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O Sínodo nasce da Igreja

Nos dias passados o Papa Francisco concedeu uma entrevista ao jornal italiano La Stampa-Vatican Insider na qual tratou muitos temas relacionados à Europa, e à política. Amplo respiro na conversa com o jornal italiano o Papa deu ao Sínodo sobre a Amazônia. O Santo Padre afirmou que será uma resposta à emergência ambiental planetária, mas é um evento da Igreja e terá uma dimensão evangelizadora.

Já no início da seu discurso sobre o Sínodo para a Amazônia o Papa faz uma afirmação interessante: “O Sínodo é filho da Laudato si’, acrescentando que, quem não leu essa Encíclica jamais entenderá o Sínodo sobre a Amazônia. Aproveita ainda para sublinhar que a Laudato si’ não é uma encíclica verde, mas uma encíclica social baseada no cuidado da Criação.

O olhar de Francisco retorna ao Sínodo dizendo que o mesmo é um “Sínodo urgente”, e que ficou chocado com as notícias de que no último dia 29 de julho o homem já tinha consumado todos os recursos regeneráveis deste ano em andamento. Uma triste notícia junto com o derretimento das geleiras, do risco de aumento do nível dos oceanos, do incremento do lixo plástico no mar, do desmatamento e de outras situações críticas, que faz com que o planeta viva numa “situação de emergência mundial”.

A entrevista serviu também para explicar, a quem não sabe, que o Sínodo, “não é uma reunião de cientistas ou de políticos. Não é um parlamento. Nasce da Igreja e terá missão e dimensão evangelizadoras. Será um trabalho de comunhão conduzido pelo Espírito Santo”.

Sim porque o Sínodo terá temas importantes que dizem respeito aos “ministérios da evangelização e aos vários modos de evangelizar”. Sobre a questão dos “viri probati”, a possibilidade de ordenar anciãos e casados onde faltam sacerdotes, e que muitos gastam muita tinta na tentativa de centralizar a atenção sobre isso, Francisco destacou que não será um dos temas principais do Sínodo, mas é “simplesmente um número do Instrumentum Laboris” (Instrumento de trabalho).

O Papa explica ainda sobre a escolha de fazer um Sínodo para a Amazônia, uma região que envolve nove Estados: é “um lugar representativo e decisivo... contribui de modo determinante para a sobrevivência do planeta. Grande parte do oxigênio que respiramos é proveniente dali. Eis o motivo porque o desmatamento significa matar a humanidade, acrescentou. Além disso, efetivamente, a Amazônia envolve nove Estados, portanto, não diz respeito a uma única nação. “Penso na riqueza da biodiversidade amazônica, vegetal e animal: é maravilhosa”, precisou.

Francisco diz temer “o desaparecimento da biodiversidade. Novas doenças letais. Uma deriva e uma devastação da natureza que poderiam levar à morte da humanidade”.

A ameaça da vida das populações e do território – ressalta ainda referindo-se à salvaguarda da Amazônia – deriva de interesses econômicos e políticos dos setores dominantes da sociedade. A política deve “eliminar suas conivências e corrupções”. Deve assumir suas responsabilidades concretas, por exemplo, sobre o tema das minas a céu aberto, que envenenam a água provocando muitas doenças.

E numa espécie de confidência falou da sua confiança numa nova atitude em relação à Criação que vem dos movimentos juvenis. “Vi um cartaz deles que me impressionou: ‘O futuro somos nós!’”. Isso significa promover uma atenção às pequenas coisas diárias que “incidem” na cultura “porque se trata de ações concretas”.

Estamos confiantes de que o Sínodo sobre a Amazônia trará resultados importantes para a vida da Igreja e da nossa gente amazônica, seja para denunciar o que precisa ser denunciado, seja para elevar a beleza e a importância desta região ao nosso país e ao mundo.

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Organização que protege a liberdade religiosa no mundo denuncia campanha de desprestígio

A organização de defesa legal cristã ADF Internacional, que promove a vida, o casamento e a liberdade religiosa, denunciou uma campanha de desprestígio em nível mundial “orquestrada” pela escola de jornalismo de uma renomada universidade norte-americana e por 16 meios de comunicação latino-americanos.

A advogada e assessora principal da ADF Internacional, Neydy Casillas Padrón, denunciou em um comunicado uma série de “mentiras” proferidas contra sua organização e publicadas pelo blog político mexicano ‘Mexicanos contra a Corrupção e a Impunidade’ (MCCI) em um recente artigo intitulado "A Divina Quarta Transformação".

O artigo foi escrito como parte do projeto “Transnacionais da Fé”, uma colaboração de 16 meios de comunicação latino-americanos dirigidos pela escola de jornalismo da Universidade de Columbia, com sede em Nova York, segundo indica a própria publicação e a ADF Internacional.

“Temos razões para acreditar que este é apenas o primeiro fragmento de toda uma campanha suja e orquestrada, que visa desacreditar e deturpar o trabalho de nossa organização, bem como muitos de nossos aliados na América Latina. A publicação também tenta impedir que outras organizações, legisladores, comunicadores e outros colaborem conosco”, afirma Casillas no comunicado da ADF Internacional.

Além disso, informou que outras organizações aliadas e escritórios internacionais da ADF na Europa viveram essa experiência devido a uma campanha semelhante no início de 2019.

Ao longo de seu artigo, MCCI fala de uma suposta incursão de líderes evangélicos na política mexicana, como Ralph Drollinger, para "implementar" no governo do presidente Andrés Manuel López Obrador uma agenda "conservadora" e baseada na Bíblia.

O texto diz que “esta cruzada evangélica tem sido empreendida, silenciosamente, há anos pela Aliança para a Defesa da Liberdade (ADF, na sigla em inglês), auspiciada por grupos evangélicos dos Estados Unidos, a qual capacitou advogados e fez lobby com legisladores mexicanos de pelo menos cinco partidos para influenciar nas políticas públicas contra o aborto e contra os direitos dos homossexuais”.

Além disso, acusa uma filial da ADF chamada Political Network for Values de se reunir com os deputados dos partidos PRI, PAN, PRD, PVEM e Morena em cúpulas realizadas em Nova York, Washington, Bruxelas e Bogotá, “para ensiná-los em sua ideologia”.

O relatório da MCCI também diz que a ADF vem juntando "tanto grupos evangélicos protestantes como católicos para assumir uma agenda comum".

“Assim, suas diferenças religiosas foram deixadas de lado, juntando-se aos movimentos chamados pró-vida e em manifestações a favor do que denominam de família 'tradicional'”, diz o meio mexicano.

No entanto, Casillas Padrón advertiu que “uma das maiores ironia é que esta reportagem, que tenta parecer uma reportagem neutra de jornalismo sério, acusa os nossos aliados e também a nós de importar os valores bíblicos dos Estados Unidos para a América Latina”.

“Com absoluta clareza, somos uma organização legal de inspiração cristã, que protege as liberdades fundamentais e promove a dignidade inerente de cada pessoa humana. Grande parte do nosso trabalho se centra na defesa da autodeterminação dos povos contra a crescente interferência de organizações supranacionais, como as Nações Unidas e a OEA, que, além de seus poderes, pressionam os povos da América Latina em assuntos para alterar seu direito, cultura e sociedade, em assuntos relacionados à vida familiar e humana”, destaca a advogada principal da organização.

A ADF defende a família e o casamento, assim como o direito inalienável à vida em todas as suas etapas, na América Latina e no mundo, concluiu.

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Consultar adivinhos para prever o futuro não é cristão, afirma o Papa Francisco

“Trata-se”, afirmou o Pontífice, “de não viver de maneira hipócrita, mas sim de estar dispostos a pagar o preço da eleição coerente com o Evangelho. Essa é a atitude que cada um de nós deveria procurar na vida: coerência, e pagar o preço de ser coerente com o Evangelho”.

Nesse sentido, recordou as palavras de Jesus no Evangelho deste domingo, “as quais podem resultar desconcertantes à primeira vista”: “Acham que estou aqui para trazer paz à terra? Não, asseguro-lhes, vim trazer a divisão”.

O Papa explicou Jesus deveu separar “o bem do mal, o justo do injusto. Nesse sentido veio ‘dividir’, a pôr em ‘crise’ a vida de seus discípulos, rompendo as fáceis ilusões de quantos acreditam que podem conjugar vida cristã e compromissos de todo tipo, práticas religiosas e atitudes contra o próximo, conjugar a verdadeira religiosidade com as práticas supersticiosas”.

“Jesus revela a seus amigos, e também a nós, seu desejo mais ardente: levar sobre a terra o fogo do amor do Pai que acende a vida e mediante o qual o homem foi salvado. Jesus nos chama a difundir no mundo este fogo, graças ao qual seremos reconhecidos como seus verdadeiros discípulos”.

O testemunho do Evangelho “queima toda forma de particularismo e mantém a caridade aberta a todos, com uma única preferência: a preferência pelos mais pobres e excluídos”.

“A adesão ao fogo do amor que Jesus levou sobre a terra envolve toda nossa existência e requer a adoração a Deus e também uma disponibilidade a servir ao próximo”.

“Para viver segundo o espírito do Evangelho é preciso que, sempre frente a novas necessidades que se apresentam no mundo, haja discípulos de Cristo que saibam responder com novas iniciativas de caridade”.

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Papa abençoa terços que serão distribuídos a famílias na Síria

O Papa Francisco renovou seu apelo pela paz na Síria após rezar o Angelus na quinta-feira.

Aos fiéis reunidos na Praça São Pedro neste feriado, o Pontífice pediu que acompanhassem com a oração o gesto de abençoar milhares de terços destinados aos sírios, numa iniciativa da Associação “Ajuda à Igreja que sofre”.

“ Hoje, nesta grande festa de Maria, eu os abençoo e, depois, serão distribuídos às comunidades católicas na Síria como sinal da minha proximidade, especialmente para as famílias que perderem alguém por causa da guerra. A oração feita com fé tem poder! Continuemos a rezar o terço pela paz no Oriente Médio e no mundo inteiro. ”

O testemunho de uma missionária brasileira

“Muitas famílias ficaram destruídas por causa da guerra”, relata ao Vatican News Ir. Laudis, da família do Verbo Encarnado. Depois de anos em missão em Aleppo, há poucos dias a brasileira foi transferida para a capital, Damasco.

Além da perda de entes queridos, Ir. Laudis cita também o sofrimento das famílias que foram obrigadas a se separar para abandonar a Síria.

Para a missionária, é motivo de alegria e encorajamento a constante manifestação de solidariedade do Papa Francisco para com o povo sírio.

“Que cada família que receber este terço abençoado pelo Santo Padre possa sentir a proximidade dele no sofrimento, o seu acompanhamento pessoal.”

Via Vatican News

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É preciso coerência no ser cristão, diz Papa

Dizer-se cristão é bom, mas é preciso ser cristão: palavras do Papa Francisco ao se reunir com os fiéis e peregrinos na Praça São Pedro para o Angelus dominical.

O Pontífice comentou o trecho de São Lucas, no qual Jesus adverte os discípulos de que chegou o momento da decisão.

“A sua vinda ao mundo, de fato, coincide com o tempo das escolhas decisivas: não se pode adiar a opção pelo Evangelho”, explicou o Papa.

Abandonar a apatia para acolher o fogo do amor

Para exemplificar melhor esse chamado, Jesus utiliza a imagem do fogo que Ele mesmo veio trazer sobre a terra: “Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso ?”.

Essas palavras, prosseguiu Francisco, têm a finalidade de ajudar os discípulos a abandonar toda atitude de preguiça, de apatia, de indiferença e de fechamento para acolher o fogo do amor de Deus.

“Jesus revela aos seus amigos, e também a nós, o seu desejo mais ardente: levar sobre a terra o fogo do amor do Pai, que acende a vida e mediante o qual o homem é salvo.”

O fogo do amor, aceso por Cristo no mundo por meio do Espírito Santo, é sem limites, universal, disse ainda o Papa.

“Incêndio benéfico”

Foi o que aconteceu desde os primeiros tempos do Cristianismo: o testemunho do Evangelho se propagou como um “incêndio benéfico, superando toda divisão entre indivíduos, categorias sociais, povos e nações”.

Este testemunho queima toda forma de particularismo e mantém a caridade aberta a todos, com uma preferência pelos mais pobres e excluídos.

Aderir a este fogo significa duas coisas: adorar a Deus e a disponibilidade a servir o próximo. A primeira quer dizer “aprender a oração da adoração, que com frequência esquecemos”, afirmou o Papa, convidando os fiéis a descobrirem a beleza desta oração. Depois, estar disponível a servir o próximo e Francisco manifestou sua admiração a quem se dedica aos mais necessitados mesmo durante o período de férias.

“Para viver segundo o espírito do Evangelho, é preciso que, diante das sempre novas necessidades que aparecem no mundo, hajam discípulos de Cristo que saibam responder com novas iniciativas de caridade. Assim, o Evangelho se manifesta realmente como fogo que salva, que transforma o mundo a partir da mudança do coração de cada um.”

Escolhas coerentes com o Evangelho

Assim se compreende outra afirmação de Jesus contida no trecho de Lucas, que numa primeira leitura pode chocar: «Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão».

Isso significa que Jesus veio para “separar com o fogo” o bem do mal, o justo do injusto.

“Neste sentido, Jesus veio para “dividir”, para colocar “em crise” – mas de modo saudável – a vida dos seus discípulos, desfazendo as fáceis ilusões daqueles que acreditam poder conjugar vida cristã e mundanidade, vida cristã e acordos de todo gênero, práticas religiosas e atitudes contra o próximo.” O Pontífice advertiu que recorrer à cartomante é superstição, “não é de Deus”.

A adesão a este fogo requer deixar a hipocrisia de lado e estar dispostos a pagar o preço por escolhas coerentes com o Evangelho. “Esta é a atitude que cada um deve buscar na vida: coerência”, e pagar o preço por ela.

“É bom dizer-se cristãos, mas é preciso antes de tudo ser cristãos nas situações concretas, testemunhando o Evangelho, que é, essencialmente, amor por Deus e pelos irmãos.”

Francisco concluiu pedindo a Maria que “nos ajude a deixar-nos purificar o coração pelo fogo trazido por Jesus, para propagá-lo com a nossa vida, mediante escolhas firmes e corajosas”.

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A satisfação do Santo Padre com o Barco Hospital Papa Francisco

Do mesmo modo como Jesus acalmou a tempestade ao aparecer caminhando sobre as águas, o Barco Hospital Papa Francisco “levará tanto o conforto espiritual, como a calmaria para as agitações dos homens e mulheres carentes, abandonados à própria sorte”.

