Notícias e Artigos Litúrgicos
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Papa: trabalhem para construir uma obra mais solidária, justa e equânime

O Papa Francisco dirigiu-se neste sábado, 23, aos membros da Instituição Centesimus Annus — Pro Pontífice, ao concluírem a Convenção Internacional de 2021 sobre “Solidariedade, Cooperação e Responsabilidade: os antídotos para combater as injustiças, desigualdades e exclusões”.

Em suas observações, o Santo Padre expressou seu apreço pelo trabalho da Fundação, observando que a resposta à injustiça e exploração que vemos em todo o mundo deve consistir não apenas na condenação, mas na “promoção ativa do bem”.

Encontrando novos modelos de desenvolvimento

O compromisso da Fundação de estudar e pesquisar novos modelos de desenvolvimento econômico e social, inspirado no ensinamento social católico, “é importante e extremamente necessário”, disse ele. “Em solo contaminado pelo predomínio das finanças, precisamos semear muitas pequenas sementes que possam dar frutos em uma economia que seja igualitária e benéfica, humana e centrada nas pessoas.”

Os conceitos de solidariedade, cooperação e responsabilidade — o foco da conferência — são “três pilares da doutrina social da Igreja”, disse o Papa Francisco. Ele explicou que a doutrina social da Igreja se baseia na interação entre as pessoas e é direcionada para o bem comum, em oposição aos modelos individualistas e coletivistas.

Fundamentado na palavra de Deus

O ensinamento social católico, ele insistiu, “está fundamentado no mundo de Deus e busca promover o desenvolvimento humano integral com base em nossa fé no Deus que se fez homem”. Por esta razão, disse ele, “deve ser praticado, apreciado e desenvolvido”, porque “é um tesouro da tradição da Igreja!”

O estudo deste ensinamento, continuou, levou a Fundação Centesimus Annus “a combater as formas de desigualdade que atingem especialmente os mais frágeis e a trabalhar pela promoção de uma fraternidade real e eficaz”.

Solidariedade, cooperação, responsabilidade

Acrescentou que as três palavras que estão no centro dos debates da Fundação “recordam o mistério do próprio Deus, que, enquanto Trindade, comunhão de pessoas, inspira-nos a encontrar realização na abertura generosa aos outros (solidariedade), por meio da colaboração com os outros (a cooperação) e pelo compromisso com os outros (responsabilidade)”.

O Papa Francisco explicou que a missão de implementar a doutrina social da Igreja nos compromete a trabalhar para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e equânime, mas também defendendo e salvaguardando a dignidade e a liberdade de cada pessoa humana.

Nós não estamos sozinhos

“Caros amigos”, disse o Papa, “na promoção destes valores e desta forma de vida, muitas vezes nos encontramos indo contra a corrente, mas devemos sempre lembrar que não estamos sós. Deus se aproximou de nós”.

O Pontífice disse ainda que, enquanto cristãos, somos chamados a trabalhar com todos aqueles que trabalham para o bem comum. “Podemos ser ‘irmãos e irmãs todos’”, disse, fazendo uma alusão à sua encíclica Fratelli tutti, “e assim podemos e devemos pensar e trabalhar como‘ irmãos e irmãs todos ’.”

Um sonho que pode se tornar realidade

Embora o sonho de um mundo mais justo e equânime possa parecer inatingível, o Papa Francisco disse, “preferimos acreditar que é um sonho que pode se tornar realidade, pois é o sonho de Deus”.

E o Sucessor de Pedro encorajou os membros da Fundação a “continuarem resolutamente” em seu caminho, pois o bem que fazem “por cada pessoa na Terra traz alegria ao coração de Deus no céu”.

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Padre Gilmar Margoto completa 10 anos à frente da Catedral Nossa Senhora Aparecida

Nesta terça-feira (26/10), o padre Gilmar Margoto completa 10 anos à frente da Catedral Nossa Senhora Aparecida, em Votuporanga. Para celebrar a data, às 19h, será presidida a missa em ação de graças.
Nesta data, o pároco da Catedral renova o comprometimento em favor da comunidade paroquial com a doação da vida por meio do ministério sacerdotal, e agradece a comunidade pelo acolhimento, amizade e comunhão. 
“Agradeço a Deus pela vida, saúde, vigor e oportunidade de servir nestes 10 anos na Comunidade Paroquial da Catedral. Agradeço pela confiança da Igreja em colocar sob minha responsabilidade esta sublime missão. Gratidão por todo trabalho realizado e bons frutos colhidos, graças a participação ativa e corresponsabilidade dos fiéis leigos, agentes dos movimentos, pastorais e serviços. Sinto um amadurecimento da nossa espiritualidade pela convivência e celebração diária da Eucaristia.”, afirma.
O padre Gilmar Margoto tomou posse como pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida em 26 de outubro de 2011, durante celebração presidida pelo bispo diocesano Dom Paulo Mendes Peixoto, após o falecimento do saudoso padre Edemur José Alves.
Ao longo destes anos, ele cativou os paroquianos com sua dedicação e amor pelo povo de Deus. Entre os destaques de seu trabalho estão a reorganização territorial, celebração de missas em todos os dias da semana, reforma do Salão, da Secretaria Paroquial e das sacristias, construção do Centro de Eventos e implantação do sistema de transmissão de missas via internet.
Ele também foi um dos responsáveis pela implantação da Diocese de Votuporanga, com participação na Comissão de Criação, desde 2010. Após a instalação, em 2016, tornou-se Cura da Catedral e padre assessor da Pastoral da Comunicação.

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Pedir tudo a Jesus, pois Ele tudo pode, afirma Papa Francisco

“Quando a fé é viva, a oração é sincera: não mendiga trocados, não se reduz às necessidades do momento. A Jesus, que tudo pode, deve ser pedido tudo. Ele não vê a hora para derramar sua graça e sua alegria em nossos corações”.

A fé concreta, insistente e corajosa de Bartimeu foi apresentada como exemplo pelo Papa Francisco, ao refletir no Angelus deste 30º Domingo do Tempo Comum sobre a narrativa apresentada no Evangelho de Marcos (Mc 10, 46-52).

Dirigindo-se aos milhares de fiéis e turistas reunidos na Praça São Pedro, em um belo domingo de outono, o Papa começa destacando a importância deste encontro entre Bartimeu – “um cego que mendiga ao longo do caminho” – e Jesus, que se preparava para entrar em Jerusalém para a Páscoa.

A fé, raiz do milagre

Se os gritos de Bartimeu “Filho de Davi, Jesus, tem piedade de mim” incomodaram a multidão e os apóstolos, não passaram desapercebidos de Jesus, que percebe que sua voz “é cheia de fé, uma fé que não tem medo de insistir, de bater no coração de Deus, apesar da incompreensão e repreensões. E aqui – ressaltou o Papa – está a raiz do milagre. Na verdade, Jesus lhe disse: ‘A tua fé te curou’”.

Ou seja, “a fé de Bartimeu, transparece pela sua oração. Não é uma oração tímida, uma oração convencional. Antes de tudo, ele chama o Senhor de “Filho de Davi”, isto é, o reconhece como Messias, o Rei que vem ao mundo. Depois o chama pelo nome, com confiança: “Jesus”. Não tem medo dele, não se distancia. E assim, de coração, grita ao Deus amigo todo o seu drama: ‘Tem piedade de mim!'”.

