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EDIÇÕES CNBB DISPONIBILIZA VIDEOAULAS PARA AJUDAR COMUNIDADES NA PREPARAÇÃO DA CFE 2021

A Edições CNBB, editora da CNBB, disponibilizou três videoaulas para ajudar as comunidades na preparação e vivência da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 nas paróquias e dioceses. O conteúdo é apresentado pelo secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, de maneira didática, rápida, clara e objetiva, favorecendo a compreensão sobre o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema, “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef 2,14a).

Na primeira videoaula, padre Patriky fala sobre a estrutura do texto-base da campanha e das características do “ver”, a primeira de quatro partes do documento, na qual são oferecidas “impressões sobre o tempo presente”, a partir da figura dos discípulos de Emaús. Num tempo marcado por diversas polarizações, fica a pergunta: “O que aconteceu conosco que já não dialogamos mais como antigamente?”. A proposta de reflexão segue na perspectiva de reestabelecer o diálogo como compromisso de amor.

Confira:

https://youtu.be/96r7_HR-qFE

Na segunda videoaula, o secretário executivo das Campanhas aborda o segundo momento do texto-base, onde as pessoas são chamadas a iluminar a atual realidade, marcada por divisões e polarizações com a Palavra de Deus. “A segunda parada que o texto-base nos traz como proposta nos ajuda a refletir sobre dois textos bíblicos: os Discípulos de Emaús e a carta que Paulo escreve à comunidade de Éfeso”, explica padre Patriky.

Confira:

https://youtu.be/gIZMBUutIs0

Na videoaula de número 3, o padre Patriky fala sobre as duas partes finais do texto-base: o agir e o celebrar. No agir, o padre fala que é contemplada as diversas iniciativas que o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, o Conic, entendeu ao longo dos anos como testemunho concreto da possibilidade do diálogo mesmo com as diferenças, a exemplo da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, uma oportunidade para conhecer a iniciativa. Já no celebrar ele explica que é uma proposta, um roteiro para a celebração ecumênica, que pode acontecer de forma virtual ou presencial.

Confira:

https://youtu.be/xkGQ3rqUf7o

fonte

https://www.cnbb.org.br/edicoes-cnbb-disponibiliza-videoaulas-para-ajudar-comunidades-na-preparacao-da-cfe-2021/

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Deserto é lugar de tentação: nunca dialoguem com o diabo, diz Papa

Deserto é lugar de tentação: "nunca dialoguem com o diabo", disse o Papa

O Evangelho do dia sobre as tentações de Jesus no deserto, neste primeiro Domingo de Quaresma, conduziu a reflexão do Papa Francisco na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus. O Pontífice nos lembrou que o ambiente simbólico do deserto é o lugar “onde Deus fala ao coração do homem”, uma dimensão existencial “para ficar em silêncio e escutar a palavra de Deus". Porém, também “é lugar da tentação” de Santanás. Sem medo, mas com cuidado, devemos nos preparar para combatê-lo como Jesus, disse o Pontífice, que "nunca fez um diálogo com o diabo, nunca". Quando o sedutor se aproximar, "não há diálogo possível. Somente a Palavra de Deus”.

Neste primeiro Domingo de Quaresma, na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus, o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho do dia que evoca os temas da tentação e da conversão, através do “ambiente natural e simbólico” do deserto. De fato, com o rito penitencial das cinzas na última quarta-feira (17), começamos o caminho da Quaresma. E, neste primeiro domingo desse tempo litúrgico, a Palavra de Deus é quem nos conduz para melhor viver “os 40 dias que conduzem à celebração anual da Páscoa”.

O ambiente simbólico do deserto

O Papa, assim, através do Evangelista Marcos (cf. 1,12-15), comentou sobre o caminho percorrido por Jesus quando "o Espírito o levou para o deserto" (v. 12), se retirando durante 40 dias por lá, “onde foi tentado por Satanás”. O deserto, incentivou Francisco a refletir, um ambiente “natural e simbólico, tão importante na Bíblia”:

“O deserto é o lugar onde Deus fala ao coração do homem, e onde brota a resposta da oração, ou seja, o deserto da solidão, o coração separado de outras coisas e, somente naquela solidão, se abre à Palavra de Deus. Mas é também o lugar da provação e da tentação, onde o Tentador, aproveitando a fragilidade e as necessidades humanas, insinua a sua voz mentirosa, uma alternativa àquela de Deus, uma voz alternativa que te mostra outro caminho, um outro caminho de engano. O Tentador seduz.”

Na verdade, continuou Francisco, durante os 40 dias vividos por Jesus no deserto, “começa o ‘duelo' entre Jesus e o diabo, que terminará com a Paixão e a Cruz. Todo o ministério de Cristo é uma luta contra o Maligno nas suas muitas manifestações: curas de doenças, exorcismos sobre os possuídos, perdão dos pecados”. Jesus, ao agir com o poder de Deus, “parece que o diabo tem a vantagem, quando o Filho de Deus é rejeitado, abandonado e, finalmente, capturado e condenado à morte”. Mas, não, disse o Pontífice, porque “a morte era o último ‘deserto’ para se atravessar para derrotar definitivamente Satanás e libertar todos nós do seu poder”.

A vitória de todos nós sobre o mal

Todos os anos, no início da Quaresma, recordou Francisco, “este Evangelho das tentações de Jesus no deserto nos lembra que a vida do cristão, nos passos do Senhor, é uma batalha contra o espírito do mal”. Mas, que devemos fazer como Jesus, que enfrentou e venceu o Tentador: "devemos estar conscientes da presença deste inimigo astuto, interessado na nossa condenação eterna, no nosso fracasso, e nos prepararmos para nos defender dele e combatê-lo".  Assim, o Pontífice procurou enfatizar que, "nas tentações, Jesus nunca dialoga com o diabo, nunca":

“Na sua vida, Jesus nunca fez um diálogo com o diabo, nunca. Ou o afasta dos possuídos ou o condena ou mostra a sua malícia, mas nunca um diálogo. E, no deserto, parece que há um diálogo porque o diabo faz três propostas e Jesus responde. Mas Jesus não responde com as suas palavras. Responde com a Palavra de Deus, com três passagens da Escritura. E isso é para todos nós. Quando o sedutor se aproxima, ele começa a nos seduzir: 'mas pense isto, faça aquilo...', a tentação é de dialogar com ele, como fez Eva. Eva disse: 'mas não se pode porque nós...', e entrou em diálogo. E se nós entrarmos em diálogo com o diabo, seremos derrotados. Coloque isso na cabeça e no coração: com o diabo nunca se dialoga, não há diálogo possível. Somente a Palavra de Deus.”

Nunca dialogar com o diabo

O Papa, assim, finalizou a sua reflexão, encorajando todos nós, neste tempo de Quaresma, seguir o Espírito Santo, como Jesus, e entrar no deserto, "sem medo":

“Não se trata - como vimos - de um lugar físico, mas de uma dimensão existencial para ficar em silêncio, escutar a palavra de Deus, "para que a verdadeira conversão se realize em nós". Não tenham medo do deserto, procurem por momentos de mais oração, de silêncio, de entrar em nós mesmos. Não tenham medo. Somos chamados a percorrer os caminhos de Deus, renovando as promessas do nosso Batismo: renunciar a Satanás, a todas as suas obras e a todas as suas seduções. O inimigo está ali, agachado, tenham cuidado. Mas nunca dialoguem com ele.”

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Papa reconhece virtudes heroicas de Padre Albino, que morou em Catanduva-SP

Papa Francisco recebeu em audiência neste sábado, 20, o cardeal Marcello Semeraro, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Durante o encontro, o Pontífice autorizou a mesma congregação a promulgar o decreto que reconhece as virtudes heroicas do Servo de Deus Albino Alves da Cunha e Silva, sacerdote diocesano.

