Notícias e Artigos Litúrgicos
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Catedral realizará ‘Festa das Inscrições’ para a Catequese nesta quarta-feira

Crianças a partir de 6 anos que não participam da catequese poderão ser matriculadas nesta quarta-feira (20/2). A Catedral Nossa Senhora Aparecida realizará, após a Santa Missa, no Centro de Eventos, a “Festa das Inscrições” para a catequese deste ano. Estão abertas também as inscrições para adultos.
Para se inscrever, pais e responsáveis devem apresentar cópias da certidão de nascimento ou RG e da certidão de batismo.
Mais informações podem ser obtidas no Escritório Paroquial, localizado na Rua São Paulo, nº 3577. O atendimento do local é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30, e aos sábados, das 8h às 11h. O telefone é o (17) 3421-6245.

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Catedral Nossa Senhora Aparecida realiza missão evangelizadora

A Catedral Nossa Senhora Aparecida da Diocese de Votuporanga está realizando todos os meses missões evangelizadoras na cidade. No último sábado (16/02), a missão foi promovida no setor 3, onde fiéis visitaram cerca de 60 residências e lojas comerciais da região do Centro.

A missão teve início às 8h, com oração na residência do setor 3, e em seguida percorreu as Ruas Bahia, Piauí, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais e Argentina.

A ação realizada pelo Conselho Missionário Paroquial (Comipa) busca ressaltar que “Todos somos Igreja Missionária”. “O exemplo missionário da Igreja das origens nos convida a fazer tudo o que está ao nosso alcance para que o espírito missionário se torne cada vez mais uma característica constante e fundamental das nossas paróquias. O impulso missionário sempre é um sinal de vitalidade”, afirmou o pároco da Catedral, Gilmar Margotto.

As próximas missões serão realizadas no dia 30 de março, no setor 4; dia 6 de abril, no setor 5; dia 18 de maio, no setor 6; dia 25 de junho, no setor 7; dia 6 de julho, no setor 8; dia 3 de agosto, no setor 9; dia 21 de setembro, no setor 10; dia 26 de outubro, no setor 11; dia 30 de novembro, no setor 12; e 14 de dezembro, no setor 13.

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A vida vale somente se doada no amor, diz Papa na homilia

“A vida tem valor somente na doação ao outros, no amor, na verdade, na vida cotidiana, na família”, destacou o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada nesta sexta-feira, 8, na Casa Santa Marta. O Santo Padre refletiu sobre o Evangelho do dia (cf. Mc 6,14-29) que fala do martírio de São João Batista, o “o maior homem nascido de mulher”, segundo Jesus.

Francisco convida a abrir o coração para que o Senhor fale a cada um. Na narrativa bíblica existem quatro personagens: o rei Herodes “corrupto e indeciso”, Herodíades, a mulher do irmão do rei, “que sabia somente odiar”, Salomé, “a bailarina vaidosa”, e “o profeta decapitado solitário na prisão”. Uma narração que Francisco descreve começando pelo fim, com os discípulos de João que pedem o corpo do profeta para sepultá-lo.

João mostra Jesus

“O maior terminou assim”, comentou o Papa. “Mas João sabia, ele sabia que deveria se aniquilar. Ele o havia dito desde o início, falando de Jesus: ‘Ele deve crescer, eu, ao invés, diminuir’. E ele diminuiu até a morte. Foi o precursor”, disse Francisco, o anunciador de Jesus, que disse “Não sou eu, este é o Messias”.

O Papa recordou que João mostrou Jesus aos primeiros discípulos e depois a sua luz se apagou aos poucos, até a escuridão daquela cela, na prisão, onde, solitário, foi decapitado.

Mas por que isso aconteceu?, perguntou Francisco. “A vida dos mártires não é fácil de contar. O martírio é um serviço, um mistério, é um dom da vida muito especial e muito grande”. E, no final, as coisas se concluem violentamente, por causa de “atitudes que levam a tirar a vida de um cristão, de uma pessoa honesta, e a fazê-lo mártir”.

Diferentes atitudes 

O Papa então analisou as atitudes dos três protagonistas do martírio. Antes de tudo, o rei, que acreditava que João fosse um profeta, o ouvia de bom grado, a um certo ponto o protegia, mas o mantinha na prisão. Estava indeciso, porque João “repreendia o seu pecado”, o adultério.

No profeta, explicou o Papa Francisco, Herodes “ouvia a voz de Deus, que lhe dizia: ‘Muda de vida’, mas não conseguia fazê-lo. O rei era corrupto, e onde há corrupção, é muito difícil sair”.

Um corrupto que “buscava equilíbrios diplomáticos” entre a própria vida, não só adúltera, mas também de “tantas injustiças que levava em frente”, e a sua consciência, “que sabia que aquele homem era santo”. E não conseguia desfazer o nó.

Herodíades,  a mulher do irmão do rei, morto por Herodes para ficar com ela. O Evangelho diz dela somente que “odiava” João, porque dizia as coisas claramente. “E sabemos que o ódio é capaz de tudo – comenta Francisco – é uma grande força. O ódio é o sopro de satanás. Pensemos que ele não sabe amar, não pode amar.  O seu  “amor” é o ódio. E essa mulher tinha o espírito satânico do ódio”, que destrói.

E por fim,  o terceiro personagem, a filha de Herodíades, Salomé, brava em dançar, “que agradou tanto aos convidados, como ao rei”. Herodes, naquele entusiasmo, promete à moça “Eu te darei tudo”. “Usa as mesmas palavras – recorda o Pontífice – que usou Satanás para tentar Jesus.” Se você me adorar eu lhe darei tudo, todo o reino. ” Mas Herodes não o podia saber:

Por detrás desses personagens está satanás, semeador de ódio na mulher, semeador de vaidade na moça, semeador de corrupção no rei. E o “maior homem nascido de uma mulher” acabou sozinho, em uma cela escura da prisão, por capricho de uma dançarina vaidosa, o ódio de uma mulher diabólica e a corrupção de um rei indeciso. É um mártir, que deixou sua vida diminuísse, diminuísse, diminuísse, para dar lugar ao Messias.

O testemunho de um grande santo

João morre ali, na cela, no anonimato, “como tantos dos nossos mártires”, comenta o Papa Francisco, amargamente. O Evangelho diz somente que “os discípulos foram pegar o cadáver para  sepultá-lo”. Pensemos todos, acrescenta o Papa, que este “é um grande testemunho, de um grande homem, de um grande santo”:

A vida só tem valor no doá-la, no doá-la no amor, na verdade, no doá-la aos outros, na vida cotidiana, na família. Sempre doá-la. Se alguém pega a vida para si mesmo, para guardá-la, como o rei em sua corrupção ou a senhora com o ódio, ou a menina, a jovem com sua própria vaidade – um pouco adolescente, inconsciente  – a vida morre , a vida acaba murchando, não serve.

João, conclui Francisco, deu a sua vida: “Eu, pelo contrário, devo diminuir para que Ele seja ouvido, seja visto, para que Ele se manifeste, o Senhor”:

Eu só aconselho a vocês a não pensarem muito sobre isso, mas de recordar a imagem, os quatro personagens: o rei corrupto, a senhora que só sabia odiar, a jovem vaidosa que não tem consciência de nada, e o profeta  decapitado, sozinho em uma cela. Olhar para isso, e cada um abra o coração para que o Senhor lhe  fale  sobre isso.