Com uma mensagem do Papa Francisco, o Barco Hospital que leva seu nome foi acolhido neste sábado, 17, em sua chegada à cidade de Belém. Uma cerimônia de boas-vindas foi organizada pela Arquidiocese. Neste domingo, 18, logo após a missa em ação de graças, começou o atendimento de saúde à população carente.

Hospital sobre as águas

No texto da mensagem, o Papa afirma que se une a este momento de “alegria e ação de graças a Deus” com “grande satisfação”.

Para Francisco, além de ser um belo gesto concreto em vista do Sínodo dos Bispos para a Amazônia, o hospital fluvial é acima de tudo “uma resposta ao mandato do Senhor, que continua a enviar aos seus discípulos a anunciar o Reino de Deus e a curar os doentes”.

De fato, Jesus oferece aos homens uma vida em abundância. E promover esta vida será a missão primordial do Barco Hospital Papa Francisco, “em conformidade com aquilo que os povos indígenas amazônicos definem o ‘bem viver’, ou seja, viver em harmonia consigo mesmo, com a natureza, com os seres humanos e com o Ser supremo”.

Neste sentido, prossegue o Pontífice, “se a Igreja está chamada a ser um ‘hospital de campo’, acolhendo a todos, com esta inciativa, Ela se apresenta agora também como um ‘hospital sobre as águas’”.

“E do mesmo modo como Jesus, ao aparecer caminhando sobre as águas, acalmou a tempestade e fortaleceu a fé dos discípulos, este barco levará tanto o conforto espiritual como a calmaria para as agitações dos homens e mulheres carentes, abandonados à própria sorte.”

O Papa finaliza a carta agradecendo a Dom Bernardo Bahlmann, Bispo de Óbidos, e aos Franciscanos da Providência, que foram os idealizadores e executores da iniciativa, pedindo orações pelos bons frutos do próximo Sínodo para a Amazônia.

Projeto impulsionado pelo Papa

Consultas, cirurgias de baixa e média complexidade, exames e diagnósticos serão destinados às pessoas com pouco ou nenhum acesso ao atendimento de saúde, sobretudo os povos indígenas e ribeirinhos que vivem ao longo de uma extensão de 1.000 quilômetros do Rio Amazonas. Os casos mais graves serão encaminhados aos hospitais de base de Óbidos, Juruti e Alenquer.

O projeto foi solicitado pelo próprio Pontífice quando visitou o Hospital administrado pela Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus no Rio de Janeiro, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude de 2013. Foi então que o Papa perguntou aos frades se eles estavam presentes na Amazônia, encorajando um projeto naquela região. No dia 07 de julho deste ano, o Barco foi finalmente inaugurado.

No dia 5 de novembro de 2018, o Bispo do Óbidos e dois frades apresentaram a maquete ao Papa Francisco, em audiência no Vaticano.

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5 chaves apresentadas pelo Papa Francisco para ser um bom pai

Ao comemorar o Dia dos Pais neste domingo, no Brasil, a ACI Digital compartilha cinco chaves para ser um bom pai, extraídas da audiência geral do Papa Francisco de 4 de fevereiro de 2015, quando falou sobre “o aspecto positivo” da “figura do pai de família”.

1. Alegrar-se com o correto

“Toda família necessita de um pai. Um pai que não se vanglorie de que seu filho seja parecido com ele, mas sem que se alegre de que aprenda a retidão e a sensatez que é o que conta na vida. Esta será a melhor herança que poderá transmitir ao filho e se sentirá cheio de alegria quando ver que a recebeu e aproveitou”.

2. Educar com carinho

“O pai ensina o que o filho ainda não sabe: corrigir os erros que ainda não vê, orientar seu coração, protege-lo no desânimo e na dificuldade. Tudo isso com proximidade, doçura e com uma firmeza que não humilha”.

3. Acompanhar com paciência

“Estar presente na família, compartilhar as alegrias e tristezas com a esposa, acompanhar as crianças na medida em que crescem. A parábola evangélica do Filho Pródigo nos mostra o pai que espera na porta de casa o retorno do filho que se equivocou. Sabe esperar, sabe perdoar, sabe corrigir”.

“Também hoje os filhos, ao voltar para casa com seus fracassos, necessitam de um pai que os espere, que os proteja, os anime, ensine como seguir pelo bom caminho. Às vezes tem que castigá-los, mas nunca lhe dá uma bofetada na cara”.

4. Rezar com confiança

“Muitas vezes os filhos não admitirão os fracassos, mas necessitam do pai como todos necessitamos acudir ao único Bom Pai, como disse o Evangelho, ao Pai nosso que está no céu”.

5. Seguir São José

“Peçamos ao Senhor que nunca falte nas famílias a presença de um bom pai, que seja mediador e guardião da fé na bondade, na justiça e na proteção de Deus, como foi São José”.

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10 frases do Papa Francisco para refletir nesta Semana Nacional da Família

Em diversas oportunidades, o Papa Francisco dedicou algumas palavras para destacar a importância da família, tendo inclusive convocado um Sínodo Extraordinário e um Sínodo Ordinário para abordar este tema, resultando na exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia.

Por ocasião da Semana Nacional da Família, que tem início neste domingo no Brasil, apresentamos a seguir 10 frases do Pontífice sobre a família, sua importância e missão na Igreja e na sociedade:

1. “A aliança de amor e fidelidade, vivida pela Sagrada Família de Nazaré, ilumina o princípio que dá forma a cada família e a torna capaz de enfrentar melhor as vicissitudes da vida e da história. Sobre este fundamento, cada família, mesmo na sua fragilidade, pode tornar-se uma luz na escuridão do mundo”. (Amoris Laetitia, numeral 66, capítulo 3).

2. “Uma família e uma casa são duas realidades que se reclamam mutuamente. Este exemplo mostra que devemos insistir nos direitos da família, e não apenas nos direitos individuais. A família é um bem de que a sociedade não pode prescindir, mas precisa ser protegida”. (Amoris Laetitia, numeral 44, capítulo 2).

 

 

3. “O que é a família? Para além de seus prementes problemas e de suas necessidades urgentes, a família é um ‘centro de amor’, onde reina a lei do respeito e da comunhão, capaz de resistir aos ataques da manipulação e da dominação dos ‘centros de poder’ mundanos” (Mensagem ao 1º Congresso Latino-americano de Pastoral Familiar, ocorrido em agosto de 2014)

4. “Esta é a grande missão da família: deixar lugar a Jesus que vem, acolher Jesus na família, na pessoa dos filhos, do marido, da esposa, dos avós... Jesus está aí. É preciso acolhê-lo ali, para que cresça espiritualmente naquela família” (Catequese da Audiência Geral de 17 de dezembro de 2014). 

5. “As famílias constituem o primeiro lugar onde nos formamos como pessoas e, ao mesmo tempo, são os ‘tijolos’ para a construção da sociedade” (Homilia na celebração do matrimônio de 20 casais na Basílica de São Pedro, em 14 de setembro de 2014).

6. “Discute-se muito hoje sobre o futuro, sobre o tipo de mundo que queremos deixar aos nossos filhos, que sociedade queremos para eles. Creio que uma das respostas possíveis se encontra pondo o olhar em vós, nesta família que falou, em cada um de vós: deixemos um mundo com famílias. É o melhor legado” (discurso no encontro com as famílias em Cuba, em 22 de setembro de 2015).

7. “O convívio é um termômetro garantido para medir a saúde das relações: se em família tem algum problema, ou uma ferida escondida, à mesa compreende-se imediatamente. Uma família que raramente faz as refeições unida, ou na qual à mesa não se fala mas assiste-se à televisão, ou se olha para o smartphone, é uma família ‘pouco família’” (Catequese da Audiência Geral de 11 de novembro de 2015).

8. “O dom mais valioso para os filhos não são as coisas, e sim o amor dos pais. E não me refiro só ao amor dos pais para os filhos, mas o amor dos pais entre eles, quer dizer, a relação conjugal. Isto faz muito bem a vocês e também a seus filhos! Não descuidem a família!” (Discurso durante audiência aos funcionários da Santa Sé, em 21 de dezembro de 2015).

9. “As famílias não são peças de museu, mas é através delas que se concretiza o dom, no compromisso recíproco e na abertura generosa aos filhos, assim como no serviço à sociedade” (Discurso em audiência aos participantes de encontro promovido pela Federação Europeia das Associações Familiares Católicas, em 1º de junho de 2017).

10. “Vocês são um ícone de Deus: a família é um ícone de Deus. O homem e a mulher: precisamente a imagem de Deus. Ele disse, não sou eu que digo. E isso é grande, é sagrado” (discurso durante audiência com delegação do Fórum das Associações Familiares, em 16 de junho de 2018).

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Dia dos Pais: 6 pais de família católicos que alcançaram a santidade

Na Igreja Católica, houve homens que, em diferentes épocas, deram testemunho de uma verdadeira e santa paternidade.

Por ocasião do Dia dos Pais, apresentamos alguns pais de família que alcançaram a santidade:

1. São José

Deus encomendou a são José uma grande responsabilidade e privilégio: ser o pai adotivo de Jesus Cristo e casto esposo da Virgem Maria.

São José era carpinteiro e descendente do rei Davi. Quando foi a Belém com Maria para se registrar no censo, ela deu à luz Jesus em um estábulo e, em seguida, tiveram que fugir para o Egito para evitar que o Menino fosse assassinado por ordem do rei Herodes.

São José educou Cristo e lhe ensinou o ofício de carpinteiro. É conhecido como “Padroeiro da Boa Morte”, porque, segundo a tradição, morreu acompanhado e consolado por Jesus e Maria.

Em um discurso, o Papa Francisco destacou que São José soube descansar em Deus na oração, levantar-se com Jesus e Maria e ser uma voz profética em meio ao mundo.

2. São Luís Martin

São Luís Martin foi esposo de Santa Zélia Guérin e pai de cinco filhas, entre as quais se destacam Santa Teresa de Lisieux, Doutora da Igreja, e Leônia, cuja causa de beatificação foi aberta em 2015.

Quando era jovem, Luís quis ser religioso da Congregação Hospitaleira do Grande São Bernardo, mas não foi admitido porque não sabia latim. Aprendeu o ofício de relojoeiro e se estabeleceu em Alençon (França), onde conheceu sua futura esposa.

Luís e Zélia se casaram em 12 de julho de 1858 e tiveram nove filhos, dos quais cinco mulheres sobreviveram. O casal tinha uma intensa vida espiritual e formou as meninas para que fossem boas católicas e cidadãs respeitáveis.

Zélia morreu de câncer em 1877. Luís cuidou de suas filhas e se mudaram para Lisieux. Com o passar dos anos, todas abraçaram a vida religiosa. O santo padecia de uma doença que foi o consumindo até que perdeu suas faculdades mentais. Morreu em 1894.

Em outubro de 2015, Luís e sua esposa Zélia foram o primeiro casal a ser canonizados juntos. Sua festa é celebrada em 12 de julho, dia de seu aniversário de casamento.

3. São Tomás More

São Tomás More nasceu em Londres em 1477 e, em 1505, casou-se com Jane Colt, com que teve um filho e três filhas. Entretanto, sua esposa morreu e ele contraiu um novo matrimônio com Alice Middleton.

São João Paulo II indicou que More foi “um marido e pai afetuoso e fiel, cooperando intimamente na educação religiosa, moral e intelectual dos filhos. A sua casa acolhia genros, noras e netos”.

Sua excelente carreira como advogado o levou ao parlamento inglês e, anos mais tarde, chegou a ocupar postos importantes do governo, depois que seu livro “Utopia” chamou a atenção do rei Henrique VIII.

Foi preso por se opor aos desejos do monarca de repudiar sua esposa para se casar com outra mulher e separa-se da Igreja Católica para formar a Igreja Anglicana.

Sua filha Margarida o visitava na prisão frequentemente e rezavam juntos. Por se manter forme em suas convicções, foi declarado traidor e decapitado em 6 de julho de 1535.

4. Santo Isidro Lavrador

Desde pequeno, Santo Isidro trabalhou lavrando, cultivando e na colheita em campos na Espanha.

Casou-se com uma camponesa que também se tornou santa: Maria da Cabeça. Ambos tiveram um filho que, segundo a tradição, caiu em um poço com uma cesta. Rezaram com fervor e, então, as águas começaram a subir até que o pequeno apareceu ileso.

Aos domingos à tarde, costumavam passear com sua família pelos campos. Depois de ter criado seu filho, Santo Isidro e Santa Maria da Cabeça decidiram se separar para ter uma vida entregue totalmente a Deus. Ele ficou em Madri e ela partiu para uma ermida.

Santo Isidro passou o resto de sua vida lavrando os campos e rezando. Morreu em 30 de novembro de 1172.

5. São Luís da França

Luís IX nasceu em 1214 e foi coroado rei dos franceses aos doze anos, sob a regência de sua mãe, que costumava lhe dizer: “Filho, prefiro te ver morto a ver-te em desgraça de Deus pelo pecado mortal”.

Em 1234, foi declarado maior de idade e assumiu suas funções de monarca. Casou-se com a virtuosa Margarida de Provença, que lhe ajudaria a alcançar a santidade. Ambos tiveram 11 filhos.

O rei se distinguiu por sua bondade, justiça, caridade e piedade. Educou seus filhos assim como sua mãe fez com ele.

Participou das cruzadas para recuperar os lugares santos e frear as invasões muçulmanas. Na segunda cruzada, ficou doente de disenteria perto de Cartago (norte da África). Morreu em agosto de 1270.

Deixou um “testamento espiritual” ao filho que o sucederia, o futuro Felipe III, no qual deu instruções para ser um governante sábio, justo e santo.

6. Santo Estêvão da Hungria

Santo Estêvão foi rei da Hungria, esposo da Beata Gisela da Baviera e pai de Santo Américo.

Teve um grande carinho pela Igreja e procurava ser um exemplo de piedade para seus súditos. Costumava se disfarçar para sair à noite para ajudar quem precisava.

Educou eu filho com esmero e lhe deixou escritos vários conselhos sobre as virtudes que um monarca deve cultivar.

Juntos, defenderam o reino do ataque de Conrado II, imperador do Sacro Império Romano Germânico. Entretanto, o jovem faleceu durante uma caça. Ao receber a notícia, Estêvão exclamou: “O Senhor o deu a mim, o Senhor o tirou de mim. Bendito seja Deus”.

O rei nomeou como sucessor seu sobrinho Pedro Orseolo. O santo morreu em 15 de agosto de 1038, dia da Solenidade da Assunção da Virgem Maria, de quem foi grande devoto.

