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6 coisas que deve saber sobre a Solenidade da Anunciação

Todos os anos, celebramos a Solenidade da Anunciação, ou seja, quando o Arcanjo Gabriel apareceu à Virgem Maria para anunciar o nascimento de Cristo. Porque este dia é importante?

1. O que significa a palavra “Anunciação”?

Deriva da mesma raiz da palavra “anunciar”. O Arcanjo Gabriel anuncia o nascimento de Cristo com antecipação. “Anunciação” é simplesmente uma maneira antiga de dizer “o anúncio”.

Embora este termo costume ser aplicado ao anúncio do nascimento de Cristo, pode ser utilizado também em outros casos. Por exemplo, em sua livro “A infância de Jesus”, Bento XVI tem seções como “A anunciação do nascimento de João” e “A anunciação a Maria”, porque o nascimento de João Batista também foi anunciado com antecipação.

2. Quando é celebrada a Anunciação e por que, às vezes, muda-se a data?

A Solenidade da Anunciação é celebrada em 25 de março, isto é, nove meses antes do Natal (25 de dezembro), representado os nove meses que Jesus passou no ventre materno.

Entretanto, às vezes, a Anunciação coincide com a Semana Santa, cujos dias têm uma posição litúrgica superior a esta solenidade. De acordo com o Missal Romano: “Todas as vezes que esta solenidade acontece durante a Semana Santa, é transferida para a segunda-feira seguinte ao segundo domingo de Páscoa”.

3. Por que esta história é paralela ao nascimento de João Batista?

O nascimento de João Batista também foi anunciado antecipadamente. Em ambas as histórias há semelhanças:

  • O Arcanjo Gabriel fez o anúncio;
  • Anunciou-se a apenas uma pessoa: Zacarias, no caso de João Batista, e Maria, no caso de Jesus;
  • Anunciou-se o nascimento milagroso de uma pessoa que tem um lugar proeminente no plano de Deus;
  • Em ambos os casos, realizaram uma pergunta ao anjo (Zacarias perguntou como poderia saber se o que foi anunciado aconteceria; Maria perguntou como iria acontecer);
  • Um sinal milagroso foi apresentado como prova (Zacarias ficou mudo; Maria foi informada sobre a gravidez milagrosa de Isabel, que estava em seu sexto mês).
  • Gabriel se afastou.

4. Por que a reação de Maria é diferente da de Zacarias?

À primeira vista, a reação de Maria diante de Gabriel poderia se assemelhar à reação incrédula de Zacarias, mas é fundamentalmente diferente:

  • Zacarias perguntou como poderia saber se o que o anjo dizia seria verdade. Sua atitude era de ceticismo;
  • Maria, ao contrário, perguntou como seriam cumpridas as palavras do anjo. Sua atitude foi de uma fé que busca compreender.

5. Como o Arcanjo Gabriel respondeu à pergunta de Maria?

Gabriel lhe disse: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus”.

Neste ponto, o Arcanjo indicou a participação das três Pessoas da Santíssima Trindade: através da ação do Espírito Santo, o Pai faz com que o Filho seja concebido em forma humana. Não haverá nenhum pai humano, deixando claro o fato de que o Menino vai ser o Filho de Deus.

Como um exemplo a mais do poder de Deus, o anjo indicou que Isabel, embora idosa e aparentemente estéril, concebeu milagrosamente um filho e estava no sexto mês de gestação. “Para Deus nada é impossível”.

6. Por que o ‘Sim’ de Maria é importante?

A aceitação de Maria deste papel é transcendental, porque ela será a Mãe do Filho de Deus. Apesar dos sofrimentos, em suas diversas formas, ela se colocou por completo a serviço da vontade de Deus, tornando-se protetora do Menina que um dia nasceria e salvaria com amor o mundo.

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Catequese do Papa Francisco - 25/03/2020

O Papa Francisco deu uma pausa nas catequeses sobre as bem-aventuranças para recordar a Solenidade da Anunciação do Senhor, tendo o valor da vida como centro das reflexões, nesta quarta-feira, 25, no Vaticano. Leia abaixo na íntegra a Catequese do dia 25 de março:

 

CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO
Palácio Apostólico –  Vaticano
Quarta-feira, 25 de março de 2020

Boletim da Santa Sé
Tradução: Liliane Borges (Canção Nova)

Caros irmãos e irmãs, bom dia !

Vinte e cinco anos atrás, nesta mesma data de 25 de março, que na Igreja é a Solene festa da Anunciação do Senhor, São João Paulo II promulgava a Encíclica Evangelium vitae, sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana.

A ligação entre a Anunciação e o “Evangelho da vida” é estreita e profunda, como sublinhou São João Paulo em sua Encíclica. Hoje, nos encontramos relançando esse ensino no contexto de uma pandemia que ameaça a vida humana e a economia mundial. Uma situação que torna ainda mais exigente as palavras com as quais a Encíclica tem início. Aqui estão elas: “O evangelho da vida está no coração da mensagem de Jesus. Acolhido pela Igreja todos os dias com amor, deve ser anunciado com corajosa fidelidade, como boa notícia para os homens de todas as idades e culturas” (n. 1).

Como todo anúncio do Evangelho, isso também deve ser testemunhado antes de tudo. E penso com gratidão no testemunho silencioso de muitas pessoas que, de maneiras diferentes, estão fazendo o possível para servir os doentes, os idosos, os solitários e os mais necessitados. Eles colocam em prática o Evangelho da vida, como Maria, que, aceitando o anúncio do anjo, foi ajudar sua prima Isabel, que precisava dela.

De fato, a vida que somos chamados a promover e defender não é um conceito abstrato, mas sempre se manifesta em uma pessoa em carne e osso: uma criança recém-concebida, uma pobre pessoa marginalizada, um paciente solitário e desanimado ou em estado terminal. Alguém que perdeu o emprego ou não consegue encontrar outra oportunidade, um migrante recusado ou guetizado … A vida se manifesta de modo concreto nas pessoas.

Todo ser humano é chamado por Deus para desfrutar da plenitude da vida; e sendo confiado ao cuidado materna da Igreja, toda ameaça à dignidade e à vida humana não pode deixar de afetar seu coração, em suas “vísceras maternos”. A defesa da vida para a Igreja não é uma ideologia, é uma realidade, uma realidade humana que envolve todos os cristãos, precisamente porque são cristãos e porque são humanos.

Os ataques à dignidade e à vida das pessoas continuam Infelizmente mesmo em nossa era que é a era dos direitos humanos universais; pelo contrário, somos confrontados com novas ameaças e nova escravidão, e nem sempre a legislação protege a vida humana mais fraca e vulnerável.

A mensagem da Encíclica Evangelium vitae é, portanto, mais atual do que nunca. Além das emergências, como a que estamos enfrentando, é uma questão de atuar no nível cultural e educativo para transmitir às gerações futuras a atitude de solidariedade, cuidado, acolhida, sabendo bem que a cultura da vida não é um patrimônio exclusivo dos cristãos, mas pertencem a todos aqueles que, lutando pela construção de relacionamentos fraternos, reconhecem o valor adequado de cada pessoa, mesmo quando são frágeis e sofredores.
Queridos irmãos e irmãs, toda vida humana, única e irrepetível é válida por si mesma, constitui um valor inestimável. Isso sempre deve ser anunciado novamente, com a coragem da palavra e a coragem das ações. Isso exige solidariedade e amor fraterno pela grande família humana e por cada um de seus membros.

Portanto, com São João Paulo II, que fez essa encíclica, com ele reafirmo com renovada convicção o apelo que fez a todos, vinte e cinco anos atrás: “Respeite, defenda, ame e sirva a vida, toda vida, toda vida humana ! Somente neste caminho você encontrará justiça, desenvolvimento, liberdade, paz e felicidade! ” (Enc. Evangelium vitae, 5).

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Papa e cristãos rezam o Pai-Nosso pelo fim da pandemia de coronavírus

Cristãos de todo o mundo se uniram, nesta quarta-feira, 25, para rezar, junto ao Papa Francisco, a oração do Pai-Nosso. Da Biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano, o Santo Padre iniciou a transmissão, às 12h (hora local), rogando pelo fim da pandemia: “Queridos irmãos e irmãs, hoje, nos reunimos, todos os cristãos do mundo, para rezar o Pai-Nosso, a oração que Jesus nos ensinou. Como filhos confiantes, dirigimo-nos ao Pai. Fazemos isso todos os dias, várias vezes ao dia, mas, neste momento, queremos implorar misericórdia para a humanidade duramente provada pela pandemia de coronavírus“.

O Pontífice destacou a unidade proporcionada pelo momento. “Faremos isso juntos, cristãos de cada Igreja e comunidade, de todas as tradições e de todas as idades, línguas e nações”. Francisco expôs também a intenção da oração: “Rezamos pelos doentes e suas famílias, pelos agentes de saúde e por aqueles que nos ajudam, pelas autoridades, forças de ordem e voluntários, pelos ministros e nossas comunidades”.

A Solenidade da Anunciação do Senhor, celebrada hoje, também foi recordada pelo Papa. “Hoje, muitos de nós celebram a encarnação do Verbo no seio da Virgem Maria. Quando, no seu “Eis-me aqui”, refletiu-se o “Eis-me aqui” do Filho de Deus, também nós, com plena confiança às mãos de Deus e com um só coração e uma só alma, rezamos: Pai-Nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra, como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém”.

A oração foi seguida pelo Angelus e pelo Terço conduzido pelo Cardeal Comastri na Basílica de São Pedro.

 

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Pedir ao Senhor confiança e tolerância para vencer os medos, exorta Papa

Na Missa desta quinta-feira, 26, realizada pelo Papa Francisco na Capela da Casa Santa Marta, o Pontífice rogou a Deus para que ajude a humanidade a vencer o medo neste tempo caracterizado pela pandemia do Covid-19. O Santo Padre iniciou a celebração eucarística com a seguinte prece:

“Nestes dias de tanto sofrimento, há tanto medo. O medo dos anciãos, que se encontram sozinhos, nas casas de repouso ou no hospital ou na casa deles, e não sabem o que pode acontecer. O medo dos trabalhadores sem trabalho fixo, que pensam como prover o alimento a seus filhos e veem a fome chegar. O medo de tantos agentes sociais que, neste momento, ajudam a sociedade a seguir adiante e podem pegar a doença. Também o medo – os medos – de cada um de nós: cada um sabe qual é o próprio. Rezemos ao Senhor a fim de que nos ajude a ter confiança e a tolerar e vencer os medos”.

Na homilia, comentando a primeira leitura, extraída do livro do Êxodo (Ex 32,7-14), que conta o episódio do bezerro de ouro, Francisco falou dos ídolos do coração, ídolos escondidos, muitas vezes, de modo astucioso, ressaltando que a idolatria faz homens e mulheres perderem tudo, até mesmo os próprios dons do Senhor. A idolatria leva a uma religiosidade errônea, alertou o Pontífice. Em seguida, o Papa pediu para que façam um exame de consciência para descobrirem seus ídolos escondidos. 

Íntegra da homilia

“Na primeira Leitura encontra-se a cena do amotinamento do povo. Moisés subiu ao Monte para receber a Lei: Deus a deu a ele, em pedra, escrita com seu dedo. Mas o povo se entediou e se comprimiu em torno a Aarão e disse: ‘Mas, este Moisés, faz tempo que não sabemos onde está, para onde foi e nós estamos sem guia. Faça-nos um deus que nos ajude a seguir adiante’. E Aarão, que depois será sacerdote de Deus, mas ali foi sacerdote da estupidez, dos ídolos, disse: ‘Sim, deem-me todo o ouro e a prata que têm’, e eles deram tudo e fizeram aquele bezerro de ouro.

No Salmo, ouvimos o lamento de Deus: ‘Construíram um bezerro no Horeb e adoraram uma estátua de metal; eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, pela imagem de um boi que come feno’. E aí, neste momento, quando começa a Leitura: ‘O Senhor disse a Moisés: ‘Vai, desce, pois se corrompeu o teu povo, que tiraste da terra do Egito. Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, inclinaram-se em adoração diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: ‘Estes são os teus deuses, Israel, que te fizeram sair do Egito!’”. Uma verdadeira apostasia! Do Deus vivo à idolatria. Não teve paciência para esperar que Moisés retornasse: queriam novidades, queriam algo, espetáculo litúrgico, alguma coisa…

Gostaria de acenar algumas coisas sobre isso: Em primeiro lugar, aquela saudade idolátrica: neste caso, pensava nos ídolos do Egito, mas a saudade de voltar aos ídolos, voltar ao pior, não saber esperar o Deus vivo. Essa saudade é uma doença, também nossa. Inicia-se a caminhar com o entusiasmo de ser livres, mas depois começam as lamentações: ‘Mas sim, este é um momento duro, o deserto, tenho sede, quero água, quero carne… mas, no Egito, comíamos as cebolas, as coisas boas, e aqui não se tem…’ Sempre a idolatria é seletiva: leva você a pensar nas coisas boas que lhe dá, mas não o deixa enxergar as coisas ruins. Neste caso, eles pensavam como era quando estavam à mesa, com essas refeições tão boas das quais gostavam tanto, mas esqueciam que aquela mesa era a mesa da escravidão.

Depois, outra coisa: a idolatria faz você perder tudo. Aarão, para fazer o bezerro, pede ouro: ‘Deem-me ouro e prata’: mas era o ouro e a prata que o Senhor tinha dado a eles, quando lhes disse: ‘Peçam ouro emprestado aos egípcios’, e depois foram embora com o ouro. É um dom do Senhor e com o dom do Senhor fazem o ídolo. E isso é muito feio. Mas esse mecanismo acontece também conosco: quando temos atitudes que nos levam à idolatria, somos apegados a coisas que nos distanciam de Deus, porque nós fazemos outro deus e o fazemos com os dons que o Senhor nos deu. Com a inteligência, com a vontade, com o amor, com o coração… são os próprios dons do Senhor que nós usamos para fazer a idolatria.

Sim, alguém de vocês pode me dizer: ‘Mas eu não tenho ídolos em casa. Tenho o Crucifixo, a imagem de Nossa Senhora, que não são ídolos…’ – Não, não: no seu coração. E a pergunta que hoje devemos fazer é: qual é o ídolo que você tem no seu coração, no meu coração. Aquela saída escondida onde me sinto bem, que me distancia do Deus vivo. E nós temos também um atitude, com a idolatria, muito astuto: sabemos esconder os ídolos, como fez Raquel quando fugiu de seu pai e os escondeu na sela do camelo e entre as roupas. Também nós, entre as nossas roupas do coração, escondemos muitos ídolos.

A pergunta que gostaria de fazer hoje é: qual é o meu ídolo? Aquele meu ídolo do mundanismo… e a idolatria chega também à piedade, porque eles queriam o bezerro de ouro não para fazer um circo: não. Para fazer adoração. ‘Prostraram-se diante dele’. A idolatria leva você a uma religiosidade errônea, aliás, muitas vezes, o mundanismo, que é uma idolatria, faz você mudar a celebração de um sacramento numa festa mundana. Um exemplo: não sei, penso, pensemos, não sei, uma celebração de casamento. Você não sabe se é um sacramento onde realmente os recé

m-casados dão tudo e se amam diante de Deus e prometem ser fiéis diante de Deus e recebem a graça de Deus, ou se é uma exposição de modelos, como um e o outro estão vestidos e o outro… o mundanismo. É uma idolatria. Isso é um exemplo. Porque a idolatria não se cessa: segue sempre adiante.

Hoje, a pergunta que eu gostaria de fazer a todos nós, a todos: quais são os meus ídolos? Cada um tem os seus. Quais são os meus ídolos. Onde os escondo. E que o Senhor não nos encontre, no final da vida, e diga de cada um de nós: ‘Você se corrompeu. Você se distanciou do caminho que eu tinha indicado. Você se prostrou diante de um ídolo’. Peçamos ao Senhor a graça de conhecer nossos ídolos. E se não podemos expulsá-los, ao menos os coloquemos de lado…”

Adoração e a bênção eucarística

Por fim, o Papa terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Santo Padre:

“Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!”.

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo, foi entoada a antiga antífona mariana Ave Regina Caelorom (“Ave Rainha dos Céus”).

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Qual o lugar da caridade em tempos de coronavírus?

Caros irmãos e irmãs, estamos diante de uma emergência devido ao Coronavírus. Emergência, palavra de origem latina “emergere”, que se refere a um evento imprevisto que se apresenta diante de nós e requer atenção. Para nós, as emergências não são uma novidade. Todos os anos sofremos com terremotos, furacões, inundações, secas e doenças. A atual emergência do Covid19 chama-se pandemia, a partir de duas palavras gregas: “pan”, que significa “todos” e “demo”, que significa “povo ou população”. A pandemia atinge todas ou quase todas as pessoas. Podemos dizer que o Covid19 é uma emergência geral ou universal. Atinge quase todos nós. E requer uma resposta por parte de todos nós.

