Notícias e Artigos Litúrgicos
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Dom Moacir participou da 84ª Assembleia do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos – CNBB

De 07 a 09/06, Dom Moacir Aparecido de Freitas, bispo Diocesano de Votuporanga participou da 84ª Assembleia do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos – CNBB. Recordando os 15 anos da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, realizada em Aparecida (SP) no ano de 2007, os bispos do Estado de São Paulo, se reuniram no Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba (SP). 

Os arcebispos das seis arquidioceses, bispos das 36 dioceses paulistas e padres coordenadores de pastoral se reuniram presencialmente após dois anos on-line devido à pandemia. 

Na terça-feira (07/06), foi promovida uma sessão que contou com a análise de aspectos da conjuntura política brasileira, apresentada pelo Pe. Paulo Renato Campos. O episcopado refletiu sobre “as consequências econômicas e sanitárias da pandemia, questões do capitalismo globalizado, fome e diversos aspectos da democracia” (CNBB).

Com a reflexão conduzida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, na quarta-feira (08/06), o tema central foi “Aparecida – 15 anos depois”. O bispo diocesano de Barretos (SP), Dom Milton Kenan Júnior, referencial da Comissão de Animação Bíblica da Pastoral, explanou sobre a estruturação de comissões bíblicas nas dioceses paulistas.

Nesta quinta-feira (09/06), último dia da Assembleia, o bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo, dom Carlos Lema Garcia, trouxe o tema Ensino Religioso. Houve ainda a organização da Assembleia das Igrejas Particulares (AIP) e a celebração de encerramento.

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Confira o horário das Celebrações de Corpus Christi nas Paróquias da Diocese

Nesta quinta-feira (16/06), a Igreja celebra a Solenidade de Corpus Christi (Corpo de Cristo). A festa religiosa tem o objetivo de exaltar o mistério da eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo. Depois de dois anos sem ocorrer devido a pandemia do Coronavírus, a tradicional procissão volta a ser realizada as paróquias da Diocese de Votuporanga. 

A festa de Corpus Christi acontece sempre 60 dias depois do Domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia.

Confira os horários das celebrações nas Paróquias da Diocese de Votuporanga:

REGIÃO PASTORAL DE BURITAMA
Buritama - Nossa Senhora do Divino Livramento: 17h
Lourdes – São Benedito e Nossa Senhora de Lourdes: 18h
Monções – Nossa Senhora Aparecida: 18
Nova Luzitânia – São Pedro: 9h
Planalto – Divino Espírito Santo: 9h
Turiúba – São Vicente de Paulo: 9h
Zacarias – Senhor Bom Jesus: 17h

REGIÃO PASTORAL DE COSMORAMA
Álvares Florence – São João Batista: 18h
Cosmorama – Santo Antônio de Pádua: 17h
Tanabi – Nossa Senhora da Conceição: 16h
Tanabi – São João Batista e São Cristovão: 7h30

REGIÃO PASTORAL DE NHANDEARA
Floreal – Senhor Bom Jesus: 16h
Gastão Vidigal – São João Batista: 16h
Macaubal – Nossa Senhora Aparecida – 7h
Magda – Santa Teresinha do Menino Jesus: 18h30
Nhandeara – São João Batista: 8h
Sebastianópolis do Sul – São Sebastião: 19h (Ida Iolanda – Cap Divino Espírito Santo: 8h)

REGIÃO PASTORAL DE RIOLÂNDIA
Américo de Campos – São João Batista: 16h
Cardoso – São Sebastião: 19h
Paulo de Faria – Senhor Bom Jesus: 7h30 e 17h
Pontes Gestal – São Roberto Belarmino: 9h30
Riolândia – Santo Antônio de Pádua: 18h

REGIÃO PASTORAL DE VOTUPORANGA
Parisi – Nossa Senhora Aparecida: 9h30
Valentim Gentil – São Sebastião: 17h
VOTUPORANGA
Catedral Nossa Senhora Aparecida: 9h e 17h
Santa Joana Princesa: 18h
Santa Luzia: 16h
São Benedito e Nossa Senhora de Fátima: 17h (Cap São João Batista: 9h)
São Bento: 7h30
São Cristovão: 20h (Simonsen – Cap Nossa Senhora Aparecida: 9h)
Senhor Bom Jesus: 8h

REGIÃO PASTORAL DIOCESANA – São Padre Pio
Capela São Francisco de Assis e Santa Clara: 9h

REGIÃO PASTORAL DIOCESANA – Santo Expedito 
Capela Santo Antônio: 18h | Capela Santo Expedito: 19h30

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Diocese celebrou Missa em comemoração ao Dia do Meio Ambiente

No último domingo (05/06), a Diocese de Votuporanga celebrou a Missa em comemoração ao Dia do Meio Ambiente. Realizada na Praça João Guzzo, na Avenida Vale do Sol, a celebração foi presidida pelo Padre Gilmar Margoto, pároco da Catedral Nossa Senhora Aparecida.

Organizada pela Pastoral da Ecologia Integral, no momento da preparação dos dons foram oferecidas mudas de árvores, que representam a ecologia, a vida e a responsabilidade de todos com o meio ambiente. Após término da celebração eucarística foram plantadas no canteiro central da Avenida.

A Missa atende ao chamado do Papa Francisco sobre o sétimo aniversário da encíclica história sobre o cuidado da criação. A carta escrita pelo Santo Padre em 2015, reflete sobre o uso irresponsável dos recursos naturais.

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Missas de Corpus Christi serão celebradas às 9h e 17h na Catedraç

Nesta quinta-feira, 16 de junho, celebramos a Solenidade de Corpus Christi. Na Catedral Nossa Senhora Aparecida serão celebradas Missas às 9h e às 17h. A Santa Missa das 9h será presidida pelo bispo diocesano Dom Moacir Aparecido de Freitas e na oportunidade alguns adolescentes receberão a Eucaristia pela primeira vez.. Ao fim da tarde,  em conjunto com a Paróquia São Bento, será celebrada a Santa Missa Solene e Procissão.
Após a comunhão, os fiéis sairão em procissão pelas ruas centrais de Votuporanga com Jesus na Hóstia Sagrada, numa manifestação pública de devoção a Jesus Eucarístico e pedindo a proteção para nossa cidade.  A procissão retornará a Sé Catedral para a Benção Solene de Jesus Eucarístico. 


Significado

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.
 
Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 – 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

 

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Francisco: não nos esqueçamos do povo atormentado da Ucrânia em guerra

A recordação se desvanece, a dor corre o risco de esfriar-se. O Papa Francisco usa esta expressão para descrever a condição que a população ucraniana vem experimentando há quase quatro meses. Ele o fez ao final da audiência geral desta quarta-feira, falando nas saudações aos peregrinos de língua italiana. Do Papa, mais uma vez, o convite para não esquecermos o drama da guerra:

Por favor, não esqueçamos o povo atormentado da Ucrânia em guerra. Não nos acostumemos a viver como se a guerra fosse uma coisa distante. A nossa recordação, o nosso afeto, a nossa oração e a nossa ajuda vão sempre para este povo que tanto sofre e que está levando avante um verdadeiro martírio.

Não se acostumar à guerra

Não nos acostumemos com a realidade da guerra. Um conceito, este, que o Papa reiterou várias vezes desde o início do conflito, destacando, por exemplo, a importância da ajuda humanitária que - disse ele em março passado - não deve ser interrompida. Também no domingo passado, Francisco, nas saudações que se seguiram à oração do Angelus, voltou seu pensamento para o conflito na Ucrânia, invocando orações por essas populações e exortando os fiéis a não se esquecerem do que está acontecendo:

Sempre vivo em meu coração é o pensamento para o povo da Ucrânia, afligido pela guerra. O tempo que passa não esfrie nossa dor e nossa preocupação com aquelas pessoas atormentadas. Por favor, não nos acostumemos a esta trágica realidade! Tenhamo-la sempre em nossos corações. Rezemos e lutemos pela paz.

