Notícias e Artigos Litúrgicos
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Domingo da Palavra de Deus: apesar de tudo, Ele está sempre conosco

Por que ter um Domingo da Palavra de Deus? A essa pergunta responde o Padre Antonio Hofmeister, que trabalha da Seção de Língua Portuguesa da Secretaria de Estado do Vaticano.

O Papa Francisco instituiu o III Domingo do Tempo Comum como o Domingo da Palavra de Deus, “mas isso não significa que os outros não sejam”, explica o sacerdote gaúcho.

Esta festa, afirma ele, “é para recordar, sobretudo, que a Palavra de Deus para nós é uma pessoa: Jesus Cristo, a Palavra que se fez carne e habitou entre nós”.

“A Igreja nos ensina que essa revelação de Deus através da sua Palavra nós a encontramos na tradição, mas também na Escritura, na Bíblia. A importância deste testemunho da Sagrada Escritura para a vida de cada cristão: isso é o que nós celebramos de modo ainda mais especial neste Domingo.”

Este ano, esta comemoração se reveste de um significado ainda maior, vivida em tempos de coronavírus:

“Com as limitações todas que a pandemia nos impõe, num tempo em que nós buscamos alguma espécie de conforto, de explicação, de auxílio, nós encontramos com certeza este apoio, esta luz no meio das trevas  - que pode parecer esta pandemia – na Palavra de Deus, que nos orienta, que nos indica o caminho, que nos mostra que apesar de tudo, Ele está sempre conosco, como Ele prometeu.”

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O Papa convida: Leiam o Evangelho todos os dias

Após o Angelus, o Papa Francisco recordou que este domingo é dedicado à Palavra de Deus. Francisco disse:

"Um dos grandes dons de nosso tempo é a redescoberta da Sagrada Escritura na vida da Igreja em todos os níveis. Nunca antes a Bíblia foi tão acessível a todos: em todas as línguas e agora também em formatos audiovisuais e digitais.

São Jerônimo, cujo 16º centenário da morte comemorei recentemente, diz que aquele que ignora a Escritura ignora Cristo (cfr In Isaiam Prol.). E vice-versa é Jesus Cristo, o Verbo feito carne, que morreu e ressuscitou, que abre nossas mentes para a compreensão das Escrituras (cf. Lc 24,45). Isto acontece em particular na Liturgia, mas também quando oramos sozinhos ou em grupos, especialmente com o Evangelho e os Salmos.

Agradeço e encorajo as paróquias por seu constante compromisso de educar as pessoas na escuta da Palavra de Deus. Que nunca nos falte a alegria de semear o Evangelho! E me repito mais uma vez: tenham o hábito, tenhamos o hábito de levar sempre um pequeno Evangelho no bolso, na bolsa, para que possamos lê-lo durante o dia, pelo menos três, quatro versículos. O Evangelho sempre conosco".

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Papa Francisco: amor sem liberdade não é amor

Na oração do Angelus deste domingo, 24 de janeiro, o Domingo da Palavra de Deus, o Papa Francisco recordou a “passagem de missão” de João Batista a Jesus. João Batista foi o seu precursor e preparou o terreno para Jesus iniciar a sua missão e anunciar a salvação. “A sua pregação pode ser sintetizada nestas palavras: ‘Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho’. É a mensagem que nos convida a refletir sobre dois temas essenciais: o tempo e a conversão.

Francisco explica:

“O tempo deve ser entendido como a duração da história da salvação feita por Deus; portanto, o tempo ‘cumprido’ é aquele em que esta ação salvífica atinge seu ápice, sua plena atuação: é o momento histórico em que Deus enviou seu Filho ao mundo e seu Reino se tornou mais do que nunca ‘próximo’”

Todavia, pondera o Papa, “a salvação não é automática; a salvação é um dom de amor e como tal oferecido à liberdade humana. Quando se fala de amor, se fala de liberdade: um amor sem liberdade não é amor, pode ser interesse, pode ser medo, muitas coisas, mas o amor é sempre livre e como tal, requer uma resposta livre: requer conversão”.

Detalhando o que é conversão acrescenta:

“Trata-se de mudar a mentalidade e mudar a vida: não mais para seguir os modelos do mundo, mas o de Deus, que é Jesus. Esta é uma mudança decisiva de visão e atitude”

Explica que o pecado leva automaticamente à afirmação de si mesmo contra os outros e contra Deus chegando até a usar a violência e o engano para este objetivo, e apresenta a alternativa:

“A tudo isso se opõe a mensagem de Jesus, que nos convida a reconhecer nossa necessidade de Deus e de sua graça; a ter uma atitude equilibrada em relação aos bens terrenos; a sermos acolhedores e humilde para com todos; a conhecer e a realizar-nos no encontro e no serviço aos outros”.

Tempo da redenção: é a duração da nossa vida

“Para cada um de nós, o tempo em que podemos acolher a redenção é breve: e a duração de nossa vida neste mundo é breve”

“A vida”, afirma o Papa, “é um dom do amor infinito de Deus, mas é também um momento para verificar nosso amor por Ele. Portanto, cada momento, cada instante de nossa existência é um tempo precioso para amar a Deus e ao próximo, e assim entrar na vida eterna”.

A vida tem dois ritmos

Francisco afirma que a história da nossa vida tem dois ritmos: “um, mensurável, composto de horas, dias, anos; e outro, composto de estações do nosso desenvolvimento: nascimento, infância, adolescência, maturidade, velhice, morte. Cada vez, cada fase tem seu próprio valor e pode ser um momento privilegiado de encontro com o Senhor”. “A fé nos ajuda a descobrir o significado espiritual destes tempos: cada um deles contém um chamado particular do Senhor, ao qual podemos dar uma resposta positiva ou negativa”. E conclui desejando:

“Que a Virgem Maria nos ajude a viver cada dia, cada momento como um tempo de salvação, no qual o Senhor passa e nos chama a segui-lo. E que ajude a nos converter da mentalidade do mundo para a do amor e do serviço”

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Francisco: A Palavra de Deus é a carta de amor escrita para nós

A Solenidade deste 2º Domingo da Palavra de Deus,  24 de janeiro, não foi presidida pelo Papa Francisco por causa de uma dolorosa ciatalgia. A homilia preparada pelo Santo Padre foi lida por Dom Rino Fisichella.

Na sua homilia Francisco destaca que neste Domingo da Palavra, ouvimos Jesus anunciar o Reino de Deus e o texto se desenvolve em dois tópicos: Vejamos o que diz e a quem o diz.

O que diz. Jesus começa a pregar assim: ‘Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo’. Deus está perto: é a primeira mensagem”. “O tempo da distância acabou, quando Se fez homem em Jesus. Desde então, Deus está muito perto, nunca Se separará nem Se cansará da nossa humanidade”. “Antes de qualquer palavra nossa sobre Deus, está a sua Palavra para nós, que continua a dizer-nos: ‘Não tenhas medo, estou contigo. Estou perto de ti e continuarei a estar’.

“A Palavra de Deus permite-nos tocar com a mão esta proximidade, já que ela não está longe de nós, antes está muito perto do nosso coração. É o antídoto contra o medo de enfrentar a vida sozinho”

Palavra de conversão

“Com efeito o Senhor, através da sua Palavra, con-sola, isto é, permanece com quem está . Falando conosco, lembra-nos que estamos no seu coração, somos preciosos a seus olhos, estamos guardados na palma das suas mãos. A Palavra de Deus infunde esta paz, mas não deixa em paz. É Palavra de consolação, mas também de conversão.

“"Convertei-vos”: acrescenta Jesus imediatamente depois de ter proclamado a proximidade de Deus, porque com a sua proximidade acabou o tempo de deixarmos à distância Deus e os outros, acabou o tempo em que cada um só pensa em si e avança por conta própria.”

Isto não é cristão, porque a pessoa que experimenta a proximidade de Deus não pode colocar à distância o próximo, não pode deixá-lo distante na indiferença”.

“Assim a Palavra, semeada no terreno do nosso coração, leva-nos a semear esperança através da proximidade. Precisamente como Deus faz conosco”.

A quem fala Jesus

Na segunda parte da homilia do Papa Francisco, dom Rino Fisichella lê a quem fala Jesus.

“Dirige-Se, em primeiro lugar, a pescadores da Galileia. Eram pessoas simples, que viviam do trabalho das suas mãos labutando duramente noite e dia. Não eram especialistas na Sagrada Escritura, nem se salientavam certamente por ciência e cultura”. (…) Mas Jesus começa de lá: não do centro, mas da periferia. E fá-lo também para nos dizer que ninguém fica marginalizado no coração de Deus. Todos podem receber a sua Palavra e encontrá-Lo pessoalmente”.

“Dirige-se às pessoas nos lugares e momentos mais comuns. Tal é a força universal da Palavra de Deus, que alcança a todos em cada uma das áreas da sua vida”

“Mas a Palavra também tem uma força individual, isto é, incide sobre cada um de maneira direta, pessoal”.

Jesus “não os atrai com discursos elevados e inacessíveis, mas fala às suas vidas: a pescadores de peixes diz que serão pescadores de homens”. “Jesus chama-os partindo da sua vida: ‘Sois pescadores, tornar-vos-eis pescadores de homens’”.

“É assim que o Senhor procede conosco: procura-nos onde estamos, ama-nos como somos e, pacientemente, acompanha os nossos passos”

Concluindo a sua homilia Francisco escreveu:

“Por isso, queridos irmãos e irmãs, não renunciamos à Palavra de Deus. É a carta de amor escrita para nós por Aquele que nos conhece como ninguém: lendo-a, voltamos a ouvir a sua voz, vislumbramos o seu rosto, recebemos o seu Espírito”.

E aconselhou:

“Coloquemos o Evangelho num lugar onde nos lembremos de o abrir diariamente, talvez no começo e no fim do dia, de tal modo que, no meio de tantas palavras que chegam aos nossos ouvidos, qualquer versículo da Palavra de Deus chegue ao coração”.

“Neste Ano Litúrgico, estamos lendo o Evangelho de Marcos, o mais simples e curto. Por que não fazê-lo também em privado, meditando uma pequena passagem cada dia? Far-nos-á sentir próximo o Senhor e infundirá coragem no caminho da vida”.

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Padre Gilmar Margotto completará 26 anos de vida sacerdotal

No dia 27 de janeiro, o padre Gilmar Antonio Fernandes Margotto, pároco da paróquia Nossa Senhora Aparecida comemora 26 anos de ordenação sacerdotal. Nascido em Votuporanga, no dia 02 de julho de 1970, desde sua infância e juventude se interessou pela Igreja e trabalhos pastorais da comunidade, participando da Catequese, Congregação Mariana e Pastoral da Juventude. Em 1988, aos 17 anos, padre Gilmar aceitou o chamado de Deus e ingressou no Seminário Diocesano em São José do Rio Preto.

Em Rio Preto, ele cursou Filosofia e Teologia pela Faculdade Sagrado Coração de Jesus entre os anos de 1988 e 1994. Foi ordenado diácono no dia 13 de maio de 1994 e recebeu a ordenação Presbiteral no dia 27 de janeiro de 1995, por imposição das mãos de Dom José de Aquino Pereira, na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga.

Menos de um mês após a sua ordenação presbiteral, foi nomeado pároco da recém criada Paróquia Senhor Bom Jesus de Votuporanga. Durante mais de 16 anos, o padre Gilmar esteve a frente da Paróquia Senhor Bom Jesus, enfrentando as dificuldades iniciais como os poucos recursos financeiros, falta de espaço para reuniões, catequeses e encontros, mas com a ajuda da caminhada, com quem manteve um laço forte de amizade e fidelidade, todas as dificuldades foram vencidas. Neste período em que ficou a frente da paróquia Senhor Bom Jesus, destaca-se a construção da nova Igreja e do Centro de Pastoral, criação de movimentos e pastorais, formação de lideranças, dinamização das atividades e trabalho com a juventude.

Padre Gilmar também é formado em Psicologia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP).  Juntamente com os padres Edemur José Alves (falecido em 2011) e Carlos Rodrigues dos Santos, ele formou a Comissão Diocesana de Estudos para a criação da Diocese de Votuporanga. 

Em setembro de 2011, após o falecimento do padre Edemur José Alves, de quem era muito amigo, foi convidado pelo bispo diocesano a assumir a Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Em meio a dor em deixar sua comunidade tão amada e o entusiasmo em assumir um novo desafio que a Igreja o confiava, ele aceitou o convite do bispo, tomando posse no dia 26 de outubro de 2011.

 

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Bispos apoiam apelo do Papa pelo desarmamento nuclear no mundo

“A pior de todas as armas de destruição em massa há muito tempo tem sido considerada imoral. Agora também é finalmente ilegal.” Com estas palavras, os bispos católicos de todo o mundo, da Europa ao Japão, das Filipinas à Terra Santa e à África do Sul, junto com leigos, religiosos e religiosas de cerca de 20 países, acolhem com alegria a entrada em vigor, nesta sexta-feira, 22, do Tratado aprovado em 2017, que torna ilegal o uso, a ameaça, a posse e o armazenamento de armas atômicas.

Esperanças e medos

“É encorajador”, escrevem os bispos, que “a maioria dos Estados membros das Nações Unidas apoiem ativamente o novo tratado através da adoção, assinaturas e ratificações” e que as pesquisas mostram que a opinião pública está convencida de que as armas nucleares devem ser abolidas. Mas a preocupação expressa pelos prelados diz respeito aos riscos que permanecem de um possível uso, cujas consequências são catastróficas para a humanidade e o meio ambiente, como o Papa também lembrou na Audiência Geral da última quarta-feira, 20.

“Dois exemplos que falam a todas as pessoas são os impactos desproporcionais das radiações nas mulheres e meninas e os graves efeitos nas comunidades indígenas cujas terras foram usadas para testes nucleares”, escrevem os bispos.

Com o Papa na condenação da energia nuclear como arma de guerra

Os bispos reiteram seu apoio ao papel de liderança desempenhado pelo Papa neste âmbito, com suas contínuas intervenções pelo desarmamento, e recordam a histórica visita de 2019 às cidades bombardeadas de Hiroshima e Nagasaki com a condenação feita pelo Pontífice “à posse de armas nucleares por qualquer Estado”. “A paz não pode ser alcançada através da ameaça de aniquilação total”, recordam os prelados, citando Francisco. É necessário apoiar “os principais instrumentos jurídicos internacionais de desarmamento nuclear e não proliferação, incluindo o Tratado das Nações Unidas sobre a Proibição de Armas Nucleares”.

A voz dos bispos é única ao encorajar a cooperação internacional, “essencial”, para enfrentar não apenas a ameaça da pandemia, as mudanças climáticas e o abismo entre ricos e pobres, mas também a “ameaça universal das armas nucleares”. Todos juntos, de qualquer proveniência, mesmo de países que possuem arsenais nucleares ou que fazem fronteira com eles, exortam “os governos a assinar e ratificar o Tratado”, agradecendo aos que já o fizeram.

O esforço da Igreja: verificar e desinvestir

Os bispos convidam os colegas líderes da Igreja para “discutirem e deliberar sobre o papel significativo que a Igreja pode desempenhar no apoio a esta nova norma internacional contra as armas nucleares”. “É particularmente importante para as Conferências episcopais nacionais e regionais, assim como para as instituições e fundações católicas, verificar se os fundos relativos à Igreja estão sendo investidos em empresas e bancos envolvidos na produção de armas nucleares. Em tal caso, tomar medidas corretivas, pondo fim às relações de financiamento existentes e buscar maneiras de desinvestir”, escrevem os bispos católicos.

“Acreditamos que o dom da paz de Deus está em ação para deter a guerra e superar a violência. Portanto, neste dia histórico, parabenizamos os membros da Igreja católica que durante décadas estiveram na vanguarda dos movimentos de base que se opõem às armas nucleares e aos movimentos católicos pela paz que fazem parte da Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares (Ican), vencedora do Prêmio Nobel”, concluem os prelados.

 

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Mensagem: Papa pede comunicação baseada na verdade e no encontro

Intitulada “Vem e verás”, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações deste ano reflete sobre alguns princípios do jornalismo. Extraído do Evangelho de João » (Jo 1, 46), o tema tem como subtítulo “Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são”.

O Pontífice recorda que “vem e verás” foi a forma como a fé cristã se comunicou, começando pelos primeiros encontros nas margens do rio Jordão e do lago da Galileia. Aos primeiros discípulos que o quiseram conhecer, depois do seu batismo no rio Jordão, Jesus respondeu: «Vinde e vereis» (Jo 1, 39), convidando-os a viver em relação com ele. O mesmo diz Filipe a Natanael.

A fé cristã começa desta forma e assim é comunicada: “com um conhecimento direto, nascido da experiência, e não por ouvir dizer”, diz o Papa, algo muito atual nos tempos da informação nos grupos de Whatsapp.

Vir e ver pressupõe dois movimentos, aponta o Santo Padre. O primeiro deles é sair da presunção cômoda do “já sabido” e mover-se, ir ver, estar com as pessoas, ouvi-las. Isso requer transparência e honestidade intelectual. Mas além do aspecto moral, “ir e ver”, Francisco se refere a algo basilar no jornalismo, isto é, deixar de lado a informação construída nas redações, em frente do computador, para sair à rua, “gastar a sola dos sapatos”, encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar informações.

“Se não nos abrirmos ao encontro, permanecemos espectadores externos, apesar das inovações tecnológicas” – Papa Francisco

Cada instrumento só é útil e precioso, adverte o Papa, se impelir homens e mulheres a irem e ver coisas que, de outra forma, não seriam descobertas, para colocarem em rede conhecimentos que, do contrário, não circulariam, permitirem encontros que de outra forma não teriam lugar.

O “vem e verás” é o método mais simples de conhecer uma realidade. Para conhecer, escreve ainda o Pontífice, é necessário encontrar, permitir que quem está à frente fale, deixar que o testemunho chegue até outros.

Agradecimento pela coragem de muitos jornalistas

A este ponto da mensagem, o Papa agradece aos muitos jornalistas que arriscam a própria vida. Se hoje se conhece a difícil condição das minorias perseguidas, os muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação e as tantas guerras esquecidas, é porque alguém sentiu a curiosidade, ou melhor, a paixão de noticiar essas realidades, frisa o Santo Padre. “Seria uma perda não só para a informação, mas para toda a sociedade e para a democracia se faltassem essas vozes: um empobrecimento para a nossa humanidade”.

Inclusive nesta época de pandemia, há muitas realidades que convidam a “ir e ver”, como os desempregados que fazem filas nos centros da Cáritas para receber um pacote de alimentos. “Quem nos contará a expectativa de cura nas aldeias mais pobres da Ásia, América Latina e África?”, questiona o Pontífice, alertando para que a distribuição das vacinas anti-Covid não obedeça a uma lógica do lucro.

Oportunidades e ciladas na web

Outro alerta do Papa diz respeito à informação produzida nas redes sociais. Se por uma lado pode haver mais velocidade no fluxo da informação, por outro há o risco da sua manipulação. Um risco que chama a todos a uma responsabilidade “pela comunicação que fazemos, pelas informações que damos, pelo controle que podemos juntamente exercer sobre as notícias falsas, desmascarando-as”.

“Todos estamos chamados a ser testemunhas da verdade: a ir, ver e partilhar” – Papa Francisco

Nada substitui ver com os próprios olhos

Na comunicação, prossegue o Papa, nada jamais pode substituir completamente o ver com os próprios olhos. A boa nova do Evangelho difundiu-se pelo mundo graças a encontros de pessoa a pessoa, de coração a coração.

Para Francisco, “aquele grande comunicador que se chamava Paulo de Tarso ter-se-ia certamente servido do e-mail e das mensagens eltrônicas; mas foram a sua fé, a sua esperança e a sua caridade que impressionaram os seus contemporâneos”.

Isso significa que o Evangelho acontece novamente hoje, sempre que recebemos o testemunho claro de pessoas cujas vidas foram mudadas pelo seu encontro com Jesus. “Há mais de dois mil anos que uma corrente de encontros comunica o fascínio da aventura cristã. O desafio que nos espera é o de comunicar, encontrando as pessoas onde estão e como são.”

A mensagem do Papa se conclui com uma oração:

“Senhor, ensinai-nos a sair de nós mesmos, e partir à procura da verdade. Ensinai-nos a ir e ver, ensinai-nos a ouvir, a não cultivar preconceitos, a não tirar conclusões precipitadas. Ensinai-nos a ir aonde não vai ninguém, a reservar tempo para compreender, a prestar atenção ao essencial, a não nos distrairmos com o supérfluo, a distinguir entre a aparência enganadora e a verdade. Concedei-nos a graça de reconhecer as vossas moradas no mundo e a honestidade de contar o que vimos.”

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Palavra de Deus é eficaz quando gera experiência e diálogo, diz Papa

No dia em que o Vaticano publicou a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações, o Santo Padre manifestou por meio de sua conta oficial no twitter uma reflexão que enfatiza o tema da mensagem e o Domingo da Palavra de Deus que será celebrado amanhã, 24.

“A #PalavradeDeus ganhou rosto, o Deus invisível deixou-se ver, ouvir e tocar (cf. 1 Jo 1,1-3). A palavra só é eficaz se “vê”, se te envolve numa experiência, num diálogo. Por esta razão o “vem e verás” era e é essencial”, escreveu o Pontífice.

Intitulada “Vem e verás”, a mensagem para o Dia Mundial das Comunicações deste ano reflete sobre alguns princípios do jornalismo. Extraído do Evangelho de João » (Jo 1, 46), o tema tem como subtítulo “Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são”.

Sobre o título de sua mensagem, o Santo Padre explica que “vem e verás” é o método mais simples de conhecer uma realidade. Para conhecer, escreve o Pontífice, é necessário encontrar, permitir que quem está à frente fale, deixar que o testemunho chegue até outros.

Domingo da Palavra de Deus

Neste domingo, 24, a Igreja celebra o Domingo da Palavra de Deus. No Vaticano, o Papa Francisco presidirá a celebração eucarística na Basílica de São Pedro por ocasião da data instituída por ele em setembro de 2019, com a Carta Apostólica, em forma de Motu próprio “Aperuit illis”. O documento institui o III Domingo do Tempo Comum como dedicado à reflexão, celebração e divulgação da Palavra.

Por conta da pandemia, a data este ano será comemorada de maneira mais contida, para assim preservar a saúde dos fiéis. Ao instituir o Domingo da Palavra de Deus, o Papa Francisco pede que a Igreja desperte a consciência sobre a importância da Sagrada Escritura para a vida dos fiéis, especialmente na Liturgia.

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Um encontro verdadeiro com Jesus nunca é esquecido, afirma Papa

O projeto de Deus para cada um é sempre um plano de amor. E ao seu chamado deve-se responder com amor no serviço a Deus e aos irmãos. Essa é a exortação feita pelo Papa antes da oração do Angelus deste domingo, 17.  Inspirado no Evangelho de João, que apresenta o encontro de Jesus com seus primeiros discípulos, Francisco convidou os fiéis a recordarem o momento do encontro derradeiro que tiveram com o Senhor. “Que a recordação daquele momento nos renove sempre no encontro com Jesus”. “Todo encontro autêntico com Jesus fica na memória viva”.

Da Biblioteca do Palácio Apostólico, também em observância às medidas adotadas pelo governo italiano para conter a difusão do coronavírus, Francisco descreveu a cena de Jesus com dois de seus discípulos à beira do rio Jordão, um deles André. E foi o próprio João Batista – explicou – quem apontou o Messias para eles com as seguintes palavras: “Eis o Cordeiro de Deus!” Em respostas às perguntas que começaram a lhe ser dirigidas, cheias de curiosidades, Jesus não apresentou “um cartão de visitas”, mas os convidou para um encontro: “Vinde e vede!”. “Os dois o seguem e naquela tarde permanecem com Ele”.

“Não é difícil imaginá-los ali sentados, fazendo perguntas a ele e, sobretudo, ouvindo-o, sentindo que seus corações se aquecem sempre mais, enquanto o Mestre fala.  Eles sentem a beleza das palavras que correspondem à sua maior esperança. E de repente descobrem que, à medida que escurece à sua volta, explode neles, em seus corações, uma luz que somente Deus pode dar”.

Do verdadeiro encontro com Jesus não se esquece nunca

Francisco chamou então a atenção para a hora precisa deste encontro descrita por João: “Uma coisa que chama a atenção: um deles, sessenta anos depois, ou talvez mais, escreveu no Evangelho – ‘era por volta das quatro da tarde’ – escreveu a hora. E isso é algo que nos faz pensar: todo encontro autêntico com Jesus fica na memória viva, nunca é esquecido. Você se esquece de tantos encontros, mas o encontro com Jesus verdadeiro permanece sempre. E tantos anos depois eles se recordavam também da hora, não puderam esquecer aquele encontro tão feliz, tão pleno, que havia mudado a vida”.

