará bem refletir: eu amo a Deus? Mas vamos fazer uma comparação e ver como você ama o seu irmão: vamos ver como você o ama”, refletiu o Santo Padre.

O Papa então apontou três sinais que indicam a falta de amor ao próximo. Antes de tudo, Francisco exortou os fiéis a rezarem pelo próximo, por pessoas antipática e que não querem o bem dos demais, também por aqueles que odeiam os outros e pelos inimigos, como pediu Jesus:

“O primeiro sinal, pergunta que todos devemos fazer: eu rezo pelas pessoas? Por todas, concretas, as que são simpáticas e antipáticas, por aquelas amigas e não são amigas. Primeiro. Segundo sinal: quando eu sinto dentro de mim sentimentos de ciúme, de inveja e quero desejar o mal ou não… é um sinal que não amo. Pare ali. Não deixar crescer esses sentimentos: são perigosos. Não deixá-los crescer. E depois o sinal mais cotidiano de que eu não amo o próximo e, portanto, não posso dizer que amo a Deus, é a fofoca. Vamos colocar no coração e na cabeça: se eu faço fofocas, não amo a Deus porque com as fofocas estou destruindo aquela pessoa. As fofocas são como balas de mel, que são saborosas, uma chama a outra e depois o estômago se consuma, com tantas balas… Porque é bom, é ‘doce’ fofocar, parece uma coisa bela, mas destrói. E este é um sinal de que você não ama”.

Para o Pontífice, uma pessoa que deixa de fofocar, é uma pessoa muito próxima a Deus, porque não fofocar protege o próximo e protege Deus no próximo. “O espírito do mundo se vence com este espírito de fé: acreditar que Deus está no meu irmão, na minha irmã. A vitória que venceu o mundo é a nossa fé. Somente com tanta fé é possível percorrer esta estrada, não com pensamentos humanos de bom senso … não, não: não são necessários. Ajudam, mas não servem nesta luta”, sublinhou.

Francisco concluiu: “Somente a fé nos dará a força para não fofocar, para rezar por todos, inclusive pelos inimigos e de não deixar crescer os sentimentos de ciúme e de inveja. O Senhor, com este trecho da Primeira Carta de São João apóstolo, nos pede concretude no amor. Amar a Deus: mas se você não ama seu irmão, não pode amar a Deus. E se você diz amar o seu irmão, mas na verdade não o ama, o odeia, você é um mentiroso”.

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Papa: é um escândalo ir à igreja e odiar os outros

Na primeira Audiência Geral do ano de 2019, o Papa deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre o Pai Nosso, iniciado em 5 de dezembro, inspirando-se nesta quarta-feira na passagem de Mateus 6, 5-6.

O Evangelho de Mateus – explicou Francisco aos 7 mil presentes na Sala Paulo VI – coloca o texto do “Pai Nosso” em um ponto estratégico, no centro do Sermão da Montanha (Mt 6, 9-13). Reunidos em volta de Jesus no alto da colina, uma “assembleia heterogênea” formada pelos discípulos mais íntimos e por uma grande multidão de rostos anônimos é a primeira a receber a entrega do Pai Nosso.

O Evangelho é revolucionário

Neste “longo ensinamento” chamado “Sermão da Montanha”, de fato, Jesus condensa os aspectos fundamentais de sua mensagem:

“Jesus coroa de felicidade uma série de categorias de pessoas que em seu tempo – mas também no nosso! – não eram muito consideradas. Bem-aventurados os pobres, os mansos, os misericordiosos, os humildes de coração … Esta é a revolução do Evangelho. Onde está o Evangelho há uma revolução. O Evangelho não deixa quieto, nos impulsiona, é revolucionário”.

“Todas as pessoas capazes de amar, os pacíficos que até então ficaram à margem da história, são, ao contrário, construtores do Reino de Deus”. É como se Jesus – explica o Papa – estivesse dizendo: “em frente, vocês que trazem no coração o mistério de um Deus que revelou sua onipotência no amor e no perdão!”

Desta porta de entrada, que inverte os valores da história, brota a novidade do Evangelho:

“A lei não deve ser abolida, mas precisa de uma nova interpretação, que a leve de volta ao seu significado original. Se uma pessoa tem um bom coração, predisposto a amar, então compreende que cada palavra de Deus deve ser encarnada até suas últimas consequências. O amor não tem limites: pode-se amar o próprio cônjuge, o próprio amigo e até mesmo o próprio inimigo com uma perspectiva completamente nova”.

Este é “o grande segredo que está na base de todo o Sermão da Montanha: sejam filhos de vosso Pai que está nos céus”, disse o Pontífice, chamando a atenção para o fato de que em um primeiro momento, estes capítulos do Evangelho de Mateus podem parecer um discurso moral, evocar uma ética tão exigente a ponto de parecer impraticável. Mas pelo contrário, “descobrimos que são sobretudo um discurso teológico:

“O cristão não é alguém que se esforça para ser melhor do que os outros: ele sabe que é pecador como todos. O cristão é simplesmente o homem que para diante da nova Sarça Ardente, da revelação de um Deus que não traz o enigma de um nome impronunciável, mas que pede a seus filhos que o invoquem com o nome de “Pai”, para deixar-se renovar por seu poder e de refletir um raio de sua bondade por este mundo tão sedento de bem, tão à espera de boas notícias”.