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O milagre eucarístico com o qual se instituiu a solenidade de Corpus Christi

A catedral de Orvieto, na Itália, guarda um dos milagres eucarísticos mais importantes na história da Igreja e que motivou o papa Urbano IV a instituir a solenidade de Corpus Christi.

Em meados do século XIII, pe. Pedro de Praga duvidava sobre a presença de Cristo na Eucaristia e realizou uma peregrinação a Roma para rogar sobre o túmulo de São Pedro uma graça de fé.

Ao regressar, enquanto celebrava a missa em Bolsena, na cripta de Santa Cristina, a Sagrada Hóstia sangrou, manchando o corporal com o preciosíssimo sangue.

A notícia chegou rapidamente ao papa Urbano IV, que estava muito perto de Orvieto e mandou que o corporal fosse levado até ele. A venerada relíquia foi levada em procissão e diz-se que o pontífice, ao ver o milagre, ajoelhou-se diante do corporal e, em seguida, o mostrou à população.

Mais tarde, o papa publicou a bula “Transiturus”, com a qual ordenou que fosse celebrada a solenidade de Corpus Christi em toda a Igreja na quinta-feira depois do domingo da Santíssima Trindade.

Do mesmo modo, o papa Urbano IV encomendou a santo Tomás de Aquino a preparação de um ofício litúrgico para a festa e a composição de hinos, que são entoados até o dia de hoje: Tantum Ergo, Lauda Sion.

A santa relíquia é conservada na catedral de Orvieto e pode ser apreciada em uma capela construída em honra a este milagre Eucarístico. O corporal sai em procissão todos os anos durante a festa de Corpus Christi e são presididas as celebrações Eucarísticas na catedral.

São João Paulo II, durante sua visita à catedral de Orvieto em 1990, assinalou que “Jesus se converteu em nosso alimento espiritual para proclamar a soberana dignidade do homem, para reivindicar seus direitos e suas justas exigências, para transmitir-lhes o segredo da vitória definitiva sobre o mal e a comunhão eterna com Deus”.

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Papa: união de jovens e idosos é esperança para o futuro da humanidade

“O serviço alegre da fé que se aprende com gratidão”. Este foi o tema da Catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira, 15, realizada na Praça São Pedro.

Dando continuidade ao tema da velhice, o Santo Padre recordou o episódio da cura da sogra de Simão, que ainda não é chamado Pedro, na versão do Evangelho de Marcos.

“A sogra de Simão estava na cama com febre”, escreve Marcos. “Não sabemos se foi uma doença leve, mas na velhice até mesmo uma simples febre pode ser perigosa. Quando se é velho, não se controla mais o corpo. É preciso aprender a escolher o que fazer e o que não fazer. O vigor do corpo falha e nos abandona, ainda que nosso coração não pare de desejar. É preciso então aprender a purificar o desejo: ser paciente, escolher o que pedir ao corpo, à vida”, refletiu o Pontífice.

Limitações e ajuda da comunidade

Segundo o Papa, quando o homem envelhece não pode fazer o mesmo que fazia quando era jovem. “O corpo tem outro ritmo, e devemos ouvir o corpo e aceitar os limites. Todos nós temos, não é? Eu também tenho que caminhar com uma bengala agora, certo? A doença pesa sobre os idosos de uma maneira diferente e nova em relação a quando se é jovem ou adulto. É como um golpe duro que atinge num momento já difícil”, destacou.

Para Francisco, a comunidade cristã deve tomar conta dos idoso. A visita aos idosos deve ser feita por muitos, juntos e com frequência, frisou. O Santo Padre ressaltou que ninguém deve esquecer estas três linhas do Evangelho. Especialmente hoje em dia, comentou, o número de idosos cresceu consideravelmente, também em proporção aos jovens, porque este inverno demográfico não faz filhos.

“Há muito mais idosos e poucos jovens. Devemos sentir a responsabilidade de visitar os idosos que muitas vezes estão sozinhos e apresentá-los ao Senhor com nossas orações. A vida é preciosa”, destacou.

Cultura do desperdício

Na sequência o Pontífice alertou que a cultura do desperdício parece cancelar os idosos. De acordo com ele, tal prática não os mata, mas os apaga socialmente, como se fossem um fardo a ser carregado: “é melhor escondê-los”.

O Papa frisou que tal comportamento é uma traição da própria humanidade. “Isso é a pior coisa, isso é selecionar a vida de acordo com a utilidade, de acordo com a juventude e não com a vida como ela é, com a sabedoria do idoso, com os limites dos idosos”.

Idosos e sua contribuição para a sociedade

“Os idosos têm muito para nos dar: têm a sabedoria da vida. Tanto para nos ensinar: por isso, devemos ensinar às crianças para que cuidem deles, para que vão aos seus avós. O diálogo entre jovens, crianças e avós é fundamental, é fundamental para a sociedade, é fundamental para a Igreja, é fundamental para a saúde da vida. Onde não há diálogo entre jovens e idosos, falta alguma coisa e cresce uma geração sem passado, ou seja, sem raízes”, disse Francisco.

O Santo Padre recordou que a sogra de Pedro, antes que os Apóstolos entendessem, ao longo do caminho a sequela de Jesus, mostrou o caminho também a eles. O Papa também sublinhou a especial delicadeza de Jesus, que lhe “tocou a mão” e “inclinou-se delicadamente” sobre ela. Jesus “deixou claro, desde o início, sua especial sensibilidade para com os frágeis e os doentes, que o Filho de Deus certamente tinha aprendido com sua Mãe”.

Por fim, o Pontífice pediu que a sociedade deixe que os idosos, que os avós estejam próximos às crianças, aos jovens para transmitir-lhes a memória da vida, para transmitir-lhes a experiência de vida, a sabedoria da vida. “Na medida em que fazemos com que jovens e idosos se encontrem, nessa medida haverá mais esperança para o futuro de nossa sociedade”, completou.

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Papa: união de jovens e idosos é esperança para o futuro da humanidade

“O serviço alegre da fé que se aprende com gratidão”. Este foi o tema da Catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira, 15, realizada na Praça São Pedro.

Dando continuidade ao tema da velhice, o Santo Padre recordou o episódio da cura da sogra de Simão, que ainda não é chamado Pedro, na versão do Evangelho de Marcos.

“A sogra de Simão estava na cama com febre”, escreve Marcos. “Não sabemos se foi uma doença leve, mas na velhice até mesmo uma simples febre pode ser perigosa. Quando se é velho, não se controla mais o corpo. É preciso aprender a escolher o que fazer e o que não fazer. O vigor do corpo falha e nos abandona, ainda que nosso coração não pare de desejar. É preciso então aprender a purificar o desejo: ser paciente, escolher o que pedir ao corpo, à vida”, refletiu o Pontífice.

Limitações e ajuda da comunidade

Segundo o Papa, quando o homem envelhece não pode fazer o mesmo que fazia quando era jovem. “O corpo tem outro ritmo, e devemos ouvir o corpo e aceitar os limites. Todos nós temos, não é? Eu também tenho que caminhar com uma bengala agora, certo? A doença pesa sobre os idosos de uma maneira diferente e nova em relação a quando se é jovem ou adulto. É como um golpe duro que atinge num momento já difícil”, destacou.

Para Francisco, a comunidade cristã deve tomar conta dos idoso. A visita aos idosos deve ser feita por muitos, juntos e com frequência, frisou. O Santo Padre ressaltou que ninguém deve esquecer estas três linhas do Evangelho. Especialmente hoje em dia, comentou, o número de idosos cresceu consideravelmente, também em proporção aos jovens, porque este inverno demográfico não faz filhos.

“Há muito mais idosos e poucos jovens. Devemos sentir a responsabilidade de visitar os idosos que muitas vezes estão sozinhos e apresentá-los ao Senhor com nossas orações. A vida é preciosa”, destacou.

Cultura do desperdício

Na sequência o Pontífice alertou que a cultura do desperdício parece cancelar os idosos. De acordo com ele, tal prática não os mata, mas os apaga socialmente, como se fossem um fardo a ser carregado: “é melhor escondê-los”.