Durante as emergências, pensamos instintivamente antes de tudo a nós mesmos, às nossas famílias e às pessoas que estão perto de nós. Faremos tudo o que pudermos para protegê-los. Mesmo sendo uma reação fundamentalmente boa, devemos estar atentos para não pensarmos só em nós mesmos. Devemos evitar que o medo nos torne cegos às necessidades dos outros, necessidades que são as mesmas que temos. Devemos evitar que a ânsia acabe com a autêntica preocupação pelo próximo. Em uma emergência, emerge o verdadeiro coração de uma pessoa. De uma emergência que atinge todas as pessoas (pandemia) esperamos ver uma emergência pandêmica de cura, compaixão e amor. Uma crise de emergência que surge inesperadamente só pode ser enfrentada com uma idêntica “erupção” de esperança. A difusão pandêmica de um vírus deve produzir um “contágio” pandêmico de caridade. A história julgará a nossa geração em base à força do amor desinteressado que nesta emergência comum será gerado e será difundido, ou senão por não ter conseguido fazê-lo. Agradecemos as pessoas heroicas cujo amor e coragem já foram fontes de curas e de esperanças nestas últimas semanas.

Os especialistas dizem que devemos lavar as mãos para evitar o contágio do vírus e evitar a sua difusão. No Processo de Jesus, Pôncio Pilatos “mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: ‘Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. A responsabilidade é vossa!’ (Mateus 27, 24). Devemos lavar as mãos, mas não como Pilatos. Não podemos lavar as mãos da nossa responsabilidade para com os pobres, os idosos, os desempregados, os refugiados, os sem-teto, os profissionais da saúde, todas as pessoas, da Criação e das gerações futuras. Rezemos, através da força do Espírito Santo, para que possa surgir um amor genuíno em todos os corações humanos para enfrentar esta emergência comum”.

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Decreto de Dom Moacir suspendendo as celebrações litúrgicas com a presença de fiéis na Diocese

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Após suspensão de missas presenciais na Diocese, Catedral de Votuporanga transmitirá missa ao vivo aos domingos nos meios de comunicação

O Bispo Dom Moacir Aparecido de Freitas decretou nesta sexta-feira (20/3) a suspensão de todas as celebrações litúrgicas na Diocese de Votuporanga, inclusive as missas com participação dos fiéis. A determinação foi divulgada para que a Igreja contribua na prevenção ao Covid-19 (Coronavírus).
Desta forma, a Catedral Nossa Senhora Aparecida transmitirá ao vivo, aos domingos, a missa das 7h30, nas plataformas digitais da paróquia, bem como na TV Unifev (Canal 53). O Padre Gilmar Margotto, pároco da Catedral, afirmou que “a suspensão é por tempo indeterminado. Neste período também divulgaremos vídeos diariamente para os fiéis. Continuo em oração por todos e cada um”.
O Escritório Paroquial, localizado na Rua São Paulo, 3.577, em Votuporanga, segue com atendimentos telefônicos (17) 3421-624, e presenciais com extremo cuidado sanitário, até ordem específica da Cúria Diocesana.
O Decreto publicado nesta sexta-feira para o aperfeiçoamento da contribuição da Igreja diocesana na prevenção ao Covid-19 (Coronavírus) é válido em todo o território diocesano, por um prazo de 30 dias, podendo ser estendido, ou até determinação contrária. “Os passos de contingenciamento de nossas atividades são para contribuir para a prevenção de um colapso no nosso já precário sistema de saúde, que corre alto risco de não conseguir atender, com leitos hospitalares, todos os infectados que necessitarem de internação”, afirmou o Bispo Dom Moacir Aparecido de Freitas.

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Confira dias e horários das missas transmitidas pelas emissoras de TV de inspiração católica

A pandemia do novo coronavírus fez com que uma mudança de hábitos fosse imposta ao povo brasileiro. Em nome da preservação da saúde, do cuidado com o dom da vida, a orientação das autoridades de Saúde acolhidas pela Igreja é que sejam evitadas aglomerações e mantido o isolamento social. Essas medidas impactam, principalmente os mais idosos, na participação da Santa Missa. Na impossibilidade de participação presencial, as celebrações pelos meios de comunicação ganham mais relevância.

Missas nos meios de comunicação

A Pastoral da Comunicação (Pascom-Brasil) fez um levantamento junto às emissoras de televisão de inspiração católica para divulgar dias e horários das missas televisionadas (confira abaixo). Algumas destas emissoras também oferecem a transmissão pela internet.

O assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Leonardo José Pinheiro, recorda que há na orientação dos bispos, ao acolher as indicações das autoridades e profissionais da saúde, a dispensa da obrigatoriedade de participar fisicamente das celebrações dominicais nas comunidades. As missas nos meios de comunicação, segundo padre Leonardo, “se tornam, ainda mais neste momento, instrumentos eficazes de ‘reunir’ todos, cada um em suas casas, sobretudo os idosos, em torno da Palavra de Deus”.

Outra forma de estar em oração e em sintonia com a Igreja é por meio da meditação da Liturgia Diária sozinho ou em família: “mas é bom lembrar, sem aglomerações ou sem reunir gente de fora”, destaca padre Leonardo. Neste Tempo da Quaresma, além da liturgia do dia, é possível intensificar a leitura e meditação da Palavra de Deus, o terço e a Via Sacra.

Comunhão Espiritual

“Todos são chamados, mesmo não comungando concretamente como fariam se estivessem nas celebrações, a fazer sua comunhão espiritual, isto é, no momento da comunhão em suas casas unirem seu coração com toda a igreja cultivando no coração o desejo de estar recebendo o corpo do Senhor e juntando sua prece às preces de toda a Igreja, sobretudo para que se supere logo este momento da pandemia que estamos enfrentando. Estaremos assim unidos pela força da fé e pelas ondas dos meios de comunicação”, orienta o assessor da Comissão para a Liturgia da CNBB.

Restrições a aglomerações

Em todo o Brasil, já são oito arquidioceses e 18 dioceses que suspenderam celebrações com massas de fiéis, de modo especial nas regiões Sudeste e Sul. No estado de Santa Catarina, a restrição por ordem governamental atingiu todas as dioceses e a arquidiocese de Florianópolis.

Mesmo sem restrições, regionais, arquidioceses e dioceses do Brasil têm divulgado orientações aos fiéis de como proceder durante a pandemia, além de terem cancelado eventos já marcados.

Emissoras e horários de missas

TV Horizonte
Domingo: 8h e 15h
Segunda a sexta-feira: 9h e 15h
Sábado: 15h

TV Imaculada
Domingo: 7h
Segunda a sábado: 7h

TV Aparecida
Domingo: 8h e 18h (Missa de Aparecida)
Segunda a sexta-feira: 6h45, 9h e 18h (Missa de Aparecida)
Sábado: 6h45 (Missa de Bom Jesus da Lapa) / 9h e 18h (Missa de Aparecida)

TV Evangelizar
Domingo: 08h, 11h e 18h
Segunda, terça e quarta-feira: 07h30, 12h e 16h30
Quinta-feira: 07h30, 12h e 20h
Sexta-feira: 07h30, 12h e 19h
Sábado: 19h

TV Canção Nova
Domingo a Domingo – 7h (Santuário Pai das Misericórdias)
Segunda-feira: 7h (Santuário), 15h30 (Santuário), 19h30 (SP – Paróquia Santa Cândida)
Terça, quarta e sexta-feira: 7h e 20h (Santuário)
Quinta: 7h, 16h30 (Santuário) e 20h (TV CN de Aracaju) [nesta quinta-feira, será às 19h30]

Rede Nazaré
Domingo: 7h, 10h e 18h
Segunda a sexta-feira: 7h, 12h e 18h
Sábado: 9h e 12h

Via CNBB

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Papa reza pelos que morreram por causa do coronavírus

O Papa Francisco direcionou seu pensamento durante a missa desta quarta-feira, 18, para aqueles que estão sofrendo em razão da pandemia de coronavírus. A intenção de oração do foi para os que perderam a vida. “Rezemos hoje pelos defuntos, aqueles que por causa do vírus perderam a vida; de modo especial, gostaria que rezássemos pelos agentes de saúde que morreram estes dias. Deram a vida no serviço aos doentes”, rogou.

Na homilia realizada na capela da Casa Santa Marta, o Pontífice refletiu sobre o Evangelho do dia e afirmou: Deus é próximo de seu povo neste momento difícil e pede que todos estejam próximos uns dos outros. 

Íntegra da homilia

“O tema de ambas as leituras de hoje é a Lei. A Lei que Deus dá a seu povo. A Lei que o Senhor quis dar-nos e que Jesus quis levá-la à máxima perfeição. Mas tem uma coisa que chama a atenção: o modo em que Deus dá a Lei.

Diz Moisés: “De fato, qual grande nação tem deuses tão próximos de si como está de nós o Senhor, nosso Deus, cada vez que O invocamos?” O Senhor dá a Lei a seu povo com uma atitude de proximidade. Não são prescrições de um governante, que pode estar distante, ou de um ditador… Não: é a proximidade; e nós sabemos pela revelação que é uma proximidade paterna, de pai, que acompanha o seu povo dando-lhe o dom da Lei. O Deus próximo. “De fato, qual grande nação tem deuses tão próximos de si como está de nós o Senhor, nosso Deus, cada vez que O invocamos?”

O nosso Deus é o Deus da proximidade, é um Deus próximo, que caminha com o seu povo. Aquela imagem no deserto, no Êxodo, a nuvem, a coluna de fogo para proteger o povo: caminha com o seu povo. Não é um Deus que deixa as prescrições escritas, “e segue adiante”. Faz as prescrições, as escreve na pedra com as próprias mão, as dá a Moisés, as entrega a Moisés, mas não deixa as prescrições e vai embora: caminha, é próximo. “Qual nação tem um Deus tão próximo?” É a proximidade. O Nosso Deus é um Deus da proximidade.

E a primeira resposta do homem, nas primeiras páginas da Bíblia, são duas atitudes de não proximidade. Nossa resposta é sempre distanciar-nos, distanciamo-nos de Deus. Ele se faz próximo e nós nos distanciamos. Aquelas duas primeiras páginas, a primeira atitude de Adão, com a mulher, é esconder-se: escondem-se da proximidade de Deus, têm vergonha, porque pecaram, e o pecado nos leva a esconder-nos, a não querer a proximidade. E muitas vezes, a fazer uma teologia somente pensada “no juiz”, e por isso me escondo: tenho medo.

A segunda atitude, humana, à proposta desta proximidade de Deus é matar. Matar o irmão. “Eu não sou o guardião de meu irmão”. Duas atitudes que eliminam toda proximidade. O homem rejeita a proximidade de Deus, ele quer ser dono das relações e a proximidade sempre traz consigo alguma fraqueza. O “Deus próximo” se faz fraco, e quanto mais se faz próximo, mas fraco parece. Quando vem até nós, a habitar conosco, se faz homem, um de nós: se faz fraco e carrega a fraqueza até à morte e a morte mais cruel, a morte dos assassinos, a morte dos maiores pecadores. A proximidade humilha Deus. Ele se humilha para estar conosco, para caminhar conosco, para ajudar-nos.

O “Deus próximo” nos fala de humildade. Não é um “grande Deus”, aí… Não. É próximo. É de casa. E vemos isso em Jesus, Deus feito homem, próximo a seus discípulos até à morte: os acompanha, os ensina, os corrige com amor… Pensemos, por exemplo, na proximidade de Jesus aos discípulos angustiados de Emaús: estavam angustiados, estavam derrotados e Ele se aproxima lentamente, para fazer-lhes entender a mensagem de vida, de ressurreição.

O nosso Deus é próximo e pede a nós para ser próximos, um do outro, a não distanciar-nos entre nós. E neste momento de crise pela pandemia que estamos vivendo, esta proximidade nos pede para ser ainda mais manifestada, ainda mais vista. Nós não podemos, talvez, aproximar-nos fisicamente por medo do contágio, mas sim, despertar em nós uma atitude de proximidade entre nós: com a oração, com a ajuda, tantos modos de proximidade. E por qual motivo devemos ser próximos um do outro? Porque o nosso Deus é próximo, quis acompanhar-nos na vida. É o Deus da proximidade. Por isso, nós não somos pessoas isoladas: somos próximos, porque a herança que recebemos do Senhor é a proximidade, ou seja, o gesto da proximidade.

Peçamos ao Senhor a graça de ser próximos, um do outro; não esconder-se um do outro; não lavar-se as mãos, como fez Caim, do problema do outro: não. Próximos. Proximidade. “De fato, qual grande nação tem deuses tão próximos de si como está de nós o Senhor, nosso Deus, cada vez que O invocamos?”

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Papa ressalta gestos de misericórdia e amor ao próximo

O Papa Francisco celebrou nesta quarta-feira, 18, a tradicional Catequese e mais uma vez de dentro da Biblioteca Vaticana, porém com este forte convite a viver esse momento de provação, de dificuldade, com o coração em Deus e gestos de amor ao próximo.

Veja abaixo na íntegra a Catequese do Papa:

CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO
Praça São Pedro– Vaticano
Quarta-feira, 18 de março de 2020

Boletim da Santa Sé
Tradução: Liliane Borges (Canção Nova)

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje nos concentramos na quinta bem-aventurança, que diz: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia” (Mt 5,7). Nesta bem-aventurança há uma particularidade: é a única em que coincidem a causa e o fruto da felicidade, a misericórdia. Aqueles que exercitam misericórdia encontrarão misericórdia, serão “misericordiosos”.

Este tema da reciprocidade do perdão não está presente apenas nesta bem-aventurança, mas é recorrente no Evangelho. E como poderia ser de outra maneira? A misericórdia é o próprio coração de Deus! Jesus diz: «Não julgueis e não sereis julgado; não condeneis e não sereis condenado; perdoai e sereis perdoados (Lc 6,37)¨. Sempre a mesma reciprocidade. E a Carta de Tiago afirma que “a misericórdia triunfa sobre o julgamento (2,13).”

Mas é sobretudo no Pai Nosso que rezamos: “Perdoai-nos as nossas dívidas, como também perdoamos os nossos devedores” (Mt 6,12); e esta questão é a única retomada no final: “Se de fato você perdoa os pecados dos outros, seu Pai do céu também vos perdoará; mas se você não perdoa aos outros, seu Pai também não perdoará seus pecados “(Mt 6: 14-15; cf. Catecismo da Igreja Católica, 2838)

Há duas coisas que não podem ser separadas: perdão dado e perdão recebido. Mas muitas pessoas sentem dificuldade, elas não conseguem perdoar. Tantas vezes o mal recebido é tão grande que ser capaz de perdoar assemelha subir uma montanha muito alta: um esforço enorme; e pensa-se: não pode ser feito, isto não pode ser feito. Esse fato de reciprocidade de misericórdia indica que precisamos reverter a perspectiva. Sozinho não podemos, é preciso a graça de Deus, devemos pedi-la. De fato, se a quinta bem-aventurança promete a misericórdia e, no Pai Nosso, pedimos a remissão de dívidas, isso significa que somos essencialmente devedores e precisamos encontrar misericórdia!

Estamos todos em dívida. Todos. Diante de Deus, que é tão generoso, e diante dos irmãos. Cada pessoa sabe que não é o pai ou a mãe que deveria ser, o noivo ou a noiva, o irmão ou a irmã que deveria ser. Estamos todos “em déficit” na vida. E precisamos de misericórdia. Sabemos que também fizemos o mal, sempre falta algo do bem que deveríamos ter feito

Mas precisamente essa nossa pobreza se torna a força para perdoar! Somos devedores e, como ouvimos no início, seremos medidos pela medida com a qual medimos os outros (cf. Lc 6,38), então devemos ampliar a medida e perdoar as dívidas, perdoar. Todos devem se lembrar de que precisam perdoar, precisam de perdão, precisam de paciência; este é o segredo da misericórdia: ao perdoar, se é perdoado. Portanto, Deus nos precede e nos perdoa primeiro (cf. Rm 5, 8). Ao receber seu perdão, nós, por sua vez, nos tornamos capazes de perdoar. Assim, a própria miséria e falta de justiça tornam-se uma oportunidade de se abrir para o reino dos céus, em maior medida, a medida de Deus, que é misericórdia.

De onde vem nossa misericórdia? Jesus nos disse: “Sejais misericordiosos, como vosso Pai é misericordioso (Lc 6:36)”. Quanto mais você acolhe o amor do Pai, mais você ama (cf. CCC, 2842). A misericórdia não é uma dimensão entre outras, mas é o centro da vida cristã: não há cristianismo sem misericórdia. [1] Se todo o nosso cristianismo não nos leva à misericórdia, seguimos o caminho errado, porque a misericórdia é o único objetivo verdadeiro de todo caminho espiritual. É um dos mais belos frutos da caridade (cf. CCC, 1829)

Lembro que esse tema foi escolhido desde o primeiro Angelus que eu tive que rezar como Papa: a misericórdia. E isso permaneceu muito impresso em mim, como uma mensagem que, como Papa, eu deverei sempre transmitir, uma mensagem que deve ser cotidiana: misericórdia. Lembro-me daquele dia em que também tive a atitude um pouco “sem pudor” de fazer publicidade de um livro sobre misericórdia, recém publicado pelo cardeal Kasper. E naquele dia senti muito forte que esta é a mensagem que devo transmitir, como bispo de Roma: misericórdia, misericórdia, por favor, perdão

A misericórdia de Deus é nossa libertação e a nossa felicidade. Vivemos de misericórdia e não podemos nos permitir estar sem misericórdia: é o ar para respirar. Somos pobres demais para estabelecer condições, precisamos perdoar, porque precisamos ser perdoados. Obrigado!

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Vaticano concede indulgência plenária aos infectados pelo coronavírus

A Penitenciaria Apostólica publicou, nesta sexta-feira, 20, um decreto com o qual concede a indulgência plenária aos fiéis infectados pelo coronavírus, bem como aos profissionais de saúde, familiares e todos aqueles que, em qualquer modo, mesmo em oração, cuidam dos doentes. O decreto foi assinado pelo cardeal penitenciário maior, Dom Mauro Piacenza.

