Notícias e Artigos Litúrgicos
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Notre Dame: gratidão do Papa a quem arriscou a vida para salvar a Catedral

No final da Catequese desta quarta-feira, 17, o Papa Francisco fez uma saudação especial à comunidade diocesana de Paris, aos parisienses e a todo o povo francês depois do incêndio na Catedral de Notre Dame.

Em meio aos aplausos dos fiéis, o Pontífice disse:

“Queridos irmãos e irmãs, fiquei muito entristecido e sinto-me muito próximo a todos vocês. Aos que se expuseram, inclusive arriscando-se pessoalmente para salvar a Basílica, vai a gratidão de toda a Igreja. Que nossa Virgem Maria os abençoe e ampare o trabalho de reconstrução: possa ser uma obra de todos, para o louvor e a glória e Deus.”

Na tarde desta terça-feira, 16, o Papa Francisco conversou por telefone com o presidente da França, Emmanuel Macron. Durante a ligação, o Pontífice expressou mais uma vez sua solidariedade ao povo francês.

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Papa Francisco visita Bento XVI e o felicita pela Páscoa e aniversário

Na tarde da última segunda-feira, 15, no início da Semana Santa, o Papa Francisco foi ao Mosteiro “Mater Ecclesiae”, Jardins do Vaticano, para fazer seus votos de Feliz Páscoa a Bento XVI.

O encontro foi também uma ocasião para o Santo Padre felicitar com carinho especial o Papa emérito, que na terça-feira, 16, completou o seu 92º aniversário. A informação foi divulgada pelo Diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti.

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“Na dor, Jesus nos ensina a abraçar o Pai”, afirma Papa

O tríduo pascal foi tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira, 17. Na Praça São Pedro, de modo especial o Pontífice refletiu sobre algumas palavras que Jesus dirigiu ao Pai durante a Sua Paixão. A primeira invocação foi feita depois da Última Ceia, quando disse: “Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho” e ainda “glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”.

Pode parecer paradoxal que Jesus peça a glória ao Pai quando a Paixão está para acontecer, observou o Papa. Segundo o Santo Padre, a glória na verdade indica o revelar-se de Deus, é o sinal distintivo da sua presença salvadora entre os homens e é o que acontece na Páscoa. “Ali Deus finalmente revela a sua glória, que descobrimos ser toda amor: amor puro, louco e impensável, para além de todo limite e medida”, refletiu.

“Queridos irmãos e irmãs, façamos nossa a oração de Jesus: peçamos ao Pai para retirar os véus dos nossos olhos para que nesses dias, olhando para o Crucifixo, possamos acolher que Deus é amor. Quantas vezes O imaginamos patrão e não Pai, juiz severo ao invés de Salvador misericordioso! Mas Deus na Páscoa cancela as distâncias, mostrando-se na humildade de um amor que pede o nosso amor”, suscitou o Pontífice.

Francisco afirmou que homens e mulheres dão glória ao Pai quando vivem tudo o que fazem com amor, com o coração. “A verdadeira glória é a do amor, porque é a única que dá vida ao mundo, e não a glória mundana, feita de aclamação e audiência. No centro não está o eu, mas o outro. Ninguém glorifica a si mesmo”, alertou.

Depois da Última Ceia, o Papa recordou que Jesus entra no jardim do Getsêmani e também ali reza ao Senhor com a palavra mais terna e doce: «Abbà», Pai (cfr Mc 14,33-36). “Na dor, Jesus nos ensina a abraçar o Pai porque na oração a Ele está a força de seguir adiante nas dores, nas fadigas a oração é alivio, conforto. Quando foi abandonado por todos, na desolação interior Jesus não está sozinho, está com o Pai. Nós, ao contrário, nos nossos ‘Getsêmani’ geralmente escolhemos permanecer sozinhos ao invés de dizer ‘Pai’ e confiar-nos, como Jesus, à sua vontade, que é sempre para o nosso verdadeiro bem”, observou o Santo Padre.

O Pontífice prosseguiu: “Quando nas provas permanecemos fechados em nós mesmos cavamos um túnel dentro de nós, um doloroso percurso contrário, que tem uma única direção: sempre mais fundo em nós mesmos. O maior problema não é a dor, mas como a enfrentamos. A solidão não nos oferece vias de saída; a oração sim, porque é relação, confiança. Jesus se confia ao Pai, dizendo a Ele o que sente, se apoiando nele durante a luta. Quando entrarmos nos nossos ‘Getsemanis’ (todos nós temos esses momentos duros) devemos nos recordar de rezar assim: ‘Pai’”.

Por fim, Francisco recordou que Jesus dirige ao Senhor uma terceira oração: ‘Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem’ (Lc 23,34). “Jesus reza por quem foi mal com ele, no momento da dor mais aguda, quando recebia os pregos nos pulsos e nos pés. Aqui, ao vértice da dor chega o amor: chega o perdão, isto é, o dom à enésima potência, que quebra o círculo do mal”, refletiu.

Rezando nesses dias o “Pai-Nosso” – tema neste período das catequeses –, o Papa fez votos que os fiéis possam pedir uma dessas graças: viver para a glória de Deus, isto é, com amor; e a sabedoria de confiar no Pai nas provações; e encontrar no seu abraço o perdão e a coragem de perdoar.

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Semana Santa: como a Igreja determina as datas das celebrações?

A cada ano, as datas do Tríduo Pascal variam: existe uma razão histórica para isso. São as fases da Lua que guiam o calendário da Igreja para as celebrações dos mistérios da Morte e Ressurreição de Cristo.

Durante a Semana Santa, os cristãos celebram a ressurreição de Cristo, a festa mais importante do calendário litúrgico. De fato, durante os três primeiros séculos da fé, esta era a única festa que se celebrava. Não havia outros tempos litúrgicos nem outras solenidades.

A origem da data se deve ao fato de que a morte de Cristo ocorreu ao redor da festa da Páscoa judaica. Os Evangelhos se referem a esta celebração na passagem bíblica da última ceia, em que Jesus se reúne com seus discípulos para celebrar esta festa na que os judeus recordavam a saída do Egito.

Os judeus, de acordo às suas normas, devem renovar cada ano esta celebração no dia 15 do mês de Nisan, que começa com a primeira lua nova da primavera.

Lua cheia

Com o passar do tempo, e embora algumas regiões no mundo não aderissem, a Igreja começou a unificar a data da Páscoa. Desde o I Concílio Ecumênico da Niceia no ano 325, a Semana Santa se celebra no primeiro domingo de lua cheia depois do equinócio primaveril (por volta do dia 21 de março).

Assim, o domingo de Páscoa acontece em um parêntese de 35 dias, entre em 22 de março e em 25 de abril.

As datas de Páscoa se repetem em um período de 5.700.000 anos e nesse intervalo de tempo a data mais frequente é 19 de abril. Na maioria das vezes, a Semana Santa cai durante a primeira ou segunda semana de abril.

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Papa convida a resistir ao demônio em silêncio e deixar o Senhor agir

O Papa Francisco incentivou os cristãos a que, “nos momentos de escuridão e grande tribulação”, quando o demônio aparece, “resistir-lhe em silêncio, ‘mantendo a posição’”, deixando Deus agir, protegidos sob o manto de Maria.

O Santo Padre fez esta afirmação em sua homilia da Missa celebrada neste domingo, 14 de abril, na Praça de São Pedro, no Vaticano, por ocasião do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. 

Ao início da liturgia, Francisco se dirigiu ao centro da Praça, onde se encontra o obelisco de origem egípcia que ficava no antigo circo romano – onde morreu o Apóstolo São Pedro crucificado de cabeça para baixo. Ali o Pontífice abençoou as palmas e os ramos de oliveira. Depois, dirigiu-se ao altar, situado em frente à fachada da Basílica, para a celebração da Missa.

“Nos momentos de escuridão e grande tribulação, é preciso ficar calado, ter a coragem de calar, contanto que seja um calar manso e não rancoroso. A mansidão do silêncio far-nos-á aparecer ainda mais frágeis, mais humilhados, e então o demônio ganha coragem e sai a descoberto. Será necessário resistir-lhe em silêncio, ‘conservando a posição’, mas com a mesma atitude de Jesus”, afirmou o Santo Padre.

