Papa Francisco: A vida é um caminho para a eternidade


11/08/2019 - 18:59

Durante a oração do Ângelus neste domingo, 11 domingo, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco recordou que “a vida é um caminho em direção à eternidade”.

Em seu comentário, o Santo Padre refletiu sobre o trecho evangélico do dia, no qual “Jesus chama os seus discípulos à vigilância constante para captar a passagem de Deus na própria vida, porque Deus continuamente passa na nossa vida. E indica as formas para viver bem esta vigilância: ‘Ficai de prontidão, com o cinto amarrado e as lâmpadas acesas’”.

Francisco explicou que a imagem evangélica do “cinto amarrado” “nos recorda a atitude do peregrino, pronto a partir para colocar-se a caminho. Não se trata de criar raízes em cômodas e tranquilizadoras habitações, mas de abandonar-se, de ser abertos, com simplicidade e confiança à passagem de Deus na nossa vida, à vontade de Deus que nos guia para a meta”.

“O Senhor sempre caminha conosco e tantas vezes nos pega pela mão, para nos guiar, para não errarmos neste caminho tão difícil”, afirmou.

De fato, “quem confia em Deus sabe bem que a vida de fé não é algo estático, mas é dinâmica: é um caminho contínuo, para ir para etapas sempre novas, que o próprio Senhor indica dia após dia. Porque Ele é o Senhor das surpresas, o Senhor das novidades, mas das verdadeiras novidades”.

Depois, “nos é pedido para mantermos as ‘lâmpadas acesas’ para sermos capazes de iluminar a escuridão da noite. Somos convidados a viver uma fé autêntica e madura, capaz de iluminar as muitas ‘noites’ da vida. E sabemos, todos nós tivemos dias que eram verdadeiras noites espirituais”.

O Papa Francisco destacou que “a lâmpada da fé precisa ser alimentada continuamente, com o encontro coração a coração com Jesus na oração e na escuta da sua Palavra”.

Neste ponto, Francisco repetiu uma mensagem que, segundo ele mesmo explicou, repetiu em ocasiões anteriores: “Carreguem sempre com vocês um pequeno Evangelho no bolso, na bolsa, para o ler. É um encontro com Jesus, com a Palavra de Jesus”.

“Esta lâmpada nos é confiada para o bem de todos: ninguém, portanto, pode se retirar intimamente com a certeza de sua salvação desinteressando-se dos demais. É uma fantasia crer que alguém possa iluminar-se de dentro. Não, é uma fantasia”.

A verdadeira fé “abre o coração ao próximo e encoraja a comunhão com os irmãos, especialmente com aqueles que estão na necessidade”.

No Evangelho, depois, “Jesus conta a parábola dos servos que esperam o retorno de seu patrão quando chega a noite, apresentando assim outro aspecto da vigilância: estar preparados para o encontro definitivo com o Senhor”.

“Cada um de nós vai se encontrar com Ele naquele dia do encontro. Cada um de nós tem a sua própria data para o encontro final”.

Diz o Senhor: “Felizes os empregados que o Senhor encontrar acordados quando chegar... E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontra”.

Com estas palavras, “o Senhor nos recorda que a vida é um caminho em direção à eternidade; por isso, somos chamados a fazer frutificar todos os talentos que temos, nunca esquecendo que não temos aqui a cidade estável, mas estamos à procura da cidade futura”.

“Nesta perspectiva, cada momento se torna precioso, para que é necessário viver e agir nesta terra tendo no coração nostalgia do céu. Os pés sobre a terra, caminhar sobre a terra, trabalhar sobre a terra, fazer o bem sobre a terra, e o coração nostálgico no céu”.

“Se vivemos em sintonia com o Evangelho e os mandamentos de Deus, Ele, na pátria celeste, nos fará partícipes de sua eterna felicidade. Não podemos compreender de verdade em que consiste essa alegria suprema, embora Jesus nos faz intuir com a semelhança do patrão que encontra ainda acordados os servos ao seu retorno: ‘Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá’”.

“A alegria eterna do paraíso se manifesta assim: a situação se revolucionará e já não serão os servos, ou seja, nós, que servem a Deus, mas será Deus mesmo que se coloca a nosso serviço”.

“O pensamento do encontro final do o Pai, rico de misericórdia, nos enche de esperança e nos estimula no compromisso constante para nossa santificação e para construir um mundo mais justo e fraterno”.



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