Para obter a indulgência plenária, pacientes com coronavírus, pacientes em quarentena, profissionais de saúde e familiares que se expõem ao risco de contágio para ajudar os afetados pelo Covid-19, devem recitar o Creio, o Pai Nosso e uma Ave-Maria.

Os outros terão a escolha entre as opções: visitar o Santíssimo Sacramento ou a adoração eucarística ou ler as Sagradas Escrituras por pelo menos meia hora, ou recitar o Rosário, a Via Crucis ou recitar o Terço da Divina Misericórdia, pedindo Deus, a cessação da epidemia, o alívio para os doentes e a salvação eterna dos mortos.

A indulgência plenária também pode ser obtida pelos fiéis que, no momento da morte, não puderem receber o sacramento da Unção dos Enfermos e o Viático. Neste caso, recomenda-se o uso do crucifixo.

Quanto à absolvição coletiva – explica a Penitenciária – “o sacerdote é obrigado a avisar, dentro dos limites do possível, o bispo diocesano ou, se não puder, a informá-lo o mais breve possível”. De fato, cabe sempre ao bispo diocesano – sublinha a nota – “determinar, no território de sua circunscrição eclesiástica e em relação ao nível de contágio pandêmico, os casos de séria necessidade em que é permitido dar absolvição coletiva: por exemplo, na entrada enfermarias hospitalares, onde se encontram os fiéis infectados em perigo de morte.

A Penitenciaria também pede para avaliar “a necessidade e a oportunidade de estabelecer, quando necessário, de acordo com as autoridades de saúde, grupos de ‘capelães extraordinários de hospitais’, também de forma voluntária e em conformidade com as regras de proteção contra o contágio, para garantir a necessária assistência espiritual aos enfermos e moribundos ”.

Além disso o decreto recorda que onde “os fiéis se encontram na dolorosa impossibilidade de receber a absolvição sacramental”, a contrição perfeita, vinda do amor de Deus, expressa por um sincero pedido de perdão (aquilo que no momento o penitente é capaz de se expressar) e acompanhado pela firme resolução de recorrer à confissão sacramental o mais rápido possível, obtém perdão dos pecados, até mortais, conforme indicado pelo Catecismo da Igreja Católica (n. 1452 ).

Na conclusão, o decreto destaca que neste tempo a Igreja experimentou o poder da Comunhão dos Cantos,e assim “eleva orações ao seu Senhor crucificado e ressuscitado, em particular o sacrifício da Santa Missa, celebrado diariamente, mesmo sem pessoas, pelos sacerdotes”. A Igreja implora ao Senhor, reitera o decreto, que a “humanidade se liberte desse flagelo, invocando a intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Misericórdia e Saúde dos Enfermos, e de seu Esposo São José, sob cujo patrocínio a Igreja sempre andou pelo mundo “.

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Vaticano indica medidas cautelares durante a confissão

A Penitenciaria Apostólica esclareceu, por meio de uma nota, nesta sexta-feira, 20, as disposições para celebrar o sacramento da Penitência neste tempo de pandemia. O documento da trata da absolvição coletiva e traz orientações para as confissões individuais. 

Segue, na íntegra, o comunicado:

Nota da Penitenciária Apostólica sobre o Sacramento da Reconciliação na atual situação de pandemia

A gravidade das circunstâncias atuais exige uma reflexão sobre a urgência e centralidade do sacramento da Reconciliação, juntamente com alguns esclarecimentos necessários, tanto para os fiéis leigos quanto para os ministros chamados a celebrar o sacramento.

Mesmo no tempo de Covid-19, o sacramento da reconciliação é administrado de acordo com a lei canônica universal e de acordo com as disposições do Ordo Paenitentiae.

A confissão individual representa a maneira comum para celebrar este sacramento (cf. cân. 960 CIC), enquanto a absolvição coletiva, sem prévia confissão individual, não pode ser comunicada, a menos que ocorra o perigo iminente de morte. tempo suficiente para ouvir as confissões de penitentes individuais (cf. cân. 961, § 1 CIC), ou uma necessidade grave (cf. cân. 961, § 1, 2 ° CIC), cuja consideração pertence ao bispo diocesano, levando em consideração os critérios acordados com os demais membros da Conferência Episcopal (cf. cân. 455, § 2 CIC) e sem prejuízo da necessidade de absolvição válida do votum sacramenti pelo penitente, ou seja, o propósito de confessar a em devido tempo, os pecados graves individuais, que no momento não era possível confessar (cf. cân. 962, § 1 CIC).

Esta Penitenciária Apostólica afirma que, especialmente nos locais mais afetados pelo contágio da pandemia e até que o fenômeno termine, se recorra aos casos de grave necessidade mencionados no cânon 961, § 2 CIC.

Qualquer outra especificação é delegada pelo direito aos bispos diocesanos, sempre levando em consideração o bem supremo da salvação das almas (cf. cân. 1752, CIC).

No caso de apresentar-se súbita necessidade de conceder a absolvição sacramental a vários fiéis juntos, o padre é obrigado a avisar o bispo diocesano, na medida do possível, ou, se não puder, informá-lo o mais rápido possível (cf. Ordo Paenitentiae, n 32)

Na atual emergência pandêmica, cabe ao bispo diocesano indicar aos padres e penitentes as atenções prudentes a serem adotadas na celebração individual da reconciliação sacramental, como a celebração em um local ventilado fora do confessionário, a adoção de uma distância conveniente, o uso de máscaras protetoras sem prejuízo da atenção absoluta prestada à salvaguarda do selo sacramental e à discrição necessária

Além disso, cabe sempre ao bispo diocesano determinar, no território de sua circunscrição eclesiástica e em relação ao nível de contágio pandêmico, os casos de séria necessidade em que é permitido dar absolvição coletiva: por exemplo, na entrada das enfermarias hospitalares, onde estão localizadas hospitalizou os fiéis infectados em perigo de morte, utilizando os meios de amplificação da voz o máximo possível e com as devidas precauções, para que a absolvição possa ser ouvida.

Considerar a necessidade e a oportunidade de estabelecer, quando necessário, de acordo com as autoridades de saúde, grupos de “capelães extraordinários de hospital”, também de forma voluntária e em conformidade com as regras de proteção contra o contágio, para garantir a assistência espiritual necessária para doente e moribundo

Onde os fiéis se encontravam na dolorosa impossibilidade de receber a absolvição sacramental, recorda-se que a contrição perfeita, vinda do amor de Deus amado acima de tudo, expressa por um sincero pedido de perdão (aquilo em que o penitente está atualmente capaz de expressar) e acompanhada pelo votum confessionis, ou seja, pela firme resolução de recorrer à confissão sacramental o mais rápido possível, para obter perdão dos pecados, até mortais (cf. CCC, n. 1452).

Nunca como neste tempo a Igreja experimentou o poder da comunhão dos santos, eleva votos e orações a seu Senhor Crucificado e Ressuscitado, em particular o Sacrifício da Santa Missa, celebrado diariamente, mesmo sem povo, pelos sacerdotes.

Como boa mãe, a Igreja implora ao Senhor que a humanidade se liberte desse flagelo, invocando a intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Misericórdia e Saúde dos Enfermos, e de seu esposo São José, sob cuja proteção a Igreja sempre caminha pelo mundo.

Que Maria Santíssima e São José obtenham abundantes graças de reconciliação e salvação, em atenta escuta da Palavra do Senhor, que repete hoje à humanidade: “Saibam que eu sou Deus” (Sl 46,11), “Estou convosco todos os dias »(Mt 28,20).

Dado em Roma, a partir da sede da Penitenciária Apostólica, em 19 de março de 2020,
Solenidade de São José, Esposo do B.V. Maria, patrono da Igreja Universal.
Mauro Card. Piacenza
Penitenciário Maior

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Papa reza pelos médicos e agentes de saúde que estão dando a própria vida

O Papa celebrou a Missa na Casa Santa Marta na manhã desta sexta-feira, 20, recordando o grande trabalho que os médicos e agentes de saúde estão fazendo, especialmente nas áreas mais atingidas pelo Covid-19.

Ontem recebi uma mensagem de um sacerdote bergamasco, pedindo para rezar pelos médicos de Bérgamo, Treviglio, Bréscia, Cremona, que estão trabalhando no limite de suas forças; eles estão dando suas próprias vidas para ajudar os doentes, para salvar a vida dos outros. E também peçamos pelas autoridades; não é fácil para eles gerir esse momento, e muitas vezes sofrem com incompreensões. Médicos, funcionários de hospitais, voluntários da saúde ou as autoridades, neste momento são colunas que nos ajudam a seguir em frente e nos defendem nesta crise. Rezemos por eles.

Rezar pelos médicos e agentes de saúde

Ao comentar a primeira leitura, extraída do Livro do Profeta Oséias (Os 14: 2-10), Francisco nos exorta a nos dirigirmos a Deus não como se fosse a um juiz, mas como um Pai bom, que ama e perdoa sempre. Neste sentido, recordando o que diz o Catecismo, explica como é possível confessar, quando não a situação não permite encontrar um sacerdote.

Segue o texto da homilia na íntegra, segundo nossa transcrição:

Quando leio ou ouço essa passagem do Profeta Oséias que ouvimos na Primeira Leitura [que diz]: ” Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus”, quando a ouço, lembro-me de uma canção que há 75 anos Carlo Buti cantava e que nas famílias italianas em Buenos Aires as pessoas ouviam com grande prazer: “Volte para o teu pai. Ele ainda cantará para ti a canção de ninar.” Volta: mas é o teu pai que te diz para voltar. Deus é o teu pai; não é o juiz, é o teu pai: “Volta para casa, escuta venha”.

E essa recordação – eu era menino – me leva imediatamente ao pai do capítulo 15 de Lucas, aquele pai que diz: “Estava ainda longe, quando seu pai o viu”, aquele filho que tinha ido embora com todo o dinheiro e o desperdiçou. Mas, se o vê de longe, é porque esperava por ele. Subia ao terraço – quantas vezes por dia! – por dias e dias, meses, anos, quem sabe, esperando o filho. O vê de longe. Volta para o teu pai, volta para o teu pai. Ele te espera. É a ternura de Deus que nos fala, especialmente na Quaresma. É o momento de entrar em nós mesmos e recordar o Pai, ou voltar para ele.

“Não, pai, tenho vergonha de voltar porque … Você sabe pai, fiz muitas coisas, eu aprontei muito …”. O que o Senhor diz? “Volta, eu te curarei da tua infidelidade, te amarei profundamente, porque minha ira se afastou. Eu serei como orvalho; florescerás como um lírio e lançarás raízes como uma árvore do Líbano”. Volta para teu pai que te espera. O Deus da ternura nos curará; nos curará das tantas, tantas feridas na vida e das tantas coisas ruins que aprontamos. Cada um tem as suas!

Mas pensar isso: retornar a Deus é retornar ao abraço, ao abraço de pai. E pensar naquela outra promessa que Isaías faz: “Se vossos pecados forem escarlates, se tornarão brancos como a neve”. Ele é capaz de nos transformar, Ele é capaz de mudar o coração, mas precisamos dar o primeiro passo: voltar. Não é ir para Deus, não: é voltar para casa.

E a Quaresma sempre tem por objetivo essa conversão do coração que, no costume cristão, ganha forma no Sacramento da Confissão. É o momento para – eu não sei se [para] “acertar as contas”, não gosto disso – deixar Deus nos embranquecer, Deus nos purificar, Deus nos abraçar.

Sei que muitos de vocês, na Páscoa, vão se confessar para se encontrarem com Deus. Mas muitos me diriam hoje: “Mas padre, onde posso encontrar um sacerdote, um confessor, por que não podemos sair de casa? E eu quero fazer as pazes com o Senhor, eu quero que ele me abrace, que meu pai me abrace … Como posso fazer se não encontro sacerdotes?”. Faz o que o diz Catecismo. É muito claro: se não encontras um sacerdote para confessar, fale com Deus, Ele é teu pai, e diga a Ele a verdade: “Senhor, aprontei isso, isso, isso … Perdoa-me”, e peça perdão a Ele de todo coração, com o Ato de Contrição e prometa a Ele: “Depois vou me confessar, mas me perdoe agora”. E imediatamente voltarás à graça de Deus. Tu mesmo podes aproximar-te – como nos ensina o Catecismo – ao perdão de Deus, se não tem à mão um sacerdote. Mas pensem: é o momento! E este é o momento correto, o momento oportuno. Um Ato de Contrição bem feito, e assim nossa alma se tornará branca como a neve.

Seria belo se hoje ecoasse em nossos ouvidos esta frase: “Volta para o teu pai, volta para o teu pai”. Ele te espera e fará festa para ti.

Também hoje, Francisco encerrou a celebração com a Adoração e Bênção Eucarística, convidando a fazer a comunhão espiritual:

Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no vosso e na Vossa santa presença. Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor, desejo receber-vos na pobre morada que meu coração vos oferece. À espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Eu vos amo. Assim seja.

Via Vatican News

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Diocese de Votuporanga suspende Mutirão de Confissões 2020

Diante da proliferação dos casos da Covid-19 (Coronavírus) no mundo e no Brasil, bem como sua capacidade de transmissão e diante dos Planos de Contingência do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde e Secretarias e Diretórios Municipais que corroboram para evitar um colapso no Sistema de Saúde, o Bispo da Diocese de Votuporanga, Dom Moacir Aparecido de Freitas decretou, em 14 de março de 2020, a suspensão de Mutirões de Confissões nas Regiões Pastorais.
Desta forma, foi autorizado, durante o período quaresmal, de acordo com o Cân. 961 e o Catecismo da Igreja, nº 1482-1483, a Celebração do Rito para a Reconciliação de Vários Penitentes com Confissão e Absolvição Geral (Ritual da Penitência, pág. 77), visto que os sacerdotes, que além de vítimas, se assintomáticos, podem ser agentes de transmissão do vírus.
Consta ainda no Decreto a suspensão nas celebrações, e em outras reuniões, os cumprimentos de “boas-vindas”, o abraço da paz e o costume de rezar o Pai Nosso de mãos dadas; a Sagrada Comunhão seja distribuída aos fiéis apenas sob a espécie de pão e obrigatoriamente na mão; devem ser esvaziados os recipientes de água benta nos templos; que os Padres e Ministros da Eucaristia, levando em conta todas as medidas e precauções de higiene e bom senso, “tenham a coragem de sair e ir até os enfermos levando a força da Palavra de Deus e a Eucaristia” (Papa Francisco); ficam suspensas as reuniões de fiéis diocesanas e regionais que serão posteriormente remarcadas.
A medida ainda atende o apelo da Campanha da Fraternidade deste ano sobre o cuidado com a vida em todas as suas dimensões, atentando que todos somos responsáveis por orientar, com amor e serenidade, o Povo de Deus e evitar situações e circunstâncias que facilitem a transmissão do Coronavírus. “Que estas medidas sejam vistas como mais um gesto de amor para com o próximo e não simplesmente como um ato de isolamento social. Reafirmo o nosso compromisso em colaborar com a sociedade civil na preservação da vida em todas as suas instâncias”, afirmou Dom Moacir Aparecido de Freitas.
O Decreto tem prazo indeterminado até determinação contrária da Diocese de Votuporanga.

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9 mulheres que foram exemplares para a Igreja e o mundo

Há quem diga que a mulher não tem papéis importantes na Igreja. Entretanto, desde o início do cristianismo até a atualidade, Deus suscitou mulheres que orientaram o Povo de Deus, influenciando também no curso do Papado. Conheça 9 mulheres que foram exemplares para a Igreja.

1. A Virgem Maria

“Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou” (Jo 2,4), disse Jesus à sua Mãe nas Bodas de Caná, em um casamento ao qual ambos tinham sido convidados. Cristo escutou sua mãe, a primeira mulher que acolhe o Senhor e motiva o primeiro milagre conhecido da vida pública de Jesus.

Os primeiros séculos do cristianismo estão cheios de mulheres corajosas que não duvidaram em dar sua vida por Cristo, incentivando os demais cristãos a não fraquejar quando lhes chega o momento.

2. Santa Hildegarda de Bingen

Mais tarde, durante a Idade Média, a Igreja já não era perseguida, mas vivia-se uma cultura machista, própria da época. Isto não foi impedimento para Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179), religiosa beneditina de origem alemã, que chegou a ter uma séria de visões místicas.

Escreveu obras teológicas e de moral com notável profundidade e foi declarada Doutora da Igreja por Bento XVI no ano 2012, junto com São João d’Ávila. Sua popularidade fez com que muitas pessoas, entre bispos e abades, lhe pedissem conselhos.

“Quando o imperador Federico Barbarroja provocou um cisma eclesial, opondo 3 antipapas ao Papa legítimo, Alexandre III, Hildegarda, inspirada em suas visões, não hesitou em recordar-lhe que também ele, o imperador, estava submetido ao juízo de Deus”, contou o Papa Bento XVI em sua audiência geral sobre esta santa em 2010.

3. Santa Catarina de Sena

Posteriormente, apareceria outra mística e Doutora da Igreja, Santa Catarina de Sena (1347-1380), que vestiu o hábito da ordem terceira de Santa Domingo. Nesta época, os Papas viviam em Avignon (França) e os romanos se queixavam de ter sido abandonados por seus bispos, ameaçando com o cisma.