Não pede algum trocado como faz com os transeuntes. Não, não. Aquele que tudo pode, pede tudo. Às pessoas pede trocados, a Jesus, que pode fazer tudo, pede tudo: “Tem piedade de mim, tem piedade de tudo o que sou”. Não pede uma graça, mas apresenta a si mesmo: pede misericórdia para a sua pessoa, para a sua vida. Não é um pedido pequeno, mas é belíssimo, porque invoca a piedade, isto é, a compaixão, a misericórdia de Deus, a sua ternura.

Apresentar-se inteiramente ao Senhor, como somos

“Bartimeu não usa muitas palavras – recorda Francisco –  diz o essencial e confia-se no amor de Deus, que pode fazer a sua vida voltar a florescer realizando o que é impossível aos homens”:

Por isso, não pede esmola ao Senhor, mas manifesta tudo, a sua cegueira e o seu sofrimento, que iam além do não poder ver. A cegueira era a ponta do iceberg, mas em seu coração haveria feridas, humilhações, sonhos desfeitos, erros, remorsos. E ele rezava com o coração.

“E nós – pergunta o Papa – quando pedimos uma graça a Deus, colocamos também na oração a nossa própria história: as feridas, as humilhações, os sonhos desfeitos, os erros, os remorsos?”

E ao sugerir para fazermos nossa a oração “Filho de David, Jesus, tem piedade de mim!”, o Papa exorta a nos perguntarmos: “Como vai a minha oração?”:

É oração corajosa, tem a boa insistência daquela de Bartimeu, sabe “agarrar” o Senhor que passa, ou contenta-se em dar-lhe uma saudação formal de vez em quando, quando me lembro? Estas orações mornas não ajudam nada.

Fé viva, oração sincera

Depois – acrescentou Francisco – também podemos nos perguntar se “nossa oração é “substanciosa”, expõe o coração diante do Senhor: levo a ele a história e os rostos da minha vida? Ou é anêmica, superficial, feito de rituais sem afeto e sem coração?“:

Quando a fé é viva, a oração é sincera: não mendiga trocados, não se reduz às necessidades do momento. A Jesus, que tudo pode, tudo deve ser pedido. Não se esqueçam disso. A Jesus que tudo pode, deve ser pedido tudo, com a minha insistência diante d’Ele. Ele não vê a hora para derramar sua graça e sua alegria em nossos corações, mas infelizmente somos nós que mantemos distância, talvez por timidez, ou preguiça ou descrença. Tantos de nós, quando rezamos, não acreditamos que o Senhor possa realizar o milagre.

Oração insistente e corajosa

Para ilustrar o resultado de uma oração insistente e expectante, o Papa voltou a contar uma história ocorrida quando era arcebispo na Argentina: com a filha pequena desenganada pelos médicos, um pai viajou 70 km de ônibus até um Santuário mariano. Mesmo estando fechado, ele passou a noite agarrado às grades do portão rezando e clamando: “Senhor, salva-a. Senhor, dá a ela a vida”. Ao voltar ao hospital na manhã seguinte, encontrou a esposa que chorava, mas não de tristeza: “Não se entende, não se entende. Os médicos dizem algo estranho: parece curada”.

“Aquele grito daquele homem que pedia tudo, foi ouvido pelo Senhor que lhe havia dado tudo”, disse o Papa, acrescentando: “Esta não é uma história, eu vi isso”!:

“Mas temos coragem na oração? Peçamos tudo àquele que pode dar tudo, como Bartimeu, que é um grande mestre, um grande mestre na oração nisto.”

Que Bartimeu – disse ao concluir – seja um exemplo para nós com a sua fé concreta, insistente e corajosa. E que Nossa Senhora, a Virgem orante, nos ensine a dirigir-nos a Deus de todo o coração, confiando que Ele escuta atentamente cada oração.

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O Papa aos detentos: erra-se, mas não se deve permanecer errado

Um Papa que escuta, acompanha com o sorriso e as palavras, encoraja a acreditar na misericórdia de Deus, na ajuda dos outros, a não se condenar pelos erros cometidos. Esta foi a experiência vivida na sexta-feira, 22, na Casa Santa Marta, por um grupo de detentos e ex-detentos que cumprem ou cumpriram pena nas estruturas da comunidade de padre Benzi em Vasto, na Província italiana de Chieti, e em Termoli, perto de Campobasso. O grupo estava acompanhado pelo padre Benito Giorgetta, pároco da igreja de São Timóteo em Termoli.

Francisco opta por ouvir suas vozes e os agradece pelos testemunhos dados, muitas vezes duros e difícieis. Recorda, em um vídeo dirigido aos detentos que não estavam presentes, que é importante caminhar sozinho ou até mesmo pedir a mão de alguém, bater à porta mesmo que se sinta perdido e não sabe para onde ir. “É o Senhor quem te dá a oportunidade e te faz dar um passo”, diz Francisco.

O caminho a ser seguido

“O importante na vida é caminhar estar na estrada”. Há quem não veja a direção e nem mesmo o caminho. Há pessoas “estacionadas” a serem ajudadas, com o “coração estacionado” no qual não entra a inquietação que te faz mover. “Nós nos movemos, mas como em um labirinto, não encontramos a porta de saída, o caminho e vamos lá, rodeando e rodeando dentro das coisas, sem sair delas”.

Todos cometemos erros na vida, prossegue Francisco, “mas o importante é não permanecer errados”. E cita uma canção dos Alpinos que convida a não ficar pelo chão depois de cair. Levantar-se também graças a quem ajuda a levantar-se, sem nunca olhar de cima para baixo para quem caiu, porque “é indigno”.

“Tantas vezes nós na vida encontramos uma mão que nos ajuda a nos reerguer: também nós devemos fazê-lo com os outros: com a experiência que temos, fazer o mesmo com os outros”.

Experiência contagiante

Antes de se despedir, convida a aproveitar a experiência vivida para gerar o verdadeiro bem:

Faço votos que a experiência de vocês seja fecunda, que seja como a semente que se semeia e depois cresce, cresce. Que seja como uma boa doença: que contagia. Uma experiência contagiante. E que seja libertadora, que abra portas para tantas pessoas que precisam viver a experiência que vocês viveram.

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63 anos da celebração da primeira Missa na Nova Igreja Matriz, atual Catedral

Neste dia 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida , a comunidade votuporanguense celebra os 63 anos da primeira missa na atual Catedral Nossa Senhora Aparecida . Após mais de 4 anos de construção, no dia 12 de outubro de 1958 foi inaugurada solenemente a então nova Igreja Matriz, com missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Lafayette Libânio, às 17 horas e concelebrada pelos Freis Ambrósio de Bebedouro e Arnaldo Maria de Itaporanga. A celebração contou com a presença de uma multidão de fiéis de Votuporanga e região. Nesse mesmo dia, às 8 horas, Frei Arnaldo rezou a última missa na Capelinha. Uma semana depois, a pequena capelinha foi demolida.

A nova igreja foi inaugurada, sem as torres, sem forro e com as paredes sem reboco e pintura. Apenas anos mais tarde, com o apoio da comunidade, a Igreja Matriz foi embelezada.

Com o crescimento da população, a pequena Capelinha construída entre os anos de 1939 e 1940, onde hoje é a fonte luminosa, já não abrigava mais os fiéis que participavam das missas e demais celebrações.

Em janeiro de 1953, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida passou a ser administrada pelos Freis Capuchinhos, e nesse período chega a nossa cidade o visionário e missionário Frei Gregório de Protásio Alves. O saudoso frei acolheu os pedidos da comunidade e solicitou ao engenheiro civil, Dante Andreoli que elaborasse um projeto para a construção da nova Igreja Matriz. O estilo adotado foi o neo-gótico.