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Papa Francisco: A vida é um caminho para a eternidade

Durante a oração do Ângelus neste domingo, 11 domingo, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco recordou que “a vida é um caminho em direção à eternidade”.

Em seu comentário, o Santo Padre refletiu sobre o trecho evangélico do dia, no qual “Jesus chama os seus discípulos à vigilância constante para captar a passagem de Deus na própria vida, porque Deus continuamente passa na nossa vida. E indica as formas para viver bem esta vigilância: ‘Ficai de prontidão, com o cinto amarrado e as lâmpadas acesas’”.

Francisco explicou que a imagem evangélica do “cinto amarrado” “nos recorda a atitude do peregrino, pronto a partir para colocar-se a caminho. Não se trata de criar raízes em cômodas e tranquilizadoras habitações, mas de abandonar-se, de ser abertos, com simplicidade e confiança à passagem de Deus na nossa vida, à vontade de Deus que nos guia para a meta”.

“O Senhor sempre caminha conosco e tantas vezes nos pega pela mão, para nos guiar, para não errarmos neste caminho tão difícil”, afirmou.

De fato, “quem confia em Deus sabe bem que a vida de fé não é algo estático, mas é dinâmica: é um caminho contínuo, para ir para etapas sempre novas, que o próprio Senhor indica dia após dia. Porque Ele é o Senhor das surpresas, o Senhor das novidades, mas das verdadeiras novidades”.

Depois, “nos é pedido para mantermos as ‘lâmpadas acesas’ para sermos capazes de iluminar a escuridão da noite. Somos convidados a viver uma fé autêntica e madura, capaz de iluminar as muitas ‘noites’ da vida. E sabemos, todos nós tivemos dias que eram verdadeiras noites espirituais”.

O Papa Francisco destacou que “a lâmpada da fé precisa ser alimentada continuamente, com o encontro coração a coração com Jesus na oração e na escuta da sua Palavra”.

Neste ponto, Francisco repetiu uma mensagem que, segundo ele mesmo explicou, repetiu em ocasiões anteriores: “Carreguem sempre com vocês um pequeno Evangelho no bolso, na bolsa, para o ler. É um encontro com Jesus, com a Palavra de Jesus”.

“Esta lâmpada nos é confiada para o bem de todos: ninguém, portanto, pode se retirar intimamente com a certeza de sua salvação desinteressando-se dos demais. É uma fantasia crer que alguém possa iluminar-se de dentro. Não, é uma fantasia”.

A verdadeira fé “abre o coração ao próximo e encoraja a comunhão com os irmãos, especialmente com aqueles que estão na necessidade”.

No Evangelho, depois, “Jesus conta a parábola dos servos que esperam o retorno de seu patrão quando chega a noite, apresentando assim outro aspecto da vigilância: estar preparados para o encontro definitivo com o Senhor”.

“Cada um de nós vai se encontrar com Ele naquele dia do encontro. Cada um de nós tem a sua própria data para o encontro final”.

Diz o Senhor: “Felizes os empregados que o Senhor encontrar acordados quando chegar... E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontra”.

Com estas palavras, “o Senhor nos recorda que a vida é um caminho em direção à eternidade; por isso, somos chamados a fazer frutificar todos os talentos que temos, nunca esquecendo que não temos aqui a cidade estável, mas estamos à procura da cidade futura”.

“Nesta perspectiva, cada momento se torna precioso, para que é necessário viver e agir nesta terra tendo no coração nostalgia do céu. Os pés sobre a terra, caminhar sobre a terra, trabalhar sobre a terra, fazer o bem sobre a terra, e o coração nostálgico no céu”.

“Se vivemos em sintonia com o Evangelho e os mandamentos de Deus, Ele, na pátria celeste, nos fará partícipes de sua eterna felicidade. Não podemos compreender de verdade em que consiste essa alegria suprema, embora Jesus nos faz intuir com a semelhança do patrão que encontra ainda acordados os servos ao seu retorno: ‘Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá’”.

“A alegria eterna do paraíso se manifesta assim: a situação se revolucionará e já não serão os servos, ou seja, nós, que servem a Deus, mas será Deus mesmo que se coloca a nosso serviço”.

“O pensamento do encontro final do o Pai, rico de misericórdia, nos enche de esperança e nos estimula no compromisso constante para nossa santificação e para construir um mundo mais justo e fraterno”.

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Você já questionou sua fé e brigou com Deus?

Estou com vontade de chutar o pau da barraca!
Por que Deus não age nessa situação que eu vivo?
Por que parece que nunca se cumpre aquilo que Ele mesmo prometeu?
Por que, às vezes, vejo ausência ao meu redor?
Quero pendurar minhas chuteiras e jogar tudo para o alto!

Alguma vez, você usou alguma dessas expressões? Eu já!

Alguns questionamentos não nos fazem chegar a lugar nenhum, mas a nossa fé sim

Deus poderia tentar, com sinais, prodígios e demonstrações de poder, conquistar nosso coração e nossa fidelidade, contudo, esse não é Seu método hoje. No Antigo Testamento, Ele realizou tantos sinais, mas o povo continuava sendo murmurador e incrédulo. Em nossos dias, os milagres são uma consequência de nossa fé, e não a isca de Deus para nos atrair.

Muitas vezes, queremos um sinal de Deus. Geralmente, esse desejo vem quando estamos em crise de fé. É importante saber que João Batista viu o sinal (vindo do céu) no rio Jordão ao batizar Jesus, mas teve sua crise de fé na prisão, quando enviou, na surdina, seus discípulos para perguntarem a Jesus se Ele era o Messias.

Sobre as dúvidas

Você já se viu em dúvidas quando leu a Bíblia? Já se perguntou por que Jesus não fez nada com Herodes quando este O ameaçou e lançou João na prisão? Por que curou só um homem paralítico no tanque de Betesda e desapareceu, deixando ali cegos, surdos, coxos e doentes? E por que Deus não destruiu Nínive, preferindo duelar com um profeta d’Ele?

Quero que me diga: seria a omissão e o silêncio de Deus fraqueza ou misericórdia? Para responder, imagine se Ele tivesse tirado sua vida quando você pediu! Se tivesse sido rigoroso quando você errou! Se realizasse a sentença de condenação logo que alguém blasfemasse ou se desviasse!

Conselhos

Leia Romanos 2,4-11 para ver o que Deus fala sobre a demora d’Ele em agir. Seus amigos da Bíblia também tiveram vontade de chutar o balde e pendurar a chuteira: Abraão duvidou (24 anos e a promessa não se cumpria); Jó perdeu a paciência (cf. Jó 38-40); Davi adulterou e matou; Noé embebedou-se; Salomão teve mil mulheres; Pedro negou conhecer o Cristo; Elias pediu para morrer. No final, todos eles se renderam ao amor de Deus!

Você já parou para pensar por que José não se decepcionou com Deus e com o ser humano quando foi traído por seus irmãos, quase apodreceu na prisão egípcia (sem merecer) e foi esquecido pelo colega de cela? Já refletiu na razão que levou Zaqueu a abandonar a vida política, de corrupção, luxo e luxúria? Algo mais forte os motivava.

Deus nos quer. Veja a parábola de ovelha perdida, do filho pródigo. Ele nos quer com intimidade, num relacionamento de amor e fidelidade. Por isso, o véu se rasgou e o Senhor é chamado de “Abba” – “Pai”.

Se bater a vontade de chutar tudo para o alto, acalme-se! Você é gente, é humano, é como muitos homens da Bíblia.

Acalme-se e deixe Deus fazer o melhor!

Por Adriano Gonçalves, via Canção Nova

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Como discernir a vocação?

Toda profissão é um meio de amar, de servir, de ser útil, e para isso Deus nos deu os talentos. Então, é preciso antes de tudo pedir a Ele que nos dirija para o caminho profissional adequado.

É Ele que nos guia, inspira e conduz na vida profissional e pessoal quando a gente pede o auxílio de sua graça e procura fazer a sua vontade.

Diz o salmista que “se não é Deus quem edifica a casa, em vão trabalham os seus construtores” (Sl 126,1). Certamente Deus não nos dará riquezas abundantes, mas nos dará o necessário para viver e fazer a sua vontade.

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo” (Mt 6,33).

Para se escolher a profissão é preciso conhecer os nossos talentos, aptidões e interesse; e pedir a Deus que nos conduza.

Quando eu era jovem, tinha meus vinte anos, estava na Academia Militar de Agulhas Negras; já no penúltimo ano do curso de oficiais do Exército, e bem classificado em minha turma. Mas tive uma crise vocacional; não queria ser militar; queria ser professor; não foi fácil tomar a decisão de deixar uma carreira profissional já conquistada, segura, para o resto da vida. Mas sinto que Deus me conduziu para o magistério. Com uma coragem que só pode ter vindo Dele, eu deixei o Exército e fui ser professor, contra a vontade de todos. Continuei meus estudos e logo comecei a dar aulas em um colégio estadual. Depois que me formei, prestei concurso para professor na Universidade de Itajubá, MG; e passei no concurso, com 22 anos de idade. Deus confirmava minha vocação. De lá para cá já são 40 anos de magistério, com muita alegria. Deus me guiou no escuro, mas eu senti sua mão santa.

Deus nos guia mesmo sem a gente perceber. Ele não nos mostra o futuro; apenas nos guia no presente, para que dependamos amorosamente dele. Eu gosto muito do Exército, e sou-lhe grato pela boa formação humana e moral que me deu nos cinco anos que fui cadete; é uma instituição séria e honrada; mas não era a minha vocação; se eu não tivesse mudado não teria feito tudo o que pude fazer até hoje. Hoje entendo que Deus me guiou; ele não me queria naquela profissão.

No momento certo Deus me guiou; colocou a minha frente pessoas boas e adequadas que podiam me orientar; e isso não deve ser desprezado. Deus age em nossa vida através dos bons conselheiros e dos acontecimentos. Jesus ressuscitado caminha conosco, mesmo que não sintamos sua presença amiga. Ele é muito discreto.

Se você estiver em dúvida sobre o que fazer, peça a Deus a graça do discernimento, procure bons conselheiros, faça a sua parte; na hora certa Deus te iluminará e lhe dará coragem para decidir.

O mais importante é não desperdiçar a vida; como disse Michel Quoist: “Solteiro ou casado só o egoísta desperdiça a vida”. Se você tem vocação para o casamento, então, procure uma pessoa que tenha seus valores. Comece com boas amizades; seja amigo, seja fiel, seja cordial, seja simpático. Muitas amizades se transformam em bons namoros. E entregue tudo nas mãos de Deus.

Se a sua vocação é o sacerdócio ou a vida religiosa, pergunte a você mesmo se tem aptidão para isso:

1. Tem vontade de entregar sua vida totalmente a Deus, sem guardar nada para você?
2. Deseja trabalhar como Jesus pela salvação das almas?
3. Deseja não se casar para servir somente a Deus, por toda a vida?
4. Você gosta de rezar bastante?
5. Você ama a Igreja, o Papa, os bispos, Nossa Senhora, os Sacramentos, a Liturgia?
6. Você gostaria de viver uma vida de oração, penitência, simplicidade, pobreza evangélica?
7. Você gostaria de servir a Igreja e obedecê-la sempre?
8. Você está disposto a obedecer ao seu bispo ou seu superior a vida toda, qualquer que seja a decisão deles sobre você?
9. Você ama a Bíblia e gosta de meditar seus versículos e capítulos todos os dias?
10. Você está disposto a dar a vida pela Igreja, pelas almas e por Jesus Cristo?

Se a sua resposta for sim; procure um sacerdote para orientá-lo nessa bela caminhada a serviço de Deus e do seu Reino.

A Palavra de Deus, como disse o salmista, é “luz para nossos pés”, então, é muito importante meditá-la, especialmente nas horas de dúvidas e incertezas, tristezas e angústias. Ela nos socorre nas horas amargas, especialmente nas madrugadas de insônia quando nossas dúvidas não nos deixam dormir.

Muitas vezes fui buscar na Palavra de Deus consolo, orientação, força para decidir e coragem para manter a decisão.

É claro que não podemos fazer da Bíblia um amuleto, algo mágico que vai me dar a resposta a tudo que preciso decidir; não. Deus quer que usemos nossa inteligência, vontade, consciência, liberdade, aconselhamento, autocritica, etc., quer que procuremos a ajuda de outras pessoas. Mas, nas horas de angústia, devemos pedir-lhe uma palavra de socorro; repito, não faça isso sem critério; pois seria como tentar a Deus, deixando de fazer a nossa parte.

Uma das muitas experiências que tive com a palavra de Deus, foi quando era diretor do Campus da USP em Lorena-SP, antes que se tornasse uma Instituição do governo estadual, lutávamos quase desesperadamente para salvar a nossa boa Faculdade de Engenharia que estava às portas da falência, quando nossa manutenção foi cortada pelo então governo Collor. Mas fomos à luta, e conseguimos com muito trabalho e oração salvar a Instituição, com a ajuda de Deus. Enfim, numa noite feliz, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a estadualização de nossa instituição. Parecia um sonho; algo quase impossível. Quando cheguei em casa, às 3 horas da madrugada, abri a Bíblia, e meus olhos encontraram um Salmo que dizia:

“Aos abandonados Deus preparou uma casa, conduz os cativos à liberdade e ao bem-estar; só os rebeldes ficam num deserto ardente” (Sl 67,7).

Não foi possível conter as lágrimas naquela noite!

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Na confissão, vivenciamos a misericórdia de Deus

Jesus, em diversas passagens do Diário de Santa Faustina, fala-nos do sacramento da confissão como uma experiência da Misericórdia de Deus. São suas estas palavras: “Diz às almas onde devem procurar consolos, isto é, no tribunal da misericórdia onde continuo a realizar os meus maiores prodígios que se renovam sem cessar. Para obtê-los, não é necessário empreender longas peregrinações nem realizar exteriormente grandes cerimônias, mas basta se aproximar com fé dos pés do meu representante e confessar-lhe a própria miséria.

O milagre da misericórdia de Deus se manifestará em toda a plenitude. Ainda que a alma esteja em decomposição como um cadáver, e ainda que, humanamente, já não haja possibilidade de restauração, e tudo já esteja perdido, Deus não vê as coisas dessa maneira. O milagre da misericórdia de Deus fará ressurgir aquela alma para uma vida plena” (D. 1448).