Gregório XI fez um voto secreto a Deus de regressar a Roma e ao consultar Santa Catarina, ela lhe disse: “Cumpra com sua promessa feita a Deus”. O Pontífice ficou surpreso porque não tinha contado a ninguém sobre o voto e, mais tarde, o Santo Padre cumpriu sua promessa e voltou para a Cidade Eterna.

Mais tarde, no pontificado de Urbano VI, os cardeais se distanciaram do Papa por seu temperamento e declararam nula sua eleição, designando Clemente VII, que foi residir em Avignon. Santa Catarina enviou cartas aos cardeais pressionando-os a reconhecer o autêntico Pontífice.

A Santa também escreveu a Urbano VI, exortando-o a levar com temperança e alegria os problemas, controlando o temperamento. Santa Catarina foi a Roma, a pedido do Papa, que seguiu suas instruções. A Santa também escreveu aos reis da França e Hungria para que deixassem o cisma. Toma uma mostra de defesa do papado.

4. Santa Teresa de Jesus

Com a aparição do protestantismo, a Igreja se dividiu e foi realizado o Concílio de Trento. Estes são os anos de Santa Teresa de Jesus (1515-1582), religiosa contemplativa que marcou a Igreja com sua reforma carmelita.

Apesar de ter sido incompreendida, perseguida e até acusada na Inquisição, seu amor a Deus a impulsionou a fundar novos conventos e a optar por uma vida mais austera, sem vaidades, nem luxos. Submersa muitas vezes em êxtases, nunca deixou de ser realista.

Sendo Santa Teresa D’Ávila relativamente inculta, dialogava com membros da realeza, pessoas ilustres, membros eclesiásticos e santos de sua época para lhes dar conselhos, receber ajuda e levar adiante o que havia se proposto. Tornou-se escritora mística e é também Doutora da Igreja.

5. Santa Rosa de Lima

Do outro lado do mundo, na América, mais precisamente no Peru, Santa Rosa de Lima (1586-1617) tomou Santa Catarina de Sena como modelo e se omitiu àqueles que a pretendiam por sua grande beleza, para poder viver em virgindade, servindo aos pobres e doentes.

“Provavelmente, não houve na América um missionário que com suas pregações tenha conquistado mais conversões do que as que Rosa de Lima obteve com sua oração e suas mortificações”, disse o Papa Inocêncio IX ao se referir à primeira Santa da América.

São João Paulo II disse sobre a santa que sua vida simples e austera era “testemunho eloquente do papel decisivo que a mulher teve e segue tendo no anúncio do Evangelho”.

6. Santa Teresa de Lisieux

Do amor dos santos esposos franceses Louis Martin e Zélia Guérin, canonizados em outubro de 2015, nasceu Santa Teresa de Lisieux (1873-1897), Doutora da Igreja e padroeira universal das missões.

Santa Teresa viveu somente 24 anos. Um ano depois de sua morte, a partir de seus escritos, foi publicado o livro “História de uma alma”, que conquistou o mundo porque deu a conhecer o muito que esta religiosa tinha amado Jesus.

“Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face é a mais jovem dos ‘Doutores da Igreja’, mas seu ardente itinerário espiritual manifesta tal maturidade, e as intuições de fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas, que lhe merecem um lugar entre os grandes professores do espírito”, disse São João Paulo II sobre esta santa.

O Papa Francisco também comentou em diversas ocasiões a profunda devoção que o une a esta santa e compartilhou em uma de suas viagens que antes de cada viagem ou diante de uma preocupação, costuma pedir “uma rosa”.

7. Santa Edith Stein

Durante a perseguição nazista no século XX, surgiu na Europa outra grande mulher, convertida do judaísmo, religiosa carmelita descalça e mártir, Santa Edith Stein, também conhecida como Santa Teresa Benedita da Cruz (1891-1942).

Junto com outros judeus conversos, foi levada ao campo de concentração de Westerbork em vingança das autoridades pelo comunicado de protesto dos bispos católicos dos Países Baixos contra as deportações de judeus.

Santa Edith foi transferida para Auschwitz, onde morreu nas câmaras de gás, junto com sua irmã Rosa, também convertida ao catolicismo, e muitos outros de seu povo.

São João Paulo II diria sobre ela: “Uma filha de Israel, que durante a perseguição dos nazistas permaneceu, como católica, unida com fé e amor ao Senhor Crucificado, Jesus Cristo, e, como judia, ao seu povo”.

8. Santa Teresa de Calcutá

O testemunho de Santa Teresa de Calcutá (1910-1997) de servir a Cristo nos “mais pobres entre os pobres” ensinou que a maior pobreza não estava nos subúrbios de Calcutá, mas nos países “ricos” quando falta o amor ou nas sociedades que permitem o aborto.

“Para poder amar, é preciso ter um coração puro e é preciso rezar. O fruto da oração é o aprofundamento da fé. O fruto da fé é o amor. E o fruto do amor é o serviço ao próximo. Isso nos conduz à paz”, dizia a também ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1979.

Em sua canonização em outubro de 2016, o Papa Francisco disse que “Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados. Comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que ‘quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável’”.

9. Santa Gianna Beretta Molla

Para encerrar esta lista de grandes mulheres que mudaram o mundo e a história, recordamos Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962). Esta santa italiana adoeceu de câncer e decidiu continuar com a gravidez de seu quarto filho, em vez submeter-se a um aborto, como lhe sugeriam os médicos para salvar sua vida.

Gianna estudou medicina e se especializou em pediatria. Seu trabalho com os doentes se resumia na seguinte frase: “Como o sacerdote toca Jesus, assim nós, os médicos, tocamos Jesus nos corpos de nossos pacientes”.

Casou-se com o Pietro Molla, com quem teve quatro filhos. Durante toda sua vida, conseguiu equilibrar seu trabalho com sua missão de mãe de família.

Gianna morreu em 28 de abril de 1962, aos 39 anos, uma semana depois de ter dado à luz. Foi canonizada em 16 de maio de 2004 pelo Papa João Paulo II, que a tornou padroeira da defesa da vida.

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Coronavírus: Vaticano expressa proximidade aos afetados pela doença

“A vida de uma pessoa tem grande valor aos olhos de Deus. Se, em certas circunstâncias, algo ataca a saúde e a própria vida de muitas delas, e talvez até a nossa, não devemos nos sentir sozinhos diante desse inimigo”. Esta é a mensagem que o Dicastério para Leigos, Família e Vida evoca sobre a emergência do Covid-19, doença mais conhecida como coronavírus.

Solidariedade e gratidão

“Como o Dicastério encarregado pelo Santo Padre dos cuidados pastorais dos leigos, da família e da vida, desejamos manifestar, neste momento difícil, àqueles que foram afetados pelo coronavírus ou se sentem ameaçados por essa infecção viral, nossa proximidade, nosso carinho e nossa oração por eles “, diz a mensagem.

O Dicastério agradece a médicos, enfermeiros, equipes de resgate e pesquisadores científicos pela generosidade de sua dedicação, incentivando-os a oferecer seus esforços e talentos intelectuais doados por Deus às necessidades atuais.

O departamento do Vaticano está convidando todos a enfrentar esta emergência internacional de saúde com seriedade, serenidade e coragem, preparando-se também para fazer alguns sacrifícios em sua vida pessoal pelo bem comum.

Todos chamados a fazer a sua parte

Todos são chamados a fazer a sua parte, afirma o Dicastério, assegurando que todos tenham a proteção de Deus, que observa a tudo e a cada um de nós com o amor do Pai.

A Igreja também quer estar perto de todas as pessoas afetadas pelo coronavírus, sua família e amigos, profissionais de saúde que cuidam da pessoa e pesquisadores que buscam um remédio para esta doença.

O papel das famílias

Um pensamento especial é dirigido às famílias, chamadas a acompanhar seus membros afetados pelo coronavírus, com amor e um grande senso de responsabilidade, ou a cuidar dos idosos que não podem sair de casa por conta do risco de contágio, os mais fracos por causa de outra doença já em andamento, e as crianças que precisam ficar em casa e não ir à escola por conta do contágio.

O Dicastério para Leigos, Família e Vida reconhece que é particularmente oneroso para as famílias que vivem em condições de escassos recursos econômicos e assistência social e para aquelas que correm o risco de perder o emprego.

A mensagem enfatiza que, nessas circunstâncias, a família pode se tornar um recurso e uma força motriz generalizada que desperta em cada pessoa o senso de responsabilidade, solidariedade, fortaleza, prudência, compartilhamento e ajuda mútua em meio às dificuldades.

Por fim, o Dicastério para Leigos, Família e Vida se une ao Papa Francisco, que na audiência geral de 26 de fevereiro expressou sua proximidade com aqueles que estão doentes com coronavírus e com os profissionais de saúde que os tratam, bem como com as autoridades civis e todos os aqueles que estão trabalhando para ajudar os pacientes e tentam refrear o contágio.

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Ser testemunha de Cristo é um dom, não podemos nos furtar, diz Papa

Um Angelus “um pouco estranho” em tempo de coronavírus: o Papa fez sua tradicional alocução dominical não da janela do Palácio Apostólico, mas na Biblioteca, “enjaulado”, como disse Francisco logo no início da transmissão.

Os telões na Praça São Pedro mostraram ao vivo este momento, com a presença de algumas centenas de fiéis. A medida foi tomada, como explicou o Pontífice, o para evitar aglomerações que, neste período, podem favorecer a transmissão do vírus.

Dimensão ultraterrena de Jesus

Sem os aplausos e a interação dos fiéis, o Pontífice comentou o Evangelho deste segundo Domingo da Quaresma (cfr Mt 17,1-9), que apresenta a narração da Transfiguração de Jesus.

Cristo toma consigo Pedro, Tiago e João e os leva para uma alta montanha, símbolo da proximidade com Deus, para abri-los a uma compreensão mais plena do mistério da sua pessoa. Jesus diz a eles dos sofrimentos, da morte e da ressurreição que o aguardavam, mas os discípulos não conseguiam aceitar aquela perspectiva. Por isso, já no topo da montanha, Jesus se imergiu em oração e se transfigurou diante dos três: “o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz” (v. 2).

Através do evento maravilhoso da Transfiguração, explicou o Papa, os três discípulos são chamados a reconhecer em Jesus o Filho de Deus. “Assim, eles avançam no conhecimento do seu Mestre, dando-se conta que o aspecto humano não expressa toda a sua realidade; aos olhos deles, é revelada a dimensão ultraterrena e divina de Jesus.”

E os discípulos são convidados a ouvi-lo e segui-lo.

Os desígnios de amor

Francisco destacou que, em meio ao grupo dos Doze, Jesus escolhe Pedro, Tiago e João. Reserva a eles o privilégio de assistir à transfiguração, “não porque eram os mais santos”. E mesmo assim, na hora da provação, Pedro o renegará; e os dois irmãos Tiago e João pedirão para ter os primeiros lugares no seu reino.

O Papa recordou que Jesus não escolhe segundo os nossos critérios, mas segundo o seu desenho de amor. “Trata-se de uma escolha gratuita, incondicionada, uma iniciativa livre, uma amizade divina que não pede nada em troca.”

E assim como chamou aqueles três discípulos, também hoje chama algumas pessoas para que estejam próximas a Ele, para poder testemunhar.

“Ser testemunhas é um dom que não merecemos: nos sentimos inadequados, mas não podemos nos furtar com a desculpa da nossa incapacidade.”

Testemunhar é um dom do Espírito

Não estivemos no monte Tabor, prosseguiu Francisco, não vimos com os nossos olhos o rosto de Jesus brilhar como o sol. Todavia, também a nós foi entregue a Palavra da salvação, foi doada a fé. Também a nós Jesus diz: “Levantai-vos e não tenhais medo”.

“Neste mundo, marcado pelo egoísmo e pela avidez, a luz de Deus está ofuscada pelas preocupações do cotidiano. Dizemos com frequência: não tenho tempo para rezar, não sou capaz de realizar um serviço na paróquia, de responder aos pedidos dos outros… Mas não devemos nos esquecer que o Batismo que recebemos faz de nós testemunhas, não pela nossa capacidade, mas pelo dom do Espírito.”

O Papa concluiu pedindo a intercessão da Virgem Maria para que, no tempo propício da Quaresma, nos dê a docilidade ao Espírito, que é “indispensável para nos encaminhar de maneira resoluta no caminho da conversão”.

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Leilão de Gado será dia 28/03

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida-Catedral já está se preparando para a realização de mais um Leilão de Gado que neste ano será virtual pela primeira vez, acompanhando a nova tendência de leilões de gado. O Leilão acontecerá no Centro de Eventos da Catedral no 28 de março às 20h. No local também serão servidos espetos de carne, kafta, refrigerante, água, entre outros.

A renda obtida com o Leilão de Gado será utilizada nas obras sociais da Paróquia. Quem deseja realizar a doação de gado ou fazer doações em dinheiro pode entrar em contato com a Secretaria Paroquial ou com membros da comunidade. Mais informações pelo tel: 3421-6245. 

Prestigie mais este evento de nossa paróquia!

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Agenda de Confissões na Quaresma 2020

Vivendo o Tempo Quaresmal, iniciam-se no próximo dia 10 de março, as Confissões com a presença de todos os padres nas paróquias da região de Votuporanga, iniciando na Paróquia São Benedito e Nossa Senhora de Fátima e Capela São João Batista. Todas as Confissões terão início às 19h00min, exceto no dia 25 de março quando as confissões serão realizadas na Catedral durante o período da tarde e da noite.

Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Jesus, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receberem a graça santificante. "Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23). Também é chamado de sacramento da Reconciliação. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc.

O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

Veja abaixo a escala das Confissões na região de Votuporanga:

10/3 – Terça-feira - Paróquia São Benedito e Nossa Senhora de Fatima e Capela São João Batista às 19h 

12/3 - Quinta-feira - Paróquia São Sebastião (Valentim Gentil) às 19h 

17/3 - Terça-feira - Paróquia Senhor Bom Jesus às 19h 

20/03 - Sexta-feira - Paróquia Santa Joana Princesa às 19h 

24/03 - Terça-feira - Paróquia São Cristóvão e Capela Nossa Senhora Aparecida de Simonsem às 19h

25/03 - Quarta-feira - Catedral Nossa Senhora Aparecida - das 13h às 15h e às 20h

26/03 - Quinta-feira - Paróquia Santa Luzia às 19h 

31/03 - Terça-feira - Paróquia São Bento às 19h 

02/04 - Quinta-feira - Capela Santo Antônio (Parque das Nações), Capela Santo Expedito (Colinas) e Capela Nossa Senhora Aparecida(Parisi) às 19h 

 

 

 

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Curiosidades sobre a Quaresma

Reunimos algumas curiosidades sobre a Quaresma:

Que é a Quaresma?

A Quaresma é um tempo litúrgico que prepara os Cristãos para a Páscoa do Senhor. Por 40 dias a Igreja pede que os fiéis façam penitência e cheguem à verdadeira conversão. Preparem-se assim para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo na Semana Santa e a Páscoa do Senhor ressuscitado durante toda a vida. Portanto, chamamos Quaresma o período de quarenta dias reservado a preparação da Páscoa, e indicado como última preparação dos catecúmenos que deveriam receber nela o batismo.

Desde quando se vive a Quaresma?

Desde o século IV se manifesta a tendência para constituí-la no tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, menos no princípio nas igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma vem sido cada vez maior no ocidente, mas deve se observar um espírito penitencial e de conversão.

Qual é o espírito da Quaresma?

Deve ser como um retiro coletivo de quarenta dias, durante os quais a Igreja, propondo a seus fiéis o exemplo de Cristo em seu retiro no deserto, se prepara para a celebração das solenidades pascoais, com a purificação do coração, uma prática perfeita da vida cristã e uma atitude penitencial.

Quais práticas quaresmais?

A Oração é uma condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, o cristão entra em diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça entre em seu coração e, como Maria, abre-se para a oração do Espírito cooperando com ela em sua resposta livre e generosa (ver Lc 1,38).

O Jejum é saber renunciar a certas coisas legítimas para viver o desapego e desprendimento. Consiste em fazer uma refeição forte por dia. O jejum não proíbe de tomar um pouco de alimento na parte da manhã e à noite. É obrigatório dos 18 aos 59 anos inclusive. Essa mortificação se realiza cotidianamente e sem a necessidade de fazer grandes sacrifícios. Com ela, são oferecidos a Cristo aqueles momentos que geram desânimo no transcorrer do dia e se aceita com humildade, gozo e alegria, todas as diversidades que chegam.

A caridade é necessária como refere São Leão Magno: “Se desejamos chegar à Páscoa santificados em nosso ser, devemos pôr um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados”. Sobre a prática do doar, São João Paulo II explica que este chamado “está enraizado no mais profundo do coração humano: toda pessoa sente o desejo de colocar-se em contato com os outros e se realiza plenamente quando se dá livremente aos demais”. Mais do que uma esmola (dar do que sobra), é um compromisso (dar segundo a necessidade).

Somos obrigados a fazer Penitência?

“Todos os fiéis, cada um a seu modo, estão obrigados pela lei divina a fazer penitência. Não obstante, para que todos se unam em alguma prática comum de penitência, se fixaram uns dias de penitência para os fiéis que se dedicam de maneira especial a oração, realizam obras de piedade e de caridade e se negam a si mesmos, cumprindo com maior fidelidade suas próprias obrigações e, sobretudo, observando o jejum e a abstinência” (Código de Direito Canônico, c. 1249).