Para o local da construção da nova Igreja Matriz, escolheu-se o terreno em frente a pequena Capela que pertencia a prefeitura e onde estava localizado um campo de aviação, e para que fosse possível a edificação nesse local, o terreno da capelinha passaria ao poder público municipal.

A população se empolgou com a construção da igreja e se mobilizou para angariar recursos para custear as obras. Os freis capuchinhos visitavam as comunidades rurais, solicitando a doação de sacas de café, arroz e prendas e raramente recebiam uma resposta negativa. A comunidade votuporanguense também contribuiu com a doação de diversas prendas para as quermesses e leilões de gado cujas rendas eram revertidas para a construção do novo templo. Com todo esse apoio da comunidade, a nova igreja foi construída.

Ao longo dos anos a igreja foi sendo embeleza, recebendo o piso de granilite, altar de mármore, lustres, vitrais coloridos, forro pintado com símbolos católicos, novos e confortáveis bancos, torres, sinos e relógios.

Em outubro de1989, foi iniciado o processo para o Tombamento Histórico da Igreja Matriz, porém por não possuir um estilo arquitetônico puro, o processo foi arquivado.

Em abril de 2012, foi lançada a Campanha "Todos Unidos pela Igreja Matriz" para angariar recursos para as obras de adequação da Igreja preparando-a para se tornar Catedral, visto que o processo de criação da Diocese de Votuporanga estava em andamento. Nos anos seguintes, com o apoio fiel da comunidade, foram reformadas as sacristias, instalado um novo sistema de som, instalado um sistema digital nos relógios das torres para que eles voltassem a badalar, instalada uma nova iluminação externa e novos vitrais.

A Igreja Matriz que sempre acolheu a comunidade votuporanguense, tornou-se Catedral em julho de 2016, com a criação da Diocese de Votuporanga, passando a acolher os fiéis de 28 paróquias da Diocese.

Nesses 63 anos, a hoje Catedral de Votuporanga, foi o local de diversas celebrações religiosas como Missas Solenes, Batizados, Casamentos, Ordenações Diaconais e Presbiterais e diariamente acolhe muitas pessoas que ao passarem pelo centro de nossa cidade adentram na Catedral para rezarem e se aproximarem cada vez mais de Deus.

A Catedral Nossa Senhora Aparecida foi construída em estilo neogótico, representado pelas torres, vitrais, rosáceas e abóbadas e é a única da região com duas torres. 

 

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Catedral celebrará Dia da Padroeira

A Catedral Nossa Senhora Aparecida celebra nesta terça-feira, 12, o dia de sua padroeira e também padroeira de Votuporanga, da Diocese e do Brasil. As festividades tem neste ano o tema:  “Com Maria, somos povo de Deus unido pela aliança!”.

As celebrações iniciam-se às 9h com a Missa pelas Crianças que também celebram o seu dia nesta data. Ao meio-dia será realizada a Consagração Solene à Nossa Senhora Aparecida, na qual os fiéis poderão consagrar suas vidas à Maria. Ao final do dia serão celebradas Missas Solenes de Nossa Senhora Aparecida às 17h e 19h. Todas as celebrações serão realizadas na Catedral.

As Festividades da Padroeira tiveram início no dia 03 com a Novena de Nossa Senhora. Durante nove dias, os fiéis puderam rezar e agradecer a Nossa Senhora pelas graças e bênçãos alcançadas e pela saúde concedida em tempos de pandemia.

Pelo segundo ano consecutivo, não será realizada a tradicional procissão com a imagem da Padroeira do Brasil pelas ruas centrais de Votuporanga e a Tradicional Quermesse em virtude da pandemia.

Também no dia 12 de outubro, recordam-se os 45 anos de falecimento do saudoso Frei Arnaldo Maria de Itaporanga que foi vigário em Votuporanga por 12 anos e que faleceu no dia 12 de outubro de 1976 vítima de um acidente automobilístico no trevo de Nhandeara, quando vinha para Votuporanga participar das festividades da padroeira. Celebram-se também os 63 anos da celebração da 1ª Missa na Nova Igreja Matriz, atual Catedral de Votuporanga e símbolo de toda a região.

Desde a fundação de Votuporanga, a comunidade local sempre teve muita fé em Nossa Senhora Aparecida, dedicando a ela suas primeiras igrejas e tendo em Maria um modelo de amor, fé e serviço ao Reino de Deus.

Segundo o padre Gilmar Margotto, pároco da Catedral, “ a devoção mariana, vivida no horizonte da centralidade de Jesus Cristo e do Reino de Deus, é legítima e saudável. Deve ser respeitada e estimulada, para que a mãe de Jesus molde nosso coração de discípulos e missionários de Cristo, levando-nos a viver autenticamente o mistério de amor e misericórdia em nossos tempos

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Famílias são protagonistas do próximo Encontro Mundial de Famílias 2022

Na medida do possível, convido, pois, as comunidades diocesanas a organizar iniciativas a partir do tema do encontro, utilizando os símbolos que a Diocese de Roma está a preparar. Peço que sejam dinâmicos, ativos e criativos, para se organizarem com as famílias, em sintonia com o que acontecerá em Roma”, referiu Francisco, numa mensagem em vídeo divulgada pelo Vaticano e enviada à Agência ECCLESIA.

O tema do 10.º EMF será ‘O Amor em família: vocação e caminho de santidade’ e decorre após o adiamento de um ano, por causa da pandemia.

O Papa sublinha que, nas edições anteriores, a maior parte das famílias ficava em casa e “o Encontro era visto como uma realidade distante, no máximo acompanhada pela televisão, ou desconhecida para a maioria das famílias”.

Desta vez, porém, vai decorrer com uma fórmula inédita: será uma oportunidade da Providência para realizar um evento mundial capaz de envolver todas as famílias que quiserem sentir-se parte da comunidade eclesial”.

Francisco fala numa organização “multicêntrica e disseminada” para promover a participação das comunidades diocesanas do mundo inteiro.

“Roma será a sede principal, com alguns delegados da Pastoral Familiar que participarão no Festival das Famílias, no Congresso Pastoral e na Santa Missa, transmitidos para o mundo inteiro”, precisa. indica o Papa, “cada diocese poderá ser o centro de um Encontro local para as suas famílias e comunidades”.

“Trata-se de uma ocasião valiosa para nos dedicarmos com entusiasmo à Pastoral Familiar: esposos, famílias e pastores, todos juntos. Portanto, coragem, queridos pastores e queridas famílias, ajudem-se mutuamente para organizar encontros nas dioceses e paróquias de todos os continentes”, deseja.

evento vai decorrer de 22 a 26 de junho de 2022, com iniciativas globais nas dioceses católicas e em Roma, que acolhe os delegados das Conferências Episcopais e dos movimentos internacionais empenhados na Pastoral Familiar.

O cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (Santa Sé), assinala em comunicado enviado à Agência ECCLESIA que este “importante encontro eclesial tem recebido uma participação crescente das famílias”.

“As milhares de pessoas que participaram das edições mais recentes, com a riqueza da sua língua, cultura e experiência, foram um sinal eloquente da beleza da família para a Igreja e para a humanidade inteira. Devemos continuar por esse caminho, procurando envolver ainda mais famílias nesta belíssima iniciativa”, acrescenta.

O “logo” pensado para o X Encontro Mundial das Famílias retoma a forma elíptica da colunata de Bernini, na Praça São Pedro, remetendo ao “seu significado original, que é o abraço acolhedor da Igreja-Mãe de Roma e do seu bispo, abraço que inclui e envolve todos os homens e mulheres de todos os tempos”.

