Notícias e Artigos Litúrgicos
Ver matéria completa ...
O Papa: educação, abrir-se ao grito que vem de cada ser humano e da Criação

Francisco agradece e saúda os responsáveis dos diversos Institutos de Vida Consagrada que participam e tornaram possível o encontro sobre o desafio de reconstrução do Pacto Educativo Global que se realiza on-line a partir desta quinta-feira (12/11).

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Francisco enviou uma mensagem ao prepósito-geral da Ordem dos Clérigos Regulares Pobres da Mãe de Deus das Escolas Pias, mais conhecida como Escolápios, pe. Pedro Aguado Cuesta, por ocasião do encontro, promovido pela ordem, sobre o desafio de reconstrução do Pacto Educativo Global que se realiza on-line, por causa da pandemia de coronavírus, a partir desta quinta-feira (12/11) e prossegue até sábado 14. Francisco agradece e saúda os responsáveis dos diversos Institutos de Vida Consagrada que participam e tornaram possível este evento.

Ouça e compartilhe

“A Vida Consagrada sempre esteve na vanguarda da tarefa educacional”, ressalta o Papa, citando como exemplo o fundador dos Escolápios, São José de Calasanz, que construiu a primeira escola para crianças, mas também os religiosos que o educaram e muito antes os mosteiros medievais que preservaram e difundiram a cultura clássica”. Segundo Francisco, “desta raiz forte surgiram carismas diferentes em todas as épocas da história que, por dom de Deus, souberam adaptar-se às necessidades e desafios de cada tempo e lugar. Hoje, a Igreja os chama a renovar este propósito a partir de sua própria identidade, e eu lhes agradeço por ter assumido este testemunho com tanta determinação e entusiasmo”.

Focalizar

A seguir, o Papa sintetiza em três linhas de ação concretas os sete compromissos essenciais do Pacto Educativo Global que está sendo promovido: focalizar, acolher e envolver.

“Focalizar no que é importante é colocar a pessoa no centro”, ressalta o Pontífice, “no seu valor, na sua dignidade, fazer sobressair a sua especificidade, a sua beleza, a sua singularidade e, ao mesmo tempo, a sua capacidade de se relacionar com os outros e com a realidade que a rodeia. Valorizar a pessoa faz da educação um meio para que as nossas crianças e jovens cresçam e amadureçam, adquirindo as habilidades e os recursos necessários para construirmos juntos um futuro de justiça e paz. Trabalhamos para as pessoas, são elas que formam as sociedades e estruturam uma única humanidade, chamada por Deus a ser o seu Povo eleito”.

Acolher

Segundo o Papa, para conseguir isso, é necessário o acolhimento, que “significa ouvir o outro, os destinatários de nosso serviço, as crianças e os jovens. Isso implica que pais, alunos e autoridades, os principais agentes da educação, escutem outros tipos de sons, que não são simplesmente os do nosso círculo educacional. Isso os impedirá de se fecharem em sua própria autorreferencialidade e os fará abrir-se ao grito que vem de cada ser humano e da Criação. Precisamos incentivar as nossas crianças e jovens a aprenderem a se relacionar, a trabalhar em grupo, a ter uma atitude empática que rejeita a cultura do descarte. Da mesma forma, é importante que aprendam a salvaguardar a nossa Casa comum, protegendo-a da exploração de seus recursos, adotando estilos de vida mais sóbrios e procurando fazer pleno uso de energias renováveis que respeitem o ambiente humano e natural, respeitando os princípios de subsidiariedade e solidariedade e a economia circular”.

Envolver

“A última linha de ação é decisiva: envolver”, ressalta o Papa. “A atitude de escuta, definida em todos esses compromissos, não pode ser entendida como mero ouvir e esquecer, mas tem que ser uma plataforma que permita a todos de se comprometerem ativamente neste trabalho educacional, cada um a partir de sua especificidade e responsabilidade. Envolver-se e engajar-se significa trabalhar para dar às crianças e jovens a possibilidade de ver este mundo que deixamos como um legado com um olhar crítico, capaz de entender os problemas nas áreas da economia, da política, crescimento e progresso, e propor soluções que estejam a serviço do ser humano e de toda a família humana, na perspectiva de uma ecologia integral”.

Francisco conclui a mensagem, afirmando que acompanha com suas “orações os esforços de todos os Institutos representados neste evento, e de todos os consagrados e leigos que trabalham no campo da educação, pedindo ao Senhor que a Vida Consagrada seja também parte essencial do Pacto Educativo Global neste momento histórico”.

Ver matéria completa ...
Alimento e teste da Covid-19 para os indigentes, a caridade do Papa não pára

Dom Rino Fisichella apresentou nesta quinta-feira na Sala de Imprensa vaticana as iniciativas para o quarto Dia Mundial dos Pobres, em 15 de novembro próximo, com a Missa celebrada pelo Papa na Basílica de São Pedro na presença de cerca de uma centena de pessoas. Ativada uma rede de solidariedade para levar alimentos, máscaras e ajuda a milhares de famílias.

Debora Donnini, Silvonei José – Vatican News

No ambulatório sob a Colunata na Praça São Pedro, aberto das 8h às 14h, gerida pela Esmolaria Apostólica, as pessoas necessitadas, que devem ter acesso aos dormitórios ou que queiram regressar à sua terra natal, podem realizar o teste da Covid-19. Este é um dos sinais concretos para o quarto Dia Mundial dos Pobres, que se celebra no domingo, 15 de novembro. Em duas semanas, foram realizados 50 testes por dia. A pandemia, portanto, não pára a solidariedade, embora mudando, em parte, o "rosto" dos tradicionais sinais realizados para a ocasião, tais como o almoço dos pobres com o Papa e a clínica médica na Praça São Pedro, que foram suspensos.

Missa no domingo 15 de novembro

A apresentar este Dia durante a coletiva de imprensa online organizada pela Sala de Imprensa vaticana foi dom Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. Um evento importante para todas as Dioceses do mundo, enfatiza ele, para manter vivo o sentido de fraternidade para com as pessoas mais desfavorecidas. Na Missa com o Papa no domingo na Basílica de São Pedro", disse dom Fisichella, "apenas 100 pessoas estarão presentes, representando todos os pobres do mundo, juntamente com voluntários e benfeitores. E alguns dos presentes irão proclamar as leituras litúrgicas. A celebração eucarística será transmitida ao vivo, com comentários em português em streaming no portal Vatican News.

Temos responsabilidade para com os outros

Dom Fisichella retoma o significado profundo deste Dia que ocorre no XXXIII Domingo do Tempo Comum e foi instituído pelo Papa Francisco como um sinal concreto com a Carta Apostólica Misericordia et misera, no final do Jubileu da Misericórdia em 2016. "Estendei a mão aos pobres" - expressão retirada do Livro da Sabedoria - é o tema escolhido este ano como expresso na Mensagem do Papa para este IV Dia, recorda o prelado ao sublinhar a urgência à qual a pandemia submeteu o mundo inteiro e ao recordar como cada vez mais famílias estão em dificuldades. "Nestes meses, em que o mundo inteiro tem sido como que dominado por um vírus que trouxe dor e morte, desânimo e perplexidade, quantas mãos estendidas conseguimos ver", escreveu o Papa, recordando que "este é um momento favorável para sentir uma vez mais que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade uns para com os outros e para com o mundo”.

Alimentos e máscaras

"Mais uma vez o Papa Francisco também estendeu a sua mão com várias iniciativas para tornar este Dia concreto", salienta o prelado. Não faltam, de fato, iniciativas de apoio alimentar graças à extensa generosidade de alguns benfeitores. Por conseguinte, foram realizados sinais que expressam a atenção do Papa Francisco. "Com o grande apoio de Roma Cares e a generosidade de Elite supermercados, enviaremos nestes dias 5.000 pacotes de bens de primeira necessidade às famílias de cerca de sessenta paróquias romanas que, especialmente neste período, se encontram em dificuldades", diz dom Fisichella. Para além de alimentos de vários tipos, serão também a enviadas algumas máscaras e um bilhete com uma oração do Papa Francisco. O "obrigado" do prelado vai então para o CEO do time do Roma Guido Fienga para Roma Cares e à família Fedeli, proprietária de Elite supermercados. Os pacotes foram embalados por um grupo de vinte jovens atualmente à espera de emprego.

Dom Fisichella menciona também a fábrica de massas "La Molisana" que também este ano - diz - quis estar presente "nas nossas iniciativas com 2,5 toneladas da famosa massa, que serão destinadas a várias Casas Família e Associações de Caridade". Assim como a Société des Centres Commerciaux Italia s.r.l. e a Fundação Robert Halley, que quiseram apoiar as iniciativas do Santo Padre com a sua generosidade em favor dos muitos pobres. Além disso, com o apoio da UnipolSai Assicurazioni, foi enviado um primeiro lote de 350.000 máscaras para pelo menos 15.000 estudantes de escolas de vários níveis, especialmente nos grandes subúrbios da cidade - um sinal de apoio e um convite aos jovens para não subestimarem os perigos da pandemia.

