Notícias e Artigos Litúrgicos
Ver matéria completa ...
Toda violência ao corpo dos mais fracos é uma ofensa a Deus, adverte o Papa

“O pecado não é provocado pelo corpo, mas pela nossa fraqueza moral”, afirmou o Papa Francisco antes da oração do Regina Coeli, e advertiu que qualquer ofensa deste “dom maravilhoso de Deus”, especialmente dos mais fracos, é uma ofensa a Deus.

O Santo Padre refletiu sobre a passagem do Evangelho em que Jesus ressuscitado apareceu aos seus discípulos, que estavam transtornados porque a realidade da ressurreição para eles era inconcebível. "Eles acreditam ver um fantasma, mas Jesus ressuscitado não é um fantasma, ele é um homem com corpo e alma", indicou.

“A insistência de Jesus sobre a realidade da sua ressurreição - explicou - ilumina a perspectiva cristã sobre o corpo: o corpo não é um obstáculo ou uma prisão da alma. O corpo é criado por Deus e o homem não é completo se não está em união de corpo e alma”.

“Jesus, que venceu a morte e ressuscitou em corpo e alma, nos faz entender que devemos ter uma ideia positiva do nosso corpo. Ele pode se tornar ocasião ou instrumento de pecado, mas o pecado não é provocado pelo corpo, mas pela nossa fraqueza moral”, assinalou o Pontífice ante 30 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

Nesse sentido, afirmou que “o corpo é um dom maravilhoso de Deus, destinado em união com a alma a expressar em plenitude a imagem e semelhança de d’Ele. Portanto, somos chamados a ter grande respeito e cuidado pelo nosso corpo e pelo dos outros".

“Toda ofensa, ferida ou violência ao corpo do nosso próximo é uma ofensa a Deus, Criador!”, advertiu o Santo Padre. “O meu pensamento vai em especial às crianças, às mulheres e aos idosos maltratados no corpo. Na carne dessas pessoas, encontramos o corpo de Cristo”.

“Cristo ferido, zombado, caluniado, humilhado, flagelado, crucificado, e Jesus nos ensinou o amor. Um amor que na sua ressurreição, se demonstrou mais poderoso do que o pecado e a morte, e quer resgatar todos aqueles que experimentam no próprio corpo as escravidões dos nossos tempos”, afirmou.

Assim, disse que “no mundo onde muitas vezes prevalecem a prepotência contra o mais fraco e o materialismo que sufoca o espírito, o Evangelho de hoje nos chama a ser pessoas capazes de olhar em profundidade, repletas de estupor e de alegria por ter encontrou o Senhor ressuscitado, pessoas que sabem acolher e valorizar a novidade da vida que Ele semeia na história, para orientá-la rumo aos novos céus e à nova terra”.

Ao finalizar, o Papa pediu que a Virgem Maria nos ampare neste caminho, cuja materna intercessão nos entregamos com confiança.

Ver matéria completa ...
Meu pai está no céu?, pergunta menino chorando ao Papa Francisco

No último domingo, durante sua visita à paróquia de São Paulo da Cruz, um menino se aproximou do Papa Francisco, chorando sussurrou em seu ouvido que seu pai morreu recentemente e não sabia se estava no céu.

Emanuele foi uma das crianças escolhidas para fazer perguntas ao Santo Padre durante a sua visita a esta paróquia em Roma. Entretanto, quando chegou a sua vez, disse ao sacerdote que estava ao lado dele: “Eu não consigo”, e começou a chorar.

Enquanto o sacerdote o consolava, o Papa pediu disse: “Venha até mim e me diga no ouvido. Diga no ouvido”. Então Emanuele foi até o Papa Francisco com a mão no rosto.

Francisco o abraçou e depois de conversar durante um minuto, Emanuele voltou para o seu lugar junto com as outras crianças.

“Quem dera todos nós, pudéssemos chorar como Emanuele quando temos uma dor como ele tem em seu coração. Ele chorou por seu pai e teve a coragem de fazer isso na nossa frente, porque em seu coração há amor por seu pai”, disse o Papa, e pediu a Emanuele permissão para dizer a sua pergunta em público.

O Pontífice disse que a criança contou: “meu pai morreu. Ele era ateu, mas teve todos os quatro filhos batizados. Ele era um bom homem. Meu pai está no céu?”, perguntou.

“Que bom que um filho diz de seu pai: ‘Ele era bom’. Para que seus filhos pudessem dizer: ‘Ele era um bom homem’, ele deve ter dado um belo testemunho a seus filhos”, afirmou Francisco. “Se aquele homem era capaz de criar filhos assim, é verdade, ele era um bom homem”, acrescentou.

“Aquele homem, acrescentou, não tinha o dom da fé, ele não era crente, mas ele tinha seus filhos batizados. Ele tinha um bom coração. E ele (Emanuele) tem a dúvida se seu pai, por não ser crente, está no céu”. “Quem diz quem vai para o céu é Deus”, recordou o Papa.

Então, Francisco perguntou às crianças: “Mas, como está o coração de Deus diante de um pai assim? Como é isso? O que lhes parece? Um coração de pai”, afirmou o Santo Padre.

Em seguida, o Papa disse: “E diante de um pai, não crente, que foi capaz de batizar seus filhos e dar essa bravura aos seus filhos, vocês acham que Deus seria capaz de deixá-lo longe? Vocês acham isso?”.

“Acaso Deus abandona seus filhos quando eles são bons?”, perguntou o Pontífice. Depois que todas as crianças responderam “não”, Francisco disse: “Aqui, Emanuele, esta é a resposta”.

