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Papa Francisco confirma intenção de visitar o Sudão do Sul em 2020

Nesta quinta-feira, 9 de janeiro, em seu discurso aos membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, o Papa Francisco reiterou sua intenção de visitar o Sudão do Sul em 2020.

Referindo-se à sua viagem apostólica na África que realizou no ano passado a Moçambique, Madagascar e Maurício, o Santo Padre lembrou o Sudão do Sul e afirmou que almeja que “seus cidadãos possam viver na paz e na prosperidade”, assim como também “colaborar no crescimento democrático e econômico do país”, por isso acrescentou que espera visitá-lo “no decurso deste ano”.

Nesse sentido, o Pontífice lembrou o retiro espiritual que ocorreu em abril passado no Vaticano com os líderes do país e “a preciosa contribuição do Arcebispo de Cantuária, Sua Graça Justin Welby, e do ex-Moderador da Igreja Presbiteriana da Escócia, o Reverendo John Chalmers”.

"Confio que aqueles que têm responsabilidades políticas continuem o diálogo, com a ajuda da Comunidade Internacional, para implementar os acordos alcançados", encorajou o Papa.

 

 

Além disso, Francisco mencionou a assinatura de um acordo global na República Centro-Africana, assinado em fevereiro de 2019 "para pôr termo a mais de cinco anos de guerra civil".

Posteriormente, o Pontífice olhou para outras partes do continente e disse que "dói constatar como continuam episódios de violência contra pessoas inocentes, entre as quais muitos cristãos perseguidos e mortos pela sua fidelidade ao Evangelho".

Especificamente, o Papa citou Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria e apelou: “Exorto a Comunidade Internacional a apoiar os esforços que estes países estão a fazer na luta para derrotar o flagelo do terrorismo, que está a cobrir de sangue partes cada vez mais extensas da África, bem como outras regiões do mundo”.

O último episódio ocorreu na Nigéria, onde membros do grupo terrorista Boko Haram, fiel ao Estado Islâmico, assassinaram dez cristãos.

O Estado Islâmico anunciou esse massacre em 26 de dezembro, um dia após o Natal.

Por essa razão, o Papa Francisco acrescentou que, “à luz destes acontecimentos, é necessário que se implementem estratégias que incluam intervenções não só no campo da segurança, mas também na redução da pobreza, na melhoria do sistema de saúde, no desenvolvimento e na assistência humanitária, na promoção da boa governança e dos direitos civis”, porque “tais são os pilares de um real desenvolvimento social”, concluiu.

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Papa Francisco: A verdadeira paz é semeada no coração

Durante a Missa celebrada em 9 de janeiro na Casa Santa Marta, o Papa Francisco alertou sobre a "tentação do diabo de fazer guerra" e lembrou que "a verdadeira paz é semeada no coração".

Em sua homilia, o Santo Padre convidou a questionar "como vai a paz em casa" e se o nosso coração está "em paz" ou "ansioso".

“Geralmente, nosso modo de agir em família, no bairro, no local de trabalho, é uma maneira de agir em uma guerra: destruir o outro, sujar o outro. E isso não é amor, esta não é a paz segura que pedimos. Quando fazemos isso, não existe Espírito Santo. E isso acontece com cada um de nós, cada um. Imediatamente, vem a reação de condenar o outro. Seja um leigo, uma leiga, um sacerdote, uma religiosa, um bispo, um Papa, todos, todos. É a tentação do diabo para fazer a guerra”, assinalou o Papa.

Nesse sentido, o Pontífice comentou a primeira leitura da Liturgia do dia, na qual o evangelista São João indica o caminho para alcançar a paz interior que é: "permanecer no Senhor".

“Onde está o Senhor existe a paz. É ele quem faz a paz, é o Espírito Santo que Ele envia que faz a paz dentro de nós. Se nós permanecermos no Senhor, nosso coração estará em paz; e se habitualmente permanecermos no Senhor, quando cairmos em um pecado ou defeito, será o Espírito que nos fará conhecer esse erro, esse escorregão”, explicou.

Por isso, o Santo Padre sugeriu “permanecer no Senhor” e acrescentou: “Como permanecemos no Senhor? O apóstolo diz: Se nos amarmos uns aos outros. É esta a questão, este é o segredo da paz”.

Por fim, o Papa Francisco exortou em sua homilia a rezar para que o Senhor conceda paz no mundo.

“Quando falamos de paz, imediatamente pensamos nas guerras, que não existam guerras no mundo, que exista a paz segura, é a imagem que nos vem sempre, paz e não guerras, mas sempre fora: naquele país, naquela situação... Também nestes dias em que houve tantos focos de guerra acesos... A mente se dirige imediatamente para lá quando falamos de paz: ‘Que o Senhor nos dê a paz’. E isso está certo. Devemos rezar pela paz mundial, devemos sempre ter diante de nós este dom de Deus que é paz e pedi-lo para todos”, concluiu.

Leitura comentada pelo Papa Francisco:

1 João 4,19 - 5,4

Caríssimos, 19quanto a nós, amamos a Deus porque ele nos amou primeiro. 20Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. 21E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão.

5,1Todo o que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. 2Podemos saber que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.

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Papa pede que educação católica seja uma proposta de esperança para o mundo

O Papa Francisco espera que a educação católica "possa ser uma proposta de esperança e confiança para nosso tempo".

Assim escreveu o Pontífice em uma mensagem dirigida aos participantes do XXVI Congresso Interamericano de Educação Católica, realizado em Santiago, Chile, até a última sexta-feira, 10 de janeiro.

Na carta papal, assinada pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, o Santo Padre envia uma cordial saudação aos organizadores e participantes do XXVI Congresso da Confederação Interamericana de Educação Católica, cujo tema é "Liderança, comunicação e marketing".

Segundo informou ‘Vatican News’, em 10 de janeiro, a mensagem do Papa Francisco foi lida pelo Núncio Apostólico no Chile, Dom Alberto Ortega Martín, no início do Congresso.

"O Santo Padre os anima em sua reflexão sobre os desafios que os responsáveis pela escola católica devem enfrentar a fim de promover nela uma autêntica cultura do encontro, de modo que possa ser uma proposta de esperança e confiança para nosso tempo", lê-se na carta.

Ao finalizar, o Pontífice solicita que "rezem por ele e por seu serviço à Igreja universal" e os encomenda à proteção materna de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Chile, enquanto concede com afeto a Bênção Apostólica.

Encontro Mundial de Educação

Em setembro de 2019, o Papa Francisco pediu à Congregação para a Educação Católica a organização no Vaticano de um encontro mundial sem precedentes sobre educação com o tema "Reconstruir o pacto educativo global".

O encontro será em 14 de maio de 2020 e o próprio Pontífice anunciou esta iniciativa por meio de uma mensagem de vídeo.

Este encontro global – explicou o Papa – visa "reavivar o compromisso por e com as gerações jovens, renovando a paixão por uma educação mais aberta e inclusiva, capaz da escuta paciente, do diálogo construtivo e da mútua compreensão”.

"Hoje, mais do que nunca, é necessário unir os esforços por uma aliança educativa ampla para formar pessoas maduras, capazes de superar as fragmentações e contraposições e reconstruir o tecido das relações por uma humanidade mais fraterna”, advertiu o Papa Francisco.

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Reflexão sobre a liturgica da Festa do Batismo do Senhor

O tema do Evangelho deste domingo está no versículo 15:  “Devemos cumprir toda a justiça”. Jesus fala essa mensagem a João Batista e, como percebemos, fala na primeira pessoa do plural. Ele fala em nome do Pai – cujo projeto Jesus cumpre fielmente -  está falando em nome do Espírito – que virá sobre ele -  e também em nome de todos aqueles que se comprometem com ele, desde a Virgem Maria, passando por São José, pelo próprio João Batista e chegando até nós.

Essa justiça que constrói o Reino está dentro de nossa história e se caracteriza não pela violência como João anunciava, como vimos no primeiro Domingo do Advento, mas na solidariedade para com os pecadores, como nos anunciou o Evangelho do segundo Domingo.

O Pai quer que Jesus salve a humanidade, essa é a justiça que ele deverá cumprir. Para isso se solidariza com a humanidade ao receber de João o batismo de penitência. Contudo o Pai e o Espírito manifestam que o verdadeiro batismo se dá fora da água, se realiza quando Jesus sai do Jordão, o céu se abre, o Espírito vem sobre Jesus e pousa sobre ele. Jesus assumiu o projeto do Pai, irá realizar a justiça, irá redimir a humanidade, o Espírito o ungiu para isso!

Neste momento recordemos as palavras de Isaías na primeira leitura: “Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como centro da aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”. Em Jesus se realiza essa vocação. Ele é rei e sacerdote, foi ungido para cumprir toda a justiça dando origem ao Reino de Deus.

Recordemos o nosso batismo. Fomos inseridos no Povo de Deus também para essa missão, cumprir a justiça, não apenas para nos salvar. Temos uma dimensão apostólica, colaborar com o Senhor na instauração da justiça, da solidariedade, da acolhida a todos, especialmente daqueles que são marginalizados porque pecadores.

A missão é ir atrás da ovelha perdida, é resgatar os extraviados, é colaborar para que a cana rachada não se quebre e nem o pavio que ainda fumega seja apagado, como falou Isaías.

Ser batizado é ter um coração misericordioso e integrador, como o de Jesus. De acordo com esse coração que é reflexo do amor do Pai, justiça não é manter as pessoas excluídas por causa de seus erros, mas justiça é transformá-las em filhas de Deus, assim como aconteceu e acontece com cada um de nós.

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Durante encontro com o corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, Papa falou sobre temas atuais; queimadas na Austrália, impasse na Venezuela e proteção do meio ambiente também foram citados

A crise entre Estados Unidos e Irã, as queimadas na Austrália, o impasse na Venezuela e a proteção do meio ambiente foram alguns dos temas atuais que estiveram presentes no discurso do Papa Francisco ao corpo diplomático. Na Sala Regia do Palácio Apostólico, no Vaticano, estavam presentes nesta quinta-feira, 9, os embaixadores dos 183 países com os quais a Santa Sé mantém relações diplomáticas, incluindo o Brasil.

A longa e minuciosa análise do Pontífice partiu da palavra esperança. “Infelizmente, o novo ano aparece-nos constelado não tanto de sinais encorajadores, como sobretudo de uma intensificação de tensões e violências. É precisamente à luz destas circunstâncias que não podemos cessar de esperar. E esperar exige coragem”, destacou.

América

O Papa recordou cada uma de suas viagens apostólicas realizadas em 2019 e fez uma resenha de todos os continentes, começando pela América. No Panamá, em janeiro, Francisco visitou o país por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

A primeira lembrança resgatado pelo Santo Padre, porém, foi a de jovens abusados por membros do clero. “Trata-se de crimes que ofendem a Deus, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a vida de comunidades inteiras”, frisou. O Pontífice reiterou o compromisso da Igreja em debelar esta chaga e os esforços que vem fazendo, como, por exemplo, o encontro realizado em fevereiro com os presidentes de todas as Conferências Episcopais. O evento marcado para o próximo mês de março, visando um novo pacto educativo global, foi citado pelo Papa,

O Sínodo para a Amazônia, realizado no Vaticano em outubro passado, também foi comentado por Francisco. “O Sínodo foi um evento essencialmente eclesial, mas não podia eximir-se de abordar outras temáticas – a começar pela ecologia integral – que dizem respeito à própria vida daquela região tão vasta e importante para todo o mundo, uma vez que a floresta amazônica é um ‘coração biológico’ para a terra cada vez mais ameaçada”, afirmou.

Ainda sobre o continente americano, o Pontífice mencionou explicitamente a Venezuela e criticou as polarizações ideológicas: “Em geral, os conflitos da região americana, embora possuindo raízes diferentes, são irmanados pelas profundas desigualdades, as injustiças e uma endêmica corrupção, bem como pelas várias formas de pobreza que ofendem a dignidade das pessoas. Por isso, os líderes políticos esforcem-se por restabelecer, urgentemente, uma cultura do diálogo em prol do bem comum e por fortalecer as instituições democráticas e promover o respeito pelo estado de direito, a fim de prevenir deslizes antidemocráticos, populistas e extremistas”.

Oriente Médio

Ao falar de sua viagem ao Marrocos e aos Emirados Árabes Unidos, ocasião em que assinou o Documento sobre a Fraternidade Humana com o Grande Imã de Al-Azhar, Ahmad al-Tayyeb, o Santo Padre enquadrou uma das situações mais explosivas do planeta: o Oriente Médio e a península arábica.

Síria, Iêmen, Líbia, Israel e Palestina foram citados, mas a atenção de Francisco se concentrou sobre o que aconteceu recentemente no Iraque.“Particularmente preocupantes são os sinais que chegam de toda a região, após a recrudescência da tensão entre o Irã e os Estados Unidos que se arrisca, antes de tudo, a colocar a dura prova o lento processo de reconstrução do Iraque, bem como a criar as bases de um conflito de mais vasta escala que todos quereríamos poder esconjurar”.

O Papa completou: “Renovo o meu apelo a todas as partes interessadas para que evitem um agravamento do conflito e mantenham ‘acesa a chama do diálogo e do autocontrole’, no pleno respeito da legalidade internacional”.

Europa

Sobre a Europa, o Pontífice relembrou suas viagens à Bulgária, Macedônia do Norte e Romênia. Francisco não esqueceu dos migrantes e refugiados, constatando que o Mediterrâneo permanece um grande cemitério. Falou das tensões no Cáucaso, nos Bálcãs e na Ucrânia e citou uma série de datas comemorativas: os 45 anos da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), os 70 anos do Conselho Europeu e os 30 anos da queda do Muro de Berlim.

“O Muro de Berlim permanece emblemático de uma cultura da divisão que afasta as pessoas umas das outras e abre caminho ao extremismo e à violência. Vê-lo-emos sempre mais na linguagem de ódio amplamente usada na internet e nos meios de comunicação social. Às barreiras do ódio, preferimos as pontes da reconciliação e da solidariedade”.

Outro fato que mereceu uma menção por parte do Santo Padre foi o incêndio que destruiu a Catedral de Notre Dame, em Paris. De acordo com Francisco, a situação mostrou como é frágil e fácil destruir até o que parece sólido e trouxe à tona o tema dos valores históricos e culturais da Europa. “Em um contexto onde faltam valores de referência, torna-se mais fácil encontrar elementos de divisão que de coesão”.

África

A África ganhou destaque, quando o Papa fez memória de suas viagens a Moçambique, Madagascar e Maurício, ressaltando os sinais de paz e de reconciliação. Todavia, Francisco manifestou o seu pesar pela violência e atos de terrorismo em Burkina Faso, Camarões, Mali, Níger, Nigéria, República Centro-Africana e Sudão. O Pontífice falou sobre os cristãos que pagam com a vida a sua fidelidade ao Evangelho. E mais uma vez manifestou publicamente seu desejo de visitar o Sudão do Sul este ano.

Ásia

Por fim, a viagem à Tailândia e Japão foi citada. A atenção se concentrou sobre o testemunho dos hibakusha, isto é, os sobreviventes aos bombardeios atômicos em Hiroshima Nagasaki. O Santo Padre voltou a repetir que o uso das armas atômicas é imoral e que é possível e necessário livrar-se desses armamentos.