As mãos e o sorriso

Para o Dia também este ano foi preparado um Subsídio Pastoral, traduzido em cinco línguas: trata-se - assinala dom Fisichella – de "um instrumento eficaz para que o Dia não se limite apenas a iniciativas caritativas, mas essas iniciativas sejam apoiadas pela oração pessoal e comunitária". Finalmente, o prelado volta a citar a Mensagem para  quarto Dia em que o Papa, comentando a frase do Livro da Sabedoria "Em todas as suas ações, lembre-se do seu fim", revela como o texto se presta a uma dupla interpretação: por um lado para ter em mente o fim da existência, uma atitude que nos impele a levar uma vida com atenção aos mais pobres; por outro lado, podemos compreender o fim da vida como um projeto a ser cumprido. E o fim de cada ação só pode ser o amor. Um amor que se exprime não só com a mão estendida mas também com o sorriso "de quem", escreveu o Papa, "não faz pesar a sua presença e a ajuda que oferece, mas regozija-se somente em viver o estilo dos discípulos de Cristo". Um dia, então, ao qual se preparar, estendendo as mãos e abrindo o coração ao sorriso dos outros, reagindo desta forma à cultura dos descartados para abraçar a da fraternidade. 

fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2020-11/alimento-e-testes-covid-para-os-indigentes-a-caridade-do-papa.html

Ver matéria completa ...
JMJ 2023: plataformas digitais propõem orações mensais

As plataformas digitais Click To Pray e o Passo a-Rezar propõem, a partir deste mês de novembro, um conjunto de propostas de oração mensais de preparação para Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023.

Nos primeiros sábados de cada mês, o Passo-a-Rezar divulga uma oração que é também um convite dirigido a todos os jovens para participarem do espírito da JMJ e para se envolverem no caminho de preparação até 2023. As meditações são propostas pela organização da Jornada Mundial da Juventude e lidas por jovens portugueses. Esta parceria tem início neste sábado, 7.

Pensando nos jovens de todo o mundo, a equipe portuguesa do Click To Pray prepara ainda as propostas de oração da manhã e da tarde em todos os dias 23 de cada mês. Estas meditações são inspiradas nas reflexões e discursos do Papa Francisco aos jovens, ao longo do pontificado, e traduzidas em todas as línguas da plataforma Click To Pray: português, espanhol, francês, inglês, italiano, alemão, chinês, vietnamita e japonês.

A preparação da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 no Click To Pray e no Passo-a-Rezar resulta de uma parceria entre o Comité Organizador Local da JMJ Lisboa 2023 e a Rede Mundial de Oração do Papa, que gere as plataformas digitais Click To Pray (a aplicação oficial de oração do Papa Francisco) e Passo-a-Rezar (que propõe passos diários de oração através das redes sociais).

As propostas de oração são divulgadas através dos canais de comunicação e redes sociais da JMJ Lisboa 2023 e da Rede Mundial de Oração do Papa, a nível nacional (Passo-a-Rezar) e internacional (Click To Pray).

Ver matéria completa ...
Caridade, não o egoísmo, prepara para o encontro com Deus

O trecho do Evangelho deste domingo (Mt 25,1-13) nos convida a prolongar a reflexão sobre a vida eterna, iniciada por ocasião da Festa de Todos os Santos e da Comemoração de Finados. Jesus narra a parábola das 10 virgens convidadas a uma festa nupcial, símbolo do Reino dos céus.

No tempo de Jesus, havia o hábito de celebrar as núpcias à noite, portanto o cortejo dos convidados deveria se realizar com as lâmpadas acesas.

Algumas jovens são imprevidentes: pegam as lâmpadas, mas não pegam o óleo; as sábias, ao invés, pegam os dois. O esposo demora para chegar e todos acabam cochilando. Quando é anunciado, as imprevidentes vão comprar o óleo e o esposo chega neste momento. As jovens sábias entram com ele para a festa do casamento; outras chegaram demasiado tarde e são recusadas.

Fé e caridade

Com esta parábola, explicou o Papa, Jesus quer nos dizer que devemos estar preparados para o encontro com Ele. “Não somente para o encontro final, mas também para os pequenos e grandes encontros de todos os dias.”

Não é suficiente a lâmpada da fé, mas é necessário também o óleo da caridade e das boas obras. Ser sábios e prudentes significa não esperar o último momento para corresponder à graça de Deus, mas fazê-lo ativamente desde já, começar agora:

“Sim, mais para frente me converto. Converta-se agora! Mude hoje de vida! — “Sim, sim: amanhã”. Para dizer o mesmo amanhã, que jamais chegará. Hoje!”

Viver o hoje repleto de esperança

Se quisermos estar prontos para o último encontro com o Senhor, devemos desde já cooperar com Ele e realizar boas ações inspiradas no seu amor.

Mas infelizmente, lamenta Francisco, se esquece que a meta da nossa vida é o encontro definitivo com Deus, perdendo assim o sentido da espera e absolutizando o presente.

“Quando alguém absolutiza o presente, olha somente para o presente, perde o sentido da espera, que é tão bonito. Esperar o Senhor é tão necessário e nos tira das contradições do momento.”

E então a preocupação é somente possuir, emergir, estabilizar-se. “Sempre mais.”

Se deixarmos guiar por aquilo que parece mais atraente, pela busca dos nossos interesses, a nossa vida se torna estéril, disse ainda Francisco; não acumularemos nenhuma reserva de óleo para a nossa lâmpada, e esta se apagará antes do encontro com o Senhor.

“Devemos viver o hoje, mas o hoje que vai em direção ao amanhã, em direção àquele encontro, o hoje repleto de esperança.”

Ao invés, se formos vigilantes e fizermos o bem correspondendo à graça de Deus, podermos aguardar com serenidade a chegado do esposo, mesmo dormindo, porque temos a reserva de óleo acumulada com as boas obras de todos os dias, “acumulada com a espera do Senhor, que Ele venha o mais rápido possível e que venha para me levar com Ele”.

Invoquemos a intercessão de Maria Santíssima, concluiu o Papa, “para que nos ajude a viver, como Ela fez, uma fé atuante: essa é a lâmpada luminosa com a qual podemos atravessar a noite além da morte e alcançar a grande festa da vida”.

Ver matéria completa ...
PELO BRASIL: INICIATIVAS DE PLANTIO DE ÁRVORES PARA O DIA DE FINADOS, 2 DE NOVEMBRO

Em sintonia com a campanha É Tempo de Cuidar da Saudade e da Casa Comum lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o arcebispo da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, cardeal Orani Tempesta, irá plantar uma muda de jequitibá-açu (Cariniana ianerensis) no Jardim in Memoriam, no Cemitério da Penitência, no Caju, no próximo dia 2 de novembro, Dia de Finados.  O jequitibá-açu é árvore-símbolo do Rio de Janeiro, a espécie está em extinção e representa a perpetuidade e a evolução da vida. O plantio será logo após a missa que dom Orani presidirá no cemitério, às 7h30.

arquidiocese de Manaus, em meio as orientações para as celebrações do Dia de Finados, pediu que todas as comunidades iniciassem as celebrações com o plantio de uma árvore, em memória daqueles que morreram na pandemia do novo Coronavírus.

“O Dia de Finados lembra os mortos, mas lembra que somos vivos e vivemos da vida nova ofertada por Jesus com sua morte de cruz e ressurreição. Por isso, queremos lembrar os mortos lembrando a vida: a morte de nossos irmãos e irmãos, mas também a morte da natureza. Vivemos o padecer da natureza e sua morte nas queimadas na região amazônica e no Pantanal”, afirmou dom Leonardo Steiner na carta enviada às paróquias e áreas missionárias.

E diante deste apelo, arquidiocese de Manaus (AM) lançou a Campanha Árvore da Esperança, que acontecerá de 2 de novembro a 8 de dezembro, começando com a missa de finados, às 7h30, na Catedral Metropolitana de Manaus, que iniciará com o plantio de uma muda de árvore na Praça Osvaldo Cruz, conhecida como Praça da Matriz.

A Catedral Metropolitana está solicitando apoios para obter mudas a serem distribuídas às comunidades, e já conseguiu parceria com a Fundação Rede Amazônica, o Instituto Soka e a Embrapa. As mudas devem ser solicitadas por meio do e-mail secretaria@catedralnsconceicao.org, com o assunto “Solicitação para pegar mudas de árvore”.

No Regional Sul 2 da CNBB, que compreende o Estado do Paraná, aproveitando que os colaboradores do regional já estariam reunidos no fim de semana no Centro São João Diego para uma atividade que antecede o Dia de Finados, serão plantadas 20 árvores, em homenagem às 18 dioceses e às duas eparquias ucranianas. O plantio tem início no sábado e se estende até a segunda-feira. As mudas de ipês foram doadas pela Secretaria do Meio Ambiente do município de Guarapuava, onde está localizado a casa de retiros e eventos do regional. 