“Deus certamente estava orgulhoso de seu pai, porque é mais fácil ser um crente, batizar crianças, que batizá-las sendo incrédulo. Certamente isso agradou muito a Deus”.

“Fale com seu pai, reze ao seu pai. Obrigado Emanuele por sua coragem”, concluiu o Santo Padre.

Ver matéria completa ...
10 fatos curiosos sobre a vida do Papa Emérito Bento XVI

Por ocasião da celebração dos 91 anos do Papa Bento XVI, apresentamos 10 fatos curiosos sobre a vida do predecessor do Papa Francisco.

1. Sabe pilotar helicóptero

Bento XVI tem uma licença de piloto, ele gostava de voar do Vaticano até a residência pontifícia em Castelgandolfo, mas não tem carteira de motorista porque nunca aprendeu a dirigir automóveis.

2. Gosta de cuidar de gatos

Bento XVI adora gatos e tinha dois animais de estimação quando era Papa. Um deles era um gato que encontrou nas ruas de Roma.

Em uma entrevista ao jornal ABC em 2005, o Cardeal Tarcisio Bertone, que um ano depois se tornou Secretário de Estado do Vaticano, contou que Bento era “apaixonado por gatos”.

“Enquanto andava pelas ruas de Borgo Pio ao Vaticano, ele parava para conversar com os gatos; não sei em que língua falava com eles, mas os gatos ficavam encantados. Quando o Joseph Ratzinger se aproximava, os gatos levantavam a cabeça e o saudavam”, disse o Purpurado.

3. Ele é um virtuoso pianista

Durante o seu pontificado, Bento XVI gostava de tocar piano todos os dias e escutar a música de Mozart, Beethoven e Bach. Sobre as obras de Mozart, disse o seguinte: “O Requiem de Mozart é uma expressão sublime da fé, que sabe muito bem o drama da existência humana e não esconde seus aspectos dramáticos e, portanto, uma expressão da própria fé cristã, consciente de que toda a vida humana é iluminada pelo amor de Deus”.

4. Foi recrutado pelo exército alemão

Embora a sua família não tivesse contato com os nazistas nem fosse ao favor do nazismo, aos 16 anos, Joseph Ratzinger foi recrutado no exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Nunca esteve em combate e, em 1945, ele desertou as forças de Hitler terminou passando um tempo como prisioneiro de guerra dos aliados.

5. Tem uma biblioteca monumental

Além de dedicar-se à oração, Joseph Ratzinger escreve, lê e estuda. Ele tem uma biblioteca de 20.000 livros que foram instalados nos apartamentos papais quando foi eleito em 2005.

6. Foi criada uma cerveja em sua homenagem

A Weideneder Brau Vertriebs GmbH, cervejaria de propriedade familiar na cidade de Tann, na Alemanha, criou uma cerveja especial chamada Pabstbier (Cerveja do Papa). O rótulo diz: "Dedicado ao Grande Filho da nossa Pátria, o Papa Bento XVI".

7. Domina vários idiomas

O Papa Emérito fala nove idiomas: alemão, italiano, francês, inglês, espanhol, português, latim, grego antigo e hebraico bíblico.

8. Tem um irmão sacerdote

Bento XVI é o mais novo de três irmãos. Seu irmão, Georg Ratzinger, sacerdote é maestro e músico aposentado, foi homenageado por São João Paulo II com o título de protonotário apostólico. Os dois irmãos entraram no seminário da Arquidiocese de Munique-Freising juntos e foram ordenados sacerdotes em 1951.

Hoje, aos 93 anos, Monsenhor Georg Ratzinger vive em sua casa em Regensburg, na Alemanha.

9. Pediu a sua aposentadoria várias vezes à São João Paulo II e teve sempre este pedido negado

Quando estava se aproximando da aposentadoria, o então Cardeal Ratzinger pediu em repetidas ocasiões ao Papa João Paulo II uma licença para retirar-se de seu ofício como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

O Cardeal queria virar bibliotecário ou trabalhar em algo que lhe desse mais tempo para escrever livros. João Paulo II não aceitou seus pedidos.

10. Gosta de comer ravioli e beber refrigerante

A comida favorita de Bento XVI é o ravioli com fatias de batata da Baviera e a Fanta laranja.

Além disso, no livro publicado em 2016 “TheVatican Cookbook” (Livro de cozinha do Vaticano), escrito por três guardas suíços, foi revelado que Bento XVI prefere o kirschenmichel, uma sobremesa alemã feita com pãozinhos, canela, cravo, baunilha, amêndoas e cerejas; porco no forno com dumplings (um sanduíche chinês); e salada de salsichas de Regensburg.

Ver matéria completa ...
Chá Beneficente da Paróquia será dia 06/05

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida promoverá no dia 06 de maio, um Chá Beneficente com renda revertida para as obras sociais da Paróquia da Catedral. 

Esta será a 7ª edição do evento e a 3ª a ser realizada no Centro Paroquial de Eventos Nossa Senhora Aparecida, com início previsto para as 14h30min. Além do sorteio de brindes, no local serão servidos bolos, salgados, chás, refrigerantes e sucos. 

Os convites estão sendo vendidos a 25 reais e podem ser adquiridos na secretaria paroquial ou com os coordenadores paroquiais. Mais informações pelo telefone: 3421-6245. 

O Chá Beneficente faz parte de uma série de eventos, promoções e campanhas para angariar fundos para as obras sociais da Paróquia da Catedral. 


