XVII Congresso Eucarístico Nacional - Catedral Votuporanga-SP
XVII Congresso Eucarístico Nacional


17/08/2016 - 08:12
Dom Adelar Baruffi
Bispo de Cruz Alta (RS)


Está acontecendo, de 15 a 21 de agosto, o XVII Congresso Eucarístico Nacional. Desta vez, é celebrado na Arquidiocese de Belém, no Pará, “Portal da Amazônia.” Embora, geograficamente distante de nossa Diocese, mais de 3.700 km, este evento une toda a Igreja presente no Brasil. É uma convocação a celebrar o grande mistério da Eucaristia, expressão máxima da vida cristã, em cada comunidade, em cada Diocese, em toda a Igreja. A Eucaristia manifesta plenamente cada Igreja Particular e, também, a Igreja na sua universalidade.

O tema escolhido faz voltar nosso olhar, mais uma vez, para a realidade e a vida eclesial presente na Amazônia, com suas alegrias e desafios: “Eucaristia e partilha na Amazônia missionária”. O lema espelha o espírito, o dinamismo eucarístico e missionário da vida cristã, tendo como texto bíblico inspirador, os Discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35). “E o reconheceram no partir do pão” (Lc 24, 35).

Toda nossa Diocese quer estar em comunhão com o Congresso Eucarístico. Em primeiro lugar para juntos professarmos nossa fé e celebrarmos a comunhão que formamos, como povo de Deus peregrino na história, no mesmo Cristo. “Nós te acolhemos presente entre nós. Ao recebermos teu Corpo e teu Sangue, mostra-nos a força redentora de teu sacrifício”, diz a oração do Congresso. Professamos mais uma vez, nossa fé na presença real de Cristo na Eucaristia: “Porque sob a forma de pão é o corpo que te é dado, e sob a forma de vinho, é o sangue que te é entregue.” (Das Catequeses de Jerusalém, séc. IV).

A Igreja celebra a Eucaristia como memória viva de Deus que age com fidelidade e misericórdia em nosso favor, não somente recordando um fato do passado, mas tornando o único sacrifício de Cristo na cruz atual, presente no hoje de cada comunidade que se reúne. Jesus partiu o pão. O pão é ele mesmo. Partiu a si mesmo, deu-se aos discípulos e a nós. Eucaristia é dar-se a si mesmo pelo bem dos outros. O dom recebido, daquele que se oferece a nós, nos move fazermo-nos dom para o bem do mundo. Sem a memória do sacrifício da cruz, a Eucaristia torna-se superficial, uma celebração aburguesada de uma ceia. Ela recorda e inclui a paixão do mundo, dos crucificados da história.

Mas o dinamismo da Eucaristia está, também, na comunhão que formamos como comunidade de fé, no mesmo Cristo, que nos une a todos.Pela participação no único corpo eucarístico do Senhor, a comunidade deve se tornarcada vez mais unida. Assim, a celebração eucarística une as comunidades e ensina o perdão e a misericórdia. Esta comunhão é sempre missionária, voltada para fora. Nos move a sermos missionários, como diz a oração do Congresso: “Tu és partilha de vida e salvação para a vida do mundo. Abre nossos corações para compartilhar com todos os nossos bens. Ensina-nos a testemunhar, amar, servir e proteger a vida, aprendendo a lição do Altar.”


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