A seguir, a homilia completa do Papa Francisco:

As aclamações da entrada em Jerusalém e a humilhação de Jesus. Os gritos festosos e o encarniçamento feroz. Anualmente, este duplo mistério acompanha a entrada na Semana Santa com os dois momentos caraterísticos desta celebração: ao início, a procissão com os ramos de palmeira e de oliveira e, depois, a leitura solene da narração da Paixão.

Deixemo-nos envolver nesta ação animada pelo Espírito Santo, para obtermos o que se pede na oração: acompanhar com fé o caminho do nosso Salvador e ter sempre presente o grande ensinamento da sua Paixão como modelo de vida e de vitória contra o espírito do mal.

Jesus mostra-nos como enfrentar os momentos difíceis e as tentações mais insidiosas, guardando no coração uma paz que não é isolamento, não é ficar impassível nem fazer o super-homem, mas confiante abandono ao Pai e à sua vontade de salvação, de vida, de misericórdia; e Jesus, em toda a sua missão, viu-Se assaltado pela tentação de «fazer a sua obra», escolhendo Ele o modo e desligando-Se da obediência ao Pai. Desde o início, na luta dos quarenta dias no deserto, até ao fim, na Paixão, Jesus repele esta tentação com uma obediente confiança no Pai.

E hoje, na sua entrada em Jerusalém, também nos mostra o caminho. Pois, neste acontecimento, o maligno, o príncipe deste mundo, tinha uma carta para jogar: a carta do triunfalismo, e o Senhor respondeu permanecendo fiel ao seu caminho, o caminho da humildade.

O triunfalismo procura tornar a meta mais próxima por meio de atalhos, falsos comprometimentos. Aposta na subida para o carro do vencedor. O triunfalismo vive de gestos e palavras, que não passaram pelo cadinho da cruz; alimenta-se da comparação com os outros, julgando-os sempre piores, defeituosos, falhados... Uma forma subtil de triunfalismo é a mundanidade espiritual, que é o maior perigo, a mais pérfida tentação que ameaça a Igreja(Henri de Lubac). Jesus destruiu o triunfalismo com a sua Paixão.

Verdadeiramente o Senhor aceitou e alegrou-Se com a iniciativa do povo, com os jovens que gritavam o seu nome, aclamando-O Rei e Messias. O seu coração rejubilava ao ver o entusiasmo e a festa dos pobres de Israel, de tal maneira que, aos fariseus que Lhe pediam para censurar os discípulos pelas suas escandalosas aclamações, Jesus respondeu: «Se eles se calarem, gritarão as pedras» (Lc 19, 40). Humildade não significa negar a realidade, e Jesus é realmente o Messias, o Rei.

Mas, ao mesmo tempo o coração de Cristo encontra-se noutro caminho, no caminho santo que só Ele e o Pai conhecem: aquele que vai da «condição divina» à «condição de servo», o caminho da humilhação na obediência «até à morte e morte de cruz» (Flp 2, 6-8). Ele sabe que, para chegar ao verdadeiro triunfo, deve dar espaço a Deus; e, para dar espaço a Deus, só há um modo: o despojamento, o esvaziamento de si mesmo. Calar, rezar, humilhar-se. Com a cruz, não se pode negociar: abraça-se ou recusa-se. E, com a sua humilhação, Jesus quis abrir-nos o caminho da fé e preceder-nos nele.

Atrás d’Ele, a primeira que o percorreu foi a sua Mãe, Maria, a primeira discípula. A Virgem e os santos tiveram que padecer para caminhar na fé e na vontade de Deus. No meio dos acontecimentos duros e dolorosos da vida, responder com a fé custa «um particular aperto do coração» (cf. SÃO JOÃO PAULO II, Enc. Redemptoris Mater, 17). É a noite da fé. Mas, só desta noite é que desponta a aurora da ressurreição. Ao pé da cruz, Maria repensou nas palavras com que o Anjo Lhe anunciara o seu Filho: «Será grande (...). O Senhor Deus vai dar-Lhe o trono de seu pai Davi, reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim» (Lc 1, 32-33). No Gólgota, Maria depara-Se com o desmentido total daquela promessa: o seu Filho agoniza numa cruz como um malfeitor. Deste modo o triunfalismo, destruído pela humilhação de Jesus, foi igualmente destruído no coração da Mãe; ambos souberam calar.

Precedidos por Maria, incontáveis santos e santos seguiram a Jesus pelo caminho da humildade e da obediência. Hoje, Dia Mundial da Juventude, quero lembrar os inúmeros santos e santas jovens, especialmente os de «ao pé da porta», que só Deus conhece e que às vezes gosta de no-los revelar de surpresa. Queridos jovens, não vos envergonheis de manifestar o vosso entusiasmo por Jesus, gritar que Ele vive, que é a vossa vida. Mas, ao mesmo tempo não tenhais medo de O seguir pelo caminho da cruz. E, quando sentirdes que vos pede para renunciardes a vós mesmos, para vos despojardes das próprias seguranças confiando-vos completamente ao Pai que está nos céus, então alegrai-vos e exultai! Encontrais-vos no caminho do Reino de Deus.

Aclamações festosas e encarniçamento feroz; é impressionante o silêncio de Jesus na sua Paixão. Vence inclusivamente a tentação de responder, de ser «mediático». Nos momentos de escuridão e grande tribulação, é preciso ficar calado, ter a coragem de calar, contanto que seja um calar manso e não rancoroso. A mansidão do silêncio far-nos-á aparecer ainda mais frágeis, mais humilhados, e então o demónio ganha coragem e sai a descoberto. Será necessário resistir-lhe em silêncio, «conservando a posição», mas com a mesma atitude de Jesus. Ele sabe que a guerra é entre Deus e o príncipe deste mundo, e não se trata de empunhar a espada, mas de permanecer calmo, firme na fé. É a hora de Deus. E, na hora em que Deus entra na batalha, é preciso deixá-Lo agir. O nosso lugar seguro será sob o manto da Santa Mãe de Deus. E enquanto esperamos que o Senhor venha e acalme a tempestade (cf. Mc 4, 37-41), com o nosso testemunho silencioso e orante, demos a nós mesmos e aos outros a «razão da esperança que está em [nós]» (1 Ped 3, 15). Isto ajudar-nos-á a viver numa santa tensão entre a memória das promessas, a realidade do encarniçamento palpável na cruz e a esperança da ressurreição.

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Angelus: Papa convida jovens a viverem a Exortação "Christus vivit"

Logo após a Missa deste Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, 14, o Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, na Praça São Pedro, no Vaticano.

Francisco saudou todas as pessoas que participaram da celebração eucarística e também aquelas que acompanharam a missa através dos meios de comunicação.

“Esta saudação se estende a todos os jovens que hoje, em torno de seus bispos, celebram a Jornada da Juventude em todas as dioceses do mundo. Queridos jovens, convido todos vocês a tornarem suas e a viverem cotidianamente as indicações da recente Exortação Apostólica Christus vivit, fruto do Sínodo que também envolveu muitos de seus coetâneos. Nesse texto, cada um de vocês pode encontrar inspirações fecundas para a sua vida e seu caminho de crescimento na fé e no serviço aos irmãos.”

A seguir, o Papa disse:

“No contexto deste domingo, quis oferecer a todos vocês reunidos na Praça de São Pedro, um Terço especial. As contas desse Terço de madeira de oliveira foram feitas na Terra Santa expressamente para o Encontro Mundial da Juventude no Panamá, em janeiro passado, e para o Dia de Hoje. Por isso, renovo o meu apelo aos jovens e a todos para rezarem o Terço pela paz, especialmente pela paz na Terra Santa e no Oriente Médio.”

Por fim, o Papa pediu à Virgem Maria para que nos ajude a viver bem a Semana Santa.

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Papa Francisco: Jesus permanece fiel ao caminho da humildade

O Papa Francisco presidiu a missa, deste Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, 14,  na Praça São Pedro, no Vaticano, que contou com a participação de milhares de fiéis.

A liturgia solene da Paixão do Senhor começou com a bênção dos ramos de oliveira, perto do obelisco situado no centro da Praça São Pedro. A seguir, houve a procissão até o adro da Basílica de São Pedro.