Coerência cristã

E Jesus – explica o Papa – introduz o ensinamento da oração do “Pai Nosso” distanciando dois grupos de seu tempo, começando pelos hipócritas”, que rezam nas praças e sinagogas para serem vistos. “Há pessoas – disse o Francisco – que são capazes de tecer orações ateias, sem Deus: fazem isso para serem admiradas pelos homens”, completando:

“E quantas vezes nós vemos o escândalo daquelas pessoas que vão à igreja, estão lá todo o dia, ou vão todos os dias, e depois vivem odiando os outros e falando mal das pessoas. Isto é um escândalo. Melhor não ir à igreja. Viva assim como ateu. Mas se você vai à igreja, viva como filho, como irmão e dá um verdadeiro testemunho. Não um contratestemunho”.
A oração cristã, pelo contrário, não tem outro testemunho crível senão a própria consciência, onde se entrelaça intensamente um diálogo contínuo com o Pai.

Rezar com o coração

Jesus então, continuou Francisco – “toma distância das orações dos pagãos” – que acreditavam ser ouvidos pela força das palavras. O Papa recorda a cena do Monte Carmelo, onde diferentemente dos sacerdotes de Baal que gritavam, dançavam, pediam tantas coisas, é ao Profeta Elias, que fica calado, que o Senhor se revela:

“Os pagãos pensam que falando, falando falando, se reza. Também eu penso aos tantos cristãos que acreditam que rezar – desculpem-me – é falar a Deus como um papagaio. Não! Rezar se faz do coração, de dentro”.

O Pai Nosso – reitera o Santo Padre – “poderia ser também uma oração silenciosa: basta no fundo colocar-se sob o olhar de Deus, recordar-se de seu amor de Pai, e isto é suficiente para serem ouvidos”.

Deus não precisa de sacrifícios para conquistar seu favor

“Que bonito pensar que o nosso Deus não precisa de sacrifícios para conquistar o
seu favor! Ele não precisa de nada, nosso Deus: na oração pede somente que tenhamos aberto um canal de comunicação com ele, para nos descobrirmos sempre seus amados filhos”, disse o Papa ao concluir.

Após o resumo da catequese nas diversas línguas, houve a apresentação de um grupo cubano de dança e malabarismo.

Via Vatican News

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Igreja no Brasil promove iniciativas de preservação e conservação dos bens culturais

O Brasil desde o seu descobrimento construiu um dos maiores acervos de bens culturais, históricos e artísticos da Igreja Católica. A Santa Cruz, que, inclusive, deu os dois primeiros nomes a essa terra foi o primeiro bem cultural doado a Igreja.

De lá para cá muita coisa foi construída e faz parte da fé, da história e da cultura do povo brasileiro. De acordo com o doutorando em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável e Conservador Restaurador de Bens Culturais Móveis, Dener Chaves, os bens culturais da Igreja estão divididos em: bens culturais materiais imóveis, integrados e móveis, além dos bens culturais imateriais.

Bens materiais imóveis: capelas, igrejas, mosteiros e catedrais;

Bens integrados: altares, pias batismais e forros esculpidos que se encontram em Igrejas coloniais ou dos séculos XIX e XX;

Bens culturais móveis: imagens em madeira policromadas, cálices em ouro e prata, crucifixos, alfaias e uma diversidade de objetos litúrgico, além de pinturas, livros e documentos raros.

Bens culturais imateriais: está relacionada ao modo de fazer, de festejar, de preparar, de cantar que são particulares a um determinado grupo ou região como a folia de reis, os tapetes de uma procissão, os festejos para um determinado santo, dentre outros.

“Esses bens culturais fazem parte da nossa história, são formas de melhor compreender nossa identidade, são parte da nossa cultura preservada pelos fiéis e membros da Igreja, muitas obras, que mesmo sendo únicas, apontam para as especificidades de um período histórico e nos auxiliam para melhor compreendê-lo ou admirá-lo. Alguns bens móveis foram realizados por grandes mestres, e custaram altas somas de dinheiros, pagos com o trabalho e as doações dos fiéis”, destaca Dener Chaves.

Desde abril de 2017, faz parte dos organismos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Comissão Episcopal Pastoral Especial para os Bens Culturais da Igreja no Brasil que “tem como missão promover o conhecimento, a conservação, a valorização cultural e evangelizadora dos bens culturais e imateriais da Igreja. Trabalhará pela proteção desses bens e incentivará a formação de especialistas em Bens Culturais, por meio de parcerias com Universidades, Faculdades Católicas e Escolas de Arte”.

Conservar e proteger esse patrimônio é tarefa de toda a sociedade e para isso já existe o Curso de Especialização em Conservação Preventiva dos Bens Culturais Eclesiásticos oferecido na modalidade semipresencial pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Campus Praça da Liberdade.

O conteúdo do curso foi pensado a partir das diretrizes da Comissão Episcopal Pastoral Especial para os Bens Culturais da Igreja no Brasil, considerando as diretivas do Acordo Brasil-Santa Sé.

Para o Dener Chaves, gerações e mais gerações dedicaram suas vidas a preservação e manutenção de templos e imagens, naqueles altares foram batizados, crismados, casados e tiveram sua missa de corpo presente. Comunidades surgiram ao redor de capelas e hoje tem centenas de milhares de habitantes.

“Peças litúrgicas foram doadas e usadas em dezenas de procissões onde a fé da comunidade repousou sua fé e esperança em um mundo melhor. Os sinos por séculos regularam a vida das comunidades, assim como o convívio na Igreja, poucos momentos onde uma comunidade rural se encontrava, mas que ainda hoje é uma referência de convívio”, relata.