A miséria da alma encontra a misericórdia de Deus

Jesus nos diz que a confissão é o sacramento do consolo e da ressurreição, pois faz a alma renascer para a vida da graça, e ainda nos diz que não existem pecados que não possam ser perdoados pela Misericórdia de Deus. Para aqueles que não se confessam com o sacerdote, dizendo que se confessam diretamente com Deus, pois o padre é apenas um homem como outro qualquer, basta ler em João 20,23-25: “Jesus, encontrando-se no meio dos apóstolos, disse-lhes: ‘Recebei o Espírito Santo. Os pecados que vocês perdoarem serão perdoados, os pecados que vocês não perdoarem, não serão perdoados’”. (citação livre).

Na confissão, vivenciamos a misericórdia de Deus

Não existe confissão direta com Deus. Jesus, mesmo no Diário, responde: Quando te aproximas da santa confissão, deves saber que sou eu mesmo quem espera por ti no confessionário, oculto-me apenas na pessoa do sacerdote, mas eu mesmo atuo na alma. Aí, a miséria da alma se encontra com o Deus de misericórdia.

Dessa fonte de misericórdia, as graças são colhidas apenas com o vaso da confiança. Se a confiança delas for grande, a minha generosidade não terá limites. As torrentes da minha graça inundam as almas humildes. Os orgulhosos sempre estão na pobreza e miséria, quando a minha graça se afasta deles para as almas humildes. (D. 1602)

Então Jesus diz: Sou eu mesmo quem espera por ti no confessionário, apenas escondo-me na pessoa do sacerdote. É Jesus quem confessa, é Jesus quem ouve o penitente, é Jesus escondido na pessoa do sacerdote que absolve os pecados. Enfim, nós sabemos que para aproveitarmos bem das graças do sacramento da confissão, precisamos nos aproximar do Cristo com um coração perfeitamente contrito.

Três oportunidades para tirar proveito da confissão

Santa Faustina, no número 133 do Diário, quer recomendar três coisas à alma que deseja buscar a santidade e tirar proveito da confissão.

Em primeiro lugar, total sinceridade e franqueza. O mais santo e sábio confessor não consegue derramar à força na alma aquilo que deseja se a alma não for sincera.

Segundo: humildade. A alma não tira o devido proveito da confissão se não é humilde. O orgulho mantém a alma nas trevas.

Terceiro: obediência. A alma desobediente não obterá nenhuma vitória, ainda que o próprio nosso Senhor a ouvisse diretamente em confissão. Deus cumula generosamente a alma, mas somente se ela for obediente.

Por Pe. Antônio Aguiar, via Canção Nova

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Semana Nacional da Família 2019 celebra os 25 anos do tema da Campanha da Fraternidade de 1994

Tem início no  domingo, 11 de agosto, quando é celebrado o Dia dos Pais, a Semana Nacional da Família, que neste ano tem como tema “A família, como vai?”.

A Semana Nacional da Família é promovida pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) e Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Trata-se de um evento anual, que já faz parte do calendário das diversas dioceses e paroquias do país.

Esta iniciativa teve início em 1992, como resposta ao desejo de se fazer alguma coisa em defesa e promoção da família, cujos valores vêm sendo agredidos sistematicamente na sociedade. É realizada sempre na segunda semana de agosto, mês vocacional, tendo início com o Dia dos Pais e o domingo em que a Igreja no país celebra a vocação matrimonial.

Conforme assinala o site da CNPF, com o tema deste ano, busca-se “indicar a necessidade da família vivenciar uma profunda experiência de Jesus e da sua Palavra para conseguir vencer os desafios e dificuldades que encontra em seu caminho, e assim compreender seu papel evangelizador na Igreja e na sociedade”.

Para o assessor nacional da Comissão Vida e Família, Padre Jorge Alves Filho, esta pergunta, “A família, como vai?”, continua sendo “também para a Igreja um desafio não só por causa da complexidade que responder a ela envolve, mas principalmente porque também o mundo parece esperar a resposta para ajudá-lo a não ferir mais a própria família que, não deixou de ser a célula da sociedade”.

O próprio Papa Francisco, em diversas ocasiões, tem manifestado seu apoio e oração pelas famílias. Neste mês de agosto, por exemplo, em seu vídeo de intenções de orações, pediu que se reze pelas famílias.

“Rezemos pelas famílias para que graças a uma vida de amor se tornem cada vez mais laboratórios de humanização”, exortou o Santo Padre, pedindo também que “cuidemos das famílias, porque são verdadeiras escolas do amanhã, são espaços de liberdade, são centros de humanidade”.

Além disso, o Pontífice, inclusive, já convocou um Sínodo Extraordinário e um Sínodo Ordinário sobre a família, que resultaram na exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia.

Ao final deste documento, o Santo Padre deixou a seguinte oração à Sagrada Família de Nazaré, que pode ser rezada por todas as famílias:

Jesus, Maria e José,
em Vós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
confiantes, a Vós nos consagramos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais haja nas famílias
episódios de violência, de fechamento e divisão;
e quem tiver sido ferido ou escandalizado
seja rapidamente consolado e curado.

Sagrada Família de Nazaré,
fazei que todos nos tornemos conscientes
do carácter sagrado e inviolável da família,
da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
ouvi-nos e acolhei a nossa súplica.

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O pai é, sobretudo, promotor e cuidador da vida, afirma Dom Jaime

Tradicionalmente no Brasil, o segundo domingo do mês de agosto é dedicado ao Dia dos Pais – data comercial que se difundiu no país no início do século XX vinda dos Estados Unidos. A comemoração foi criada pelo publicitário Sylvio Bhering no dia 14 de agosto de 1953, dia de São Joaquim – patriarca das famílias.

A Igreja no Brasil estabeleceu agosto como o mês vocacional e o segundo domingo como o dedicado a vocação para a vida e a família, com atenção especial aos pais. A ideia é uma oportunidade de refletir sobre a paternidade na Semana Nacional da Família, que é celebrada de 11 a 17 de agosto.

Segundo Dom Jaime Spengler, arcebispo metropolitano de Porto Alegre (RS) e primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), celebrar o Dia dos Pais é oportunidade privilegiada para resgatar e destacar a importância da paternidade no contexto social, político, econômico e eclesial em que vivemos. “O execício da paternidade diz da graça humana de poder participar da paternidade Divina. A partir da fé, Deus é Pai. Deus gera. E a possibilidade do exercício da paternidade diz desta possibilidade de participar, como pai, da geração da vida”, disse.

O dia dedicado a vocação para a vida e a família permite dialogar sobre a importância do papel do pai na Igreja e na sociedade. Além disso, a Semana Nacional da Família é uma oportunidade para vivenciar uma profunda experiência de Jesus e da sua Palavra sobre as relações familiares.

Segundo Dom Jaime, a importância do pai no contexto em que vivemos é fundamental. “Não podemos jamais perder esta dignidade que marca a existência humana. O pai não é só co-gerador de uma vida, ele é, sobretudo, promotor e cuidador da vida sempre junto com a mãe, com o feminino. Celebrar o Dia dos Pais é oportunidade privilegiada para compreendermos e resgatarmos a compreensão desta vocação fundamental para a vida social”, reforçou.

Este ano, em específico, a Semana Nacional da Família tem como inspiração os pilares das novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023 e traz como temática “A família, como vai?”, que celebra o jubileu de prata – 25 anos – da Campanha da Fraternidade de 1994.

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Papa explica a importância do pai na família

O valor do pai na família foi o tema da catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 4, na Sala Paulo VI. Essa foi a segunda etapa das reflexões sobre os pais, iniciada na semana passada quando Francisco se concentrou no perigo da ausência paterna.

O Santo Padre lembrou que até mesmo São José foi tentado a deixar Maria quando descobriu que ela estava grávida, mas, com a intervenção do anjo, ele permaneceu junto à sua esposa. Cada família precisa de um pai, enfatizou o Papa.

Para falar do valor do papel do pai, Francisco citou algumas expressões do livro dos provérbios, que são palavras que um pai dirige ao filho e mostram o orgulho de um pai quando ele consegue transmitir sabedoria ao filho. “Um pai sabe bem quanto custa transmitir essa herança, quanta proximidade, doçura e firmeza”, disse Francisco, destacando que, quando o filho recebe essa herança, a alegria do pai supera todo o cansaço.

“A primeira necessidade é essa: que o pai seja presente na família, próximo à mulher para partilhar tudo e que seja próximo aos filhos no seu crescimento (…) Pai presente sempre”. O Pontífice ressaltou, porém, que “presente” não é o mesmo que ser “controlador”, porque os pais muito controladores acabam anulando os filhos, não os deixam crescer.

Francisco mencionou ainda a parábola do filho pródigo, também conhecida como a parábola do pai misericordioso. Ele destacou a dignidade e a ternura do pai que está esperando o retorno do filho. “Os pais devem ser pacientes. Tantas vezes não há nada a fazer que não esperar: rezar e esperar”.

Segundo Francisco, um bom pai sabe esperar e perdoar do fundo do coração, mas também sabe corrigir com firmeza quando é preciso. E acrescentou que, sem a graça do Pai, os pais perdem a coragem. Os filhos precisam de um pai à espera quando retornam de alguma situação de insucesso.

“A Igreja é empenhada em apoiar a presença dos pais nas famílias, porque eles são protetores da fé na bondade, na justiça e na proteção de Deus, como São José”.

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Aniversário de pontificado: Papa será homenageado com medalhas

No próximo ano, no dia 13 de março, o Papa Francisco completará 7 anos de pontificado. Entre as comemorações da data, está a confecção de três medalhas. As medalhas serão uma de ouro, outra de prata e outra de bronze, e estarão em circulação a partir de 12 de agosto de 2019.

Na frente, a medalha mostrará o escudo do Papa Francisco com a seguinte inscrição latina: “FRANCISCUS P.M.A.VII” (Francisco Sumo Pontífice Ano VII). No verso, aparece uma imagem alegórica do trabalho missionário da Igreja na Amazônia.

Segundo o comunicado da Sala de Imprensa, a imagem mostra que “o enfoque missionário na Amazônia exige mais do que nunca um magistério eclesial exercido na escuta do Espírito Santo, que seja capaz de assegurar tanto a unidade como a diversidade e, portanto, uma cultura de encontro em harmonia multiforme”.

Esta mensagem é representada com o símbolo do abraço, o abraço da pomba a um grupo de povos indígenas, ao rio, à flora e à obra missionária da Igreja através do Batismo e da Eucaristia. Tudo isso, sublinhado com a frase em latim “Et vidit Deus quod esset bonum”, do livro de Gênesis. Com isso, expressa-se o admiração de Deus diante de sua própria Criação.

Na borda, há a inscrição “E CIVITATE VATICANA” junto com o número da medalha. Cada exemplar irá acompanhado por um certificado de garantia.

Segundo informou a Sala de Imprensa do Vaticano através de um comunicado, as medalhas poderão ser obtidas na Administração do Patrimônio da Sé Apostólica do Estado da Cidade do Vaticano e nas instalações da Livraria Editora Vaticana.

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Diocese de Votuporanga celebrará Semana Nacional da Família

Fiéis de todo o Brasil estarão unidos na próxima semana em oração pelas famílias. Nas cidades que pertencem a Diocese de Votuporanga haverá celebrações em todas as paróquias. Em Votuporanga, missas serão  na Catedral Nossa Senhora Aparecida.

Com a temática “A família, como vai?”, que celebra o jubileu de prata – 25 anos – da Campanha da Fraternidade de 1994, a proposta da Semana Nacional das Famílias é indicar a necessidade de a família vivenciar uma profunda experiência de Jesus e da sua Palavra para conseguir vencer os desafios e dificuldades que encontra em seu caminho, e assim compreender seu papel evangelizador na Igreja e na sociedade.

"Juntos, em família, podemos construir um mundo melhor", destacou o bispo diocesano de Votuporanga Dom Moacir Aparecido de Freitas.

Show com Eugênio Jorge

Na próxima sexta-feira (16/8), a Diocese e Prefeitura de Votuporanga promoverão show com o cantor católico Eugênio Jorge. Será às 20h30, na Concha Acústica.

Cantor, compositor e produtor musical Católico, Eugenio Jorge é natural de Cruzeiro - São Paulo e teve seu encontro pessoal com Jesus no ano de 1979 quando abandonou a vida de carnavalesco, convertendo –se de sambista para salmista. Entre as músicas do repertório sucessos como Crei em Ti, A nós descei, Divina Luz e Eu Navegarei.

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A oração do Papa pelas vítimas dos tiroteios nos EUA

Depois da oração do Angelus neste domingo, 4, o Papa Francisco rezou uma Ave Maria com os fiéis presentes na Praça São Pedro, pelas vítimas dos últimos tiroteios ocorridos nos Estados Unidos. “Estou espiritualmente próximo às vítimas dos episódios de violência que nestes dias ensanguentaram o Texas, a Califórnia e Ohio nos Estados Unidos, atingindo pessoas indefesas. Convido todos a se unirem em oração comigo pelas pessoas que perderam a vida, pelos feridos e seus familiares”, rogou o Pontífice

Declaração dos Bispos americanos

O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Cardeal Daniel DiNardo fez uma declaração na manhã deste domingo, 4, sobre o massacre no centro comercial em El Paso, no Texas, que deixou 20 mortos e 26 feridos. “A violência ligada ao uso de armas tornou-se um flagelo sem controle, que se espalha pelo nosso país”, comentou o cardeal na declaração.

“As coisas devem mudar” escrevem os bispos, “mais uma vez, pede-se uma legislação eficaz que enfrente as razões pelas quais nas comunidades americanas continua a se verificar estes inimagináveis e repetitivos episódios de violência armada e homicida”.

Nota do arcebispo de San Antonio, Texas

Já o arcebispo de San Antonio, Dom Gustavo Garcia-Siller, depois de uma noite de vigília de oração, sublinhou em uma nota a “gratidão pelas forças policiais e aos funcionários das equipes de emergência, que prestaram socorro imediato às vítimas deste crime atroz”.

“Esta violência insensata – afirma o bispo – abala as nossas consciências, pois parece não ter fim este derramamento de sangue. Pedimos ao Senhor e ao Espírito Santo a nos ajudarem a restabelecer e reconstruir o respeito pela vida na nossa nação, e acabar com esta indizível carnificina que continua a se repetir de modo trágico”.

O massacre ocorreu na manhã deste sábado, 03, em um centro comercial em El Paso (Texas, Estados Unidos), como confirmou o governador Greg Abbot, que disse que este foi “um dos dias mais sangrentos” da história do Texas. Trata-se do tiroteio mais letal neste ano nos Estados Unidos.

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Papa a escoteiros: o coração se adestra não com o ter, mas com o doar

O Santo Padre recebeu na manhã deste sábado, 3, na Sala Paulo VI no Vaticano, cerca de 5 mil escoteiros que, desde o dia 27 de julho, estão participando de um encontro intitulado “Euromoot”, promovido pelas Federações de Escotismo da Europa e dos EUA. Participaram também escoteiros de outras regiões e países, inclusive da América Latina.