Quais são os dias e tempos penitenciais?

“Na Igreja católica, são dias e tempos penitenciais todas as Sextas-feiras do ano e o tempo de quaresma” (Código de Direito Canônico, c. 1250).

Que deve se fazer todas as sextas-feiras do ano?

Em lembrança do dia em que Jesus morreu na Santa Cruz, “todas as sextas-feiras, a não ser que coincidam com uma solenidade, deve se fazer a abstinência de carne, ou de outro alimento que seja determinado pela Conferência Episcopal; jejum e abstinência se guardarão na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa” (Código de Direito Canônico, c. 1251).

Que é abstinência?

Entre as diversidades do jejum está a abstinência que consiste em não comer carne. Embora proíba o consumo de carne, não é o caso de peixe, ovos, leite e qualquer condimento feito a partir de gorduras animais. O jejum é obrigatório a partir de 14 anos de idade. Com o jejum e a abstinência reconhecemos a necessidade de fazer obras de caridade para reparar o dano causado por nossos pecados e para o bem da Igreja. Além disso, de forma voluntária, deixam-se de lado necessidades terrenas e se redescobre a necessidade da vida do céu. “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4,4).

Qual o período da Quaresma?

Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa. Na Quarta-feira de Cinzas começam os 40 dias de preparação para a Páscoa. Após a Missa, o sacerdote abençoa e impõe as cinzas feitas de ramos de oliveira abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estas são impostas fazendo o sinal da cruz na testa e dizendo as palavras bíblicas: “Lembra-te que és pó e ao pó retornarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Desta forma, a cinza é um sinal de humildade e recorda ao cristão sua origem e seu fim. A Quaresma termina no pôr-do-sol da Quinta-feira Santa. Nessa noite, a Igreja recorda a Última Ceia do Senhor, quando Jesus de Nazaré compartilhou a refeição pela última vez com seus apóstolos antes de ser crucificado na Sexta-feira Santa

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O que você deve saber sobre a Quarta-feira de Cinzas

No próximo dia 26 de fevereiro, a Igreja celebra a Quarta-feira de Cinzas, dando início à Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?

É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a se converterem e a se prepararem verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.

A Quarta-feira de Cinzas é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoa-se e impõe-se as cinzas obtidas da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior.

2. Como nasceu a tradição de impor as cinzas?

A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.

A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos por volta do ano 400 d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo.

3. Por que se impõe as cinzas?

 

 

A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:

“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Deve-se ajudar os fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.

4. O que as cinzas simbolizam e o que recordam?

A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.

A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

5. Onde podemos conseguir as cinzas?

Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.

6. Como se impõe as cinzas?

Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia, e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

7. O que devem fazer quando não há sacerdote?

Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.

É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.

8. Quem pode receber as cinzas?

Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive os não católicos. Como explica o Catecismo (1670 ss.), “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.

9. A imposição das cinzas é obrigatória?

A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.

10. Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?

Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.

11. O jejum e a abstinência são necessários?

O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.

A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. As sextas-feiras do ano também são dias de abstinência. O gesto, dependendo da determinação da Conferência Episcopal de cada país, pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.

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Conheça o significado das Cinzas

Desde a antiguidade, existe o costume de cobrir a cabeça com cinzas, para expressar a submissão a Deus e a decisão de mudar de vida. 
Foi assim que Davi se cobriu com cinzas para pedir perdão de seu adultério e mudar de vida. Foi assim que os Ninivitas se cobriram com cinzas para mostrar sua mudança de vida, após os 40 dias de pregação de Jonas.
Foi assim que a Igreja exigia que os penitentes públicos – que tinham cometido homicídio, um pecado público – passassem os 40 dias da Quaresma, cobertos de cinzas, nas portas das igrejas. A Quarta-Feira de Cinzas existe desde o século 8º, com imposição das cinzas na cabeça do cristão, para que se reconheça limitado, fraco e imperfeito, convertendo seu comportamento para Deus e mudando sua vida.
Estas ‘cinzas’ são resultado dos ramos secos, usados no Domingo de Ramos do ano passado, que foram guardados e agora incinerados.
Os ramos passam pelo fogo purificador do sofrimento, do aniquilamento do egoísmo e orgulho. Essa passagem pelo fogo é Páscoa, mudança de vida e transformação de comportamento. Assim aqueles ramos ‘vitoriosos’, que simbolizaram a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, iniciando o caminho da cruz para o calvário, estão reduzidos a cinzas. Essas cinzas lembram que Deus se reduziu à morte de cruz, para nos dar a vida eterna, a libertação da morte.
As cinzas significam também, que devemos tomar consciência de nossos limites para motivar a mudança e a purificação de nossa vida.
A imposição das cinzas em nossa cabeça significa, ainda, que a comunidade quer nos proteger, nos cobrir de energia e nos dar todas as forças e bênçãos de Deus.
Por isso, o rito das cinzas não pode ser para o povo uma cerimônia vazia ou de caráter mágico. Esse rito quer colocar a pessoa humana em seu verdadeiro lugar diante de Deus, dos outros e da natureza.O rito das cinzas quer nos deixar com o coração purificado, com a cabeça despojada e desprendida, e com a vontade disposta e decidida.O tempo, como o fogo, reduz a cinzas nossa vida exuberante. Tudo o que tem vida, com o tempo, envelhece, enfraquece, enruga, murcha, se torna pó.
O grão, colocado na terra, morre para frutificar.
A mortificação dos sentidos para fortalecer o espírito e o despoja-se da ambição para se voltar aos irmãos e a Deus, é o sentido das Cinzas hoje.

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Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2020

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2020
Segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Boletim da Santa Sé

«Em nome de Cristo, suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus» (2 Cor 5, 20)

Queridos irmãos e irmãs!

O Senhor concede-nos, também neste ano, um tempo propício para nos prepararmos para celebrar, de coração renovado, o grande Mistério da morte e ressurreição de Jesus, perne da vida cristã pessoal e comunitária. Com a mente e o coração, devemos voltar continuamente a este Mistério. Com efeito, o mesmo não cessa de crescer em nós na medida em que nos deixarmos envolver pelo seu dinamismo espiritual e aderirmos a ele com uma resposta livre e generosa.

1. O Mistério pascal, fundamento da conversão
A alegria do cristão brota da escuta e receção da Boa Nova da morte e ressurreição de Jesus: o kerygma. Este compendia o Mistério dum amor «tão real, tão verdadeiro, tão concreto, que nos proporciona uma relação cheia de diálogo sincero e fecundo» (Francisco, Exort. ap. Christus vivit, 117). Quem crê neste anúncio rejeita a mentira de que a nossa vida teria origem em nós mesmos, quando na realidade nasce do amor de Deus Pai, da sua vontade de dar vida em abundância (cf. Jo 10, 10). Se, pelo contrário, se presta ouvidos à voz persuasora do «pai da mentira» (Jo 8, 44), corre-se o risco de precipitar no abismo do absurdo, experimentando o inferno já aqui na terra, como infelizmente dão testemunho muitos acontecimentos dramáticos da experiência humana pessoal e coletiva.

Por isso, nesta Quaresma de 2020, quero estender a todos os cristãos o mesmo que escrevi aos jovens na Exortação apostólica Christus vivit: «Fixa os braços abertos de Cristo crucificado, deixa-te salvar sempre de novo. E quando te aproximares para confessar os teus pecados, crê firmemente na sua misericórdia que te liberta de toda a culpa. Contempla o seu sangue derramado pelo grande amor que te tem e deixa-te purificar por ele. Assim, poderás renascer sempre de novo» (n. 123). A Páscoa de Jesus não é um acontecimento do passado: pela força do Espírito Santo é sempre atual e permite-nos contemplar e tocar com fé a carne de Cristo em tantas pessoas que sofrem.

2. Urgência da conversão
É salutar uma contemplação mais profunda do Mistério pascal, em virtude do qual nos foi concedida a misericórdia de Deus. Com efeito, a experiência da misericórdia só é possível «face a face» com o Senhor crucificado e ressuscitado, «que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gl 2, 20). Um diálogo coração a coração, de amigo a amigo. Por isso mesmo, é tão importante a oração no tempo quaresmal. Antes de ser um dever, esta expressa a necessidade de corresponder ao amor de Deus, que sempre nos precede e sustenta. De fato, o cristão reza ciente da sua indignidade de ser amado. A oração poderá assumir formas diferentes, mas o que conta verdadeiramente aos olhos de Deus é que ela escave dentro de nós, chegando a romper a dureza do nosso coração, para o converter cada vez mais a Ele e à sua vontade.

Por isso, neste tempo favorável, deixemo-nos conduzir como Israel ao deserto (cf. Os 2, 16), para podermos finalmente ouvir a voz do nosso Esposo, deixando-a ressoar em nós com maior profundidade e disponibilidade. Quanto mais nos deixarmos envolver pela sua Palavra, tanto mais conseguiremos experimentar a sua misericórdia gratuita por nós. Portanto não deixemos passar em vão este tempo de graça, na presunçosa ilusão de sermos nós o dono dos tempos e modos da nossa conversão a Ele.

3. A vontade apaixonada que Deus tem de dialogar com os seus filhos
O fato de o Senhor nos proporcionar uma vez mais um tempo favorável para a nossa conversão, não devemos jamais dá-lo como garantido. Esta nova oportunidade deveria suscitar em nós um sentido de gratidão e sacudir-nos do nosso torpor. Não obstante a presença do mal, por vezes até dramática, tanto na nossa existência como na vida da Igreja e do mundo, este período que nos é oferecido para uma mudança de rumo manifesta a vontade tenaz de Deus de não interromper o diálogo de salvação conosco. Em Jesus crucificado, que Deus «fez pecado por nós» (2 Cor 5, 21), esta vontade chegou ao ponto de fazer recair sobre o seu Filho todos os nossos pecados, como se houvesse – segundo o Papa Bento XVI – um «virar-se de Deus contra Si próprio» (Enc. Deus caritas est, 12). De fato, Deus ama também os seus inimigos (cf. Mt 5, 43-48).

O diálogo que Deus quer estabelecer com cada homem, por meio do Mistério pascal do seu Filho, não é como o diálogo atribuído aos habitantes de Atenas, que «não passavam o tempo noutra coisa senão a dizer ou a escutar as últimas novidades» (At 17, 21). Este tipo de conversa, ditado por uma curiosidade vazia e superficial, carateriza a mundanidade de todos os tempos e, hoje em dia, pode insinuar-se também num uso pervertido dos meios de comunicação.

4. Uma riqueza que deve ser partilhada, e não acumulada só para si mesmo
Colocar o Mistério pascal no centro da vida significa sentir compaixão pelas chagas de Cristo crucificado presentes nas inúmeras vítimas inocentes das guerras, das prepotências contra a vida desde a do nascituro até à do idoso, das variadas formas de violência, dos desastres ambientais, da iníqua distribuição dos bens da terra, do tráfico de seres humanos em todas as suas formas e da sede desenfreada de lucro, que é uma forma de idolatria.

Também hoje é importante chamar os homens e mulheres de boa vontade à partilha dos seus bens com os mais necessitados através da esmola, como forma de participação pessoal na edificação dum mundo mais justo. A partilha, na caridade, torna o homem mais humano; com a acumulação, corre o risco de embrutecer, fechado no seu egoísmo. Podemos e devemos ir mais além, considerando as dimensões estruturais da economia. Por este motivo, na Quaresma de 2020 – mais concretamente, de 26 a 28 de março –, convoquei para Assis jovens economistas, empreendedores e transformativos, com o objetivo de contribuir para delinear uma economia mais justa e inclusiva do que a atual. Como várias vezes se referiu no magistério da Igreja, a política é uma forma eminente de caridade (cf. Pio XI, Discurso à FUCI, 18/XII/1927). E sê-lo-á igualmente ocupar-se da economia com o mesmo espírito evangélico, que é o espírito das Bem-aventuranças.

Invoco a intercessão de Maria Santíssima sobre a próxima Quaresma, para que acolhamos o apelo a deixar-nos reconciliar com Deus, fixemos o olhar do coração no Mistério pascal e nos convertamos a um diálogo aberto e sincero com Deus. Assim, poderemos tornar-nos aquilo que Cristo diz dos seus discípulos: sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5, 13.14).

FRANCISCUS

Roma, em São João de Latrão, 7 de outubro de 2019,
Memória de Nossa Senhora do Rosário.

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Papa: Quaresma é graça, não deixar passar este tempo em vão

Um diálogo coração a coração, de amigo a amigo com Jesus: é o que propõe o Papa Francisco na sua mensagem para a Quaresma 2020. O título escolhido foi inspirado na 2ª carta de São Paulo aos Coríntios: “Em nome de Cristo, suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus” (2 Cor 5, 20).

Neste tempo quaresmal, o Pontífice estende a todos os cristãos o que escreveu aos jovens na Exortação apostólica Christus vivit: fixar os braços abertos de Cristo crucificado e deixar-se salvar sempre de novo. “A Páscoa de Jesus não é um acontecimento do passado: pela força do Espírito Santo é sempre atual e permite-nos contemplar e tocar com fé a carne de Cristo em tantas pessoas que sofrem.”

Face a face com o Senhor

“Um diálogo coração a coração, de amigo a amigo. Por isso mesmo, é tão importante a oração no tempo quaresmal”
Papa Francisco

Francisco insiste numa contemplação mais profunda do Mistério pascal, recordando que a experiência da misericórdia só é possível “face a face” com o Senhor crucificado e ressuscitado.

“Um diálogo coração a coração, de amigo a amigo. Por isso mesmo, é tão importante a oração no tempo quaresmal. Antes de ser um dever, esta expressa a necessidade de corresponder ao amor de Deus, que sempre nos precede e sustenta”. 

De fato, prossegue o Papa, o cristão reza ciente da sua indignidade de ser amado. A oração poderá assumir formas diferentes, mas o que conta verdadeiramente aos olhos de Deus é que ela escave dentro de cada um de nós, chegando a romper a dureza do nosso coração, para o converter cada vez mais a Ele e à sua vontade.

Quanto mais nos deixarmos envolver pela sua Palavra, tanto mais conseguiremos experimentar a sua misericórdia gratuita por nós. O convite do Pontífice, portanto, é não deixar passar em vão este tempo de graça, na presunçosa ilusão de sermos nós o dono dos tempos e modos da nossa conversão a Ele.

Não interromper o diálogo com o Senhor

Esta nova oportunidade, prossegue Francisco, deve suscitar um sentido de gratidão e sacudir o homem do torpor em que se encontra, às vezes estimulado por um “uso pervertido” dos meios de comunicação

“Não obstante a presença do mal, por vezes até dramática, tanto na nossa existência como na vida da Igreja e do mundo, este período que nos é oferecido para uma mudança de rumo manifesta a vontade tenaz de Deus de não interromper o diálogo de salvação conosco”. 

Colocar o Mistério pascal no centro da vida, acrescenta o Papa, significa sentir compaixão pelas chagas de Cristo crucificado presentes nas inúmeras “vítimas inocentes das guerras, das prepotências contra a vida desde a do nascituro até à do idoso, das variadas formas de violência, dos desastres ambientais, da iníqua distribuição dos bens da terra, do tráfico de seres humanos em todas as suas formas e da sede desenfreada de lucro, que é uma forma de idolatria”.

Encontro de Assis

Para reverter este cenário, Francisco chama em causa a partilha na caridade e uma nova maneira de gerir a economia, mais justa e inclusiva, recordando a convocação para esta Quaresma de jovens economistas em Assis, de 26 a 28 de março. O magistério da Igreja lembra que a política é uma forma eminente de caridade.

O Papa então conclui: “Invoco a intercessão de Maria Santíssima sobre a próxima Quaresma, para que acolhamos o apelo a deixar-nos reconciliar com Deus, fixemos o olhar do coração no Mistério pascal e nos convertamos a um diálogo aberto e sincero com Deus. Assim, poderemos tornar-nos aquilo que Cristo diz dos seus discípulos: sal da terra e luz do mundo”. 

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Papa: Quaresma é graça, não deixar passar este tempo em vão

Um diálogo coração a coração, de amigo a amigo com Jesus: é o que propõe o Papa Francisco na sua mensagem para a Quaresma 2020. O título escolhido foi inspirado na 2ª carta de São Paulo aos Coríntios: “Em nome de Cristo, suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus” (2 Cor 5, 20).

Neste tempo quaresmal, o Pontífice estende a todos os cristãos o que escreveu aos jovens na Exortação apostólica Christus vivit: fixar os braços abertos de Cristo crucificado e deixar-se salvar sempre de novo. “A Páscoa de Jesus não é um acontecimento do passado: pela força do Espírito Santo é sempre atual e permite-nos contemplar e tocar com fé a carne de Cristo em tantas pessoas que sofrem.”

Face a face com o Senhor

“Um diálogo coração a coração, de amigo a amigo. Por isso mesmo, é tão importante a oração no tempo quaresmal”
Papa Francisco

Francisco insiste numa contemplação mais profunda do Mistério pascal, recordando que a experiência da misericórdia só é possível “face a face” com o Senhor crucificado e ressuscitado.

“Um diálogo coração a coração, de amigo a amigo. Por isso mesmo, é tão importante a oração no tempo quaresmal. Antes de ser um dever, esta expressa a necessidade de corresponder ao amor de Deus, que sempre nos precede e sustenta”. 