A especialização foi criada para atender a demanda de religiosos, fiéis e profissionais que lidam com o patrimônio cultural da Igreja e os capacitará para realizar projetos de preservação dos bens culturais, formar mão de obra especializada na manutenção desses bens, compreender o gerenciamento de risco e a metodologia utilizada para conservar os bens culturais e assim possibilitar que haja menos restaurações e desastres que causem danos ao patrimônio.

Para mais informações e inscrições acesso este link

Via CNBB

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A agenda do Papa para 2019

Considerando os eventos já programados, o ano de 2019 será muito intenso para o Santo Padre. Em janeiro, o Papa encontra como tradição o Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, uma ocasião para lançar à comunidade internacional uma forte mensagem: no ano passado o Papa aproveitou a ocasião do 70º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos para dizer que ainda hoje, no Terceiro Milênio, muitos direitos humanos foram violados, o primeiro de todos o da vida.

A JMJ do Panamá

De 23 a 28 de janeiro o Papa faz a sua primeira viagem do ano: Panamá. Participará da 34ª Jornada Mundial da Juventude com o tema “Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Evento que chega depois do Sínodo sobre os Jovens realizado em outubro no Vaticano.

Viagem aos Emirados Árabes Unidos

De 3 a 5 de fevereiro Papa Francisco viajará aos Emirados Árabes Unidos, será o primeiro pontífice a visitar o país. O tema da visita é “Fazei de mim um instrumento de vossa paz”, extraído da Oração de São Francisco de Assis. O evento será centralizado na importância do diálogo inter-religioso e da fraternidade entre os fiéis das várias religiões. O ano de 2019 foi declarado pelas autoridades dos Emirados “Ano da tolerância” com o objetivo de promover uma cultura que se afaste de qualquer tipo de fundamentalismo.

O Conselho dos Cardeais e a reforma da Cúria

De 18 a 20 de fevereiro será realizado no Vaticano a 28ª Reunião do Conselho dos Cardeais: o tema central será o projeto de revisão da Constituição Pastor Bonus sobre a Cúria Romana: em dezembro passado uma nova proposta da Constituição Apostólica, com o título Praedicate evangelium, foi entregue ao Santo Padre. O objetivo é tornar este organismo de governo mais apropriado às exigências de uma Igreja em saída, profundamente missionária.

O encontro no Vaticano contra os abusos

Um evento muito esperado para este ano é o encontro no Vaticano sobre o problema dos abusos. O Papa encontrará todos os presidentes das Conferências Episcopais do Mundo para falar da prevenção dos abusos contra menores e adultos vulneráveis. Um encontro fundamental para a luta contra os abusos de poder, de consciência e sexuais cometidos por expoentes da Igreja. Ao encontrar a Cúria em dezembro passado Francisco pede que os casos não sejam silenciados, mas trazidos objetivamente à luz, “porque o maior escândalo nesta matéria é o de encobrir a verdade” acrescentando aos que cometem abusos “convertei-vos, entregai-vos à justiça humana e preparai-vos para a justiça divina”.

Visita ao Marrocos

Nos dias 30 e 31 de março o Papa irá ao Marrocos depois de 33 anos da histórica vista de São João Paulo II em 19 de agosto de 1985. Na ocasião o Papa polonês encontrou 80 mil jovens muçulmanos no estádio de Casablanca. Um evento que nunca tinha acontecido antes no diálogo entre cristianismo e islã.

O Papa na Bulgária e Macedônia

De 5 a 7 de maio o Papa visitará a Bulgária e a República da Macedônia. Na Bulgária visitará as cidades de Sófia e Rakovski: o tema da viagem é “Pacem in Terris”, recordando a famosa encíclica de São João XXIII, primeiro Visitador e Delegado Apostólico na Bulgária.

Na República da Macedônia o Papa visitará a cidade de Escópia, a cidade natal de Santa Teresa de Calcutá, fundadora das Missionárias da Caridade. O tema da visita, que no logotipo se apresenta em macedônio e inglês, é “Não temais, ó pequeno rebalho” (Lc 12,32).

O Papa quer visitar o Japão

Já no ano passado Papa Francisco tinha anunciado a sua vontade de visitar o Japão em 2019: “Espero que seja possível” disse à Associação japonesa “Tensho Kenoh Shisetsu Kenshoukai” recordando que há mais de 400 anos, em 1585, quatro jovens japoneses chegaram a Roma, acompanhados por alguns missionários jesuítas, para visitar o então Papa Gregório XIII. Na ocasião Francisco disse: “Os europeus encontraram os japoneses e os japoneses encontraram a Europa e o coração da Igreja Católica. Um encontro histórico entre duas grandes culturas e tradições espirituais, que devemos conservar na memória”.

O Sínodo para a Amazônia

Entre os encontros importantes de 2019 destaca-se a assembleia especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-amazônica que será realizada em outubro. Participam sete Conferências Episcopais e nove países da região amazônica. Papa Francisco deseja que se discuta este tema: “Amazônia, novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral”. Mas o encontro não será apenas sobre ecologia: serão tratados importantes temas eclesiais.

Um ano de fraternidade ao serviço da paz

O ano de 2019 começa com o Dia Mundial da Paz. Na sua mensagem, Francisco convida a colocar a política ao serviço da paz: “A paz parece-se com a esperança de que fala o poeta Charles Péguy; é como uma flor frágil, que procura desabrochar por entre as pedras da violência. Como sabemos, a busca do poder a todo o custo leva a abusos e injustiças. A política é um meio fundamental para construir a cidadania e as obras do homem, mas, quando aqueles que a exercem não a vivem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição”.