Quando os dois seguidos de João Batista voltam para seus irmãos, “essa alegria, essa luz transborda de seus corações como um rio caudaloso”, apontou o Santo Padre

Cada encontro com Jesus é um chamado de amor

Um dos dois, André, diz a seu irmão Simão (a quem Jesus chamará Pedro quando o encontrar): “Encontramos o Messias”. Estavam certos que Jesus era o Messias, frisou o Pontífice: “Detenhamo-nos por um momento nesta experiência do encontro com Cristo que chama a estar com Ele. Cada chamado de Deus é uma iniciativa do seu amor. É sempre Ele que toma a iniciativa. Ele o chama. Deus chama à vida, chama à fé e chama a um estado particular de vida: ‘Eu o quero aqui’.

O primeiro chamado de Deus, explicou Francisco, é para a vida: é um chamado individual, porque Deus não faz as coisas em série.  

Projeto de Deus é sempre um plano de amor

“Deus nos chama à fé e para fazer parte da sua família, como filhos de Deus. Por fim, Deus nos chama a um estado particular de vida: a doar-nos no caminho do matrimônio, no do sacerdócio ou na vida consagrada”. Segundo o Papa, essas são formas diferentes de realizar o projeto que Deus tem para cada um, um projeto que é sempre um plano de amor.

Deus chama sempre, é o que afirmou o Santo Padre. “A maior alegria para cada crente (para cada fiel) é responder a este chamado, oferecer-se inteiramente ao serviço de Deus e dos irmãos”. Diante do chamado do Senhor, que chega “de mil maneiras”, mesmo “por meio de pessoas, acontecimentos felizes e tristes”, Francisco afirmou que, às vezes, homens e mulheres têm atitude de rejeição: “Não…“tenho medo”… Recuso porque nos parece em contraste com as nossas aspirações; e também o medo, porque o consideramos muito exigente e incômodo: ‘Oh, não conseguirei, melhor não, melhor uma vida mais tranquila. Deus lá e eu aqui’”.

O desejo do anúncio que brota do encontro com Jesus

O chamado de Deus é amor, destacou o Pontífice. De acordo com o Papa, é preciso procurar encontrar o amor que está por trás de cada chamado, e se responde a ele somente com o amor. “Esta é a linguagem: da resposta a um chamado que vem do amor, somente o amor”.

No início há um encontro, frisou o Santo Padre.  “Há o encontro com Jesus, que nos fala do Pai, nos faz conhecer o seu amor. E assim também em nós surge espontaneamente o desejo de comunicá-lo às pessoas que amamos: ‘Encontrei o Amor’, ‘encontrei o Messias’, ‘encontrei Jesus’, ‘encontrei o sentido da minha vida’. Em uma palavra: ‘Encontrei Deus'”.

“Que a Virgem Maria nos ajude a fazer da nossa vida um hino de louvor a Deus, em resposta ao seu chamado e no cumprimento humilde e alegre da sua vontade. Mas recordemos isso: (para) cada um de nós, na sua vida, (houve) um momento em que Deus se fez presente com mais força, com um chamado. Recordemo-lo. Voltemos àquele momento, para que a memória daquele momento nos renove sempre no encontro com Jesus”, concluiu.

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A unidade é sempre superior ao conflito, reitera Papa

Nos apelos que costuma fazer após rezar o Angelus, o Papa Francisco recordou o início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que no hemisfério norte é celebrada de 18 a 25 de janeiro, enfatizando que “a unidade é sempre superior ao conflito:

“Amanhã é um dia importante: tem início a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Este ano, o tema refere-se à advertência de Jesus: “Permanecei no meu amor e produzireis muito fruto” (cf. Jo 15,5-9). Na segunda-feira, 25 de janeiro, concluiremos com a celebração das Vésperas na Basílica de São Paulo fora dos muros, juntamente com os representantes das outras comunidades cristãs presentes em Roma. Nestes dias, rezemos juntos para que se cumpra o desejo de Jesus: “Que todos sejam um” (Jo 17,21). A unidade, que é sempre superior ao conflito”.

A Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) traduziu para o português subsídios para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e para todo o ano 2021, preparados e publicados conjuntamente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas.

A primeira Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, nos moldes da atual, nasceu por iniciativa do inglês Spencer Jones, anglicano, e do estadunidense Paul James Francis Wattson, episcopal (anglicano americano). No ano de 1907, o rev. Jones sugeriu a instituição, em 29 de junho de cada ano, de um dia de oração pelo retorno dos anglicanos, e de todos os outros cristãos, à unidade com a Sé Romana. No ano seguinte, Wattson ampliou a ideia, propondo-a em forma de uma oitava para pedir a Deus “a volta de todas as outras ovelhas ao aprisco de Pedro, o único pastor”. É precisamente a este ano (1908) que o nascimento oficial da semana em curso é convencionalmente atribuído. Wattson decidiu iniciar a oitava no dia da festa da Confissão de Pedro (uma variante protestante da festa da Cátedra de São Pedro que se festejava em 18 de janeiro) e de concluí-la com a festa da Conversão de São Paulo. Desde então, essas duas datas (18 e 25 de janeiro) marcam o início e o fim da Oitava no Hemisfério Norte. No hemisfério Sul, por sua vez, as Igrejas geralmente celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes.

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Papa Francisco e Bento XVI recebem vacina contra Covid-19 no Vaticano

Tanto o Papa Francisco quanto o Papa emérito Bento XVI já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Francisco foi vacinado nesta quarta-feira, 13, e o Papa emérito, na manhã de hoje. A informação foi confirmada pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, que afirmou:

“Posso confirmar que no âmbito do programa de vacinação do Estado da Cidade do Vaticano até agora foi administrada a primeira dose da vacina para covid-19 ao Papa Francisco e ao Papa emérito”.

Vacinação no Vaticano

plano de vacinação no Vaticano começou ontem e tem como foco cidadãos, empregados, mas também familiares que se beneficiem de ajuda do Fundo de Assistência à Saúde. A vacina escolhida pelas autoridades do Vaticano foi a produzida pela farmacêutica Pfizer.

Papa Francisco

Em entrevista à TV italiana, exibida no último domingo, 10, o Papa Francisco afirmou que todos devem tomar a vacina, pois é uma questão ética, e já tinha confirmado que havia se cadastrado para receber a dose.

“Eu creio que, eticamente, todos devem tomar a vacina. Não é uma opção, é uma ação ética. Porque está em risco a sua saúde, a sua vida, mas também a vida dos outros”, disse na entrevista.

“Se os médicos a apresentam como algo que pode ser bom e que não tem perigos especiais, por que não tomar? Há um negacionismo suicida nisso, que eu não saberia explicar”, completou o Papa.

Para o Santo Padre, este é o tempo de “pensar no nós e cancelar por um período o eu, colocá-lo entre parênteses. Ou nos salvamos todos com o nós ou não se salva ninguém”.

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Líderes católicos realizarão conferência sobre a vacina contra a Covid-19

Um cristão deve se vacinar? É moralmente obrigatório? É seguro ser vacinado ? Quais serão as consequências sociais e econômicas? Com base nessas quatro questões, a Academia Latino-Americana de Líderes Católicos (ALLC) propõe uma Conferência internacional sobre a posição dos cristãos em relação às vacinas contra a Covid-19, e que se realizará, em modo virtual, nesta terça-feira, 19.

A motivação do evento é o intenso debate na opinião pública, pois as fake news, além de absurdas teorias da conspiração, “estão envenenando alguns ambientes católicos”, explica em seu convite a ALLC que considera de vital importância para o futuro da humanidade a massificação da vacina em todas as classes sociais.

Na apresentação do encontro, a instituição laica explica que a Santa Sé, assim como o próprio Papa Francisco, deixou clara a relevância, a necessidade e a importância de apoiar a campanha de vacinação que será realizada ao longo deste ano em todo o mundo.

Neste contexto, recorda as duas importantes declarações da Santa Sé sobre o tema: “Reflexões morais sobre vacinas preparadas a partir de células procedentes de fetos humanos abortados” da Pontifícia Academia para a Vida e a “Nota da Congregação para a Doutrina da Fé sobre a moralidade do uso de algumas vacinas contra a Covid-19”, de 21 de dezembro de 2020.

A Academia Latino-americana de Líderes Católicos quer contribuir para esta campanha global de vacinação com um encontro onde, além de fazer eco à posição da Igreja Católica, proponha-se uma discussão multidisciplinar do tema, isto é, sob a ótica da Doutrina Social da Igreja, a medicina (infectologia) e ciências sociais.

Nesse sentido, haverá três oradores principais: o cardeal Seán O’Malley, arcebispo de Boston e presidente do Pontifício Conselho para a Proteção de Menores; a cientista e imunologista sueca do Instituto Karolinska em Estocolmo, Katerina le Blanc; e Enrique García Rodríguez, ex-tesoureiro do Banco Ibero-americano de Desenvolvimento (BID) e presidente do Conselho de Administração do Trust for the Americas.

O diretor geral da Academia de Líderes Católicos, José Antonio Rosas, entrevistado por Vida Nueva Digital, também participante do projeto, destacou que a Conferência é muito importante por um simples motivo: milhares de vidas estão “em jogo”.

“Se as pessoas não forem vacinadas – explicou – colocam em risco não só as próprias vidas, mas também as das suas famílias; e assim nunca poderemos sair desta tremenda crise que vive a humanidade”.

Nesse sentido, Rosas expressou a convicção de que o cristão tem a obrigação moral de promover a vacinação e esclarecer muitas das fake news e teorias absurdas que circulam nas redes sociais.

A conferência será aberta pelo cardeal Carlos Aguiar, arcebispo primaz do México e poderá ser seguida pela plataforma Zoom em espanhol, inglês, português e italiano. Para participar você deve se cadastrar no site https://www.liderescatolicos.net/vacunas/.

A conferência também será transmitida no canal da Academia no YouTube: https://www.youtube.com/liderescatolicos.

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Francisco no Angelus: Deus nos acaricia com a sua misericórdia

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus deste domingo (10/01), dia que a Igreja celebra o Batismo do Senhor, da Biblioteca do Palácio Apostólico.

Poucos dias atrás, na Solenidade da Epifania, Jesus foi visitado pelos Reis Magos. “Hoje, o encontramos como adulto nas margens do Jordão. A Liturgia nos faz dar um salto de cerca de trinta anos, trinta anos dos quais sabemos uma coisa: foram anos de vida escondida, que Jesus transcorreu em família, alguns anos no Egito, como migrante para fugir da perseguição de Herodes, outros em Nazaré, aprendendo a profissão de José, obedecendo aos pais, estudando e trabalhando”. A seguir, acrescentou:

É impressionante que a maior parte do tempo do Senhor na Terra foi passado desta maneira, vivendo a vida de todos os dias, sem aparecer. Pensamos que segundo os Evangelhos foram três anos de pregação, de milagres e muitas coisas. Os outros anos foram de vida escondida na família. É uma bela mensagem para nós: nos revela a grandeza do cotidiano, a importância aos olhos de Deus de cada gesto e momento da vida, mesmo o mais simples e escondido.

“Depois desses trinta anos de vida oculta, começa a vida pública de Jesus. E começa com o seu batismo no Rio Jordão. Jesus é Deus. Por que Jesus vai se batizar?”, perguntou o Papa. “O batismo de João consistia num rito penitencial, era um sinal da vontade de se converter, de ser melhor, pedindo o perdão dos pecados. Jesus certamente não precisava disso. De fato, João Batista tenta se opor, mas Jesus insiste. Por quê? Porque ele quer estar com os pecadores. Por isso, entra na fila com eles e realiza o mesmo gesto deles. E o faz com um comportamento do povo, com uma atitude do povo, que como diz um hino litúrgico, com a alma nua, sem cobrir nada, assim, pecador. Este é o gesto que Jesus faz e entra no rio para se imergir em nossa mesma condição. O batismo, de fato, significa precisamente “imersão”. No primeiro dia de seu ministério, Jesus nos oferece o seu “manifesto programático”. Segundo o Pontífice, Jesus “nos diz que não nos salva do alto, com uma decisão soberana ou um ato de força, um decreto, não: Ele nos salva vindo ao nosso encontro e tomando sobre si os nossos pecados. É assim que Deus vence o mal do mundo: abaixando-se e assumindo”.

É também a maneira pela qual podemos elevar os outros: não julgando, não intimando, dizendo-lhes o que fazer, mas fazendo-se próximo, compadecendo, compartilhando o amor de Deus. A proximidade é o estilo de Deus em relação a nós. Ele mesmo disse isto a Moisés. Pensem: qual povo tem seus deuses tão próximos como vocês tem a mim? A proximidade é o estilo de Deus para conosco.

Francisco sublinhou que “depois deste gesto de compaixão de Jesus, acontece uma coisa extraordinária: os céus se abrem e a Trindade finalmente se revela. O Espírito Santo desce em forma de pomba e o Pai diz a Jesus: «Tu és o meu Filho amado»”.

Deus se manifesta quando a misericórdia aparece. Não se esqueçam disso! Deus se manifesta quando a misericórdia aparece, porque esse é o seu rosto. Jesus se torna o servo dos pecadores e é proclamado Filho; Ele se abaixa sobre nós e o Espírito desce sobre Ele. O amor chama o amor. É válido também para nós: em cada gesto de serviço, em cada obra de misericórdia que fazemos, Deus se manifesta, Deus pousa o seu olhar sobre o mundo. Isso vale para nós.

Segundo o Papa, “mesmo antes que façamos qualquer coisa, a nossa vida é marcada pela misericórdia que se pousou sobre nós. Fomos salvos gratuitamente. A salvação é grátis”.

É o gesto gratuito da misericórdia de Deus para conosco. Sacramentalmente, isto se realiza no dia do nosso Batismo, mas também os que não são batizados recebem a misericórdia de Deus sempre, porque Deus está ali, espera. Espera que as portas de seus corações se abram. Se aproxima, permito-me dizer, nos acaricia com a sua misericórdia.

Francisco concluiu, pedindo a Nossa Senhora para que “nos ajude a salvaguardar a nossa identidade, ou seja, a identidade de ser “misericordiados” que está na base da fé e da vida”.

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5 coisas que talvez não saiba sobre o Batismo católico

“Pelo Batismo, somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus: tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornados participantes na sua missão”, diz o Catecismo da Igreja Católica (CCI 1213). A seguir, confira 5 coisas que talvez não saiba sobre este Sacramento, porta para os outros sacramentos.

1. Iniciou-se com os Apóstolos

“Desde o dia de Pentecostes que a Igreja vem celebrando e administrando o santo Batismo. Com efeito, São Pedro declara à multidão, abalada pela sua pregação: ‘convertei-vos (...) e peça cada um de vós o Batismo em nome de Jesus Cristo, para vos serem perdoados os pecados. Recebereis então o dom do Espírito Santo’ (Atos dos apóstolos 2,38)” (CCI 1226).

Santo Higino, Pontífice aproximadamente entre os anos 138 e 142, instituiu o padrinho e a madrinha no batismo dos recém-nascidos, para que guiassem os pequenos na vida cristã.

2. Tem vários nomes

Batizar, do grego “baptizein”, significa “mergulhar” ou “imergir dentro da água”. Esta imersão simboliza “a sepultura do catecúmeno na morte de Cristo, de onde sai pela ressurreição com Ele” (CCI 1214).

Este Sacramento também é chamado “banho da regeneração e de renovação no Espírito Santo”, assim como “iluminação” porque o batizado se converte em “filhos da luz”.

São Gregório Nazianzeno dizia que o batismo é um “dom, porque é concedido aos que nada têm; graça, porque é dado também aos culpados; batismo, porque o pecado é sepultado na água; unção, porque é sagrado e régio (assim se tornam os que são ungidos); iluminação, porque é luz resplendente; veste, porque cobre a nossa vergonha; banho, porque nos lava; selo, porque nos preserva e é sinal do poder de Deus”.

3. Renova-se a cada ano

“Em todos os batizados, crianças ou adultos, a fé deve crescer depois do Batismo. É por isso que a Igreja celebra todos os anos, na Vigília Pascal, a renovação das promessas do Batismo. A preparação para o Batismo conduz apenas ao umbral da vida nova. O Batismo é a fonte da vida nova em Cristo, donde jorra toda a vida cristã” (CCI 1254).

4. Um não batizado pode batizar

Diz o Catecismo da Igreja Católica (1256) que “são ministros ordinários do Batismo o bispo e o presbítero e, na Igreja latina, também o diácono (cf CIC, can. 861,1; CCEO, can. 677,1). Em caso de real necessidade, qualquer pessoa, mesmo não batizada, pode batizar (cf CIC, can 861, § 2) se tiver a intenção requerida e utiliza a fórmula batismal trinitária”.

“A intenção requerida consiste em querer fazer o que a Igreja faz ao batizar. A Igreja vê a razão desta possibilidade na vontade salvífica universal de Deus (cf 1 Tm 2,4) e na necessidade que o Batismo tem para a salvação (cf Mc 16,16)”.

5. Selo único e permanente

“O Batismo marca o cristão com um selo espiritual indelével (charactere) da sua pertença a Cristo. Esta marca não é apagada por nenhum pecado, embora o pecado impeça o Batismo de produzir frutos de salvação (cf DS 1609-1619). Ministrado uma vez por todas, o Batismo não pode ser repetido” (CCI 1272).

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Novo Núncio Apostólico apresenta suas credenciais ao presidente do Brasil

O novo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro, entregou quinta-feira, 7 de janeiro, suas credenciais ao presidente Jair Bolsonaro.

Segundo informa o site da Presidência da República, Bolsonaro recebeu na quinta-feira os recém-nomeados embaixadores na cerimônia de entrega de cartas credenciais, sendo eles: Luis Filipe Melo e Faro Ramos, embaixador de Portugal, e Dom Giambattista Diquattro, Núncio Apostólico da Santa Sé.

A carta credencial, explica o Planalto, “é uma carta formal enviada de um Chefe de Estado para outro, que formaliza o envio de um embaixador do país de origem ao país de acolhimento”.

Dom Giambattista Diquattro foi nomeado representante diplomático da Santa Sé no Brasil pelo Papa Francisco em 29 de agosto de 2020 e substitui Dom Giovanni D’Aniello, o qual foi nomeado Núncio na Rússia em 1º de junho do ano passado.

Nascido na Bolonha (Itália), em 18 de março de 1954, Dom Giambattista Diquattro foi ordenado sacerdote em 24 de agosto de 1981, por parte do Bispo Dom Angelo Rizzo,e foi incardinado na Diocese de Ragusa.

Formou-se na Pontifícia Academia Eclesiástica e entrou no serviço diplomático da Santa Sé. Em 2 de abril de 2005, foi nomeado pelo Papa São João Paulo II núncio apostólico no Panamá e, posteriormente, foi ordenado Bispo titular de Giromonte.

Recebeu a consagração episcopal em 4 de junho de 2005, pelas mãos do Cardeal Angelo Sodano. Em 21 de novembro de 2008, o Papa Bento XVI o nomeou núncio apostólico na Bolívia e, em 21 de janeiro de 2017, o Papa Francisco o nomeou núncio apostólico na Índia e Nepal.

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Papa Francisco declara que tomará vacina de prevenção à Covid-19

 O papa Francisco - cujo médico morreu por complicações da Covid-19 neste sábado - afirmou em entrevista ao canal italiano Mediaset que tomará a vacina contra a Covid-19 porque considera esse um ato ético e importante para parar com a pandemia.

"Eu acredito que eticamente todo mundo deve tomar a vacina. É uma opção ética porque você aposta na sua saúde, na sua vida, mas também na vida dos outros", ressaltou ao canal. 

Francisco, que tem 84 anos e está no grupo de risco da doença, ainda confirmou que a vacinação no Vaticano começará na próxima semana e que também se inscreveu porque "isso deve ser feito".

O líder católico ainda criticou que "há um negacionismo suicida" sobre as vacinas que "eu não sei explicar". "Mas, é preciso se vacinar", adicionou. 

Segundo havia divulgado a Santa Sé, foram compradas doses da vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pela Pfizer e pelo laboratório BioNTech - que já vem sendo aplicada em toda a Europa, nos Estados Unidos, Canadá, Israel, entre outras nações. A ANSA apurou que foram adquiridas 10 mil doses da BNT 162b.

Serão imunizados tanto a Cúria Romana, como funcionários do Vaticano e pessoas atendidas pelo Fundo de Assistência Sanitária (FAS).

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Guarda Suíça completa 515 anos fazendo a segurança do Papa

No início desta semana, começou a escola de formação dos recrutas do Corpo da Guarda Pontifícia, que faz a segurança do Papa: são 15 novos jovens, sendo 9 de língua alemã, 4 de língua francesa e 2 de língua italiana, alcançando um efetivo total de 134 homens. O representante da imprensa da Guarda Suíça afirma que, apesar dos intensos esforços numa campanha para agregar novas adesões, “ninguém teria pensado que conseguiríamos alcançar esse nosso objetivo de quase 135 tão rapidamente. Assim, podemos começar este ano mais fortes e com total confiança”.

Já neste mês, em 22 de janeiro, a Guarda Suíça Pontifícia completa 515 anos fazendo a segurança do Papa. A escola para formar os jovens, porém, começou no início desta semana. Desde 4 de janeiro, 15 recrutas foram acolhidos para, segundo o comunicado de imprensa oficial divulgado nesta quarta-feira, 6, quase atingir a meta de 135 homens no efetivo.

A escola da Guarda Suíça

Antes de ingressar na escola, os jovens – obrigatoriamente com cidadania suíça, solteiros, entre 19 e 30 anos, com pelo menos 1,74 metros de altura e reputação irrepreensível – realizaram uma série de exames médicos na Suíça. No Vaticano, os recrutas farão um curso de formação básica que tem a duração de dois meses para alcançar os mais modernos padrões de segurança, além de serem novamente submetidos a exames de saúde e a um teste psicofísico para avaliar a capacidade de resistir ao estresse. Além do treinamento, que também oferece noções de tiro, de autodefesa e de primeiros socorros, o programa abrange aulas que enfocam fundamentos de Psicologia e Direito.

“É um prazer para nós poder receber 15 novos recrutas da Suíça aqui no quartel-general. Com 9 recrutas de língua alemã, 4 de língua francesa e 2 de língua italiana, alcançamos um efetivo total de 134 homens”, expressa o comunicado assinado pelo representante de imprensa da Guarda Suíça, explicando que, quase três anos atrás, foi aprovada a reforma do Corpo da Guarda Pontifícia na Secretaria de Estado da Santa Sé que permitiu “o aumento do nosso pessoal de 110 para 135 homens”.

A campanha para novas adesões

A nota ainda acrescenta que, para atingir esse novo quadro de recrutas que há séculos juram fidelidade ao Sumo Pontífice, foi realizada uma extensa campanha publicitária, além da presença da Guarda Suíça já ativa no site oficial e em várias plataformas de mídia social. De fato, o texto aponta essa marcante e crescente presença no Facebook, Instagram e YouTube, além de “apresentações em instituições educacionais, bem como nas escolas de recrutas das Forças Armadas da Suíça e participações em feiras de emprego” para despertar a atenção os jovens.

O representante da imprensa da Guarda Suíça finaliza com otimismo o comunicado: “Apesar dos nossos intensos esforços, ninguém teria pensado que conseguiríamos alcançar esse nosso objetivo tão rapidamente. Assim, podemos começar este ano mais fortes e com total confiança.”

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Natal passa, mas boa nova permanece: Jesus é nosso salvador, diz Papa

A celebração do Natal terá sua conclusão neste domingo, 10, com a solenidade do Batismo do Senhor. Sobre a conclusão deste tempo, o Papa Francisco deixou uma mensagem em sua conta oficial no twitter (@pontifex_pt): 

“O Natal passa. Mas devemos voltar à vida familiar, ao trabalho, transformados, devemos voltar glorificando e louvando a Deus por tudo o que ouvimos e vimos. Devemos levar a boa notícia ao mundo: Jesus é nosso salvador”.

Na Catequese que antecedeu o Natal, o Pontífice frisou que o Natal é um fogo eterno que Deus acendeu no mundo, e não pode ser confundido com coisas efêmeras. “O Natal é a festa do Amor encarnado e nascido para nós em Jesus Cristo. Ele é a luz dos homens que resplandece nas trevas, que dá sentido à existência humana e a toda a história”.

Ao presidir a tradicional Missa do Galo, o Santo Padre exortou os católicos a reconhecerem-se filhos de Deus. “Por baixo das nossas qualidades e defeitos, fracassos do passado e temores está a verdade: somos filhos amados”. O Papa afirmou que o amor de Deus não depende e jamais dependerá da humanidade, ele é gratuito.

“Nessa noite não encontramos explicação, apenas graça. O dom é gratuito, sem merecimento, pura graça. Nessa noite, São Paulo diz que se manifestou a graça de Deus, um filho nos foi dado. Ele não nos deu uma coisa qualquer, mas seu filho unigênito”, comentou Francisco em sua homilia.