Em sua homilia, Francisco destacou que Jesus nos mostra no Evangelho deste domingo “como enfrentar os momentos difíceis e as tentações mais insidiosas, guardando no coração uma paz que não é isolamento, não é ficar impassível nem fazer o super-homem, mas confiante abandono ao Pai e à sua vontade de salvação, de vida e misericórdia”.

Jesus nos mostra o caminho

Na sua entrada em Jerusalém, Jesus “também nos mostra o caminho. Nesse acontecimento, o maligno, o príncipe deste mundo, tinha uma carta para jogar: a carta do triunfalismo, e o Senhor respondeu permanecendo fiel ao seu caminho, o caminho da humildade”.

Segundo o Papa, “o triunfalismo procura tornar a meta mais próxima por meio de atalhos, falsos comprometimentos. Aposta na subida para o carro do vencedor. O triunfalismo vive de gestos e palavras, que não passaram pelo cadinho da cruz; alimenta-se da comparação com os outros, julgando-os sempre piores, defeituosos e falhos… Uma forma sutil de triunfalismo é a mundanidade espiritual, que é o maior perigo, a mais pérfida tentação que ameaça a Igreja. Jesus destruiu o triunfalismo com a sua Paixão”.

“O Senhor realmente aceitou e alegrou-se com a iniciativa do povo, com os jovens que gritavam o seu nome, aclamando-o Rei e Messias. O seu coração rejubilava ao ver o entusiasmo e a festa dos pobres de Israel, de tal maneira que, aos fariseus que lhe pediam para censurar os discípulos pelas suas escandalosas aclamações, Jesus respondeu: «Se eles se calarem, as pedras gritarão». Humildade não significa negar a realidade, e Jesus é realmente o Messias, o Rei.”

O Pontífice frisou que “ao mesmo tempo o coração de Cristo encontra-se noutro caminho, no caminho santo que só Ele e o Pai conhecem: aquele que vai da «condição divina» à «condição de servo», o caminho da humilhação na obediência «até à morte e morte de cruz».”

Dar espaço a Deus

Jesus “sabe que, para chegar ao verdadeiro triunfo, deve dar espaço a Deus; e, para dar espaço a Deus, há somente uma maneira: o despojamento, o esvaziamento de si mesmo. Calar, rezar, humilhar-se. Com a cruz, não se pode negociar: se deve abraçá-la ou recusá-la. E, com a sua humilhação, Jesus quis abrir-nos o caminho da fé e preceder-nos nele”.

O Papa recordou que, atrás de Jesus, a primeira a percorreu esse caminho “foi a sua Mãe, Maria, a primeira discípula. A Virgem e os santos tiveram que padecer para caminhar na fé e na vontade de Deus. No meio dos acontecimentos duros e dolorosos da vida, responder com a fé custa «um particular aperto do coração». É a noite da fé. Mas, só desta noite é que desponta a aurora da ressurreição. Aos pés da cruz, Maria repensou nas palavras com as quais o Anjo lhe anunciou o seu Filho: «Ele será grande (…). O Senhor Deus dará a ele o trono de seu pai Davi, reinará para sempre sobre a casa de Jacó e o seu reino não terá fim».”

Francisco sublinhou que “no Gólgota, Maria se depara com a negação total daquela promessa: o seu Filho agoniza numa cruz como um malfeitor. Deste modo o triunfalismo, destruído pela humilhação de Jesus, foi igualmente destruído no coração da Mãe; ambos souberam calar”. Depois de Maria, vários santos e santas “seguiram Jesus pelo caminho da humildade e da obediência”.

Jornada Mundial da Juventude diocesana

Celebra-se também neste domingo a 34ª Jornada Mundial da Juventude. As JMJ são realizadas anualmente no âmbito diocesano, no Domingo de Ramos. A esse propósito o Papa disse:

“Hoje, Jornada Mundial da Juventude, quero lembrar os inúmeros santos e santas jovens, especialmente os da «porta ao lado», que só Deus conhece e que às vezes Ele gosta de nos revelar de surpresa. Queridos jovens, não tenham vergonha de manifestar o seu entusiasmo por Jesus, gritar que Ele vive, que é a sua vida. Mas, ao mesmo tempo não tenham medo de segui-lo pelo caminho da cruz. E quando sentirem que Ele lhes pede para renunciar a si mesmos, para se despojar das próprias seguranças confiando completamente no Pai que está nos céus, então alegrem-se e exultem! Vocês estão no caminho do Reino de Deus.”

Silêncio de Jesus

Segundo o Papa, “é impressionante o silêncio de Jesus na sua Paixão. Vence inclusivamente a tentação de responder, de ser «mediático». Nos momentos de escuridão e grande tribulação, é preciso ficar calado, ter a coragem de calar, contanto que seja um calar manso e não rancoroso”.

“A mansidão do silêncio nos fará parecer ainda mais frágeis, mais humilhados, e então o demônio, ganhando coragem, sairá. Será necessário resistir-lhe em silêncio, «conservando a posição», mas com a mesma atitude de Jesus. Ele sabe que a guerra é entre Deus e o príncipe deste mundo, e não se trata de empunhar a espada, mas de permanecer calmos, firmes na fé. Enquanto esperamos que o Senhor venha e acalme a tempestade, com o nosso testemunho silencioso na oração, demos a nós mesmos e aos outros a «razão da esperança que está em [nós]»”, concluiu Francisco.

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O que celebramos no Domingo de Ramos?

Com o Domingo de Ramoscomeça a Semana Santa. Neste dia é recordada a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém em meio a uma multidão que o aclamou como o Messias.

Este acontecimento pode ser lido no Evangelho de São Marcos, onde é anunciada a Paixão.

A primeira tradição litúrgica deste dia corresponde à de Jerusalém. Nela, recordamos o gesto profético de Jesus que ingressa como Rei da paz, e o Messias que foi aclamado e depois condenado para o comprimento das profecias.

No Evangelho de São Marcos, narra-se que as pessoas cobriam o caminho por onde Cristo passaria e gritavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!”.

As cerimônias principais do dia são a bênção dos ramos, a procissão, a Missa e, durante a Missa, o relato da Paixão.

Os fiéis que participaram da procissão, que data do século IV em Jerusalém, devem levar nas mãos ramos de palmas, oliveiras ou outras árvores e entoar cantos adequados. Os sacerdotes e os ministros, levando também ramos, devem ir à frente do povo.

Não se pode esquecer que a bênção dos ramos acontece antes da procissão e que se deve instruir os fiéis cristãos a guardarem os ramos abençoados em suas casas junto com as cruzes ou quadros religiosos que tenham em seus lares, como recordação da vitória pascal do Senhor Jesus.

A segunda tradição litúrgica é a de Roma, a qual nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo, antecipando a proclamação do mistério no Evangelho de Marcos.

Para o bem espiritual dos fiéis, convém que se leia por inteiro a narração da Paixão e que não se omitam as leituras que a precedem. Terminada a narração da Paixão, não se deve omitir a homilia.

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Conheça o significado das celebrações da Semana Santa

A Semana Santa é uma tradição religiosa católica que celebra a Paixão, a Morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Ela se inicia no Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e termina com a ressurreição de Jesus, que ocorre no domingo de Páscoa.

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos abre, por excelência, a Semana Santa, pois celebra a entrada triunfal de Jesus Cristo, em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, a Morte e a Ressurreição.
Este domingo é chamado assim, porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão por onde o Senhor passaria montado num jumento. Com isso, Ele despertou, nos sacerdotes da época e mestres da Lei, inveja, desconfiança e medo de perder o poder. Começa, então, uma trama para condená-Lo à morte. 
A liturgia dos ramos não é uma repetição apenas da cena evangélica, mas um sacramento da nossa fé, na vitória do Cristo na história, marcada por tantos conflitos e desigualdades.

Quinta-Feira Santa ou Quinta-Feira da Ceia do Senhor

Neste dia, à noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição do mandamento novo, e a instituição do sacerdócio. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar Jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que Jesus é presointerrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado. A igreja fica em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos de Jesus, que tiveram início nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares (quando são retirados todos os enfeites, toalhas, flores e velas), tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Também cobrem-se todas as imagens existentes no templo.

Sexta-Feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão

A tarde da Sexta-feira Santa apresenta o drama incomensurável da morte de Cristo no Calvário. A cruz, erguida sobre o mundo, segue de pé como sinal de salvação e esperança. Com a Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que o transpassou o lado. Há um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da santa cruz, momento em que esta é apresentada solenemente à comunidade. É celebrada a Solene Ação LitúrgicaPaixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão.