Na sua Mensagem de Natal o Papa lançou votos de fraternidade que valem para o ano de 2019: “Fraternidade entre pessoas de todas as nações e culturas. Fraternidade entre pessoas de ideias diferentes, mas capazes de se respeitar e ouvir umas às outras. Fraternidade entre pessoas de distintas religiões” porque “Deus é um Pai bom e nós somos todos irmãos”.

Via Vatican News

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CF 2019: Por onde começar? Como se preparar?

Você e seu grupo querem dinamizar a Campanha da Fraternidade na sua comunidade e/ou paróquia e diocese e não sabem por onde começar? Uma dica valiosa é acessar o site da Edições CNBB, no seguinte endereço eletrônico https://edicoescnbb.blog e mergulhar numa série de dicas e sugestões que podem facilitar este caminho.

A Campanha da Fraternidade se realizará mais intensamente no período da Quaresma, que tem início na Quarta-feira de Cinzas, dia 6 de março, e vai até dia 21 de abril, dia em que se celebra a Páscoa de Jesus Cristo. O tema da CF 2019, escolhido pelos bispos brasileiros, a partir de sugestões vindas de organizações sociais, governos e de organismos da própria Igreja, vai refletir sobre o tema “Fraternidade e Políticas Públicas”.

Com esta campanha a Igreja quer: “estimular a participação em políticas públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais da fraternidade”.

Entre as preciosas dicas que é possível encontrar no Blog da Edições CNBB estão: 5 tipos de evento para promover a Campanha da Fraternidade (organizar grupos de estudo bíblico, palestras, mesa-redonda, eventos culturais e artísticos e a discussão e aprofundamento do tema com os jovens da comunidade), como preparar os encontros catequéticos e abordar o tema da Campanha da Fraternidade, entre outras.

Kit CF 2019 – No link materiais, o internauta pode ter acesso ao kit CF 2019 que inclui o àudio do hino, caderno de cifras e partituras das músicas da Campanha, slide para data show, cartaz da CF e o vídeo do hino da CF. Basta fazer um simples cadastro para ter acesso gratuito ao material.

Uma outra ferramenta importante para aqueles que querem se aprofundar no tema e conteúdo desta campanha é percorrer o caminho pedagógico do curso que a Edições CNBB também disponibiliza em seu blog. Baseado no princípio da educação à distância, o curso se estrutura em três aulas: a) O que são políticas públicas? b) A segunda aula, baseada na Doutrina Social da Igreja, aprofunda a dimensão participativa dos cristãos na política; c) a terceira aula aborda a indissociável relação entre a fé e a vida. O curso é totalmente gratuito.

No site da editora da CNBB é possível adquirir as publicações da Campanha da Fraternidade 2019.

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Papa escreve aos bispos dos EUA sobre crise de abusos

O Papa Francisco enviou uma carta aos Bispos da Conferência Episcopal dos Estados Unidos reunidos desde a última quarta-feira, 02, no seminário de Mundelein, na Arquidiocese de Chicago, para um retiro espiritual. Será uma semana de oração como pediu o Papa Francisco no convite dirigido a toda a Conferência episcopal do país, no contexto do escândalo dos abusos que atingiu a Igreja nos EUA.

Em sua carta, o Santo Padre escreveu que no último dia 13 de setembro, durante o encontro que teve com a Presidência da Conferência Episcopal, propôs um tempo de retiro, com os Exercícios Espirituais, necessário para enfrentar e responder evangelicamente à crise de credibilidade atravessada como Igreja.

“Sabemos que a importância dos eventos não resiste a qualquer resposta ou atitude; pelo contrário, exige de nós pastores a capacidade e sobretudo a sabedoria de gerar uma palavra, fruto de escuta sincera, orante e comunitária da Palavra de Deus e da dor do nosso povo. Uma palavra gerada na oração do pastor que, como Moisés, luta e intercede pelo seu povo”, diz a carta.

Francisco explicou que gostaria de estar presente no retiro, mas que devido a problemas de logística, foi impossibilitado.

“Como sucessor de Pedro, gostaria de unir-me a vocês e com vocês implorar ao Senhor que envie o seu Espírito capaz de “renovar todas as coisas” e mostrar os caminhos de vida que, como Igreja, somos chamados a seguir para o bem de todas as pessoas que nos foram confiadas. (…) Esta carta – sublinha o Santo Padre – quer compensar, de alguma forma, a viagem não realizada. Com estas linhas, desejo estar mais perto de vocês e como irmão refletir e compartilhar alguns aspectos que considero importantes, e também estimulá-los na oração e nos passos que vocês dão na luta contra a “cultura do abuso” e na maneira de enfrentar a crise de credibilidade.”

Momentos de tensão

O Papa reforçou que os momentos difíceis e cruciais têm a capacidade de colocar à luz os pensamentos íntimos, tensões e contradições pessoais e comunitários, e disse que o melhor é vigiar para que as ações não sejam viciadas por esses conflitos internos, mas que sejam uma resposta de Deus.

“Nos momentos de maior perturbação, é importante prestar atenção e discernir para ter um coração livre de compromissos e de aparentes certezas para ouvir o que mais agrada ao Senhor na missão que nos foi confiada. Muitas ações podem ser úteis, boas e necessárias e até podem parecer corretas, mas não todas têm ‘sabor’ de Evangelho. Se vocês permitem dizer de modo coloquial: é preciso fazer atenção para que ‘o remédio não se torne pior do que a doença’. E isso requer de nós sabedoria, oração, muita escuta e comunhão fraterna.”

Abusos e Credibilidade

O Papa destacou que nos últimos tempos, a Igreja nos Estados Unidos foi abalada por muitos escândalos que afetaram sua credibilidade no sentido mais profundo. Foram muitas vítimas de abuso de poder, de consciência e sexual por parte de membros da Igreja.

