Notícias e Artigos Litúrgicos
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Papa Francisco: a oração simples comove Jesus

“Senhor, se queres, tens o poder”. Na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta (16/01), o Papa Francisco comentou o episódio evangélico da cura do leproso e exortou a contemplar a compaixão de Jesus, que veio para dar a vida por nós, pecadores.

Um verdadeiro desafio

O Papa deu destaque à “história simples” do leproso, que pede a Jesus para ser curado. Naquela expressão “se queres”, está a oração, que “chama a atenção de Deus”, e a solução. “É um desafio – afirmou Francisco –, mas é também um ato de confiança. Eu sei que Ele pode e, por isso, me entrego a Ele”. “Mas por que este homem sentiu a necessidade fazer esta oração?”, questionou o Pontífice. Porque via como Jesus agia. Este homem tinha visto a compaixão de Jesus”. “Compaixão”: um “refrão no Evangelho”, que tem os rostos da viúva de Naim, do Bom Samaritano, do pai do filho pródigo.

A compaixão envolve, vem do coração e o leva a possuir algo. Compaixão é ‘sentir com’, tomar o sofrimento do outro sobre si para resolvê-lo, para curá-lo. E esta foi a missão de Jesus. Jesus não veio para pregar a lei e depois foi embora. Jesus veio ‘em compaixão’, isto é, para sentir com e por nós e a dar a própria vida.

Jesus não lava as mãos, mas permanece ao nosso lado

O convite do Papa é para repetir “esta pequena frase”: “Sentiu compaixão”. Jesus – explicou Francisco – “é capaz de se envolver nas dores, nos problemas dos outros porque veio para isso, não para lavar suas mãos e fazer três ou quatro sermões e ir embora”, está sempre ao nosso lado.

“Senhor, se queres, tens o poder de curar-me, tens o poder de perdoar-me; se queres, podes me ajudar”. Ou, se vocês quiserem, pode ser mais longa: “Senhor, sou pecador, tens piedade de mim, tens compaixão, oração simples, que pode ser dita várias vezes por dia. “Senhor eu te peço: tens piedade de mim”. Várias vezes ao dia, a partir do coração, interiormente, sem dizê-lo em voz alta: “Senhor, se queres, tens o poder; se queres, tens o poder. Tens compaixão”, repetir isso.

Uma oração milagrosa

Com a sua oração simples e milagrosa, o leproso conseguiu obter a cura graças à compaixão de Jesus, que nos ama mesmo no pecado.

Ele não sente vergonha de nós. “Oh, padre, eu sou pecador, como poderia dizer isso…” Melhor ainda! Porque Ele veio justamente por nós pecadores e quanto mais pecador você for, mais próximo o Senhor estará de você, porque Ele veio por você, , por mim, pelo maior dos pecadores, por todos nós. Tenhamos o hábito de repetir esta oração, sempre: “Senhor, se queres, tens o poder. Se queres, tens o poder”, com a confiança de que o Senhor está próximo de nós e a sua compaixão tomará sobre si os nossos problemas, os nossos pecados, as nossas doenças interiores, tudo.

Via Vatican News

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Na Secretaria de Estado uma subsecretária mulher: Francesca Di Giovanni

O Papa Francisco nomeou Francesca Di Giovanni, oficial da Secretaria de Estado, como nova Subsecretária da Seção para as Relações com os Estados, responsabilizando-a pelo Setor Multilateral. Francesca Di Giovanni, trabalha há quase 27 anos na Secretaria de Estado, nasceu em Palermo em 1953 e é formada em Direito. Trabalhou no âmbito do setor jurídico-administrativo junto ao Centro Internacional da Obra de Maria (Movimento dos Focolares). Desde setembro de 1993 trabalha como oficial na Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado da Santa Sé. Trabalhou sempre no setor Multilateral, principalmente no que se refere aos temas ligados a migrantes, refugiados, direito internacional humanitário, as comunicações, direito internacional privado, situação da mulher, a propriedade intelectual e o turismo. A partir de hoje a Seção para as Relações com os Estados contará com dois subsecretários: Francesca Di Giovanni e Monsenhor Miros?aw Wachowski, responsável principalmente pelo setor da diplomacia bilateral.

Foi uma surpresa sua nomeação a subsecretária?
Francesca Di Giovanni: Sim, absolutamente! Há muitos anos pensamos na necessidade de um subsecretário para o setor multilateral: um setor delicado e importante que necessita de uma particular atenção, porque tem modalidades próprias, em parte diferentes do âmbito bilateral. Mas pensar que o Santo Padre confiasse este cargo a mim, sinceramente jamais pensei. É um cargo novo e farei de tudo para corresponder a confiança que me foi dada pelo Santo Padre, mas espero não fazê-lo sozinha: gostaria de contar como sempre com a sintonia que até agora caracterizou o nosso grupo de trabalho.

Pode explicar o que é o “setor multilateral”?
Di Giovanni: Em palavras pobres pode-se dizer que se trata das relações com as organizações inter-governamentais em nível internacional e compreende também a rede dos tratados multilaterais, que são importantes porque estabelecem a vontade política dos Estados com relação aos temas ligados ao bem comum internacional: pensemos ao desenvolvimento, ao ambiente, à proteção das vítimas de conflitos, à condição da mulher e assim por diante.

No que consiste o seu trabalho?

Di Giovanni: Continuarei a fazer o meu trabalho anterior dentro da Seção para as Relações com Estados, e agora com este novo cargo, terei a tarefa de coordenar o trabalho deste setor.

A senhora é a primeira mulher a receber um cargo deste nível na Secretaria de Estado…

Di Giovanni: Sim, é verdade, é a primeira vez que uma mulher tem um cargo de direção na Secretaria de Estado. O Santo Padre tomou uma decisão inovadora, certamente, além da minha pessoa, representa um sinal de atenção para com as mulheres. Mas a responsabilidade é mais ligada ao trabalho do que pelo fato de ser mulher.

Na sua opinião, qual é a contribuição específica que uma mulher pode dar neste campo?

Di Giovanni: Recordo-me das palavras do Santo Padre na homilia de 1º de janeiro passado, na qual, segundo a minha opinião, faz um hino ao papel da mulher, dizendo também que “A mulher é doadora e mediadora de paz e deve ser associada plenamente aos processos decisórios. Com efeito, quando é dada às mulheres a possibilidade de transmitir os seus dons, o mundo encontra-se mais unido e mais em paz”. Gostaria de contribuir para que esta visão do Santo Padre possa se realizar, com as outras colegas que trabalham neste setor na Secretaria de Estado, mas também com outras mulheres – e são muitas – que trabalham para construir a fraternidade na dimensão internacional. É importante sublinhar a atenção do Papa para com o setor multilateral, que hoje é colocado em discussão por alguns, mas que tem uma função fundamental na comunidade internacional. Uma mulher pode ter determinadas atitudes para encontrar pontos comuns, cuidar das relações centralizando tudo sempre na unidade. Espero que o fato de ser mulher possa se refletir positivamente nesta tarefa mesmo se são dons que certamente encontro também nos meus colegas de trabalho homens.

No seu recente discurso ao Corpo Diplomático o Papa falou do sistema multilateral, pedindo que seja reformado.
Di Giovanni: A Santa Sé tem também a missão, na Comunidade internacional, de cuidar para que a interdependência entre os homens e as nações se desenvolvam em uma dimensão moral e ética, além das outras dimensões e vários aspectos que as relações adquirem no mundo atual. Devemos sempre, incansavelmente, favorecer o diálogo em todos os níveis, sempre na busca de soluções diplomáticas. Por exemplo, o Papa no seu recente discurso ao Corpo Diplomático recordou, entre outras coisas, dos vários resultados positivos das Nações Unidas, que neste ano celebram 75 anos da sua fundação. Queremos continuar ver as Nações Unidas como um meio necessário para conseguir o bem comum, mesmo se este não nos exime de pedir modificações ou reformas onde sejam necessárias.

Via Vatican News

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Francisco: o essencial da vida é a nossa relação com Deus

Ao celebrar a missa na capela da Casa Santa Marta (17/01), o Papa comentou o trecho de hoje, extraído do Evangelho segundo Marcos, que apresenta um episódio de cura realizada por Jesus a um paralítico.

Jesus está em Cafarnaum e a multidão está reunida em volta dele. Através da abertura feita no teto da casa, algumas pessoas levam a Ele um homem deitado numa maca. A esperança é que Jesus cure o paralítico, mas surpreende a todos dizendo: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. Somente depois ordenará que se levante, pegue a cama e volte para casa.

O Pontífice comentou dizendo que, com as suas palavras, Jesus nos permite ir ao essencial. “Ele é um homem de Deus”, afirmou o Papa: cura, mas não é um curandeiro, ensina, mas é mais do que um mestre, e diante da cena que se apresenta, vai ao essencial:

Olha o paralitico: “Os teus pecados estão perdoados”. A cura física é um dom, a saúde física é um dom que devemos proteger. Mas o Senhor nos ensina ainda que também a saúde do coração, a saúde espiritual precisa ser preservada.

O medo de ir ali onde acontece o encontro com o Senhor

Jesus vai essencial também com a mulher pecadora, de que fala o Evangelho, quando diante do seu choro, diz: “Os teus pecados estão perdoados”. Os outros ficam escandalizados, afirmou o Papa, “quando Jesus vai ao essencial, se escandalizam, porque ali está a profecia, ali está a força”.

Do mesmo modo, “vai, mas não peques mais”, diz Jesus ao homem da piscina que nunca chega em tempo para descer na água para poder curar. À Samaritana que lhe faz tantas perguntas, -“fazia um pouco o papel de teóloga”, disse o Papa – Jesus pergunta do marido. Vai ao essencial da vida. “E o essencial – afirmou Francisco – é a sua relação com Deus. E nós muitas vezes esquecemos disto, como se tivéssemos medo de ir propriamente ali, onde há o encontro com o Senhor, com Deus”. O Papa observou que fazemos tanto por nossa saúde física, trocamos conselhos sobre médicos e remédios, o que é bom, “mas pensamos na saúde do coração?”.