Sábado Santo ou Sábado de Aleluia

O Sábado Santo não é um dia vazio, em que "nada acontece". Nem uma duplicação da Sexta-feira Santa. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo que pode ir uma pessoa.

Durante o Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando, na oração e no jejum, Sua Ressurreição. Todos os elementos especiais da vigília querem ressaltar o conteúdo fundamental da noite: a Páscoa do Senhor, Sua passagem da morte para a vida. 
A celebração acontece no sábado à noite. É uma vigília em honra ao Senhor, de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (cf. Lc 12,35-36), tenham acesas as lâmpadas, como os que aguardam seu senhor chegar, para que, os encontre em vigília e os convide a sentar à sua mesa. 
A Solene Vigília Pascal, é a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.

Domingo de Páscoa

É o dia santo mais importante da religião cristã. Depois de morrer crucificado, o corpo de Jesus foi sepultado, ali permaneceu até a ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. Do hebreu "Peseach", Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. 
A presença de Jesus ressuscitado não é uma alucinação dos Apóstolos. Quando dizemos "Cristo vive" não estamos usando um modo de falar, como pensam alguns, para dizer que vive somente em nossa lembrança. Esse dia é estendido por mais cinquenta dias até o Domingo de Pentecostes.

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Programação da Semana Santa 2019 na Catedral de Votuporanga

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Catedral) já definiu a programação das celebrações litúrgicas da Semana Santa deste ano. As celebrações terão início no Domingo de Ramos, 14, com a Santa Missa e Benção dos Ramos presidida por Dom Moacir às 7h30 e se encerrarão com as Missas da Ressurreição do Senhor no Domingo de Páscoa, 21 de abril.
O ponto mais alto da Semana Santa é o chamado Tríduo Pascal, em que se vivenciam os mistérios dos três dias sagrados. Na Quinta-Feira Santa celebramos a instituição da Eucaristia na última Ceia e, em função dela, a instituição do sacerdócio ministerial. Jesus quis dar um sinal visível para deixar claro seu amor até o fim. Na Sexta-feira Santa fazemos memória da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. É o único dia no ano em que não se celebra a Missa, mas Celebração da Cruz. O Sábado Santo é marcado pelo silêncio do sepulcro. Sábado à noite, celebra-se a Vigília Pascal, a “Mãe de todas as Vigílias”

Veja abaixo a Programação da Semana Santa na Catedral:

Dia 14/04 -  Domingo de Ramos – Coleta Nacional da Solidariedade
07h30 – Santa Missa e Benção dos Ramos presidida por Dom Moacir 
10h00 – Santa Missa – Procissão e Benção dos Ramos
19h00 – Santa Missa


Dia 15/04 – Segunda-feira Santa 
19h30 – Santa Missa

Dia 16/04 – Terça-feira Santa 
20h - Missa dos Santos Óleos presidida por Dom Moacir e com a presença dos padres e fieis da diocese.


Dia 17/04 – Quarta- feira Santa 
15h00 – Santa Missa e Novena de Nossa Senhora Aparecida
19h30 – Santa Missa e Celebração da Misericórdia

Tríduo Pascal 

Dia 18/04 – Quinta-feira Santa – 1º Dia do Tríduo

20h00 – Missa da Ceia do Senhor – Instituição da Eucaristia, do Sacerdócio, Mandamento Novo e do Lava Pés. Transladação do Santíssimo Sacramento e Adoração até às 0h. 

Dia 19/04 – Sexta-feira Santa – 2º Dia do Tríduo
06h00 – Adoração Eucarística até às 15h
15h00 – Celebração da Cruz
19h30 – Via Sacra Encenada na Concha Acústica

Dia 20/04 – Sábado Santo - 3º Dia do Tríduo
19h00 – Vigília Pascal – Benção do fogo novo, procissão da luz, benção da água e renovação das promessa batismais

Dia 21/04 – Domingo de Páscoa
07h30 – Missa da Ressurreição do Senhor
10h00 – Missa da Ressurreição do Senhor e Batizados
19h00 – Missa da Ressurreição do Senhor 

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Adorar a Deus é um privilégio e necessidade, destaca Frei Cantalamessa

O pregador oficial da Casa Pontifícia, Padre Raniero Cantalamessa, continuou, na manhã desta sexta-feira, 05, na Capela “Redemptoris Mater”, no Vaticano, as suas meditações de Quaresma, das quais participam o Santo Padre e a Cúria Romana.

Nesta quarta pregação, do período quaresmal, o Capuchinho continuou a aprofundar o tema: “Voltar para dentro de si mesmo”, extraído do pensamento de Santo Agostinho.

Frei Cantalamessa iniciou sua meditação recordando que, este ano, celebramos o oitavo centenário do encontro de São Francisco de Assis com o Sultão do Egito al-Kamil, ocorrido em 1219, ao regressar da sua viagem ao Oriente.

Este evento, disse o Pregador, tem um detalhe que diz respeito ao tema das meditações quaresmais sobre o “Deus vivo”.

Ao voltar do Oriente, o Pobrezinho de Assis escreveu uma carta de exortação aos Poderosos das Nações.

Acredita-se que o Santo tenha se inspirado na sua viagem ao Oriente, onde ouviu a oração vespertina dos muezins através dos minaretes. Um belo exemplo, não só de diálogo entre as diferentes religiões, mas também de enriquecimento mútuo.

Nós, cristãos, – disse o Pregador da Casa Pontifícia – temos uma imagem diferente de Deus: um Deus que é amor infinito, além de poder infinito, ao qual temos a obrigação primordial de adorar: “Virá a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores deverão adorar o Pai em espírito e verdade”, diz o evangelista João.

Adoração

O Novo Testamento deu maior dignidade à palavra “adoração”. De fato, “Está escrito: ao Senhor, teu Deus adorarás, só a ele prestarás culto”.

A Igreja – disse Cantalamessa – retomou este ensinamento, fazendo da adoração o ato por excelência do culto. A adoração é o único ato religioso que não pode ser oferecido a ninguém, em todo o universo, nem sequer a Nossa Senhora, mas apenas a Deus.

A atitude externa, que corresponde à adoração, é, geralmente, a genuflexão, o gesto de dobrar os joelhos.

Mas, o que significa, realmente, adorar, perguntou o Frei Capuchinho. A expressão de adoração mais eficaz, do que qualquer palavra, afirmou, é o silêncio, na presença do Senhor Deus!” Adorar, segundo a maravilhosa afirmação de São Gregório de Nazianzeno, significa “elevar a Deus um hino de silêncio”! É consentir a Deus ser Deus.

Mas, adorar a Deus não é tanto um dever, uma obrigação, mas um privilégio, uma necessidade. O homem precisa de algo majestoso para amar e adorar! Ele foi criado para isto. Não é Deus que precisa ser adorado, mas o homem que precisa adorar. No entanto, adoração deve ser um ato livre.

O Padre Raniero Cantalamessa concluiu sua quarta pregação de Quaresma dizendo que a Igreja Católica tem uma forma particular de adoração: adoração Eucarística, o culto eucarístico, a contemplação de Cristo e do seu mistério. Enfim, a adoração Eucarística é uma das formas mais eficazes de evangelização.

O Pregador terminou sua meditação com o Salmo: “Vinde, inclinemo-nos em adoração; ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou. Ele é nosso Deus! Nós somos as suas ovelhas e ele o nosso Pastor”!

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Tema da educação esteve no centro da audiência que o Papa Francisco concedeu a cerca de 2.600 estudantes e docentes do Colégio São Carlos de Milão

Neste sábado, o Papa Francisco concluiu sua série de audiências recebendo na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de 2.600 estudantes e docentes do Colégio São Carlos de Milão, por ocasião dos seus 150 anos de atividades.

Trata-se de uma Escola particular fundada, em Milão, em 1869, com o objetivo de “treinar almas ricas, com uma cultura saudável, preservando-as da falta de religião”. Um dos seus alunos excelentes foi Achille Ratti, futuro Papa Pio XI.

No lugar do seu discurso, o Papa preferiu responder a algumas perguntas de um estudante, duas professoras e uma mãe de um aluno.

