Notícias e Artigos Litúrgicos
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O Sínodo nasce da Igreja

Nos dias passados o Papa Francisco concedeu uma entrevista ao jornal italiano La Stampa-Vatican Insider na qual tratou muitos temas relacionados à Europa, e à política. Amplo respiro na conversa com o jornal italiano o Papa deu ao Sínodo sobre a Amazônia. O Santo Padre afirmou que será uma resposta à emergência ambiental planetária, mas é um evento da Igreja e terá uma dimensão evangelizadora.

Já no início da seu discurso sobre o Sínodo para a Amazônia o Papa faz uma afirmação interessante: “O Sínodo é filho da Laudato si’, acrescentando que, quem não leu essa Encíclica jamais entenderá o Sínodo sobre a Amazônia. Aproveita ainda para sublinhar que a Laudato si’ não é uma encíclica verde, mas uma encíclica social baseada no cuidado da Criação.

O olhar de Francisco retorna ao Sínodo dizendo que o mesmo é um “Sínodo urgente”, e que ficou chocado com as notícias de que no último dia 29 de julho o homem já tinha consumado todos os recursos regeneráveis deste ano em andamento. Uma triste notícia junto com o derretimento das geleiras, do risco de aumento do nível dos oceanos, do incremento do lixo plástico no mar, do desmatamento e de outras situações críticas, que faz com que o planeta viva numa “situação de emergência mundial”.

A entrevista serviu também para explicar, a quem não sabe, que o Sínodo, “não é uma reunião de cientistas ou de políticos. Não é um parlamento. Nasce da Igreja e terá missão e dimensão evangelizadoras. Será um trabalho de comunhão conduzido pelo Espírito Santo”.

Sim porque o Sínodo terá temas importantes que dizem respeito aos “ministérios da evangelização e aos vários modos de evangelizar”. Sobre a questão dos “viri probati”, a possibilidade de ordenar anciãos e casados onde faltam sacerdotes, e que muitos gastam muita tinta na tentativa de centralizar a atenção sobre isso, Francisco destacou que não será um dos temas principais do Sínodo, mas é “simplesmente um número do Instrumentum Laboris” (Instrumento de trabalho).

O Papa explica ainda sobre a escolha de fazer um Sínodo para a Amazônia, uma região que envolve nove Estados: é “um lugar representativo e decisivo... contribui de modo determinante para a sobrevivência do planeta. Grande parte do oxigênio que respiramos é proveniente dali. Eis o motivo porque o desmatamento significa matar a humanidade, acrescentou. Além disso, efetivamente, a Amazônia envolve nove Estados, portanto, não diz respeito a uma única nação. “Penso na riqueza da biodiversidade amazônica, vegetal e animal: é maravilhosa”, precisou.

Francisco diz temer “o desaparecimento da biodiversidade. Novas doenças letais. Uma deriva e uma devastação da natureza que poderiam levar à morte da humanidade”.

A ameaça da vida das populações e do território – ressalta ainda referindo-se à salvaguarda da Amazônia – deriva de interesses econômicos e políticos dos setores dominantes da sociedade. A política deve “eliminar suas conivências e corrupções”. Deve assumir suas responsabilidades concretas, por exemplo, sobre o tema das minas a céu aberto, que envenenam a água provocando muitas doenças.

E numa espécie de confidência falou da sua confiança numa nova atitude em relação à Criação que vem dos movimentos juvenis. “Vi um cartaz deles que me impressionou: ‘O futuro somos nós!’”. Isso significa promover uma atenção às pequenas coisas diárias que “incidem” na cultura “porque se trata de ações concretas”.

Estamos confiantes de que o Sínodo sobre a Amazônia trará resultados importantes para a vida da Igreja e da nossa gente amazônica, seja para denunciar o que precisa ser denunciado, seja para elevar a beleza e a importância desta região ao nosso país e ao mundo.

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Organização que protege a liberdade religiosa no mundo denuncia campanha de desprestígio

A organização de defesa legal cristã ADF Internacional, que promove a vida, o casamento e a liberdade religiosa, denunciou uma campanha de desprestígio em nível mundial “orquestrada” pela escola de jornalismo de uma renomada universidade norte-americana e por 16 meios de comunicação latino-americanos.

A advogada e assessora principal da ADF Internacional, Neydy Casillas Padrón, denunciou em um comunicado uma série de “mentiras” proferidas contra sua organização e publicadas pelo blog político mexicano ‘Mexicanos contra a Corrupção e a Impunidade’ (MCCI) em um recente artigo intitulado "A Divina Quarta Transformação".

O artigo foi escrito como parte do projeto “Transnacionais da Fé”, uma colaboração de 16 meios de comunicação latino-americanos dirigidos pela escola de jornalismo da Universidade de Columbia, com sede em Nova York, segundo indica a própria publicação e a ADF Internacional.

“Temos razões para acreditar que este é apenas o primeiro fragmento de toda uma campanha suja e orquestrada, que visa desacreditar e deturpar o trabalho de nossa organização, bem como muitos de nossos aliados na América Latina. A publicação também tenta impedir que outras organizações, legisladores, comunicadores e outros colaborem conosco”, afirma Casillas no comunicado da ADF Internacional.

Além disso, informou que outras organizações aliadas e escritórios internacionais da ADF na Europa viveram essa experiência devido a uma campanha semelhante no início de 2019.

Ao longo de seu artigo, MCCI fala de uma suposta incursão de líderes evangélicos na política mexicana, como Ralph Drollinger, para "implementar" no governo do presidente Andrés Manuel López Obrador uma agenda "conservadora" e baseada na Bíblia.

O texto diz que “esta cruzada evangélica tem sido empreendida, silenciosamente, há anos pela Aliança para a Defesa da Liberdade (ADF, na sigla em inglês), auspiciada por grupos evangélicos dos Estados Unidos, a qual capacitou advogados e fez lobby com legisladores mexicanos de pelo menos cinco partidos para influenciar nas políticas públicas contra o aborto e contra os direitos dos homossexuais”.

Além disso, acusa uma filial da ADF chamada Political Network for Values de se reunir com os deputados dos partidos PRI, PAN, PRD, PVEM e Morena em cúpulas realizadas em Nova York, Washington, Bruxelas e Bogotá, “para ensiná-los em sua ideologia”.

O relatório da MCCI também diz que a ADF vem juntando "tanto grupos evangélicos protestantes como católicos para assumir uma agenda comum".

“Assim, suas diferenças religiosas foram deixadas de lado, juntando-se aos movimentos chamados pró-vida e em manifestações a favor do que denominam de família 'tradicional'”, diz o meio mexicano.

No entanto, Casillas Padrón advertiu que “uma das maiores ironia é que esta reportagem, que tenta parecer uma reportagem neutra de jornalismo sério, acusa os nossos aliados e também a nós de importar os valores bíblicos dos Estados Unidos para a América Latina”.

“Com absoluta clareza, somos uma organização legal de inspiração cristã, que protege as liberdades fundamentais e promove a dignidade inerente de cada pessoa humana. Grande parte do nosso trabalho se centra na defesa da autodeterminação dos povos contra a crescente interferência de organizações supranacionais, como as Nações Unidas e a OEA, que, além de seus poderes, pressionam os povos da América Latina em assuntos para alterar seu direito, cultura e sociedade, em assuntos relacionados à vida familiar e humana”, destaca a advogada principal da organização.

A ADF defende a família e o casamento, assim como o direito inalienável à vida em todas as suas etapas, na América Latina e no mundo, concluiu.

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Consultar adivinhos para prever o futuro não é cristão, afirma o Papa Francisco

“Trata-se”, afirmou o Pontífice, “de não viver de maneira hipócrita, mas sim de estar dispostos a pagar o preço da eleição coerente com o Evangelho. Essa é a atitude que cada um de nós deveria procurar na vida: coerência, e pagar o preço de ser coerente com o Evangelho”.