No dia 25 de dezembro, o Pontífice concedeu a tradicional bênção Urbi et Orbi e deixou sua mensagem de Natal, que teve como fio condutor a última Encíclica publicada pelo Papa Francisco, “Fratelli tutti”.

“O nascimento é sempre fonte de esperança, é vida que desabrocha, é promessa de futuro. E este Menino – Jesus – ‘nasceu para nós’: um ‘nós’ sem fronteiras, sem privilégios nem exclusões. Graças a este Ele, todos podemos nos dirigir a Deus e chamá-lo de ‘Pai’. Assim, todos podemos ser realmente irmãos: de continentes diversos, de qualquer língua e cultura, com as nossas identidades e diferenças, mas todos irmãos e irmãs”.

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Papa sobre EUA: violência deve ser condenada, é hora de remediar

Os eventos no Capitólio, nos EUA, foram também uma surpresa para o Papa Francisco, mesmo que nenhuma sociedade possa se considerar imune à forças subversivas internas. Durante uma entrevista ao Canale 5, o Santo Padre falou sobre o que aconteceu em 6 de janeiro, quando manifestantes pró-Trump atacaram o Congresso dos EUA.

“Fiquei surpreso porque é um povo muito disciplinado na democracia”, disse o Santo Padre na antecipação da entrevista que o canal Mediaset transmitirá na noite deste domingo, 10. No entanto, observou Francisco, mesmo “nas realidades mais maduras há sempre algo que não funciona”, há pessoas “que tomam um caminho contra a comunidade, contra a democracia, contra o bem comum”.

“A violência certamente deve ser condenada”, prossegue o Papa, “este movimento deve ser condenado independentemente das pessoas”. “Nenhum povo pode gabar-se de não ter tido um dia, um caso de violência”, Portanto, é uma questão de “entender bem para não repetir e aprender com a história”. Em todo caso, explica o Pontífice, a compreensão é fundamental “porque assim se pode remediar”.

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No Angelus, Papa pede para valorizar nossa identidade batismal

Marcando a festa do Batismo do Senhor, o Papa Francisco refletiu sobre a Liturgia do dia que conta como a vida pública de Jesus começou.

Falando da Biblioteca Apostólica durante o Angelus deste domingo, 10, o Papa observou que depois da festa da Epifania, a Liturgia dá um salto de cerca de 30 anos, tempo “escondido” passado por Jesus com sua família, obedecendo a seus pais, estudando e trabalhando.

Todos os evangelistas, disse ele, narram sua vida pública que, dizem, durou cerca de três anos.

É impressionante, disse ele, que o Senhor passou a maior parte de seu tempo na Terra levando uma vida comum, sem se destacar.

“É uma bela mensagem para nós: revela a grandeza da vida quotidiana, a importância aos olhos de Deus de cada gesto e momento da vida, mesmo os mais simples e ocultos”, afirmou.

Depois desses 30 anos de vida oculta, continuou o Papa, a vida pública de Jesus começa com o batismo no rio Jordão.

Explicou que o baptismo de João consistia num rito penitencial: “era um sinal da disponibilidade da pessoa para se converter, pedir perdão pelos seus pecados. Jesus certamente não precisava disso”.

O Senhor não nos salva do alto

E embora João Batista tente impedi-lo, o Senhor insiste, ele continua, porque Ele quer estar com os pecadores: “por isso ele se alia a eles e faz o mesmo que eles. Ele desce ao rio para mergulhar na mesma condição em que estamos. ”

No primeiro dia de seu ministério, disse o Papa, Jesus nos oferece assim o seu “manifesto programático”, dizendo-nos que “Ele não nos salva do alto, por decisão soberana ou ato de força, mas vindo ao nosso encontro e levando os nossos pecados sobre si. ”

É assim que Deus vence o mal mundano, disse ele, “humilhando-se e encarregando-se dele”.

É também assim, destacou, que podemos erguer os outros: “não julgando, não sugerindo o que fazer, mas tornando-nos vizinhos, empatizando, compartilhando o amor de Deus.

“Proximidade”, ele reiterou, “é o estilo de Deus conosco!”

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Papa exorta fiéis a cuidarem uns dos outros e da criação

O Papa Francisco renova o convite aos fiéis ao cuidado recíproco e ao trabalho pelo bem comum. Nas saudações após o Angelus deste domingo, 3, lembrou que cada um pode se empenhar para cuidar uns dos outros e da criação.

“Sabemos que as coisas serão melhores à medida em que, com a ajuda de Deus, trabalharmos juntos pelo bem comum, colocando no centro os mais frágeis e desfavorecidos. Não sabemos o que nos reservará o ano de 2021, mas o que cada um de nós e todos juntos podemos fazer é nos empenharmos um pouco mais para cuidar uns dos outros e da criação, a nossa casa comum”.

Francisco lembrou que existe a tentação de querer cuidar apenas dos próprios interesses, continuar fazendo guerra, por exemplo, ou se concentrar no lucro econômico e viver buscando apenas satisfazer os próprios prazeres.

“Li nos jornais algo que me entristeceu bastante: em um país, não me lembro qual, para fugir do lockdown e ter boas férias, saíram, em uma tarde, mais de 40 aviões. Mas aquelas pessoas, que são pessoas boas, mas não pensaram naqueles que ficavam em casa, nos problemas econômicos de tanta gente que o lockdown derrubou, nos doentes? Somente, tirar as férias e fazer o próprio prazer. Isso me entristeceu muito”, contou.

O Papa dirigiu, então, uma particular saudação a quantos começam esse novo ano com maior dificuldade, aos doentes, aos desempregados, a quantos vivem situações de opressão ou exploração.

“Com afeto desejo saudar todas as famílias, especialmente aquelas em que há crianças pequenas ou que aguardam o nascimento. Um nascimento sempre é uma promessa de esperança. Estou próximo a essas famílias: Deus vos abençoe”, concluiu.

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Papa no Angelus: Deus nos ama nas nossas fragilidades

“Deus se fez carne para nos dizer que nos ama, ali mesmo, nas nossas fragilidades”, disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo, 3. A reflexão antes da oração mariana – realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico em virtude da pandemia – foi inspirada no Evangelho do dia, que fala de Jesus antes de nascer, como Palavra de Deus para se comunicar com a humanidade, Palavra que se fez carne para habitar com a humanidade e expressar seu amor.

Francisco explicou que o Evangelho de hoje diz que Jesus existia antes do início das coisas, do universo, antes do espaço e do tempo; Nele estava a vida antes do aparecimento da vida.

São João o chama “Verbo”, isto é Palavra. E como a palavra serve para comunicar – não se fala sozinho, sempre se fala com alguém – o fato de Jesus ser desde o princípio a Palavra significa que, desde o início, Deus quer falar com a humanidade, disse o Papa.

“O Filho Unigênito do Pai quer nos dizer a beleza de ser filhos de Deus. É a luz verdadeira e quer nos afastar das trevas do mal. Ele é a vida que conhece as nossas vidas e quer nos dizer que sempre as amou. Ele ama a todos nós. Esta é a maravilhosa mensagem de hoje, Jesus é a palavra eterna de Deus que sempre pensou em nós e quer se comunicar conosco”.

E para fazer isso, a Palavra se fez carne. O Papa explicou que João usa a expressão “carne” em vez de “homem”, porque ela indica a condição humana em toda a sua fragilidade. Com isso, a mensagem é que Deus se fez fragilidade para tocar de perto as fragilidades do homem.

“Querido irmão, querida irmã, Deus se fez carne para nos dizer que nos ama, ali mesmo, nas nossas fragilidades, nas suas fragilidades, ali mesmo onde a gente se envergonha demais. É muito audaz isso, essa decisão de Deus”.

O Papa acrescentou que Jesus não assumiu a humanidade como uma roupa que se veste e se tira, mas se uniu para sempre a ela, pode-se dizer que se casou com ela. Pontuou ainda que o Evangelho diz que Jesus veio habitar entre nós: não veio fazer uma visita, mas para habitar, e com isso deseja estabelecer uma intimidade com o ser humano.

“Ele [Jesus] quer que compartilhemos com Ele alegrias e dores, desejos e medos, esperanças e tristezas, pessoas e situações. Vamos fazer isso com confiança, abrir o coração a Ele, vamos contar tudo a Ele”.

“Que a Santa Mãe de Deus, na qual o Verbo se fez carne, nos ajude a acolher Jesus, que bate à porta do coração para habitar conosco”, concluiu o Papa.

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Papa: vacina para o coração é o cuidado, cuidar das pessoas e das coisas

O secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, celebrou a missa da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, na Basílica de São Pedro, neste 1º de janeiro de 2021, Dia Mundial da Paz. O Papa Francisco não presidiu a celebração eucarística por causa de uma dolorosa ciatalgia.

A homilia preparada pelo Santo Padre foi lida pelo Cardeal Parolin durante a missa. Nela, Francisco destaca “três verbos que se realizam na Mãe de Deus: abençoar, nascer e encontrar”, presentes na liturgia de hoje.

Mundo poluído pelo dizer e pensar mal dos outros

O primeiro verbo é “abençoar”. “No livro dos Números, o Senhor pede aos ministros sagrados que abençoem o seu povo. Também hoje é importante que os sacerdotes abençoem incansavelmente o Povo de Deus, e que todos os fiéis sejam também portadores de bênção e abençoem. O Senhor sabe que precisamos de ser abençoados: a primeira coisa que Ele fez depois da criação foi bendizer – dizer bem –, declarar boa cada coisa. Com o Filho de Deus, não recebemos apenas palavras de bênção, mas a bênção em pessoa: Jesus é a bênção do Pai. N’Ele – diz São Paulo –, o Pai nos abençoa «com toda a espécie de bênçãos». Sempre que abrimos o coração a Jesus, entra na nossa vida a bênção de Deus”, ressalta Francisco.

O Filho de Deus é “o Bendito por natureza que vem a nós através de sua Mãe, a bendita por graça. Maria nos traz, assim, a bênção de Deus. Ao dar espaço a Maria, não só ficamos abençoados, mas aprendemos também a abençoar. Com efeito, Nossa Senhora ensina que a bênção se recebe para a dar. Ela, a bendita, foi uma bênção para todas as pessoas que encontrou: para Isabel, para os esposos em Caná, para os Apóstolos no Cenáculo”.

“Também nós somos chamados a abençoar, a bendizer em nome de Deus. O mundo está gravemente poluído pelo dizer mal e pensar mal dos outros, da sociedade, de nós mesmos. De fato, a maledicência corrompe, faz degenerar tudo, enquanto a bênção regenera, dá força para recomeçar.”

“Peçamos à Mãe de Deus a graça de sermos jubilosos portadores da bênção de Deus para os outros, como Ela o é para nós”.

As mulheres sabem tecer os fios da vida

O segundo verbo é nascer. “São Paulo destaca o fato de o Filho de Deus ter «nascido de uma mulher». Em poucas palavras, nos diz uma coisa maravilhosa: o Senhor nasceu como nós. Não apareceu adulto, mas criança; não veio ao mundo por si só, mas de uma mulher, depois de nove meses no ventre materno onde se deixou tecer a humanidade. Ela não é apenas a ponte entre nós e Deus; é mais: é o caminho que Deus percorreu para chegar até nós e é o caminho que nós devemos percorrer para chegar até Ele”, sublinha o Papa.

“Através de Maria, encontramos Deus como Ele quer: na ternura, na intimidade, na carne. Sim, porque Jesus não é uma ideia abstrata; é concreto, encarnado, nasceu de uma mulher e cresceu pacientemente. As mulheres conhecem este concretismo paciente: nós, homens, muitas vezes somos abstratos e queremos uma coisa imediatamente, ao passo que as mulheres são concretas e sabem tecer, com paciência, os fios da vida. Quantas mulheres, quantas mães fazem assim nascer e renascer a vida, dando futuro ao mundo!”.

“Não estamos no mundo para morrer, mas para gerar vida. E a santa Mãe de Deus nos ensina que o primeiro passo para dar vida àquilo que nos rodeia é amá-lo dentro de nós”, ressalta o Papa. “Diz o Evangelho de hoje que Ela «conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração».”

Será um bom ano se cuidarmos dos outros

“Do coração nasce o bem: como é importante manter limpo o coração, guardar a vida interior, a oração! Como é importante educar o coração para o cuidado, para cuidar das pessoas e das coisas. Tudo começa daqui, de cuidarmos dos outros, do mundo, da criação. Pouco aproveita conhecer muitas pessoas e muitas coisas, se não cuidarmos delas”.

“Neste ano, enquanto aguardamos um renascimento e novos tratamentos, não negligenciemos o cuidado. Com efeito, além da vacina para o corpo, é necessária a vacina para o coração: é o cuidado. Será um bom ano se cuidarmos dos outros, como Nossa Senhora faz conosco.”

O terceiro verbo é encontrar. O Papa sublinha que “o Evangelho diz que os pastores «encontraram Maria, José e o menino». Não encontraram sinais prodigiosos e espetaculares, mas uma simples família. Lá, porém, encontraram verdadeiramente Deus, que é imensidão na pequenez, fortaleza na ternura. Mas, como conseguiram os pastores encontrar este sinal tão pouco cintilante? Foram chamados por um anjo. Também nós, não teríamos encontrado Deus, se não fôssemos chamados pela graça. Não podíamos imaginar um Deus assim, que nasce de mulher e revoluciona a história com a ternura. Descobrimos que o seu perdão faz renascer, a sua consolação acende a esperança, a sua presença nos dá uma alegria irreprimível. Na verdade, não se encontra o Senhor de uma vez por todas: Ele tem de ser encontrado todos os dias”.

Encontrar tempo para Deus e para o próximo

“O que somos chamados a encontrar no início do ano? Seria bom encontrar tempo para alguém. O tempo é a riqueza que todos temos, mas somos ciumentos a seu respeito porque queremos usá-la só para nós”, ressalta o Papa.

“Devemos pedir a graça de encontrar tempo para Deus e para o próximo: para quem está só, para quem sofre, para quem precisa de escuta e atenção.”

Se encontrarmos tempo para doar, acabaremos maravilhados e felizes, como os pastores. Nossa Senhora, que trouxe Deus ao tempo, nos ajude a doar o nosso tempo.

O Santo Padre conclui sua homilia, consagrando este novo ano à Santa Mãe de Deus que sabe cuidar de nós e pedindo-lhe para abençoar “o nosso tempo e nos ensinar a encontrar tempo para Deus e para os outros”.

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Quando o ser humano não é cuidado, é impossível viver a paz, alerta padre

No dia 1º de janeiro, oficialmente desde 1968, é celebrado o Dia Mundial da Paz. A data, instituída pelo Papa Paulo VI, tem como objetivo defender a paz frente aos perigos que continuamente a ameaçam: violência, egoísmo, desespero, desrespeito à vida e à dignidade humana, armas, dificuldades e o perigo de acreditar que as controvérsias não podem ser resolvidas por meio da razão.

Anualmente, os Papas divulgam suas mensagens para a data. O Papa Francisco sublinhou para 2021 a necessidade de uma cultura do cuidado para se alcançar a cultura da paz. Com o tema “A cultura do cuidado como percurso de paz”, a mensagem do Pontífice tem como lema a dignidade da pessoa e a meta, uma globalização mais humana. O texto foi publicado no dia 17 de dezembro de 2020.

Para compreender o conceito de cultura do cuidado, o arcebispo de Porto Velho (RO), Dom Roque Paloschi, frisou que a cultura se refere a um conjunto de costumes, normas, valores, crenças e conhecimentos de um povo ou determinado grupo. “Se olharmos para a sociedade atual como um todo, constataremos que a cultura predominante é bélica. O mundo tornou-se, pouco a pouco, um campo de batalha, onde apenas os mais “fortes” sobrevivem”.

O bispo reforça que o Papa aponta em sua mensagem que nesse tipo de sociedade bélica não há espaço para a paz. “O Pontífice apela aos governadores, às lideranças, para que tenham políticas públicas voltadas para todos, principalmente, para os mais frágeis da sociedade”.

“O que se esperava da humanidade é que, depois de viver experiências trágicas como a dizimação dos povos indígenas durante o período de colonização, o holocausto no Nazismo, o terror das bombas atômicas de Hiroshima e Nagazaki, e tantas outras tragédias mundiais, ela saísse dessas experiências com mais sabedoria e mais humanizada, considerando cada vida como digna e singular”. –  Dom Roque Paloschi

“O que se esperava da humanidade é que, depois de viver experiências trágicas como a dizimação dos povos indígenas durante o período de colonização, o holocausto no Nazismo, o terror das bombas atômicas de Hiroshima e Nagazaki, e tantas outras tragédias mundiais, ela saísse dessas experiências com mais sabedoria e mais humanizada, considerando cada vida como digna e singular”, opina Dom Paloschi.

“É fato que tivemos grandes avanços, como, por exemplo, os direitos humanos, concedidos na declaração de 1948, com três bases: liberdade, igualdade e dignidade que, nas nossas Constituições é assegurado pelo artigo 1 da declaração que prevê a dignidade humana como valor fundamental do Estado Brasileiro. Mas estamos assistindo ao retrocesso desses direitos e um ódio que cega muitos”, acrescenta. 

 

O missionário da Comunidade Canção Nova, padre Roger Araújo comentou que Francisco recorda também em sua mensagem que a paz não é simplesmente a ausência de guerras e conflitos bélicos, mas também a ausência de conflitos humanitários. “Quando o ser humano não é cuidado, respeitado, valorizado, quando a natureza e a casa comum não são cuidadas é impossível viver a paz. A cultura do cuidado é acima de tudo a cultura do respeito com o Criador de todas as coisas”.

Padre Roger Araújo /Foto: Arquivo Canção Nova

A ideia do cuidado, recordou o sacerdote, é frisada pelo Papa no início da mensagem, quando fala de Deus enquanto criador de todas as coisas e também como aquele que cuida. “O cuidado é a ternura, delicadeza, respeito e valorização por cada coisa criada. Se queremos salvaguardar o mundo, se queremos que ele viva a paz que é tão necessária, é preciso cuidar de todas as coisas. Os valores da cultura do cuidado fazem parte do pontificado do Papa Francisco”.

Dom Roque apontou que os pilares para a construção da cultura do cuidado são a justiça, a verdade e a fraternidade. “E, como todas as outras culturas, não é estática. É viva e está em contínua construção e reconstrução, porque o cuidado é da essência do ser humano e só o cuidado pode frear a violência”.

Pandemia da Covid-19

O mundo vive hoje a pandemia da covid-19, realidade citada pelo Santo Padre em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz. O arcebispo de Porto Velho e o padre da Canção Nova destacam que a crise sanitária contribuiu para o agravamento das crises que já existiam: fome, problemas ambientais, crise econômicas, pessoas fugindo de guerras, perseguições e conflitos, por exemplo. 

“A pandemia da covid-19 não deu início a essas crises, elas já existiam. Mas a crise sanitária, por atingir a todos indistintamente, tornou-se prioridade e colocou na sombra todas as outras crises que continuam crescendo assustadoramente, sem que o mundo se preocupe com a solução”, revelou o bispo.

Padre Roger sublinhou que, muitas vezes, homens e mulheres focam na pandemia e no cuidado que precisamos ter – que é necessário por todas as consequências e causas que essa doença traz para a humanidade – mas alertou para que a humanidade não perca o olhar diante dos outros problemas seríssimos.

Crise solidária

“Uma crise maior que se alarmou é a solidária, porque todas as outras crises precisam do cuidado de uns com outros, por isso a cultura do cuidado. Precisamos cuidar mais da casa que moramos, do mundo, do clima, do lixo, da rua, da cidade, das pessoas”, frisou o sacerdote.

A solidariedade, segundo Dom Roque,  é o despertar da dimensão humana e fraterna, e se apresenta como o antídoto mais valioso contra os riscos da alienação ligados ao desenvolvimento de uma sociedade tecnológica, bélica, individualista e fria. 

“São as pessoas aquecidas pela solidariedade que constroem juntas a cultura do cuidado como caminho para a paz que é, sem dúvida, um meio eficaz de recuperar a memória sagrada de que somos seres humanos, feitos imagem e semelhança de Deus, filhos e filhas do mesmo Pai; de que somos todos irmãos, guardiães da Casa Comum”. – Dom Roque Paloschi

Padre Roger frisou que a solidariedade é um elemento fundamental na cultura do cuidado. “Ser solidário significa entender que o outro é importante. Arranca de nós aquilo que o pecado dilacera que é o egoísmo, a soberba, a vaidade. Ser solidário quer dizer:  eu cuido do outro, me importo com ele”.

Pessoas não são descartáveis

O conceito de pessoa é fundamental para despertar o olhar solidário da humanidade, de acordo com padre Roger. O sacerdote defendeu que é preciso olhar as pessoas não por atacado – uma tendência da cultura do descarte – mas sim por sua individualidade e singularidade.  “O conceito de pessoa nos leva a ver em cada criatura humana a imagem e semelhança de Deus, merecendo respeito e cuidado”.

A pessoa, segundo Dom Roque, tem valor absoluto e não pode ser instrumentalizada em função do estado, do mercado, da religião ou de qualquer outro interesse. “Tomar consciência de nossa condição de pessoa é fundamental para aprendermos a viver, conviver e cuidar da vida como valor absoluto e inegociável”.

Compreender as muitas crises vividas, entender o valor da pessoa humana e viver a solidariedade é também seguir pela bússola indicada pelo Papa em sua mensagem.  “A bússola, a qual o Papa se refere, dá direção de onde devemos ir e caminhar: a cultura do cuidado. Cuidado para não nos descuidarmos do outro, para não descartarmos o outro, cuidado para promovermos algo sem pensar no cuidado do outro”, finaliza padre Roger.

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Papa deseja fraterna solidariedade e paz para todos em 2021

Cada um de nós procure fazer com que seja um ano de solidariedade fraterna e de paz para todos; um ano repleto de confiança e de esperanças”. Esses são os votos do Papa Francisco para o ano de 2021, expressos em sua reflexão antes da oração mariana do Angelus nesta sexta-feira, 1º, solenidade de Santa Maria Mãe de Deus.

Fazendo menção à solenidade de hoje, o Papa destacou a ternura materna com a qual Maria olha para a humanidade, do mesmo modo que olhava para seu Filho Jesus.

“O olhar assegurador e consolador da Virgem Santa é um encorajamento para fazer de modo que este tempo, que nos é dado pelo Senhor, seja gasto para o nosso crescimento humano e espiritual, que seja um tempo para remover os ódios e as divisões, e existem muitas, que seja um tempo para sentir que somos todos mais irmãos e irmãs, que seja um tempo para construir e não para destruir, cuidando uns dos outros e da criação. Um tempo para fazer crescer, um tempo de paz”, disse.

Francisco recordou ainda o tema da mensagem para o Dia Mundial da Paz, também celebrado hoje: “A cultura do cuidado como percurso de paz”, tendo foco para o cuidado do próximo e da criação. E considerou que as dores que marcaram o ano passado, especialmente a pandemia, ensinam como é necessário interessar-se pelos problemas dos outros e compartilhar suas preocupações.

“Esta atitude representa o caminho que leva à paz, pois favorece a construção de uma sociedade fundada em relações fraternais. Cada um de nós, homens e mulheres de nosso tempo, é chamado a realizar a paz: cada um de nós. Não sejamos indiferentes a isso”.

A construção da paz pode começar de dentro, observou o Papa, com a paz no coração e com aqueles com quem se convive. Trata-se de desenvolver uma mentalidade e uma cultura do “cuidar”, para derrotar a indiferença, o descarte e a rivalidade. “A paz não é apenas a ausência de guerra (…) A paz está na vida: não é apenas a ausência de guerra, mas uma vida rica em sentido, impostada e vivida na realização pessoal e na partilha fraterna com os outros”.

Francisco pediu a intercessão da Virgem Maria para que cada um tenha o bem da paz, o que não se pode conseguir plenamente apenas com a força humana. A paz é sobretudo um dom de Deus, lembrou o Pontífice: um dom que deve ser implorado com a oração, sustentado pelo diálogo e construído com cooperação aberta à verdade e à justiça.

“Meu auspício é que a paz reine no coração dos homens e nas famílias; nos lugares de trabalho e de lazer; nas comunidades e nas nações. Nas famílias, no trabalho, nas nações: paz. (…) No limiar deste início, a todos estendo meus cordiais votos de um feliz e sereno 2021. Cada um de nós procure fazer com que seja um ano de solidariedade fraterna e de paz para todos; um ano repleto de confiança e de esperanças, que confiamos à proteção celestial de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe”

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De que modo a maternidade espiritual de Maria é universal?

Poucos dias antes da Solenidade de Maria, Mãe Deus, celebrada pela Igreja Católica todos os anos em 1º de janeiro, o Bispo de San Sebastián (Espanha), Dom José Ignacio Munilla Aguirre, explica por que a maternidade espiritual de Maria é universal.