É Tempo de Cuidar da Saudade e da Casa Comum

Os plantios se somam à campanha “É tempo de cuidar da saudade e da Casa Comum”, lançada pela CNBB por ocasião do Dia de Finados, celebrado dia 2 de novembro. Uma série de cards e vídeo para as redes sociais e spot de divulgação foram preparados e estão disponíveis para download no hotsite da campanha, que está hospedado aqui no site da CNBB.

A iniciativa que convida os brasileiros a plantarem uma árvore em homenagem aos que faleceram, especialmente os vitimados pela pandemia da Covid-19, faz parte da Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil “É Tempo de Cuidar”, criada pela CNBB e pela Cáritas desde o início da pandemia do coronavírus.

Ao plantar as árvores, a CNBB recomenda que se dê preferência à mudas nativas de cada região e também frutíferas. A CNBB estimula ainda que se faça uma foto do plantio e que se compartilhe nas redes sociais com a hashtag: #Cuidardasaudade. As fotos aparecerão no hot site da campanha no site da CNBB.

 

Ver matéria completa ...
Finados: Dia de rezar pelos fieis defuntos que foram morar na eternidade, e por aqueles que padecem no purgatório

Reverência, lembrança, saudade daqueles que não estão mais entre nós. O Dia dos Fieis Defuntos, mais conhecido como dia de Finados é celebrado pelos católicos para lembrar daqueles dos fieis defuntos que foram morar na eternidade, e, consequentemente rezar por aqueles que padecem no purgatório.

Muitos gostam de visitar os cemitérios para deixar flores, acender velas por seus mortos, outros preferem assistir a Santa Missa ou apenas fazer uma oração/prece. O importante nesse momento não é o ritual ou a forma, mas a lembrança que habita o coração de todo ser humano.

O dia de finados, celebrado nesta segunda-feira, 2 de novembro, não é para ser um dia triste, mas um dia para olhar para trás e lembrar dos bons momentos que ficaram registrados no coração. Mas também é momento para refletir o que se professa todos os Domingos no Credo: “Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir”. Afinal, o curso natural da vida é a morte. Para os cristãos, essa passagem para a vida eterna, na qual estaremos em plena comunhão com Deus.

O arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, gravou uma mensagem especial de esperança e fé para o dia dos fieis defuntos.

“No dia de finados, dediquemos a oração a pessoas já falecidas reavivando nossa fé. Permaneçamos assim em comunhão com os que nos precederam na experiência da morte certos de que nos reencontraremos pela Graça de Deus Pai”, ressalta em um trecho do vídeo (disponível no final da matéria).

Em um artigo publicado no portal da Conferência nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, explica que desde a época do cristianismo primitivo os cristãos rezavam por seus mortos, em especial pelos mártires, no local onde estes eram frequentemente enterrados: nas catacumbas subterrâneas da cidade de Roma.

“A oração pelos que já morreram é uma prática de várias religiões e que o cristianismo manteve. Documentos e monumentos dos primeiros séculos da nossa era já testemunham a prática entre os cristãos. Há túmulos cristãos dos séculos II e III que trazem orações pelos falecidos ou inscrições como: ‘Que cada amigo que veja isso reze por mim’”, destaca no texto.

Ainda de acordo com artigo de dom Orani, o costume de rezar pelos mortos foi sendo introduzido paulatinamente na liturgia da Igreja Católica. “O principal responsável pela instituição de uma data específica dedicada à alma dos mortos foi o monge beneditino Odilo da Abadia Beneditina de Cluny, na França”.

O catecismo da Igreja Católica diz que graças a Cristo, a morte tem um sentido positivo. “Para mim, a vida é Cristo, e morrer é lucro” (Fl 1,21). “Fiel é esta palavra: se com Ele morremos, com Ele viveremos” (2Tm 1,11).  A novidade essencial da morte cristã está nisto: pelo Batismo, o cristão já está sacramentalmente “morto com Cristo”, para Viver de uma vida nova; e, se morrermos na graça de Cristo, a morte física consuma este “morrer com Cristo” e completa, assim, nossa incorporação a ele em seu ato redentor. (§1010)

Sepultura e cremação

Desde outubro de 2016, a Igreja católica no mundo passou a adotar uma nova instrução da Congregação para a Doutrina da Fé sobre propósito da sepultura dos defuntos e da conservação das cinzas no caso de cremação. A instrução ‘Ad resurgendum cum Christo’ da Congregação para a Doutrina da Fé foi apresentada pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Gerhard Müller. Segundo o documento, “a prática da cremação difundiu-se bastante em muitas Nações e, ao mesmo tempo, difundem-se também novas ideias contrastantes com a fé da Igreja”.

Código de Direito Canônico

A norma eclesiástica vigente em matéria de cremação de cadáveres é regulada pelo Código de Direito Canônico: “A Igreja recomenda vivamente que se conserve o piedoso costume de sepultar os corpos dos defuntos; mas não proíbe a cremação, a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã”.

Conservação as cinzas

“Quaisquer que sejam as motivações legítimas que levaram à escolha da cremação do cadáver, as cinzas do defunto devem ser conservadas, por norma, num lugar sagrado, isto é, no cemitério ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica”.

Segundo o documento, a conservação das cinzas em casa não é consentida. Somente em casos de circunstâncias graves e excepcionais, o Ordinário, de acordo com a CNBB ou o Sínodo dos Bispos das Igrejas Orientais, poderá autorizar a conservação das cinzas em casa. As cinzas, no entanto, não podem ser divididas entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas.

Para evitar qualquer tipo de equívoco panteísta, naturalista ou niilista, não é permitida a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água ou, ainda, em qualquer outro lugar. Exclui-se, ainda a conservação das cinzas cremadas sob a forma de recordação comemorativa em peças de joalharia ou em outros objetos.

“Espera-se que esta nova Instrução possa fazer com que os fiéis cristãos tenham mais consciência de sua dignidade de filhos de Deus. Estamos diante de um novo desafio para evangelização da morte”, disse o Cardeal Müller, no lançamento da instrução ainda em 2016.

Ver matéria completa ...
Santidade para a cura e alegria da humanidade

Nesta celebração, não pensamos somente nos Santos que já foram inseridos no catálogo oficial do Calendário Santoral, mas na imensa multidão de confessores e mártires citados na assembleia do Apocalipse. Trata-se, como afirma o Papa Francisco na sua Carta Apostólica Gaudete Et Exultate, de irmãos que estão na porta da santidade comum e cotidiana, de pessoas que, com sua vida luminosa e cheia de bondade, deixaram o mundo mais feliz e habitável.

Somos muitas vezes, como explica Pierre Weill, acometidos pelo mal da “normose” e da mediocridade, querendo não sair dos padrões do considerado conveniente e útil esquecendo, que ser pessoa humana, é sempre transcender-se a si mesmo, buscando o horizonte do sonho e da utopia de um mundo melhor. Os Santos são pessoas como a gente, que só fazem extraordinário e fascinante aquilo que é corriqueiro e maçante para muitos, pondo amor e toda a vida em cada atividade, gesto e relacionamento.

Elizabeth da Trindade sempre dizia que uma alma santa eleva toda a humanidade, é verdade, pois o sal e luz de que fala o Evangelho, que dão sabor a nossa existência, por vezes cinzenta e insossa, é dado por estes irmãos (ãs), que não se poupam, mas se entregam sem reservas a Deus e aos pobres.

Os Santos, sem buscá-lo nem querê-lo, operam as grandes transformações e mudanças na história, gerando uma humanidade mais compreensiva e solidária, capaz de sentir ternura e empatia para com seus semelhantes, curando as feridas da divisão e do ódio, da exclusão e da miséria. Que bom é termos entre nós esta pessoas que não nos deixam acomodarmos, que nos inquietam e acendem em nós aquela saudade e chamado para sermos melhores, que fazia a Charles Peguy expressar com uma mistura de revolta e desejo: “Há uma só tristeza, a tristeza de não ser santo”. Deus seja louvado!

Ver matéria completa ...
Todos os Santos: Bem-aventuranças, caminho para a santidade, diz Papa

“Nesta solene festa de Todos os Santos, a Igreja nos convida a refletir sobre a grande esperança, que se fundamenta na ressurreição de Cristo. Os Santos e os Beatos são as testemunhas mais críveis da esperança cristã, porque a viveram plenamente em suas vidas, em meio a alegrias e sofrimentos, pondo em prática as Bem-aventuranças que Jesus pregou e que hoje ressoam na Liturgia” (cf. Mt 5,1-12a). Foi o que disse o Papa Francisco na oração do Angelus deste domingo, 1º, festa de Todos os Santos.

“A solenidade de hoje, que celebra Todos os Santos, nos lembra a vocação pessoal e universal à santidade” – Papa Francisco

As bem-aventuranças são o caminho para a santidade, disse Francisco aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. Em sua reflexão, o Pontífice frisou duas Bem-aventuranças, a segunda e a terceira. A segunda é: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. Sobre ela, o Pontífice comentou:

“Parecem palavras contraditórias, porque o choro não é sinal de alegria e felicidade. Motivos de choro e de sofrimento são a morte, a doença, as adversidades morais, o pecado e os erros: simplesmente a vida cotidiana, frágil, fraca e marcada por dificuldades. Uma vida que às vezes é ferida e passa pela provação de ingratidões e incompreensões.”