Deus não faz distinções

A primeira pergunta foi feita pelo aluno, Adriano que disse. “O que nós e a Escola podemos fazer concretamente pelas pessoas menos desfavorecidas que nós? Por que parece que Deus tem preferências?”

E o Papa respondeu:

“Há perguntas que não têm nem terão respostas. Devemos nos habituar a isso. (…) Somos nós que fazemos distinções. Nós somos artífices das diferenças e inclusive diferenças de dor, de pobreza. Por que hoje no mundo existem tantas crianças famintas? Por que Deus faz esta distinção? Não! Quem o faz é o sistema econômico injusto.”

Não se trata de ser comunista, acrescentou Francisco, mas é o ensinamento de Jesus. “Devemos sempre fazer perguntas incômodas. Nós cresceremos e nos tornaremos adultos com a inquietação no coração. E depois devemos estar conscientes de que somos nós que fazemos as distinções.”

Máfia made in Italy

A seguir, uma professora, Silvia, disse ao Papa: “Como podemos transmitir melhor, aos nossos alunos, os valores enraizados na cultura cristã e conciliá-los com outras culturas”?

Francisco respondeu: “Aqui a palavra-chave é ‘radicados’. E para ter raízes são necessárias duas coisas: consistência e memória. O mal de hoje, segundo os analistas é – seguindo a escola de Bauman – a liquidez. (…) Regar as raízes com o trabalho, com o confronto com a realidade, mas crescer com a memória das raízes”.

O Pontífice aproveitou para falar dos migrantes e recordar que somos todos migrantes, que Jesus era um migrante. E quem os acusar de serem delinquentes, o Papa recordou: “A máfia não foi inventada pelos nigerianos; é um valor nacional [italiano]. A máfia é nossa, made in Itália: é nossa. Todos temos a possibilidade de ser delinquentes”.

Educar com amor

Uma terceira pergunta foi dirigida a Francisco por outra professora, Júlia: “Como nós, educadores e estudantes, podemos dar exemplo e testemunho da nossa nobre, mas difícil tarefa”?

Para o Papa, as palavras-chave são: testemunho e sustento. O educador deve se confrontar continuamente com a realidade, “sujar as mãos”, “arregaçar as mangas”. “O testemunho é não ter medo da realidade.” Já o sustento significa “doçura”. “Não se pode educar sem amor. Não é possível ensinar palavras sem gestos e o primeiro gesto é o carinho: acariciar os corações, acariciar as almas. E a linguagem da carícia qual é? A persuasão. Educa-se não com escribas, não com segurança, mas com a paciência da persuasão.”

Síndrome do ninho vazio

Por fim, a mãe de um aluno, Marta, também dirigiu sua palavra ao Papa, pedindo seu parecer de como acompanhar e orientar seus filhos nas suas escolhas futuras.

Francisco aconselhou os pais a não sofrerem da síndrome do “ninho vazio”.

“Vocês pais não devem ter medo da solidão, não tenham medo! É uma solidão fecunda. E pensem nos muitos filhos que estão crescendo e estão fazendo outros ninhos, culturais, científicos, de comunhão política e social. É preciso proximidade com os filhos para ajudá-los a caminhar.”

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Deus está conosco diante da tentação

A tentação é uma grande oportunidade para o autoconhecimento, pois nos permite conhecer as limitações e os pontos fracos do nosso relacionamento com Deus e com os outros. Somos, geralmente, tentados naquilo que são nossas brechas; nesse sentido, a Palavra nos chama à atenção: “Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, prepara a tua alma para a provação” (Eclo 2,1).

Não podemos nos desesperar diante da tentação ou provação, mas devemos ficar firmes e constantes, crendo que tudo ocorre segundo a Providência de Deus. Por isso, é preciso suportar as tentações sem perturbações e com ação de graças. Deus está conosco diante da tentação, precisamos contar com Sua presença, contudo, Ele nos garante: “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças, mas, com a tentação, vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar” (1Cor 10,13). É necessário suportar a tentação com paciência e humildade.

E assim, o Catecismo da Igreja nos ensina que para vencermos a tentação precisamos da graça de Deus e da virtude da fortaleza. Afirma: “A fortaleza é a virtude moral que dá segurança nas dificuldades, firmeza e constância na procura do bem. Ela firma a resolução de resistir às tentações e superar os obstáculos na vida moral. A virtude da fortaleza nos torna capazes de vencer o medo, inclusive da morte, de suportar a provação e as perseguições. Dispõe a pessoa a aceitar até a renúncia e o sacrifício de sua vida para defender uma causa justa. “Minha força e meu canto é o Senhor” (Sl 118,14). “No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: eu venci o mundo” (Jo 16,33)”. (1808).

O que dizem os santos sobre a tentação?

Os santos também nos ajudam a entender o sentido da tentação em nossa vida e nos abre um caminho de compreensão para ficarmos firmes em Deus quando a tentação bater a nossa porta. São João Maria Vianney esclarece: “As pessoas mais tentadas são aquelas que estão prontas, com a graça de Deus, a sacrificar tudo pela salvação de suas pobres almas, que renunciam a todas as coisas que a maioria das pessoas buscam ansiosamente. E não é um demônio só que as tenta, mas milhões de demônios procuram armar-lhes ciladas.” Quaresma, tempo favorável para vencermos as nossas tentações e crescermos na intimidade com Deus.

Por Padre Reinaldo Cazumbá, via Canção Nova

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Preciso voltar a rezar!

Tenho refletido nestes últimos dias o que de fato está acontecendo com muitos de nós, com muitas de nossas Comunidades, paróquias e grupos de oração, que parecem que aos poucos começaram a entrar num certo tipo de Esfriamento Espiritual. Já não mais rezam como rezavam no início, já não partilham e colocam tudo em comum como colocavam, as reuniões carismáticas de oração se tornou um verdadeiro grupo de cantos, no qual não vemos e experimentamos a presença do Espírito, não mais vemos os dons sendo exercidos como eram antigamente…

Parece que a dificuldade em rezar se acentuou nas pessoas, e que somente aquele breve momento de oração antes de dormir se tornou suficiente para a pessoa dizer que esteve com Deus, e que naquele dia conseguiu rezar…Parece que por vezes o entendimento da misericórdia de Deus se tornou apoio para rezarmos pouco; “afinal de contas Deus é Misericordioso e sabe que não conseguimos rezar hoje…” – Geralmente essa tem sido as nossas desculpas.

Quando programamos um determinado tempo para rezar parece que a nossa oração não avança, parece que a nossa cabeça está tão cheia de coisas que “patinamos na oração“. Algumas pessoas são ainda capazes de dizer que coisas deste tipo acontecem porque na verdade estamos amadurecendo em nossa vida de oração, estamos progredindo e por isso não vamos sentir o entusiasmo do começo, o fervor dos inícios, pois estas coisas são para os iniciantes. Mas o problema que vejo e que me assusta, é que por vezes, nossa espiritualidade passa mesmo por tempos de “secura”, tempos de deserto, que nos ajudam a amadurecer; mas o que muitas pessoas estão vivendo é na verdade um ESFRIAMENTO ESPIRITUAL achando que estão vivendo um tempo de deserto…

Existe uma grande diferença entre ESFRIAMENTO e DESERTO.

O papa Bento XVI escreveu que a experiência de deserto e vazio nos ajuda a “redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida”. Com isso entendo que após um período de DESERTO, a pessoa logo voltará a experimentar a graça do que é ser de Deus, e assim a sua vida de oração terá novos e bons frutos… Mas não é isso que tenho visto, e nem é isso o que as pessoas tem partilhado comigo.

Existe até mesmo um grande desejo de ser de Deus, de fazer a vontade Dele; mas é como se a pessoa não conseguisse se mover, não conseguisse avançar; e mesmo sabendo que é preciso rezar, a pessoa não reza! E se reza, reza pouco achando que fez o suficiente!
Já não vemos mais nossos grupos de oração cheios como eram! E muitos dizem que é porque cresceram muito os grupos de oração e as pessoas se espalharam; mas vejo que se espalharam tanto que não conseguimos nem mais achá – las, porque os grupos de oração tem estado vazios, as equipes dos grupos não mais existem direito, e quando ainda tentam se reunir sempre tem aquela pessoa que parece que gosta de colocar um fardo e começa a dar palpites, do tipo que: não precisam se reunir toda a semana, que não precisam rezarem juntos, e ainda jogam a responsabilidade – que na verdade é por causa da preguiça espiritual deles – em Deus, dizendo que Deus escuta a cada um de suas próprias casas e que a equipe pode rezar sem precisarem se reunir….Oh boca infeliz!!!