Nesse sentido, recordou as palavras de Jesus no Evangelho deste domingo, “as quais podem resultar desconcertantes à primeira vista”: “Acham que estou aqui para trazer paz à terra? Não, asseguro-lhes, vim trazer a divisão”.

O Papa explicou Jesus deveu separar “o bem do mal, o justo do injusto. Nesse sentido veio ‘dividir’, a pôr em ‘crise’ a vida de seus discípulos, rompendo as fáceis ilusões de quantos acreditam que podem conjugar vida cristã e compromissos de todo tipo, práticas religiosas e atitudes contra o próximo, conjugar a verdadeira religiosidade com as práticas supersticiosas”.

“Jesus revela a seus amigos, e também a nós, seu desejo mais ardente: levar sobre a terra o fogo do amor do Pai que acende a vida e mediante o qual o homem foi salvado. Jesus nos chama a difundir no mundo este fogo, graças ao qual seremos reconhecidos como seus verdadeiros discípulos”.

O testemunho do Evangelho “queima toda forma de particularismo e mantém a caridade aberta a todos, com uma única preferência: a preferência pelos mais pobres e excluídos”.

“A adesão ao fogo do amor que Jesus levou sobre a terra envolve toda nossa existência e requer a adoração a Deus e também uma disponibilidade a servir ao próximo”.

“Para viver segundo o espírito do Evangelho é preciso que, sempre frente a novas necessidades que se apresentam no mundo, haja discípulos de Cristo que saibam responder com novas iniciativas de caridade”.

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Papa abençoa terços que serão distribuídos a famílias na Síria

O Papa Francisco renovou seu apelo pela paz na Síria após rezar o Angelus na quinta-feira.

Aos fiéis reunidos na Praça São Pedro neste feriado, o Pontífice pediu que acompanhassem com a oração o gesto de abençoar milhares de terços destinados aos sírios, numa iniciativa da Associação “Ajuda à Igreja que sofre”.

“ Hoje, nesta grande festa de Maria, eu os abençoo e, depois, serão distribuídos às comunidades católicas na Síria como sinal da minha proximidade, especialmente para as famílias que perderem alguém por causa da guerra. A oração feita com fé tem poder! Continuemos a rezar o terço pela paz no Oriente Médio e no mundo inteiro. ”

O testemunho de uma missionária brasileira

“Muitas famílias ficaram destruídas por causa da guerra”, relata ao Vatican News Ir. Laudis, da família do Verbo Encarnado. Depois de anos em missão em Aleppo, há poucos dias a brasileira foi transferida para a capital, Damasco.

Além da perda de entes queridos, Ir. Laudis cita também o sofrimento das famílias que foram obrigadas a se separar para abandonar a Síria.

Para a missionária, é motivo de alegria e encorajamento a constante manifestação de solidariedade do Papa Francisco para com o povo sírio.

“Que cada família que receber este terço abençoado pelo Santo Padre possa sentir a proximidade dele no sofrimento, o seu acompanhamento pessoal.”

Via Vatican News

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É preciso coerência no ser cristão, diz Papa

Dizer-se cristão é bom, mas é preciso ser cristão: palavras do Papa Francisco ao se reunir com os fiéis e peregrinos na Praça São Pedro para o Angelus dominical.

O Pontífice comentou o trecho de São Lucas, no qual Jesus adverte os discípulos de que chegou o momento da decisão.

“A sua vinda ao mundo, de fato, coincide com o tempo das escolhas decisivas: não se pode adiar a opção pelo Evangelho”, explicou o Papa.

Abandonar a apatia para acolher o fogo do amor

Para exemplificar melhor esse chamado, Jesus utiliza a imagem do fogo que Ele mesmo veio trazer sobre a terra: “Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso ?”.

Essas palavras, prosseguiu Francisco, têm a finalidade de ajudar os discípulos a abandonar toda atitude de preguiça, de apatia, de indiferença e de fechamento para acolher o fogo do amor de Deus.

“Jesus revela aos seus amigos, e também a nós, o seu desejo mais ardente: levar sobre a terra o fogo do amor do Pai, que acende a vida e mediante o qual o homem é salvo.”

O fogo do amor, aceso por Cristo no mundo por meio do Espírito Santo, é sem limites, universal, disse ainda o Papa.

“Incêndio benéfico”

Foi o que aconteceu desde os primeiros tempos do Cristianismo: o testemunho do Evangelho se propagou como um “incêndio benéfico, superando toda divisão entre indivíduos, categorias sociais, povos e nações”.

Este testemunho queima toda forma de particularismo e mantém a caridade aberta a todos, com uma preferência pelos mais pobres e excluídos.

Aderir a este fogo significa duas coisas: adorar a Deus e a disponibilidade a servir o próximo. A primeira quer dizer “aprender a oração da adoração, que com frequência esquecemos”, afirmou o Papa, convidando os fiéis a descobrirem a beleza desta oração. Depois, estar disponível a servir o próximo e Francisco manifestou sua admiração a quem se dedica aos mais necessitados mesmo durante o período de férias.

“Para viver segundo o espírito do Evangelho, é preciso que, diante das sempre novas necessidades que aparecem no mundo, hajam discípulos de Cristo que saibam responder com novas iniciativas de caridade. Assim, o Evangelho se manifesta realmente como fogo que salva, que transforma o mundo a partir da mudança do coração de cada um.”

Escolhas coerentes com o Evangelho

Assim se compreende outra afirmação de Jesus contida no trecho de Lucas, que numa primeira leitura pode chocar: «Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão».

Isso significa que Jesus veio para “separar com o fogo” o bem do mal, o justo do injusto.

“Neste sentido, Jesus veio para “dividir”, para colocar “em crise” – mas de modo saudável – a vida dos seus discípulos, desfazendo as fáceis ilusões daqueles que acreditam poder conjugar vida cristã e mundanidade, vida cristã e acordos de todo gênero, práticas religiosas e atitudes contra o próximo.” O Pontífice advertiu que recorrer à cartomante é superstição, “não é de Deus”.

A adesão a este fogo requer deixar a hipocrisia de lado e estar dispostos a pagar o preço por escolhas coerentes com o Evangelho. “Esta é a atitude que cada um deve buscar na vida: coerência”, e pagar o preço por ela.

“É bom dizer-se cristãos, mas é preciso antes de tudo ser cristãos nas situações concretas, testemunhando o Evangelho, que é, essencialmente, amor por Deus e pelos irmãos.”

Francisco concluiu pedindo a Maria que “nos ajude a deixar-nos purificar o coração pelo fogo trazido por Jesus, para propagá-lo com a nossa vida, mediante escolhas firmes e corajosas”.

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A satisfação do Santo Padre com o Barco Hospital Papa Francisco

Do mesmo modo como Jesus acalmou a tempestade ao aparecer caminhando sobre as águas, o Barco Hospital Papa Francisco “levará tanto o conforto espiritual, como a calmaria para as agitações dos homens e mulheres carentes, abandonados à própria sorte”.

Com uma mensagem do Papa Francisco, o Barco Hospital que leva seu nome foi acolhido neste sábado, 17, em sua chegada à cidade de Belém. Uma cerimônia de boas-vindas foi organizada pela Arquidiocese. Neste domingo, 18, logo após a missa em ação de graças, começou o atendimento de saúde à população carente.

Hospital sobre as águas

No texto da mensagem, o Papa afirma que se une a este momento de “alegria e ação de graças a Deus” com “grande satisfação”.

Para Francisco, além de ser um belo gesto concreto em vista do Sínodo dos Bispos para a Amazônia, o hospital fluvial é acima de tudo “uma resposta ao mandato do Senhor, que continua a enviar aos seus discípulos a anunciar o Reino de Deus e a curar os doentes”.

De fato, Jesus oferece aos homens uma vida em abundância. E promover esta vida será a missão primordial do Barco Hospital Papa Francisco, “em conformidade com aquilo que os povos indígenas amazônicos definem o ‘bem viver’, ou seja, viver em harmonia consigo mesmo, com a natureza, com os seres humanos e com o Ser supremo”.