O Papa frisou que tal comportamento é uma traição da própria humanidade. “Isso é a pior coisa, isso é selecionar a vida de acordo com a utilidade, de acordo com a juventude e não com a vida como ela é, com a sabedoria do idoso, com os limites dos idosos”.

Idosos e sua contribuição para a sociedade

“Os idosos têm muito para nos dar: têm a sabedoria da vida. Tanto para nos ensinar: por isso, devemos ensinar às crianças para que cuidem deles, para que vão aos seus avós. O diálogo entre jovens, crianças e avós é fundamental, é fundamental para a sociedade, é fundamental para a Igreja, é fundamental para a saúde da vida. Onde não há diálogo entre jovens e idosos, falta alguma coisa e cresce uma geração sem passado, ou seja, sem raízes”, disse Francisco.

O Santo Padre recordou que a sogra de Pedro, antes que os Apóstolos entendessem, ao longo do caminho a sequela de Jesus, mostrou o caminho também a eles. O Papa também sublinhou a especial delicadeza de Jesus, que lhe “tocou a mão” e “inclinou-se delicadamente” sobre ela. Jesus “deixou claro, desde o início, sua especial sensibilidade para com os frágeis e os doentes, que o Filho de Deus certamente tinha aprendido com sua Mãe”.

Por fim, o Pontífice pediu que a sociedade deixe que os idosos, que os avós estejam próximos às crianças, aos jovens para transmitir-lhes a memória da vida, para transmitir-lhes a experiência de vida, a sabedoria da vida. “Na medida em que fazemos com que jovens e idosos se encontrem, nessa medida haverá mais esperança para o futuro de nossa sociedade”, completou.

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Papa: a guerra não pode ser reduzida a uma distinção entre bons e maus

Na manhã desta terça-feira, 14, o Vaticano divulgou grande parte da conversa do Papa Francisco com os diretores das Revistas dos Jesuítas, recebidos em audiência no Vaticano no dia 19 de maio. A íntegra do encontro foi divulgada na edição da revista “La Civiltà Cattolica”.

Na entrevista, o Santo Padre apontou que, diante da guerra na Ucrânia, não existem bons e maus. “Algo global está surgindo, com elementos que estão muito interligados entre eles. Alguns meses antes do início da guerra encontrei um chefe de Estado, um homem sábio, que fala pouco, muito sábio mesmo. E depois de falar sobre as coisas de que ele queria falar, me disse que estava muito preocupado com a maneira como a OTAN estava se movendo. Eu lhe perguntei porquê, e ele me disse: ‘Estão latindo nas portas da Rússia. E não entendem que os russos são imperiais e não permitem que nenhuma potência estrangeira se aproxime deles’. Ele concluiu: ‘A situação pode levar à guerra’. Essa era a sua opinião. Em 24 de fevereiro, quando a guerra começou. Aquele chefe de Estado foi capaz de ler os sinais do que estava acontecendo”.

Guerra na Ucrânia

O Pontífice comentou sobre a brutalidade e a ferocidade da conduta das tropas russas na guerra. “Sou simplesmente contrário em reduzir a complexidade à distinção entre os bons e os maus, sem raciocinar sobre as raízes e os interesses, que são muito complexos. Enquanto vemos a ferocidade, a crueldade das tropas russas, não devemos esquecer os problemas a fim de tentar resolvê-los”.

O Papa afirmou encontrar na população ucraniana um povo corajoso que luta para sobreviver, dessa forma, desinstalaram o exército russo que imaginou terminar a guerra em uma semana.

Francisco aproveitou para citar outros países que sofrem dos mesmos males das destruições:

“Pensemos em algumas partes da África, ao norte da Nigéria, ao norte do Congo – onde a guerra ainda está em curso e ninguém se importa. Pensem em Ruanda 25 anos atrás. Pensemos em Mianmar e nos Rohingya. O mundo está em guerra. Alguns anos atrás me ocorreu dizer que estamos vivendo a terceira guerra mundial em pedaços e em bocados. Então, para mim, hoje, a Terceira Guerra Mundial foi declarada. E isso é algo que deveria nos fazer pensar. O que está acontecendo com a humanidade que já teve três guerras mundiais em um século? Eu vivo a Primeira Guerra em memória do meu avô no Piave. E depois a Segunda e agora a Terceira”.

O Santo Padre elucidou que os Jesuítas transmitem o lado humano da guerra. “Gostaria que as revistas mostrassem o drama humano da guerra. É muito bom fazer um cálculo geopolítico, estudar as coisas em profundidade. Vocês devem fazer isso, porque é o trabalho de vocês. Mas também procurem transmitir o drama humano da guerra. O drama humano daqueles cemitérios, o drama humano das praias da Normandia ou de Anzio, o drama humano de uma mulher cuja à porta bate um carteiro e que recebe uma carta agradecendo-lhe por ter dado um filho à pátria, que é um herói da pátria… E, assim, ela fica sozinha. Refletir sobre isso ajudaria muito a humanidade e a Igreja. Façam as suas reflexões sócio-políticas, mas não descuidem da reflexão humana sobre a guerra”, pediu.

Dinamicidade e Juventude

Além de falar sobre a sinodalidade vivenciada em outras partes da Europa, como na Alemanha, Francisco também partilho acerca de como vê a revitalização espiritual da Igreja.

Já no final da conversa, o Pontífice comentou sobre o público juvenil que vive diante do imediatismo. Diante da realidade do discernimento em relação a esse público, o Papa falou de dinamicidade e movimento:

“Não devemos ficar parados. Quando se trabalha com os jovens, devemos sempre dar uma perspectiva em movimento, não estática. Devemos pedir ao Senhor de ter a graça e a sabedoria de nos ajudar a dar os passos corretos. Na minha época, o trabalho com os jovens consistia em encontros de estudo. Agora já não funciona mais dessa maneira. Devemos levá-los adiante com ideais concretos, obras, caminhos. Os jovens encontram sua razão de ser ao longo do caminho, nunca estaticamente. Alguns podem estar hesitantes porque veem jovens sem fé, dizem que não estão na graça de Deus. Mas deixem que Deus cuide deles! Sua tarefa é colocá-los no caminho. Acho que é a melhor coisa que podemos fazer”, concluiu.

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Catedral celebrará Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 29 de maio a 05 de junho

Em comunhão com todas as Igrejas Cristãs, a Catedral Nossa Senhora Aparecida celebrará de 29 de maio a 05 de junho a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, cujo tema neste ano é  “Vimos o seu astro no Oriente e viemos prestar-lhe homenagem” (Mt 2,2). As celebrações serão realizadas diariamente às 19h na Catedral.

O Papa Francisco, em janeiro desse ano, motivou a participação ecumênica nesta semana de oração: “Também nós, cristãos, na diversidade das nossas confissões e tradições, somos peregrinos em caminho, rumo à plena unidade. Aproximamo-nos mais da meta quanto mais fixo tivermos o nosso olhar em Jesus, nosso único Senhor”

A redação do conteúdo ficou a cargo do Conselho de Igrejas do Oriente Médio, com sede em Beirute, Líbano. Com a motivação dos reis magos, que foram conduzidos até a manjedoura para encontrar Jesus e entregar a ele o que tinham de mais precioso, nós também somos convidados nessa semana de oração, a seguir a estrela dentro de nosso coração e oferecer o nosso respeito, carinho e fraternidade.

“Vamos caminhar nessa semana de oração fixando o olhar em Jesus e estendendo as mãos para a oração e o desejo de paz. Pois na diversidade de dons precisamos sempre destacar ações para o reino de Deus e na pluralidade de corações a busca pela unidade no amor. É o amor que nos faz irmãos e irmãs e são pelas as atitudes que damos sinais desse amor.”

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Laudato Si: Encíclica do Papa Francisco completa 7 anos de publicação

No dia 24 de maio de 2015, o Papa Francisco apresentava ao mundo a Carta Encíclica Laudato Si. O documento, sobre o cuidado da casa comum, tem um título que remete ao Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis, onde o santo louva o Criador pelas belezas da natureza.