Austrália

A última nação citada pelo Pontífice foi a Austrália, que vem sofrendo com os incêndios nos últimos meses. “Ao povo australiano, especialmente às vítimas e a quantos vivem nas regiões atingidas pelos fogos, desejo certificá-los da minha proximidade e oração”.

Além de se debruçar sobre situações inerentes aos países, o Papa recordou ainda os 75 anos da Organização das Nações Unidas, cujo serviço até aqui foi um “sucesso”, especialmente para evitar outra guerra mundial, mas que hoje necessita de uma reforma geral para torná-la ainda mais eficaz.

Mulheres

Outra data que inspirou Francisco foram os 500 anos da morte do artista italiano Rafael Sanzio, que tinha como um de seus temas preferidos retratar Nossa Senhora. E lembrou que a Igreja celebra em 2020 os 70 anos da proclamação dogmática da Assunção da Virgem Maria ao Céu.

“Com o olhar posto em Maria, desejo dirigir uma saudação particular a todas as mulheres, 25 anos depois da IV Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Mulher, realizada em Pequim no ano de 1995, com votos de que em todo o mundo se reconheça cada vez mais o precioso papel das mulheres na sociedade e cessem todas as formas de injustiça, desigualdade e violência contra elas”.

O Santo Padre frisou que “toda a violência infligida à mulher é profanação de Deus”, “um crime que destrói a harmonia, a poesia e a beleza que Deus quis dar ao mundo”.

Diplomacia

A justiça e a paz, finalizou o Pontífice, serão totalmente restabelecidas no final do caminhar terreno. Até lá, a diplomacia é a tentativa humana – “imperfeita, mas sempre preciosa” – para se alcançar esses frutos. “Com este compromisso, renovo a todos vocês, queridos embaixadores e ilustres convidados aqui reunidos, e aos seus países, os meus votos cordiais de um novo ano cheio de esperança e repleto de bênçãos”, finalizou.

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Sem paz no coração, não haverá paz no mundo, adverte Papa

“Que o Senhor nos dê o Espírito Santo para permanecer Nele e nos ensine a amar, simplesmente, sem fazer guerra aos outros”. Esta foi a oração do Papa Francisco na missa celebrada nesta quinta-feira, 9, na capela da Casa Santa Marta. Durante sua homilia, o Pontífice destacou que não é possível ser cristão e semear a guerra.

Recordando a oração no início da Liturgia, com a invocação a Deus para conceder a “todas as pessoas” uma “paz segura”, Francisco se concentrou nos temas da atualidade. “Quando falamos de paz, imediatamente pensamos nas guerras, que não existam guerras no mundo, que exista a paz segura, é a imagem que nos vem sempre, paz e não guerras, mas sempre fora: naquele país, naquela situação”.

O Santo Padre complementou: “Também nestes dias em que houve tantos focos de guerra acesos, a mente dirige-se imediatamente para lá quando falamos de paz, [quando rezamos] para que o Senhor nos dê a paz. E isso está certo; e devemos rezar pela paz mundial, devemos sempre ter diante de nós este dom de Deus que é paz e pedi-lo para todos”.

O Papa exortou os fiéis a se perguntarem: Como vai a paz em minha casa? Meu coração estão “em paz” ou “ansioso”, sempre “em guerra, em tensão de ter algo mais, para dominar, para ser ouvido”?. A paz das pessoas ou de um país é semeada no coração, explicou Francisco. “Se não temos paz no coração, como pensamos que haverá paz no mundo?”, questionou. O Pontífice advertiu que habitualmente homens e mulheres não pensam nisso.

A primeira leitura desta quinta-feira, 9, de São João Apóstolo, indica o caminho para alcançar a paz interior e permanecer no Senhor, sublinhou o Santo Padre. “Onde está o Senhor existe a paz. É ele quem faz a paz, é o Espírito Santo que Ele envia que faz a paz dentro de nós”.

“Se nós permanecermos no Senhor, nosso coração estará em paz; e se habitualmente permanecermos no Senhor, quando cairmos em um pecado ou defeito, será o Espírito que nos fará conhecer esse erro, esse escorregão. Permanecer no Senhor. E como permanecemos no Senhor? O apóstolo diz: ‘Se nos amarmos uns aos outros’. É esta a questão, este é o segredo da paz”.

Francisco falou sobre o amor verdadeiro, que não é aquele das novelas, nem um espetáculo, mas que leva homens e mulheres a falarem bem dos outros. O Papa aconselhou:  “Se eu não posso falar bem, fecho a boca, não falo mal e não conto coisas ruins. Porque falar mal dos outros é guerra”. O amor, sublinhou o Pontífice, se mostra nas pequenas coisas.

“Se existe a guerra no meu coração, haverá guerra na minha família, haverá guerra no meu bairro e haverá guerra no local de trabalho. Os ciúmes, as invejas, as fofocas nos levam a fazer guerra um com o outro, destroem, são como sujeiras”, destacou. O Santo Padre convidou os fiéis a refletirem: Quantas vezes o “espírito de paz” ou ” espírito de guerra” dominam minhas falas e discursos?. “Cada um tem os seus pecados, eu olho para os meus e os outros terão os deles, para assim fechar a boca”, completou.

O modo de agir em família, no bairro, no local de trabalho, é uma maneira de agir em uma guerra, apontou o Papa. ” Destruir o outro, sujar o outro, isso não é amor, esta não é a paz segura que pedimos. Quando fazemos isso, não existe Espírito Santo. E isso acontece com cada um de nós, cada um. Imediatamente vem a reação de condenar o outro. Seja um leigo, uma leiga, um sacerdote, uma religiosa, um bispo, um Papa, todos, todos. É a tentação do diabo para fazer a guerra”.

Quando o diabo consegue que homens e mulheres façam guerra, fica feliz, pois não precisa mais trabalhar, alertou o Pontífice. “Somos nós que trabalhamos para destruirmo-nos um ao outro, (…) somos nós que levamos avante a guerra, a destruição, destruindo antes a nós mesmos, porque expulsamos o amor e depois os outros”. Francisco observou como, de fato, a humanidade é dependente desse hábito de sujar os outros. “É uma semente que o diabo colocou dentro de nós”.

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Jubileu de Prata Pe. Gilmar
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Retrospectiva Paroquial 2019

O ano de 2019 está  chegando ao fim. Assim, nada melhor do que relembrar as grandes bênçãos que Deus derramou sobre nós neste ano tão especial, principalmente com as Missões de Evangelização nos setores.

Veja abaixo as atividades que marcaram a vida de nossa paróquia nesse ano:

Geral

  • 6 Formações de Preparação para o Batismo
  • 177 crianças foram batizadas
  • 3 Encontros de Formação de Preparação para o Matrimônio 
  • 38 casais receberam o sacramento do Matrimônio
  • 20 adultos receberam os sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma
  • 720 famílias foram atendidas pelos Vicentinos 
  • 660 gestantes e famílias atendidas pela Pastoral da Criança 
  • 400 pessoas foram atendidas pela Casa Abrigo
  • 538 Missas celebradas em 2019 
  • 168 Celebrações da Partilha 

Janeiro

 Investidura de novos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística

Celebração dos 24 anos de sacerdócio do Padre Gilmar

 

Fevereiro

 Missas com Benção das Gargantas

Formação Diocesana da Campanha da Fraternidade 2019

Festa das Inscrições da Catequese

Abertura do Ano Catequético na Paróquia

 Início da Lavagem Externa da Igreja

 

Março

Abertura Diocesana da Campanha da Fraternidade

Missa da Quarta-feira de Cinzas e Início da Quaresma

Missa e Procissão da Penitência

Leilão de Gado da Catedral

Festa da Ácies da Legião de Maria

Mutirão de Confissões

 

Abril

Ceia judaica da OFS

Semana Santa

Domingo de Ramos 

Missa dos Santos Óleos

Missa do Lava Pés

Celebração da Cruz

Encenação da Via Sacra

Vigília Pascal

Domingo de Páscoa

Aniversário de Fundação da Casa Abrigo e homenagem ao ex-presidente João Guerche.

 

Maio

Celebração dos Sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma para os Adultos

Vigília pelos Mortos de AIDS

Coroação de Nossa Senhora

 

Junho

Missa pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Chá Beneficente

Corpus Christi

Alimentos para o Hospital de Amor 

Festa Junina da Catequese

Dia de Oração pela Santificação do Clero

 

Julho

Mês do Dízimo

Aniversário Natalício do Padre Gilmar

Almoço Beneficente em prol da Casa Abrigo

Missa pelos Doentes

Aniversário de 3 anos da criação da Diocese e eleição canônica de Dom Moacir

Missa com o Padre Nino 

 

Agosto

Mês Vocacional

Início das celebrações em preparação ao Jubileu de 25 anos de Vida Sacerdotal do Padre Gilmar Margotto

Missa pelo Aniversário de Votuporanga

Semana da Família

Show com Eugênio Jorge

Encerramento da Semana da Família

Aniversário Natalício de Dom Moacir

Noite com Jesus (Catequese)

 

Setembro

Mês da Bíblia

Aniversário de Ordenação Diaconal

8 anos de falecimento do Padre Edemur 

Encontro de Mães

3º Encontro de Coroinhas e Acólitos

Encontro de Pais

Início do Terço Vocacional do Jubileu do Padre Gilmar

 

Outubro

Abertura do Mês Missionário Extraordinário

Novena da Padroeira

Benção dos Animais

30 anos da OFS em Votuporanga

Aniversário de Ordenação Episcopal de Dom Moacir

 Dia da Padroeira

Quermesse

Concurso Boneca e Boneco Vivos

Canonização da Santa Dulce dos Pobres

Aniversário de instalação da Diocese

8 anos do Padre Gilmar como nosso pároco

 

Novembro

Chá Beneficente em prol da Casa Abrigo

Dia Mundial dos Pobres

 

Dezembro

Aniversário de Ordenação Presbiteral de Dom Moacir

Concerto de Natal na Catedral

Celebrações do Natal do Senhor

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5 coisas que talvez não saiba sobre os Santos Inocentes

No marco da festa dos Santos Inocentes, apresentamos 5 coisas que talvez não sabia sobre estes mártires, cujas mortes seguem repercutindo na sociedade de hoje, segundo artigo de Pe. Sergio Román, publicado no SIAME (Serviço Informativo da Arquidiocese do México).

1. A história

Herodes disse aos Magos do Oriente que ele estava muito interessado no rei que tinha acabado de nascer e pediu-lhes para informá-lo sobre este rei em seu retorno para também ir adorá-lo. A estrela guiou os Magos até a criança e, cumprida sua missão, voltaram para seus países de origem por outros caminhos, pois um anjo lhes avisou em sonhos que Herodes queria matar Jesus.

Desapontado com os Magos, Herodes mandou matar todas as crianças menores de dois anos com o desejo de acabar com aquele Rei nascido em Belém, que colocava em perigo seu próprio reinado. Um genocídio. A matança dos inocentes. A Igreja os recorda no dia 28 de dezembro, unidos aos Natal, porque eles não morreram por Cristo, mas no lugar de Cristo.

2. Herodes, o Grande!

Assim se fazia chamar aquele rei da Palestina, fantoche do Império Romano. Foi grande porque soube ganhar guerras e conquistar terras para o seu reino, mas também por seus crimes: casou-se com Mariana, filha do sumo sacerdote Hircano II. Temeroso de que desejavam o seu reino, mandou matar seu genro, José; Salomé; o sumo sacerdote Hircano II; sua esposa Mariana; os irmãos dela, Aristóbulo e Alexandra; seus próprios filhos, Aristóbulo, Alexander e Antipatro.

Quando ficou enfermo, mandou prender todos os personagens importantes de Jericó, com a ordem de que assim que morresse, matassem-nos a flechadas. Quando Herodes morreu, esta ordem não foi cumprida. Com esses dados, podemos compreender que para ele foi fácil mandar matar os Santos Inocentes. Quantos foram? Hoje, sabe-se que Belém não devia ter mais de mil habitantes e que a este número, provavelmente, corresponderia uma população de 20 meninos.

3. A gruta de Belém

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, que deu paz aos cristãos no século IV, construiu uma Basílica sobre a gruta de Belém, onde o Menino Jesus nasceu. Essa Basílica, reconstruída, ainda existe e guarda em sua cripta a preciosa gruta onde uma estrela de prata marca o lugar do santo nascimento. “Aqui nascei Jesus Cristo de Maria, a Virgem”, diz a inscrição em latim.

A gruta de Belém é um sistema de cavernas que se estendem debaixo da antiga basílica e do templo católico de Santa Catarina. Em uma dessas cavernas foram encontrados restos de crianças enterradas. O primeiro pensamento foi que eram os restos dos Santos Inocentes, mas os caixões correspondiam a uma época muito posterior. De todo modo, essa caverna foi dedicada à memória dos Santos Inocentes.

4. Ain Karen

Ain Karen é uma cidade perto de Jerusalém. Segundo a tradição, é o lugar da “Visitação” e do nascimento de João Batista. Este era mais velho do que Jesus apenas seis meses e existe a lenda de que também ao ser vítima de Herodes. Perseguida por soldados assassinos, sua mãe Isabel buscou uma rocha no monte atrás da qual ocultou seu pequeno João antes que os soldados a alcançassem.

Quando os soldados a alcançaram, procuraram até atrás da rocha, mas não viram nada. Quando saíram, Isabel correu para buscar seu menino e descobriu que a rocha tinha aberto um espaço para dar lugar em seu interior ao pequeno perseguido e, assim, salvou João Batista. Na Basílica da Visitação, sobre o monte, guarda-se uma estranha rocha que recorda esta história.

5. Os santos inocentes de hoje

A celebração litúrgica deve nos recordar não apenas o fato histórico daquelas crianças assassinadas no lugar de Cristo, mas também o acontecimento diário de todos aqueles inocentes perseguidos e assassinados entre nós. Os humanos somos capazes de monstruosidades que nos envergonham.

Seguimos assassinando por motivos religiosos, políticos, econômicos e, cada vez que denunciamos um desses crimes, clamamos indignados “Nunca mais!”, para, em seguida, repetir a história. Não permaneçamos indiferentes ante esses genocídios, despertemos em nós a solidariedade e unamos nossas vozes e nossas ações às desses inocentes que seguem morrendo no lugar de Cristo.

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Papa destaca exemplo de Santo Estêvão, primeiro mártir da Igreja

No dia de Santo Estêvão, nesta quinta-feira, 26, a recordação dos mártires de ontem e de hoje. No Vaticano, o Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro destacando o exemplo desse que foi o primeiro mártir da Igreja Católica.

Francisco explicou que a liturgia de hoje apresenta os momentos finais da vida de Estêvão. Diante da alegria do Natal, a memória do primeiro cristão assassinado por causa de sua fé pode parecer fora de lugar, disse o Papa, mas está em sintonia com o verdadeiro significado do Natal.

“No martírio de Santo Estevão, a violência é derrotada pelo amor, a morte pela vida. Ele, na hora do testemunho supremo, contempla o céu e concede a seus perseguidores o seu perdão”, explicou.