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Santa Sé pede que Estados reduzam gastos militares para combater a pandemia

A Santa Sé pediu aos países que reduzam suas despesas militares diante da pandemia de coronavírus e que dediquem esse orçamento a “responder às necessidades humanitárias e às exigências de nossa casa comum”.

O secretário da Santa Sé para as Relações com os Estados, dom Paul Richard Gallagher, se pronunciou na ONU nesta quarta-feira, 29, um discurso que promoveu a jornada internacional para a eliminação total das armas nucleares.

Dom Gallagher pediu aos países que possuem armas nucleares que escutem “o pedido da humanidade de eliminar as armas nucleares” e que assumam o compromisso de “libertar o mundo da ameaça da guerra nuclear”.

O enviado da Santa Sé à ONU agradeceu aos 122 Estados que adotaram o Tratado de Proibição de Armas Nucleares e encorajou os Estados que ainda não assinaram o tratado a se unirem aos países que já o fizeram.

Dom Gallagher, no entanto, foi realista e expôs os dois fatores principais que, em sua opinião, perpetuam o status quo nuclear.

Em primeiro lugar, “a política da dissuasão que impulsiona os armamentos e gera um ambiente tecnológico desumanizante que mantém e piora a desconfiança entre nações”.

O segundo fator é “o gasto exorbitante por parte de alguns Estados para a produção e o desenvolvimento de arsenais nucleares que são uma fonte crescente de desigualdade, tanto no interior do país como entre as nações”.

“Diante de uma pandemia mundial de duração incerta e efeitos cada vez mais graves”, continuou dom Gallagher, “de mudança climática global, os Estados devem reduzir o orçamento militar em favor de uma resposta às necessidades humanitárias e das exigências de nossa casa comum”.

A esse respeito, dom Gallagher renovou o pedido da Santa Sé aos governos, formulado tanto na encíclica Populorum progressio, de Paulo VI, como na Fratelli tutti, de Francisco, para que destinem “o dinheiro que se gasta nas armas e em outros gastos militares à constituição de um fundo mundial para eliminar a fome e para o desenvolvimento dos países mais pobres”.

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Semana Nacional da Vida e Dia do Nascituro: 1º a 8 de outubro

Com o tema “Vida e Missão: lançar as redes em águas mais profundas”, a Igreja em todo o Brasil realiza a Semana Nacional da Vida, entre os dias 1º e 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8. Neste período, as (arqui) dioceses são convidadas a desenvolverem atividades em torno do tema, com a proposta do debate sobre os cuidados, proteção e a dignidade da vida humana, em todas as suas fases, desde a concepção até seu fim natural.

A Semana Nacional da Vida foi instituída em 2005 pela 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O Dia do Nascituro é um dia em homenagem ao novo ser humano, à criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. A data celebra o direito à proteção de sua vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. O objetivo é suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.

Para auxiliar na organização e vivência das atividades de evangelização, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e Comissão Nacional da Pastoral Familiar oferecem o subsídio “Hora da Vida” 2014. Em sua 4ª edição, a publicação oferece sete encontros com diferentes abordagens.

O primeiro tema é “Vida e cultura do encontro”. Tem como base os ensinamentos da primeira Exortação Apostólica do papa Francisco, Evangelli Gaudium”. Outras temáticas são sugeridas para as reuniões em grupos como responsabilidade política e social, educação para o amor, memória e gratidão; todos eles voltados para a reflexão sobre a vida.

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Papa aos jovens de "Economia de Francisco": “o mundo precisa da coragem de vocês, agora"

"Renovo a vocês jovens a tarefa de colocar a fraternidade no centro da economia" para demonstrar, "guiados pelo amor do Evangelho", que "uma economia diversa existe", e que ela pode ser "mais justa, sustentável e solidária, ou seja, mais comum". Assim se dirigiu o Papa Francisco aos jovens empresários e economistas que foram os protagonistas do segundo evento mundial da "Economia de Francisco", na tarde deste sábado, ao vivo de Assis e coligados com 40 cidades do mundo inteiro.

A pandemia revelou e amplificou as desigualdades

Em sua mensagem em vídeo no final dos trabalhos, o Papa começou explicando que tinha ouvido falar "das experiências e iniciativas que vocês construíram juntos" e agradeceu aos jovens "pelo entusiasmo com que realizam esta missão de dar uma nova alma à economia". Ele enfatizou que a tragédia da Covid-19 não só "nos revelou as profundas desigualdades que infectam nossas sociedades: ela também as amplificou". E recordou "o grande aumento do desemprego, pobreza, desigualdade, fome" e a exclusão de muitos dos cuidados de saúde necessários.

Não esqueçamos que alguns poucos aproveitaram a pandemia para se enriquecerem e se fecharem na própria realidade. Todo esse sofrimento recai desproporcionalmente sobre nossos irmãos e irmãs mais pobres.

Esquecida a relação de reciprocidade entre nós e a natureza

Francisco falou de numerosas "falhas no cuidado da casa e da família comuns" durante os quase dois anos da pandemia e denunciou que "muitas vezes esquecemos a importância da cooperação humana e da solidariedade global", assim como "a existência de uma relação de reciprocidade responsável entre nós e a natureza".

Não somos proprietários da criação, mas custódios

A Terra nos precede e nos foi dada, lembrou o Pontífice, e "somos administradores dos bens, não proprietários", mas "a economia doente que mata" nasce precisamente "da suposição de que somos proprietários da criação, capazes de explorá-la para nossos próprios interesses e crescimento".

A pandemia nos lembrou este vínculo profundo de reciprocidade; nos recorda que fomos chamados a cuidar dos bens que a criação dá a todos; nos recorda de nosso dever de trabalhar e distribuir esses bens de tal forma que ninguém seja excluído. Finalmente, também nos recorda que, imersos em um mar comum, devemos abraçar a exigência de uma nova fraternidade.

Por uma economia mais justa, sustentável e "comum”

Este, explicou o Papa Francisco aos jovens, é um momento favorável para sentir novamente "que temos uma responsabilidade para com os outros e para com o mundo”, porque "a qualidade do desenvolvimento dos povos e da Terra depende acima de tudo dos bens comuns".

"É por isso que devemos buscar novos caminhos para regenerar a economia na era pós-Covid-19 para que seja mais justa, sustentável e solidária, ou seja, mais comum".

Precisamos de mais processos circulares, para produzir e não desperdiçar os recursos de nossa Terra, formas mais justas de vender e distribuir bens e um comportamento mais responsável quando consumimos.

Vocês são a última geração que pode salvar a Terra

O que também é necessário, continuou Francisco, é "um novo paradigma integral" para formar as novas gerações de economistas e empresários ao "respeito pela nossa interconectividade com a Terra". Isto é o que, reconhece o Papa, está sendo feito na "Economia de Francisco", assim como em muitos outros grupos de jovens. Mas não resta muito tempo: "Hoje nossa Mãe Terra geme e nos adverte que estamos nos aproximando de limiares perigosos". E vocês, disse o Pontífice aos jovens, "sejam talvez a última geração que pode nos salvar: eu não estou exagerando". Precisamos de "sua criatividade e resiliência" para "corrigir os erros do passado e nos conduzir a uma nova economia mais solidária, sustentável e inclusiva".

Esta missão da economia, entretanto, inclui a regeneração de todos os nossos sistemas sociais: inculcando os valores da fraternidade, da solidariedade, do cuidado com nossa Terra e com os bens comuns em todas as nossas estruturas, poderíamos enfrentar os maiores desafios de nosso tempo, da fome e desnutrição à distribuição equitativa das vacinas anti-Covid-19. Devemos trabalhar juntos e sonhar em grande.