 

Ver matéria completa ...
Patriarcas de igrejas orientais se unem para condenar recentes ataques na Síria

Em declaração, religiosos afirmaram que ataque realizado por EUA, França e Reino Unido foi brutal agressão 

Gracielle Reis
De Jerusalém

Patriarcas de igrejas orientais se uniram para condenar os recentes ataques na Síria provocados pelos Estados Unidos, França e Reino Unido. Em declaração, datada de 14 de abril, os religiosos afirmaram ser uma brutal agressão e uma violação às leis internacionais e à Carta das Nações Unidas. A declaração foi publicada no site do Patriarcado Latino de Jerusalém neste domingo, 15. 

Os representantes da Igrejas ressaltaram não ter fundamento o suposto uso de armas químicas pela Síria e que a investida destrói as chances de uma solução pacífica e encoraja ações terroristas. Eles apelam ainda que o Conselho de Segurança das Nações Unidas desempenhe o seu papel natural de promover a paz.

No texto, os patriarcas convidaram as igrejas presentes nos países que promoveram os ataques a mobilizarem os cristãos e os governos a se comprometam com a paz mundial. Por fim, destacaram a coragem do Exército Árabe Sírio por buscar proteger a população local e declaram oferecer suas orações pela segurança e libertação da Síria.

“Pedimos o fortalecimento dos esforços da reconciliação nacional para protegerem o país e preservar a dignidade de todos os sírios”, finalizam.

A declaração foi assinada pelos patriarcas John X, da Igreja Greco-ortodoxa de Antioquia e todo Oriente; Ignatius Aphrem II, da Igreja Sírio-ortodoxa de Antioquia e todo Oriente; e Joseph Absi, da Igreja católica-melquita de Antioquia, Alexandria e Jerusalém.

Ver matéria completa ...
O que é o Tempo Pascal

O tempo pascal compreende cinquenta dias (em grego = "pentecostes"), vividos e celebrados como um só dia: "os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande domingo" (Normas Universais do Ano Litúrgico, n 22). 
O tempo pascal é o mais forte de todo o ano, inaugurado na Vigília Pascal e celebrado durante sete semanas até Pentecostes. É a Páscoa (passagem) de Cristo, do Senhor, que passou da morte à vida, a sua existência definitiva e gloriosa. É a páscoa também da Igreja, seu Corpo, que é introduzida na Vida Nova de seu Senhor por meio do Espírito que Cristo lhe deu no dia do primeiro Pentecostes. A origem desta cinquentena remonta-se às origens do Ano litúrgico. 
Os judeus tinha já a "festa das semanas" (ver Dt 16,9-10), festa inicialmente agrícola e depois comemorativa da Aliança no Sinai, aos cinquenta dias da Páscoa. Os cristãos organizaram rapidamente sete semanas, mas para prolongar a alegria da Ressurreição e para celebrar ao final dos cinquenta dias a festa de Pentecostes: o dom do Espírito Santo. Já no século II temos o testemunho de Tertuliano que fala que neste espaço de tempo não se jejua, mas que se vive uma prolongada alegria. 
A liturgia insiste muito no caráter unitário destas sete semanas. A primeira semana é a "oitava da Páscoa", em que já por irradiação os batizados na Vigília Pascal, eram introduzidos a uma mais profunda sintonia com o Mistério de Cristo que a liturgia celebra. A "oitava da Páscoa" termina com o domingo da oitava, chamado "in albis", porque nesse dia os recém batizados vestiam em outros tempos as vestes brancas recebidas no dia de seu Batismo. 
Dentro da Cinquentena se celebra a Ascensão do Senhor, agora não necessariamente aos quarenta dias da Páscoa, mas no domingo sétimo de Páscoa, porque a preocupação não é tanto cronológica mas teológica, e a Ascensão pertence simplesmente ao mistério da Páscoa do Senhor. E conclui tudo com a vinda do Espírito em Pentecostes. 
A unidade da Cinquentena que dá também destacada pela presença do Círio Pascal aceso em todas as celebrações, até o domingo de Pentecostes. Os vários domingos não se chamam, como antes, por exemplo, "domingo III depois da Páscoa", mas "domingo III de Páscoa". As celebrações litúrgicas dessa Cinquentena expressam e nos ajudam a viver o mistério pascal comunicado aos discípulos do Senhor Jesus. 

Ver matéria completa ...
Rezemos a Oração do Regina Caeli neste Tempo Pascal

O Regina Coeli ou Regina Caeli (Rainha do Céu) é a oração feita pelos católicos às 06h00, 12h00 e às 18h00, saudando a Virgem Maria durante o Tempo Pascal. Ela substitui a oração do Angelus feita nos outros tempos litúrgicos.

Oração do Regina Caeli

V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia!
R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!

V. Ressuscitou como disse, Aleluia!
R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!

V. Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria, Aleluia!
R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!

Oremos. 
Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, concedei-nos, Vos suplicamos, a graça de alcançarmos pela proteção da Virgem Maria, Sua Mãe, a glória da vida eterna. Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor. Amém.

                                                      

 

Ver matéria completa ...
O que é a Oitava de Páscoa?

No domingo de Ressurreição começa os cinquenta dias do tempo pascal e termina com a Solenidade de Pentecostes.

A Oitava de Páscoa é a primeira semana destes cinquenta dias; é considerada como se fosse um só dia, ou seja, o júbilo do Domingo de Páscoa é prolongado durante oito dias.

As leituras evangélicas estão centralizadas nos relatos das aparições de Cristo Ressuscitado e nas experiências que os apóstolos tiveram com Ele.