Aqui tem uma palavra de Jesus que talvez nos ajudará: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. Estamos acostumados a pensar neste remédio do perdão dos nossos pecados, dos nossos erros? Nós nos perguntamos: “Eu devo pedir perdão a Deus por alguma coisa?”. “Sim, sim, sim, em geral todos somos pecadores”, e assim a coisa se dilui e perde a força, esta força de profecia que Jesus faz quando vai ao essencial. E hoje Jesus, a cada um de nós, nos diz: “Eu quero perdoar os teus pecados”.

O perdão é o remédio para a saúde do coração

O Papa prosseguiu afirmando que há pessoas que não encontram pecados em si mesmas para confessar, porque “falta a consciência dos pecados”. “Pecados concretos”, “doenças da alma”, “doenças da alma” que devem ser curadas “e o remédio para se curar é o perdão”.

É uma coisa simples, mas que Jesus nos ensina quando vai ao essencial. O essencial é a saúde, toda: do corpo e da alma. Devemos preservar bem a do corpo, mas também a saúde da alma. E devemos ir àquele médico que pode nos curar, que pode perdoar os pecados. Jesus veio para isto, deu a vida por isto.

Via Vatican News

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Como fazer o estudo da Palavra de Deus?

Veja abaixo um roteiro de como fazer o estudo da Palavra de Deus

No Evangelho do semeador o próprio Jesus diz que a semente é a Palavra de Deus. Hoje temos máquinas que fazem semeaduras nos campos, porém, no tempo de Jesus tudo era feito manualmente, lançavam as sementes com as mãos. Nessa passagem Jesus explica o que aconteceu em cada terreno que recebeu a semente. Há vários tipos de terrenos, até mesmo aquele solo duro, pedregoso a semente foi lançada.

Da mesma forma, quando recebemos a Palavra de Deus, nosso coração precisa estar preparado. Pior ainda é quando não lemos a Bíblia, pois, a semente da Palavra não é semeada em nosso coração.

Você sabe muito bem que os bons perfumes estão nos fracos pequenos. Digo a mesma coisa do livro que escrevi “A Bíblia no meu dia a dia”. Temos o costume de querer ler a Bíblia da primeira parte, que é o Gênesis, e quando vai chegando ao terceiro, quarto livros que são Levítico e dos Números começa a complicar, porque a pessoa não entende mais. Por essa razão, muitas pessoas não passam do terceiro livro bíblico. Nesse livreto eu dou uma receita, começando pelo livro de São João, onde está embutida a essência da nossa fé. A partir do livro de São João, a pessoa começa a ser preparada para a ler a Bíblia. Então, a seguir, explico livro por livro.

Como ler a Bíblia

É importante não ter medo de riscar a Bíblia, portanto, use lápis e canetas. Claro, não vamos querer sujar a Bíblia por sujar, mas para a manusear. Se for preciso trocar de Bíblia, adquirir uma nova porque a sua já está muito usada, que beleza! É preciso gastar a sua Bíblia lendo-a ativamente. É bom riscar trechos e palavras para gravar mais ainda no seu coração. O que está escrito no livro do profeta Isaías 21,10, por eu riscar e meditar muito esse versículo, eu já até o gravei: “Ó povo meu, pisado, malhado como o grão, o que aprendi do Senhor dos exércitos, do Deus de Israel, eu te anuncio”. Desde que li essa Palavra na Bíblia e a risquei, ficou gravada no meu coração. É bom estar na memória, mas as passagens bíblicas também devem estar em nosso coração, é por isso que você precisa riscar a sua Bíblia.

Não é apenas uma maneira de falar, mas é a verdade, a Bíblia foi escrita para você! A Palavra é um amor especial de Deus por cada um de nós, não são palavras jogadas, Jesus nos ama demais, de modo especial e único.

Você precisa conhecer a Palavra de Deus, “mastiga-la” e “ruminá-la”, ou seja, meditar o que foi lido.  Se você escrever palavra por palavra do que aprendeu ao meditar, isso ficará gravado em seu coração. E na hora em que a “coisa apertar”, o que virá em seu coração não será a angústia, mas a Palavra de Deus.

Só por isso, vale a pena ler a Palavra de Deus, “mastigar” e “digerir” seu conteúdo dia por dia. Deus quer que você faça isso todos os dias. Mesmo que seja pouco, faça-o! É o mesmo que aconteceria se a pessoa não quisesse mastigar por preguiça: ela já estaria condenada à morte. A pessoa que tem anorexia deixa de comer, vai ficando desnutrida até ficar muito doente ou morrer. Assim é com a Palavra de Deus, você não pode deixar de ler, porque ela é alimento necessário, sólido para todos os dias. A Palavra de Deus esta aí para salvá-lo continuamente. Não seja preguiçoso! É preciso “mastigar”, não só “engolir” o ensinamento da Palavra de Deus.

Roteiro de leitura bíblica

Apresento a você um roteiro muito concreto a seguir, quando ler a Palavra de Deus:

Promessas de Deus

Se você não sabe das promessas de Deus para sua vida, como vai saber que estão se cumprindo? Precisamos saber quais são e buscá-las na hora certa. Quantas pessoas “morrem na praia” angustiadas porque não sabem das promessas de Deus?

Uma Bíblia, grossa como a nossa, é cheia de promessas de Deus. Se você não as conhece é porque não lê.

É muito fácil identificá-las, são coisas que Deus promete:

Jo 1, 12: “A todos aqueles que o receberam, aos que crêem em seu nome, deu o poder de ser tornar filhos de Deus”.

Mt 18,20: “Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou no meio deles”.

Lc 11,13: “Se vós que sois mais sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai Celestial dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem”.

Ef 6,8: “E estais certos de que cada uma receberá do Senhor a recompensa do bem que tiver feito”.

A Bíblia está repleta de promessas de Deus. Veja bem: são promessas de um Deus fiel que sempre cumpre a palavra dada a seus filhos. Podemos confiar nas promessas de Deus; podemos correr riscos por elas: Deus não falha. Por isso, vale a pena conhecer as promessas que Ele nos faz. E, o que é mais importante, devemos gravá-las em nossa mente e em nosso coração. Assim, anote diariamente as promessas de Deus que encontrar na leitura.

Nem sempre vamos encontrar promessas divinas nos trechos que lermos. Se não as encontrarmos, nada teremos que anotar. Contudo, são tantas as promessas de Deus que encontraremos muitas, e com frequência. Eis alguns exemplos;

Ordens de Deus

Também temos as ordens de Deus e as leis que as regem nas Sagradas Escrituras. Há várias leis que precisamos seguir. Por exemplo,  você não vai colocar um aparelho que é de 110 volts na tomada de 220 volts. Quanta gente se estragando e estragando a vida de muita gente, porque não segue o “manual” [da Palavra de Deus]. Deus tem ordens e mandamentos que não são pesados. Você precisa conhecer a Palavra de Deus e suas ordens. Se sua vida está uma desordem é porque você não conhece as ordens de Deus para ela.

Deus, que é Pai, tem prescrições claras para nortear a nossa vida. Ele manda, prescreve, proíbe, ordena; tudo para nos conduzir como filhos muito amados. Seguir seus mandamentos, obedecer-lhe as ordens, é o segredo da vida. É do nosso interesse, portanto, conhecer e guardar as ordens que Deus nos dá. Tal como acontece com as promessas, as ordens de Deus são abundantes na Bíblia, embora não as encontremos no seu Diário. É bem simples distingui-las. Alguns exemplos:

Jo 13,34 : “Amais-vos uns aos outros como vos tenho amado”

Mt 5,37: “Dizei somente sim se é sim, e não se é não”.

Mc 16, 15: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura”.

Lc 6,27-28: “Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai aos que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam”.

Em geral,  o verbo no imperativo (dai, fazei, ide, buscai, recebei, perdoai, sede) é sinal de uma ordem.

Princípios eternos 

Os princípios do Reino bem poderia chamar-se “Leis do Reino de Deus”. Não os denominamos assim para não confundi-los com ordens ou mandamentos.  Mas os princípios são leis que governam o Reino de Deus, ou seja, no Reino, as coisas funcionam dessa maneira.

Neste mundo, tudo é regido por leis: os astros, os minerais, as plantas, a eletricidade, o corpo humano etc. As leis são princípios imutáveis que determinam o modo de ser de cada uma dessas coisas. O cientista precisa conhecer os princípios que regem a sua ciência. O Reino de Deus também é também regido por princípios eternos, imutáveis, leis permanentes. O Reino de Deus funciona da maneira descrita nesses princípios. Deus quer revelar aos seus filhos os segredos do Reino, os mistérios do mundo sobrenatural.

Alguns exemplos:

Lc 6,36: “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados, perdoai e sereis perdoados”. É assim que funciona no Reino de Deus.

Lc 18,14: “Todo aquele que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”. Queiramos ou não, é assim que funciona o Reino de Deus.

Tito 1,15: “Porque nada trouxemos a este mundo, como tampouco nada poderemos levar”.

“O que Deus está dizendo para mim hoje?”

Se você está acostumado a digitar, digite. Mas é muito importante escrever, você o assimila melhor. Fazer o diário espiritual exige esforço. Até você ler com lápis ou caneta o ajuda a não dormir, pois, o estudo é feito de forma mais ativa.

Anote a mensagem todos os dias. Não deixe que ela se perca. Faça anotações bem pessoais, com suas próprias palavras. Seja simples, nada de complicações.