Economistas que vivem o Evangelho nas empresas e mercados

A última tarefa do Papa aos jovens economistas e empresários é "lançar-se com criatividade na construção de novos tempos, sensíveis à voz dos pobres" e comprometidos em incluí-los "na construção de nosso futuro comum". Porque hoje existe a necessidade de "uma nova geração de economistas que vivem o Evangelho dentro das empresas, escolas, fábricas, bancos, dentro dos mercados". Novos mercantes "que Jesus não expulsa do templo, porque são seus amigos e aliados de seu Reino". E que levem ao mundo, à Igreja e a outros jovens "a profecia e a beleza" da qual são capazes.

"Vocês não são o futuro, vocês são o presente". Outro presente. O mundo precisa da coragem de vocês. Agora".

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Papa aos jovens de "Economia de Francisco": “o mundo precisa da coragem de vocês, agora"

"Renovo a vocês jovens a tarefa de colocar a fraternidade no centro da economia" para demonstrar, "guiados pelo amor do Evangelho", que "uma economia diversa existe", e que ela pode ser "mais justa, sustentável e solidária, ou seja, mais comum". Assim se dirigiu o Papa Francisco aos jovens empresários e economistas que foram os protagonistas do segundo evento mundial da "Economia de Francisco", na tarde deste sábado, ao vivo de Assis e coligados com 40 cidades do mundo inteiro.

A pandemia revelou e amplificou as desigualdades

Em sua mensagem em vídeo no final dos trabalhos, o Papa começou explicando que tinha ouvido falar "das experiências e iniciativas que vocês construíram juntos" e agradeceu aos jovens "pelo entusiasmo com que realizam esta missão de dar uma nova alma à economia". Ele enfatizou que a tragédia da Covid-19 não só "nos revelou as profundas desigualdades que infectam nossas sociedades: ela também as amplificou". E recordou "o grande aumento do desemprego, pobreza, desigualdade, fome" e a exclusão de muitos dos cuidados de saúde necessários.

Não esqueçamos que alguns poucos aproveitaram a pandemia para se enriquecerem e se fecharem na própria realidade. Todo esse sofrimento recai desproporcionalmente sobre nossos irmãos e irmãs mais pobres.

Esquecida a relação de reciprocidade entre nós e a natureza

Francisco falou de numerosas "falhas no cuidado da casa e da família comuns" durante os quase dois anos da pandemia e denunciou que "muitas vezes esquecemos a importância da cooperação humana e da solidariedade global", assim como "a existência de uma relação de reciprocidade responsável entre nós e a natureza".

Não somos proprietários da criação, mas custódios

A Terra nos precede e nos foi dada, lembrou o Pontífice, e "somos administradores dos bens, não proprietários", mas "a economia doente que mata" nasce precisamente "da suposição de que somos proprietários da criação, capazes de explorá-la para nossos próprios interesses e crescimento".

A pandemia nos lembrou este vínculo profundo de reciprocidade; nos recorda que fomos chamados a cuidar dos bens que a criação dá a todos; nos recorda de nosso dever de trabalhar e distribuir esses bens de tal forma que ninguém seja excluído. Finalmente, também nos recorda que, imersos em um mar comum, devemos abraçar a exigência de uma nova fraternidade.

Por uma economia mais justa, sustentável e "comum”

Este, explicou o Papa Francisco aos jovens, é um momento favorável para sentir novamente "que temos uma responsabilidade para com os outros e para com o mundo”, porque "a qualidade do desenvolvimento dos povos e da Terra depende acima de tudo dos bens comuns".

"É por isso que devemos buscar novos caminhos para regenerar a economia na era pós-Covid-19 para que seja mais justa, sustentável e solidária, ou seja, mais comum".

Precisamos de mais processos circulares, para produzir e não desperdiçar os recursos de nossa Terra, formas mais justas de vender e distribuir bens e um comportamento mais responsável quando consumimos.

Vocês são a última geração que pode salvar a Terra

O que também é necessário, continuou Francisco, é "um novo paradigma integral" para formar as novas gerações de economistas e empresários ao "respeito pela nossa interconectividade com a Terra". Isto é o que, reconhece o Papa, está sendo feito na "Economia de Francisco", assim como em muitos outros grupos de jovens. Mas não resta muito tempo: "Hoje nossa Mãe Terra geme e nos adverte que estamos nos aproximando de limiares perigosos". E vocês, disse o Pontífice aos jovens, "sejam talvez a última geração que pode nos salvar: eu não estou exagerando". Precisamos de "sua criatividade e resiliência" para "corrigir os erros do passado e nos conduzir a uma nova economia mais solidária, sustentável e inclusiva".

Esta missão da economia, entretanto, inclui a regeneração de todos os nossos sistemas sociais: inculcando os valores da fraternidade, da solidariedade, do cuidado com nossa Terra e com os bens comuns em todas as nossas estruturas, poderíamos enfrentar os maiores desafios de nosso tempo, da fome e desnutrição à distribuição equitativa das vacinas anti-Covid-19. Devemos trabalhar juntos e sonhar em grande.

Economistas que vivem o Evangelho nas empresas e mercados

A última tarefa do Papa aos jovens economistas e empresários é "lançar-se com criatividade na construção de novos tempos, sensíveis à voz dos pobres" e comprometidos em incluí-los "na construção de nosso futuro comum". Porque hoje existe a necessidade de "uma nova geração de economistas que vivem o Evangelho dentro das empresas, escolas, fábricas, bancos, dentro dos mercados". Novos mercantes "que Jesus não expulsa do templo, porque são seus amigos e aliados de seu Reino". E que levem ao mundo, à Igreja e a outros jovens "a profecia e a beleza" da qual são capazes.

"Vocês não são o futuro, vocês são o presente". Outro presente. O mundo precisa da coragem de vocês. Agora".

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Quem busca Deus o encontra nos pequenos e necessitados, diz Papa

“Jesus, fazendo o gesto de abraçar uma criança, identificou-se com os pequenos”. Foi o que disse o Papa Francisco na sua alocução que precedeu a oração mariana do Angelus deste domingo, 3.

Destacando o Evangelho do dia, o Pontífice afirmou aos fiéis reunidos na Praça São Pedro que é possível notar uma reação bastante incomum de Jesus: ele está indignado.

O que é mais surpreendente, observou o Santo Padre, é que a indignação de Jesus não é causada pelos fariseus – que o testam com perguntas sobre a legalidade do divórcio. A indignação é por seus discípulos que, para protegê-lo da multidão, repreendem algumas crianças que são levadas a Ele.

Em outras palavras, o Papa comentou que o Senhor não está zangado com aqueles que discutem com Ele. Ele está zangado com aqueles que, a fim de aliviá-lo da fadiga, distanciam d’Ele as crianças. “Por quê?”, perguntou Francisco.

“Recordamos – era o Evangelho de dois domingos atrás – que Jesus, ao fazer o gesto de abraçar uma criança, identificou-se com os pequenos: ele ensinou que são precisamente os pequenos, ou seja, aqueles que dependem dos outros, que estão e são necessitados, e que não podem retribuir, que devem ser servidos por primeiro”, respondeu.

Deste modo, o Santo Padre sublinhou: “Aqueles que buscam a Deus o encontram ali, nos pequenos, nos necessitados: não só de bens, mas de cuidados e conforto, como os doentes, os humilhados, os prisioneiros, os imigrantes e os encarcerados. Ele está ali. É por isso que Jesus está indignado: todo insulto feito a um pequeno, a uma pessoa pobre, a uma pessoa indefesa, é feito a Ele”.