De fato, prossegue o Papa, o cristão reza ciente da sua indignidade de ser amado. A oração poderá assumir formas diferentes, mas o que conta verdadeiramente aos olhos de Deus é que ela escave dentro de cada um de nós, chegando a romper a dureza do nosso coração, para o converter cada vez mais a Ele e à sua vontade.

Quanto mais nos deixarmos envolver pela sua Palavra, tanto mais conseguiremos experimentar a sua misericórdia gratuita por nós. O convite do Pontífice, portanto, é não deixar passar em vão este tempo de graça, na presunçosa ilusão de sermos nós o dono dos tempos e modos da nossa conversão a Ele.

Não interromper o diálogo com o Senhor

Esta nova oportunidade, prossegue Francisco, deve suscitar um sentido de gratidão e sacudir o homem do torpor em que se encontra, às vezes estimulado por um “uso pervertido” dos meios de comunicação

“Não obstante a presença do mal, por vezes até dramática, tanto na nossa existência como na vida da Igreja e do mundo, este período que nos é oferecido para uma mudança de rumo manifesta a vontade tenaz de Deus de não interromper o diálogo de salvação conosco”. 

Colocar o Mistério pascal no centro da vida, acrescenta o Papa, significa sentir compaixão pelas chagas de Cristo crucificado presentes nas inúmeras “vítimas inocentes das guerras, das prepotências contra a vida desde a do nascituro até à do idoso, das variadas formas de violência, dos desastres ambientais, da iníqua distribuição dos bens da terra, do tráfico de seres humanos em todas as suas formas e da sede desenfreada de lucro, que é uma forma de idolatria”.

Encontro de Assis

Para reverter este cenário, Francisco chama em causa a partilha na caridade e uma nova maneira de gerir a economia, mais justa e inclusiva, recordando a convocação para esta Quaresma de jovens economistas em Assis, de 26 a 28 de março. O magistério da Igreja lembra que a política é uma forma eminente de caridade.

O Papa então conclui: “Invoco a intercessão de Maria Santíssima sobre a próxima Quaresma, para que acolhamos o apelo a deixar-nos reconciliar com Deus, fixemos o olhar do coração no Mistério pascal e nos convertamos a um diálogo aberto e sincero com Deus. Assim, poderemos tornar-nos aquilo que Cristo diz dos seus discípulos: sal da terra e luz do mundo”. 

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Participe da Missa e Procissão da Penitência às sextas-feiras da Quaresma

Para melhor celebrar o Tempo Quaresmal, tempo dedicado à penitência, oração, caridade e em preparação para a Páscoa do Senhor, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida realizará em todas as sextas-feiras da Quaresma a Santa Missa e Procissão da Penitência. A celebração tem início às 5h30 na Sé Catedral.

A pequena procissão realizada na praça durante o Ato Penitencial nos convida a refletir sobre o arrependimento e a conversão.

Venha participar conosco deste momento de reflexão e piedade que nos ajuda a reconhecer a nossa pequenez diante de Deus e nos motiva a ter uma vida cada vez fiel ao Reino do Pai.

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Dom Moacir presidirá Missa de Abertura Diocesana da Campanha da Fraternidade

No próximo dia 26 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, a Igreja Católica celebra o início da Quaresma e da Campanha da Fraternidade. Em Votuporanga, Dom Moacir Aparecido de Freitas, bispo diocesano, presidirá a Santa Missa de Abertura Diocesana da Campanha da Fraternidade e início da Quaresma, às 15h, na Sé Catedral Nossa Senhora Aparecida. A celebração contará com a presença de padres, diáconos, religiosos e fiéis das paróquias da Diocese de Votuporanga. Neste dia também serão celebradas Missas com Benção e Imposição das Cinzas em cada paróquia de Votuporanga conforme programação de cada comunidade.
Com o tema "Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso" e o lema "Viu, sentiu compaixão e cuidou dele", a Campanha da Fraternidade 2020 incentiva todos os cidadãos a exercitar a empatia e desenvolver a capacidade de cuidar do próximo. 
A Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização, intensificada na Quaresma (quarenta dias entre a quarta-feira de Cinzas e a semana santa/Páscoa) para ajudar os cristãos e pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade em compromissos concretos, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da igreja e a transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus.

Quaresma
Para os católicos, a Quaresma é um tempo de preparação para a Páscoa, período reservado para a reflexão e conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.

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Quaresma: Iniciativa leva a conhecer e rezar pelos mártires do século XXI

A Rede Mundial de Oração do Papa em Portugal (RMOP-Portugal) e a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) vão promover a campanha “Mártires e Heróis por amor”, durante o período da Quaresma, de 26 de fevereiro a 9 de abril.

A cada dia da quaresma, serão divulgadas histórias de vida de sacerdotes, religiosas e leigos que foram “assassinados, raptados, presos ou desapareceram por seguirem Jesus”, e também uma proposta de oração, além de uma descrição sobre o auxílio prestado pela Fundação Pontifícia ACN.

“A divulgação destas histórias pretende levar os inscritos nesta campanha a orar e a sensibilizar-se com a dramática situação dos cristãos perseguidos”, informa um comunicado da RMOP-Portugal e da ACN.

Para receber a proposta diária no seu email é preciso preencher o formulário de inscrição: http://eepurl.com/gTAUJP. A campanha estará disponível no site da RMOP – Portugal e nas redes sociais.

“No Iraque, Síria, Iémen, Burkina Faso, Nigéria, Índia ou Somália, ser cristão pode significar a morte – ainda hoje, em 2020 – às mãos de extremistas”, alerta a Ajuda à Igreja que Sofre que nesta iniciativa quer lembrar essas pessoas e comunidades que, “nos bastidores e em silêncio, deram as suas vidas”.

Segundo o comunicado, a campanha quaresmal ‘pelos mártires e heróis do século XXI’ inclui a divulgação, no dia de Carnaval (25 de fevereiro) e nos domingos da Quaresma, de duas edições d’O Vídeo do Papa “dedicadas aos cristãos perseguidos” e de quatro vídeos da AIS que abordam os contextos de vida dos cristãos presentes no Iraque, Nigéria, Paquistão e Síria.

A Quaresma é um tempo de 40 dias que tem início com a celebração de Quarta-feira de Cinzas, este ano no próximo dia 26, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.

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Esporte e fé: padres poloneses se inspiram em João Paulo II

Padres poloneses participaram de uma competição amistosa de esqui em Wisla, na Polônia. Depois de um momento de oração eles iniciaram o desafio: a corrida anual é um slalom de 2.600 pés. 

A inspiração para os padres é São João Paulo II, que era um ávido esquiador. Ele praticou esportes e enriqueceu o mundo esportivo com reflexões de valor cultural e religioso. “A prática desportiva adquire uma importância notável, porque pode favorecer nos jovens a confirmação de valores relevantes como a lealdade, a perseverança, a amizade, a partilha e a solidariedade”, afirmou o então Pontífice, hoje santo da Igreja católica.

Padre Wladyslaw Nowosielski chegou a estar perto do Cardeal Karol Wojtyla e conta que também gosta muito de esquiar. “Esquio muito e participo dessa competição todos os anos há 15 anos”.

Outro participante da competição foi o padre Szymon Kos. “Queremos mostrar que a fé não é apenas os muros da igreja e que você não pode trancar a fé na igreja, trancar Deus na igreja, embora esse seja o lugar onde O encontramos e onde Ele está agindo. Você pode encontrá-Lo aqui também, através do esporte”. 

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Papa Francisco explica por que organizou um evento mundial sobre educação

Ao receber na manhã de hoje os participantes da plenária da Congregação para a Educação Católica (dos Institutos de Estudos), o Papa Francisco explicou as razões pelas quais convocou um evento mundial sobre educação para maio deste ano, no Vaticano.

Depois de explicar que a educação é uma realidade dinâmica e que deve ser realizada em conjunto, o Santo Padre disse que “o movimento de equipe há muito tempo está em crise por várias razões. Por isso, senti a necessidade de promover o dia do Pacto Educativo Global, em 14 de maio próximo, confiando a organização à Congregação para a Educação Católica”.

Este evento, ressaltou o Papa, "é um apelo dirigido a todos aqueles que têm responsabilidades políticas, administrativas, religiosas e educativas para restabelecer a aldeia da educação".

“O objetivo de estar juntos não é desenvolver programas, mas reencontrar o passo comum a fim de reavivar o compromisso em prol e com as gerações jovens, renovando a paixão por uma educação mais aberta e inclusiva, capaz de escuta paciente, diálogo construtivo e mútua compreensão”, continuou.

Em seguida, o Pontífice indicou que "o pacto educacional não deve ser um simples ordenamento, não deve ser um ‘requentado’ dos positivismos que recebemos de uma educação ilustrada. Deve ser revolucionário”.

"Nunca, como agora, houve necessidade de unir esforços numa ampla aliança educativa para formar pessoas maduras, capazes de superar fragmentações e contrastes e reconstruir o tecido das relações em ordem a uma humanidade mais fraterna", afirmou.

O Papa indicou que vê “na constituição de um Pacto Educativo Global a facilitação do crescimento de uma aliança interdisciplinar e transdisciplinar, que a recente constituição apostólica Veritatis gaudium indicava para os estudos eclesiásticos como ‘o princípio vital e intelectual da unidade do saber na distinção e respeito pelas suas múltiplas, conexas e convergentes expressões'”.

Por isso, incentivou os presentes a continuarem positivamente “na realização do programa para os próximos anos, em particular na elaboração de um Diretório, na criação de um Observatório mundial, bem como na qualificação e atualização dos estudos eclesiásticos e um maior zelo pela pastoral universitária como instrumento de nova evangelização”.

"Todos esses são esforços que podem contribuir efetivamente para consolidar o pacto, no sentido que nos ensina a Palavra de Deus", disse.

4 movimentos da educação

O Santo Padre explicou que um primeiro “movimento” da realidade dinâmica da educação que busca formar integralmente as pessoas é o ecológico. “É uma das forças que puxam para o objetivo de formação completa. A educação que coloca a pessoa no centro de sua realidade integral tem o objetivo de levá-la ao conhecimento de si mesma, da Casa comum em que é chamada a viver e à descoberta da fraternidade como relação que produz a composição multicultural da humanidade, fonte de enriquecimento recíproco”, afirmou.

Um segundo movimento que tem a ver com o método é o inclusivo. "Uma inclusão que vai em direção a todos os excluídos: os que são excluídos por causa da pobreza, vulnerabilidade, guerra, fome e catástrofes naturais, seletividade social, dificuldades familiares e existenciais", indicou.

“Uma inclusão que se concretiza nas ações educacionais em favor dos refugiados, das vítimas do tráfico de pessoas, dos migrantes, sem nenhuma distinção de sexo, religião ou etnia. A inclusão não é uma invenção moderna, mas parte integrante da mensagem salvífica cristã”, acrescentou.

"Outra característica da educação é ser um movimento de paz, portador da paz."

Francisco ressaltou que “o movimento educativo construtor de paz é uma força que deve ser alimentada contra a ‘egolatria’ que cria a falta de paz, fraturas entre as gerações, povos, culturas, populações ricas e pobres, homens e mulheres, economia e ética, humanidade e ambiente”.

Em seguida, o Papa explicou que “outro elemento típico da educação é ser um movimento de equipe. Nunca é a ação de uma única pessoa ou instituição”.

“A declaração conciliar Gravissimum educationis afirma que a escola ‘constitui como que um centro em cuja operosidade e progresso devem tomar parte, juntamente, as famílias, os professores, os vários agrupamentos que promovem a vida cultural, cívica e religiosa, a sociedade civil e toda a comunidade humana’”, lembrou.

O Papa também ressaltou que a constituição apostólica Ex corde Ecclesiae, “que este ano celebra o trigésimo aniversário de sua promulgação, afirma que ‘a Universidade Católica persegue os seus objetivos também mediante o empenho em formar uma comunidade humana autêntica, animada pelo espírito de Cristo’”, e “toda universidade é chamada a ser uma 'comunidade de estudo, de pesquisa e de formação’, como assinala a constituição apostólica Veritatis Gaudium”.

Finalmente, o Pontífice agradeceu os participantes “pelo trabalho que realizam com dedicação todos os dias. Invoco sobre vocês os dons do Espírito Santo para que lhes dê a fortaleza em seu delicado ministério a favor da educação”.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

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Festa da Cátedra de São Pedro

Neste dia 22 de fevereiro, a Igreja celebra a Festa da Cátedra de São Pedro, uma ocasião importante que remonta ao século IV e que rende comemoração ao primado e autoridade do Apóstolo Pedro, o primeiro Papa da Igreja.

Além disso, esta celebração recorda a autoridade conferida por Cristo ao Apóstolo quando lhe diz, conforme relatam os Evangelhos: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja. E as portas do inferno não prevalecerão sobre ela”.

A palavra “cátedra” significa assento ou trono e é a raiz da palavra catedral, a Igreja onde um bispo tem o trono do qual prega. Sinônimo de cátedra é também “sede” (assento). A “sede” é o lugar de onde um bispo governa sua diocese. Por exemplo, a Santa Sé é a sede do Papa.

A cátedra ou sede que atualmente se conserva na Basílica de São Pedro em Roma foi doada por Carlos, o Calvo, ao Papa João VIII no século IX, por ocasião de sua viagem a Roma para sua coroação como imperador romano do ocidente. Este trono se conserva como uma relíquia, em uma magnífica composição barroca, obra do Gian Lorenzo Bernini construída entre 1656 e 1665.

A obra do Bernini está emoldurada por pilastras. No centro situa-se o trono de bronze dourado, em cujo interior se encontra a cadeira de madeira e que é decorada com um relevo representando a “traditio clavum” ou “entrega de chaves”.

O trono se apoia sobre quatro grandes estátuas, também em bronze, que representam quatro doutores da Igreja, em primeiro plano Santo Agostinho e Santo Ambrósio, para a Igreja latina, e Santo Atanásio e São João Crisóstomo, para a Igreja oriental.

Por cima do trono aparece um sol de alabastro decorado com estuque dourado rodeado de anjos que emolduram uma vidraça em que está representada uma pomba de 162 cm de envergadura, símbolo do Espírito Santo. É a única vidraça colorida de toda a Basílica de São Pedro.

Todos os anos nesta data, o altar monumental que acolhe a Cátedra de São Pedro permanece iluminado o dia todo com dúzias de velas e celebram-se numerosas missas da manhã até o entardecer, concluindo com a Missa do Capítulo de São Pedro.

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Igreja na China ajuda na atenção aos afetados por coronavírus

Os hospitais dependentes da Igreja Católica, organizações caritativas, empresas e comunidades católicas na China e no mundo estão fortalecendo os afetados pelo coronavírus com apoio material e espiritual.

A agência vaticana Fides informou que hospitais dependentes da Igreja Católica na China estão acolhendo e cuidando das pessoas contaminadas pelo coronavírus. Um desses hospitais é o administrado pela Congregação da Santa Esperança, da Diocese de Xian Xian, província de He Bei, no qual profissionais da saúde arriscam suas vidas para apoiar os doentes.

A diretora do hospital disse que “os suprimentos médicos e remédios estão acabando gradualmente e que os médicos, enfermeiras, religiosas e leigos estão expostos ao perigo de se infectar com o vírus”.

“Estou muito triste e preocupada, mas... confio em nosso Senhor Jesus Cristo e na proteção materna da Virgem Maria”, disse. Do mesmo modo, expressou que se sentem fortalecidos pelo apoio do Papa Francisco e da comunidade católica universal. “Estão rezando por nós e estão conosco: isso nos dá muita força”, assegurou.

As “organizações caritativas católicas, dioceses, paróquias, movimentos eclesiais, sacerdotes, religiosas e fiéis leigos individuais” também uniram forças para responder às necessidades da população chinesa, assinalou Fides.

Pe. Wang Wei, pároco de Shao Lin Kou da Diocese de Tian Jin, disse que “é impossível contar a imensa mobilização”, pois todas as comunidades católicas na China continental “estão fazendo sua parte, tanto em orações, novenas, terços, como com compromissos concretos”.

“Somos católicos, nosso coração e nossa mensagem de amor é universal. Onde for necessário, estamos prontos para fazer sentir nossa proximidade e caridade com a humanidade que sofre, sem distinções de religião, etnia ou nacionalidade”, expressou Pe. Wang Wei.

Jinde Charities, a maior organização caritativa católica ativa na China, solicitou uma arrecadação de fundos na qual participam Cáritas Internacional, países de todo o mundo e, em especial, muitos hospitais católicos administrados por ordens religiosas.

No dia 5 de fevereiro, Jinde Charities recebeu uma doação de seis milhões de yuanes, equivalente a 800 mil euros, que foram destinados à compra dos primeiros materiais de emergência, indicou Fides. Do mesmo modo, informou que de 3 a 5 de fevereiro, a organização proporcionou mais de 10 trajes de isolamento, 100 máquinas para o sistema respiratório e 30 toneladas de desinfetantes.

Fides indicou que não só os hospitais católicos, mas também empresas e fábricas de propriedade dos fiéis se colocaram a disposição das autoridades civis para receber os infectados ou para produzir os materiais médicos necessários.

vida de fé na China também se adaptou à emergência através do uso de redes sociais, informou Fides. Indicou que, diante da impossibilidade de se reunir, os fiéis estão usando ferramentas tecnológicas como “WeChat”, o aplicativo de mensagem instantânea mais popular usado na China.