O documento afirma que o desejo de escondê-los e dissimulá-los acabou gerando ainda um maior sentimento de insegurança, desconfiança e falta de proteção nos fiéis.

“A atitude de ocultação, como sabemos, longe de ajudar a resolver os conflitos, permitiu-lhes perpetuar-se e ferir mais profundamente o entrelaçamento de relações que hoje somos chamados a curar e recompor. Estamos conscientes – continua Francisco – de que os pecados e os crimes cometidos e todas as suas repercussões em nível eclesial, social e cultural criaram uma marca e uma ferida profunda no coração do povo fiel.”

A luta contra a cultura do abuso, a ferida na credibilidade, bem como o desconcerto, a confusão e descrédito na missão exigem uma nova e decisiva atitude para resolver o conflito, afirmou o Papa:

“Vocês sabem que aqueles que se consideram governantes dominam as nações como se fossem os patrões, e os poderosos fazem sentir sua própria autoridade. Isso não deve acontecer entre vocês. A ferida na credibilidade requer uma abordagem particular, porque não se resolve por decretos voluntários ou simplesmente estabelecendo novas comissões ou melhorando os organogramas de trabalho como se fôssemos chefes de uma agência de recursos humanos.”

Amor e serviço

O Papa lembrou que a hora agora é de a Igreja ser uma nova presença no mundo conforme à Cruz de Cristo, que se cristalize no serviço aos homens e mulheres do nosso tempo, sendo a proximidade, fundamental:

“Lembro-me das palavras de São Paulo VI no início de seu pontificado: “Devemos nos tornar irmãos de homens no ato mesmo que queremos ser seus pastores e pais e mestres. O clima de diálogo é a amizade. Ou melhor, o serviço. Tudo isso devemos recordar, estudar e praticar de acordo com o exemplo e preceito que Cristo nos deixou”.

A carta lembra ainda que a credibilidade nasce da confiança, e esta vem do serviço sincero, cotidiano e humilde.

“Um serviço que não pretende ser de marketing ou estratégico para recuperar o lugar perdido ou o vão reconhecimento no tecido social, mas – como eu quis salientar na última Exortação Apostólica Gaudete et exsultate – porque pertence “à própria substância do Evangelho de Jesus”.

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Igreja proclama neste domingo as datas das Solenidades móveis de 2019

No próximo domingo, Solenidade da Epifania do Senhor, a Igreja faz o anúncio das Solenidades móveis durante o Ano.

O centro de todo o ano litúrgico é o Tríduo Pascal, que tem seu ponto mais alto no Domingo da Páscoa, celebrado neste ano em 21 de abril. Desta celebração derivam todas as celebrações do Ano Litúrgico.

O ano de 2019 é o ano C, no qual são proclamados no tempo comum os textos do Evangelho de São Lucas.

No texto do anúncio, a CNBB explica as datas para o ano de 2019:

“O centro de todo o ano litúrgico é o Tríduo do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado, que culminará no Domingo da Páscoa, este ano a 21 de abril. Em cada Domingo, Páscoa semanal, a Santa Igreja torna presente este grande acontecimento, no qual Jesus Cristo venceu o pecado e a morte. Da celebração da Páscoa do Senhor derivam todas as celebrações do Ano Litúrgico: as Cinzas, início da Quaresma, a 06 de março; a Ascensão do Senhor, a 02 de junho; Pentecostes, a 09 de junho; o primeiro Domingo do Advento, a 01 de dezembro. Também nas festas da Santa Mãe de Deus, dos Apóstolos, dos Santos e na Comemoração dos Fiéis Defuntos, a Igreja peregrina sobre a terra proclama a Páscoa do Senhor.”

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil também oferece no Diretório de Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil o calendário com as datas das festas móveis. Confira abaixo:

2019
ANO C (São Lucas)
Festas móveis

Epifania do Senhor (Domingo)- 6 de janeiro

Batismo do Senhor (Domingo)- 13 de janeiro

Quarta-feira de Cinzas- 6 de março

Páscoa da Ressurreição- 21 de abril

Ascensão do Senhor- 2 de junho

Pentecostes- 9 de junho

Santíssima Trindade- 16 de junho

SS. Corpo e Sangue de Cristo- 20 de junho

Sagrado Coração de Jesus- 28 de junho

São Pedro e São Paulo (Domingo)- 30 de junho

Assunção de N. Senhora- 18 de agosto

Todos os Santos (Domingo)- 3 de novembro

Solenidade de Cristo-Rei- 24 de novembro

1º Domingo do Advento- 1º de dezembro

Sagrada Família (Domingo)- 29 de dezembro

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Nota da Diocese de Votuporanga sobre transferência e nomeações de padres

Veja a nota da Diocese de Votuporanga sobre as nomeações e transferências de padres:

Nomeações e Transferências de Padres Na Diocese de Votuporanga em 2019

Tendo em vista o bem pastoral da Diocese de Votuporanga e de todas as comunidades, Dom Moacir Aparecido de Freitas, Digníssimo Bispo Diocesano, depois de dialogar pessoalmente com cada sacerdote, fez as seguintes transferências e nomeações:

1. Padre Sérgio Antônio Venturelli, foi transferido da Paróquia São Roberto Belarmino na Cidade de Pontes Gestal para a Paróquia São Sebastião na Cidade de Cardoso. Apresentação oficial, como Administrador Paroquial, sexta-feira, dia 04 de janeiro, às 19h30.

