Papa inaugura Super Nuns em apoio a vítimas do tráfico humano


09/02/2020 - 22:42
Comunidade “Super Nuns” se propõe a levantar fundos para irmãs comprometidas no resgate das vítimas do tráfico de seres humanos

Com o primeiro clique, o Papa Francisco inaugurou “Super Nuns”, a comunidade na plataforma Patreon, idealizada para arrecadar fundos em favor das vítimas do tráfico de seres humanos e para financiar projetos de assistência e apoio.

O projeto lançado pela Talitha Kum – a Rede Internacional da Vida Consagrada comprometida em reconstruir essas vidas e protegê-las dos traficantes – e patrocinado pela Fundação Galileo, prevê a parceria de vários artistas de rua, entre os quais Stephen Power, também conhecido como ESPO, grafiteiro estadunidense, e Leiji Matsumoto, pioneiro da animação japonesa. Repetidamente, o Papa falou sobre o drama do tráfico, também pedindo ações concretas.

Francisco, na manhã deste sábado, 8, cumprimentou a todos pessoalmente e a irmã Gabriella Bottani, coordenadora internacional de Talitha Kum, apresentou o site ao Papa.

O artista Stephen Power pediu a Francisco para autografar uma cópia da primeira imagem e uma foi presenteada ao próprio Papa.

A inauguração contou com a presença de algumas irmãs da rede Talitha Kum, nascida por iniciativa da União Internacional das Superioras Gerais (UISG) e que há 10 anos promovem a colaboração e o intercâmbio de informações entre mulheres e homens consagrados em 70 países do mundo, para erradicar o flagelo da escravidão.

Irmã Gabriella Bottani comentou a iniciativa: “Para nós, é um grande desafio e também acredito em um grande dom. “Super Nuns” nasceu de uma proposta de John McCaffrey, da Fundação Galileo, que estava em contato com a sociedade Edelman, uma grande empresa de comunicação nos Estados Unidos, e que a cada ano doa seu trabalho gratuitamente para projetos sociais. Em 2019, escolheram precisamente Talita Kum por ocasião de nossos 10 anos de vida, e iniciamos um diálogo com a equipe criativa de Edelmann, que deu vida à “Super Nuns”.”

Sobre os desafios enfrentados, a religiosa comentou: “Um dos primeiros obstáculos que encontramos foi justamente como contar a história de Talitha Kum sem colocar em risco a identidade das irmãs e respeitar as vítimas. Percebemos as pessoas que acompanhamos todos os dias, que sofrem ou que sofreram com o tráfico, dos testemunhos, que no início foi um ponto crítico das relações com o grupo criativo, que depois tornou-se um espaço bonito, de novidades. Edelmann então nos fez a proposta de trabalhar com alguns artistas que trabalham na área de quadrinhos e animação. Percebemos que é uma parceria “poderosa” porque nos permite contar as histórias de Talitha Kum e de respeitar aqueles que são nossos valores. A linguagem usada pelos artistas é uma linguagem que vai além, é inovadora e que pode alcançar um público que nunca poderíamos alcançar; também nos ajuda a repensar, a propor nosso trabalho com modalidades novas que nos fascinam.”



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