Neste sentido, prossegue o Pontífice, “se a Igreja está chamada a ser um ‘hospital de campo’, acolhendo a todos, com esta inciativa, Ela se apresenta agora também como um ‘hospital sobre as águas’”.

“E do mesmo modo como Jesus, ao aparecer caminhando sobre as águas, acalmou a tempestade e fortaleceu a fé dos discípulos, este barco levará tanto o conforto espiritual como a calmaria para as agitações dos homens e mulheres carentes, abandonados à própria sorte.”

O Papa finaliza a carta agradecendo a Dom Bernardo Bahlmann, Bispo de Óbidos, e aos Franciscanos da Providência, que foram os idealizadores e executores da iniciativa, pedindo orações pelos bons frutos do próximo Sínodo para a Amazônia.

Projeto impulsionado pelo Papa

Consultas, cirurgias de baixa e média complexidade, exames e diagnósticos serão destinados às pessoas com pouco ou nenhum acesso ao atendimento de saúde, sobretudo os povos indígenas e ribeirinhos que vivem ao longo de uma extensão de 1.000 quilômetros do Rio Amazonas. Os casos mais graves serão encaminhados aos hospitais de base de Óbidos, Juruti e Alenquer.

O projeto foi solicitado pelo próprio Pontífice quando visitou o Hospital administrado pela Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus no Rio de Janeiro, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude de 2013. Foi então que o Papa perguntou aos frades se eles estavam presentes na Amazônia, encorajando um projeto naquela região. No dia 07 de julho deste ano, o Barco foi finalmente inaugurado.

No dia 5 de novembro de 2018, o Bispo do Óbidos e dois frades apresentaram a maquete ao Papa Francisco, em audiência no Vaticano.

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5 chaves apresentadas pelo Papa Francisco para ser um bom pai

Ao comemorar o Dia dos Pais neste domingo, no Brasil, a ACI Digital compartilha cinco chaves para ser um bom pai, extraídas da audiência geral do Papa Francisco de 4 de fevereiro de 2015, quando falou sobre “o aspecto positivo” da “figura do pai de família”.

1. Alegrar-se com o correto

“Toda família necessita de um pai. Um pai que não se vanglorie de que seu filho seja parecido com ele, mas sem que se alegre de que aprenda a retidão e a sensatez que é o que conta na vida. Esta será a melhor herança que poderá transmitir ao filho e se sentirá cheio de alegria quando ver que a recebeu e aproveitou”.

2. Educar com carinho

“O pai ensina o que o filho ainda não sabe: corrigir os erros que ainda não vê, orientar seu coração, protege-lo no desânimo e na dificuldade. Tudo isso com proximidade, doçura e com uma firmeza que não humilha”.

3. Acompanhar com paciência

“Estar presente na família, compartilhar as alegrias e tristezas com a esposa, acompanhar as crianças na medida em que crescem. A parábola evangélica do Filho Pródigo nos mostra o pai que espera na porta de casa o retorno do filho que se equivocou. Sabe esperar, sabe perdoar, sabe corrigir”.

“Também hoje os filhos, ao voltar para casa com seus fracassos, necessitam de um pai que os espere, que os proteja, os anime, ensine como seguir pelo bom caminho. Às vezes tem que castigá-los, mas nunca lhe dá uma bofetada na cara”.

4. Rezar com confiança

“Muitas vezes os filhos não admitirão os fracassos, mas necessitam do pai como todos necessitamos acudir ao único Bom Pai, como disse o Evangelho, ao Pai nosso que está no céu”.

5. Seguir São José

“Peçamos ao Senhor que nunca falte nas famílias a presença de um bom pai, que seja mediador e guardião da fé na bondade, na justiça e na proteção de Deus, como foi São José”.

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10 frases do Papa Francisco para refletir nesta Semana Nacional da Família

Em diversas oportunidades, o Papa Francisco dedicou algumas palavras para destacar a importância da família, tendo inclusive convocado um Sínodo Extraordinário e um Sínodo Ordinário para abordar este tema, resultando na exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia.

Por ocasião da Semana Nacional da Família, que tem início neste domingo no Brasil, apresentamos a seguir 10 frases do Pontífice sobre a família, sua importância e missão na Igreja e na sociedade:

1. “A aliança de amor e fidelidade, vivida pela Sagrada Família de Nazaré, ilumina o princípio que dá forma a cada família e a torna capaz de enfrentar melhor as vicissitudes da vida e da história. Sobre este fundamento, cada família, mesmo na sua fragilidade, pode tornar-se uma luz na escuridão do mundo”. (Amoris Laetitia, numeral 66, capítulo 3).

2. “Uma família e uma casa são duas realidades que se reclamam mutuamente. Este exemplo mostra que devemos insistir nos direitos da família, e não apenas nos direitos individuais. A família é um bem de que a sociedade não pode prescindir, mas precisa ser protegida”. (Amoris Laetitia, numeral 44, capítulo 2).

 

 

3. “O que é a família? Para além de seus prementes problemas e de suas necessidades urgentes, a família é um ‘centro de amor’, onde reina a lei do respeito e da comunhão, capaz de resistir aos ataques da manipulação e da dominação dos ‘centros de poder’ mundanos” (Mensagem ao 1º Congresso Latino-americano de Pastoral Familiar, ocorrido em agosto de 2014)

4. “Esta é a grande missão da família: deixar lugar a Jesus que vem, acolher Jesus na família, na pessoa dos filhos, do marido, da esposa, dos avós... Jesus está aí. É preciso acolhê-lo ali, para que cresça espiritualmente naquela família” (Catequese da Audiência Geral de 17 de dezembro de 2014). 

5. “As famílias constituem o primeiro lugar onde nos formamos como pessoas e, ao mesmo tempo, são os ‘tijolos’ para a construção da sociedade” (Homilia na celebração do matrimônio de 20 casais na Basílica de São Pedro, em 14 de setembro de 2014).

6. “Discute-se muito hoje sobre o futuro, sobre o tipo de mundo que queremos deixar aos nossos filhos, que sociedade queremos para eles. Creio que uma das respostas possíveis se encontra pondo o olhar em vós, nesta família que falou, em cada um de vós: deixemos um mundo com famílias. É o melhor legado” (discurso no encontro com as famílias em Cuba, em 22 de setembro de 2015).

7. “O convívio é um termômetro garantido para medir a saúde das relações: se em família tem algum problema, ou uma ferida escondida, à mesa compreende-se imediatamente. Uma família que raramente faz as refeições unida, ou na qual à mesa não se fala mas assiste-se à televisão, ou se olha para o smartphone, é uma família ‘pouco família’” (Catequese da Audiência Geral de 11 de novembro de 2015).

8. “O dom mais valioso para os filhos não são as coisas, e sim o amor dos pais. E não me refiro só ao amor dos pais para os filhos, mas o amor dos pais entre eles, quer dizer, a relação conjugal. Isto faz muito bem a vocês e também a seus filhos! Não descuidem a família!” (Discurso durante audiência aos funcionários da Santa Sé, em 21 de dezembro de 2015).

9. “As famílias não são peças de museu, mas é através delas que se concretiza o dom, no compromisso recíproco e na abertura generosa aos filhos, assim como no serviço à sociedade” (Discurso em audiência aos participantes de encontro promovido pela Federação Europeia das Associações Familiares Católicas, em 1º de junho de 2017).

10. “Vocês são um ícone de Deus: a família é um ícone de Deus. O homem e a mulher: precisamente a imagem de Deus. Ele disse, não sou eu que digo. E isso é grande, é sagrado” (discurso durante audiência com delegação do Fórum das Associações Familiares, em 16 de junho de 2018).

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Dia dos Pais: 6 pais de família católicos que alcançaram a santidade

Na Igreja Católica, houve homens que, em diferentes épocas, deram testemunho de uma verdadeira e santa paternidade.