O Santo Padre destacou que Santo Estêvão soube narrar Jesus com as palavras e sobretudo com a sua vida. A partir de seu exemplo, também os fiéis hoje fixam o olhar sobre Jesus, testemunha fiel do Pai, e aprendem que a glória do céu não é feita de riquezas e poderes, mas de amor e doação de si.

“Precisamos manter o olhar fixo sobre Jesus, autor e aperfeiçoador da nossa fé, para poder dar razão da esperança que nos foi dada através dos desafios e das provações que devemos enfrentar cotidianamente”.

Estevão era diácono e ensina a anunciar Cristo em gestos de caridade evangélica, acrescentou o Santo Padre. “Seu testemunho, culminado no martírio, é fonte de inspiração para a renovação das nossas comunidades cristas. Elas são chamadas a se tornarem sempre mais missionárias, voltadas à evangelização, decididas a alcançar homens e mulheres nas periferias existenciais e geográficas onde há mais sede de esperança e salvação”.

Celebrar o primeiro mártir da Igreja também é um convite a recordar todos os mártires de ontem e hoje, disse o Papa, enfatizando que hoje são muitos os mártires. “Que Maria, mãe do Redentor, nos ajude a viver esse tempo do Natal fixando o olhar em Jesus, para nos tornarmos a cada dia mais semelhantes a Ele”, concluiu.

 

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Padre explica o que é e como viver a Oitava de Natal

Nesta semana, a Igreja vive a Oitava de Natal. Mas o que é este tempo? A Solenidade do Natal não é vivida somente em um dia, mas é estendida por oito dias, bem como a oitava da Páscoa. O período da Oitava de Natal vai até o dia 1º de Janeiro, quando se celebra a Solenidade de Maria, Mãe de Deus.

Padre Reginaldo Carreira explica que os oito dias da Oitava de Natal são celebrados como se fossem um único dia, e que começaram a ser vividos depois do surgimento da Oitava da Páscoa.

“No decorrer do caminho da Igreja, começou-se a se celebrar a oitava da Páscoa, oitava de Pentecostes, uma série de oitavas no sentido de comemorar a semana toda, de domingo a domingo, não só por ser uma semana festiva, de festas consideradas especiais, mas por entender o oitavo dia como o dia sem ocaso, o dia final, o dia da ressurreição, da plenitude. Então nesse sentido a Igreja sempre nos remete à visão também do Céu, da Igreja definitiva. A Igreja começou a celebrar as oitavas, e no decorrer do caminho ficaram a Oitava de Natal e a Oitava de Páscoa, porque são festas ligadas e as mais importantes. O mistério da encarnação tem seu sentido e toda a nossa fé cristã tem seu sentido a partir do mistério da Páscoa de Jesus.”

O sacerdote acrescenta que a Oitava de Natal é uma celebração litúrgica que faz lembrar a Encarnação de Jesus, que se fez homem para salvar a humanidade.

Festas nesse Período

Durante o período da Oitava de Natal, no calendário litúrgico, há outras festas. “É interessante que a festa da Oitava de Natal não tira a importância das outras celebrações que acontecem nesse período, que também são muito significativas”. 

No dia 26, é celebrada a festa de Santo Estêvão: “primeiro mártir, testemunho de um amor, de uma doação, de uma entrega que tem sentido por causa da fé na ressurreição e na encarnação de Jesus. A missão de Jesus foi tão eficaz que as pessoas tiveram coragem de dar a vida por Ele”. 

Dia 27, celebra-se São João Apóstolo e Evangelista: “É quem nós chamamos de discípulo amado, que fala de uma forma mais profunda do mistério da Encarnação, não explicando de uma maneira histórica, mas de uma forma mais teológica”. 

Outra festa é dos Santos Inocentes, no dia 28: “Essa festa tem todo o sentido no Natal de Jesus, pois Maria e José fugiram com Jesus para o Egito devido à ordem de Herodes”. 

No meio deste tempo, também é comemorada a Festa da Sagrada Família, no dia 30 de dezembro: “Jesus que nasceu numa família pra salvar nossa família; é na família que está centrada nossa experiência de vida e de amor.”

A Oitava de Natal se encerra com a Solenidade de Maria, Mãe de Deus. “É uma forma de consagrar a Nossa Senhora, a mãe de Deus, todo o ano que se inicia. Essa festa coroa a Oitava de Natal falando de Maria como Mãe, porque o mistério da Encarnação aconteceu a partir do Sim sincero, profundo, e convicto de Nossa Senhora”. 

Como viver a Oitava de Natal

O sacerdote salienta que o período da Oitava de Natal, além de repleto de celebrações litúrgicas, pode e deve ser vivido de forma pessoal, através da oração do terço (especialmente dos Mistérios Gozosos), e da contemplação do Mistério da Encarnação. Também é importante sinalizar a casa, com velas e luzes, como forma de demonstrar a alegria da chegada do Senhor. Também, claro, participar da Missa dentro do possível. 

“Mas o mais importante é entender que todos esses sinais devocionais, rituais ou litúrgicos que a gente celebra só têm sentido se acontecer o nascimento espiritual, se a gente alimentar no nosso coração, para que nasça Jesus a partir daquilo que Ele quer que nós vivamos: o amor verdadeiro, o perdão sincero, a alegria coerente com o propósito de vida cristã. As festas que a gente vive nesse tempo, tanto de Natal quanto de Ano Novo, precisam ser norteadas pelo sentido delas: Jesus”. 

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Mensagem de Dom Moacir sobre o Natal do Senhor

Que ótima oportunidade estamos tendo pela bondade de Deus que mantém a nossa vida de celebrar mais um Natal com nossas famílias, amigos e comunidades.

Natal é uma festa bem popular. O comércio começa a falar dela desde novembro, fazendo as suas propagandas, estimulando o povo para as compras de presentes natalinos para os familiares e amigos. Isso tudo pode contribuir para a alegria da festa de Natal. Também as igrejas cristãs procuram ensinar o sentido essencial desta festa de Natal.  Nas nossas paróquias temos um período de quatro semanas, chamado tempo do Advento, como tempo oportuno para nos preparar espiritualmente para a Solenidade do Natal. Esse tempo longo de preparação mostra como é importante a festa do Natal para a nossa vida.

Outra festa cristã muito importante que temos na igreja católica é a festa da Páscoa. Ela tem também um longo tempo de preparação (Quaresma). Eis então as duas festas mais importantes da nova vida cristã: A festa da Páscoa que celebra a Ressurreição gloriosa de Cristo e que nos convida a renovar a nossa fé e o nosso compromisso em Jesus Ressuscitado e a festa do Natal que celebra o nascimento do Filho de Deus em Belém e Ele que vem nos libertar e salvar de todo tipo de escravidão.

Natal é para nós o reconhecimento do “grande presente” que Deus Pai deu para a humanidade: Jesus Cristo. O Evangelho da Vigília de Natal nos recorda o anúncio do anjo de Deus: “Não tenhais medo! Eis que eu vos anuncio uma grande alegria que será para todo o povo: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor, em Belém” (Lc 2,9-11)

Diante desse evento somos convidados a festejar e meditar sobre esse mistério revelado na Sagrada Escritura e na Tradição cristã e perguntamos: por que Deus tomou essa iniciativa em favor de cada um de nós pecadores? E em última análise, podemos dizer que Deus tem agido assim não é por causa de nossos merecimentos diante dEle mas porque Ele nos ama com muita misericórdia.

E agora nos perguntamos: Se Deus nos presenteou com o seu divino Filho, Jesus de Nazaré, qual deve ser a nossa resposta diante de “grande presente recebido”?

Quando recebemos um presente de alguém, o sentimento que nos envolve normalmente é de gratidão para com o doador. Neste Natal, na sua realidade mais profunda nos faz pensar: que resposta eu estou dando no dia a dia, àquele que no Natal (histórico ou litúrgico) vem ao meu encontro para orientar a minha vida para a alegria, felicidade e liberdade?

Além disso o Natal aconteceu sim em Belém mas ele continua acontecendo em cada cristão que recebe Jesus como Filho de Deus em sua vida: Exemplo: O primeiro Natal do evangelista Mateus foi quando o Senhor Jesus o chamou na coletoria de imposto para segui-Lo. Naquele dia e hora aconteceu o Natal de Mateus, isto é, Jesus foi aceito no coração de Mateus. E isso mudou a vida de Mateus.

O apóstolo Paulo teve o seu primeiro Natal quando o Senhor Jesus Ressuscitado o chamou no caminho de Damasco. Naquele dia e hora aconteceu o Natal de Paulo, isto é, Jesus foi aceito no coração de Paulo. E isso mudou também a vida de Paulo.   Você já se perguntou, quando aconteceu o seu primeiro Natal com Jesus? Se isso já aconteceu, agradeça a Deus. Se não aconteceu peça a graça de Deus para que o Natal aconteça na sua vida também.

Por último, te convido neste tempo abençoado do Natal, além de meditar no sentido profundo do Natal, agradecer a Deus pelas inúmeras pessoas que estão acolhendo em suas vidas o “verdadeiro presente” do Natal e vão doravante a seguir os passos da “Luz” de Belém.

Desejo a todos um Feliz e Santo Natal. E que o mesmo Deus que nos enviou Jesus para ser Deus conosco renove em ti numerosas bênçãos.

 

Dom Moacir Ap. de Freitas

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Hoje começa a Oitava de Natal, celebramos o nascimento de Jesus por 8 dias

Como é tradição na Igreja, na noite de 24 de dezembro se começa a celebrar de maneira solene o Natal do Senhor e, logo após, seguem-se oito dias chamados “Oitava de Natal”, que começa em 25 de dezembro e se conclui no dia 1º de janeiro, nos quais se festeja igualmente o nascimento do Menino Deus.

A celebração da “Oitava” tem suas raízes no Antigo Testamento, no qual os judeus festejavam as grandes festas por oito dias. Do mesmo modo, como se lê em Gênesis (17,9-14), há muito séculos, deus fez uma aliança com Abraão e sua descendência, cujo sinal é a circuncisão no oitavo dia depois do nascimento.

O próprio Jesus, como todo judeu, também foi circuncidado ao oitavo dia e ressuscitou no “dia depois do sétimo dia da semana”. Assim, a Oitava (oito dias) segue sendo uma tradição muito importante na Igreja e, por isso, estabeleceu-se apenas dois momentos no calendário litúrgico: a “Oitava de Natal” e a “Oitava de Páscoa”.

Na Oitava de Natal, também são celebradas as seguintes festas:

  • 26 de dezembro: Santo Estêvão é o primeiro mártir do cristianismo e representa todos os que morreram por Cristo voluntariamente.
  • 27 de dezembro: São João Evangelista é o jovem e valente apóstolo que permaneceu ao pé da cruz com a Virgem Maria. É considerado o “discípulo amado” e representa os que estiveram dispostos a morrer por Cristo, mas não foram mortos.
  • 28 de dezembro: Os Santos Inocentes representam os que morreram por Cristo sem saber e os milhões de bebês que morrem hoje em dia com o aborto.
  • 30 de dezembro: A Sagrada Família é modelo para todas as famílias e símbolo da união da Santíssima Trindade. Costuma ser celebrada no domingo seguinte ao Natal.
  • 1º de janeiro: Santa Maria, Mãe de Deus. Todos os títulos atribuídos à Virgem Maria têm sua raiz neste dogma de fé.
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Feliz Natal! Hoje nasceu o Salvador!

Neste dia 25 de dezembro, a Igreja celebra a Solenidade do nascimento de Jesus Cristo. É um dia de alegria e gozo, porque o Senhor veio ao mundo para trazer a salvação. Por isso, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida deseja a todos um feliz Natal e que Jesus também nasça em sua família e coração.

Como o sol ilumina a escuridão ao amanhecer, a presença de Cristo invade a escuridão do pecado, do mundo, do demônio e da carne para mostrar o caminho a seguir. Com sua luz, mostra a verdade de nossa existência. O próprio Cristo é a vida que renova a natureza caída do homem e da natureza. O Natal comemora a presença renovadora de Cristo que vem para salvar o mundo.

A Igreja em seu papel de mãe e mestra, através de uma série de festas busca conscientizar o homem deste fato tão importante para a salvação de seus filhos. É, portanto, necessário que todos os fiéis vivam com o reto sentido a riqueza da experiência real e profunda do Natal.

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Presidência da CNBB incentiva boa vivência do Natal

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou nesta terça-feira, 24, os votos de um Feliz Natal para toda a Igreja no Brasil. Em uma mensagem de vídeo, o presidente da instituição, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, o primeiro vice-presidente, Dom Jaime Spengler, o segundo vice-presidente, Dom Mário Antônio da Silva, e o secretário-geral, Dom Joel Portella Amado, incentivaram os fiéis a viverem bem o Natal.

Dom Walmor afirmou: “Você vive o espírito do Natal quando se dispõe todos os dias a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma e quando a oração se torna parte da sua rotina, sendo seu guia, alicerce e proteção”. Dom Jaime pediu que os católicos ajudem a resgatar a dignidade e a nobreza do Natal. “[É preciso] avaliar nosso modo de viver e compreender o mistério de um Deus que é amor”.

Em sua fala, Dom Mário comentou as dificuldades que muitos fiéis enfrentam. “Mesmo que esteja carregando uma cruz pesada, coloque um sorriso no rosto e ofereça a Deus este sacrifício. Assim como o pinheiro de Natal, seja resistente aos ventos e dificuldades da vida, isso vai fortalecer sua caminhada na esperança”, exortou.

Por fim, Dom Joel questionou: “Você quer ser um sinal de Cristo no Natal?”, e respondeu: “Lembre-se dos sinos da noite feliz, assim como eles, chame, reúna, congregue, seja um ombro amigo para o seu irmão e, acima de tudo, perdoe e ensine o perdão”.

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Em Jesus, Deus se fez menino, para ser abraçado por nós, diz Papa

O Papa Francisco presidiu nesta terça-feira, 24, a missa da noite do Natal do Senhor, no Vaticano, como de costume. Após a procissão de entrada, foi cantada a Kalenda, o anúncio do nascimento de Jesus, e o Santo Padre beijou a imagem do Menino Jesus colocada diante do altar. 

Em sua homilia, Francisco falou sobre a Luz que brilhou na noite de Natal.

“Na noite da terra, apareceu uma luz vinda do Céu. Que significa esta Luz? É a graça de Deus portadora de Salvação para todos os homens. E o que é esta graça? É o amor divino, o amor que liberta do mal. Nesta noite foi mostrado o amor de Deus, em Jesus, pequeno, para ser amado por nós. Em Jesus, Deus se fez menino, para poder ser abraçado por nós.”

O Papa lembrou que em Jesus, a graça é completamente gratuita:

“Enquanto aqui na terra tudo parece ser um ‘dar para receber’, um negócio, em Deus, é grátis. Nada fizemos para merecer, e nem poderíamos. Nesta noite, nos damos conta que, sem sermos dignos da Altura de Deus, Ele veio a nós. O natal lembra que Deus continua a amar todo homem, mesmo o pior. A mim e a ti…Deus não te ama porque te comportas bem. Deus ama e basta. Podes ter ideias erradas, mas o Senhor não desiste de te querer bem. Quantas vezes pensamos que Deus será bom se formos bons, e que nos castigará se formos maus. Mas não é assim. O amor de Deus é fiel, e paciente. Esse é o Dom que encontramos no Natal.”