A Laudato Si’ tornou-se conhecida como uma “encíclica verde”, por tratar de questões ligadas à ecologia. No entanto, o Santo Padre fez questão de enfatizar que essa é uma encíclica social, porque fala da questão ambiental enquanto relacionada com a questão social.

Segundo o Pontífice: “Paz, Justiça e Conservação da criação são três questões absolutamente ligadas e que não se podem se separar (LS 92)”.

Sete anos

Os frutos da encíclica do Papa desencadearam processos fecundos, muitos dos quais ainda estão em andamento.

O primeiro fruto da Laudato si’ é precisamente sua capacidade de conectar aspectos que antes eram tratados setorialmente. As expressões mais citadas estão “ecologia integral”, que constitui seu verdadeiro coração, e “tudo está conectado”, que se tornou quase um slogan.

A anotação de que “não há duas crises separadas, uma ambiental e outra social, mas sim uma única e complexa crise sócio-ambiental” também se tornou popular.

A ação em favor do meio ambiente atravessa culturas, povos, contextos geográficos e crenças. A Igreja tem sido uma enorme fonte de ideias e projetos, graças aos quais as palavras do Pontífice não ficaram no papel.

Projetos no continente africano

Em Gana, por exemplo, os bispos da Conferência Episcopal estão organizando a plantação de um milhão de árvores, uma ação concreta que complementa e apoia o projeto governamental “Gana Verde” lançado em junho de 2021.

No Quênia, eles já tinham começado no ano passado, com o plantio de sementes na floresta de Kakamega, a única floresta tropical remanescente no país. O programa teve a participação de 500 pessoas de diferentes confissões cristãs, que realizaram também iniciativas de conscientização para um uso mais respeitoso dos recursos da Terra.

Os jovens do Movimento Laudato si’, de modo particular, também intervieram na esfera urbana para enfrentar simbólica e concretamente um dos maiores desafios que as cidades enfrentam: o da grande produção de lixo.

Em colaboração com a ONG Nairobi Recyclers (Narec), eles criaram um projeto de reciclagem que tem como objetivo limpar parte da capital. Além de coletar lixo e proteger o meio ambiente da poluição.

A equipe da Nairobi Recyclers também selecionou 17 escolas e cinco casas religiosas que acolhem crianças nas quais planejam plantar mais de mil árvores frutíferas e de outras espécies.

Outros projetos

A Igreja, além de projetos de reflorestamento na África, implementou muitos em outros contextos, em descarbonização, em eficiência energética, agricultura sustentável, abastecimento de água potável, limpeza dos mares com a retirada do plástico, de educação e conscientização ambiental, sem nunca esquecer a pessoa e a proteção da vida humana.

A este respeito, não se pode deixar de mencionar o trabalho do episcopado americano e da Diocese de Chicago, que sob a liderança do arcebispo da cidade, Cardeal Blase Joseph Cupich, tem o mérito de ter instituído o primeiro ministério Laudato si’ do mundo, chamando à ação tantos católicos que colocaram sua profissão ou o seu ‘carisma’ ao cuidado da Casa Comum e na defesa dos mais frágeis.

Menção especial também para a Diocese de Burlington, que engajou os fiéis na conscientização e ação para uma maior justiça ecológica, iniciando projetos para combater a cultura do descarte (fabricação de compostagem em hortas e jardins, uso exclusivo de materiais reciclados começando com o papel, modelos circulares de produção e consumo alimentares e muito mais), juntamente com o início do monitoramento dos imóveis diocesanos no que diz respeito ao fornecimento de energia a ser convertida em formas renováveis ou de baixo impacto ambiental.

Também é grande o envolvimento das comunidades locais, por parte da Igreja, para salvar a Amazônia, o pulmão verde do mundo que corre o risco de ser destruído cada dia mais por causa do desmatamento, da corrupção, da exploração intensiva do solo e do desaparecimento da biodiversidade.

Sínodo e exortação

Neste ano, houve o florescimento das Comunidades Laudato si’, que se originou de uma ideia do bispo de Rieti, Dom Domenico Pompili e do fundador do Slow Food Itália, Carlo Petrini. Eles relançaram o tema da ecologia integral, apostando na conversão do coração.

Desde 2020, apesar da pandemia, os círculos de Laudato si’ aumentaram em quase 300 por cento. A encíclica permeou o debate político e científico desde a Conferência de Paris sobre o Clima em 2015 e a de Glasgow em 2021; garantiu que os cuidados da Casa Comum fossem incluídos entre as obras de misericórdia e iniciou a “Economia de Francisco”.

Sem esse documento, poderia ter sido mais difícil realizar um Sínodo como o da Amazônia (cuja conexão com Laudato si’ é evidente desde o tema: “Novos caminhos para a Igreja e para a Ecologia Integral”) e para chegar à consequente exortação apostólica, Querida Amazônia, com seus quatro sonhos – social, cultural, ecológico e eclesial – que são de fato um caminho de ecologia integral.

Outros frutos

O próprio Sínodo da Juventude de 2018 e o “Documento sobre a Fraternidade Humana”, assinado em 4 de fevereiro de 2019 em Abu Dhabi pelo Papa e o Grão Imame de Al-Azhar, al-Tayyib, seriam basicamente imputáveis entre os frutos deste texto.

Durante a JMJ no Panamá, em janeiro de 2019, falou-se até mesmo de uma “Geração Laudato si’”. O documento inspirou eventos de espiritualidade, sobretudo o “Tempo da Criação” que acontece de 1° de setembro, o Dia Mundial de Oração pela Salvaguarda da Criação, a 4 de outubro, a festa de São Francisco.

Possibilitou a instituição da Semana Laudato si’, este ano agendada de 22 a 29 de maio; alimentou a música, a arte, a cultura e até mesmo o cinema.

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Conheça a mensagem do Papa Francisco para o 56º Dia Mundial das Comunicações Sociais

No próximo domingo, 29 de maio, a Igreja no mundo todo celebrará o 56º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Ainda em janeiro, na Festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, foi divulgada a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Inicialmente divulgado apenas como “Escutai”, a versão final do título da mensagem é “Escutar com o ouvido do coração”.

Já no início da carta, o Papa Francisco retoma o tema do ano anterior, expresso nos verbos “ir e ver”, acenando para uma continuidade do pensamento, agora acentuado no verbo “escutar”. Divido em três partes, o texto do Papa afirma que “a escuta continua essencial para a comunicação humana”.

Na primeira parte, Escutar com o ouvido do coração, o pontífice perpassa as páginas da Sagrada Escritura, desde o Antigo Testamento, afirmando que a escuta está diretamente ligada à relação dialogal de Deus com a humanidade. Segundo Francisco, “a escuta corresponde ao estilo humilde de Deus” e alerta que “a primeira escuta a reaver quando se procura uma comunicação verdadeira é a escuta de si mesmo, das próprias exigências mais autênticas, inscritas no íntimo de cada pessoa”.

A escuta como condição da boa comunicação é o título da segunda parte, na qual o Papa chama a atenção para o mau uso da escuta, instrumentalizada para espiar, e afirma que “aquilo que torna boa e plenamente humana a comunicação é precisamente a escuta de quem está à nossa frente, face a face”. Outro alerta feito pelo Papa é o de insistirmos no diálogo. Citando o filósofo Abraham Kaplan, muitas vezes, “o diálogo não passa de duólogo, ou seja um monólogo a duas vozes.” Para Francisco, “na verdadeira comunicação, o eu e o tu encontram-se ambos ‘em saída’, tendendo um para o outro.” A realidade da pandemia e a situação dos migrantes, sempre presentes nos discursos e ações do Papa, também foram destacadas na mensagem.