Neste aplicativo, compartilham as leituras do dia, as mensagens dos bispos e as homilias. “As pessoas veem os batizados em ação, prontos para dar e compartilhar a esperança do Evangelho”, afirmou a Agência Fides.

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A santidade é o anúncio de esperança para o mundo, diz Cardeal Parolin

O Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, assegurou que a santidade é o anúncio de esperança que os cristãos devem dar ao mundo, especialmente aos jovens de hoje.

Assim indicou o Purpurado no simpósio “Pedagogia da santidade”, organizado pela Fundação Ação católica Escola de Santidade Pio XI, que aconteceu na quinta-feira, 6 de fevereiro, em Roma.

O Cardeal recordou que a santidade é um caminho que pode ser percorrido por todos depois de acolher a própria missão que receberam no Batismo.

A santidade, continuou o Secretário de Estado, mostra ao mundo uma humanidade nova e surpreende “sem pretender mudar os outros, mas sendo fiéis até o final ao próprio chamado”.

Além disso, “a santidade é o anúncio sempre atual de esperança a ser dirigido ao mundo. Ela é a atração da qual em particular têm necessidade os jovens que esperam, hoje mais do que nunca, testemunhas e não mestres, irmãos e irmãs com carisma e felizes, que os estimulem com o exemplo e não com sermões, para que a presença e a mensagem de Jesus vá de encontro aos sonhos de beleza que trazem no coração”.

“Somente assim se sentirão chamados a viver em plenitude sua humanidade, a decolar em direção a horizontes de infinito, porque, enfim, como São João Paulo II disse na primeira Jornada Mundial da Juventude: ‘Vale a pena ser homem, porque tu, Jesus, te fizeste homem!’”, disse.

Em seguida, o Cardeal Parolin respondeu a algumas perguntas dos jornalistas presentes e se referiu à situação da Venezuela, país para o qual se espera uma solução “interna, pacífica e democrática que veja a disponibilidade de todos” em dialogar e ajudar a população a sair de uma realidade de “dificuldade”.

Publicado originalmente em ACI Stampa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.

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CF 2020 – Como conhecer o tema central: Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso?

A Campanha da Fraternidade é o modo com o qual a Igreja no Brasil vivencia a Quaresma. Há mais de cinco décadas, ela anuncia a importância de não se separar conversão e serviço à sociedade e ao planeta. A cada ano, um tema é destacado. Desta forma, a Campanha da Fraternidade já refletiu sobre realidades muito próximas dos brasileiros: família, políticas públicas, saúde, trabalho, educação, moradia e violência, entre outros enfoques.

Em 2020, a CF convida, a olhar de modo mais atento e detalhado para a vida. Com o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34), busca conscientizar, à luz da palavra de Deus, para o sentido da vida como dom e compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, casa comum.

Como aprofundar o tema deste ano?

Texto-base, vídeo-aulas, matérias jornalística e o vídeo oficial integram um conjunto de subsídios para conhecer e aprofundar o tema central da campanha e se inspirar na atitude do “Bom Samaritano” na hora de planejar ações nas comunidades. Veja abaixo onde encontrar estes subsídios.

Conhecer e ler o texto-base

A Campanha da Fraternidade oferece sempre uma publicação conhecida como “Texto-base” com o aprofundamento do tema de cada ano organizado no método “ver, julgar e agir”. O subsídio é publicado pela CNBB, a Edições CNBB. Este ano, o texto-base convida a um olhar que se eleva para Deus, no mais profundo espírito quaresmal, e volta-se também para os irmãos e irmãs, identificando a criação como presente amoroso do Pai.

Ver, sentir, compaixão e cuidar são os verbos de ação que irão conduzir este tempo quaresmal. Para isso, o texto-base que é dividido em três partes, convida que cada pessoa, cada grupo pastoral, movimento, associação, Igreja Particular e o Brasil inteiro, motivados pela Campanha da Fraternidade, possam ver fortalecida a revolução do cuidado, do zelo, da preocupação mútua e, portanto, da fraternidade.

O subsídio, disponível para compra no site da editora, além de oferecer um panorama completo, com todo o referencial para que se possa viver, difundir e praticar os preceitos dessa edição da CF, traz a letra do hino oficial, a oração e o conceito da arte do cartaz. Também apresenta dados e orientações sobre o Fundo Nacional de Solidariedade e o resultado integral das coletas realizadas nas celebrações do Domingo de Ramos, coleta da solidariedade.

Edições CNBB: https://www.edicoescnbb.com.br/campanha-da-fraternidade-2020

Assistir ao vídeo oficial da Campanha da Fraternidade 2020

A produção apresenta experiências de cuidado com a vida em suas várias dimensões encontradas Brasil afora e poderá ser utilizado para auxiliar as reflexões sobre a temática. O vídeo oferece um panorama completo, com todo o referencial necessário “para viver, difundir e praticar os preceitos desta edição da CF”.

O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, ressalta as diversas ações de cuidado em favor da vida promovidas pela Igreja em várias partes do Brasil e também “as diversas situações onde a vida tem sido descuidada e necessita de uma intervenção evangélica fruto de um coração convertido pela Palavra de Deus”. O vídeo intercala experiências de cuidado com a vida com frases de Santa Dulce dos Pobres, segundo padre Patriky, “a grande inspiradora, boa samaritana para os dias atuais”, exemplo de que “Vida doada é vida santificada”.

O vídeo pode ser encontrado no canal da CNBB no youtube: https://www.youtube.com

 

Vídeo aulas da CF 2020

Nesta série de três vídeos, é possível se informar sobre o tema central da CF 2020. O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, aprofunda as três partes do texto-base e da iluminação bíblica que inspirou esta campanha nos três vídeos que integram a série. As vídeo-aulas podem ser encontradas neste canal.

A série de vídeo aulas sobre o tema central pode ser vista no canal da Edições CNBB no youtube.

Matéria da Revista Bote Fé

Uma matéria jornalística especial, publicada na edição nº 30 da Revista Bote Fé, que circula de janeiro a março de 2020, aprofunda o caminho que a CF propõe: “agir como o Bom Samaritano”. A matéria fala da Quaresma como tempo litúrgico no qual a Igreja faz um convite mais intenso à conversão pessoal, renovação na família e ações em comunidade. A matéria apresenta ainda um pouco da trajetória de Santa Dulce dos Pobres e experiências no Brasil, como a experiência da Associação Guadalupe, em São José dos Campos (SP), que atua com gestantes em situação de vulnerabilidade social e com atendimento e aconselhamento de mulheres que apresentam algum risco de interromper a gravidez. A matéria apresenta ainda ações práticas a partir do texto base da CF 2020: primeirear, envolver, acompanhar, frutificar e festejar.

O link da matéria pode ser acessado aqui: https://recursos.edicoescnbb.com.br

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Papa inaugura Super Nuns em apoio a vítimas do tráfico humano

Com o primeiro clique, o Papa Francisco inaugurou “Super Nuns”, a comunidade na plataforma Patreon, idealizada para arrecadar fundos em favor das vítimas do tráfico de seres humanos e para financiar projetos de assistência e apoio.

O projeto lançado pela Talitha Kum – a Rede Internacional da Vida Consagrada comprometida em reconstruir essas vidas e protegê-las dos traficantes – e patrocinado pela Fundação Galileo, prevê a parceria de vários artistas de rua, entre os quais Stephen Power, também conhecido como ESPO, grafiteiro estadunidense, e Leiji Matsumoto, pioneiro da animação japonesa. Repetidamente, o Papa falou sobre o drama do tráfico, também pedindo ações concretas.

Francisco, na manhã deste sábado, 8, cumprimentou a todos pessoalmente e a irmã Gabriella Bottani, coordenadora internacional de Talitha Kum, apresentou o site ao Papa.

O artista Stephen Power pediu a Francisco para autografar uma cópia da primeira imagem e uma foi presenteada ao próprio Papa.

A inauguração contou com a presença de algumas irmãs da rede Talitha Kum, nascida por iniciativa da União Internacional das Superioras Gerais (UISG) e que há 10 anos promovem a colaboração e o intercâmbio de informações entre mulheres e homens consagrados em 70 países do mundo, para erradicar o flagelo da escravidão.

Irmã Gabriella Bottani comentou a iniciativa: “Para nós, é um grande desafio e também acredito em um grande dom. “Super Nuns” nasceu de uma proposta de John McCaffrey, da Fundação Galileo, que estava em contato com a sociedade Edelman, uma grande empresa de comunicação nos Estados Unidos, e que a cada ano doa seu trabalho gratuitamente para projetos sociais. Em 2019, escolheram precisamente Talita Kum por ocasião de nossos 10 anos de vida, e iniciamos um diálogo com a equipe criativa de Edelmann, que deu vida à “Super Nuns”.”

Sobre os desafios enfrentados, a religiosa comentou: “Um dos primeiros obstáculos que encontramos foi justamente como contar a história de Talitha Kum sem colocar em risco a identidade das irmãs e respeitar as vítimas. Percebemos as pessoas que acompanhamos todos os dias, que sofrem ou que sofreram com o tráfico, dos testemunhos, que no início foi um ponto crítico das relações com o grupo criativo, que depois tornou-se um espaço bonito, de novidades. Edelmann então nos fez a proposta de trabalhar com alguns artistas que trabalham na área de quadrinhos e animação. Percebemos que é uma parceria “poderosa” porque nos permite contar as histórias de Talitha Kum e de respeitar aqueles que são nossos valores. A linguagem usada pelos artistas é uma linguagem que vai além, é inovadora e que pode alcançar um público que nunca poderíamos alcançar; também nos ajuda a repensar, a propor nosso trabalho com modalidades novas que nos fascinam.”

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Igreja deve ser fiel à evangelização diante da violência, afirma Papa

Na oração mariana do Angelus deste domingo, 9, Francisco chamou atenção dos fiéis a respeito do papel da Igreja diante da violência que assola o mundo contemporâneo. “Jesus nos convida a não ter medo de viver no mundo, mesmo que nele por vezes existam condições de conflito e pecado. Diante da violência, da injustiça e da opressão, a Igreja não pode se fechar em si mesma ou esconder-se na segurança do próprio recinto; não pode abandonar sua missão de evangelização e de serviço”, disse o Papa

No Evangelho de hoje (cf. Mt 5, 13-16), Jesus diz aos seus discípulos: “Vós sois o sal da terra […]. Vós sois a luz do mundo” (vv. 13.14). Ele utiliza uma linguagem simbólica para indicar àqueles que pretendem segui-lo, alguns critérios para viver a presença e o testemunho no mundo.

Primeira imagem: sal. O sal é o elemento que dá sabor e que conserva e preserva os alimentos da corrupção. O discípulo, portanto, é chamado a ter afastados da sociedade os perigos, os germes corrosivos que poluem a vida das pessoas.

Trata-se de resistir à degradação moral, ao pecado, testemunhando os valores da honestidade e da fraternidade, sem ceder às tentações mundanas do carreirismo, do poder e da riqueza.

É “sal” o “discípulo” que, apesar dos fracassos cotidianos – porque todos nós os temos – levanta-se do pó dos próprios erros, recomeçando com coragem e paciência, a cada dia, a buscar o diálogo e o encontro com os outros. É “sal” o discípulo que não busca o consenso e o aplauso, mas se esforça para ser uma presença humilde, construtiva, na fidelidade aos ensinamentos de Jesus, que veio ao mundo não para ser servido, mas para servir. E há tanta necessidade desse comportamento.

A segunda imagem que Jesus propõe aos seus discípulos é a da luz: “Vós sois a luz do mundo”. A luz dissipa a escuridão e permite ver. Jesus é a luz que dissipou as trevas, mas elas ainda permanecem no mundo e nas pessoas. É tarefa do cristão dissipá-las, fazendo resplandecer a luz de Cristo e anunciando seu Evangelho.

Trata-se de uma irradiação que também pode derivar de nossas palavras, mas deve, acima de tudo, brotar de nossas “boas obras” (v. 16).

Um discípulo e uma comunidade cristã são luz no mundo quando direcionam os outros para Deus, ajudando cada um a fazer a experiência da sua bondade e da sua misericórdia.

O discípulo de Jesus é luz quando sabe viver a própria fé fora de espaços restritos, quando contribui para eliminar os preconceitos, a eliminar as calúnias e a deixar entrar a luz da verdade nas situações deterioradas pela hipocrisia e pela mentira. Iluminar. Mas não é a minha luz, é a luz de Jesus. Nós somos instrumentos para que a luz de Jesus chegue a todos.

Jesus nos convida a não ter medo de viver no mundo, mesmo que nele por vezes existam condições de conflito e pecado.

Diante da violência, da injustiça, da opressão, o cristão não pode fechar-se em si mesmo ou esconder-se na segurança do próprio recinto. Também a Igreja não pode fechar-se em si mesma, não pode abandonar sua missão de evangelização e de serviço.

Jesus na última ceia, pediu ao Pai não para tirar os discípulos do mundo, de deixá-los, ali, no mundo, mas de protegê-los do espírito do mundo.

A Igreja se dedica com generosidade e ternura aos pequenos e aos pobres: este não é o espírito do mundo, esta é a sua luz, é o sal. A Igreja escuta o clamor dos últimos e dos excluídos, porque tem consciência de ser uma comunidade peregrina chamada a prolongar a presença salvífica de Jesus Cristo na história.

Que a Virgem Santa nos ajude a ser sal e luz em meio às pessoas, levando a todos, com a vida e a palavra, a Boa Nova do amor de Deus.

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O Papa aos consagrados: saber ver a graça é o ponto de partida

O Papa Francisco presidiu, na tarde deste sábado (1°/02), na Basílica de São Pedro, a missa para o XXIV Dia Mundial da Vida Consagrada celebrado neste domingo (02/02).

No início da missa, as luzes da Basílica Vaticana foram apagadas e por alguns instantes o templo foi iluminado pelas velas acesas que os consagrados seguravam em suas mãos. Uma pequena chama semelhante à luz do chamado que um dia Jesus acendeu em seus corações. 

O pontífice iniciou sua homilia com a seguinte passagem bíblica: “«Meus olhos viram a Salvação»: são as palavras de Simeão, que o Evangelho apresenta como um homem simples, um homem «justo e piedoso». Mas, dentre todos os homens que estavam no templo naquele dia, só ele viu, em Jesus, o Salvador. Um menino; um pequenino, frágil e simples menino. Nele viu a Salvação, porque o Espírito Santo lhe fez reconhecer, naquele terno recém-nascido, «o Messias do Senhor»”.

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Acolher de braços abertos o dom do Senhor

Também vós, queridos irmãos e irmãs consagrados, sois homens e mulheres simples que vistes o tesouro que vale mais do que todas as riquezas do mundo. Por ele, deixastes coisas preciosas, tais como bens, criar uma família própria. Por que o fizestes? Porque vos apaixonastes por Jesus, n’Ele vistes tudo e, fascinados pelo seu olhar, deixastes o resto. A vida consagrada é esta visão. É ver aquilo que conta na vida. É acolher de braços abertos o dom do Senhor, como fez Simeão. Isto é o que veem os olhos dos consagrados: a graça de Deus derramada em suas mãos. A pessoa consagrada é alguém que, ao olhar-se cada dia, diz: «Tudo é dom, tudo é graça». Queridos irmãos e irmãs, não é mérito nosso a vida religiosa, é um dom de amor que recebemos.

Segundo o Papa, “saber ver a graça é o ponto de partida. Olhar para trás, reler a própria história e ver nela o dom fiel de Deus, não apenas nos grandes momentos da vida mas também nas fragilidades, fraquezas e misérias. O tentador, o diabo insiste precisamente em nossas misérias, em nossas mãos vazias, e corremos o risco de perder a bússola, que é a gratuidade de Deus. Com efeito, Deus nos ama e sempre se oferece a nós, mesmo nas nossas misérias. Quando mantemos o olhar fixo n’Ele, abrimo-nos ao perdão que nos renova e somos confirmados pela sua fidelidade”.

"Com efeito, sobre a vida religiosa, paira esta tentação: ter um olhar mundano. É o olhar que já não vê a graça de Deus como protagonista da vida e vai à procura de qualquer substituto: um pouco de sucesso, uma consolação afetiva, fazer finalmente aquilo que quero", frisou o Papa.

“A vida consagrada, quando deixa de girar em torno da graça de Deus, retrai-se no próprio eu: perde impulso, acomoda-se, paralisa.”

E sabemos o que acontece depois! Reivindicam-se os espaços próprios e os direitos próprios, deixamo-nos cair em críticas e murmurações, indignamo-nos pela mais pequena coisa que não funcione e entoamos a ladainha da lamentação acerca dos irmãos, das irmãs, da comunidade, da Igreja e da sociedade. Já não se vê o Senhor em tudo, mas só o mundo com as suas dinâmicas; e o coração se restringe.

Castidade, caminho para amar sem se apoderar

A fim de ter um olhar justo sobre a vida, Francisco convidou os consagrados a pedirem para “saber ver, como Simeão, a graça de Deus que veio para nós. O Evangelho repete três vezes que Simeão tinha familiaridade com o Espírito Santo, que estava nele, o inspirava e impelia. Tinha familiaridade com o Espírito Santo, com o amor de Deus".

“A vida consagrada, se permanecer firme no amor do Senhor, vê a beleza. Vê que a pobreza não é um esforço titânico, mas uma liberdade superior, que nos presenteia como verdadeiras riquezas Deus e os outros. Vê que a castidade não é uma esterilidade austera, mas o caminho para amar sem se apoderar. Vê que a obediência não é disciplina, mas a vitória, no estilo de Jesus, sobre a nossa anarquia.”