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Papa apela para combate e denúncia do tráfico de seres humanos

Após a oração do Ângelus deste domingo, 10, o Papa Francisco recordou que há dois dias, na memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, realizou-se o quinto “Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas”, e fez um forte apelo aos governos para combaterem este mal. Muitas religiosas que trabalham com esta realidade estavam na Praça, entoando o lema em alta voz e aplaudindo o Pontífice.

“O lema deste ano é ‘Juntos contra o tráfico’ (aplausos na Praça). Mais uma vez! (fiéis repetem): ‘Juntos contra o tráfico’! Não esqueçam isto. Convida a unir forças para vencer este desafio. Agradeço a todos que lutam nesta frente, em particular tantas religiosas. Eu faço um apelo especialmente aos governos, para que sejam enfrentadas com decisão as causas deste flagelo e as vítimas sejam protegidas. Todos, porém, podemos e devemos colaborar denunciando os casos de exploração e escravização de homens, mulheres e crianças”.

Oração pedindo a intecessão de Santa Bakhita

O Santo Padre enfatizou que “a oração é a força que sustenta o nosso esforço comum”, motivo pelo qual convidou os presentes a rezarem juntos com ele a oração a Santa Josefina Bakhita, que foi distribuída na Praça São Pedro:

“Santa Josefina Bakhita, que quando criança foste vendida como escrava e tiveste que enfrentar dificuldades e sofrimentos indescritíveis. Uma vez libertada da escravidão física, encontraste a verdadeira redenção no encontro com Cristo e sua Igreja.

São Josefina Bakhita, ajuda todos aqueles que estão presos na escravidão.Em nome deles, intercede junto ao Deus da misericórdia, de modo que as cadeias de seu cativeiro possam ser quebradas.

Que Deus mesmo possa libertar todos aqueles que foram ameaçados, feridos ou maltratados pelo tráfico de seres humanos. Leva alívio àqueles que sobrevivem a esta escravidão e ensina a eles a ver Jesus como modelo de fé e esperança, de forma que possam curar suas feridas. Te suplicamos para rezar e interceder por todos nós: para que não caiamos na indiferença, para que abramos os olhos e possamos olhar as misérias e as feridas de tantos irmãos e irmãs privados de sua dignidade e de sua liberdade e ouvir o seu clamor de ajuda. Amém”.

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Em discurso a magistrados, Papa destaca valor fundamental da justiça

A justiça é uma virtude, é um traje a ser usado sempre, pois influencia propósitos e ações concretas. Essas foram palavras do Papa Francisco ao receber neste sábado, 9, membros da Associação Nacional de Magistrados da Itália, por ocasião dos 110 anos de sua fundação. 

Francisco destacou o importante trabalho da associação do que diz respeito à administração da justiça, observando o trabalho dos magistrados com a promoção dos valores constitucionais, bem como vigilância das regras democráticas e serviço ao bem comum. 

No discurso aos presentes, o Papa também destacou o valor primário da justiça, “indispensável para o correto funcionamento de todo âmbito da vida pública e para que cada um possa conduzir uma vida serena”. 

Ele lembrou que a tradição filosófica apresenta a justiça como uma virtude cardeal por excelência. Nesse sentido, a justiça é uma virtude, não é um traje ocasional para se vestir apenas para as festas, mas para ser usado sempre, uma vez que influencia não somente as escolhas concretas, mas também os propósitos. E é dita virtude cardeal porque indica a direção correta. “Sem justiça, toda a vida social fica bloqueada”. 

Assim sendo, o Papa destacou ainda que todas as energias positivas presentes no corpo social devem contribuir para a justiça, porque essa se coloca como requisito principal para conseguir a paz. 

“Em um tempo no qual muitas vezes a verdade é falsificada, e somos quase envolvidos em um turbilhão de informações fugazes, é necessário que vocês sejam os primeiros a afirmar a superioridade da realidade sobre a ideia; de fato, a realidade simplesmente é, enquanto que a ideia se elabora”. 

Francisco exortou ainda os magistrados a oferecer um sinal de dedicação sem interesses, tendo em vista um contexto social em que sempre mais parece normal a busca do interesse individual em detrimento do coletivo. Também pediu que eles procurem sempre respeitar a dignidade de cada pessoa, sem discriminações e com um olhar de bondade. 

“Que a elevada inspiração moral, expressa com nitidez no seu Código Ético, anime sempre a ação de vocês, para que sejam bem mais do que funcionários, mas modelos diante de todos os cidadãos, em particular para os mais jovens”, concluiu o Papa. 

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Papa em Marrocos: Vaticano apresenta programação da viagem

A Sala de Imprensa da Santa Sé apresentou neste sábado, 9, a programação da viagem do Papa Francisco ao Marrocos, que será realizada nos dias 30 e 31 de março próximo.

Francisco parte de Roma para a capital marroquina Rabat no sábado, 30. O primeiro compromisso é a visita de cortesia ao Rei Mohammed VI no Palácio Real, seguida do encontro com o povo marroquino, as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático na Esplanada da Mesquita Hassan. Nesta ocasião, está previsto o primeiro discurso de Francisco.

Ainda no sábado, o Papa visitará o Mausoléu Mohammed V e o Instituto Mohammed VI dos Imames, Pregadores e Pregadoras, onde fará uma saudação. Também consta na agenda do Santo Padre um encontro com os migrantes na sede da Caritas diocesana.

Já no domingo, 31, Papa Francisco visitará o Centro Rural de Serviços Sociais de Témara e terá um encontro com os sacerdotes, religiosos, consagrados, e com o Conselho Ecumênico das Igrejas na Catedral de Rabat.

Após a oração mariana do Angelus e almoço com a comitiva papal, Francisco presidirá a Santa Missa, concluindo sua estadia no país.

A cerimônia de despedida será no aeroporto internacional de Rabat/Salé, de onde o Papa deve partir às 17h15 (hora local) de volta a Roma.

A visita ao Marrocos será a 28ª viagem internacional do pontificado de Francisco. Sua última viagem foi a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, nos últimos dias 3 a 5 de fevereiro. 

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Ângelus: Ser testemunhas de bondade e de misericórdia, pede Papa

Neste domingo, 10, o Papa Francisco rezou o Ângelus com os fiéis, na Praça de São Pedro, e iniciou sua mensagem abordando o evangelho deste V domingo do Tempo Comum (cf. Lc 5,1-11).

O evangelho fala de Pedro, que cansado, desiludido por não ter pescado nada, organizava as redes, quando foi surpreendido por Jesus. O Mestre entrou em seu barco e pediu que se afastasse um pouco da terra.

“Então Jesus se senta no barco de Simão e ensina a multidão reunida ao longo da costa. Mas suas palavras reabrem à confiança também o coração de Simão. Então Jesus, com outro “movimento” surpreendente, diz a ele “Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar”.