Esta é a segunda grande audiência de escoteiros com um Papa. Em 1994, São João Paulo II encontrou os escoteiros da Europa na Basílica de São Pedro.

Em seu discurso aos numerosos escoteiros, o Papa Francisco agradeceu a presença de todos e elogiou a sua coragem de ter percorrido tantos quilômetros! Um percurso, disse, que os faz sentir mais livres. De fato, a liberdade se conquistada no caminho, passo a passo, com os outros, não fechados no quarto com o celular na mão como fuga da realidade.

Aqui, Francisco recordou as cinco etapas percorridas pelos escoteiros, na esteira dos grandes santos, que viajaram pela Europa: Paulo de Tarso, Bento de Núrsia, Cirilo e Metódio, Francisco de Assis, Catarina de Sena. Por isso, perguntou-lhes: “O que estes Santos têm em comum”? E respondeu:

“Eles não esperavam nada da vida ou de alguém, mas confiaram em Deus, arriscando suas vidas, colocando-se em jogo, em marcha para realizar seus grandes sonhos, que ainda hoje são exemplo para nós. Eles deram suas vidas, não a pouparam”.

Partindo destes cinco percursos de santidade, o Papa quis deixar aos escoteiros cinco palavras, não suas, mas do Evangelho, que os acompanhou neste trajeto, convidando-os a levar sempre consigo, como um navegador, porque o Evangelho é o mapa da vida:

“Eis as cinco palavras de Jesus: “Dai e vos será dado”. Cinco palavras simples que traçam uma rota clara”.

Explicando cada uma destas palavras, Francisco disse: antes de tudo, “dar”. Hoje, pensamos só em ter, possuir. Mas, nunca estamos satisfeitos com o que temos e queremos sempre mais e mais o que não faz bem para o nosso coração. O coração se adestra não com o ter, mas com o doar. Por isso, Jesus estabeleceu este ponto de partida de “dar”: colocar a vida em jogo, dar meios para se levantar da poltrona, se libertar das comodidades, dar o bem ao mundo. E acrescentou:

“Logo, a primeira coisa é dar. Eis o segredo da vida. Pois é dando a vida que se recebe… ninguém pode dar ao mundo o que vocês é chamado a dar. Cada um de vocês é ‘único’ e precioso aos olhos de Deus; é precioso para a Igreja, para mim. Digam a quem está ao seu lado: “você é precioso”. Sem querer, você acabou de ‘dar’ uma palavra boa a alguém”.

Mas, ponderou o Papa, “Dai e vos será dado” pode ser aplicado também em relação à Criação. Se abusarmos dela receberemos uma terrível lição, como já está acontecendo no mundo. Como escoteiros, recordou Francisco, “vocês vivem no meio da natureza, uma natureza que não tem confins. A Criação nos une a Deus e aos irmãos, com os quais habitamos uma Casa comum” .

O Santo Padre concluiu seu pronunciamento fazendo uma exortação aos milhares de escoteiros, presentes e ausentes:

“Encorajo-os a preparar o caminho do Senhor, onde quer que estejam. É fácil reconhecer o caminho do Senhor: é aquele que tem o sentido de doação, que deixa o mundo se desenvolver. Assim, vocês se tornam cidadãos ativos, como disse seu fundador Baden Powell”.

O Senhor, disse por fim o Papa, não quer só pessoas boas, hoje, mas também que façam o bem, que amem a Europa, que nos acomuna. Por isso, “sejam construtores ativos de sociedades reconciliadas e integradas, que dão vida a uma Europa renovada. Lembrem-se que o escotismo quer formar homens e mulheres, que mantêm a rota justa: a rota do bem!”. E nunca se esqueçam: “Dai e vos será dado”!

Ao término da audiência papal, os milhares de escoteiros do “Euromoot” coroaram sua peregrinação a Roma, participando de uma Santa Missa na Basílica de São Pedro, presidida pelo Cardeal Angelo Bagnasco.

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Papa: riquezas distraem o coração do verdadeiro tesouro que está no céu

Os bens materiais são necessários para a vida, são um meio para viver honestamente e na partilha com os mais necessitados. As riquezas, no entanto, podem aprisionar o coração e distraí-lo do verdadeiro tesouro que está no céu. E a cobiça é fonte de inquietação e guerras. Foi o que disse o Papa aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro no Angelus deste XVIII Domingo do Tempo Comum, ao inspirar sua reflexão no Evangelho proposto pela liturgia do dia: “Seria belo se vocês lessem hoje o capítulo 12 de São Lucas, versículo 13. É uma bela parábola que nos ensina muito”, recomendou.

Francisco começa explicando a cena narrada por São Lucas, em que um homem que se levanta entre a multidão e pede a Jesus para elucidar uma questão jurídica sobre a herança de família. Mas Ele não trata da questão na resposta, e exorta a permanecer distante da ganância, isto é, da avidez de possuir. Jesus, recorda o Pontífice, “para dissuadir seus ouvintes dessa busca frenética pela riqueza”, conta a parábola do rico louco, “que acredita estar feliz porque teve a sorte de uma colheita excepcional e se sente seguro pelos bens acumulados”.

De um lado, o Papa aponta que o rico coloca diante de si “os muitos bens acumulados, os muitos anos que esses bens parecem assegurar a ele, e terceiro, tranquilidade e o bem-estar desenfreados”. De outro, o Santo Padre afirma que Deus se dirige ao rico, desfazendo todos estes projetos: “em vez dos ‘muitos anos’, Deus indica o imediatismo de ‘nesta mesma noite, nesta noite morrerás’; no lugar do ‘gozo da vida’ apresenta-lhe o ‘devolver a vida, devolverás a vida a Deus’, com o consequente julgamento”.

Diante da realidade dos muitos bens acumulados que eram a base sobre a qual o rico alicerçava a sua vida, o Pontífice questiona: “E as coisas que você preparou, para quem vão ficar?” O Papa recorda então das lutas pela herança, “tantas lutas de família”: “E tanta gente, todos conhecemos alguma história, que na hora da morte começa a aparecer: os sobrinhos, os netinhos vem conferir: “Mas o que cabe a mim?”, e levam embora tudo ”.

É nesta contraposição – explica o Papa – “que se justifica a denominação de ‘louco’- porque pensa em coisas que ele acredita serem concretas, mas são uma fantasia – com a qual Deus se dirige a este homem. Ele é louco, porque na prática ele renegou a Deus, ele não contava com ele”. Ao final, a advertência do evangelista revela, de acordo com o Santo Padre, do horizonte para o qual todos são chamados a olhar: “Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para Deus”:

“Os bens materiais são necessários, são bens, mas são um meio para viver honestamente e na partilha com os mais necessitados. Jesus hoje nos convida a considerar que as riquezas podem aprisionar o coração e distraí-lo do verdadeiro tesouro que está no céu”, frisou.

Também na segunda leitura proposta pela liturgia do dia, da Carta aos Colossenses, São Paulo recorda, segundo o Pontífice, a busca das coisas do alto, e não as coisas da terra, o que não significa “fugir da realidade”, explica o Santo Padre:

“Isso – dá para entender – não significa fugir da realidade, mas buscar coisas que têm um verdadeiro valor: a justiça, a solidariedade, a acolhida, a fraternidade, a paz, todas coisas que constituem a verdadeira dignidade do homem. Trata-se de direcionar para uma vida realizada não segundo o estilo mundano, mas segundo o estilo evangélico: amar a Deus com todo o nosso ser e amar o próximo como Jesus o amou, isto é, no serviço e no dom de si”.

Francisco prosseguiu: “O amor assim entendido e vivido, é a fonte da verdadeira felicidade, enquanto a procura desmedida de bens e de riquezas materiais é muitas vezes fonte de inquietação, de adversidade, de prevaricação, de guerra. A cobiça dos bens, o desejo de ter bens, não sacia o coração, antes pelo contrário, provoca mais fome! A cobiça é como aquele caramelo gostoso: tu pegas um e diz: “Ah, que bom!!, e depois pega outro e outro. Assim é a cobiça: nunca se sacia. Estejam atentos!”

O Pontífice pediu ao concluir: “Que a Virgem Maria nos ajude a não ficarmos fascinados pelas seguranças que passam, mas a sermos a cada dia críveis testemunhas dos valores eternos do Evangelho”.

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10 de agosto: Dia do Diácono

No dia 10 de agosto a Igreja comemora o ‘dia do diácono’, na festa de São Lourenço, diácono e mártir, que é o patrono dos diáconos. O diácono é uma vocação ministerial para o serviço, seu nome vem do termo ‘diaconia’ que significa serviço.

O ministério diaconal possui três dimensões: o serviço da Palavra de Deus, o serviço da Caridade e o serviço da Liturgia. O ministério diaconal vem crescendo nas comunidades à medida que é compreendido o seu valor e contribuição para uma Igreja cada vez mais servidora. O Documento de Puebla manifesta a missão confiada aos diáconos. “O diácono, colaborador do bispo e do presbítero, recebe uma graça sacramental própria. O carisma do diácono, sinal sacramental de Cristo-Servo, tem grande eficácia para a realização de uma Igreja servidora e pobre, que exerce sua função missionária com vistas à libertação integral do homem” (Puebla, 697).

Os diáconos podem ser transitórios ou permanentes. O diaconato transitório é o primeiro grau do Sacramento da Ordem. Os diáconos transitórios permanecem por um período específico até completar sua formação e serem ordenados sacerdotes. O diácono permanente é a expressão do ministério ordenado colocado o mais próximo possível da realidade laical e do protagonismo dos leigos. O diácono permanente realiza atividades essenciais para a vida da Igreja. Eles podem administrar sacramentos (Batismo, Matrimônio e Eucaristia) e colaborar nas funções litúrgicas, como servir o altar, proclamar o Evangelho, convidar os fiéis para o abraço da paz e fazer a despedida da missa.

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Agosto: mês das Vocações

Nossa Igreja comemora no mês de agosto o mês das vocações, dedicando cada domingo a uma vocação específica.

1º domingo: é comemorado o dia do padre.

2º domingo: dia dos pais (celebra-se o dia daqueles chamados a vida matrimonial, logo a gerarem novas vidas para Deus, aqueles que são chamados a serem co criadores de Deus)

3º domingo: em virtude da comemoração da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, é destacada a vocação religiosa feminina e masculina

4º domingo: o apostolado leigo, e os catequistas.

O catequista é sempre comemorado no último domingo do mês, portanto quando no mês tem 5 domingos ele é transferido para este.

Vocação, em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação vinda diretamente sobre mim, endereçada à minha pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo. (cf. Mc 2, 14). Vocação, portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho, como afirma São Paulo na Carta aos Romanos: “Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus.” (Rom 1, 1)

Vocação é chamado e resposta. É uma semente divina ligada a um sim humano. Nem a percepção do chamado, nem a resposta a ele são tão fáceis e tão “naturais”. Exigem afinação ao divino e elaboração de si mesmo, sem as quais não há vocação verdadeira e real.

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Em Roma é apresentado livro sobre o Papa João Paulo I

O Cardeal Beniamino Stella, Prefeito da Congregação para o Clero e Postulador da Causa de Canonização do Papa João Paulo I, participou, na tarde desta sexta-feira, 2, na igreja paroquial de Canale d’Agordo, no Vêneto, da apresentação do livro intitulado “Albino Luciani, João Paulo I: Biografia e documentos”.

O volume conta com a participação de 188 testemunhas, inclusive do Dr. Renato Buzzonetti, seu médico pessoal, que constatou a sua morte; a Irmã Margarida Marin, única sobrevivente das Irmãs que prestavam serviço no apartamento papal; e o Papa emérito Bento XVI.

Atividades correlatas

Após a apresentação do volume, os presentes fizeram uma visita guiada à casa natal de Albino Luciani, aberta ao público, pela primeira vez.

A seguir, na Sala de Conferências do Museu Albino Luciani, houve uma mesa redonda, moderada pelo diretor da Fundação Papa Luciani, Loris Serafini, durante a qual o jornalista da Rai, televisão italiana, Antonio Preziosi, falou sobre a sua obra intitulada “João Paulo I: o Inesquecível”.

Volume “Albino Luciani”

Neste livro são apresentados, em ordem cronológica, todos os discursos, efetivamente pronunciados por João Paulo I, que, como excelente comunicador, costumava modificar e complementar os seus textos, preparados para as diversas ocasiões, e até mesmo enquanto falava aos presentes.

O volume contém ainda uma coleção significativa de mensagens, telegramas e cartas enviadas por Albino Luciani, durante seus 33 dias de Pontificado, de agosto a setembro de 1978.

O livro compreende também um estudo sobre o programa do Pontificado, preparado pelo Papa Luciani e sobre sua grande capacidade de transmitir conceitos importantes com palavras simples.

Esta publicação sobre a “biografia e os documentos” de João Paulo I é destinada, não apenas a estudiosos e especialistas, mas também a todos aqueles que desejam aprofundar o conhecimento sobre a vida e o pensamento do Pontífice, que governou a Igreja por apenas 33 dias e ficou para sempre conhecido como o “Papa Sorriso”.

Dados biográficos

Albino Luciani nasceu em Canale d’Agordo, na região do Vêneto, em 17 de outubro de 1912, no seio de uma família humilde de camponeses. Foi ordenado sacerdote em 1935 e Bispo em 1958, Patriarca de Veneza em 1969 e criado Cardeal em 1973, por Paulo VI.

Após apenas 33 dias de Pontificado, faleceu em 28 de setembro, com a idade de 65 anos.

João Paulo I, também conhecido no Vaticano e no mundo como o “Papa do Sorriso”, por sua afabilidade e gentileza, foi proclamado Venerável em 2017, última etapa antes da Beatificação.

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O sacerdote é o ungido do Senhor

Jesus é o Sumo e Eterno Sacerdote. Pelo sacramento da Ordem, o sacerdote torna-se o representante legítimo de Cristo, o ungido do Senhor. Quando preside a celebração dos sacramentos, principalmente a Eucaristia e a reconciliação, ele age in persona Christi, ou seja, na Pessoa de Cristo, fonte de onde provém a vida para todos os membros da Igreja. Por isso mesmo, quando, na Celebração da Eucaristia, ele diz: “Isto é o meu corpo” e “este é o cálice do meu sangue”, o pão e o vinho se transformam no Corpo e no Sangue de Cristo pelo poder do Espírito Santo.