Neste tempo litúrgico, a primeira leitura, normalmente tirada do Antigo Testamento, é trocada por uma leitura dos Atos dos Apóstolos.

O segundo Domingo de Páscoa também é chamado Domingo da Divina Misericórdia, segundo a disposição de São João Paulo II durante seu pontificado, depois da canonização da sua compatriota Faustina Kowalska.

O decreto foi emitido no dia 23 de maio de 2000 pela Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, detalhando que esta seria comemorada no segundo domingo de Páscoa. A denominação oficial deste dia litúrgico será “segundo domingo de Páscoa ou Domingo da Divina Misericórdia”.

Ver matéria completa ...
Na Vigília Pascal, Papa fala sobre importância do Anúncio

O Papa Francisco presidiu na noite deste Sábado Santo, 31, a solene celebração da Vigília Pascal, na Basílica Vaticana.

Durante a homilia, Papa Francisco falou sobre o silêncio dos discípulos:

“Começamos esta celebração no átrio externo, imersos na escuridão da noite e no frio que a acompanha. Sentimos o peso do silêncio diante da morte do Senhor, um silêncio em que cada um de nós se pode reconhecer e que penetra profundamente nas fendas do coração do discípulo, que, à vista da cruz, fica sem palavras.

São as horas do discípulo emudecido face à amargura gerada pela morte de Jesus: Que dizer diante desta realidade? O discípulo que fica sem palavras, tomando consciência das suas reações durante as horas cruciais da vida do Senhor: diante da injustiça que condenou o Mestre, os discípulos guardaram silêncio; diante das calúnias e falsos testemunhos sofridos pelo Mestre, os discípulos ficaram calados. Durante as horas difíceis e dolorosas da Paixão, os discípulos experimentaram, de forma dramática, a sua incapacidade de arriscar e falar a favor do Mestre; mais ainda, renegaram-No, esconderam-se, fugiram, ficaram calados (cf. Jo 18, 25-27).”

O Pontífice lembrou que os discípulos se sentem enrijecidos e paralisados, oprimidos. “É o discípulo de hoje, emudecido diante duma realidade que se lhe impõe fazendo-lhe sentir e – pior ainda – crer que nada se pode fazer para vencer tantas injustiças que vivem na sua carne muitos dos nossos irmãos.”

E comparou que no meio dos “nossos silêncios”, quando se cala, então começam a “gritar as pedras”: “A pedra do sepulcro gritou e, com o seu grito, anunciou a todos um novo caminho. Foi a criação a primeira a fazer ecoar o triunfo da Vida sobre todas as realidades que procuraram silenciar e amordaçar a alegria do evangelho. Foi a pedra do sepulcro a primeira a saltar e, à sua maneira, a entoar um cântico de louvor e entusiasmo, de júbilo e esperança no qual todos somos convidados a participar.”

Francisco ressaltou que o túmulo vazio quer desafiar, mover, interpelar, mas sobretudo quer encorajar aos cristãos a crer e confiar que Deus “Se faz presente” em qualquer situação, em qualquer pessoa, e que a sua luz pode chegar até aos ângulos mais imprevisíveis e fechados da existência.

“Ressuscitou da morte, ressuscitou do lugar donde ninguém esperava nada e espera-nos – como esperava as mulheres – para nos tornar participantes da sua obra de salvação.”

O Papa reforçou que é necessário que deixemos que nossa esperança seja sustentada e transformada em gestos concretos de caridade. E finalizou:

“A pedra do sepulcro desempenhou o seu papel, as mulheres fizeram a sua parte, agora o convite é dirigido mais uma vez a ti e a mim: convite a quebrar os hábitos rotineiros, renovar a nossa vida, as nossas escolhas e a nossa existência; convite que nos é dirigido na situação em que nos encontramos, naquilo que fazemos e somos; com a «quota de poder» que temos. Queremos participar neste anúncio de vida ou ficaremos mudos perante os acontecimentos?”

Durante a celebração foram batizados oito catecúmenos, naturais da Albânia, Itália, Peru, Nigéria e Estados Unidos.

Ver matéria completa ...
Leia a Mensagem Urbi et Orbi do Papa Francisco

Neste Domingo de Páscoa, 1, o Papa Francisco dirigiu sua mensagem e concedeu sua Bênção Urbi et Orbi (À cidade [de Roma] e ao mundo):

“Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!
Jesus ressuscitou dos mortos.

Ressoa na Igreja, por todo o mundo, este anúncio, juntamente com o cântico do Aleluia: Jesus é o Senhor, o Pai ressuscitou-O e Ele está vivo para sempre no meio de nós.

O próprio Jesus preanunciara a sua morte e ressurreição com a imagem do grão de trigo. Dizia: «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo12, 24). Foi isto mesmo que aconteceu: Jesus, o grão de trigo semeado por Deus nos sulcos da terra, morreu vítima do pecado do mundo, permaneceu dois dias no sepulcro; mas, naquela sua morte, estava contida toda a força do amor de Deus, que se desencadeou e manifestou ao terceiro dia, aquele que celebramos hoje: a Páscoa de Cristo Senhor.

Nós, cristãos, acreditamos e sabemos que a ressurreição de Cristo é a verdadeira esperança do mundo, a esperança que não decepciona. É a força do grão de trigo, a do amor que se humilha e oferece até ao fim e que verdadeiramente renova o mundo. Esta força dá fruto também hoje nos sulcos da nossa história, marcada por tantas injustiças e violências. Dá frutos de esperança e dignidade onde há miséria e exclusão, onde há fome e falta trabalho, no meio dos deslocados e refugiados – frequentemente rejeitados pela cultura atual do descarte – das vítimas do narcotráfico, do tráfico de pessoas e da escravidão dos nossos tempos.