Desde 2016, Dom Munilla Aguirre divulga conteúdos para a formação da fé através de seu canal no Youtube “En Ti Confío” (Em Ti Confio, em português). Uma das seções é sobre o "Compêndio do Catecismo".

No seu vídeo de 15 de dezembro, o Prelado reflete sobre a pergunta “De que modo é que a maternidade espiritual de Maria é universal?”, contida no número 100 do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.

O Compêndio indica que “Maria tem um único Filho, Jesus, mas, n’Ele, a sua maternidade espiritual estende-se a todos os homens que Ele veio salvar. Obediente, ao lado do novo Adão, Jesus Cristo, a Virgem é a nova Eva, a verdadeira mãe dos vivos, que coopera com amor de mãe no seu nascimento e na sua formação na ordem da graça. Virgem e Mãe, Maria é a figura da Igreja e a sua realização mais perfeita”.

A partir disso, o Prelado disse que provavelmente uma das razões pelas quais Deus quis que Santa Maria fosse “sempre virgem, é para que nesse único filho pudéssemos incluir todos nós, toda a humanidade. Todos nós somos filhos de Maria”. Explicou que “se Eva gerou junto com Adão o corpo de seu filho, Maria está gerando espiritualmente nossas almas”.

Dom Munilla citou São Luís Maria Grignion de Montfort, que disse que “Maria é como um molde no qual nossa alma se configura a Jesus Cristo”. Explicou que, se na Virgem “Jesus se configurou, se nos introduzirmos no coração de Maria, nos conformamos com Jesus tendo Maria como a mãe espiritual de nossa vida”.

 

O Prelado recordou também o Evangelho de São João, onde Jesus dirige a "grande encomenda" a Maria, que está aos pés da cruz. Cristo diz a ela: “‘Mulher, eis aí teu filho’. Filho, ‘Eis aí tua mãe’ Nesse momento, Maria recebe a encomenda explícita da maternidade divina, dessa maternidade espiritual”, explicou.

Com esta frase, Maria “passa da maternidade divina a Jesus Cristo à maternidade espiritual para todos os seguidores de Jesus Cristo. Essa grande encomenda que Maria recebeu está cumprindo-a continuamente, em sua intercessão por nós, em seu cuidado espiritual por nós”, afirmou.  

Dom Munilla disse que a maternidade espiritual de Maria às vezes é visualizada em "revelações privadas" para dar mensagens importantes à humanidade. Por exemplo, recordou quando a Virgem apareceu ao apóstolo São Tiago ou quando apareceu a São Juan Diego como a Guadalupana "no início da evangelização na América".

Do mesmo modo, mencionou quando apareceu a Santa Bernadette Soubirous para "lembrar por que o Evangelho é para os simples", justo "no momento em que a França havia dado as costas ao Evangelho" com o racionalismo. Da mesma forma, Maria interveio “quando o comunismo estava em alta e em Fátima se mostra novamente como uma esperança para a salvação do mundo”, disse.

Desta forma, “Maria está sendo fiel à grande encomenda: ‘Eis aí teu filho’, cuide de todos'. Estas revelações particulares são como a ponta do iceberg, que visualiza algo que é muito mais do que não vemos, as intervenções contínuas de Maria que na sua maternidade cuida de cada uma de nós”.

Dom Munilla recordou também a passagem bíblica sobre as Bodas de Caná da Galileia, onde a Virgem Maria "atenta às nossas necessidades" pede a Jesus pelos convidados da festa. O Prelado recorda que desta vez Jesus lhe perguntou: "Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou".

Para explicar este momento “surpreendente”, “porque parece que Jesus está antes contendo ou se distanciando de Maria”, o Prelado citou Santo Agostinho.

O santo disse que a pergunta de Jesus se refere a “que ainda não era a hora em que ia confiar-lhe para ser a mãe de todos nós e cuidar de todos nós. Chegada essa hora, a hora da maternidade espiritual de Maria, seu filho lhe dirá: ‘Esta é a tua hora mãe, cuide de todos, eu os encomendo a ti’”.

“Definitivamente, Maria teve apenas um filho: Jesus, e nele teve a todos nós. Todos nós somos Jesus para ela. Maria olha para ti com o mesmo carinho e amor com que olhava para o seu filho Jesus e queremos retribuir com a mesma ternura, com o mesmo amor com que Jesus olhou para a sua mãe”, frisou.

Nesse sentido, Dom Munilla convidou os fiéis a pensarem em Maria como nossa Mãe. “Podemos também participar dessa maternidade que Jesus viveu com ela, dessa relação materna, para que também nós possamos dizer com pleno sentido: ‘Mamãe! Mãe Nossa’”, concluiu.

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Para Francisco um ano difícil mas cheio de esperança

Para o nosso Papa Francisco foi um ano muito intenso e é difícil resumir um ano que foi atipico também para o nosso Pontíficie. Vamos recordar então alguns momentos que creio resumam a intensidade de trabalhos e atenções do nosso Santo Padre....Começamos pelo mês de fevereiro com a publicação da Exortação Apostólica pós Sinodal Querida Amazonia: Uma Exortação em forma de sonhos: assim é "Querida Amazonia", o documento pós-sinodal do Papa Francisco referente ao Sínodo Amazônico de outubro do ano passado. Primeiro o sonho social do Pontífice; uma Igreja ao lado dos oprimidos. Francisco recorda que já Bento XVI havia denunciado “a devastação ambiental da Amazônia”. Os povos originários, afirma, sofrem uma “sujeição” seja por parte dos poderes locais, seja por parte dos poderes externos. Para o Papa, as operações econômicas que alimentam devastação, assassinato e corrupção merecem o nome de “injustiça e crime”. E com João Paulo II, reitera que a globalização não deve se tornar um novo colonialismo…. Ao sonho cultural é dedicado o segundo capítulo da "Querida Amazonia". O Pontífice esclarece que “promover a Amazônia” não significa “colonizá-la culturalmente”.

Para Francisco, é urgente “cuidar das raízes”....Depois o Sonho ecológico: "Sonho com uma Amazônia que guarde zelosamente a sedutora beleza natural que a adorna, a vida transbordante que enche os seus rios e as suas florestas." Enfim o Sonho eclesial: Inovação e criatividade....A Exortação traz muita esperança para todos nós ..... Abraçar o Senhor para abraçar a esperança: esta é a mensagem do Papa Francisco aos fiéis de todo o mundo que, neste momento, se encontram em meio à tempestade causada pela pandemia do coronavírus. No dia 27 de março, diante de uma Praça São Pedro completamente vazia, mas em sintonia com milhões de pessoas através dos meios de comunicação, o trecho escolhido para a oração foi a tempestade acalmada por Jesus, extraído do Evangelho de Marcos....E foi esta passagem bíblica que inspirou a homilia do Santo Padre, que começa com o “entardecer…”. “Há semanas, disse, parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Nos vimos amedrontados e perdidos.” Estes mesmos sentimentos, porém, acrescentou o Papa, nos fizeram entender que estamos todos no mesmo barco, “chamados a remar juntos”. Neste mesmo barco, seja com os discípulos, seja conosco agora, está Jesus. “A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades.” Com a tempestade, afirmou o Papa, cai o nosso “ego” sempre preocupado com a própria imagem e vem à tona a abençoada pertença comum que não podemos ignorar: a pertença como irmãos...O Senhor então nos dirige um apelo, um apelo à fé. Nos chama a viver este tempo de provação como um tempo de decisão: o tempo de escolher o que conta e o que passa, de separar aquilo que é necessário daquilo que não é. “O tempo de reajustar a rota da vida rumo ao Senhor e aos outros.” .... Com a interdição das celebrações eucarísticas com a presença dos fiéis nas igrejas teve início a transmissão ao vivo da Missa na Casa de Santa Marta presidida pelo Papa Francisco: exemplo de um notável esforço de comunicação global. Para dar esperança em tempo de pandemia….

Neste período de pandemia e de confinamento dos católicos nas suas casas, o tempo é da igreja doméstica. A Eucaristia é vivida em casa onde se faz comunhão espiritual....Francisco criou o Fundo de Emergência junto às Pontifícias Obras Missionárias (POM) para responder às necessidades determinadas pela emergência de Covid-19 nas Igrejas dos territórios de missão, e através deste fundo foi possível ajudar dioceses e paróquias que passam por necessidades particulares....E uma das iniciativas para o quarto Dia Mundial dos Pobres, em 15 de novembro, com a Missa celebrada pelo Papa na Basílica de São Pedro na presença de cerca de uma centena de pessoas foi a rede de solidariedade para levar alimentos, máscaras e ajuda a milhares de famílias necessitadas…. E o Papa dedicou uma série de reflexões na Audiência Geral às quartas-feiras sem a presençs dos fiéis ao pós Covid, centralizando suas reflexões sobre a esperança e que todos somos irmãos.... Num livro publicado nos meses passados Francisco falou que na sua vida teve três situações "Covid": a doença, a Alemanha e Córdoba. Quando tinha 21 anos contraiu uma doença muito grave, e ai teve a primeira experiência de limitação, dor e solidão. ….

Depois o período alemão em 1986, foi a "Covid do exílio". Foi um exílio voluntário, porque foi para estudar a língua e procurar material para concluir minha tese, mas me sentia como um peixe fora d'água... Depois a permanência em Cordoba…A "Covid" de Córdoba foi uma verdadeira purificação. Deu-me mais tolerância, compreensão, capacidade de perdoar., escreveu.... Depois a publicação da Enciclica Fratelli tutti....A mensagem da nova encíclica social do Papa Francisco: ninguém se salva sozinho. A proposta de uma sociedade fraterna para não ser dominada por guerra, ódio, violência, indiferença e novos muros….Estamos circundados pelas “sombras de um mundo fechado”, mas há quem não se rende ao avanço da escuridão e continua a sonhar, a ter esperança, a sujar as mãos, comprometendo-se a criar fraternidade e amizade social. Com a nova encíclica social “Fratelli tutti”, o Sucessor de Pedro mostra o caminho concreto para reconhecer-se como irmãos e irmãs. A nova encíclica se apresenta como uma soma do magistério social de Francisco, e reúne de forma sistemática as ideias oferecidas por pronunciamentos, discursos e intervenções dos primeiros sete anos de pontificado....

No final de novembro o Colégio Cardinalício ganhou 13 novos membros, oriundos de quatro continentes e de oito países..-e o anúncio: Papa retoma viagens: anunciada visita ao Iraque em março de 2021... O Papa conclui o ano com a convocação do "Ano de São José", que  nasce do seu coração paternal, que deseja chegar ao coração de todos os católicos, convidando cada um a conhecer melhor o pai adotivo do Senhor e a sua importância no plano salvífico de Deus. E o último ato: o desafio lançado pelo Papa Francisco, o Ano “Família Amoris laetitia”. Um ano para repensar e valorizar a família e dar um novo impulso à aplicação da Exortação Apostólica Amoris laetitia. O Ano “Família Amoris laetitia” começa justamente no aniversário de 5 anos da Exortação Apostólica do Papa Francisco, ou seja, em 19 de março de 2021

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Com a gratidão, transmitimos esperança ao mundo, afirma Papa

“A oração de ação de graças” foi o tema da catequese do Papa Francisco, realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, nesta quarta-feira, 30, na última Audiência Geral deste ano. Para falar sobre o tema, o Pontífice inspirou-se na passagem do Evangelho de Lucas em que dez leprosos vão ao encontro de Jesus e o imploram a ter compaixão deles.

O Pontífice recordou que os que sofrem de lepra, além de passarem pelo sofrimento físico, também sofriam pela marginalização social e religiosa. “Eram marginalizados. Jesus não evita um encontro com eles, mas ouve o seu pedido, o seu grito de piedade, e os envia imediatamente aos sacerdotes”.

Os dez leprosos confiam em Jesus e partem imediatamente. Enquanto caminham são curados, relembrou o Santo Padre. Desta forma, os sacerdotes poderiam ter verificado a sua cura e readmiti-los na vida normal. “Mas aqui está o ponto mais importante: daquele grupo, apenas um, antes de ir ter com os sacerdotes, volta para agradecer a Jesus e louvar a Deus pela graça recebida. Somente um. Os outros nove continuam a sua estrada”.

Francisco afirmou que Jesus observou que aquele homem era samaritano, uma espécie de “herege” para os judeus daquela época. “Jesus comenta: «Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?»”. O Santo Padre afirmou ser comovente esta passagem, pois divide o mundo em dois: os que não agradecem e os que o fazem; os que tomam tudo como se lhes fosse devido, e os que aceitam tudo como dom, como graça.

“A oração de ação de graças começa sempre a partir do reconhecer-se precedido pela graça. Fomos pensados antes que aprendêssemos a pensar; fomos amados antes que aprendêssemos a amar; fomos desejados antes que brotasse um desejo no nosso coração. Se olharmos para a vida desta forma, então o “agradecimento” torna-se o motivo-guia dos nossos dias. Obrigado! Muitas vez nos esquecemos de dizer: obrigado!”, sublinhou o Papa.

Para os cristãos, o Pontífice destacou que a ação de graças deu o nome ao Sacramento mais essencial que existe: a Eucaristia. “Com efeito, a palavra grega significa exatamente isto: agradecimento”. Como todos os fiéis, o Santo Padre ressalta que os cristãos bendizem a Deus pelo dom da vida, pois viver é, sobretudo, ter recebido a vida.

“Todos nós nascemos porque alguém desejou a vida para nós. Esta é apenas a primeira de uma longa série de dívidas que contraímos vivendo. Dívidas de gratidão. Na nossa existência, mais de uma pessoa fitou-nos com um olhar puro, gratuitamente. Muitas vezes são educadores, catequistas, pessoas que desempenharam o seu papel além da medida exigida pelo dever. E eles fizeram surgir em nós a gratidão. A amizade é também um dom pelo qual devemos estar sempre gratos”, comentou Francisco.

O Papa frisou que este “obrigado”, que deve ser dito continuamente, este obrigado que o cristão partilha com todos, dilata-se no encontro com Jesus. De acordo com o Pontífice, os Evangelhos atestam que a passagem de Jesus suscitava frequentemente alegria e louvor a Deus naqueles que o encontravam, as histórias de Natal são povoadas de pessoas orantes, cujos corações foram alargados pela vinda do Salvador.

Deste modo, Francisco afirmou que todos são chamados a participar neste imenso júbilo, algo também é sugerido pelo episódio dos dez leprosos que foram curados. “Naturalmente, todos eles ficaram felizes por ter recuperado a saúde, podendo assim sair daquela interminável quarentena forçada que os excluía da comunidade. Mas entre eles havia um que acrescentou alegria à alegria: além da cura, regozijou-se por ter encontrado Jesus. Não só está livre do mal, mas agora também tem a certeza de ser amado”.

“Este é o centro: quando a pessoa agradece, dá graças, expressa a certeza de ser amado. Este é um grande passo. Ter a certeza de ser amado. É a descoberta do amor como a força que governa o mundo. Somos filhos do amor, somos irmãos do amor, somos homens e mulheres de graça”.

O Santo Padre concluiu a sua catequese fazendo um convite: “estar na alegria do encontro com Jesus”, cultivar a alegria e não deixar de agradecer. “Se formos portadores de gratidão, o mundo também se tornará melhor, talvez só um pouco, mas é suficiente para lhe transmitir um pouco de esperança. O mundo precisa de esperança e com a gratidão, com o comportamento de ação de graças, nós transmitimos um pouco de esperança. Tudo está unido e interligado, e cada um pode desempenhar a sua parte onde quer que esteja”. Não devemos “extinguir o Espírito que temos dentro e que nos leva à gratidão”. 

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Com a gratidão, transmitimos esperança ao mundo, afirma Papa

“A oração de ação de graças” foi o tema da catequese do Papa Francisco, realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, nesta quarta-feira, 30, na última Audiência Geral deste ano. Para falar sobre o tema, o Pontífice inspirou-se na passagem do Evangelho de Lucas em que dez leprosos vão ao encontro de Jesus e o imploram a ter compaixão deles.

O Pontífice recordou que os que sofrem de lepra, além de passarem pelo sofrimento físico, também sofriam pela marginalização social e religiosa. “Eram marginalizados. Jesus não evita um encontro com eles, mas ouve o seu pedido, o seu grito de piedade, e os envia imediatamente aos sacerdotes”.

Os dez leprosos confiam em Jesus e partem imediatamente. Enquanto caminham são curados, relembrou o Santo Padre. Desta forma, os sacerdotes poderiam ter verificado a sua cura e readmiti-los na vida normal. “Mas aqui está o ponto mais importante: daquele grupo, apenas um, antes de ir ter com os sacerdotes, volta para agradecer a Jesus e louvar a Deus pela graça recebida. Somente um. Os outros nove continuam a sua estrada”.

Francisco afirmou que Jesus observou que aquele homem era samaritano, uma espécie de “herege” para os judeus daquela época. “Jesus comenta: «Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?»”. O Santo Padre afirmou ser comovente esta passagem, pois divide o mundo em dois: os que não agradecem e os que o fazem; os que tomam tudo como se lhes fosse devido, e os que aceitam tudo como dom, como graça.

“A oração de ação de graças começa sempre a partir do reconhecer-se precedido pela graça. Fomos pensados antes que aprendêssemos a pensar; fomos amados antes que aprendêssemos a amar; fomos desejados antes que brotasse um desejo no nosso coração. Se olharmos para a vida desta forma, então o “agradecimento” torna-se o motivo-guia dos nossos dias. Obrigado! Muitas vez nos esquecemos de dizer: obrigado!”, sublinhou o Papa.

Para os cristãos, o Pontífice destacou que a ação de graças deu o nome ao Sacramento mais essencial que existe: a Eucaristia. “Com efeito, a palavra grega significa exatamente isto: agradecimento”. Como todos os fiéis, o Santo Padre ressalta que os cristãos bendizem a Deus pelo dom da vida, pois viver é, sobretudo, ter recebido a vida.

“Todos nós nascemos porque alguém desejou a vida para nós. Esta é apenas a primeira de uma longa série de dívidas que contraímos vivendo. Dívidas de gratidão. Na nossa existência, mais de uma pessoa fitou-nos com um olhar puro, gratuitamente. Muitas vezes são educadores, catequistas, pessoas que desempenharam o seu papel além da medida exigida pelo dever. E eles fizeram surgir em nós a gratidão. A amizade é também um dom pelo qual devemos estar sempre gratos”, comentou Francisco.

O Papa frisou que este “obrigado”, que deve ser dito continuamente, este obrigado que o cristão partilha com todos, dilata-se no encontro com Jesus. De acordo com o Pontífice, os Evangelhos atestam que a passagem de Jesus suscitava frequentemente alegria e louvor a Deus naqueles que o encontravam, as histórias de Natal são povoadas de pessoas orantes, cujos corações foram alargados pela vinda do Salvador.

Deste modo, Francisco afirmou que todos são chamados a participar neste imenso júbilo, algo também é sugerido pelo episódio dos dez leprosos que foram curados. “Naturalmente, todos eles ficaram felizes por ter recuperado a saúde, podendo assim sair daquela interminável quarentena forçada que os excluía da comunidade. Mas entre eles havia um que acrescentou alegria à alegria: além da cura, regozijou-se por ter encontrado Jesus. Não só está livre do mal, mas agora também tem a certeza de ser amado”.

“Este é o centro: quando a pessoa agradece, dá graças, expressa a certeza de ser amado. Este é um grande passo. Ter a certeza de ser amado. É a descoberta do amor como a força que governa o mundo. Somos filhos do amor, somos irmãos do amor, somos homens e mulheres de graça”.

O Santo Padre concluiu a sua catequese fazendo um convite: “estar na alegria do encontro com Jesus”, cultivar a alegria e não deixar de agradecer. “Se formos portadores de gratidão, o mundo também se tornará melhor, talvez só um pouco, mas é suficiente para lhe transmitir um pouco de esperança. O mundo precisa de esperança e com a gratidão, com o comportamento de ação de graças, nós transmitimos um pouco de esperança. Tudo está unido e interligado, e cada um pode desempenhar a sua parte onde quer que esteja”. Não devemos “extinguir o Espírito que temos dentro e que nos leva à gratidão”. 

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Te Deum: A força de Deus é mais poderosa que os nossos egoísmos

Neste ano a tradicional cerimônia das Primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Mãe de Deus com o Te Deum na Basílica de São Pedro, foi presidida pelo cardeal decano Giovanni Battista Re. Na ocasião o cardeal leu a homilia do Papa Francisco que devido a uma dolorosa ciatalgia não pôde estar presente.

A homilia escrita pelo Papa inicia com um agradecimento:

“Esta tarde, gostaria de dar um breve espaço de agradecimento pelo ano que está se encerrando”. E Francisco pondera: “Poderia parecer forçado, quase chocante, agradecer a Deus no final de um ano como este, marcado pela pandemia”, porém, – continua -, alguém pode perguntar: “qual é o sentido de um drama como este? Não devemos ter pressa em responder a esta pergunta” continua o Santo Padre porque: “a resposta de Deus segue o caminho da Encarnação, como logo cantará a Antífona do Magnificat: ‘Pelo grande amor com que nos amou, Deus enviou o seu Filho em uma carne de pecado’”.

O Bom Samaritano

O Papa sugere então o gesto do Samaritano no qual podemos encontrar um “sentido” para este drama:

“O bom samaritano, quando encontrou aquele pobre homem meio morto na beira da estrada, não lhe fez um discurso para explicar o significado do que lhe acontecera”. E acrescenta: “O samaritano, movido pela compaixão, inclinou-se sobre aquele estranho, tratando-o como um irmão e cuidando dele, fazendo tudo o que estava ao seu alcance”, afirmando:

“Aqui, sim talvez possamos encontrar um ‘sentido’ para esse drama que é a pandemia, assim como de outros flagelos que atingem a humanidade: o de suscitar em nós compaixão e de provocar atitudes e gestos de proximidade, cuidado, solidariedade”

Em seguida, o Papa na sua homilia lida pelo cardeal Re agradece a Deus pelas coisas boas que aconteceram na cidade de Roma nos últimos meses de pandemia:

“Muitas pessoas tentaram, sem fazer alarde, tornar o peso da provação mais suportável com seu empenho diário animado pelo amor ao próximo. ‘Porque a bênção e o louvor que mais agrada a Deus é o amor fraterno’”

Além dos profissionais da saúde, sacerdotes e religiosos é destacado um agradecimento especial:

“A todos os que se esforçam a cada dia para levar em frente da melhor forma a própria família e o serviço ao bem comum”, ou seja os administradores de escolas, professores e administradores públicos que colocam o bem comum acima de interesses privados ou partidários. Estes, apesar da situação muito complexa “procuraram realmente o bem de todos a partir dos mais desfavorecidos”.

A graça e a misericórdia de Deus

“Tudo isto — continua Francisco em sua homilia lida pelo cardeal Re — não pode acontecer sem a graça, sem a misericórdia de Deus”.

“Como pode então que tantas pessoas, sem outra recompensa senão a de fazer o bem, encontrem forças para se preocupar com os outros? O que as leva a renunciar a algo de si mesmos, do próprio conforto, de seu tempo, de seus bens, para dar aos outros?”

E conclui o pensamento:

“No fundo, no fundo, mesmo que eles próprios não pensem nisso, é a força de Deus os impele, que é mais poderosa que os nossos egoísmos”

Por isso o louvamos, porque acreditamos e sabemos que todo o bem que se faz no dia a dia na terra vem, no final das contas, d’Ele. E olhando para o futuro que nos espera, novamente imploramos: “Que a tua misericórdia esteja sempre conosco, em ti esperamos”.

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O Papa: líder de esperança no ano da pandemia

Os 84 anos do Papa Francisco foram comemorados nos últimos dias de 2020, o "ano terrível" da pandemia do coronavírus que já conta com mais de 1,5 milhões de vítimas no mundo inteiro e com um impacto catastrófico na economia global. Neste contexto, o Papa tem desempenhado e continua a desempenhar um papel de liderança espiritual reconhecido também no mundo secular. Ferruccio De Bortoli, colunista, presidente da Associação VIDAS e ex-diretor do Corriere della Sera fala sobre este aspecto do Santo Padre:

Entrevista com Ferruccio De Bortoli:

A liderança do Papa Francisco me parece ter tido o papel de substituir outras lideranças. Estou falando da liderança política, que, em diferentes níveis e de diferentes maneiras, encontrou-se completamente inadequada, surpreendida e enfraquecida pela pandemia. É um evento que colocou em crise até os líderes totalitários, aqueles que de alguma forma conseguiam controlar e rastrear a vida de seus cidadãos. Neste contexto - especialmente com aquelas imagens extraordinárias de 27 de março em frente à Praça São Pedro completamente deserta - me parece que o Papa conseguiu interpretar o papel de "líder da esperança". Porque este ano todos, independentemente de sua religião, precisavam e ainda precisam de uma visão diferente do futuro e de um retorno à crença em si mesmos e nos outros.