A seguir, o Papa contou uma experiência vivida por algumas religiosas: "Numa das terras onde ocorreu o terremoto, falando de pobreza e vida comunitária, havia um mosteiro beneditino. Outro mosteiro convidou as religiosas para se mudar e viver nesse mosteiro. Elas ficaram ali pouco tempo mas não eram felizes, pensavam no lugar que tinham deixado, nas pessoas de lá. No final, decidiram voltar e fazer o mosteiro em dois trailers. Em vez de estarem num grande mosteiro, confortáveis, eram como pulgas, ali, todas juntas, mas felizes na pobreza. Isso aconteceu no ano passado. Uma coisa bonita!"

Olhar dos consagrados, olhar de esperança

"Quem mantém o olhar fixo em Jesus, aprende a viver para servir. Não espera que os outros comecem, mas vai à procura do próximo, como Simeão que procurava Jesus no templo", disse ainda Francisco. "E onde se encontra o próximo, na vida consagrada? Primeiramente, na própria comunidade. Devemos pedir a graça de saber procurar Jesus nos irmãos e irmãs que recebemos. É aqui que se começa a praticar a caridade: no lugar onde se vive, acolhendo os irmãos e irmãs com as suas pobrezas, como Simeão acolheu Jesus simples e pobre. Há muitos, hoje, que só veem nos outros obstáculos e complicações. Há necessidade de olhares que procurem o próximo, que aproximem de quem está distante. Como homens e mulheres que vivem para imitar Jesus, os religiosos e as religiosas são chamados a tornar presente no mundo o olhar d’Ele, o olhar da compaixão, o olhar que vai à procura dos distantes, que não condena, mas encoraja, liberta, consola."

O olhar dos consagrados só pode ser um olhar de esperança”, disse ainda o Papa. “Saber esperar. Olhando ao redor, é fácil perder a esperança: as coisas que estão mal, a diminuição das vocações, etc. Paira ainda a tentação do olhar mundano, que aniquila a esperança”.

Francisco concluiu a sua homilia, dizendo que Simeão e Ana “eram idosos, viviam sozinhos e contudo não perderam a esperança, porque estavam em contato com o Senhor”. “Ana «não se afastava do templo, participando do culto noite e dia, com jejuns e orações». Aqui está o segredo: não se afastar do Senhor, fonte da esperança.”

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Vida Consagrada: a beleza da pertença a Deus em suas diversas expressões

Celebrado desde 1997 e instituído pelo Papa São João Paulo II, o dia da vida consagrada ‘’pretende ajudar a Igreja inteira a valorizar sempre mais o testemunho das pessoas que escolheram seguir a Cristo mais de perto, mediante a prática dos conselhos evangélicos e, ao mesmo tempo, quer ser para as pessoas consagradas uma ocasião propícia para renovar os propósitos e reavivar os sentimentos, que devem inspirar a sua doação ao Senhor.

Como ressaltou o Concílio (cf. Lumen gentium, 44), a vida consagrada «imita mais de perto, e perpetuamente representa na Igreja a forma de vida que Jesus, supremo consagrado e missionário do Pai para o seu Reino, abraçou e propôs aos discípulos que O seguiam» (n. 22).” (Mensagem para a celebração do I Dia da Vida Consagrada)

Em suas múltiplas expressões, a vida consagrada revela a íntima vocação da Igreja, de pertencer somente ao seu Senhor. A diversidade de carismas e formas de vida consagrada revelam a beleza do pertencimento a Deus, cada uma com sua identidade.

O consagrado é alguém que dá testemunho de que o mundo pode ser diferente, como uma antecipação do eterno.

Confira alguns testemunhos e olhares para as diferentes expressões da vida consagrada:

Frei Alysson Cássio – Carmelita Descalço

‘’A consagração é um mistério: nenhuma palavra dá o sentido pleno de uma realidade que supera toda inteligência humana.’’

Religioso há 16 anos, Frei Alysson Cássio, natural de João Monlevade-MG, iniciou seu caminho para a vida consagrada na Província São José – que abrange o sudeste e nordeste do Brasil – dos Frades Carmelitas Descalços, ordem a qual pertence atualmente.

Foi na juventude, com o envolvimento em atividades pastorais que viveu seu despertar vocacional. O religioso tomou conhecimento do Carmelo Descalço, com seu carisma e espiritualidade, através de livros sobre a vida de Santa Teresa de Jesus e Santa Teresinha do Menino Jesus e decidiu seguir este caminho.

Para ele, ‘’a consagração religiosa envolve uma prévia eleição por parte de Deus: é Ele quem chama, quem toma a iniciativa de convidar. É um ato de Deus Pai, que nos consagra em Cristo, com Cristo e para Cristo, na unidade do amor que é o Espírito Santo. Por isso é que se pode dizer que a consagração é uma ação divina.’’

Frei Alysson ressalta ainda que ao assumir a vida consagrada o ser humano procura viver em real configuração com Cristo casto, pobre e obediente, sendo que a consagração importa uma presença ativa e permanente de Deus no consagrado.

Divide também a realidade de sua consagração dentro do Carmelo, que se dá por meio da oração e contemplação das realidades divinas. ‘’Todo o apostolado deve ser fruto da vida de oração.’’

Santa Teresa de Jesus definiu a oração como um trato de amizade com Deus. Frei Alysson afirma que nesse “trato”, o mais importante é a relação amorosa entre os amigos: Deus e o homem. A intimidade é muito mais importante que as palavras, que os ritos, que as técnicas de recolhimento e interiorização.

Irmã Maria Raquel – Instituto HeSed

A irmã Maria Raquel, pertencente ao Instituto HeSed- CE testemunha a beleza e profundidade da vida consagrada dentro de um instituto religioso.

Ela conta que até os seus 18 anos, a consagração a Deus não era sequer uma possibilidade. Tinha planos de estudar, profissionalizar-se, casar e ter filhos; era essa a direção que havia escolhido para sua vida.

 “No entanto, encontrar-se com o Amor é algo que não apenas lhe transforma, mas que pode alterar todo o curso de sua vida. Posso dizer que não apenas me encontrei com Alguém, como me apaixonei por este Deus de uma maneira até então nunca experimentada. Os meus sonhos, que pareciam ser tão grandes, tornaram-se insignificantes quando comparados ao plano que Deus traçou para mim. Lancei-me neles com amor!’’.

A partir da primeira experiência com Deus, Irmã Maria Raquel foi percebendo uma sede insaciável dEle, um desejo irresistível de dar sua vida por Ele, pela Igreja, pela salvação das almas, pelos sacerdotes, pelos jovens e pelas famílias.

A religiosa revela que esses sentimentos todos lhe surpreenderam inicialmente; sentiu medo de algo tão inusitado, mas com o passar do tempo deu-se conta de que viver só para si, buscando a sua autossatisfação, já não fazia sentido algum.

“Eu precisava ofertar a minha vida e era esse o chamado contínuo que o Senhor me fazia: ‘Vem e segue-me!’”.

A vida religiosa foi a forma que o Senhor a inspirou, para que a oferta de sua vida se realizasse.

‘’A vida religiosa é sinal para todos do que se dará no Céu. Ela prefigura a união total e absoluta entre o Esposo e a esposa, isto é, entre Deus e a humanidade. E o que é ser esposa de Cristo? Parafraseando Santa Elisabete da Trindade, ‘ser esposa do Cristo é ser fecunda, corredentora, dar à luz às almas e à graça, multiplicar os adotivos do Pai, os resgatados do Cristo, os coerdeiros de sua glória’. Eis a nossa vocação!’’, dividiu ela.

Para a Irmã Maria Raquel, ser religiosa é ter a feliz missão de cantar as misericórdias do Senhor, pois ‘’não existe realidade de pecado, nem de afastamento de Deus, que não possa ser ultrapassada pelo amor misericordioso’’, como testemunha e ensina a fundadora do Instituto HeSed Madre Jane Madeleine.  

‘’Nossa vida é um misto de contemplação e ação. Buscamos por meio da contemplação a união com Deus para depois transbordarmos na missão este mesmo amor que deseja fazer arder todos os corações, sobretudo o dos mais distantes, frios e esquecidos.’’

Há 10 anos, a Irmã Maria Raquel vive a alegria da vida consagrada; um “sim’’ fecundo na vida de tantas pessoas, de maneira muito particular na vida de tantos jovens. ‘’Algo que só Deus pode fazer e Ele tem feito de maneira extraordinária!’’, concluiu a religiosa.

Vitor Aragão – Comunidade Católica Shalom

‘’Pela igreja, pelos homens, pelos jovens, me consumirei.’’

Vitor Aragão de Carvalho, natural de Fortaleza-CE, é consagrado na Comunidade Católica Shalom, com promessas definitivas e seminarista, em Roma.

Vindo de uma família muito católica, teve desde cedo contato com a religião, porém isso não o poupou de suas dúvidas e questionamentos sobre a fé.

O encontro com sua vocação começou quando, ao estar em um momento de incertezas e questionamentos, Vitor foi convidado para participar de um acampamento de jovens.

19 de janeiro de 2007 é uma data marcante para o jovem seminarista: dia em que viveu seu encontro pessoal com Jesus Cristo e ali entendeu que não poderia mais ser o mesmo; não poderia viver sem Deus.

“A partir deste encontro eu não mais ouvia falar de Deus, mas ouvia Deus falando diretamente comigo. E um detalhe mudou tudo em minha vida: Ele se tornou o meu melhor amigo.’’

Vitor conta também que neste momento não tinha planos de ser consagrado e nem seminarista.  Seu foco era apenas ser amigo de Jesus.

Construiu então uma caminhada de amizade com Deus; participou de grupos de oração, foi catequista e teve contato com alguns carismas. Posteriormente, sentiu-se chamado a dar um passo a mais.

‘’Foi quando perguntei a Deus, assim como São Francisco de Assis perguntou, ‘Senhor o que tu queres que eu faça?’. Jesus respondeu que me queria inteiramente para Ele e me pediu para que anunciasse o amor que eu havia conhecido.’’

Diante desta resposta que recebeu, Vitor começou a buscar o caminho que o levaria a ser todo de Deus. Assim, iniciou sua trajetória na comunidade de vida Shalom, onde vive a pobreza, a castidade e a obediência.

O amor pelos jovens e o ser missionário foram sempre o sentido de todo o caminho de consagração de Vitor.

Com relação ao sacerdócio, o jovem divide que já havia se questionado algumas vezes sobre essa vocação, mas não como uma decisão e correspondência a um convite de Deus. Com o tempo, o chamado ao sacerdócio foi se tornando forte e se transformou em uma inquietação do seu coração.

‘’Tive muito medo de dizer sim ao sacerdócio, mas esse medo foi sendo vencido por Deus. Lembro-me de dias em que disse para Ele que não iria ser padre; bastava eu ser missionário. Mas no outro dia, o Senhor me inquietava novamente e eu tinha uma nova chance de respondê-lo.’’

O seminarista revela ainda que hoje entende que todo medo é pequeno diante da graça de Deus e que Ele nos escolhe mesmo fracos e falhos, do jeito que somos. Compreende que mesmo com suas dificuldades, é chamado a ser missionário, ser a misericórdia de Cristo para os outros.

Como consagrado e futuro sacerdote, Vitor tem uma rotina de oração, estudos e trabalho. Dedica as manhãs para a oração, como um tempo específico para Deus e para fortalecer seu amor esponsal e concilia os demais compromissos ao longo do dia.

‘’O amor esponsal a Deus me faz querer estar em comunidade, viver a vida fraterna e a unidade com cada um dos meus irmãos. E o amor a Deus, unido aos irmãos, resulta na evangelização constante’’, explicou.

Vitor trabalha no Centro Internacional São Lourenco, com a evangelização dos jovens de todas as nações e sente que este é o seu chamado pessoal: a evangelização do jovem. ‘’Sou padre porque Deus me chamou, mas pelos jovens. Escolho dizer ‘sim’ em Deus, pelos jovens.’’

Para ele, o ser consagrado é, de fato, ser separado; separado para Deus.

‘’Durante a minha vida eu tive muitas oportunidades de escolher outros caminhos, mas Deus quis me separar e essa é a minha grande alegria.

Existe uma plenitude de felicidade que só experimentamos quando fazemos a vontade de Deus. Encontro plenitude quando sou separado para Ele e lançado para os outros, podendo ser alimento para um mundo que geme, sofre e espera, com fome, a manifestação dos filhos de Deus, que se fazem eucaristia’’, concluiu Vitor.

Padre José Roberto – Arquidiocese de São Paulo

Padre José Roberto Pereira exerce seu ministério sacerdotal há 12 anos, na Arquidiocese de São Paulo. Atualmente é pároco na Paróquia Nossa Senhora da Consolação, coordenador regional da Pastoral Vocacional e diretor espiritual da Renovação Carismática, na Arquidiocese.

‘’Encontrei-me com a minha vocação numa comunidade da periferia da zona leste de São Paulo. Eu participava de grupo de jovens, namorava, tinha minha vida como qualquer outro jovem da minha idade.

Comecei a conviver com os padres combonianos em minha comunidade de origem, e posteriormente um padre diocesano chegou, o Padre Eduardo Araújo. Algo me encantava na vida deste padre; sua maneira de conduzir a comunidade, sua dinâmica e seu jeito amigo.

Em um determinado momento, comecei a sentir uma inquietação e decidi falar com o Padre Eduardo, mesmo ele já não estando mais na comunidade. Fui ao encontro dele e antes que eu pudesse falar algo, ele já sabia que era sobre vocação.

Fiz um ano e meio de encontros vocacionais e aos 23 anos entrei para o seminário. Depois, em 1999 fui ordenado sacerdote. Trabalhei em outras paróquias e no ano de 2010 assumi a administração da minha paróquia atual, na qual sou pároco há mais de 5 anos.’’, relatou o padre José sobre o encontro com sua vocação.

O sacerdote diz que, para ele, o sentido da vida consagrada é a total entrega a Deus e ao outro. É abrir mão totalmente das suas próprias vontades, desejos e momentos, para viver inteiramente para Deus.

‘’Temos, a cada dia, que aprender a nos sacrificarmos; morrer para si mesmo e viver em Deus, esse é o sentido da consagração.’’

Padre José Roberto ressalta que viver o sacerdócio, no dia a dia, é aprender a apascentar o rebanho a ele confiado e aprender a lidar com as limitações humanas, sejam as dele ou as de seus irmãos.

Também entende que é chamado a uma busca constante de ajudar o outro a crescer, a encontrar-se com Deus.

‘’Busco também viver o meu sacerdócio na fraternidade presbiteral, que é tão necessária e urgente, nos dias de hoje. Nós padres, precisamos viver uns com os outros; a vida consagrada é uma constante convivência em comunidade: com o outro e para o outro.’’

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Padre Gilmar presidiu Missa na Paróquia Senhor Bom Jesus iniciando o mês do Jubileu dos 25 anos da Paróquia

No último sábado, 01 de fevereiro, o Padre Gilmar presidiu a Santa Missa das 19h na Paróquia Senhor Bom Jesus de Votuporanga iniciando as celebrações do mês do Jubileu dos 25 anos da paróquia. Padre Gilmar foi ordenado sacerdote no dia 27 de janeiro de 1995 e menos de um mês após a sua ordenação presbiteral, foi nomeado pároco da recém criada Paróquia Senhor Bom Jesus de Votuporanga, tomando posse no dia 16 de fevereiro daquele ano. 

Durante mais de 16 anos, o padre Gilmar esteve a frente da Paróquia Senhor Bom Jesus, enfrentando as dificuldades iniciais como os poucos recursos financeiros, falta de espaço para reuniões, catequeses e encontros, mas com a ajuda da caminhada, com quem manteve um laço forte de amizade e fidelidade, todas as dificuldades foram vencidas. Neste período em que ficou a frente da Paróquia Senhor Bom Jesus, destaca-se a construção da nova Igreja e do Centro de Pastoral, criação de movimentos e pastorais, formação de lideranças, dinamização das atividades e trabalho com a juventude.

Breve História da Paróquia Senhor Bom Jesus

No início dos anos oitenta, a Capela Senhor Bom Jesus foi fundada, pelo caristmático Padre Silvio Roberto dos Santos, pároco da Paróquia Santa Luzia, debaixo de algumas árvores, as Paineiras, que deram nome ao novo bairro que nascia na cidade. Em 16 de fevereiro de 1995, o 2º bispo da história da Diocese de São José do Rio Preto, Dom José de Aquino Pereira, a erigiu como Paróquia, a fim de marcar a presença da Igreja na região oeste da cidade de Votuporanga.

Na ocasião, foi nomeado como seu primeiro pároco o jovem sacerdote Padre Gilmar Antônio Margotto, recém-ordenado, que permaneceu na Paróquia até o dia 25 de Outubro de 2011. Prodigiosa nas suas pastorais e movimentos, acolheu o projeto da setorização como forma de implementar o Dízimo que, depois, foi sementeira do Projeto das Redes de Pequenas Comunidades para toda a Diocese. No dia 09 de novembro de 2011, por determinação de Dom Paulo Mendes Peixoto, 4º bispo diocesano, acolheu seu segundo e atual pároco, Padre Marcio Tadeu Reiberti Alves de Camargo, filho da própria comunidade.

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