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Festas juninas brasileiras: conheça a origem e sua religiosidade

As festas juninas tomam conta de muitas cidades brasileiras neste mês de junho e acontecem em torno da devoção aos santos muito populares como Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo. O frade capuchinho e bispo de Campina Grande (Paraíba), Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, explica como surgiram as festas juninas e como os católicos devem celebrá-las.

Segundo o bispo, a relação destas festas com os santos católicos está no simples fato de coincidirem com o mês em que são celebrados no calendário litúrgico. A origem das festividades juninas vem da tradição portuguesa que, com a colonização, entraram no Brasil e assumiram um caráter popular. “A origem da festa é a devoção aos santos celebrados no mês de junho e foram ganhando popularidade com toda essa riqueza cultural do nosso nordeste”, disse Dom Delson.

A “Dança da quadrilha” é também uma herança de Portugal. De acordo com Dom Delson, os portugueses aprenderam a dança com os franceses e o Brasil foi adaptando com a música nordestina.

As comidas típicas têm sua razão na estação do inverno. “Porque no inverno é o tempo de muito milho, então todas as comidas derivadas do milho são abundantes neste mês de junho; a canjica, o milho verde, a pamonha, e todos esses doces derivados do milho”.

Para Dom Delson, a beleza destas festas está no exercício da partilha. O bispo recorda como isso já era comum no interior nordestino deste muito tempo. “Lembro-me quando era menino na Bahia, o São João, além da fogueira, dos fogos e muita comida, as famílias iam de casa em casa na noite da véspera de São João para partilhar as coisas que cada família preparava. Então tinha essa partilha; as pessoas recebiam os vizinhos em casa e ofereciam aquilo que tinha preparado. Isso com muita música e muito forró”.

A religiosidade das festas juninas

Na opinião de Dom Delson, a religiosidade nas festas juninas é tão forte quanto no início, mas é preciso resgatar cada vez mais sua principal motivação. "Vamos falar da vida dos santos e do testemunho que eles deram. Esse eu creio que é o trabalho evangelizador da Igreja. Não devemos excluir uma coisa da outra, mas procurar dar esse sentido forte do Evangelho”.

Perguntado sobre um possível esvaziamento espiritual nestes eventos, o bispo disse não acreditar que a religiosidade tenha se perdido, mas enriqueceu. "Porque independentemente da Igreja organizar as suas festas, elas acontecem de forma popular em toda parte”.

Dom Delson acredita que as festas juninas fazem muito bem e todos devem participar. “É uma festa de partilha, de família e de comunidade".

O bispo ainda reforçou que a grande festa que acontece no nordeste tem sua raiz na religião. Portanto, sugeriu que elas sejam um momento social sem os excessos e sem a contaminação das maldades do mundo. “Se conseguirmos preservar esse ambiente bonito de família, puro, a festa, em si é maravilhosa ”, afirmou.

Santo Antônio é um dos grandes motivadores das festas juninas em todo o Brasil. Inúmeras paróquias e comunidades o têm como padroeiro. A devoção ao santo franciscano chegou ao Brasil por meio dos portugueses, que também cultivam por ele especial respeito.

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Reze a oração ao Sagrado Coração de Jesus

Meu Sagrado Coração de Jesus, em vós deposito toda confiança e esperança. Vós que sabeis tudo, Pai, o Senhor do Universo, Sois o Rei dos Reis, Vós que fizeste o cego ver, paralítico andar, o morto voltar a viver, o leproso sarar.
 

Vós que vedes as minhas aflições, as minhas angústias, bem sabeis, Divino Coração, como preciso alcançar esta graça: (pede-se a graça com fé); a minha conversa convosco me dá ânimo e alegria para viver, só de Vós espero com fé e confiança; (pede-se novamente a graça).
 

Fazei, Sagrado coração de Jesus, que antes de terminar esta conversa, dentro de nove dias, alcance esta tão grande Graça; e para Vós agradecer, divulgarei esta Graça para que os homens, aprendam a ter fé e confiança em Vós; iluminai os meus passos, Sagrado Coração de Jesus, assim como esta luz esta nos iluminando e testemunhando a nossa conversa. Sagrado Coração de Jesus, eu tenho confiança em Vós, Sagrado Coração de Jesus, aumente ainda mais a minha fé.Amém.

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Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

O Coração de Jesus é o foco do amor. A devoção ao Sagrado Coração é a devoção que vem do amor como princípio, que se dirige ao amor como fim, que emprega o amor como meio. Celebrando este grande Amor de Deus por nós, somos convidados a renovar nossa devoção a Jesus, manifestado concretamente na vivência deste amor na família, na Igreja Doméstica, na partilha do pão, na alegria de celebrar em comunidade a Eucaristia, Vida de Jesus entregue por nós.

Celebrar o Coração de Jesus torna-se uma importante ocasião pastoral para que toda a comunidade cristã novamente se sensibilize para fazer deste admirável Sacrifício e Sacramento o coração da própria vida.

Origem da Devoção

A devoção ao Sagrado Coração tem sua origem na própria Sagrada Escritura. O coração é um dos modos para falar do infinito amor de Deus por você. Este amor chega a seu ponto alto com a vinda de Jesus.

A devoção ao Sagrado Coração aparece em dois acontecimentos fortes do evangelho: o gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a última ceia (cf. Jo 13,23); e na cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34). Em um temos o consolo pela dor da véspera de sua morte, e no outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade. Estes dois exemplos do evangelho nos ajudam a entender o apelo de Jesus, feito em 1675, a Santa Margarida Maria Alacoque:

"Eis este coração que tanto tem amado os homens. Não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios, indiferenças…

 

Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpo de Deus) seja dedicada a uma festa especial para honrar o Meu coração, comungando neste dia e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo, para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares.

E prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu divino Amor sobre os que tributem esta divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada."

O papa João Paulo II sempre cultivou esta devoção, e a incentivava a todos que desejassem crescer na amizade com Jesus.

O Sagrado Coração de Jesus e Santa Maria Alacoque

O Sagrado Coração de Jesus apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque, jovem religiosa da Ordem da Visitação, para transmitir sua mensagem de misericórdia e confiança, expressa no coração humano e divino do Verbo Encarnado. O Culto ao Sagrado Coração de Jesus obteve, a partir de então, grande impulso e espalhou-se por toda a Igreja.

Santa Margarida Maria, que recebeu a missão de espalhar pelo mundo a devoção ao Sagrado Coração ofendido pela ingratidão dos homens, foi incompreendida e perseguida, até que a Providência colocou em seu caminho o jesuíta São Cláudio La Colombière, que lhe deu orientação segura e conseguiu fazer com que sua mensagem começasse a ser vista com outros olhos. Canonizada em 1920, sua festa é celebrada no dia 16 de outubro.

Promessas do Sagrado Coração de Jesus a Santa Maria Alacoque

* Eu lhes darei todas as graças necessárias para seu estado. 
* Eu darei paz às suas famílias. 
* Eu as consolarei em todas as suas aflições.
* Eu lhes serei um refúgio seguro durante a vida, e sobretudo na hora da morte. 
* Eu lançarei abundantes bênçãos sobre todas as sua empresas. 
* Os pecadores acharão, em meu coração, a fonte e o oceano infinito de misericórdia. 
* As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas. 
* As almas fervorosas se elevarão a uma grande perfeição. 
* Eu mesmo abençoarei as casas onde se achar exposta e honrada a imagem do meu coração. 

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Solenidade do Imaculado Coração de Maria

No sábado seguinte a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja celebra a festa do Imaculado Coração de Maria, a fim de mostrar que estes dois corações são inseparáveis e que Maria sempre leva a Jesus.

Esta celebração foi criada pelo Papa Pio XII, em 1944, para que, por intercessão de Maria se obtenha “a paz entre as nações, liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores, amor à pureza e a prática da virtude”.

São João Paulo II declarou que esta festividade em honra à Mãe de Deus é obrigatória e não opcional. Ou seja, deve ser realizada em todo o mundo católico.

Durante as aparições da Virgem de Fátima aos três pastorinhos em 1917, Nossa Senhora disse a Lúcia: “Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração”.

“A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu Trono”.

Em outra ocasião, disse-lhes: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: ‘Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria’”.

Muitos anos depois, quando Lúcia era uma postulante no Convento de Santa Doroteia, em Pontevedra (Espanha), a Virgem lhe apareceu com o menino Jesus e, mostrando-lhe o seu coração rodeado por espinhos, disse: “Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfêmias e ingratidões”.

“Tu, ao menos, vê de me consolar e diz que, todos aqueles que durante cinco meses no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 mistérios do rosário com o fim de me desagravar, eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas’”.

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Inscrições abertas para o Encontro de Formação para Noivos

Estão abertas as inscrições para o Encontro de Formação para Noivos de nossa paróquia. Organizado pelo Setor Pré-Matrimonial, o Curso de Noivos será realizado nos dias 23 e 24 de junho, iniciando no sábado às 19h e se encerrando no domingo às 12h. As inscrições podem ser feitas na secretaria paroquial. Mais informações pelo na Secretaria paroquial ou pelo telefone: (17) 3421-6245

O sacramento do matrimônio é uma aliança, similar a aliança de Cristo com sua Igreja. O amor entre um homem e uma mulher, como filhos de Deus, deve possuir respeito, dignidade e responsabilidade, deve ser cultivado em sua plenitude. Mesmo nas tensões, o homem e a mulher crescem em sua humanidade, cultivando seus dons e fazendo uma experiência profunda do amor de Deus. Nesse ambiente de amor e solidariedade acontece a geração de novas vidas.

 

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Celebrar a Eucaristia é experimentar plena comunhão com Deus, diz Papa

No Angelus deste domingo, 3, Papa Francisco recordou a solenidade de Corpus Christi – Corpo de Cristo – vivida na última quinta-feira, 31, e celebrada hoje em muitos países. Com as palavras de Jesus, pronunciadas na Última Ceia com seus discípulos, Francisco relembrou a instituição da Eucaristia e afirmou que celebrá-la é experimentar plenamente a comunhão com Deus. “Recebemos o amor de Jesus em nós e compartilhamos com os outros. Esta lógica está inscrita na Eucarística”, completou.

O Santo Padre aproveitou para enfatizar o valor do Corpo e Sangue de Cristo para os cristãos na tradição da Igreja:“Por causa desse testemunho de amor, a comunidade cristã se reúne todos os domingos e todos os dias, em volta da Eucaristia, o sacramento do sacrifício redentor de Cristo. Atraídos por sua presença real, os cristãos o adoram e o contemplam através do sinal humilde do pão que se tornou seu Corpo”.

Segundo o Pontífice, ao nutrir-se com o Corpo e Sangue de Cristo os fiéis recebem o amor e a presença de um Deus capaz de purificar a humanidade e transformá-la. Diante deste fato, Francisco denotou Corpus Christi como um mistério de atração em Cristo e de transformação Nele.

“É uma escola de amor concreto, paciente e sacrificado, como Jesus na cruz. Ensina-nos a tornar-nos mais acolhedores e disponíveis àqueles que buscam compreensão, ajuda, encorajamento e são marginalizados e se encontram sozinhos. A presença de Jesus vivo na Eucaristia é como uma porta, uma porta aberta entre o templo e a estrada, entre a fé e a história, entre a cidade de Deus e a cidade do homem”, explicou.

Por fim, o Papa recordou a tradicional procissão popular com o Santíssimo Sacramento e convidou os católicos a participarem, mesmo espiritualmente, de suas atividades neste domingo. “Assim como o Beato Paulo VI fez há 50 anos, celebrarei a missa, que será seguida pela procissão com o Santíssimo Sacramento”, concluiu.

Depois do Angelus

Após o Angelus, Francisco se uniu em oração aos bispos e a todo o povo da Nicarágua e expressou tristeza pela grave violência, com mortos e feridos, levada a cabo por grupos armados para reprimir protestos sociais. “Eu rezo pelas vítimas e suas famílias. A Igreja é sempre para o diálogo, mas isso requer um compromisso ativo de respeitar a liberdade e, acima de tudo, a vida. Rezo para que toda a violência cesse e que haja os mais breve possível, condições para a retomada de um diálogo”, pediu o Pontífice.

O Papa recordou a proclamação neste sábado, 2, em Nápoles, da Irmã Maria Crocifissa do Amor Divino, Maria Gargani, fundadora das Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração, como bem-aventurada, e saudou todos os peregrinos da Itália, e de diferentes países, reunidos na Praça São Pedro na manhã deste domingo.

Ao final, Francisco dirigiu uma saudação especial aos fiéis reunidos hoje em Sotto il Monte, com o bispo de Bérgamo, no aniversário da morte de São João XXIII. “A peregrinação na região de Bérgamo dos despojos deste Pontífice, tão amado pelo povo, pode despertar generosas boas intenções em todos”, afirmou.

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Missas de Corpus Christi na Catedral serão realizadas às 9h e às 17h30

Nesta quinta-feira, 31 de maio, os fiéis católicos de Votuporanga celebrarão a Solenidade de Corpus Christi. Pela manhã serão celebradas Missas em todas as paróquias da cidade, sendo que na Catedral a Missa será realizada às 9h, sendo presidida pelo bispo diocesano Dom Moacir Aparecido de Freitas. Ao fim da tarde, os fiéis das Paróquias Nossa Senhora Aparecida, São Bento, Santa Luzia, São Cristóvão e São Benedito e Nossa Senhora de Fátima celebrarão unidos esta solenidade. A Santa Missa Solene e Procissão será celebrada às 17h30 na Sé Catedral e será concelebrada por padres e diáconos de nossa cidade.

Após a comunhão, os fiéis sairão em procissão pelas ruas centrais de Votuporanga com Jesus na Hóstia Sagrada, numa manifestação pública de devoção a Jesus Eucarístico e pedindo a proteção para nossa cidade. A procissão passará pelas ruas Amazonas, Paraíba, Pernambuco e Goiás. As ruas serão enfeitadas com tapetes e velas coloridas, e cada paróquia terá sua cor de vela. Os fiéis começarão a enfeitar as ruas a partir das 14h. A procissão retornará a Sé Catedral para a Benção Solene de Jesus Eucarístico. 

Como acontece todos os anos, pede-se aos fiéis a doação de alguns alimentos que serão destinados para o Hospital de Amor de Barretos. Neste ano, os alimentos pedidos são café, leite, achocolatado e vinagre.

Significado

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.
 
Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 – 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

Origem da Celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

 

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Paróquias arrecadam alimentos para o Hospital do Amor

Em diversas paróquias do país, a solenidade de Corpus Christi é ocasião para gestos concretos de doações de alimentos que auxiliam famílias carentes e instituições atendidas pelas dioceses. Em Votuporanga, os fiéis estão arrecadando alimentos para o Hospital do Amor, antigo Hospital de Câncer de Barretos, entidade mantida pela Fundação Pio XII e que atende milhares de pessoas de todo o Brasil, inclusive muitos votuporanguenses.

Neste ano serão arrecadados: café, leite, achocolatado e vinagre. Os alimentos podem ser entregues nas secretarias das paróquias até o dia 31 (quinta-feira). As doações de alimentos para o Hospital do Amor tiveram início em 2007, mas há muito tempo é comum a doação de alimentos como gesto concreto em Corpus Christi.