De acordo com o Papa, Jesus proclama beatos aqueles que choram por estas realidades e, apesar de tudo, confiam no Senhor e se colocam sob sua sombra. “Não são indiferentes, nem endurecem seus corações na dor, mas esperam pacientemente a consolação de Deus. E esta consolação a experimentam já nesta vida”.

Sobre a terceira Bem-aventurança, em que Jesus afirma: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra”, o Santo Padre explicou que a mansidão é característica de Cristo, que diz de si mesmo: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29). “Mansos são aqueles que sabem dominar a si mesmos, que dão espaço ao outro, que o escutam e o respeitam em seu modo de viver, em suas necessidades e em suas exigências. Não pretendem subjugá-lo ou diminuí-lo, não querem prevalecer e dominar tudo, nem impor suas próprias ideias e próprios interesses em detrimento de outros.”

Estas pessoas que a mentalidade mundana não aprecia, prosseguiu o Pontífice, são, ao invés, preciosas aos olhos de Deus, que lhes dá em herança a terra prometida, ou seja, a vida eterna. “Também esta bem-aventurança começa aqui em baixo e será cumprida no Céu”, sublinhou.

Todos os Santos: a vocação pessoal e universal à santidade

Francisco ressaltou que escolher a pureza, a mansidão e a misericórdia; escolher confiar-se ao Senhor na pobreza de espírito e na aflição; empenhar-se pela justiça e pela paz, significa caminhar contracorrente em relação à mentalidade do mundo, em relação à cultura da posse, da diversão sem sentido, da arrogância para com os mais fracos. “Este caminho evangélico foi percorrido pelos Santos e pelos beatos, frisou. Dito isso, o Santo Padre acrescentou:

“A solenidade de hoje, que celebra Todos os Santos, nos lembra a vocação pessoal e universal à santidade, e nos propõe os modelos seguros para este caminho, que cada um percorre de forma única e irrepetível, segundo a ‘fantasia’ do Espírito Santo. Basta pensar na inesgotável variedade de dons e histórias concretas que existem entre os santos e as santos, que a Igreja reconheceu ao longo dos séculos e que continuamente propõe como testemunhas do único Evangelho.”

Concluindo sua reflexão, o Papa frisou que os santos, fiéis discípulos de Cristo, tem uma Mãe, a Virgem Maria. “Nós a veneramos com o título de Rainha de todos os Santos, mas é acima de tudo a Mãe, que ensina cada um a acolher e seguir seu Filho. Que ela nos ajude a alimentar o desejo de santidade, percorrendo o caminho das Bem-aventuranças”.

Ver matéria completa ...
Papa Francisco criará 13 novos cardeais em novo consistório

Papa Francisco anunciou neste domingo, 25, um novo consistório no dia 28 de novembro para a criação de 13 novos cardeais, quatro dos quais têm mais de 80 anos e, portanto, não participarão num eventual conclave. Entre eles estão o arcebispo de Santiago do Chile, o espanhol Celestino Aós, e o Bispo emérito de San Cristobal de las Casas (México), dom Felipe Arizmedi Esquivel do México.

Entre os treze novos cardeais que serão criados no Consistório de 28 de novembro há seis italianos (três dos quias eleitores). São: dom Marcello Semeraro, que da diocese de Albano foi recentemente nomeado Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos (no lugar de Angelo Becciu), dom Paolo Lojudice, arcebispo de Siena e o franciscano, padre Mauro Gambetti, Guardião do Sagrado Convento de Assis.

Farão também parte do Colégio dos Cardeais, não eleitores por motivo de idade, dom Silvano Tomasi, diplomata da Santa Sé, padre Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia e padre Enrico Feroci, pároco do Divino Amor em Roma ex-diretor da Cáritas diocesana.

Entre os nove, que serão criados como cardeais e com menos de 80 anos de idade, encontram-se também o novo Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, o maltês Mario Grech. Haverá também cardeais do Ruanda e de Kuala Lampur.

Ver matéria completa ...
Papa no Angelus: amor ao próximo é chamado também de caridade fraterna

“Aquele que não ama o seu irmão a quem vê não pode amar a Deus que não vê”. São palavras do Papa Francisco que, na oração do Angelus deste domingo, começou com o Evangelho de Mateus 22, 34-40. Quando um doutor da Lei pergunta a Jesus – disse o Papa – qual é “o grande mandamento”, ou seja, o mandamento principal de toda a Lei divina, Jesus responde: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente”. E acrescenta imediatamente: “O segundo é semelhante a este: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

A resposta de Jesus retoma e une dois preceitos fundamentais que Deus deu ao seu povo através de Moisés. A fé não consiste em uma “obediência forçada”, disse Francisco. Jesus estabelece dois fundamentos essenciais para os crentes de todos os tempos.

O primeiro é que a vida moral e religiosa não pode ser reduzida a uma obediência ansiosa e forçada, mas deve ter como princípio o amor. O segundo é que o amor deve tender junto e inseparavelmente para Deus e para o próximo. Esta é uma das principais novidades do ensinamento de Jesus e nos faz compreender que não é verdadeiro amor a Deus o que não se expressa no amor ao próximo; e, da mesma forma, não é amor verdadeiro ao próximo o que não se baseia no relacionamento com Deus. E o amor ao próximo, que também é chamado de caridade fraterna, é feito de proximidade, de escuta, de partilha, de cuidado com os outros.

No Evangelho deste domingo – disse o Pontífice –, mais uma vez, Jesus nos ajuda a ir à fonte viva e efusiva do amor. Tal fonte é o próprio Deus, a ser amado totalmente numa comunhão que nada e nem ninguém pode romper.

Comunhão que é dom a ser invocado todos os dias, mas também um compromisso pessoal para que a nossa vida não se deixe escravizar pelos ídolos do mundo. E a verificação do nosso caminho de conversão e santidade está sempre no amor ao nosso próximo. Enquanto houver um irmão ou irmã a quem fechamos os nossos corações, ainda estaremos distantes de ser discípulos, como Jesus nos pede. Mas a Sua divina misericórdia não nos permite desanimar, pelo contrário, Ele nos chama a recomeçar todos os dias para viver de forma coerente o Evangelho.

O Papa concluiu pedindo a intercessão de Maria Santíssima para que abra os nossos corações para acolher o “grande mandamento”, o duplo mandamento do amor, que resume toda a lei de Deus e da qual depende a nossa salvação.

Ver matéria completa ...
Vivendo experiências diversas, missionários relatam a alegria da missão

Anunciar o Evangelho a toda a criatura. Este é o chamado missionário de todo o cristão. Mas há aqueles que receberam uma vocação específica de ir às nações para falar da fé.

Em outubro, lembramos os missionários que doam suas vidas pelo Evangelho de Cristo dentro ou fora de seu país. Nesta matéria, vamos conhecer três experiências diferentes: um sacerdote missionário na África, uma religiosa que trabalha na Ilha de Marajó (PA) e outra que trabalha na maior cidade do Brasil.

Em terras longínquas

O missionário da Comunidade Canção Nova padre Ademir Costa está há dois anos no interior de Moçambique, na África. Atualmente, ele é o pároco da paróquia de Zobue, que faz parte da província de Tete, localizada a 1600 km de Maputo, capital do país.

“Cada qual vive o seu ser missionário, para o qual Deus o chama. Para mim, aqui é um ambiente que realiza a minha alma, a minha vocação, como cristão e como padre. Eu toco na essência do meu ser sacerdotal aqui”, afirma padre Ademir.

Ele conta que a área em que realiza seu apostolado em Moçambique tem uma diversidade muito grande, com uma cultura muito peculiar. “Para eles, até o tempo passa de maneira diferente. Nós chegamos com nossa maneira, mais agitados, imediatistas, e aqui não adianta, eles vão seguir no ritmo deles. E assim, vamos nos deixando moldar por essa realidade”.

O sacerdote destaca que o povo local é muito religioso e muito feliz. “Estão sempre felizes. Nas Missas, transbordam alegria no canto, na dança, é algo que está na alma deles. Cantam com o coração; e quando eles cantam, eles nos comovem. Eles não cantam de maneira superficial, cantam com a alma. Isso é muito bonito.”

Durante o período que está em Moçambique, padre Ademir conta que já percorreu metade do país e que, embora seja um país pobre, não se vê mais aquela pobreza extrema, que era realidade na década de 80. Ele lembra que encontrou mais pobreza no próprio Brasil, na Ilha de Marajó, onde pessoas passavam fome.

O principal agente da missão não somos nós não, é o Espírito Santo.
Padre Ademir

“Há uma pobreza de um país que é muito pobre, está em desenvolvimento, mas é uma pobreza que é a vida deles, é o pão de cada dia. A área que eu vivo é uma área de plantação, rural, o que eles plantam, eles comem, um pouco eles vendem. Eles sobrevivem”, explica.