Francisco afirmou que na noite em que a Graça de Deus se manifestou, o ser humano encontra, na Beleza de Deus, a sua própria beleza:

“Na saúde e na doença, felizes ou tristes, sempre parecemos lindos aos seus olhos. Somos belos. É uma beleza que está no nosso ser.”

A grande alegria anunciada aos pastores é verdadeiramente a todo o povo. Naqueles pastores estão também as fragilidades do povo de Deus.

“Deus nos chama, porque nos ama. E nas noites da vida, Deus nos diz: Coragem. Nessa noite o amor venceu o medo. A luz gentil de Deus venceu as trevas da arrogância humana.”

O Papa ressaltou que, diante desta Graça, só resta ao ser humano acolher o dom de Deus. Antes de ir a procura de Deus, se deixar procurar por Ele. Não partir das capacidades humanas, mas da Sua Graça, porque Ele é o Salvador.

“Fixemos o olhar no menino e deixemo-nos amar por Ele. Aquilo que está torto na vida, não poderá servir-nos mais de justificativa. Não há desculpas. Deixo-me amar por Deus? Abandono-me ao Amor que vem salvar-me? Acolher a Graça é saber agradecer. Hoje é o dia certo para nos aproximarmos da manjedoura e dizermos: Obrigado! Obrigado! E depois tornar-nos dom, dar sentido à nossa vida. Deus não esperou sermos bons para merecê-Lo. Mas também não esperemos que os outros sejam bons para amarmos os outros. Sejamos nós, bons com os outros. Esta graça consiste em preservar essa gratuidade.”

Por fim, o pontífice concluiu:

“Se as tuas mãos te parecem vazias, esta é a tua noite. Manifestou-se a graça de Deus para resplandecer na sua vida. Brilhará em ti a Luz do Natal.”

 

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Que o Emmanuel seja luz para toda a humanidade ferida, pede Papa

Nesta quarta-feira, 25, o Papa Francisco deu a Benção e a Mensagem Urbi et Orbi, como de costume no dia de Natal.

Leia a mensagem, na íntegra:

«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1).

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!

Nesta noite, do ventre da mãe Igreja, nasceu de novo o Filho de Deus feito homem. O seu nome é Jesus, que significa Deus salva. O Pai, Amor eterno e infinito, enviou-O ao mundo, não para condenar o mundo, mas para o salvar (cf. Jo 3, 17). O Pai no-Lo deu, com imensa misericórdia; deu-O para todos; deu-O para sempre. E Ele nasceu como uma chamazinha acesa na escuridão e no frio da noite.

Aquele Menino, nascido da Virgem Maria, é a Palavra de Deus que Se fez carne; a Palavra que guiou o coração e os passos de Abraão rumo à terra prometida, e continua a atrair aqueles que confiam nas promessas de Deus; a Palavra que guiou os judeus no caminho desde a escravidão à liberdade, e continua a chamar os escravos de todos os tempos, incluindo os de hoje, para sairem das suas prisões. É Palavra mais luminosa do que o sol, encarnada num pequenino filho de homem, Jesus, luz do mundo.

Por isso, o profeta exclama: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1). É verdade que há trevas nos corações humanos, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nas relações pessoais, familiares, sociais, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nos conflitos econômicos, geopolíticos e ecológicos, mas é maior a luz de Cristo.

Que Jesus Cristo seja luz para tantas crianças que padecem a guerra e os conflitos no Médio Oriente e em vários países do mundo; seja conforto para o amado povo sírio, ainda sem o fim à vista das hostilidades que dilaceraram o país nesta década; sacuda as consciências dos homens de boa vontade; inspire os governantes e a comunidade internacional, para encontrar soluções que garantam a segurança e a convivência pacífica dos povos da Região e ponham termo aos seus sofrimentos; seja sustentáculo para o povo libanês, para poder sair da crise atual e redescobrir a sua vocação de ser mensagem de liberdade e coexistência harmoniosa para todos.

Que o Senhor Jesus seja luz para a Terra Santa, onde Ele nasceu, Salvador do homem, e onde continua a expectativa de tantos que, apesar de cansados mas sem se perder de ânimo, aguardam dias de paz, segurança e prosperidade; seja consolação para o Iraque, atravessado por tensões sociais, e para o Iêmen, provado por uma grave crise humanitária.

Que o Menino pequerrucho de Belém seja esperança para todo o continente americano, onde várias nações estão a atravessar um período de convulsões sociais e políticas; revigore o querido povo venezuelano, longamente provado por tensões políticas e sociais, e não lhe deixe faltar a ajuda de que precisa; abençoe os esforços de quantos se empenham em favorecer a justiça e a reconciliação e trabalham para superar as várias crises e as inúmeras formas de pobreza que ofendem a dignidade de cada pessoa.

Que o Redentor do mundo seja luz para a querida Ucrânia, que aspira por soluções concretas para uma paz duradoura.

Que o Senhor recém-nascido seja luz para os povos da África, onde perduram situações sociais e políticas que, frequentemente, obrigam as pessoas a emigrar, privando-as duma casa e duma família; haja paz para a população que vive nas regiões orientais da República Democrática do Congo, martirizada por conflitos persistentes; seja conforto para quantos padecem por causa das violências, calamidades naturais ou emergências sanitárias; dê consolação a todos os perseguidos por causa da sua fé religiosa, especialmente os missionários e os fiéis sequestrados, e para quantos são vítimas de ataques de grupos extremistas, sobretudo no Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria.

Que o Filho de Deus, descido do Céu à terra, seja defesa e amparo para todos aqueles que, por causa destas e outras injustiças, devem emigrar na esperança duma vida segura. É a injustiça que os obriga a atravessar desertos e mares, transformados em cemitérios; é a injustiça que os obriga a suportar abusos indescritíveis, escravidões de todo o gênero e torturas em campos de detenção desumanos; é a injustiça que os repele de lugares onde poderiam ter a esperança duma vida digna e lhes faz encontrar muros de indiferença.

Que o Emmanuel seja luz para toda a humanidade ferida. Enterneça o nosso coração frequentemente endurecido e egoísta e nos torne instrumentos do seu amor. Através dos nossos pobres rostos, dê o seu sorriso às crianças de todo o mundo: às crianças abandonadas e a quantas sofreram violências. Através das nossas frágeis mãos, vista os pobres que não têm nada para se cobrir, dê o pão aos famintos, cuide dos enfermos. Pela nossa frágil companhia, esteja próximo das pessoas idosas e de quantas vivem sozinhas, dos migrantes e dos marginalizados. Neste dia de festa, dê a todos a sua ternura e ilumine as trevas deste mundo.

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A rigidez nasce do medo da mudança, afirma Papa à Cúria Romana

O Papa Francisco recebeu neste sábado, 21, na Sala Clementina, para as felicitações de Natal, os seus colaboradores mais próximos da Cúria Romana. Em seu discurso, o Santo Padre afirmou que a época atual não é simplesmente uma época de mudanças, mas é uma mudança de época. Segundo o Pontífice, o comportamento saudável de quem é membro da Cúria é o de se deixar interrogar pelos desafios do tempo presente, com discernimento e coragem, e não se deixar seduzir pela cômoda inércia de deixar tudo como é.

“Muitas vezes vive-se uma mudança limitando-se a vestir uma roupa nova, mas na realidade permanece-se como era antes. Recordo a expressão enigmática que se lê em um famoso romance italiano: ‘Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude (O Leopardo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa)'”, afirmou o Papa.

Francisco frisou que em um mundo que muda, a Cúria Romana não deve mudar simplesmente para “seguir modas”. A Igreja vive o desenvolvimento e o crescimento a partir da perspectiva de Deus e a história da Bíblia é toda um caminho marcado por começos e recomeços, destacou o Santo Padre. Por isso, o Pontífice citou um dos novos santos, o cardeal Newman, que quando falava de “mudança” na realidade queria dizer “conversão”.

A reforma da Cúria Romana também fez parte do discurso do Papa. Francisco sublinhou que nunca teve a presunção de fazer como se antes nada tivesse existido, mas apostou no contrário, em valorizar tudo o que foi feito de bom na complexa história da Cúria.

“É obrigatório valorizar a sua história para construir um futuro que tenha bases sólidas, que tenha raízes e possa nos levar a um futuro fecundo. Apelar-se à memória não quer dizer ancorar-se na autoconservação, mas reconvocar a vida e a vitalidade de um percurso em contínuo desenvolvimento. A memória não é estática, é dinâmica. Por sua natureza implica o movimento”, completou.

Novidades durante o papado de Francisco

De modo resumido, o Pontífice falou sobre algumas novidades da organização curial, como a criação no final de 2017 da Terceira Seção da Secretaria de Estado (Seção para os funcionários diplomatas da Santa Sé, ndr), junto com outras mudanças ocorridas nas relações entre Cúria Romana e Igrejas particulares e na estrutura de alguns Dicastérios, em particular o das Igrejas Orientais e outros para o diálogo ecumênico e inter-religioso, em particular com o Judaísmo.

O Santo Padre reforçou que foi principalmente da constatação – já evidente no tempo de João Paulo II e de Bento XVI – de um mundo que não é mais consciente do Evangelho como no passado, que foram originadas profundas reestruturações de dicastérios históricos ou que surgiram ou nasceram novos. Ao se referir à Congregação para a Doutrina da Fé e à Congregação para a Evangelização dos Povos, o Papa observou que quando foram instituídas, era uma época na qual era mais simples distinguir entre dois divisores definidos: de um lado o mundo cristão e de outro um mundo ainda a ser evangelizado.

“Hoje não existe mais esta situação. As populações que ainda não receberam o anúncio do Evangelho não vivem apenas nos continentes não ocidentais, mas estão em todos os lugares, especialmente nas grandes concentrações urbanas as quais requerem uma pastoral específica. Nas grandes cidades precisamos de outros ‘mapas’, de outros paradigmas, que nos ajudem a reposicionar o nosso modo de pensar e as nossas atitudes: não estamos mais na cristandade, não estamos mais!”, frisou Francisco.

Evangelho e cultura digital

O que remodelou as instituições vaticanas foi o impulso a um renovado anúncio do Evangelho, afirmou o Papa. Conforme o Pontífice já tinha esclarecido na Evangelii gaudium: costumes, estilos, horários e linguagem, tudo deve ser um canal adequado à evangelização do mundo atual, mais do que para a autopreservação. E para esta necessidade corresponde o nascimento do Dicastério para a Comunicação, entidade que une nove setores da mídia vaticana que antes eram separados entre eles.

Este fato não foi um simples “agrupamento coordenativo”, mas um modo de “harmonizar” para “produzir uma melhor oferta de serviços em uma cultura amplamente digitalizada”, esclareceu o Santo Padre.  A nova cultura, marcada por fatores de convergência e multimidialidade, precisava de uma resposta adequada por parte da Sé Apostólica no âmbito da comunicação, completou Francisco.

Com relação aos serviços diversificados, atualmente prevalece a forma multimídia, e isso marca também o modo de criá-los, pensá-los e atuá-los, contou o Papa. Tudo isso implica, segundo o Pontífice, junto com a mudança cultural, em uma conversão institucional e pessoal para passar de um trabalho completamente isolado – que nos casos melhores tinha alguma coordenação – a um trabalho conectado, em sinergia.

O mesmo destino coube ao Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral criado para tornar mais coerente e unitário o trabalho que estava dividido entre os Pontifícios Conselho Justiça e Paz, Cor Unum, Pastoral dos Migrantes e Pastoral no Campo da Saúde.

Um olhar para os descartados

A Igreja é chamada, de acordo com o Santo Padre, a recordar a todos que não se trata apenas de questões sociais ou migratórias, mas de pessoas humanas, de irmãos e irmãs que hoje são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada. “É chamada a testemunhar que para Deus ninguém é ‘estrangeiro’ ou ‘excluído’. É chamada a despertar as consciências adormecidas na indiferença diante da realidade do Mar Mediterrâneo que se tornou para muitos, demasiados, um cemitério”, alertou.

Portanto, para o Papa, entre os “grandes desafios” e “necessários equilíbrios”, o que conta é que a Igreja, a Cúria Romana por primeiro, olhe à humanidade na qual todos são “filhos de um único Pai”. O Pontífice não escondeu a dificuldade de mudanças tão grandes, a necessidade de gradualismo, “o erro humano”, com os quais, “não é possível, nem justo não considerar”.

“A este difícil processo histórico está sempre ligada a tentação de se fechar no passado (mesmo usando novas formulações), porque é considerado mais garantido, conhecido e, certamente, menos conflitual”, observou o Santo Padre. Neste ponto, o Pontífice frisou ser preciso colocar em alerta a tentação de assumir um comportamento rígido.

Segundo Francisco, a rigidez nasce do medo da mudança e termina por disseminar limites e obstáculos no terreno do bem comum, fazendo com que se torne um campo minado de incomunicabilidade e de ódio. “Recordemos sempre que por trás de toda a rigidez jaz algum desequilíbrio. A rigidez e o desequilíbrio se alimentam mutuamente em um círculo vicioso”, observou.

Na conclusão, o Papa citou as palavras do cardeal Carlo Maria Martini que, pouco antes da sua morte afirmou: “A Igreja ficou para trás 200 anos. Por que não se mexe? Temos medo? Medo ao invés de coragem? De qualquer modo a fé é o fundamento da Igreja. A fé, a confiança, a coragem. […] Só o amor vence o cansaço”.

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Papa e secretário-geral da ONU pedem fim da indiferença

Reconheçamo-nos membros de uma única humanidade. Foi o que pediu o Papa Francisco e o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante encontro nesta sexta-feira, 20, no Vaticano. Juntos, os dois líderes gravaram uma mensagem às vésperas do Natal para agradecer por todo o bem que existe no mundo e dizer “não” à indiferença.

“Vamos dar graças por todo o bem que existe no mundo, por tantas pessoas que se empenham gratuitamente, por quem vive a própria vida no serviço, por quem não se rende e constrói uma sociedade mais humana e mais justa. Nós o sabemos: não podemos nos salvar sozinhos”.

O Pontífice e o secretário-geral da ONU mencionaram os dramas atuais: guerras, violências, miséria, injustiças, desigualdades, o escândalo da fome, a pobreza, crianças que morrem por falta de água, abusadas, migrações forçadas e desrespeito à vida, desde o ventre até a terceira idade.

A todas as situações, Francisco e Guterres afirmam com veemência que não se pode olhar para o outro lado: “Não podemos, não devemos nos girar do outro lado quando os fiéis de várias religiões são perseguidos em várias partes do mundo”.

Segundo o Papa e o secretário-geral da ONU, quem usa da religião para incitar o ódio, a violência, a opressão, o extremismo e o fanatismo, “clama vingança diante de Deus”, assim como quem dá continuidade a corrida armamentista e ao rearmamento nuclear. “É imoral não somente o uso, mas também a posse de armas nucleares.”