O padre nasceu em 22 de setembro de 1882 em Codeçôso, em Portugal. Faleceu em Catanduva, São Paulo, no Brasil, em 19 de setembro de 1973. O corpo de Padre Albino, embalsamado, chegou a ficar exposto em câmara ardente no átrio da capela de um hospital na cidade que leva o seu nome.

O sepultamento foi realizado dois dias depois. Seu corpo foi transportado em um carro do Corpo de Bombeiros para o Cemitério Nossa Senhora do Carmo. Segundo a Fundação Padre Albino, cerca de 30 mil pessoas acompanharam o momento.

Outros decretos

A autorização do Papa também se refere à promulgação dos seguintes decretos:

– do milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Armida Barelli, da Ordem Terceira Secular de São Francisco. Foi cofundadora do Instituto Secular das Missionárias da Realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nasceu em 1º de dezembro de 1882 em Milão (Itália). Faleceu em Marzio (Itália) em 15 de agosto de 1952;

– das virtudes heróicas do Servo de Deus Ignazio di San Paolo (Giorgio Spencer), sacerdote da Congregação da Paixão de Jesus Cristo. Nasceu em 21 de dezembro de 1799 em Londres (Inglaterra). Faleceu em Carstairs (Escócia) em 1º de outubro de 1864;

– das virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Felicita Fortunata Baseggio (Anna Clara Giovanna), religiosa da Ordem de Santo Agostinho. Nasceu em 5 de maio de 1752 em Ferrara (Itália). Faleceu em Rovigo (Itália) em 11 de fevereiro de 1829;

– das virtudes heróicas da Serva de Deus Floralba Rondi (Luigia Rosina), religiosa da Congregação das Irmãs das Pobrezinhas – Instituto Palazzolo; nascida em 10 de dezembro de 1924 em Pedrengo (Itália) e falecida em Mosango (República Democrática do Congo) em 25 de abril de 1995;

– das virtudes heróicas da Serva de Deus Clarangela Ghilardi (Alessandra), religiosa da Congregação das Irmãs das Pobrezinhas – Instituto Palazzolo; nascida em 21 de abril de 1931 em Trescore Balneario (Itália) e falecida em Kikwit (República Democrática do Congo) em 6 de maio de 1995;

– das virtudes heróicas da Serva de Deus Dinarosa Belleri (Teresa Santa), religiosa da Congregação das Irmãs das Pobrezinhas – Instituto Palazzolo; nascida em 11 de novembro de 1936 em Cailina di Villa Carcina (Itália) e falecida em Kikwit (República Democrática do Congo) em 14 de maio de 1995;

– das virtudes heróicas da Serva de Deus Elisa Giambelluca, fiel leiga, membro da Instituição Teresiana; nascida em 30 de abril de 1941 em Isnello (Itália) e falecida em Roma (Itália) em 5 de julho de 1986.

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10 frases do Papa Francisco para refletir na Quaresma

 Na última Quarta-feira de Cinzas, 17 de fevereiro, teve início a Quaresma 2021, tempo de jejum, oração e esmola, em preparação para a Semana Santa em que se atualizam os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.

Para bem viver esses 40 dias, separamos 10 frases do Papa Francisco, tanto de sua mensagem para a Quaresma 2021, como da homilia da Missa de Quarta-feira de Cinzas:

1. A Quaresma é um tempo para acreditar, ou seja, para receber a Deus na nossa vida permitindo-Lhe ‘fazer morada’ em nós. (Mensagem para a Quaresma 2021)

2. O caminho da pobreza e da privação (o jejum), a atenção e os gestos de amor pelo homem ferido (a esmola) e o diálogo filial com o Pai (a oração) permitem-nos encarnar uma fé sincera, uma esperança viva e uma caridade operosa. (Mensagem para a Quaresma 2021)

3. Viver uma Quaresma com esperança significa sentir que, em Jesus Cristo, somos testemunhas do tempo novo em que Deus renova todas as coisas (cf. Ap 21, 1-6), “sempre dispostos a dar a razão da [nossa] esperança a todo aquele que [no-la] peça” (1 Ped 3, 15): a razão é Cristo, que dá a sua vida na cruz e Deus ressuscita ao terceiro dia. (Mensagem para a Quaresma 2021)

4. Na vida, sempre teremos coisas a fazer e desculpas a apresentar, mas, irmãos e irmãs, hoje é o tempo de regressar a Deus. (Homilia Quarta-feira de Cinzas 2021)

5. [A Quaresma] É o tempo para verificar as estradas que estamos a percorrer, para encontrar o caminho que nos leva de volta a casa, para redescobrir o vínculo fundamental com Deus, do qual tudo depende. (Homilia Quarta-feira de Cinzas 2021)

6. A viagem de regresso a Deus vê-se dificultada pelos nossos apegos doentios, impedida pelos laços sedutores dos vícios, pelas falsas seguranças do dinheiro e da ostentação, pela lamúria que paralisa. Para caminhar, é preciso desmascarar estas ilusões. (Homilia Quarta-feira de Cinzas 2021)

7. A Quaresma é uma descida humilde dentro de nós e rumo aos outros. É compreender que a salvação não é uma escalada para a glória, mas um abaixamento por amor. (Homilia Quarta-feira de Cinzas 2021)

8. As cinzas na cabeça lembram-nos que somos pó e em pó nos havemos de tornar. Mas, sobre este pó que somos nós, Deus soprou o seu Espírito de vida. (Homilia Quarta-feira de Cinzas 2021)

9. A conversão do coração, com os gestos e práticas que a exprimem, só é possível se partir do primado da ação de Deus. O que nos faz regressar a Ele não são as nossas capacidades nem os méritos que ostentamos, mas a sua graça que temos de acolher. (Homilia Quarta-feira de Cinzas 2021)

10. O Pai que nos chama a voltar é Aquele que sai de casa e vem procurar-nos; o Senhor que nos cura é Aquele que Se deixou ferir na cruz; o Espírito que nos faz mudar de vida é Aquele que sopra com força e suavidade sobre o nosso pó. (Homilia Quarta-feira de Cinzas 2021).

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5 coisas que deve saber sobre a Quaresma

Quaresma é um tempo litúrgico em que por 40 dias a Igreja chama os fiéis à penitência e à conversão, para se preparar verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo na Semana Santa.

Aqui estão cinco pontos que todo católico deve saber sobre a Quaresma:

1. Oração, mortificação e caridade: as três práticas quaresmais

A oração é uma condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, o cristão entra em diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça entre em seu coração e, como Maria, abre-se para a oração do Espírito cooperando com ela em sua resposta livre e generosa (ver Lc 1,38).

A mortificação se realiza cotidianamente e sem a necessidade de fazer grandes sacrifícios. Com ela, são oferecidos a Cristo aqueles momentos que geram desânimo no transcorrer do dia e se aceita com humildade, gozo e alegria, todas as diversidades que chegam.

Da mesma forma, saber renunciar a certas coisas legítimas ajuda a viver o desapego e desprendimento. Dentro dessa prática quaresmal, estão o jejum e a abstinência que serão explicados mais adiante.

 

A caridade é necessária como refere São Leão Magno: “Se desejamos chegar à Páscoa santificados em nosso ser, devemos pôr um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados”.

Sobre esta prática, São João Paulo II explica que este chamado a dar “está enraizado no mais profundo do coração humano: toda pessoa sente o desejo de colocar-se em contato com os outros e se realiza plenamente quando se dá livremente aos demais”.

2. O jejum e a abstinência

O jejum consiste em fazer uma refeição forte por dia, enquanto a abstinência consiste em não comer carne. Com ambos os sacrifícios, reconhecemos a necessidade de fazer obras para reparar o dano causado por nossos pecados e para o bem da Igreja.