A Santa Missa Solene seguida de Procissão será celebrada no dia 31 de maio, às 17h30, na Sé Catedral de Nossa Senhora Aparecida, quando os fiéis das paróquias e comunidades de Votuporanga celebrarão unidos a solenidade.

Após a comunhão, os fiéis sairão em procissão pelas ruas centrais de Votuporanga com Jesus na Hóstia Consagrada, numa manifestação pública de devoção a Jesus Eucarístico e pedindo a proteção para a cidade. A procissão passará pelas ruas Amazonas, Paraíba, Pernambuco e Goiás.

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Coroação de Nossa Senhora será dia 30/05

Na próxima quarta-feira, 30 de maio, será realizada a tradicional Coroação de Nossa Senhora pelos fiéis. A celebração será realizada durante a Santa Missa, às 19h30, na Sé Catedral. É tradição dos devotos de Nossa Senhora finalizar o mês de maio com a cerimônia de Coroação de Nossa Senhora. Para o devoto, coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhece como rainha. Rainha de um reino que não é o desse mundo, mas, sim, o reino sonhado por Deus para seus filhos e filhas. Na história da vida humana de Jesus, Maria tem o papel fundamental. Seu "sim" sela a encarnação do Filho de Deus como homem e com sua aceitação ela demonstra que é possível uma pessoa fazer de sua vida uma constante escuta da vontade de Deus. 

Maria: filha, mulher, mãe. Filha de pais fiéis a Deus, recebeu deles a educação que lhe abriu o coração para conhecer o Pai do Céu e escutar-Lhe as palavras. Mulher, engajou-se no seu tempo a prestar atenção aos anseios daqueles que a cercavam e soube fazer de seu serviço uma interceder contínuo pela humanidade. Mãe, constituiu a personalidade de seu único Filho, ensinou-lhe os passos e fundamentou seu conhecimento de Deus com aquilo que lhe era revelado. Maria humana, gente, pessoa, que com todas as limitações próprias de sua natureza pode dizer "sim" e ensinar à humanidade a também dizer "sim". 

Por isso reconhecê-la como rainha é dar um lugar de destaque à humanidade daquela mulher que enveredou por um caminho desconhecido pelo puro amor a Deus. Mulher que sentiu a dor do parto, a dor da partida, a dor da perda. Mulher que trabalhou, que cuidou de sua família, que acompanhou a lida do outro como aquela que oferece o descanso e o alimento. Mulher que recebeu de seu filho o beijo carinhoso, o reconhecimento do colo, o sorriso cúmplice daqueles que partilham o mesmo entendimento do mundo. Por sua "humanidade humana" Maria se torna rainha: por ser o exemplo capaz de mostrar a cada um de nós que é possível chegar ao reino que Deus nos prepara. Basta dizer que sim, que em minha vida seja feita a vontade do Senhor. 

 

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CF sobre Políticas Públicas para 2019 foi destaque na reunião dos bispos

Na manhã desta quarta-feira, 23 de maio, os membros do Consep fizeram as últimas considerações sobre o texto base da Campanha da Fraternidade (CF) de 2019, sobre Políticas Públicas. Depois desse trabalho, somente a equipe executiva da Campanha e a secretaria-geral da CNBB devem se encarregar na finalização da formulação do documento que vai servir de referência para a animação da campanha do ano que vem.

Texto-base

Pe. Luís Fernando, secretário-executivo da CF, fez um rápido relato sobre as mudanças feitas no texto de trabalho com as indicações feitas pelos bispos na reunião de novembro do ano passado quando o Consep tratou do assunto.

Tradicionalmente, os textos que servem de instrumento principal de reflexão na execução da CF trazem a estrutura que corresponde ao método consolidado do “ver, julgar e agir”. Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, propôs um amplo debate dos bispos sobre o primeiro capítulo sobre a apresentação da realidade das políticas públicas no Brasil.

Ver

Os bispos fizeram intervenções que chamaram atenção para a linguagem usada no texto. Consideram que para uma boa compreensão do que significa política pública é preciso que se adote uma linguagem bem compreensível para as lideranças que vão atuar na CF 2019.  E que é preciso sempre lembrar que talvez fosse necessária uma tradução dos textos corretos, mas muito denso. Outro aspecto levantado foi um excessivo enfoque em dados estatísticos no texto atual e que seria necessário considerar exemplos de execução de políticas públicas, com ênfase nas políticas públicas de estado e não apenas nas políticas de governos.

Ficou acertado ainda que, finalizada a reunião, a equipe responsável pela organização do texto deverá enviar o material para um olhar final dos bispos de modo a consolidar uma responsabilidade conjunta do Consep sobre o texto final.

Julgar

Os bispos fizeram várias reflexões a respeito do discurso teológico apresentados na segunda parte do texto da CF 2019. Assessores também colaboraram na reflexão e apontaram para possibilidades de esclarecimentos de termos e de expressões sobre a doutrina da Igreja de modo que o texto reforce a compreensão do discurso sobre a fé que as lideranças terão oportunidade de aprofundar durante a campanha.

No debate dos bispos também ganhou espaço considerações sobre referências bíblicas feitas no texto de modo que as informações sejam dadas com maior precisão para que se evite digressões arriscadas. Uma sugestão foi dada de que no texto se considerasse a riqueza da reflexão sobre a caridade suscitada pela vivência da fé manifestada no período da Patrística, além de menções ao tema feito pelo Magistério dos últimos pontificados.

Agir

A ênfase mais clara à necessidade de maior relação fé e vida foi ressaltada como um dos expressivos ganhos das últimas intervenções feitas no texto da CF 2019 desde novembro do ano passado. Entre as várias considerações, houve quem insistisse de que seria importante serem citadas, com clareza e sem julgamento, as forças vivas da sociedade que atuam no acompanhamento da elaboração e da execução de políticas públicas realizadas por organizações da sociedade civil e com destaque a iniciativas de pessoas e comunidades.

Na reflexão sobre esta parte do texto da CF 2019, alguns bispos insistiram que nas pistas de ação fosse estimulada uma busca de iniciativas locais. Também foi lembrada a importância do documento 105 da CNBB, sobre os cristãos leigos e leigas, no qual se encontra referência explícita a iniciativas dos cristãos no campo da elaboração e aprimoramento das políticas públicas no Brasil.

Cartaz

Pe. Luís Fernando apresentou os cartazes que concorrem a se tornar a identidade visual para a CF 2019. Ele explicou que reuniu as candidaturas que vieram a partir do Edital lançado em 2017. Cada uma das peças apresentadas foi acompanhada de uma defesa da ideia representada no cartaz. Os bispos apresentaram um briefing que foi devidamente assimiladas nas proposições feitas a grupos de comunicação que também enviaram propostas para o cartaz.

As políticas públicas, símbolos ligados às cores nacionais e o texto do tema e lema foram considerados nas 12 peças finalistas para avaliação dos bispos. Cada um dos membros do Consep pode fazer considerações gerais sobre aos conceitos manifestados nas propostas de cartazes. Alguns elementos foram levantados como critérios para a avaliação das peças: comunidade, saúde, trabalho, idoso, criança, Brasil.

Depois do debate, dom Leonardo conduziu uma rápida eleição das melhores peças e, mesmo tendo que fazer ajustes finais, foi escolhida uma das peças que servirá como uma espécie de marca para todo o material da CF 2019.

Música

Dom Leonardo passou, no final da manhã, a palavra para o Ir. Fernando Vieira, assessor da Comissão de Liturgia da CNBB. Ele contou aos bispos que recebeu 19 propostas de letra para o hino da CF 2019. Ele disse também que contou com a colaboração do P. José Weber no trabalho de avaliação das composições enviadas à CNBB por força do Edital lançado em 2017.

Dom Leonardo informou que os bispos escolhem a letra que depois será devolvida para a composição da melodia e que é sempre importante considerar se o texto traz o tema e o lema da Campanha. Um dos trabalhos apresentados, que posteriormente será divulgado, foi escolhido para ser o hino oficial.

Por CNBB

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Papa: a Igreja é mulher e mãe, como Maria

“A Igreja é feminina”, “é mãe” e quando falta esta identidade ela se torna “uma associação beneficente ou um time de futebol”; quando “é uma Igreja masculina”, infelizmente se torna “uma Igreja de solteirões”, “incapaz de amor, incapaz de fecundidade”.

Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada nesta segunda-feira (21/05), na capela da Casa Santa Marta, dia em que a Igreja recorda a Beata Virgem Maria, Mãe da Igreja. Esta memória é celebrada pela primeira vez, este ano, após a publicação em 3 de março passado, do decreto “Ecclesia Mater” da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

O Papa Francisco quis que esta memória fosse celebrada na segunda-feira depois de Pentecostes para “favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos pastores, nos religiosos e fiéis, como também a genuína piedade mariana”.

A Igreja é feminina

Na homilia, o Santo Padre ressaltou que nos Evangelhos, Maria sempre é indicada como “Mãe de Jesus”, não “a Senhora” ou “a viúva de José”: a sua maternidade percorre toda a Sagrada Escritura, desde a Anunciação até o fim. Uma especificidade que os Padres da Igreja entenderam rapidamente, bem que alcança e cinge a Igreja.

“A Igreja é feminina, porque é igreja, esposa: é feminina. É mãe, dá à luz. Esposa e mãe. E os Padres vão além e dizem: ‘A sua alma também é esposa de Cristo e mãe’. Nessa atitude de Maria, que é Mãe da Igreja, neste comportamento podemos entender essa dimensão feminina da Igreja que, quando não existe, a Igreja perde a verdadeira identidade e se torna uma associação beneficente ou um time de futebol ou qualquer outra coisa, mas não a Igreja.”

Somente uma Igreja feminina poderá ter “comportamentos de fecundidade”, segundo as intenções de Deus, que “quis nascer de uma mulher para nos ensinar este caminho de mulher”.

Não a uma Igreja de solteirões

“O importante é que a Igreja seja mulher, que tenha esta atitude de esposa e mãe. Quando nos esquecemos disso, é uma Igreja masculina, sem esta dimensão, e se torna tristemente uma Igreja de solteirões, que vivem no isolamento, incapazes de amor, incapazes de fecundidade. Sem a mulher, a Igreja não vai adiante, porque ela é mulher. Esta atitude de mulher vem de Maria, porque Jesus quis assim.”

A ternura de uma mãe

Uma das virtudes que mais distingue uma mulher, observou o Papa Francisco, é a ternura, como Maria que “deu à luz seu filho primogênito, o enfaixou e o colocou numa manjedoura”: cuidar, com mansidão e humildade são as qualidades fortes das mães”.

“Uma Igreja que é mãe segue o caminho da ternura. Conhece a linguagem da sabedoria do carinho, do silêncio, do olhar cheio de compaixão, que tem gosto de silêncio. E, também, uma alma, uma pessoa que vive essa pertença à Igreja, sabendo que também é mãe, deve seguir o mesmo caminho: uma pessoa afável, terna, sorridente e cheia de amor”.

Por Vatican News

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Novo ciclo de catequeses do Papa é dedicado ao sacramento da Crisma

O Papa Francisco iniciou nesta quarta-feira, 23, um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado ao sacramento da Confirmação ou Crisma.

“Depois das catequeses sobre Batismo, estes dias que seguem a solenidade de Pentecostes nos convidam a refletir sobre o testemunho que o Espírito suscita nos batizados, colocando em movimento a sua vida, abrindo-a ao bem dos outros”, disse Francisco iniciando a reflexão.

O Santo Padre explicou que o sacramento se chama “Confirmação” porque confirma o Batismo e reforça sua graça, e também é conhecido como “Crisma” pelo fato de que se recebe o Espírito mediante a unção com o “crisma”, óleo consagrado pelo bispo. “Sem a força do Espírito Santo não podemos fazer nada: é o Espírito que nos dá a força para seguir adiante”, frisou.

A solenidade de Pentecostes, celebrada no último domingo, 20, é para a Igreja o que foi para Cristo a unção do Espírito recebida no Jordão, ressaltou o Papa. Ou seja, o Pentecostes é o impulso missionário a gastar a vida para a santificação dos homens e para a glória de Deus.

“O Espírito está no nosso coração, na nossa alma. E o Espírito nos guia na vida para que nos tornemos sal e luz justos aos homens. Se no Batismo é o Espírito Santo a nos imergir em Cristo, na Confirmação é o Cristo a nos encher do seu Espírito, consagrando-nos suas testemunhas, partícipes do mesmo princípio de vida e de missão, segundo o desígnio do Pai celeste”, concluiu.

 

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Inscrições abertas para o Curso de Batismo

Estão abertas as inscrições para o próximo Curso de Batismo para Pais e Padrinhos que será realizado no dia 27 de maio. O Curso tem início às 7h30 no Salão Paroquial e as inscrições devem ser feitas na Secretaria Paroquial. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: 3421-6245. 

O Principal objetivo da Pastoral do Batismo é levar aos pais e padrinhos o conhecimento do que é o sacramento do Batismo e o compromisso que através dele se assume com Deus e com a comunidade. Demonstrar que este Sacramento não se resume apenas em cumprir um preceito: é necessário, portanto, vivenciar, testemunhar e ensinar filhos e afilhados a serem cristãos autênticos e fiéis seguidores de Jesus Cristo. 

A Pastoral do Batismo de nossa paróquia tem como coordenadores o trio Cida Rodofo, Cidinha Magossi e e Olívio. Os Batizados são realizados no 1º domingo de cada mês e o Curso de Batismo é realizado no último domingo de cada mês, a cada dois meses.

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Papa: evitar a intriga para caminhar na verdadeira unidade

Na missa celebrada esta quinta-feira (17/05) na Casa Santa Marta, o Papa Francisco dedicou a sua homilia ao tema da unidade, inspirando-se na Liturgia da Palavra.

Existem dois tipos de unidade, comentou o Pontífice. A primeira é a verdadeira unidade de que fala Jesus no Evangelho, a unidade que Ele tem com o Pai e que quer trazer também a nós. Trata-se de uma “unidade de salvação”, “que faz a Igreja”, uma unidade que vai rumo à eternidade. “Quando nós na vida, na Igreja ou na sociedade civil trabalhamos pela unidade, estamos no caminho que Jesus traçou”, disse Francisco.

A falsa unidade divide

Porém, há uma “falsa unidade”, como aquela dos acusadores de São Paulo na Primeira Leitura. Inicialmente, eles se apresentam como um bloco único para acusá-lo. Mas Paulo, que era “sagaz”, isto é, tinha uma sabedoria humana e também a sabedoria do Espírito Santo, lança a “pedra da divisão”, dizendo estar sendo julgado pela esperança na ressurreição dos mortos”.

Uma parte desta falsa unidade, de fato, era composta por saduceus, que diziam não existir “ressurreição nem anjo nem espírito”, enquanto os fariseus professavam esses conceitos. Paulo então consegue destruir esta falsa unidade porque eclode um conflito e a assembleia que o acusava se divide.