Quando as coisas começam a se tornar muito burocráticas, e aqui não estou falando de ORGANIZAÇÃO, estou falando de burocracia, na qual quando uma pessoa que esta sendo chamada por Deus para partilhar a Palavra para os irmãos, se colocar à serviço, rezar na intercessão, vem uns e outros dizer que ela não pode, porque precisa passar por 2 meses de curso interno, fazer 12 apostilas, e ficar acompanhando 1 ano quem esta à frente da equipe para ela aprender, e só depois ela pode começar a servir, um grande absurdo! E vocês acham que estas coisas não acontecem?!

Meu irmão e minha irmã, a verdadeira renovação só pode acontecer individualmente ou em grupo se existir a força da Oração! Sem Oração não existirá um avivamento dos dons, dos carismas, não haverá uma renovação em sua vida e nem na vida da sua família! Deus é Deus, Ele não se deixa enganar! Não tente fingir para Deus que você tem rezado! Ele conhece você, e como você tem caminhando…E não basta dizer que Deus conhece o seu coração, porque desejo de mudança não converte ninguém! O desejo de mudança regado pela oração ai sim faz toda a diferença!

No nosso Catecismo ( Catecismo da Igreja Católica ) existem palavras vivas, cheias da sabedoria do céu e da igreja, que nos ensina o caminho que precisamos seguir!

No numero 2697 o CIC nos diz: “A oração é a vida do coração novo e deve nos animar a cada momento. Nós, porém, esquecemo-nos daquele que é nossa Vida e nosso Tudo.“

Isso é uma grande verdade! Nos encontramos com Deus, recebemos do Seu amor e do Seu perdão, Deus nos deu um novo coração e sabemos mesmo que recebemos um novo coração de Deus! Somente que a vida que foi depositada neste novo coração vai aos poucos ficando sufocada, aos poucos este coração vai ficando pesado, parece que a vida deste coração novo que nos foi dado vai passando por uma agonia, até chegar a morte desse coração novo!

E por que isso acontece?

“A oração é a vida do coração novo e deve nos animar a cada momento.“ Exatamente porque não rezamos! Porque não priorizamos Deus, as coisas de Deus, os momentos de estar com Deus! O coração novo só será novo sempre, se, eu e você, mantivermos nossa vida de oração; porque é somente por meio da oração que nos encontramos com Deus! Meu irmão e minha irmã NÃO há outro caminho sem ser a oração! Mas por vezes até começamos bem o nosso caminho, mas com o passar do tempo o que de fato acontece conosco que vamos desanimando?? O CIC também nos ajuda a entender o que acontece: “Nós, porém, esquecemo-nos daquele que é nossa Vida e nosso Tudo.“, e novamente vamos deixando de priorizar Deus!

O Catecismo, nos ilumina ainda mais quando diz: “É preciso se lembrar de Deus com mais freqüência do que se respira”. Mas não se pode orar “sempre”, se não se reza em certos momentos, por decisão própria…” (CIC 2697)

Meu Deus quanta VIDA há neste trecho! Olha o que o CIC nos ensina: “Mas não se pode orar “sempre”, se não se reza em certos momentos, por decisão própria…”

Você e eu não seremos homens e mulheres que estamos em constante oração se nós não PARARMOS em certos momentos para REZAR! Não podemos entrar nas atividades que nos consomem em nosso dia a dia se não pararmos por vezes para rezarmos, e ainda de preferencia a sós, você e Deus! Mesmo que as suas atividades sejam muitas e sejam para a evangelização, se você não PARAR para REZAR em certos momentos, você não conseguirá ser uma pessoa que se pode dizer que reza sempre!

Eu, como missionário da Comunidade Canção Nova, trabalho 100% para a Evangelização, se eu não parar para REZAR em certos momentos, eu não estarei rezando com a minha vida! Padre Jonas Abib é o nosso maior exemplo de um homem que trabalha muito e muito mesmo; mas não deixa NUNCA de rezar! Mesmo com sua idade avançada, e mesmo que não tenha o mesmo vigor físico que há 10 anos atrás, lá está o meu querido Padre Jonas rezando, rezando….

Padre Jonas entendeu e nos ensina em sua própria vida que: ” A oração é a vida do coração novo e deve nos animar a cada momento.”

Portanto, se você por qualquer motivo que seja está desanimado, está percebendo que você tem se tornado frio espiritualmente, se você percebeu que seu grupo de oração já não tem mais o ânimo e nem as experiências do Espírito na qual tinham no passado; é o momento da Oração na vida de vocês! É o momento de PARAR e se programar como daqui para frente você conduzirá a sua vida de oração com Deus, ou a vida de oração do seu grupo, da sua pastoral…É o momento de rezar de verdade!

Me desculpe se me delonguei nesta partilha, mas meu coração anseia pelo AVIVAMENTO, meu coração anseia pelo Espírito Santo; e sei que isso só acontecerá se voltarmos a Rezar!

Com isso aprendi que um dos primeiros pontos deste ESFRIAMENTO ESPIRITUAL que percebo que estamos vivendo, é consequência da falta de Oração! Voltemos a rezar, nos empenhemos! Certamente os frutos logo virão!

Oremos:

Enviai Senhor sobre nós o Vosso Espírito Santo, e renovai a face de toda a terra!

Deus abençoe você!

Por Danilo Gesualdo, via Livres de Todo Mal

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Conselho Permanente da CNBB divulga mensagem após reunião em Brasília

Reunidos entre os dias 26 e 28 de março na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), os bispos que integram o Conselho Permanente da entidade emitiram uma mensagem na qual demonstram preocupação com a Reforma da Previdência – PEC 06/2019.

No texto, os bispos reafirmam que o sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. “Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores ético-sociais e solidários” (Nota da CNBB, março/2017).

Eles reconhecem que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário adequado à Seguridade Social. Alertam, no entanto, que as mudanças contidas na PEC 06/2019 sacrificam os mais pobres, penalizam as mulheres e os trabalhadores rurais, punem as pessoas com deficiência e geram desânimo quanto à seguridade social, sobretudo, nos desempregados e nas gerações mais jovens.

Apontam também que o discurso de que a reforma corta privilégios precisa deixar claro quais são esses privilégios, quem os possui e qual é a quota de sacrifício dos privilegiados, bem como a forma de combater a sonegação e de cobrar os devedores da Previdência Social. “A conta da transição do atual regime para o regime de capitalização, proposto pela reforma, não pode ser paga pelos pobres”, reforçam.

Ainda na mensagem, os bispos fazem um apelo ao Congresso Nacional para que favoreça o debate público sobre esta proposta de reforma da Previdência que incide na vida de todos os brasileiros. “Conclamamos as comunidades eclesiais e as organizações da sociedade civil a participarem ativamente desse debate para que, no diálogo, defendam os direitos constitucionais que garantem a cidadania para todos, dizem em um dos trechos.

Confira abaixo, a mensagem, na íntegra:

MENSAGEM DO CONSELHO PERMANENTE DA CNBB

“Serás libertado pelo direito e pela justiça” (cf. Is 1,27)

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF nos dias 26 a 28 de março de 2019, assistidos pela graça de Deus, acompanhados pela oração da Igreja e fortalecidos pelo apoio das comunidades eclesiais, esforçamo-nos por cumprir nossa missão profética de pastores no anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo e na denúncia de acontecimentos e situações que se opõem ao Reino de Deus.

A missão da Igreja, que nasce do Evangelho e se alimenta da Eucaristia, orienta-se também pela Doutrina Social da Igreja. Esta missão é perene e visa ao bem dos filhos e filhas de Deus, especialmente, dos mais pobres e vulneráveis, como nos exorta o próprio Cristo: “Todas as vezes que fizestes isso a um destes pequeninos que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40). Por isso, nosso olhar se volta constantemente para a realidade do país, preocupados com propostas e encaminhamentos políticos que ameacem a vida e a dignidade dos pequenos e pobres

Dentre nossas atuais preocupações, destaca-se a reforma da Previdência – PEC 06/2019 – apresentada pelo Governo para debate e aprovação no Congresso Nacional. Reafirmamos que “o sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores ético-sociais e solidários” (Nota da CNBB, março/2017).