Além disso, de forma voluntária, deixam-se de lado necessidades terrenas e se redescobre a necessidade da vida do céu. “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4,4).

O jejum não proíbe de tomar um pouco de alimento na parte da manhã e à noite. É obrigatório dos 18 aos 59 anos.

Por outro lado, a abstinência, embora proíba o consumo de carne, não é o caso de ovos, leite e qualquer condimento feito a partir de gorduras animais. O jejum é obrigatório a partir de 14 anos de idade.

3. A Quaresma começa com a Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa

Na Quarta-feira de Cinzas começam os 40 dias de preparação para a Páscoa. Após a Missa, o sacerdote abençoa e impõe as cinzas feitas de ramos de oliveira abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estas são impostas fazendo o sinal da cruz na testa e dizendo as palavras bíblicas: “Lembra-te que és pó e ao pó retornarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Desta forma, a cinza é um sinal de humildade e recorda ao cristão sua origem e seu fim.

A Quaresma termina na Quinta-feira Santa. Nesse dia, a Igreja recorda a Última Ceia do Senhor, quando Jesus de Nazaré compartilhou a refeição pela última vez com seus apóstolos antes de ser crucificado na Sexta-feira Santa.

4. A duração da Quaresma está baseada na simbologia do número 40 na Bíblia

Os 40 dias da Quaresma representam o mesmo número de dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, os quarenta dias do dilúvio, os quarenta dias da marcha do povo judeu pelo deserto, os quarenta dias de Moisés e Elias na montanha e os 400 anos que durou a estadia dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provas e dificuldades.

5. Na Quaresma, a cor litúrgica é o roxo

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, penitência, conversão espiritual; tempo para preparar o mistério pascal.

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O que levou São José a acolher com coragem o plano de Deus? Sacerdote explica

Um sacerdote da Congregação dos Oblatos de São José se aprofundou na carta apostólica Patris corde para explicar por que São José é considerado “pai no acolhimento” e o que o levou a aceitar com coragem o plano de Deus.

Na terça-feira, 8 de dezembro, o Papa Francisco publicou sua carta apostólica Patris corde, com a qual convocou o Ano de São José para comemorar os 150 anos do decreto Quemadmodum Deus do Beato Pio IX, que declarou o pai adotivo de Jesus como padroeiro do Igreja universal.

Em carta enviada a ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI, por ocasião do Ano de São José, o Pe. Manuel Antonio Manrique Figueroa, diretor do Corpo Estudantil de Filosofia e Teologia Marellianum, assegurou que São José “nos ensina que a fé leva à aceitação corajosa, responsável e criativa da vida, na qual o Senhor se manifesta de maneira diferente”.

“É próprio da presença do Espírito de Deus nas pessoas que a vida seja acolhida em sua realidade mais profunda”, escreveu.

No contexto histórico vivido por São José, ou seja, “em uma situação religiosa de expectativa do povo de Israel, quando chega a plenitude dos tempos, em que o Verbo de Deus, dono da vida e da história, assumiu a nossa natureza humana”, o sacerdote reiterou que o santo “acolheu generosamente este mistério, com a sua esposa, Maria”.

“A humanidade está sendo redimida pelo mistério da encarnação, e nosso santo de referência contribui colocando-se a serviço do mistério da salvação de toda a humanidade”, explicou o presbítero.

 

São José: Por que é pai no acolhimento

Pe. Manrique escreveu que São José é pai no acolhimento porque a sua atitude “é de plena disponibilidade ao serviço do plano de Deus e, neste sentido, também ao serviço de cada ser humano”.

“Embora a Sagrada Escritura não diga muito sobre ele, seu papel foi essencial na realização da promessa que Deus havia feito ao Povo da Antiga Aliança”, acrescentou.

Também recordou as palavras do Papa Francisco no ponto quatro da Patris corde, que sublinha: “José não é um homem resignado passivamente. O seu protagonismo é corajoso e forte. O acolhimento é um modo pelo qual se manifesta, na nossa vida, o dom da fortaleza que nos vem do Espírito Santo”.

Pe. Manrique destacou que a vida de São José também teve momentos de “alegria ou tristeza, de realização ou fracasso, de ilusão ou frustração”, como qualquer ser humano.

“A experiência de vida de São José está muito próxima da humanidade comum: projetos pessoais, dificuldades, aspirações, frustrações, vida profissional, angústia, alegrias na família, vida social, sua atitude de crente, responsabilidades e tarefas”, disse.

Acolher a Sagrada Família

Em relação à Sagrada Família que deveria cuidar, o sacerdote disse que para São José “não lhe foi fácil compreender os planos de Deus, que irrompe na sua vida para o chamar à fé, a uma nova forma de ver matrimônio e a paternidade".

“A fé de José leva-o a reconhecer a ação de Deus na sua vida e a ver como a nova realidade nasce no seio do seu lar, colocando-se completamente ao serviço do mistério da salvação, embora não o compreenda humanamente. Esta disponibilidade permite que seja o próprio Deus quem ensina e ilumina o seu caminho”, especificou.

Acolher a vontade de Deus em tempos difíceis, como São José

Pe. Manrique afirma que a vida de São José é “testemunho de que, vencido o medo pela confiança, pela fé, o reino de Deus está presente na história”.

“A nossa vida pode encontrar uma nova plenitude e sentido, nas atuais circunstâncias, se seguirmos o exemplo de José, ouvindo a Deus nas condições concretas de cada dia, na certeza de que Deus tudo sabe e tudo pode fazer”, continuou.

Diante dos tempos de incerteza vividos pela pandemia da Covid-19, escreveu que “somos chamados a reproduzir a atitude acolhedora de José para com as pessoas em sua fragilidade e precariedade, e para encontrar nelas um gesto de Deus para com a nossa própria realidade humana”.

“Os santos testemunham a eficácia da sua assistência nos momentos de incerteza da vida pessoal, da vida da Igreja ou da humanidade como um todo, tal como ocorrem neste momento”, concluiu.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

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Bispos convidam a viver 6 atitudes neste tempo “especial” de Quaresma devido ao coronavírus

Em 2020, os bispos do Uruguai enviaram aos fiéis uma mensagem incentivando viver o tempo da Quaresma com seis atitudes, um texto que mantém toda a sua atualidade.

Essas são as seis atitudes que os prelados propuseram diante da pandemia do coronavírus, que obrigou muitos em diferentes partes do mundo a não irem aos templos.

1.- Um chamado à humildade

“Um vírus, um organismo microscópico, aparece de repente e faz a humanidade cambalear; colapsa os sistemas de saúde dos países desenvolvidos; põe em xeque a economia" e "nos coloca diante da fragilidade que padecemos pela doença e pela possibilidade da morte”, expressaram os bispos.

“Tudo isso continua sendo um forte apelo à humildade de nossa limitada condição humana”, afirmaram.

2.- Um chamado à confiança

“Para os homens e as mulheres de fé, tomar consciência da nossa fragilidade não nos desanima. Pelo contrário, encoraja-nos a confiar mais em Deus”, como se lê nos salmos que nos convidam a confiar no Senhor.

 

3.- Um chamado à oração

“A oração é a intérprete da esperança. Neste momento de fragilidade e confiança, dirigimos o nosso coração a Deus Todo-Poderoso” para pedir “que venha em nosso auxílio”.

"Confiamos que em todas as circunstâncias de nossa vida a providência de Deus está presente e ativa", afirmaram.

Neste sentido, os Bispos pediram "para escutar, meditar e rezar com a Palavra de Deus todos os dias", frequentar a oração dos salmos e "deixar que a Palavra vá evangelizando nossa forma de sentir e de pensar, ajudando-nos a discernir o que Deus nos pede neste momento concreto de nossa história”.