Como colocar o estudo Bíblico em prática

Depois de achar as promessas, as ordens e os princípios eternos, você vai escrever no seu diário espiritual, feito com a leitura da Palavra, a seguinte pergunta: “Como vou colocar isso em prática?”. E então a Bíblia vai ser “digerida” e “assimilada” por você. Eu digo que esse livro “A Bíblia no meu dia a dia” é um livro de receita.

Eu sei que existem outros métodos, mas eu lhe apresento esse. É preciso ler a Palavra, mas só isso não basta! É preciso “ruminar” e se alimentar dos ensinamentos dela. Eu sou resultado desse método da Bíblia no meu dia a dia. Graças a Deus, eu conheço as promessas de Deus e me arrisco nelas na fé. Da mesma forma, tento seguir as ordens afinco. Os princípios bíblicos não mudam.

Veja mais dicas de como achar as promessas de Deus, ordens e os princípios eternos:

Não podemos ser indiferentes aos ensinamentos da Palavra de Deus. Se cada um varresse a frente da sua casa, a nossa rua ficaria limpa. Se a nossa rua está suja é porque não a estamos limpando. Não adianta a prefeitura vir limpar, é preciso que cada um tome a atitude de fazer isso. Da mesma forma, essa graça não se faz apenas com bons propósitos, mas se faz com a leitura e a vivência da Palavra de Deus.

Infelizmente, o nosso Cristianismo e o nosso Evangelho, muitas vezes, são vividos como verniz, os vivemos só por cima, sem penetração e sem profundidade. Nós precisamos de substância. A Palavra de Deus precisa estar encarnada em nossa vida, assimilada em nós. A sua vida precisa ser evangelizada, e a partir daí a sua mente, o seu coração, sua vontade e os seus atos devem sê-lo também. Desse modo, você vai começar a viver a transparência e a justiça.

Quando se começa com algo errado, todos as outras coisas vêm atrás. Veja a questão da sexualidade. Nós precisamos ser pessoas que, possuídas pela Palavra, vamos nos tornando homens e mulheres novos.

Eu peço que o Senhor lhe dê um batismo da Palavra de Deus. Que lhe dê o gosto pela leitura da Palavra. E Jesus lhe diz: “Guarda a minha Palavra, íntegra e irrepreensível até a minha segunda vinda!”.

Transcrição e adaptação: Jakeline Megda D’Onofrio

Pregação “A Bíblia foi escrita para você” de monsenhor Jonas.

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A Bíblia deve ser lida e interpretada conforme o Espírito que a inspirou

O documento do Concílio Vaticano II, Dei Verbum, orienta como a Bíblia deve ser lida. “Deus, na Sagrada Escritura, falou por meio de homens e de modo humano: ‘deve o intérprete da Sagrada Escritura, para bem entender o que Deus nos quis transmitir, investigar atentamente o que foi que os hagiógrafos, de fato, quiseram dar a entender e, por suas palavras, aprouve a Deus manifestar’.”

Para descobrir a intenção dos hagiógrafos, devem-se levar em conta, entre outras coisas, também os “gêneros literários”, pois a verdade é apresentada e expressa de maneira bem diferentes nos textos, de um modo ou outro históricos, proféticos ou poéticos, bem como em outras modalidades de expressão. Ora, é preciso que o intérprete pesquise o sentido que, em determinadas circunstâncias, o hagiógrafo, conforme a situação de seu tempo e de sua cultura, quis exprimir e exprimiu por meio de gêneros literários então em uso. Pois, para corretamente entender aquilo que o autor sacro haja intencionado afirmar por escrito, é necessário levar devidamente em conta tanto as nossas maneiras comuns e espontâneas de pensar, falar e contar, as quais já eram correntes no tempo do hagiógrafo, como a que costumavam empregar-se no intercâmbio humano daquelas eras.

Ler a Sagrada Escritura conforme a Igreja nos ensina

Sagrada Escritura deve ser também lida e interpretada naquele mesmo Espírito em que foi escrita, e para bem captar os sentidos dos textos sagrados, deve-se atender com não menor diligência ao conteúdo e à unidade de toda a Escritura, levada em conta a Tradição viva da Igreja toda e a analogia da fé. Cabe aos exegetas trabalhar esforçadamente dentro dessas diretrizes para mais aprofundadamente entender e expor o sentido da Sagrada Escritura, a fim de que, por seu trabalho, de certo modo, amadureça o julgamento da Igreja. Pois tudo o que concerne à maneira de interpretar a Escritura, está sujeito, em última instância, ao juízo da Igreja, que exerce o mandato e o ministério divino de guardar e interpretar a Palavra de Deus”(n.12).

Devemos compreender que a Bíblia é a Palavra de Deus escrita para os homens e pelos homens; logo, ela apresenta duas faces: a divina e a humana. Logo, para poder interpretá-la bem é necessário o reconhecimento da sua face humana, para depois, compreender a sua mensagem divina.

A importância de uma boa tradução

Não se pode interpretar a Sagrada Escritura só em nome da “mística”, pois, muitas vezes, podemos ser levados por ideias religiosas pré-concebidas, ou mesmo podemos cair no subjetivismo. Por outro lado, não se pode querer usar apenas os critérios científicos (linguística, arqueologia, história); é necessário, após o exame científico do texto, buscar o sentido teológico.

A Bíblia não é um livro caído do céu, ela não foi ditada mecanicamente por Deus e escrita pelo autor bíblico (=hagiógrafo), mas é um livro que passou pela mente de judeus e gregos, numa faixa de tempo que vai do séc. XIV a.C. ao século I d.C. Por causa disso, é necessário usar uma tradução feita a partir de originais e com seguros critérios científicos.

Livro humano-divino

Os escritos bíblicos foram inspirados a certos homens, isto é, o Espírito Santo iluminou a mente do hagiógrafo a fim de que ele, com sua cultura religiosa e profana, pudesse transmitir uma mensagem fiel à vontade de Deus. A Bíblia é, portanto, um livro humano-divino, todo de Deus e todo do homem, ela transmite o pensamento do Senhor, mas de forma humana. É como o Verbo encarnado, Deus e homem verdadeiro. É importante dizer que a inspiração bíblica é estritamente religiosa, isto é, não devemos querer buscar verdades científicas na Bíblia, mas verdades religiosas, que ultrapassam a razão humana: o plano da salvação do mundo, a sua criação, o sentido do homem, do trabalho, da vida, da morte etc.

A Sagrada Escritura e as ciências

Não há oposição entre a Bíblia e as ciências naturais; ao contrário, os exegetas (estudiosos da Bíblia) usam das línguas antigas, da história, da arqueologia e outras ciências para poder compreender melhor o que os autores sagrados quiseram nos transmitir.

Mas é preciso ficar claro que a revelação de Deus, por meio da Bíblia, não tem uma garantia científica de tudo o que nela está escrito. É inútil pedir à Bíblia uma explicação dos seis dias da criação, ou da maneira como podiam falar os animais, como no caso da jumenta de Balaão. Esses fatos não são revelações, mas tradições que o autor sagrado usou para se expressar.

A própria história contida na Bíblia não deve ser tomada como científica. O que importa é a “verdade religiosa” que Deus quis revelar, e que, às vezes, é apresentada embutida em uma parábola, ou outra figura de linguagem.

Critérios

O Concilio Vaticano II indica três critérios para uma interpretação da Escritura conforme o Espírito que a inspirou:

1. Prestar muita atenção “ao conteúdo e à unidade da Escritura inteira”. Por mais diferentes que sejam os livros que a compõem, a Escritura é una em razão da unidade do projeto de Deus, do qual Cristo Jesus é o centro e o coração, aberto depois de Sua Páscoa.

2. Ler a Escritura dentro “da Tradição viva da Igreja inteira”. Como ensinaram os padres da Igreja, “a Sagrada Escritura está escrita mais no coração da Igreja do que nos instrumentos materiais”. Com efeito, a Igreja leva em sua Tradição a memória viva da Palavra de Deus, e é o Espírito Santo quem lhe dá a interpretação espiritual da Escritura.

3. Estar atento à “anagogia da fé”, isto é, à coesão das verdades da fé entre si e no projeto total da Revelação.

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Interpretar a Palavra de Deus com docilidade, sem soberba, pede Papa

Ser dóceis à Palavra de Deus, que é sempre novidade. Esta é a exortação do Papa na missa desta sexta-feira, 20, celebrada na Casa Santa Marta. Refletindo sobre a primeira leitura, Francisco se concentrou na rejeição “por parte de Deus” de Saul como rei, “profecia” confiada a Samuel.

O pecado de Saul, explicou o Pontífice, foi a falta de docilidade à Palavra de Deus, pensando que a própria “interpretação” da mesma era “mais correta”. “É a medula do pecado contra a docilidade”, esclareceu o Santo Padre. O Papa recorda que o Senhor havia dito a Saul para não tirar nada do povo que havia sido derrotado, mas isso não aconteceu:

“Quando Samuel vai repreendê-lo da parte Senhor, ele diz, explica: ‘Mas, veja, havia bois, havia tantos animais gordos, bons, e com eles fiz um sacrifício ao Senhor’. Ele não colocou nada no bolso, os outros sim. De fato, com essa atitude de interpretar a Palavra de Deus como lhe parecia, permitiu que os outros colocassem algo dos espólios nos bolsos. Os passos da corrupção: se começa com uma pequena desobediência, uma falta de docilidade e se vai em frente, em frente, em frente”.

Depois de ter exterminado os Amalequitas, o povo retirou do espólio pequenos e grandes animais, primícias do que é dedicado ao extermínio, para sacrificar ao Senhor, observou Francisco. É Samuel quem recorda como o Senhor prefere obediência à voz de Deus aos holocausto e sacrifícios, esclarecendo a hierarquia de valores: é mais importante ter um “coração dócil” e “obedecer”, antes que “fazer sacrifícios, jejuns, penitências”, destacou o Pontífice.