E nós, hoje, pedimos frutos de paz para o mundo inteiro, a começar pela amada e martirizada Síria, cuja população se encontra exausta por uma guerra sem um fim à vista. Nesta Páscoa, a luz de Cristo Ressuscitado ilumine as consciências de todos os responsáveis políticos e militares, para que se ponha imediatamente termo ao extermínio em curso, respeite o direito humanitário e proveja a facilitar o acesso às ajudas de que têm urgente necessidade estes nossos irmãos e irmãs, assegurando ao mesmo tempo condições adequadas para o regresso de quantos foram desalojados.

Frutos de reconciliação, imploramos para a Terra Santa, ferida, também nestes dias, por conflitos abertos que não poupam os indefesos, para o Iémen e para todo o Médio Oriente, a fim de que o diálogo e o respeito mútuo prevaleçam sobre as divisões e a violência. Possam os nossos irmãos em Cristo, que muitas vezes sofrem abusos e perseguições, ser testemunhas luminosas do Ressuscitado e da vitória do bem sobre o mal.

Frutos de esperança, suplicamos neste dia para todos aqueles que anseiam por uma vida mais digna, especialmente nas regiões do continente africano atormentadas pela fome, por conflitos endémicos e pelo terrorismo. A paz do Ressuscitado cure as feridas no Sudão do Sul e da mortificada República Democrática do Congo: abra os corações ao diálogo e à compreensão mútua. Não esqueçamos as vítimas daquele conflito, sobretudo as crianças! Não falte a solidariedade em prol das inúmeras pessoas forçadas a abandonar as suas terras e privadas do mínimo necessário para viver.

Frutos de diálogo, imploramos para a península coreana, para que os colóquios em curso promovam a harmonia e a pacificação da região. Aqueles que têm responsabilidades diretas ajam com sabedoria e discernimento para promover o bem do povo coreano e construir relações de confiança no âmbito da comunidade internacional.

Frutos de paz, pedimos para a Ucrânia, a fim de que se reforcem os passos a favor da concórdia e sejam facilitadas as iniciativas humanitárias de que necessita a população.

Frutos de consolação, suplicamos para o povo venezuelano, que vive – escreveram os seus Pastores – como que em «terra estrangeira» no seu próprio país. Possa, pela força da Ressurreição do Senhor Jesus, encontrar a via justa, pacífica e humana para sair, o mais rápido possível, da crise política e humanitária que o oprime e, àqueles dentre os seus filhos que são forçados a abandonar a sua pátria, não lhes falte hospedagem nem assistência.

Frutos de vida nova, Cristo Ressuscitado dê às crianças que, por causa das guerras e da fome, crescem sem esperança, privadas de educação e assistência sanitária; e também aos idosos descartados pela cultura egoísta que põe de lado aqueles que não são «produtivos».

Frutos de sabedoria, imploramos para aqueles que, em todo o mundo, têm responsabilidades políticas, a fim de que respeitem sempre a dignidade humana, trabalhem com dedicação ao serviço do bem comum e garantam progresso e segurança aos seus cidadãos.

Queridos irmãos e irmãs!

Também a nós, como às mulheres que acorreram ao sepulcro, é-nos dirigida esta palavra: «Porque buscais o Vivente entre os mortos? Não está aqui; ressuscitou!» (Lc 24, 5-6). A morte, a solidão e o medo já não são a última palavra. Há uma palavra que vem depois e que só Deus pode pronunciar: é a palavra da Ressurreição (cf. João Paulo II, Palavras no final da Via-Sacra, 18/IV/2003). Com a força do amor de Deus, ela «afugenta os crimes, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, dá alegria aos tristes, derruba os poderosos, dissipa os ódios, estabelece a concórdia e a paz» (Precónio Pascal)”.

Ver matéria completa ...
Homilia de Páscoa: Papa ressalta pressa em anunciar a Ressurreição

O Papa Francisco celebrou a Santa Missa neste Domingo de Páscoa, 1, na Praça de São Pedro.

Na homilia, o Pontífice lembrou que a ressurreição é uma surpresa que nos coloca a caminho.

“Depois de ouvir a Palavra de Deus, a esta passagem do Evangelho, três coisa vêm a mim. Primeiro: o anúncio. Há um anúncio lá: o Senhor ressuscitou. Esse anúncio de que desde os primeiros tempos dos cristãos ia de boca em boca; foi a saudação: o Senhor ressuscitou. E as mulheres, que foram ungir no corpo do Senhor, se surpreenderam. A surpresa … os anúncios de Deus são sempre surpresas, porque o nosso Deus é o Deus das surpresas. “

Depois, Papa Francisco, falou da pressa. “As mulheres correm, se apressam para dizer: “Mas, nós encontramos isso!”. As surpresas de Deus nos colocaram na estrada, imediatamente, sem esperar. E então eles correm para ver. E Pedro e João correm.”

E lembrou que também em nossos dias corre-se, quando algo extraordinário acontece, para ver o que aconteceu. “As surpresas, as boas novas, são sempre assim: com pressa.”

E finalizou com uma pergunta: “E eu? Meu coração está aberto para as surpresas de Deus, eu sou capaz de ir com pressa ou sempre com esse canto: “Mas, amanhã eu verei, amanhã, amanhã?”. Qual é a surpresa para mim? João e Pedro correram para o túmulo. Pedro acreditou, mesmo com uma fé ainda um pouco misturada com o remorso de ter negado ao Senhor. O anúncio surpreendeu o passeio, e a pergunta: “E eu, hoje, nesta Páscoa de 2018, o que estou fazendo? O que você está fazendo?”