Ao pedido de Jesus, Simão responde com uma objeção: “Mestre, trabalhamos a noite toda e não apanhamos nada ….” E como pescador experiente, ele poderia ter acrescentado: “Se não apanhamos nada durante a noite, muito menos apanharemos de dia.” Em vez disso, inspirado pela presença de Jesus e iluminado pela sua Palavra diz: “… mas por causa da tua palavra, lançarei as redes”.

Francisco afirmou que esta é a resposta da fé, que todos os cristãos são chamados a dar. Uma atitude de disponibilidade que Deus pede a todos os seus discípulos. A partir dela, a Graça acontece.

“Trata-se de uma pesca milagrosa, sinal do poder da palavra de Jesus: quando nos colocamos com generosidade ao seu serviço, Ele faz grandes coisas em nós. Assim age com cada um de nós, nos pede para acolhê-lo no barco da nossa vida, para compartilhar com ele e navegar um novo mar que se revela cheio de surpresas. O seu convite para sair ao mar aberto da humanidade do nosso tempo, para ser testemunhas de bondade e de misericórdia, dá um novo sentido à nossa existência, que muitas vezes corre o risco de debruçar-se sobre si mesmo.”

Em seu discurso, o Papa lembrou que muitas vezes quem recebe o chamado é tentado a rejeitá-lo, por causa das próprias incapacidades, mas que Jesus encorajou a Pedro:

“Também Pedro, depois daquela incrível pesca, disse a Jesus: “Senhor, afasta-te de mim, pois sou um pecador”. Mas diz isso de joelhos diante daquele que já reconhece como “Senhor”. E Jesus o encoraja dizendo: “Não temas; de agora em diante serás pescador de homens “, porque Deus, se confiamos nele, nos liberta de nosso pecado e abre diante de nós um novo horizonte: colaborar na sua missão.”

Francisco frisou que o maior milagre realizado por Jesus a Simão e aos outros pescadores desiludidos e cansados, não é tanto a rede cheia de peixes, mas tê-los ajudado a não cair vítimas da desilusão e do desânimo diante das derrotas. Os abriu para se tornarem anunciadores e testemunhas da sua palavra e do Reino de Deus. E a resposta dos discípulos foi imediata e total, “E, atracando as barcas à terra, deixaram tudo e o seguiram”.

Por fim, o Papa pediu a intercessão de Maria a todos:

“Que a Virgem Santa, modelo de imediata adesão à vontade de Deus, nos ajude a sentir o fascínio do chamado do Senhor, e nos torne disponíveis para colaborar com ele para propagar em todos os lugares a sua palavra de salvação.”

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Papa Francisco visitará Abu Dhabi

Neste domingo, 3, o Papa Francisco inicia uma nova viagem apostólica, desta vez aos Emirados Árabes Unidos. O Santo Padre estará na capital Abu Dhabi até o dia 5 de fevereiro e participará de um encontro inter-religioso.

O país localizado no Golfo Pérsico tem uma população média de 9,5 milhões de habitantes, dos quais 1,2 milhão são cristãos, provenientes de muitos países.

O missionário scalabriniano, padre Olmes Milani, trabalhou recentemente nos Emirados Árabes, por quatro anos, e cuidou das paróquias Saint Mary e Saint Francys em Dubai. Ele conta que só em uma destas comunidades frequentavam católicos de 52 países, e celebravam-se Missas em até 15 idiomas quase todas as semanas. No total, há sete Igrejas Católicas nos Emirados Árabes.

Ele destaca que a visita do Santo Padre ao país é importante tanto para os católicos, quanto para os outros cristãos e é considerada muito importante pelos islâmicos. “Para eles, ter o Papa Francisco visitando Abu Dhabi é um evento extraordinário e o país dá notícias todos os dias nos jornais sobre esta visita, desde que aconteceu o anúncio oficial”.

Segundo padre Olmes, Francisco é considerado por eles o líder da paz mundial. “Eles têm uma confiança muito grande no Papa Francisco. Os líderes islâmicos e o povo em geral, quando se fala em Papa Francisco, sentem algo diferente do que se sentia em outras épocas. Nesse sentido, o Papa tem uma capacidade de quebrar círculos que ninguém quebrava antes, pela coragem de ir ao encontro de outras pessoas que são diferentes”.

Religiões no país

O sacerdote lembra que a realidade da igreja católica em Abu Dhabi e em quase todos os sete emirados que compõe o país, está baseada numa espécie de abertura dada pelo xeique, que fundou o país.

O Xeique quis levar ao sul da península riqueza, trabalho e a exploração de petróleo, então decidiu criar uma situação que os estrangeiros pudessem trabalhar no país e também praticar as suas religiões. Diante disso, ele e seu conselho decidiram criar locais onde as diferentes religiões pudessem construir suas igrejas e templos para praticar sua religião.

O missionário scalabriniano, padre Olmes Milani, trabalhou recentemente nos Emirados Árabes, por quatro anos, e cuidou das paróquias Saint Mary e Saint Francys em Dubai. Ele conta que só em uma destas comunidades frequentavam católicos de 52 países, e celebravam-se Missas em até 15 idiomas quase todas as semanas. No total, há sete Igrejas Católicas nos Emirados Árabes.

Ele destaca que a visita do Santo Padre ao país é importante tanto para os católicos, quanto para os outros cristãos e é considerada muito importante pelos islâmicos. “Para eles, ter o Papa Francisco visitando Abu Dhabi é um evento extraordinário e o país dá notícias todos os dias nos jornais sobre esta visita, desde que aconteceu o anúncio oficial”.

Segundo padre Olmes, Francisco é considerado por eles o líder da paz mundial. “Eles têm uma confiança muito grande no Papa Francisco. Os líderes islâmicos e o povo em geral, quando se fala em Papa Francisco, sentem algo diferente do que se sentia em outras épocas. Nesse sentido, o Papa tem uma capacidade de quebrar círculos que ninguém quebrava antes, pela coragem de ir ao encontro de outras pessoas que são diferentes”.

Religiões no país

O sacerdote lembra que a realidade da igreja católica em Abu Dhabi e em quase todos os sete emirados que compõe o país, está baseada numa espécie de abertura dada pelo xeique, que fundou o país.

O Xeique quis levar ao sul da península riqueza, trabalho e a exploração de petróleo, então decidiu criar uma situação que os estrangeiros pudessem trabalhar no país e também praticar as suas religiões. Diante disso, ele e seu conselho decidiram criar locais onde as diferentes religiões pudessem construir suas igrejas e templos para praticar sua religião.

Convivência entre as religiões

O sacerdote explica que as igrejas ficam todas uma ao lado da outra, num espaço de quatro ou cinco quateirões unidos. “Neste local existe tranquilidade, respeito e bom relacionamento, e com as novas leis também os islâmicos devem respeitar as outras religiões, já não podem mais chamar os cristãos de pagãos. Se fizerem isso vão para a justiça e podem ser condenados. Da mesma forma, os cristãos não podem chamar os islâmicos com qualquer nome que seja taxativo ou humilhante”, destaca.

Segundo ele, nos Emirados Árabes existe o respeito às religiões, não existe interferência entre uma e outra crença, e as autoridades locais protegem as igrejas de um eventual ataque terrorista, por exemplo.