O pecado da falta de docilidade, prosseguiu Francisco, está precisamente naquele preferir aquilo que penso e não o que ordena o Senhor. De acordo com o Santo Padre, quando homens e mulheres se rebelam contra a vontade do Senhor, não são dóceis, é como se cometessem um pecado de adivinhação. “Como se, mesmo dizendo acreditar em Deus, fosse a uma cartomante para ler as mãos por segurança. O não obedecer ao Senhor, a falta de docilidade, é como uma adivinhação”, esclareceu.

Segundo o Pontífice, quando alguém se obstina diante da vontade do Senhor, é um idolatra, porque prefere o que  pensa, aquele ídolo, à vontade do Senhor. E esta desobediência a Saul custou o reino, porque rejeitou a Palavra do Senhor, e o Senhor o rejeitou como rei, ponderou o Papa. Tal ato, incentiva os cristãos a pensarem um pouco sobre a docilidade:

“Muitas vezes nós preferimos as nossas interpretações do Evangelho ou da Palavra do Senhor ao Evangelho à Palavra do Senhor. Por exemplo, quando nós caímos nas casuísticas, nas casuísticas morais… Esta não é a vontade do Senhor. A vontade do Senhor é clara, está nos mandamentos, na Bíblia e a mostra o Espírito Santo dentro do seu coração. Mas quando eu fico obstinado e transformo a Palavra do Senhor em ideologia sou um idolatra, não sou dócil. A docilidade, a obediência”.

Citando o Evangelho, Francisco recordou que os discípulos eram criticados porque não jejuavam. “É o Senhor que explica que não se deve remendar um vestido velho com um pedaço de tecido cru, porque se corre o risco de piorar o rasgo. E que não se deve colocar vinho novo em odres velhos, para não quebrar os odres, perdendo tudo: portanto, vinho novo em odres novos”.

“A novidade da Palavra do Senhor – porque a Palavra do Senhor sempre é novidade, nos leva sempre avante – vence sempre, é melhor do que tudo. Vence a idolatria, vence a soberba e vence esta atitude de ser demasiado seguro de si mesmo, não pela Palavra do Senhor, mas pelas ideologias que eu fiz em volta da Palavra do Senhor. Há uma frase de Jesus muito boa que explica tudo isso e que a traz de Deus, do Antigo Testamento: ‘Quero misericórdia e não sacrifícios’”.

Ser um bom cristão significa então ser dócil à Palavra do Senhor, ouvir o que o Senhor diz sobre a justiça, sobre a caridade, sobre o perdão, sobre a misericórdia e não ser incoerentes na vida, usando uma ideologia para poder ir avante, alertou o Santo Padre. É verdade, acrescentou o Papa, que a Palavra de Deus às vezes coloca homens e mulheres em dificuldade, mas o diabo faz o mesmo, de maneira enganosa. Ser cristão, portanto, é “ser livres”, através da “confiança” em Deus, concluiu.

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Papa Francisco: Cristo libertou a humanidade da escravidão do pecado

O Papa Francisco destacou, durante a oração do Ângelus deste domingo, 19 de janeiro, na Praça de São Pedro no Vaticano, que, ao contrário de outras religiões em que fazem sacrifícios e oferendas a Deus, no Cristianismo, é Deus que sacrifica seu Filho para salvar a humanidade.

O Santo Padre indicou que Jesus “carregou todos” os pecados “consigo, tirando-os de nós, para que fôssemos finalmente livres, não mais escravos do mal”.

O Pontífice refletiu sobre o trecho evangélico deste segundo domingo do Tempo Comum, do Evangelho de São João, no qual segue descrevendo a Epifania do Senhor, “a manifestação de Jesus”.

“Depois de ter sido batizado no rio Jordão”, assinalou Francisco, “Ele foi consagrado pelo Espírito Santo que posou sobre Ele e foi proclamado Filho de Deus pela voz do Pai celeste”.

O Pontífice explicou que “o Evangelista João, ao contrário dos outros três, não descreve o acontecimento, mas nos propõe o testemunho de João Batista. Ele foi a primeira testemunha de Cristo. Deus o chamara e o prepara para isso”.

Depois do batismo no Jordão, “João Batista não consegue resistir ao impelente desejo de dar testemunho de Jesus e declara: ‘Eu vi e por isso dou testemunho’”.

João fala assim porque “viu algo desconcertante, isto é, o Filho amado de Deus solidário com os pecadores; e o Espírito Santo o fez compreender a novidade inaudita, uma verdadeira reviravolta”.

Essa novidade supõe que, “enquanto em todas as religiões é o homem que oferece e sacrifica alguma coisa a Deus, no evento Jesus é Deus que oferece o próprio Filho para a salvação da humanidade”.

“João manifesta seu estupor e sua aceitação desta novidade trazida por Jesus mediante uma expressão que repetimos sempre na Missa: ‘Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’”.

Desse modo, “o testemunho de João Batista nos convida a recomeçar sempre no nosso caminho de fé: recomeçar de Jesus Cristo, Cordeiro cheio de misericórdia que o Pai deu por nós”.

Por isso, o Papa Francisco convidou a aprender com Batista “a não presumir que já conhecemos Jesus, de saber tudo sobre Ele. Não, não é assim. Temos que nos deter no Evangelho, talvez contemplando um ícone de Cristo, um ‘Rosto santo’, uma das muitas belas representações em que é rica a história da arte no oriente e no ocidente”.

“Contemplemos com os olhos e, ainda mais, com o coração: e deixemo-nos instruir pelo Espírito Santo, que dentro nos diz: é Ele! É o Filho de Deus que se fez cordeiro, imolado por amor”.

“Ele, Ele sozinho carregou, sofreu e expiou o pecado do mundo e também os meus pecados. Todos. Carregou todos consigo, tirando-os de nós, para que fôssemos finalmente livres, não mais escravos do mal. Sim, talvez pobres pecadores, porém não escravos, não, mas filhos, filhos de Deus”, concluiu o Papa Francisco.

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Vaticano apresenta o “Domingo da Palavra de Deus”, instituído pelo Papa

Nesta sexta-feira, 17, uma coletiva no Vaticano apresentou o “Domingo da Palavra de Deus”, data instituída pelo Papa Francisco e que será celebrada pela primeira vez em 26 de janeiro de 2020.

A celebração foi anunciada em 30 de setembro passado, com a publicação da carta apostólica “Aperuit illis” (Abriu-lhes). Trata-se de uma iniciativa que o Santo Padre confia a toda a Igreja para que “a comunidade cristã se concentre sobre o grande valor que a Palavra de Deus ocupa na sua existência cotidiana”, escreve o Papa na carta.

Na conclusão do Jubileu da Misericórdia, na carta apostólica “Misericordia et misera”, Papa Francisco já havia feito uma alusão a esta perspectiva: “Seria conveniente que cada comunidade pudesse, num domingo do Ano Litúrgico, renovar o compromisso em prol da difusão, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura: um domingo dedicado inteiramente à Palavra de Deus, para compreender a riqueza inesgotável que provém daquele diálogo constante de Deus com o seu povo”.

Apresentando a iniciativa na coletiva, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella. Ele destacou que são muitas e diversas as iniciativas pastorais que colocam no centro o conhecimento, a difusão, a reflexão e o estudo da Sagrada Escritura e, entre os exemplos, citou a Comunidade Canção Nova no Brasil.

“Este Domingo da Palavra de Deus, portanto, coloca-se como uma iniciativa pastoral de Nova Evangelização, com o escopo de reavivar a responsabilidade que os crentes têm no conhecimento da Sagrada Escritura e em mantê-la viva através de uma obra de permanente transmissão e compreensão, capaz de dar sentido à vida da Igreja nas diversas condições em se encontra”, afirmou.

Ecumenismo

Dom Rino comentou ainda na coletiva o valor ecumênico desta data, que será celebrada sempre no III Domingo do Tempo Comum, próximo ao dia do diálogo entre judeus e católicos e da Semana de Oração pela unidade dos cristãos.

“Não é, obviamente, uma mera coincidência temporal, mas uma escolha que pretende marcar mais um passo no diálogo ecumênico, colocando a Palavra de Deus no coração do próprio compromisso que os cristãos são chamados a realizar cotidianamente”.

A celebração no Vaticano

Em 26 de fevereiro, Papa Francisco presidirá a Santa Missa na Basílica de São Pedro às 10h (hora local). Ao final da celebração, um gesto simbólico da parte do Papa: entregará a Bíblia a 40 pessoas representantes de várias expressões da vida cotidiana: do bispo ao estrangeiro, do sacerdote ao catequista, dos consagrados a policiais e à guarda suíça, dos embaixadores a docentes universitários, do pobre ao jornalista; também um representante das Igrejas Ortodoxas e das Comunidades Evangélicas.

“A todos é confiada a Sagrada Escritura para indicar a atenção que somos chamados a dar à Palavra de Deus, para que não permaneça um livro em nossas mãos, mas se torne uma provocação contínua para que seja de oração, leitura, meditação e estudo. Este Domingo quer provocar todos os cristãos a não colocar a Bíblia como um dos tantos livros na estante de casa, talvez cheios de pós, mas um instrumento que desperte a nossa fé”.

Para preparar a celebração deste Domingo, foi feito um subsídio pastoral em italiano, já traduzido em francês, espanhol, português, polonês e inglês, disponível somente online, que os párocos e agentes pastorais poderão utilizar para encontrar ideias e instrumentos para a animação desse dia.

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Papa Francisco confirma intenção de visitar o Sudão do Sul em 2020

Nesta quinta-feira, 9 de janeiro, em seu discurso aos membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, o Papa Francisco reiterou sua intenção de visitar o Sudão do Sul em 2020.

Referindo-se à sua viagem apostólica na África que realizou no ano passado a Moçambique, Madagascar e Maurício, o Santo Padre lembrou o Sudão do Sul e afirmou que almeja que “seus cidadãos possam viver na paz e na prosperidade”, assim como também “colaborar no crescimento democrático e econômico do país”, por isso acrescentou que espera visitá-lo “no decurso deste ano”.