De povo a massa anônima

Em outras perseguições sofridas por São Paulo, se vê que o povo grita sem nem mesmo saber o que está dizendo, e são “os dirigentes” que sugerem o que gritar:

Esta instrumentalização do povo é também um desprezo pelo povo, porque o transforma em massa. É um elemento que se repete com frequência, desde os primeiros tempos até hoje. Pensemos nisso. O Domingo de Ramos é: todos ali aclamam “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Na sexta-feira sucessiva, as mesmas pessoas gritam: “Crucifiquem-no”. O que aconteceu? Fizeram uma lavagem cerebral e mudaram as coisas. E transformaram o povo em massa, que destrói.

Intrigar: um método usado também hoje

“Criam-se condições obscuras” para condenar a pessoa, explicou o Papa, e depois a unidade se desfaz. Um método com o qual perseguiram Jesus, Paulo, Estevão e todos os mártires e muito usado ainda hoje. E Francisco citou como exemplo “a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado”: “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”. Uma perseguição que se vê também quando as pessoas no circo gritavam para ver a luta entre os mártires ou os gladiadores.

A fofoca é uma atitude assassina

O elo da corrente para se chegar a esta condenação é um “ambiente de falsa unidade”, destacou Francisco.

Numa medida mais restrita, acontece o mesmo também nas nossas comunidades paroquiais, por exemplo, quando dois ou três começam a criticar o outro. E começam a falar mal daquele outro… E fazem uma falsa unidade para condená-lo; sentem-se seguros e o condenam. O condenam mentalmente, como atitude; depois se separam e falam mal um contra o outro, porque estão divididos. Por isso a fofoca é uma atitude assassina, porque mata, exclui as pessoas, destrói a “reputação” das pessoas.

Caminhar na estrada da verdadeira unidade

“A intriga” foi usada contra Jesus para desacreditá-lo e, uma vez desacreditado, eliminá-lo:

Pensemos na grande vocação à qual fomos chamados: a unidade com Jesus, o Pai. E este caminho devemos seguir, homens e mulheres que se unem e buscam sempre prosseguir no caminho da unidade. E não as falsas unidades, que não têm substância, e servem somente para dar um passo a mais e condenar as pessoas, e levar avante interesses que não são os nossos: interesses do príncipe deste mundo, que é a destruição. Que o Senhor nos dê a graça de caminhar sempre na estrada da verdadeira unidade.

Por Vatican News

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Documento do Vaticano aborda questões éticas do sistema financeiro

O Vaticano apresentou nesta quinta-feira, 17, um novo documento da Congregação para a Doutrina da Fé e do órgão para o Desenvolvimento Humano Integral: “Oeconomicae et pecuniariae quaestiones – Considerações para um discernimento ético sobre alguns aspectos do atual sistema econômico-financeiro”. 

O texto foi apresentado em coletiva de imprensa com a presença dos prefeitos dos órgãos, respectivamente Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer e o Cardeal Peter Turkson. A proposta é oferecer, nesse âmbito de atividades econômico-financeiras, considerações e pontuações a favor do progresso do bem comum e em defesa da dignidade humana.

“É sentida a necessidade de realizar uma reflexão ética sobre alguns aspectos da intermediação financeira, cujo funcionamento, quando foi desvinculado de adequados fundamentos antropológicos e morais, não só produziu evidentes abusos e injustiças, mas também revelou-se capaz de criar crises sistêmicas e de alcance mundial. Trata-se de um discernimento oferecido a todos os homens e mulheres de boa vontade”, informa o documento. 

Dividido em quatro tópicos (Introdução, Considerações elementares de fundo, Algumas pontualizações no contexto contemporâneo e Conclusão), o texto defende a harmonia entre o saber técnico e a sabedoria humana. “Só com esta harmonia, pode-se progredir numa via de um bem-estar para o homem que seja real e integral”.

Em sua intervenção, um dos aspectos destacados pelo Cardeal Turkson foi a relação entre dignidade humana, bem comum e economia. Ele recordou que a Igreja, a fim de promover o desenvolvimento humano integral, deseja garantir que os sistemas políticos, econômicos ou financeiros respeitem a dignidade de cada pessoa. Como exemplo, citou a gestão dos recursos da casa em uma família. 

“Dado o fato de que vivemos em uma casa comum, como uma família global que aspira coexistir bem, precisamos gerir ou administrar os bens de casa e do planeta da melhor maneira possível. É isto que significa a palavra ‘economia’ significa na verdade: ‘oiko-nomics’, a maneira como organizamos, gerimos ou controlamos nosso lar. Quando levamos em conta nossa origem comum, nossa mútua existência e nosso destino comum, então podemos desenvolver novas convicções, atitudes e formas de vida (Laudato Si’, 202), e novos sistemas econômicos que promovam de verdade este significado integral do desenvolvimento humano”.

Também presente na coletiva, Dom Ladaria Ferrer explicou o motivo da Congregação para a Doutrina da Fé abordar um tema tão específico. Segundo ele, citando a Constituição Apostólica Pastor Bonus – que rege a Cúria Romana – é tarefa da Congregação promover e proteger tudo o que diz respeito à doutrina da fé e questões de natureza moral. “Cabe também à Congregação ajudar as dinâmicas econômicas a se orientar baseado em uma ética apropriada”, afirmou.

Por Canção Nova

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Crise humanitária dos refugiados: uma das maiores preocupações do Papa

O Papa Francisco reconheceu que uma das suas maiores preocupações no âmbito internacional é a situação dos refugiados e migrantes obrigados a abandonar as suas casas devido a guerras, degradação econômica ou ambiental.

Em um discurso pronunciado aos novos embaixadores da Tanzânia, Lesoto, Paquistão, Mongólia, Dinamarca, Etiópia e Finlândia, que apresentaram suas credenciais como embaixadores junto à Santa Sé ontem, 17 maio, o Pontífice manifestou o seu desejo de que a comunidade diplomática junto à Santa Sé “contribua para o crescimento do espírito de colaboração e participação recíproca, essencial em vista de uma resposta eficaz aos desafios radicais de hoje”.

O Santo Padre assinalou que “uma das questões humanitárias mais urgentes que a comunidade internacional enfrenta é a necessidade de acolher, proteger, promover e integrar os que fogem da guerra e da fome ou são obrigados pela discriminação, perseguição, pobreza e degradação ambiental”.

“Como tive a oportunidade de reiterar em minha mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano, esse problema tem uma dimensão intrinsicamente ética que transcende as fronteiras nacionais e concepções limitadas sobre a segurança e o interesse próprio”.

Francisco sublinhou que, “apesar da complexidade e delicadeza das questões políticas e sociais envolvidas, as nações e a comunidade internacional estão chamadas a contribuir com as suas melhores capacidades na tarefa de pacificação e reconciliação, através de decisões e políticas que se caracterizem principalmente pela compaixão, clarividência e pela coragem”.

Em seu discurso, o Santo Padre recordou que “o nosso tempo é um período de mudanças históricas que requer a sabedoria e o discernimento de todos aqueles que se preocupam com um futuro pacífico e próspero para as gerações futuras”.

Também assegurou que “a Igreja, por sua vez, promove todos os esforços para cooperar, sem violência e sem engano, na construção do mundo num espírito de fraternidade e paz”.

Finalmente, o Pontífice recordou que “este ano, em que se comemora os setenta anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pelas Nações Unidas, deveria servir de apelo por um espírito renovado de solidariedade aos nossos irmãos e irmãs, especialmente os que sofrem os flagelos da pobreza, da doença e da opressão”. 

“Ninguém pode ignorar a nossa responsabilidade moral de desafiar a globalização da indiferença, o fingimento diante de situações trágicas de injustiça que exigem uma resposta humanitária imediata”.

Por ACI Digital

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Catedral celebrou o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

No último domingo (13), a Igreja celebrou o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que neste ano teve como tema: “A verdade vos tornará livres. Notícias falsas e jornalismo de paz”. Em Votuporanga, a data foi celebrada com a Santa Missa em Ação de Graças pela vida e trabalho dos jornalistas e comunicadores, no domingo, às 7h30, na Catedral, presidida pelo bispo diocesano, Dom Moacir Aparecido de Freitas, e concelebrada pelo padre Gilmar Margotto.

A celebração contou com a presença de jornalistas e comunicadores de nossa cidade e foi transmitida ao vivo pela TV Unifev, TV Web e 87,9 FM. O Dia Mundial das Comunicações Sociais é celebrado anualmente na Solenidade da Ascenção do Senhor.

Aos jornalistas presentes, Dom Moacir e padre Gilmar agradeceram a boa relação entre a Igreja e a imprensa e os convidou a serem comunicadores da Boa Notícia, sempre primando pela ética e o respeito ao ser humano em todas as reportagens.

No ofertório, foram apresentados instrumentos utilizados pelos jornalistas como: celular, computador, jornais, revistas, livros, câmeras, rádios e microfones. Ao fim da celebração, Dom Moacir convidou todos os comunicadores presentes a subirem ao presbitério, abençoou cada um deles e entregou-lhes a mensagem do Papa Francisco para este 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais.

Em sua mensagem para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa Francisco afirma que as “fakenews” — notícias falsas — são um tema a ser refletido. De acordo com o Santo Padre, estas “notícias” verossímeis — aquilo que parece intuitivamente verdadeiro, mas não é — são capazes de chamar a atenção dos leitores, apoiadas sobre estereótipos e preconceitos generalizados, e explorar emoções como ansiedade, desprezo, ira e frustração. A difusão destes conteúdos falsos acontece em sua maioria pelas redes sociais, onde ganham visibilidade e tornam seus danos irreversíveis.

As notícias falsas, que segundo Francisco visam objetivos prefixados — como influenciar opções políticas e favorecer lucros econômicos —, devem ser erradicadas em uma corrente de conscientização das pessoas que interagem a partir deste tipo de conteúdo. Para o Pontífice, as “fakenews” geram ambientes digitais de confronto, de descrédito do outro, que passa a ser visto como um inimigo. Uma demonização, que de acordo com Francisco, pode fomentar conflitos.

Diante deste drama da desinformação que gera, segundo o Santo Padre, intolerância, arrogância e ódio, o Papa afirmou que as “fakenews” seguem a “lógica da serpente”, citada na narração do pecado original como figura de confusão e tentação para o homem e para a mulher. “Este episódio bíblico revela assim um fato essencial para o nosso tema: nenhuma desinformação é inofensiva, antes pelo contrário, fiar-se daquilo que é falso produz consequências nefastas. Mesmo uma distorção da verdade aparentemente leve pode ter efeitos perigosos”, advertiu o Pontífice.

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Catedral celebrará Vigília pelos Mortos de AIDS

O Serviço de Atendimento Especializado (SAE) da Secretaria da Saúde e a Paróquia Nossa Senhora Aparecida realizam a  8ª edição da Vigília pelos Mortos de AIDS, no próximo domingo, dia 20, às 19 horas na Sé Catedral Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga. 

A Vigília pelos Mortos de AIDS surgiu com o intuito de lembrar as pessoas que perderam a vida pela doença, de apoiar quem vive com HIV/AIDS e incentivar as ações de prevenção. O tema deste ano será "TANTAS VIDAS NÃO PODEM SE PERDER; expressão que nos coloca em comunhão com as pessoas que faleceram e estão na presença de Deus, com aqueles que cuidam da vida e buscam que os direitos humanos sejam respeitados.

A coordenadora do evento, Eliane Guerche, contou que a celebração foi iniciada em 1983 em vários países, no terceiro domingo do mês de maio, a fim de promover um ato ecumênico, envolvendo pessoas de quaisquer religiões. “A vigília pretende despertar a sociedade para a solidariedade global, rompendo barreiras, sendo sinal de esperança às novas gerações, pois a vida é mais forte que a AIDS”, ressaltou. O lema escolhido no município é “Luzes Pela Vida”. 

O SAE é uma unidade que atende pessoas vivendo com HIV/Aids, Hanseníase, Tuberculose e Hepatites Virais. 

Origem - A Primeira Vigília Pelos Mortos foi organizada em 07 de maio de 1983, em Nova Iorque, por um grupo formado por mães, parentes e amigos de pessoas que morreram por causa do HIV. Hoje, a Vigília tornou-se um movimento internacional de sensibilização e mobilização da sociedade diante da problemática do HIV e AIDS. 

 

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Dom Moacir anunciou novas transferências de padres na diocese

O bispo diocesano de Votuporanga, Dom Moacir Aparecido de Freitas, anunciou nesta quarta-feira, 09 de maio, novas transferências de padres na diocese. O Padre Lorival Ângelo Marques, Vigário Geral da Diocese, foi transferido da Paróquia Santo Antônio na cidade de Cosmorama para a Paróquia Nossa Senhora do Divino Livramento na cidade de Buritama. Já o Padre Silvio Donizeti Delfino da Paróquia São Pedro na cidade de Nova Luzitânia assumirá a Paróquia Santo Antônio na cidade de Cosmorama. Dom Maocir também anunciou que o Padre Francisco Bonfim Almeida de Souza continuará na Paróquia São Benedito e Nossa Senhora de Lourdes na cidade de Lourdes e atenderá, também, a Paróquia São Pedro na cidade de Nova Luzitânia. O Padre Ézio Datres, antes pároco da Paróquia Nossa Senhora do Divino Livramento na cidade de Buritama ficou emérito por motivo de idade.

Dom Moacir anunciou também a data da posse dos padres em suas respectivas paróquias:

Dia 26 de maio - 19 horas: Padre Silvio Donizeti Delfino na Paróquia Santo Antônio na cidade de Cosmorama.

Dia 27 de maio - 9 horas: Padre Francisco Bonfim Almeida de Souza na Paróquia São Pedro na cidade de Nova Luzitânia.

Dia 27 de maio -  20 horas: Padre Lorival Ângelo Marques na Paróquia Nossa Senhora do Divino Livramento na cidade de Buritama.

Rogamos a Deus as copiosas bênçãos do céu aos Padres que assumem nova missão e ao Padre Ézio que cumpriu sua jornada com dignidade e muito amor.

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Catedral celebrará Missa pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais

A Igreja Católica celebrará no próximo domingo, 13 de maio, o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais cujo tema deste ano é “A verdade vos tornará livres. Notícias falsas e jornalismo de paz”. Para comemorar esta data, será celebrada uma Missa em Ação de Graças pela vida e trabalho de todos os jornalistas e comunicadores na Sé Catedral Nossa Senhora Aparecida às 7h30. A missa será transmitida ao vivo pela TV Unifev, presididida pelo bispo Dom Moacir e concelebrada pelo padre Gilmar Margotto.e deverá contar com a presença de jornalistas e comunicadores votuporanguenses. O Dia Mundial das Comunicações Sociais é realizado anualmente na Solenidade da Ascensão do Senhor.

Na mensagem para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa Francisco pediu um jornalismo que sirva de remédio contra as notícias falsas e o mau uso da faculdade de comunicar e propôs este antídoto: jornalistas educados na verdade.

O Santo Padre assinalou na mensagem, divulgada pela Santa Sé que “no projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão”. “Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar”, advertiu.

“Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem”.