Por fim, o Papa dedica uma reflexão ao Escutar-se na Igreja e afirma que “na ação pastoral, a obra mais importante é o “apostolado do ouvido”. O movimento empreendido pelo Papa está em sintonia com o Sínodo sobre Sinodalidade, iniciado em outubro de 2021, cuja primeira fase é a da escuta. Francisco afirma que “a comunhão não é o resultado de estratégias e programas, mas edifica-se na escuta mútua entre irmãos e irmãs” e, fazendo analogia com a música, destaca que num coro o mais importante não é a monotonia, “mas a pluralidade e variedade das vozes, a polifonia”. E só é possível cantar em conjunto quando se escuta as vozes dos demais membros.

Confira a íntegra da mensagem do Papa.

 

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O
56º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

29 de maio de 2022

“Escutar com o ouvido do coração”

Queridos irmãos e irmãs!

No ano passado, refletimos sobre a necessidade de “ir e ver” para descobrir a realidade e poder narrá-la a partir da experiência dos acontecimentos e do encontro com as pessoas. Continuando nesta linha, quero agora fixar a atenção noutro verbo, “escutar”, que é decisivo na gramática da comunicação e condição para um autêntico diálogo.

Com efeito, estamos perdendo a capacidade de ouvir a pessoa que temos à nossa frente, tanto na teia normal das relações quotidianas como nos debates sobre os assuntos mais importantes da convivência civil. Ao mesmo tempo, a escuta está experimentando um novo e importante desenvolvimento em campo comunicativo e informativo, através das várias ofertas de podcast e chat audio, confirmando que a escuta continua essencial para a comunicação humana.

A um médico ilustre, habituado a cuidar das feridas da alma, foi-lhe perguntada qual era a maior necessidade dos seres humanos. Respondeu: “O desejo ilimitado de ser ouvidos”. Apesar de frequentemente oculto, é um desejo que interpela toda a pessoa chamada a ser educadora, formadora, ou que desempenhe de algum modo o papel de comunicador: os pais e os professores, os pastores e os agentes pastorais, os operadores da informação e quantos prestam um serviço social ou político.

Escutar com o ouvido do coração

A partir das páginas bíblicas aprendemos que a escuta não significa apenas uma percepção acústica, mas está essencialmente ligada à relação dialogal entre Deus e a humanidade. O “shema’ Israel – escuta, Israel” (Dt 6, 4) – as palavras iniciais do primeiro mandamento do Decálogo – é continuamente lembrado na Bíblia, a ponto de São Paulo afirmar que “a fé vem da escuta” (Rm 10, 17). De fato, a iniciativa é de Deus, que nos fala, e a ela correspondemos escutando-O; e mesmo este escutar fundamentalmente provém da sua graça, como acontece com o recém-nascido que responde ao olhar e à voz da mãe e do pai. Entre os cinco sentidos, parece que Deus privilegie precisamente o ouvido, talvez por ser menos invasivo, mais discreto do que a vista, deixando consequentemente mais livre o ser humano.

A escuta corresponde ao estilo humilde de Deus. Ela permite a Deus revelar-Se como Aquele que, falando, cria o homem à sua imagem e, ouvindo-o, reconhece-o como seu interlocutor. Deus ama o homem: por isso lhe dirige a Palavra, por isso “inclina o ouvido” para o escutar.

O homem, ao contrário, tende a fugir da relação, a virar as costas e “fechar os ouvidos” para não ter de escutar. Esta recusa de ouvir acaba muitas vezes por se transformar em agressividade sobre o outro, como aconteceu com os ouvintes do diácono Estêvão que, tapando os ouvidos, atiraram-se todos juntos contra ele (cf. At 7, 57).

Assim temos, por um lado, Deus que sempre Se revela comunicando-Se livremente, e, por outro, o homem, a quem é pedido para sintonizar-se, colocar-se à escuta. O Senhor chama explicitamente o homem a uma aliança de amor, para que possa tornar-se plenamente aquilo que é: imagem e semelhança de Deus na sua capacidade de ouvir, acolher, dar espaço ao outro. No fundo, a escuta é uma dimensão do amor.

Por isso Jesus convida os seus discípulos a verificar a qualidade da sua escuta. ”Vede, pois, como ouvis” (Lc 8, 18): faz-lhes esta exortação depois de ter contado a parábola do semeador, sugerindo assim que não basta ouvir, é preciso fazê-lo bem. Só quem acolhe a Palavra com o coração “bom e virtuoso” e A guarda fielmente é que produz frutos de vida e salvação (cf. Lc 8, 15). Só prestando atenção a quem ouvimos, àquilo que ouvimos e ao modo como ouvimos é que podemos crescer na arte de comunicar, cujo cerne não é uma teoria nem uma técnica, mas a “capacidade do coração que torna possível a proximidade” (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 171).

Ouvidos, temo-los todos; mas muitas vezes mesmo quem possui um ouvido perfeito, não consegue escutar o outro. Pois existe uma surdez interior, pior do que a física. De fato, a escuta não tem a ver apenas com o sentido do ouvido, mas com a pessoa toda. A verdadeira sede da escuta é o coração. O rei Salomão, apesar de ainda muito jovem, demonstrou-se sábio ao pedir ao Senhor que lhe concedesse “um coração que escuta” (1 Rs 3, 9). E Santo Agostinho convidava a escutar com o coração (corde audire), a acolher as palavras, não exteriormente nos ouvidos, mas espiritualmente nos corações: “Não tenhais o coração nos ouvidos, mas os ouvidos no coração”.[1] E São Francisco de Assis exortava os seus irmãos a “inclinar o ouvido do coração”.[2]

Por isso, a primeira escuta a reaver quando se procura uma comunicação verdadeira é a escuta de si mesmo, das próprias exigências mais autênticas, inscritas no íntimo de cada pessoa. E não se pode recomeçar senão escutando aquilo que nos torna únicos na criação: o desejo de estar em relação com os outros e com o Outro. Não fomos feitos para viver como átomos, mas juntos.

A escuta como condição da boa comunicação

Há um uso do ouvido que não é verdadeira escuta, mas o contrário: o espionar. De fato, uma tentação sempre presente, mas que neste tempo da social web parece mais assanhada, é a de procurar saber e espiar, instrumentalizando os outros para os nossos interesses. Ao contrário, aquilo que torna boa e plenamente humana a comunicação é precisamente a escuta de quem está à nossa frente, face a face, a escuta do outro abeirando-nos dele com abertura leal, confiante e honesta.

Esta falta de escuta, que tantas vezes experimentamos na vida quotidiana, é real também, infelizmente, na vida pública, onde com frequência, em vez de escutar, “se fala pelos cotovelos”. Isto é sintoma de que se procura mais o consenso do que a verdade e o bem; presta-se mais atenção à audience do que à escuta. Ao invés, a boa comunicação não procura prender a atenção do público com a piada foleira visando ridicularizar o interlocutor, mas presta atenção às razões do outro e procura fazer compreender a complexidade da realidade. É triste quando surgem, mesmo na Igreja, partidos ideológicos, desaparecendo a escuta para dar lugar a estéreis contraposições.

Na realidade, em muitos diálogos, efetivamente não comunicamos; estamos simplesmente à espera que o outro acabe de falar para impor o nosso ponto de vista. Nestas situações, como observa o filósofo Abraham Kaplan,[3] o diálogo não passa de duólogo, ou seja um monólogo a duas vozes. Ao contrário, na verdadeira comunicação, o eu e o tu encontram-se ambos “em saída”, tendendo um para o outro.

Portanto, a escuta é o primeiro e indispensável ingrediente do diálogo e da boa comunicação. Não se comunica se primeiro não se escutou, nem se faz bom jornalismo sem a capacidade de escutar. Para fornecer uma informação sólida, equilibrada e completa, é necessário ter escutado prolongadamente. Para narrar um acontecimento ou descrever uma realidade numa reportagem, é essencial ter sabido escutar, prontos mesmo a mudar de ideia, a modificar as próprias hipóteses iniciais.

Com efeito, só se sairmos do monólogo é que se pode chegar àquela concordância de vozes que é garantia duma verdadeira comunicação. Ouvir várias fontes, “não parar na primeira locanda” – como ensinam os especialistas do ofício – garante credibilidade e seriedade à informação que transmitimos. Escutar várias vozes, ouvir-se – inclusive na Igreja – entre irmãos e irmãs, permite-nos exercitar a arte do discernimento, que se apresenta sempre como a capacidade de se orientar numa sinfonia de vozes.