Nesse sentido, o Pontífice lembrou o retiro espiritual que ocorreu em abril passado no Vaticano com os líderes do país e “a preciosa contribuição do Arcebispo de Cantuária, Sua Graça Justin Welby, e do ex-Moderador da Igreja Presbiteriana da Escócia, o Reverendo John Chalmers”.

"Confio que aqueles que têm responsabilidades políticas continuem o diálogo, com a ajuda da Comunidade Internacional, para implementar os acordos alcançados", encorajou o Papa.

 

 

Além disso, Francisco mencionou a assinatura de um acordo global na República Centro-Africana, assinado em fevereiro de 2019 "para pôr termo a mais de cinco anos de guerra civil".

Posteriormente, o Pontífice olhou para outras partes do continente e disse que "dói constatar como continuam episódios de violência contra pessoas inocentes, entre as quais muitos cristãos perseguidos e mortos pela sua fidelidade ao Evangelho".

Especificamente, o Papa citou Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria e apelou: “Exorto a Comunidade Internacional a apoiar os esforços que estes países estão a fazer na luta para derrotar o flagelo do terrorismo, que está a cobrir de sangue partes cada vez mais extensas da África, bem como outras regiões do mundo”.

O último episódio ocorreu na Nigéria, onde membros do grupo terrorista Boko Haram, fiel ao Estado Islâmico, assassinaram dez cristãos.

O Estado Islâmico anunciou esse massacre em 26 de dezembro, um dia após o Natal.

Por essa razão, o Papa Francisco acrescentou que, “à luz destes acontecimentos, é necessário que se implementem estratégias que incluam intervenções não só no campo da segurança, mas também na redução da pobreza, na melhoria do sistema de saúde, no desenvolvimento e na assistência humanitária, na promoção da boa governança e dos direitos civis”, porque “tais são os pilares de um real desenvolvimento social”, concluiu.

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Papa Francisco: A verdadeira paz é semeada no coração

Durante a Missa celebrada em 9 de janeiro na Casa Santa Marta, o Papa Francisco alertou sobre a "tentação do diabo de fazer guerra" e lembrou que "a verdadeira paz é semeada no coração".

Em sua homilia, o Santo Padre convidou a questionar "como vai a paz em casa" e se o nosso coração está "em paz" ou "ansioso".

“Geralmente, nosso modo de agir em família, no bairro, no local de trabalho, é uma maneira de agir em uma guerra: destruir o outro, sujar o outro. E isso não é amor, esta não é a paz segura que pedimos. Quando fazemos isso, não existe Espírito Santo. E isso acontece com cada um de nós, cada um. Imediatamente, vem a reação de condenar o outro. Seja um leigo, uma leiga, um sacerdote, uma religiosa, um bispo, um Papa, todos, todos. É a tentação do diabo para fazer a guerra”, assinalou o Papa.

Nesse sentido, o Pontífice comentou a primeira leitura da Liturgia do dia, na qual o evangelista São João indica o caminho para alcançar a paz interior que é: "permanecer no Senhor".

“Onde está o Senhor existe a paz. É ele quem faz a paz, é o Espírito Santo que Ele envia que faz a paz dentro de nós. Se nós permanecermos no Senhor, nosso coração estará em paz; e se habitualmente permanecermos no Senhor, quando cairmos em um pecado ou defeito, será o Espírito que nos fará conhecer esse erro, esse escorregão”, explicou.

Por isso, o Santo Padre sugeriu “permanecer no Senhor” e acrescentou: “Como permanecemos no Senhor? O apóstolo diz: Se nos amarmos uns aos outros. É esta a questão, este é o segredo da paz”.

Por fim, o Papa Francisco exortou em sua homilia a rezar para que o Senhor conceda paz no mundo.

“Quando falamos de paz, imediatamente pensamos nas guerras, que não existam guerras no mundo, que exista a paz segura, é a imagem que nos vem sempre, paz e não guerras, mas sempre fora: naquele país, naquela situação... Também nestes dias em que houve tantos focos de guerra acesos... A mente se dirige imediatamente para lá quando falamos de paz: ‘Que o Senhor nos dê a paz’. E isso está certo. Devemos rezar pela paz mundial, devemos sempre ter diante de nós este dom de Deus que é paz e pedi-lo para todos”, concluiu.

Leitura comentada pelo Papa Francisco:

1 João 4,19 - 5,4

Caríssimos, 19quanto a nós, amamos a Deus porque ele nos amou primeiro. 20Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. 21E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão.

5,1Todo o que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. 2Podemos saber que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.

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Papa pede que educação católica seja uma proposta de esperança para o mundo

O Papa Francisco espera que a educação católica "possa ser uma proposta de esperança e confiança para nosso tempo".

Assim escreveu o Pontífice em uma mensagem dirigida aos participantes do XXVI Congresso Interamericano de Educação Católica, realizado em Santiago, Chile, até a última sexta-feira, 10 de janeiro.

Na carta papal, assinada pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, o Santo Padre envia uma cordial saudação aos organizadores e participantes do XXVI Congresso da Confederação Interamericana de Educação Católica, cujo tema é "Liderança, comunicação e marketing".

Segundo informou ‘Vatican News’, em 10 de janeiro, a mensagem do Papa Francisco foi lida pelo Núncio Apostólico no Chile, Dom Alberto Ortega Martín, no início do Congresso.

"O Santo Padre os anima em sua reflexão sobre os desafios que os responsáveis pela escola católica devem enfrentar a fim de promover nela uma autêntica cultura do encontro, de modo que possa ser uma proposta de esperança e confiança para nosso tempo", lê-se na carta.

Ao finalizar, o Pontífice solicita que "rezem por ele e por seu serviço à Igreja universal" e os encomenda à proteção materna de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Chile, enquanto concede com afeto a Bênção Apostólica.

Encontro Mundial de Educação

Em setembro de 2019, o Papa Francisco pediu à Congregação para a Educação Católica a organização no Vaticano de um encontro mundial sem precedentes sobre educação com o tema "Reconstruir o pacto educativo global".

O encontro será em 14 de maio de 2020 e o próprio Pontífice anunciou esta iniciativa por meio de uma mensagem de vídeo.

Este encontro global – explicou o Papa – visa "reavivar o compromisso por e com as gerações jovens, renovando a paixão por uma educação mais aberta e inclusiva, capaz da escuta paciente, do diálogo construtivo e da mútua compreensão”.

"Hoje, mais do que nunca, é necessário unir os esforços por uma aliança educativa ampla para formar pessoas maduras, capazes de superar as fragmentações e contraposições e reconstruir o tecido das relações por uma humanidade mais fraterna”, advertiu o Papa Francisco.

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Reflexão sobre a liturgica da Festa do Batismo do Senhor

O tema do Evangelho deste domingo está no versículo 15:  “Devemos cumprir toda a justiça”. Jesus fala essa mensagem a João Batista e, como percebemos, fala na primeira pessoa do plural. Ele fala em nome do Pai – cujo projeto Jesus cumpre fielmente -  está falando em nome do Espírito – que virá sobre ele -  e também em nome de todos aqueles que se comprometem com ele, desde a Virgem Maria, passando por São José, pelo próprio João Batista e chegando até nós.

Essa justiça que constrói o Reino está dentro de nossa história e se caracteriza não pela violência como João anunciava, como vimos no primeiro Domingo do Advento, mas na solidariedade para com os pecadores, como nos anunciou o Evangelho do segundo Domingo.

O Pai quer que Jesus salve a humanidade, essa é a justiça que ele deverá cumprir. Para isso se solidariza com a humanidade ao receber de João o batismo de penitência. Contudo o Pai e o Espírito manifestam que o verdadeiro batismo se dá fora da água, se realiza quando Jesus sai do Jordão, o céu se abre, o Espírito vem sobre Jesus e pousa sobre ele. Jesus assumiu o projeto do Pai, irá realizar a justiça, irá redimir a humanidade, o Espírito o ungiu para isso!

Neste momento recordemos as palavras de Isaías na primeira leitura: “Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como centro da aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”. Em Jesus se realiza essa vocação. Ele é rei e sacerdote, foi ungido para cumprir toda a justiça dando origem ao Reino de Deus.

Recordemos o nosso batismo. Fomos inseridos no Povo de Deus também para essa missão, cumprir a justiça, não apenas para nos salvar. Temos uma dimensão apostólica, colaborar com o Senhor na instauração da justiça, da solidariedade, da acolhida a todos, especialmente daqueles que são marginalizados porque pecadores.

A missão é ir atrás da ovelha perdida, é resgatar os extraviados, é colaborar para que a cana rachada não se quebre e nem o pavio que ainda fumega seja apagado, como falou Isaías.

Ser batizado é ter um coração misericordioso e integrador, como o de Jesus. De acordo com esse coração que é reflexo do amor do Pai, justiça não é manter as pessoas excluídas por causa de seus erros, mas justiça é transformá-las em filhas de Deus, assim como aconteceu e acontece com cada um de nós.

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Durante encontro com o corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, Papa falou sobre temas atuais; queimadas na Austrália, impasse na Venezuela e proteção do meio ambiente também foram citados

A crise entre Estados Unidos e Irã, as queimadas na Austrália, o impasse na Venezuela e a proteção do meio ambiente foram alguns dos temas atuais que estiveram presentes no discurso do Papa Francisco ao corpo diplomático. Na Sala Regia do Palácio Apostólico, no Vaticano, estavam presentes nesta quinta-feira, 9, os embaixadores dos 183 países com os quais a Santa Sé mantém relações diplomáticas, incluindo o Brasil.

A longa e minuciosa análise do Pontífice partiu da palavra esperança. “Infelizmente, o novo ano aparece-nos constelado não tanto de sinais encorajadores, como sobretudo de uma intensificação de tensões e violências. É precisamente à luz destas circunstâncias que não podemos cessar de esperar. E esperar exige coragem”, destacou.