Nesse sentido, lamentou que, “hoje, no contexto de uma comunicação cada vez mais rápida e dentro de um sistema digital, assistimos ao fenômeno das ‘notícias falsas’, as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir”.

Por isso, Francisco propôs 4 pontos de reflexão a fim de “contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade”.

“No contexto em que as empresas de referência das redes sociais e o mundo das instituições e da política iniciaram a combater este fenômeno, também a Igreja quer oferecer uma contribuição, propondo uma reflexão sobre as causas, as lógicas e as consequências da desinformação na mídia e auxiliando na promoção de um jornalismo profissional, que busca sempre a verdade, e por isto um jornalismo de paz, que promova a compreensão entre as pessoas”, afirma a Secretaria para a Comunicação do Vaticano.

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Mensagem do Papa Francisco para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Na mensagem para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado em 13 de maio, com o lema “A verdade vos tornará livres. Fake news e jornalismo de paz”, o Papa Francisco pediu um jornalismo que sirva de remédio contra as notícias falsas e o mau uso da faculdade de comunicar e propôs este antídoto: jornalistas educados na verdade.

O Santo Padre assinalou na mensagem, que foi divulgada pela Santa Sé que “no projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão”. “Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar”, advertiu.

“Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem”.

Nesse sentido, lamentou que, “hoje, no contexto de uma comunicação cada vez mais rápida e dentro de um sistema digital, assistimos ao fenômeno das ‘notícias falsas’, as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir”.

Por isso, Francisco propôs 4 pontos de reflexão a fim de “contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade”.

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 52º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Tema: «"A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32). 
Fake news e jornalismo de paz»

13 de maio de 2018

Queridos irmãos e irmãs!

No projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão. Imagem e semelhança do Criador, o ser humano é capaz de expressar e compartilhar o verdadeiro, o bom e o belo. É capaz de narrar a sua própria experiência e o mundo, construindo assim a memória e a compreensão dos acontecimentos. Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar, como o atestam, já nos primórdios, os episódios bíblicos dos irmãos Caim e Abel e da Torre de Babel (cf. Gn 4, 1-16; 11, 1-9). Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem. Hoje, no contexto duma comunicação cada vez mais rápida e dentro dum sistema digital, assistimos ao fenómeno das «notícias falsas», as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir, sugerindo-me dedicar esta Mensagem ao tema da verdade, como aliás já mais vezes o fizeram os meus predecessores a começar por Paulo VI (cf. Mensagem de 1972: «Os instrumentos de comunicação social ao serviço da Verdade»). Gostaria, assim, de contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade.

1. Que há de falso nas «notícias falsas»?

A expressão fake news é objeto de discussão e debate. Geralmente diz respeito à desinformação transmitida on-line ou nos mass-media tradicionais. Assim, a referida expressão alude a informações infundadas, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, tendentes a enganar e até manipular o destinatário. A sua divulgação pode visar objetivos prefixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros económicos.

A eficácia das fake news fica-se a dever, em primeiro lugar, à sua natureza mimética, ou seja, à capacidade de se apresentar como plausíveis. Falsas mas verosímeis, tais notícias são capciosas, no sentido que se mostram hábeis a capturar a atenção dos destinatários, apoiando-se sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio dum certo tecido social, explorando emoções imediatas e fáceis de suscitar como a ansiedade, o desprezo, a ira e a frustração. A sua difusão pode contar com um uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento: assim os conteúdos, embora desprovidos de fundamento, ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos.

A dificuldade em desvendar e erradicar as fake news é devida também ao facto de as pessoas interagirem muitas vezes dentro de ambientes digitais homogéneos e impermeáveis a perspetivas e opiniões divergentes. Esta lógica da desinformação tem êxito, porque, em vez de haver um confronto sadio com outras fontes de informação (que poderia colocar positivamente em discussão os preconceitos e abrir para um diálogo construtivo), corre-se o risco de se tornar atores involuntários na difusão de opiniões tendenciosas e infundadas. O drama da desinformação é o descrédito do outro, a sua representação como inimigo, chegando-se a uma demonização que pode fomentar conflitos. Deste modo, as notícias falsas revelam a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio. É a isto que leva, em última análise, a falsidade.

2. Como podemos reconhecê-las?

Nenhum de nós se pode eximir da responsabilidade de contrastar estas falsidades. Não é tarefa fácil, porque a desinformação se baseia muitas vezes sobre discursos variegados, deliberadamente evasivos e subtilmente enganadores, valendo-se por vezes de mecanismos refinados. Por isso, são louváveis as iniciativas educativas que permitem apreender como ler e avaliar o contexto comunicativo, ensinando a não ser divulgadores inconscientes de desinformação, mas atores do seu desvendamento. Igualmente louváveis são as iniciativas institucionais e jurídicas empenhadas na definição de normativas que visam circunscrever o fenómeno, e ainda iniciativas, como as empreendidas pelas tech e media company, idóneas para definir novos critérios capazes de verificar as identidades pessoais que se escondem por detrás de milhões de perfis digitais.

Mas a prevenção e identificação dos mecanismos da desinformação requerem também um discernimento profundo e cuidadoso. Com efeito, é preciso desmascarar uma lógica, que se poderia definir como a «lógica da serpente», capaz de se camuflar e morder em qualquer lugar. Trata-se da estratégia utilizada pela serpente – «o mais astuto de todos os animais», como diz o livro do Génesis (cf. 3, 1-15) – a qual se tornou, nos primórdios da humanidade, artífice da primeira fake news, que levou às trágicas consequências do pecado, concretizadas depois no primeiro fratricídio (cf. Gn 4) e em inúmeras outras formas de mal contra Deus, o próximo, a sociedade e a criação. A estratégia deste habilidoso «pai da mentira» (Jo 8, 44) é precisamente a mimese, uma rastejante e perigosa sedução que abre caminho no coração do homem com argumentações falsas e aliciantes. De facto, na narração do pecado original, o tentador aproxima-se da mulher, fingindo ser seu amigo e interessar-se pelo seu bem. Começa o diálogo com uma afirmação verdadeira, mas só em parte: «É verdade ter-vos Deus proibido comer o fruto de alguma árvore do jardim?» (Gn 3, 1). Na realidade, o que Deus dissera a Adão não foi que não comesse de nenhuma árvore, mas apenas de uma árvore: «Não comas o [fruto] da árvore do conhecimento do bem e do mal» (Gn 2, 17). Retorquindo, a mulher explica isso mesmo à serpente, mas deixa-se atrair pela sua provocação: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: “Nunca o deveis comer nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes, morrereis”» (Gn3, 2-3). Esta resposta tem sabor a legalismo e pessimismo: dando crédito ao falsário e deixando-se atrair pela sua apresentação dos factos, a mulher extravia-se. Em primeiro lugar, dá ouvidos à sua réplica tranquilizadora: «Não, não morrereis»(3, 4). Depois a argumentação do tentador assume uma aparência credível: «Deus sabe que, no dia em que comerdes [desse fruto], abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal»(3, 5). Enfim, ela chega a desconfiar da recomendação paterna de Deus, que tinha em vista o seu bem, para seguir o aliciamento sedutor do inimigo: «Vendo a mulher que o fruto devia ser bom para comer, pois era de atraente aspeto (…) agarrou do fruto, comeu»(3, 6). Este episódio bíblico revela assim um facto essencial para o nosso tema: nenhuma desinformação é inofensiva; antes pelo contrário, fiar-se daquilo que é falso produz consequências nefastas. Mesmo uma distorção da verdade aparentemente leve pode ter efeitos perigosos.

De facto, está em jogo a nossa avidez. As fake news tornam-se frequentemente virais, ou seja, propagam-se com grande rapidez e de forma dificilmente controlável, não tanto pela lógica de partilha que carateriza os meios de comunicação social como sobretudo pelo fascínio que detêm sobre a avidez insaciável que facilmente se acende no ser humano. As próprias motivações económicas e oportunistas da desinformação têm a sua raiz na sede de poder, ter e gozar, que, em última instância, nos torna vítimas de um embuste muito mais trágico do que cada uma das suas manifestações: o embuste do mal, que se move de falsidade em falsidade para nos roubar a liberdade do coração. Por isso mesmo, educar para a verdade significa ensinar a discernir, a avaliar e ponderar os desejos e as inclinações que se movem dentro de nós, para não nos encontrarmos despojados do bem «mordendo a isca» em cada tentação.

3. «A verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32)

De facto, a contaminação contínua por uma linguagem enganadora acaba por ofuscar o íntimo da pessoa. Dostoevskij deixou escrito algo de notável neste sentido: «Quem mente a si mesmo e escuta as próprias mentiras, chega a pontos de já não poder distinguir a verdade dentro de si mesmo nem ao seu redor, e assim começa a deixar de ter estima de si mesmo e dos outros. Depois, dado que já não tem estima de ninguém, cessa também de amar, e então na falta de amor, para se sentir ocupado e distrair, abandona-se às paixões e aos prazeres triviais e, por culpa dos seus vícios, torna-se como uma besta; e tudo isso deriva do mentir contínuo aos outros e a si mesmo» (Os irmãos Karamazov, II, 2).

E então como defender-nos? O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade. Na visão cristã, a verdade não é uma realidade apenas conceptual, que diz respeito ao juízo sobre as coisas, definindo-as verdadeiras ou falsas. A verdade não é apenas trazer à luz coisas obscuras, «desvendar a realidade», como faz pensar o termo que a designa em grego:aletheia, de a-lethès, «não escondido». A verdade tem a ver com a vida inteira. Na Bíblia, reúne os significados de apoio, solidez, confiança, como sugere a raiz ‘aman (daqui provém o próprio Amen litúrgico). A verdade é aquilo sobre o qual nos podemos apoiar para não cair. Neste sentido relacional, o único verdadeiramente fiável e digno de confiança sobre o qual se pode contar, ou seja, o único «verdadeiro» é o Deus vivo. Eis a afirmação de Jesus: «Eu sou a verdade» (Jo 14, 6). Sendo assim, o homem descobre sempre mais a verdade, quando a experimenta em si mesmo como fidelidade e fiabilidade de quem o ama. Só isto liberta o homem: «A verdade vos tornará livres»(Jo 8, 32).

Libertação da falsidade e busca do relacionamento: eis aqui os dois ingredientes que não podem faltar, para que as nossas palavras e os nossos gestos sejam verdadeiros, autênticos e fiáveis. Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor. Por isso, a verdade não se alcança autenticamente quando é imposta como algo de extrínseco e impessoal; mas brota de relações livres entre as pessoas, na escuta recíproca. Além disso, não se acaba jamais de procurar a verdade, porque algo de falso sempre se pode insinuar, mesmo ao dizer coisas verdadeiras. De facto, uma argumentação impecável pode basear-se em factos inegáveis, mas, se for usada para ferir o outro e desacreditá-lo à vista alheia, por mais justa que apareça, não é habitada pela verdade. A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos vários enunciados: se suscitam polémica, fomentam divisões, infundem resignação ou se, em vez disso, levam a uma reflexão consciente e madura, ao diálogo construtivo, a uma profícua atividade.

4. A paz é a verdadeira notícia

O melhor antídoto contra as falsidades não são as estratégias, mas as pessoas: pessoas que, livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da fadiga dum diálogo sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atraídas pelo bem, se mostram responsáveis no uso da linguagem. Se a via de saída da difusão da desinformação é a responsabilidade, particularmente envolvido está quem, por profissão, é obrigado a ser responsável ao informar, ou seja, o jornalista, guardião das notícias. No mundo atual, ele não desempenha apenas uma profissão, mas uma verdadeira e própria missão. No meio do frenesim das notícias e na voragem dos scoop, tem o dever de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a audience, mas as pessoas. Informar é formar, é lidar com a vida das pessoas. Por isso, a precisão das fontes e a custódia da comunicação são verdadeiros e próprios processos de desenvolvimento do bem, que geram confiança e abrem vias de comunhão e de paz.

Por isso desejo convidar a que se promova um jornalismo de paz, sem entender, com esta expressão, um jornalismo «bonzinho», que negue a existência de problemas graves e assuma tons melífluos. Pelo contrário, penso num jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas; um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas – e no mundo, são a maioria – que não têm voz; um jornalismo que não se limite a queimar notícias, mas se comprometa na busca das causas reais dos conflitos, para favorecer a sua compreensão das raízes e a sua superação através do aviamento de processos virtuosos; um jornalismo empenhado a indicar soluções alternativas às escalation do clamor e da violência verbal.

Por isso, inspirando-nos numa conhecida oração franciscana, poderemos dirigir-nos, à Verdade em pessoa, nestes termos:

Senhor, fazei de nós instrumentos da vossa paz.
Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunicação que não
cria comunhão.
Tornai-nos capazes de tirar o veneno dos nossos juízos.
Ajudai-nos a falar dos outros como de irmãos e irmãs.
Vós sois fiel e digno de confiança;
fazei que as nossas palavras sejam sementes de bem para o mundo:
onde houver rumor, fazei que pratiquemos a escuta;
onde houver confusão, fazei que inspiremos harmonia;
onde houver ambiguidade, fazei que levemos clareza;
onde houver exclusão, fazei que levemos partilha;
onde houver sensacionalismo, fazei que usemos sobriedade;
onde houver superficialidade, fazei que ponhamos interrogativos
verdadeiros;
onde houver preconceitos, fazei que despertemos confiança;
onde houver agressividade, fazei que levemos respeito;
onde houver falsidade, fazei que levemos verdade.
Amen.

Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2018.

 

Franciscus

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O significado da Ascensão do Senhor?

“E, quando eu for elevado na terra, atrairei todos os homens a mim” (Jo 12,32).

“E o Senhor Jesus, depois de ter-lhes falado, foi arrebatado ao Céu e sentou-se à direita de Deus” (Mc 16,19). Depois da Ressurreição, Jesus esteve quarenta dias com os discípulos, onde comeu e bebeu familiarmente com eles e os instruiu sobre o Reino de Deus. Nesses dias sua glória estava ainda velada debaixo de uma humanidade comum; e a sua última aparição termina com a entrada de sua humanidade na glória divina, simbolizada pela nuvem e pelo céu.

Na Carta aos efésios, São Paulo diz: “Deus manifestou a sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita no céu, bem acima de toda autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa nomear não somente neste mundo, mas ainda no futuro. Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal” (Ef 1, 20-23).A Igreja ensina que “Jesus, rei da glória, subiu ante os anjos maravilhados ao mais alto dos Céus, e tornou-se o mediador entre Deus e a humanidade redimida, juiz do mundo e Senhor do universo. Ele, nossa Cabeça e princípio, subiu aos Céus, não para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade… Ele, após a ressurreição, apareceu aos discípulos e, à vista deles, subiu aos céus, a fim de nos tornar participantes da sua divindade”. (Prefácio da Ascensão I, II)

A elevação de Jesus na Cruz significa e anuncia a elevação da Ascensão ao céu. Jesus Cristo, o único Sacerdote da nova e eterna Aliança, não “entrou em um santuário feito por mão de homem… e sim no próprio céu, a fim de comparecer agora diante da face de Deus a nosso favor” (Hb 9,24). No céu, Cristo exerce em caráter permanente seu sacerdócio, “por isso é capaz de salvar totalmente aqueles que, por meio dele, se aproximam de Deus, visto que ele vive eternamente para interceder por eles” (Hb 7,25). Como “sumo sacerdote dos bens vindouros” (Hb 9,11), ele é o centro e o ator principal da liturgia que honra o Pai nos Céus. (cf. Cat. §662)

Por “estar sentado à direita do Pai” entendemos a glória e a honra da divindade, onde aquele que existia como Filho de Deus antes de todos os séculos, se sentou corporalmente junto do Pai,  como homem também, com a sua carne glorificada. Assim, através de Jesus a humanidade, outrora expulsa do Paraíso, agora volta para o convívio de Deus. Daí Cristo glorioso vai derramar o Espírito Santo sobre a Igreja para que ela cumpra a sua missão de resgatar os filhos de Deus.