Novidade

O Papa Francisco destacou em seguida que hoje o Senhor retoma este ensinamento e o completa. De fato, ele acrescenta: “Quem não acolher o Reino de Deus como o acolhe uma criança, não entrará nele”.

“Eis a novidade: o discípulo não deve servir apenas aos pequenos, mas reconhecer-se, ele mesmo, pequeno. Saber-se pequeno, saber-se necessitado de salvação, é indispensável para acolher o Senhor. É o primeiro passo para nos abrirmos a Ele. Mas muitas vezes esquecemos disso”.

Reconhecer-se pequeno

Na prosperidade, disse Francisco no bem-estar, todos têm a ilusão de serem autossuficientes, de serem suficientes a si mesmos, de não precisarem de Deus. Isto é um engano, porque cada um é um ser necessitado, um ser pequeno, destacou.

“Na vida, reconhecer-se pequeno é o ponto de partida para se tornar grande. Se pensarmos nisso, crescemos não tanto com base nos sucessos e nas coisas que temos, mas sobretudo nos momentos de luta e fragilidade. Ali, na necessidade, amadurecemos; ali abrimos nosso coração a Deus, aos outros, ao sentido da vida”.

O Santo Padre sublinhou que “quando nos sentimos pequenos diante de um problema, de uma cruz, de uma doença, quando sentimos cansaço e solidão, não devemos desanimar.

“A máscara da superficialidade está caindo e nossa radical fragilidade radical está reemergindo: é a nossa base comum, nosso tesouro, porque com Deus as fragilidades não são um obstáculo, mas uma oportunidade”. Uma bonita oração seria esta disse o Papa: “Senhor, olha para minhas fraquezas…” e enumrá-las diante d’Ele. Esta é uma boa atitude diante de Deus”.

Na verdade, prosseguiu o Santo Padre, é precisamente na fragilidade que se descobre o quanto Deus cuida de todos. O Evangelho deste domingo diz que Jesus é mais terno com os pequenos: “tomando-os em seus braços, abençoou-os, impondo-lhes suas mãos”.

Na fragilidade, experimentar o amor de Deus

Francisco disse em seguida que contradições, situações que revelam fragilidade são ocasiões privilegiadas para experimentar o amor de Deus. “Quem reza com perseverança sabe bem: em momentos de escuridão ou solidão, a ternura de Deus para conosco torna-se – por assim dizer – ainda mais presente. Isso nos dá paz, nos faz crescer”.

Em oração, sublinhou o Pontífice, o Senhor mantém homens e mulheres próximos de Si, como um pai com seu filho. “É assim que nos tornamos grandes: não na ilusória pretensão de nossa autossuficiência, mas na força de colocar toda a esperança no Pai. Assim como fazem os pequenos”.

O Papa concluiu exortando os fiéis a pedirem à Virgem Maria uma grande graça, a da pequenez: ser crianças que confiam no Pai, certos de que Ele não deixa de cuidar de todos.

 

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A diversidade é riqueza, nunca se deve tornar exclusão, afirma o Papa

O Papa Francisco recebeu em audiência, na manhã do sábado, 2, na Sala Clementina, uma delegação da Associação “Fé e Luz”, por ocasião do jubileu dos 50 anos do Movimento, uma oportunidade, disse o Papa no seu discurso, de olhar para o futuro, para a missão que o Espírito Santo ainda vos confia e para os frutos que a Igreja ainda espera da vocação e missão que recebeu do Senhor.

Desde a peregrinação a Lourdes na Páscoa de 1971 para a qual foram convidadas pessoas com deficiência mental, as suas famílias e muitos amigos, passaram 50 anos, prosseguiu Francisco, e a partir daquele momento, teve início a experiência de “Fé e Luz”, ou seja, o nascimento das comunidades, nas quais se celebra a alegria, a reconciliação e a comunhão recíproca:

“Assim, a luz e a força do Senhor ressuscitado deram esperança a muitas pessoas que se sentiam excluídas e rejeitadas, às vezes mesmo na Igreja”.

E desde então, ressaltou ainda Francisco, o Espírito Santo tem acompanhado o caminho do Movimento e surgiram muitas comunidades “Fé e Luz” em muitos dos cinco Continentes, levando uma mensagem de amor e acolhimento:

Esta mensagem é o coração do Evangelho! E nos recorda que cada pessoa, mesmo e sobretudo a mais pequena e frágil, é amada por Deus e tem um lugar na Igreja e no mundo, enfatizou o Papa:

“É o “evangelho da pequenez”, como nos recorda São Paulo quando na Carta aos Coríntios escreve: “… Deus escolheu o que é fraco para o mundo, para confundir os fortes; o que é desprezado pelo mundo, o que é nada para o mundo, para reduzir a nada as coisas que existem, para que ninguém se glorie diante de Deus”.

A presença de “Fé e Luz” foi e é uma profecia, enfatizou ainda Francisco, pois muitas vezes as pessoas mais frágeis são descartadas, consideradas inúteis:

“A vossa profecia hoje é ainda mais importante, para combater a cultura do descarte e recordar a todos que a diversidade é uma riqueza e que nunca se deve tornar motivo de exclusão e de discriminação”.

E são precisamente as pessoas mais frágeis que se tornam fonte de reconciliação, porque nos chamam a todos para um caminho de conversão, frisou Francisco.

E a propósito dos muitos que ainda hoje, na Igreja e no mundo, na pequenez e na fragilidade são esquecidos e excluídos, Francisco sublinhou:

“Encorajo-vos a levar para frente, com a força do Espírito Santo, a vossa presença acolhedora; que as vossas comunidades sejam sempre lugares de encontro, promoção humana e de festa para todos os que ainda se sentem marginalizados e abandonados … e um sinal de esperança, para que ninguém se feche em si mesmo, na tristeza e no desespero.

E ainda um convite do Papa Francisco a adoptar o estilo evangélico do fermente dentro das comunidades cristãs, sem se isolar nem fechar-se mas participando na vida da Igreja nas Paróquias e nos Bairros, levando a esperança e testemunhando a opção de Deus pelos últimos, os pequeninos, os excluidos, e sendo sempre instrumentos de reconciliação e paz, sobretudo onde existem conflitos e divisões.

No emblema ou logotipo do Movimento, tem um barco no mar agitado, observou Francisco a terminar, nesta pandemia estamos todos no mesmo barco, e acrescentou:

“Confirmo-vos no vosso empenho: ser, nas tempestades que as pessoas e as famílias vivem, um pequeno barco onde todos possam encontrar lugar, na certeza de que neste mesmo barco está o Senhor Jesus”.

Que o sol da fé e da esperança, que nasce das nuvens dos nossos medos e das nossas inseguranças, vos acompanha sempre no caminho que ainda vos espera, concluiu Francisco concedendo a todos a sua bênção e pedindo, por favor para que não nos esqueçamos de rezar por ele.

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Catedral inicia as Festividades da Padroeira com a Novena

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Catedral) inicia as celebrações das Festividades da Padroeira com a Novena de Nossa Senhora Aparecida no próximo domingo (3/10). 


A Novena será realizada nos noves dias que antecedem o Dia da Padroeira, 12 de outubro, sendo que no dia 11 a Missa será presidida pelo bispo diocesano, Dom Moacir Aparecido de Freitas, que nesta data completará cinco anos de ordenação episcopal. 