Expectativa visita do Papa

Para ele, esta visita é extremamente importante, e não existiu nenhum outro convite de um país do Oriente Médio, exceto Israel, para que o chefe da Igreja Católica visitasse o país, tendo as duas características: pastor da Igreja e chefe de Estado.

Pode ser um bom começo e uma boa esperança de que as coisas se desenvolvam, para os cristãos que moram nos países do Oriente Médio, especialmente na península arábica, e também quem sabe, a gente sonha sempre com o melhor, que um dia possamos ter mais colaboração entre as religiões, mas especialmente o que precisamos mesmo é encontrar um jeito de convivermos bem e colaborarmos cristãos e islâmicos”, disse o sacerdote.

Na visão do padre scalabriniano é preciso muito mais do que apenas conviver com respeito lado a lado, tendo um muro que os separa, seria necessária uma maior interação, mais diálogo e presença.

“A gente espera que com a vinda do Papa os líderes das religiões possam ter uma interação mais séria e também encontrar caminhos bons para viver o maior dos mandamentos, que é nosso e deles também, porque no Alcorão se fala muito do amor e muitas vezes, muito próximo ao estilo cristão”, afirma padre Olmes.

Sobre o encontro inter-religioso

Segundo o missionário, esses encontros vêm acontecendo há alguns anos, especialmente promovidos pelas autoridades locais e têm evoluído bastante.

“No começo, eu lembro, quando cheguei no país os encontros inter-religiosos aconteciam em um grande centro, onde se faz comércio, e fizeram um encontro mundial de religiões. Era mais uma atitude deles darem a conhecer a nós a fé islâmica, sem possibilidade dos outros falarem sobre sua fé”, lembra.

Mas já no último encontro que ele participou, os representantes de outras religiões que estavam no evento puderam falar um pouco sobre si mesmos.

“Pudemos falar um pouco sobre a nossa expressão cristã no país, nosso sentido, o que pretendemos com fé cristã que tem Jesus Cristo como Salvador”, explicou padre Olmes, destacando que foi algo novo que desperta esperança.

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Ângelus: é preciso encontrar discípulos que sigam o Espírito Santo

Antes de iniciar sua 27ª viagem apostólica internacional, desta vez a Abu Dhabi, país que fica na península arábica, o Papa Francisco iniciou mais uma oração mariana do Ângelus do palácio apostólico, na Praça São Pedro.

Francisco deu início ao seu tradicional discurso lembrando a liturgia apresentada no último domingo, 27, em que Jesus Cristo lê uma passagem, na sinagoga de Nazaré, do profeta Isaías e conclui que aquelas palavras hoje se concluem Nele. “Jesus se apresenta como aquele sobre o qual pousou o Espírito do Senhor, que O consagrou e O enviou para cumprir a missão em favor da humanidade”, lembrou o Sucessor de Pedro.

No evangelho deste domingo, 3, o Pontífice deu continuidade àquela narração. “E nos mostra admiração de seus cidadãos ao ver que um da cidade deles, o filho de José, pretende ser o Cristo, o enviado do Paí”, explicou. “Jesus, com sua capacidade de penetrar nas mentes e nos corações, entende imediatamente o que pensam, e consideram que sendo Ele um deles, deva demonstrar esta estranha pretensão fazendo milagres em Nazaré como fizera nas cidades vizinhas”, acrescentou.

Jesus, por outro lado, não aceita esta lógica. “Isto não corresponde aos planos de Deus, que quer a fé. Mas eles querem os milagres. Deus quer salvar todos. E eles querem o Messias em favor de seus próprios interesses”, detalha o Pontífice.

Para explicar a lógica de Deus, Jesus então apresenta o exemplo de dois antigos profetas, Elias e Eliseu. “Deus havia os enviara para salvar e curar pessoas, não apenas os judeus, mas de todos os povos”, afirmou o Santo Padre. “Diante deste convite a eles para abrir seus corações à gratuidade e universalidade da salvação, os cidadãos de Nazaré se rebelam e até mesmo assumem uma atitude agressiva que se degenera a ponto de expulsarem Jesus da cidade”.

Jesus, então, é conduzido a uma colina com o objetivo de precipitá-Lo de lá. “Este evangelho nos mostra que o mistério público de Jesus começa com uma rejeição e uma ameaça de morte. Paradoxalmente, por parte de seus próprios cidadãos. Jesus, ao viver a missão a Ele confiado, sabe que terá que enfrentar o cansaço e a rejeição, a perseguição e a derrota. Um preço que ontem como hoje a profecia autêntica é chamada a pagar”, ponderou o Papa.

E assim, também no mundo contemporâneo, é preciso encontrar nos discípulos do Senhor profetas com esta conduta. “Isto é, pessoas que seguem o impulso do Espírito Santo, que as envia a anunciar esperança e salvação aos pobres e aos excluídos, pessoas que seguem a lógica da fé e não dos milagres, pessoas dedicadas ao serviço de todos sem privilégios ou exclusões, pessoas que se abrem para acolher em si mesmas a vontade do Paí”, ressaltou Francisco.

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Papa em defesa da vida:

Ao receber os membros do Movimento Italiano para a Vida neste sábado, 2, Papa falou dos objetivos como premissa geral. “Tomar cuidado da vida exige que se faça isso durante toda a vida e até o fim. Também, exige-se que se coloque toda a atenção às condições de vida. A saúde, a educação, as oportunidades de trabalho, e assim por diante; por fim, tudo o que permite a uma pessoa viver de modo digno”, observou o Santo Padre.

O Movimento Italiano para a Vida é uma federação que reúne 600 movimentos locais, em toda a Itália. Promove e defende o direito à vida e a dignidade de cada homem, desde a concepção até a morte natural.

Continuando a falar sobre o Dia da Vida deste ano, o Papa recordou o tema, uma passagem do profeta Isaías: “‘Eis que estou fazendo coisas novas’, diz o Senhor deixando aflorar seu coração sempre jovem e o seu entusiasmo em gerar todas as vezes como no princípio, algo que antes não havia e trazendo uma beleza inesperada”, afirmou.

O Pontífice prosseguiu observando: “Apagar voluntariamente a vida no seu desabrochar é, em todos os casos, uma traição à nossa vocação, além do pacto que liga reciprocamente as gerações, pacto que permite olhar adiante com esperança. Onde há vida, há esperança! J amais devemos nos resignar, devemos trabalhar conhecendo os nossos limites mas também o poder de Deus”.

Sobre o Movimento, o Santo Padre  falou sobre o sinal particular de consolo que é dado pela presença de muitos jovens. “Caros jovens, vocês são a riqueza do Movimento para a Vida, para a Igreja e para a sociedade. É muito belo ver que vocês dedicam seu tempo e energia para a proteção da vida e o apoio aos mais indefesos”, sublinhou. O Pontífice também evidenciou a importância da laicidade do Movimento que o bem da vida e o valor humano e civil.

Por fim, recordando mais uma vez a celebração do Dia da Vida o Papa fez um apelo: “A todos os políticos, para que, independente das convicções de fé de cada um, coloquem como prioridade do bem comum a defesa da vida dos que estão para nascer e fazer parte da sociedade, à qual devem trazer novidade, futuro e esperança ”.