Entretanto para quê enfrentar este esforço da escuta? Um grande diplomata da Santa Sé, o cardeal Agostinho Casaroli, falava de “martírio da paciência”, necessário para escutar e fazer-se escutar nas negociações com os interlocutores mais difíceis a fim de se obter o maior bem possível em condições de liberdade limitada. Mas, mesmo em situações menos difíceis, a escuta requer sempre a virtude da paciência, juntamente com a capacidade de se deixar surpreender pela verdade – mesmo que fosse apenas um fragmento de verdade – na pessoa que estamos a escutar. Só o espanto permite o conhecimento. Penso na curiosidade infinita da criança que olha para o mundo em redor com os olhos arregalados. Escutar com este estado de espírito – o espanto da criança na consciência dum adulto – é sempre um enriquecimento, pois haverá sempre qualquer coisa, por mínima que seja, que poderei aprender do outro e fazer frutificar na minha vida.

A capacidade de escutar a sociedade é ainda mais preciosa neste tempo ferido pela longa pandemia. A grande desconfiança que anteriormente se foi acumulando relativamente à “informação oficial”, causou também uma espécie de “info-demia” dentro da qual é cada vez mais difícil tornar credível e transparente o mundo da informação. É preciso inclinar o ouvido e escutar em profundidade, sobretudo o mal-estar social agravado pelo abrandamento ou cessação de muitas atividades econômicas.

A própria realidade das migrações forçadas é uma problemática complexa, e ninguém tem pronta a receita para a resolver. Repito que, para superar os preconceitos acerca dos migrantes e amolecer a dureza dos nossos corações, seria preciso tentar ouvir as suas histórias. Dar um nome e uma história a cada um deles. Há muitos bons jornalistas que já o fazem; e muitos outros gostariam de o fazer, se pudessem. Encorajemo-los! Escutemos estas histórias! Depois cada qual será livre para sustentar as políticas de migração que considerar mais apropriadas para o próprio país. Mas então teremos diante dos olhos, não números nem invasores perigosos, mas rostos e histórias de pessoas concretas, olhares, expectativas, sofrimentos de homens e mulheres para ouvir.

Escutar-se na Igreja

Também na Igreja há grande necessidade de escutar e de nos escutarmos. É o dom mais precioso e profícuo que podemos oferecer uns aos outros. Nós, cristãos, esquecemo-nos de que o serviço da escuta nos foi confiado por Aquele que é o ouvinte por excelência e em cuja obra somos chamados a participar. “Devemos escutar através do ouvido de Deus, se queremos poder falar através da sua Palavra”.[4] Assim nos lembra o teólogo protestante Dietrich Bonhöffer que o primeiro serviço na comunhão que devemos aos outros é prestar-lhes ouvidos. Quem não sabe escutar o irmão, bem depressa deixará de ser capaz de escutar o próprio Deus.[5]

Na ação pastoral, a obra mais importante é o “apostolado do ouvido”. Devemos escutar, antes de falar, como exorta o apóstolo Tiago: “cada um seja pronto para ouvir, lento para falar” (1, 19). Oferecer gratuitamente um pouco do próprio tempo para escutar as pessoas é o primeiro gesto de caridade.

Recentemente deu-se início a um processo sinodal. Rezemos para que seja uma grande ocasião de escuta recíproca. Com efeito, a comunhão não é o resultado de estratégias e programas, mas edifica-se na escuta mútua entre irmãos e irmãs. Como num coro, a unidade requer, não a uniformidade, a monotonia, mas a pluralidade e variedade das vozes, a polifonia. Ao mesmo tempo, cada voz do coro canta escutando as outras vozes na sua relação com a harmonia do conjunto. Esta harmonia é concebida pelo compositor, mas a sua realização depende da sinfonia de todas e cada uma das vozes.

Cientes de participar numa comunhão que nos precede e inclui, possamos descobrir uma Igreja sinfônica, na qual cada um é capaz de cantar com a própria voz, acolhendo como dom as dos outros, para manifestar a harmonia do conjunto que o Espírito Santo compõe.

Roma, São João de Latrão, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2022.

FRANCISCO

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Diocese celebrará Missa pelo 56º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Em comunhão com a Igreja no mundo, a a Diocese de Votuporanga celebrará no próximo domingo, 29 de maio, a Missa pelo 56º Dia Mundial das Comunicações Sociais, com o objetivo de aprofundar a mensagem do Papa Francisco para este dia que tem como tema: "Escutar com o ouvido do coração!". 

A celebração será realizada às 7h30 na Catedral Nossa Senhora Aparecida, sendo presidida por Dom Moacir Aparecido de Freitas e terá transmissão ao vivo pela TV Unifev Canal 53.1 e no Facebook da Catedral. A celebração deverá contar com a presença de jornalistas e comunicadores de Votuporanga e região.

“A pandemia afetou e feriu a todos e todos precisam ser ouvidos e consolados. Ouvir é fundamental para uma boa informação. A busca da verdade começa com a escuta. O mesmo acontece com o testemunho através dos meios de comunicação social. Todo diálogo, toda relação começa com a escuta. Por isso, para crescer, mesmo profissionalmente, como comunicadores, é preciso reaprender a ouvir muito”, diz a carta do Santo Padre.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais é realizado anualmente na Solenidade da Ascensão do Senhor. Ao voltar à Casa do Pai, Jesus comunica aos Apóstolos a missão de anunciadores da Palavra de Deus. Para isto deveriam ser testemunhas de sua ressurreição. Assim dizemos que a Ascensão é a Festa da Comunicação, do encontro e do diálogo entre o humano e o divino, o cumprimento da Aliança de relacionamento entre Deus e àqueles que o reconhecem como Deus.

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Catedral está realizando Semana de Iniciação à Vida Cristã

De 24 a 26 de maio, as Paróquias da Diocese de Votuporanga realizarão a Semana de Iniciação à Vida Cristã (IVC). Com o tema: “O Querigma e a pessoa do Introdutor – passos diocesanos na inspiração catecumenal”. A metodologia será por meio de vídeos e textos que são disponibilizados pela Diocese as paroquias. 

Participarão dos encontros padres, diáconos, religiosos (as), os líderes das Comissões Paroquias IVC (coordenadores de CPP, das Pastorais Bíblico-Catequéticas, de Liturgia, Familiar, do Batismo, da Juventude, Redes de Comunidades ou COMIPA) como também os catequistas da comunidade.

Na Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Catedral), os encontros serão realizados sempre às 20h no Auditório ("Plenário) da Catedral. 

No dia 24 de maio será abordado o tema: "O anúncio da pessoa de Jesus Cristo: o Querigma"; no 2º dia, dia 25, será: "Metodologia Querigmática da Iniciação à Vida Cristã"; e no 3º dia, dia 26: "A pessoa do introdutor."

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Chegou o mês das noivas: Nove conselhos do papa para preparar o casamento

Maio é tradicionalmente conhecido como mês das noivas e muitos optam por se casar exatamente neste período, quando as datas são bastante concorridas. Mas, além da data do casório, outras questões são importantes para este momento. Na exortação pós-sinodal Amoris Laetitia, o papa Francisco dá nove dicas para preparar o dia do casamento:

1. Não se concentrem nos convites, vestido ou festa

O papa pede para não se concentrar demais nos inúmeros detalhes que consomem recursos econômicos e energia dos noivos, porque assim chegam ao casamento já cansados. Em vez disso, indica a necessidade de dedicar suas melhores forças para se preparar como casal para este grande passo. “Esta mesma mentalidade subjaz também à decisão de algumas uniões de fato que nunca mais chegam ao matrimônio, porque pensam nas elevadas despesas da festa, em vez de darem prioridade ao amor mútuo e à sua formalização diante dos outros".