Entre os desafios desta missão, padre Ademir destaca o idioma, pois embora a língua oficial do país seja o português, é uma cultura bem tribal, então cada região tem o seu dialeto. “Essa língua, principalmente nos interiores, é mais falada do que a língua portuguesa. Quando eu vou para as aldeias, sempre vai um tradutor comigo. Ele me traduz e dá para evangelizar assim, porque o principal agente da missão não somos nós não, é o Espírito Santo”.

Outro desafio é o processo de inculturação. “Eles têm o jeito deles de pensar, eles vivem da maneira deles há milhares de anos. E entendemos que eles não têm que pensar como nós, isso é egoísmo. Eu que sou o estranho aqui, então tenho que me inculturar. Abrir minha cabeça para amar o povo da maneira como eles vivem”.

Um outro desafio ainda é exatamente o da evangelização, pois é uma região de primeira evangelização. “Há os católicos, cristãos, mas com uma fé ainda de primeira catequese, de anúncio do querigma em muitos lugares (…) Eles são muito abertos, pois são muito religiosos, e se apresentamos um Cristo vivo, de um encontro pessoal com Cristo, eles se abrem”.

Eu apresento o que tenho para que o Senhor multiplique, para que a evangelização possa chegar a todos aqueles que Jesus quer.
Padre Ademir

Padre Ademir diz que é um “trabalho de formiguinha”, porque tudo lá é muito grande. Só a paróquia que ele é responsável abrange uma área de 115km (correspondente à distância de Cachoeira Paulista a São José dos Campos), tem 45 comunidades, mas centenas de povoados, e ele não conseguiu visitar todos ainda.

“Você se sente pequenininho, mas tudo é graça de Deus. Temos que fazer a nossa parte. E o Espírito Santo faz o mais. Deus que multiplica os pães. Eu apresento o que tenho para que o Senhor multiplique, para que a evangelização possa chegar a todos aqueles que Jesus quer”.

Padre Ademir afirma que, neste mês missionário, os fiéis são convidados a lembrar de tantos missionários que evangelizam nos “confins da terra”, no silêncio e na caridade, pregando com a vida. “Para mim, de janeiro a dezembro é mês missionário, porque o trabalho não para, mas este é um mês de reflexão e oração por nós que temos uma missão. Que Deus abençoe todos os missionários do mundo”.

Padre Ademir percorre as aldeias que fazem parte da paróquia de Zobue, da qual ele é o responsável / Foto: Arquivo Pessoal

Padre Ademir percorre as aldeias que fazem parte da paróquia de Zobue, da qual ele é o responsável / Foto: Arquivo Pessoal

Visita à aldeia de Cassassole / Foto: Arquivo Pessoal

Visita à aldeia de Cassassole / Foto: Arquivo Pessoal

Capela da aldeia de Mutche / Foto: Arquivo Pessoal

Capela da aldeia de Mutche / Foto: Arquivo Pessoal

Para chegar às aldeias, o trajeto é feito de moto, que enfrenta caminhos desafiadores / Foto: Arquivo Pessoal

Para chegar às aldeias, o trajeto é feito de moto, que enfrenta caminhos desafiadores / Foto: Arquivo Pessoal

Almoço na aldeia de Chinanje / Foto: Arquivo Pessoal

Almoço na aldeia de Chinanje / Foto: Arquivo Pessoal

Confissão na aldeia de Chinanje / Foto: Arquivo Pessoal

Confissão na aldeia de Chinanje / Foto: Arquivo Pessoal

Visita às aldeias da paróquia de Zobue / Foto: Arquivo Pessoal

Visita às aldeias da paróquia de Zobue / Foto: Arquivo Pessoal

Em algumas visitas, as Missas foram celebradas ao ar livre / Foto: Arquivo Pessoal

Em algumas visitas, as Missas foram celebradas ao ar livre / Foto: Arquivo Pessoal

Missas ao ar livre / Foto: Arquivo Pessoal

Missas ao ar livre / Foto: Arquivo Pessoal

Desafios no trajeto que leva às aldeias da paróquia de Zobue / Foto: Arquivo Pessoal

Desafios no trajeto que leva às aldeias da paróquia de Zobue / Foto: Arquivo Pessoal

Capela na aldeia de Lizinge / Foto: Arquivo Pessoal

Capela na aldeia de Lizinge / Foto: Arquivo Pessoal

Comunidade São Marcos de Dwembe / Foto: Arquivo Pessoal

Comunidade São Marcos de Dwembe / Foto: Arquivo Pessoal

Comunidade São Marcos de Dwembe / Foto: Arquivo Pessoal

Comunidade São Marcos de Dwembe / Foto: Arquivo Pessoal

Aldeia de Ntakha / Foto: Arquivo Pessoal

Aldeia de Ntakha / Foto: Arquivo Pessoal

Comunidade de Kamphande, dedicada a Santa Maria. "A primeira vez que um padre chega a comunidade", lembra padre Ademir / Foto: Arquivo Pessoal

Comunidade de Kamphande, dedicada a Santa Maria. "A primeira vez que um padre chega a comunidade", lembra padre Ademir / Foto: Arquivo Pessoal

 

Mais fotos da missão de Padre Ademir em Moçambique estão em seu facebook @ademircn.

Junto aos povos ribeirinhos

Irmã Sueli de Oliveira, missionária Agostiniana, está há dois anos na comunidade de Portel, na Ilha de Marajó, no Pará.

Ela conta que o desejo de ser missionária nasceu ainda criança, quando sonhava em ir para a África. O sonho se tornou realidade, pois logo que entrou na Congregação das Irmãs Agostinianas Missionárias foi enviada para Moçambique para uma experiência apostólica. Agora, na etapa do juniorato, está em missão junto ao povo marajoara.

Irmã Sueli de Oliveira está em missão na cidade de Portel, na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

“O Bom Deus não se cansa de nos possibilitar experiências profundas e marcantes. Sinto-me marajoara de coração, vou conhecendo e entrando na cultura local com muito carinho e respeito, isso me possibilita uma maior abertura e liberdade para desenvolver a missão”, afirma.

Irmã Sueli explica que o povo da Ilha de Marajó é muito acolhedor e de profunda religiosidade. “Como religiosa jovem, essa experiência missionária me possibilita estar em contato com as necessidades do povo de Deus, anunciando, denunciando, sendo presença profética, levando a Palavra de Deus com entusiasmo e amor. Aqui, eu aprendi que minha missão como consagrada é ser presença humilde, alegre e acolhedora para esse povo tão amado”.

Entre os desafios de seu trabalho missionário, a religiosa destaca que a cidade de Portel possui cerca de 60 mil habitantes, e é um dos municípios com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país. “Temos um Centro Social, chamado CAME (Centro de Atendimento Madre Evangelina), que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social entre 6 a 15 anos (…) Para mim, uns dos maiores desafios nesta realidade é saber que nossas crianças são as maiores vítimas de violência sexual e exploração de trabalho”.

A missão na cidade acontece juntamente com os Freis Agostinianos Recoletos, que atendem a Paróquia Nossa Senhora da Luz, que possui 12 comunidades urbanas e 115 comunidades ribeirinhas.

Outro desafio é em relação às grandes distâncias que precisam ser percorridas para chegar a estas comunidades. “Tem comunidades que chegamos em apenas 20 minutos de barco, outras que demoramos 24 horas para chegar. Os desafios pastorais são imensos, algumas comunidades recebem a visita do sacerdote apenas uma vez ao ano, por falta de sacerdotes e de missionários nessa região”.

Os desafios pastorais são imensos, algumas comunidades recebem a visita do sacerdote apenas uma vez ao ano, por falta de sacerdotes e de missionários nessa região
Irmã Sueli

Irmã Sueli afirma que, apesar das dificuldades, os povos ribeirinhos se mantêm firmes cultivando suas práticas de religiosidade popular e mantendo viva sua fé em Cristo. “Em muitas dessas comunidades não há a presença da Eucaristia, então buscam alimento na Palavra de Deus, na oração do santo terço e na devoção aos santos”.

Ela explica que, atualmente, com a realidade da pandemia, a realidade do povo marajoara tornou-se mais difícil, por serem desprovidos de direitos essenciais, como saúde, alimentação, saneamento básico e renda. E conta que os missionários precisaram aprender um novo jeito para evangelizar.

“Usamos as redes sociais para transmitir as celebrações e orações diárias nesse tempo de pandemia. Ao longo do mês de outubro, realizamos algumas atividades para divulgar o mês missionário. Entre elas, rezamos diariamente o Terço missionário transmitido pela rádio local e por lives”.

Apesar dos desafios, Irmã Sueli expressa alegria por sua missão apostólica. “A minha maior alegria em ser missionária é poder revelar o rosto misericordioso de Deus para os meus irmãos e irmãs marajoaras, através do carisma agostiniano vivido desde uma atitude de interioridade, fraternidade e serviço à Igreja”.