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Troca de dons fortalece povo cristão no caminho da unidade, diz Papa

O Papa Francisco presidiu, na tarde desta sexta-feira, 18, a celebração das Vésperas da primeira semana do tempo comum, por ocasião do início da 52ª Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que tem o tema “Deves procurar a justiça, e só a justiça.” (Dt 16, 18-20).

Na celebração, que aconteceu na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, estavam presentes representantes de outras Igrejas cristãs e Comunidades eclesiais de Roma.

Francisco iniciou sua homilia cumprimentando os representantes das outras Igrejas e grupos ecumênicos, e disse que todos são convidados a implorar a Deus o dom da unidade:

“A unidade dos cristãos é fruto da graça de Deus, pelo que nos devemos predispor a recebê-la com coração pronto e generoso.”

O Papa falou sobre a imagem do povo de Israel no livro do Deuteronômio, que, acampado em Moab, estava prestes a entrar na Terra prometida. Lembrou que Moisés, como pai solícito e chefe designado pelo Senhor, repete a Lei ao Povo, instruindo-o e lembrando que deverá viver com fidelidade e justiça, quando se estabelecer na terra prometida:

“A passagem indica como celebrar as três festas principais do ano: Pesach (Páscoa), Shavuot (Pentecostes), Sukkot (Tabernáculos). Cada uma destas festas convida Israel à gratidão pelos bens recebidos de Deus. A celebração duma festa requer a participação de todos; ninguém pode ficar excluído. ‘Alegrar-te-ás na presença do Senhor, teu Deus, com os teus filhos, as tuas filhas, os teus servos e as tuas servas, o levita que viver dentro das portas da tua cidade, o estrangeiro, o órfão e a viúva, que estiverem junto de ti’(Dt 16, 11).”

O Papa lembrou que, a cada festa, é preciso realizar uma peregrinação ao santuário escolhido, e apresentar seus dons. Falou também que não deve surpreender o fato do texto bíblico passar da celebração das festas para a nomeação dos juízes:

“As próprias festas exortam o povo à justiça, lembrando a igualdade fundamental entre todos os membros, todos igualmente dependentes da misericórdia divina, e convidando cada um a partilhar com os outros os bens recebidos. O dar honra e glória ao Senhor nas festas do ano caminha de mãos dadas com o prestar honra e justiça ao seu vizinho, sobretudo se é vulnerável e necessitado.”

Francisco refletiu sobre o tema da Semana de Oração deste ano, e lembrou que os cristãos da Indonésia vivem a preocupação do crescimento econômico do seu país, da concorrência, da pobreza, que põe em perigo a harmonia de uma sociedade em que vivem lado a lado pessoas de diferentes etnias, línguas e religiões.

“Esta situação não se aplica somente à Indonésia; deparamo-nos com a mesma situação no resto do mundo. Quando a sociedade deixa de ter como fundamento o princípio da solidariedade e do bem comum, assistimos ao escândalo de pessoas que vivem em extrema pobreza ao lado de arranha-céus, hotéis imponentes e centros comerciais luxuosos, símbolos de incrível riqueza. Esquecemo-nos da sabedoria da lei mosaica, segundo a qual, se a riqueza não for partilhada, a sociedade divide-se.”

O Papa frisou a lógica da comunidade cristã, onde os fortes devem ocupar-se dos fracos: “A solidariedade e a responsabilidade comum devem ser as leis que regem a família cristã.”

Atualizando a mensagem cristã, Francisco reforçou que também hoje o povo cristão se encontra prestes a entrar no Reino prometido por Deus, mas por estar dividido, precisa recordar o apelo à justiça de Deus.

Francisco terminou seu discurso afirmando que o culto condizente com o Reino, como exige a justiça, é uma festa que engloba a todos, na qual se partilham os dons recebidos.

“Devemos, em primeiro lugar, reconhecer humildemente que as bênçãos recebidas não são nossas por direito, mas por dádiva, tendo-nos sido concedidas para as partilharmos com os outros. Em segundo lugar, devemos reconhecer o valor da graça concedida às outras comunidades cristãs. (…) Um povo cristão, renovado e enriquecido por esta troca de dons, será um povo capaz de caminhar, com passo firme e confiante, pelo caminho que leva à unidade.”

Ao final das Vésperas, o Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, dirigiu sua saudação ao Santo Padre, agradecendo seu empenho.

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Jovens da Diocese se preparam para participar da JMJ 2019

A Diocese de Votuporanga também estará presentes na JMJ – Jornada Mundial da Juventude. O evento é um encontro de jovens de todo o mundo com o Papa Francisco e acontecerá no Panamá, de 22 a 27 de janeiro, com o lema “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim a tua Palavra” (Lc 1,38).

 

O grupo da Diocese é composto por Daiane Ribeiro do Nascimento, da Paróquia São João Batista e São Cristóvão de Tanabi e Loise Roldão, Gabriel Lima, Gustavo Sobreira, Beatriz Souza, Lorena Roldão e Tallys Rodrigo, todos da Paróquia Nossa Senhora do Divino Livramento, de Buritama. Daiane estará viajando com a Comunidade Mar A Dentro, enquanto os demais jovens irão com o grupo do Caminho Neocatecumenal, composto pelas Dioceses de Votuporanga, São José do Rio Preto e Barretos.

 

Lorena fala da experiência, que será inédita na sua vida. “Será a primeira vez que viajo para outro país e estou muito feliz, pois será para participar da JMJ. Nessa oportunidade quero fazer uma experiência de fé e encontro pessoal com Deus”, destaca ela. Enquanto Daiane já participou da edição de 2013, que aconteceu no Rio de Janeiro. “Guardei com carinho todas as palavras ouvidas. Foram muitos encontros com realidades diferentes da minha, aprendizado, amigos para vida, momentos intensos, oportunidades de vivenciar o amor e o cuidado de Deus e testemunhar a alegria de ser um jovem cristão, a unidade e a beleza da nossa Igreja, um sentimento que supera qualquer dificuldade.”

 

O padre Michel Candeu, assessor do Setor Juventude da Diocese de Votuporanga, está em oração por todos os jovens que irão à JMJ e no último dia 13 presidiu uma Missa na intenção dos peregrinos. Enquanto o bispo diocesano, Dom Moacir Aparecido de Freitas, incentivou os participantes. “Que Deus vos abençoe e acompanhe nessa jornada e que faça a cada um crescer cada vez mais no discernimento do processo vocacional para dizer como Maria o sim ao amor à Deus e ao próximo com alegria e dedicação. Convido todos os jovens diocesanos que participem também com suas orações pelo êxito dessa jornada”.

 

A Jornada Mundial da Juventude promove um ambiente festivo, religioso e cultural, que mostra o dinamismo da Igreja e dá testemunho da atualidade da mensagem de Jesus. Trata-se de um meio de evangelização para fortalecer a pastoral juvenil. Teve início com o Papa João Paulo II e é realizada a cada três anos, tendo a última acontecido na cidade de Cracóvia em 2016.

 

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Papa: história deve ensinar ao mundo sedento de verdade, paz e justiça

O Santo Padre concluiu sua série de audiências na manhã deste sábado, 12, no Vaticano, recebendo na Sala do Consistório 60 participantes no Congresso da Associação dos Professores de História da Igreja. Com esta audiência pontifícia, a Associação dos Professores de História da Igreja conclui seus dois dias de trabalhos que se realizaram em Roma, sobre o tema “Atividades, Pesquisa, Divulgação: a história da Igreja pós-conciliar”, por ocasião dos seus 50 anos de fundação.