2. Optem por uma celebração austera e simples

Tenham “a coragem de ser diferentes” e não se deixem devorar “pela sociedade do consumo e da aparência”. “O que importa é o amor que vos une, fortalecido e santificado pela graça”. Optem por uma celebração “austera e simples, para colocar o amor acima de tudo”.

3. O mais importante é o sacramento e o consentimento

Preparem-se para viver com grande profundidade a celebração litúrgica e perceber o peso teológico e espiritual do consentimento para o casamento. As palavras que dirão não se reduzem ao presente, mas “implicam uma totalidade que inclui o futuro: ‘até que a morte vos separe’”.

4. Deem valor e peso para a promessa que farão

O papa recorda que o sentido do consentimento mostra que “liberdade e fidelidade não se opõem uma à outra, aliás apoiam-se reciprocamente”. Pensem os danos que produzem as promessas não cumpridas. “A honra à palavra dada, a fidelidade à promessa não se podem comprar nem vender. Não podem ser impostas com a força, nem guardadas sem sacrifício”.

5. Recordem que estarão abertos à vida

Lembre-se de que um grande compromisso, como o que expressa o consentimento matrimonial e a união dos corpos que consume o matrimônio, quando se trata de dois batizados, só pode ser interpretada como sinal do amor do Filho de Deus feito carne e unido com sua Igreja em aliança de amor. Assim, “o significado procriador da sexualidade, a linguagem do corpo e os gestos de amor vividos na história dum casal de esposos transformam-se numa ‘continuidade ininterrupta da linguagem litúrgica’ e ‘a vida conjugal torna-se de algum modo liturgia’”.

6. O matrimônio não é de um dia, dura a vida inteira

Tenham em mente que o sacramento que celebrarão “não é apenas um momento que depois passa a fazer parte do passado e das recordações, mas exerce a sua influência sobre toda a vida matrimonial, de maneira permanente”.

7. Rezem antes de se casar

Cheguem ao casamento depois de ter rezado juntos, “um pelo outro, pedindo ajuda a Deus para serem fiéis e generosos”, perguntando juntos a Deus o que Ele espera de vocês.

8. O casamento é uma ocasião para anunciar o Evangelho

Recordem que Jesus iniciou seus milagres nas boas de Caná: “o vinho bom do milagre do Senhor, que alegra o nascimento de uma nova família, é o vinho novo da Aliança de Cristo com os homens e mulheres de cada tempo”. Portanto, o dia do seu casamento será “uma preciosa ocasião para anunciar o Evangelho de Cristo”.

9. Consagrem seu matrimônio à Virgem Maria

O papa também sugere que os noivos comecem sua vida matrimonial consagrando seu amor ante uma imagem da Virgem Maria.

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Aspectos edificantes sobre a figura de são José que poucos conhecem

Hoje, 1º de maio é comemorado o Dia Mundial de Trabalho, o qual coincide com a festa de são José Operário, padroeiro dos trabalhadores e pai adotivo de nosso Senhor Jesus Cristo. A seguir, é apresentada uma lista com 8 dados que poucos conhecem a respeito de São José:

1. Não há palavras suas nas Sagradas Escrituras

Ele protegeu a Imaculada Mãe de Deus e ajudou a cuidar do Senhor do Universo! Entretanto, não há nenhuma palavra dele nos Evangelhos. Muito pelo contrário, foi um silencioso e humilde servo de Deus que desempenhou seu papel cabalmente.

2. Foi muito pouco mencionado no Novo Testamento

São José é mencionado no Evangelho de são Mateus, de são Lucas, uma vez em são João (alguém diz que Jesus é “o filho de José”) e apenas isso. Ele não é mencionado em Marcos ou no restante do Novo Testamento.

3. Sua saída da história dos Evangelhos não é explicada na Bíblia

 

É uma figura importante nos relatos do Nascimento do Senhor em são Mateus e são Lucas e mencionado nas passagens que relatam o momento em que Jesus se perdeu aos 12 anos e foi encontrado no templo. Mas este é o último momento que falam dele.

Maria aparece várias vezes durante o ministério de Jesus, mas José desapareceu, sem deixar rastro. Então, o que aconteceu? Várias tradições explicam esta diferença dizendo que José morreu aproximadamente quando Jesus tinha 20 anos.

4. Viúvo e idoso?

A Escritura não diz a idade de são José quando se casou com Maria ou sobre seu passado. Entretanto, por muito tempo foi representado como um homem de idade avançada, aparentemente baseado em um texto do chamado protoevangelho de são Tiago, um evangelho apócrifo que menciona que são José havia casado anteriormente, teve filhos desse casamento e ficou viúvo.

Segundo essa tradição, são José sabia que Maria tinha feito voto de virgindade e foi eleito para se casar com ela para protegê-la, de certo modo porque ele era idoso e não estaria interessado em formar uma nova família. Esta ideia foi contraposta ao longo da história por grandes santos, como santo Agostinho.

5. É venerado aproximadamente desde o século IX

Um dos primeiros títulos que utilizaram para honrá-lo foi “nutritor Domini”, que significa “guardião do Senhor”.

6. Tem duas celebrações

A solenidade de são José é no dia 19 de março e a festa de são José Operário (Dia Internacional do Trabalho) no dia 1º de maio. Também é celebrado na festa da Sagrada Família (30 de dezembro) e sem dúvida faz parte da história do Natal.

7. É padroeiro de várias coisas

É o padroeiro da Igreja Universal, da boa morte, das famílias, dos pais, das mulheres grávidas, dos viajantes, dos imigrantes, dos artesãos, dos engenheiros e trabalhadores. E também é padroeiro das Américas, Canadá, China, Croácia, México, Coreia, Áustria, Bélgica, Peru, Filipinas e Vietnã.

8. A ‘Josefologia’

Entre as subdisciplinas da teologia, são conhecidas a cristologia e mariologia. Mas, sabia que também existe a Josefologia?

São José foi uma figura de interesse teológico durante séculos. Entretanto, a partir do século XX algumas pessoas começaram a recolher opiniões da Igreja a respeito dele e o converteram em uma subdisciplina.

Na década de 1950, abriram três centros dedicados ao estudo de São José: na Espanha, na Itália e no Canadá.

Publicado originalmente em ChurchPOP.

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Por que maio é o Mês de Maria?

Há vários séculos, a Igreja Católica dedica todo o mês de maio para honrar a Virgem Maria, Mãe de Deus. A seguir, explicamos o porquê.

A tradição surgiu na antiga Grécia. O mês de maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade. Algo semelhante ocorreu na antiga Roma, pois maio era dedicado a Flora, deusa da vegetação. Naquela época, celebravam os ‘ludi florals’ (jogos florais) no fim do mês de abril e pediam sua intercessão.

Na época medieval abundaram costumes similares, tudo centrado na chegada do bom clima e o afastamento do inverno. O dia 1º de maio era considerado como o apogeu da primavera.

Durante este período, antes do século XII, entrou em vigor a tradição de Tricesimum ou “A devoção de trinta dias à Maria”. Estas celebrações aconteciam do dia 15 de agosto a 14 de setembro e ainda são comemoradas em alguns lugares.

A ideia de um mês dedicado especificamente a Maria remonta aos tempos barrocos – século XVII. Apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio, o mês de Maria incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus.

Foi nesta época que o mês de maio e de Maria combinaram, fazendo com que esta celebração conte com devoções especiais organizadas cada dia durante todo o mês. Este costume durou, sobretudo, durante o século XIX e é praticado até hoje.

As formas nas quais Maria é honrada em maio são tão variadas como as pessoas que a honram.

As paróquias costumam rezar no mês de maio uma oração diária do Terço e muitas preparam um altar especial com um quadro ou uma imagem de Maria. Além disso, trata-se de uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como Coroação de Maio.

Normalmente, a coroa é feita de lindas flores que representam a beleza e a virtude de Maria e também lembra que os fiéis devem se esforçar para imitar suas virtudes. Em algumas regiões, esta coroação acontece em uma grande celebração e, em geral, fora da Missa.