A mensagem fala também de esperança e confiança no diálogo em todos os níveis – entre as pessoas e nações – e no multilateralismo para construir um mundo pacífico. Francisco e Guterres pediram que todos se reconheçam membros de uma única família humana e cuidem da casa comum:

“O compromisso para reduzir as emissões poluentes e por uma ecologia integral é urgente e necessário: façamos algo antes que seja demasiado tarde!”. Neste desafio, os dois líderes falaram da importância dos jovens, pois ajudam a conscientização sobre o que está acontecendo hoje no mundo e pedem que homens e mulheres sejam semeadores de paz e construtores de uma civilização mais humana e mais justa.

“O Natal, na sua genuína simplicidade, nos recorda que o que realmente conta na vida é o amor”, concluiu o Papa Francisco e António Guterres.

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Conheça o Decreto de Criação de nossa Paróquia

 

Em 22 de dezembro de 1943, o bispo diocesano de São José do Rio Preto, Dom Lafayette Libanio, criou a primeira paróquia de Votuporanga, tendo como primeiro padroeiro São Pascoal Bailão. Três dias depois, em 25 de dezembro de 1943, a Paróquia foi solenemente instalada. Veja abaixo o Decreto de Criação de nossa Paróquia, extraído do Livro Tombo Paroquial:

“Por mercê” de Deus e da Santa Sé Apostólica, bispo de Rio Preto.

Aos que este Decreto virem saudações, paz e benção no Senhor.

Fazemos saber que, atendendo ao desenvolvimento da Capela de Votuporanga e considerando conter a mesma rendas suficientes para manter um pároco, depois de ouvido o parecer de nosso Conselho e do Reverendíssimo Vigário Encarregado da paróquia de Cosmorama, preenchidas todas as formalidades de direito – Havemos por bem, usando de nossas faculdades ordinárias, desmembrar definitivamente da Paróquia de Cosmorama o território que em seguida vai indicado, e nele pelo presente Decreto erigimos e canonicamente instituímos uma nova paróquia que se denominará São Pascoal Bailão de Votuporanga, com sede na povoação do mesmo nome e tendo limites correspondentes aos da atual zona distrital de Votuporanga. Limitada assim a nova paróquia, submetemos à jurisdição e ao cuidado do pároco, que para ela for nomeado e dos que lhe sucederem no cargo, os habitantes daquele território, aos quais mandamos que, tanto para o Reverendíssimo pároco como para a Fábrica da Igreja, contribuam religiosamente com emolumentos e oblações que respectivamente lhes sejam devidos por Estatutos, Leis, Costumes legítimos nesta nossa diocese. Ordenamos que o Reverendíssimo pároco funcione provisoriamente na Igreja de Nossa Senhora Aparecida sita em Votuporanga até que se construa a Matriz definitiva a qual gozará de todos os privilégios e insígnias que em direito cabem às igrejas matrizes. Pelo que concedemos à dita igreja matriz provisória de Votuporanga pleno direito e faculdade de ter sacrário onde se conserve o Augusto Sacramento da Eucaristia, com o necessário ornato e decência e uma lâmpada acesa dia e noite, bem como faculdade de ter batistério e Pia Batismal, Livros de Tombo e de Registros de Batismo, casamentos, óbitos e outros livros paroquiais e todos os demais direitos, honras e distinções de uma Igreja Paroquial. E considerando as circunstâncias peculiares desta diocese, de acordo com o Canon 454 §3 do Código de Direito Canônico, declaramos criada esta paróquia de Votuporanga. Damos portanto, por erigida e canonicamente instituída nesta nossa diocese a paróquia acima descrita, a qual terá por titular São Pascoal Bailão, cuja festa será celebrada anualmente, de acordo com as prescrições litúrgicas, no dia propício, com devoção e religiosos esplendor. Mandamos que este nosso Decreto seja lido em um domingo ou outro dia santificado à estação da Missa paroquial, tanto na Matriz de Votuporanga, como na de Cosmorama e cuidadosamente conservado no arquivo da paróquia Votuporanga. Seja o mesmo Decreto transcrito no livro competente de nossa Câmara Eclesiástica de Rio Preto, sob o nosso sinal e selo das nossas armas aos 22 de dezembro de 1943. E eu, padre José Joaquim Gonçalves, secretário do Bispado o subescrevi.

(ass) + Dom Lafayette Libanio, bispo diocesano.

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Paróquia da Catedral completa 76 anos

No próximo domingo, 22 de dezembro, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga completa 76 anos de criação. A paróquia foi criada no dia 22 de dezembro de 1943, com decreto de Dom Lafayette Libanio, sendo desmembrada da paróquia de Cosmorama e instalada 3 dias depois, em 25 de dezembro.

 Ao criar a paróquia, Dom Lafayette a confiou sobre a proteção de São Pascoal Bailão. Após pedidos da comunidade paroquial, em 1947 o bispo confirmou Nossa Senhora Aparecida como padroeira da paróquia, em substituição a São Pascoal Bailão, pois antes da criação da paróquia havia a Capela de Nossa Senhora Aparecida. O primeiro pároco foi o franciscano Frei Francisco Xavier e desde 2011, a paróquia é administrada pelo padre Gilmar Margotto, o primeiro votuporanguense a ser pároco da comunidade. 

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida foi a primeira a ser criada em Votuporanga e dela se originaram as demais. Além dos Frades Menores, a paróquia foi pastoreada por 30 anos pelos Freis Capuchinhos, cuja lembrança deixaram até hoje, principalmente o amado Frei Arnaldo e posteriormente pelos padres diocesanos. Entre as curiosidades, a paróquia teve como párocos 3 padres estrangeiros: o holandês Arthur Horsthuis, que anos depois se tornou o primeiro bispo de Jales, o alemão João Schultewalter e o italiano Nino Carta. 

Um grande marco nestes 76 anos foi a construção da Sé Catedral, cartão postal de nossa cidade, cuja construção foi iniciada em 1953 e inaugurada em 1958, desenhada em estilo neogótico e a única da região com duas torres. 

Ao longo desses anos, foram realizadas inúmeras atividades, com destaque para as Missas Solenes, encontros, retiros, quermesses, leilões. Muitas crianças e adultos receberam os sacramentos do Batismo, Eucaristia, Penitência, Crisma, Matrimônio e Unção dos Enfermos. Além disso, muitos padres foram ordenados na paróquia, entre eles o padre Gilmar, além da ordenação de diáconos permanentes, diáconos transitórios e profissões religiosas. Também passaram pela paróquia inúmeras pessoas que não mediram esforços e doaram suas vidas pela comunidade. 

Na área social, a Paróquia se destacou na criação do Lar São Vicente de Paulo, Centro Social, Damas da Caridade, Casa da Criança, Feira da Providência, Secretariado do Menor e hoje mantendo a Comunidade Assistencial Irmãos de Emaús (Casa Abrigo) que acolhe muitos moradores em situação de rua, além do combate à desnutrição e mortalidade infantil desenvolvida pela Pastoral da Criança e o trabalho dos Vicentinos que auxiliam as famílias carentes. 

Com a criação da Diocese de Votuporanga em 2016, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida tornou-se a Paróquia da Catedral, sendo referência para as outras 27 paróquias das 25 cidades da diocese. 

Veja abaixo a lista dos párocos:

Frei Francisco Xavier (1943 – 1945) 

Frei Elias Hüppe (1945) 

Frei Meinrado Vogel (1945 – 1946) 

Padre Arthur Horsthuis (1946) 

Padre João Schulterwalter (1947 – 1953) 

Frei Gregório de Protásio Alves (1953 – 1956) 

Frei Ambrósio de Bebedouro (1956 – 1959) 

Frei Eusébio de Penápolis (1959 -1960) 

Frei Benjamin Maria de Piracicaba (1960 – 1964) 

Frei Anselmo de Taubaté (1964 – 1966) 

Frei Sérgio Maria de Capivari (1966 – 1969) 

Frei Cirilo Bergamasco ( 1969-1972; 1981) 

Frei Ismael Martignago (1972- 1975) 

Frei Tarcísio Paulino Leite (1975 – 1978) 

Frei Agostinho Thomazzela (1981 – 1983) 

Padre Nino Carta (1983 – 1991) 

Padre Edemur José Alves (1991 – 2011) 

Padre Gilmar Margotto (2011)

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Saiba os Horários Celebrações de Natal e Ano Novo

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida já definiu o horário das celebrações de fim de ano na Catedral. No dia 24 de dezembro será celebrada a Vigília do Natal do Senhor às 20h. No dia de Natal, será celebrada a Santa Missa às 10h e às 19h30. No dia 31 de dezembro, será celebrada a Santa Missa em Agradecimento pelo ano de 2019 às 20h e no dia 01 de janeiro, Dia Mundial da Paz e Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, será celebrada a 1ª Missa de 2020 às 19h30. 

Resumo das Celebrações 

24/12 - 20h - Vigília do Natal do Senhor 
25/12 - 10h - Missa do Natal do Senhor 
25/12 - 19h30 - Missa do Natal do Senhor 

31/12 - 20h - Missa em Agradecimento pelo Ano de 2019 
01/01 - 19h30 - Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus 

Participemos com grande alegria destas celebrações do Tempo do Natal do Senhor!

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Papa pede aos empresários: para que eduquem o mundo do trabalho a um novo estilo

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira, 2, um grupo de jovens empresários franceses que participa, em Roma, de três dias de encontros e reflexões sobre a vocação dos empresários cristãos à luz da Doutrina Social da Igreja. O grupo é formado por trezentos empresários católicos franceses e está acompanhado pelo bispo de Fréjius-Tolone, Dom Dominique Rey.

Em seu discurso, o Pontífice afirmou estar ciente de que, na vida cotidiana, não é fácil conciliar as exigências da fé e o ensinamento social da Igreja com as necessidades e os vínculos impostos pelas leis do mercado e da globalização. “Acredito que os valores do Evangelho que vocês vivem na direção de suas empresas, bem as várias relações que vocês mantêm em suas atividades, são ocasiões para um testemunho cristão genuíno e insubstituível”, frisou.

O Papa declarou esperar que a peregrinação, em Roma, possa iluminar o discernimento dos jovens empresários sobre as escolhas que deverão fazer. “Nunca foi fácil ser cristãos e ter grandes responsabilidades”, disse o Santo Padre, ressaltando o contexto complexo criado entre produtividade e justiça social, e evidenciando o conflito que um empresário cristão vive e deve enfrentar cotidianamente:

“Os conflitos de consciência nas decisões cotidianas que vocês devem tomar, imagino que são numerosos: por um lado, a necessidade que lhes é imposta, geralmente pela sobrevivência das empresas, das pessoas que trabalham lá e suas famílias, de conquistar mercados, aumentar a produtividade, reduzir atrasos, recorrer a truques publicitários, aumentar o consumo, e por outro lado, as exigências cada vez mais urgentes de justiça social para garantir a todos a possibilidade de ter um salário e viver dignamente. Penso nas condições de trabalho, nos salários, nas ofertas de emprego e sua estabilidade, e na proteção do ambiente”.

Segundo Francisco, são dois os critérios de discernimento para “viver esses conflitos com serenidade e na esperança”. O primeiro, encontra-se na Constituição Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II, que diz em relação aos leigos engajados nas realidades temporais: “Cabe à sua consciência já devidamente formada, inscrever a lei divina na vida da cidade terrena”.

Outro critério útil encontra-se na Encíclica Laudato si, que estimula uma “avaliação da situação do mundo, de alguns sistemas que regulam as atividades econômicas, com suas consequências sobre as pessoas e o ambiente”. “É uma avaliação que às vezes pode parecer severa, mas que provoca creio, um grito de alarme por causa da deterioração da nossa Casa Comum, bem como diante da multiplicação da pobreza e da escravidão nas quais vivem várias pessoas hoje. Tudo está conectado”, completou.

Diante dessa realidade, o Pontífice reconheceu que certamente os empresários católicos não têm uma resposta imediata e eficaz a ser dada aos desafios do mundo atual. “Nisso, às vezes vocês podem se sentir impotentes”, disse. No entanto, Francisco afirmou que os empresários  têm um papel essencial a desempenhar porque, mesmo modestamente, em algumas mudanças concretas de hábitos e estilos, tanto nas relações com colaboradores diretos, ou melhor ainda na difusão de novas culturas empresariais, é preciso agir para mudar as coisas concretamente, e aos poucos, educar o mundo do trabalho a um novo estilo.

De acordo com o Santo Padre, é preciso “fazer uma conversão” conforme “evidenciado no recente Sínodo para a Amazônia”. “A conversão é um processo que age profundamente: um processo talvez lento, aparentemente, sobretudo quando se trata de converter as mentalidades, mas que permite progressos reais, se praticado com convicção e determinação mediante ações concretas”, completou.

Por fim, a conversão ecológica não pode ser separada da conversão espiritual, que é sua condição indispensável, alertou o Papa. A espiritualidade cristã propõe, de acordo com Francisco, uma maneira alternativa de entender a qualidade de vida e incentiva um estilo de vida profético e contemplativo, capaz de alegrar profundamente sem ser obcecado pelo consumo.

Os empresários foram convidados pelo Pontífice a seguirem o caminho da simplicidade e da sobriedade: “A simplicidade nos ajuda a parar e apreciar as pequenas coisas, agradecer as possibilidades que a vida oferece sem nos apegar ao que temos e nem nos entristecer com o que não possuímos”.

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Presépio já está montado na Catedral

Desde o último dia 26/11 , quem passa pela Catedral de Votuporanga, seja pra fazer suas orações pessoais diárias ou participar da Santa /Missa, fica encantado ao ver o belo presépio que foi montado no interior da Igreja. 

Ele apresenta a cena do nascimento de Jesus em uma região montanhosa, pela qual os magos caminham para a chegar até a gruta do nascimento do filho de Deus. O presépio está todo iluminado e possui também um pequeno lago.

O presépio foi montado por paroquianos da Catedral.

Significado do presépio de Natal

O presépio é uma montagem com peças, que faz referência ao momento do nascimento de Jesus Cristo. Com o menino Jesus na manjedoura ao centro, o presépio apresenta o local e os personagens bíblicos que estavam presentes neste importante momento cristão.

Origem do presépio de Natal De acordo com fontes históricas, o primeiro presépio foi montado por São Francisco de Assis no Natal de 1223. O frade católico, montou o presépio em argila na floresta de Greccio (comuna italiana da região do Lácio). Sua ideia era montar o presépio para explicar as pessoas mais simples o significado e como foi o nascimento de Jesus Cristo.

No século XVIII, a tradição de montar o presépio, dentro das casas das famílias, se popularizou pela Europa e, logo em seguida, por outras regiões do mundo.

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Conheça o significado do Presépio

O Natal se aproxima. Um dos símbolos dessa época fortemente presentes em Igrejas e nas casas dos católicos é o presépio, com as figuras do Menino Jesus, Maria, José, os reis magos, pastores e os animais. Alguns ainda apresentam o anjo e a estrela.

O termo presépio vem do latim ‘praesepe’ e significa manjedoura, estábulo, ou seja, o lugar em que ficam os animais. Foi onde Maria e José foram acolhidos, ao buscar abrigo. O presépio deve ser montado no 1º domingo do Advento e desmontado no dia 6 de janeiro, data em que a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor.