Todos nós somos filhos de Deus, agraciados de muitos dons. Convido que possamos ser uma igreja em saída
Irmã Sueli

E se diz grata a Deus e à sua Congregação por lhe permitirem esse apostolado na Amazônia. “Aqui eu aprendi a educar o olhar sobre as realidades de dor, e a contemplar o belo, encantando-me com a exuberância da criação. Sou plenamente feliz e identificada com a vocação agostiniana, onde resgatar e promover vidas dão sentido à minha vida”.

A religiosa lembra que a campanha missionária deste mês de outubro convoca a todos para que continuem a vibrar no seguimento de Cristo, conscientes de que “a vida é missão” e que sejam testemunhas proféticas do Evangelho.

E lança um convite: “Todos nós somos filhos de Deus, agraciados de muitos dons. Convido que possamos ser uma igreja em saída. Se você deseja conhecer a missão na Amazônia, estamos abertos para recebê-los e poder colaborar conosco”.

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Odenir Dias

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Odenir Dias

Irma-Sueli durante oração do terço na rádio local / Foto: Benedito Mota

Irma-Sueli durante oração do terço na rádio local / Foto: Benedito Mota

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo CAME

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo CAME

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Para visitar as comunidades, o deslocamento é todo feito em barcos / Foto: Odenir Dias

Para visitar as comunidades, o deslocamento é todo feito em barcos / Foto: Odenir Dias

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Odenir Dias

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Odenir Dias

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Sueli na Ilha de Marajó / Foto: Arquivo Pessoal

 

Evangelizar nas grandes cidades

Irmã Helena Rocha / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Helena Rocha é religiosa da Congregação das Irmãs Mensageiras do Amor Divino há 18 anos, e trabalha há oito na cidade de São Paulo, auxiliando mulheres e suas respectivas famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Esta é a segunda comunidade de missão em que ela mora, antes disso trabalhava em Bom Jesus da Lapa (BA) e, em 2012, foi transferida para a capital paulista.

“Quando cheguei aqui, não me conformava; na verdade, continuo indignada, porque há tantas pessoas na rua, passando fome, frio, sem dignidade… e outras em edifícios luxuosos. Quanta desigualdade social, meu Deus! Às vezes, me sinto ‘impotente’. Tento fazer minha parte, mas o que é uma gota d’água no oceano? Mesmo assim, a luta é constante, pois tenho fé e esperança de um mundo melhor”.

A religiosa afirma que o maior desafio em uma metrópole é cativar as pessoas para participar da comunidade. Ela conta que, todos os anos, as irmãs fazem encontros da Campanha da Fraternidade, do mês da Bíblia, mês missionário, advento, Natal, em que convidam os vizinhos, mas só comparecem duas ou três pessoas.

No bairro onde mora, há muitos prédios e, com isso, é até difícil ter acesso às pessoas, porque precisa da intermediação de algum morador e seguir o regimento interno do edifício.

“E como eu faço para cativar as pessoas? Pegando o contato e, através do WhatsApp, mando o convite dos eventos da Associação e da Igreja, aos poucos vamos conquistando tanto para o trabalho da APAM quanto da comunidade. Mas é muito difícil”, desabafa a religiosa.

A APAM (Associação Paulista de Amparo à Mulher) oferece apoio às mulheres acima de 18 anos, principalmente com cursos de qualificação, entre os quais corte e costura.

Irmã Helena trabalha na Apam, que oferece cursos para mulheres em situação de vulnerabilidade / Foto: Arquivo Pessoal

Irmã Helena trabalha na Apam, que oferece cursos para mulheres em situação de vulnerabilidade / Foto: Arquivo Pessoal

Em São Paulo, a Apam oferece cursos para mulheres em situação de vulnerabilidade / Foto: Arquivo Pessoal

Em São Paulo, a Apam oferece cursos para mulheres em situação de vulnerabilidade / Foto: Arquivo Pessoal

Irma Helena / Foto: Arquivo Pessoal

Irma Helena / Foto: Arquivo Pessoal

Irma Helena costurando máscaras / Foto: Arquivo Pessoal

Irma Helena costurando máscaras / Foto: Arquivo Pessoal

 

Mesmo com os desafios, ela conta que perceber as mulheres que são atendidas na APAM sentirem-se mais valorizadas lhe traz muita alegria. Ela lembra de uma usuário do serviço que, quando começou o atendimento, sobrevivia apenas da venda de salgados, não tinha nem máquina de costura, e hoje tem seu próprio ateliê, e agora é voluntária na associação.

Com o atendimento dessas mulheres em situação de vulnerabilidade, o anúncio do Evangelho se traduz de maneira concreta em atitudes de acolhida e no testemunho de vida, explica Irmã Helena.

Para a vida missionária não deve ter fronteiras, precisa de muito Amor Divino, coragem e ousadia, colocar-se sempre no lugar do outro
Irmã Helena

Entre os princípios e valores da APAM, estão a escuta e acolhida humanizada, respeito às diversidades, reconhecer a capacidade do ser humano de encontrar, na sociedade, as condições para sua autonomia e a valorização das mulheres.

Irmã Helena destaca que onde as políticas públicas não chegam, ali chegam os missionários. Nos lugares mais difíceis, onde há vidas humanas que precisam de dignidade.

“Para a vida missionária não deve ter fronteiras, precisa de muito Amor Divino, coragem e ousadia, colocar-se sempre no lugar do outro. Ser verdadeiras (os) discípulas (os) de Jesus, principalmente neste tempo. O mês de outubro vem reforçar a importância de pensar, refletir mais a missão na Igreja e assumir o nosso compromisso de cristãos batizados”.

Ver matéria completa ...
9 anos do Padre Gilmar como Pároco da Catedral

Neste dia 26 de outubro, o padre Gilmar Antonio Fernandes Margotto completa 9 anos à frente da Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Em celebração presidida pelo bispo diocesano, Dom Paulo Mendes Peixoto, no dia 26 de outubro de 2011, o Padre Gilmar tomava posse como pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida após o falecimento do saudoso Padre Edemur José Alves.

Nestes 9 anos, o padre Gilmar cativou a todos os paroquianos com sua dedicação e amor pelo povo de Deus. Como destaque de seu trabalho estão a reorganização territorial, reforma do Salão, Secretaria Paroquial e das sacristias, construção do Centro de Eventos, volta das badaladas do relógio, instalação dos vitrais, celebração dos Sacramentos, Missa em todos os dias da semana, comemoração dos 70 anos da paróquia, transmissão da missa pela internet, criação da Web Rádio e Web TV, incentivo aos trabalhos sociais dos Vicentinos, Pastoral da Criança e Casa Abrigo, Missão de Evangelização nos Setores, entre outros. Além disso, Padre Gilmar atuou incansavelmente na Comissão de Criação da Diocese de Votuporanga desde 2010 e em 2016, com a instalação da nova diocese, o sacerdote tornou-se o Cura da Catedral.

Além de pároco da Catedral, Padre Gilmar atua como membro do Colégio dos Consultores da Diocese e é Assessor Diocesano de Comunicação.

Padre Gilmar, somos gratos a Deus por tê-lo como nosso pároco e pedimos ao nosso Divino Mestre que te cumule de muitas graças e bençãos dos céus.

Ver matéria completa ...
44 anos de falecimento do Frei Arnaldo

Recordamos nesta segunda-feira, dia 12 de outubro, os 44 anos de falecimento do Frei Arnaldo Maria de Itaporanga, vítima de um acidente automobilístico no trevo de Nhandeara, quando vinha para Votuporanga participar das festividades da padroeira. 

O saudoso frei foi vigário cooperador da paróquia Nossa Senhora Aparecida por 12 anos, tendo desempenhado um maravilhoso trabalho pastoral e cativando a todos. Fica nos a lembrança do saudoso frei corintiano e que amava a Votuporanguense.

Frei Arnaldo Maria de Itaporanga (José Figueiredo Castilho) nasceu em Itaporanga aos 4 de abril de 1928, filho de Oscarlino Figueiredo Castilho e de Maria Isabel Castilho, terceiro dos cinco filhos do casal: Celso, Maria de Lourdes, João Batista e Luiza Antonia. Entrou para o Seminário São Fidélis aos 23 de janeiro de 1946. Vestiu o hábito aos 5 de janeiro de 1949, tendo como Mestre Frei Epifânio Menegazzo. Ordenado sacerdote aos 19 de fevereiro de 1956, concluiu os estudos no final desse ano. Seu primeiro campo de apostolado foi Votuporanga, já em janeiro de 1957. Ali granjeou a estima e a amizade de toda a população, sendo bastante querido, especialmente da colônia japonesa. Soube viver intensamente, sempre jovial, alegre, simpatizante dos esportes – especialmente do futebol – e também zeloso no apostolado. Generoso, mão aberta, expansivo, não se deixava prender por muitas normas ou etiquetas. Queria ver todos felizes e alegres; onde estivesse, era sempre o centro das brincadeiras, recordando aventuras dos tempos idos e das “tramas” para fugir à austera disciplina dos rigorosos tempos de estudante. Em janeiro de 1969, com grande tristeza dos votuporanguenses, foi transferido para Ilha Solteira (SP), onde, igualmente, conquistou a todos.