Uma resposta profunda à demanda de esperança

Foi exatamente para pedir o fim da pandemia que naquela sexta-feira de março passado, Francisco presidiu um momento extraordinário de oração no átrio da Basílica de São Pedro que continua sendo um dos gestos mais fortes do Pontificado neste 2020. Uma "Statio Orbis", literalmente uma pausa, na qual crentes de todo o mundo se uniram ao Papa em torno do mistério eucarístico. A homilia na qual Francisco transformou a angústia da humanidade em uma oração a Deus e um chamado à fraternidade foi pronunciada enquanto a chuva banhava a praça deserta, enquanto milhões de pessoas assistiam à transmissão daquelas imagens.

Uma praça vazia, mas paradoxalmente mais cheia do que o normal, como assinalou o Padre Federico Lombardi, presidente da Fundação Joseph Ratzinger-Bento XVI e ex-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé:

Entrevista com o Padre Federico Lombardi:

Sempre me pareceu claro que a praça estava vazia fisicamente, mas cheia espiritualmente. Na verdade, acredito que raramente em nossa experiência ao longo de muitos anos e décadas houve um tempo em que sentimos tanto a praça como o centro de uma presença espiritual e uma abundância de relacionamentos, orações e presenças de todas as partes do mundo. Portanto, era um vazio exterior que foi contraposto por uma grande "cheia" interior de comunicação. Não foram apenas as palavras do Papa, mas também as expectativas, as dores, as esperanças da humanidade que se concentravam e se encontravam naquele momento, colocando-se diante de Deus, em um lugar tão significativo. Porém, não podemos esquecer, que embora este evento tenha ocorrido em março passado, ainda estamos em plena pandemia, estamos no auge da segunda onda. Portanto, o serviço espiritual, a mensagem que tivemos naquela noite continua a ser de extrema atualidade.

Naquele momento estávamos na Quaresma, hoje estamos no Advento, mas a pandemia chegou ainda mais perto de cada um de nós e continua a nos tocar com uma série de lutos e sofrimentos. Assim, a presença e o apoio e orientação espiritual que o Papa Francisco pode nos dar com sua inspiração para a oração e a solidariedade, continuam sendo absolutamente importantes e marcam esta parte do pontificado. O ano que está para terminar foi também para o papado, portanto para o Papa Francisco, o ano da pandemia. Por conseguinte, o ano em que o Santo Padre e a Igreja realizaram uma ação de presença e solidariedade, acompanhamento e anúncio do Evangelho, conforto e esperança, em meio a uma dor sem limites e a uma demanda sem limites por orientação e por esperança. A resposta do Papa a este desafio sem precedentes e inquietante foi, acredito na opinião de todos, absolutamente pronta, adequada e profunda tanto na frente espiritual como na do convite à solidariedade.

A forte dimensão simbólica dos gestos do Papa

Em 15 de março, nas primeiras semanas da pandemia e do consequente lockdown, o Papa Francisco fez uma saída inesperada do Vaticano para venerar o ícone Salus Populi Romani na Basílica de Santa Maria Maior. Em seguida foi à igreja de São Marcelo na via del Corso, rezar em frente ao crucifixo que os romanos do século XVI levaram em procissão contra a peste. Gestos que também são marcantes por sua conexão com as devoções tradicionais e por seu significado simbólico, como aponta o Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura:

Entrevista com o cardeal Gianfranco Ravasi:

São gestos que destacam alguns aspectos da fé, de modo geral, mas de uma forma particular também da maneira como o Papa Francisco a expressa. No mundo ocidental, temos uma grande tradição que entrelaça razão e fé: todos lembram da encíclica Fides et ratio de João Paulo II, na qual fé e razão são as duas asas que nos permitem ascender ao céu do mistério. Na realidade, sabemos que o conhecimento bíblico, o conhecimento da fé, é muito mais complexo do que o simples conhecimento. De fato, requer também o aspecto afetivo, efetivo e volitivo, bem como o intelectual. Pois bem, acredito que nesses gestos, feitos pelo Papa durante este ano difícil, a dimensão simbólica brilha acima de tudo, assim como foi para a oração de 27 de março, naturalmente. Por um lado, a caminhada concreta do Papa ao longo de uma rua de uma cidade que naquele momento estava em silêncio, em dor, em provação, na escuridão e na solidão. Por outro lado, a dimensão emocional, sentimental própria das devoções populares que nunca devemos cancelar, mesmo que não possa ser um aspecto exclusivo. A devoção popular, de fato cara ao Papa Francisco, tem estas duas dimensões: o símbolo e o sentimento, as emoções, a paixão, a ternura, que nunca devem ser canceladas para viver a plenitude da crença.

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Paróquia completa 77 anos

No próximo dia 22 de dezembro, terça-feira, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga completa 77 anos de criação. A paróquia foi criada no dia 22 de dezembro de 1943, com decreto de Dom Lafayette Libanio, sendo desmembrada da paróquia de Cosmorama e instalada 3 dias depois, em 25 de dezembro.

 Ao criar a paróquia, Dom Lafayette a confiou sobre a proteção de São Pascoal Bailão. Após pedidos da comunidade paroquial, em 1947 o bispo confirmou Nossa Senhora Aparecida como padroeira da paróquia, em substituição a São Pascoal Bailão, pois antes da criação da paróquia havia a Capela de Nossa Senhora Aparecida. O primeiro pároco foi o franciscano Frei Francisco Xavier e desde 2011, a paróquia é administrada pelo padre Gilmar Margotto, o primeiro votuporanguense a ser pároco da comunidade. 

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida foi a primeira a ser criada em Votuporanga e dela se originaram as demais. Além dos Frades Menores, a paróquia foi pastoreada por 30 anos pelos Freis Capuchinhos, cuja lembrança deixaram até hoje, principalmente o amado Frei Arnaldo e posteriormente pelos padres diocesanos. Entre as curiosidades, a paróquia teve como párocos 3 padres estrangeiros: o holandês Arthur Horsthuis, que anos depois se tornou o primeiro bispo de Jales, o alemão João Schultewalter e o italiano Nino Carta. 

Um grande marco nestes 77 anos foi a construção da Sé Catedral, cartão postal de nossa cidade, cuja construção foi iniciada em 1953 e inaugurada em 1958, desenhada em estilo neogótico e a única da região com duas torres. 

Ao longo desses anos, foram realizadas inúmeras atividades, com destaque para as Missas Solenes, encontros, retiros, quermesses, leilões. Muitas crianças e adultos receberam os sacramentos do Batismo, Eucaristia, Penitência, Crisma, Matrimônio e Unção dos Enfermos. Além disso, muitos padres foram ordenados na paróquia, entre eles o padre Gilmar, além da ordenação de diáconos permanentes, diáconos transitórios e profissões religiosas. Também passaram pela paróquia inúmeras pessoas que não mediram esforços e doaram suas vidas pela comunidade. 

Na área social, a Paróquia se destacou na criação do Lar São Vicente de Paulo, Centro Social, Damas da Caridade, Casa da Criança, Feira da Providência, Secretariado do Menor e hoje mantendo a Comunidade Assistencial Irmãos de Emaús (Casa Abrigo) que acolhe muitos moradores em situação de rua, além do combate à desnutrição e mortalidade infantil desenvolvida pela Pastoral da Criança e o trabalho dos Vicentinos que auxiliam as famílias carentes. 

Com a criação da Diocese de Votuporanga em 2016, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida tornou-se a Paróquia da Catedral, sendo referência para as outras 27 paróquias das 25 cidades da diocese. 

Veja abaixo a lista dos párocos:

Frei Francisco Xavier (1943 – 1945) 

Frei Elias Hüppe (1945) 

Frei Meinrado Vogel (1945 – 1946) 

Padre Arthur Horsthuis (1946) 

Padre João Schulterwalter (1947 – 1953) 

Frei Gregório de Protásio Alves (1953 – 1956) 

Frei Ambrósio de Bebedouro (1956 – 1959) 

Frei Eusébio de Penápolis (1959 -1960) 

Frei Benjamin Maria de Piracicaba (1960 – 1964) 

Frei Anselmo de Taubaté (1964 – 1966) 

Frei Sérgio Maria de Capivari (1966 – 1969) 

Frei Cirilo Bergamasco ( 1969-1972; 1981) 

Frei Ismael Martignago (1972- 1975) 

Frei Tarcísio Paulino Leite (1975 – 1978) 

Frei Agostinho Thomazzela (1981 – 1983) 

Padre Nino Carta (1983 – 1991) 

Padre Edemur José Alves (1991 – 2011) 

Padre Gilmar Margotto (2011)

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Horário das celebrações da semana do Natal do Senhor

Aproximando-se do Dia do Natal do Senhor devemos preparar nosso coração para celebrarmos o mistério de Deus que se fez homem e habitou entre nós.

Neste tempo de pandemia, a Igreja nos convida a celebrarmos o Sacramento da Penitênica de forma comunitária. Desta forma, no dia 22, será celebrada na Catedral às 19h30 a Celebração Penitencial na qual seremos convidados a refletirmos sobre nossas ações e pedirmos perdão a Deus por nossos atos e omissões a fim de celebrarmos dignamente o Natal do Senhor. Futuramente, com a diminuição dos casos de COVID, deveremos procurar um sacerdote para a Confissão Individual.

Nos dias 21 e 23, serão celebradas normalmente a Santa Missa às 19h30.

No dia 24/12, véspera de Natal serão celebradas duas Missas da Vigília do Natal do Senhor: 19h e 20h30, permitindo assim que o maior número de fiéis possam celebrar o nascimento de Jesus, respeitando o distanciamento e todas as regras de prevenção.

No dia 25/12, Natal do Senhor, serão celebradas Missas às 9h e 19h30.

A Catedral Nossa Senhora Aparecida deseja a todos um Feliz e Santo Natal do Senhor!

Resumo das Celebrações

22/12 - 19h30 - Celebração Penitencial
24/12 - 19h e 20h30 - Vigília do Natal do Senhor
25/12 - 9h e 19h30  - Missa do Natal do Senhor
 

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Faça sua oração diante do presépio da Catedral

Desde o último dia 27/11, quem passa pela Catedral, seja pra fazer suas orações pessoais diárias ou participar da Santa Missa, fica encantado ao ver o belo presépio que foi montado no interior da Igreja.

Ele apresenta a cena do nascimento de Jesus em uma região montanhosa, pela qual os magos caminham para a chegar até a gruta do nascimento do filho de Deus. O presépio está todo iluminado e possui também um pequeno lago.

Significado do presépio de Natal

O presépio é uma montagem com peças, que faz referência ao momento do nascimento de Jesus Cristo. Com o menino Jesus na manjedoura ao centro, o presépio apresenta o local e os personagens bíblicos que estavam presentes neste importante momento cristão.

Origem do presépio de Natal De acordo com fontes históricas, o primeiro presépio foi montado por São Francisco de Assis no Natal de 1223. O frade católico, montou o presépio em argila na floresta de Greccio (comuna italiana da região do Lácio). Sua ideia era montar o presépio para explicar as pessoas mais simples o significado e como foi o nascimento de Jesus Cristo.

No século XVIII, a tradição de montar o presépio, dentro das casas das famílias, se popularizou pela Europa e, logo em seguida, por outras regiões do mundo.

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O Papa no Angelus: consumismo nos sequestrou o Natal, o importante é Jesus

“Para que Jesus nasça em nós, preparemos o coração, rezemos, não nos deixamos levar pelo consumismo. ‘Ah, tenho que comprar presentes, tenho que fazer isto, isto...’ Aquele frenesi de fazer coisas, coisas, coisas... o importante é Jesus. Consumismo: o consumismo, irmãos e irmãs, nos sequestrou o Natal. O consumismo não está na manjedoura de Belém: ali está a realidade, a pobreza, o amor. Preparemos o coração como o de Maria: livre do mal, acolhedor, pronto para receber Deus", disse o Papa no Angelus este IV Domingo do Advento

“Hoje, às portas do Natal, Maria nos convida a não adiar, a dizer ‘sim’. Cada ‘sim’ custa, mas é sempre menos que o custo para ela daquele corajoso e pronto ‘sim’, aquele ‘faça-se em mim segundo a tua palavra’ que nos trouxe a salvação.” Foi o que disse o Papa no Angelus ao meio-dia deste IV Domingo do Advento, em que o Evangelho nos repropõe a narração da Anunciação, que nos traz o “sim” de Maria a Deus.

"Alegra-te", diz o anjo a Maria, "conceberás um filho, o darás à luz e o chamarás Jesus" (Lc 1,28.31). “Parece ser um anúncio de pura alegria, destinado a fazer a Virgem feliz: quem entre as mulheres da época não sonhava em se tornar a mãe do Messias?”, perguntou Francisco na alocução que precedeu a oração mariana.

“Mas, junto com a alegria, essas palavras predizem a Maria uma grande provação. Por quê? Porque naquele momento ela estava ‘prometida em casamento’ com José. Em tal situação  explicou o Pontífice – a Lei de Moisés estabelecia que não deveriam haver relações e coabitação.

Maria disse "sim" a Deus, arriscando tudo

Tendo um filho, prosseguiu o Santo Padre, Maria teria transgredido a Lei, e as penalidades para as mulheres eram terríveis: era previsto o apedrejamento. Certamente a mensagem divina encheu o coração de Maria de luz e força; contudo, ela se viu diante de uma escolha crucial: dizer "sim" a Deus, arriscando tudo, inclusive sua vida, ou recusar o convite e seguir seu caminho comum.

“O que ela fez? Responde assim: ‘Faça-se em mim segundo a tua palavra’ (Lc 1,38). Mas na língua em que o Evangelho é escrito, há mais que isso. A expressão verbal indica um forte desejo, a vontade firme de que algo se torne realidade.”

Em outras palavras, Maria não diz: "Se deve acontecer, que aconteça..., se não pode ser feito de outra forma...". Não, não expressa uma aceitação fraca e remissiva, mas um desejo forte e vivo. Não é passiva, mas ativa. Não é subjugada por Deus, adere a Deus.

“É uma enamorada disposta a servir a seu Senhor em tudo e imediatamente. Poderia ter pedido um pouco de tempo para pensar sobre isso, ou maiores explicações sobre o que aconteceria; talvez estabelecer alguma condição... Ao invés, não toma tempo, não faz Deus esperar, não adia.”

Os adiamentos em nossa vida

Quantas vezes nossa vida é feita de adiamentos, inclusive na vida espiritual! “Sei que é bom para mim rezar, mas hoje não tenho tempo; sei que ajudar alguém é importante, mas hoje não posso. Amanhã o farei, isto é, nunca”, observou Francisco.

Tendo ressaltado o “sim” incondicional de Maria que nos trouxe a salvação, o Santo Padre perguntou:

“E nós, quais ‘sim’ podemos dizer? Neste tempo difícil, em vez de nos lamentarmos do que a pandemia nos impede de fazer, façamos algo por aqueles que têm menos: não o enésimo presente para nós e para nossos amigos, mas para um necessitado em quem ninguém pensa!”

Não nos deixemos levar pelo consumismo

E antes da oração mariana o Papa deixou-nos outro conselho: “para que Jesus nasça em nós, preparemos o coração, rezemos, não nos deixemos levar pelo consumismo. ‘Ah, tenho que comprar presentes, tenho que fazer isto, isto...’ Aquele frenesi de fazer coisas, coisas, coisas... o importante é Jesus. Consumismo: o consumismo, irmãos e irmãs, nos sequestrou o Natal. O consumismo não está na manjedoura de Belém: ali está a realidade, a pobreza, o amor. Preparemos o coração como o de Maria: livre do mal, acolhedor, pronto para receber Deus".

"Faça-se em mim segundo a tua palavra". É a última frase da Virgem neste último domingo do Advento, e é o convite para dar um passo concreto em direção ao Natal. “Porque se o nascimento de Jesus não toca a vida, passa em vão.” No Angelus nós também diremos agora: "realize-se em mim a tua palavra": que Nossa Senhora nos ajude a dizê-lo com a vida, disse o Papa, concluindo, antes da oração mariana.

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Patriarcas e Chefes das Igrejas de Jerusalém divulgam mensagem de Natal

O nascimento de Jesus e a celebração de Sua Natividade “nos lembram constantemente que Deus está conosco e sempre estará”. Por esta razão, a iminente solenidade litúrgica do Natal do Senhor nos lembra de reconhecer que “a presença de Deus conosco é uma fonte de encorajamento e consolo em todas as circunstâncias, especialmente nestes tempos excepcionais marcados pela pandemia da Covid-19, a crise econômica, tantas injustiças e o aumento da violência contra os vulneráveis e fracos”.

É o que se lê na mensagem de Natal que os patriarcas e chefes das Igrejas de Jerusalém assinaram e divulgaram conjuntamente nesta sexta-feira, 18 de dezembro, expressando sua solidariedade e proximidade “a todas as pessoas no mundo inteiro afetadas pela pandemia e suas implicações em diferentes níveis, particularmente à população de Belém e seus arredores”.

Em sua mensagem, os chefes das Igrejas e comunidades cristãs em Jerusalém incluem algumas reflexões espirituais sobre o mistério da Natividade do Senhor e sobre a luz que este evento também lança sobre os acontecimentos do tempo presente. “Através da encarnação do Filho de Deus, o Verbo se fez carne”, lê-se na mensagem, “céu e terra se uniram, e o Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, foi envolto em faixas e colocado numa manjedoura”.

Os patriarcas e líderes das Igrejas em Jerusalém lembram que já naquela época os tempos eram ruins, e Jesus “nasceu num tempo de angústia, violência, exclusão e pobreza”. Ele compartilhou conosco a carne humana e suas limitações, exceto o pecado, para que, através de Sua paixão, morte e ressurreição, todos nós pudéssemos ter vida e tê-la em abundância. O dom de Deus para nós nestes tempos difíceis – comentam os signatários da mensagem – traz esperança, renovação e encorajamento a toda a criação, porque se Deus está conosco, então quem poderá ser contra nós?”

Em sua mensagem de Natal, os patriarcas e chefes das Igrejas de Jerusalém também incluem uma referência ao recente ato incendiário perpetrado na sexta-feira, 4 de dezembro, em Jerusalém contra a Basílica da Agonia, no pé do Monte das Oliveiras. “A presença das comunidades cristãs, juntamente com outras comunidades religiosas na Terra Santa – lê-se na mensagem –, continua sendo uma parte essencial do mosaico social, cultural e religioso do Oriente Médio. A recente profanação da Igreja da Agonia em Jerusalém não nos desencorajará de continuar em nossa missão pacífica e testemunho cristão”.

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Papa no Angelus: Natal é uma chance de ajudar os outros sem reclamar

O Papa Francisco conduziu a oração do Angelus na Praça de São Pedro no quarto e último domingo do Advento.

Refletindo acerca do Evangelho da Anunciação (Lc 1, 26-38), o Santo Padre disse que o convite a ser a Mãe do Messias traz consigo a pura alegria e a grande provação.

De acordo com o Evangelho, Maria estava noiva de José e enfrentaria a pena de morte se estivesse grávida.

“Certamente, a mensagem divina teria preenchido o coração de Maria de luz e força”, disse o Sucessor de Pedro. “No entanto, ela se viu diante de uma decisão crucial: dizer ‘sim’ a Deus, arriscando tudo, até mesmo sua vida, ou recusar o convite e continuar sua vida normal”.

O “sim” ativo a Deus

O Papa Francisco observou como Maria consentiu com o convite de Deus de maneira sincera: “Faça-se em mim segundo a Tua palavra”.

O Pontífice ressaltou que, no grego original, a expressão atribuída a Maria “indica um forte desejo, a firme vontade de que algo aconteça”.

Não foi um “sim” simples e submisso, disse o Papa. Maria ativamente se ligou a Deus. “Ela é uma mulher apaixonada preparada para servir ao seu Senhor completa e imediatamente”.

Maria, acrescentou, não hesita nem impõe condições a Deus.

Sem considerar o custo

O Papa refletiu sobre quantas vezes procrastinamos na vida, mesmo em nossa vida espiritual. O Santo Padre disse que sabemos como orar, mas dizemos que não temos tempo.

“’Sei que é importante ajudar alguém, mas hoje não posso. Farei isso amanhã’”

No entanto, ao cruzarmos o caminho do Natal, Maria nos convida a oferecer nosso “sim” de maneira rápida e corajosa, custe o que custar.

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Papa oferece três elementos-chave para fazer o bem durante o Advento

O Papa Francisco propôs que, durante o Advento que começou neste domingo, 29 de novembro, os fiéis possam se concentrar em três elementos para tirar o bem das dificuldades impostas pela pandemia: sobriedade, solidariedade e oração.

“Procuremos tirar o bem inclusive da difícil situação que a pandemia nos impõe: maior sobriedade, atenção discreta e respeitosa aos próximos que podem estar em necessidade, alguns momentos de oração em família, com simplicidade”, disse o Pontífice no final da oração do Ângelus do Palácio Apostólico do Vaticano.

“Estas três atitudes ajudar-nos-ão muito: maior sobriedade, atenção discreta e respeitosa aos próximos que podem estar em necessidade e depois, muito importante, alguns momentos de oração em família, com simplicidade”, reforçou no final.

Este pedido do Santo Padre junta-se a outro feito pouco antes, durante a Missa celebrada na Basílica de São Pedro.

Na homilia, o Pontífice convidou a pronunciar cada dia do Advento esta oração simples, mas espiritualmente profunda: "Vem, Senhor Jesus".

“Podemos dizê-la ao princípio de cada dia e repeti-la com frequência, antes das reuniões, do estudo, do trabalho e das decisões a tomar, nos momentos mais importantes e nos de provação”, sugeriu o Papa Francisco.

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6 recomendações da Igreja para viver o Advento

Advento é um tempo de preparação para receber o Natal, no qual celebramos o nascimento de Jesus Cristo; e para vivê-lo corretamente, o Vaticano elaborou uma série de recomendações.

As recomendações que apresentamos a seguir estão no Capítulo IV do Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia, elaborado pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos da Santa Sé e publicado em 2002.

1. Meditar sobre a fé e humildade de Maria

O Vaticano recordou que, durante o Advento, “a Liturgia celebra com frequência e de modo exemplar a Virgem Maria”, especialmente na Solenidade da Imaculada Conceição, celebrada em 8 de dezembro.

Por isso, convida a refletir sobre “a atitude de fé e de humildade com que Maria de Nazaré aderiu, total e imediatamente, ao projeto salvífico de Deus”. A Santa Sé recomendou rezar a Novena a Imaculada Conceição, a qual teve início em 29 de novembro e pode ser encontrada AQUI.

2. Não cair no consumismo

A Santa Sé advertiu que, atualmente, os valores do Advento se veem “ameaçados pelo costume de converter a preparação para o Natal em uma ‘operação comercial’ cheia de propostas vazias, procedentes de uma sociedade consumista”.

Por isso, recomendaram orar e meditar para não esquecer o sentido do Advento e celebrar o nascimento de Jesus “em um clima de sobriedade e de simplicidade alegre e com uma atitude de solidariedade para com os pobres e marginalizados”.

3. Que toda a família monte o presépio de Belém

A Santa Sé recomendou que toda a família participe na montagem do presépio, porque é uma oportunidade para que “entrem em contato com o mistério do Natal”.

Convidaram a que “se recolham em um momento de oração ou de leitura das páginas bíblicas referentes ao episódio do nascimento de Jesus”.

4. Rezar a Novena de Natal

O Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia indica que a Novena de Natal é um exercício de piedade valioso que ajuda a preparar o coração nos dias anteriores à celebração do nascimento do Menino Jesus.

Destacaram que é uma prática antiga que “nasceu para comunicar aos fiéis as riquezas de uma Liturgia à qual não tinham fácil acesso”.

A Novena de Natal começará no dia 16 de dezembro e terminará em 24 de dezembro.

5. Aprofundar-se nas leituras bíblicas que convidam à conversão

A Santa Sé recomendou aprofundar-se nas passagens bíblicas que são lidas durante o Advento, porque convidam à conversão “mediante a voz dos profetas e, sobretudo, de João Batista”.

Recordaram que “Deus mantinha, mediante as profecias, a esperança de Israel na vinda do Messias” e que “está solidamente enraizada no povo cristão a consciência da longa espera que precedeu a vinda do Salvador”.

6. Participar da oração da Coroa do Advento

O Vaticano indicou que a oração da coroa e acender as suas quatro velas se “tornou um símbolo do Advento nos lares cristãos”.

Destacaram que ao acender cada vela, correspondente aos quatro domingos do Advento, recorda-se “as diversas etapas da história da salvação antes de Cristo”.

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Igreja ganha 13 novos cardeais: amar Jesus e seguir seu caminho

A Igreja ganhou 13 novos cardeais. O Consistório aconteceu neste sábado, 28, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. A cerimônia foi iniciada com uma reflexão de Dom Mario Grech, um dos novos cardeais, sobre as circunstâncias dramáticas que a Igreja e o mundo vivem diante da pandemia da covid-19. Além disso, foi destacado o valor da Igreja ser sustentada pela esperança em tempos difíceis e sua opção por um caminho sinodal.