Reconhecemos que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário, adequado à Seguridade Social. Alertamos, no entanto, que as mudanças contidas na PEC 06/2019 sacrificam os mais pobres, penalizam as mulheres e os trabalhadores rurais, punem as pessoas com deficiência e geram desânimo quanto à seguridade social, sobretudo, nos desempregados e nas gerações mais jovens. O discurso de que a reforma corta privilégios precisa deixar claro quais são esses privilégios, quem os possui e qual é a quota de sacrifício dos privilegiados, bem como a forma de combater a sonegação e de cobrar os devedores da Previdência Social. A conta da transição do atual regime para o regime de capitalização, proposto pela reforma, não pode ser paga pelos pobres. Consideramos grave o fato de a PEC 06/2019 transferir da Constituição para leis complementares regras previdenciárias como idades de concessão, carências, formas de cálculo de valores e reajustes, promovendo desconstruções da Constituição Cidadã (1988).

Fazemos um apelo ao Congresso Nacional que favoreça o debate público sobre esta proposta de reforma da Previdência que incide na vida de todos os brasileiros. Conclamamos as comunidades eclesiais e as organizações da sociedade civil a participarem ativamente desse debate para que, no diálogo, defendam os direitos constitucionais que garantem a cidadania para todos.

Ao se manifestar sobre estas e outras questões que dizem respeito à realidade político-social do Brasil, a Igreja o faz na defesa dos pobres e excluídos. Trata-se de um apelo da espiritualidade cristã, da ética social e do compromisso de toda a sociedade com a construção do bem comum e com a defesa do Estado Democrático de Direito.

O tempo quaresmal, vivido na prática da oração, do jejum e da caridade, nos leva para a Páscoa que garante a vitória, em Jesus, sobre os sofrimentos e aflições. Anima-nos a esperança que vem de Cristo e de sua cruz, como ensina o papa Francisco: “O triunfo cristão é sempre uma cruz, mas cruz que é, simultaneamente, estandarte de vitória, que se empunha com ternura batalhadora contra as investidas do mal” (Evangelii Gaudium, 85).

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda por todos os brasileiros e brasileiras!

Brasília-DF, 28 de março de 2019

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de Salvador
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Via CNBB

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Papa: confissão, caminho de santidade para o penitente e para o confessor

“Queridos jovens sacerdotes, futuros sacerdotes e queridos penitenciários, exorto-vos a sempre a ouvir com grande generosidade as confissões dos fiéis, a percorrer com eles o caminho da santificação que é o Sacramento. Contemplem os “milagres” de conversão que a graça opera no segredo do confessionário, milagres dos quais somente vocês e os anjos serão testemunhas. E que sobretudo vocês possam se santificar, no exercício humilde e fiel do ministério da Reconciliação”.

Palavras do Papa Francisco dirigidas aos cerca de 750 participantes do 30º Curso sobre Foro Interno -promovido pelo Tribunal da Penitenciaria Apostólica – e recebidos em audiência na Sala Paulo VI no final da manhã desta sexta-feira.

A importância do “ministério da misericórdia” – observou o Santo Padre no início de seu pronunciamento – “justifica, exige e quase nos impõe uma adequada formação, para que o encontro com os fiéis que pedem o perdão de Deus seja sempre um encontro real de salvação, no qual o abraço do Senhor é percebido em toda a sua força, capaz de mudar, converter, curar e perdoar”.

Necessidade de formação

O Pontífice recorda que diante da longa história da Igreja e da antiguidade da Penitenciaria Apostólica – o mais antigo Tribunal a serviço do Papa, um tribunal de misericórdia – , estes trinta anos do Curso sobre Foro Interno podem não parecer muito. Mas para nossa época, em que tudo corre velozmente, é tempo suficiente “para poder fazer reflexões e balanços”.

O número de participantes desta 30ª edição – mais de 700 – chamou a atenção de Francisco. Isto indica – observa ele – “quão séria é a necessidade de formação e segurança, em relação a matérias tão importantes para a própria vida da Igreja e para o cumprimento da missão que o Senhor Jesus a ela confiou”.

Superar a crise com as armas da fé

Se por um lado há uma certa dificuldade do homem contemporâneo em relação à Confissão e ao senso de pecado – e devemos reconhecer isto, diz o Papa -, “esta grande participação de sacerdotes, recém-ordenados e ordenandos, testemunha o permanente interesse em trabalhar juntos para enfrentar e superar a crise, antes de tudo com as “armas da fé” e oferecendo um serviço cada vez mais qualificado e capaz de manifestar realmente a beleza da Misericórdia divina”.

O Sacramento da Reconciliação é um verdadeiro “caminho de santificação” – enfatiza o Papa – pois “é o sinal eficaz que Jesus deixou à Igreja para que a porta da casa do Pai permanecesse sempre aberta, sendo assim sempre possível o retorno dos homens a Ele”.

Santificação para o penitente e para o confessor

A confissão é o caminho de santificação para o penitente e para o confessor, “E vocês, queridos jovens confessores, farão logo a experiência disto”, diz Francisco, explicando:

“Para o penitente, é claramente caminho de santificação porque, como repetidamente enfatizado durante o recente Jubileu da Misericórdia, a absolvição sacramental, validamente celebrada, restaura a inocência batismal, a plena comunhão com Deus. Aquela comunhão que Deus nunca interrompe com o homem, mas a qual o homem às vezes se subtrai, fazendo mal uso do estupendo dom da liberdade”.

Para nós, sacerdotes – explicou o Papa – o quarto sacramento também é o caminho da santificação:

“Antes de tudo quando, humildemente, como todos os pecadores, nos ajoelhamos perante o confessor e imploramos por nós mesmos a Misericórdia divina. Recordemos sempre de sermos primeiro pecadores perdoados, e somente mais tarde, ministros do perdão”.

Como confessores – enfatiza Francisco – “temos o privilégio de contemplar constantemente os “milagres” das conversões. Devemos sempre reconhecer a poderosa ação da graça, que é capaz de transformar o coração de pedra em coração de carne, de mudar um pecador que fugiu para longe em um filho arrependido que volta à casa do pai”.

Importância da formação

Neste sentido, é importante a “formação para uma celebração reta e eficaz do Sacramento da Reconciliação, pressuposto indispensável para que dê frutos”:

“Isso para que cada confissão seja sempre um novo e definitivo passo em direção a uma santificação mais perfeita; um terno abraço, cheio de misericórdia, que contribui para expandir o Reino de Deus, Reino de amor, de verdade e paz”.

Indispensável segredo da confissão

O Papa recorda que a própria Reconciliação “é um bem que a sabedoria da Igreja sempre salvaguardou com toda a sua força moral e jurídica com o segredo sacramental. Isso, embora nem sempre entendido pela mentalidade moderna, é indispensável para a santidade do Sacramento e para a liberdade de consciência do penitente, o qual deve estar certo, em qualquer momento, que o colóquio sacramental permanecerá no segredo do confessionário, entre a própria consciência que se abre para a graça e Deus, com a necessária mediação do sacerdote”.

“ O segredo sacramental é indispensável e nenhum poder humano tem jurisdição, nem pode reivindicá-lo sobre ele. ”

Via Vatican News

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Dom Moacir presidirá Missa dos Santos Óleos no dia 16/04 na Catedral

No dia 16 de abril, o bispo diocesano, Dom Moacir Aparecido de Freitas presidirá a Missa dos Santos Óleos, também conhecida como Missa do Santo Crisma. A celebração terá início às 20h na Sé Catedral Nossa Senhora Aparecida e será concelebrada por todos os padres da diocese.

A Missa dos Santos Óleos deve ser celebrada na Quinta-feira Santa, antes da celebração da Missa da Ceia do Senhor no período da manhã ou início da tarde, mas o bispo diocesano, se necessário, pode antecipar a celebração para facilitar a participação dos fieis, o que acontecerá em Votuporanga.