Por ocasião do Dia dos Pais, apresentamos alguns pais de família que alcançaram a santidade:

1. São José

Deus encomendou a são José uma grande responsabilidade e privilégio: ser o pai adotivo de Jesus Cristo e casto esposo da Virgem Maria.

São José era carpinteiro e descendente do rei Davi. Quando foi a Belém com Maria para se registrar no censo, ela deu à luz Jesus em um estábulo e, em seguida, tiveram que fugir para o Egito para evitar que o Menino fosse assassinado por ordem do rei Herodes.

São José educou Cristo e lhe ensinou o ofício de carpinteiro. É conhecido como “Padroeiro da Boa Morte”, porque, segundo a tradição, morreu acompanhado e consolado por Jesus e Maria.

Em um discurso, o Papa Francisco destacou que São José soube descansar em Deus na oração, levantar-se com Jesus e Maria e ser uma voz profética em meio ao mundo.

2. São Luís Martin

São Luís Martin foi esposo de Santa Zélia Guérin e pai de cinco filhas, entre as quais se destacam Santa Teresa de Lisieux, Doutora da Igreja, e Leônia, cuja causa de beatificação foi aberta em 2015.

Quando era jovem, Luís quis ser religioso da Congregação Hospitaleira do Grande São Bernardo, mas não foi admitido porque não sabia latim. Aprendeu o ofício de relojoeiro e se estabeleceu em Alençon (França), onde conheceu sua futura esposa.

Luís e Zélia se casaram em 12 de julho de 1858 e tiveram nove filhos, dos quais cinco mulheres sobreviveram. O casal tinha uma intensa vida espiritual e formou as meninas para que fossem boas católicas e cidadãs respeitáveis.

Zélia morreu de câncer em 1877. Luís cuidou de suas filhas e se mudaram para Lisieux. Com o passar dos anos, todas abraçaram a vida religiosa. O santo padecia de uma doença que foi o consumindo até que perdeu suas faculdades mentais. Morreu em 1894.

Em outubro de 2015, Luís e sua esposa Zélia foram o primeiro casal a ser canonizados juntos. Sua festa é celebrada em 12 de julho, dia de seu aniversário de casamento.

3. São Tomás More

São Tomás More nasceu em Londres em 1477 e, em 1505, casou-se com Jane Colt, com que teve um filho e três filhas. Entretanto, sua esposa morreu e ele contraiu um novo matrimônio com Alice Middleton.

São João Paulo II indicou que More foi “um marido e pai afetuoso e fiel, cooperando intimamente na educação religiosa, moral e intelectual dos filhos. A sua casa acolhia genros, noras e netos”.

Sua excelente carreira como advogado o levou ao parlamento inglês e, anos mais tarde, chegou a ocupar postos importantes do governo, depois que seu livro “Utopia” chamou a atenção do rei Henrique VIII.

Foi preso por se opor aos desejos do monarca de repudiar sua esposa para se casar com outra mulher e separa-se da Igreja Católica para formar a Igreja Anglicana.

Sua filha Margarida o visitava na prisão frequentemente e rezavam juntos. Por se manter forme em suas convicções, foi declarado traidor e decapitado em 6 de julho de 1535.

4. Santo Isidro Lavrador

Desde pequeno, Santo Isidro trabalhou lavrando, cultivando e na colheita em campos na Espanha.

Casou-se com uma camponesa que também se tornou santa: Maria da Cabeça. Ambos tiveram um filho que, segundo a tradição, caiu em um poço com uma cesta. Rezaram com fervor e, então, as águas começaram a subir até que o pequeno apareceu ileso.

Aos domingos à tarde, costumavam passear com sua família pelos campos. Depois de ter criado seu filho, Santo Isidro e Santa Maria da Cabeça decidiram se separar para ter uma vida entregue totalmente a Deus. Ele ficou em Madri e ela partiu para uma ermida.

Santo Isidro passou o resto de sua vida lavrando os campos e rezando. Morreu em 30 de novembro de 1172.

5. São Luís da França

Luís IX nasceu em 1214 e foi coroado rei dos franceses aos doze anos, sob a regência de sua mãe, que costumava lhe dizer: “Filho, prefiro te ver morto a ver-te em desgraça de Deus pelo pecado mortal”.

Em 1234, foi declarado maior de idade e assumiu suas funções de monarca. Casou-se com a virtuosa Margarida de Provença, que lhe ajudaria a alcançar a santidade. Ambos tiveram 11 filhos.

O rei se distinguiu por sua bondade, justiça, caridade e piedade. Educou seus filhos assim como sua mãe fez com ele.

Participou das cruzadas para recuperar os lugares santos e frear as invasões muçulmanas. Na segunda cruzada, ficou doente de disenteria perto de Cartago (norte da África). Morreu em agosto de 1270.

Deixou um “testamento espiritual” ao filho que o sucederia, o futuro Felipe III, no qual deu instruções para ser um governante sábio, justo e santo.

6. Santo Estêvão da Hungria

Santo Estêvão foi rei da Hungria, esposo da Beata Gisela da Baviera e pai de Santo Américo.

Teve um grande carinho pela Igreja e procurava ser um exemplo de piedade para seus súditos. Costumava se disfarçar para sair à noite para ajudar quem precisava.

Educou eu filho com esmero e lhe deixou escritos vários conselhos sobre as virtudes que um monarca deve cultivar.

Juntos, defenderam o reino do ataque de Conrado II, imperador do Sacro Império Romano Germânico. Entretanto, o jovem faleceu durante uma caça. Ao receber a notícia, Estêvão exclamou: “O Senhor o deu a mim, o Senhor o tirou de mim. Bendito seja Deus”.

O rei nomeou como sucessor seu sobrinho Pedro Orseolo. O santo morreu em 15 de agosto de 1038, dia da Solenidade da Assunção da Virgem Maria, de quem foi grande devoto.

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Papa Francisco: A vida é um caminho para a eternidade

Durante a oração do Ângelus neste domingo, 11 domingo, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco recordou que “a vida é um caminho em direção à eternidade”.

Em seu comentário, o Santo Padre refletiu sobre o trecho evangélico do dia, no qual “Jesus chama os seus discípulos à vigilância constante para captar a passagem de Deus na própria vida, porque Deus continuamente passa na nossa vida. E indica as formas para viver bem esta vigilância: ‘Ficai de prontidão, com o cinto amarrado e as lâmpadas acesas’”.

Francisco explicou que a imagem evangélica do “cinto amarrado” “nos recorda a atitude do peregrino, pronto a partir para colocar-se a caminho. Não se trata de criar raízes em cômodas e tranquilizadoras habitações, mas de abandonar-se, de ser abertos, com simplicidade e confiança à passagem de Deus na nossa vida, à vontade de Deus que nos guia para a meta”.

“O Senhor sempre caminha conosco e tantas vezes nos pega pela mão, para nos guiar, para não errarmos neste caminho tão difícil”, afirmou.

De fato, “quem confia em Deus sabe bem que a vida de fé não é algo estático, mas é dinâmica: é um caminho contínuo, para ir para etapas sempre novas, que o próprio Senhor indica dia após dia. Porque Ele é o Senhor das surpresas, o Senhor das novidades, mas das verdadeiras novidades”.

Depois, “nos é pedido para mantermos as ‘lâmpadas acesas’ para sermos capazes de iluminar a escuridão da noite. Somos convidados a viver uma fé autêntica e madura, capaz de iluminar as muitas ‘noites’ da vida. E sabemos, todos nós tivemos dias que eram verdadeiras noites espirituais”.

O Papa Francisco destacou que “a lâmpada da fé precisa ser alimentada continuamente, com o encontro coração a coração com Jesus na oração e na escuta da sua Palavra”.

Neste ponto, Francisco repetiu uma mensagem que, segundo ele mesmo explicou, repetiu em ocasiões anteriores: “Carreguem sempre com vocês um pequeno Evangelho no bolso, na bolsa, para o ler. É um encontro com Jesus, com a Palavra de Jesus”.