Na sequência, o Papa Francisco realizou uma oração, seguida da leitura de um texto bíblico do Livro dos Atos dos Apóstolos. Em sua reflexão para a ocasião, o Pontífice recordou o conteúdo do evangelho, que retratava Jesus e seus discípulos a caminho de Jerusalém. A cena, descrita por São Marcos, é sobre o caminho da vida, da história e da salvação.

O Santo Padre apontou que a cruz e a ressurreição representam a história da humanidade, e comentou que o texto costuma acompanhar a cerimônia do Consistório. “É uma indicação de percurso para os que estão a caminho junto com Jesus. Dá sentido à vida e ao ministério”.

São Marcos destaca no texto que, ao longo do caminho para Jerusalém, os discípulos estavam com medo, assustados, porque sabiam o que os esperava em Jerusalém. Jesus, que conhecia o estado de ânimo daqueles que o seguiam, não os abandona. “Jesus nunca abandona seus amigos”, sublinhou.

“Tudo que Jesus faz, faz é por nós e pela nossa salvação”, afirmou Francisco. No evangelho, o Papa relata que Jesus prepara os apóstolos para a provação que se aproximava e, sabendo que o coração dos discípulos estava conturbado, contou pela terceira vez o que iria acontecer: o anuncio da sua morte e ressurreição. Jesus se identifica tanto com este caminho, que Ele afirma ser este caminho, frisou o Pontífice.

Thiago e João, como conta o texto, separam-se dos outros e pedem a Jesus para que reserve um lugar a sua direita e esquerda para ocuparem respectivamente. “Este não é o caminho de Jesus, este é o outro caminho. É o caminho de pessoas que, sem se dar conta, se aproveitam de Jesus e buscam seu próprio interesse e não os de Cristo”.

Depois de ouvir Thiago e João, Jesus responde: vós não sabeis o que pedis. O Santo Padre comenta que Cristo os desculpa, mas também os censura. “O que eles falaram está fora do caminho, e ele os repreende como se todos estivessem tentados a seguir fora do caminho”.

Consistório realizado neste sábado, 28/ Foto: Reprodução – Vatican Media

“Todos amamos Jesus e queremos segui-lo, mas precisamos ficar atentos ao seguir o caminho, para que nosso coração não nos leve para fora do caminho”, alertou. O Papa citou corrupções que tiram os sacerdotes do caminho e pediu aos novos cardeais que não deixem o título os impedir de ver o verdadeiro caminho.

“Impressiona-me o contaste nítido de Jesus com os discípulos. Ele está no caminho e eles foram do caminho. Só Jesus pode salvá-los, só a sua cruz e ressurreição. Por eles e por todos, Cristo sobe para Jerusalém, tem seu corpo dividido e sangue derramado”.

Este texto, aponta o Papa, foi inserido no livro dos Atos dos Apóstolos, pois é um evangelho que salva. “Apesar da má figura dos 12, o texto traz a verdade sobre Jesus e nós. Devemos espelhar-nos nessa palavra. Ela liberta e converte”, concluiu.

Após a homilia, o Pontífice citou o nome de todos os novos cardeais e impôs sobre eles o solidéu. Em seguida, o Santo Padre os entregou o barrete e o anel. Com este consistório, Francisco elevou o número de cardeais para 229, sendo 101 deles não eleitores.

Foram criados cardeais o secretário do Sínodo dos Bispos, o maltês Mario Grech; o italiano Marcello Semeraro, ex-bispo de Albano e novo Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos; o arcebispo de Kigali, Ruanda, Antoine Kambanda; o arcebispo de Washington, EUA, Wilton Gregory; o arcebispo de Capiz, Filipinas, José Fuerte Advincula; o arcebispo de Santiago, Chile, Celestino Aós Braco; o vigário apostólico de Brunei, Cornelius Sim; o arcebispo de Siena, Itália, Augusto Paolo Lojudice. Com eles o Papa nomeou também o atual Guardião do Sagrado Convento de Assis, o padre Mauro Gambetti.

 

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Papa: despertar do sono da mediocridade e da indiferença com o amor

“Senhor, fazei-nos sentir o desejo de rezar e a necessidade de amar.” Com essa invocação, o Papa Francisco concluiu sua homilia ao presidir à Santa Missa na Basílica de São Pedro neste I Domingo do Advento.

Concelebraram com o Pontífice os cardeais criados neste sábado, 28, no Consistório Ordinário Público. Ao comentar as leituras do dia, Francisco ressalta duas palavras: proximidade e vigilância.

Proximidade de Deus e vigilância nossa

O Advento, afirmou, é o tempo para nos lembrarmos da proximidade de Deus, que desceu até nós. O primeiro passo da fé, explicou, é dizer ao Senhor que precisamos Dele, da sua proximidade. E a primeira mensagem do Advento e do Ano Litúrgico é também reconhecer Deus próximo.

“Façamos nossa esta invocação caraterística do Advento: «Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22, 20). Podemos dizê-la ao princípio de cada dia e repeti-la com frequência, antes das reuniões, do estudo, do trabalho e das decisões a tomar, nos momentos importantes e de provação: Vem, Senhor Jesus!”

Invocando assim a sua proximidade, treinaremos a nossa vigilância. Essa palavra, aliás, é repetida quatro vezes no Evangelho deste domingo. É importante permanecer vigilantes, porque na vida é um erro perder-se em mil coisas e não se dar conta de Deus. Arrastados pelos nossos interesses e distraídos por tantas vaidades, corremos o risco de perder o essencial. Vigiar é não se deixar dominar pelo desânimo, é viver na esperança.

A fé é o contrário da mediocridade

Para o Pontífice, dois sonos nos ameaçam: o sono da mediocridade e o da indiferença.

A mediocridade sobrevém quando esquecemos o primeiro amor e avançamos apenas por inércia, prestando atenção somente a viver tranquilos.

“E isto corrói a fé, porque a fé é o contrário da mediocridade: é desejo ardente de Deus, audácia contínua em converter-se, coragem de amar, é caminhar sempre para diante. A fé não é água que apaga, mas fogo que queima.”

A vigilância da oração é o que pode nos despertar do sono da mediocridade. A oração oxigena a vida: tal como não se pode viver sem respirar, assim também não se pode ser cristão sem rezar.

Não se pode ser cristão sem caridade

Já quem dorme o sono da indiferença vê tudo igual, não se interessa por quem está perto dele. “Quando orbitamos apenas em torno de nós mesmos e das nossas necessidades, indiferentes às dos outros, a noite desce sobre o coração”, disse o Papa.

Trata-se de um sono que atualmente acomete a muitos e só poderemos despertar com a vigilância da caridade.
“A caridade é o coração pulsante do cristão: tal como não se pode viver sem pulsação, assim também não se pode ser cristão sem caridade.”

Ajudar os outros não é ser perdedor; pelo contrário, é ser vitorioso, pois é com as obras de misericórdia que nos aproximamos do Senhor.

“Rezar e amar: aqui está a vigilância. Quando a Igreja adora a Deus e serve o próximo, não vive na noite. Ainda que esteja cansada e provada, caminha rumo ao Senhor.”

O convite final do Papa é para fazer a seguinte invocação: “Vinde, Senhor Jesus! Vós sois a luz: despertai-nos do sono da mediocridade; despertai-nos das trevas da indiferença. Vinde, Senhor Jesus! Tornai vigilantes os nossos corações distraídos: fazei-nos sentir o desejo de rezar e a necessidade de amar”.

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Angelus: nas tempestades da vida Deus estende sempre a sua mão

No Angelus deste domingo, primeiro do tempo de Advento, o Papa Francisco recordou que “a liturgia de hoje convida-nos a viver o primeiro ‘tempo forte’ do ano litúrgico, o Advento, que nos prepara para o Natal, como um tempo de espera e de esperança:

“O nosso Deus é o Deus que vem: Ele não desilude a nossa espera! Ele veio num momento preciso da história e tornou-se homem para tomar sobre Si os nossos pecados; Ele virá no fim dos tempos como juiz universal; Ele vem todos os dias a visitar o Seu povo, a visitar todos os homens e mulheres que O acolhem na Palavra, nos Sacramentos, nos seus irmãos e irmãs”.

Jesus, diz a Bíblia, está à porta e bate. Todos os dias. Ele — continuou o Papa — está à porta dos nossos corações. Ele bate. “Você consegue ouvir o Senhor bater à porta? Quem veio hoje visitar você, que bate no seu coração com uma inquietação, com uma ideia, com uma inspiração? Ele veio a Belém, virá no fim do mundo. Mas todos os dias ele vem até nós. Estejam atentos, veja o que vocês sentem no coração quando o Senhor bate à porta”.

A coragem nasce da esperança

A vida”, disse o Pontífice, “é feita de altos e baixos, de luzes e sombras”. Cada um de nós experimenta momentos de desilusão, de fracasso e desorientação:

“Além disso, a situação em que vivemos, marcada pela pandemia, gera em muitas pessoas preocupação, medo e desânimo; corremos o risco de cair no pessimismo, no fechamento e na apatia. Como devemos reagir a isso? O Salmista sugere-nos: “Nossa alma espera pelo Senhor, é ele o nosso auxílio e o nosso escudo. Nele se alegra o nosso coração” (Sl 32,20-21). A espera confiante do Senhor faz-nos encontrar conforto e coragem nos momentos sombrios da existência. E de onde nasce esta coragem e esta aposta confiante? Nasce da esperança”.

Deus estende sempre a sua mão

A esperança, disse enfim o Papa, marca este período do ano litúrgico de preparação para o Natal:

“O Advento é um apelo incessante à esperança: recorda-nos que Deus está presente na história para o conduzi-la ao seu fim último e à sua plenitude, que é o Senhor Jesus Cristo. Deus está presente na história da humanidade, Ele é o ‘Deus conosco’, Ele caminha ao nosso lado para nos apoiar. O Senhor nunca nos abandona; Ele nos acompanha nos nossos acontecimentos existenciais para nos ajudar a descobrir o significado do caminho, o significado da vida quotidiana, para infundir coragem nas provações e na dor. Em meio às tempestades da vida, Deus estende sempre a sua mão para nós e liberta-nos das ameaças.”

Na conclusão, o Papa invocou Maria Santíssima, mulher de expectativa, para que “acompanhe os nossos passos neste novo ano litúrgico que estamos iniciando, e nos ajude a cumprir a tarefa dos discípulos de Jesus, indicada pelo apóstolo Pedro: dar razão à esperança que há em nós”.

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Papa Francisco e novos cardeais visitam o Papa Emérito Bento XVI

Ao final da celebração do Consistório Ordinário Público, que ocorreu no último sábado, 28, o Papa Francisco e os novos cardeais realizaram uma visita a Bento XVI, na capela do Mosteiro “Mater Ecclesiae”.

Uma nota da Sala de Imprensa da Santa Sé informa que, num clima de afeto, os cardeais se apresentaram individualmente ao Papa Emérito, que expressou a própria alegria pela visita e, depois do canto da Salve Rainha, concedeu a sua bênção.

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A oração pode mudar a realidade e os corações, frisa Papa para dezembro

O vídeo com a intenção de oração do Papa Francisco para o mês de dezembro – “O Vídeo do Papa” – foi divulgado nesta terça-feira, 1º. Francisco reza por uma vida de oração, destacando que a oração é o coração da missão da Igreja.

“A oração é a chave para podermos entrar em diálogo com o Pai. Cada vez que lemos uma pequena passagem do Evangelho, escutamos Jesus que nos fala. Conversamos com Jesus. Escutamos Jesus e respondemos. E isso é a oração”, diz o Papa no vídeo

Francisco acrescenta que, rezando, muda-se a realidade e os corações, que as coisas não funcionam sem a oração. “Rezemos para que nossa relação com Jesus Cristo se alimente da Palavra de Deus e de uma vida de oração”.

O próprio Papa é um homem de oração, e o Vídeo do Papa testemunha isso com imagens tiradas dos momentos mais emocionantes de 2020: oração pela pandemia na Praça de São Pedro vazia; sua peregrinação ao crucifixo de São Marcelo na Via del Corso, no centro de Roma; os momentos de recolhimento diante do ícone bizantino da Salus Populi Romani na Basílica Romana de Santa Maria Maior.

O vídeo deste mês termina com o convite de Francisco à oração, em que ele guarda silêncio por alguns momentos, durante a Audiência com a Rede Mundial de Oração do Papa no seu 175º aniversário.

“Foi um dos momentos mais intensos da celebração. O Santo Padre convidou a um longo tempo de oração, na Sala Paulo VI, em um imponente clima de silêncio e recolhimento com mais de 5.000 pessoas. E aí ele deixou bem claro que a oração e a missão da Igreja estão intimamente ligadas”, afirma o Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, padre Frédéric Fornos S.J.

O sacerdote destaca que a missão da Igreja está a serviço dos desafios do mundo e isso não é possível sem a oração.

 

 

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Aprender a não amaldiçoar, mas a abençoar, pede Papa

O Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a oração, na Audiência Geral desta quarta-feira (02/12). “A bênção”, uma dimensão essencial da oração, foi o tema deste encontro semanal realizado na Biblioteca do Palácio Apostólico, por causa da pandemia de coronavírus.

“Nas narrações da criação Deus abençoa continuamente a vida. Abençoa os animais, abençoa o homem e a  mulher, e no final abençoa o sábado, dia de descanso e de fruição de toda a criação. Nas primeiras páginas da Bíblia, é uma repetição contínua de bênçãos. Deus abençoa, mas também os homens abençoam, e depressa descobre-se que a bênção possui uma força especial, que acompanha o destinatário ao longo da vida e dispõe o coração humano a deixar-se mudar por Deus”, disse o Papa.

O Santo Padre afirmou que no início do mundo há Deus que “diz bem”, que bendiz, e vê que cada obra das suas mãos é boa e bela, e quando chega ao homem e completa-se a criação, Ele reconhece que é muito boa. Pouco tempo depois, aquela beleza que Deus imprimiu na sua obra foi alterada e o ser humano torna-se uma criatura degenerada, capaz de difundir o mal e a morte no mundo; mas Francisco frisa que nada poderá apagar a primeira marca de Deus, uma marca de bondade que Deus colocou no mundo, na natureza humana, em todos: a capacidade de abençoar e ser abençoado.

“Deus não errou com a criação, nem com a criação do homem. A esperança do mundo reside completamente na bênção de Deus: Ele continua a nos amar, Ele primeiro, como diz o poeta Péguy, continua a esperar o nosso bem”. O Papa continuou destacando que a grande bênção de Deus é Jesus Cristo, é o grande dom de Deus, é o seu filho. “Uma bênção para toda a humanidade, uma bênção salvou todos nós. Ele é a Palavra eterna com o qual o Pai nos abençoou, «quando éramos ainda pecadores», diz São Paulo: Palavra que se fez carne e foi oferecida por nós na cruz”.

Francisco sublinhou então que não há pecado que possa cancelar completamente a imagem de Cristo presente em cada um. “Nenhum pecado pode cancelar aquela imagem que Deus nos deu. A imagem de Cristo. Pode desfigurá-la, mas não a pode subtrair à misericórdia de Deus. Um pecador pode permanecer nos seus erros por muito tempo, mas Deus é paciente até ao fim, esperando que no final aquele coração se abra e mude. Deus é como um bom pai, é um bom pai, e como uma boa mãe. Ele também é uma boa mãe: nunca deixam de amar o seu filho, por mais que ele possa errar, sempre.”

O Pontífice relembrou as muitas vezes que viu as pessoas fazendo fila para entrar nos cárceres, as muitos mães que esperavam ali na fila para ver o seu filho preso. Segundo o Papa, elas não deixam de amar o filho, elas sabem que as pessoas que passam nos ônibus, dizem: “Esta é a mãe do encarcerado”, mas não tem vergonha disso, aliás, tem vergonha, mas vão adiante porque é mais importante o filho do que a vergonha. Para Deus, Francisco destaca que homens e mulheres são mais importantes do que todos os pecados que cometem. Porque Ele é Pai, Ele é mãe, Ele é puro amor, Ele abençoou todos para sempre e nunca deixou de abençoar.

“Uma forte experiência é ler estes textos bíblicos de bênção numa prisão, ou numa comunidade de recuperação. Fazer com que as pessoas que permanecem abençoadas apesar dos seus graves erros, sintam que o Pai celestial continua a amá-las e espera que elas finalmente se abram ao bem”, disse ainda o Papa. “Se até os seus parentes mais próximos os abandonaram, e muitos deixam e não são como aquelas mães que enfrentam fila ver os filhos, não importa, os abandonaram porque são considerados irrecuperáveis, para Deus continuam sendo sempre filhos. Deus não pode cancelar em nós a imagem de filho. Cada um de nós é filho, é filha. Às vezes acontecem milagres: homens e mulheres renascem. Porque encontram essa bênção que os ungiu como filhos. Porque a graça de Deus muda a vida: aceita-nos como somos, mas nunca nos deixa como somos.”

Pensar no que Jesus fez com Zaqueu, pediu o Santo Padre: todos viam nele o mal; ao contrário, Jesus viu nele um vislumbre de bem, e dali, da sua curiosidade em ver Jesus, fez passar a misericórdia que salva. “Foi assim que primeiro mudou o coração e depois a vida de Zaqueu. Nas pessoas menosprezadas e rejeitadas, Jesus via a bênção indelével do Pai. Este é um pecador público, fez muitas coisas ruins, mas Jesus via o sinal indelével da bênção do Pai. E teve compaixão, como diz o Evangelho. Aquela compaixão muda o seu coração. Mais ainda, chegou a identificar-se com cada pessoa em necessidade”. Jesus dirá: eu estava ali, eu estava doente, afamado, nu, encarcerado, no hospital. Eu estava ali, comentou o Papa.

A Deus que abençoa, é preciso também responder abençoando, destacou Francisco. Deus ensinou a abençoar e todos devem abençoar. “É a oração de louvor, de adoração, de ação de graças. A oração é alegria e gratidão”. O Pontífice recordou que Deus não esperou que todos se convertessem para começar a amar, mas o fez muito antes, quando ainda estavam no pecado.

“Não podemos apenas bendizer este Deus que nos abençoa. Devemos bendizer tudo Nele. Todas as pessoas. Bendizer a Deus é abençoar todos os irmãos, abençoar o mundo. Esta é a raiz da mansidão cristã. A capacidade de se sentir abençoado e a capacidade de abençoar. Se todos nós fizéssemos assim certamente não haveriam as guerras. Este mundo precisa de bênção e nós podemos dar e receber a bênção. O Pai nos ama. E tudo o que nos resta é a alegria de o abençoar e lhe agradecer, e de aprender com Ele a não amaldiçoar, mas a abençoar”.

O Papa destacou então que esta é uma palavra para as pessoas que são acostumadas a amaldiçoar, as pessoas que têm sempre na boca e no coração uma  palavra ruim, uma maldição. “Cada um de nós deve pensar: ‘Tenho o costume de amaldiçoar’ e pedir ao Senhor a graça de mudar esse costume, porque temos um coração abençoado e de um coração abençoado não pode sair a maldição. Que o Senhor nos ensine a nunca a amaldiçoar, mas a abençoar”.

 

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O Papa: educação, abrir-se ao grito que vem de cada ser humano e da Criação

Francisco agradece e saúda os responsáveis dos diversos Institutos de Vida Consagrada que participam e tornaram possível o encontro sobre o desafio de reconstrução do Pacto Educativo Global que se realiza on-line a partir desta quinta-feira (12/11).

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Francisco enviou uma mensagem ao prepósito-geral da Ordem dos Clérigos Regulares Pobres da Mãe de Deus das Escolas Pias, mais conhecida como Escolápios, pe. Pedro Aguado Cuesta, por ocasião do encontro, promovido pela ordem, sobre o desafio de reconstrução do Pacto Educativo Global que se realiza on-line, por causa da pandemia de coronavírus, a partir desta quinta-feira (12/11) e prossegue até sábado 14. Francisco agradece e saúda os responsáveis dos diversos Institutos de Vida Consagrada que participam e tornaram possível este evento.

Ouça e compartilhe

“A Vida Consagrada sempre esteve na vanguarda da tarefa educacional”, ressalta o Papa, citando como exemplo o fundador dos Escolápios, São José de Calasanz, que construiu a primeira escola para crianças, mas também os religiosos que o educaram e muito antes os mosteiros medievais que preservaram e difundiram a cultura clássica”. Segundo Francisco, “desta raiz forte surgiram carismas diferentes em todas as épocas da história que, por dom de Deus, souberam adaptar-se às necessidades e desafios de cada tempo e lugar. Hoje, a Igreja os chama a renovar este propósito a partir de sua própria identidade, e eu lhes agradeço por ter assumido este testemunho com tanta determinação e entusiasmo”.

Focalizar

A seguir, o Papa sintetiza em três linhas de ação concretas os sete compromissos essenciais do Pacto Educativo Global que está sendo promovido: focalizar, acolher e envolver.

“Focalizar no que é importante é colocar a pessoa no centro”, ressalta o Pontífice, “no seu valor, na sua dignidade, fazer sobressair a sua especificidade, a sua beleza, a sua singularidade e, ao mesmo tempo, a sua capacidade de se relacionar com os outros e com a realidade que a rodeia. Valorizar a pessoa faz da educação um meio para que as nossas crianças e jovens cresçam e amadureçam, adquirindo as habilidades e os recursos necessários para construirmos juntos um futuro de justiça e paz. Trabalhamos para as pessoas, são elas que formam as sociedades e estruturam uma única humanidade, chamada por Deus a ser o seu Povo eleito”.

Acolher

Segundo o Papa, para conseguir isso, é necessário o acolhimento, que “significa ouvir o outro, os destinatários de nosso serviço, as crianças e os jovens. Isso implica que pais, alunos e autoridades, os principais agentes da educação, escutem outros tipos de sons, que não são simplesmente os do nosso círculo educacional. Isso os impedirá de se fecharem em sua própria autorreferencialidade e os fará abrir-se ao grito que vem de cada ser humano e da Criação. Precisamos incentivar as nossas crianças e jovens a aprenderem a se relacionar, a trabalhar em grupo, a ter uma atitude empática que rejeita a cultura do descarte. Da mesma forma, é importante que aprendam a salvaguardar a nossa Casa comum, protegendo-a da exploração de seus recursos, adotando estilos de vida mais sóbrios e procurando fazer pleno uso de energias renováveis que respeitem o ambiente humano e natural, respeitando os princípios de subsidiariedade e solidariedade e a economia circular”.

Envolver

“A última linha de ação é decisiva: envolver”, ressalta o Papa. “A atitude de escuta, definida em todos esses compromissos, não pode ser entendida como mero ouvir e esquecer, mas tem que ser uma plataforma que permita a todos de se comprometerem ativamente neste trabalho educacional, cada um a partir de sua especificidade e responsabilidade. Envolver-se e engajar-se significa trabalhar para dar às crianças e jovens a possibilidade de ver este mundo que deixamos como um legado com um olhar crítico, capaz de entender os problemas nas áreas da economia, da política, crescimento e progresso, e propor soluções que estejam a serviço do ser humano e de toda a família humana, na perspectiva de uma ecologia integral”.

Francisco conclui a mensagem, afirmando que acompanha com suas “orações os esforços de todos os Institutos representados neste evento, e de todos os consagrados e leigos que trabalham no campo da educação, pedindo ao Senhor que a Vida Consagrada seja também parte essencial do Pacto Educativo Global neste momento histórico”.

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Alimento e teste da Covid-19 para os indigentes, a caridade do Papa não pára

Dom Rino Fisichella apresentou nesta quinta-feira na Sala de Imprensa vaticana as iniciativas para o quarto Dia Mundial dos Pobres, em 15 de novembro próximo, com a Missa celebrada pelo Papa na Basílica de São Pedro na presença de cerca de uma centena de pessoas. Ativada uma rede de solidariedade para levar alimentos, máscaras e ajuda a milhares de famílias.

Debora Donnini, Silvonei José – Vatican News

No ambulatório sob a Colunata na Praça São Pedro, aberto das 8h às 14h, gerida pela Esmolaria Apostólica, as pessoas necessitadas, que devem ter acesso aos dormitórios ou que queiram regressar à sua terra natal, podem realizar o teste da Covid-19. Este é um dos sinais concretos para o quarto Dia Mundial dos Pobres, que se celebra no domingo, 15 de novembro. Em duas semanas, foram realizados 50 testes por dia. A pandemia, portanto, não pára a solidariedade, embora mudando, em parte, o "rosto" dos tradicionais sinais realizados para a ocasião, tais como o almoço dos pobres com o Papa e a clínica médica na Praça São Pedro, que foram suspensos.