2. Padre Luiz de Souza Dias, foi transferido da Paróquia São João Batista na cidade de Gastão Vidigal para a Paróquia São Roberto Belarmino na Cidade de Postes Gestal. Apresentação oficial, como Administrador Paroquial, Sábado, dia 05 de janeiro, às 20h00.

3. Padre Luiz Antônio da Silva, transferido da Paróquia São Sebastião na Cidade de Cardoso para a Paróquia São João Batista na Cidade de Gastão Vidigal. Apresentação Oficial, como Administrador Paroquial, Domingo, dia 06 de janeiro, às 08h00 horas.

4. Padre Marcos Vinícius Rosa, nomeado Administrador Paroquial para a Paróquia São Sebastião na Cidade de Valentim Gentil. Padre Marcos Vinicius Rosa chega na Diocese de Votuporanga para uma experiência pastoral vindo da Diocese de Caraguatatuba. Apresentação oficial, domingo, dia 06 de janeiro, às 19h00.

5. Padre Murilo de Souza da Silveira, recém ordenado, nomeado Vigário Paroquial para a Paróquia de Santa Joana na Cidade de Votuporanga. Apresentação oficial, domingo, dia 10 de fevereiro, às 19h30.

6. Padre Juliano Osvaldo de Camargo deixa a Paróquia São Sebastião na Cidade de Valentim Gentil por motivo de saúde.

Votuporanga, 03 de Janeiro de 2019

 

 

Padre Gilmar Antônio Fernandes Margotto

Assessor Diocesano de Imprensa

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A carta ao Menino Jesus escrita pelo Papa Bento XVI quando tinha 7 anos de idade

"Queria receber um Missal, uma casula verde e uma imagem do Sagrado Coração de Jesus. Serei sempre um bom menino"

O blog católico português Senza Pagare publicou uma cartinha que o Papa Bento XVI escreveu para o Menino Jesus quando tinha 7 anos de idade:

Amado Menino Jesus,

Daqui a pouco descerás sobre a Terra.

Trarás alegria a todos os meninos. E a mim também.

Queria receber um Missal, uma casula verde e uma imagem do Sagrado Coração de Jesus.

Serei sempre um bom menino.

Saudações de Joseph Ratzinger

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Destaques 2018: A alegria de ser Igreja marcou o Ano Nacional do Laicato no Brasil

O Ano Nacional do Laicato marcou 2018. De ponta a ponta desse país leigos e leigas estiveram protagonistas em momentos importantes na evangelização da Igreja no Brasil. Todo o conteúdo estudado veio do Documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), intitulado “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade: Sal da Terra e Luz do Mundo”.

“Esse documento, ele despertou dentro dos cristãos uma grande alegria de ser igreja e também cidadãos. E por isso também caracterizou um ano específico de estudos, de seminários, de programações, momentos de confraternização, para que o ser cristão seja assumido, assimilado em todos os batizados”, explica o bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, ao documentário “Igreja em Saída”, produzido pela assessoria de imprensa da CNBB para o fim de ano.

O documentário está sendo exibido nas principais emissoras de inspiração católica do país até o Ano Novo – as datas e horários de exibição estão no Facebook: CNBB – Conferência dos Bispos. O protagonismo dos leigos e leigas pôde ser visto na semana missionária quando os grupos se mobilizaram para evangelizar fora das suas igrejas particulares, seus ambientes eclesiais e foram para as ruas, em seus ambientes de trabalhos, universidades, presídios e tantos outros lugares levando a mensagem de Cristo.

Dom Severino diz que a palavra de Deus foi muito bem acolhida nos diversos ambientes. “O ano nacional do laicato não trouxe apenas benefícios para nós aqui no Brasil. Mas desde as pequenas comunidades, lá na família, este ano também chegou até os ouvidos do Papa Francisco que ele também ouviu relatório sobre a beleza deste ano em nossa igreja, ” diz.

Mesmo tendo tido sua culminância dia 25 de novembro, na Solenidade de Cristo Rei, o Ano Nacional dos Laicato foi uma experiência rica para quem dedicou parte do tempo a este estudo, mas sobretudo, a aqueles que evangelizaram fora do mundo Igreja.

Mas o que será que os leigos e leigas querem daqui para a frente? Para dom Severino é unir mais os cristãos, ter mais consciência na vida da sociedade e maior pertença eclesial.

“É preciso ter maior comprometimento com o evangelho para que assim a justiça seja instaurada e que possamos ter um Brasil cristão verdadeiramente. Por isso, o ano nacional do laicato nos deixou essa grande herança, o compromisso com o evangelho, uma nação de paz, de alegria, de esperança”, ressaltou o prelado.

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Retrospectiva Paroquial 2018

O ano de 2018 está  chegando ao fim. Assim, nada melhor do que relembrar as grandes bênçãos que Deus derramou sobre nós neste ano tão especial, principalmente com a celebração do Ano Nacional do Laicato.