América

O Papa recordou cada uma de suas viagens apostólicas realizadas em 2019 e fez uma resenha de todos os continentes, começando pela América. No Panamá, em janeiro, Francisco visitou o país por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

A primeira lembrança resgatado pelo Santo Padre, porém, foi a de jovens abusados por membros do clero. “Trata-se de crimes que ofendem a Deus, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a vida de comunidades inteiras”, frisou. O Pontífice reiterou o compromisso da Igreja em debelar esta chaga e os esforços que vem fazendo, como, por exemplo, o encontro realizado em fevereiro com os presidentes de todas as Conferências Episcopais. O evento marcado para o próximo mês de março, visando um novo pacto educativo global, foi citado pelo Papa,

O Sínodo para a Amazônia, realizado no Vaticano em outubro passado, também foi comentado por Francisco. “O Sínodo foi um evento essencialmente eclesial, mas não podia eximir-se de abordar outras temáticas – a começar pela ecologia integral – que dizem respeito à própria vida daquela região tão vasta e importante para todo o mundo, uma vez que a floresta amazônica é um ‘coração biológico’ para a terra cada vez mais ameaçada”, afirmou.

Ainda sobre o continente americano, o Pontífice mencionou explicitamente a Venezuela e criticou as polarizações ideológicas: “Em geral, os conflitos da região americana, embora possuindo raízes diferentes, são irmanados pelas profundas desigualdades, as injustiças e uma endêmica corrupção, bem como pelas várias formas de pobreza que ofendem a dignidade das pessoas. Por isso, os líderes políticos esforcem-se por restabelecer, urgentemente, uma cultura do diálogo em prol do bem comum e por fortalecer as instituições democráticas e promover o respeito pelo estado de direito, a fim de prevenir deslizes antidemocráticos, populistas e extremistas”.

Oriente Médio

Ao falar de sua viagem ao Marrocos e aos Emirados Árabes Unidos, ocasião em que assinou o Documento sobre a Fraternidade Humana com o Grande Imã de Al-Azhar, Ahmad al-Tayyeb, o Santo Padre enquadrou uma das situações mais explosivas do planeta: o Oriente Médio e a península arábica.

Síria, Iêmen, Líbia, Israel e Palestina foram citados, mas a atenção de Francisco se concentrou sobre o que aconteceu recentemente no Iraque.“Particularmente preocupantes são os sinais que chegam de toda a região, após a recrudescência da tensão entre o Irã e os Estados Unidos que se arrisca, antes de tudo, a colocar a dura prova o lento processo de reconstrução do Iraque, bem como a criar as bases de um conflito de mais vasta escala que todos quereríamos poder esconjurar”.

O Papa completou: “Renovo o meu apelo a todas as partes interessadas para que evitem um agravamento do conflito e mantenham ‘acesa a chama do diálogo e do autocontrole’, no pleno respeito da legalidade internacional”.

Europa

Sobre a Europa, o Pontífice relembrou suas viagens à Bulgária, Macedônia do Norte e Romênia. Francisco não esqueceu dos migrantes e refugiados, constatando que o Mediterrâneo permanece um grande cemitério. Falou das tensões no Cáucaso, nos Bálcãs e na Ucrânia e citou uma série de datas comemorativas: os 45 anos da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), os 70 anos do Conselho Europeu e os 30 anos da queda do Muro de Berlim.

“O Muro de Berlim permanece emblemático de uma cultura da divisão que afasta as pessoas umas das outras e abre caminho ao extremismo e à violência. Vê-lo-emos sempre mais na linguagem de ódio amplamente usada na internet e nos meios de comunicação social. Às barreiras do ódio, preferimos as pontes da reconciliação e da solidariedade”.

Outro fato que mereceu uma menção por parte do Santo Padre foi o incêndio que destruiu a Catedral de Notre Dame, em Paris. De acordo com Francisco, a situação mostrou como é frágil e fácil destruir até o que parece sólido e trouxe à tona o tema dos valores históricos e culturais da Europa. “Em um contexto onde faltam valores de referência, torna-se mais fácil encontrar elementos de divisão que de coesão”.

África

A África ganhou destaque, quando o Papa fez memória de suas viagens a Moçambique, Madagascar e Maurício, ressaltando os sinais de paz e de reconciliação. Todavia, Francisco manifestou o seu pesar pela violência e atos de terrorismo em Burkina Faso, Camarões, Mali, Níger, Nigéria, República Centro-Africana e Sudão. O Pontífice falou sobre os cristãos que pagam com a vida a sua fidelidade ao Evangelho. E mais uma vez manifestou publicamente seu desejo de visitar o Sudão do Sul este ano.

Ásia

Por fim, a viagem à Tailândia e Japão foi citada. A atenção se concentrou sobre o testemunho dos hibakusha, isto é, os sobreviventes aos bombardeios atômicos em Hiroshima Nagasaki. O Santo Padre voltou a repetir que o uso das armas atômicas é imoral e que é possível e necessário livrar-se desses armamentos.

Austrália

A última nação citada pelo Pontífice foi a Austrália, que vem sofrendo com os incêndios nos últimos meses. “Ao povo australiano, especialmente às vítimas e a quantos vivem nas regiões atingidas pelos fogos, desejo certificá-los da minha proximidade e oração”.

Além de se debruçar sobre situações inerentes aos países, o Papa recordou ainda os 75 anos da Organização das Nações Unidas, cujo serviço até aqui foi um “sucesso”, especialmente para evitar outra guerra mundial, mas que hoje necessita de uma reforma geral para torná-la ainda mais eficaz.

Mulheres

Outra data que inspirou Francisco foram os 500 anos da morte do artista italiano Rafael Sanzio, que tinha como um de seus temas preferidos retratar Nossa Senhora. E lembrou que a Igreja celebra em 2020 os 70 anos da proclamação dogmática da Assunção da Virgem Maria ao Céu.

“Com o olhar posto em Maria, desejo dirigir uma saudação particular a todas as mulheres, 25 anos depois da IV Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Mulher, realizada em Pequim no ano de 1995, com votos de que em todo o mundo se reconheça cada vez mais o precioso papel das mulheres na sociedade e cessem todas as formas de injustiça, desigualdade e violência contra elas”.

O Santo Padre frisou que “toda a violência infligida à mulher é profanação de Deus”, “um crime que destrói a harmonia, a poesia e a beleza que Deus quis dar ao mundo”.

Diplomacia

A justiça e a paz, finalizou o Pontífice, serão totalmente restabelecidas no final do caminhar terreno. Até lá, a diplomacia é a tentativa humana – “imperfeita, mas sempre preciosa” – para se alcançar esses frutos. “Com este compromisso, renovo a todos vocês, queridos embaixadores e ilustres convidados aqui reunidos, e aos seus países, os meus votos cordiais de um novo ano cheio de esperança e repleto de bênçãos”, finalizou.

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Sem paz no coração, não haverá paz no mundo, adverte Papa

“Que o Senhor nos dê o Espírito Santo para permanecer Nele e nos ensine a amar, simplesmente, sem fazer guerra aos outros”. Esta foi a oração do Papa Francisco na missa celebrada nesta quinta-feira, 9, na capela da Casa Santa Marta. Durante sua homilia, o Pontífice destacou que não é possível ser cristão e semear a guerra.

Recordando a oração no início da Liturgia, com a invocação a Deus para conceder a “todas as pessoas” uma “paz segura”, Francisco se concentrou nos temas da atualidade. “Quando falamos de paz, imediatamente pensamos nas guerras, que não existam guerras no mundo, que exista a paz segura, é a imagem que nos vem sempre, paz e não guerras, mas sempre fora: naquele país, naquela situação”.

O Santo Padre complementou: “Também nestes dias em que houve tantos focos de guerra acesos, a mente dirige-se imediatamente para lá quando falamos de paz, [quando rezamos] para que o Senhor nos dê a paz. E isso está certo; e devemos rezar pela paz mundial, devemos sempre ter diante de nós este dom de Deus que é paz e pedi-lo para todos”.

O Papa exortou os fiéis a se perguntarem: Como vai a paz em minha casa? Meu coração estão “em paz” ou “ansioso”, sempre “em guerra, em tensão de ter algo mais, para dominar, para ser ouvido”?. A paz das pessoas ou de um país é semeada no coração, explicou Francisco. “Se não temos paz no coração, como pensamos que haverá paz no mundo?”, questionou. O Pontífice advertiu que habitualmente homens e mulheres não pensam nisso.

A primeira leitura desta quinta-feira, 9, de São João Apóstolo, indica o caminho para alcançar a paz interior e permanecer no Senhor, sublinhou o Santo Padre. “Onde está o Senhor existe a paz. É ele quem faz a paz, é o Espírito Santo que Ele envia que faz a paz dentro de nós”.

“Se nós permanecermos no Senhor, nosso coração estará em paz; e se habitualmente permanecermos no Senhor, quando cairmos em um pecado ou defeito, será o Espírito que nos fará conhecer esse erro, esse escorregão. Permanecer no Senhor. E como permanecemos no Senhor? O apóstolo diz: ‘Se nos amarmos uns aos outros’. É esta a questão, este é o segredo da paz”.

Francisco falou sobre o amor verdadeiro, que não é aquele das novelas, nem um espetáculo, mas que leva homens e mulheres a falarem bem dos outros. O Papa aconselhou:  “Se eu não posso falar bem, fecho a boca, não falo mal e não conto coisas ruins. Porque falar mal dos outros é guerra”. O amor, sublinhou o Pontífice, se mostra nas pequenas coisas.