Da mesma forma, quando, na celebração do sacramento da reconciliação, ele diz: “Eu te absolvo de teus pecados”, é o próprio Cristo quem perdoa.

O celibato

Dessa primeira consideração, já podemos tirar uma conclusão prática: se o sacerdote está identificado sacramentalmente com Cristo, seu estilo de vida deve ser o estilo de vida de Cristo. Aqui se encontra a razão teológica e espiritual para o carisma do celibato, o qual aproxima o estilo de vida do sacerdote ao estilo de vida de Cristo: celibatário, casto e virgem.

O carisma do celibato ajuda o sacerdote a viver, com radicalidade, a caridade pastoral. Pelo anúncio da Palavra – Cristo e Sua mensagem –, o sacerdote aproxima os seres humanos de Deus. Como educador da fé e da reta conduta humana e cristã, ele forma a personalidade do discípulo de Cristo.

Ministro da santificação e pastor do povo de Deus

Além disso, o presbítero é o ministro da santificação. Para usarmos a expressão do apóstolo São Paulo, ele é o dispensador dos mistérios de Deus, dos bens salvíficos que nos chegam pelos sacramentos.

Os sacramentos são chamados canais da graça. Esses canais estão ligados a uma fonte, que é o Cristo ressuscitado. É d’Ele que provém a graça salvífica para toda a vida da Igreja. Finalmente, pertence à identidade do sacerdote ser a imagem viva de Cristo, o Bom Pastor.

O sacerdote governa o povo a ele confiado não como funcionário, mas com a autoridade do pastor. O rebanho não pertence a ele, mas a Cristo. Cronologicamente, o Ano Sacerdotal terminou na Festa do Coração de Jesus. Seu objetivo, porém, deve permanecer na vida de toda a Igreja: a oração pela santificação dos sacerdotes.

O sacerdote santo é luz do mundo e sal da terra.

Dom Benedito Beni
Bispo Emérito da Diocese de Lorena

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04 de Agosto, dia do Sacerdote

Dia do Sacerdote é celebrado no mesmo dia da festa de São João Maria Vianney, padroeiro de todos os sacerdotes, a data é  04 de Agosto. É comemorada desde 1929 e foi instituída por Papa Pio XI.

Ser padre é ser pai, cuidar do rebanho que lhe foi confiado. Seguir os caminhos, os passos de Cristo aqui na terra, aconselhando aqueles que erram, mostrando por onde trilhar e não se separar de Jesus, sendo caridoso, amoroso com o próximo, ser humilde. As mão de um sacerdote é ungida e através deste ministério ele pode perdoar, abençoar. Devemos ter muito respeito para com eles, como São Francisco disse:

“O Senhor me deu tanta fé nos sacerdotes que vivem segundo a santa Igreja Romana, por causa de sua ordenação, que, mesmo se eles me perseguissem, recorreria a eles. E a todos hei de respeitar, amar e honrar, como a meus senhores. Nos sacerdotes não quero considerar pecado algum, porque neles reconheço o Filho de Deus e eles são meus senhores. E isto faço porque do mesmo altíssimo Filho de Deus nada vejo corporalmente neste mundo senão o seu santíssimo Corpo e Sangue, que eles consagram e somente eles administram aos demais”

Na palavra de Deus em Hebreus 5, 1-2 diz: ” De fato todo sumo sacerdote é tomado do meio do povo e representa o povo nas suas relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Ele saber ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele mesmo esta cercado de fraquezas.”

Amemos nosso Pároco, rezemos pelos Padres, o respeitemos, que o vejamos como “in persona Christi”, pois é Cristo que age por ele.

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Estar perto dos que sofrem, pede Papa aos sacerdotes

O Papa Francisco escreveu uma carta aos sacerdotes recordando os cento e sessenta anos da morte do Cura d’Ars, padroeiro dos párocos. Uma carta que exprime encorajamento e proximidade aos “irmãos presbíteros, que sem fazer alarde” deixam tudo para se empenhar na vida diária das suas comunidades; aos sacerdotes que trabalham na “trincheira”; também a todos aqueles que diariamente enfrentam desafios sem pensar em si mesmos, “para que o povo de Deus seja cuidado e acompanhado”.

“Dirijo-me a cada um de vocês que, em muitas ocasiões, de modo inobservado e sacrificado, no cansaço ou na fadiga, na doença ou na desolação, assumem a missão como um serviço a Deus e ao seu povo e, mesmo com todas as dificuldades do caminho, escrevem as páginas mais belas da vida sacerdotal”, escreveu o Pontífice.

A carta do Santo Padre se abre com um olhar ao escândalo dos abusos: “Nos últimos tempos pudemos ouvir mais claramente o clamor, muitas vezes silencioso e silenciado, de irmãos nossos, vítimas de abusos de poder, de consciência e sexuais por parte dos ministros ordenados”. Mas, explica Francisco, mesmo sem “negar ou ignorar o dano causado”, seria “injusto não reconhecer que tantos sacerdotes que de maneira constante e íntegra oferecem tudo o que são e que têm pelo bem dos outros”.

O Papa destacou a importância dos padres que fazem da vida uma obra de misericórdia em regiões ou situações muitas vezes inóspitas, remotas ou abandonadas. O Pontífice agradeceu todos“pela coragem e constante exemplo” e escreveu: “[Os] tempos da purificação eclesial que estamos vivendo nos tornarão mais alegres e simples e em um futuro não muito distante serão muito fecundos. (…) O Senhor está purificando a sua Esposa [igreja] e a todos nos está convertendo a Ele. Permite-nos experimentar a prova para compreendermos que, sem Ele, somos pó”.

A segunda palavra chave da mensagem do Santo Padre é “gratidão”. Francisco recorda que a vocação, mais do que uma escolha, é a resposta de um chamado gratuito do Senhor. O Papa exorta a “retornar aos momentos luminosos” em que experimentamos o chamado do Senhor para consagrar toda a nossa vida ao seu serviço, voltar “ao sim” crescido no seio de uma “comunidade cristã”.

Em momentos de dificuldade, de fragilidade, de fraqueza, “quando a pior de todas as tentações é a de ficar a ruminar a desolação”, é crucial – explica o Pontífice – “não perder a memória cheia de gratidão da passagem do Senhor na nossa vida” que “nos convidou a apostar n’Ele e pelo seu povo”. Segundo o Papa, a gratidão “é sempre uma arma poderosa”. “Só se formos capazes de contemplar e agradecer por todos os gestos de amor, generosidade, solidariedade e confiança, bem como de perdão, paciência, suportação e compaixão com que fomos tratados, é que deixaremos o Espírito obsequiar-nos com aquele ar puro capaz de renovar (e não remendar) a nossa vida e missão”, completou.

O Santo Padre agradeceu os sacerdotes pela fidelidade aos compromissos assumidos. De acordo com Francisco, é “muito significativo” que em uma sociedade e em uma cultura que transformou o “gasoso” em valor, existam pessoas que apostem na felicidade de doar a vida. O Pontífice agradeceu pela celebração diária da Eucaristia e pelo ministério do sacramento da Reconciliação, vivido sem rigorismos, nem laxismos, ocupando-se das pessoas e acompanhando-as no caminho da conversão. Agradece pelo anúncio do Evangelho “feito a todos com ardor”: “Obrigado por todas as vezes que, deixando-se comover por dentro, vocês acolheram os que caíram, curaram suas feridas… Nada é mais urgente do que isso: proximidade, vizinhança, ficar próximo da carne do irmão que sofre”.

O coração do pastor – afirma Francisco – é aquele que “aprendeu o gosto espiritual de se sentir um só com o seu povo, que não esquece que saiu dele… com estilo de vida austero e simples, sem aceitar privilégios que não têm sabor de Evangelho”. Mas o Papa agradece e convida a agradecer também “pela santidade do Povo fiel de Deus”, manifestada “nos pais que criam seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham para levar o pão para casa, nos doentes, nas religiosas idosas que continuam a sorrir”.

A terceira palavra é “coragem”. O Papa quer encorajar os sacerdotes: “A missão à qual fomos chamados não significa que devemos ser imunes ao sofrimento, à dor e até mesmo à incompreensão, ao contrário, pede-nos para os enfrentar e assumir a fim de deixar que o Senhor os transforme e nos configure mais a Ele”. Um bom teste para saber como se encontra o coração do pastor – escreve Francisco – “é perguntar-se como enfrentamos a dor”. De fato, às vezes pode acontecer, de se comportar como o levita ou o sacerdote da parábola do Bom Samaritano, que ignora o homem caído no chão, outras vezes aproxima-se da dor intelectualizando, e refugiando-se em frases comuns (“a vida é assim, não se pode fazer nada”) terminando por dar espaço ao fatalismo. Ou então aproxima-se com um olhar de preferência seletiva gerando apenas isolamento e exclusão”.

O Papa adverte também o que Bernanos definiu como o “elixir mais precioso do demônio”, isto é, “a tristeza adocicada que os padres do Oriente chamavam acédia. A tristeza que paralisa a coragem de continuar no trabalho, na oração”, que “torna estéril todas as tentativas de transformação e conversão, propagando ressentimento e aversão”. Francisco convida os sacerdotes a pedir ao Espírito Santo que venha despertar, dar uma sacudida na  sonolência, para desafiar a habitualidade e deixarmos o clero mover-se pelo que acontece ao  redor e pelo clamor da Palavra viva do Ressuscitado.

“Ao longo da nossa vida, pudemos contemplar que com Jesus Cristo renasce sem cessar a alegria”. Uma alegria, afirma o Pontífice, que “não nasce de esforços voluntariosos ou intelectualistas, mas da confiança de saber que continuam eficazes as palavras de Jesus a Pedro”. Na oração, explica o Papa, é possível experimentar a bendita precariedade que lembra os padres de serem discípulos carecidos do auxilio do Senhor e liberta da tendência prometeuca dos que confiam unicamente em suas próprias forças.

A oração do pastor “nutre-se e encarna-se no coração do Povo de Deus. Traz as marcas da alegria e das feridas do seu povo”, observou Francisco. Uma confiança que preserva a todos de procurar ou querer respostas fáceis, rápidas ou pré-fabricadas, permitindo ao Senhor ser Ele (e não as nossas receitas e prioridades) a mostrar um caminho de esperança. Portanto “reconheçamos a nossa fragilidade, sim, mas deixemos que Jesus a transforme e nos projete sempre de novo para a missão”, suscitou o Pontífice.

Para manter o coração animado, o Papa observou que não devem ser negligenciadas duas ligações constitutivas da identidade. A primeira com Jesus. É o convite a não esquecer “o acompanhamento espiritual, tendo um irmão com quem falar, confrontar-se, debater e discernir o próprio caminho”. A segunda ligação é com o povo: “Não se isolem do seu povo e dos presbíteros ou das comunidades. E muito menos não em grupos fechados ou elitistas… um ministro corajoso é um ministro sempre em saída”. O Papa pede aos sacerdotes para “estar perto dos que sofrem, de estar sem vergonha perto das misérias humanas e, porque não, vivê-las como próprias para as tornar Eucaristia”. Para serem “artesãos de relação e comunhão, abertos e confiantes e esperançosos da novidade que o Reino de Deus quer suscitar hoje”.

A última palavra proposta na carta é “louvor”. É impossível falar de gratidão e encorajamento sem contemplar Maria que  ensina o louvor capaz de abrir o olhar para o futuro e devolver a esperança ao presente, frisou o Santo Padre. Segundo o Papa,  olhar Maria é voltar a crer na força revolucionária da ternura e do afeto.

O Papa prosseguiu: “se alguma vez nos sentirmos tentados a isolar-nos e fechar-nos em nós mesmos e nos nossos projetos, protegendo-nos dos caminhos sempre poeirentos da história, ou se o lamento, a queixa, a crítica ou a ironias tomam conta das nossas ações sem vontade de lutar, esperar e amar … olhemos a Maria para que purifique os nossos olhos de todos os “ciscos” que nos possa impedir de estarmos atentos e despertos para contemplar e celebrar a Cristo que vive no meio do seu Povo”.

“Irmãos digo mais uma vez, não cesso de dar a graças a Deus por todos vocês… deixemos que seja a gratidão a suscitar o louvor e que nos encoraje mais uma vez na missão de ungir os nossos irmãos na esperança. A ser homens que testemunhem com a sua vida a compaixão e a misericórdia que só Jesus nos pode dar”, finalizou

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Cáritas Brasileira e CNBB lançam segunda fase da campanha SOS África

A Cáritas Brasileira e a Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) lançaram nesta sexta-feira, 2, a continuidade da campanha SOS África que se iniciou em março deste ano. O objetivo é arrecadar recursos para ajudar as famílias impactadas pelos ciclones Idai e Kenneth em Moçambique, Zimbábue e Maláui. Passada a fase de emergência, esse segundo passo busca utilizar os recursos reunidos para segurança alimentar, água, saneamento e higiene, além da construção de abrigos e casas.

Em 18 de março de 2019, Moçambique, Zimbábue e Maláui foram assolados pelo ciclone Idai que deixou milhares de mortos e desabrigados. Seis semanas depois o norte de Moçambique foi afetado por um segundo ciclone, chamado Kenneth. Essas são as piores catástrofes já enfrentadas pela população de Moçambique, Zimbábue e Maláui. São milhões de pessoas afetadas, 1,8 milhões de desabrigados e milhares de mortos. Há por volta de 111 mil casas destruídas e 240 mil danificadas, além de escolas e centros de saúde.

As doações serão coordenadas pela Cáritas Internacional – que vem atuando no socorro dos afetados pela catástrofe desde o início – e podem ser realizadas por meio das contas bancárias geridas pela Cáritas Brasileira (Para DOC e TED, o CNPJ da Cáritas Brasileira é: 33.654.419/0001-16):

Banco do Brasil
Agência: 0452-9
Conta Corrente: 49.667-7

Caixa Econômica Federal
Agência: 1041 – Operação: 003
Conta Corrente: 4322-3

Santander
Agência: 3100
Conta Corrente: 13.061645-0

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4 de agosto: Dia do Padre

A Igreja celebra no dia 04 de agosto, o Dia do Padre, data da Festa de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes. Estes homens humildes e perseverantes deixaram suas casas e famílias para atenderam ao chamado de Deus, servindo-O na comunidade.

O Padre entende, desde muito cedo, o chamado para ser um servo de Deus, um “pai” espiritual do povo, que leva o Evangelho e o Amor de nosso Pai lá no Céu ao coração de cada pessoa. Essa não é uma missão fácil, pois o Padre é um ser humano e está sujeito a tentações, fraquezas, emoções e sentimentos. Mas toda a força, carinho e orações que a comunidade possa dar ao sacerdote é a certeza e a prova da graça divina na vida e na missão dele aqui no mundo.