Missa no domingo 15 de novembro

A apresentar este Dia durante a coletiva de imprensa online organizada pela Sala de Imprensa vaticana foi dom Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. Um evento importante para todas as Dioceses do mundo, enfatiza ele, para manter vivo o sentido de fraternidade para com as pessoas mais desfavorecidas. Na Missa com o Papa no domingo na Basílica de São Pedro", disse dom Fisichella, "apenas 100 pessoas estarão presentes, representando todos os pobres do mundo, juntamente com voluntários e benfeitores. E alguns dos presentes irão proclamar as leituras litúrgicas. A celebração eucarística será transmitida ao vivo, com comentários em português em streaming no portal Vatican News.

Temos responsabilidade para com os outros

Dom Fisichella retoma o significado profundo deste Dia que ocorre no XXXIII Domingo do Tempo Comum e foi instituído pelo Papa Francisco como um sinal concreto com a Carta Apostólica Misericordia et misera, no final do Jubileu da Misericórdia em 2016. "Estendei a mão aos pobres" - expressão retirada do Livro da Sabedoria - é o tema escolhido este ano como expresso na Mensagem do Papa para este IV Dia, recorda o prelado ao sublinhar a urgência à qual a pandemia submeteu o mundo inteiro e ao recordar como cada vez mais famílias estão em dificuldades. "Nestes meses, em que o mundo inteiro tem sido como que dominado por um vírus que trouxe dor e morte, desânimo e perplexidade, quantas mãos estendidas conseguimos ver", escreveu o Papa, recordando que "este é um momento favorável para sentir uma vez mais que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade uns para com os outros e para com o mundo”.

Alimentos e máscaras

"Mais uma vez o Papa Francisco também estendeu a sua mão com várias iniciativas para tornar este Dia concreto", salienta o prelado. Não faltam, de fato, iniciativas de apoio alimentar graças à extensa generosidade de alguns benfeitores. Por conseguinte, foram realizados sinais que expressam a atenção do Papa Francisco. "Com o grande apoio de Roma Cares e a generosidade de Elite supermercados, enviaremos nestes dias 5.000 pacotes de bens de primeira necessidade às famílias de cerca de sessenta paróquias romanas que, especialmente neste período, se encontram em dificuldades", diz dom Fisichella. Para além de alimentos de vários tipos, serão também a enviadas algumas máscaras e um bilhete com uma oração do Papa Francisco. O "obrigado" do prelado vai então para o CEO do time do Roma Guido Fienga para Roma Cares e à família Fedeli, proprietária de Elite supermercados. Os pacotes foram embalados por um grupo de vinte jovens atualmente à espera de emprego.

Dom Fisichella menciona também a fábrica de massas "La Molisana" que também este ano - diz - quis estar presente "nas nossas iniciativas com 2,5 toneladas da famosa massa, que serão destinadas a várias Casas Família e Associações de Caridade". Assim como a Société des Centres Commerciaux Italia s.r.l. e a Fundação Robert Halley, que quiseram apoiar as iniciativas do Santo Padre com a sua generosidade em favor dos muitos pobres. Além disso, com o apoio da UnipolSai Assicurazioni, foi enviado um primeiro lote de 350.000 máscaras para pelo menos 15.000 estudantes de escolas de vários níveis, especialmente nos grandes subúrbios da cidade - um sinal de apoio e um convite aos jovens para não subestimarem os perigos da pandemia.

As mãos e o sorriso

Para o Dia também este ano foi preparado um Subsídio Pastoral, traduzido em cinco línguas: trata-se - assinala dom Fisichella – de "um instrumento eficaz para que o Dia não se limite apenas a iniciativas caritativas, mas essas iniciativas sejam apoiadas pela oração pessoal e comunitária". Finalmente, o prelado volta a citar a Mensagem para  quarto Dia em que o Papa, comentando a frase do Livro da Sabedoria "Em todas as suas ações, lembre-se do seu fim", revela como o texto se presta a uma dupla interpretação: por um lado para ter em mente o fim da existência, uma atitude que nos impele a levar uma vida com atenção aos mais pobres; por outro lado, podemos compreender o fim da vida como um projeto a ser cumprido. E o fim de cada ação só pode ser o amor. Um amor que se exprime não só com a mão estendida mas também com o sorriso "de quem", escreveu o Papa, "não faz pesar a sua presença e a ajuda que oferece, mas regozija-se somente em viver o estilo dos discípulos de Cristo". Um dia, então, ao qual se preparar, estendendo as mãos e abrindo o coração ao sorriso dos outros, reagindo desta forma à cultura dos descartados para abraçar a da fraternidade. 

fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2020-11/alimento-e-testes-covid-para-os-indigentes-a-caridade-do-papa.html

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JMJ 2023: plataformas digitais propõem orações mensais

As plataformas digitais Click To Pray e o Passo a-Rezar propõem, a partir deste mês de novembro, um conjunto de propostas de oração mensais de preparação para Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023.

Nos primeiros sábados de cada mês, o Passo-a-Rezar divulga uma oração que é também um convite dirigido a todos os jovens para participarem do espírito da JMJ e para se envolverem no caminho de preparação até 2023. As meditações são propostas pela organização da Jornada Mundial da Juventude e lidas por jovens portugueses. Esta parceria tem início neste sábado, 7.

Pensando nos jovens de todo o mundo, a equipe portuguesa do Click To Pray prepara ainda as propostas de oração da manhã e da tarde em todos os dias 23 de cada mês. Estas meditações são inspiradas nas reflexões e discursos do Papa Francisco aos jovens, ao longo do pontificado, e traduzidas em todas as línguas da plataforma Click To Pray: português, espanhol, francês, inglês, italiano, alemão, chinês, vietnamita e japonês.

A preparação da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 no Click To Pray e no Passo-a-Rezar resulta de uma parceria entre o Comité Organizador Local da JMJ Lisboa 2023 e a Rede Mundial de Oração do Papa, que gere as plataformas digitais Click To Pray (a aplicação oficial de oração do Papa Francisco) e Passo-a-Rezar (que propõe passos diários de oração através das redes sociais).

As propostas de oração são divulgadas através dos canais de comunicação e redes sociais da JMJ Lisboa 2023 e da Rede Mundial de Oração do Papa, a nível nacional (Passo-a-Rezar) e internacional (Click To Pray).

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Caridade, não o egoísmo, prepara para o encontro com Deus

O trecho do Evangelho deste domingo (Mt 25,1-13) nos convida a prolongar a reflexão sobre a vida eterna, iniciada por ocasião da Festa de Todos os Santos e da Comemoração de Finados. Jesus narra a parábola das 10 virgens convidadas a uma festa nupcial, símbolo do Reino dos céus.

No tempo de Jesus, havia o hábito de celebrar as núpcias à noite, portanto o cortejo dos convidados deveria se realizar com as lâmpadas acesas.

Algumas jovens são imprevidentes: pegam as lâmpadas, mas não pegam o óleo; as sábias, ao invés, pegam os dois. O esposo demora para chegar e todos acabam cochilando. Quando é anunciado, as imprevidentes vão comprar o óleo e o esposo chega neste momento. As jovens sábias entram com ele para a festa do casamento; outras chegaram demasiado tarde e são recusadas.

Fé e caridade

Com esta parábola, explicou o Papa, Jesus quer nos dizer que devemos estar preparados para o encontro com Ele. “Não somente para o encontro final, mas também para os pequenos e grandes encontros de todos os dias.”

Não é suficiente a lâmpada da fé, mas é necessário também o óleo da caridade e das boas obras. Ser sábios e prudentes significa não esperar o último momento para corresponder à graça de Deus, mas fazê-lo ativamente desde já, começar agora:

“Sim, mais para frente me converto. Converta-se agora! Mude hoje de vida! — “Sim, sim: amanhã”. Para dizer o mesmo amanhã, que jamais chegará. Hoje!”

Viver o hoje repleto de esperança

Se quisermos estar prontos para o último encontro com o Senhor, devemos desde já cooperar com Ele e realizar boas ações inspiradas no seu amor.

Mas infelizmente, lamenta Francisco, se esquece que a meta da nossa vida é o encontro definitivo com Deus, perdendo assim o sentido da espera e absolutizando o presente.

“Quando alguém absolutiza o presente, olha somente para o presente, perde o sentido da espera, que é tão bonito. Esperar o Senhor é tão necessário e nos tira das contradições do momento.”

E então a preocupação é somente possuir, emergir, estabilizar-se. “Sempre mais.”

Se deixarmos guiar por aquilo que parece mais atraente, pela busca dos nossos interesses, a nossa vida se torna estéril, disse ainda Francisco; não acumularemos nenhuma reserva de óleo para a nossa lâmpada, e esta se apagará antes do encontro com o Senhor.

“Devemos viver o hoje, mas o hoje que vai em direção ao amanhã, em direção àquele encontro, o hoje repleto de esperança.”

Ao invés, se formos vigilantes e fizermos o bem correspondendo à graça de Deus, podermos aguardar com serenidade a chegado do esposo, mesmo dormindo, porque temos a reserva de óleo acumulada com as boas obras de todos os dias, “acumulada com a espera do Senhor, que Ele venha o mais rápido possível e que venha para me levar com Ele”.

Invoquemos a intercessão de Maria Santíssima, concluiu o Papa, “para que nos ajude a viver, como Ela fez, uma fé atuante: essa é a lâmpada luminosa com a qual podemos atravessar a noite além da morte e alcançar a grande festa da vida”.

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PELO BRASIL: INICIATIVAS DE PLANTIO DE ÁRVORES PARA O DIA DE FINADOS, 2 DE NOVEMBRO

Em sintonia com a campanha É Tempo de Cuidar da Saudade e da Casa Comum lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o arcebispo da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, cardeal Orani Tempesta, irá plantar uma muda de jequitibá-açu (Cariniana ianerensis) no Jardim in Memoriam, no Cemitério da Penitência, no Caju, no próximo dia 2 de novembro, Dia de Finados.  O jequitibá-açu é árvore-símbolo do Rio de Janeiro, a espécie está em extinção e representa a perpetuidade e a evolução da vida. O plantio será logo após a missa que dom Orani presidirá no cemitério, às 7h30.

arquidiocese de Manaus, em meio as orientações para as celebrações do Dia de Finados, pediu que todas as comunidades iniciassem as celebrações com o plantio de uma árvore, em memória daqueles que morreram na pandemia do novo Coronavírus.

“O Dia de Finados lembra os mortos, mas lembra que somos vivos e vivemos da vida nova ofertada por Jesus com sua morte de cruz e ressurreição. Por isso, queremos lembrar os mortos lembrando a vida: a morte de nossos irmãos e irmãos, mas também a morte da natureza. Vivemos o padecer da natureza e sua morte nas queimadas na região amazônica e no Pantanal”, afirmou dom Leonardo Steiner na carta enviada às paróquias e áreas missionárias.

E diante deste apelo, arquidiocese de Manaus (AM) lançou a Campanha Árvore da Esperança, que acontecerá de 2 de novembro a 8 de dezembro, começando com a missa de finados, às 7h30, na Catedral Metropolitana de Manaus, que iniciará com o plantio de uma muda de árvore na Praça Osvaldo Cruz, conhecida como Praça da Matriz.

A Catedral Metropolitana está solicitando apoios para obter mudas a serem distribuídas às comunidades, e já conseguiu parceria com a Fundação Rede Amazônica, o Instituto Soka e a Embrapa. As mudas devem ser solicitadas por meio do e-mail secretaria@catedralnsconceicao.org, com o assunto “Solicitação para pegar mudas de árvore”.

No Regional Sul 2 da CNBB, que compreende o Estado do Paraná, aproveitando que os colaboradores do regional já estariam reunidos no fim de semana no Centro São João Diego para uma atividade que antecede o Dia de Finados, serão plantadas 20 árvores, em homenagem às 18 dioceses e às duas eparquias ucranianas. O plantio tem início no sábado e se estende até a segunda-feira. As mudas de ipês foram doadas pela Secretaria do Meio Ambiente do município de Guarapuava, onde está localizado a casa de retiros e eventos do regional. 

É Tempo de Cuidar da Saudade e da Casa Comum

Os plantios se somam à campanha “É tempo de cuidar da saudade e da Casa Comum”, lançada pela CNBB por ocasião do Dia de Finados, celebrado dia 2 de novembro. Uma série de cards e vídeo para as redes sociais e spot de divulgação foram preparados e estão disponíveis para download no hotsite da campanha, que está hospedado aqui no site da CNBB.

A iniciativa que convida os brasileiros a plantarem uma árvore em homenagem aos que faleceram, especialmente os vitimados pela pandemia da Covid-19, faz parte da Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil “É Tempo de Cuidar”, criada pela CNBB e pela Cáritas desde o início da pandemia do coronavírus.

Ao plantar as árvores, a CNBB recomenda que se dê preferência à mudas nativas de cada região e também frutíferas. A CNBB estimula ainda que se faça uma foto do plantio e que se compartilhe nas redes sociais com a hashtag: #Cuidardasaudade. As fotos aparecerão no hot site da campanha no site da CNBB.

 

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Finados: Dia de rezar pelos fieis defuntos que foram morar na eternidade, e por aqueles que padecem no purgatório

Reverência, lembrança, saudade daqueles que não estão mais entre nós. O Dia dos Fieis Defuntos, mais conhecido como dia de Finados é celebrado pelos católicos para lembrar daqueles dos fieis defuntos que foram morar na eternidade, e, consequentemente rezar por aqueles que padecem no purgatório.

Muitos gostam de visitar os cemitérios para deixar flores, acender velas por seus mortos, outros preferem assistir a Santa Missa ou apenas fazer uma oração/prece. O importante nesse momento não é o ritual ou a forma, mas a lembrança que habita o coração de todo ser humano.

O dia de finados, celebrado nesta segunda-feira, 2 de novembro, não é para ser um dia triste, mas um dia para olhar para trás e lembrar dos bons momentos que ficaram registrados no coração. Mas também é momento para refletir o que se professa todos os Domingos no Credo: “Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir”. Afinal, o curso natural da vida é a morte. Para os cristãos, essa passagem para a vida eterna, na qual estaremos em plena comunhão com Deus.

O arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, gravou uma mensagem especial de esperança e fé para o dia dos fieis defuntos.

“No dia de finados, dediquemos a oração a pessoas já falecidas reavivando nossa fé. Permaneçamos assim em comunhão com os que nos precederam na experiência da morte certos de que nos reencontraremos pela Graça de Deus Pai”, ressalta em um trecho do vídeo (disponível no final da matéria).

Em um artigo publicado no portal da Conferência nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, explica que desde a época do cristianismo primitivo os cristãos rezavam por seus mortos, em especial pelos mártires, no local onde estes eram frequentemente enterrados: nas catacumbas subterrâneas da cidade de Roma.

“A oração pelos que já morreram é uma prática de várias religiões e que o cristianismo manteve. Documentos e monumentos dos primeiros séculos da nossa era já testemunham a prática entre os cristãos. Há túmulos cristãos dos séculos II e III que trazem orações pelos falecidos ou inscrições como: ‘Que cada amigo que veja isso reze por mim’”, destaca no texto.

Ainda de acordo com artigo de dom Orani, o costume de rezar pelos mortos foi sendo introduzido paulatinamente na liturgia da Igreja Católica. “O principal responsável pela instituição de uma data específica dedicada à alma dos mortos foi o monge beneditino Odilo da Abadia Beneditina de Cluny, na França”.

O catecismo da Igreja Católica diz que graças a Cristo, a morte tem um sentido positivo. “Para mim, a vida é Cristo, e morrer é lucro” (Fl 1,21). “Fiel é esta palavra: se com Ele morremos, com Ele viveremos” (2Tm 1,11).  A novidade essencial da morte cristã está nisto: pelo Batismo, o cristão já está sacramentalmente “morto com Cristo”, para Viver de uma vida nova; e, se morrermos na graça de Cristo, a morte física consuma este “morrer com Cristo” e completa, assim, nossa incorporação a ele em seu ato redentor. (§1010)

Sepultura e cremação

Desde outubro de 2016, a Igreja católica no mundo passou a adotar uma nova instrução da Congregação para a Doutrina da Fé sobre propósito da sepultura dos defuntos e da conservação das cinzas no caso de cremação. A instrução ‘Ad resurgendum cum Christo’ da Congregação para a Doutrina da Fé foi apresentada pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Gerhard Müller. Segundo o documento, “a prática da cremação difundiu-se bastante em muitas Nações e, ao mesmo tempo, difundem-se também novas ideias contrastantes com a fé da Igreja”.

Código de Direito Canônico

A norma eclesiástica vigente em matéria de cremação de cadáveres é regulada pelo Código de Direito Canônico: “A Igreja recomenda vivamente que se conserve o piedoso costume de sepultar os corpos dos defuntos; mas não proíbe a cremação, a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã”.

Conservação as cinzas

“Quaisquer que sejam as motivações legítimas que levaram à escolha da cremação do cadáver, as cinzas do defunto devem ser conservadas, por norma, num lugar sagrado, isto é, no cemitério ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica”.

Segundo o documento, a conservação das cinzas em casa não é consentida. Somente em casos de circunstâncias graves e excepcionais, o Ordinário, de acordo com a CNBB ou o Sínodo dos Bispos das Igrejas Orientais, poderá autorizar a conservação das cinzas em casa. As cinzas, no entanto, não podem ser divididas entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas.

Para evitar qualquer tipo de equívoco panteísta, naturalista ou niilista, não é permitida a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água ou, ainda, em qualquer outro lugar. Exclui-se, ainda a conservação das cinzas cremadas sob a forma de recordação comemorativa em peças de joalharia ou em outros objetos.

“Espera-se que esta nova Instrução possa fazer com que os fiéis cristãos tenham mais consciência de sua dignidade de filhos de Deus. Estamos diante de um novo desafio para evangelização da morte”, disse o Cardeal Müller, no lançamento da instrução ainda em 2016.

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Santidade para a cura e alegria da humanidade

Nesta celebração, não pensamos somente nos Santos que já foram inseridos no catálogo oficial do Calendário Santoral, mas na imensa multidão de confessores e mártires citados na assembleia do Apocalipse. Trata-se, como afirma o Papa Francisco na sua Carta Apostólica Gaudete Et Exultate, de irmãos que estão na porta da santidade comum e cotidiana, de pessoas que, com sua vida luminosa e cheia de bondade, deixaram o mundo mais feliz e habitável.

Somos muitas vezes, como explica Pierre Weill, acometidos pelo mal da “normose” e da mediocridade, querendo não sair dos padrões do considerado conveniente e útil esquecendo, que ser pessoa humana, é sempre transcender-se a si mesmo, buscando o horizonte do sonho e da utopia de um mundo melhor. Os Santos são pessoas como a gente, que só fazem extraordinário e fascinante aquilo que é corriqueiro e maçante para muitos, pondo amor e toda a vida em cada atividade, gesto e relacionamento.

Elizabeth da Trindade sempre dizia que uma alma santa eleva toda a humanidade, é verdade, pois o sal e luz de que fala o Evangelho, que dão sabor a nossa existência, por vezes cinzenta e insossa, é dado por estes irmãos (ãs), que não se poupam, mas se entregam sem reservas a Deus e aos pobres.

Os Santos, sem buscá-lo nem querê-lo, operam as grandes transformações e mudanças na história, gerando uma humanidade mais compreensiva e solidária, capaz de sentir ternura e empatia para com seus semelhantes, curando as feridas da divisão e do ódio, da exclusão e da miséria. Que bom é termos entre nós esta pessoas que não nos deixam acomodarmos, que nos inquietam e acendem em nós aquela saudade e chamado para sermos melhores, que fazia a Charles Peguy expressar com uma mistura de revolta e desejo: “Há uma só tristeza, a tristeza de não ser santo”. Deus seja louvado!

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Todos os Santos: Bem-aventuranças, caminho para a santidade, diz Papa

“Nesta solene festa de Todos os Santos, a Igreja nos convida a refletir sobre a grande esperança, que se fundamenta na ressurreição de Cristo. Os Santos e os Beatos são as testemunhas mais críveis da esperança cristã, porque a viveram plenamente em suas vidas, em meio a alegrias e sofrimentos, pondo em prática as Bem-aventuranças que Jesus pregou e que hoje ressoam na Liturgia” (cf. Mt 5,1-12a). Foi o que disse o Papa Francisco na oração do Angelus deste domingo, 1º, festa de Todos os Santos.

“A solenidade de hoje, que celebra Todos os Santos, nos lembra a vocação pessoal e universal à santidade” – Papa Francisco

As bem-aventuranças são o caminho para a santidade, disse Francisco aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. Em sua reflexão, o Pontífice frisou duas Bem-aventuranças, a segunda e a terceira. A segunda é: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. Sobre ela, o Pontífice comentou:

“Parecem palavras contraditórias, porque o choro não é sinal de alegria e felicidade. Motivos de choro e de sofrimento são a morte, a doença, as adversidades morais, o pecado e os erros: simplesmente a vida cotidiana, frágil, fraca e marcada por dificuldades. Uma vida que às vezes é ferida e passa pela provação de ingratidões e incompreensões.”

De acordo com o Papa, Jesus proclama beatos aqueles que choram por estas realidades e, apesar de tudo, confiam no Senhor e se colocam sob sua sombra. “Não são indiferentes, nem endurecem seus corações na dor, mas esperam pacientemente a consolação de Deus. E esta consolação a experimentam já nesta vida”.

Sobre a terceira Bem-aventurança, em que Jesus afirma: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra”, o Santo Padre explicou que a mansidão é característica de Cristo, que diz de si mesmo: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29). “Mansos são aqueles que sabem dominar a si mesmos, que dão espaço ao outro, que o escutam e o respeitam em seu modo de viver, em suas necessidades e em suas exigências. Não pretendem subjugá-lo ou diminuí-lo, não querem prevalecer e dominar tudo, nem impor suas próprias ideias e próprios interesses em detrimento de outros.”

Estas pessoas que a mentalidade mundana não aprecia, prosseguiu o Pontífice, são, ao invés, preciosas aos olhos de Deus, que lhes dá em herança a terra prometida, ou seja, a vida eterna. “Também esta bem-aventurança começa aqui em baixo e será cumprida no Céu”, sublinhou.

Todos os Santos: a vocação pessoal e universal à santidade

Francisco ressaltou que escolher a pureza, a mansidão e a misericórdia; escolher confiar-se ao Senhor na pobreza de espírito e na aflição; empenhar-se pela justiça e pela paz, significa caminhar contracorrente em relação à mentalidade do mundo, em relação à cultura da posse, da diversão sem sentido, da arrogância para com os mais fracos. “Este caminho evangélico foi percorrido pelos Santos e pelos beatos, frisou. Dito isso, o Santo Padre acrescentou:

“A solenidade de hoje, que celebra Todos os Santos, nos lembra a vocação pessoal e universal à santidade, e nos propõe os modelos seguros para este caminho, que cada um percorre de forma única e irrepetível, segundo a ‘fantasia’ do Espírito Santo. Basta pensar na inesgotável variedade de dons e histórias concretas que existem entre os santos e as santos, que a Igreja reconheceu ao longo dos séculos e que continuamente propõe como testemunhas do único Evangelho.”

Concluindo sua reflexão, o Papa frisou que os santos, fiéis discípulos de Cristo, tem uma Mãe, a Virgem Maria. “Nós a veneramos com o título de Rainha de todos os Santos, mas é acima de tudo a Mãe, que ensina cada um a acolher e seguir seu Filho. Que ela nos ajude a alimentar o desejo de santidade, percorrendo o caminho das Bem-aventuranças”.

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Papa Francisco criará 13 novos cardeais em novo consistório

Papa Francisco anunciou neste domingo, 25, um novo consistório no dia 28 de novembro para a criação de 13 novos cardeais, quatro dos quais têm mais de 80 anos e, portanto, não participarão num eventual conclave. Entre eles estão o arcebispo de Santiago do Chile, o espanhol Celestino Aós, e o Bispo emérito de San Cristobal de las Casas (México), dom Felipe Arizmedi Esquivel do México.

Entre os treze novos cardeais que serão criados no Consistório de 28 de novembro há seis italianos (três dos quias eleitores). São: dom Marcello Semeraro, que da diocese de Albano foi recentemente nomeado Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos (no lugar de Angelo Becciu), dom Paolo Lojudice, arcebispo de Siena e o franciscano, padre Mauro Gambetti, Guardião do Sagrado Convento de Assis.

Farão também parte do Colégio dos Cardeais, não eleitores por motivo de idade, dom Silvano Tomasi, diplomata da Santa Sé, padre Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia e padre Enrico Feroci, pároco do Divino Amor em Roma ex-diretor da Cáritas diocesana.

Entre os nove, que serão criados como cardeais e com menos de 80 anos de idade, encontram-se também o novo Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, o maltês Mario Grech. Haverá também cardeais do Ruanda e de Kuala Lampur.