O sentar-se à direita do Pai significa também “a inauguração do Reino do Messias, realização da visão do profeta Daniel no tocante ao Filho do Homem: “A Ele foram outorgados o império, a honra e o reino, e todos os povos, nações e línguas o serviram. Seu império é um império eterno que jamais passará, e seu reino jamais será destruído” (Dn 7,14). A partir desse momento, os Apóstolos se tomaram as testemunhas do “Reino que não terá fim”. (Cat. §664)

Por isso, na Festa da Ascensão do Senhor a Igreja reza: “Ó Deus todo poderoso, a Ascensão do vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros do seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória”. Assim, a Ascensão de Jesus é uma preparação e antecipação da glorificação também de cada cristão que o segue fielmente. Significa que o cristão deve viver com os pés na terra, mas com o coração no céu, a nossa pátria definitiva e verdadeira, como São Paulo lembrou os filipenses: “nós somos cidadãos do Céu” (Fl 3, 30).

Em vista Ascensão de Jesus ao Céu, São Paulo nos exorta: “Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus… Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria” (Col 3, 1-3).

O cristão vive neste mundo sem ser do mundo, caminha entre as coisas que passa abraçando somente as que não passa.

Prof. Felipe Aquino

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A coerência com a opção de fé

Vivemos o tempo em que as pessoas elegem livremente e por convicções suas opções. Sabemos, é claro, que há condicionamentos culturais e pressões que o modo majoritário de ver o mundo exerce sobre todos. A vivência da religião e da opção de fé também passam por esta destradicionalização. Isto é, as pessoas não vivem sua fé unicamente porque seus pais e avós lhes transmitiram. Isto pode ser positivo, no sentido de exigir maior profundidade e autenticidade, mas pode, também, ser ocasião para muita confusão.

Não é novidade que o catolicismo brasileiro se formou no encontro de várias matrizes culturais: indígena, africana e europeia. Soma-se, num tempo mais recente, a proliferação de tantos caminhos que são oferecidos no mercado espiritual, alguns cristãos, outros não.  Quando ainda era predominante o catolicismo tradicional, de cunho cultural, tínhamos uma vivência da fé que era manifestada por meio de ritos, promessas e devoções. Mas a religião não é a única a sofrer o impacto, visto que outras instituições também passam por crises, como a família, o Estado, a escola e outras. Isto produz a fragmentação da pessoa e da sociedade e a consequente perda da unidade interior e hierarquia de valores. Não é difícil encontrar quem, sem peso de consciência, frequenta as celebrações católicas, mas participa também em encontros de outras religiões e até doutrinas que se opõem, em seus princípios, à fé cristã. Talvez, porque o critério de coerência e da verdade esteja sendo colocado em segundo lugar em relação ao sentimento de acolhida, pertença e bem-estar.A facilidade de acesso às informações também foi um elemento importante para muitos acolherem elementos, até contrastantes, em sua visão de mundo e de fé. Como resultado, temos um relativismo que traz muita confusão nas consciências.

Algo parecido pode acontecer também ao interno da própria fé católica. O Papa Bento XVI chamou a atenção, em Aparecida, em 2007, para “uma fé católica reduzida a uma bagagem, a um elenco de algumas normas e de proibições, a práticas de devoção fragmentadas, a adesões seletivas e parciais das verdades da fé…” (Discurso inaugural, n. 12). De fato, a fé católica constitui um edifício harmônico, no qual não é possível fazer opções por algumas verdades e rejeitar outras sem cair em contradição. Jesus Cristo e o seu Evangelho é o centro nucleador que oferece um sentido unificador para a existência, muitas vezes, fragmentada. Não somente a adesão intelectual às verdades por Ele anunciadas, mas a comunhão de vida, com o Senhor Ressuscitado, que veio até nós como nosso Redentor e caminha conosco. Então, a adesão à fé católica, na comunhão eclesial, não pode ser seletiva, mas integral, na busca contínua das razões pelas quais se crê. Daí também a coerência das opções pastorais e da moral. Seria uma contradição gritante seguir a Jesus Cristo e não ter um coração misericordioso, sobretudo com os pobres. Seria uma mera filosofia de vida se um cristão não tivesse diariamente o encontro com o Senhor na oração. Não podemos reduzir a fé à sua dimensão fraterna intra-histórica, pois a Igreja seria somente uma boa instituição de caridade. Do mesmo modo, o cristão coerente sabe dar o devido valor à liturgia, às celebrações, às pastorais sociais e à iniciação à vida cristã. Elas formam um todo, de maneira coerente.

Vale o convite do Papa Bento XVI: sempre partir de Cristo e do seu Evangelho, “que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva” (Deus Caritas Est, n.1). Encontrá-lo, segui-lo e amá-lo é a base para viver de maneira coerente a vida cristã.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta (RS)

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Por que maio é o Mês de Maria?

Durante vários séculos a Igreja Católica dedicou todo o mês de maio para honrar a Virgem Maria, Mãe de Deus. A seguir, explicamos o porquê.

A tradição surgiu na antiga Grécia. O mês de maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade. Algo semelhante ocorreu na antiga Roma, pois maio era dedicado a Flora, deusa da vegetação. Naquela época, celebravam os ‘ludi florals’ (jogos florais) no fim do mês de abril e pediam sua intercessão.

Na época medieval abundaram costumes similares, tudo centrado na chegada do bom clima e o afastamento do inverno. O dia 1º de maio era considerado como o apogeu da primavera.

Durante este período, antes do século XII, entrou em vigor a tradição de Tricesimum ou “A devoção de trinta dias à Maria”. Estas celebrações aconteciam do dia 15 de agosto a 14 de setembro e ainda são comemoradas em alguns lugares.

A ideia de um mês dedicado especificamente a Maria remonta aos tempos barrocos – século XVII. Apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio, o mês de Maria incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus.

Foi nesta época que o mês de maio e de Maria combinaram, fazendo com que esta celebração conte com devoções especiais organizadas cada dia durante todo o mês. Este costume durou, sobretudo, durante o século XIX e é praticado até hoje.

As formas nas quais Maria é honrada em maio são tão variadas como as pessoas que a honram.

As paróquias costumam rezar no mês de maio uma oração diária do Terço e muitas preparam um altar especial com um quadro ou uma imagem de Maria. Além disso, trata-se de uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como Coroação de Maio.

Normalmente, a coroa é feita de lindas flores que representam a beleza e a virtude de Maria e também lembra que os fiéis devem se esforçar para imitar suas virtudes. Em algumas regiões, esta coroação acontece em uma grande celebração e, em geral, fora da Missa.

Entretanto, os altares e coroações neste mês não são apenas atividades “da paróquia”. Mas, o mesmo pode e deve ser feito nos lares, com o objetivo de participar mais plenamente na vida da Igreja.

Deve-se separar um lugar especial para Maria, não por ser uma tradição comemorada há muitos anos na Igreja ou pelas graças especiais que se pode alcançar, mas porque Maria é nossa Mãe, mãe de todo o mundo e porque se preocupa com todos nós, intercedendo inclusive nos assuntos menores.

Por isso, merece um mês inteiro para homenageá-la.

Por ACI Digital via Aleteia

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“Palavras, isso não é amor. O amor é concreto todos os dias”, diz Papa

“O amor se realiza na vida cotidiana, nos comportamentos, nas ações; caso contrário é apenas algo ilusório. São palavras, palavras, palavras: isso não é amor. O amor é concreto todos os dias”. A afirmação é do Papa Francisco no Regina Coeli deste domingo, 6. Segundo o Santo Padre, o evangelho desta época da Páscoa convida os fiéis a permanecerem no amor de Jesus. ” Permanecei no meu amor ” (Jo . 15,9), citou.

Para viver no amor de Deus, o Papa sinalizou a necessidade de estabelecer morada neste sentimento: “É a condição para que o nosso amor não perca pelas ruas o seu ardor e a audácia”. O Pontífice prosseguiu aconselhando os cristãos, e suscitou a necessidade do acolhimento com gratidão do amor que vem do Pai. De acordo com o Santo Padre a tentativa de permanecer no amor de Deus, não separando-se Dele com o egoísmo e o pecado, é um programa exigente mas não impossível.

Francisco reforçou a importância de perceber o amor de Cristo não como um sentimento superficial, mas como uma atitude fundamental do coração que se manifesta no viver como Ele quer. Para o Santo Padre o desafio continua quando o cristão além de permanecer no amor de Deus, procura compartilhá-lo com os outros, e indicou quem são os outros que devem receber este amor:

“Jesus indicou quem é o outro a amar, não com palavras, mas com fatos. É aquele que encontro em meu caminho e me interpela com o seu rosto e sua história; é aquele que, com a sua presença, me impulsiona a sair de meus interesses e minhas seguranças; é aquele que espera a minha disponibilidade de acolher e caminhar juntos na mesma estrada”, pontuou.

O amor pelos outros não pode, segundo o Papa, ser reservado para momentos excepcionais, mas deve se tornar constante. “É por isso que somos chamados, por exemplo, a proteger os idosos como um tesouro precioso e com amor, mesmo que criem problemas econômicos e inconvenientes, devemos protegê-los. É por isso que aos doentes, mesmo no último estágio, devemos prestar toda a assistência possível. É por isso que os nascituros devem ser sempre acolhidos. É por isso que, em última análise, a vida deve ser sempre protegida e amada desde a concepção até a morte natural. Isso é amor”, frisou.

Deus convida os homens a amarem os outros assim como ele os ama, afirmou Francisco, e para seguir este convite é preciso ter o próprio coração de Cristo. “A Eucaristia, à qual somos chamados a participar todos os domingos, tem como objetivo formar em nós o Coração de Cristo, de modo que toda a nossa vida seja guiada por suas atitudes generosas”, indicou. Para permanecer no amor de Jesus o Santo Padre aconselhou os fiéis a recorrerem à ajuda da Vigem Maria. Segundo o Pontífice, Nossa Senhora pode auxiliar os fiéis a crescerem em amor e a corresponder plenamente à vocação cristã.

Depois do Regina Coeli

Após o Regina Coeli, Papa Francisco recordou a proclamação neste sábado, 5, da Beata Chiara Fey, fundadora das Irmãs do Menino Jesus, que viveu na segunda metade do século XIX. “Vamos dar graças a Deus por este zeloso testemunho do Evangelho, um educadora carinhosa dos jovens desfavorecidos”.

O Santo Padre aproveitou para pedir orações à República Centro-Africana diante da violência que  já soma numerosos mortos e feridos, incluindo um padre. “Através da intercessão da Virgem Maria, que o Senhor ajude a todos, para que digam não à violência e à vingança, para construírem juntos a paz”, pediu.

Por fim, o Pontífice saudou todos os peregrinos e desejou um bom domingo. Como de costume, encerrou: “Por favor, não esqueçam de orar por mim. Bom almoço e adeus!”.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Papa: escravidão não é algo de outros tempos

O Papa Francisco enviou uma mensagem de vídeo, nesta segunda-feira (07/05), ao 2º Fórum Internacional sobre as formas modernas de escravidão intitulado “Velhos problemas no novo mundo”, organizado em Buenos Aires, pela arquidiocese ortodoxa, guiada pelo Metropolita Tarasios, e pelo Instituto Ortodoxo “Patriarca Atenágoras” de Berkley, Califórnia, com o patrocínio do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. O fórum teve início no último sábado (05/05) e prossegue até amanhã (08/05). 

O objetivo do encontro é reunir profissionais políticos, teólogos e estudiosos provenientes da América Latina e outras regiões, para dar continuidade à conversa iniciada no primeiro fórum, incluindo outras questões como saúde pública, tecnologia e comunidades vulneráveis.

O Papa inicia a mensagem esclarecendo que “a escravidão não é algo de outros tempos – mas tem profundas raízes e se manifesta ainda hoje de várias formas: tráfico de seres humanos, exploração do trabalho por meio de dívidas, exploração de crianças, exploração sexual e trabalho doméstico forçado são algumas das muitas formas. Cada uma delas é mais grave e desumana que a outra”.

Segundo algumas estatísticas recentes, “atualmente existem mais de 40 milhões de pessoas, homens, mas principalmente mulheres e crianças, em situação de escravidão”.

Para o Papa Francisco nossa primeira grande tarefa, “é conhecer o tema, ninguém pode ficar indiferente e, de algum modo, cúmplice desse crime contra a humanidade”. 

“Há alguns que, estando diretamente envolvidos em organizações criminosas, não querem que se fale sobre isso, simplesmente porque obtêm altos benefícios graças às novas formas de escravidão.”

Por Vatican News

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Papa Francisco critica a ideologia de gênero: leva à autodestruição do homem

O Papa Francisco escreveu o prefácio de um livro que reúne vários textos de Bento XVI sobre a fé e a política, no qual critica, novamente, as colonizações ideológicas e, especialmente, a ideologia de gênero.

“A relação entre fé e política é um dos grandes temas que sempre esteve no centro das atenções de Joseph Ratzinger / Bento XVI, e percorre todo o seu caminho intelectual e humano: a experiência direta do totalitarismo nazista o levou, como jovem estudioso, a refletir sobre os limites da obediência ao Estado a favor da liberdade da obediência a Deus”, escreve o Papa Francisco.

“O contraste profundo, observa Ratzinger, acontece, pelo contrário (e antes mesmo da pretensão marxista de colocar o céu na terra, a redenção do homem ‘aqui’), na diferença abismal que subsiste em relação à maneira pela qual a redenção ocorre através da libertação de qualquer dependência, ou o único caminho que leva à libertação é a total dependência do amor, dependência que logo seria a verdadeira liberdade?”.

Nesse sentido, Francisco assegura que o que o Papa Emérito escreveu há 30 anos está vigente hoje mais do que nunca: “Novamente se apresenta a mesma tentação do rechaço de qualquer dependência do amor que não seja o amor do homem pelo próprio ego, pelo ‘eu e seus desejos’; e, como consequência, o perigo da ‘colonização’ das consciências por uma ideologia que nega a certeza profunda segundo a qual o ser humano existe como homem e mulher, a quem foi dada a tarefa da transmissão da vida; essa ideologia que chega à produção planejada e racional dos seres humanos e que – talvez por algum motivo considerado ‘bom’ – chega a considerar lógico e lícito cancelar aquilo que já não se considera criado, doado, concebido e gerado, mas feito por nós mesmos”.