No dia 12 de outubro, Dia da Padroeira, as celebrações iniciam logo cedo com a Santa Missa pelas Crianças às 9h. Um pouco mais tarde, às 12h, será celebrada a Consagração Solene a Nossa Senhora Aparecida. Ainda no dia 12, serão celebradas Missas Solenes de Nossa Senhora Aparecida às 17h e 19h.


Devido a pandemia nesse ano também não será celebrada a Quermesse.

Resumo das celebrações:

12/10 – Celebrações da Padroeira

9h00: Missa pelas Crianças

12h00: Consagração Solene a Nossa Senhora

17h00: Missa Solene Nossa Senhora da Conceição Aparecida

19h00: Missa Solene Nossa Senhora da Conceição Aparecida

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Mês das Missões

O mês de outubro começa com a comemoração de Santa Teresinha do Menino Jesus, que é reconhecida pela Igreja, como a padroeira das missões. A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz, que leva aos mais necessitados a misericórdia que vem do Senhor. Deus que é Pai das Misericórdias, enviou o seu próprio Filho para evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça e levar a salvação a todos os povos.

O Mês das Missões deve lembrar a cada um de nós, que é missão de todo batizado ser evangelizador. Não é cristão de verdade quem não fala de Cristo e da Igreja. O Batismo nos faz membros do Corpo de Cristo, a Igreja, e assim, participantes de Sua Missão de salvar o mundo, levando-o para Deus, por meio da vivência dos ensinamentos de Jesus.

Outubro também é o mês de Nossa Senhora, a mais santa de todas as mulheres. Falando tão pouco e de modo tão suave, ela dizia tudo no silêncio de seu coração. Nossa mãe Maria quer os cristãos unidos e solidários como uma grande família… Quem medita e conhece o Evangelho sabe que Jesus e Maria nutriam especial predileção pelo silêncio, pelos lugares desertos. Silêncio é terapia, calmante, reconforto, reabastecimento psicológico, físico e espiritual.

Uma Igreja em missão é de responsabilidade de todo cristão. Deixe que o Senhor te guie!

Ser missionário é assumir a graça recebida a partir do Sacramento do Batismo. Nossa identidade como Igreja se dá em sermos Discípulos-Missionários de Jesus Cristo, conforme, nos lembra, o Documento de Aparecida, assim, seremos a “Igreja da atração” – a serviço da vida. O mês de outubro na Igreja se caracteriza como o mês missionário, recordando esta tarefa evangelizadora como marca do cristão. O Papa Francisco, logo no início do seu pontificado, convocou toda a Igreja a viver num estado permanente de missão, isto é, ser a “Igreja em Saída”, que promove a cultura do encontro, cura as feridas, vai às periferias, aos campos, lugares que não se conhece a Alegria do Evangelho.

Discipulado e missão são inseparáveis! À luz da Palavra de Deus e através de sua leitura orante estaremos abertos ao Espírito que age em nós e nos envia formando um povo em comunhão. Hoje, é necessário um novo impulso na atividade missionária da Igreja para enfrentar o desafio de anunciar Jesus morto e ressuscitado.

Chegar às periferias, aos ambientes humanos, aos ambientes culturais e religiosos ainda alheios ao Evangelho: nisto consiste o que chamamos missio ad gentes. E recordar que o coração da missão da Igreja é a oração.
Neste mês missionário, rezemos para que o Espírito Santo suscite uma nova primavera missionária para todos os batizados e enviados pela Igreja de Cristo.

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Padre Gilmar completará 10 anos a frente de nossa paróquia

No próximo dia 26 de outubro, o padre Gilmar Antonio Fernandes Margotto completa 10 anos à frente da Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Em celebração presidida pelo bispo diocesano, Dom Paulo Mendes Peixoto, no dia 26 de outubro de 2011, o Padre Gilmar tomava posse como pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida após o falecimento do saudoso Padre Edemur José Alves. 

Nestes 10 anos o padre Gilmar cativou a todos os paroquianos com sua dedicação e amor pelo povo de Deus. Como destaque de seu trabalho estão a reorganização territorial, reforma do Salão e Secretaria Paroquial, das sacristias, construção do Centro de Eventos, volta das badaladas do relógio, instalação dos vitrais, celebração dos sacramentos, Missa em todos os dias da semana, comemoração dos 70 anos da paróquia, transmissão da missa pela internet, criação da Web Rádio e Web TV, entre outros. Além disso, Padre Gilmar atuou incansavelmente na Comissão de Criação da Diocese de Votuporanga desde 2010 e desde 2016, com a instalação da nova diocese, o sacerdote tornou-se o Cura da Catedral. 

Padre Gilmar, somos gratos a Deus por tê-lo como nosso pároco e pedimos ao nosso Divino Mestre que te cumule de muitas graças e bençãos dos céus. 

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Saudade: 45 anos do falecimento do Frei Arnaldo

Celebramos no próximo dia 12 de outubro, os 45 anos de falecimento do Frei Arnaldo Maria de Itaporanga, vítima de um acidente automobilístico no trevo de Nhandeara, quando vinha para Votuporanga participar das festividades da padroeira. O saudoso frei foi vigário cooperador da Paróquia Nossa Senhora Aparecida por 13 anos, tendo desempenhado um maravilhoso trabalho pastoral e cativando a todos. Fica nos a lembrança do saudoso frei corintiano e que amava a Votuporanguense.

Frei Arnaldo Figueiredo (José Castilho) nasceu em Itaporanga aos 4 de abril de 1928. Entrou para o Seminário São Fidélis aos 23 de janeiro de 1946. Vestiu o hábito aos 5 de janeiro de 1949, tendo como Mestre Frei Epifânio Menegazzo. Ordenado sacerdote aos 19 de fevereiro de 1956, concluiu os estudos no final desse ano.
Seu primeiro campo de apostolado foi Votuporanga, já em janeiro de 1957. Ali granjeou a estima e a amizade de toda a população, sendo bastante querido, especialmente da colônia japonesa. Soube viver intensamente, sempre jovial, alegre, simpatizante dos esportes – especialmente do futebol – e também zeloso no apostolado. Generoso, mão aberta, expansivo, não se deixava prender por muitas normas ou etiquetas. Queria ver todos felizes e alegres; onde estivesse, era sempre o centro das brincadeiras, recordando aventuras dos tempos idos e das “tramas” para fugir à austera disciplina dos rigorosos tempos de estudante.
Em janeiro de 1969, com grande tristeza dos votuporanguenses, foi transferido para Ilha Solteira (SP), onde, igualmente, conquistou a todos.
Aos 12 de outubro de 1976, quando ia de Ilha Solteira para a estimada Votuporanga a fim de pregar na festa da Senhora Aparecida, padroeira local, seu carro, dirigido por Frei Ludovico Sesso foi colhido por um ônibus no Km. 509 da Rodovia Feliciano S. Cunha, no trevo de Nhandeara. Teve morte instantânea, enquanto Frei Ludovico ainda sobreviveu por algumas semanas. Mais de 5 mil pessoas participaram do funeral de Frei Arnaldo, quando houve missa concelebrada por inúmeros sacerdotes em Votuporanga, onde foi sepultado a pedido da população.

 

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Dom Moacir completará 5 anos de ordenação episcopal

No próximo dia 11 de outubro, Dom Moacir Aparecido Freitas, bispo diocesano de Votuporanga, celebrará cinco anos de sua Ordenação Episcopal. A data será comemorada com a Santa Missa na Catedral no dia 11/10 às 19h.