“Esta lâmpada nos é confiada para o bem de todos: ninguém, portanto, pode se retirar intimamente com a certeza de sua salvação desinteressando-se dos demais. É uma fantasia crer que alguém possa iluminar-se de dentro. Não, é uma fantasia”.

A verdadeira fé “abre o coração ao próximo e encoraja a comunhão com os irmãos, especialmente com aqueles que estão na necessidade”.

No Evangelho, depois, “Jesus conta a parábola dos servos que esperam o retorno de seu patrão quando chega a noite, apresentando assim outro aspecto da vigilância: estar preparados para o encontro definitivo com o Senhor”.

“Cada um de nós vai se encontrar com Ele naquele dia do encontro. Cada um de nós tem a sua própria data para o encontro final”.

Diz o Senhor: “Felizes os empregados que o Senhor encontrar acordados quando chegar... E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontra”.

Com estas palavras, “o Senhor nos recorda que a vida é um caminho em direção à eternidade; por isso, somos chamados a fazer frutificar todos os talentos que temos, nunca esquecendo que não temos aqui a cidade estável, mas estamos à procura da cidade futura”.

“Nesta perspectiva, cada momento se torna precioso, para que é necessário viver e agir nesta terra tendo no coração nostalgia do céu. Os pés sobre a terra, caminhar sobre a terra, trabalhar sobre a terra, fazer o bem sobre a terra, e o coração nostálgico no céu”.

“Se vivemos em sintonia com o Evangelho e os mandamentos de Deus, Ele, na pátria celeste, nos fará partícipes de sua eterna felicidade. Não podemos compreender de verdade em que consiste essa alegria suprema, embora Jesus nos faz intuir com a semelhança do patrão que encontra ainda acordados os servos ao seu retorno: ‘Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá’”.

“A alegria eterna do paraíso se manifesta assim: a situação se revolucionará e já não serão os servos, ou seja, nós, que servem a Deus, mas será Deus mesmo que se coloca a nosso serviço”.

“O pensamento do encontro final do o Pai, rico de misericórdia, nos enche de esperança e nos estimula no compromisso constante para nossa santificação e para construir um mundo mais justo e fraterno”.

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Você já questionou sua fé e brigou com Deus?

Estou com vontade de chutar o pau da barraca!
Por que Deus não age nessa situação que eu vivo?
Por que parece que nunca se cumpre aquilo que Ele mesmo prometeu?
Por que, às vezes, vejo ausência ao meu redor?
Quero pendurar minhas chuteiras e jogar tudo para o alto!

Alguma vez, você usou alguma dessas expressões? Eu já!

Alguns questionamentos não nos fazem chegar a lugar nenhum, mas a nossa fé sim

Deus poderia tentar, com sinais, prodígios e demonstrações de poder, conquistar nosso coração e nossa fidelidade, contudo, esse não é Seu método hoje. No Antigo Testamento, Ele realizou tantos sinais, mas o povo continuava sendo murmurador e incrédulo. Em nossos dias, os milagres são uma consequência de nossa fé, e não a isca de Deus para nos atrair.

Muitas vezes, queremos um sinal de Deus. Geralmente, esse desejo vem quando estamos em crise de fé. É importante saber que João Batista viu o sinal (vindo do céu) no rio Jordão ao batizar Jesus, mas teve sua crise de fé na prisão, quando enviou, na surdina, seus discípulos para perguntarem a Jesus se Ele era o Messias.

Sobre as dúvidas

Você já se viu em dúvidas quando leu a Bíblia? Já se perguntou por que Jesus não fez nada com Herodes quando este O ameaçou e lançou João na prisão? Por que curou só um homem paralítico no tanque de Betesda e desapareceu, deixando ali cegos, surdos, coxos e doentes? E por que Deus não destruiu Nínive, preferindo duelar com um profeta d’Ele?

Quero que me diga: seria a omissão e o silêncio de Deus fraqueza ou misericórdia? Para responder, imagine se Ele tivesse tirado sua vida quando você pediu! Se tivesse sido rigoroso quando você errou! Se realizasse a sentença de condenação logo que alguém blasfemasse ou se desviasse!

Conselhos

Leia Romanos 2,4-11 para ver o que Deus fala sobre a demora d’Ele em agir. Seus amigos da Bíblia também tiveram vontade de chutar o balde e pendurar a chuteira: Abraão duvidou (24 anos e a promessa não se cumpria); Jó perdeu a paciência (cf. Jó 38-40); Davi adulterou e matou; Noé embebedou-se; Salomão teve mil mulheres; Pedro negou conhecer o Cristo; Elias pediu para morrer. No final, todos eles se renderam ao amor de Deus!

Você já parou para pensar por que José não se decepcionou com Deus e com o ser humano quando foi traído por seus irmãos, quase apodreceu na prisão egípcia (sem merecer) e foi esquecido pelo colega de cela? Já refletiu na razão que levou Zaqueu a abandonar a vida política, de corrupção, luxo e luxúria? Algo mais forte os motivava.

Deus nos quer. Veja a parábola de ovelha perdida, do filho pródigo. Ele nos quer com intimidade, num relacionamento de amor e fidelidade. Por isso, o véu se rasgou e o Senhor é chamado de “Abba” – “Pai”.

Se bater a vontade de chutar tudo para o alto, acalme-se! Você é gente, é humano, é como muitos homens da Bíblia.

Acalme-se e deixe Deus fazer o melhor!

Por Adriano Gonçalves, via Canção Nova

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Como discernir a vocação?

Toda profissão é um meio de amar, de servir, de ser útil, e para isso Deus nos deu os talentos. Então, é preciso antes de tudo pedir a Ele que nos dirija para o caminho profissional adequado.

É Ele que nos guia, inspira e conduz na vida profissional e pessoal quando a gente pede o auxílio de sua graça e procura fazer a sua vontade.

Diz o salmista que “se não é Deus quem edifica a casa, em vão trabalham os seus construtores” (Sl 126,1). Certamente Deus não nos dará riquezas abundantes, mas nos dará o necessário para viver e fazer a sua vontade.

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo” (Mt 6,33).

Para se escolher a profissão é preciso conhecer os nossos talentos, aptidões e interesse; e pedir a Deus que nos conduza.

Quando eu era jovem, tinha meus vinte anos, estava na Academia Militar de Agulhas Negras; já no penúltimo ano do curso de oficiais do Exército, e bem classificado em minha turma. Mas tive uma crise vocacional; não queria ser militar; queria ser professor; não foi fácil tomar a decisão de deixar uma carreira profissional já conquistada, segura, para o resto da vida. Mas sinto que Deus me conduziu para o magistério. Com uma coragem que só pode ter vindo Dele, eu deixei o Exército e fui ser professor, contra a vontade de todos. Continuei meus estudos e logo comecei a dar aulas em um colégio estadual. Depois que me formei, prestei concurso para professor na Universidade de Itajubá, MG; e passei no concurso, com 22 anos de idade. Deus confirmava minha vocação. De lá para cá já são 40 anos de magistério, com muita alegria. Deus me guiou no escuro, mas eu senti sua mão santa.

Deus nos guia mesmo sem a gente perceber. Ele não nos mostra o futuro; apenas nos guia no presente, para que dependamos amorosamente dele. Eu gosto muito do Exército, e sou-lhe grato pela boa formação humana e moral que me deu nos cinco anos que fui cadete; é uma instituição séria e honrada; mas não era a minha vocação; se eu não tivesse mudado não teria feito tudo o que pude fazer até hoje. Hoje entendo que Deus me guiou; ele não me queria naquela profissão.

No momento certo Deus me guiou; colocou a minha frente pessoas boas e adequadas que podiam me orientar; e isso não deve ser desprezado. Deus age em nossa vida através dos bons conselheiros e dos acontecimentos. Jesus ressuscitado caminha conosco, mesmo que não sintamos sua presença amiga. Ele é muito discreto.