A tradição do presépio teve início com São Francisco de Assis. O reitor do Seminário Frei Galvão, em Guaratinguetá, Frei João Francisco da Silva, conta como pela primeira vez a cena do nascimento de Jesus foi montada, com um presépio vivo:

“São Francisco sempre teve uma paixão muito grande pelo Cristo. Três dimensões na vida do Cristo sempre emocionaram Francisco: o Cristo da Encarnação, o Cristo da Eucaristia e o Cristo Crucificado. Em 1223, Francisco, querendo celebrar com a comunidade de um modo diferente, pediu a um amigo chamado João para preparar tudo, e deu um tempo para que ele conseguisse o boi, o burro, o menino Jesus e também o feno para compor a cena. Francisco celebrou a Missa, fazendo uma bonita homilia sobre o nascimento de Jesus, e conta-se que o menino Jesus acordou quando Francisco se aproximou. Foi um momento catequético, e Francisco queria que as pessoas sentissem esta emoção, de ter diante de si a cena do nascimento de Jesus.”

Cada figura do presépio tem sua importância:

Os animais

Representam a natureza a serviço do homem e de Deus. No nascimento de Jesus forneceram calor ao local e simbolizam a simplicidade do local onde Jesus quis nascer.

Pastores

Depois de Maria e José, os pastores foram os primeiros a saberem do nascimento do Salvador. Os pastores também simbolizam a humildade, pois naquele tempo a profissão de pastor era uma das menos reconhecidas.

O anjo

Representa o céu que celebra o nascimento de Jesus. É o mensageiro de Deus, comunicador da Boa Notícia. O anjo do presépio, normalmente, segura uma faixa com a frase: “Gloria in excelsis Deo”, que significa: Glória a Deus nas alturas.

Estrela

Simboliza a luz de Deus que guia ao encontro do Salvador e orientou os Reis Magos onde estava Jesus. É a indicação do caminho que se deve percorrer para encontrar o Menino Jesus.

Reis Magos

Belchior, Gaspar e Baltazar eram homens da ciência. Conheciam astronomia, medicina e matemática. Eles representam a ciência que vai até o Salvador e o reconhece como Deus. Segundo São João Paulo II, “a verdadeira ciência nos leva à fé”, pois nos revela a grandeza da criação.

Ouro, incenso e mirra

São os presentes que os magos oferecem ao Menino Jesus. O ouro significa a realeza; era um presente dados aos reis. O incenso significa a divindade, um presente dado aos sacerdotes. Sua fumaça simboliza as orações que sobem ao céu. Dando este presente a Jesus, os magos reconhecem que o Menino é divino. E a mirra simboliza o sofrimento e a eternidade. É um presente profético: anuncia que Jesus vai sofrer, mas também que seu reinado será eterno.

São José

É o pai adotivo de Jesus, o homem que o assumiu como filho, que lhe deu um nome, um lar, que ensinou a Jesus uma profissão: a de carpinteiro. São José deu ao Menino Jesus a experiência de ser filho de um pai terreno.

Maria

É a Mãe do Menino Jesus, a escolhida para ser a mãe do Salvador. É aquela que disse ‘sim’ à vontade de Deus, e por ela a humanidade recebeu Jesus.

Menino Jesus

É o Filho de Deus que Se fez homem, para dar sua vida pela humanidade. “Sendo ele de condição divina, não Se prevaleceu de Sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-Se aos homens” (Filipenses 2, 6-7).

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Como devo me preparar para o Natal?

Charles Dickens, um famoso romancista inglês, escreveu certa vez: “Honrarei o Natal em meu coração e tentarei conservá-lo durante todo o ano”. Penso que ele estava certo, pois o Natal precisa novamente ser honrado com urgência, porque, há muito tempo, as pessoas têm simplesmente ignorando o real sentido dessa data.

O que é o Natal?

Papa Francisco, em uma de suas homilias sobre o Natal, não hesitou em afirmar à humanidade seu verdadeiro significado: “O Natal é mais! Nós vamos por esse caminho para encontrar o Senhor, porque o Natal é um encontro e nós caminhamos para encontrá-Lo com o coração, com a vida, encontrá-Lo vivo, como Ele é, encontrá-Lo com fé”. O Natal é um encontro. Que bela definição o Santo Padre nos deu! Trata-se, portanto, de um encontro com Jesus, o Menino Deus que traz consigo o segredo da verdadeira paz à alma humana ainda tão agitada. Nesse encontro com Cristo, o Sumo Pontífice nos indica a oração, a caridade e o louvor como caminhos para uma boa preparação para bem celebrarmos o nascimento de Jesus.

Gostaria de deter-me, neste primeiro caminho, que é da oração, para vivenciarmos o Natal como aquilo que ele verdadeiramente é.

O mundo, nesta época, ensina-nos que tudo consiste em caprichar na compra de presentes, fazer aquela ceia maravilhosa com ricas iguarias, ter o maior número possível de enfeites natalinos dentro de casa, chamar todos os parentes para uma confraternização social – mesmo que, durante os outros 364 dias do ano, vocês nem se falem mais! – e dar, além de tudo isso, umas generosas contribuições para as tais “caixinhas de Natal”.

Tudo na vida tem real significado e valor. O Natal é, sobretudo, o aniversário do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo, o Verbo de Deus que se fez carne e habitou entre nós para nos salvar. Mas grande parte da nossa sociedade, tão consumista e alienada, simplesmente celebra o aniversário ignorando o aniversariante.

Seguir o conselho da Virgem Maria

Nós cristãos não estamos isentos de tal risco. Podemos cair no mesmo equívoco de celebrar esta grande festa ignorando o aniversariante, que é Cristo. Para que isso não aconteça, segue o conselho constante que a Mãe de Jesus nos dá em Medjugorje: “Queridos filhos, rezem, rezem e rezem”.

Intimidade com Deus

Preparemos o aniversário de Jesus com as nossas orações. Quando nos decidirmos viver o Natal em oração, já estaremos começando a experimentar esse encontro com o Menino Deus. É por meio da oração, dessa busca de uma maior intimidade com Deus, que adentramos no castelo do Rei dos reis e nos livramos daquelas amarras de ressentimentos e lembranças amargas que nos oprimem e estragam o nosso Natal. Porém, não se iluda, meu irmão! Esse “castelo” nos é revelado na pobreza da gruta de Belém, na qual o Trono de Graça se fez simples manjedoura e Aquele que detém todo poder e autoridade nas mãos manifesta-se na fragilidade de uma criança nos braços de Sua Mãe.

Somente aquele que reza consegue contemplar esses sinais escondidos, os quais o mundo ainda não foi capaz de enxergar. Aquele que se decidir a viver o Natal em oração, com certeza o viverá de maneira mais santa, renovada e feliz. Pois o homem que reza jamais se encontra sozinho. Ele é semelhante àqueles Reis Magos que caminhavam por terras desconhecidas sob a guia de uma estrela. A luz que vinha do Alto os direcionava. O mesmo acontece com a alma orante: ela é sempre conduzida pelo Céu e para o Céu.

Não deixe para rezar somente no Dia de Natal

Que tal fazermos essa maravilhosa experiência nesse tempo? Prepare-se bem para o Natal por meio da oração e não deixe para rezar somente no grande dia. Comece antes, comece agora! Reze o Santo Terço em família, leia na Bíblia as verdadeiras histórias do Natal para seus filhos, participe bem das Santas Missas durante este tempo, faça uma boa confissão e, nos últimos dias do Advento, reze a Novena de Natal com os seus.

Enfim, deixe que a força da oração o guie em direção à gruta de Belém. Ali, você contemplará o Filho de Deus que se fez um de nós e aprenderá que o Natal é a oportunidade que a humanidade tem de recordar que o verdadeiro amor consiste em doar-se até o fim com humildade e simplicidade. Ali, naquela manjedoura construída pela paz em seu coração, você poderá admirar o sorriso do Menino Jesus. Diante desse singelo sorriso, é impossível que a alma humana permaneça sofrendo na dor e na solidão!

Desejo a você e a sua família um Natal diferente dos anos anteriores, um Natal preparado em oração, que marque definitivamente esse tempo novo de recomeços e retomadas na sua vida.

Um abraço fraterno!

Alexandre Oliveira
Missionário da Comunidade Canção Nova

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5 conselhos para viver bem o Advento

Natal está próximo e com ele a compra de presentes, a preparação da ceia e a lista de convidados. Mas, o que verdadeiramente devemos preparar? A seguir, confira 5 conselhos que o ajudarão a viver este tempo de preparação para o Nascimento do Menino Jesus.

Em declarações ao Grupo ACI, o Diretor do Rádio Maria no Chile, Pe. Carlos Irarrázaval, deu 5 conselhos para viver este tempo litúrgico.  “Que não nos arrebatam o tesouro“, enfatizou o presbítero.

1. Viver o Advento em família;

2. Recordar o festejado;

3. Montar o presépio;

4. Contemplar o mistério e preparar o coração para receber o Senhor;

5. Ser missionários.

É importante recordar que o Advento é o período de preparação para celebrar o Natal e começa quatro domingos antes desta festa. Além disso, é o começo Ano Litúrgico católico.

Nos templos e casas são colocadas as coras de Advento e a cada domingo é acesa uma vela. Do mesmo modo, os paramentos do sacerdote e as toalhas do altar são roxas, como símbolo de preparação e penitência.

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O que é o advento?

Começamos novo Ano Litúrgico e um novo ciclo da liturgia com o Advento, tempo de preparação para o nascimento de Jesus Cristo no Natal. É hora de renovação das esperanças, com a advertência do próprio Cristo, quando diz: “Vigiai!”, para não sermos surpreendidos.

Realização e confirmação da Aliança de Deus

A chegada do Natal, preparado pelo ciclo do Advento, é a realização e confirmação da Aliança anunciada no passado pelos profetas. É a Aliança do amor realizada plenamente em Jesus Cristo e na vida de todos aqueles que praticam a justiça e confiam na Palavra de Deus.

Estamos em tempo de educação de nossa fé, quando Deus se apresenta como oleiro, que trabalha o barro, dando a ele formas diversas. Nós somos como argila, que deve ser transformada conforme a vontade do oleiro. É a ação de Deus em nossa vida, transformando-a de Seu jeito.

Neste caminho de mudanças, Deus nos deu diversos dons conforme as possibilidades de cada um. E somos conduzidos pelas exigências da Palavra de Deus. É uma trajetória que passa pela fidelidade ao Todo-poderoso e ao próximo, porque ninguém ama a Deus não amando também o seu irmão.

Convocação para vigilância

O Advento é convocação para a vigilância. A vida pode ser cheia de surpresas e a morte chegar quando não esperamos. Por isso é muito importante estar diuturnamente acordado e preparado, conseguindo distanciar-se das propostas de um mundo totalmente afastado de Deus.

Outro fato é não desanimar diante dos tipos de dificuldades e de motivações que aparecem diante nós. Estamos numa cultura de disputa por poder, de ocupar os primeiros lugares sem ser vigilantes na prestação de serviço. Quem serve, disse Jesus, é “servo vigilante”.

Confiar significa ter a sensação de não estar abandonado por Deus. Com isso, no Advento vamos sendo moldados para acolher Jesus no Natal como verdadeiro Deus. Aquele que nos convoca a abandonar o egoísmo e seguir Jesus Cristo.

Preparar-se para o Natal já é ter a sensação das festas de fim de ano. Não sejamos enganados pelas propostas atraentes do consumismo. O foco principal é Jesus Cristo como ação divina em todo o mundo.

Autor: Dom Paulo Mendes Peixoto (Arcebispo metropolitano de Uberaba – MG)

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Reflita sobre as quatro semanas do Tempo do Advento

O Ano Litúrgico começa com o Tempo do Advento, que é um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus. Esse foi o maior acontecimento da história: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-Se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. O Natal de Jesus precisa ser preparado e celebrado a cada ano. São quatro semanas de preparação e, no decorrer delas, somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e virá no final dos tempos.

Por isso, é um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor considerada sob diversos aspectos. Em primeiro lugar, a expectativa do Antigo Testamento pela vinda do Messias, do que falavam os profetas, agradecendo a Deus o dom inefável da salvação que se realizou na vinda do divino Redentor. Agora, a vinda do Salvador deve atualizar-se no coração de todos os homens, enquanto a história se encaminha para a Parusia, ou seja, a vinda gloriosa do Senhor. É, nesta perspectiva, que devem ser escutadas as leituras do Advento. “Vinde, caminhemos à luz do Senhor!”.

Nas duas primeiras semanas do advento, a liturgia nos convida a vigiar e a esperar a vinda gloriosa do Salvador. Um dia, o Senhor voltará para colocar um fim à história humana, mas o nosso encontro com Ele também está marcado para logo após a morte.

Nas duas últimas, lembramos a espera dos profetas e de Maria. Nos preparamos mais (especialmente), para celebrar o nascimento de Jesus em Belém. Os Profetas anunciaram esse acontecimento com riqueza de detalhes; nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi e seu Reino não terá fim. Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.

A coroa do Advento

A Guirlanda ou Coroa do Advento é o primeiro anúncio do Natal. A coroa é verde, sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha que simboliza o amor de Deus que nos envolve e, também, a manifestação do nosso amor, que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus.

A Coroa do Advento é composta por 4 velas nos seus cantos – presas aos ramos formando um círculo. A cada domingo acende-se uma delas. As velas representam as várias etapas da salvação. Começa-se no 1º Domingo, acendendo apenas uma vela; e, à medida que vão passando os domingos, acendem-se as outras velas, até chegar o 4º Domingo, que é quando todas devem estar acesas. Os ramos em círculo são de cipreste, de pinheiro ou de outra árvore ornamental, esses ramos são para lembrar a esperança cristã, ela é alimentada com a proximidade do Natal. O círculo não tem princípio nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno e, também, da nossa ininterrupta dileção ao Criador e ao próximo.

Durante o advento, prevalece a cor roxa, símbolo da conversão que é fruto da revisão de vida, ou seja, a metanoia. As velas querem representar as várias etapas da salvação, sobretudo para significar a espera d’Aquele que é “a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo” (João 1,9) e que está para chegar, então, nós, O esperamos com luzes, porque O amamos e queremos ser como Ele, Luz.

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Cerca de 40 milhões de pessoas no mundo são vítimas de escravidão

Nesta segunda-feira, 2, a Organização das Nações Unidas (ONU), comemora o Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, data criada há 60 anos.  O dia marca a data da adoção, pela Assembleia Geral, da Convenção da ONU para a Supressão do Tráfico de Pessoas e a Exploração da Prostituição de Outros.

Apesar da data recordar o fim da escravidão, o número de vítimas da chamada “escravidão moderna”, a data tem um novo significado: erradicação das formas contemporâneas de escravidão, como tráfico de pessoas, exploração sexual, casamento forçado e recrutamento forçado de crianças para uso em conflitos armados. E nesta realidade, mulheres e meninas são desproporcionalmente afetadas, representando 99% das vítimas na indústria comercial do sexo e 58% em outros setores.