4.- Um chamado ao amor

“Há numerosos testemunhos de amor ao próximo nestes dias e, sem dúvida, a necessidade de muitos nos encoraja a dar as mãos, a ser generosos”, expressaram.

Os Bispos convidaram "a não cair em atitudes egoístas de acumular para mim mesmo sem levar o outro em consideração, mas a compartilhar o que tenho com o irmão mais afetado por esta situação". “Queremos ver no outro um irmão, ver no que sofre o próprio Cristo”.

5.- Um chamado a renovar o amor à Eucaristia

Onde não é possível ir à Missa, os Bispos nos convidam a “valorizar mais a vida fraterna de nossas comunidades”. “Esta situação dolorosa nos convida a redobrar o nosso amor pela Eucaristia, o sacrifício de Cristo que renova o mundo”.

“Esta abstinência pode fazer-nos sentir fome da Eucaristia e aumentar o nosso desejo de nos reencontrarmos na celebração comunitária com Jesus sacramentado, um dom ao qual nunca podemos nos acostumar”, afirmam.

6.- Um chamado à gratidão

Os Bispos do Uruguai afirmaram que este momento é "uma oportunidade para ser agradecidos" com todos aqueles que "estão fazendo um enorme esforço para encontrar soluções, para atender os doentes, para prestar diversos serviços àqueles que o necessitam”.

“O 'obrigado' termina sendo dirigido a Deus, na certeza de que, junto a Ele, poderemos colher doces frutos deste tempo doloroso”, asseguraram.

“A Palavra de Deus diz que os apóstolos, depois da Ressurreição, perseveraram na oração junto com Maria, na espera do Espírito Santo prometido. Nós os convidamos a nos encontrar em uma oração constante e insistente nas mãos de Maria”, afirmaram.

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Vinte anos atrás: Jorge Mario Bergoglio era nomeado cardeal

É 21 de fevereiro de 2001. O Papa João Paulo II, na homilia por ocasião do Consistório público ordinário, destacou que se tratava de um dia especial: “Hoje é uma grande festa para a Igreja universal, que é enriquecida por 44 novos Cardeais”.

Entre os novos cardeais estava o então arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, que seria eleito Sumo Pontífice em 13 de março de 2013. Pronunciando palavras que já olhavam para o futuro, o Papa João Paulo disse: “Esta manhã Roma ‘católica’ calorosamente abraça os novos Cardeais com o mesmo entusiasmo, sabendo que mais uma página importante de seus 2.000 anos de história está sendo escrita ”. “A barca mística da Igreja”, acrescentou, “está se preparando de novo para‘ ir para o fundo ’, para levar a mensagem de salvação ao mundo. Juntos desenrolemos as suas velas ao vento do Espírito, examinando os sinais dos tempos e interpretando-os à luz do Evangelho, para responder ‘às perguntas sempre recorrentes que os homens colocam sobre o sentido da vida presente e da vida para vir ‘(Gaudium et spes, n. 4)”.

Meu povo é pobre, dizia Bergoglio

Vinte anos atrás é uma data distante, mas ainda relevante. Referindo-se mais uma vez à Gaudium et spes, o Papa João Paulo em seu discurso Consistorial disse: “O mundo está se tornando cada vez mais complexo e mutável, e a consciência aguda das discrepâncias existentes cria ou aumenta contradições e desequilíbrios”.

Esse mundo, como o mundo de hoje abalado pela pandemia e uma cultura desenfreada de desperdício muitas vezes denunciada pelo Papa Francisco, precisa de amor. “Tem sede de um coração que acolhe, que abre portas”, de uma “cura da pessoa humana através do amor hospitaleiro”, escreveu o arcebispo de Buenos Aires em 28 de março de 2001, numa mensagem dirigida às comunidades educativas. Seu coração bate pela humanidade ferida e rejeitada, por uma humanidade que pode ser acolhida por uma Igreja que seria “um hospital de campanha”, mas também por uma “Igreja pobre para os pobres”. Quando Jorge Mario Bergoglio — nascido em 17 de dezembro de 1936 em Buenos Aires no seio de uma família de emigrantes piemonteses — foi nomeado arcebispo da capital argentina em 28 de fevereiro de 1998, optou por viver em um apartamento pequeno e preparar suas próprias refeições. “Meu povo é pobre”, disse o Pontífice certa vez, explicando sua decisão, “e eu sou um deles”.

Um coração que acolhe

Como arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio vislumbrou um programa missionário centrado na comunhão e evangelização. O programa tinha quatro objetivos principais: comunidades abertas e fraternas; o protagonismo de um laicado consciencioso; evangelização dirigida a todos os habitantes da cidade; e assistência aos pobres e doentes.

Ordenado sacerdote em 13 de dezembro de 1969, quatro dias antes de seu 33º aniversário, o cardeal Bergoglio sempre indicou a seus sacerdotes o caminho da misericórdia, das portas abertas e da compaixão. Quando ascendeu ao trono de Pedro, manteve o lema do escudo por si escolhido para a sua consagração episcopal: “miserando atque eligendo” [“por misericórdia e escolha”, da homilia de São Bede].

A misericórdia tem um significado especial em sua jornada espiritual. Na festa de São Mateus de 1953, o jovem Jorge Bergoglio experimentou, ainda aos tenros 17 anos, de maneira muito especial, a presença amorosa de Deus em sua vida. Naquele dia, sentiu seu coração tocado. E sentiu a chegada da misericórdia de Deus chamando-o à vida religiosa seguindo o exemplo de Santo Inácio de Loyola; e em 11 de março de 1958, entrou à Companhia de Jesus como noviço.

Durante seus anos como arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio foi uma figura importante na América Latina. Um pastor muito querido em sua própria diocese, viajou por toda parte, até mesmo de metrô e ônibus. Antes de partir para Roma para o Consistório de 21 de fevereiro de 2001, não comprou um manto novo, mas mandou reformar o de seu antecessor, Antonio Quarracino — falecido em 1998. O Papa João Paulo II atribuiu-lhe o “título” de Cardeal-sacerdote da Igreja Romana de San Roberto Bellarmino, dedicado ao Santo Jesuíta e Doutor da Igreja.

De Buenos Aires a Roma

Percorrendo as homilias e discursos proferidos pelo cardeal Jorge Mario Bergoglio, encontramos temas e reflexões que também são centrais em seu pontificado. Na Vigília Pascal de 15 de abril de 2001, o arcebispo de Buenos Aires destacou que “vivemos em uma situação em que precisamos de muita memória”. Deve-se, portanto, “lembrar, carregar no coração a grande reserva espiritual de nosso povo”. Estas palavras estão ligadas ao convite, várias vezes expresso durante o seu pontificado, a reforçar o sentido de “pertencer ao povo”, de “estar atento ao povo de Deus”. Numa carta dirigida aos catequistas, publicada em agosto de 2002, o então cardeal Jorge Mario Bergoglio cita o Santo que seria fonte de inspiração para o seu Pontificado. “Adorar”, escreve na carta, “é aproximar-se da unidade, é descobrir que somos filhos do mesmo Pai, membros da mesma família. É como São Francisco descobriu: cantar louvores unidos a toda a criação e para todos os homens”.

Inclusão ou exclusão?

Em 2003, durante a celebração do Te Deum, o primaz da Argentina sublinhou que somos chamados a rejeitar o que ele, como Pontífice, várias vezes definiria como uma “cultura do desperdício”. A inclusão ou exclusão dos mais frágeis, disse a 25 de maio desse ano, “define todos os projetos económicos, políticos, sociais e religiosos. Todos os dias enfrentamos a escolha de ser bons samaritanos ou viajantes indiferentes que passam”.