Se você estiver em dúvida sobre o que fazer, peça a Deus a graça do discernimento, procure bons conselheiros, faça a sua parte; na hora certa Deus te iluminará e lhe dará coragem para decidir.

O mais importante é não desperdiçar a vida; como disse Michel Quoist: “Solteiro ou casado só o egoísta desperdiça a vida”. Se você tem vocação para o casamento, então, procure uma pessoa que tenha seus valores. Comece com boas amizades; seja amigo, seja fiel, seja cordial, seja simpático. Muitas amizades se transformam em bons namoros. E entregue tudo nas mãos de Deus.

Se a sua vocação é o sacerdócio ou a vida religiosa, pergunte a você mesmo se tem aptidão para isso:

1. Tem vontade de entregar sua vida totalmente a Deus, sem guardar nada para você?
2. Deseja trabalhar como Jesus pela salvação das almas?
3. Deseja não se casar para servir somente a Deus, por toda a vida?
4. Você gosta de rezar bastante?
5. Você ama a Igreja, o Papa, os bispos, Nossa Senhora, os Sacramentos, a Liturgia?
6. Você gostaria de viver uma vida de oração, penitência, simplicidade, pobreza evangélica?
7. Você gostaria de servir a Igreja e obedecê-la sempre?
8. Você está disposto a obedecer ao seu bispo ou seu superior a vida toda, qualquer que seja a decisão deles sobre você?
9. Você ama a Bíblia e gosta de meditar seus versículos e capítulos todos os dias?
10. Você está disposto a dar a vida pela Igreja, pelas almas e por Jesus Cristo?

Se a sua resposta for sim; procure um sacerdote para orientá-lo nessa bela caminhada a serviço de Deus e do seu Reino.

A Palavra de Deus, como disse o salmista, é “luz para nossos pés”, então, é muito importante meditá-la, especialmente nas horas de dúvidas e incertezas, tristezas e angústias. Ela nos socorre nas horas amargas, especialmente nas madrugadas de insônia quando nossas dúvidas não nos deixam dormir.

Muitas vezes fui buscar na Palavra de Deus consolo, orientação, força para decidir e coragem para manter a decisão.

É claro que não podemos fazer da Bíblia um amuleto, algo mágico que vai me dar a resposta a tudo que preciso decidir; não. Deus quer que usemos nossa inteligência, vontade, consciência, liberdade, aconselhamento, autocritica, etc., quer que procuremos a ajuda de outras pessoas. Mas, nas horas de angústia, devemos pedir-lhe uma palavra de socorro; repito, não faça isso sem critério; pois seria como tentar a Deus, deixando de fazer a nossa parte.

Uma das muitas experiências que tive com a palavra de Deus, foi quando era diretor do Campus da USP em Lorena-SP, antes que se tornasse uma Instituição do governo estadual, lutávamos quase desesperadamente para salvar a nossa boa Faculdade de Engenharia que estava às portas da falência, quando nossa manutenção foi cortada pelo então governo Collor. Mas fomos à luta, e conseguimos com muito trabalho e oração salvar a Instituição, com a ajuda de Deus. Enfim, numa noite feliz, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a estadualização de nossa instituição. Parecia um sonho; algo quase impossível. Quando cheguei em casa, às 3 horas da madrugada, abri a Bíblia, e meus olhos encontraram um Salmo que dizia:

“Aos abandonados Deus preparou uma casa, conduz os cativos à liberdade e ao bem-estar; só os rebeldes ficam num deserto ardente” (Sl 67,7).

Não foi possível conter as lágrimas naquela noite!

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Na confissão, vivenciamos a misericórdia de Deus

Jesus, em diversas passagens do Diário de Santa Faustina, fala-nos do sacramento da confissão como uma experiência da Misericórdia de Deus. São suas estas palavras: “Diz às almas onde devem procurar consolos, isto é, no tribunal da misericórdia onde continuo a realizar os meus maiores prodígios que se renovam sem cessar. Para obtê-los, não é necessário empreender longas peregrinações nem realizar exteriormente grandes cerimônias, mas basta se aproximar com fé dos pés do meu representante e confessar-lhe a própria miséria.

O milagre da misericórdia de Deus se manifestará em toda a plenitude. Ainda que a alma esteja em decomposição como um cadáver, e ainda que, humanamente, já não haja possibilidade de restauração, e tudo já esteja perdido, Deus não vê as coisas dessa maneira. O milagre da misericórdia de Deus fará ressurgir aquela alma para uma vida plena” (D. 1448).

A miséria da alma encontra a misericórdia de Deus

Jesus nos diz que a confissão é o sacramento do consolo e da ressurreição, pois faz a alma renascer para a vida da graça, e ainda nos diz que não existem pecados que não possam ser perdoados pela Misericórdia de Deus. Para aqueles que não se confessam com o sacerdote, dizendo que se confessam diretamente com Deus, pois o padre é apenas um homem como outro qualquer, basta ler em João 20,23-25: “Jesus, encontrando-se no meio dos apóstolos, disse-lhes: ‘Recebei o Espírito Santo. Os pecados que vocês perdoarem serão perdoados, os pecados que vocês não perdoarem, não serão perdoados’”. (citação livre).

Na confissão, vivenciamos a misericórdia de Deus

Não existe confissão direta com Deus. Jesus, mesmo no Diário, responde: Quando te aproximas da santa confissão, deves saber que sou eu mesmo quem espera por ti no confessionário, oculto-me apenas na pessoa do sacerdote, mas eu mesmo atuo na alma. Aí, a miséria da alma se encontra com o Deus de misericórdia.

Dessa fonte de misericórdia, as graças são colhidas apenas com o vaso da confiança. Se a confiança delas for grande, a minha generosidade não terá limites. As torrentes da minha graça inundam as almas humildes. Os orgulhosos sempre estão na pobreza e miséria, quando a minha graça se afasta deles para as almas humildes. (D. 1602)

Então Jesus diz: Sou eu mesmo quem espera por ti no confessionário, apenas escondo-me na pessoa do sacerdote. É Jesus quem confessa, é Jesus quem ouve o penitente, é Jesus escondido na pessoa do sacerdote que absolve os pecados. Enfim, nós sabemos que para aproveitarmos bem das graças do sacramento da confissão, precisamos nos aproximar do Cristo com um coração perfeitamente contrito.

Três oportunidades para tirar proveito da confissão

Santa Faustina, no número 133 do Diário, quer recomendar três coisas à alma que deseja buscar a santidade e tirar proveito da confissão.

Em primeiro lugar, total sinceridade e franqueza. O mais santo e sábio confessor não consegue derramar à força na alma aquilo que deseja se a alma não for sincera.

Segundo: humildade. A alma não tira o devido proveito da confissão se não é humilde. O orgulho mantém a alma nas trevas.

Terceiro: obediência. A alma desobediente não obterá nenhuma vitória, ainda que o próprio nosso Senhor a ouvisse diretamente em confissão. Deus cumula generosamente a alma, mas somente se ela for obediente.

Por Pe. Antônio Aguiar, via Canção Nova

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Semana Nacional da Família 2019 celebra os 25 anos do tema da Campanha da Fraternidade de 1994

Tem início no  domingo, 11 de agosto, quando é celebrado o Dia dos Pais, a Semana Nacional da Família, que neste ano tem como tema “A família, como vai?”.

A Semana Nacional da Família é promovida pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) e Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Trata-se de um evento anual, que já faz parte do calendário das diversas dioceses e paroquias do país.

Esta iniciativa teve início em 1992, como resposta ao desejo de se fazer alguma coisa em defesa e promoção da família, cujos valores vêm sendo agredidos sistematicamente na sociedade. É realizada sempre na segunda semana de agosto, mês vocacional, tendo início com o Dia dos Pais e o domingo em que a Igreja no país celebra a vocação matrimonial.