Entretanto, os altares e coroações neste mês não são apenas atividades “da paróquia”. Mas, o mesmo pode e deve ser feito nos lares, com o objetivo de participar mais plenamente na vida da Igreja.

Deve-se separar um lugar especial para Maria, não por ser uma tradição comemorada há muitos anos na Igreja ou pelas graças especiais que se pode alcançar, mas porque Maria é nossa Mãe, mãe de todo o mundo e porque se preocupa com todos nós, intercedendo inclusive nos assuntos menores.

Por isso, merece um mês inteiro para homenageá-la.

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Maio, mês dedicado a Maria

Maio é o mês que a Igreja Universal dedica à Mãe de Deus, a Bem-aventurada Virgem Maria. Este tempo é uma oportunidade para renovar o amor de todos os batizados pela Mulher que Deus, da eternidade, escolheu para dar à luz cuidar Dele.

A Santíssima Virgem Maria é para sempre a Rainha do Céu e da Terra, não há santidade sem Maria porque toda Ela leva a Cristo.

Maria, a mais humilde entre as mulheres, é precisamente o modelo de toda mulher, como assinalou o papa Francisco em abril de 2014, em uma mensagem a mais de 20 mil jovens reunidos em Buenos Aires, Argentina.

“Para vós existe um único modelo: Maria, a mulher da fidelidade, aquela que não entendia o que acontecia, mas obedecia. Aquela que, quando soube do que a sua prima precisava, foi depressa ter com ela; a Virgem da Prontidão!”.

O papa disse ainda que Maria é “aquela que fugiu como refugiada para um país estrangeiro a fim de salvar a vida do seu Filho. Aquela que ajudou o seu Filho a crescer, que o acompanhou e, quando o seu Filho começou a pregar, seguiu-o. Aquela que padeceu tudo o que acontecia com o Menino, com o Jovem. Aquela que permaneceu ao lado do seu Filho, e lhe indicava os problemas que surgiam: 'Olha, não têm vinho!'. Aquela que, no momento da Cruz, estava com Ele”.

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Neste domingo, Dia do Trabalhador, Igreja celebra São José Operário

Neste domingo, 1º de maio, celebra-se o Dia do Trabalhador e, para a Igreja, é a Festa de São José Operário. A data é um momento propício para recordar que o trabalho possui uma dimensão fundamental da existência humana sobre a terra (Laborem Exercens, 4).

Já dizia São João Paulo II que o trabalho é via para realizar a si próprio, mediante o crescimento e o desenvolvimento das potencialidades e das capacidades adquiridas com a formação, a experiência e a concreta generosidade.

São José Operário, padroeiro dos trabalhadores 

No ano de 1955, o Papa Pio XII, na Praça São Pedro, com mais de 200 mil pessoas, instituiu a comemoração de São José Operário, para o mesmo dia em que é celebrada a data civil. O principal objetivo foi dignificar os frutos do esforço humano através do trabalho.

O reitor do seminário de Guarabira(PB), padre Daniel Lima, aponta a necessidade do trabalho e diz que São José garantiu a sustentação da família através do seu trabalho. “O carpinteiro José trabalhou em Nazaré e precisava ter a capacidade de ser muito bom no que fazia, somente assim seria apreciado e produziria frutos para conseguir sustentar sua família”, afirma.

O sacerdote acrescenta que Igreja aplicou a São José o título de padroeiro dos trabalhadores e homem justo, pois tinha a capacidade de olhar para o outro não como mero objeto de trabalho, mas se fez capaz de respeitar cada um, de maneira particular, como filho de Deus.

O trabalho que dignifica e enaltece o homem 

carta encíclica Laborem Exercens, de João Paulo II, destaca que o trabalho ajuda o homem a crescer na medida que ele se dá aos outros. O trabalho é uma das características que distinguem o homem do resto das criaturas.

Também está relacionado com a manutenção da própria vida: somente o homem tem capacidade para o trabalho e somente o homem o realiza preenchendo ao mesmo tempo com ele a sua existência sobre a terra. (Laborem Exercens, 3). 

De acordo com padre Carlos Eduardo Alves da Silva, da diocese de Itaguaí (RJ), o trabalho dignifica e constrói não somente o templo em que habitamos, mas também o caráter, onde nos tornamos pelo caminho, afeiçoados a Deus.

“Assim, a exemplo de um homem digno e Santo que foi São José, Jesus alcançou o ser humano. No dia a dia, nas labutas diárias, na forma de vivenciar as questões humanas e corriqueiras”, pontuou.

Testemunhos 

Maria José Francelino da Silva, da cidade de Varginha (MG), alcançou a graça do trabalho pelas mãos de São José Operário. “Eu e meu esposo assistimos todos os dias o terço da misericórdia e lá ouvimos falar da cartinha de São José, então escrevi minha carta para São José e coloquei debaixo da imagem de São José pedindo a graça de um emprego, que fazia mais de 1 ano que estava desempregada”.

Perseverante na oração, Maria José alcançou a graça pedida ao santo. “Pedi a graça de um trabalho que fosse de carteira assinada e que não me atrapalhasse ir ao grupo de oração, pois sou serva do grupo de oração. Com a graça de Deus, consegui um trabalho no dia dele e, por providência, trabalho na avenida com o nome dele e rezo muito para São José pedindo a graça dele na minha vida e na minha casa”, continuou.

Outro testemunho é o de Lidiane Aparecida Costa Meira, 34 anos, da cidade de Itapetininga (SP). Ela ficou desempregada por um ano e meio e pôde experimentar a providência de Deus por meio da novena em honra a São José Operário. 

“Alguns dias depois fui para uma missão da RCC, em um grupo de oração chamado São José, uma serva me disse que Deus estava abrindo uma grande porte pra mim. No mês seguinte, fui chamada a trabalhar em uma concessionária. Em julho vai fazer 10 anos desta graça, 10 anos de muita benção”.

Lidiane conta que seguiu trabalhando com dedicação, buscando os valores do Evangelho. E não deixa de agradecer, anualmente, pela intercessão do santo. “Todo ano faço a novena agradecendo pelo emprego e que ele continue abençoando. Tenho uma imagem de São José na mesa do meu trabalho”, agradeceu.

Patris Corde

Em 8 de dezembro de 2021, a Igreja encerrou o Ano de São Joséinstituído pelo Papa Francisco no ano anterior (em 8 de dezembro de 2020) por ocasião dos 150 anos da declaração do santo como padroeiro da Igreja Católica. O anúncio do Ano especial foi com a publicação da carta apostólica Patris corde, do Papa Francisco.

No documento, Francisco enfatiza que um dos aspectos evidenciados na pessoa e missão de São José foi o trabalho. A falta de trabalho afeta profundamente a vida de milhares de pessoas. 

Papa Francisco faz um apelo em sua carta apostólica para que “Peçamos a São José Operário que encontremos vias onde possamos comprometer até se di­zer: nenhum jovem, nenhuma pessoa, nenhuma família sem trabalho!”

Extraído de: https://noticias.cancaonova.com/igreja/neste-domingo-dia-do-trabalhador-igreja-celebra-sao-jose-operario/

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Papa Francisco: que o trabalho seja digno

No Dia de São José Operário, festa do trabalhador, o Papa Francisco renovou seu apelo para que em todos os lugares e para todos "o trabalho seja digno".

As palavras do Pontífice foram pronunciadas ao final da oração do Regina Coeli deste primeiro de maio. E ao mundo do trabalho, exortou a fazer crescer uma "economia de paz". De modo especial, o Papa fez uma homenagem a todos os operários mortos na realização do seu ofício: "Uma tragédia muito comum, talvez demasiadamente comum".

Francisco citou ainda uma categoria especial de trabalhadores: os jornalistas. No dia 3 de maio, a Unesco promove o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa:

"Presto homenagem aos jornalistas que pagam pessoalmente para servir este direito", disse o Papa, citando dados alarmantes. No ano passado, 47 jornalistas foram mortos e mais de 350 encarcerados.

“Um agradecimento especial àqueles que, com coragem, nos informam sobre as chagas da humanidade.”

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