“Proteger” é uma das palavras que podem ajudar a interpretar o Pontificado do Papa Francisco. Em 25 de março de 2004, dia do Dia do Nascimento, o Arcebispo de Buenos Aires expressou a esperança de que a Virgem Maria “faça crescer em nossos corações atitudes de ternura, esperança e paciência para proteger cada vida humana, especialmente a mais frágil, o mais marginalizado, o menos capaz de se defender”.

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Encontros Vocacionais

"Vocação é arriscar-se as mãos de Deus!"

A Diocese de Votuporanga/SP juntamente com a Pastoral Vocacional, convida os meninos para participar dos Encontros Vocacionais que acontecerão no 4° Final de Semana de cada mês, na cidade de Cosmorama/SP. 

Diocese de Votuporanga

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Domingo da Palavra de Deus: apesar de tudo, Ele está sempre conosco

Por que ter um Domingo da Palavra de Deus? A essa pergunta responde o Padre Antonio Hofmeister, que trabalha da Seção de Língua Portuguesa da Secretaria de Estado do Vaticano.

O Papa Francisco instituiu o III Domingo do Tempo Comum como o Domingo da Palavra de Deus, “mas isso não significa que os outros não sejam”, explica o sacerdote gaúcho.

Esta festa, afirma ele, “é para recordar, sobretudo, que a Palavra de Deus para nós é uma pessoa: Jesus Cristo, a Palavra que se fez carne e habitou entre nós”.

“A Igreja nos ensina que essa revelação de Deus através da sua Palavra nós a encontramos na tradição, mas também na Escritura, na Bíblia. A importância deste testemunho da Sagrada Escritura para a vida de cada cristão: isso é o que nós celebramos de modo ainda mais especial neste Domingo.”

Este ano, esta comemoração se reveste de um significado ainda maior, vivida em tempos de coronavírus:

“Com as limitações todas que a pandemia nos impõe, num tempo em que nós buscamos alguma espécie de conforto, de explicação, de auxílio, nós encontramos com certeza este apoio, esta luz no meio das trevas  - que pode parecer esta pandemia – na Palavra de Deus, que nos orienta, que nos indica o caminho, que nos mostra que apesar de tudo, Ele está sempre conosco, como Ele prometeu.”

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O Papa convida: Leiam o Evangelho todos os dias

Após o Angelus, o Papa Francisco recordou que este domingo é dedicado à Palavra de Deus. Francisco disse:

"Um dos grandes dons de nosso tempo é a redescoberta da Sagrada Escritura na vida da Igreja em todos os níveis. Nunca antes a Bíblia foi tão acessível a todos: em todas as línguas e agora também em formatos audiovisuais e digitais.

São Jerônimo, cujo 16º centenário da morte comemorei recentemente, diz que aquele que ignora a Escritura ignora Cristo (cfr In Isaiam Prol.). E vice-versa é Jesus Cristo, o Verbo feito carne, que morreu e ressuscitou, que abre nossas mentes para a compreensão das Escrituras (cf. Lc 24,45). Isto acontece em particular na Liturgia, mas também quando oramos sozinhos ou em grupos, especialmente com o Evangelho e os Salmos.

Agradeço e encorajo as paróquias por seu constante compromisso de educar as pessoas na escuta da Palavra de Deus. Que nunca nos falte a alegria de semear o Evangelho! E me repito mais uma vez: tenham o hábito, tenhamos o hábito de levar sempre um pequeno Evangelho no bolso, na bolsa, para que possamos lê-lo durante o dia, pelo menos três, quatro versículos. O Evangelho sempre conosco".

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Papa Francisco: amor sem liberdade não é amor

Na oração do Angelus deste domingo, 24 de janeiro, o Domingo da Palavra de Deus, o Papa Francisco recordou a “passagem de missão” de João Batista a Jesus. João Batista foi o seu precursor e preparou o terreno para Jesus iniciar a sua missão e anunciar a salvação. “A sua pregação pode ser sintetizada nestas palavras: ‘Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho’. É a mensagem que nos convida a refletir sobre dois temas essenciais: o tempo e a conversão.

Francisco explica:

“O tempo deve ser entendido como a duração da história da salvação feita por Deus; portanto, o tempo ‘cumprido’ é aquele em que esta ação salvífica atinge seu ápice, sua plena atuação: é o momento histórico em que Deus enviou seu Filho ao mundo e seu Reino se tornou mais do que nunca ‘próximo’”

Todavia, pondera o Papa, “a salvação não é automática; a salvação é um dom de amor e como tal oferecido à liberdade humana. Quando se fala de amor, se fala de liberdade: um amor sem liberdade não é amor, pode ser interesse, pode ser medo, muitas coisas, mas o amor é sempre livre e como tal, requer uma resposta livre: requer conversão”.

Detalhando o que é conversão acrescenta:

“Trata-se de mudar a mentalidade e mudar a vida: não mais para seguir os modelos do mundo, mas o de Deus, que é Jesus. Esta é uma mudança decisiva de visão e atitude”

Explica que o pecado leva automaticamente à afirmação de si mesmo contra os outros e contra Deus chegando até a usar a violência e o engano para este objetivo, e apresenta a alternativa:

“A tudo isso se opõe a mensagem de Jesus, que nos convida a reconhecer nossa necessidade de Deus e de sua graça; a ter uma atitude equilibrada em relação aos bens terrenos; a sermos acolhedores e humilde para com todos; a conhecer e a realizar-nos no encontro e no serviço aos outros”.

Tempo da redenção: é a duração da nossa vida

“Para cada um de nós, o tempo em que podemos acolher a redenção é breve: e a duração de nossa vida neste mundo é breve”

“A vida”, afirma o Papa, “é um dom do amor infinito de Deus, mas é também um momento para verificar nosso amor por Ele. Portanto, cada momento, cada instante de nossa existência é um tempo precioso para amar a Deus e ao próximo, e assim entrar na vida eterna”.

A vida tem dois ritmos

Francisco afirma que a história da nossa vida tem dois ritmos: “um, mensurável, composto de horas, dias, anos; e outro, composto de estações do nosso desenvolvimento: nascimento, infância, adolescência, maturidade, velhice, morte. Cada vez, cada fase tem seu próprio valor e pode ser um momento privilegiado de encontro com o Senhor”. “A fé nos ajuda a descobrir o significado espiritual destes tempos: cada um deles contém um chamado particular do Senhor, ao qual podemos dar uma resposta positiva ou negativa”. E conclui desejando:

“Que a Virgem Maria nos ajude a viver cada dia, cada momento como um tempo de salvação, no qual o Senhor passa e nos chama a segui-lo. E que ajude a nos converter da mentalidade do mundo para a do amor e do serviço”

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Francisco: A Palavra de Deus é a carta de amor escrita para nós

A Solenidade deste 2º Domingo da Palavra de Deus,  24 de janeiro, não foi presidida pelo Papa Francisco por causa de uma dolorosa ciatalgia. A homilia preparada pelo Santo Padre foi lida por Dom Rino Fisichella.

Na sua homilia Francisco destaca que neste Domingo da Palavra, ouvimos Jesus anunciar o Reino de Deus e o texto se desenvolve em dois tópicos: Vejamos o que diz e a quem o diz.

O que diz. Jesus começa a pregar assim: ‘Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo’. Deus está perto: é a primeira mensagem”. “O tempo da distância acabou, quando Se fez homem em Jesus. Desde então, Deus está muito perto, nunca Se separará nem Se cansará da nossa humanidade”. “Antes de qualquer palavra nossa sobre Deus, está a sua Palavra para nós, que continua a dizer-nos: ‘Não tenhas medo, estou contigo. Estou perto de ti e continuarei a estar’.

“A Palavra de Deus permite-nos tocar com a mão esta proximidade, já que ela não está longe de nós, antes está muito perto do nosso coração. É o antídoto contra o medo de enfrentar a vida sozinho”

Palavra de conversão

“Com efeito o Senhor, através da sua Palavra, con-sola, isto é, permanece com quem está . Falando conosco, lembra-nos que estamos no seu coração, somos preciosos a seus olhos, estamos guardados na palma das suas mãos. A Palavra de Deus infunde esta paz, mas não deixa em paz. É Palavra de consolação, mas também de conversão.