  •  
Ver matéria completa ...
Fieis participarão de Encenação da Via Sacra na Concha Acústica

Os fiéis das Paróquias Nossa Senhora Aparecida (Catedral) e São Bento participarão na Sexta-Feira Santa, 30, da tradicional Encenação da Paixão de Cristo, que será realizada na Concha Acústica. O evento terá início às 19h30min e aberto a toda a comunidade. 

Neste ano, serão apresentadas 27 cenas, entre passagens da vida de Jesus e outras relacionadas sobre a Campanha da Fraternidade que tem como tema neste ano: “Fraternidade e superação da violência”. Segundo Caio Megiani, um dos organizadores do evento, a Encenação deste ano terá uma grande novidade: “iremos propor nesse ano uma nova abordagem da campanha da fraternidade, pois mostraremos uma única história em todas as cenas que são destinadas a campanha, exibindo uma história de sofrimento e superação associada a história da Paixão de Cristo. Para ele, as cenas principais são a da condenação e crucificação de Jesus.

A primeira cena será sobre a Campanha da Fraternidade e retratará a violência contra os idosos e a última cena será a Ascensão do Senhor. Mais de 40 pessoas estão participando dos ensaios que iniciaram no início de março, sendo que os atores são todos voluntários e membros das paróquias.

O músico Gildo Ferreira interpretará Jesus Cristo pela décima terceira vez. Gildo afirma que as cenas que lhe trazem maior emoção são a da crucificação e a da última ceia. “Quando eu estou representando Jesus, procuro mostrar com todo o meu coração através dos meus gestos, palavras e até na forma de atuar um pouco do que o maior Homem que passou por essa terra sofreu para nos resgatar da morte eterna, tentando assim poder atingir o coração das pessoas que estão assistindo a encenação e mostrar que temos um Pai que nos ama infinitamente” afirma Gildo.

 

Lembrete:

Evento: Encenação da Via Sacra

Local: Concha Acústica

Data: 30/03/2018 – Sexta-feira Santa

Horário: 19h30

Ver matéria completa ...
Ordem Franciscana celebrou Ceia Judaica

A Ordem Franciscana Secular, Fraternidade de Votuporanga, realizou no último sábado, 24, no Centro de Eventos da Catedral, a Ceia Judaico-Cristã, com a presença de 53 irmãos e irmãs. A saída do povo hebreu do Egito, narrada em Êxodo, o vinho, as ervas amargas, o pão ázimo, as orações e invocações e a partilha do cordeiro, fizeram da Ceia a antecipação memorial da Semana Santa

Essa Ceia é a reprodução da mesma que era feita pelas famílias no tempo de Jesus para fazer memória do Êxodo e da libertação dos judeus do Egito.

É uma celebração carregada  de simbolismos: as ervas amargas e a raiz lembram a amargura da escravidão. A pasta vermelha, o barro e os tijolos que os judeus tiveram que carregar para fazer as construções do Faraó. A água com sal, as lágrimas derramadas durante a escravidão. E o principal alimento, o cordeiro assado, sacrificado na Páscoa (Passagem).

Ver matéria completa ...
Grupo de Jovens Geração Luz desenvolveu projeto sobre a Campanha da Fraternidade

O Grupo de Jovens Geração Luz, todos os anos, na Quaresma, faz um projeto voltado à comunidade, tendo como objetivo, refletir sobre o tema e lema da Campanha da Fraternidade.
Esse ano, com o tema: “Fraternidade e superação da violência” e o lema: “Em Cristo somos todos irmãos”.
O projeto desenvolvido, foi apresentado nos dias 19 de Março à 22 de Março, nos encontros de catequese da Catedral Nossa Senhora Aparecida.
Uma encenação foi feita, com um jovem do grupo, caracterizado como menino de rua. O menino de rua, ficou dentro do salão paroquial, andando entre os catequizandos, pais e catequistas, antes de iniciar a catequese, tentando se aproximar de todos.
As reações foram as mais diversas: medo, compaixão, acolhimento, tristeza pela situação.
Após, o jovem foi nas salas de catequese, acompanhado de outros jovens do grupo,se descaracterizou, se apresentou e os jovens fizeram uma reflexão sobre os diversos tipos de violência, sendo o preconceito, um dos tipos.
A experiência foi gratificante para todos os envolvidos.

Ver matéria completa ...
Papa Francisco lavará os pés de 12 detentos na Quinta-feira Santa

Quinta-feira Santa 29 de março, às 16 horas locais, o Papa Francisco vai visitar a Casa de Detenção “Regina Coeli” em Roma, para a celebração da Santa Missa “in Coena Domini”.

A visita prevê: o encontro com presos doentes na enfermaria; a celebração eucarística com o rito do lava-pés a 12 presos, na “Rotonda”, parte central da prisão; um encontro com alguns presos da VIII Seção.

No ano passado, na prisão de Paliano

“Uma vez – recordou no ano passado o Papa na homilia da Missa na prisão de Paliano – os discípulos discutiram entre si sobre quem era o maior, o mais importante, e Jesus disse: ‘aquele que quer ser o maior deve fazer-se pequeno e servo, é o que Deus faz conosco, nós que somos pobres, mas ele é grande, ele é bom, ele nos ama, pensamos – disse sobre o lava-pés que estava prestes a fazer a 12 presos, incluindo 3 mulheres e um islâmico – esta cerimônia, que não é uma cerimônia folclórica, é um gesto para recordar o que Jesus fez. Depois de lavar os pés dos discípulos ele tomou o pão e o vinho e nos deu o amor de Deus, pensemos no amor de Deus hoje”. A visita do Papa, como nas outras Missas “in Coena Domini” nas prisões, sempre teve um caráter estritamente privado.