Em seu discurso aos presentes, o Papa partiu do lema da Associação “história mestra de vida”. O Santo Padre também agradeceu aos docentes de História da Igreja pelo seu precioso serviço e testemunho de vida. E acrescentou: “Com efeito, a história, estudada com paixão, pode e deve ensinar muito, em nossos dias, tão perturbados e sedentos de verdade, paz e justiça. Através da história deveríamos aprender a refletir, com sabedoria e coragem, sobre os efeitos dramáticos e malignos das tantas guerras, que atormentaram o caminho do homem nesta Terra”.

Neste sentido, Francisco recordou que a Itália, em particular a Igreja na Itália, é rica em testemunhos do passado. “Esta riqueza não deve ser um tesouro conservado apenas com zelo, mas nos deve ajudar a caminhar no presente rumo ao futuro. A história da Igreja na Itália representa um ponto de referência essencial para todos os que desejam entender, aprender e apreciar o passado, sem transformá-lo em um museu ou em um cemitério saudoso, mas torná-lo vivo e bem presente aos nossos olhos”.

“Ao centro da história há uma Palavra que não é escrita e nem vem das pesquisas humanas, mas nos é dada por Deus e é testemunhada com a vida e na vida; uma Palavra que age na história e a transforma por dentro: esta Palavra é Jesus Cristo”, acrescentou o Santo Padre que concluiu: “A capacidade de entrever a presença de Cristo e o caminho da Igreja na história nos tornam humildes e nos livram da tentação de nos refugiarmos no passado para evitar o presente”.

Assim, o Pontífice fez votos de que o magistério não fácil e seu testemunho possam contribuir para contemplar Cristo, pedra angular, que atua na história e na memória da humanidade e de todas as culturas. “Que Ele lhes conceda a graça de experimentar sempre a sua presença salvadora nos acontecimentos, nos documentos e nos eventos, grandes ou pequenos”, finalizou.

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Papa Francisco fala sobre o batismo e plenitude de Jesus

Na oração mariana do Ângelus deste domingo, 13, o Papa Francisco centrou a liturgia na celebração do batismo do Senhor, no nascimento de Jesus. “Jesus está no meio do povo”, começou o Santo Padre. “Porque antes de emergir na água, Ele se emerge na multidão, une-se a ela, assumindo toda a condição humana, exceto o pecado”, explicou.

“Assumir as nossas misérias, por isso a de hoje é uma epifania, porque indo batizar-se por João, Jesus manifesta a lógica e o sentido de Sua missão”, continuou o Sucessor de Pedro. Jesus partilha, segundo Francisco, um sentimento profundo de renovação interior. “O Espírito Santo, que desce sobre ele em forma corpórea como uma pomba, é um sinal que com Jesus tem início um mundo novo, do qual fazem parte todos aqueles que acolhem Cristo em suas vidas”, afirmou.

Este amor que recebemos do Pai no dia de nosso batismo é uma chama que foi acesa em nossos corações e que precisa ser nutrida com a oração e a caridade. “O primeiro elemento era Jesus em meio do povo, que se emerge junto a ele. O segundo elemento, destacado pelo evangelista Lucas, é que após a imersão no povo e nas águas do rio Jordão, Jesus se emerge na oração, na comunhão com o Pai. O batismo é o início da vida pública de Jesus, de sua missão no mundo”, disse Francisco à multidão de fiéis que se reuniu na Praça São Pedro.

A missão da Igreja e dos fiéis também é chamada junto a de Jesus. “Ou seja, trata-se de regenerar continuamente na oração, a evangelização e o apostolado para dar um claro testemunho cristão não segundo aos nossos projetos humanos, mas segundo o plano e segundo os projetos de Deus”, ponderou o Papa.

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Padre Gilmar Margotto completará 24 anos de vida sacerdotal

No dia 27 de janeiro, o padre Gilmar Antonio Fernandes Margotto, pároco da paróquia Nossa Senhora Aparecida comemora 24 anos de ordenação sacerdotal. Nascido em Votuporanga, no dia 02 de julho de 1970, desde sua infância e juventude se interessou pela Igreja e trabalhos pastorais da comunidade, participando da Catequese, Congregação Mariana e Pastoral da Juventude. Em 1988, aos 17 anos, padre Gilmar aceitou o chamado de Deus e ingressou no Seminário Diocesano em São José do Rio Preto.

Em Rio Preto, ele cursou Filosofia e Teologia pela Faculdade Sagrado Coração de Jesus entre os anos de 1988 e 1994. Foi ordenado diácono no dia 13 de maio de 1994 e recebeu a ordenação Presbiteral no dia 27 de janeiro de 1995, por imposição das mãos de Dom José de Aquino Pereira, na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga.

Menos de um mês após a sua ordenação presbiteral, foi nomeado pároco da recém criada Paróquia Senhor Bom Jesus de Votuporanga. Durante mais de 16 anos, o padre Gilmar esteve a frente da Paróquia Senhor Bom Jesus, enfrentando as dificuldades iniciais como os poucos recursos financeiros, falta de espaço para reuniões, catequeses e encontros, mas com a ajuda da caminhada, com quem manteve um laço forte de amizade e fidelidade, todas as dificuldades foram vencidas. Neste período em que ficou a frente da paróquia Senhor Bom Jesus, destaca-se a construção da nova Igreja e do Centro de Pastoral, criação de movimentos e pastorais, formação de lideranças, dinamização das atividades e trabalho com a juventude.

Padre Gilmar também é formado em Psicologia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP).  Juntamente com os padres Edemur José Alves (falecido em 2011) e Carlos Rodrigues dos Santos, ele formou a Comissão Diocesana de Estudos para a criação da Diocese de Votuporanga. 

Em setembro de 2011, após o falecimento do padre Edemur José Alves, de quem era muito amigo, foi convidado pelo bispo diocesano a assumir a Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Em meio a dor em deixar sua comunidade tão amada e o entusiasmo em assumir um novo desafio que a Igreja o confiava, ele aceitou o convite do bispo, tomando posse no dia 26 de outubro de 2011.

 

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Venha ser catequista na Catedral

Nos dias de hoje, em que as atividades para o sustento da família no dia a dia exigem mais dedicação e esforço de todos, dedicar tempo para um trabalho voluntário é uma questão que desafia as pessoas. Nas nossas comunidades, muitas vezes nos deparamos com aqueles que dizem que gostariam de se dedicar aos trabalhos pastorais, mas lhes falta tempo, pois o trabalho lhes consome todo o tempo disponível.

Porém, também há nas comunidades pessoas que apesar de trabalhar duro para sustentar a família, sempre encontram um tempo para se dedicar ao serviço pastoral. E é graças a essas pessoas que as comunidades podem manter viva a pastoral e a missão de evangelizar.

Entre essas pessoas que são tão dedicadas, existem àquelas que se dedicam à catequese. Catequistas de norte a sul, de leste a oeste deste país tão grande e de tanta diversidade cultural, que sabem inculturar a catequese na realidade do povo, anunciando o Evangelho de Jesus com a própria vida.