“"Convertei-vos”: acrescenta Jesus imediatamente depois de ter proclamado a proximidade de Deus, porque com a sua proximidade acabou o tempo de deixarmos à distância Deus e os outros, acabou o tempo em que cada um só pensa em si e avança por conta própria.”

Isto não é cristão, porque a pessoa que experimenta a proximidade de Deus não pode colocar à distância o próximo, não pode deixá-lo distante na indiferença”.

“Assim a Palavra, semeada no terreno do nosso coração, leva-nos a semear esperança através da proximidade. Precisamente como Deus faz conosco”.

A quem fala Jesus

Na segunda parte da homilia do Papa Francisco, dom Rino Fisichella lê a quem fala Jesus.

“Dirige-Se, em primeiro lugar, a pescadores da Galileia. Eram pessoas simples, que viviam do trabalho das suas mãos labutando duramente noite e dia. Não eram especialistas na Sagrada Escritura, nem se salientavam certamente por ciência e cultura”. (…) Mas Jesus começa de lá: não do centro, mas da periferia. E fá-lo também para nos dizer que ninguém fica marginalizado no coração de Deus. Todos podem receber a sua Palavra e encontrá-Lo pessoalmente”.

“Dirige-se às pessoas nos lugares e momentos mais comuns. Tal é a força universal da Palavra de Deus, que alcança a todos em cada uma das áreas da sua vida”

“Mas a Palavra também tem uma força individual, isto é, incide sobre cada um de maneira direta, pessoal”.

Jesus “não os atrai com discursos elevados e inacessíveis, mas fala às suas vidas: a pescadores de peixes diz que serão pescadores de homens”. “Jesus chama-os partindo da sua vida: ‘Sois pescadores, tornar-vos-eis pescadores de homens’”.

“É assim que o Senhor procede conosco: procura-nos onde estamos, ama-nos como somos e, pacientemente, acompanha os nossos passos”

Concluindo a sua homilia Francisco escreveu:

“Por isso, queridos irmãos e irmãs, não renunciamos à Palavra de Deus. É a carta de amor escrita para nós por Aquele que nos conhece como ninguém: lendo-a, voltamos a ouvir a sua voz, vislumbramos o seu rosto, recebemos o seu Espírito”.

E aconselhou:

“Coloquemos o Evangelho num lugar onde nos lembremos de o abrir diariamente, talvez no começo e no fim do dia, de tal modo que, no meio de tantas palavras que chegam aos nossos ouvidos, qualquer versículo da Palavra de Deus chegue ao coração”.

“Neste Ano Litúrgico, estamos lendo o Evangelho de Marcos, o mais simples e curto. Por que não fazê-lo também em privado, meditando uma pequena passagem cada dia? Far-nos-á sentir próximo o Senhor e infundirá coragem no caminho da vida”.

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Padre Gilmar Margotto completará 26 anos de vida sacerdotal

No dia 27 de janeiro, o padre Gilmar Antonio Fernandes Margotto, pároco da paróquia Nossa Senhora Aparecida comemora 26 anos de ordenação sacerdotal. Nascido em Votuporanga, no dia 02 de julho de 1970, desde sua infância e juventude se interessou pela Igreja e trabalhos pastorais da comunidade, participando da Catequese, Congregação Mariana e Pastoral da Juventude. Em 1988, aos 17 anos, padre Gilmar aceitou o chamado de Deus e ingressou no Seminário Diocesano em São José do Rio Preto.

Em Rio Preto, ele cursou Filosofia e Teologia pela Faculdade Sagrado Coração de Jesus entre os anos de 1988 e 1994. Foi ordenado diácono no dia 13 de maio de 1994 e recebeu a ordenação Presbiteral no dia 27 de janeiro de 1995, por imposição das mãos de Dom José de Aquino Pereira, na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga.

Menos de um mês após a sua ordenação presbiteral, foi nomeado pároco da recém criada Paróquia Senhor Bom Jesus de Votuporanga. Durante mais de 16 anos, o padre Gilmar esteve a frente da Paróquia Senhor Bom Jesus, enfrentando as dificuldades iniciais como os poucos recursos financeiros, falta de espaço para reuniões, catequeses e encontros, mas com a ajuda da caminhada, com quem manteve um laço forte de amizade e fidelidade, todas as dificuldades foram vencidas. Neste período em que ficou a frente da paróquia Senhor Bom Jesus, destaca-se a construção da nova Igreja e do Centro de Pastoral, criação de movimentos e pastorais, formação de lideranças, dinamização das atividades e trabalho com a juventude.

Padre Gilmar também é formado em Psicologia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP).  Juntamente com os padres Edemur José Alves (falecido em 2011) e Carlos Rodrigues dos Santos, ele formou a Comissão Diocesana de Estudos para a criação da Diocese de Votuporanga. 

Em setembro de 2011, após o falecimento do padre Edemur José Alves, de quem era muito amigo, foi convidado pelo bispo diocesano a assumir a Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Em meio a dor em deixar sua comunidade tão amada e o entusiasmo em assumir um novo desafio que a Igreja o confiava, ele aceitou o convite do bispo, tomando posse no dia 26 de outubro de 2011.

 

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Bispos apoiam apelo do Papa pelo desarmamento nuclear no mundo

“A pior de todas as armas de destruição em massa há muito tempo tem sido considerada imoral. Agora também é finalmente ilegal.” Com estas palavras, os bispos católicos de todo o mundo, da Europa ao Japão, das Filipinas à Terra Santa e à África do Sul, junto com leigos, religiosos e religiosas de cerca de 20 países, acolhem com alegria a entrada em vigor, nesta sexta-feira, 22, do Tratado aprovado em 2017, que torna ilegal o uso, a ameaça, a posse e o armazenamento de armas atômicas.

Esperanças e medos

“É encorajador”, escrevem os bispos, que “a maioria dos Estados membros das Nações Unidas apoiem ativamente o novo tratado através da adoção, assinaturas e ratificações” e que as pesquisas mostram que a opinião pública está convencida de que as armas nucleares devem ser abolidas. Mas a preocupação expressa pelos prelados diz respeito aos riscos que permanecem de um possível uso, cujas consequências são catastróficas para a humanidade e o meio ambiente, como o Papa também lembrou na Audiência Geral da última quarta-feira, 20.

“Dois exemplos que falam a todas as pessoas são os impactos desproporcionais das radiações nas mulheres e meninas e os graves efeitos nas comunidades indígenas cujas terras foram usadas para testes nucleares”, escrevem os bispos.

Com o Papa na condenação da energia nuclear como arma de guerra

Os bispos reiteram seu apoio ao papel de liderança desempenhado pelo Papa neste âmbito, com suas contínuas intervenções pelo desarmamento, e recordam a histórica visita de 2019 às cidades bombardeadas de Hiroshima e Nagasaki com a condenação feita pelo Pontífice “à posse de armas nucleares por qualquer Estado”. “A paz não pode ser alcançada através da ameaça de aniquilação total”, recordam os prelados, citando Francisco. É necessário apoiar “os principais instrumentos jurídicos internacionais de desarmamento nuclear e não proliferação, incluindo o Tratado das Nações Unidas sobre a Proibição de Armas Nucleares”.

A voz dos bispos é única ao encorajar a cooperação internacional, “essencial”, para enfrentar não apenas a ameaça da pandemia, as mudanças climáticas e o abismo entre ricos e pobres, mas também a “ameaça universal das armas nucleares”. Todos juntos, de qualquer proveniência, mesmo de países que possuem arsenais nucleares ou que fazem fronteira com eles, exortam “os governos a assinar e ratificar o Tratado”, agradecendo aos que já o fizeram.