Conforme assinala o site da CNPF, com o tema deste ano, busca-se “indicar a necessidade da família vivenciar uma profunda experiência de Jesus e da sua Palavra para conseguir vencer os desafios e dificuldades que encontra em seu caminho, e assim compreender seu papel evangelizador na Igreja e na sociedade”.

Para o assessor nacional da Comissão Vida e Família, Padre Jorge Alves Filho, esta pergunta, “A família, como vai?”, continua sendo “também para a Igreja um desafio não só por causa da complexidade que responder a ela envolve, mas principalmente porque também o mundo parece esperar a resposta para ajudá-lo a não ferir mais a própria família que, não deixou de ser a célula da sociedade”.

O próprio Papa Francisco, em diversas ocasiões, tem manifestado seu apoio e oração pelas famílias. Neste mês de agosto, por exemplo, em seu vídeo de intenções de orações, pediu que se reze pelas famílias.

“Rezemos pelas famílias para que graças a uma vida de amor se tornem cada vez mais laboratórios de humanização”, exortou o Santo Padre, pedindo também que “cuidemos das famílias, porque são verdadeiras escolas do amanhã, são espaços de liberdade, são centros de humanidade”.

Além disso, o Pontífice, inclusive, já convocou um Sínodo Extraordinário e um Sínodo Ordinário sobre a família, que resultaram na exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia.

Ao final deste documento, o Santo Padre deixou a seguinte oração à Sagrada Família de Nazaré, que pode ser rezada por todas as famílias:

Jesus, Maria e José,
em Vós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
confiantes, a Vós nos consagramos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais haja nas famílias
episódios de violência, de fechamento e divisão;
e quem tiver sido ferido ou escandalizado
seja rapidamente consolado e curado.

Sagrada Família de Nazaré,
fazei que todos nos tornemos conscientes
do carácter sagrado e inviolável da família,
da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
ouvi-nos e acolhei a nossa súplica.

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O pai é, sobretudo, promotor e cuidador da vida, afirma Dom Jaime

Tradicionalmente no Brasil, o segundo domingo do mês de agosto é dedicado ao Dia dos Pais – data comercial que se difundiu no país no início do século XX vinda dos Estados Unidos. A comemoração foi criada pelo publicitário Sylvio Bhering no dia 14 de agosto de 1953, dia de São Joaquim – patriarca das famílias.

A Igreja no Brasil estabeleceu agosto como o mês vocacional e o segundo domingo como o dedicado a vocação para a vida e a família, com atenção especial aos pais. A ideia é uma oportunidade de refletir sobre a paternidade na Semana Nacional da Família, que é celebrada de 11 a 17 de agosto.

Segundo Dom Jaime Spengler, arcebispo metropolitano de Porto Alegre (RS) e primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), celebrar o Dia dos Pais é oportunidade privilegiada para resgatar e destacar a importância da paternidade no contexto social, político, econômico e eclesial em que vivemos. “O execício da paternidade diz da graça humana de poder participar da paternidade Divina. A partir da fé, Deus é Pai. Deus gera. E a possibilidade do exercício da paternidade diz desta possibilidade de participar, como pai, da geração da vida”, disse.

O dia dedicado a vocação para a vida e a família permite dialogar sobre a importância do papel do pai na Igreja e na sociedade. Além disso, a Semana Nacional da Família é uma oportunidade para vivenciar uma profunda experiência de Jesus e da sua Palavra sobre as relações familiares.

Segundo Dom Jaime, a importância do pai no contexto em que vivemos é fundamental. “Não podemos jamais perder esta dignidade que marca a existência humana. O pai não é só co-gerador de uma vida, ele é, sobretudo, promotor e cuidador da vida sempre junto com a mãe, com o feminino. Celebrar o Dia dos Pais é oportunidade privilegiada para compreendermos e resgatarmos a compreensão desta vocação fundamental para a vida social”, reforçou.

Este ano, em específico, a Semana Nacional da Família tem como inspiração os pilares das novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023 e traz como temática “A família, como vai?”, que celebra o jubileu de prata – 25 anos – da Campanha da Fraternidade de 1994.

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Papa explica a importância do pai na família

O valor do pai na família foi o tema da catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 4, na Sala Paulo VI. Essa foi a segunda etapa das reflexões sobre os pais, iniciada na semana passada quando Francisco se concentrou no perigo da ausência paterna.

O Santo Padre lembrou que até mesmo São José foi tentado a deixar Maria quando descobriu que ela estava grávida, mas, com a intervenção do anjo, ele permaneceu junto à sua esposa. Cada família precisa de um pai, enfatizou o Papa.

Para falar do valor do papel do pai, Francisco citou algumas expressões do livro dos provérbios, que são palavras que um pai dirige ao filho e mostram o orgulho de um pai quando ele consegue transmitir sabedoria ao filho. “Um pai sabe bem quanto custa transmitir essa herança, quanta proximidade, doçura e firmeza”, disse Francisco, destacando que, quando o filho recebe essa herança, a alegria do pai supera todo o cansaço.

“A primeira necessidade é essa: que o pai seja presente na família, próximo à mulher para partilhar tudo e que seja próximo aos filhos no seu crescimento (…) Pai presente sempre”. O Pontífice ressaltou, porém, que “presente” não é o mesmo que ser “controlador”, porque os pais muito controladores acabam anulando os filhos, não os deixam crescer.

Francisco mencionou ainda a parábola do filho pródigo, também conhecida como a parábola do pai misericordioso. Ele destacou a dignidade e a ternura do pai que está esperando o retorno do filho. “Os pais devem ser pacientes. Tantas vezes não há nada a fazer que não esperar: rezar e esperar”.

Segundo Francisco, um bom pai sabe esperar e perdoar do fundo do coração, mas também sabe corrigir com firmeza quando é preciso. E acrescentou que, sem a graça do Pai, os pais perdem a coragem. Os filhos precisam de um pai à espera quando retornam de alguma situação de insucesso.

“A Igreja é empenhada em apoiar a presença dos pais nas famílias, porque eles são protetores da fé na bondade, na justiça e na proteção de Deus, como São José”.

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Aniversário de pontificado: Papa será homenageado com medalhas

No próximo ano, no dia 13 de março, o Papa Francisco completará 7 anos de pontificado. Entre as comemorações da data, está a confecção de três medalhas. As medalhas serão uma de ouro, outra de prata e outra de bronze, e estarão em circulação a partir de 12 de agosto de 2019.

Na frente, a medalha mostrará o escudo do Papa Francisco com a seguinte inscrição latina: “FRANCISCUS P.M.A.VII” (Francisco Sumo Pontífice Ano VII). No verso, aparece uma imagem alegórica do trabalho missionário da Igreja na Amazônia.

Segundo o comunicado da Sala de Imprensa, a imagem mostra que “o enfoque missionário na Amazônia exige mais do que nunca um magistério eclesial exercido na escuta do Espírito Santo, que seja capaz de assegurar tanto a unidade como a diversidade e, portanto, uma cultura de encontro em harmonia multiforme”.

Esta mensagem é representada com o símbolo do abraço, o abraço da pomba a um grupo de povos indígenas, ao rio, à flora e à obra missionária da Igreja através do Batismo e da Eucaristia. Tudo isso, sublinhado com a frase em latim “Et vidit Deus quod esset bonum”, do livro de Gênesis. Com isso, expressa-se o admiração de Deus diante de sua própria Criação.

Na borda, há a inscrição “E CIVITATE VATICANA” junto com o número da medalha. Cada exemplar irá acompanhado por um certificado de garantia.

Segundo informou a Sala de Imprensa do Vaticano através de um comunicado, as medalhas poderão ser obtidas na Administração do Patrimônio da Sé Apostólica do Estado da Cidade do Vaticano e nas instalações da Livraria Editora Vaticana.