“Esses aparentes ‘direitos’ humanos, orientados à autodestruição do homem (e Joseph Ratzinger nos mostra com força e eficiência) têm um denominador comum único que consiste em uma única, grande negação: a negação da dependência do amor, a negação de que o homem é criatura de Deus, criado amorosamente por Ele à Sua imagem e a quem o homem anseia como a fonte dos mananciais (Salmo 41). Quando esta dependência entre criatura e criador é negada, esta relação de amor, renuncia-se no fundo à verdadeira grandeza do homem, ao bastião de sua liberdade e de sua dignidade”.

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Papa explica como distinguir entre a boa e a má curiosidade

Durante a homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa Francisco explicou a diferença entre a curiosidade boa e a má, e assinalou que é importante porque “a nossa vidaestá cheia de curiosidade”.

O Santo Padre se apoiou no Evangelho do dia, de São João, no qual Jesus dialoga com os apóstolos sobre a manifestação do Senhor aos seus discípulos. Segundo o Pontífice, esse é um “diálogo entre as curiosidades e as certezas”.

Afirmou que a “curiosidade boa” se refere às crianças quando estão na chamada “idade do por quê”. Consiste em perguntar-se o “porquê” das coisas, buscando uma explicação. Essa é uma boa curiosidade, porque serve para crescer e “ter mais autonomia”.

Pelo contrário, a “curiosidade má” é a de “fofoca”. A curiosidade má consiste em querer “cheirar a vida dos outros”, explicou Francisco, que também advertiu que este tipo de curiosidade é uma tentação que nos acompanha por toda a vida.

Além disso, indicou que a má curiosidade se torna ainda mais maligna com a internet. “No mundo virtual, com os celulares e coisas do gênero... As crianças vão ali e ficam curiosas para ver; e encontram ali muitas coisas ruins. Não há disciplina nessa curiosidade. Devemos ajudar as crianças a viver neste mundo, para que o desejo de conhecer não seja o desejo de ser curiosa, e acabem prisioneiras dessa curiosidade”.

Por outro lado, a curiosidade dos Apóstolos no Evangelho é uma boa curiosidade, eles querem saber o que ocorrerá e Jesus responde dando certezas.  Ele assinala que “a certeza nos dará o Espírito Santo na vida. O Espírito Santo não vem com um pacote de certezas e você aceita. Não. Na medida em que caminhamos na vida e pedimos ao Espírito Santo, abrindo o coração, ele nos dá a certeza para aquele momento, a resposta para aquele momento”.

“O Espírito Santo é o companheiro, companheiro de caminho do cristão”, destacou. “Peçamos ao Senhor duas coisas hoje: primeiro, de nos purificar ao aceitar as curiosidades e saber discernir: não, isso eu não devo ver, isso eu não devo ver, isso não devo perguntar. E segunda graça: abrir o coração ao Espírito Santo, porque ele é a certeza, nos dá a certeza, como companheiro de caminho, das coisas que Jesus nos ensinou, e nos faz recordar tudo”.

 

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Chegou o mês das noivas: 9 conselhos do Papa para preparar o casamento

Maio é tradicionalmente conhecido como mês das noivas e muitos optam por se casar exatamente neste período, quando as datas são bastante concorridas. Mas, além da data do casório, outras questões são importantes para este momento. Na exortação pós-sinodal Amoris Laetitia, o Papa Francisco dá nove dicas para preparar o dia do casamento:

1. Não se concentrem nos convites, vestido ou festa

O Papa pede para não se concentrar demais nos inúmeros detalhes que consomem recursos econômicos e energia dos noivos, porque assim chegam ao casamento já cansados. Em vez disso, indica a necessidade de dedicar suas melhores forças para se preparar como casal para este grande passo. “Esta mesma mentalidade subjaz também à decisão de algumas uniões de fato que nunca mais chegam ao matrimônio, porque pensam nas elevadas despesas da festa, em vez de darem prioridade ao amor mútuo e à sua formalização diante dos outros".

2. Optem por uma celebração austera e simples

Tenham “a coragem de ser diferentes” e não se deixem devorar “pela sociedade do consumo e da aparência”. “O que importa é o amor que vos une, fortalecido e santificado pela graça”. Optem por uma celebração “austera e simples, para colocar o amor acima de tudo”.

3. O mais importante é o sacramento e o consentimento

Preparem-se para viver com grande profundidade a celebração litúrgica e perceber o peso teológico e espiritual do consentimento para o casamento. As palavras que dirão não se reduzem ao presente, mas “implicam uma totalidade que inclui o futuro: ‘até que a morte vos separe’”.

4. Deem valor e peso para a promessa que farão

O Papa recorda que o sentido do consentimento mostra que “liberdade e fidelidade não se opõem uma à outra, aliás apoiam-se reciprocamente”. Pensem os danos que produzem as promessas não cumpridas. “A honra à palavra dada, a fidelidade à promessa não se podem comprar nem vender. Não podem ser impostas com a força, nem guardadas sem sacrifício”.

5. Recordem que estarão abertos à Vida

Lembre-se de que um grande compromisso, como o que expressa o consentimento matrimonial e a união dos corpos que consume o matrimônio, quando se trata de dois batizados, só pode ser interpretada como sinal do amor do Filho de Deus feito carne e unido com sua Igreja em aliança de amor. Assim, “o significado procriador da sexualidade, a linguagem do corpo e os gestos de amor vividos na história dum casal de esposos transformam-se numa ‘continuidade ininterrupta da linguagem litúrgica’ e ‘a vida conjugal torna-se de algum modo liturgia’”.

6. O matrimônio não é de um dia, dura a vida inteira

Tenham em mente que o sacramento que celebrarão “não é apenas um momento que depois passa a fazer parte do passado e das recordações, mas exerce a sua influência sobre toda a vida matrimonial, de maneira permanente”.

7. Rezem antes de se casar

Cheguem ao casamento depois de ter rezado juntos, “um pelo outro, pedindo ajuda a Deus para serem fiéis e generosos”, perguntando juntos a Deus o que Ele espera de vocês.

8. O casamento é uma ocasião para anunciar o Evangelho

Recordem que jesus iniciou seus milagres nas boas de Caná: “o vinho bom do milagre do Senhor, que alegra o nascimento de uma nova família, é o vinho novo da Aliança de Cristo com os homens e mulheres de cada tempo”. Portanto, o dia do seu casamento será “uma preciosa ocasião para anunciar o Evangelho de Cristo”.

9. Consagrem seu matrimônio à Virgem Maria

O Papa também sugere que os noivos comecem sua vida matrimonial consagrando seu amor ante uma imagem da Virgem Maria.

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Maio:mês das noivas

Maio é conhecido como o Mês das Noivas. Essa é uma tradição que veio do Hemisfério Norte e tudo indica que a denominação tem influência da Igreja Católica, que definiu o mês como sendo o mais propício para cerimônias religiosas por causa da consagração de Maria e da comemoração do Dia das Mães.

Tornou-se um costume entre os casais marcar a data do casamento nessa época do ano. Acreditava-se que o período traria sorte e felicidade.

As mulheres principalmente ficam ansiosas e a mil com os preparativos do casamento: buffet, decoração, lembrancinhas, repertório e rituais da cerimônia, enfim, tudo o que faz parte da magia e das expectativas que antecedem a data. Muitas pessoas sonham desde a infância com o dia do casamento e esse é um ritual que já vem de muitos e muitos anos.

A cerimônia de casamento surgiu na Roma antiga. O costume da noiva se vestir especialmente para a cerimônia também veio de lá e se tornou uma tradição. Em Roma também ocorreram as primeiras uniões de direito e a liberdade da mulher se casar por sua vontade. A bênção do sacerdote não era obrigatória; esse costume só ficou oficializado depois do Concílio de Trento, no século XVI. Já o casamento civil surgiu em 1650 na Inglaterra.

O uso da aliança de casamento vem da tradição cristã, desde o século XI, e que era colocada no 3º dedo da mão esquerda, porque se acreditava que nesse dedo havia uma veia que ia direto para o coração. Os primeiros buquês de noivas incluíam, além das flores, também ervas e temperos e cada um tinha um significado: espantar maus espíritos, fidelidade; pureza; amor; entre outros. 

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Maio:mês de Maria

Em maio, o desabrochar das flores manifesta com originalidade e beleza o milagre da vida. A tradição católica escolheu este período do ano para venerar com especial devoção a Maria, que, com simplicidade e fidelidade inimitáveis, vivenciou os ensinamentos de Cristo, caminho, verdade e vida. Ao longo da História, foram poucas as mulheres que romperam com o preconceito e conseguiram participar efetivamente dos fatos e acontecimentos significativos de seu tempo, alcançando seus objetivos e ganhando o devido reconhecimento. Maria foi uma dessas mulheres, senão, a principal delas.
Ainda muito jovem, ficou noiva de José, um homem honesto e bem mais velho do que ela, que não tardaria em tomá-la como esposa. Vivendo em uma sociedade judaica que estava sob a dominação dos romanos, onde a mulher pouco ou quase nada valia, esta jovem percebe, em um momento de inconfundível beleza, a presença de Deus em sua vida. E Deus a convida para ser a mãe de seu Filho predileto, Jesus Cristo, que assumiu a condição humana e veio ao mundo para nos ensinar que o amor é o único caminho que, verdadeiramente, nos leva à felicidade.

Maria disse “sim” a Deus e levou este “sim” às últimas consequências. Por ação direta e exclusiva do Espírito Santo, ficou grávida antes de se casar e correu o risco de ser apedrejada, conforme mandava a lei daquela época. Suportou a desconfiança de seu esposo; suportou as dificuldades inerentes à pobreza; suportou a perseguição de homens poderosos e cruéis, como Herodes, que tentou matar Jesus ainda quando criança. Por fim, suportou a dor de ver seu Filho inocente ser condenado, cruelmente agredido e crucificado. Suportou tudo isso sem perder a fé, a confiança, a dignidade e a esperança em seu Deus. Suportou tudo por amor, já que o amor tudo suporta (1 Cor. 13,7). Suportou tudo em silêncio. Silêncio que não significa covardia e omissão, mas que se traduz em serviço constante, em humildade, em entrega total e absoluta ao papel que lhe havia sido reservado por Deus na história da humanidade. Em silêncio Maria viveu sua opção por Cristo.

 

 

E, agindo assim, deu exemplo de fé, de coragem, de conversão autêntica, de adesão absoluta ao plano de Deus para a salvação dos homens.Ao mesmo tempo iniciou uma luta pelo resgate da dignidade da mulher, perdida em meio aos abusos de uma sociedade patriarcal, preconceituosa e machista. Essa luta sobreviveu até hoje e se fortaleceu ao longo de inúmeras gerações. Muitas vitórias já foram conquistadas. Entretanto, muita coisa precisa melhorar.

Existem no mundo milhões de “Marias” que, a despeito de toda a evolução política, econômica, social e tecnológica, ainda não conseguiram um local digno para morar, assistência médica eficiente, emprego e salários compatíveis com suas necessidades, respeito profissional e igualdade de direitos e deveres em relação aos homens. A mulher segue sendo marginalizada, discriminada e explorada. Muitas ainda comercializam seus corpos e até mesmo seus filhos para conseguirem um mísero pedaço de pão.

Ao dizer a Deus “Faça-se em mim segundo a vossa palavra”, Maria revolucionou a História. Em seu silêncio, disse mais do que ninguém que é preciso lutar constantemente pelo estabelecimento da justiça, da paz, da liberdade, da fraternidade e da igualdade em nosso mundo. Ao abrir seu coração a Cristo, ela rompeu com as barreiras do egoísmo humano e nos ensinou que é preciso amar a todos, independente da raça, da cor da pele e do sexo.
Apesar de todo o sofrimento que vivenciou, Maria tornou-se uma mulher vitoriosa e feliz. Nós a chamamos de bendita e bendizemos também a seu Filho, Jesus, que num gesto de amor, fez com que ela se tornasse mãe de todos nós (Jo 19, 25-27).

Rezemos com fé renovada a Ave Maria, oração que exprime com perfeição o mistério da serva bem-aventurada de Deus.

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Igreja e Justiça do Trabalho se unem para combater o trabalho infantil

O trabalho infantil atinge cerca de 1,8 milhão de crianças e adolescentes no Brasil. Cerca de 998 mil delas, em situação irregular. Esses números fazem parte de uma pesquisa divulgada em novembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo, o levantamento havia, em 2016, cerca 30 mil crianças entre 5 a 9 anos de idade trabalhando e outras 160 mil entre no grupo de 10 a 13 anos.

Para o bispo referencial da Pastoral do Menor, dom Luiz Gonzaga Fecchio, o trabalho infantil e precoce rouba a infância da criança e causa danos irreparáveis à sua formação e desenvolvimento. Situações como esta só acontecem, segundo o religioso, porque há problemas de má gestão da riqueza do Brasil o que faz com que haja pobreza e situações deploráveis quanto à exploração de mão de obra infantil.

As conclusões da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) desenham um cenário mais grave no Norte, a região com maior proporção de trabalho infantil a ser erradicado. Lá, o nível de ocupação das crianças entre 5 e 13 anos de idade chega a 1,5%. No Sudeste a taxa de ocupação desta faixa etária fica em torno 0,3%.

Nesse grupo dos pequenos, de 5 a 13 anos, 74% não receberam nenhum tipo de renda monetária decorrente do trabalho, sinal de que o dinheiro pode não ter sido a principal causa do ingresso precoce no mundo das obrigações. A maior parte são meninos (65,3%), pretos ou pardos (64,1%) e chegam a trabalhar em média 25,3 horas por semana.

Segundo a legislação brasileira, a idade mínima para a entrada no mercado e trabalho é de 16 anos. Antes disso, com 14 ou 15 anos é permitido o trabalho apenas na condição de aprendiz. Com 16 ou 17, o adolescente pode trabalhar desde que esteja registrado e não seja exposto a abusos físicos, psicológicos e sexuais. A lei também não permite que a pessoa com menos de 18 anos exerça atividades usando equipamentos perigosos ou em meio insalubre.

Parceria frutífera – Além do trabalho de pastorais como a do Menor e a Pastoral da Criança que desenvolvem um conjunto de ações tendo em vista o desenvolvimento integral e a dignidade das crianças, a Igreja no Brasil vem desenvolvendo um conjunto de ações de combate ao trabalho infantil. Um exemplo é o da parceria que a Arquidiocese de Campinas (SP) e o Tribunal do Trabalho da 15ª Região vem implementando na região.

O projeto de conscientização teve início em outubro de 2016, com a assinatura da Carta de Aparecida, no Santuário Nacional, por ocasião das celebrações dos 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora da Conceição no Rio Paraíba (veja a íntegra da carta aqui) e o desenvolvimento de ações, oficinas e audiências públicas para disseminação das ações. A iniciativa chegou a chamar a atenção do papa Francisco que enviou mensagem de apoio. Campinas também assinou o documento no final da Missa da Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, celebrada dia 08 de dezembro de 2017, na Catedral Metropolitana.