“Se existe a guerra no meu coração, haverá guerra na minha família, haverá guerra no meu bairro e haverá guerra no local de trabalho. Os ciúmes, as invejas, as fofocas nos levam a fazer guerra um com o outro, destroem, são como sujeiras”, destacou. O Santo Padre convidou os fiéis a refletirem: Quantas vezes o “espírito de paz” ou ” espírito de guerra” dominam minhas falas e discursos?. “Cada um tem os seus pecados, eu olho para os meus e os outros terão os deles, para assim fechar a boca”, completou.

O modo de agir em família, no bairro, no local de trabalho, é uma maneira de agir em uma guerra, apontou o Papa. ” Destruir o outro, sujar o outro, isso não é amor, esta não é a paz segura que pedimos. Quando fazemos isso, não existe Espírito Santo. E isso acontece com cada um de nós, cada um. Imediatamente vem a reação de condenar o outro. Seja um leigo, uma leiga, um sacerdote, uma religiosa, um bispo, um Papa, todos, todos. É a tentação do diabo para fazer a guerra”.

Quando o diabo consegue que homens e mulheres façam guerra, fica feliz, pois não precisa mais trabalhar, alertou o Pontífice. “Somos nós que trabalhamos para destruirmo-nos um ao outro, (…) somos nós que levamos avante a guerra, a destruição, destruindo antes a nós mesmos, porque expulsamos o amor e depois os outros”. Francisco observou como, de fato, a humanidade é dependente desse hábito de sujar os outros. “É uma semente que o diabo colocou dentro de nós”.

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Jubileu de Prata Pe. Gilmar
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Retrospectiva Paroquial 2019

O ano de 2019 está  chegando ao fim. Assim, nada melhor do que relembrar as grandes bênçãos que Deus derramou sobre nós neste ano tão especial, principalmente com as Missões de Evangelização nos setores.

Veja abaixo as atividades que marcaram a vida de nossa paróquia nesse ano:

Geral

  • 6 Formações de Preparação para o Batismo
  • 177 crianças foram batizadas
  • 3 Encontros de Formação de Preparação para o Matrimônio 
  • 38 casais receberam o sacramento do Matrimônio
  • 20 adultos receberam os sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma
  • 720 famílias foram atendidas pelos Vicentinos 
  • 660 gestantes e famílias atendidas pela Pastoral da Criança 
  • 400 pessoas foram atendidas pela Casa Abrigo
  • 538 Missas celebradas em 2019 
  • 168 Celebrações da Partilha 

Janeiro

 Investidura de novos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística

Celebração dos 24 anos de sacerdócio do Padre Gilmar

 

Fevereiro

 Missas com Benção das Gargantas

Formação Diocesana da Campanha da Fraternidade 2019

Festa das Inscrições da Catequese

Abertura do Ano Catequético na Paróquia

 Início da Lavagem Externa da Igreja

 

Março

Abertura Diocesana da Campanha da Fraternidade

Missa da Quarta-feira de Cinzas e Início da Quaresma

Missa e Procissão da Penitência

Leilão de Gado da Catedral

Festa da Ácies da Legião de Maria

Mutirão de Confissões

 

Abril

Ceia judaica da OFS

Semana Santa

Domingo de Ramos 

Missa dos Santos Óleos

Missa do Lava Pés

Celebração da Cruz

Encenação da Via Sacra

Vigília Pascal

Domingo de Páscoa

Aniversário de Fundação da Casa Abrigo e homenagem ao ex-presidente João Guerche.

 

Maio

Celebração dos Sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma para os Adultos

Vigília pelos Mortos de AIDS

Coroação de Nossa Senhora

 

Junho

Missa pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Chá Beneficente

Corpus Christi

Alimentos para o Hospital de Amor 

Festa Junina da Catequese

Dia de Oração pela Santificação do Clero

 

Julho

Mês do Dízimo

Aniversário Natalício do Padre Gilmar

Almoço Beneficente em prol da Casa Abrigo

Missa pelos Doentes

Aniversário de 3 anos da criação da Diocese e eleição canônica de Dom Moacir

Missa com o Padre Nino 

 

Agosto

Mês Vocacional

Início das celebrações em preparação ao Jubileu de 25 anos de Vida Sacerdotal do Padre Gilmar Margotto

Missa pelo Aniversário de Votuporanga

Semana da Família

Show com Eugênio Jorge

Encerramento da Semana da Família

Aniversário Natalício de Dom Moacir

Noite com Jesus (Catequese)

 

Setembro

Mês da Bíblia

Aniversário de Ordenação Diaconal

8 anos de falecimento do Padre Edemur 

Encontro de Mães

3º Encontro de Coroinhas e Acólitos

Encontro de Pais

Início do Terço Vocacional do Jubileu do Padre Gilmar

 

Outubro

Abertura do Mês Missionário Extraordinário

Novena da Padroeira

Benção dos Animais

30 anos da OFS em Votuporanga

Aniversário de Ordenação Episcopal de Dom Moacir

 Dia da Padroeira

Quermesse

Concurso Boneca e Boneco Vivos

Canonização da Santa Dulce dos Pobres

Aniversário de instalação da Diocese

8 anos do Padre Gilmar como nosso pároco

 

Novembro

Chá Beneficente em prol da Casa Abrigo

Dia Mundial dos Pobres

 

Dezembro

Aniversário de Ordenação Presbiteral de Dom Moacir

Concerto de Natal na Catedral

Celebrações do Natal do Senhor

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5 coisas que talvez não saiba sobre os Santos Inocentes

No marco da festa dos Santos Inocentes, apresentamos 5 coisas que talvez não sabia sobre estes mártires, cujas mortes seguem repercutindo na sociedade de hoje, segundo artigo de Pe. Sergio Román, publicado no SIAME (Serviço Informativo da Arquidiocese do México).

1. A história

Herodes disse aos Magos do Oriente que ele estava muito interessado no rei que tinha acabado de nascer e pediu-lhes para informá-lo sobre este rei em seu retorno para também ir adorá-lo. A estrela guiou os Magos até a criança e, cumprida sua missão, voltaram para seus países de origem por outros caminhos, pois um anjo lhes avisou em sonhos que Herodes queria matar Jesus.

Desapontado com os Magos, Herodes mandou matar todas as crianças menores de dois anos com o desejo de acabar com aquele Rei nascido em Belém, que colocava em perigo seu próprio reinado. Um genocídio. A matança dos inocentes. A Igreja os recorda no dia 28 de dezembro, unidos aos Natal, porque eles não morreram por Cristo, mas no lugar de Cristo.

2. Herodes, o Grande!

Assim se fazia chamar aquele rei da Palestina, fantoche do Império Romano. Foi grande porque soube ganhar guerras e conquistar terras para o seu reino, mas também por seus crimes: casou-se com Mariana, filha do sumo sacerdote Hircano II. Temeroso de que desejavam o seu reino, mandou matar seu genro, José; Salomé; o sumo sacerdote Hircano II; sua esposa Mariana; os irmãos dela, Aristóbulo e Alexandra; seus próprios filhos, Aristóbulo, Alexander e Antipatro.

Quando ficou enfermo, mandou prender todos os personagens importantes de Jericó, com a ordem de que assim que morresse, matassem-nos a flechadas. Quando Herodes morreu, esta ordem não foi cumprida. Com esses dados, podemos compreender que para ele foi fácil mandar matar os Santos Inocentes. Quantos foram? Hoje, sabe-se que Belém não devia ter mais de mil habitantes e que a este número, provavelmente, corresponderia uma população de 20 meninos.

3. A gruta de Belém

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, que deu paz aos cristãos no século IV, construiu uma Basílica sobre a gruta de Belém, onde o Menino Jesus nasceu. Essa Basílica, reconstruída, ainda existe e guarda em sua cripta a preciosa gruta onde uma estrela de prata marca o lugar do santo nascimento. “Aqui nascei Jesus Cristo de Maria, a Virgem”, diz a inscrição em latim.

A gruta de Belém é um sistema de cavernas que se estendem debaixo da antiga basílica e do templo católico de Santa Catarina. Em uma dessas cavernas foram encontrados restos de crianças enterradas. O primeiro pensamento foi que eram os restos dos Santos Inocentes, mas os caixões correspondiam a uma época muito posterior. De todo modo, essa caverna foi dedicada à memória dos Santos Inocentes.

4. Ain Karen

Ain Karen é uma cidade perto de Jerusalém. Segundo a tradição, é o lugar da “Visitação” e do nascimento de João Batista. Este era mais velho do que Jesus apenas seis meses e existe a lenda de que também ao ser vítima de Herodes. Perseguida por soldados assassinos, sua mãe Isabel buscou uma rocha no monte atrás da qual ocultou seu pequeno João antes que os soldados a alcançassem.

Quando os soldados a alcançaram, procuraram até atrás da rocha, mas não viram nada. Quando saíram, Isabel correu para buscar seu menino e descobriu que a rocha tinha aberto um espaço para dar lugar em seu interior ao pequeno perseguido e, assim, salvou João Batista. Na Basílica da Visitação, sobre o monte, guarda-se uma estranha rocha que recorda esta história.

5. Os santos inocentes de hoje

A celebração litúrgica deve nos recordar não apenas o fato histórico daquelas crianças assassinadas no lugar de Cristo, mas também o acontecimento diário de todos aqueles inocentes perseguidos e assassinados entre nós. Os humanos somos capazes de monstruosidades que nos envergonham.

Seguimos assassinando por motivos religiosos, políticos, econômicos e, cada vez que denunciamos um desses crimes, clamamos indignados “Nunca mais!”, para, em seguida, repetir a história. Não permaneçamos indiferentes ante esses genocídios, despertemos em nós a solidariedade e unamos nossas vozes e nossas ações às desses inocentes que seguem morrendo no lugar de Cristo.

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Papa destaca exemplo de Santo Estêvão, primeiro mártir da Igreja

No dia de Santo Estêvão, nesta quinta-feira, 26, a recordação dos mártires de ontem e de hoje. No Vaticano, o Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro destacando o exemplo desse que foi o primeiro mártir da Igreja Católica.