Veja abaixo as atividades que marcaram a vida de nossa paróquia nesse ano:

 

Janeiro

Início das Celebrações do Ano Nacional do Laicato em 2018

23 anos de sacerdócio do Padre Gilmar

Fevereiro

Chegada do Seminarista Ancelmo

Campanha da Fraternidade

Abertura da Campanha da Fraternidade na Diocese

Missa da Quarta-feira de Cinzas

Abertura do Ano Catequético na Paróquia

Março

Mutirão de Confissões

Ordenação Sacerdotal dos Padres Michel e Rafael

Jubileu de 25 anos de Vida Sacerdotal do Padre Norberto

24 horas para o Senhor

Ceia judaica da OFS

Semana Santa

Domingo de Ramos 

Missa dos Santos Óleos

Missa do Lava Pés

Adoração

Celebração da Cruz

Encenação da Via Sacra

Vigília Pascal

Abril

Domingo de Páscoa

Leilão de Gado

Maio

Chá Beneficente

Missa pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Vigília pelos Mortos de AIDS

Coroação de Nossa Senhora

Corpus Christi

Alimentos para o Hospital de Amor 

Junho

Revista Paroquial

Julho

Mês do Dízimo

Aniversário Natalício do Padre Gilmar

Missa com o Padre Nino 

Missa pelo Aniversário de 2 anos da Diocese

Ordenação Diaconal do Seminarista Murilo

Campanha a favor da Vida

Agosto

Mês Vocacional

Missa pelo Aniversário de Votuporanga

Semana da Família

Missa presidida por Dom Reginaldo

Missa de Cura e Libertação

Apresentação do Coro de Fernandópolis

Missa com o Padre Roberto Bocalete

Encerramento da Semana da Família

Aniversário Natalício de Dom Moacir

Encontro de Pais

Setembro

Mês da Bíblia

Aniversário de Ordenação Diaconal

6 anos de falecimento do Padre Edemur 

Encontro de Mães

Encontro de Coroinhas

Benção dos Animais

DNJ - Dia Nacional da Juventude

Outubro

Mês Missionário

Novena da Padroeira

Aniversário de Ordenação Episcopal de Dom Moacir

Dia da Padroeira

60 anos da primeira Missa na Catedral

Quermesse

Concurso Boneca e Boneco Vivos

1 milhão de crianças rezando o terço pela paz

Manhã de reflexão com a Juventude

Aniversário de instalação da Diocese

7 anos do Padre Gilmar como nosso pároco

Novembro

Missão no Setor 1

Missa do Sacramento da Eucaristia para os Adolescentes

Missa do Sacramento da Crisma aos Adolescentes

Encerramento do Ano Nacional do Laicato

Dezembro

Missão no Setor 02

Ordenação Sacerdotal do Diácono Murilo que fez estágio pastoral em nossa paróquia em 2014

1ª Missa do Neo-sacerdote Murilo

31 anos de Ordenação Sacerdotal de Dom Moacir

Ordenação Sacerdotal do Diácono Eraclides 

Concerto especial de Natal na Catedral

Entrega de brinquedos às crianças carentes pelo Grupo de Jovens Geração Luz

75 anos de criação da Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Celebração do Natal do Senhor

Informações Gerais

Foam realizadas:

- 6 Formações de Preparação para o Batismo

-163 crianças foram batizadas

-3 Encontros de Formação de Preparação para o Matrimônio

- 39 casais receberam o sacramento do Matrimônio

- 38 adolescentes e jovens foram crismados 

- 35 adolescentes e jovens receberam a 1ª Eucaristia

- 720 famílias foram atendidas pelos Vicentinos

- 660 gestantes e famílias atendidas pela Pastoral da Criança

- 400 pessoas foram atendidas pela Casa Abrigo

- 538 Missas celebradas em 2018 

- 168 Celebrações da Partilha

 

 

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Papa Francisco incentiva a construir um mundo digno para as crianças

No dia em que a Igreja celebra os Santos Inocentes, crianças que morreram por ordem do Rei Herodes que queria matar Jesus, o Papa Francisco encorajou acolher o amor de Deus e assim construir um mundo digno para as crianças de hoje e amanhã.

“Acolhamos no Menino Jesus o amor de Deus e vamos nos empenhar para tornar o nosso mundo mais digno e humano para as crianças de hoje e de amanhã”, escreveu o Santo Padre na manhã de hoje, em sua conta no Twitter.

Em diferentes ocasiões o Santo Padre expressou a sua proximidade e carinho pelas crianças. No dia 16 de dezembro deste ano, véspera dos seus 82 anos, o Pontífice recebeu as crianças que são atendidas no dispensário pediátrico de Roma e, em suas palavras aos médicos, aos pais e aos pequenos que são atendidos neste local, explicou que as crianças ensinam uma lição importante a ele e a todos.

“Trabalhar com as crianças não é fácil, mas nos ensina muito. A mim ensina uma coisa: que para entender a realidade da vida é preciso abaixar-se, como nos abaixamos para beijar uma criança. Elas nos ensinam isso. Os orgulhosos, os soberbos não podem entender a vida, porque não são capazes de abaixar-se”, disse o Santo Padre.

Alguns dias antes, em 28 de novembro, uma criança com autismo interrompeu uma das catequeses do Papa Francisco para ver um guarda suíço.

Então, o Pontífice disse que o que aconteceu o levou pensar e perguntou a si mesmo: “Eu também sou livre diante de Deus?”. “Quando Jesus diz que devemos nos fazer como crianças, nos diz que devemos ter a liberdade que tem uma criança diante de seu Pai... esta criança... Peçamos a graça de que possa falar”, convidou.

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Papa Francisco dá este conselho para solucionar problemas na família

Durante a oração do Ângelus na manhã de hoje, o Papa Francisco recomendou solucionar os problemas familiares, convidando-nos a aprender a nos maravilhar com as coisas boas que os outros têm, especialmente com quem nos é mais difícil.

“Quando existem problemas nas famílias, nós sempre achamos que temos razão e fechamos as portas aos outros”, lamentou. Entretanto, “é necessário pensar o que a outra pessoa tem de bom e se maravilhar. Isto ajuda a unidade da família. Se vocês têm problemas na família, pensem nas coisas boas que tem a pessoa da família com a qual vocês têm problemas, e se maravilhem disto. E isto ajudará a curar as feridas familiares”.