São milhares de pessoas, na grande maioria gente simples, de pouco estudo, de todas as idades, muitas vezes com condições de vida precária, mas que se dedicam à missão de educar na fé com grande amor e dedicação. E a catequese exige muita dedicação.

Ser catequista não é opção pessoal, é chamado! Catequistas são pessoas chamadas por Deus e enviadas pela comunidade, que vai educar na fé aqueles que desejam seguir os passos de Jesus na comunidade católica. Por esse motivo, devem ser imagem viva de Jesus no meio do povo.

A Catequese é um ministério e ser catequista é ser ministro e ministra da Palavra.  Não basta querer ser catequista, mas é preciso ter vocação, um chamado que não parte da vontade pessoal, mas é a vontade de Deus, de Jesus que toca o coração e faz arder nele a chama da vocação que move montanhas e abre caminhos. E é essa chama que transforma a vida das pessoas. A comunidade reconhece essa luz, por isso a envia como sua representante para educar seus membros.

A Catequese é a missão primordial da Igreja e ser catequista é manter viva essa missão. Assim, catequistas de todos os cantos, até dos mais longínquos, merecem o nosso agradecimento e o reconhecimento da comunidade pelo serviço pastoral essencial a que se dedicam.

Seja um catequista da Catedral Nossa Senhora Aparecida e faça sua inscrição na secretaria paroquial. Os catequistas iniciantes serão acompanhados durante um ano por um catequista mais experiente.

Mais informações pelo tel: 3421-6245

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Inscrições abertas para as turmas de Catequese

Você que tem filhos, sobrinhos, netos ou vizinhos com idade acima de 07 anos e que não participam da catequese pode matriculá-los para as turmas de catequese deste ano. As inscrições estão abertas na secretaria paroquial e é necessário levar apenas as certidões de nascimento e batismo. Estão abertas as inscrições para a Catequese para Adultos também.

Aqueles que ainda não receberam o sacramento do Batismo e já passaram da idade normal podem se inscrever também e farão a preparação para receberem os sacramentos.

A secretaria paroquial situa-se na rua São Paulo, Rua São Paulo, 3577. tel : 3421-6245. Atendimento: 2ª a 6ª feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. Sábados das 8h às 11h.

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A oração sempre transforma a realidade, diz Papa na catequese

O Papa Francisco deu continuidade nesta quarta-feira, 9, ao ciclo de catequeses sobre a oração do Pai Nosso. Ele frisou a necessidade de sempre rezar, uma vez que a oração transforma a realidade e jamais permanecerá sem ser ouvida. Não se sabe o tempo, mas Deus sempre responderá à oração, afirmou.

A reflexão de hoje partiu do Evangelho de Lucas; sobretudo este livro é o que descreve a figura de Jesus em uma atmosfera densa de oração, ressaltou o Papa. Ele explicou que cada passo da vida de Jesus é impulsionado pelo sopro do Espírito, que o guia em todas as ações.

“Jesus reza no Batismo no Jordão, dialoga com o Pai antes de tomar as decisões mais importantes, retira-se, muitas vezes, na solidão a rezar, intercede por Pedro que dali a pouco o negará (…) Até mesmo a morte do Messias é imersa em um clima de oração, tanto que as horas da paixão aparecem marcadas por uma calma surpreendente”.

É no Evangelho de Lucas que aparece o pedido dos discípulos – “Senhor, ensina-nos a rezar”. Segundo Francisco, esse é um pedido para os fiéis fazerem também hoje. E Jesus ensina aos seus com quais palavras e sentimentos devem se dirigir a Deus; e a primeira parte deste ensinamento é justamente o Pai Nosso.

“Nós podemos estar todo o tempo da oração com aquela palavra somente: ‘Pai’. E sentir que temos um pai: não um patrão nem um padrasto. Não: um pai. O cristão se dirige a Deus chamando-O, antes de tudo, de ‘Pai’”.

Jesus também faz entender, acrescentou o Santo Padre, que Deus responde sempre; nenhuma oração ficará sem ser ouvida, porque Deus é Pai e não esquece seus filhos que sofrem. Francisco disse que às vezes pode parecer que uma oração não tenha resultado, mas nessas situações Jesus diz para insistir e não dar-se por vencido.

“A oração transforma sempre a realidade, sempre. Se não mudam as coisas ao nosso redor, ao menos mudamos nós, muda o nosso coração. Jesus prometeu o dom do Espírito Santo a cada homem e a cada mulher que reza”.

Foi com essa reflexão que o Papa concluiu a catequese: pediu que os fiéis nunca se esqueçam que a oração muda a realidade. “Ou muda as coisas ou muda o nosso coração, mas sempre muda. (…) Ao final da oração, ao final de um tempo em que estamos rezando, ao final da vida: o que há? Há um Pai que espera tudo e todos com os braços escancarados. Olhemos para este Pai”.

 

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Papa: “Para amar a Deus concretamente, é preciso amar os irmãos”

“Para amar a Deus concretamente, é preciso amar os irmãos, isto é, rezar por eles, simpáticos e antipáticos, inclusive pelo inimigo”. Na homilia da manhã desta quinta-feira, 10, na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco fez um forte apelo ao amor: “Quem nos dá a força para amar assim é a fé, que vence o espírito do mundo”, afirmou.

A reflexão de Francisco se inspirou na Primeira Carta de São João apóstolo (1Jo 4,19 – 5,4) proposta pela Liturgia do dia. O apóstolo João fala, segundo o Santo Padre, de “mundanidade”. “Quando diz: ‘Quem foi gerado por Deus é capaz de vencer o mundo’, está falando da luta de todos dias contra o espírito do mundo, que é mentiroso, é um espírito de aparências, sem consistência, enquanto o Espírito de Deus é verdadeiro”, comentou.

O espírito do mundo é, de acordo com o Pontífice, o espírito da vaidade, das coisas que não têm força, que não têm fundamento e que acabarão. Francisco revela que o apóstolo João oferece o caminho da concretude do espírito de Deus: dizer e fazer são a mesma coisa. “Se você tem o Espírito de Deus fará coisas boas. E o apóstolo João diz uma coisa cotidiana: ‘Quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê’. Se você não é capaz de amar algo que vê, como conseguirá amar algo que não vê? Isso é a fantasia”, destacou.

“Se você não é capaz de amar a Deus no concreto, não é verdade que você ama a Deus. E o espírito do mundo é um espírito de divisão e quando se infiltra na família, na comunidade, na sociedade sempre cria divisões: sempre. E as divisões crescem e vêm o ódio e a guerra … João vai além e diz: ‘Se alguém diz ‘Amo a Deus’, mas odeia o seu irmão, é um mentiroso’, isto é, é filho do espírito do mundo, que é pura mentira, pura aparência. E isso é algo sobre o qual nos fará bem refletir: eu amo a Deus? Mas vamos fazer uma comparação e ver como você ama o seu irmão: vamos ver como você o ama”, refletiu o Santo Padre.