Embora a “escravidão moderna” não seja definida em lei, ela é usada como um termo que abrange práticas como trabalho forçado, servidão por dívida e tráfico de seres humanos. Essencialmente, refere-se a situações de exploração que uma pessoa não pode recusar ou deixar devido a ameaças, violência, coerção, engano e abuso de poder.

Para cada mil pessoas no mundo, existem 5,4 vítimas da escravidão moderna. De acordo com as Nações Unidas, cerca de 25% das vítimas deste tipo de abuso são crianças.A ONU aponta que a escravidão evoluiu e se manifestou de diferentes maneiras ao longo da história. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo ainda são suas vítimas.

Segundo relatórios do Programa de Ação Especial para Combater o Trabalho Forçado, mantido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o tráfico de seres humanos gera 32 bilhões de dólares por ano no mundo. De acordo com a OIT, 44% das vítimas são traficadas com o objetivo de exploração sexual, 32% para exploração no trabalho e 25% para uma combinação de ambos. Além disso, estima-se que metade das vítimas são menores de 18 anos.

 

De acordo com a agência da ONU, mais de 150 milhões de crianças estão sujeitas ao trabalho infantil, representando quase uma em cada dez crianças em todo o mundo.Dos 24,9 milhões de pessoas em situação de trabalho forçado, 16 milhões são exploradas no setor privado, como trabalho doméstico, construção ou agricultura.

A exploração sexual forçada afeta 4,8 milhões de pessoas e outros 4 milhões enfrentam trabalho forçado imposto por autoridades estatais.

Fim do trabalho forçado

Em novembro de 2016, entrou em vigor um novo Protocolo juridicamente vinculativo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que pretende fortalecer os esforços globais para eliminar o trabalho forçado. E a campanha 50 for Freedom, visa convencer pelo menos 50 países a ratificar o Protocolo do Trabalho Forçado até o final de 2019.

 

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Papa e Comunidade de Santo Egidio acolhem 33 refugiados de Lesbos

Nesta quarta-feira, 4, chegarão à Itália 33 refugiados em busca de asilo político provenientes de Lesbos, na Grécia. A Santa Sé e a Comunidade de Sant’Egidio prestarão assistência. O cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro apostólico, parte nesta segunda-feira, 2, para a ilha do Mar Egeu, de onde regressará no dia 4 de dezembro acompanhado dos migrantes. Até o final do ano a Itália receberá mais 10 refugiados.

Na última primavera, Dom Konrad também foi a Lesbos, como enviado do Papa. Há três anos, foi o Santo Padre quem visitou o local e conheceu pessoalmente os migrantes do campo de refugiados de Moria. Na época, Francisco retornou à Itália com três famílias sírias, cuja recepção e sustento foram oferecidos pela Santa Sé, e a hospitalidade e o caminho de integração foram fornecidos pela Comunidade de Sant’Egidio.

Ao enviando em maio o Esmoleiro apostólico entre os migrantes da ilha, o Pontífice quis renovar sua proximidade ao povo grego e aos refugiados e, ao mesmo tempo, expressou seu desejo de fazer “outro gesto de solidariedade”, acolhendo “um grupo de jovens refugiados e algumas famílias” do Afeganistão, Camarões e Togo.

Após um “intenso itinerário de negociações oficiais” entre os órgãos competentes, o Ministério do Interior italiano deu “seu consentimento definitivo” para realizar a operação. A acolhida de todos estes refugiados será também “à custa” da Santa Sé, através da Esmolaria apostólica, e da Comunidade de Sant’Egidio.

Duas famílias vão para Luxemburgo

No dia 19 de novembro passado, a arquidiocese de Luxemburgo, guiada pelo novo cardeal Jean-Claude Hollerich, que em maio tinha participado da missão do cardeal Krajewski em Lesbos, abriu as suas portas a duas famílias de refugiados provenientes dos mesmos campos da ilha grega, uma originária do Kuwait com dois filhos de 8 e 5 anos e outra da Síria com gêmeos de quase dois anos.

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Santa Dulce dos Pobres é homenageada em Sessão Especial do Senado

Uma sessão especial do Senado Federal nesta quinta-feira, 21, prestou homenagem à Santa Dulce dos Pobres, pouco mais de um mês após a freira baiana ser canonizada pelo Papa Francisco. A canonização foi em 13 de outubro desse ano no Vaticano.

O assessor político da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Paulo Renato Campos, participou da sessão representando a presidência da entidade. O sacerdote disse que reconhecer o papel de Irmã Dulce na sociedade é prestar importante homenagem para a história do Brasil. Ele ressaltou ainda que o Anjo Bom da Bahia viveu para os outros, não para si mesma.

Irmã Dulce nasceu em 26 de maio de 1914. Ela entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus em 1933, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Desde que se tornou freira, em agosto do mesmo ano, lutou para dar dignidade aos mais pobres até sua morte, em 13 de março de 1992.

O processo de canonização de Irmã Dulce foi o terceiro mais rápido da Igreja Católica. O primeiro foi o de São João Paulo II, canonizado 9 anos após a sua morte; depois, Madre Tereza de Calcutá, que foi canonizada 19 anos após a sua morte; e agora Irmã Dulce dos Pobres, canonizada 27 anos depois de sua morte. O dia litúrgico da Santa Dulce dos Pobres será celebrado em 13 de agosto.

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Proteger toda a vida que é dom de Deus, pede Papa aos bispos japoneses

“Não tenhamos medo de realizar sempre, aqui e em todo o mundo, a missão de levantar a voz e defender toda a vida como dom precioso do Senhor. Por isso vos encorajo nos vossos esforços por garantir que a comunidade católica, no Japão, ofereça um testemunho claro do Evangelho no meio de toda a sociedade”.

Foi a exortação do Papa no encontro com os bispos do Japão, seu primeiro dia e primeiro discurso em terras nipônicas. O primeiro compromisso aconteceu neste sábado, 23, na Nunciatura Apostólica do país. O Santo Padre agradeceu ao Senhor por fazer-se peregrino e missionário no “país do sol nascente”, seguindo os passos de grandes testemunhas da fé. A visita é parte da segunda etapa da 32ª Viagem Apostólica do Pontífice, iniciada com a visita pastoral à Tailândia.

Falando ao episcopado japonês, Francisco externou desde jovem sentir simpatia e estima por estas terras. “Passaram-se muitos anos desde aquele impulso missionário, cuja realização se fez esperar”, acrescentou. O Papa estendeu seu abraço e suas orações a todos os japoneses, neste período marcado pela entronização do novo Imperador e o início da era Reiwa.

“Completam-se quatrocentos e setenta anos da chegada de São Francisco Xavier ao Japão, que marcou o início da propagação do cristianismo nesta terra. Recordando-o, quero unir-me convosco para dar graças ao Senhor por todos aqueles que, ao longo dos séculos, se dedicaram a semear o Evangelho e a servir o povo japonês com grande unção e amor; tal dedicação conferiu uma fisionomia muito particular à Igreja japonesa”, frisou.

O Papa recordou particularmente a figura eminente do jesuíta e grande evangelizador do Japão, São Francisco Xavier, dos mártires São Paulo Miki e seus companheiros, e do Beato Justo Takayama Ukon. Juntos, santo, mártires e beato deram testemunho até à morte. O Pontífice sublinhou:

“O DNA das vossas comunidades está marcado por este testemunho, antídoto contra todo o desespero, que nos indica a estrada para onde encaminhar-se. Sois uma Igreja que se manteve viva pronunciando o Nome do Senhor e contemplando como Ele vos guiava no meio da perseguição”.

O Santo Padre destacou que a sementeira confiante, o testemunho dos mártires e a espera paciente dos frutos, que o Senhor concede no devido tempo, caracterizaram a modalidade apostólica com que souberam acompanhar a cultura japonesa. “Plasmastes ao longo dos anos um rosto eclesial, geralmente muito apreciado pela sociedade japonesa, graças às vossas variadas contribuições para o bem comum”, destacou.

Em seguida, lembrou aos bispos japoneses o lema de sua visita e a missão episcopal: “Esta viagem apostólica decorre sob o lema ‘proteger toda a vida’; lema este, que pode facilmente simbolizar o nosso ministério episcopal. O bispo é uma pessoa que o Senhor chamou do meio do seu povo, para devolvê-lo a este como pastor capaz de proteger toda a vida; isto define, em certa medida, o alvo para onde devemos apontar”.

“Proteger toda a vida significa, em primeiro lugar, ter um olhar contemplativo capaz de amar a vida de todo o povo que vos está confiado, para reconhecerdes nele, antes de mais nada, um dom do Senhor”, disse ainda. Segundo o Papa, só o que se ama pode ser salvo, só o que se abraça, pode ser transformado. Proteger toda a vida e anunciar o Evangelho não são duas coisas separadas nem contrapostas, mas uma reclama e exige a outra, observou o Pontífice.

Francisco prosseguiu: “Ambas significam estar atentos e vigilantes relativamente a tudo aquilo que hoje possa impedir, nestas terras, o desenvolvimento integral das pessoas confiadas à luz do Evangelho de Jesus. (…) Sabemos que a Igreja, no Japão, é pequena, e os católicos são uma minoria; mas isto não deve desmerecer o vosso compromisso com a evangelização, pois, na vossa situação particular, a palavra mais forte e clara que se pode oferecer é a dum testemunho humilde, diário, aberto ao diálogo com as outras tradições religiosas”.

O Papa ressaltou aos bispos que a hospitalidade e o cuidado prestados aos numerosos trabalhadores estrangeiros, que constituem mais de metade dos católicos do Japão, servem não só como testemunho do Evangelho no meio da sociedade japonesa, mas atestam também a universalidade da Igreja, demonstrando que a união com Cristo é mais forte do que qualquer outro vínculo ou identidade, e é capaz de atingir e envolver todas as realidades.

Uma Igreja de mártires pode falar com maior liberdade, especialmente quando aborda questões urgentes como a paz e a justiça no mundo, disse o Santo Padre, acrescentando: “Em breve, visitarei Nagasaki e Hiroshima, onde rezarei pelas vítimas do catastrófico bombardeamento destas duas cidades e darei voz aos vossos próprios apelos proféticos em prol do desarmamento nuclear. Desejo encontrar aqueles que sofrem ainda as feridas daquele trágico episódio da história humana, bem como as vítimas do ‘tríplice desastre’”.

De acordo com o Pontífice, o Japão está ciente da existência de vários flagelos que ameaçam a vida de alguns japoneses, por várias razões atingidas pela solidão, o desespero e o isolamento, disse, antes de concluir. “O aumento do número de suicídios nas vossas cidades, bem como o bullying e várias formas de consumo e estão criando novos tipos de alienação e desorientação espiritual. E como tudo isto atinge especialmente os jovens!”, observou.

Os bispos foram convidados a prestar atenção especial aos jovens e às suas necessidades, procurando criar espaços onde a cultura da eficiência, do rendimento e do sucesso possa abrir-se à cultura de um amor gratuito e altruísta, capaz de oferecer a todos – e não só aos mais prendados – possibilidade duma vida feliz e realizada.

“Devemos alcançar a alma das cidades, dos lugares de trabalho, das universidades, para acompanhar com o Evangelho da compaixão e da misericórdia os fiéis que nos foram confiados”, concluiu Francisco exortando mais uma vez os bispos do Japão.

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Igreja no Brasil ganha novo beato: padre Donizetti Tavares

Padre Donizetti Tavares de Lima é o novo beato brasileiro. Neste sábado, 23, atendendo ao pedido de Dom Antônio Emílio Vilar e do postulador da causa, Paolo Vilotta, o cardeal e representante do Papa Francisco, Giovanni Angelo Becciu, presidiu a cerimônia de beatificação de Padre Donizetti na cidade de Tambaú (SP), na Diocese de São João da Boa Vista (SP).

“Eu sou o Bom Pastor, o Bom Pastor dá a vida por suas ovelhas” (Jo 10, 11), com esta frase dita por Jesus Cristo, Dom Becciu explicou o verdadeiro significado do sacrifício. O cardeal afirma que as palavras foram ditas pelo próprio Cristo ao definir-se, e foram concretizadas quando o mesmo morreu na cruz. Para o representante do Papa, Jesus é o Pastor verdadeiro, o modelo mais alto de sacrifício verdadeiro e amor pelo seu rebanho. “No beato Donizetti Tavares brilha a imagem do Cristo Bom Pastor, preocupado em ir a procura da ovelha perdida, curar a ferida, tratar das que estão doente, apascentando o rebanho segundo a justiça”, destacou.

De acordo com o cardeal, padre Donizetti realizou um fecundo ministério baseado na oração, no trabalho apostólico, no sofrimento, até a doação total de si. O cardeal recordou a época vivida pelo novo beato, e sublinhou a integridade com que o sacerdote viveu o amor dedicado ao próximo e sua vida paroquial. “Ninguém era excluído de sua atenção, para ele todos os homens, enquanto filhos de Deus, eram iguais”, recordou.

Profundo conhecedor das encíclicas sociais, o novo beato brasileiro é caracterizado pelo representando do Papa como alguém que antecipou os direitos humanos contra a desenfreada corrida imposta pelos interesses econômicos. “Demonstrou intrépida coragem e justiça social, defendeu os pobres, os doentes e operários e denunciou abusos e irregularidades que aconteciam na sociedade. Ao mesmo tempo, procurava encontrar um acordo entre os setores da sociedade em conflito”, acrescentou. Dom Becciu falou da luta do sacerdote contra o preconceito e afirmou: “Em todas estas criaturas sofredoras via o rosto de Cristo, por isso combatia toda a espécie de discriminação social e racial”.

Cardeal e representante do Papa Francisco, Giovanni Angelo Becciu/ Foto: Reprodução – TV Canção Nova

As famílias também eram assistidas pelo beato que fundou diversas obras assistenciais durante sua vida. “Procurava prover todos os casos de pobreza com remédios, alimentos e roupas”, destacou o cardeal. Dom Becciu reforçou que padre Donizetti viveu uma vida de pobreza, simplicidade e austeridade. A oração foi atribuída pelo representando do Papa como a sustentação da vida ativa do novo beato brasileiro. Os momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento e a devoção a Nossa Senhora Aparecida eram realidades na vida de padre Donizetti.

A partir de uma intensa vida interior e uma relação íntima com Jesus, o sacerdote reagia com calma e serenidade às dificuldades da época, contou o cardeal. “Nos encontramos diante de uma figura exemplar de sacerdote, completa do ponto de vista humano, espiritual e social, que se distinguia ao viver com plenitude o Evangelho. Exemplo concreto e vivo de sacerdote zeloso, homem de oração que viveu com coerência e determinação a Doutrina Social da Igreja. Na sua grande humildade, considerou-se o último dos padres, mas a Igreja agora o coloca sobre o candelabro como modelo para todos os sacerdotes e leigos”.

“Ele encoraja a nós, Pastores de almas, a dedicar a nossa vida totalmente ao ministério, nos tornando a voz dos que não tem voz na sociedade, defendendo os indefesos e apoiando os abandonados. (…) O solene acontecimento da beatificação de padre Donizetti Tavares deve ser uma fecunda ocasião de renovação espiritual e de impulso missionário. (…) Olhando para o novo beato, todos os sacerdotes e pessoas consagradas terão motivos para se esforçarem e crescerem no espírito missionário, trabalhando para que o Evangelho seja anunciado para todos os homens neste território e em todos os extremos da Terra”, concluiu o cardeal.