Francisco explicou que a liturgia de hoje apresenta os momentos finais da vida de Estêvão. Diante da alegria do Natal, a memória do primeiro cristão assassinado por causa de sua fé pode parecer fora de lugar, disse o Papa, mas está em sintonia com o verdadeiro significado do Natal.

“No martírio de Santo Estevão, a violência é derrotada pelo amor, a morte pela vida. Ele, na hora do testemunho supremo, contempla o céu e concede a seus perseguidores o seu perdão”, explicou.

O Santo Padre destacou que Santo Estêvão soube narrar Jesus com as palavras e sobretudo com a sua vida. A partir de seu exemplo, também os fiéis hoje fixam o olhar sobre Jesus, testemunha fiel do Pai, e aprendem que a glória do céu não é feita de riquezas e poderes, mas de amor e doação de si.

“Precisamos manter o olhar fixo sobre Jesus, autor e aperfeiçoador da nossa fé, para poder dar razão da esperança que nos foi dada através dos desafios e das provações que devemos enfrentar cotidianamente”.

Estevão era diácono e ensina a anunciar Cristo em gestos de caridade evangélica, acrescentou o Santo Padre. “Seu testemunho, culminado no martírio, é fonte de inspiração para a renovação das nossas comunidades cristas. Elas são chamadas a se tornarem sempre mais missionárias, voltadas à evangelização, decididas a alcançar homens e mulheres nas periferias existenciais e geográficas onde há mais sede de esperança e salvação”.

Celebrar o primeiro mártir da Igreja também é um convite a recordar todos os mártires de ontem e hoje, disse o Papa, enfatizando que hoje são muitos os mártires. “Que Maria, mãe do Redentor, nos ajude a viver esse tempo do Natal fixando o olhar em Jesus, para nos tornarmos a cada dia mais semelhantes a Ele”, concluiu.

 

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Padre explica o que é e como viver a Oitava de Natal

Nesta semana, a Igreja vive a Oitava de Natal. Mas o que é este tempo? A Solenidade do Natal não é vivida somente em um dia, mas é estendida por oito dias, bem como a oitava da Páscoa. O período da Oitava de Natal vai até o dia 1º de Janeiro, quando se celebra a Solenidade de Maria, Mãe de Deus.

Padre Reginaldo Carreira explica que os oito dias da Oitava de Natal são celebrados como se fossem um único dia, e que começaram a ser vividos depois do surgimento da Oitava da Páscoa.

“No decorrer do caminho da Igreja, começou-se a se celebrar a oitava da Páscoa, oitava de Pentecostes, uma série de oitavas no sentido de comemorar a semana toda, de domingo a domingo, não só por ser uma semana festiva, de festas consideradas especiais, mas por entender o oitavo dia como o dia sem ocaso, o dia final, o dia da ressurreição, da plenitude. Então nesse sentido a Igreja sempre nos remete à visão também do Céu, da Igreja definitiva. A Igreja começou a celebrar as oitavas, e no decorrer do caminho ficaram a Oitava de Natal e a Oitava de Páscoa, porque são festas ligadas e as mais importantes. O mistério da encarnação tem seu sentido e toda a nossa fé cristã tem seu sentido a partir do mistério da Páscoa de Jesus.”

O sacerdote acrescenta que a Oitava de Natal é uma celebração litúrgica que faz lembrar a Encarnação de Jesus, que se fez homem para salvar a humanidade.

Festas nesse Período

Durante o período da Oitava de Natal, no calendário litúrgico, há outras festas. “É interessante que a festa da Oitava de Natal não tira a importância das outras celebrações que acontecem nesse período, que também são muito significativas”. 

No dia 26, é celebrada a festa de Santo Estêvão: “primeiro mártir, testemunho de um amor, de uma doação, de uma entrega que tem sentido por causa da fé na ressurreição e na encarnação de Jesus. A missão de Jesus foi tão eficaz que as pessoas tiveram coragem de dar a vida por Ele”. 

Dia 27, celebra-se São João Apóstolo e Evangelista: “É quem nós chamamos de discípulo amado, que fala de uma forma mais profunda do mistério da Encarnação, não explicando de uma maneira histórica, mas de uma forma mais teológica”. 

Outra festa é dos Santos Inocentes, no dia 28: “Essa festa tem todo o sentido no Natal de Jesus, pois Maria e José fugiram com Jesus para o Egito devido à ordem de Herodes”. 

No meio deste tempo, também é comemorada a Festa da Sagrada Família, no dia 30 de dezembro: “Jesus que nasceu numa família pra salvar nossa família; é na família que está centrada nossa experiência de vida e de amor.”

A Oitava de Natal se encerra com a Solenidade de Maria, Mãe de Deus. “É uma forma de consagrar a Nossa Senhora, a mãe de Deus, todo o ano que se inicia. Essa festa coroa a Oitava de Natal falando de Maria como Mãe, porque o mistério da Encarnação aconteceu a partir do Sim sincero, profundo, e convicto de Nossa Senhora”. 

Como viver a Oitava de Natal

O sacerdote salienta que o período da Oitava de Natal, além de repleto de celebrações litúrgicas, pode e deve ser vivido de forma pessoal, através da oração do terço (especialmente dos Mistérios Gozosos), e da contemplação do Mistério da Encarnação. Também é importante sinalizar a casa, com velas e luzes, como forma de demonstrar a alegria da chegada do Senhor. Também, claro, participar da Missa dentro do possível. 

“Mas o mais importante é entender que todos esses sinais devocionais, rituais ou litúrgicos que a gente celebra só têm sentido se acontecer o nascimento espiritual, se a gente alimentar no nosso coração, para que nasça Jesus a partir daquilo que Ele quer que nós vivamos: o amor verdadeiro, o perdão sincero, a alegria coerente com o propósito de vida cristã. As festas que a gente vive nesse tempo, tanto de Natal quanto de Ano Novo, precisam ser norteadas pelo sentido delas: Jesus”. 

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Mensagem de Dom Moacir sobre o Natal do Senhor

Que ótima oportunidade estamos tendo pela bondade de Deus que mantém a nossa vida de celebrar mais um Natal com nossas famílias, amigos e comunidades.

Natal é uma festa bem popular. O comércio começa a falar dela desde novembro, fazendo as suas propagandas, estimulando o povo para as compras de presentes natalinos para os familiares e amigos. Isso tudo pode contribuir para a alegria da festa de Natal. Também as igrejas cristãs procuram ensinar o sentido essencial desta festa de Natal.  Nas nossas paróquias temos um período de quatro semanas, chamado tempo do Advento, como tempo oportuno para nos preparar espiritualmente para a Solenidade do Natal. Esse tempo longo de preparação mostra como é importante a festa do Natal para a nossa vida.

Outra festa cristã muito importante que temos na igreja católica é a festa da Páscoa. Ela tem também um longo tempo de preparação (Quaresma). Eis então as duas festas mais importantes da nova vida cristã: A festa da Páscoa que celebra a Ressurreição gloriosa de Cristo e que nos convida a renovar a nossa fé e o nosso compromisso em Jesus Ressuscitado e a festa do Natal que celebra o nascimento do Filho de Deus em Belém e Ele que vem nos libertar e salvar de todo tipo de escravidão.

Natal é para nós o reconhecimento do “grande presente” que Deus Pai deu para a humanidade: Jesus Cristo. O Evangelho da Vigília de Natal nos recorda o anúncio do anjo de Deus: “Não tenhais medo! Eis que eu vos anuncio uma grande alegria que será para todo o povo: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor, em Belém” (Lc 2,9-11)

Diante desse evento somos convidados a festejar e meditar sobre esse mistério revelado na Sagrada Escritura e na Tradição cristã e perguntamos: por que Deus tomou essa iniciativa em favor de cada um de nós pecadores? E em última análise, podemos dizer que Deus tem agido assim não é por causa de nossos merecimentos diante dEle mas porque Ele nos ama com muita misericórdia.

E agora nos perguntamos: Se Deus nos presenteou com o seu divino Filho, Jesus de Nazaré, qual deve ser a nossa resposta diante de “grande presente recebido”?

Quando recebemos um presente de alguém, o sentimento que nos envolve normalmente é de gratidão para com o doador. Neste Natal, na sua realidade mais profunda nos faz pensar: que resposta eu estou dando no dia a dia, àquele que no Natal (histórico ou litúrgico) vem ao meu encontro para orientar a minha vida para a alegria, felicidade e liberdade?

Além disso o Natal aconteceu sim em Belém mas ele continua acontecendo em cada cristão que recebe Jesus como Filho de Deus em sua vida: Exemplo: O primeiro Natal do evangelista Mateus foi quando o Senhor Jesus o chamou na coletoria de imposto para segui-Lo. Naquele dia e hora aconteceu o Natal de Mateus, isto é, Jesus foi aceito no coração de Mateus. E isso mudou a vida de Mateus.

O apóstolo Paulo teve o seu primeiro Natal quando o Senhor Jesus Ressuscitado o chamou no caminho de Damasco. Naquele dia e hora aconteceu o Natal de Paulo, isto é, Jesus foi aceito no coração de Paulo. E isso mudou também a vida de Paulo.   Você já se perguntou, quando aconteceu o seu primeiro Natal com Jesus? Se isso já aconteceu, agradeça a Deus. Se não aconteceu peça a graça de Deus para que o Natal aconteça na sua vida também.

Por último, te convido neste tempo abençoado do Natal, além de meditar no sentido profundo do Natal, agradecer a Deus pelas inúmeras pessoas que estão acolhendo em suas vidas o “verdadeiro presente” do Natal e vão doravante a seguir os passos da “Luz” de Belém.

Desejo a todos um Feliz e Santo Natal. E que o mesmo Deus que nos enviou Jesus para ser Deus conosco renove em ti numerosas bênçãos.

 

Dom Moacir Ap. de Freitas

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