O esforço da Igreja: verificar e desinvestir

Os bispos convidam os colegas líderes da Igreja para “discutirem e deliberar sobre o papel significativo que a Igreja pode desempenhar no apoio a esta nova norma internacional contra as armas nucleares”. “É particularmente importante para as Conferências episcopais nacionais e regionais, assim como para as instituições e fundações católicas, verificar se os fundos relativos à Igreja estão sendo investidos em empresas e bancos envolvidos na produção de armas nucleares. Em tal caso, tomar medidas corretivas, pondo fim às relações de financiamento existentes e buscar maneiras de desinvestir”, escrevem os bispos católicos.

“Acreditamos que o dom da paz de Deus está em ação para deter a guerra e superar a violência. Portanto, neste dia histórico, parabenizamos os membros da Igreja católica que durante décadas estiveram na vanguarda dos movimentos de base que se opõem às armas nucleares e aos movimentos católicos pela paz que fazem parte da Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares (Ican), vencedora do Prêmio Nobel”, concluem os prelados.

 

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Mensagem: Papa pede comunicação baseada na verdade e no encontro

Intitulada “Vem e verás”, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações deste ano reflete sobre alguns princípios do jornalismo. Extraído do Evangelho de João » (Jo 1, 46), o tema tem como subtítulo “Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são”.

O Pontífice recorda que “vem e verás” foi a forma como a fé cristã se comunicou, começando pelos primeiros encontros nas margens do rio Jordão e do lago da Galileia. Aos primeiros discípulos que o quiseram conhecer, depois do seu batismo no rio Jordão, Jesus respondeu: «Vinde e vereis» (Jo 1, 39), convidando-os a viver em relação com ele. O mesmo diz Filipe a Natanael.

A fé cristã começa desta forma e assim é comunicada: “com um conhecimento direto, nascido da experiência, e não por ouvir dizer”, diz o Papa, algo muito atual nos tempos da informação nos grupos de Whatsapp.

Vir e ver pressupõe dois movimentos, aponta o Santo Padre. O primeiro deles é sair da presunção cômoda do “já sabido” e mover-se, ir ver, estar com as pessoas, ouvi-las. Isso requer transparência e honestidade intelectual. Mas além do aspecto moral, “ir e ver”, Francisco se refere a algo basilar no jornalismo, isto é, deixar de lado a informação construída nas redações, em frente do computador, para sair à rua, “gastar a sola dos sapatos”, encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar informações.

“Se não nos abrirmos ao encontro, permanecemos espectadores externos, apesar das inovações tecnológicas” – Papa Francisco

Cada instrumento só é útil e precioso, adverte o Papa, se impelir homens e mulheres a irem e ver coisas que, de outra forma, não seriam descobertas, para colocarem em rede conhecimentos que, do contrário, não circulariam, permitirem encontros que de outra forma não teriam lugar.

O “vem e verás” é o método mais simples de conhecer uma realidade. Para conhecer, escreve ainda o Pontífice, é necessário encontrar, permitir que quem está à frente fale, deixar que o testemunho chegue até outros.

Agradecimento pela coragem de muitos jornalistas

A este ponto da mensagem, o Papa agradece aos muitos jornalistas que arriscam a própria vida. Se hoje se conhece a difícil condição das minorias perseguidas, os muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação e as tantas guerras esquecidas, é porque alguém sentiu a curiosidade, ou melhor, a paixão de noticiar essas realidades, frisa o Santo Padre. “Seria uma perda não só para a informação, mas para toda a sociedade e para a democracia se faltassem essas vozes: um empobrecimento para a nossa humanidade”.

Inclusive nesta época de pandemia, há muitas realidades que convidam a “ir e ver”, como os desempregados que fazem filas nos centros da Cáritas para receber um pacote de alimentos. “Quem nos contará a expectativa de cura nas aldeias mais pobres da Ásia, América Latina e África?”, questiona o Pontífice, alertando para que a distribuição das vacinas anti-Covid não obedeça a uma lógica do lucro.

Oportunidades e ciladas na web

Outro alerta do Papa diz respeito à informação produzida nas redes sociais. Se por uma lado pode haver mais velocidade no fluxo da informação, por outro há o risco da sua manipulação. Um risco que chama a todos a uma responsabilidade “pela comunicação que fazemos, pelas informações que damos, pelo controle que podemos juntamente exercer sobre as notícias falsas, desmascarando-as”.

“Todos estamos chamados a ser testemunhas da verdade: a ir, ver e partilhar” – Papa Francisco

Nada substitui ver com os próprios olhos

Na comunicação, prossegue o Papa, nada jamais pode substituir completamente o ver com os próprios olhos. A boa nova do Evangelho difundiu-se pelo mundo graças a encontros de pessoa a pessoa, de coração a coração.

Para Francisco, “aquele grande comunicador que se chamava Paulo de Tarso ter-se-ia certamente servido do e-mail e das mensagens eltrônicas; mas foram a sua fé, a sua esperança e a sua caridade que impressionaram os seus contemporâneos”.

Isso significa que o Evangelho acontece novamente hoje, sempre que recebemos o testemunho claro de pessoas cujas vidas foram mudadas pelo seu encontro com Jesus. “Há mais de dois mil anos que uma corrente de encontros comunica o fascínio da aventura cristã. O desafio que nos espera é o de comunicar, encontrando as pessoas onde estão e como são.”

A mensagem do Papa se conclui com uma oração:

“Senhor, ensinai-nos a sair de nós mesmos, e partir à procura da verdade. Ensinai-nos a ir e ver, ensinai-nos a ouvir, a não cultivar preconceitos, a não tirar conclusões precipitadas. Ensinai-nos a ir aonde não vai ninguém, a reservar tempo para compreender, a prestar atenção ao essencial, a não nos distrairmos com o supérfluo, a distinguir entre a aparência enganadora e a verdade. Concedei-nos a graça de reconhecer as vossas moradas no mundo e a honestidade de contar o que vimos.”

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Palavra de Deus é eficaz quando gera experiência e diálogo, diz Papa

No dia em que o Vaticano publicou a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações, o Santo Padre manifestou por meio de sua conta oficial no twitter uma reflexão que enfatiza o tema da mensagem e o Domingo da Palavra de Deus que será celebrado amanhã, 24.

“A #PalavradeDeus ganhou rosto, o Deus invisível deixou-se ver, ouvir e tocar (cf. 1 Jo 1,1-3). A palavra só é eficaz se “vê”, se te envolve numa experiência, num diálogo. Por esta razão o “vem e verás” era e é essencial”, escreveu o Pontífice.

Intitulada “Vem e verás”, a mensagem para o Dia Mundial das Comunicações deste ano reflete sobre alguns princípios do jornalismo. Extraído do Evangelho de João » (Jo 1, 46), o tema tem como subtítulo “Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são”.

Sobre o título de sua mensagem, o Santo Padre explica que “vem e verás” é o método mais simples de conhecer uma realidade. Para conhecer, escreve o Pontífice, é necessário encontrar, permitir que quem está à frente fale, deixar que o testemunho chegue até outros.

Domingo da Palavra de Deus

Neste domingo, 24, a Igreja celebra o Domingo da Palavra de Deus. No Vaticano, o Papa Francisco presidirá a celebração eucarística na Basílica de São Pedro por ocasião da data instituída por ele em setembro de 2019, com a Carta Apostólica, em forma de Motu próprio “Aperuit illis”. O documento institui o III Domingo do Tempo Comum como dedicado à reflexão, celebração e divulgação da Palavra.