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Diocese de Votuporanga celebrará Semana Nacional da Família

Fiéis de todo o Brasil estarão unidos na próxima semana em oração pelas famílias. Nas cidades que pertencem a Diocese de Votuporanga haverá celebrações em todas as paróquias. Em Votuporanga, missas serão  na Catedral Nossa Senhora Aparecida.

Com a temática “A família, como vai?”, que celebra o jubileu de prata – 25 anos – da Campanha da Fraternidade de 1994, a proposta da Semana Nacional das Famílias é indicar a necessidade de a família vivenciar uma profunda experiência de Jesus e da sua Palavra para conseguir vencer os desafios e dificuldades que encontra em seu caminho, e assim compreender seu papel evangelizador na Igreja e na sociedade.

"Juntos, em família, podemos construir um mundo melhor", destacou o bispo diocesano de Votuporanga Dom Moacir Aparecido de Freitas.

Show com Eugênio Jorge

Na próxima sexta-feira (16/8), a Diocese e Prefeitura de Votuporanga promoverão show com o cantor católico Eugênio Jorge. Será às 20h30, na Concha Acústica.

Cantor, compositor e produtor musical Católico, Eugenio Jorge é natural de Cruzeiro - São Paulo e teve seu encontro pessoal com Jesus no ano de 1979 quando abandonou a vida de carnavalesco, convertendo –se de sambista para salmista. Entre as músicas do repertório sucessos como Crei em Ti, A nós descei, Divina Luz e Eu Navegarei.

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A oração do Papa pelas vítimas dos tiroteios nos EUA

Depois da oração do Angelus neste domingo, 4, o Papa Francisco rezou uma Ave Maria com os fiéis presentes na Praça São Pedro, pelas vítimas dos últimos tiroteios ocorridos nos Estados Unidos. “Estou espiritualmente próximo às vítimas dos episódios de violência que nestes dias ensanguentaram o Texas, a Califórnia e Ohio nos Estados Unidos, atingindo pessoas indefesas. Convido todos a se unirem em oração comigo pelas pessoas que perderam a vida, pelos feridos e seus familiares”, rogou o Pontífice

Declaração dos Bispos americanos

O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Cardeal Daniel DiNardo fez uma declaração na manhã deste domingo, 4, sobre o massacre no centro comercial em El Paso, no Texas, que deixou 20 mortos e 26 feridos. “A violência ligada ao uso de armas tornou-se um flagelo sem controle, que se espalha pelo nosso país”, comentou o cardeal na declaração.

“As coisas devem mudar” escrevem os bispos, “mais uma vez, pede-se uma legislação eficaz que enfrente as razões pelas quais nas comunidades americanas continua a se verificar estes inimagináveis e repetitivos episódios de violência armada e homicida”.

Nota do arcebispo de San Antonio, Texas

Já o arcebispo de San Antonio, Dom Gustavo Garcia-Siller, depois de uma noite de vigília de oração, sublinhou em uma nota a “gratidão pelas forças policiais e aos funcionários das equipes de emergência, que prestaram socorro imediato às vítimas deste crime atroz”.

“Esta violência insensata – afirma o bispo – abala as nossas consciências, pois parece não ter fim este derramamento de sangue. Pedimos ao Senhor e ao Espírito Santo a nos ajudarem a restabelecer e reconstruir o respeito pela vida na nossa nação, e acabar com esta indizível carnificina que continua a se repetir de modo trágico”.

O massacre ocorreu na manhã deste sábado, 03, em um centro comercial em El Paso (Texas, Estados Unidos), como confirmou o governador Greg Abbot, que disse que este foi “um dos dias mais sangrentos” da história do Texas. Trata-se do tiroteio mais letal neste ano nos Estados Unidos.

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Papa a escoteiros: o coração se adestra não com o ter, mas com o doar

O Santo Padre recebeu na manhã deste sábado, 3, na Sala Paulo VI no Vaticano, cerca de 5 mil escoteiros que, desde o dia 27 de julho, estão participando de um encontro intitulado “Euromoot”, promovido pelas Federações de Escotismo da Europa e dos EUA. Participaram também escoteiros de outras regiões e países, inclusive da América Latina.

Esta é a segunda grande audiência de escoteiros com um Papa. Em 1994, São João Paulo II encontrou os escoteiros da Europa na Basílica de São Pedro.

Em seu discurso aos numerosos escoteiros, o Papa Francisco agradeceu a presença de todos e elogiou a sua coragem de ter percorrido tantos quilômetros! Um percurso, disse, que os faz sentir mais livres. De fato, a liberdade se conquistada no caminho, passo a passo, com os outros, não fechados no quarto com o celular na mão como fuga da realidade.

Aqui, Francisco recordou as cinco etapas percorridas pelos escoteiros, na esteira dos grandes santos, que viajaram pela Europa: Paulo de Tarso, Bento de Núrsia, Cirilo e Metódio, Francisco de Assis, Catarina de Sena. Por isso, perguntou-lhes: “O que estes Santos têm em comum”? E respondeu:

“Eles não esperavam nada da vida ou de alguém, mas confiaram em Deus, arriscando suas vidas, colocando-se em jogo, em marcha para realizar seus grandes sonhos, que ainda hoje são exemplo para nós. Eles deram suas vidas, não a pouparam”.

Partindo destes cinco percursos de santidade, o Papa quis deixar aos escoteiros cinco palavras, não suas, mas do Evangelho, que os acompanhou neste trajeto, convidando-os a levar sempre consigo, como um navegador, porque o Evangelho é o mapa da vida:

“Eis as cinco palavras de Jesus: “Dai e vos será dado”. Cinco palavras simples que traçam uma rota clara”.

Explicando cada uma destas palavras, Francisco disse: antes de tudo, “dar”. Hoje, pensamos só em ter, possuir. Mas, nunca estamos satisfeitos com o que temos e queremos sempre mais e mais o que não faz bem para o nosso coração. O coração se adestra não com o ter, mas com o doar. Por isso, Jesus estabeleceu este ponto de partida de “dar”: colocar a vida em jogo, dar meios para se levantar da poltrona, se libertar das comodidades, dar o bem ao mundo. E acrescentou:

“Logo, a primeira coisa é dar. Eis o segredo da vida. Pois é dando a vida que se recebe… ninguém pode dar ao mundo o que vocês é chamado a dar. Cada um de vocês é ‘único’ e precioso aos olhos de Deus; é precioso para a Igreja, para mim. Digam a quem está ao seu lado: “você é precioso”. Sem querer, você acabou de ‘dar’ uma palavra boa a alguém”.

Mas, ponderou o Papa, “Dai e vos será dado” pode ser aplicado também em relação à Criação. Se abusarmos dela receberemos uma terrível lição, como já está acontecendo no mundo. Como escoteiros, recordou Francisco, “vocês vivem no meio da natureza, uma natureza que não tem confins. A Criação nos une a Deus e aos irmãos, com os quais habitamos uma Casa comum” .

O Santo Padre concluiu seu pronunciamento fazendo uma exortação aos milhares de escoteiros, presentes e ausentes:

“Encorajo-os a preparar o caminho do Senhor, onde quer que estejam. É fácil reconhecer o caminho do Senhor: é aquele que tem o sentido de doação, que deixa o mundo se desenvolver. Assim, vocês se tornam cidadãos ativos, como disse seu fundador Baden Powell”.

O Senhor, disse por fim o Papa, não quer só pessoas boas, hoje, mas também que façam o bem, que amem a Europa, que nos acomuna. Por isso, “sejam construtores ativos de sociedades reconciliadas e integradas, que dão vida a uma Europa renovada. Lembrem-se que o escotismo quer formar homens e mulheres, que mantêm a rota justa: a rota do bem!”. E nunca se esqueçam: “Dai e vos será dado”!

Ao término da audiência papal, os milhares de escoteiros do “Euromoot” coroaram sua peregrinação a Roma, participando de uma Santa Missa na Basílica de São Pedro, presidida pelo Cardeal Angelo Bagnasco.

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