Durante a celebração, Dom Moacir abençoará o óleo dos catecúmenos e o óleo dos enfermos e consagrará o Santo Crisma, daí, a celebração ser chamada "Missa dos Santos Óleos". Depois da missa, os padres voltam para suas comunidades e levam uma porção dos óleos para que possam ministrar os sacramentos aos seus fiéis.

Nesta celebração também, os padres renovarão as promessas sacerdotais pronunciadas no dia da ordenação, sendo também chamada de ‘Missa da Unidade’, expressando a comunhão diocesana em torno do Mistério Pascal de Cristo, constituindo um momento forte de comunhão eclesial, de participação intensa das comunidades e de valorização dos sacramentos da vida da Igreja.

Veja abaixo o significado de cada óleo santo:

Óleo dos Catecúmenos –Concede a força do Espírito Santo aqueles que serão batizados para que possam ser lutadores de Deus, ao lado de Cristo, contra o Espírito do mal.

Óleo dos Enfermos – É um sinal utilizado pelo sacramento da Unção dos Enfermos, que traz o conforto e a força do Espírito Santo para o doente no momento de seu sofrimento. O doente é ungido na fronte e na palma das mãos.

Santo Crisma – É um óleo utilizado nas unções consacratórias dos seguintes sacramentos: depois da imersão nas águas do batismo, o batizado é ungido na fronte; na Confirmação é o símbolo principal da consagração, também na fronte; depois da Ordenação Episcopal, sobre a cabeça do novo bispo; depois da ordenação sacerdotal, na palma das mãos do neo-sacerdote.

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Paróquias da Região Pastoral de Votuporanga estão realizando o Mutirão de Confissões

As Paróquias da Região Pastoral de Votuporanga estão realizando o Mutirão de Confissões desde o último dia 26/03, com atendimento por todos os padres de nossa cidade e região. O Mutirão de Confissões segue até o dia 11/04. 

Confissão

Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Jesus, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receberem a graça santificante.

"Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23).

Também é chamado de sacramento da Reconciliação. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc.

O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

Veja abaixo a escala das Confissões na região de Votuporanga: 

Dia 26/3 – 19h30 – Paroquia São Bento;
Dia 27/3 – 19h30 - Paróquia São Benedito e Nossa Senhora de Fátima e Capela São João Batista;
Dia 28/3 – 19h30 - Paróquia Santa Luzia 
Dia 02/4 – 19h30 - Capela Santo Antonio e Capela Nossa Senhora Aparecida (Parisi)

Dia 03/4 – 19h30 - Paróquia Senhor Bom Jesus
Dia 04/4 – 19h30 - Paróquia São Sebastião e Capela Nossa Senhora da Penha, ambas em Valentim Gentil. 
Dia 09/4 – 19h30 - Paróquia São Cristóvão e Capela Nossa Senhora Aparecida (Simonsem)
Dia 10/4 – 13h e 19h30 - Catedral Nossa Senhora Aparecida
Dia 11/4 – 19h30 - Paróquia Santa Joana e Capela Santo Expedito 

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Catedral Nossa Senhora Aparecida está realizando missões evangelizadoras

A Catedral Nossa Senhora Aparecida da Diocese de Votuporanga está realizando todos os meses missões evangelizadoras na cidade.
No último dia 30 de março, a missão foi realizada no setor 04, tendo início às 8h, com oração na residência do setor 4, e em seguida percorreu as Ruas Piauí, Alagoas, Padre Izidoro Cordeiro Paranhos, 7 de Setembro, Argentina, Guerche e Fernando Reis Blundy.
Já no dia 6 de abril, a missão também será a partir das 8h, com oração na residência do setor 5, e em seguida percorrerá as Ruas Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Minas, Bahia, São Paulo, Amazonas, 7 de Setembro e Alameda Padre Edemur.
A ação é realizada pelo Conselho Missionário Paroquial (Comipa) e busca ressaltar que “Todos somos Igreja Missionária”.
As próximas missões serão realizadas nos dias 18 de maio, no setor 6; 25 de junho, no setor 7; 6 de julho, no setor 8; 3 de agosto, no setor 9; 21 de setembro, no setor 10; 26 de outubro, no setor 11; 30 de novembro, no setor 12; e 14 de dezembro, no setor 13

 Ao final dos dias missionários, serão celebradas as missas de encerramento, aos sábados, às 19h, na Catedral.

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Em Marrocos, Papa frisa diálogo inter-religioso e atenção aos migrantes

A promoção do diálogo inter-religioso, o aprofundamento dos laços de amizade, a fim de um futuro melhor para as novas gerações, além do olhar voltado para a situação dos migrantes. Esses foram alguns dos pontos destacados pelo Papa Francisco em seu primeiro discurso no Marrocos neste sábado, 30. A agenda de atividades começou no encontro com o povo marroquino e as autoridades do país.

“Esta visita é, para mim, motivo de alegria e gratidão, porque me permite, antes de tudo, descobrir as riquezas da vossa terra, do vosso povo e das vossas tradições e, depois, pela grande oportunidade de promover o diálogo inter-religioso e o conhecimento mútuo entre os fiéis das nossas duas religiões”.

Francisco recordou os 800 anos do histórico encontro entre São Francisco de Assis e o Sultão al-Malik al-Kamil. Segundo ele, um evento profético que mostra que a coragem do encontro é caminho de paz e harmonia frente a situações de extremismo e ódio que dividem e destroem.

O Documento sobre a Fraternidade Humana, assinado recentemente na viagem apostólica a Abu Dhabi, foi citado pelo Papa em seu discurso, mencionando a cultura do diálogo, a colaboração e o conhecimento mútuo. Trata-se de um caminho a percorrer, disse Francisco, para ajudar a superar tensões e mal-entendidos que levam ao medo e à contraposição.

“É indispensável contrapor ao fanatismo e ao fundamentalismo a solidariedade de todos os crentes, tendo como preciosas referências das nossas ações os valores que nos são comuns. Nesta perspetiva, sinto-me feliz por poder visitar, daqui a pouco, o Instituto Mohammed VI para imãs, pregadores e pregadoras, criado por Vossa Majestade para proporcionar uma formação adequada e sadia contra todas as formas de extremismo, que levam muitas vezes à violência e ao terrorismo e constituem, em todo o caso, uma ofensa à religião e ao próprio Deus”.

Outro evento citado pelo Papa foi a Conferência Internacional sobre os Direitos das Minorias Religiosas no Mundo Islâmico, realizada em Marraquexe, também no Marrocos, em janeiro de 2016. Francisco demonstrou seu contentamento pelo fato do evento ter permitido condenar a instrumentalização de uma religião para discriminar ou agredir outras. Também mencionou a criação do Instituto Ecumênico Al Mowafaqa, em Rabat, em 2012, por iniciativa católica e protestante, o que expressa a vontade dos cristãos que lá vivem de construir pontes para manifestar e servir a fraternidade humana.

Francisco recordou ainda a COP 22 (Conferência Internacional sobre as Alterações Climáticas) realizada também no Marrocos. Um evento que, segundo ele, comprovou a tomada de consciência por parte das nações sobre a necessidade de proteger o planeta e contribuir para a conversão ecológica e o desenvolvimento humano integral.

A situação dos migrantes

A crise migratória não ficou de fora do discurso de Francisco. Ele recordou, nesse sentido, a Conferência Intergovernamental sobre o Pacto Mundial para uma Migração Segura, Ordenada e Regular realizada em dezembro passado no Marrocos.

O Santo Padre disse que ainda há muito a fazer sobre esse assunto, apontando a necessidade de passar dos compromissos assumidos a ações concretas, considerando os migrantes como pessoas, não como números.

“Trata-se dum fenômeno que nunca encontrará uma solução na construção de barreiras, na propagação do medo do outro nem na negação de assistência a quantos aspiram por uma legítima melhoria para si próprio e sua família. Sabemos também que a consolidação duma paz verdadeira passa pela busca da justiça social, indispensável para corrigir os desequilíbrios econômicos e as desordens políticas que foram sempre os principais fatores de tensão e ameaça para a humanidade inteira”.

Finalizando o discurso, o Papa falou do desejo dos cristãos de participar da edificação de uma nação solidária e próspera no Marrocos. Ele citou nesse ponto a colaboração da Igreja Católica no país com suas obras sociais bem como no campo da educação e encorajou os católicos e os cristãos a serem servidores, promotores e defensores da fraternidade humana.

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