Por Vatican News

Ver matéria completa ...
Publicam novo livro-entrevista do Papa Francisco, “Deus é jovem”

Foi lançado um novo livro-entrevista do Papa Francisco, intitulado “Deus é jovem”, no qual o Pontífice analisa os problemas fundamentais que a juventude atual enfrenta.

O livro, que estará à venda a partir do próximo Domingo de Ramos, é uma conversa com Thomas Leoncini e foi apresentado em Roma no Instituto Agustinianum.

No livro, o Pontífice assinala que “os adultos muitas vezes desenraizam os jovens, erradicam suas raízes e, em vez de ajudá-los a serem profetas pelo bem da sociedade, os tornam órfãos e descartados. Os jovens de hoje estão crescendo em uma sociedade desarraigada”.

Outro capítulo versa sobre o perdão. O Papa assegura que “devemos pedir perdão aos nossos jovens porque nem sempre os levamos a sério”. “Nós nem sempre os ajudamos a ver a estrada e a construir os meios que podem permitir que não sejam descartados”.

 

 

O Santo Padre assinala que, “muitas vezes, não sabemos como fazê-los sonhar e não somos capazes de entusiasmá-los”. Consciente da quantidade de jovens desempregados na Europa, explica que o “trabalho deveria ser para todos”, porque “todo ser humano deve ter a possibilidade concreta de trabalhar, de demonstrar a si mesmo e a seus entes queridos que ele pode ganhar a vida”.

“Não se pode aceitar a exploração, não se pode aceitar que muitos jovens sejam explorados pelos empregadores com falsas promessas, com pagamentos que nunca chegam, com a desculpa de que são jovens e devem fazer experiência”.

Além disso, o Pontífice critica a “cultura do efêmero” e denuncia que, “hoje, parece que tudo é manipulado e mascarado. Como se o fato de viver não tivesse sentido”.

“Há muitos pais adolescentes na cabeça, que querem viver a vida efêmera eterna e, conscientemente ou não, fazem suas crianças vítimas deste perverso jogo do efêmero”, assegura no livro.

Por outro lado, destaca que “Deus é jovem” porque ele faz novas todas as coisas. “Deus é o Eterno que não há tempo, mas é capaz de renovar, rejuvenescer-se continuamente e rejuvenescer tudo”.

“Ele é jovem porque faz novas todas as coisas e gosta de novidades; porque surpreende e ama o estupor; porque sabe sonhar e deseja os nossos sonhos; porque ele é forte e entusiasmado; porque constrói relacionamentos e nos pede para fazermos o mesmo, é social”, diz o livro.

Ver matéria completa ...
Papa Francisco: Que Maria nos ajude a viver bem a Semana Santa

Durante a oração do Ângelus hoje, Domingo de Ramos, o Papa Francisco pediu para que a Virgem Maria ajude a todos a viver bem a Semana Santa neste ano.

Em suas palavras aos milhares de fiéis que estavam na Praça de São Pedro, o Pontífice expressou seu desejo de que “Maria nos ajude a viver bem a Semana Santa”.

“Dela, aprendemos o silêncio interior, o olhar do coração, a fé amorosa para seguir Jesus no caminho da cruz que conduz à luz gloriosa da Ressurreição”, disse.

Em seguida, o Papa recordou a celebração do Sínodo da Juventude em outubro deste ano e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que se realizará no Panamá em janeiro de 2019, o pediu que “neste itinerário, nos acompanham o exemplo e a intercessão de Maria, a jovem de Nazaré que Deus escolheu como Mãe de seu Filho”.

“Ela anda conosco e guia as novas gerações em sua peregrinação de fé e fraternidade”, continuou.

Através da sua conta no Twitter, o Santo Padre encorajou: “Entremos com o Senhor Jesus nesta Semana Santa para celebrar a Páscoa com um coração renovado pela graça do Espírito Santo”.

Ver matéria completa ...
No Domingo de Ramos, Papa adverte sobre contradições na fé

Papa Francisco celebrou na manhã deste domingo, 25, a Santa Missa do Domingo de Ramos e a 33 º Jornada Mundial da Juventude, a nível diocesano. Na liturgia que cruza histórias de alegria e sofrimento de Jesus – aclamado pelo povo como rei, e mais tarde crucificado pelo mesmo povo —, a Igreja leva o cristão a refletir, segundo o Pontífice, sobre sentimentos e contradições ainda presentes em homens e mulheres da atualidade. “Capazes de amar muito… mas também de odiar (e muito!)”, observou o Santo Padre.

A alegria e a festa do povo que aclamou Jesus Cristo como o Senhor é esmorecida, de acordo com Francisco, pelos irritados e amargurados, que se consideravam justos e fiéis à lei e aos preceitos rituais. “Uma alegria intolerável para quantos perderam a memória e se esqueceram das inúmeras oportunidades por eles usufruídas. Como é difícil, para quem procura justificar-se e salvar-se a si mesmo, compreender a alegria e a festa da misericórdia de Deus! Como é difícil, para quantos confiam apenas nas suas próprias forças e se sentem superiores aos outros, poder compartilhar esta alegria!”, trecho da exortação Evangelii gaudium, de autoria do Papa, citada por ele durante a homilia.