Por conta da pandemia, a data este ano será comemorada de maneira mais contida, para assim preservar a saúde dos fiéis. Ao instituir o Domingo da Palavra de Deus, o Papa Francisco pede que a Igreja desperte a consciência sobre a importância da Sagrada Escritura para a vida dos fiéis, especialmente na Liturgia.

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Um encontro verdadeiro com Jesus nunca é esquecido, afirma Papa

O projeto de Deus para cada um é sempre um plano de amor. E ao seu chamado deve-se responder com amor no serviço a Deus e aos irmãos. Essa é a exortação feita pelo Papa antes da oração do Angelus deste domingo, 17.  Inspirado no Evangelho de João, que apresenta o encontro de Jesus com seus primeiros discípulos, Francisco convidou os fiéis a recordarem o momento do encontro derradeiro que tiveram com o Senhor. “Que a recordação daquele momento nos renove sempre no encontro com Jesus”. “Todo encontro autêntico com Jesus fica na memória viva”.

Da Biblioteca do Palácio Apostólico, também em observância às medidas adotadas pelo governo italiano para conter a difusão do coronavírus, Francisco descreveu a cena de Jesus com dois de seus discípulos à beira do rio Jordão, um deles André. E foi o próprio João Batista – explicou – quem apontou o Messias para eles com as seguintes palavras: “Eis o Cordeiro de Deus!” Em respostas às perguntas que começaram a lhe ser dirigidas, cheias de curiosidades, Jesus não apresentou “um cartão de visitas”, mas os convidou para um encontro: “Vinde e vede!”. “Os dois o seguem e naquela tarde permanecem com Ele”.

“Não é difícil imaginá-los ali sentados, fazendo perguntas a ele e, sobretudo, ouvindo-o, sentindo que seus corações se aquecem sempre mais, enquanto o Mestre fala.  Eles sentem a beleza das palavras que correspondem à sua maior esperança. E de repente descobrem que, à medida que escurece à sua volta, explode neles, em seus corações, uma luz que somente Deus pode dar”.

Do verdadeiro encontro com Jesus não se esquece nunca

Francisco chamou então a atenção para a hora precisa deste encontro descrita por João: “Uma coisa que chama a atenção: um deles, sessenta anos depois, ou talvez mais, escreveu no Evangelho – ‘era por volta das quatro da tarde’ – escreveu a hora. E isso é algo que nos faz pensar: todo encontro autêntico com Jesus fica na memória viva, nunca é esquecido. Você se esquece de tantos encontros, mas o encontro com Jesus verdadeiro permanece sempre. E tantos anos depois eles se recordavam também da hora, não puderam esquecer aquele encontro tão feliz, tão pleno, que havia mudado a vida”.

Quando os dois seguidos de João Batista voltam para seus irmãos, “essa alegria, essa luz transborda de seus corações como um rio caudaloso”, apontou o Santo Padre

Cada encontro com Jesus é um chamado de amor

Um dos dois, André, diz a seu irmão Simão (a quem Jesus chamará Pedro quando o encontrar): “Encontramos o Messias”. Estavam certos que Jesus era o Messias, frisou o Pontífice: “Detenhamo-nos por um momento nesta experiência do encontro com Cristo que chama a estar com Ele. Cada chamado de Deus é uma iniciativa do seu amor. É sempre Ele que toma a iniciativa. Ele o chama. Deus chama à vida, chama à fé e chama a um estado particular de vida: ‘Eu o quero aqui’.

O primeiro chamado de Deus, explicou Francisco, é para a vida: é um chamado individual, porque Deus não faz as coisas em série.  

Projeto de Deus é sempre um plano de amor

“Deus nos chama à fé e para fazer parte da sua família, como filhos de Deus. Por fim, Deus nos chama a um estado particular de vida: a doar-nos no caminho do matrimônio, no do sacerdócio ou na vida consagrada”. Segundo o Papa, essas são formas diferentes de realizar o projeto que Deus tem para cada um, um projeto que é sempre um plano de amor.

Deus chama sempre, é o que afirmou o Santo Padre. “A maior alegria para cada crente (para cada fiel) é responder a este chamado, oferecer-se inteiramente ao serviço de Deus e dos irmãos”. Diante do chamado do Senhor, que chega “de mil maneiras”, mesmo “por meio de pessoas, acontecimentos felizes e tristes”, Francisco afirmou que, às vezes, homens e mulheres têm atitude de rejeição: “Não…“tenho medo”… Recuso porque nos parece em contraste com as nossas aspirações; e também o medo, porque o consideramos muito exigente e incômodo: ‘Oh, não conseguirei, melhor não, melhor uma vida mais tranquila. Deus lá e eu aqui’”.

O desejo do anúncio que brota do encontro com Jesus

O chamado de Deus é amor, destacou o Pontífice. De acordo com o Papa, é preciso procurar encontrar o amor que está por trás de cada chamado, e se responde a ele somente com o amor. “Esta é a linguagem: da resposta a um chamado que vem do amor, somente o amor”.

No início há um encontro, frisou o Santo Padre.  “Há o encontro com Jesus, que nos fala do Pai, nos faz conhecer o seu amor. E assim também em nós surge espontaneamente o desejo de comunicá-lo às pessoas que amamos: ‘Encontrei o Amor’, ‘encontrei o Messias’, ‘encontrei Jesus’, ‘encontrei o sentido da minha vida’. Em uma palavra: ‘Encontrei Deus'”.

“Que a Virgem Maria nos ajude a fazer da nossa vida um hino de louvor a Deus, em resposta ao seu chamado e no cumprimento humilde e alegre da sua vontade. Mas recordemos isso: (para) cada um de nós, na sua vida, (houve) um momento em que Deus se fez presente com mais força, com um chamado. Recordemo-lo. Voltemos àquele momento, para que a memória daquele momento nos renove sempre no encontro com Jesus”, concluiu.

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A unidade é sempre superior ao conflito, reitera Papa

Nos apelos que costuma fazer após rezar o Angelus, o Papa Francisco recordou o início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que no hemisfério norte é celebrada de 18 a 25 de janeiro, enfatizando que “a unidade é sempre superior ao conflito:

“Amanhã é um dia importante: tem início a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Este ano, o tema refere-se à advertência de Jesus: “Permanecei no meu amor e produzireis muito fruto” (cf. Jo 15,5-9). Na segunda-feira, 25 de janeiro, concluiremos com a celebração das Vésperas na Basílica de São Paulo fora dos muros, juntamente com os representantes das outras comunidades cristãs presentes em Roma. Nestes dias, rezemos juntos para que se cumpra o desejo de Jesus: “Que todos sejam um” (Jo 17,21). A unidade, que é sempre superior ao conflito”.

A Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) traduziu para o português subsídios para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e para todo o ano 2021, preparados e publicados conjuntamente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas.

A primeira Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, nos moldes da atual, nasceu por iniciativa do inglês Spencer Jones, anglicano, e do estadunidense Paul James Francis Wattson, episcopal (anglicano americano). No ano de 1907, o rev. Jones sugeriu a instituição, em 29 de junho de cada ano, de um dia de oração pelo retorno dos anglicanos, e de todos os outros cristãos, à unidade com a Sé Romana. No ano seguinte, Wattson ampliou a ideia, propondo-a em forma de uma oitava para pedir a Deus “a volta de todas as outras ovelhas ao aprisco de Pedro, o único pastor”. É precisamente a este ano (1908) que o nascimento oficial da semana em curso é convencionalmente atribuído. Wattson decidiu iniciar a oitava no dia da festa da Confissão de Pedro (uma variante protestante da festa da Cátedra de São Pedro que se festejava em 18 de janeiro) e de concluí-la com a festa da Conversão de São Paulo. Desde então, essas duas datas (18 e 25 de janeiro) marcam o início e o fim da Oitava no Hemisfério Norte. No hemisfério Sul, por sua vez, as Igrejas geralmente celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes.

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