Aos 12 de outubro de 1976, quando ia de Ilha Solteira para a estimada Votuporanga a fim de pregar na festa da Senhora Aparecida, padroeira local, seu carro, dirigido por Frei Ludovico Sesso foi colhido por um ônibus no Km. 509 da Rodovia Feliciano S. Cunha, no trevo de Nhandeara. Teve morte instantânea, enquanto Frei Ludovico ainda sobreviveu por algumas semanas. Mais de 5 mil pessoas participaram do funeral de Frei Arnaldo, quando houve missa concelebrada por inúmeros sacerdotes em Votuporanga, onde foi sepultado a pedido da população.

Ver matéria completa ...
Catedral celebrará Dia da Padroeira com missas às 9h, 11 e 19h30

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida celebra nesta segunda-feira, 12, o dia de sua padroeira e também padroeira de Votuporanga, da Diocese e do Brasil. As festividades tem neste ano o tema: “Em Jesus, Com Maria, em família, revestir-se da Palavra.

Neste ano serão celebradas Missas Solenes com a Consagração a Nossa Senhora às 9h, 11h e 19h30. Ao término da primeira Missa, às 10h, será inaugurado o novo oratório de Nossa Senhora Aparecida em frente a Catedral, na reconstrução do Memorial do Cinquentenário de Votuporanga.

As Festividades da Padroeira tiveram início no dia 03 com a Novena de Nossa Senhora. Durante noves dias, os fiéis puderam rezar e agradecer a Nossa Senhora. Por ocasião da pandemia, neste ano não haverá a tradicional procissão com a imagem da padroeira e nem a Quermesse.

Neste dia, recorda-se também os 44 anos de falecimento do saudoso Frei Arnaldo Maria de Itaporanga que foi vigário em Votuporanga por 12 anos e que faleceu no dia 12 de outubro de 1976 vítima de um acidente automobilístico no trevo de Nhandeara, quando vinha para Votuporanga participar das festividades da padroeira. Celebram-se também os 62 anos da celebração da 1ª Missa na Nova Igreja Matriz, atual Catedral de Votuporanga e símbolo de toda a região.

Desde a fundação de Votuporanga, a comunidade local sempre teve muita fé em Nossa Senhora Aparecida, dedicando a ela suas primeiras igrejas e tendo em Maria um modelo de amor, fé e serviço ao Reino de Deus.

Segundo o padre Gilmar Margotto, pároco da Catedral, “ a devoção mariana, vivida no horizonte da centralidade de Jesus Cristo e do Reino de Deus, é legítima e saudável. Deve ser respeitada e estimulada, para que a mãe de Jesus molde nosso coração de discípulos e missionários de Cristo, levando-nos a viver autenticamente o mistério de amor e misericórdia em nossos tempos.”

Ver matéria completa ...
Comissão Vida e Família promove Semana da Vida em sintonia com CF 2020

Vida: dom e compromisso”. Assim como a proposta da Campanha da Fraternidade 2020, a Semana Nacional da Vida (SNV) deste ano quer dar destaque ao valor da vida humana, como dom de Deus, e à necessidade de promover o cuidado deste dom desde a concepção até o seu fim natural. De 1º a 7 de outubro, a Igreja no Brasil celebra a Semana Nacional da Vida, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8.

A SNV foi instituída, em 2005, durante a 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O Dia do Nascituro é dedicado às crianças que são gestadas nos ventres de suas mães. A data celebra o direito à proteção da vida, à saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. O objetivo é suscitar a consciência do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.

Neste ano, o tema da Semana Nacional da Vida retoma a Campanha da Fraternidade ‘Vida: dom e compromisso’. Somos convidados a viver, cada dia dessa semana, com disposição interior de levarmos o Evangelho da Vida aos corações que precisam de cuidado e atenção”, motiva o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers.

Contexto de crises

Para o bispo, a busca pela superação de uma crise sanitária e social, na atualidade, soma-se a uma crise moral: “O Papa São João Paulo II já apontava uma causa de toda essa crise moral: um ataque desenfreado contra a família, a célula da sociedade, o santuário da vida. A família ‘é o lugar onde a vida, dom de Deus, pode ser convenientemente acolhida e protegida contra os múltiplos ataques que está exposta e pode desenvolver-se segundo as exigências de um crescimento humano autêntico’ (São João Paulo II, Centesimus annus, 39). Com a crise da família, a sociedade toda entra em colapso”.

Mobilizações

A Semana Nacional da Vida é momento de oração, celebração, partilha e sensibilização das comunidades e da sociedade para os valores da vida e da família, destaca dom Ricardo. Em todo o país as dioceses, paróquias e comunidades são motivadas a promoverem atividades voltadas ao debate sobre os cuidados, proteção e a dignidade da vida humana.

“Seja criativo, organize na sua diocese iniciativas que ajudem as pessoas a se tornarem mais promotoras da vida com o compromisso de que a vida é dom de Deus e nós temos que cuidar desse grande dom que recebemos, desde a concepção até o seu fim natural”.

Dom Ricardo Hoepers

Neste contexto de pandemia, a proposta é que sejam utilizadas as ferramentas digitais para, por exemplo, videoconferências com legisladores ou outras autoridades sobre a temática da vida e a realização de lives com especialistas. Tais ações, “podem fazer com que muitas pessoas sejam atraídas para as proposições e demandas da Igreja”, de acordo com o assessor da Comissão para a Vida e a Família e secretário executivo da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), padre Crispim Guimarães.

Subsídio com encontros

A CNPF oferece a cada ano o subsídio Hora da Vida, com encontros celebrativos e de reflexão sobre a temática da vida. No material, oferecido gratuitamente neste ano, há roteiros para os encontros da Semana Nacional da Vida e propostas de celebração para o Dia do Nascituro e para o dia de São Lucas, padroeiro dos médicos, celebrado em 18 de outubro.

Programação Nacional

A CNPF também irá promover dois momentos de celebração nacional da Semana Nacional da Vida, os quais poderão ser acompanhados pelas redes sociais. No dia 1º de outubro, a partir das 18h, haverá a abertura nacional, com missa presidida por dom Ricardo Hoepers, direto da Catedral São Pedro, em Rio Grande. Na sequência, padre Crispim Guimarães conduz uma live aprofundando o tema da SNV 2020 com uma entrevista com a médica Mônica Guarnieri, missionária e voluntária com seis anos de experiência no mundo humanitário.

No dia 8 de outubro, Dia do Nascituro, será realizada uma segunda live, encerrando a SNV 2020. Na ocasião, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, partilha sobre o Pacto pela Vida e pelo Brasil. Também serão apresentadas durante a live experiências concretas de cuidado com a vida em várias partes do Brasil.

 

fonte:

http://site.cnpf.org.br/noticias/vida/comissao-vida-e-familia-promove-semana-da-vida-em-sintonia-com-cf-2020/

Ver matéria completa ...
Mês Missionário - A Vida é Missão - Material completo

Material completo clique aqui

Caros padres, diáconos, religiosos, religiosas, seminaristas
e povo fiel de Deus

É com alegria que preparamos este material como sugestão para as atividades do Mês Missionário em nossa Diocese. Vivemos um momento diferente, são tempos difíceis, não há como negar, no entanto, como filhos e filhas de Deus, continuamos sendo chamados à evangelização, primeiro por meio de nossas atitudes, depois, junto ao anúncio da Palavra.

Mesmo com limitações, é importante que celebramos esse momento. A criatividade sempre foi e será uma peça valiosa diante das dificuldades, portanto, sejamos criativos. Lembramos que cada item neste material é uma sugestão e pode ser aperfeiçoado diante da sua realidade. As redes sociais serão essenciais e por meio delas será possível buscar uma interação ainda maior com os fiéis de sua comunidade.

Rogamos a Deus, pedindo o intermédio de nossa mãe, Nossa Senhora Aparecida, para que cada atividade seja regada de alegria, fé, esperança e caridade, pois assim, ganhamos forças para juntos vencermos a escuridão que a pandemia nos trouxe, destacando a luz, que é Cristo Jesus.

EQUIPE EXECUTIVA COMIDI – VOTUPORANGA
Coordenador
Marcos Antônio Graciano

Assessora
Irmã Claudenice Aparecida Sabadin (IFCM)

Arliete Silva de Oliveira
Maria Aparecida Ferreira

Seminaristas
Alan Daga Miatello
Ancelmo José Lio

Clique aqui para acessar o material

Ver matéria completa ...
Dom Moacir completará 4 anos de ordenação episcopal

Neste dia 11 de outubro, Dom Moacir Aparecido Freitas, bispo diocesano de Votuporanga, celebra o quarto aniversário de Ordenação Episcopal. A Ordenação foi realizada na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus de Ibitinga em 11 de outubro de 2016, tendo iniciado às 19h30 e foi presidida por Dom Paulo Cezar Costa (ordenante principal), bispo de São Carlos, e teve como ordenantes Dom Airton José dos Santos, arcebispo de Campinas, e Dom Moacir Silva, arcebispo de Ribeirão Preto. A Santa Missa também foi concelebrada por outros 11 bispos, quase cem padres e diáconos. Alguns dias depois, no dia 22 de outubro de 2016, Dom Moacir tomou posse como primeiro bispo de Votuporanga.