É alguém escolhido por Deus, dentro de uma comunidade, no seio de uma família, para ser o continuador da obra salvadora de Jesus. Ele assume a missão de construir a comunidade. Por graça e vocação, o padre age em nome de Jesus: ele perdoa os pecados, ele reconcilia seus irmãos com Deus e entre si; ele trás a bênção de Deus para todos. O padre é aquele que celebra a vida de Deus na vida da comunidade. Na Celebração Eucarística , ele trás Jesus para as comunidades. A Eucaristia é a razão primeira do sacerdócio. O padre alimenta seus fiéis por esse sacramento, pela sua pregação e pelo seu testemunho.

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Missão Jovem visita 400 famílias da comunidade Santo Antônio, de Votuporanga

O Setor Juventude da Diocese de Votuporanga promoveu no último final de semana, 19, 20 e 21 de julho, a 2ª edição da Missão Jovem. A evangelização aconteceu nos setores pertencentes à Capela Santo Antônio, de Votuporanga, envolvendo os bairros Parque das Nações, Célio Honório, Rio Vermelho, Bortolloti, Boa vista e Jardim Itália. Participaram 70 jovens das paróquias da Diocese, que junto do COMIPA – Conselho Missionário Paroquial, visitaram, aproximadamente, 400 famílias.

Com o tema “Ide, sem medo, para servir”, a programação contou com Missa de abertura e envio na Catedral Nossa Senhora Aparecida. Também formação aos participantes, evangelização de casa em casa, momentos de oração, apresentação do Ministério de Dança Nos Passos de Maria, da Paróquia Divino Espírito Santo, de Planalto, Noite de Louvor com a Banda Neos da Paróquia Nossa Senhora Conceição, de Tanabi e o pregador Daniel Junta, da Missão Evangelize Agora.

Kamilla de Souza Santos, 18, da Paróquia Senhor Bom Jesus, de Paulo de Faria, vivenciou sua primeira experiência missionária. “Pude perceber que as pessoas estão carentes de Deus e de atenção. Aprendi com isso a importância de anunciar o Evangelho sem medo algum, pois, às vezes, tudo o que o outro precisa é uma palavra de fé, esperança e amor.”

Já Laís Elisia Pinheiro Rodrigues, 17, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Macaubal, participou pela segunda vez da Missão Jovem. “O que marcou em minha vida foi ter visto e sentido a realidade das pessoas e a busca pela esperança. Além disso, a missão nos leva para mais perto de Jesus, pois saímos para evangelizar e somos evangelizados, damos o nosso amor e somos amados.”

Religiosas e os seminaristas da Diocese também participaram da experiência e para o seminarista Guilherme Oliveira Poloni, 23, foi uma oportunidade de se cumprir a vontade de Deus. “A missão permite que o jovem viva o seu papel de batizado, ou seja, fazer aquilo que Jesus Cristo nos ordenou, que é ir por todo o mundo e pregar o Evangelho”.

O padre Michel Henrique Garcia Candeu, assessor do Setor Juventude, ressalta o enriquecimento proporcionado aos participantes. “Tiveram um encontro pessoal com Cristo, se deparando com a realidade do povo que sofre, que é alegre, que participa da nossa Igreja, mas também um povo que é distante e não conhece a Deus. Se enriqueceram como cristãos, como evangelizadores que não têm medo de ir além, mas que permitem a providência de Deus acontecer.”

O Setor Juventude da Diocese de Votuporanga articula agora o DNJ – Dia Nacional da Juventude, com previsão para acontecer em outubro deste ano. Mais informações podem ser acompanhadas por meio das redes sociais Facebook e Instagram.

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Papa Francisco receberá 5 mil jovens escoteiros de todo o mundo

O Papa Francisco receberá cerca de 5 mil jovens escoteiros de todo o mundo durante a manhã de 3 de agosto na Sala Paulo VI.

Trata-se de uma audiência privada que o Santo Padre concederá à federação europeia e norte-americana de escoteiros por ocasião da iniciativa “Euromoot”, que será realizada de 27 de julho a 3 de agosto, e da qual participarão alguns escoteiros de outras partes do mundo, entre os quais, da América Latina.

No final do encontro com o Pontífice, os jovens escoteiros que participaram do “Euromoot” participarão de uma Missa presidida pelo Cardeal Angelo Bagnasco, na Basílica de São Pedro.

Encontro com o Papa Francisco

A audiência de 3 de agosto será a segunda vez que um grande número de escoteiros se encontrará com um Pontífice. A primeira foi em 1994, com São João Paulo II, que recebeu os escoteiros da Europa na Basílica de São Pedro.

Segundo o que indicaram ao Grupo ACI os organizadores da próxima audiência papal, o programa prevê que os jovens cheguem à Sala Paulo VI por volta das 9h, a chegada do Papa Francisco está prevista para 11h e, provavelmente, permanecerá com eles por mais de uma hora.

Neste encontro, alguns dos jovens escoteiros apresentarão ao Santo Padre um livro com os Evangelhos que eles decoraram durante os dias de caminhada antes de chegar a Roma, e com mensagens escritas em vários idiomas.

Três etapas do "Euromoot"

O "Euromoot" é uma rota que milhares de escoteiros farão a partir de 27 de julho e concluirá com a audiência com o Papa Francisco. Na primeira etapa, há a caminhada que os jovens farão durante cinco dias em grupos de 20 a 40 escoteiros, compostos por pessoas de 2 ou 3 nacionalidades diferentes.

Esta caminhada tem itinerários diferentes. Os jovens caminharão pelas regiões centrais da Itália (Úmbria, Toscana, Abruzzo e Lácio) para percorrer alguns dos caminhos históricos que têm a pegada de grandes santos europeus como São Bento de Núrsia, São Francisco de Assis ou Santa Catarina de Sena e assim descobrir a herança cultural europeia e cristã.

Durante esses dias de caminhada, que terminarão em 1º de agosto, jovens de diferentes países compartilharão seus dias em estilo escoteiro: dormirão em barracas e durante o dia também terão diferentes atividades culturais, além de participar de celebrações litúrgicas.

Festival de escoteiros

Posteriormente, no dia 2 de agosto, o festival de escoteiros acontecerá na Cidade Eterna. Os 5 mil jovens se reunirão em quatro partes diferentes da cidade, onde participarão de seminários com temas espirituais, culturais e históricos, poderão participar de “workshops” práticos – por exemplo, de canto gregoriano e outras técnicas de escoteiros. Os jovens também apresentarão cantos, danças e culinária local tradicional de cada um dos países.

Deste modo, os meninos e meninas que viverão esta semana cheia de atividades poderão concluir esta experiência com um “broche de ouro” graças ao encontro papal e à Eucaristia na Basílica de São Pedro.

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Papa: com o Pai Nosso, Jesus nos faz entrar na paternidade de Deus

Uma maneira de rezar diferente para a época, a ponto de suscitar nos discípulos o desejo de serem “partícipes desses momentos de união com Deus, para saborear plenamente sua doçura”. Esse “diálogo entre pessoas que se amam”, é a “novidade da oração cristã”. “Um diálogo de Filho ao Pai, um diálogo entre filhos e Pai. Esta é a oração cristã.”

Antes de rezar o Angelus com os fiéis provenientes de diversas partes do mundo reunidos na Praça São Pedro, neste XVII Domingo do Tempo Comum, o Papa Francisco refletiu sobre a passagem de São Lucas que narra as circunstâncias em que Jesus ensina o “Pai-nosso” aos seus discípulos, destacando também que Jesus nos encoraja a sermos insistentes na oração.

Atraídos pela “qualidade” da oração de Jesus

Os discípulos – explica o Papa – sabiam rezar segundo as fórmulas da tradição judaica da época, “mas também desejam poder viver a mesma “qualidade” da oração de Jesus”.

“Podem constatar que a oração é uma dimensão essencial na vida de seu Mestre, na verdade cada ação importante é caracterizada por prolongados momentos de oração”

Ademais, os discípulos percebem que a oração de Jesus, revela “uma ligação íntima com o Pai, tanto que desejam ser partícipes desses momentos de união com Deus, para saborear plenamente sua doçura”.

Aproveitando que estavam em um lugar isolado, esperam Jesus concluir sua oração e, tomados por esta curiosidade, pedem a Ele que lhes ensine a rezar.

Fazer a experiência da paternidade de Deus na oração

Em resposta, “Jesus não dá uma definição abstrata da oração, nem ensina uma técnica eficaz para rezar e “obter” alguma coisa”, mas convida seus seguidores a fazerem a experiência de oração, colocando-os diretamente em comunicação com o Pai, despertando neles um anseio por um relacionamento pessoal com Deus, com o Pai”:

“ Aqui está a novidade da oração cristã! Ela é o diálogo entre pessoas que se amam, um diálogo baseado na confiança, apoiado pela escuta e aberto ao compromisso solidário ”

Neste sentido, dá a eles a oração do “Pai Nosso”, “talvez o dom mais precioso que nos foi deixado pelo divino Mestre em sua missão terrena.”

Depois de nos ter revelado o seu mistério de Filho e irmão, com aquela oração Jesus nos faz penetrar na paternidade de Deus, “e isto quero sublinhar”, disse Francisco:

“ Quando Jesus nos ensina o Pai Nosso, nos faz entrar na paternidade de Deus e nos indica o modo para entrar em um diálogo orante e direto com Ele, através do caminho da confiança filial. É um diálogo entre o pai e o seu filho, o filho com o pai ”

“O que pedimos no “Pai Nosso” já está realizado em nós no Filho Unigênito: a santificação do Nome, o advento do Reino, o dom do pão, do perdão e da libertação do mal. Enquanto pedimos, abrimos a mão para receber. Receber os dons que o Pai nos mostrou no filho. A oração que o Senhor nos ensinou é a síntese de toda oração, e nós a dirigimos ao Pai sempre em comunhão com os irmãos.”

Às vezes – observou Francisco – “acontece que na oração existem distrações, mas tantas vezes sentimos como que o desejo de nos deter na primeira palavra: “Pai”. E sentir esta paternidade no coração”.

Atrair o olhar do pai: fazer como quando éramos crianças

Depois de falar da intimidade com Deus na oração revelada por Jesus, o Papa Francisco sublinhou outro aspecto que a oração cristã deve ter: ser perseverante. Para ilustrar, cita a parábola do amigo inoportuno e recorda o que Jesus diz: “É preciso insistir na oração”. E retoma um exemplo já referido em outras ocasiões, das crianças quando se dirigem ao pai:

“E me vem em mente o que fazem as crianças com três, três anos e meio, que começam a perguntar as coisas que não entendem. Na minha terra é chamada de “a idade dos porquês”, acredito que aqui seja o mesmo. As crianças começam a olhar para o pai e dizer: “Pai, por que? Pai, por que?” Pedem explicações. Mas estejamos atentos: quando o pai começa a explicar o porquê, elas vem com outra pergunta sem escutar toda a explicação. O que acontece? Acontece que as crianças se sentem inseguras a respeito de muitas coisas que começam a entender pela metade. E somente querem atrair sobre si o olhar do pai, e por isso: ‘Por que, por que, por que?’”

“ Nós, no Pai Nosso, se nos detivermos na primeira palavra, faremos o mesmo de quando éramos crianças, atrair sobre nós o olhar do pai. Dizer: “Pai, Pai”, e também dizer: “Por que?” E Ele olhará para nós. ”

“Peçamos a Maria, mulher orante, que nos ajude a rezar o Pai Nosso, unidos a Jesus para viver o Evangelho, guiados pelo Espírito Santo”, foi o pedido do Santo Padre ao concluir sua alocução, antes de rezar o Angelus com os presentes.

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Missa pelo aniversário de Votuporanga será dia 08/08 às 19h30

No próximo dia 8 de agosto, será celebrada às 19h30 na Sé Catedral Nossa Senhora Aparecida a Santa Missa em Ação de Graças pelo aniversário de 81 anos de Votuporanga. A Santa Missa será presidida pelo bispo diocesano, Dom Moacir Aparecido de Freitas, e deverá contar com a presença das autoridades civis e religiosas de nossa cidade e comunidade em geral.

Será uma grande oportunidade para agradecermos a Deus pela cidade em que vivemos e pedirmos as bênçãos dos céus para a vida de todos os votuporanguenses. 

Votuporanga foi inaugurada no dia 8 de agosto de 1937 . A grande festa contou com a presença de centenas de pessoas de todas as classes sociais vindas de localidades vizinhas. Durante a solenidade, foi levantado o cruzeiro, marco simbólico da fundação da cidade. Padre Isidoro Cordeiro Paranhos, representante do bispado de São José do Rio Preto celebrou a missa campal num altar improvisado ao redor do cruzeiro.

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Catedral está realizando Missão de Evangelização nos Setores

A Catedral Nossa Senhora Aparecida da Diocese de Votuporanga está realizando todos os meses missões evangelizadoras na cidade.
No próximo sábado, dia 03 de agosto, a missão será realizada no setor 08, tendo início às 8h, com oração na residência do setor 8. Serão visitados e abençoados diversas residências e comércios localizados na área do setor.
A ação é realizada pelo Conselho Missionário Paroquial (Comipa) e busca ressaltar que “Todos somos Igreja Missionária”.
As próximas missões serão realizadas nos dias 21 de setembro, no setor 10; 26 de outubro, no setor 11; 30 de novembro, no setor 12; e 14 de dezembro, no setor 13.

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Anunciada data de beatificação do brasileiro Pe. Donizetti

A Diocese de São João da Boa Vista (SP) anunciou na manhã desta sexta-feira, 19 de julho, que o Papa Francisco autorizou a data de beatificação do brasileiro Padre Donizetti Tavares de Lima, que acontecerá no dia 23 de novembro de 2019.

“Comunicamos que o Santo Padre autorizou que a celebração do rito de beatificação do Venerável Servo de Deus Padre Donizetti Tavares de Lima, sacerdote diocesano (1882-1961), será realizada na cidade de Tambaú (SP), na Diocese de São João da Boa Vista (SP), dia 23 De novembro, às 9h”, afirma comunicado publicado no site da Diocese.

Informa ainda que “na celebração, teremos a honra da presença do Eminentíssimo Cardeal Giovanni Angelo Becciu, Prefeito da Congregação da Causa dos Santos, que representará o Santo Padre”.

No último dia 6 de abril, o Papa Francisco assinou o decreto que reconhece o milagre pela intercessão de Pe. Donizetti, o que foi divulgado pela Santa Sé em 8 de abril.