Após a cerimônia de beatificação, o cardeal e representante do Papa Francisco, Giovanni Angelo Becciu, o bispo diocesano de São João da Boa Vista, Dom Antônio Emidio Vilar e o reitor do Santuário de Nossa Senhora Aparecida de Tambaú, padre Anderson Godoi, comentaram a importância da beatificação do sacerdote para a Igreja no Brasil e no mundo.

Dom Becciu falou também  sobre os beatos e santos brasileiros. Segundo o cardeal, apesar de apresentarem carismas diferentes e particularidades, santos e beatos têm como virtude semelhante a preferência pelos pobres. “Todos viveram a máxima do evangelho que é: amar a Deus e ao seu próximo”.

O miraculado, Bruno de Oliveira, e seus pais, Margarete e Adriano, também estiveram presentes na coletiva e falaram sobre o milagre da beatificação. Bruno foi diagnosticado com pé torto congênito bilateral ainda bebê, em 2006. Sua mãe, Margarete, recorreu à intercessão de padre Donizetti na cura dos pés do filho e foi atendida. O jovem mostrou à imprensa seus pés curados,  sem dores ou sequelas. 

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Os tesouros da Igreja

Silvonei José – Cidade do Vaticano

Celebra-se neste domingo, 17 de novembro (XXXIII do Tempo Comum) o terceiro Dia Mundial dos Pobres, que o Papa Francisco dedicou ao tema "A esperança dos pobres jamais se frustrará".

O Santo Padre a partir da Oração do Salmo 9, mostra-nos em uma mensagem o caminho do nosso compromisso como sinal concreto na realização da Esperança Cristã. Os instrumentos da Esperança são colocados principalmente na consolação que exprime a proximidade de toda a pessoa a quem se encontra em situação de pobreza.

A Mensagem, difundida no dia 13 de junho passado, desenvolve-se em duas coordenadas principais: a descrição das novas formas de pobreza que estão diante dos nossos olhos todos os dias, e a ação concreta daqueles que podem oferecer esperança através do seu testemunho.

O Dia Mundial dos Pobres, instituído por Francisco, é fruto do Jubileu Extraordinário da Misericórdia e se realiza no domingo anterior ao da Solenidade de Cristo Rei. Em sua mensagem para a edição deste ano, Francisco faz uma comparação entre a situação do pobre no tempo do salmista e a situação atual e constata que pouco mudou. “Passam os séculos, mas permanece imutável a condição de ricos e pobres, como se a experiência da história não ensinasse nada. Assim, as palavras do salmo não dizem respeito ao passado, mas ao nosso presente submetido ao juízo de Deus”.

Francisco cita as “muitas formas de novas escravidões”, como famílias obrigadas a deixar a sua terra; órfãos que perderam os pais; jovens em busca duma realização profissional; vítimas de tantas formas de violência, da prostituição à droga; sem esquecer os milhões de migrantes instrumentalizados para uso político.

O Papa fala também das periferias de nossas cidades, repletas de pessoas que vagueiam pelas ruas, em busca de alimento. “Tendo-se tornado eles próprios parte duma lixeira humana, são tratados como lixo, sem que isto provoque qualquer sentido de culpa em quantos são cúmplices deste escândalo.”

Não obstante a descrição de injustiça e sofrimento no salmo, há uma definição do pobre: é aquele que «confia no Senhor» (cf. 9, 11), pois tem a certeza de que nunca será abandonado.

“Na Escritura, o pobre é o homem da confiança!”, escreve o Pontífice.

“É precisamente esta confiança no Senhor, esta certeza de não ser abandonado, que convida o pobre à esperança. Sabe que Deus não o pode abandonar.”

Por ocasião deste Dia Mundial, Francisco não pede somente iniciativas de assistência, mas faz votos de que aumente em cada um aquela atenção plena, que é devida a toda a pessoa que se encontra em dificuldade.

Em sua mensagem, o Pontífice não deixa de enaltecer ainda o trabalho de inúmeros voluntários pelo mundo, mas recorda que os pobres não precisam somente de uma “sopa quente ou de um sanduíche”. Precisam das nossas mãos para se reerguer, dos nossos corações para sentir de novo o calor do afeto, da nossa presença para superar a solidão. “Precisam simplesmente de amor...”

Numa mensagem enviada nesta sexta-feira aos peregrinos da associação "Fratello" reunidos no Santuário de Lourdes, na França, por ocasião do Terceiro Dia Mundial dos Pobres, Francisco diz que precisa deles, de cada um de deles. “Vocês que estão aos pés da cruz, talvez sozinhos, isolados, abandonados, sem abrigo, forçados a abandonar a sua família ou o seu país, vítimas do álcool, da prostituição, da doença. Estejam cientes de que Deus ama vocês. Deus escuta em particular a oração de vocês. O mundo sofre e sua oração comove o Senhor.

Numa ação concreta nesta semana de preparação para o Dia Mundial do Pobre, como já ocorreu no ano passado, voltou à Praça São Pedro o Posto de Saúde para atender os pobres e necessitados. Foram disponibilizadas consultas médicas com especialistas, cuidados especiais, análises clínicas e outros exames específicos. Tudo completamente gratuito e oferecido a pessoas que normalmente tem dificuldade de acesso a este tipo de serviço. O Posto fica aberto até este domingo 17, quando o Papa celebra a Santa Missa na Basílica vaticana.

Na homilia da Santa Missa do ano passado, Francisco lembrou que “o grito dos pobres se torna mais forte a cada dia. E a cada dia é menos ouvido, porque abafado pelo barulho de poucos ricos que são sempre menos e sempre mais ricos”.

Vocês que são pequenos, pobres, frágeis, - disse ainda Francisco na sua mensagem aos peregrinos reunidos em Lourdes - são o tesouro da Igreja. Vocês estão no coração do Papa, no coração de Maria, no coração de Deus. O amor salva o mundo e Deus quer passar através de nós para salvar o mundo. Digam ao mundo qual é o tesouro de vocês: "Jesus". “O Papa ama vocês e confia em vocês”.

https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2019-11/os-tesouros-da-igreja.html

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O Papa: devemos combater o desperdício, ninguém está excluído

Cidade do Vaticano

Na manhã desta segunda-feira, (18) o Papa Francisco enviou uma mensagem ao senhor David Beasley, diretor do Programa Alimentar Mundial por ocasião da abertura da segunda sessão ordinária do Comitê Executivo do órgão.

Na Mensagem, o Papa recordou que nos projetos do Programa estão sendo formuladas iniciativas concretas para tornar mais eficaz a luta contra a fome no mundo.

Contra o desperdício alimentar

“Seus projetos”, afirma o Papa, “compreendem a promoção de medidas determinantes para eliminar o desperdício alimentar, um fenômeno que grava cada vez mais na nossa consciência”.

Em seguida o Papa recorda a desigualdade entre os irmãos: lugares onde não se alimentam suficientemente e outros onde os alimentos são desperdiçados e jogados fora.

“É o que o meu predecessor São João Paulo II definiu de “paradoxo da abundância” que continua a ser um obstáculo à solução do problema da desnutrição da humanidade” afirma o Papa e continua: “O paradoxo implica mecanismos de superficialidade, negligência e egoísmo que estão na base da cultura do desperdício”.

Cumprir compromissos das agendas

Ao falar sobre os compromissos assumidos nas organizações internacionais como Agenda 2030 e Acordo de Paris, o Papa reitera:

“Alcançar estes objetivos é responsabilidade não apenas das organizações internacionais e dos governos, mas de cada um de nós” ou seja: “Famílias, escolas e meios de comunicação têm uma importante tarefa em educar para a sensibilização” e conclui: “Ninguém pode ser excluído da necessidade de combater esta cultura que oprime tantas pessoas, especialmente os pobres e vulneráveis na sociedade”.

"Stop the Waste"

Francisco elogia a campanha global do PAM “Stop the Waste” que evidencia “o quanto o desperdício danifica a vida das pessoas e o progresso dos povos”. A campanha sustenta também que o único modo de agir é mudando o estilo de vida e rejeitando todo e qualquer desperdício.

Sobre este ponto o Papa afirma: “Este novo estilo de vida consiste em valorizar adequadamente o que a Terra mãe nos dá e terá uma repercussão para toda a humanidade”.

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-11/papa-francisco-mensagem-pam.html

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Papa Francisco almoça com os pobres

As comemorações do 3º Dia Mundial dos Pobres iniciou neste domingo (17) com a Santa Missa na Basílica Vaticana presidida pelo Santo Padre que contava com a presença de muitos deles.

Na homilia, o Papa recordou que os pobres facilitam o nosso acesso ao Céu”, e que devemos estar ao lado deles para aprender pois “são preciosos aos olhos de Deus, porque não falam a linguagem do eu”.

Depois da Missa o Papa rezou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, em um domingo com muita chuva, e depois do Angelus o Papa Francisco recordou:

“ Hoje celebramos o Dia Mundial dos Pobres, que tem como tema as palavras do salmo ‘A esperança dos pobres jamais se frustrará’ (Sal 9, 19) ”

Em seguida fez os agradecimentos:

A minha gratidão vai para todos aqueles que, nas dioceses e paróquias de todo o mundo, promoveram iniciativas de solidariedade para dar esperança concreta às pessoas mais desfavorecidas. Agradeço aos médicos e enfermeiros que prestaram serviço nestes dias no Posto de Saúde aqui na Praça São Pedro.

No final, o Papa pede orações pela sua próxima viagem à Tailândia e Japão que inicia na próxima terça-feira, dia 19 até o dia 26 de novembro. 

O Papa almoçou na Sala Paulo VI com cerca de 1.500 pessoas necessitadas, para testemunhar também a "atenção que nunca deve faltar a estes nossos irmãos e irmãs”.

 Ao chegar na Sala Paulo VI o Papa saudou os presentes:

"Minhas boas-vindas a todos. Desejo que hoje o Senhor abençoe a todos nós: que Deus nos abençoe nesta reunião de amigos, neste almoço e também bênçãos às suas famílias. Que o Senhor abençoe a todos. Obrigado e bom almoço"

O almoço para os pobres foi servido por 50 voluntários e colaboradores de associações de voluntariado. O menu oferecido pelo Papa era composto por: lasanha, picadinho de frango com creme de cogumelos, batata assada, sobremesa, frutas e café. 

fonte https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-11/depois-angelus-dia-dos-pobres-almoco.html

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Presidência da CNBB emite nota sobre o vazamento de óleo no litoral Nordestino

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu em 28 de outubro, uma nota sobre o vazamento de óleo no litoral do Nordeste brasileiro. No documento, inspirado pela realização do Sínodo para a Pan-Amazônia e frente aos desastres ambientais, a CNBB cobra uma postura de profunda e imediata conversão ecológica. A presidência da CNBB cobra também das autoridades competentes ações efetivas de recuperação do equilíbrio natural e uma devida apuração para encontrar a origem e as causas dessa tragédia ecológica. Veja a íntegra do documento abaixo:

Nota da CNBB sobre vazamento de óleo no litoral do Nordeste

As manchas de óleo que contaminam tristemente as praias do Nordeste devem sensibilizar corações para urgente necessidade: uma profunda e imediata conversão ecológica. Os processos extrativistas que contaminam e matam devem ser fiscalizados e devidamente responsabilizados pelo poder público, pois não há futuro para a humanidade sem o indispensável respeito à Casa Comum.

O Sínodo dos Bispos para a Amazônia, em seu horizonte, reforça esta convocação: todos vivenciem uma autêntica conversão ecológica. Seja inspiração e exemplo para cada pessoa, no caminho rumo à conversão, o magnífico trabalho de voluntários que estão se dedicando à limpeza das praias do Nordeste.

Homens e mulheres que se arriscam, em contato com o óleo tóxico, para salvar o meio ambiente. Diante desse desastre que contamina as praias do Nordeste, são esperadas, das autoridades competentes, ações efetivas de recuperação do equilíbrio natural. E que seja feita a devida apuração para encontrar a origem e as causas dessa tragédia ecológica.

A coragem e a solidariedade dos voluntários toquem o coração de todos, especialmente de governantes, para que a defesa da vida e do planeta seja sempre prioridade.

Em Cristo,

Brasília-DF, 28 de outubro de 2019

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de S. Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

Via CNBB

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Papa na Catequese: abrir o coração e se deixar tocar pelo Espírito Santo

A chegada da fé cristã à Europa foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira, 30, na Praça São Pedro. O Pontífice deu prosseguimento ao ciclo sobre os Atos dos Apóstolos e comentou o capítulo 16, 9-10. No texto, São Paulo teve uma visão, em que um homem da Macedônia lhe disse: “passa à Macedônia, e ajuda-nos”. Depois da visão, os apóstolos partiram para a Macedônia, concluindo que o Senhor os chamava para anunciar o evangelho.

O Espírito Santo é o protagonista da missão da Igreja, é quem guia o caminho dos evangelizadores mostrando a eles a via a seguir, explicou o Santo Padre. “E os macedônios têm orgulho disso e recordo este povo que me acolheu com tanto calor”, afirmou o Papa citando a sua viagem à Macedônia do Norte em maio deste ano.

No texto escolhido pelo Papa para a Catequese desta quarta-feira, 30, São Paulo chegou a Filipos e ali batizou a vendedora Lídia e a sua família. Com o coração aberto, afirmou Francisco, homens e mulheres podem dar hospitalidade a Cristo e aos outros. “Temos aqui o testemunho da chegada do cristianismo à Europa: o início de um processo de inculturação que dura ainda hoje.”

Depois do que viveram na casa de Lídia, Paulo e Silas são levados para a prisão sob a acusação de perturbarem a “ordem pública” ao converterem uma jovem “com espírito de adivinhação”. O Pontífice advertiu as pessoas que ainda hoje pagam e utilizam os “poderes” dos “adivinhos”.

Na prisão, acontece um fato surpreendente: enquanto Paulo e Silas rezavam, um terremoto move os alicerces libertando os prisioneiros. Ao ver as portas abertas da prisão, o carcereiro está para se suicidar quando pergunta a eles: “que é necessário que eu faça para me salvar?” Paulo responde: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa”.

Neste momento, explicou o Papa, acontece a mudança: o carcereiro escuta a palavra do Senhor com a sua família, acolhe os apóstolos, lava as suas chagas e recebe o Batismo. “No coração da noite deste anônimo carcereiro, a luz de Cristo brilha e derrota as trevas. Assim o Espírito Santo faz a missão, desde o início. Desde Pentecostes, Ele é o protagonista da missão. (…) Ele nos leva avante a sermos fiéis ao Evangelho”.

O Santo Padre concluiu: “Peçamos também nós hoje ao Espírito Santo um coração aberto, sensível a Deus e hospitaleiro aos irmãos, como o de Lídia, e uma fé audaz, como a de Paulo e Silas, e também uma abertura de coração, como a do carcereiro, que deixa tocar pelo Espírito Santo.”

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Solenidade de Todos os Santos

No dia 1º de novembro, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna. 
"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: 'Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito' "(Mt 5,48)
Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: "Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles".
Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas". Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus" Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: "O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028).

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

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