Dom Moacir foi nomeado como 1º bispo de Votuporanga pelo Papa Francisco no dia 20 de julho deste ano e na mesma data, foi criada também a nova diocese de Votuporanga. Ele escolheu como lema episcopal: “Verbum panis factum est”, isto é, “A Palavra se fez pão”. Ao explicar sobre a frase escolhida disse: “para mim esse mistério da Encarnação se renova em cada Celebração Eucarística, grande expressão do amor de Deus por nós, bem como nos dá a graça para entender e viver a vontade de Deus no meio dos irmãos e irmãs”. 

Dom Moacir entende que em sua missão na diocese de Votuporanga tem a oportunidade de organizar ações dentro dos princípios e diretrizes da Pastoral da Igreja. Dom Moacir descreve como três características fortes de um bispo: “anunciar Jesus Cristo, santificar o povo de Deus para que a graça Dele se mantenha em nosso meio, e apascentar o povo de Deus em Votuporanga.” 

Ver matéria completa ...
Encontrar a cura também para os vírus socioeconômicos, pede Papa

O Papa Francisco dá continuidade ao ciclo de catequeses sobre a pandemia de coronavírus. Nesta quarta-feira, 30, dedicou-se ao tema “Curar o mundo. Preparar o futuro junto com Jesus que salva e cura”.

O Santo Padre recordou as reflexões das catequeses das últimas semanas, que apontaram os caminhos da dignidade, da solidariedade e da subsidiariedade, indispensáveis para promover a dignidade humana e o bem comum. O Papa quer que este caminho ancorado nos princípios da Doutrina Social da Igreja continue após o término do ciclo de catequeses sobre a pandemia, que as pessoas mantenham o olhar em Jesus, que salva e cura o mundo.

Citando o Evangelho, Francisco lembrou que Jesus curou doentes de todos os tipos e, quando curava as enfermidades físicas, curava também o espírito, perdoando os pecados. E Jesus dá ao homem os dons necessários para amar e curar como Ele sabia fazer, a fim de cuidar de todos sem distinção de raça, língua ou nação.

Mas para que isso aconteça, o Papa disse que é preciso contemplar e apreciar a beleza de cada ser humano e cada criatura, que foram concebidos no coração de Deus. Isso ajuda a reconhecer Cristo presente nos pobres e sofredores e a encontrá-los e ouvir seu grito.

“Mobilizados interiormente por estes gritos que exigem de nós outro rumo, exigem mudanças, poderemos contribuir para a cura das relações com os nossos dons e capacidades. Poderemos regenerar a sociedade e não voltar à chamada “normalidade”, que é uma normalidade doente, que estava doente antes da pandemia. A pandemia a acentuou. Agora voltamos à normalidade. Não, isso não é bom. Esta normalidade era doente de injustiça, desigualdade e degradação ambiental”.

A normalidade a que todos são chamados é a do Reino de Deus, destacou Francisco, onde o pão chega a todos e a organização social se baseia em contribuir, partilhar e distribuir, não em possuir, excluir e acumular.

O vírus que realçou as desigualdades

O Papa lembrou ainda que um pequeno vírus continua a causar feridas profundas e mostrou a grande desigualdade que reina no mundo: desigualdade de oportunidades, de bens, de acesso aos cuidados médicos, de tecnologia, educação, milhões de crianças não podem ir à escola, e assim por diante. “Estas injustiças não são naturais nem inevitáveis. São obra do homem, provêm de um modelo de crescimento desligado dos valores mais profundos”.

“É por isso que, para sairmos da pandemia, temos que encontrar a cura não só para o coronavírus, mas também para os grandes vírus humanos e socioeconômicos. E certamente não podemos esperar que o modelo econômico subjacente ao desenvolvimento injusto e insustentável resolva os nossos problemas. Não o fez e não o fará, porque não pode fazê-lo, embora certos falsos profetas continuam prometendo o “efeito dominó” que nunca chega.”, acrescentou.

Boas políticas

Francisco mencionou, por fim, a necessidade de trabalhar para gerar boas políticas, para conceber sistemas de organização social que recompensem a participação, o cuidado e a generosidade, e não a indiferença, a exploração e os interesses particulares.

“Uma sociedade solidária e equitativa é uma sociedade mais saudável. Uma sociedade participativa, onde os “últimos” são considerados como os “primeiros”, fortalece a comunhão. Uma sociedade onde a diversidade é respeitada é muito mais resistente a qualquer tipo de vírus”.

Concluindo a catequese, o Papa confiou este caminho de cura à proteção da Virgem Maria. “Ela, que carregou Jesus no seu ventre, nos ajude a ser confiantes. Animados pelo Espírito Santo, podemos trabalhar juntos para o Reino de Deus que Cristo inaugurou neste mundo, vindo entre nós. Um reino de luz no meio das trevas, de justiça no meio de tantos ultrajes, de alegria no meio de tanta dor, de cura e salvação no meio da doença e da morte. Deus nos conceda “viralizar” o amor e globalizar a esperança à luz da fé”.

 

Ver matéria completa ...
Papa convida a rezar o rosário em outubro: em família e até pela internet

O mês de outubro, que começa nesta quinta-feira, 1, é tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora do Rosário. O Papa Francisco convida, então, a rezar o terço sobretudo neste mês, conforme disse na audiência geral desta quarta-feira, 30. 

“Sejam fiéis ao costume de rezar o rosário nas suas comunidades e, sobretudo, nas famílias. Meditando cada dia os mistérios da vida de Maria à luz da obra salvífica do seu Filho, faça com que ela participe das alegrias de vocês, das suas preocupações e dos momentos de felicidade.”, disse aos peregrinos poloneses na catequese de ontem, um convite extensivo a toda a Igreja.

Já em maio, mês dedicado à Virgem Maria, o Pontífice convidou a rezar o rosário para ajudar a superar a crise da Covid-19. “Contemplar juntos a face de Cristo com o coração de Maria, rezando o rosário”, disse o Papa, “nos tornará mais unidos como família espiritual e nos ajudará a superar essa provação”. O convite foi para voltar “a descobrir a beleza de rezar o terço em casa”, em família ou individualmente: “seja como for, há um segredo para o bem fazer: a simplicidade; e é fácil encontrar, mesmo na internet, bons esquemas para seguir na sua recitação”, encorajou o Pontífice.

Site, App e pulseira inteligente para rezar

Os portais oficiais do Vaticano, como o www.vatican.va, oferecem esse percurso indicado por Francisco. Mas ainda dá para seguir a Rede Mundial de Oração do Papa, com o aplicativo Click To Pray eRosary, em língua portuguesa, com vídeos e áudios que ajudam a rezar o terço; ou, enfim, a própria pulseira inteligente e interativa pensada aos jovens que permite acessar, através do mesmo App gratuito Click to Pray eRosary, o rosário tradicional ou aqueles temáticos que são atualizados anualmente. O bracelete, lançado há um ano e disponível na Amazon da Itália, é ativado fazendo o sinal da cruz e constituído por dez contas de ágata e hematita e por um crucifixo – o dispositivo inteligente.

A oração que sempre acompanha o Papa

Em 7 de outubro de 2016, por ocasião da festa litúrgica de Nossa Senhora do Rosário, Francisco confidenciou o quanto o rosário é uma oração querida por ele, que sempre o acompanha: “é a oração dos simples e dos santos… é a oração do meu coração”.

É também a oração mais querida ao coração de Maria, é a devoção mariana por excelência e a mais popular, divulgada por São Domingos de Gusmão justamente a pedido da Santíssima Virgem Maria. É um convite à meditação dos Mistérios de Cristo, que guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressureição do Filho de Deus.

O Rosário de Nossa Senhora

O nome “rosário” diz que se deve a um relato popular de um monge cisterciense, que se comprazia a rezar 50 ‘Ave-Marias’, que saiam de seus lábios como rosas que iam aos céus e se depositavam na cabeça a Santíssima Virgem. Terço, como diz o nome, é a terça parte do rosário, que consiste em 50 ‘Ave-Marias’ intercaladas por 10 ‘Pai-Nossos’.

O Papa São Pio V (1566-1572) deu ao rosário o formato de hoje, tanto a quantidade de orações quanto aos mistérios da vida de Jesus que meditamos. Ele atribuiu à eficácia do rosário a vitória naval de Lepanto que, em 7 de outubro de 1571, salvou a cristandade ocidental de grande perigo.

 

Clique aqui para ver mais Matérias