O milagre reconhecido pela Santa Sé foi alcançado pelo menino Bruno Henrique Arruda de Oliveira, que nasceu em 2006 com uma deformidade conhecida como “pé torto congênito bilateral”, uma anormalidade de difícil tratamento.   Após a oração de sua mãe pedindo a intercessão de Pe. Donizetti, a criança ficou curada.

Breve biografia

Padre Donizetti Tavares de Lima nasceu na cidade de Cássia (MG), filho do advogado Tristão Tavares de Lima e da professora Francisca Cândida Tavares de Lima. Aos 4 anos, mudou-se para a cidade de Franca (SP).

Ingressou no seminário diocesano aos 12 anos e, três anos mais tarde, cursou o colégio em Sorocaba (SP), mas depois voltou para o Seminário. Estudou Direito e depois Filosofia e Teologia para se preparar para o sacerdócio.

Recebeu a ordem sacerdotal em 12 de julho de 1908 e foi incardinado na Diocese de Pouso Alegre (MG), onde realizou seu trabalho pastoral na paróquia de São Caetano.

Mais tarde foi para a Diocese de Campinas (SP) e foi vigário da Paróquia Santa Mãe de Deus, em Jaguariúna (SP). Em 1909, foi nomeado pároco de Sant´Ana, em Vargem Grande do Sul, pertencente à Diocese de Ribeirão Preto (SP). Como pároco, destacou-se pelo intenso trabalho pastoral, ensinando o evangelho junto com uma forte dimensão social.

Assim, destacou-se pela defesa dos pobres e dos trabalhadores vítimas da exploração do trabalho. Por essa razão, recebeu uma injusta e falsa acusação de ser simpatizante do comunismo. Pelo contrário, sua missão estava profundamente enraizada no Evangelho e dizia que se inspirava em Nossa Senhora Aparecida para realizar seu trabalho pastoral.

Deste modo, construiu a igreja paroquial e duas capelas dedicadas a Nossa Senhora Aparecida e a São Benedito. Em 1926, foi nomeado pároco de Santo Antônio em Tambaú (SP).

Além disso, outra característica de seu trabalho evangelizador foi o compromisso de ensinar a religião verdadeira, afastada da idolatria e do sincretismo religioso que afetavam a sua comunidade que vivia uma religiosidade popular afastada do Evangelho.

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Conceda-nos a graça de amar e servir a Deus, pede o Papa no Angelus

Comentando o Evangelho do Domingo, que narra a passagem da estadia de Jesus na casa de Lázaro e suas irmãs, Marta e Maria, o Papa Francisco convidou os cristãos a unirem “contemplação e ação” na vida quotidiana.

Em sua reflexão prévia à oração do Ângelus neste domingo 21 de julho na Praça de São Pedro no Vaticano, o Santo Padre comentou como o evangelista São Lucas narra a visita de Jesus à casa de Lázaro e destaca o diálogo entre Marta, sua irmã e o Senhor Jesus.

O Papa afirmou: “Elas o acolhem e Maria se senta a seus pés para escutá-lo; deixa aquilo que estava fazendo para estar perto do Jesus: não quer perder-se nenhuma de suas palavras”, contou.

Francisco pediu que os católicos imitem Maria, irmã de Lázaro, porque “também para cada um de nós, assim como para Maria, não deveria haver nenhuma ocupação ou preocupação que possa nos manter afastados do Divino Mestre”.

“Tudo se deixa de lado para que quando vier Ele nos visitar em nossa vida, sua presença e sua palavra chegam antes que qualquer coisa”, assinalou.

O Santo Padre sublinhou que “o Senhor nos surpreende sempre: quando nos colocamos a escutá-lo verdadeiramente, as nuvens se dissipam, as dúvidas deixam seu lugar à verdade, os medos à serenidade, e as diferentes situações da vida encontram seu justo lugar”.

A figura de Maria de Betânia aos pés de Jesus, explicou o Papa Francisco, “mostra a atitude orante do crente que sabe estar em presença do Mestre para escutá-lo e entrar em sintonia com Ele”.

“Trata-se de fazer uma parada durante a jornada, recolher-se em silencio para deixar espaço ao Senhor que ‘passa’ e encontrar a valentia de permanecer um pouco afastado junto a Ele, para, depois, retornar com maior serenidade e eficácia às coisas de cada dia”.

Ao elogiar o comportamento de Maria que, nas palavras do Jesus, “escolheu a melhor parte”, o Senhor “parece repetir a cada um de nós: ‘Não te deixes afligir pelas coisas por fazer, antes de mais nada, escuta a voz do Senhor para que desempenhes bem as obrigações que a vida te atribui”.

Além de Maria, o fragmento evangélico de São Lucas põe o foco na outra irmã de Lázaro, Marta. “São Lucas diz que foi ela que alojou Jesus. Possivelmente Marta era a mais velha das duas irmãs, não sabemos, mas certamente esta mulher tinha o carisma da hospitalidade”.

De fato, “enquanto Maria escuta Jesus, ela está ocupada em muitos serviços. Por isso, Jesus lhe diz: ‘Marta, Marta, tu trabalhas em excesso e te agitas por muitas coisas’. Com estas palavras Ele não busca condenar a atitude do serviço, mas sim o afã que vivemos em certas ocasiões”.

“Também nós compartilhamos a preocupação de Santa Marta e, sobre seu exemplo, nós nos propomos que, em nossas famílias e em nossa comunidade, se viva o sentido da acolhida, da fraternidade para que cada um possa sentir-se como em casa, especialmente os pequenos e os pobres”, afirmou.

Portanto, “o Evangelho de hoje nos recorda que a sabedoria do coração está, precisamente, no saber conjugar estes dois elementos: a contemplação e a ação. Marta e Maria nos indicam o caminho”, concluiu.

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Biografia do Padre Nino foi lançada em Rio Preto

Na última sexta-feira, 19 de julho, foi realizado o lançamento oficial da biografia do Padre Nino Carta. O evento foi realizado em São José do Rio Preto no Clube do Lago e contou com a presença de diversos amigos do amado sacerdote.

Intitulado “Deus inventa e eu vou atrás”, a biografia do Padre Nino Carta foi escrita por Roseli Arruda e está sendo lançado pela Editora Akáshika. A obra conta com 200 páginas e é dividida em três capítulos. O primeiro capítulo conta a vida do Padre Nino entre os anos de 1940 à 1963, ou seja, desde o nascimento  até a ordenação sacerdotal. Já o segundo capítulo relata as experiências vividas no Brasil entre 1973 e 2000 nas cidades de Riolândia, Votuporanga, Rio Preto, Onda Verde e Caraguatatuba. Finalizando o livro, o terceiro capítulo apresenta os momentos vividos após seu retorno para a Itália.

O livro tem como pontos principais a caminhada pastoral do Padre Nino, seu trabalho atuante junto a Pastoral Vocacional, sua atuação na preparação e criação da diocese de Caraguatatuba e seu trabalho e atenção especial junto aos mais necessitados.

O livro será apresentado em Votuporanga no próximo domingo, 28, durante a celebração da Santa Missa às 10h na Catedral que será presidida pelo Padre Nino Carta. As pessoas interessadas em adquirir o livro poderão compra-lo na Boni Art’s, localizada na Rua Alagoas, 3461 pelo valor de R$50,00.

Nascido Pietro Saturnino Carta na Itália, padre Nino como é carinhosamente chamado, foi ordenado sacerdote no dia 15 de agosto de 1963. O sacerdote italiano esteve à frente da Paróquia Nossa Senhora Aparecida entre os anos de 1983 e 1991, sendo o primeiro pároco após a saída dos freis capuchinhos. Nos quase 8 anos em que esteve em Votuporanga, Padre Nino, italiano de nascença, mas brasileiro de coração, cativou os fiéis votuporanguenses que lotavam a Igreja Matriz para ouvir as homilias e as músicas cantadas e tocadas pelo sacerdote. 

Padre Nino Carta foi um grande incentivador das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base),dividindo o território paroquial em pequenas comunidades de forma a levar a Igreja mais perto das casas dos fiéis. Preocupado com a juventude, criou a Pastoral do Menor. Grande comunicador, deu início as transmissões do programa de rádio “Bondade é Notícia” e da Santa Missa dominical na TV. Apaixonado pelo futebol, a exemplo do frei Arnaldo, padre Nino não perdia um jogo da Votuporanguense. Visando o despertar vocacional de muitos jovens, o sacerdote criou um seminário paroquial, sendo uma etapa de amadurecimento antes da ida dos vocacionados para o seminário diocesano. Esta experiência deu a Igreja novos padres, como o padre Gilmar Margotto, Jair de Marchi, Leonel, Leonildo, entre outros. O nome da Livraria Católica votuporanguense “Mamma Pasqua” é uma homenagem à mãe do padre Nino.

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3 anos da criação da Diocese de Votuporanga

Fiéis da igreja católica de Votuporanga e região comemoraram na última sexta-feira (19/7) três anos de criação da Diocese de Votuporanga e também a eleição episcopal e nomeação do bispo. A data foi comemorada com a celebração da Santa Missa às 19h30, na Catedral Nossa Senhora Aparecida e presidida por Dom Moacir.

Foi em 20 de julho de 2019 que o Papa Francisco nomeou como primeiro bispo local Dom Moacir Aparecido de Freitas, até então sacerdote da diocese de São Carlos. A Diocese de Votuporanga foi desmembrada das Dioceses de São José do Rio Preto e de Jales e é sufragânea da Arquidiocese de Ribeirão Preto e faz parte do Regional Sul 1 da CNBB. 

Com a criação da nova diocese a Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida tornou-se Catedral. 

A Diocese de Votuporanga é composta por 30 paróquias localizadas em 25 municípios: Álvares Florence, Américo de Campos, Buritama, Cardoso, Cosmorama, Floreal, Gastão Vidigal, Lourdes, Macaubal, Magda, Monções, Nhandeara, Nova Luzitânia, Parisi, Paulo de Faria, Planalto, Pontes Gestal, Riolândia, Sebastianópolis do Sul, Tanabi, Turiúba, União Paulista, Valentim Gentil, Votuporanga e Zacarias. Para facilitar o trabalho pastoral, a diocese foi dividida em 5 regiões pastorais: Nhandeara, Buritama, Votuporanga, Cosmorama e Riolândia. O trabalho pastoral abrange uma superfície de 7.694 Km² e segundo o censo de 2010, com uma população de mais de 237.380 habitantes.

 

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Diocese de Votuporanga promove 2ª edição da Missão Jovem

A juventude da Diocese de Votuporanga já está se preparando para a 2ª edição da Missão Jovem. Este ano acontecerá na Capela Santo Antônio de Votuporanga, de 19 a 21 de julho, abrangendo também as comunidades do Jardim Itália e Boa Vista. Jovens de toda a Diocese podem participar, basta se inscrever até o dia o 15 por meio do facebook e instagram do Setor Juventude ou também procurar os coordenadores dos grupos de jovens.

O tema da missão é “Ide sem medo para servir” e a iniciativa acompanha a experiência proposta pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de convidar os jovens a saírem em evangelização em suas Dioceses, para amadurecimento da fé. Além disso, a proposta vai ao encontro da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Christus Vivit (Cristo Vive), do Papa Francisco.

Guilherme da Silva Pereira, 21 anos, participou da primeira edição e já garantiu a sua vaga para 2019. “O que me leva a querer participar de novo é o desejo de anunciar a palavra de Cristo, pois isso é muito satisfatório. Tem gente que precisa de verdade de nossa visita e com a missão temos a oportunidade de fazer essa diferença, mudando a vida das pessoas.”

A programação da missão inclui preparação aos jovens participantes, evangelização, momentos de oração, animação e experiências com a comunidade e missionários em praças. Envolverá também os seminaristas da Diocese. “Vale ressaltar que até mesmo jovens que não estão engajados em algum movimento podem participar, pois missão é servir, sair da zona de conforto, encontrar Jesus, visitar outras famílias e crescer espiritualmente”, destaca Daiane Ribeiro Nascimento, do Setor Juventude.

O bispo da Diocese de Votuporanga, Dom Moacir Aparecido de Freitas, reforça o convite para a toda juventude. “Jovem, a missão faz parte da experiência cristã, sendo uma dimensão da caridade e oportunidade para transmitir o testemunho, levar a amizade, esperança e ainda conhecer a realidade do outro. Isso é viver o Evangelho e mostrar a presença da Igreja. Venha participar você também da segunda Missão Jovem Diocesana.”

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (17) 99642-2627.

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Padre Nino presidirá Missa na Catedral no dia 28/07

No último domingo de julho, dia 28, o Padre Nino Carta presidirá a Santa Missa na Sé Catedral às 10h. Padre Nino atualmente atua na Paróquia Santa Anastácia na cidade italiana de Budusò, na Ilha de Sardenha, e está no Brasil para curtir alguns dias de férias, rever os amigos e também para coordenar o Retiro Anual da Associação de Leigos Consagrados Comunhão e Missão. Esta associação foi fundada por ele em 1982 e está presente nas cidades de Mirassol, Rio Preto, Caraguatatuba, Ubatuba, Votuporanga, Palmares Paulista e Budusò (Itália). 


Nascido Pietro Saturnino Carta na Itália, padre Nino como é carinhosamente chamado, foi ordenado sacerdote no dia 15 de agosto de 1963. O sacerdote italiano esteve à frente da Paróquia Nossa Senhora Aparecida entre os anos de 1983 e 1991, sendo o primeiro pároco após a saída dos freis capuchinhos. Nos quase 8 anos em que esteve em Votuporanga, Padre Nino, italiano de nascença, mas brasileiro de coração, cativou os fiéis votuporanguenses que lotavam a Igreja Matriz para ouvir as homilias e as músicas cantadas e tocadas pelo sacerdote. 

Padre Nino Carta foi um grande incentivador das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base),dividindo o território paroquial em pequenas comunidades de forma a levar a Igreja mais perto das casas dos fiéis. Preocupado com a juventude, criou a Pastoral do Menor. Grande comunicador, deu início as transmissões do programa de rádio “Bondade é Notícia” e da Santa Missa dominical na TV. Apaixonado pelo futebol, a exemplo do frei Arnaldo, padre Nino não perdia um jogo da Votuporanguense. Visando o despertar vocacional de muitos jovens, o sacerdote criou um seminário paroquial, sendo uma etapa de amadurecimento antes da ida dos vocacionados para o seminário diocesano. Esta experiência deu a Igreja novos padres, como o padre Gilmar Margotto, Jair de Marchi, Leonel, Leonildo, entre outros. O nome da Livraria Católica votuporanguense “Mamma Pasqua” é uma homenagem à mãe do padre Nino.

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