O grito “Crucifica-o” é atribuído pelo Santo Padre a todos os homens e mulheres que, para defenderem sua posição, desacreditam especialmente quem não pode se defender. Grito produzido por intrigas da autossuficiência, do orgulho e da soberba. Deste modo, o Pontífice afirma silenciar-se a festa, a esperança, os sonhos, a alegria, o coração e a caridade do povo. 

“É o grito “Salva-te a ti mesmo” que pretende adormecer a solidariedade, apagar os ideais, tornar insensível o olhar”. Diante dos vários gritos e vozes da Paixão do Senhor, Francisco recomenda como antídoto aos cristãos, o ato de olhar a cruz de Cristo e deixar-se interpelar pelo seu último grito. “Cristo morreu, gritando o seu amor por cada um de nós: por jovens e idosos, santos e pecadores, amor pelos do seu tempo e pelos do nosso tempo. Na sua cruz, fomos salvos para que ninguém apague a alegria do Evangelho; para que ninguém, na própria situação em que se encontra, permaneça longe do olhar misericordioso do Pai”, suscitou.

Olhar a cruz de Cristo é vista pelo Santo Padre como uma oportunidade do ser humano questionar prioridades, escolhas e ações, e repensar sua sensibilidade face a quem passa ou vive momentos de dificuldade. “Jesus continua a ser motivo de alegria e louvor no nosso coração ou envergonhamo-nos das suas prioridades para com os pecadores, os últimos, os abandonados?”, questionou.

Aos Jovens

“Um jovem alegre é difícil de manipular”. A frase de Francisco faz menção a um dos motivos de irritação daqueles que se incomodaram com a alegria suscitada por Jesus ao entrar em Jerusalém. De acordo com o Papa, muitos quiserem calar a juventude, inclusive os fariseus, mas foram repreendidos por Jesus: “Alguns fariseus disseram-Lhe, do meio da multidão: ‘Mestre, repreende os teus discípulos’. Jesus retorquiu: ‘Digo-vos que, se eles se calarem, gritarão as pedras’ (Lc 19, 39-40).

Segundo o Pontífice, há muitas maneiras de tornar os jovens silenciosos e invisíveis, maneiras de os anestesiar e adormecer para que não façam barulho, para que não se interroguem e os seus sonhos percam altura tornando-se fantasias. No Dia Mundial da Juventude, Francisco pediu aos jovens que ouçam a resposta de Jesus aos fariseus e que decidam por não se calar. “Se os outros calam, se nós, idosos e responsáveis (tantas vezes corruptos), silenciamos, se o mundo se cala e perde a alegria, pergunto-vos: vós gritareis? Por favor, decidi-vos antes que gritem as pedras…”, concluiu.

Ver matéria completa ...
“Ao Santíssimo e DiVIníssimo” ou “ao Santíssimo e DiGníssimo” Sacramento?

Durante a Adoração Eucarística, ao ouvir “Graças e louvores sejam dados a todo momento“, como você responde?

É frequente ouvir fiéis responderem “Ao Santíssimo e DIGNÍSSIMO Sacramento“, enquanto outros respondem “Ao Santíssimo e DIVINÍSSIMO Sacramento“.

Qual é a forma correta?

A forma correta é “Diviníssimo”.

A palavra “digníssimo” não implica, em si, nenhuma heresia. É apenas o superlativo de “digno” – e Deus é digno de toda adoração; aliás, só Ele é digno de adoração.

No entanto, o termo “digníssimo” também pode ser aplicado a qualquer um de nós, humanos, já que toda pessoa humana é dotada de dignidade intrínseca – e a dignidade humana é absoluta, não relativa, porque advém da nossa própria natureza de seres inteligentes dotados de alma imortal, criada e remida por Deus. Sim, é isso mesmo – e não se trata de falta de humildade: a dignidade humana é absoluta! Ela não depende do nosso comportamento nem dos nossos méritos (e por isso não há falta de humildade alguma em reconhecer a dignidade intrínseca de toda pessoa humana; pelo contrário, seria profundamente ingrato não reconhecermos esse dom de Deus). Mas é crucial entender a diferença entre a nossa essência e o que fazemos com a nossa existência: como pessoas, todos somos intrinsecamente dignos por natureza; já os nossos atos particulares, que dependem da nossa vontade e do nosso livre arbítrio, esses sim podem ser muito indignos e, portanto, contrariar a nossa dignidade intrínseca de pessoas. Em síntese: somos sempre absolutamente dignos como pessoas humanas, e toda pessoa humana deve ter a sua dignidade absoluta reconhecida e honrada; mas podemos agir indignamente, contrariando assim a nossa própria dignidade, e os nossos atos indignos devem ser corrigidos.

Quanto à adoração eucarística, ela é um “digníssimo” ato humano de reconhecimento de Deus como Deus. A Igreja nos oferece fórmulas piedosas e belíssimas que nos ajudam a penetrar, ainda que muito pouco a pouco, no mistério insondável de Deus. Uma dessas fórmulas é, justamente, a conhecida “Graças e louvores sejam dados a todo momento ao Santíssimo e DIVINÍSSIMO Sacramento“: uma declaração explícita da Santidade e Divindade de Deus presente e vivo no Sacramento da Eucaristia.

Corpo de Cristo, a quem adoramos, é Santo e Divino: Santíssimo e Diviníssimo.

E, de nossa parte, é digníssimo reconhecer que o Sacramento da Eucaristia, que é a própria presença real de Cristo em meio a nós, é Santíssimo e Diviníssimo e merece, a todo momento, que lhe sejam dadas graças e louvores!

Clique aqui para ver mais Matérias