O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região constatou um aumento expressivo do trabalho infantil no Estado de São Paulo, clamando por um forte trabalho de conscientização de toda a sociedade para a gravidade desse problema. As cartas trazem as razões pelas quais se deve lutar pela erradicação dessa chaga e, também, os compromissos para que seja eliminado o trabalho infantil em todas as suas modalidades.

A desembargadora Tereza Aparecida Asta Gemignani, do Comitê Regional de Erradicação ao Trabalho Infantil do TRT 15ª Região, disse ao portal da CNBB que a parceria com a Igreja Católica tem dado bons resultados. Ela lembra que normalmente as ações são desenvolvidas nas festas das padroeiras, porque as nossas senhoras representam a imagem da mãe e da proteção das crianças.

Segundo dom Luiz Gonzaga Fecchio lamentar apenas não resolve. Ele defende que é necessário combater a situação. O religioso aponta os compromissos da Carta de Aparecida que devem ser assumida pelo conjunto da Igreja no Brasil. “Não podemos ter uma pessoa bem desenvolvida, com sua dignidade reconhecida, se na sua infância – nos tempos iniciais da sua vida, tempo de gestão e de amadurecimento, inclusive da sua constituição física, psíquica e emocional – não teve a possibilidade de brincar, praticar esporte e estudar para só mais tarde ingressar no mercado de trabalho”, disse.

Por CNBB

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Papa: a caridade dos cristãos não nasce de ideologias mas de Jesus

“Toda atividade, pequena ou grande que seja – o trabalho e o descanso, a vida familiar e social, o exercício de responsabilidades políticas, culturais e econômicas – toda atividade, se vivida em união com Jesus e com uma atitude de amor e de serviço, é uma oportunidade para viver em plenitude o Batismo e a santidade evangélica”. Foi o que disse o Papa Francisco na alocução que precedeu no V Domingo de Páscoa (29/4) a oração do Regina Coeli na Praça São Pedro diante de fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo.

O Pontífice recordou: “o dinamismo da caridade do crente não é resultado de estratégias, não nasce de solicitações externas, de instâncias sociais ou ideológicas, mas do encontro com Jesus e do permanecer em Jesus. Ele para nós é a videira da qual absorvemos a linfa, isto é, a ‘vida’ para levar para a sociedade uma maneira diferente de viver e de se doar, o que coloca os últimos em primeiro lugar”.

Comentando o Evangelho do dia que propõe o momento em que Jesus se apresenta como a verdadeira videira e nos convida a permanecer unidos a Ele para dar muito fruto, o Papa observa:

“Trata-se de permanecer com o Senhor para encontrar a coragem de sair de nós mesmos, de nossas comodidades, de nossos espaços restritos e protegidos, para entrarmos no mar aberto das necessidades dos outros e dar amplo respiro ao nosso testemunho cristão no mundo. Essa coragem de entrar nas necessidades dos outros nasce da fé no Senhor ressuscitado e da certeza de que o seu Espírito acompanha a nossa história”.

“Um dos frutos mais maduros que brota da comunhão com Cristo é, de fato – acrescentou o Papa -, o compromisso de caridade para com o próximo, amando os irmãos com abnegação de si mesmo, até as últimas consequências, como Jesus nos amou”.

“Quando alguém é íntimo com o Senhor, como são íntimos e unidos entre si a videira e os ramos, se é capaz de produzir frutos de vida nova, de misericórdia, de justiça e de paz, derivados da ressurreição do Senhor”.

E o Papa recordou o santos: “Isto é o que os santos fizeram, aqueles que viveram em plenitude a vida cristã e o testemunho da caridade, porque foram verdadeiros ramos da videira do Senhor. Mas para ser santo – recordou Francisco – não é necessário ser bispo, sacerdote, religioso ou religiosa. Todos nós somos chamados a ser santos vivendo com amor e oferecendo a cada um o seu testemunho no ocupações de todos os dias, ali onde se encontra”’.

O Papa concluiu suas palavras pedindo a ajuda de Maria, Rainha dos Santos e modelo de perfeita comunhão com o Filho divino. “Que Ela nos ensine a permanecer em Jesus, como ramos à videira, e a jamais nos separarmos de seu amor. De fato, nada podemos fazer sem Ele, porque a nossa vida é Cristo vivo, presente na Igreja e no mundo”.

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São José Operário: santificação através do trabalho, afirma padre

“São José nos ensina uma via de santificação que se dá através do trabalho, um trabalho como uma obra oferecida a Deus para o sustento da família”. A frase é do padre Wagner Lopes Ruivo, pároco há 9 anos da Paróquia São José Operário da Arquidiocese de Sorocaba (SP). Devoto de São José, o sacerdote preside a maior missa campal, dedicada ao santo, na arquidiocese: a Santa Missa, realizada sempre no dia 1º de maio, chega a atrair cerca de 20 mil fiéis.

festa de São José Operário é celebrada pela Igreja católica nesta terça-feira, 1º, desde que foi instituída pelo Papa Pio XII em 1955. A data é celebrada no mesmo dia em que se comemora o Dia Mundial do Trabalho, decretado em 1889. Segundo padre Wagner, ao instituir o festejo a São José Operário, Papa Pio XII quis demonstrar para os leigos que eles podem e devem se santificar não necessariamente servindo a Deus como ministros ordenados, mas também por meio do cotidiano, no anonimato, como São José.

“É uma coisa curiosa, porque quando Pio XII instituiu esta festa foi diante de um grupo de trabalhadores que havia se reunido para rezar na praça São Pedro, no Vaticano. O Papa chamou neste contexto, pela primeira vez, São José com o codinome Operário, identificando São José com aquele grupo de trabalhadores”, relata o sacerdote.

Além de modelo de trabalhador, padre Wagner classifica São José como modelo para todos os homens e modelo de pai de família. “O Senhor quis que o filho de Deus fosse nutrido com o pão e o leite obtido através do trabalho manual”.

“Deus é tão sábio e a divina providência tudo compreende, porque nas páginas do Gênesis o trabalho havia sido associado a uma espécie de castigo. (…) Quando é escolhido São José, trabalhando com ofícios da carpintaria e ensinando o filho de Deus a também trabalhar na carpintaria, a Santa Igreja entende que ali, Deus em sua infinita providência fez desaparecer todo e qualquer castigo e maldição relacionada ao trabalho, transformando em uma fonte de benção e realização do homem. Muda-se a conotação do trabalho, ele não é mais visto como castigo, mas como uma forma do próprio ser humano se realizar”, contou.

A relação de devoção com o santo surgiu, segundo o sacerdote, ainda no seminário teológico, cuja dedicação era a São José. “Desde os primórdios vejo São José como um modelo vocacional, um modelo para o sacerdote. (…) Foi o guardião da sagrada família, protetor da Virgem Maria, conservando-se casto e virgem. Conservar a pureza e ser guardião da sagrada doutrina da Igreja é uma das vocações do sacerdócio”, comentou padre Wagner.

Segundo padre Wagner, o momento muito esperado da missa do dia 1 de maio é a benção da carteira de trabalho através do patrocínio de São José Operário. “Nos últimos anos, por conta da crise econômica que o nosso país atravessa, houve um adendo, as pessoas passaram a trazer em grande quantidade seus currículos”, contou.

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CNBB lança mensagem aos trabalhadores do país pelo 1º de maio

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nesta segunda-feira, 30, a “Mensagem aos Trabalhadores e Trabalhadoras” por ocasião da celebração do Dia do Trabalhador neste 1º de maio. No documento, a entidade saúda os trabalhadores do Brasil e, baseada na Doutrina Social e no Magistério da Igreja, lembra que o “trabalho constitui uma dimensão fundamental da existência do ser humano sobre a terra’.

A mensagem, conclama os católicos e todas as pessoas de boa vontade a vencerem a tentação da indiferença e da omissão e a colocar-se decididamente ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras, assumindo a defesa de seus direitos e de suas justas reivindicações. Leia a íntegra do documento a seguir:

MENSAGEM DA CNBB AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS
1º DE MAIO DE 2018

“O clamor dos trabalhadores chegou aos ouvidos do Senhor todo-poderoso” (Tg 5,4)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -CNBB, fiel à sua missão profética, iluminada pela Palavra de Deus e pela Doutrina Social da Igreja, saúda os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil que celebram o seu dia neste 1º de Maio. “Convencida de que o trabalho constitui uma dimensão fundamental da existência do ser humano sobre a terra” (Laborem Exercens, 4), a Igreja coloca-se ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras em sua luta por justiça e dignidade, sobretudo, neste momento de prolongada crise vivida pelo Brasil.

O trabalho não é mercadoria, mas um modo de expressão direta da pessoa humana (cf. Mater et Magistra, 18) que, por meio dele, “deve procurar o pão quotidiano e contribuir para o progresso contínuo das ciências e da técnica, e sobretudo para a incessante elevação cultural e moral da sociedade, na qual vive em comunidade com os próprios irmãos” (Laborem Exercens, Intr.).

Além disso, recorda-nos o Papa Francisco, o trabalho humano é participação na criação que continua todos os dias, inclusive, graças às mãos, à mente e ao coração dos trabalhadores: “Na terra, há poucas alegrias maiores do que as que sentimos ao trabalhar, assim como há poucas dores maiores do que as do trabalho, quando ele explora, esmaga, humilha e mata” (Gênova, 2017). Com tão grande dignidade, o trabalho humano não pode ser governado por uma economia voltada exclusivamente para o lucro, sacrificando a vida e os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

Ao Estado compete cuidar para que as relações de trabalho se deem na justiça e na equidade (cf. Mater et Magistra, 21). A solução para a crise, que abate o País, não pode provocar a perda de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Nos projetos políticos e reformas, o bem comum, especialmente dos mais pobres, e a soberania nacional devem estar acima dos interesses particulares, políticos ou econômicos.

Conforme temos insistido em nossos pronunciamentos, solidários com os movimentos sociais, especialmente com as organizações de trabalhadores e trabalhadoras que sofrem com as injustiças, com o desemprego e com as precárias condições de trabalho, reafirmamos seu papel indispensável para o avanço da democracia, apoiamos suas justas reivindicações e os incentivamos a contribuir, em clima de diálogo amplo e manifestações pacíficas, para a edificação da justiça, da fraternidade e da paz no mundo do trabalho, sendo “sal da terra e luz do mundo”, segundo a Palavra de Jesus.

Neste 1º de maio, mais uma vez, conclamamos os católicos e todas as pessoas de boa vontade a vencerem a tentação da indiferença e da omissão, colocando-se decididamente ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras, assumindo a defesa de seus direitos e de suas justas reivindicações.

O Senhor nosso Deus, que “ama a justiça e o direito” (Sl 32,5), nos conceda a graça de construirmos juntos um país verdadeiramente justo e democrático.

São José Operário, cuja memória hoje celebramos, nos acompanhe com seu exemplo e intercessão.

Brasília-DF, 30 de abril de 2018

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

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CNBB apresenta mensagem sobre as eleições 2018

Da Redação, com CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou nesta quinta-feira, 19, uma mensagem sobre as eleições 2018 no Brasil. O texto foi lido pelo vice-presidente da CNBB, Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA), na última coletiva de imprensa da 56ª Assembleia Geral, realizada em Aparecida (SP) desde a última quarta-feira, 11.

No texto, os bispos ressaltam que o Brasil vive um momento complexo, com uma crise que abala as estruturas democráticas. “A atual situação do País exige discernimento e compromisso de todos os cidadãos e das instituições e organizações responsáveis pela justiça e pela construção do bem comum”, afirmam.

Confira, abaixo, a íntegra da mensagem:

ELEIÇÕES 2018: COMPROMISSO E ESPERANÇA

MENSAGEM DA 56ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

“Continuemos a afirmar a nossa esperança, sem esmorecer” (Hb 10,23)

Nós, bispos católicos do Brasil, conscientes de que a Igreja “não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça” (Papa Bento XVI – Deus Caritas Est, 28), olhamos para a realidade brasileira com o coração de pastores, preocupados com a defesa integral da vida e da dignidade da pessoa humana, especialmente dos pobres e excluídos. Do Evangelho nos vem a consciência de que “todos os cristãos, incluindo os Pastores, são chamados a preocupar-se com a construção de um mundo melhor” (Papa Francisco – Evangelii Gaudium, 183), sinal do Reino de Deus.

Neste ano eleitoral, o Brasil vive um momento complexo, alimentado por uma aguda crise que abala fortemente suas estruturas democráticas e compromete a construção do bem comum, razão da verdadeira política. A atual situação do País exige discernimento e compromisso de todos os cidadãos e das instituições e organizações responsáveis pela justiça e pela construção do bem comum.

Ao abdicarem da ética e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenário desolador, no qual a corrupção ganha destaque, ao revelar raízes cada vez mais alastradas e profundas. Nem mesmo os avanços em seu combate conseguem convencer a todos de que a corrupção será definitivamente erradicada. Cresce, por isso, na população, um perigoso descrédito com a política. A esse respeito, adverte-nos o Papa Francisco que, “muitas vezes, a própria política é responsável pelo seu descrédito, devido à corrupção e à falta de boas políticas públicas” (Laudato Sì, 197). De fato, a carência de políticas públicas consistentes, no país, está na raiz de graves questões sociais, como o aumento do desemprego e da violência que, no campo e na cidade, vitima milhares de pessoas, sobretudo, mulheres, pobres, jovens, negros e indígenas.

Além disso, a perda de direitos e de conquistas sociais, resultado de uma economia que submete a política aos interesses do mercado, tem aumentado o número dos pobres e dos que vivem em situação de vulnerabilidade. Inúmeras situações exigem soluções urgentes, como a dos presidiários, que clama aos céus e é causa, em grande parte, das rebeliões que ceifam muitas vidas. Os discursos e atos de intolerância, de ódio e de violência, tanto nas redes sociais como em manifestações públicas, revelam uma polarização e uma radicalização que produzem posturas antidemocráticas, fechadas a toda possibilidade de diálogo e conciliação.

Nesse contexto, as eleições de 2018 têm sentido particularmente importante e promissor. Elas devem garantir o fortalecimento da democracia e o exercício da cidadania da população brasileira. Constituem-se, na atual conjuntura, num passo importante para que o Brasil reafirme a normalidade democrática, supere a crise institucional vigente, garanta a independência e a autonomia dos três poderes constituídos – Executivo, Legislativo e Judiciário – e evite o risco de judicialização da política e de politização da Justiça. É imperativo assegurar que as eleições sejam realizadas dentro dos princípios democráticos e éticos para que se restabeleçam a confiança e a esperança tão abaladas do povo brasileiro. O bem maior do País, para além de ideologias e interesses particulares, deve conduzir a consciência e o coração tanto de candidatos, quanto de eleitores.

Nas eleições, não se deve abrir mão de princípios éticos e de dispositivos legais, como o valor e a importância do voto, embora este não esgote o exercício da cidadania; o compromisso de acompanhar os eleitos e participar efetivamente da construção de um país justo, ético e igualitário; a lisura do processo eleitoral, fazendo valer as leis que o regem, particularmente, a Lei 9840/1999 de combate à corrupção eleitoral mediante a compra de votos e o uso da máquina administrativa, e a Lei 135/2010, conhecida como “Lei da Ficha Limpa”, que torna inelegível quem tenha sido condenado em decisão proferida por órgão judicial colegiado.