Neste domingo, na festa da Sagrada Família de Nazaré, o Santo Padre refletiu sobre duas palavras presentes no Evangelho do dia: estupor e angústia.

"No Evangelho de hoje, a família de Nazaré foi à Jerusalém para a Festa da Páscoa, mas na viagem de retorno, Maria e José percebem que o filho de doze anos não está na caravana”.

“Depois de três dias de busca e de medo, o encontram no templo, sentado entre os doutores, decidido a discutir com eles. Maria e José ficam ‘admirados’ com a cena e Maria diz a Jesus que José e ela ficaram angustiados a sua procura”.

O estupor “é a capacidade de se maravilhar diante da gradual manifestação do Filho de Deus. Também os doutores no templo ficaram admirados ‘por sua inteligência e suas respostas’”.

Além disso, explicou que “maravilhar-se é o oposto de tomar tudo como certo, de interpretar a realidade que nos rodeia e os acontecimentos da história somente segundo os nossos critérios. Maravilhar-se é abrir-se aos outros, compreender as razões dos outros: essa atitude é importante para curar relacionamentos comprometidos entre as pessoas e é também indispensável para curar feridas abertas no âmbito familiar”.

"O segundo elemento que quero destacar do Evangelho é a angústia que Maria e José sentiram quando não encontraram Jesus no templo", continuou o Papa.

Esta angústia “manifesta a centralidade de Jesus na Sagrada Família. A Virgem e seu esposo haviam acolhido aquele Filho, eles o protegiam e o viam crescer em idade, sabedoria e graça em meio a eles, mas acima de tudo ele crescia dentro de seus corações; e, pouco a pouco, aumentava seu afeto e sua compreensão em relação a ele. Eis porque a família de Nazaré é santa: por estar centrada em Jesus, todas as atenções e solicitudes de Maria e José eram dirigidas a ele”.

Afirmou que “esta mesma angústia de Maria e José, disse Francisco, deveria ser experimentada também por nós, quando estamos distantes dele”.

“Deveríamos ficar angustiados quando por mais de três dias nos esquecemos de Jesus, sem rezar, sem ler o Evangelho, sem sentir a necessidade de sua presença e de sua amizade consoladora. Assim como Maria e José o encontraram no templo ensinando, também nós podemos encontrar o divino Mestre e acolher a sua mensagem de salvação na Casa de Deus”.

“Na celebração eucarística, fazemos experiência viva de Cristo; Ele nos fala, nos oferece a sua Palavra, nos ilumina, nos ilumina o nosso caminho, nos dá o seu corpo na Eucaristia, da qual tiramos força para enfrentar as dificuldades de todos os dias”.

Ao concluir, o Santo Padre convidou a todos para rezar “por todas as famílias do mundo, especialmente por aquelas em que, por várias razões, há falta de paz e harmonia. E as confiemos à proteção da Sagrada Família de Nazaré”.

 

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Papa envia mensagem pelos 525 anos da 1ª missa celebrada na América

O Papa Francisco enviou uma carta em latim ao cardeal Gregório Rosa Chávez, bispo auxiliar de San Salvador, seu enviado especial às celebrações de encerramento dos 525 anos da celebração da primeira missa no continente americano.

A primeira missa em solo americano foi celebrada em 6 de janeiro de 1494, precisamente há 525 anos, em Isabela, diocese de Puerto Plata, atual República Dominicana, pelo Padre Bernardo Boyl e concelebrada por outros doze sacerdotes, que chegaram com Cristóvão Colombo em sua segunda viagem. A celebração que fará memória a data ocorrerá ue em Isabela, Puerto Plata, República Dominicana, no próximo dia 5 de janeiro de 2019.

A delegação da Santa Sé que estará presente na celebração é composta pelo cardeal Gregório Rosa Chávez e pelos padres Carlos Manuel Abreu Frias — do clero da Arquidiocese de Santo Domingo e Secretário-Geral Adjunto da Conferência Episcopal — e Bernardo Kiwi, pároco da Diocese de Puerto Plata.

Em sua carta, o Santo Padre diz que o maior dom concedido por Jesus aos seus apóstolos, na última ceia, foi o sacerdócio e a eucaristia. “Na celebração deste sacramento, Jesus Cristo está presente sob as espécies do pão e do vinho”, recordou o Papa, que prosseguiu: “Ao subir ao Céu, ele disse aos seus Apóstolos e seguidores: ‘Eis que estarei sempre convosco até ao fim dos tempos’. Esta sua promessa de estar presente entre ele seria a sua fortaleza. Esta é a certeza da nossa fé, que a santa Igreja de Cristo, a Igreja Católica, espalhada por todos os cantos do mundo, perpetuada nos séculos, em Cristo, por meio do sacrifício Eucarístico”.

Dados históricos

A localidade de Isabela conserva a memória histórica da colonização e da evangelização das Américas, com a construção da primeira fortaleza do continente, recém-descoberto pelo navegador genovês, Cristóvão Colombo, com o apoio da coroa espanhola.

Esta semente plantada pelo padre Boyl e seus companheiros, segundo a Igreja dominicana, deu início a uma grande colheita de cristãos, que, hoje em dia, representam mais da metade no mundo. “A partir deste povoado da República Dominicana, Deus Pai continua se manifestando”, comentou o Pontífice.

No ano de 1500, a cidade de Isabela ficou despovoada por causa dos furacões. Sobre as ruínas da primeira igreja do Novo Mundo foi construído o Templo das Américas, onde se venera uma imagem de Nossa Senhora de Monserrat, trazida pelos conquistadores.

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