O Papa então apontou três sinais que indicam a falta de amor ao próximo. Antes de tudo, Francisco exortou os fiéis a rezarem pelo próximo, por pessoas antipática e que não querem o bem dos demais, também por aqueles que odeiam os outros e pelos inimigos, como pediu Jesus:

“O primeiro sinal, pergunta que todos devemos fazer: eu rezo pelas pessoas? Por todas, concretas, as que são simpáticas e antipáticas, por aquelas amigas e não são amigas. Primeiro. Segundo sinal: quando eu sinto dentro de mim sentimentos de ciúme, de inveja e quero desejar o mal ou não… é um sinal que não amo. Pare ali. Não deixar crescer esses sentimentos: são perigosos. Não deixá-los crescer. E depois o sinal mais cotidiano de que eu não amo o próximo e, portanto, não posso dizer que amo a Deus, é a fofoca. Vamos colocar no coração e na cabeça: se eu faço fofocas, não amo a Deus porque com as fofocas estou destruindo aquela pessoa. As fofocas são como balas de mel, que são saborosas, uma chama a outra e depois o estômago se consuma, com tantas balas… Porque é bom, é ‘doce’ fofocar, parece uma coisa bela, mas destrói. E este é um sinal de que você não ama”.

Para o Pontífice, uma pessoa que deixa de fofocar, é uma pessoa muito próxima a Deus, porque não fofocar protege o próximo e protege Deus no próximo. “O espírito do mundo se vence com este espírito de fé: acreditar que Deus está no meu irmão, na minha irmã. A vitória que venceu o mundo é a nossa fé. Somente com tanta fé é possível percorrer esta estrada, não com pensamentos humanos de bom senso … não, não: não são necessários. Ajudam, mas não servem nesta luta”, sublinhou.

Francisco concluiu: “Somente a fé nos dará a força para não fofocar, para rezar por todos, inclusive pelos inimigos e de não deixar crescer os sentimentos de ciúme e de inveja. O Senhor, com este trecho da Primeira Carta de São João apóstolo, nos pede concretude no amor. Amar a Deus: mas se você não ama seu irmão, não pode amar a Deus. E se você diz amar o seu irmão, mas na verdade não o ama, o odeia, você é um mentiroso”.

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Papa: é um escândalo ir à igreja e odiar os outros

Na primeira Audiência Geral do ano de 2019, o Papa deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre o Pai Nosso, iniciado em 5 de dezembro, inspirando-se nesta quarta-feira na passagem de Mateus 6, 5-6.

O Evangelho de Mateus – explicou Francisco aos 7 mil presentes na Sala Paulo VI – coloca o texto do “Pai Nosso” em um ponto estratégico, no centro do Sermão da Montanha (Mt 6, 9-13). Reunidos em volta de Jesus no alto da colina, uma “assembleia heterogênea” formada pelos discípulos mais íntimos e por uma grande multidão de rostos anônimos é a primeira a receber a entrega do Pai Nosso.

O Evangelho é revolucionário

Neste “longo ensinamento” chamado “Sermão da Montanha”, de fato, Jesus condensa os aspectos fundamentais de sua mensagem:

“Jesus coroa de felicidade uma série de categorias de pessoas que em seu tempo – mas também no nosso! – não eram muito consideradas. Bem-aventurados os pobres, os mansos, os misericordiosos, os humildes de coração … Esta é a revolução do Evangelho. Onde está o Evangelho há uma revolução. O Evangelho não deixa quieto, nos impulsiona, é revolucionário”.

“Todas as pessoas capazes de amar, os pacíficos que até então ficaram à margem da história, são, ao contrário, construtores do Reino de Deus”. É como se Jesus – explica o Papa – estivesse dizendo: “em frente, vocês que trazem no coração o mistério de um Deus que revelou sua onipotência no amor e no perdão!”

Desta porta de entrada, que inverte os valores da história, brota a novidade do Evangelho:

“A lei não deve ser abolida, mas precisa de uma nova interpretação, que a leve de volta ao seu significado original. Se uma pessoa tem um bom coração, predisposto a amar, então compreende que cada palavra de Deus deve ser encarnada até suas últimas consequências. O amor não tem limites: pode-se amar o próprio cônjuge, o próprio amigo e até mesmo o próprio inimigo com uma perspectiva completamente nova”.

Este é “o grande segredo que está na base de todo o Sermão da Montanha: sejam filhos de vosso Pai que está nos céus”, disse o Pontífice, chamando a atenção para o fato de que em um primeiro momento, estes capítulos do Evangelho de Mateus podem parecer um discurso moral, evocar uma ética tão exigente a ponto de parecer impraticável. Mas pelo contrário, “descobrimos que são sobretudo um discurso teológico:

“O cristão não é alguém que se esforça para ser melhor do que os outros: ele sabe que é pecador como todos. O cristão é simplesmente o homem que para diante da nova Sarça Ardente, da revelação de um Deus que não traz o enigma de um nome impronunciável, mas que pede a seus filhos que o invoquem com o nome de “Pai”, para deixar-se renovar por seu poder e de refletir um raio de sua bondade por este mundo tão sedento de bem, tão à espera de boas notícias”.

Coerência cristã

E Jesus – explica o Papa – introduz o ensinamento da oração do “Pai Nosso” distanciando dois grupos de seu tempo, começando pelos hipócritas”, que rezam nas praças e sinagogas para serem vistos. “Há pessoas – disse o Francisco – que são capazes de tecer orações ateias, sem Deus: fazem isso para serem admiradas pelos homens”, completando:

“E quantas vezes nós vemos o escândalo daquelas pessoas que vão à igreja, estão lá todo o dia, ou vão todos os dias, e depois vivem odiando os outros e falando mal das pessoas. Isto é um escândalo. Melhor não ir à igreja. Viva assim como ateu. Mas se você vai à igreja, viva como filho, como irmão e dá um verdadeiro testemunho. Não um contratestemunho”.
A oração cristã, pelo contrário, não tem outro testemunho crível senão a própria consciência, onde se entrelaça intensamente um diálogo contínuo com o Pai.

Rezar com o coração

Jesus então, continuou Francisco – “toma distância das orações dos pagãos” – que acreditavam ser ouvidos pela força das palavras. O Papa recorda a cena do Monte Carmelo, onde diferentemente dos sacerdotes de Baal que gritavam, dançavam, pediam tantas coisas, é ao Profeta Elias, que fica calado, que o Senhor se revela:

“Os pagãos pensam que falando, falando falando, se reza. Também eu penso aos tantos cristãos que acreditam que rezar – desculpem-me – é falar a Deus como um papagaio. Não! Rezar se faz do coração, de dentro”.

O Pai Nosso – reitera o Santo Padre – “poderia ser também uma oração silenciosa: basta no fundo colocar-se sob o olhar de Deus, recordar-se de seu amor de Pai, e isto é suficiente para serem ouvidos”.

Deus não precisa de sacrifícios para conquistar seu favor

“Que bonito pensar que o nosso Deus não precisa de sacrifícios para conquistar o
seu favor! Ele não precisa de nada, nosso Deus: na oração pede somente que tenhamos aberto um canal de comunicação com ele, para nos descobrirmos sempre seus amados filhos”, disse o Papa ao concluir.

Após o resumo da catequese nas diversas línguas, houve a apresentação de um grupo cubano de dança e malabarismo.

Via Vatican News

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