Neste Ano Nacional do Laicato, com o Papa Francisco, afirmamos que “há necessidade de dirigentes políticos que vivam com paixão o seu serviço aos povos, (…) solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que anteponham o bem comum aos seus interesses privados; que não se deixem intimidar pelos grandes poderes financeiros e midiáticos; que sejam competentes e pacientes face a problemas complexos; que sejam abertos a ouvir e a aprender no diálogo democrático; que conjuguem a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação” (Mensagem aos participantes no encontro de políticos católicos – Bogotá, Dezembro-2017).

É fundamental, portanto, conhecer e avaliar as propostas e a vida dos candidatos, procurando identificar com clareza os interesses subjacentes a cada candidatura. A campanha eleitoral torna-se, assim, oportunidade para os candidatos revelarem seu pensamento sobre o Brasil que queremos construir. Não merecem ser eleitos ou reeleitos candidatos que se rendem a uma economia que coloca o lucro acima de tudo e não assumem o bem comum como sua meta, nem os que propõem e defendem reformas que atentam contra a vida dos pobres e sua dignidade. São igualmente reprováveis candidaturas motivadas pela busca do foro privilegiado e outras vantagens.

Reafirmamos que “dos agentes políticos, em cargos executivos, se exige a conduta ética, nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos” (CNBB – Doc. 91, n. 40 – 2010). Dos que forem eleitos para o Parlamento espera-se uma ação de fiscalização e legislação que não se limite à simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao Executivo (cf. CNBB – Doc. 91, n. 40– 2010). As eleições são ocasião para os eleitores avaliarem os candidatos, sobretudo, os que já exercem mandatos, aprovando os que honraram o exercício da política e reprovando os que se deixaram corromper pelo poder político e econômico.

Exortamos a população brasileira a fazer desse momento difícil uma oportunidade de crescimento, abandonando os caminhos da intolerância, do desânimo e do desencanto. Incentivamos as comunidades eclesiais a assumirem, à luz do Evangelho, a dimensão política da fé, a serviço do Reino de Deus. Sem tirar os pés do duro chão da realidade, somos movidos pela esperança, que nos compromete com a superação de tudo o que aflige o povo. Alertamos para o cuidado com fake news, já presentes nesse período pré-eleitoral, com tendência a se proliferarem, em ocasião das eleições, causando graves prejuízos à democracia.

O Senhor “nos conceda mais políticos, que tenham verdadeiramente a peito a sociedade, o povo, a vida dos pobres” (Papa Francisco – Evangelii Gaudium, 205). Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, seja nossa fiel intercessora.

Aparecida – SP, 17 de abril de 2018.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília – DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

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Dom Sérgio: saímos dessa Assembleia revigorados na fé

Um momento de ação de graças pela 56ª Assembleia Geral da CNBB, pela conferência episcopal do Brasil e por toda a Igreja. Esse foi o foco da homilia do presidente da CNBB, Cardeal Sérgio da Rocha, na Missa desta sexta-feira, 20, quando termina a reunião do episcopado brasileiro iniciada na quarta-feira, 11 de abril. 

“Bendizemos a Deus pelo testemunho de comunhão, de unidade, pela convivência fraterna, pelas celebrações que ocorreram nesses dias. Agradecemos ao Senhor pelos vários estudos e pronunciamentos aprovados nessa Assembleia”, disse o cardeal, que é arcebispo de Brasília (DF). Ele mencionou como um dos documentos aprovados aquele referente ao tema central desta Assembleia: a formação dos presbíteros da Igreja no Brasil. 

Mencionando o Ano do Laicato, Dom Sérgio renovou uma vez mais o agradecimento aos leigos e leigas que se dedicam à ação pastoral e missionária nas comunidades e na sociedade. Da liturgia do dia, destacou a presença de Jesus Ressuscitado, o que a Igreja continua a proclamar nesse tempo pascal.  “A Igreja vive do encontro com o Senhor ressuscitado. (…) Nesta eucaristia, Jesus Ressuscitado vem a nós, Ele está no meio de nós”. 

Dom Sérgio destacou que essa Igreja orante e contemplativa, que vive do encontro com o Ressuscitado, é a mesma Igreja-comunidade, acolhedora, que vive do encontro fraterno, a “Igreja em saída”, enfatizada pelo Papa Francisco. “Queremos ser hoje Igreja que compartilha a luz da Palavra, que oferece a graça de recuperar a vista quando o olhar da fé vai se enfraquecendo”. 

O Salmo da liturgia de hoje apresenta o mandato missionário de Jesus: “Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho”. Segundo o cardeal, esse é um mandato que continua a ecoar ao final dessa Assembleia da CNBB. Ele destacou que o serviço da caridade, da justiça e da paz é uma exigência da fé e consequência do encontro com Cristo na Eucaristia. 

“Saímos dessa assembleia e dessa Eucaristia revigorados na fé, fortalecidos na unidade e dispostos a caminhar com redobrado empenho ao encontro dos pobres que esperam pela Boa Nova de Jesus Cristo, dos aflitos que necessitam ser consolados, dos cegos que anseiam pela recuperação da vista, das vítimas da violência que buscam a justiça e a paz, dos tristes e desanimados para lhes oferecer os dons da alegria, da esperança e da vida nova em Cristo”.

Para que isso aconteça, Dom Sérgio falou da necessidade de permanecer em Cristo, alimentando-se do Pão descido do Céu. “Continuemos unidos, rezando uns pelos outros, firmes na fé, unidos na missão, dando testemunho do nosso amor pela nossa Igreja. E nisso nós contamos, de modo especial, com a intercessão de nossa Mãe e Padroeira, Nossa Senhora Aparecida”. 

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56ª Assembleia Geral da CNBB é encerrada com mensagem do Papa

A 56ª Assembleia Geral da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) terminou nesta sexta-feira, 20. A cerimônia de encerramento contou com o agradecimento do presidente da CNBB, Cardeal Sérgio da Rocha, e com uma mensagem do Papa Francisco, assinada pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, e lida pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’Aniello.

Na mensagem, em resposta à carta enviada pela CNBB no início da Assembleia ao Pontífice, o Santo Padre expressou seu carinho pelo episcopado brasileiro e agradeceu pelo ato de unidade. “O Santo Padre incubiu-me de agradecer esta manifestação de unidade eclesial, assegurando as suas orações a fim de que não falte aos prelados brasileiros os dons necessários de discernimento e comunhão para enfrentar os desafios que o Brasil de hoje lhes apresenta”, escreveu Dom Parolin.

Francisco recordou a vivência do Ano do Laicato no Brasil e motivou o episcopado na continuidade dos trabalhos promovidos em parceria com os leigos e leigas. “O Papa os anima neste Ano do Laicato no Brasil a permanecerem atentos ao seu povo (…) ajudando os leigos e leigas a viver, sempre em sintonia com seus pastores, o protagonismo do chamado de ser cada vez mais uma Igreja em Saída”, afirmou o Secretário de Estado do Vaticano.

Ao final da mensagem, Dom Parolin transmitiu os votos do Pontífice, que fez memória da padroeira do país, Nossa Senhora Aparecida, e concedeu sua benção apostólica. “Na certeza de que a mãe Aparecida, cujos 40 anos da restauração de sua imagem se está celebrando, não deixa de interceder por sua Igreja que caminha no Brasil, para que possa sempre buscar a restauração de seus membros, Papa Francisco de coração envia aos arcebispos e bispos, e a todas as suas dioceses, a benção apostólica”.

Dom Sérgio da Rocha convidou todos os bispos presentes para juntos rezarem a oração do Pai-Nosso e a oração de consagração à Virgem de Aparecida. Por fim, o cardeal rezou pelo retorno dos bispos às suas arquidioceses e dioceses de atuação e encerrou a 56ª Assembleia Geral agradecendo ao arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, pelo acolhimento, bem como à imprensa, motoristas e hotelarias pelo apoio. 

“Nós queremos, neste momento antes da bênção, suplicar ao Senhor por todos aqueles que estiveram colaborando conosco nestes dias da Assembleia. Reafirmamos nossa gratidão”, afirmou Dom Sérgio. 

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Sacerdócio é continuidade da missão de Jesus, afirma Papa

Papa Francisco ordenou na manhã deste domingo, 22, dezesseis novos sacerdotes. A cerimônia foi realizada na Basílica do Vaticano e contou com uma exortação aos agora presbíteros. “Entre todos os seus discípulos, o Senhor Jesus quer escolher alguns em particular, para exercer publicamente na Igreja, em Seu nome, o sacerdócio em favor de todos os homens, uma continuidade da missão pessoal do mestre, como sacerdote e pastor”, sublinhou o Santo Padre.

O Pontífice contou que assim como Jesus foi enviado por Deus Pai ao mundo, assim os apóstolos, sacerdotes e bispos são chamados a colaborar no serviço ao povo de Deus. Todos os chamados por Cristo trabalham, de acordo com Francisco, em uma missão, a de edificar o Corpo de Cristo, que é a Igreja.

“O exercício do ministério da Santa Doutrina proporciona a participação da missão de Cristo, o único Mestre”, explicou o Santo Padre. Segundo o Papa, o sacerdote antes de ler, ensinar e propagar a Palavra de Deus e o que aprendeu na fé, deve viver o que ensina.

“Que o alimento da sua vida seja alimento para o povo de Deus, sua doutrina, alegria e apoio aos fiéis de Cristo. E que com a palavra e o exemplo vocês possam construir a Casa de Deus que é a Igreja”, exortou. O sacerdócio além de continuidade da obra de Cristo é, de acordo com o Pontífice, uma oportunidade do presbítero reconhecer e suportar a morte de Cristo no seu pecado e caminhar com Ele para uma vida nova.

Dezesseis novos sacerdotes durante cerimônia de ordenação/ Foto: Reprodução Youtube Vatican News

A ordenação proporciona aos novos sacerdotes agregar novos crentes ao povo de Deus, por meio do Batismo, e também perdoar os pecados em nome de Cristo e da Igreja, através do sacramento da Penitência, pontuou o Papa, que pediu: “Por favor, não se cansem de serem misericordiosos. Pensem em seus pecados, suas misérias que Jesus perdoa. Seja misericordioso”. Francisco relembrou também o uso do óleo sagrado por parte dos presbíteros, como alívio aos doentes.

 

Por último, o Santo Padre pediu aos novos sacerdotes que construam uma comunhão filial com os bispos e todo clero, e que se esforcem para unir os fiéis e levá-los a Deus Pai através de Cristo no Espírito Santo. “Tenham diante de seus olhos o exemplo do Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir e buscar salvar o que foi perdido”, concluiu.

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No Regina Coeli, Papa afirma: “Jesus pode curar-nos”

“Jesus pode curar-nos e pode tornar a nossa vida alegre e frutífera”. Esta frase é parte da reflexão do Papa Francisco no Regina Coeli deste domingo, 22. O Santo Padre, da janela do Palácio Apostólico do Vaticano, meditou sobre a liturgia do dia e convidou os fiéis a redescobrirem a identidade de discípulos do Senhor ressuscitado.

“Quem é o Cristo que cura? Em que consiste ser curado por Ele? Do que é que nos cura? E através de que atitudes? Encontramos a resposta para todas estas perguntas no Evangelho de hoje, onde Jesus diz: ‘Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas’ (Jo 10, 11)”, observou o Santo Padre. De acordo com o Pontífice, esta auto-apresentação de Jesus diz a cada pessoa que sua vida é valiosa para Cristo.

O mesmo Evangelho diz aos cristãos, segundo Francisco, em que condições Jesus pode curar e pode tornar a vida alegre e frutífera: “Eu sou o bom pastor – diz Jesus – conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-me, como eu conheço o Pai e o Pai me conhece (versículos 14-15). Jesus não fala de um conhecimento intelectual, não, mas de um relacionamento pessoal, de predileção, de ternura mútua, um reflexo do mesmo relacionamento íntimo de amor entre Ele e o Pai”, ressaltou o Santo Padre que aconselhou os fiéis a deixarem-se conhecer por Ele.

Para o Papa, ao abrir-se ao Senhor, a humanidade poderá compreender um Cristo que está atento a cada um, e que conhece profundamente o coração de todos. “[Jesus] conhece nossas forças e nossos defeitos, os projetos que alcançamos e as esperanças decepcionadas. Mas ele nos aceita como somos, mesmo com nossos pecados, para nos curar, para nos perdoar, para nos guiar com amor, porque podemos cruzar caminhos até inacessíveis sem perder o caminho. Ele nos acompanha”, recordou. Mas Francisco alertou que um encontro com Deus, implica abandonar atitudes para estabelecer novos caminhos.

O Santo Padre alertou os fiéis, que quando o desejo de viver a relação com Jesus é esfriada, é inevitável que prevaleçam outras maneiras de pensar e de viver que não são coerentes com o Evangelho. “Maria, nossa mãe, ajude-nos a desenvolver um relacionamento cada vez mais forte com Jesus, a nos abrirmos a Jesus, para que ele possa entrar em nós. Um relacionamento mais forte: ele ressuscitou. Então podemos segui-lo pela vida. Neste Dia Mundial de Oração pelas Vocações, Maria intercede porque muitos respondem com generosidade e perseverança ao Senhor, que chama a deixar tudo para o seu Reino”, concluiu.

Depois da oração Regina Coeli

Após a oração do Regina Coeli, o Papa manifestou sua preocupação diante das várias vítimas dos confrontos ocorridos na Nicarágua, consequências de um protesto social. “Exprimo a minha proximidade em oração àquele país, e junto-me aos bispos pedindo que toda a violência cesse, evite um derramamento de sangue inútil e as questões abertas sejam resolvidas pacificamente e com um sentido de responsabilidade”, rogou o Santo Padre.

O Pontífice prosseguiu fazendo alusão ao Dia de Oração pelas Vocações, celebrado em toda a Igreja neste quarto domingo de Páscoa, 22. O tema é, segundo Francisco, “Ouvindo, discernindo, vivendo o chamado do Senhor”. O Papa seguiu agradecendo ao Senhor por continuar a despertar na Igreja, histórias de amor por Jesus Cristo, e continuou agradecendo aos novos sacerdotes ordenados na manhã de hoje, na Basílica de São Pedro. “Pedimos ao Senhor que envie tantos bons obreiros para trabalhar em seu campo, e que multiplique as vocações à vida consagrada e ao matrimônio cristão”.

Ao final, Francisco saudou todos os romanos e peregrinos da Itália e de muitos países, especialmente os de Setúbal, de Lisboa, de Cracóvia, e os Piedosos Discípulos do Divino Mestre da Coreia. Os peregrinos de Castiglione d’Adda, Torralba, Modica, Cremona e Brescia, e o coro paroquial de Ugovizza; os meninos do Cresima de Gazzaniga, Pollenza e Cisano Sul Neva também foram recordados pelo Santo Padre. “Um bom domingo; e por favor não esqueça de orar por mim”, despediu-se.

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