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Papa no Angelus: amor ao próximo é chamado também de caridade fraterna

“Aquele que não ama o seu irmão a quem vê não pode amar a Deus que não vê”. São palavras do Papa Francisco que, na oração do Angelus deste domingo, começou com o Evangelho de Mateus 22, 34-40. Quando um doutor da Lei pergunta a Jesus – disse o Papa – qual é “o grande mandamento”, ou seja, o mandamento principal de toda a Lei divina, Jesus responde: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente”. E acrescenta imediatamente: “O segundo é semelhante a este: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

A resposta de Jesus retoma e une dois preceitos fundamentais que Deus deu ao seu povo através de Moisés. A fé não consiste em uma “obediência forçada”, disse Francisco. Jesus estabelece dois fundamentos essenciais para os crentes de todos os tempos.

O primeiro é que a vida moral e religiosa não pode ser reduzida a uma obediência ansiosa e forçada, mas deve ter como princípio o amor. O segundo é que o amor deve tender junto e inseparavelmente para Deus e para o próximo. Esta é uma das principais novidades do ensinamento de Jesus e nos faz compreender que não é verdadeiro amor a Deus o que não se expressa no amor ao próximo; e, da mesma forma, não é amor verdadeiro ao próximo o que não se baseia no relacionamento com Deus. E o amor ao próximo, que também é chamado de caridade fraterna, é feito de proximidade, de escuta, de partilha, de cuidado com os outros.

No Evangelho deste domingo – disse o Pontífice –, mais uma vez, Jesus nos ajuda a ir à fonte viva e efusiva do amor. Tal fonte é o próprio Deus, a ser amado totalmente numa comunhão que nada e nem ninguém pode romper.

Comunhão que é dom a ser invocado todos os dias, mas também um compromisso pessoal para que a nossa vida não se deixe escravizar pelos ídolos do mundo. E a verificação do nosso caminho de conversão e santidade está sempre no amor ao nosso próximo. Enquanto houver um irmão ou irmã a quem fechamos os nossos corações, ainda estaremos distantes de ser discípulos, como Jesus nos pede. Mas a Sua divina misericórdia não nos permite desanimar, pelo contrário, Ele nos chama a recomeçar todos os dias para viver de forma coerente o Evangelho.

O Papa concluiu pedindo a intercessão de Maria Santíssima para que abra os nossos corações para acolher o “grande mandamento”, o duplo mandamento do amor, que resume toda a lei de Deus e da qual depende a nossa salvação.

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Vivendo experiências diversas, missionários relatam a alegria da missão

Anunciar o Evangelho a toda a criatura. Este é o chamado missionário de todo o cristão. Mas há aqueles que receberam uma vocação específica de ir às nações para falar da fé.

Em outubro, lembramos os missionários que doam suas vidas pelo Evangelho de Cristo dentro ou fora de seu país. Nesta matéria, vamos conhecer três experiências diferentes: um sacerdote missionário na África, uma religiosa que trabalha na Ilha de Marajó (PA) e outra que trabalha na maior cidade do Brasil.

Em terras longínquas

O missionário da Comunidade Canção Nova padre Ademir Costa está há dois anos no interior de Moçambique, na África. Atualmente, ele é o pároco da paróquia de Zobue, que faz parte da província de Tete, localizada a 1600 km de Maputo, capital do país.

“Cada qual vive o seu ser missionário, para o qual Deus o chama. Para mim, aqui é um ambiente que realiza a minha alma, a minha vocação, como cristão e como padre. Eu toco na essência do meu ser sacerdotal aqui”, afirma padre Ademir.

Ele conta que a área em que realiza seu apostolado em Moçambique tem uma diversidade muito grande, com uma cultura muito peculiar. “Para eles, até o tempo passa de maneira diferente. Nós chegamos com nossa maneira, mais agitados, imediatistas, e aqui não adianta, eles vão seguir no ritmo deles. E assim, vamos nos deixando moldar por essa realidade”.

O sacerdote destaca que o povo local é muito religioso e muito feliz. “Estão sempre felizes. Nas Missas, transbordam alegria no canto, na dança, é algo que está na alma deles. Cantam com o coração; e quando eles cantam, eles nos comovem. Eles não cantam de maneira superficial, cantam com a alma. Isso é muito bonito.”

Durante o período que está em Moçambique, padre Ademir conta que já percorreu metade do país e que, embora seja um país pobre, não se vê mais aquela pobreza extrema, que era realidade na década de 80. Ele lembra que encontrou mais pobreza no próprio Brasil, na Ilha de Marajó, onde pessoas passavam fome.

O principal agente da missão não somos nós não, é o Espírito Santo.
Padre Ademir

“Há uma pobreza de um país que é muito pobre, está em desenvolvimento, mas é uma pobreza que é a vida deles, é o pão de cada dia. A área que eu vivo é uma área de plantação, rural, o que eles plantam, eles comem, um pouco eles vendem. Eles sobrevivem”, explica.

Entre os desafios desta missão, padre Ademir destaca o idioma, pois embora a língua oficial do país seja o português, é uma cultura bem tribal, então cada região tem o seu dialeto. “Essa língua, principalmente nos interiores, é mais falada do que a língua portuguesa. Quando eu vou para as aldeias, sempre vai um tradutor comigo. Ele me traduz e dá para evangelizar assim, porque o principal agente da missão não somos nós não, é o Espírito Santo”.

Outro desafio é o processo de inculturação. “Eles têm o jeito deles de pensar, eles vivem da maneira deles há milhares de anos. E entendemos que eles não têm que pensar como nós, isso é egoísmo. Eu que sou o estranho aqui, então tenho que me inculturar. Abrir minha cabeça para amar o povo da maneira como eles vivem”.

Um outro desafio ainda é exatamente o da evangelização, pois é uma região de primeira evangelização. “Há os católicos, cristãos, mas com uma fé ainda de primeira catequese, de anúncio do querigma em muitos lugares (…) Eles são muito abertos, pois são muito religiosos, e se apresentamos um Cristo vivo, de um encontro pessoal com Cristo, eles se abrem”.

Eu apresento o que tenho para que o Senhor multiplique, para que a evangelização possa chegar a todos aqueles que Jesus quer.
Padre Ademir

Padre Ademir diz que é um “trabalho de formiguinha”, porque tudo lá é muito grande. Só a paróquia que ele é responsável abrange uma área de 115km (correspondente à distância de Cachoeira Paulista a São José dos Campos), tem 45 comunidades, mas centenas de povoados, e ele não conseguiu visitar todos ainda.

“Você se sente pequenininho, mas tudo é graça de Deus. Temos que fazer a nossa parte. E o Espírito Santo faz o mais. Deus que multiplica os pães. Eu apresento o que tenho para que o Senhor multiplique, para que a evangelização possa chegar a todos aqueles que Jesus quer”.

Padre Ademir afirma que, neste mês missionário, os fiéis são convidados a lembrar de tantos missionários que evangelizam nos “confins da terra”, no silêncio e na caridade, pregando com a vida. “Para mim, de janeiro a dezembro é mês missionário, porque o trabalho não para, mas este é um mês de reflexão e oração por nós que temos uma missão. Que Deus abençoe todos os missionários do mundo”.

Padre Ademir percorre as aldeias que fazem parte da paróquia de Zobue, da qual ele é o responsável / Foto: Arquivo Pessoal

Padre Ademir percorre as aldeias que fazem parte da paróquia de Zobue, da qual ele é o responsável / Foto: Arquivo Pessoal

Visita à aldeia de Cassassole / Foto: Arquivo Pessoal

Visita à aldeia de Cassassole / Foto: Arquivo Pessoal

Capela da aldeia de Mutche / Foto: Arquivo Pessoal

Capela da aldeia de Mutche / Foto: Arquivo Pessoal

Para chegar às aldeias, o trajeto é feito de moto, que enfrenta caminhos desafiadores / Foto: Arquivo Pessoal

Para chegar às aldeias, o trajeto é feito de moto, que enfrenta caminhos desafiadores / Foto: Arquivo Pessoal

Almoço na aldeia de Chinanje / Foto: Arquivo Pessoal

Almoço na aldeia de Chinanje / Foto: Arquivo Pessoal

Confissão na aldeia de Chinanje / Foto: Arquivo Pessoal

Confissão na aldeia de Chinanje / Foto: Arquivo Pessoal

Visita às aldeias da paróquia de Zobue / Foto: Arquivo Pessoal

Visita às aldeias da paróquia de Zobue / Foto: Arquivo Pessoal

Em algumas visitas, as Missas foram celebradas ao ar livre / Foto: Arquivo Pessoal

Em algumas visitas, as Missas foram celebradas ao ar livre / Foto: Arquivo Pessoal

Missas ao ar livre / Foto: Arquivo Pessoal

Missas ao ar livre / Foto: Arquivo Pessoal

Desafios no trajeto que leva às aldeias da paróquia de Zobue / Foto: Arquivo Pessoal

Desafios no trajeto que leva às aldeias da paróquia de Zobue / Foto: Arquivo Pessoal

Capela na aldeia de Lizinge / Foto: Arquivo Pessoal

Capela na aldeia de Lizinge / Foto: Arquivo Pessoal

Comunidade São Marcos de Dwembe / Foto: Arquivo Pessoal

Comunidade São Marcos de Dwembe / Foto: Arquivo Pessoal

Comunidade São Marcos de Dwembe / Foto: Arquivo Pessoal

Comunidade São Marcos de Dwembe / Foto: Arquivo Pessoal

Aldeia de Ntakha / Foto: Arquivo Pessoal

Aldeia de Ntakha / Foto: Arquivo Pessoal

Comunidade de Kamphande, dedicada a Santa Maria. "A primeira vez que um padre chega a comunidade", lembra padre Ademir / Foto: Arquivo Pessoal

Comunidade de Kamphande, dedicada a Santa Maria. "A primeira vez que um padre chega a comunidade", lembra padre Ademir / Foto: Arquivo Pessoal

 

Mais fotos da missão de Padre Ademir em Moçambique estão em seu facebook @ademircn.

Junto aos povos ribeirinhos

Irmã Sueli de Oliveira, missionária Agostiniana, está há dois anos na comunidade de Portel, na Ilha de Marajó, no Pará.

Ela conta que o desejo de ser missionária nasceu ainda criança, quando sonhava em ir para a África. O sonho se tornou realidade, pois logo que entrou na Congregação das Irmãs Agostinianas Missionárias foi enviada para Moçambique para uma experiência apostólica. Agora, na etapa do juniorato, está em missão junto ao povo marajoara.

Irmã Sueli de Oliveira está em missão na cidade de Portel, na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

“O Bom Deus não se cansa de nos possibilitar experiências profundas e marcantes. Sinto-me marajoara de coração, vou conhecendo e entrando na cultura local com muito carinho e respeito, isso me possibilita uma maior abertura e liberdade para desenvolver a missão”, afirma.

Irmã Sueli explica que o povo da Ilha de Marajó é muito acolhedor e de profunda religiosidade. “Como religiosa jovem, essa experiência missionária me possibilita estar em contato com as necessidades do povo de Deus, anunciando, denunciando, sendo presença profética, levando a Palavra de Deus com entusiasmo e amor. Aqui, eu aprendi que minha missão como consagrada é ser presença humilde, alegre e acolhedora para esse povo tão amado”.

Entre os desafios de seu trabalho missionário, a religiosa destaca que a cidade de Portel possui cerca de 60 mil habitantes, e é um dos municípios com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país. “Temos um Centro Social, chamado CAME (Centro de Atendimento Madre Evangelina), que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social entre 6 a 15 anos (…) Para mim, uns dos maiores desafios nesta realidade é saber que nossas crianças são as maiores vítimas de violência sexual e exploração de trabalho”.

A missão na cidade acontece juntamente com os Freis Agostinianos Recoletos, que atendem a Paróquia Nossa Senhora da Luz, que possui 12 comunidades urbanas e 115 comunidades ribeirinhas.

Outro desafio é em relação às grandes distâncias que precisam ser percorridas para chegar a estas comunidades. “Tem comunidades que chegamos em apenas 20 minutos de barco, outras que demoramos 24 horas para chegar. Os desafios pastorais são imensos, algumas comunidades recebem a visita do sacerdote apenas uma vez ao ano, por falta de sacerdotes e de missionários nessa região”.

Os desafios pastorais são imensos, algumas comunidades recebem a visita do sacerdote apenas uma vez ao ano, por falta de sacerdotes e de missionários nessa região
Irmã Sueli

Irmã Sueli afirma que, apesar das dificuldades, os povos ribeirinhos se mantêm firmes cultivando suas práticas de religiosidade popular e mantendo viva sua fé em Cristo. “Em muitas dessas comunidades não há a presença da Eucaristia, então buscam alimento na Palavra de Deus, na oração do santo terço e na devoção aos santos”.

Ela explica que, atualmente, com a realidade da pandemia, a realidade do povo marajoara tornou-se mais difícil, por serem desprovidos de direitos essenciais, como saúde, alimentação, saneamento básico e renda. E conta que os missionários precisaram aprender um novo jeito para evangelizar.

“Usamos as redes sociais para transmitir as celebrações e orações diárias nesse tempo de pandemia. Ao longo do mês de outubro, realizamos algumas atividades para divulgar o mês missionário. Entre elas, rezamos diariamente o Terço missionário transmitido pela rádio local e por lives”.

Apesar dos desafios, Irmã Sueli expressa alegria por sua missão apostólica. “A minha maior alegria em ser missionária é poder revelar o rosto misericordioso de Deus para os meus irmãos e irmãs marajoaras, através do carisma agostiniano vivido desde uma atitude de interioridade, fraternidade e serviço à Igreja”.

Todos nós somos filhos de Deus, agraciados de muitos dons. Convido que possamos ser uma igreja em saída
Irmã Sueli

E se diz grata a Deus e à sua Congregação por lhe permitirem esse apostolado na Amazônia. “Aqui eu aprendi a educar o olhar sobre as realidades de dor, e a contemplar o belo, encantando-me com a exuberância da criação. Sou plenamente feliz e identificada com a vocação agostiniana, onde resgatar e promover vidas dão sentido à minha vida”.

A religiosa lembra que a campanha missionária deste mês de outubro convoca a todos para que continuem a vibrar no seguimento de Cristo, conscientes de que “a vida é missão” e que sejam testemunhas proféticas do Evangelho.

E lança um convite: “Todos nós somos filhos de Deus, agraciados de muitos dons. Convido que possamos ser uma igreja em saída. Se você deseja conhecer a missão na Amazônia, estamos abertos para recebê-los e poder colaborar conosco”.

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Odenir Dias

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Odenir Dias

Irma-Sueli durante oração do terço na rádio local / Foto: Benedito Mota

Irma-Sueli durante oração do terço na rádio local / Foto: Benedito Mota

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo CAME

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo CAME

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Para visitar as comunidades, o deslocamento é todo feito em barcos / Foto: Odenir Dias

Para visitar as comunidades, o deslocamento é todo feito em barcos / Foto: Odenir Dias

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Odenir Dias

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Odenir Dias

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

 

Evangelizar nas grandes cidades

Irmã Helena Rocha / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Helena Rocha é religiosa da Congregação das Irmãs Mensageiras do Amor Divino há 18 anos, e trabalha há oito na cidade de São Paulo, auxiliando mulheres e suas respectivas famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Esta é a segunda comunidade de missão em que ela mora, antes disso trabalhava em Bom Jesus da Lapa (BA) e, em 2012, foi transferida para a capital paulista.

“Quando cheguei aqui, não me conformava; na verdade, continuo indignada, porque há tantas pessoas na rua, passando fome, frio, sem dignidade… e outras em edifícios luxuosos. Quanta desigualdade social, meu Deus! Às vezes, me sinto ‘impotente’. Tento fazer minha parte, mas o que é uma gota d’água no oceano? Mesmo assim, a luta é constante, pois tenho fé e esperança de um mundo melhor”.

A religiosa afirma que o maior desafio em uma metrópole é cativar as pessoas para participar da comunidade. Ela conta que, todos os anos, as irmãs fazem encontros da Campanha da Fraternidade, do mês da Bíblia, mês missionário, advento, Natal, em que convidam os vizinhos, mas só comparecem duas ou três pessoas.

No bairro onde mora, há muitos prédios e, com isso, é até difícil ter acesso às pessoas, porque precisa da intermediação de algum morador e seguir o regimento interno do edifício.

“E como eu faço para cativar as pessoas? Pegando o contato e, através do WhatsApp, mando o convite dos eventos da Associação e da Igreja, aos poucos vamos conquistando tanto para o trabalho da APAM quanto da comunidade. Mas é muito difícil”, desabafa a religiosa.

A APAM (Associação Paulista de Amparo à Mulher) oferece apoio às mulheres acima de 18 anos, principalmente com cursos de qualificação, entre os quais corte e costura.

Irmã Helena trabalha na Apam, que oferece cursos para mulheres em situação de vulnerabilidade / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Helena trabalha na Apam, que oferece cursos para mulheres em situação de vulnerabilidade / Foto: Arquivo Pessoal

Em São Paulo, a Apam oferece cursos para mulheres em situação de vulnerabilidade / Foto: Arquivo Pessoal

Em São Paulo, a Apam oferece cursos para mulheres em situação de vulnerabilidade / Foto: Arquivo Pessoal

Irma Helena / Foto: Arquivo Pessoal

Irma Helena / Foto: Arquivo Pessoal

Irma Helena costurando máscaras / Foto: Arquivo Pessoal

Irma Helena costurando máscaras / Foto: Arquivo Pessoal

 

Mesmo com os desafios, ela conta que perceber as mulheres que são atendidas na APAM sentirem-se mais valorizadas lhe traz muita alegria. Ela lembra de uma usuário do serviço que, quando começou o atendimento, sobrevivia apenas da venda de salgados, não tinha nem máquina de costura, e hoje tem seu próprio ateliê, e agora é voluntária na associação.

Com o atendimento dessas mulheres em situação de vulnerabilidade, o anúncio do Evangelho se traduz de maneira concreta em atitudes de acolhida e no testemunho de vida, explica Irmã Helena.

Para a vida missionária não deve ter fronteiras, precisa de muito Amor Divino, coragem e ousadia, colocar-se sempre no lugar do outro
Irmã Helena

Entre os princípios e valores da APAM, estão a escuta e acolhida humanizada, respeito às diversidades, reconhecer a capacidade do ser humano de encontrar, na sociedade, as condições para sua autonomia e a valorização das mulheres.

Irmã Helena destaca que onde as políticas públicas não chegam, ali chegam os missionários. Nos lugares mais difíceis, onde há vidas humanas que precisam de dignidade.

“Para a vida missionária não deve ter fronteiras, precisa de muito Amor Divino, coragem e ousadia, colocar-se sempre no lugar do outro. Ser verdadeiras (os) discípulas (os) de Jesus, principalmente neste tempo. O mês de outubro vem reforçar a importância de pensar, refletir mais a missão na Igreja e assumir o nosso compromisso de cristãos batizados”.

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9 anos do Padre Gilmar como Pároco da Catedral

Neste dia 26 de outubro, o padre Gilmar Antonio Fernandes Margotto completa 9 anos à frente da Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Em celebração presidida pelo bispo diocesano, Dom Paulo Mendes Peixoto, no dia 26 de outubro de 2011, o Padre Gilmar tomava posse como pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida após o falecimento do saudoso Padre Edemur José Alves.

Nestes 9 anos, o padre Gilmar cativou a todos os paroquianos com sua dedicação e amor pelo povo de Deus. Como destaque de seu trabalho estão a reorganização territorial, reforma do Salão, Secretaria Paroquial e das sacristias, construção do Centro de Eventos, volta das badaladas do relógio, instalação dos vitrais, celebração dos Sacramentos, Missa em todos os dias da semana, comemoração dos 70 anos da paróquia, transmissão da missa pela internet, criação da Web Rádio e Web TV, incentivo aos trabalhos sociais dos Vicentinos, Pastoral da Criança e Casa Abrigo, Missão de Evangelização nos Setores, entre outros. Além disso, Padre Gilmar atuou incansavelmente na Comissão de Criação da Diocese de Votuporanga desde 2010 e em 2016, com a instalação da nova diocese, o sacerdote tornou-se o Cura da Catedral.

Além de pároco da Catedral, Padre Gilmar atua como membro do Colégio dos Consultores da Diocese e é Assessor Diocesano de Comunicação.

Padre Gilmar, somos gratos a Deus por tê-lo como nosso pároco e pedimos ao nosso Divino Mestre que te cumule de muitas graças e bençãos dos céus.

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44 anos de falecimento do Frei Arnaldo

Recordamos nesta segunda-feira, dia 12 de outubro, os 44 anos de falecimento do Frei Arnaldo Maria de Itaporanga, vítima de um acidente automobilístico no trevo de Nhandeara, quando vinha para Votuporanga participar das festividades da padroeira. 

O saudoso frei foi vigário cooperador da paróquia Nossa Senhora Aparecida por 12 anos, tendo desempenhado um maravilhoso trabalho pastoral e cativando a todos. Fica nos a lembrança do saudoso frei corintiano e que amava a Votuporanguense.

Frei Arnaldo Maria de Itaporanga (José Figueiredo Castilho) nasceu em Itaporanga aos 4 de abril de 1928, filho de Oscarlino Figueiredo Castilho e de Maria Isabel Castilho, terceiro dos cinco filhos do casal: Celso, Maria de Lourdes, João Batista e Luiza Antonia. Entrou para o Seminário São Fidélis aos 23 de janeiro de 1946. Vestiu o hábito aos 5 de janeiro de 1949, tendo como Mestre Frei Epifânio Menegazzo. Ordenado sacerdote aos 19 de fevereiro de 1956, concluiu os estudos no final desse ano. Seu primeiro campo de apostolado foi Votuporanga, já em janeiro de 1957. Ali granjeou a estima e a amizade de toda a população, sendo bastante querido, especialmente da colônia japonesa. Soube viver intensamente, sempre jovial, alegre, simpatizante dos esportes – especialmente do futebol – e também zeloso no apostolado. Generoso, mão aberta, expansivo, não se deixava prender por muitas normas ou etiquetas. Queria ver todos felizes e alegres; onde estivesse, era sempre o centro das brincadeiras, recordando aventuras dos tempos idos e das “tramas” para fugir à austera disciplina dos rigorosos tempos de estudante. Em janeiro de 1969, com grande tristeza dos votuporanguenses, foi transferido para Ilha Solteira (SP), onde, igualmente, conquistou a todos.

Aos 12 de outubro de 1976, quando ia de Ilha Solteira para a estimada Votuporanga a fim de pregar na festa da Senhora Aparecida, padroeira local, seu carro, dirigido por Frei Ludovico Sesso foi colhido por um ônibus no Km. 509 da Rodovia Feliciano S. Cunha, no trevo de Nhandeara. Teve morte instantânea, enquanto Frei Ludovico ainda sobreviveu por algumas semanas. Mais de 5 mil pessoas participaram do funeral de Frei Arnaldo, quando houve missa concelebrada por inúmeros sacerdotes em Votuporanga, onde foi sepultado a pedido da população.

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Catedral celebrará Dia da Padroeira com missas às 9h, 11 e 19h30

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida celebra nesta segunda-feira, 12, o dia de sua padroeira e também padroeira de Votuporanga, da Diocese e do Brasil. As festividades tem neste ano o tema: “Em Jesus, Com Maria, em família, revestir-se da Palavra.

Neste ano serão celebradas Missas Solenes com a Consagração a Nossa Senhora às 9h, 11h e 19h30. Ao término da primeira Missa, às 10h, será inaugurado o novo oratório de Nossa Senhora Aparecida em frente a Catedral, na reconstrução do Memorial do Cinquentenário de Votuporanga.

As Festividades da Padroeira tiveram início no dia 03 com a Novena de Nossa Senhora. Durante noves dias, os fiéis puderam rezar e agradecer a Nossa Senhora. Por ocasião da pandemia, neste ano não haverá a tradicional procissão com a imagem da padroeira e nem a Quermesse.

Neste dia, recorda-se também os 44 anos de falecimento do saudoso Frei Arnaldo Maria de Itaporanga que foi vigário em Votuporanga por 12 anos e que faleceu no dia 12 de outubro de 1976 vítima de um acidente automobilístico no trevo de Nhandeara, quando vinha para Votuporanga participar das festividades da padroeira. Celebram-se também os 62 anos da celebração da 1ª Missa na Nova Igreja Matriz, atual Catedral de Votuporanga e símbolo de toda a região.

Desde a fundação de Votuporanga, a comunidade local sempre teve muita fé em Nossa Senhora Aparecida, dedicando a ela suas primeiras igrejas e tendo em Maria um modelo de amor, fé e serviço ao Reino de Deus.

Segundo o padre Gilmar Margotto, pároco da Catedral, “ a devoção mariana, vivida no horizonte da centralidade de Jesus Cristo e do Reino de Deus, é legítima e saudável. Deve ser respeitada e estimulada, para que a mãe de Jesus molde nosso coração de discípulos e missionários de Cristo, levando-nos a viver autenticamente o mistério de amor e misericórdia em nossos tempos.”

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