A celebração foi realizada na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus de Ibitinga em 11 de outubro de 2016, tendo iniciado às 19h30 e foi presidida por Dom Paulo Cezar Costa (ordenante principal), bispo de São Carlos, e teve como ordenantes Dom Airton José dos Santos, arcebispo de Campinas, e Dom Moacir Silva, arcebispo de Ribeirão Preto. A Santa Missa também foi concelebrada por outros 11 bispos, quase cem padres e diáconos. Alguns dias depois, no dia 22 de outubro de 2016, Dom Moacir tomou posse como primeiro bispo de Votuporanga.

Dom Moacir foi nomeado como 1º bispo de Votuporanga pelo Papa Francisco no dia 20 de julho deste ano e na mesma data, foi criada também a nova diocese de Votuporanga. Ele escolheu como lema episcopal: “Verbum panis factum est”, isto é, “A Palavra se fez pão”. Ao explicar sobre a frase escolhida disse: “para mim esse mistério da Encarnação se renova em cada Celebração Eucarística, grande expressão do amor de Deus por nós, bem como nos dá a graça para entender e viver a vontade de Deus no meio dos irmãos e irmãs”. 

Dom Moacir entende que em sua missão na diocese de Votuporanga tem a oportunidade de organizar ações dentro dos princípios e diretrizes da Pastoral da Igreja. Dom Moacir descreve como três características fortes de um bispo: “anunciar Jesus Cristo, santificar o povo de Deus para que a graça Dele se mantenha em nosso meio, e apascentar o povo de Deus em Votuporanga.” 
 

 

 

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Papa Francisco adverte sobre o perigo da surdez do coração

Antes da oração do Ângelus dominical hoje, 5 de setembro, o papa Francisco lamentou que muitas vezes as pessoas não são capazes de escutar, devido à surdez interior, por isso convidou a pedir ao Senhor que cure essa "surdez do coração".

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100 anos da Legião de Maria no mundo

A Legião de Maria comemora 100 anos de fundação, no dia 7 de setembro. O movimento mariano que nasceu em 1921, na Irlanda, chegou ao Brasil em 1951 e, desde então, espalhou-se pelo país. Ao celebrar este centenário, legionários brasileiros se dizem privilegiados e querem deixar um “bom legado” para o futuro.

“É um privilégio celebrar o centenário de um movimento que está espalhado pelo mundo todo. Eu recebi um legado desses cem anos e tenho que deixar um legado para as gerações futuras, para que deem continuidade ao trabalho da Legião”, disse Alcirema Nazaré Almeida Caires, presidente Senatus Maria Imaculada, de Belém (PA).

“Para mim, viver o centenário é uma graça muito grande. Espero que daqui a cem anos os próximos legionários tenham tido um bom exemplo de nós, de perseverança, disciplina e muita devoção e respeito a Maria Santíssima”, afirmou Delma Pacheco Pinto, presidente Senatus Immaculata, de Belo Horizonte (MG).

O Senatus é um organismo que dirige a Legião de Maria em determinada área, podendo ser um país ou, no caso do Brasil que é amplo territorialmente, engloba alguns estados. Acima dele, está o Conselho Central, na Irlanda. Na estrutura do movimento há ainda outros organismos menores sendo que os grupos paroquiais, considerados “a unidade de Legião de Maria”, são o chamado praesidium.

A Legião de Maria foi fundada em Dublin, por Frank Duff. Ao participar da Sociedade de São Vicente de Paulo, Duff se sensibilizou com as necessidades dos pobres e desfavorecidos e percebeu que essas pessoas precisavam de mais do que bens materiais, tinham necessidade de ajuda espiritual. Assim surgiu a Legião de Maria, uma associação católica que tem como objetivo “a glória de Deus pela santidade de seus membros, desenvolvida pela oração e pela cooperação ativa na obra de Maria e da Igreja”, diz em seu site.  Trata-se, portanto, de uma associação de leigos que, sob a proteção e intercessão de Nossa Senhora e com aprovação da Igreja, destina-se à evangelização e à santificação dos homens por meio da oração e do trabalho apostólico ativo.

Segundo padre Fábio Siqueira, diretor espiritual do Senatus Assumpta, do Rio de Janeiro (RJ), Frank Duff foi “pioneiro no protagonismo leigo” e por isso participou como observador leigo do Concílio Vaticano II. “A Legião de Maria surgiu com o objetivo de atender as necessidades pastorais da Igreja, porque naquela época não tinha tanto essas questões de pastorais, do protagonismo dos leigos”, disse. O sacerdote afirmou que os legionários são “leigos engajados que, a partir da vida de oração, atuam na vida da Igreja, colocando-se a serviço do bispo ou do pároco para os trabalhos necessários”.

Alcirema Nazaré contou que, “quando criou a Legião de Maria, Frank Duff queria que fosse baseada no exército romano, que dizia ser o mais obediente aos seus superiores”. Por isso, disse, “a nossa superiora é Maria, a generalíssima”. Trata-se, segundo Delma Pacheco, de “um trabalho de evangelização em nome de Deus, através de Maria”. “Ela é o nosso sustentáculo, é quem guia nossos passos e não nos abandona nunca. Por isso, o primeiro quesito para ser legionário é ter uma devoção profunda por Nossa Senhora”, afirmou Delma, que se disse “privilegiada de fazer parte desse exército”.

Em um discurso aos peregrinos da Legião de Maria no Vaticano, em 1982, o papa São João Paulo II disse que os legionários têm “uma espiritualidade eminentemente mariana, não só porque a legião se orgulha de levar como bandeira desfraldada o nome de Maria, mas sobretudo porque baseia o seu método de espiritualidade e de apostolado sobre o dinâmico princípio de união com Maria, sobre a verdade da participação íntima da Virgem Mãe no plano de salvação”.

Passados cem anos desde a sua fundação, a Legião de Maria “não perdeu sua função da Igreja”, embora atue hoje “em um contexto diferente”, disse padre Fábio Siqueira. “A Legião continua com uma vida de oração onde a devoção mariana é central e os legionários estão à disposição da Igreja para os trabalhos de evangelização necessários”.

Segundo Alcirema Nazaré, “a missão da Legião de Maria é realizada com base em um tripé: oração, reunião e trabalho apostólico”. Delma Pacheco contou que este tripé se constitui em uma “disciplina legionária, com as orações diárias que temos que fazer, a reunião semanal e duas horas de trabalho por semana, que são as visitas a hospitais, asilos, orfanatos, famílias, pessoas doentes, enlutadas”.

Para Delma, essa disciplina permite que ela tenha um “aprendizado constante”. “Quando vamos nos deparando com essas situações, aprendemos a olhar para o outro do jeito que Jesus Cristo nos olha, com amor, misericórdia. Passamos a ver no outro o rosto de Cristo”, afirmou. Para Alcirema Nazaré este tripé legionário é o que a “completa na vida cristã”. “É como presto meu serviço à Igreja. E é através da Legião de Maria que tenho a minha disciplina de oração, as visitas ao Santíssimo Sacramento, a participação na missa e nos sacramentos”.

O padre Fábio Siqueira contou que, ao acompanhar a Legião de Maria como diretor espiritual do Senatus-RJ, experimenta um “crescimento na devoção mariana e reforça o olhar para Maria como modelo de discípula, aberta à Palavra de Deus”. Além disso, afirmou que há um enriquecimento do “aspecto missionário, principalmente ao ver a dedicação e entrega de tantos leigos à Legião de Maria, às vezes abrindo mão de muitas coisas em suas vidas para realizar o trabalho legionário”.

No Brasil, cada organismo que constitui Legião de Maria irá realizar uma programação específica. 

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